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Planeta Criança



Poesia & Contos Infantis

 

 

 


BRINCANDO COM FOGO / Gena Showalter
BRINCANDO COM FOGO / Gena Showalter

                                                                                                                                                   

                                                                                                                                                  

 

 

Biblio VT

 

 

 

 

Terra, Ar e Fogo deixaram de ser somente uma banda…

Acabar um trabalho em menos de três dias estava acostumado a ser minha grande virtude. Agora, de repente, sou capaz de lançar bolas de fogo, congelar sua bebida ou secar seu cabelo a quinze passos de distância e numa piscada.

Tudo começou quando este cientista colocou algo no meu café com leite gigante. Naturalmente, passei mal. No dia seguinte despertei com esse absolutamente ardente homem inclinado sobre mim. E ele me diz que: 1) que seu nome é Rome Masters; 2) que é um agente do governo; 3) que posso controlar os quatro elementos com meus pensamentos.

Ele parece ainda menos agradado por minha (aparentemente irreversível) transformação do que eu… porque agora ele terá que me matar.

 

 

  

 

Não é incrível como uma decisão aparentemente inocente pode mudar toda sua vida? Para mim, aquela decisão chegou na forma de um grande café moka[1].

Permitam-me explicar.

O dia começou bastante normal. Tradução: levantei da cama trinta minutos tarde, corri para tomar banho e me vestir com o meu uniforme padrão que cada empregado da Utopia Café deveria usar. A diferença dos outros empregados, eu tirei os três primeiros botões da minha camisa, revelando as bordas do meu sutiã. Não me julgue. Algumas pessoas têm um busto desafiante que necessitam um pequeno empurrão. E de todos os modos, se eu mostrar meu decote, meu chefe não terá problemas em que eu chegue tarde. Outra vez. Ele ainda poderia me agradecer por vir.

Estava mal confiar nas garotas para me tirar desse problema? Provavelmente. Importa-me? Claro que não. De fato, ajustei-os desavergonhada mente para uma ampla demonstração. Eu estou solteira, com 24 anos e determinada a manter este trabalho. Qualquer pessoa que se opor em meu mandarei voando para o espaço. Deixe-me explicar, meu pai sofre graves problemas do coração, e eu sou a "responsável" por suas faturas, por não mencionar a finança por sua estada na Village on the Park, um centro de vida próximo que o ajuda. Eu teria gostado que ele morasse comigo, (não é que tenha bastante espaço onde moro), mas é melhor que ele fique onde está. Eles o supervisionam vinte e quatro horas e se asseguram que ele tome suas medicações, o que ele "esquece" de fazer quando o deixo a sua própria sorte. Além disso, me diz que nunca foi feliz. E afirma que as mulheres são "raposas" que necessitam da atenção masculina. Posso mencionar que as raposas são muito mais custosas que as putas, porque meu papai sempre aparecia com o Viagra que compravam seus amigos? Eu tenho que fazer algo para que meu papai seja feliz, assim como ele de maneira desinteressada se assegurou de minha felicidade em toda minha infância. Então tenho que manter o meu trabalho e conseguir que me contratem hoje na entrevista depois do meu turno.

Não pode ser tarde, não pode ser tarde, não pode ser tarde, cantava mentalmente enquanto procurava meu tênis estava manchado de cappuccino. Derramei mais cappuccino neles do que servi à classe alta. E folgo em dizer que, eu servi muitíssimo café a eles. "A-há, os encontrei, pequenos e sujos bastardos" Quando eu os tinha posto na geladeira? Os coloquei, e o calafrio cresceu igual aos dedos entorpecidos pelo frio. Enquanto isso, o relógio marcou que já se havia passado um precioso minuto.

Apressadamente coloquei o blush, o rímel e o batom. Certo que pensaria que a necessidade de conseguir dinheiro me motiva a me pintar muito cedo na manhã, mas se equivocas. Ontem à noite estava bebendo com alguns amigos em uma festa Bachelorette.

O relógio marcou 6h em ponto. —Maldita seja— Cocei meus queimados e cansados olhos, quando compreendi que o rímel inclusive não havia secado ainda. Maldição. Provavelmente parecia um boxeador que tinha perdido uma grande luta. Lavei meu rosto com um pano úmido e bebi meu chá. Que poderia tomar para os monstros verdes prosperar? Finalmente, pronta para sair, tive que inundar minha mão dentro do aquário para pegar as chaves. Quantas bebidas eu havia tomado na noite passada? Eu não recordo das minhas chaves caindo na água. Ao menos, o aquário atualmente se encontra sem um peixe. Martin, meu betta[2], tinha morrido faz um par de dias. Causas naturais eu asseguro.

—Espero que esteja apodrecendo na sarjeta, - disse, olhando para baixo. De maneira nenhuma tinha ido para o céu. O pequeno mucoso me odiava. Sempre abrindo suas brânquias e golpeando contra o vidro quando eu caminhava na sala. Ele tinha sido um presente de meu último noivo, que, aliás, era O Príncipe Da Escuridão. Foi um engano desejar que meu ex morresse junto com meu peixe? Não há tempo para considerar a ética daquele sonho agora. Tinha que ir. Vestida? Preparada. Sapatos? Preparados. Chaves? Prontas. Currículo? Preparado. Eu havia colocado o em minha calça ontem à noite para me preparar para a entrevista de hoje. Ugh. Entretanto, outro trabalho de baixa categoria. Se eu pudesse voltar lentamente para minha cama, me enrolar sob as cobertas e continuar meu sonho não apto para menores de 18 anos sobre o Van Diesel e um tubo de apertão fácil de xarope de chocolate. Casal yum! Algo sobre aquela cabeça calva me pôs selvagem.

Deixa de sonhar acordada, mulher. Caminhei trabalhosamente para a porta que dá para rua e o telefone tocou. Suspirei, e corri direto ao meu dormitório. Provavelmente era meu chefe, Ron, mas quis verificar duas vezes no caso de não ser. Uma olhada rápida no identificador de chamadas revelou que era meu papai. Apanhei o receptor e o sustentei no meu ouvido.

— Oi! Papai.

— Oi! Boneca. O que está fazendo?

— Estou indo trabalhar. Tudo bem?

— Bem, muito bem sua voz nunca deixa de me consolar. Você trabalha muito.

— Sim, mas você sabe que para isso vivo. E minha voz revelou a verdade. — Eu nunca o faria saber que eu não gostava do meu trabalho, porque do contrário teria vindo até aqui. Não é de sentir saudades que eu o amasse tanto. — Eu não sou feliz se não estou trabalhando.

— Igual a sua mãe, que sua alma descanse em paz. Nunca compreenderei isso. — Imaginei sacudindo sua cabeça com admiração. — Não vou tomar seu tempo. Acabo de olhar aos velhos álbuns de fotos suas quando foi apenas um bebê. Sei que me visitou o outro dia, mas queria escutar sua voz.

— Vê, você é doce. Agora está tratando de me fazer chorar. Mas me alegro que tenha ligado. E eu também senti saudades.

Ele riu em silêncio.

— Nós somos um par de bobos... Oh, diabos! Disse para a mulher, que murmurava: — Agora não, Maria. Estou no telefone com minha melhor garota.

— Beijou ou não a Janet nos jardins ontem à noite? Maria exigiu no fundo.

— Maldição, sussurrou meu pai. Logo, oh, merda! Acredito que sua cadeira de rodas está em minha casa. Ele fez uma pausa. — Acredito que deveria ter resistido o convite de Janet para um passeio.

— Acredito que deveria ter sim — disse com uma risada.

— Tenho que ir agora. Amo-te, boneca — disse.

— David! Chamava Maria, agora mais perto.

— Te amo também, papai.

Já tinha finalizado a chamada, surgiu um sorriso em meus lábios. Sacudi minha cabeça, saindo apressadamente de meu diminuto apartamento com um olhar nostálgico para trás.

— Vamos com outro dia murmurei. Fora, a manhã débil da primavera demonstrava maravilhosamente a fragrância das magnólias, mas opressivamente quente, o ar pegajoso com umidade. Ah, merda. Havia me esquecido de trazer uma pequena toalha para secar o suor. Em alguns minutos, minha roupa ia estar colada ao meu corpo. Ok. Já não poderia fazer nada agora.

Não queria chegar com fome ao trabalho, detive-me por um caramelo — dona de cristal — em meu caminho à estação de ônibus e perdi meu ônibus. Marta é um sistema de transporte, e pelo que acaba de ocorrer, terei que esperar outros 20 minutos para que chegue o próximo ônibus. Pelo tempo que corri para Utopia, as linhas foram longas e sinuosas. Clientes na entrada, molestos por esperar. Bocejei. Quero dizer, por favor. Jesus. Qualquer pessoa poderia permitir uma xícara diária de seis dólares no Joe sem ter que passar por isso. Ron, meu chefe, me encontrou e me deu um olhar severo desses mortos-vivos.

Quadrei meus ombros, assim apertando o material de minha blusa, e lhe ofereci uma risada de sorvete de chocolate, sufocada no creme montado e cerejas. Um! Creme montado. Isto caberia amavelmente em minha fantasia do Van Diesel. O olhar fixo de Ron concentrado nas garotas. Ele empalideceu cuidadoso longe e torcendo seu dedo em minha direção. Sem jogar uma olhada para ver se notasse, ele girou sobre seu calcanhar, ordenou-me silenciosamente que o seguisse. Perfeito. Isto não é nada bom.

Respirando profundamente o ar com aroma de canela e baunilha, passei por vários homens e mulheres que usavam as mesas como mini-espaços de trabalho, seus computadores, faxes e trituradores de papel em torno deles. Eu entrei no escritório pequeno e apertado de Ron.

Queria-me ver, Sr. Pretty?

— É Peaty, e fecha a porta, disse-me. Sua voz não tinha emoção alguma.

Deixou-se cair na cadeira. Sua desordenada escrivaninha ocultava sua barriga. Seu negro olhar permaneceu dirigindo-se para baixo, não para mim. Merda. Minhas mãos agora suavam. Tinha-o feito como havia ordenado. Sem esperar que me dissesse, sentei-me na outra cadeira que se encontrava no escritório. Um tamborete rígido e incômodo que eu gostava de chamar de a Cadeira Travessa. Os arquivos que se encontravam ao meu lado se encontravam fechados. Estudei Ron. Ele tinha lábios magros, e agora mesmo aqueles lábios foram pressionados fortemente juntos, logo que eram visíveis as barras de cor rosa nos contornos do seu rosto completamente. Seu cabelo era de uma cor areia extremo, como se o tivesse penteado com seus dedos muitas vezes. As rugas dos olhos e a frente se pregaram.

Ron tinha se zangado comigo muito estas últimas semanas, mas ele nunca tinha demonstrado tal nível de descontentamento. Tal determinação sombria. Reconheci o olhar, entretanto. Eu a tinha obtido de meus outros chefes o último ano, justo antes que me despedissem. Eu dava um suspiro afogado. Não tinha sido sempre uma má empregada. Durante quase cinco anos, que havia trabalhado como garçonete durante o dia e também como encarregada de limpeza durante a noite. Eu tinha feito o suficiente para pagar meus gastos e os do meu papai, assim como construir uma boa conta bancaria, uma conta que utilizei com varias contas, os dois meses que tinha estado trabalhando neste café.

Por que não tenho já minhas inquietações? Por que eu não podia anular meu descontentamento, já que tive para tantos anos, e deixar de sabotar minha única fonte de ganhos?

Embora não quisesse admitir, sabia a resposta. Despertei uma manhã e percebi que a vida passava por mim, movendo-se em alta velocidade enquanto eu me derrubei atrás. A insatisfação que havia sentido e só tinha crescido após.

— Sinto por todas e cada uma das coisas que não tenho feito, disse, quando Ron abriu sua boca para falar.

Chegou tarde, ele grunhiu. — De novo.

O fato que eu não haja dito — Obrigado por declarar o óbvio, eu deveria ganhar pontos extras.

— Sim, sei, e realmente sinto. Quando sua expressão não se abrandou, quando ele ainda não jogava uma olhada em minha direção, meu coração se fechou de repente contra minhas costelas. — Trabalhei em outro lugar até altas horas da manhã e tive problemas para acordar. Ele olhava o relógio de parede justo atrás de minha cabeça e ajustava sua gravata manchada de chocolate.

— Embora, eu goste da imagem de você permanecendo na cama. Bastardo doente. Eu poderia ter vomitado em minha boca. De repente, com a esperança de ocultar, encurvei meus ombros. Espere, Ron estava movendo a boca. Não tinha deixado de falar.

— Isso é apenas uma boa desculpa. Quero dizer, eu posso fazer uma exceção para uma vez ou duas vezes, mas tivemos esta mesma conversa sete vezes. E você trabalhou aqui só há algumas semanas.

— Vou chegar na hora amanhã, tem minha palavra. Vou vir sem dormir se for necessário. Soei como uma desesperada? Provavelmente. Maldita seja. Odiava deixá-lo ver meu desespero. Odiava-o, odiava-o, odiava-o. Sabia quão desesperada eu estava. Mais ele poderia atirar minhas cordas e me fazer dançar como um macaco artístico.

Deu um toque com sua caneta contra sua escrivaninha.

— Isso é o que você disse a última vez. Isto é uma operação pequena, independente, Belle, e confiamos em nossos empregados para proporcionar um bom serviço para nos manter no negócio.

— Realmente proporciono um bom serviço, engoli em seco, acrescentando, — quando estou aqui. Franzi o cenho. Ele deixou cair à caneta e passou uma mão por seu cabelo. — Acredita que é boa com os clientes? De verdade?

— Sim, realmente. Eu sabia o que passava aqui. Ele vacilou sobre a beira de minha despedida e simplesmente tratava de pronunciar as palavras. E, compreendi com medo de ser despedida, eu não poderia falar disto de novo. Por este ponto em nossas conversas anteriores, ele me enviava sobre meu caminho com uma severa advertência.

Tinha sua irritação uma determinação que não podia persuadir falando docemente? Meus olhos se reduziram; com minhas mãos apertadas em punhos. Eu não permitirei que se desfaça de mim facilmente. De algum jeito, e de alguma forma, ia penetrar nessa parede infame de determinação. Não podia perder este trabalho. Ultimamente muito poucas empresas estavam dispostas a dar uma oportunidade para mim, assim só podia imaginar como teria que ir de um trabalho em outro.

— Estúpidos postos de trabalho, murmurei.

— O que foi isso? Perguntou Ron, com um nítido olhar.

Disse isso em voz alta?

— Oh, não é nada. Endireitei-me na cadeira.

— Dizia?— Ele soltou a um suspiro.

— Você não tem habilidades com as pessoas, Belle. Em lugar de suavizar as agitadas plumas, você faz fogo com elas.

— Digo, eu sou uma boa empregada, disse com dentes apertados. E não era uma mentira. Claro que geralmente chego tarde, sempre digo palavrões, às vezes prostituo. Mas trabalhei os fins de semana, férias e horas extras, sempre que é possível. Isto conta para algo, verdade?

— Não posso acreditar que está fazendo isto comigo. Ron voltou a abrir um arquivo procurando algo com a ponta dos dedos para baixo na primeira página.

— O servidor é grosseiro e insistente. O servidor fez o chá em vez de café. O servidor é grosseiro. O servidor é grosseiro. O servidor é grosseiro. Continuo? Não deixa que os clientes gritem. A indignação me deu o sentido do valor, e inclusive me sentei reta, com ombros quadrados. Essas pessoas não têm nada melhor que fazer que queixar-se de uma humilde servidora?

— Isto não me faz grosseira, isto me faz humana.

— Jenny não grita com seus clientes inclusive quando eles gritam com ela.

— Jenny é uma idiota.

Outro suspiro.

— Belle... Finalmente, pôs seu fixo olhar em mim e assim como ele olha às outras moças. Engoli, sua maçã do Adão se bamboleio como um bote em uma onda gigante. — Uh, o que eu ia dizer? Quase sorri abertamente, cada músculo de meu corpo depravado. Persuadi-o completamente. E muito mais fácil do previsto. Sendo estudada foi muito diferente de escutar seus comentários de delinquente sexual a respeito de mim na cama. Isto eu poderia dirigir.

Acredito que esteve a ponto de me dizer que fosse trabalhar e nunca chegue tarde outra vez. Ao que responderei que você é o melhor chefe no mundo e o farei sentir orgulho.

— Sim, quis lhe dizer que ia A... Ampliou seus olhos e sacudiu sua cabeça — não, isso não é o que queria dizer— disse ele. Sua voz soava severa. Fechou seus olhos e beliscou a ponta de seu nariz. Ele murmurou algo sob seu fôlego que soou desconfiado como ser derrubado por um par de bonitos seios.

— Eu deveria te despedir, você sabe. Maldição é por isso que te trouxe aqui.

— Sei, admiti brandamente. Não significa ser uma decepção para ele. Honestamente. Eu só, bom, eu sempre tinha sonhado a começar a esperar. Minhas sobrancelhas se uniram. Inclusive como uma menina, eu não tinha sido capaz de decidir o que queria ser quando crescesse. Eu ainda não sabia. Mas começar a ser um peão, apanhada em um ciclo de dívidas e um sem fim de servidões não foi, e não era a ambição de minha vida. Não me interpretem mal. Para meu pai, eu tinha vendido minha alma ao diabo. Com tinta permanente. Sem cláusula.

Papai tinha estado escravizado, trabalhando durante anos na construção, mesmo que seu débil coração lhe causasse dor, que nenhuma pessoa deveria ter que suportar. Tinha trabalhado tão duro porque ele me ama, porque ele me queria com lindas roupas e viagens de diversão com meus amigos. Mas sobre tudo porque ele tinha querido compensar o acidente de carro que havia matado a minha mamãe quando eu era uma menina. Depois que me graduei do instituto, eu o tinha convencido de partir, e eu felizmente tinha estado cuidando dele após. Não lamentei; realmente não o fiz, mas minha vida tinha caído na monotonia e às vezes realmente desejei que algo extraordinário me acontecesse. Algo assombroso, possivelmente um pouco selvagem. Algo que eu não conhecia.

Eu franzi o cenho. Não ia continuar desejando as coisas que eu não poderia ter. A partir deste ponto, eu seria uma melhor empregada. Iria trabalhar mais, seria menos conflitiva. Ron estava me dando outra oportunidade, e não esqueceria.

 

— Juro, Belle, que manterá minha ulcera em forma bélica. Disse ele misteriosamente. Ele colocou a mão em uma gaveta de sua escrivaninha, sacou um pacote do Tums e meteu vários na boca. — Porque eu não vou deixar passar isso uma vez mais o entendeu? E se repetir, estará despedida. — Suspirou uma vez mais, o que fez que seus ombros se afundassem. — É sua última oportunidade

— Não voltarei a fazer. — Juro Por Deus. — Eu não mencionei que hoje teria que ir um pouco mais cedo e me esperavam para fazer a entrevista no Hotel Embaixador Suítes, um hotel próximo. Eu duplicaria a fabricação de café ou algo para ganhar a primeira partida. — vou ser tão boa que me nomeará Empregada da semana. Possivelmente Empregada do Mês.

— Sim. Claro. — Ele fixou seus olhos nas garotas de novo. — Não posso acreditar que esteja fazendo isto. Vê. Abre um registro antes que eu mude de ideia.

Sorri abertamente, fiz voar com um beijo, e saltado de minha cadeira corri à porta. Obrigado Deus pelos pervertidos.

Passei as seguintes horas como um pequeno e bom robô, sorrindo com uma risada de luz do sol e rosas e agitando a clientes a meu registro como uma senhorita o concursante da América. Tudo sob o olhar de Ron parecido com o de um falcão.

Uma vez, cheguei perto de vociferar com uma mulher que teve o descaramento de me perguntar se me movia lento com todos os clientes, ou ela sozinha era especial. Você é como uma dor em meu traseiro eu queria dizer, mas não o fiz. Freei minha violência, consolada pelo pensamento que uma bruxa tão má, certamente adquiriria umas profundas rugas e perderia todos seus dentes e cabelo antes que ela desse patadas.

Minha amiga Sherridan, a única amiga que tinha, realmente, já que tomando em conta o fato de que não tinha tempo livre, tivesse estado orgulhosa de mim por permanecer calada, mas isso não me impede de lançar uma catapulta de vingança. Quando nós estávamos na escola primária, ela me havia dito que o diabo sobre meu ombro direito brutalmente deve ter estrangulado ao anjo a minha esquerda que destrói qualquer indireta de influência moral.

Falando de Sherridan, ela deu uma passada no café minutos mais tarde, viu-me e agitou sua mão para me saudar. Ela falava por seu celular. Ela era alta e magnífica com cachos loiros e curvados que continuaram para sempre, as curvas que agora foram encaixotadas em um traje calça de esmeralda. Ela me viu, evitando a linha para estar de pé ao lado de meu registro, e enganchou seu celular a sua cintura.

Oi! Você — disse ela com um cálido sorriso

— Oi, voltei — disse eu, mantendo o olhar no cliente, pretendendo escutar sua ordem. Eu adorei quando me visita aqui Sherridan. Tecnicamente, os empregados foram desalentados com o fato de ter convidados, mas ultimamente era o único tempo que passamos juntas. — Você está bem.

— Obrigado. Ela falava sobre e franzia o cenho ao cliente. — Hoje à tarde estarei mostrando uma casa e desejo impressionar ao comprador que é a metade da razão pela que estou aqui. — Ela aplaudia suas mãos no entusiasmo. — Tenho nossos encontros.

— Encontros? Vários meses tinham transcorrido desde que havia pensado sequer na palavra, por isso foi como uma língua estrangeira. — Deseja canela polvilhada em seu café? Perguntei ao meu cliente.

Com os gêmeos— disse com orgulho Sherridan. —Ricos gêmeos.

—Sim— diz o cliente com os lábios apertados.

Sherridan não fez a pausa.

— Penso que você gostara do mais velho - Havia um remorso de incerteza de sua voz.

—Estou segura que gostara — É formosa e simpática. Sherridan gostava de fingir que ela era confidente, mas no fundo ela o ressegurou quando voltávamos para os homens. Ela tende a apaixonar-se por eles rapidamente, fazer-se horrivelmente necessitada e insegura, e os afugenta. —Embora, estou trabalhando essa noite. — O sorriso do Sherridan deslizou um pouco, e reduziu seus olhos cor prata com receio. —Eu não te disse quando.. Seu telefone soou.

—Em algum momento ainda hoje poderá se ocupar da bebida? — disse meu cliente, dando golpes com as unhas no mostrador.

Não importa o dia. Voltei, tomando um cartão de leite e depositando uma medida no contêiner apropriado. Sempre estou trabalhando.

—Leslie. —Sherridan disse a seu assistente - Este não é um bom momento. Estou em uma reunião.

—Belle, não pode tirar um dia de licença? Só um? Por favor!

Uma onda de saudade me golpeou, mas não falei por vários segundos enquanto o leite fervia, zumbindo fortemente.

Quando o som calou, disse:

—Desejaria poder, Sher, mas mais tarde tenho uma entrevista para um segundo emprego e estarei trabalhando durante as noites se me derem o emprego.

—Não outro — disse ela com um grunhido.

— Hey, garota de serviço. Pode me dar um ETA em minha bebida? Estou apurada, e está demorando uma eternidade.

Meu olhar buscou e se encontrou com a oposta, meus olhos cor avelã contra os cafés dela. Minha impaciência contra sua moléstia. Ela era alta, bronzeada e maciça, quase muscular, de pele de couro e cabelo café obscuro como o meu. Mas onde meu cabelo era comprido e liso (e eu acredito, sedoso) o dela era curto e frisado, como se ela tivesse deixado os rolos do permanente postos como por um milhão de anos.

— Meu nome não é serviço ou garota— murmurei. A ela, disse alto — estará aí em um segundo senhor, Ups, sinto muito, senhora.

Ela franziu o cenho.

— Belle — advertiu Ron.

Rangi meus dentes, quase os transformando em pó, e preparei o estúpido café. Todo o tempo cantando em minha cabeça, comportar-me, comportar-me, me… demônios… comportar. Vendo o lado bom, ao menos Ron estava deixando acontecer à visita de Sherridan.

Bom, devo ir antes que a super cachos dê um ataque — Sherridan disse, ignorando o cenho do meu cliente. Ela se aproximou e me deu um beijo na bochecha — me chame se mudar de opinião a respeito dos gêmeos. Eles têm o mais lindo e apertado traseiro que jamais tenha visto e se casar com algum, dos gêmeos, não com seus traseiros, todos seus problemas de dinheiro se acabam. Com isso, ela se foi.

Eu dava a super cachos o café, mas não obtive um obrigado.

— Quero uma magra com baunilha, por favor — disse meu seguinte cliente.

—Sem açúcar?

Seu rosto mostrou desgosto. Disse magra, não sem sabor.

E assim passou outra hora sem piedade. Devia ter ventilado meu avental e ir com o Sherridan.

— Isto não é o que pedi, escute. —seus dedos tocaram a borda, —assim quero que comece de novo e me faça outra bebida que não esteja poluída. Ouviu. E isso que chama de café expresso? Bebi água mais forte, escute.

Queixei-me? Mescle a alguém um swirlie (quer dizer, saliva na bebida) Não e não! Embora a contínua restrição me custasse. Meu estomago era um nó apertado de dor. Minha pele se sentia muito apertada contra meus ossos.

Um tic se criou sob meu olho esquerdo. Minhas costas pulsavam, e meus pés doíam, e não por estar parada muito tempo. Estava acostumada a isso. Minha dor era porque não tinha me permitido repartir umas quantas surras a traseiros muito necessitados.

Se não conseguia ser a empregada da semana depois disto… esperem. Decidi que necessitava de um descanso.

Quando terminei de atender meu ultimo cliente, olhei para Ron, quem tinha deixado de me vigiar o suficiente para voltar sua atenção a uma mulher que brilhava como se acabasse de sair de uma foto pornô.

Ela caminhou lentamente frente a ele, seu Top pendente vermelho de lycra e shorts revelando, mas T e A que a pagina meia da Revista pornô Pent-house, não que eu tenha dado uma olhada nessas revistas (ugh, ugh). Ron ajustou seu cinturão. Estalei meus dedos para atrair sua atenção, mas o traseiro com tanga ajustada o manteve cativado.

O sino sobre a porta soou, anunciando a chegada de outro grupo de clientes. Seus olhos eram ferozes, e pude me dar conta que estavam desesperados por sua dose matutina. Se não atuasse rápido ia ficar obstruída aqui pelo menos vinte minutos mais, e eu já não tinha outro segundo de doçura em mim.

Com uma velocidade que Superman teria invejado, comecei a fechar minha registradora.

— O que está fazendo? — Jenny, empregada-a do ano, ou como eu gostava de chamá-la, a cadela do milênio, quis saber. Ela se encontrava na única outra registradora aberta, uma pequena, arredondada em todos os lugares corretos loira, que atraía a atenção dos homens só respirando. Ela tinha mostrado seu ódio por volta de mim no primeiro dia que comecei a trabalhar, me tropeçando cada vez que caminhei perto dela, me dando café normal quando pedia descafeinado.

Porque me odiava, não sabia. Não me importava, sério.

É preparada. Arranhei a frente com o dedo médio, dissimuladamente e mandando-a ao diabo. — Averigua. Com seu furioso ofego soando em meus ouvidos, caminhei para Ron e o toquei no ombro.

Ele saltou e agarrou o coração com a mão no peito ao voltar rapidamente para mim. Jesus Cristo!

— Não, sou eu a Belle — disse secamente.

— O que quer? — grunhiu.

— Realmente eu gostaria de tirar meu primeiro descanso de quinze minutos. Se estiver bem pra você, Sr. Pretty — acrescentei docemente.

É Peaty. — Olhou seu relógio. — De acordo. O que seja. — Seu olhar deslizando novamente à foto caminhante, agora agachando-se para recolher o guardanapo que acidentalmente tinha caído, e seus shorts subindo acima de seu traseiro.

Sacudindo minha cabeça, tome as coisas necessárias para… hmm. O que queria?

Um chocolate decidiu pelo próximo flash. Isso soava bem. Isso era o que teria. Se alguém merecia esse Chocolate era eu.

— É uma cadela, — Jenny murmurou, apareceu repentinamente ao meu lado misturando um chá.

— Seus ciúmes estão aparecendo,. — disse em uma voz cantada. Dei dois goles rápidos em minha xícara,

Logo leite inteiro. Eu não gostava do desnatado. Se tivesse deixado de estar se escondendo para mordiscar muffins, éclairs e pedaços de bolo poderia ter se dado conta que era hora de que alguém tomasse um descanso. Jenny ofegou. Posso-te dizer tenho o açúcar no sangue. Eu tenho que comer. Sim, claro. Acredito completamente e não acredito para nada que esteja delirando absolutamente.

— Você simplesmente esta rogando por um pedaço de mim, sabe? Ela grunhiu. Não sei o que te deu a ideia que baixei meus padrões, mas me deixe te assegurar, não o fez. Não quero nenhuma sua parte. Por certo tem um pedaço de massa pega nos dentes. Chocolate completo sentem-me em uma mesa vazia. Enquanto sorvia o doce liquido (perfeitamente preparado, obrigado) fixei meu olhar na larga janela da frente da loja e ri. Ah, meu pequeno interlúdio com Jenny tinha revivido meu espírito.

Afastando a tensão conduzida pelo encanto forçado. Através do caminho havia um bonito brownstone[3] de cor parda que tinha suas janelas feitas em aço. Os arbustos que o rodeiam foram expertamente recortados, ajustados e cercados com uma sebe. As flores floresceram com graça ao sol da primavera, fazendo um arco íris rosado, vermelho e de ouro com suas pétalas. Mas não havia sinais, nem nenhum tipo de publicidade. De vez em quando, via pessoas estacionar seus carros no estacionamento, e pelo que sabia, havia pessoas que trabalhavam ali. Mas nunca consegui saber que negócio é, além disso, nunca vi entrada e saída de empregados.

Esse lugar me intriga. Sempre o havia feito. Eu havia pensando em escapulir muito tarde da noite e dar uma olhada por aí dentro, mas pelo geral dormia antes de ter a força suficiente para sair do apartamento.

Talvez se trate de um... Pisquei demônios? Um homem alto com uma bata de laboratório de repente saiu do prédio a sua máxima velocidade, com seus olhos largos e selvagens e seu cabelo deslizando com o vento. Em um minuto já não estava ali e no próximo estava. Com minhas costas retas, e revolvendo a borda da xícara de café. Eu pisquei de novo, como se pudesse tirar a informação de meu cérebro sobre porque esse homem corria. O homem se dirigiu ao outro lado da rua, um homem tocou corneta e este retornou para golpeá-lo.

Dois carros se chocaram. Inclusive de onde eu estava sentada, escutei o chiado dos pneus e como violentamente se esmagaram.

Meus olhos abertos enquanto franzia o cenho aos homens que corriam a grande velocidade. Aparentemente o estavam caçando, a quem agora corria dentro da Utopia como se sua vida dependesse disso.

O sino soou e levantei depressa, enquanto meu café derramava. Pus a xícara sobre a mesa e olhei fixamente ao homem. A pele pálida, traços tensos, uma respiração desigual, ele explorou o local rapidamente.

Fixo seu olhar no meu, então rapidamente se recuperou. Através da distância, nossos olhos se bloquearam.

— Está bem? — chamei-o com uma projeção de minha voz.

— Por favor, me ajude — disse ele com um nó na garganta. Ele estava empurrando as pessoas longe do lugar e o balbuciou — Eles não sabem. Eles estão me perseguindo. Uns grunhiram.

— Olhem. Quando o homem me alcançou, agarrou-me por meu antebraço. O suor gotejava de sua testa; o medo encheu seus olhos dilatados.

— Tem que me ajudar, — disse ele. — Eles vão me matar.

Matá-lo? Minha boca se seco, meu sangue se congelou, espinhos até quentes deslizavam por minha coluna vertebral.

— Fique aqui — disse a ele. — Não, melhor esconda-se. Ou não, fique perto. OH, diabos. Faz o que seja enquanto chamo o 911. — Seu agarre me estava apertando, me separei dele e gritei às pessoas ao redor de mim, — alguém tem um celular? — Essa mínima extravagância já que eu não me podia permitir isso Alguém? Saltei ao redor das mesas, mas cada um me olhava com um olhar fixo. —Não consumirei seus minutos, juro. Isto é uma emergência.

— Exijo falar com o gerente, — disse alguém, estou segura, para queixar-se sobre o que acabava de passar e demandar o serviço gratuito.

Entrei rapidamente no escritório de Ron e peguei o telefone. O operador respondeu apenas o telefone tocar pela segunda vez e expliquei o que tinha acontecido.

— Um homem foi açoitado neste Café, — disse rapidamente. — Ele diz que alguém quer matá-lo. Quando falei uma mulher gritou no fundo e um homem gemeu.

A ajuda está a caminho — prometeu-me o operador. O martelar de meu coração, e o fato de ignorar as suplicas daquela mulher, conseguiram evitar que eu perdesse o controle. Estavam golpeando a área principal. Tinha ido só um momento, mas o Café parecia como se um desastre natural tivesse passado por ali. Mesas viradas. Cadeiras espalhadas em todos os lados. Café derramado no piso como um rio negro com copos de papel e guardanapos flutuando nele como cadáveres.

Agitação e medo. Os clientes do café junto com seus empregados se encontravam amontoados em um só canto. Só Ron parecia não ter medo. Estava abraçando a Jenny, enquanto ele sentia algo. Estará ele escondendo-se? O homem da bata de laboratório tinha fugido. Os meninos que tinham observado o processo de perseguição já estavam se acalmando. Um terceiro homem, a quem não tinha visto sair do Brownstone, encontrava-se na porta, impedindo a entrada ou saída de qualquer pessoa. Era jovem, provavelmente com trinta anos, alto e musculoso, com cabelo loiro e uma cara que qualquer modelo masculino teria invejado. O observava tudo, como se estivesse catalogando cada detalhe.

— Cada um tome um assento — disse ele finalmente com uma voz muito sensata. — Fiquem cômodos que vamos estar aqui um momento. — O que aconteceu? — exigi saber, já que mais ninguém tinha falado em voz alta depois de sua ordem. — Quem é você? — talvez não tivesse que ter chamado a atenção, não há caminho, no inferno, simplesmente, eu obedeceria.

CIA — disse ele franzindo o cenho e dando algum tipo de crédito. — Agora sente-se.

CIA? Minha mandíbula estava realizando uma dança de queda e fechamento, e a queda estava muito perto. Tinha visto na televisão aos agentes, é obvio, mas nunca na vida real. Entretanto, algo dentro de mim gritou para não confiar nele. Quero dizer, até tênia a voz do homem com bata de laboratório em minha cabeça. Vão me matar. Vão me matar! Mas... E se o homem com a bata era uma pessoa má que precisavam matar? Ou possivelmente o menino lindo estava mentindo e o bom era o homem da bata de laboratório? O que me confunde é ter um aneurisma por tantas perguntas que estou formulando

Pense Jamison, pense. Sente-se. Não, corra. Sente-se. Sim, isso é o que eu gostaria de fazer. Não, não. Devo correr. Como troquei tanto de ideia estive dando passos para frente e para trás com o pé direito enquanto que o pé esquerdo ficava estático. Passo, retroceder. Maldição! E se escolher a decisão incorreta? Haveria uma possibilidade muito boa de estar nos titulares de amanhã como: Idiota Local É Encontrada Morta. Os lamentos dos amigos da vítima, — Se Belle tivesse tomado um dia livre como eu, perguntasse, ela ainda estaria viva.

Meus olhos se abriram.

— O que aconteceu com aquele homem? O da bata de laboratório — O menino bonito cruzou seus braços sobre seu peito e me imobilizou com um escuro e quase hipnótico olhar.

— Isso não é nenhuma preocupação, por agora, — disse, falando com toda a sala, — tenho algumas pergunta, e me terão que responder.

Esses olhos... Eram intensos, transmitiam ordens, mas de uma vez, davam um pouco de medo.

Somente chame um policial — exalei. — Se você nos fizer mal, será levado à prisão e será a puta do Big Daddy[4] — Seu olhar fixo estalou a um dos perseguidores com bata de laboratório. Ele era uma besta de um homem, com uma espessa barba negra (era aquelas ervilhas entre os cabelos?) e mais músculos que Arnold em seu melhor momento?

— Tome cuidado com isso. Tomar cuidado com o que? A besta chamou... À polícia? Estou pensando tanto que não estou escutando o que dizem. Enquanto isso, o outro guarda trouxe cadeiras para todos. Exceto para mim. Eu lhes dava um olhar ameaçador, mas eles não queriam confusões comigo. Hey, isso é uma possibilidade.

Mas eu não entendo a razão pela que se contentaram permanecendo aqui em lugar de perseguir o homem com a bata de laboratório. Ou o tinham agarrado eles e o tinham levado longe enquanto eu estava ao telefone? Por que nos fazem perguntas, então, se eles já o tiverem?

— Aquele homem é um criminoso perigoso, — disse-me O Menino Bonito. Ele deve ter compreendido que eu não cooperaria se não me explicasse.

E é seu interesse nos ajudar. — Criminoso perigoso, as palavras mágicas de minha capitulação. — Está bem, está bem, — disse a contra gosto darei o benefício da dúvida. Tinha um cartão de identificação, depois de tudo. — Mas se alguém saca uma arma e me aponta, vou PMS em seu traseiro.

— Tão notável, — disse ele secamente, sem se deixar impressionar.

Agradecia porque a mesa que eu tinha ocupado antes tinha permanecido intacta. Meu café estava colocado, igual à antes. Levantei a xícara aos meus lábios e bebi a goles. Quente e doce, muito mais doce do que tinha estado mais cedo, como se o chocolate tivesse mais espesso. Mmm. Continuei bebendo a goles, me pondo cômoda. O Menino Bonito nos perguntou um por um, e escreveu os nomes e respostas em um caderno. Ele era muito policial. Perguntou a cada um as mesmas três perguntas:

1) Nome e direção

2) você viu ao homem no casaco de laboratório?

3) disse-lhe ele algo ou lhe deu algo?

O Menino Bonito falou comigo muito mais tempo e tinha para meu mais que o padrão três perguntas. O que me tinha feito querer ajudar ao homem com bata de laboratório, o doutor? O Menino Bonito, o chamei assim, cuidadosa para não usar seu verdadeiro nome. Tinham planejado em segredo encontrar-se mais tarde? Alguma vez tinha encontrado ao doutor antes disto? Não me incomodei em mentir. Na realidade, eu não estava segura que poderia mentir a este homem. Cada vez que ele dirigia esses intensos olhos marrons sobre mim, sentia-me obrigada a compartilhar meus mais profundos e obscuros segredos. Não como um o fazia nas festas de pijamas, mas sim seu olhar transmitia um — morrerá se não o fizer—. Muito estranho.

E sabe o que? Não consegui nenhuma resposta as minhas perguntas. Qual era seu nome? Por que eles perseguiam ao homem com bata de laboratório? O que fez o homem de tão perigoso? O Menino Bonito ia comer o chocolate éclair que furtou do refrigerador? Eu estava faminta.

Por último, O Menino Bonito e seus homens, seguiram rapidamente aos clientes. Eu tinha esperado que ele nos ameaçasse se dizíamos à imprensa ou alguém, sobre o que tinha acontecido, mas ele não o fez. Eu tinha esperado que a polícia chegasse (tal como foi prometido), mas eles nunca vieram. Acredito que não tinham importado a eles, por isso disse O Menino Bonito, quero dizer, ele havia dito que o homem com bata era um criminoso. Por fim nos deixaram sozinhos. Ron, Jenny e o resto dos empregados da Utopia ajudaram a limpar a desordem. Estranhamente trabalhamos em silêncio, sem comentar nada sobre os acontecimentos. Talvez nós tivéssemos muito medo. Talvez estivéssemos muito confusos. Ou possivelmente ambos. Como já tínhamos terminado de limpar, aproveitei e procurei o homem com bata, mas não o encontrei.

Que merda de dia resultou ser hoje! O único raio de luz que tinha e que Ron decidiu fechar o Café o resto do dia. O que me dá a oportunidade que tanto necessitava para escapar para minha entrevista embora com atraso. Talvez, se tiver sorte, eu gostaria de ser golpeada por um carro e poderia demandar por milhões.

 

No momento em que cheguei ao Hotel Suítes do Embaixador (sem ser golpeada por um carro) maldito seja! Tinha estado pensando no que aconteceu hoje. Por que se preocupar com isso agora? Perguntei. Já que minha cabeça estava a ponto de explodir em centenas de pedaços. Tinha uma forte dor em minhas têmporas, enquanto as gotas de suor deslizavam em minha cabeça. Sentia meu estômago cravado e queimado, como se me tivesse tragado centenas de agulhas banhadas em ácido.

Pode a fome doer? Não! Certamente não. Tinha saltado o almoço, É certo! Mas já tinha feito várias vezes e nunca reagi desta forma.

Tropecei no banheiro do hotel, os ladrilhos do chão, que eram negros e brancos, faziam que me enjoasse.

Meus olhos normalmente eram de cor avelã, uma mistura de verde e marrom, mas ao me olhar no espelho, parecia um frágil verde esmeralda. Muito brilhantes e com as pupilas dilatadas.

Joguei água fria no rosto.

Mas a água não gotejava, parecia como se minha pele se abrisse e absorvesse cada gota. Isso ocorreu tão rápido, que se tivesse piscado, nunca poderia ter notar.

Meus poros gritavam em sinal de protesto, estavam queimando. Um gemido escapou de meus lábios. Que demônio está acontecendo comigo? Teria me infectado com um vírus de ação rápida, depois de sair da Utopia? Deus! Dói-me tudo! A dor ia aumentando, com cada segundo que passava. Minhas articulações inchavam, e me dificultava obter, um fôlego decente. Endireitei-me o mais que pude e me observei detalhadamente. Formaram-se contusões sob meus olhos e nas bochechas tinha manchas de cor vermelha brilhante.

Meus lábios estavam apertados, parecia uma drogada. Encontrava-me se desesperada, e em busca de uma solução.

Imaginava como meu chefe, poderia responder a isto: atirar-me na rua e depois colocaria um letreiro dizendo, que ia estar detida se pusesse um pé no interior do edifício. Perfeito!

A cãibra repentina estava se duplicando e gritei! Inala, Exala! A dor foi diminuindo. Endireitei-me outra vez e me dei conta, que meus ouvidos estavam gotejando sangue.

—Santo Deus— Apenas terminaria a entrevista e poderei ir para casa descansar. De algum jeito, e só Deus sabe como cheguei ao escritório do entrevistador, com minha cabeça em alto e meus ombros quadrados. Um homem mais velho rígido e com um espesso cabelo prateado, encontrava-se sentado atrás da escrivaninha. Sorriu abertamente quando me viu, e algumas rugas se formaram em seu rosto. Irradiava bondade.

Você deve ser Belle.

— Sim! Fiz meus lábios sorrirem. Não poderia manter essa fachada por muito tempo, embora tivesse que fazer de novo, porque não sabia como demônios se chamava o entrevistador? Ele me deu a mão. A sensação de sua palma contra a minha, me fizeram sentir vontade de me atirar ao piso e chorar por minha mãe, que não vejo há 20 anos.

O contato, embora fosse breve, deixou-me como uma presa esfaqueada.

— Chegou um pouco tarde! — Disse ele, jogando uma olhada a seu relógio de pulso, — mas acredito que não há muito tempo! Devo atender mais entrevistas.

— Obrigado! Muito obrigado. Tive um inevitável atraso, mas prometo que de agora em diante, não voltarei a chegar tarde. Rapidamente desdobrei meu currículo de meu bolso e o entreguei, tomando cuidado de não tocá-lo. Ding, Ding. Vamos começar a entrevista.

OK, realmente a arruinei.

Estava escutando tudo muito alto, por isso não podia entendê-lo bem. Minhas articulações doíam horrivelmente, e não era capaz de me sentar e estar quieta. Minha mente estava a ponto de explodir, e minhas respostas não foram muito inteligentes. Sem ânimo, atormentada e debilitada pela dor, entrei em meu apartamento, e sacudi as chaves no velho tapete de penugem marrom, fechei a porta e me dirigi ao meu dormitório, me despindo. Apenas caí no suave frescor de minha cama, todo o horrível pesadelo se repetia em minha cabeça.

Entrevistador: Você teve muitos empregos?

Eu: Só recentemente. Antes disto, eu trabalhei como serviço de limpeza neste hotel, durante quase cinco anos e como garçonete, no restaurante daqui. Mas em cada um, de meus últimos empregos, aprendi lições valiosas, asseguro!

Entrevistador: O que, mmm..., aprendeu você na fábrica de bonecas Kimberly?

Eu: Aprendi que não é gracioso pôr a cabeça de Kevin, no corpo de Kimberly.

Entrevistador: Ummm...! E na barbearia de animais?

Eu: dei-me conta, que os cães e os gatos devem ser respeitados e não se parecem com os leões raspados. Em minha defesa, olhar o leão é muito popular com determinadas raças.

Entrevistador: Entendo. Tenho uma dúvida. Você foi despedida de cada um destes empregos, ou você partiu?

Eu: Prefiro o término — deixar ir—. Isso sonha menos... Miserável.

Entrevistador: Então a deixaram ir de todos estes empregos?

Eu: Posso explicar

Entrevistador: Escuto

Eu: No Harrison e CO. Livros, eu entendi completamente mal a política de retorno.

Um simples engano, realmente, qualquer pessoa poderia ter cometido. Verá! Pensei que seria totalmente genial, levar os livros para casa em minha bolsa, leria e logo os devolveria. Você teria pensado a mesma coisa, verdade? Isto é que retorno quer dizer.

Entrevistador: Bem, uh, Um! Quanto ao Jumping ' Carros de Balanço por que a deixaram ir dali?

Eu: Bom, isso é uma história interessante. Verá! Houve um desgraçado acidente com um dos carros que tomei emprestado. Não foi minha culpa no mínimo. A senhora que estava diante de mim, não colocou sinal, e você sabe quão importante é indicar, quando vai se trocar de pista.

Entrevistador: Sim, é muito importante!

Eu: Só me dê uma oportunidade, Sr. uh, ehhhhhhhh...

Entrevistador: Sr. Mc. Donald.

Eu: Serei a melhor mmm...

Entrevistador: Empregada

Eu: Serei a melhor empregada. Empregada! Isso é excelente. Contei-lhe a respeito de meus cinco anos de experiência, trabalhando nisso verdade? Sou muito boa com as pessoas, e inclusive melhor com os clientes privados, garantiu Belle Jamison. Não há nada mais estável que isso, Senhor Mc. Ronald

Entrevistador: É Mc. Donald

Eu: Muito obrigado, Donald. Você pode me chamar, Belle.

Entrevistador: Tenho que ser honesto com você, senhorita Jamison. Isto é o Embaixador, e estamos procurando a alguém mais. Assim, aterrisse!

Eu: Eu estou na terra é sério! Passei a maior parte de meus anos de adolescência enterrada.

Entrevistador: Mm...

Eu: Isso foi uma brincadeira. O prometo! Meu pai não tinha o coração para me enterrar, inclusive quando merecia isso.

Entrevistador: Necessitamos a alguém sensato.

Eu: Posso ser sensata. Algum tempo atrás, eu fazia compra com minha amiga Sheridan, que te mataria, se a chamas Sherry.

Ela quis comprar um vestido muito bonito, mas muito caro e de cor azul. O azul é sua cor favorita e ela estava divina com ele, mas ela já havia alcançado o máximo de seu cartão e não tinha o dinheiro suficiente em efetivo. Disse-lhe que o vestido fez que seu traseiro ficasse gordo, para que ela não se endividasse. Uma garota sensata faz mais que isso.

Entrevistador: vou anotar isso. Enquanto isso foi agradável te conhecer. Chamarei para te dizer nossa decisão.

Eu: Quando? Realmente necessito deste trabalho.

Entrevistador: Já a chamaremos em alguns dias!

Eu: Bom, genial. Vou manter meu telefone ligado para que possa ficar em contato comigo, em qualquer momento. Realmente! Em qualquer momento. Bom, à exceção de amanhã pela manhã. E talvez na noite não seja tão boa ideia. Nem no sábado, Mas além desses dias, estou completamente acessível.

Entrevistador: ... Isso é bom saber. Vou pedir aos seguranças que a levem fora.

Sim! Como se o Sr. Donald MAC Ronald, fora a me chamar algum dia. Ouch, ouch, ouch. Gemi, e coloque um travesseiro em meu estômago.

Nunca tinha estado tão doente. Não antes que Bobby Lowenstein plantasse um grande resfriado sobre mim, no nono grau e despertei na próxima manhã com os gânglios linfáticos do tamanho de uma bola de beisebol.

Talvez chame Sheridan, para pedir que venha e cuide de mim. Como estava não tinha a força para ir à cozinha, e obter um copo de água para tomar, com oitocentos Tylenol.

Voltei a gemer por outra quebra de onda de dor. Meu sangue estava esquentando até o ponto de bulir, como lava ardente, em minhas veias de gelo antes da refrigeração. Se não me conhecesse melhor, teria pensado que algo estava vivo dentro de mim, e queria recuperar sua forma, em cada uma de minhas células, me cortando em rodelas. Colocando-me à parte, reordenando meus órgãos.

Esquece Sherridan! O que precisa é de um medico!

Cheguei até o telefone, mas meu braço caiu sobre a cama. Era muito pesado para suportar seu peso. Uma estranha, mas inconsciente bem-vinda fluiu através de mim, me acalmando na escuridão e me afastando da dor.

Minhas pálpebras se fecharam e uma malha negra se costurou dentro de minha mente. Amanhã de manhã, me sentirei melhor!

 

De manhã queria me suicidar.

Por quantas horas estive sem conhecimento? Num minuto vi a luz do sol correr por minhas janelas e logo a luz da lua. Em um minuto tremi de frio e ao seguinte me empapei de suor. Dói despertar. Dói dormir. Dói. Dói. Dói em todos os lados. Estava morrendo. Eu sabia que estava. Eu que nunca tinha me apaixonado, nunca tive um gato ou qualquer outro mascote, menos o odioso Betta. Realmente nunca vivi.

Isto é a morte. O final. E não era bonito.

Você sabe que dizem que quando as pessoas morrem veem uma luz no final de um túnel ou brilhos de sua vida diante de seus olhos. Bastardos com sorte. Por que eu não podia ser como um deles? Em troca, ouvi a voz do pervertido do Ron uma e outra vez, ele estava me despedindo como se tivesse fracassado acontecendo o túnel, fogo do inferno em um lado e bolas de neve que se fecham sobre mim no outro. Nesta estranha terra, eu havia observado lhe prendendo fogo a minha mesinha de noite, vendo chamas alaranjadas e douradas que chegavam até o teto. Então, vi uma nuvem de chuva que posou sobre a chama e a apago por completo. A alucinação tinha sido tão real que tinha escutado o rangido de madeira queimando-se, o repico da água e o conseguinte chiado das brasas morrendo. Eu inclusive cheirava as cinzas. Depois disso, vi um escuro anjo ou demônio ao pé da cama, me olhando, esperando minha morte. Seu intenso olhar parecia que me queimava. Eu havia sentido uma estranha comodidade em sua presença, entretanto, sabia que não estava sozinha.

Agora que estava acordada, queria-o ter perto de mim, outra vez.

Anjo — grunhi. Meus olhos buscavam a ele na escuridão. Necessitava de um copo com água. Pensei que algo tinha morrido em minha boca e a rigidez cadavérica ainda se encontrava ali. Não obtive resposta, hei tente de novo.

— Demônio.

Ainda não ocorria nada.

Ele havia ido? Ah, sim, fez. Bastardo. Ele me abandonou. Fechei os olhos e uma imagem dele se formou em minha mente. Era severo, muito sexy, mas não era bonito, se isso tiver sentido, é obvio.

Ele olhou grosseiramente, como se temesse algo, mas eu não poderia domesticá-lo. Cabelo negro como a meia-noite emolduravam seu rosto e seus olhos eram tão azuis que brilhavam. Poderia dizer que brilhavam como safiras, mas esses olhos tinham um brilho predador, perigoso e selvagem, rechaçando qualquer pensamento a respeito de gemas preciosas.

Ele era alto. Seis quartos supõem. Vestia-se de negro dos pés a cabeça. O aroma de Madalenas de Arandano[5], cinzas e a selva indomesticada emanavam dele. Rodei para um lado, cavando mais profundo sob as cobertas, quando se formava outra Web negra em minha mente. Ele tinha um…

Devo me ter dormido de novo porque a próxima coisa que eu soube, era que minhas pálpebras se abriam devido à luz solar. Passou muito tempo até que eu estivesse em capacidade de me orientar.

O quarto parecia nublado a princípio, tudo lentamente foi caindo em seu lugar como se alguém tivesse apagado minha linha de visão como o vidro mais limpo. Vi o teto descascado... Minhas paredes amarelas... Meus mocassins de homem, meus mocasins de homem?

Pisquei, abrindo e fechando meus olhos, e logo meu olhar se dirigiu a um par de calças negras, um cinturão ajustado, e uma camisa negra. Ah, o anjo da morte. Dava-me conta, ao relaxar um pouco. Não tinha ido, depois de tudo. Uma vez mais, estava ao lado da cama. Estava de costas como se estivesse falando com alguém por um walkie-talkie.

O sujeito é aproximadamente cinco e seis, o cabelo é castanho magro, olhos sobre tudo cor avelã, e lábios grossos. — Fez uma pausa.

— Mmmm. - Realmente tem lábios grossos, uma pequena cicatriz no ombro esquerdo. Tatuagens... Infelizmente não.

Quem demônios era esse. Sujeito? Perguntava-me. Eu? Soava como se tratasse de mim. Talvez as criaturas do outro mundo, preferem manter as coisas em todos os negócios.

— O sujeito deixou que retorcer-se, e sua pele já não está tinta de verde, já não tem as contusões que tinha sob seus olhos. O sujeito parece voltar a estar consciente. — Sua voz era baixa e sexy. Mas, eu não estava morta verdade? Tremi. Observe-o uma vez mais. Era deliciosamente alto, tal e como eu tinha acordado, e tão musculoso que eu adoraria que minhas mãos terminarão (pernas, o que seja) ao redor de seus bíceps. Obviamente, ele está trabalhando, e muito.

Tinha amplos ombros, umas amplas costas e um perfeito traseiro. Arrumado, que inclusive os gêmeos de Sherridan não se podem comparar com este homem.

— Você é servo de Deus ou do diabo? — perguntei, minha voz soou débil e crua. Eu apostava dinheiro sobre o diabo (se eu tivesse dinheiro, faria).

Deus, provavelmente tinha proibido a minha entrada no céu há meses, quando eu enchia o apartamento de meu ex-namorado — O Príncipe das Trevas — com pescado podre, enquanto ele estava de férias com a garota pela qual tinha me deixado. (Quero dizer, um pescado podre por outro. Não é que alguém pudesse competir com o Martín).

O anjo ou demônio virou e seus olhos cristalinos me perfuraram. Incrivelmente quente. Suspirei, meus hormônios se acendem apesar de minha condição. Sedução e perigo se vertem nele. Tinha a pele dourada, e uma barba que envolvia seu rosto como o vento. Tinha cabelo que caía sobre sua testa. Seu nariz estava ligeiramente torcido provavelmente havia sido quebrado várias vezes?

— Olá, Belle. Alegra-me ver que está acordada.

O som do meu nome era muito suave. Lutei com o impulso de agarrá-lo pelo pescoço e beijá-lo. Lutei com a necessidade de... OH, diabos. Vêm com a mami. Tratei de estender a mão, mas meus braços estavam muito fracos e permaneceram ao meu lado. Foi o primeiro homem que entrou em meu apartamento, em muitos meses para pensar (sem chorar), assim provavelmente teria feito mal se o tivesse agarrado, gasto e consumido.

Não tenha medo. Se responder algumas perguntas para mim, deixarei a sós, — disse. — Dormiu bem?

Bem, então ele quis afastar-se de mim quanto antes. Seguro parecia um lixo. Antes que me acompanhasse através das portas da eternidade, talvez permitir tomar um banho, escovar os dentes, aplicar um pouco de maquiagem, deslizar em uma roupa de cor vermelha e me névoa com meu perfume de feromonios. Não é que o queria impressionar. Realmente, uma garota deve ter uma boa impressão em seu primeiro dia de morta.

Está dormindo outra vez? — perguntou-me.

— Não há perguntas — disse-lhe. Eu já tinha respondido o suficiente quando o menino lindo tinha me interrogado. Tentei sentar e a dor de minha cabeça rugiu. Gemi e me joguei contra o travesseiro.

— Lamento dizer isso mas seu trabalho cheira mal. Está só ai parado muito sexy, me tirando a alma.

— O sujeito está acordado mas não se expressa com clareza. — Disse a seu walkie-talkie. Por um segundo, só um segundo, pensei que tinha ouvido o pulsar de seu coração. Estável ao princípio, logo aumentando sua velocidade. Ou talvez esse fosse meu coração.

— Sim no outro lado me pedem que te avalie — disse-lhe, — terá uma pontuação muito baixa.

— Deve ter sede.

No momento em que falou, dava-me conta de que tinha a boca seca.

— Sim — respondi.

— O sujeito esta sedento, — disse ele, logo enganchou o walkie-talkie, ou algo que fora isso, a sua cintura. Ele desapareceu. Era a única maneira de descrevê-lo. Ele se moveu tão silenciosamente, tão rapidamente por minha casa, como uma rajada de fumaça.

Retornou tão rápido, assim como quando se foi. Tratei de me sentar, mas me era impossível. Estendeu a mão, sustentou meu pescoço com a mão desocupada, e com cuidado levantou minha cabeça para o copo. Bebi o copo de água, o líquido fresco acalmava minha garganta, meu estômago se movia por meu sangue reaquecido.

Os calos cobriram sua mão. Em minha pele comecei a sentir um comichão. Um agradável. Tão agradável. Minhas pálpebras cada vez se fizeram mais pesadas, abriam-se e fechavam. Ele me recostou sobre o travesseiro e colocou o copo de lado.

— O resultado de sua avaliação aumentou — disse com voz rouca. Tinha sono. Ia dormir um pouco mais.

— Realmente precisamos falar. Deu a meu ombro uma suave sacudida. Meu cérebro não funcionava otimamente, mas o sentido comum finalmente escorregou por diante do labirinto de estupidez que cobria minha mente. Poderia uma alucinação me ajudar a beber um copo de água? Uma aparição teria calos? Seria capaz um mensageiro da morte me tocar fisicamente? Não, não e não.

Aquele forasteiro que estava diante de mim era muito real.

Entrei em pânico.

— Vai embora — exigi, minha voz soou áspera. — Agora. — Eu só usava minha roupa íntima, que era a única que eu não tinha tirado depois do trabalho e embora minha colcha evitasse que me visse, ele poderia tirar em qualquer momento. Eu estava muito debilitada e não poderia pará-lo se chegasse a me atacar.

— Relaxe. Sua voz era tão suave e calmante, eu apenas a escutei. — Não vou te machucar. — Mentiroso! Por que mais ia estar aqui? Meu pânico se duplicou, e procurei entre os lençóis uma arma. Certamente não encontrei nada mais ameaçador que as plumas de meu travesseiro.

O homem se agachou a meu lado, ficando à altura dos meus olhos. Estudei seus olhos, que me serviria para dar uma descrição à polícia. Suas íris eram uma obra de arte. Azul escuro bifurcado de suas pupilas se mesclava com o azul claro.

— Preciso te fazer algumas perguntas, Belle.

— E eu necessito que vá embora, — disse, fracamente, mas decidida. — Agora.

Ele não fez caso a minha demanda, e de todos os modos, prosseguiu.

— Sabe como adoeceu?

— Não tenho dinheiro, e meu marido chegará em casa em qualquer momento. — Você não tem marido. Bebê deixa de pensar um minuto. Se tivesse querido te fazer mal, já o teria feito. Eu sou do CCE e só quero saber sobre sua enfermidade.

Sacudi minha cabeça, tratando de entender.

— Centro para o Controle de Enfermidades? Bom, isso tem um pouco de sentido.

E ele tinha tido muito tempo para me fazer mal, mas não o fez. Ainda. Como entrou em meu apartamento? Como se inteirou que estava doente? Como sabe que não estou casada?

— Tem alguma identificação?

Ele me mostrou uma placa, que recordou a do Menino Lindo.

— Agora acredita? — perguntou.

— Talvez, — sussurrei. — O que tenho? Morrerei?

— Há uma possibilidade. Havia uma oportunidade? Sério? Meu estômago tocou fundo, e minha mandíbula caiu aberta. Por que ele não tinha mentido e assim poder ter alguns minutos de ditosa ignorância?

— Você é da associação Crônica Diabólica Cockwad? — Murmurei.

— Sim, possivelmente sou. — Sustentou o walkie-talkie de novo. — O sujeito está acordado e alerta, lúcida por fim.

Silêncio.

— Belle, sabe como adoeceu?

— O que? Você está falando agora com o sujeito?

— Sim. — Encolhi os ombros. — A maneira normal, suponho. Um vírus entrou em meu corpo e começou jogar à montanha russa com meu sistema imunológico. Ele subiu as sobrancelhas. O sujeito expõe um forte senso de humor.

— O sujeito está bêbado. — Usei o último de minha força para golpear o walkie-talkie fora da mão. Meu braço se derrubou a meu lado como a caixa aterrissando no chão com grande estrondo.

— Que tipo de vírus tenho? Quanto tempo tenho... Já sabe doente?

— Sabe de qualquer outra pessoa que tem este tipo de enfermidade? — perguntou, fazendo caso omisso a minhas perguntas.

— Alguém com quem tem tido contato os últimos dias?

— Alguém que esteve em contato com... Oh meu Deus! — Suspirei. Sherridan. E meu papai. Tinha contraído meu papai esta terrível enfermidade? Eu fui visitá-lo faz 2 ou 3 dias. Parecia estar muito bem, mas com seu débil coração não seria capaz de rechaçar uma infecção tão forte. Solucei, o qual queimou minha garganta.

— Tenho que chamar meu papai, — gritei, — e averiguar se ele está bem. — Arrastei-me até chegar a me sentar, estremecendo por uma onda de dor. Estiquei meu braço, o telefone estava tão perto, e ainda assim, estava tão longe. Não... Podia... Chegar... O desespero me alagou tão intenso que tremi. — Se ele esta grave... — Eu não podia terminar a frase. — Vêm aqui, coisa estúpida.

O telefone voou como se estivesse em uma poderosa rajada de vento. E com a força do vento me golpeou. Meu corpo bateu contra a cabeceira e o telefone se elevou diante de mim, diante da cama, e caiu no tapete. Inclusive golpeou o traseiro do homem da CCE. Sobressaltada, olhe meu telefone, olhei a mesa de noite carbonizada, olhei o telefone e olhei ao homem. Espere. A mesa de noite carbonizada? Como havia queimado? E de onde tinha saído esse vento? De onde diabo tinha vindo essa rajada de vento?

A confusão, comoção e incredulidade me sacudiram. Alimentando-se um do outro, quase me deixando muda.

Quase.

— Viu isso? Sentiu aquele vento?

 

Neutralizar-me? Pisquei, as palavras se registravam como uma luz vermelha que piscam. Neutralizar-me! O homem sexy se moveu enquanto retirava uma seringa do bolso de sua camisa. Absteve-se de fazer qualquer expressão enquanto desentupia a agulha. Meus olhos se ampliaram pelo horror. Mantive firmes minhas mãos, e o confronte com minhas palmas para tentar que se afastasse.

— Para! — Grite-lhe. — Não aproxime isso. — O que tinha feito eu para que este homem tentasse me machucar?

Em minha comoção, ele paralisou em um de seus passos. Franziu o cenho. Pouco a pouco, lentamente, empurrando o ar com suas mãos, como se fora um mímico apanhado em um quadro imaginário. Seus traços estavam enrugados pela confusão, empurrou de novo, só para ser bloqueado, outra vez. Ele franziu o cenho, a cólera afugentou sua confusão.

As mechas de seu cabelo voavam ao redor de suas têmporas? Em minha casa? E o golpeou o ar com seu punho. Bang. Bang. O som reverberado em meus ouvidos. Fiquei com a boca aberta. Um objeto o tinha golpeado estado acostumado a que eu não podia ver. Uma parede invisível? Não, não invisível, dava-me conta no próximo instante, que estava mais confusa. O ar se solidificou. As ondas transparecidas que o rodeavam, brilhavam com o pó.

Isso não era possível. Isto simplesmente era impossível. O ombro golpeou com seu ombro contra... O que seja que fora isso. Eu nunca tinha visto nada igual, nunca tinha escutado um som parecido. Isso foi alucinante, depois de tudo. Não, não. Isto não é correto, isto não é real. Isto quer dizer que o ar parava, realmente o detinha.

— Deixa cair o escudo, Belle. — Sua voz era plaina, tão plaina como seus olhos.

Escudo? Deixá-lo cair? Isso significava que ele pensou que era eu quem o controlava. Era eu? Impossível. De maneira nenhuma. Exceto... Houve uma estranha sensação em minhas mãos. Um calor anormal. Uma sensação de formigamento profunda. Eu nunca tinha tido uma experiência como esta.

— Se parar o escudo, — disse, tratando de soar confiada, — você me neutralizará.

— Vamos falar — disse.

— Diabos, não. Você não é do CCE, você é um mentiroso? — Escapa, pensei então. Esta era minha oportunidade de escapar. Se mudasse a posição do meu corpo poderia interromper acidentalmente o escudo? Eu não sabia, mas continuei com minhas mãos levantadas enquanto explorava meu dormitório.

Embora eu não tivesse notado antes, havia algo negro, uma cinza sobre o tapete e as paredes. Eles devem ter queimado minha mesa de noite.

— O que fez com meu quarto? — Exigi.

— Não fiz nada.

A casa não importa. Olhei ao redor de novo, desta vez fazendo o que deveria ter estado fazendo a primeira vez: a busca de um meio de escapamento. Sobre as janelas conduziam a uma escada de incêndios, mas há uma escada que se rompeu e uma queda de cinquenta pés. Não obrigado. As janelas de ventilação não são, nem se quisesse, não são o suficientemente grandes para que caiba um poodle, e muitos menos, vai caber uma mulher. Não de novo. Minha única opção era a porta. A porta se fechou, dava-me conta. Mas estava bloqueada. Eu teria que virar ao redor dele, assim como o escudo.

De algum modo eu tive que sair da cama sem o emprego de minhas mãos e com um corpo debilitado pela enfermidade. A ação era quase impossível para mim, mas pude, devagar, ir deslizando até a beira do colchão. O homem olhava todos meus movimentos. Bamboleando-me. Eu mesma tinha que tentar não cair.

—Não te deixarei partir, — disse ele.

Você não tem outra opção. — Tratei de gritar para um de meus vizinhos, mas a ação causou uma cãibra em meu estômago, e me dobrei. Lutando com a dor, rapidamente me endireitei e pouco a pouco fui dando passos à direita. O instinto me pediu para correr, mas não tinha força para isso. Já minhas pernas tremiam e meus joelhos estavam instáveis ameaçando me derrubar. — Planeja caminhar longe daqui? — Seu olhar azul elétrico percorreu meu corpo, demorando em meus seios, entre minhas pernas, mas sua expressão se manteve neutra.

Ele fez isso de propósito, eu sabia, para despertar um sentimento de autoconsciência em mim e me plantou aqui.

Mas eu podia ter estado nua, e não teria me preocupado. As pessoas podiam olhar tudo o que quisessem de mim, sempre e quando eu estivesse segura. Ele me revisou outra vez, abandonando a separação a favor da quentura. Candente, delicioso calor. Ele lambeu seus lábios.

— Conjunto Niza , — disse, — mas eu gostava mas nua.

Um calafrio percorreu toda minha coluna, detendo-me. Dei uma olhada de acima para baixo para me observar. Ar fresco beijou rapidamente minha pele nua. Bom, eu não usava sutiã nem calcinha me lembrei. Agora usava calcinha de cor branca que se detinham em meu umbigo e o desenho de coração. Eu gostava mais nua. Eu quase, quase salto até o outro lado do quarto e o esbofeteio. Ele tinha me despido enquanto eu estava adormecida e vulnerável. O bastardo.

— Vai para o diabo, — disse, — me movendo outro pouco.

Surpreendentemente, o escudo se moveu comigo, forçando ao homem a mudar de lado, ligeiramente longe da porta. Talvez eu o controlasse. Mas como?

Movi-me outro pouco. Outro. Então... Nada. Apesar de que queria seguir adiante, meu corpo de repente ficou petrificado, me levando ao alto. Minha respiração ofegava. Se mova. Pode fazê-lo.

— Sai do apartamento,— disse,— e morre. — Sua voz já não era fria, converteu-se em algo quente, igual a sua expressão.

— A julgar pela agulha que leva, estou morta se ficar.

— Sou a menor de suas preocupações, Belle.

— Perdão se não estiver de acordo. Morto é morto. Se mova! Com um instável movimento consegui deslizar a perna para frente. Pausa longa. Respira fundo. Passo. Pausa. Outro passo, outra pausa. Bom. Está fazendo bem. Mas eu sabia que abaixo, não ia ser tão fácil.

Muito deliberadamente, assegurando-se que o visse, ele tampou a agulha e colocou a seringa no bolso de sua camisa.

Com toda a inocência, ofereceu suas mãos, com sua palma para fora.

— Me escute, Belle. Eu sou tudo o que você tem agora.

— Sei. Mas não sei por que quer ferir uma inocente mulher doente, mas... Você não está doente. Só esta trocando.

Consegui me mover outro pouco, mas meus braços tremeram mais com cada segundo que passava; meus joelhos golpeavam com toda sua força e todo meu corpo vibrava. Mantenha-se firme.

— Não vou te machucar, — disse ele com uma voz tranquila.

— Sim, claro. Eu assisto televisão, caso não saiba. Todos os assassinos dizem isso, sobre tudo quando estão sustentando uma seringa.

— Mas agora não significa isso.

Sim. Seguro. Ele não nega ser um assassino, dava-me conta.

— Arrumado a que a CIA e o FBI estão procurando por você. Provavelmente você é conhecido como o fantasma das agulhas e tenha feito isto a centenas de mulheres.

— Pensa no que está dizendo. Por favor. Como poderia ter ouvido algo assim nas notícias? Sou um agente do governo.

Sacudi a cabeça e lute contra uma quebra de onda de vertigem.

— Você me apontou porque eu estava doente e muito fraco para lutar.

— Então por que não te fiz mal enquanto dormia?

Boa pergunta. Eu me dava uma pausa.

— Por que me quer injetar? O que foste injetar-me? Isso não é medicina. Não acreditarei.

Em lugar de responder, perguntou-me outra coisa.

Como você acredita que somos capazes de levantar blindagem no ar? Sei que nunca fez nada como isto antes.

Obtive um passo mais antes que meu corpo congelasse de novo em seu lugar. Desta vez, entretanto, já não podia, nem retornar ao lugar anterior. Meus músculos pareciam com uma pedra, pesados e difíceis. Eu estou acostumada a juntar meus dentes em um intento de dispor de uma reserva de força, mas simplesmente já não tinha.

Eu não poderia escapar, compreendi com desespero, e não havia nada que pudesse fazer a respeito. Um sentido de impotência me bombardeou. Assustando-me. Intimidando-me.

— Bebeu a fórmula, — disse. — Já sabe, ou não, bebeu isso. Você tem agora faculdades. Poderes que muitas pessoas querem aproveitar.

— Que fórmula? Não tomei nada. Juro.

— Negá-lo não muda os fatos.

Eu não fiz! — Com o grito, meus joelhos cederam, desabei no chão, mas de algum jeito eu me mantinha com meus braços. Mas o escudo começou a brilhar, já não era tão sólido. Meu coração disparou contra minhas costelas, acelerou e a seguir, um golpe em conjunto. — Não o fiz, — gritei fracamente.

Trabalha no Café Utopia, verdade? Uma cafeteria que se encontra frente a um edifício sem letreiros. Um Brownstone.

Eu empalideci, sei que o fiz. Minha boca secou. Não dava voltas ao assunto. Mas ele sabia de mim. Teria me seguido? Teria me visto?

Ele nunca olhou para mim, ele se apoiou longe do escudo, e de mim. E relaxou na poltrona verde aveludada que se encontrava na esquina do quarto, sem danos pelo fogo que, evidentemente, tinha queimado minha mesa de noite. Normalmente eu lia livros nessa cadeira (quando tinha um pouco de tempo, eram momentos nos que me repunha), estendia-me, e ficava abrigada com o espesso tecido.

Eu nunca tinha visto uma cadeira mais relaxante. Entretanto, ele a fez parecer pouca coisa. Um lugar para a sexualidade. Seu corpo grande vadiou contra as curvas do móvel, suas pernas se estiraram diante dele. Pode-te sentar sobre meu regaço, isso foi o que sua expressão quis dizer. Tomarei cuidado com você. Eu vou te proteger. Você gostará.

Mentiroso! Eu poderia ter acreditado se não fosse pela agulha que se sobressaía do seu bolso. Sem mencionar a intensidade inquietante de seus olhos.

Solta o escudo, Belle. Isso te esgota. Libera e fale comigo. — Pausa. — Por favor.

Mas o, por favor, não me afeta. Embora eu estivesse muito fraca, meus braços doíam muito e a morte começava a parecer-se com umas férias. Realmente, ele poderia me matar agora e com isso, me tiraria de minha miséria.

Apertei meus olhos fechados por um momento, respirei profundamente e senti que meus braços caíam para os lados. Uma parte de mim esperava que o escudo de ar permanecesse em seu lugar, para demonstrar que o controle não provinha de mim. Realmente permaneceu durante uns segundos. Em seguida ele vacilou como ondas em um oceano que dança sobre uma praia, que logo desaparecem todas juntas. Durante vários minutos, tentei puxar-me e sair desta posição derrotista. Durante vários minutos, fracassei. Acabei permanecendo no chão, apoiado minha testa contra o lado da cama. A frescura das folhas ajudava a aliviar a febre que queimava minha testa.

Meus ombros caíram quando olhei para o homem. Ele não saltou. Permaneceu onde estava totalmente relaxado.

Quer ajuda? Perguntou.

— Não se aproxime de mim. Ofeguei esgotada. Deus, porque eu não podia falar mais forte? Mais ameaçadora? Suas sobrancelhas escuras se arquearam, mas ele não comentou nada. Não queria recorda que agora ele poderia fazer qualquer coisa comigo? Passado um comprido tempo, e cada minuto se fazia mais exaustivo que o anterior.

— Você queria falar comigo? — eu disse, só para encher o silêncio que se instalou em volta de nós — Enfim, você mencionou uma fórmula. Esta fórmula tem um nome? O que estava ali?

— Não posso responder a essas perguntas — respondeu

— Não pode ou não o fará?—

Não vou

— Por quê?

— Isso é confidencial.

Vejamos — eu disse, sem me incomodar em levantar minha cabeça. — Eu quase morro por causa dessa fórmula que você disse que eu bebi. Você tentou-me —neutralizar— os efeitos da formula. E agora está dizendo que não me faz falta saber o que é, exatamente, que eu consumi?

— Não vou dizer detalhes a respeito da fórmula em si, mas você pode perguntar outras coisas.

— Estupendo. Eu gostaria de saber quando supostamente bebi essa fórmula?

Vamos ver se só podia formular uma resposta acreditável.

Abatendo os lábios apertados em uma carranca, ele ficou em silêncio. Encontrei seu olhar estranho e inquietante. Eu sabia que não deveria ser capaz de experimentar qualquer tipo de excitação em minha condição, especialmente para este homem. E esta era a segunda vez que ele me fez sentir desta maneira! Ele teria me injetado uma espécie de afrodisíaco enquanto eu dormia? Eu não ia ter nenhum ato promíscuo com este bastardo que trocou minha roupa.

Recorda a um homem em uma bata de laboratório que irrompeu no café faz uma semana? Perguntou.

Tinha passado uma semana? Toda uma semana? A notícia me pegou de surpresa. Tanto tempo tinha passado inadvertido por mim? Mas apesar do tempo transcorrido, recordei esse dia muito bem. O homem com bata de laboratório tinha entrado na Utopia, acredito um caos, e logo se foi e depois disso, todos tiveram que limpar.

Sim. — Engoli em seco — Recordo.

— Aquele homem era um cientista que escapou com um experimento extremamente secreto, e ele o verteu em algo que você bebeu.

— Isso é impossível. Isso é estúpido. Isso era um café moka — sussurrei aturdida. Depois do caos, a Utopia tinha morrido e O Menino bonito tinha começado a nos questionar a todos, enquanto eu tomava meu enjoativo leite. Nesse momento, não tinha pensado nisto. E agora, eu sozinho não sabia.

— Não estávamos seguros que tinha sido você. Esperávamos que ele não o tivesse claro. Então, você não foi trabalhar. O que nos trouxe até seu departamento, onde descobrimos que estava doente.

— Nós? — pergunte, a palavra apenas audível. Há mais homens aí fora como este? Mais homens que, pensei, precisavam me neutralizar?

— Minha empresa e eu.

Em meu sangue correu frio. O Menino bonito era seu chefe? Se a CIA queria me morta, estou segura como que ia acabar morta.

Trabalha para a CIA?

— Diabos, não. Na realidade não trabalho para o EPI, tampouco. Trabalho para uma agência da qual você nunca te inteiraste. Estudos Paranormais e Investigações, EPI. Nós somos como fantasmas. Para o resto do mundo, não existimos.

Então por que me conta isso? Então, temi a resposta: porque logo estarei morta e não poderei contar a ninguém. Então O Menino bonito também trabalha para essa companhia? E esse homem que tinha de Anormal com A maiúscula? Eu acredito que ele é capaz de ordenar que me matem. Espera. Que fez esse homem na história? Ele já tinha demonstrado ser um mentiroso, dizendo que ele formava parte da CCE, quando não o era.

— Você disse que a fórmula esta me trocando que tipo de troca?

— Realmente precisa perguntar? Chamou sucessivamente o vento. Você mandou o ar solidificar-se.

Eu não o chamei — protestei. — Ele veio sozinho.

— Fez? — Seus lábios se curvaram para um lado, lhe dando uma expressão de sarcasmo.

— Sim. — A palavra se sustentou uma capa de incerteza.

— Se tudo for como pensamos, logo disporá de poderes sobre os quatro elementos. Ar, fogo, terra e água.

Meus olhos se arredondaram.

Você está dizendo, que eu terei poderes? Super poderes? De maneira nenhuma. Agora sabia que ele estava me mentindo.

Não — Sua cabeça deu um brusco movimento. — Estou dizendo que tem super poderes. Esfreguei minhas têmporas, tratando de tranquilizar a uma dor repentina.

— Espero que compreenda o louco que sonhas. Os super-poderes são para os filmes. Para os livros de historias. Não para a vida real e comum de uma garota que não pode estar muito tempo no mesmo posto de trabalho. Diga isso a seus super poderes — disse secamente. — Porque, para sua informação, você já não é mais uma garota normal. À medida que falava, trocava de posição na cadeira. Engatinhe, não é que fora a chegar muito longe.

— Wow. Singelo — Pouco a pouco foi subindo suas mãos, me mostrando que não tinha nada. — Eu somente ficava mais cômodo.

Relaxei-me contra o colchão outra vez, dizendo fracamente, — não quero que você esteja cômodo. Quero que vá. Abusou de suas boas-vindas.

Sinto muito — O entretenimento escorria por sua voz. — Estas apanhada comigo.

— Porque você tem que me neutralizar verdade?

Sim.

Eu ainda esperava que ele negasse que admitisse que já não quisesse me neutralizar (me matar?) deveria ter entrado em pânico. Não o fiz. Ele não me tinha feito mal ainda, e eu não ia permitir me preocupar até que ele viesse para mim outra vez. Além disso, não quis acreditar; não podia acreditar. Isto significava que eu tinha super poderes. Isto significava que eu tinha feito esse escudo de ar. Significava que tinha feito algo terrível ao meu teto.

— Lamento que eu não pudesse te dar um antídoto, — disse ele, — mas não temos ainda. Pelo menos, neste momento, soava elogioso.

— Não há nenhuma necessidade de me fazer mal. Honestamente, não sou uma ameaça a alguém.

Ele suspirou. — Muito em breve há muitas possibilidades de que será capaz de controlar o clima. Será capaz de começar fogos sem nenhuma provocação.

A causa de transbordamentos, tornados. Como é que não é uma ameaça?

Não vou fazer qualquer daquelas coisas, — disse.

— Você não será capaz de ajudar

— Como está tão seguro de tudo isto? — Tinha que fazer que compreendesse.

Disse que isto era uma fórmula experimental. Isto quer dizer que não pode estar cem por cento certo de algo.

— Digamos que passei muito tempo com ratos de laboratório humanos e posso saber quando os problemas se aproximam. Ele fez uma pausa e seus olhos cada vez se tornavam mais e mais escuros. — O homem que tem feito tudo com o poder de controlar esta fórmula queria experimentar em você, até que se deu conta que tinha bebido aquilo.

Ele é seu chefe? — Estava falando do Menino bonito, tal e como eu o tinha suspeitado?

— Porque se ele é, pode lhe dizer que não bebi essa fórmula, que não tenho poderes e que tenho que estar a sós.

Diabos, não, ele não é meu chefe. E não posso 'lhe dizer' nada. Ele controla OUCS, Observação e Uso de Ciências Sobrenaturais, uma agência não governamental, esta é a rival maior da EPI. Você tem que saber que a EPI é a casa dos meninos bons. O arqueamento suas sobrancelhas e sorriu aberta, mas lentamente. — Bom, os melhores meninos, pelo menos.

Se eu tivesse tido a energia de lançar minhas mãos no ar, eu faria. Embora tivesse sido a última pessoa sã no universo. — Isto é uma loucura! — disse — você é um parvo, ele é um parvo maior. E todos vocês são tolos. O tempo demonstrará a verdade de minhas palavras, — disse com total confiança.

Um tremor deslizou ao longo de minha espinha dorsal. Sua firme garantia fez mais que me convencer de que não tinha nada mais. O tempo revelaria a verdade, e se eu estiver de acordo em acreditar nele ou não, igual tinha que estar preparada pelo que fora relevado. Eu não podia acreditar que ele estivesse cem por cento seguro, mas o certamente está.

De que tipo de experimentos estamos falando? — Perguntei.

— Vamos ver. Ele fez que o corpo das pessoas se convertesse em metal, fazendo-os impenetráveis. Ele cortou seus braços e os substituiu por armas. Injetou às pessoas o veneno, esperando que os fluidos corporais que conteriam aqueles venenos matassem a todos os que eles beijassem, e a qualquer que tivesse sexo com eles. Ah, esta é a parte onde você pode desfrutar, inclusive experimentou com pessoas o fato de lhe dar super poderes com os quatro elementos. Todos tinham morrido pelas chamas ou congelados.

Deus. Ele tratava de me advertir que eu também congelaria ou me queimaria?

— Não quero morrer, — disse a ele. — E tampouco quero ser um rato de laboratório humana. Sou uma pessoa. — Não havia um breve brilho de culpa em seus olhos. Nenhuma emoção.

Isso não é algo que eu possa decidir.

Meu queixo tremia e meus olhos eu os sentia queimados com a umidade.

— Por que me diz tudo isto? Se houvesse dito todas as histórias dos CDC, eu poderia ter colaborado com você.

Você merece a verdade, — disse brandamente. — Ou pelo menos tanto quanto posso te dizer.

Suas feições foram suavizando-se, em total contradição com o que dizia.

— Mereço a verdade, sei, mas ainda vai me machucar.

Tanto para preocupar-se até que ele viesse. Tratei de estar de pé, tratou de me fazer subir e me controlar, mas cada grama de mim protestou e acabei caindo outra vez. Vencida de novo por meu medo.

Meu olhar se centrou em minhas mãos, que foram dobradas em meu regaço. Meus olhos se ampliaram, convertendo-se em impossível ronda. Não. Não, não, não. Pisquei, mas nada mudou.

Eu os tinha realizado, tinha cuidadoso a forma de cristais de nada, simplesmente estava congelando a minha pele. O frio não me incomodou não me afetou absolutamente.

Nesse momento, confiei nele. Eu acreditava em tudo o que ele havia dito, sem nenhuma indireta de dúvida. Eu podia controlar o clima, como ele havia dito.

Chuva, neve... Granizo. Causaria inundações, incêndios e tornados, como ele havia dito.

As pessoas iriam querer fazer experiências em mim, como ele havia dito. Oh meu Deus!

— Qual é seu nome? — Ofeguei esperando afogar os pensamentos de gelo e experimentos. Esfreguei minhas mãos juntas para o calor e consegui derreter o gelo. Não lhe disse que acabava de passar.

— Isso não é importante.

— Não estou de acordo. Eu gosto de conhecer os nomes dos homens que querem me matar. É um de meus pequenos caprichos.

Tirou de seus lábios.

Rome. Meu nome é Rome.

Um nome exótico para um homem de aparência exótica. Franzi o cenho. Já que, tendo em conta a razão pela que ele estava aqui, não deveria estar pensando se ele era ou não exótico.

— Não quero ter super poderes, Rome. Não quero estar nesta situação, — acrescentei desesperadamente. — Me ajude a ter uma vida normal de novo. Por favor.

— Não posso. Já lhe disse isso. O cientista que criou a fórmula, talvez... — Ele sacudiu a cabeça. — Inclusive então é duvidoso—.

Estou disposta a tentar.

— Muito tarde. O Doutor Roberts falhou e ninguém foi capaz de encontrar a esse bastardo manhoso.

O Doutor Roberts, aprendi de cor esse nome. Aquele homem que aparentemente era inofensivo com sua bata de laboratório, esse era minha última instância neste apuro. Ele merecia que uma multidão de assassinos o perseguisse.

— Me diga algo. Se você e seu chefe são os caras bons, como pode qualquer de vocês pensam em me fazer mal? Em me destruir?

Levantou em seus lábios com um sorriso totalmente carente de humor.

— Nós fazemos o que temos que fazer para manter seguro ao mundo. Esse é nosso trabalho. As pessoas boas às vezes fazem coisas más, ainda involuntariamente, e eles devem ser detidos. Se deixarmos que faça as coisas a sua vontade, poderia causar um desastre e depois outro. Danificar milhões de pessoas. Destruir...

— Disse a você, — interrompi, determinada a fazer que o me acreditasse. —Que eu nunca faria aquelas coisas.

—Você acredita que não, mas… - ele preferiu não dizer o resto.

—O que acontece, é que poderia terminar nas mãos equivocadas. Nas mãos do inimigo, e poderia ser utilizada contra nós.

Brevemente fechei meus olhos, abri-os e, continuando, voltei-os a fechar, abri-os, e olhe fixamente ao tapete. Minhas forças restantes (que já não tinha muita) abandonaram-me à velocidade do raio.

Estrelas negras piscaram sobre minha visão, entrelaçando e tecendo devagar para formar uma parede sólida que eu não podia penetrar. Ele tinha ganhado. Rome tinha ganhado. Em qualquer momento eu cairia no esquecimento total. E poderia ser capaz de fazer o que ele queria fazer comigo. Matar-me. Neutralizar-me. Tratei de lutar contra o sedutor chamado do sono, mas demonstrava ser cada vez mais potente.

Como poderia fazer? Como poderia dormir em meio deste perigo? Se ele possuísse qualquer tipo de remorso, qualquer culpa qualquer vacilação em fazer seu trabalho, tive que me centrar em obter isso agora. Antes que seja muito tarde.

—Rome—, disse, as palavras eram quase indetectáveis — Por favor, não me faça mal. Se você me matasse, mataria também a meu pai. Sou tudo o que ele tem. Pago suas faturas. Ele é muito fraco para trabalhar. Sem mim, ele vai perder tudo, ficará na miséria. Sem um lar... Morrerá. Alguma vez tiveste que depender de alguém para sobreviver?

Algo refletiu em seu rosto, como se estivesse pensando em alguém. Pensei que possivelmente, talvez eu não tivesse feito. De qualquer maneira, eu não tinha tempo para pensar nisso. A escuridão me consumiu no próximo instante.

 

Estava-me empurrando dentro e fora de sonhos turbulentos. Uma brilhante faca passava por minha mente, com uma afiada ponta de prata, que logo se voltou carmesim. Havia um enorme gato negro na esquina de meu quarto que grunhiu para mim, saltou e me atacou? Fez?

O pânico estava fora de meu alcance.

Ao menos não sentia nenhuma dor.

As imagens eram constantemente interrompidas, não eram consecutivas, pareciam acontecer de repente, mas como se o tempo acontecesse muito mais lento do normal.

Eu lutava contra a violência, decidida a atacar, mas agora não tinha nenhum controle sobre a situação. Eu estava completamente vulnerável. Totalmente desamparada. O rosto de Rome apareceu de repente, vago, difuso. Parecia decidido, mas um pouco triste.

—Sinto muito—, disse, sua voz penetrante que afugentava a escuridão.

—Não me faça mal— roguei-lhe.

—Se eu não o fizer alguém mais o fará, e eles não serão misericordiosos.

—Por favor.

—Não — Houve uma pausa.

Ele levantou os anéis, separando os de meu cabelo enquanto os sustentava com cuidado. —É tão inocente como Sunny—, disse brandamente. Ele suspirou.

—Quem é...?— Senti um forte ardor em meu braço e puxei. Um rio ardente entrou em minha corrente sanguínea. Uma drogada paz seguiu me queimando e ia chegando a todos os cantos de meu corpo.

Caía e caía. Afundava-me em outro reino de escuridão, um vazio que se movia em espiral. Não havia âncoras sólidas. Não havia sentido do tempo ou lugar. Felizmente, os sonhos se mantiveram a raia, evaporando-se como se nunca tivessem existido. Eu flutuava sobre um manto de nuvens.

Então... Nada. Entretanto... Tudo.

Quanto tempo tinha passado? Não sabia. Eu só sabia que o raio de luz começou a invadir minha mente. Com a luz veio à força, e minhas pálpebras lutaram por abrir. Precisava despertar; sabia que tinha que fazê-lo. Algo me chamava. Estavam me fazendo gestos. Estiquei meus braços sobre a cabeça. Arqueei minhas costas, fazendo arrebentar cada uma das vértebras de minha coluna vertebral. Sentia bem em me mover.

O aroma de toucinho frito com ovos mexidos misturados com a fragrância doce de xarope, chegam para mim como um dedo que me prometeu me conduzir diretamente ao paraíso. Minha boca estava se enchendo de saliva.

Como estava me obrigando a despertar, observei todo o dormitório. A confusão sussurrava brandamente em minha consciência. Eu não sei que esperava ver, mas sabia que não queria ver.

Um armário de mármore falso estava apoiado na parede branca. Mas... Esse armário não era meu. Cortinas azuis escuro cobriam a única janela, as cortinas deveriam ter sido de cor verde. O edredom velho que tinha comprado em uma venda de garagem, cobria a cama em muitas cores, mas este colchão era diferente, era mais suave que o meu. No teto havia um ventilador que girava devagar, proporcionando uma ligeira brisa, mas bem-vinda. Eu não tinha um ventilador no teto de meu quarto.

Onde estava eu? A última vez que pude ver meu dormitório estava negro, com capas de cinza e havia manchas no tapete e as paredes. Aqui as paredes estavam nuas, cortadas mais limpas. Sacudi minha cabeça, e olhei fixamente a uma esquina parecida com uma selva de plantas prósperas, diamantes brilhantes, verdes e orvalhados. Minhas plantas estavam secas, muito perto de chegar à morte.

Obviamente, encontrava-me em outro lugar. Esse homem, ele que tinha querido me neutralizar, havia me trazido para este lugar. Sim, Rome era seu nome e ele me neutralizaria. Que lástima que isso não tinha sido um sonho. Seu selvagem e sensual rosto estava muito vívido em minha mente, suas ameaças ainda soavam em meus ouvidos. Meus dedos até tremiam por haver resistido a ele.

Não deveria estar morta?

Dei uma olhada para baixo a minhas mãos, girando-os para a luz. Não deveria haver despertado em um laboratório, atada com correia a uma mesa, com cientistas maus que fazem coisas a meu corpo, que se negam a fazer com os animais da granja? Em troca, sentia-me descansada e limpa. Inclusive, senti o sabor de menta em minha boca, como se alguém tivesse escovado meus dentes recentemente. Meu cabelo e pele cheiraram a jasmim, como se me tivessem banhado o corpo. Não quis imaginar que tinha acontecido.

Levante Jamison! Sai daqui antes que Rome volte. Sim, sim. Isso é exatamente o que devia fazer. Desci uma perna da cama.

—Bem. Está acordada, — uma fria e dura voz disse da entrada. —Não tratava de escapar, verdade?— ofegando, virei minha cabeça para a voz que havia dito isso, minha perna fica guindando diante de mim. Rome se colocou na entrada e seus braços atravessaram seu peito. Ele usava outra camisa negra, as mangas enroladas, o botão em seu pescoço sem fechar. E calça negras que abraçavam suas pernas.

Ele poderia ter sido um homem de negócios se não tivesse sido pela expressão de seus olhos: vi o pior que o mundo pode oferecer, seu olhar era tenso, com aquelas linhas que se encontravam ao redor de seus olhos. O coldre da arma que tinha em seu ombro não ajudava tampouco a sua imagem.

Eu?—, Engoli em seco ar. —Tentar fugir? Nunca.

—Mentirosa—, disse, ainda com voz fria, mas mais cálida que a anterior. —Agora que está acordada, vamos tomar o café da manhã e conversamos.

—Comer? Conversar? Mas... —Por que não morri? Meu sangue congelou. —OH meu Deus, é um desses loucos que desfruta com o medo de outras pessoas. Provavelmente me dirá todos os caminhos que lhe ocorram para me fazer mal, me fazendo gritar e retorcer em busca de piedade, antes que me dê o golpe final—. Ele franziu o cenho, essa ação tão ameaçadora fez que me percorresse um arrepio pela coluna vertebral.

—Não grite. Nem sequer o pense. Terei que te golpear se o fizer e depois disso, eliminar aos vizinhos—. Pense em semelhante desumanidade.

—Além disso, ele havia dito —os vizinhos— quer dizer, temos pessoas a nosso redor.

—Tem cinco minutos para levar seu atraente traseiro à cozinha, — disse ele, dando-se volta.

Atraente? Quase ofeguei. Minha boca realmente caiu aberta. Ele pensou que eu era atraente quando ele só me viu em meu pior estado? Rapidamente anulei a quebra de onda de prazer que o conhecimento havia trazido e me amaldiçoei por ser uma idiota faminta sexual. —Aproveitou de mim enquanto dormia?—. Paro e me dirigiu um olhar disso é uma brincadeira? Logo, começou a dar passos, desaparecendo pelo corredor e me deixando sozinha na habitação.

—Cinco minutos—, disse de novo.

Ou se não o que? Mas eu estava tendo problemas para agarrar fôlego —Maldita enfermidade, — Murmurei, porque me neguei a culpar Rome por minha falta de fôlego.

Eu não poderia me sentir atraída por um homem que tentou me matar. Inclusive eu, tinha minhas próprias normas.

Escapa tola. Escapa. Aquele idiota me deixou sozinha. Bom, não estou sozinha, mas ele não está bastante perto. Se pudesse sair do apartamento, casa ou o que seja que isto fosse poderia conseguir a ajuda de um dos vizinhos. Engatinhei até a cama, um pouco instável, mas mais forte que tinha estado antes. Usava uma camiseta e um sutiã, (diferentes aos que tinha antes, maldita seja!) isso quer dizer que aquele bastardo trocou minha roupa outra vez. Primeira parada: o banheiro foi fácil de encontrar porque estava muito perto do quarto e cuidei de meus assuntos urgentes. Depois disto, corri ao armário. A oportunidade de escapar estava em contagem regressiva como uma bomba de tempo em meu cérebro. Peguei o primeiro par de calças e uma camiseta que encontrei. Ambos eram meus, obviamente haviam trazido de minha casa. Em realidade, vários objetos que se achavam no armário eram de minha propriedade.

Introduzi precipitadamente a camiseta pela minha cabeça, meu estômago grunhiu. Quanto tempo se passou desde que comi pela última vez?

O ar perfumado a toucinho cheirava muito bem. Odiava admitir, mas esse aroma perto de mim era uma tentação difícil de esquecer, teria que dar um passeio para a cozinha, me sentar, e devorar o café da manhã.

Por que Rome queria que eu comesse? Ou estaria me envenenando? —O mais provável é que seja um demônio diabólico—, ou talvez seu plano não fosse me alimentar, possivelmente a comida era só para ele e eu só o olharia comer. Este homem é um enigma, disso estava segura, e não sabia o que pensar dele ou de suas ações passadas, pressente ou futuras. Ele não tinha me matado quando tinha tido a oportunidade. Que eu soubesse ele não tinha me feito mal.

—Três minutos— Rome chamou da cozinha.

—Vá à merda— sussurrei. Apanhei um par de sapatos esportivos do armário. Eram meus, por isso eram do meu tamanho. Corri a toda pressa para a janela, puxei a cortina para um lado.

Bom. Estava longe do piso, em um edifício. Com uma estrutura de tijolos vermelhos, que se via em toda a fachada. Olhei para baixo, vi a escada de incêndios e sorri aliviada. Quando me dava conta, as pessoas que estavam passeando pela rua, quase me aplaudiam. A emoção se avivava em mim. Uma vez que fora, poderia gritar para pedir ajuda.

Meus dedos estavam sobre a parte inferior do marco da janela e impulso para cima. Exceto... A janela se negou a abrir. —Amph. — Pus toda minha força para tentar levantar o vidro. Mas não aconteceu nada. —Que diabos?—. Grunhi brandamente.

—Eu prendi a fechadura—, ouvi. —Igual com o resto das janelas. E com a porta.

Mordi o interior de minha bochecha, evitando meu grito de fúria. Seu tom era humorístico. Como soube o que estava fazendo? Não podia desmaiar. Ele me considerou tão machucada que não teria que me vigiar? OH, iria demonstrar. Talvez pudesse lhe lançar algo ao vidro, rompê-lo e saltar fora. Só necessitava de alguns segundos, bastante tempo para conseguir a atenção de alguém e eles poderiam chamar à polícia.

—Se pensa romper o vidro, — disse ele. —Deveria saber que é mais grosso do que o normal e requer muitíssima força para fazer uma greta leve. E se pensa chamar a atenção de alguém que está lá abaixo, deve saber que o vidro tem um filme no exterior que impede que os que estão fora possam ver você.

Não duvidei que suas palavras fossem certas. Fazendo uma inspeção mais próxima, pude ver a densidade do vidro e um brilho escuro.

—Obrigado pela notícia de última hora, — disse com os dentes apertados.

—De nada—. Bastardo. Vêm, Jamison. Pensa! Tinha que haver algo que eu pudesse fazer.

Ele havia dito você tem o poder dos quatro elementos. Não me senti diferente, nem poderosa. Mas já o tinha comprovado. Fazia que o gelo se formasse em meus dedos. Tinha mantido a raia ao homem com um escudo de ar. Ainda possuía aquelas habilidades?

Sem saber que mais fazer, retrocedi vários passos da janela e estendi minhas mãos. Eu demonstraria a esse bastardo que acontecia quando se metia com uma mulher que está molesta. (Esperei). Golpearia essa maldita parede e logo cairia. (Esperei.)

— Vento, — disse brandamente, querendo não chamar a atenção de Rome. —Convoco-te. — Passaram alguns segundos. Nada passou. Apenas uma leve brisa. —Vento— repeti com mais volume. —Convoco a seu professor— um pouco dramático, mas… merda. Outra vez, nada. —Ordeno que o vento sopre por aquela parede de merda!

Uma vez mais, meus esforços não foram recompensados. Por que não estava funcionando? Tinha funcionado antes. Quando me dava conta do que estava fazendo, sacudi a cabeça. Deus estava aqui, aceitando o fato de que tinha poderes.

Quem teria pensado que eu acabaria assim? Belle Jamison, a garota ordinária. —Não é capaz de fazer isso—. A voz de Roma fluiu em mim como mel quente. Suspire fortemente e me pus muito rígida. Ele havia movido tão sigilosamente, que não o tinha ouvido aproximasse. Agora sentia sua quente exalação acariciando a parte de atrás de meu pescoço. Estava tão perto que pude sentir seu calor corporal filtrar-se por minha roupa.

Engoli em seco, mas não me atrevi a voltar para olhá-lo. Provavelmente, não era muito valente, mas optei por ser prudente.

—Se te encontrar detrás de mim— disse-lhe, — é porque é um covarde.

—Pela última vez, se tivesse querido te fazer mal, já o teria feito. Agora, baixa seus braços e vamos à cozinha para conversar. —Diabos, não—. Talvez devesse tentar fugir agora. Talvez devesse me voltar e dar uma joelhada em suas bolas. OH, espera. Essa não é uma má ideia. Virei, levantei meu joelho, mas Rome me agarrou pelos ombros, e me torceu de maneira que tinha apoiada a costa contra a janela. Ele me pôs em meu lugar. —Não acredita. Eu não te farei mal e você não me fará mal. Entendeu?

Olhe fixamente ao vidro. —Por que não me fez mal?

Ele ignorou minha pergunta. —Já esta pronta para ir comer?

—Não, eu estou preparada, mais para ir — Ao meu lado, sacudi minhas mãos, aumentando seu fluxo sanguíneo. Vento vem!

—Bem. Ele suspirou. —Continue tentando. O fracasso não é bom para você. —Ele liberou a pressão de meus ombros, e estendi as palmas de minhas mãos à frente.

—Você compreenderá que não poderá se afastar de mim, não importa o muito que tente e podemos ir ao trabalho.

Apertei fortemente minhas pálpebras, e visualizei o que queria: fortes ventos. Golpeando centenas de coisas. Alguns segundos aconteceram enquanto esperava que ocorresse algo. Era muito pedir uma brisa? Nada, zero.

—Eu disse a você— indicou-o.

—Odeio quando me diz isso—. A irritação fluiu dentro de mim. A irritação e a impotência, a frustração e os tinidos que zumbem em sua consciência só aumentaram minha irritação. —Eu não estaria aqui, tentando explodir esta janela se você não estivesse aqui.

Ele riu em silêncio, um ronronar sensível, estava em desacordo com o que eu havia dito.   Obstinada - disse-me.

Decidida—. Como se atreve a rir de mim? A fúria começou a substituir minhas outras emoções, as queimando.

—Olhe, fui ameaçada, trazida contra minha vontade a um apartamento e não de meus familiares, por ter sido infectada com uma fórmula. Vou tratar de escapar se continuo sendo uma maldita condenada—. Meus dedos estavam queimando e gritei.

—Maravilhoso—, disse secamente.

—Estou em chamas! Estou em chamas!— O pânico me invadiu, ao ver minhas mãos queimando as agitei. As chamas só se intensificavam. Se não tivesse estado já tão segura de ter poderes, presenciar isto me convenceria de tudo. —Deixa de se mover de um lado a outro ou entrará em choque. Queima?—. Suas palavras penetraram em minha mente, e consegui me serenar.

O pânico foi baixando sua intensidade (só um pouco), ao igual às chamas. Dava-me conta que o incêndio produzia calidez em minha pele, mas não era suficiente para me queimar. —Não - disse, espantada.

Ele me rodeou, colocando seus dedos desde meus braços a minhas mãos agora extintas, logo rastreamento uma gema do dedo e cada capa de unha. Um delicioso calafrio percorreu meu corpo, era quente e erótico. —É uma ameaça para você mesma, imagine como seria para o resto do mundo. Não é surpreendente que a A.P. te queira—A.P.?

—Agência Paranormal. Ao dar-se conta que não tinha respondido nada acrescentou, - São as agências que tratam a respeito do paranormal, como a EPI. —O que seja, essas agências podem ir ao diabo - disse, retornando minha atenção a minhas mãos. Não havia sinais de queimaduras, nem sequer estavam vermelhas. O que mais me impressionou, era o delicado que eram as dele ao lado das minhas. Enquanto que as minhas eram magras e com uma leve cor amarelada, as suas eram grosas e fortes. Com uma encantadora cor avermelhada. Minhas unhas eram pequenas. Eu não tinha tido tempo para lixá-las ultimamente. Obviamente as suas estavam perfeitamente polidas, muito bem mantidas. Cicatrizes envolviam suas palmas.

—Como comecei o fogo? Pergunte. Que era...? Que era...?

—É perigosa—. Deixou sair outro suspiro. —É mais problemática do que acreditava. —Não sabe muito bem como o fez verdade?—. Senti vontade de chorar. —gostei muito do fogo em meus dedos, maldito seja. Eu não quero fazê-lo nunca mais. Nunca mais!

—Mas o fará. E será pior enquanto os dias sigam acontecendo, estou seguro. Estas novas capacidades já encontraram um lugar em sua composição química. Já mudou. Enquanto dormia, eram irregulares e incontroláveis. Suas palavras foram um suave sussurro, uma carícia que viajou por minha coluna vertebral. —Agora...

—Agora? Perguntei a ele enquanto meu estômago se retorcia dolorosamente.

—Agora deve controlá-los, não eles a você. Domina-os ou se não, a consumirão. — Tratei de me voltar e olhá-lo, mas ele parou e descansou seu queixo sobre minha cabeça. Perfeito. Ele não quer que me mova e não posso fazê-lo. —Como sabe que me consumirão?— Perguntei, permanecendo no mesmo lugar. —Possivelmente me encontro em suas mesmas circunstâncias.

Abri minha boca e tentei novamente vê-lo. Mas ele pressionou mais forte minha cabeça, me mantendo imóvel. —Você também pode controlar os quatro elementos?

—Não. Não me deu mais detalhes.

Mordi o interior de minha bochecha. Ele havia passado pelo mesmo que eu, embora não tinha experimentado igual. Como? Por quê? Desprezei este quebra-cabeça; necessitava de respostas. Rome era a única pessoa que conhecia que entendia o que me acontecera. Infelizmente, este agente do governo que tinha ameaçado me neutralizar, era meu único vínculo com a prudência. E eu ainda não sabia seu sobrenome.

—Me ajude a entender, Rome. Por favor. — Não recebi nenhuma resposta.

As lágrimas se juntavam em meus olhos, depois da onda de impotência que me bombardeava. —Não te deixarei me matar e não deixarei que me leve a um laboratório. Não pedi que me acontecesse isto.

—Mas isso não ocorrerá assim. — Seus dedos se converteram em algemas de aço sobre meus pulsos. — E só para que saiba, eu não te mantenho viva—, ele mesmo interrompeu seu silêncio. —Eu não te mantenho viva para te ver escapar. Uma nota de advertência gotejava em sua voz.

Antes que tivesse tempo para atuar, antes que tivesse tempo para protestar, ele tinha colocado meus braços atrás de minhas costas e amarrou meus pulsos. A corda com a que ele me prendeu era firme e inflexível. Meu coração golpeava contra minhas costelas. —Me solte! O que está fazendo?—. Ele agarrou meus ombros e me deixou ver seu rosto. Seu olhar fixo me perfurou com uma ferocidade que de algum modo conseguiu me impressionar, me assustar e me estremecer. Ele se lançou sobre mim, faminto, me lendo, possivelmente, antes que fosse o apartamento outra vez, a luz neles se suprimiu tão rapidamente como tinha flamejado.

—Seus cinco minutos.

 

Mais rápido do que podia rezar. Matar a este bastardo. Fui amarrada como um peru de dia de Ação de Graças e arremessada sobre o ombro de Rome. Enquanto ele me manteve em semelhante posição indigna, atou meus tornozelos com o resto da corda.

—Me solte neste instante! Gritei, tratando de lhe dar uma joelhada no estomago.

Deixa de se mover. Fez-me ricochetear em seu ombro, me deixando sem ar quando meu estômago golpeou sua clavícula.

Quando consegui respirar novamente, resmunguei:

—Está esmagando meus rins e meu pâncreas! Sabe que tão perigoso é? —me solte antes que termine em coma.

Se você pode apontar exatamente onde seu pâncreas está localizado, então farei como tão docemente pede.

—Isto, OH! Maldito seja— Solte-me agora mesmo— Não quero minha cara em seu traseiro.

Ele riu o som tão profundo e sedutor até mais potente, porque desta vez parecia oxidado com falta de uso, como se ele não deixasse entrar o verdadeiro humor frequentemente em sua vida.

Conservando seu andar, não ricocheteei contra seu ombro outra vez— Ele andou precipitadamente pelo vestíbulo pequeno, e na cozinha. Ele me deixou em cima de um tamborete. Sem o uso de minhas mãos, balancei precariamente e quase caí para o linóleo floral.

—Agora vamos comer e conversar— Ele partiu, para o outro lado do balcão, recolhendo um prato com ovos mexidos e toucinho.

Olhei encolerizada para ele, ignorando meu apetite. —Conversarmos— Não havia razão para me amarrar com isto.

—Há muitas razões— Seu olhar fixo virou com mordacidade para minhas mãos amarradas.

—Me chame de parvo, mas não serei assado vivo.

Levei alguma comodidade nisso, e sorri abertamente com um ar satisfeito.

—Com medo de mim, Rome?

Ele estava brincando.

—Assustado por sua incapacidade de se controlar, eu gosto mais. —Anote um ponto (ou doze milhões, mas quem está contando?). Para Rome.

Perdi todo sentido de superioridade, e meus ombros baixaram bruscamente. Ele estava correto. Poderia apanhar meus dedos em fogo sem qualquer provocação? Que saiba que mais poderia fazer? Odiei os poderes que tenho. No momento, que esse pensamento encheu minha cabeça, alterei-me— Os poderes!

Acostumaria alguma vez, a essas duas palavras usadas na conjunção?

—Para danificar, é tão provável como eu— diz Rome— Ele colocou o prato entre nós, escavou em cima de uma porção de ovos com a colher, e me ofereceu a dentada.

—Abra a boca —Ooo— vá— você gosta!

No momento que abri minha boca, ele alisou o cabo da colher. OH, esse gosto é bom. Fechei meus olhos, desfrutando do deleite cremoso. Tinha temperado perfeitamente.

O assassino, neutralizador e um chefe de cozinha. Uma combinação ímpar. O sabor estava tão bom, e explodiu em minha língua, mais definido que alguma coisa, que tivesse experimentado. Limpou sua garganta, ganhando minha atenção. Seus olhos estavam na comida, não em mim, assim é que ali, não poderia ler a emoção.

Gosto, e posso ter mais, de qualquer maneira. —Tenho uma proposta para você. Sua voz estava um pouco áspera.

Engoli em seco e abri minha boca para mais— Se os ovos foram envenenados, então voluntariamente morreria.

Sua testa se arqueou.

—Morde — Que tipo de proposta?— Disse.

A colher transbordante fez uma viagem difícil, de retorno a minha boca. Eu sou do tipo de pessoa que gostava de ser alimentada! Eu não queria que isso me agradasse. Especialmente por este homem. Olhei para ele sombriamente, para fazer uma observação.

—O Homem que te ajudou logo me ajudara.

Outra dentada.

—Me ajudar como? Expulsando de mim suposto sofrimento? Ajudando-me, a salvar o mundo de meu mau ego?

Uma piscada de cólera se iniciou, iluminando seu azul olhar. Mas rapidamente se obscureceram outra vez.

—Pare já com isso? Não te matei, e não vou fazê-lo.

Equilibrou-se sobre mim com uma agulha.

—Não você fez isso a você.

—Sim, fiz— Lembrei de um aguilhão em meu braço.

Ele pôs seus olhos em branco. —Dava-lhe um sedativo para lhe ajudar a dormir.

Estava jogando uma moeda cara ou coroa e mudando de direção.

—Isso não nega o fato de que trata de me neutralizar.

— É assim de desumano com todo mundo? Ele levou uma porção de toucinho a minha boca. Um homem que comete um pequeno engano, leva em sua cabeça para a eternidade.

Quase sufoquei, e tive que forçar para que descesse por minha garganta, a parte de carne salgada.

Uma vez que recuperei minha respiração, fiquei sem fôlego,

—Um engano pequeno? Disse você justamente um engano pequeno? Isso é o que disse?

—Sim— Sua expressão foi impassível, sem uma emoção de piscada, ao qual absolutamente odiei e ignorei.

Olhei com cenho franzido, enquanto ele colocou um pouco de ovo em sua boca e mastigou. Como pode permanecer tão inatingível? Ele foi como um apagador. Se ele quisesse que eu soubesse seus pensamentos, então ele me permitiria isso. Mas bem, não obtive coisa nenhuma.

—Se tem dificuldade em acreditar, que para você, me jogar a perder seja um pequeno engano— Pouco se esquece de baixar o assento do sanitário ou suas meias três - quartos no chão, e está causando um arranhão em meu carro e dizendo que não fez. — Grunhi quando terminei meu discurso.

—Tem sede?

Hesitei olhando para ele, ficando muda momentaneamente.

—Essa é sua resposta para mim? Perguntar se estou com sede?

—Tomarei isso como um sim— Ele empurrou seus pés e caminhou a grandes passos para os armários verdes oliva, que perfeitamente fizeram jogo com o bar da mesma cor, mas passou o tempo— Ao menos este quarto não tinha a mesma pintura amarela de peladura como o dormitório— Em lugar disso o papel era com bolinhas verdes.

Com a familiaridade de um homem que conhecia muito bem seu lugar, ele alcançou e pegou um copo de dentro do armário. —Mora aqui?— Perguntei.

—Às vezes.

—Então, de quem é? Sabe o dono que é um criminoso e que me prendeu, contra minha vontade?

—No momento, este lugar é nosso. — Ele fez uma pausa, com uma expressão burlesca. —Sinto-me quente e felpudo de repente— Precavi-me justamente, que estejamos como em uma lua de mel secreta.

— A lua de mel do horror. —Matou a alguém para obter esta cópia de cor?— Um sorriso aberto surgiu em seus lábios.

—Pensa assim de todo o mundo, ou sou precisamente o afortunado?— Ele pegou uma caixa com suco de laranja da geladeira e derramou um pouco no copo, o efeito borbulhante e agradável do líquido, foi por um momento o único som. Eu poderia ter dito o óbvio: Só tenho má opinião desses que querem me neutralizar. Em lugar disso perguntei:

—Quanto tempo fiquei desmaiada, depois de que me injetou com essa agulha?— Eficazmente mudando o tema.

O que queria saber realmente era o que tinha feito com o dono do apartamento.

—Doze horas.

Em lugar de me trazer a bebida, ele contemplou o copo, rodeando os lados com suas mãos. Vi só seu perfil, assim é que não poderia ler sua expressão. Não é que ele tivesse uma. Nunca tinha encontrado a alguém que camuflasse suas emoções, tão rapidamente como ele o fazia.

—Ajudaria se me desculpasse?— Ele perguntou.

Alterei-me. —Por que tratar de me matar? Tratar de te neutralizar. —A mesma coisa.

—Não, isso não é, mas ajudaria?— Ele pressionou— Com seu olhar fixo no copo. Não tive que pensar em minha resposta.

—Não.

—Então, não tomarei a moléstia.

Minha mandíbula estava apertada, quase estalando.

—Por que tem piedade de mim? Ainda não respondeu a isso.

Ignorando a pergunta outra vez, ele finalmente trocou de direção para mim e fechou a distância entre nós, me observando resolutamente.

—Contarei tudo a você.

—Se fosse completamente sério o de te machucar, então estaria morta. Poderia ter quebrado esse escudo, se tivesse metido qualquer esforço nele. Poderia ter cortado em rodelas sua garganta enquanto dormia, ou bombear amplitude de drogas e fazer algo que quisesse.

Estremeci. Sim, ele pôde ter feito todas essas coisas. Ele não fez.

—Por que não o fez?— Quantas vezes me obrigaria a perguntar? Ele encolheu de ombros, mas a ação careceu de animosidade.

—Abra

Obedientemente abri meus lábios. O copo fresco tocou a borda de minha boca um segundo antes que um gole de suco picante fosse descendo abaixo de minha garganta. O sabor vibrante despertou minhas papilas gustativas. Meu Deus, nunca tinha tido uma comida tão deliciosa. Rome deixou a um lado a taça e tirou com colher acima de uma dentada de panqueca espesso que jorrava.

—Que outra agência que mencionei antes a OEAS, o pequeno governo único, pouco sanciona não duvidará em lhe levar para baixo. Declararão em primeira greve e o preço de venda oscilasse mais tarde.

Engoli em seco, a comida repentinamente sabendo como pizza. Enquanto penso que é genial que o homem fizesse cessão para me matar.

O empunhando, proferiu de seus dentes.

—Te neutralizar.

—Qualquer término. É a mesma coisa. E Enquanto eu…

—Não é o mesmo. Só tive a intenção de te pôr fora de combate.

—Bravo, mas quis me fazer parecer fora de combate, ou para toda a vida.

Ele pronunciou um suspiro frustrado.

—Nunca tive intenção de te matar.

Outra dentada.

—De acordo, Depois, de me pôr fora de combate, para a maior parte da eternidade, que intenção teve de fazer. Suas bochechas se avermelharam, e um rajado fino apareceu, ao redor de seus olhos apertados.

—Tive intenção de te colocar em um sono profundo, e te levar para que meu chefe pudesse fazer alguns testes com você, e logo te pôr para trabalhar na agência ou te aprisionar. Ali. Isso é o que procurava ouvir?

Não soube se ele dizia as palavras na verdade ou de mentirinhas. Tomo qualquer cara da moeda. —O que te fez mudar de ideia?— E não sei se quero saber a resposta desta vez.

—Inspecionei— Não mentia sobre seu pai. Por alguma razão, ele soou acusatório, pagamentos para o centro onde vive, e ele não o pode deixar por seu regime de medicamentos.

Rome se encolheu.

 

—Há mais que isso, mas não vou discutir com você, agora. — Acredito nele? Acredito que ele agora não me fará mal? Se for tão grande ao me manter viva, prove-o agora, me desprenda.

—Não, que sim acredito.

—A não ser — ele cortou totalmente minhas palavras preenchendo com mais panqueca minha boca. —Não tem ideia do dano que pode fazer— Sua inexperiência é perigosa.

Forcei a comida abaixo de minha garganta - A inexperiência? Ooo— Olá caso não tenha perguntado? Este não é o novo posto que solicitei. Ninguém tem experiência com isto.

Seu olhar fixo se estreitou em mim.

—Para obter mais experiência é provável que não se prepare, aprenda devagar engula no gatilho emocional— Tenha presente, que as coisas ruins ocorrem quando se zanga.

— Está dizendo que o fogo se deve à cólera?— sujeitei minha língua sobre meus dentes — uma pessoa sã responderia com fúria se despertasse nua, com um pistoleiro a salário contratado ao pé de sua cama.

—O pistoleiro a salário contratado. — Ele riu— Eu gosto disso.

—Excelente— disse secamente—provavelmente depois gostará igualmente, rato bastardo.

Ele não perdeu sua diversão.

—Tudo o que digo é que suas emoções ficam incontroláveis— Não trata de diminuí-los no mais mínimo.

—Faço se não o fizesse te garanto que te daria pra comer suas próprias bolas em nosso primeiro encontro.

—Ah, tão amável, sua conversa doce realmente me anima. Outro sorriso aberto, este era mais lento, mais pausado, difundidas sobre suas características, aliviando sua expressão, lhe fazendo olhar tudo mais erótico, e lhe dando um encanto. Achei-o irresistível.

Renderei-me, não gostando de quão atraente o achei. Que tão estúpido pudesse ser? Aparentemente quanto mais tempo passa se com ele, mais baixo ficava meu QI descartei— Meus olhos se estreitaram, e trabalhei no cordão amarrado em meus pulsos, fazendo meu melhor esforço, para não lhe deixar ver meu rebolado armamentista.

—Exatamente, o que sabe— disse, me alimentando com outra colherada de ovos— Seu semblante perdeu todos os vestígios de humor; Seus olhos se desinflaram. —Não sou o pistoleiro a salário, só contratado para aparecer ao pé de sua cama.

Alguém forçou a entrada em seu apartamento ontem à noite.

—O que?— Me virei desorientada.

—Ele tentou me roubar. —A voz do Rome, fez-se mais fundo e se voltou completamente ameaçadora — como soube que voltaria, levou-a para fora dali, o mais rápido que pude e como foi possível.

Fiz uma pausa, meu sangue ficou gelado, ao pensar no perigo que tinha estado e não tinha sabido dele. Não duvidei por um segundo que Rome havia falado a verdade a respeito disto. Meus sonhos, realmente me lembrei. Tinham sido reais. Muito reais. Tinha visto um homem equilibrar-se sobre mim com uma faca.

Mas ele não havia me matado por que… por que… A resposta fez clique em lugar. Rome o tinha matado primeiro.

Rome tinha me protegido — até este ponto, tinha podido usar comentários sarcásticos e tomar o poder que o levo, a camuflar meu medo; Eu agora não poderia. Isto foi real, a cara da morte. Não pôde estar inacabado

— Não foi fictício. Ele tentou me apunhalar— murmurei—Lembro de ver sua arma. Rome— Piscou surpreso.

—Não que ele tentasse-te sequestrar. Ele tentou me apunhalar— Conhece esta parte horrível, para alguém que estava supostamente adormecida.

—Só vi pedaços e fragmentos, mas eu pensei que tinha sido um sonho.

—Não, não sonhou. — Ele beliscou um pouco os ovos. —Que mais viu?—

—Houve um jaguar ali— Vi — Minha testa franzida. —Certamente estou equivocada.

Certamente não houve um animal selvagem em meu apartamento.

—Não, claro que não— ele disse, não deixando lugar de discussão, com seu tom —materializa seus sonhos à realidade. Os sons tinham sido tão reais nas visões

— Foi tão real— Ohh—, Olá— Se um gato da selva tivesse estado ali, haveria sinais— Talvez um braço roído— Quem era o homem?— Perguntei, com minha voz tremendo.

—Não me detive para perguntar seu nome. Tudo o que conheço é quem é seu chefe, Vincent, não estará satisfeito com o fracasso — Vincent enviará mais agentes, e doçura, confia em mim, quando digo que não quer que eles lhe capturem — Vi como Vincent engana a suas vítimas — a provará, dolorosa e cruelmente, nas formas em que até meu chefe, será privado do amparo da lei. E logo, se estiver ainda viva, então ele te forçará por qualquer meio possível a trabalhar para ele.

Terríveis palavras, mas Rome não tinha terminado.

—E não pense que pode mentir para ele, dizer que trabalhará para ele e logo escapar— Seu poder é fazer que a pessoa diga a verdade. Ninguém pode mentir para ele. Ninguém. E não é porque algumas mulheres o achem atraente. — Acrescentou secamente. —Atraente… Vincent menino bonito! Teve sentido— Tinha querido dizer ao menino bonito todos os meus segredos, recordei.

O pulso grosseiramente, em meu pescoço martelou. — Você não disse o que seu chefe quer fazer comigo? Diga-me depois me fará trabalhar para ele?

—Não dolorosamente, e não pela força— Fará o que ele quer ou estará detida como os outros seres sobrenaturais.

—De que tipo de seres sobrenaturais está falando?

—De todos os tipos de trocadores de calor— As pessoas que caminhando podem atravessar paredes ou a alma ao para te ver— Acredito mencionei as pessoas cujos fluídos corporais som tão tóxicos, que lhe matariam com o só ar que respira. Irá?—

Neguei com a cabeça.

— Todas essas coisas, criaturas, arma vivas… ainda… Porque alguma vez antes, tinha tido notícias destas pessoas, Rome? Por que ninguém sabe deles?

— EPI é bom em seu trabalho, isso que fazemos — Fazemos ao mundo seguro fazendo que ignorem o que acontece.

A respeito de difusores. E todo o resto.

Querido Deus, difusores?

—Difusores são criminosos com poderes sobrenaturais — Vincent é um super criminoso, porque ele provoca dor desnecessária, ele mata mesmo quando pode só bloqueá-lo e gosta de fazê-lo— Mas sim, além disso, captura e controla a outros difusores — de fato detém mais que qualquer outro e que outras agências, assim é que o governo lhe atende— Dão-lhe permissão de viver, fazendo vista grossa a seus experimentos.

Era quase, muito incrível.

—Esses difusores são naturais ou criados?

—Alguns são naturais e outros criados. Quanto mais experimentos sejam realizados, mais difusores nascem. É um ciclo cruel. — Sua expressão atenuada— Também —O que te contei sobre a prisão é certo.

—Vila do castelo, como carinhosamente o apelidamos, é muito real, e não te agradará— Com um pequeno pensamento, poderia terminar como a cadela do Venom.

—Venom?

—Ela trabalha para o Vincent. Sua saliva é mortalmente tóxica, e se ela te beija…

Engasguei.

—Vincent é a única razão para que EPI exista. Limpando as catástrofes que ele e sua irmandade de seguidores causam é um trabalho completo. Rome balançou sua cabeça, me considerando. —Recorda esse grande incêndio o ano passado dentro de armazém em Chicago? Que matou quarenta e duas pessoas e foi culpado em fiação defeituosa? Uma mentira. Vincent provava a fórmula dos quatro elementos. Digo-lhe, várias pessoas foram queimadas pelas chamas.

Estremeci, e senti a vibração a fundo.

—Por que procura que controlem os quatro elementos? Você mataria por isso?

—Pense nisso. Ele pode causar uma seca, se o preço for correto ou logo salvar a todo mundo com uma tormenta. Ele ganhará dinheiro, tirará proveito e matará as pessoas. Controlando a todos com isso.

— Meu Deus. Minha boca secou um pouco mais com cada palavra, que Rome dizia. Se minhas mãos não tivessem estado amarradas, então cobriria minhas orelhas e não teria que ouvir nada mais. Havia um mundo de vilãos ali fora, e em nenhum momento tinha pensado que poderia tocar ou me afetar. Que tão equivocada tinha estado. Levava o luto da inocência perdida.

—Já tinha colocado fechaduras e ferrolhos especiais nas portas e as janelas de seu apartamento— Rome disse, assim é que o assaltante não devia ter entrado, por cima deles tão silenciosamente como ele o fez— Foi bom, e determinado esteve perto de querer te pegar e o que Vincent enviar será inclusive melhor que esse.

—O que fez com o corpo?— Perguntei.

—Encarreguei-me de tudo e limpei o lugar. Nenhuma razão para te contar os detalhes.

Era muito amável que ele não me explicasse. Esses foram todos os pontos que poderia entender. As atividades clandestinas não foram para mim. Como pude desprezar algumas vezes, minha comum, normal e segura vida? Que parva fui.

Rome me ofereceu outra dentada de ovos, mas neguei com a cabeça. Meu estômago estava agora atado e apertado, ameaçando rebelar-se.

—Não me sinto muito bem—, disse brandamente.

Logo, Houve um comprido silencio.

— Acredito que está pronta para ouvir a proposta que tenho para você. —Ele se sentou no tamborete do lado e pôs fim de que o confrontasse. A princípio mantive meu olhar fixou sobre o botão aberto de seu pescoço. Eu gosto mais de olhar ele, mais do que eu gosto de pensar em caras maus e maus projetos. Contra o profundo negro da camisa do Rome, sua pele estava profundamente bronzeada, dourada pelo sol. As mechas finas de cabelo negro de seu peito apareceram. O suficiente como para não ficar com o olhar fixo, mas o bastante para tentar, que pareceria isto, se percorria minhas mãos sobre seu peito? Estaria permitido que meus dedos explorassem... Permite-me?

O que está fazendo, idiota? Não poderia me deixar ser atraída por ele. Ele, um homem que justamente tinha admitido que matou alguém. Um homem que tivesse estado bem conhecer antes. Não importa quão sexualmente atraente ele era.

Não poderia desejar a ele. Verdade? Embora ele tivesse me salvado de um assassino, não poderia confiar nele completamente.

—Belle?— Alterei-me, recuperando de minha conversa interna.

—O que?

—Não, esta me escutando.

Meu olhar se fixou com força até o rosto de Rome. Ele me vigiava, um brilho de luz apareceu em seus olhos azuis brilhantes. Vários fios de cabelo colorido tinham caído em cima de sua testa. Ele deveria haver-se visto como moço. Ele não fez. O perigo ferozmente radiou dele. O perigo… e a sedução. Ele se parecia com a fantasia mais íntima de cada mulher, um deus perfeito, que despertou da cama ansioso para retornar. Optei por não pensar desse modo, eu me lembrei disso?

—O que estava dizendo?— Perguntei.

Ele pôs seus olhos em branco.

—Contava tudo de como foi despedida do café, assim é que já não gozas de uma renda. Deveria ter ouvido alguns das mensagens telefônicas de Ron.

Tomei uma respiração exaltada, me desgostando, que Rome ouvisse as mensagens que eram unicamente para mim.

—Meu papai ligou?— Perguntei entre dentes

—Sim— ele respondeu, sem vacilação e desculpando-se — Tivemos uma conversa agradável. Ele está um pouco estressado com você por não me mencionar, mas ele se alegrou de que você finalmente tenha encontrado um homem que se conformará com sua pequena boca. E me disse que tem um lado doce, ao qual aparentemente que eu encontrarei em algum lugar suficientemente profundo. Uma neblina vermelha se ergueu sobre meus olhos.

—Falou com meu pai?

—Sim! —Com sua amiga Sheridan, também — Ela quis saber por que você não tinha ligado nestes dias e perguntou se estava zangada pelos gêmeos. Disse que estiveste gastando sua energia tratando de me persuadir, e me disse que te dissesse que levasse o couro negro e uma vara. Moça interessante. Ela é solteira?

—OH, isto foi o cúmulo! Fez que minha amiga da infância e o homem responsável por minha criação não sentissem minha falta e não estranhassem um homem estranho em minha casa, do que alguma vez tinha falado ou os tinha apresentado? Assim Rome tinha estado em meu apartamento e atendeu meu telefone— Com tudo isso soube que ele pôde haver-se movido furtivamente dentro com a intenção de me assassinar— Um momento…

—De todos os modos, — disse Rome com um aceno de sua mão, — Pode amá-los, e eles podem te amar, mas sou tudo o que tem agora mesmo— Sou o único que pode te ajudar.

A advertência sombria fez voltar minha irritação e me causou medo. Um medo frio, muito real e congelou meus próprios dedos. Após a irritação causava chamas, teve sentido que o medo causasse gelo. Muito rápida no gatilho emocional, Rome o havia dito. Ele estava correto a respeito de tudo.

—O que deveria fazer? O que posso fazer?

—Não, porque não tem experiência nessa área— Estaria apanhada antes que cumprisse o fim do bloco— Não, o que precisa fazer, — disse ele, golpeando ligeiramente seu dedo contra o mostrador, —é tirar a OUCS de suas costas. A melhor forma de fazer isso é encontrar ao cientista que criou a fórmula o Dr. Roberts.

Olhe nos olhos de Rome, incrédula.

—Isso seria estupendo, mas como vou fazê-lo? Tenho problemas para encontrar minhas chaves.

—Te ajudarei. Talvez ele possa saber o que fazer. Em caso de que não, podemos trocar, ou pretender que trocaremos a vida dele pela sua. Realmente, não posso deixar Vincent tê-lo outra vez. Ele convenceu ao bom doutor uma vez que trabalhasse para ele e que isso beneficiaria ao mundo. Não posso lhe dar uma segunda oportunidade de que Vincent o convença. —O que disse Rome em seu discurso: Há uma oportunidade para ser normal e média outra vez O pensamento me embriagava. Muito bravo intoxicante. Exceto… um pensamento vagabundo que se intrometia em minha felicidade, e franzi o cenho.

—Por que faria tudo isto, Rome? Tem ordens para me levar. Se disser a verdade, então desobedeceu ordens diretas. Estará trabalhando contra seu chefe. Por que faria isso por mim? Uma desconhecida. Sua mandíbula se apertou e ele se deu de ombros, com rigidez na ação. —Talvez meu chefe tenha mudado de opinião. Agora pensa que você tem um melhor uso no campo.

—E talvez possa ir para o inferno, — disse— Ele provavelmente esperava que eu aceitasse sua explicação sem comentários— Bom, que pudesse dar suas respostas incertamente estúpidas. Talvez não esteja realmente trabalhando contra alguém, mas contra mim. Talvez tenha intenção de encontrar e matar a Dr. Roberts e me jogar a culpa.

Rome guardou silêncio.

—Antes que seu chefe me perca, ele quereria ver o que posso fazer. —Mais silencio.

—Você não fez isso? Pedi — Diga a verdade, Rome. Por que realmente quer me ajudar? Ou está tratando de me enganar a fim de que caia em algo?

Outra vez, ele deixou sua boca fechada e sem pronunciar um só som. A irritação se estendeu dentro de mim, mas agradecidamente, não comecei um incêndio. Continuei o trabalho de tirar a corda em meus pulsos, tornozelos, mãos e meus pés ficando tão ardentes como minha fúria. Minha vida estava em jogo aqui, e eu não podia arriscar minha sobrevivência, pela esperança que Rome quis me dar.

—Não obterá ajuda de mim— disse.

—Não quero te envolver em um crime, — Rome finalmente disse— E meu chefe não sabe que não tenho nenhuma intenção de te trazer. Satisfeita?

—Não. —E não estava. Este teu chefe tem um nome?

Outra cortina pesada de silêncio caiu então ele disse, — John Smith—.

—Sim, como milhares de outros homens. Estupendo. Não me digam. Eu não o conhecia de todos os modos. Mas, por que não quer me levar com ele? Dê-me uma boa razão para acreditar em você. Por que de repente quer minha ajuda para salvar minha própria vida quando estavam tão decididos a me machucar?

Suas sobrancelhas escuras se arquearam, e nossos olhares fixos se encontraram.

—Simplesmente não confiará em mim?

—Não. Nein. Não. Direi em outro idioma?

Ele pôs uma mão sobre seu rosto, fazendo uma pausa para beliscar a ponta de seu nariz.

—Não vou te entregar a meu chefe, e não vou deixar que fique nas mãos de Vincent— disse ele— nem agora, nem depois. Dou-te minha palavra. Se não pudermos encontrar ao doutor, então encontrarei outro modo de te afastar de Vincent.

—Por que faria?

—Por que… — Ele fez uma pausa, como se dizer fosse uma tarefa dolorosa. —Porque, demônios— Não necessita essa informação neste momento.

Deixei de trabalhar na corda, me equilibrando na beira do assento.

—Diga de qualquer maneira, — insisti—

—Por quê?— ele repetiu, me olhando com raiva. — O calor daquele olhar quase chamuscou minha pele. —Porque tenho que levar a minha filha na fuga, e é a única que pode me ajudar a fazer isto.

 

Imediatamente depois de atirar essa pequena bomba em mim. Rome tem a uma filha. Uma filha! — ele empurrou seus pés, movendo seu tamborete para trás. Ele rondou ao balcão longínquo e retirou algo de uma das gavetas. Ele virou suas costas para mim. —vai me ajudar, verdade?— ele perguntou.

—Tudo o que você diga chefe, — disse incertamente— Que fazia ele?

—Bom— ele virou e veio em minha direção levando. Oh meu Deus! Ele sustentava uma faca!

Ofegando, eu tropecei para trás e caí do tamborete. Aterrissei com um golpe, o chão de linóleo frio não fez nada para amortecer minha queda. Uma dor aguda fuzilou meus braços. Escudo de ar, escudo de ar. Necessito um maldito escudo de ar. Mas minhas mãos estavam atadas, literalmente! Tratei de subir atrás, empurrando com meus pés, mas eu não era bastante rápida. Rome me alcançou e agarrou em um fôlego.

—Tão suspeito, — disse ele.

—Como pode fazer isto? Gritei— O que eu não daria para soltar meus braços e lhe arruinar com um escudo de ar. Se só eu pudesse fazer que o poder trabalhasse sem o uso de minhas mãos. —Vou — vou fritar-te— Destroçar-te-ei com um tornado. Disse que eu seria capaz de mandar um tornado, e o farei. — Indiferente, ele sacudiu a faca no ar e agarrou meu punho. —Necessita de minha ajuda para esconder a sua filha, — recordei-lhe— Como pode seu - um mph!

Sem uma palavra, ele me atirou sobre meu estômago. Por meu choque e medo, registrei o som do corte metálico da corda. Uma vez. Duas vezes. Minha boca caiu aberta quando me dava conta que ele cortava para me soltar, tanto os pulsos como os tornozelos.

—É livre, — disse ele— confia em mim agora?

Balancei meus braços diante de mim; separei minhas pernas e leve meus joelhos para meu peito, logo passei a meus pés— Com a liberdade veio uma quebra de onda de valentia— Fui voando ao redor, assinalando um dedo em seu peito e lhe grunhi. Não volte a vir com uma faca contra mim outra vez.

Uma de suas sobrancelhas se arqueou em uma saudação insolente. —Ou uma agulha?— ele perguntou secamente.

—Isso também.

—Nenhum objeto agudo, né? Você leva toda a diversão de nossa relação.

Ele sacudiu a faca na pia com a precisão perita A ponta se introduziu direito ao lado do ralo, e o punho balançou de um lado para outro.

—Há umas coisas que tenho que fazer, — disse ele, capturando meu olhar fixo com seu próprio olhar. Seu olhar fixamente era intenso, calibrando. —Posso confiar que ficará aqui?

Pestanejei meus olhos inocentemente.

—É obvio— Pode confiar em mim tanto como eu posso confiar em você.

—Tomarei isso como que pode confiar em mim, — falou ele— Um cenho franzido estirou seus lábios apertados - Não se incomode em tratar de ligar para alguém. Não há nenhum telefone aqui— Não deixe este andar, tampouco. De caçarão. Cobri nossas pistas, mas isto não significa que está completamente segura.

Meu queixo se elevou, e lhe considerei com todo o alarde que eu poderia dirigir.

—Isso assumindo que eles são capazes de me capturar, sabendo minha posição. Ele fez rodar seus olhos e andou para mim, fechando o precioso espaço pessoal— Fique quieta, não retrocedendo quando eu quis — ou melhor, disse, deveria ter querido. — O calor que irradiou dele, e me fez tremer deliciosamente.

—É vulnerável, Belle— Até que aprenda a controlar suas capacidades, não é uma incrível super heroína e será derrotada. Toda vez.

—Não me chame assim!— Disse, pisando forte com meu pé. O título parecia conduzir a casa o fato de que eu não era mais eu. Eu era alguém mais, alguém diferente, alguém perigoso e procurado.

—Vulnerável?— ele perguntou, seus lábios se frisaram— —Ou Super heroína?

—Ambos— Não sou um super-herói. Encontrarei um modo de me desfazer destes poderes, e logo cada um terá que me deixar ir ao inferno sozinha.

Nada era pior que este problema. Nada era pior que ser experiente e/ou matado.

—Pelo seu bem, espero que realmente encontremos ao doutor. — Seu tom tinha perdido todos os rastros da diversão, emergente grave e triste. Espere. — Algo não estava bem aqui mesmo. Algo… meus olhos se fixaram nele e minhas mãos em punhos foram ao meu quadril.

—Está se contradizendo, Rome— Se lhe encontrarmos e ele me ajudar a me desfazer de meus poderes, não serei capaz de te ajudar a esconder a sua filha, não é assim? Não, a não ser que eu entenda como vou ajudar de todos os modos. E você não pode me dizer só que sua filha tem que ser oculta e logo não me dizer nada mais. Necessito de detalhes. Por que vai escondê-la? Há alguém a perseguindo?

Ele fechou seus olhos e esfregou uma mão abaixo seu rosto.

—Você gosta do som de sua própria voz, verdade? Por isso faz tantas perguntas.

—Me responda— Seguirei perguntando até que me diga algo.

—Bem. Não, não estão caçando-a. Ainda não. Mas ela é uma menina e ela merece uma vida normal. Ela nunca conseguirá isto aqui. Ela nunca terá nenhuma aula de vida se não a esconder, porque ela será recrutada por um dos para. Com ou sem minha aprovação. Sua voz era dura, cheia de dor. —E nunca disse algo sobre quando eu ia te deixar tentar se desfazer de suas capacidades.

Franzi o cenho.

—Me deixar? Acaba realmente de dizer me deixar?

—Notou que frequentemente repete o que digo? Sim, disse se te deixo. A menos que queira fazer algo disso, que não recomendo, tenho que ir. — Bem, ele provava seriamente meu (virtualmente inexistente) restrição, mas se era uma prova eu a dominaria. Não lhe responda com palavras de maldição de tiro rápido (bastardo, filho de cadela, comando nazista) e não dava palmadas a ele até que ele caísse a terra e chorasse a lágrima viva como um bebê. O fiz trocar de tema sem revelar que eu faria tudo o que internamente queria no momento que ele se fosse. De todos os modos, eu não podia atuar muito impaciente para que ele partisse.

—Aonde vai?— Franzi o cenho. —Alguém realmente poderia tratar de mover-se sigilosamente até aqui enquanto esteja fora.

—Recolho umas coisas que necessitaremos, e para ser sincero, prefiro arriscar a alguém se movendo sigilosamente até aqui que o encargo de riscos do mundo inteiro— Você poderia incendiá-lo.

Lancei minhas mãos no desespero. —Quantas vezes tenho que dizer? Que as pessoas não estão em perigo comigo quanto mais desastrosos eram os feitos que ele pensava que era capaz de fazer, mais fácil poderia ser para ele fazer seu trabalho e me levar com seu chefe. Eu não tinha sido capaz de chamar um vento, Por Deus. E que se tinha acendido fogo em meus dedos? Eu não tinha machucado a ninguém e a nada. —Isto é… —

—É suficiente, — disse ele, me cortando. —Uma palavra mais e vou te prender outra vez.

Ofeguei. Ele o faria, também, pensei aumentando minha fúria. Ele afirmou que eu já não era sua presa, que íamos nos ajudar um ao outro, mas ele já ameaçava me amarrar. Se ele se atrevesse a recolher aquela corda, eu… eu… Uma breve rajada de fogo saiu de meus olhos e golpeou contra a parede mais longínqua da cozinha.

Gritei no momento em que me dava conta do que tinha acontecido. Rome se atirou ao chão. Ele foi capaz de evitar o impacto direto, mas várias faíscas bateram em sua bochecha, queimando a carne. Meus olhos se alargaram no horror quando contemplei o inferno crescente.

—Dizia?— ele perguntou, arqueando aquelas sobrancelhas insolentes outra vez— Ele roçou sua bochecha queimada.

Meu horror cresceu com a velocidade do fogo, precipitei-me a pia e enchi uma taça de água. Atire o conteúdo sobre as chamas, logo repeti a ação várias vezes. Isto não ajudou.

Rome conseguiu conter o dano com um extintor de incêndio, mas não minha mortificação. Meu Deus. Eu era uma ameaça. Eu era perigosa. Talvez Rome e outros estivessem na pista correta, me querendo eliminar. O aroma de pintura queimada e madeira encheram o ar. As plumas negras da fumaça se frisaram para cima, obtendo que me desse um pouco de tosse depois de pôr à parte o extintor, Roma saltou e sacudiu o detector de fumaça do teto antes que isto pudesse fazer erupção. Ele o sacudiu na pia e me deu um olhar fixo.

—Ainda pensa que o mundo está seguro com você?— ele perguntou, sem mostrar alguma piedade.

—Não, — disse brandamente, abatidamente— Sou um monstro.

—Mas é um monstro bonito. Não demorarei mais de uma hora. Tenta se controlar.

—Farei. Meus ombros caíram. Eu poderia ter matado Rome, poderia ter pegado fogo. Queria escapar, mas não quis destruí-lo. Não quando ele nunca realmente tinha me feito mal. Rome soltou um suspiro suave. No próximo instante, ele segurava meu queixo em suas mãos e me obrigava a lhe confrontar. Seus dedos eram maravilhosos. Ao raso e abrasivo, mas completamente provocador. Sensual. Quente e forte. Mas o mais surpreendente de todos, eles se sentiram consoladores. Estremeci. Lanças quentes, que formigam se filtraram passando por minha pele, afundando-se diretamente no íntimo.

—Belle, — ele disse sua voz tão suave como seu toque.

Devagar olhei fixamente nele.

Ele baixou sua cabeça. Aguentando a respiração em minha garganta, me incinerando. Eu tinha o tempo para protestar quando ele apoiou seus lábios sobre meus, mas não o fiz. Eu não poderia, não quando de repente ansiei seu beijo com todo meu ser. Ele era perigoso e emocionante e, contudo continuando, eu não poderia ter um amanhã. Eu me permitiria este agradar sem culpa. Sem vacilar. Sem pausa. Eu tomaria, saborearia, aproveitaria disso, não importa como mal era para mim. Poderia ser a última coisa boa que acontecesse minha vida.

Ele beijou minha boca uma vez, duas vezes. Possivelmente ele tinha tido cada intenção de deixá-lo assim, um toque breve, inocente, mas não deixei. Abri minha boca e lhe dava minha língua.

Imediatamente todos os sistemas se foram. Para nós dois. Não mais lassidão. Não mais suavidade. Só indiscutível necessidade. Gemendo sob sua garganta, ele me reclamou. Sua língua passou varrendo meus dentes, afundando-se profundamente, em uma rendição total e exigente.

Ele enviesou a sua cabeça ao lado para o contato mais profundo. Seus dedos enrolados em meu cabelo, sujeitando como braçadeiras apertando. Ele tinha sabor de homem quente, varonil. E um pouco de matéria prima. Um pouco completamente carnal. Eu não podia chamá-lo, não exatamente, eu só sabia: que isto não pareceu a nada que eu tinha encontrado alguma vez antes. Quis mais, quanto mais.

Nosso impulso de línguas juntas, impaciente e necessitadas. Encontrei-me agarrando sua camisa, sustentando a mim como se temesse que ele sumisse— O calor crescia dentro de mim, tanto calor. Isto começou como uma diminuta chama, que lambe sobre cada célula, logo se estendendo e bifurcando-se pelo resto de mim.

Meus mamilos se endureceram e atiraram contra minha camisa, raspando com cada movimento. Minhas pernas se debilitaram. Doía, sim, doía. O fogo cresceu. Rome agarrou meu cabelo em um apertão doloroso, como se ele necessitasse de uma âncora. Como se ele não podia pensar em me liberar por nenhum motivo. Mas no seguinte instante ele resmungou e saltou longe de mim.

—Rome?— Eu disse sem fôlego.

Ele pôs a longitude de um braço longe, respirando profundamente.

—Esteve a ponto de me queimar. — Ofegou ele.

Eu realmente doía, ardendo, como ele havia dito. Queria o outra vez em meus braços. Querendo sua língua em minha boca outra vez. Queria sua ereção pressionada entre minhas pernas desta vez, deslizando para cima e para baixo, lentamente ao princípio e logo empurrando rapidamente no beira da doce satisfação. Salvo que ele dizia queimar literalmente. Eu quase tinha assado a ele, dava-me conta, vendo à fumaça de minhas mãos. E ainda o queria a ele.

Como poderia eu lhe desejar ferozmente?

Inalei bruscamente, mas isto não ajudou. As indiretas de sua fragrância masculina se filtraram em minhas fossas nasais. Outra maré de desejo se fechou de repente em mim, fazendo tremer meu estômago. Fazendo surgir outra chama à vida. Maldita seja eu não deveria lhe ansiar assim. Talvez, talvez não devesse ter feito isto. Eu era vulnerável a ele agora, mais que antes. Minhas mãos se fecharam em um punho ao meu lado, e me concentrei em minha cólera. Agora mesmo, qualquer emoção era melhor que o desejo.

Ele não deveria ter me beijado!

—Rome—, disse.

—Eu não deveria ter feito isso, — disse ele entre fôlegos, repetindo como um louro meus pensamentos.

—Não. Não deveria. — Contive o impulso de remontar minha boca aumentada, que palpita com meus dedos.

—Não vou dizer que sinto. — As palavras eram um grunhido rouco, que cortava o silêncio conseguinte.

—E não vou dizer que não farei outra vez.

Apertei meus lábios, lutando contra uma onda de prazer. Está zangada, recorda? —Não te perguntei verdade?

Ele fez uma pausa, moveu sua cabeça. Surpreendentemente, a satisfação brilhou em seus olhos. —Não perguntou se pensava em fazer isto outra vez e não me pediu para não fazê-lo outra vez?

—Ah, só se cale — Eu me tinha arrojado basicamente nele, e tinha rechaçado fazê-lo pior expressando meus desejos— Ele tinha que saber que partes de mim as partes mais femininas esperavam que ele fizesse outra vez. Logo. Meus mamilos ainda estavam inchados. A dor entre minhas pernas tinha que dissipar ainda.

Ele estendeu a mão e passou seus dedos sobre minha boca, da maneira em que eu tinha querido fazer, chamando o fogo de novo.

—Pode confiar em mim, — disse ele— Havia um rastro de culpa em sua voz?

—A pesar de tudo que passou, talvez devido a isso, você pode confiar em mim. Não vou machucar você. Não vou te enganar.

De uma maneira estranha, quis acreditar. Quis colocar minha vida em suas obviamente capazes (maravilhosamente, mas) mãos. E, entretanto, eu não podia confiar em meu próprio direito de instintos; quero dizer, olhe onde eu tinha chegado até agora.

Ele tomou meu silêncio para a capitulação e disse:

—Comprovarei o edifício e a área circundante. Se ficar aqui, deveria estar segura. — Com uma carícia final a minha bochecha, ele se afastou. Ou melhor, dizendo, desapareceu, deixando um quarto desinflado, vazio.

Meu rosto mudou, e meu olhar fixo se sacudiu de uma esquina a outra. Um segundo ele tinha estado de pé diante de mim, o seguinte ele já não estava. De fato, o único sinal que ele tinha estado aqui era o formigamento delicioso em meu rosto e o revoltoso calor em meu estômago.

—Rome, — chamei. Eu deveria ter ouvido a porta principal ou ao menos um deslizamento da janela. E como eu não ouvi nada, caminhei pelo piso sórdido. Não havia nenhum rastro dele.

Como diabos ele tinha saído tão silenciosamente? Como ele tinha prometido, a porta e as janelas possuíssem uma classe de tranca, ferrolho futurista que estendem pernas de prata, em forma de aranha pela madeira e marco— Duvidei que Rome pudesse andar diretamente por eles— Ou poderia ele? Depois de tudo, o que sabia eu sobre o mundo hoje em dia? Ele se foi, pensei. Como ele partiu não importa. Em vez de gastar mais de meu tempo nele, eu caminhe lentamente pelo piso outra vez, esta vez procurando um telefone. Queria tão somente ouvir a voz de meu papai. Rome não tinha mentido, entretanto. Não havia nenhum telefone. Merda. Fui e vim da sala de estar apertada. Se eu voltasse para meu apartamento, meu telefone estaria grampeado?

Rastreariam minha chamada? Se eu deixasse este edifício e encontrasse uma cabine telefônica, seria seguida? Morta? Sequestrada?

Só irei uma hora, Rome havia dito. Tinha que tomar uma decisão agora. Fique e espera Rome, confiando em que sua palavra e que me protegeria. Ou ir, fazendo todo o possível para me manter a salvo e manter ao mundo a salvo de mim.

Em ambos os sentidos, eu poderia tomar a decisão incorreta.

Em ambos os sentidos, eu daria as boas vindas ao problema com os braços abertos.

Sabendo isso, sentia a frustração e a urgência através de mim. Massageei minhas têmporas. O que eu realmente precisava era um tempo sozinha, tempo para estudar isto atentamente sem me preocupar quando Rome voltaria. Tempo para tomar uma decisão em meus termos, não os seus. Tudo o que havia dito muito bem poderia ser uma mentira para me acalmar na submissão. Ou não. Agrrhh.

Algo sobre o trato que ele quis fazer me incomodava, mas neste momento eu não podia assinalar exatamente o que. De todos os modos, a sensação inquietante estava ali e eu não gostei disso. Pôr-me nervosa. Expulsei uma débil respiração. Até que eu estivesse segura e fizesse entender esta coisa, eu ia ter que correr. Correr, como eu tinha querido ao princípio. Eu tomaria cuidado. Eu não me deixaria sentir uma simples emoção volátil, para proteger o mundo. Eu não confiaria em ninguém, que me protegeria. É obvio, eu não podia voltar para meu apartamento — Eu teria que ir em algum lugar que nunca tinha ido. Em algum lugar aonde ninguém pensaria me buscar. Decidida, toquei o violino com a porta principal durante vários minutos, incapaz de soltá-la. Eu não tinha muito tempo para a fuga, pensei, suspeitando que Rome se apressasse para voltar. Fiz apartar a vista no cabo. Eu nunca seria capaz de rompê-la. Eu teria que queimá-la logo que foi possível, procurei na casa e localizei uma bolsa de vinil. Estavam todas minhas coisas, procurei dentro.

Por sorte, Rome havia trazido várias peças de minha roupa e muitos de meus artigos de penteadeira. É obvio, ele não tinha pegado meu cartão de BANCO 24 HORAS, mas o pouco de dinheiro que encontrei sob o colchão compensava isto. Guardei os bilhetes em meu bolso.

Preparada para estar em frente da porta outra vez, andei com passo majestoso, fulminando com o olhar. Como eu poderia convocar o fogo sem a criação de… um inferno? Talvez se me permitia uma pequena cólera. Só um pouco esperamos que a fechadura se queimasse e nada mais. Por favor, não deixe a nada mais queimar.

Desenhando em um fôlego profundo, que se estabiliza, deixei cair à bolsa em meus pés. Fiz soar os ossos de meu pescoço, a preparação a trabalhar um bem (mas diminuto!) vapor. Para fazer isto, eu tinha que pensar em coisas que me zangassem, mas não me enfurecessem.

Bem então ódio quando a gente curta na linha. Também odeio a clientes grosseiros e empregos servis. Ah, isto é bom, pensei, me dando um pequeno tapinha mental nas costas por um pouco de cólera provocada. Entretanto, a carícia mental rapidamente empapou a cólera, me alagando da satisfação.

Se concentre! Que mais aborreço? Sei! Sei! Lamentei ser açoitado por tipos maus odiei o fato que as pessoas queriam me matar. Odiei que estes me tivessem dado uma fórmula secreta experimental sem meu consentimento. Odeie, odeie, odiou isto eu estava desempregado agora, rompi-me, e que o aluguel de meu papai começaria a dever logo. Minha respiração se fez entrecortada como minha cólera intensificada. Meus punhos apertados fortemente em meus lados. Odiei que Rome fora tão apetitosamente atraente. Odiei que ele soubesse tão bem. Odiei que já ansiasse por outra prova dele. E que demônios tinha querido dizer ele, soltando isto que ele tinha uma filha? Uma filha, pelo amor de Deus ele não tinha estado mentindo sobre isto. Seus olhos tinham estado cheios de dura, crua emoção. Necessidade desesperada e medo. Significava isto que Rome também tinha uma esposa?

Ah, bastardo! Ele o fez. E ele tinha me beijado como se ele não podia viver outro momento sem limpar minhas amídalas. Ele havia tocado meu rosto e me tinha feito… Uma corrente de fogo saiu de meus olhos e se fechou de repente na porta principal. A força disso me golpeou para trás. Quando caí, o fogo seguiu saíram de mim e as chamas fizeram erupção em todas as partes. Olhei uma mão mortal, fazia um caminho de laranja e ouro de uma esquina à outra. Ofegando, apertei meus olhos fortemente fechados, cortando o fogo, pondo em branco minha mente.

Mas logo que fechei meus olhos quando senti o calor em meus dedos. As chamas começaram a voar deles querido Senhor. Eu tinha aberto uma ardente comporta que não queria fechar. Senti sua queimadura, seu chiado. Os aromas de cinza e o tapete ardente, a madeira e o gesso encheram meu nariz.

Meu coração soava irregularmente, se acalme Belle Jamison. Agora mesmo! Por favor, se acalme, se eu não fizesse, eu queimaria o edifício inteiro a terra as pessoas poderiam morrer. Por causa de mim, de mim. Inala, exala. O calor seguiu abrigando-se ao redor de mim, e meu corpo respondeu, desfrutando dele e produzindo mais.

—Posso controlar o fogo,— disse, sustentando minhas mãos e tratando de retirar o inferno em mim.

Que isto funcione que isto funcione que isto funcione. Posso controlar o fogo. Tenho poder sobre os elementos, eles devem me obedecer. Abri meus olhos, vislumbre o caos completo antes que outra ronda de chamas saísse livre. Eu apertei minhas pálpebras fechadas outra vez quando o pânico me invadiu por completo. Querido Deus, o que deveria fazer eu? Como faço parar isto? Pensa pensamentos bons, felizes. Nada que me desgostou até ligeiramente.

Bem. O que me fez feliz? Sherridan tinha uma data com os gêmeos. Meu papai estava vivo. Cinquenta por cento das vendas. Bolachas de chips de chocolate elas aumentaram meu talhe, mas não quis ir ali. O pensamento de necessidade de nunca ter que servir o café a esnobes me fez sentir satisfeita.

Com cada novo pensamento, minha cólera e meu pânico retrocederam e senti minhas mãos fanfarronas. Devagar abri meus gretados olhos. Uma profunda respiração se fez um suspiro pesado do alívio. Um inferno poderia radiar ao redor de mim, mas ao menos não mais chamas saltaram de meus olhos ou mãos. Eu não podia deixar aos vizinhos danificar por isso, entretanto. Corri à cozinha e me senti aliviada quando vi que o extintor que Rome tinha usado, estava ao lado da estufa, por que não o tinha guardado perto de mim? Estúpida. Quando corri a toda velocidade fazia a porta, orvalhei tudo em meu caminho. A névoa branca logo espessou o ar, e as chamas morreram em um chiado suave.

Deixei cair à lata agora vazia, meus braços caíram de modo instável a meus lados quando olhei ao redor, loteando o dano. O canapé, a TV, a mesa do centro e minha bolsa estavam arruinadas. O tapete de penugem estava arruinado, também, mas era uma causa para a celebração.

A porta principal queimou completamente, exceto a maldita fechadura, que se aderiu à única viga deixando um aberto buraco que conduziu diretamente ao vestíbulo. A fumaça grossa ondeou e foi levada pelo ar. Um alarme fez erupção no corredor, que chiou com bastante volume para me fazer agachar, dentro de uns segundos, os vizinhos emanavam de seus apartamentos. Se uma destas pessoas soubesse sobre o Rome, eles poderiam lhe chamar e disser o que eu havia feito. Ele poderia estar a caminho agora mesmo. E não vamos discutir o fato de que eu acabava de anunciar minha presença aos tipos maus que não sabiam onde estava.

—O que você fez? Uma anciã exigiu, cruzando seus braços sobre seu peito amplo. Ela usava um traje vermelho cereja e tinha cachos azuis em seu cabelo.

— Raymond sabe que você está em seu apartamento?

Raymond? Quem demônios era Raymond? Talvez o homem que Rome tinha roubado o apartamento de ser assim, perdão Raymond! Ou talvez fosse um nome falso que Rome gostava de usar. Por um ou outro caminho, eu não ia ficar ao redor para averiguar.

—Apague aquele alarme maldito, — gritou alguém mais.

—Chamou alguém ao encarregado?

—Não há forma de que você recupere seu depósito agora.

Ao menos o apartamento era tão velho que ele não tinha um sistema de aspersão automática incorporada. Cada um de nós seria encharcado.

— Diga ao encarregado que sinto muito, — disse, e empurrei por diante da multidão de espectadores.

—Ouça você não pode partir, — a mulher em cachos chiou, momentaneamente afogando o som do alarme.

—Você quase queimou a todos nós. Retorne aqui.

Encontrei a porta do oco da escada e escorreguei dentro. A adrenalina emanou por mim, me enchendo como se eu a bebesse, me incitando seguir adiante. O som de vozes e o gemido do alarme se descoraram quando palpitei abaixo os passos à planta baixa. Fios de cabelo me dando palmadas em minha cara, momentaneamente me cegando. Conservei o movimento e finalmente saí fora. A luz do sol de amanhã correu do céu da Geórgia brilhante, quente e opressivo. A umidade imediatamente banhou em minha pele; os mosquitos zumbiram por diante de mim.

A gente vagou pelas calçadas, inconscientes e insensíveis de minha confusão. Os carros serpentearam ao longo das ruas.

Os gases de combustão flutuaram pelo ar a meu nariz, fazendo cócegas minha garganta, e tossi. A tosse seguiu quando estive de pé no lugar, pensando que caminho seguir.

Adivinho que eu deveria ter pensado isto por um pouco mais. Eu não sabia onde eu estava, nem aonde eu deveria ir, e não tinha nenhum verdadeiro plano. Não reconheci a área, só sabia que pareceu tão aberto. Dando uma olhada a direita e a esquerda, eu me pedia me acalmar. Eu estaria bem. Eu estaria bem. Eu estaria bem. Ninguém parecia suspeito.

Tossindo, dava volta à direita e andei. Só andado, atuando tão natural como eu poderia. Esperando que eu pudesse me perder na multidão até que eu me orientasse E… merda! Rome correu ao redor da esquina longínqua de um edifício, seus olhos se estreitaram em mim como se ele tivesse esperado me ver. Seus traços arderam com a fúria. Apesar do calor, meu sangue esfriou. E esfriou. E esfriou quando o medo me bombardeou. Virei e saltei em uma carreira desesperada. Os edifícios assobiaram por mim, vidrando com o gelo quando passei. A gente se moveu sigilosamente de meu caminho, e aqueles que não o fizeram se congelaram no lugar. Literalmente. Lamentei que eu não pudesse pará-lo, mas não podia fazer ao pânico partir.

Eu não tinha ido tão longe para ser capturada por Rome. Outra vez. Se, no futuro próximo, eu decidisse trabalhar com ele e confiasse nele, seria em meus termos. Durante meu tempo eu não seria forçada, eu não seria imposta ou manipulada.

Pensamentos valentes para uma moça que estava por ser arranca-rabo.

A terra sob meus pés desenvolveu uma fina geada, e comecei a escorregar e deslizar, lançando olhadas selvagens atrás de mim, Rome, também, era precário no gelo, ainda ele pareceu estar mais próximo cada vez que olhei. Culpei a minha tosse incontrolável, que me fizeram bastante mais lenta. O que estava mal comigo?

Eu nunca tinha reagido desta maneira aos vapores de carros antes. Ponha sob controle. Não pense. Não sinta. Não sabendo que mais fazer quando ele se aproximava de mim a toda velocidade, andei na rua. Consegui que meu coração estivesse sob controle quando um carro grasnou e virou bruscamente na vereda de centro de tráfico. Outro carro, um Viper vermelho brilhante, freou diretamente diante de mim.

—Não faça, — Rome gritou.

Corri ao lado do carona do veículo. Por sorte, não começou a fazer frio. Minhas emoções estavam nivelando. A música ressonou dos alto-falantes, mas o condutor a desligou quando abri a porta. Ele pôs uma expressão de surpresa completa e cólera candente. Sem cuidado, lance meu mesma dentro— No seguinte brilho, um pequeno dardo voou por diante de mim e se introduziu no carro. Sobressaltada, deixada perplexa, movi minha cabeça a um lado. Um homem, nenhum outro que o homem muito formoso que me tinha interrogado na cafeteria, estava a vários pés de distância, sustentando uma arma. E aquela arma estava apontada diretamente para mim. OH! Por Deus, OH! Por Deus, OH! Por Deus. Mergulhei o resto do caminho dentro do carro, então rapidamente fechei e travei a porta. Não pensar. Não sentir. Vários dardos mais golpeavam a janela, rachando o vidro. Eu quase saltava de minha pele. Ao menos minha tosse parou. O condutor do carro gritou várias maldições e colocou o veículo no estacionamento. Penso que isso significava que fisicamente ele queria me jogar. Ele era um homem jovem (provavelmente um adolescente), com o cabelo azul e uma sobrancelha cheia de anéis.

—Acelera isto! Gritei de modo instável.

Ele grunhiu para mim. —Que demônios pensa que está fazendo? Desce agora mesmo de meu carro. Outro dardo golpeou a janela, rachando o vidro um pouco mais.

—E quem demônios está disparando em minha janela?

—Conduz— Por favor, conduz o carro.

—Saia já. Você está coberta em cinzas e está arruinando meu couro. Chamarei à polícia. Ele apanhou um telefone celular do tabuleiro de instrumentos. —Minha janela se parece com uma teia maldita.

Eu dava uma olhada à janela dita e poderia ver (de reflexos múltiplos) que o Menino Bonito Vincent, segundo eu recordava, estava quase sobre nós. Rome, também, sua expressão escura com raiva. O Menino Bonito então começou a disparar os dardos em Rome, mas Rome os esquivou facilmente.

Todo o momento, ambos seguiam para mim.

—Ela me pertence, — ouvi que o Menino Bonito dizia — A fórmula dentro dela me pertence.

—fora, — Rome grunhiu em resposta.

O Menino Bonito riu. —Se você me quiser fora, terá que me dar à moça ou me matar, mas ambos sabemos que você não fará isso. Não pode. Menina. Ou talvez você gostaria, por fim, te filiar comigo no OAES. Não seria agradável estar finalmente na equipe vitoriosa?

O condutor tinha estado dando uma cotovelada a meu braço durante a conversa inteira, tratando de me expulsar de seu carro, mas mantive um apertão de morte em sua carreira. Muito logo, o Menino Bonito cansado de Rome, devolveu seu foco a mim.

Ele levantou sua arma de dardo.

—Conduz agora, — disse ao condutor do Viper, mais desesperada que antes, - E me assegurarei que você tenha sexo esta noite.

O carro se sacudiu na marcha e saímos patinando.

 

Assim é como a seguinte hora se passou (rompeu, transcorreu): depois de ter dirigido, uma distância suficiente com o Rome (deixando-o mais que molesto na rua) e o menino lindo (deixando-o esperançada de que se engasgue com sua pistola de dardos), pedi a meu condutor de cabelo punk que me levasse a um motel barato. Uma sugestão que o amo, digo, o tipo era todo sorriso. E por que não? Tinha devotado ter sexo com ele do mais intenso. Alguém deveria me encerrar em um quarto acolchoado e queimar a chave. Mas tinha que ir a uma locação ao azar, como o planejado, ou me arriscar a ser encontrada, em um motel barato foi o melhor em que meu cérebro estressado poderia pensar. Como tivesse amado ir onde meu papai em vez disto, poder me jogar em seus braços, e deixar que cantasse para poder dormir como o tinha feito de menina. Mas não queria envolvê-lo.

A luz do sol entrava pelas janelas do carro, mas o ar dentro era frio como o gelo. Não era minha culpa, o menino— qual era seu nome? Tinha o ar-condicionado quebrado, atirando dos ralos. Não podia me esquentar. Meus mamilos estavam tão duros que podiam cortar vidro.

Enquanto o cenário passava rapidamente, vi uns quantos grupos de flores regados e múltiplos postos de Gasolina, antes que toda a paisagem fora consumida por árvores de pinheiro— Constantemente cataloguei o tráfico de nosso redor e atrás.

Ninguém vinha a toda velocidade ou que nos seguisse que eu pudesse ver. Para ser honesta, a única gente que parecia que lhes importávamos, eram os molestos condutores que não apreciavam nosso vaivém dentro e fora dos sulcos.

—Olha para frente, — disse— Quando notei que o menino estava olhando fixamente para meus seios.

Suas bochechas se coloriram. —Meu pequeno pônei necessita que o caminho se abra para que ela possa correr, acariciou o volante.

Correr. Para sempre? Por quanto tempo serei caçada?

Ele virou para me olhar, desta vez a meu rosto.

—Hey, está bem? Estas emitindo algumas vibrações seriamente más.

—Estou melhor. Considerando que estou marcada para morrer. Qual é seu nome?

—Tanner, mas meus amigos me chamam Ossos Loucos.

—Ooo, esse é um… apelido interessante.

—Sei— Puseram-me isso as garotas. Seu jovem peito se elevou, é por todos os intensos e descabelados ossos que dou às garotas que as voltam loucas por mais.

Quase me engasguei — Ossos… como em sexo?

—Pois exato. Ele riu um som de puro adolescente feliz, ninguém saltou em frente dos automóveis dessa forma.

—Tanner, nego-me a chamá-lo Ossos Loucos, era lindo, como uma forma de menino mau — Anéis de prata presos de suas sobrancelhas, cabelo azul caindo em sua testa e uma colorida tatuagem de uma píton enrolada ao redor da base de seu pescoço Ele era um pouco magro, e suas roupas eram folgadas e estavam rasgadas. Mesmo assim, ele não parecia como alguém pobre.

—Meu papai disse que o Viper seria um ímã para as garotas, mas diabo não tinha ideia de quanto.

—Seu papai soa como alguém grandioso, — disse secamente.

Seus lábios se afundaram para baixo, e suas mãos apertaram o cabo.

Acaso havia dito algo mau?

Antes que tivesse oportunidade de lhe perguntar, a mudança do assunto — quem estava disparando dardos, e quem era esse homem que te perseguia? Estava mm sendo atacada por todos os lados.

—O homem dos dardos é o diabo. E não sei quem é Salvador em potência? Queda em potência? Amante em potência? Uma combinação dos três? —queria saber quem é o homem que me perseguia, — responda finalmente, escondendo a verdade.

—Parecia zangado— Nunca tinha visto alguém pôr cara de irritação com tanto sentimento.

—Infelizmente, essa expressão não é publicidade que minta— O rosto de Rome passou por minha mente— Ohhh, se...

Ele estava molesto— Suas pupilas se dilataram dramaticamente— Seus dentes mostravam um agudo grunhido, e por seu nariz saía fumaça. Se ele tivesse sido bento ou amaldiçoado com o poder dos quatro elementos, tivesse ocasionado uma foto instantânea andaime do Belle na rua.

Antes de hoje, nunca teria acreditado que algo como isto fora possível— Qualquer pessoa que dissesse que os super-poderes existem em realidade, teria sido arquivada nos baixos arquivos de minha mente loucamente desenquadrados.

Tanner espirrou uma, e duas vezes. Esfrego seu nariz e me volteio a ver ligeiramente essas cinzas são potentes.

—São? Não tinha notado,— disse, virando para vê-lo— Pela primeira vez, nossos olhares se encontraram. Seus olhos eram completamente negros, como se suas pupilas tragassem sua íris e meneei minha cabeça, segura de que minha vista devia ter estado afetada — são essas bolas de bilhar número oito?

—Diabos—, ele riu, luzindo mais jovem e ligeiramente mau — pude haver posto contatos de olhos de tigre, mas desta forma as garotas sabem à primeira, que tenho bolas sortudas.

Sim, de acordo— Muita informação— Precisava encontrar um lugar feliz dentro de minha mente e esquecer que alguma vez ouvi isso— Lugar feliz— Lugar feliz.

—Assim, uh, nunca me disse seu nome, bebê, — disse.

Ele se recostou em seu assento e esticou um braço, colocando-o sobre minha cabeceira— Não quis lhe dar meu verdadeiro nome— Quanto menos soubesse sobre mim e sobre minhas circunstâncias, seria melhor.

—Meus amigos me chamam… — raios— À exceção dos nomes caçada e morta, minha mente estava em branco.

Certamente me poderia inventar algo. Meu olhar se deslizou pelo automóvel, sobre o tabuleiro, e sorri.

—Viper— Meus amigos me chamam de Viper.

Suas sobrancelhas se franziram — como meu automóvel?

—Assim é— Não tratei de explicar— Qualquer explicação que criasse em sua mente, certamente ganha em qualquer mentira que possa lhe dizer.

—Esse não é seu nome, — disse, suas sobrancelhas se franziram até mais — acreditei ter escutado a aquele homem te chamar Ellen. Ou Belle. Ou Nell.

Pensando rapidamente (e ao mesmo tempo não inteligentemente), disse, — era Espanhol, obviamente, e estava tratando de dizer pare. De acordo, essa mentira emprestava. Trata quase de morrer, ser perseguida, depois subir ao automóvel com um completo (febril) desconhecido e anda a ver que tipo de mentiras lhe podem ocorrer. Jeez.

Um automóvel apitou, e fizemos a um lado, o movimento me fez deslizar apara o lado. Apenas e consiga deter o grito. Em seu lugar tomei uma baforada de ar, a mão posta sobre meu coração, como se tal insignificante ação pudesse desacelerá-lo. Sem emoções, Belle. Não sinta nada — alguém está tentando nos tirar do caminho?

—Ups— disse Tanner— ele ré alinhou o automóvel, quase golpeando o para-choque de um Jipe. —me distraí.

Tinha que perguntar que o distraiu?

Ele decidiu me responder, apesar de que eu não tinha perguntado em voz alta. —sua camisa é tão curta— Havia um ligeiro tom de acusação em sua voz— Deus me salve de adolescentes! Por favor— Não recordo que eles atuassem sem pena, com respeito a sua excitação sexual.

Possivelmente porque eu era o patinho feio em Secundária (em primária, e em básica) e eles não se excitaram ao meu redor — Eu era muito fraca, tinha a boca cheia de freios e era mais alta que a maioria de meninos (não é que fora, um gigante ou algo assim)—Sim, inclusive tive acne.

Mas era a melhor vestida, Por Deus! E para que saiba, não era a única nesse lote.

Finalmente, o veículo entrou em um estacionamento perfeitamente pavimentado de um elegante motel, e se deteve sob a entrada coberta. Árvores de Magnólia em completo estado de florescimento rodeavam a estrutura, seus tons rosa, davam-lhe ao lugar um gentil ambiente de boas-vindas. Uma porção de flores silvestres separava o estacionamento do vestíbulo, um arco íris de cores.

—Isto não é um motel barato,— disse, franzindo o cenho.

—Bom, é um motel e é o mais barato na área. — Ele desligou o motor e tirou o cinto de segurança.

Tirou o meu cinto também, e mordi meu lábio inferior. O menino queria ir para dentro. Ele esperava ter sexo comigo. Como ia sair desta? O olhar do Tanner se moveu do imaculado edifício para mim — podemos seguir conduzindo, acredito, e encontrar outro lugar mais barato.

—Não— Suspirei, com meus ombros cansados. Ficaria sem dinheiro antes que o dia terminasse, e não tinha maneira de obter mais. Forro prateado: as pessoas atrás de mim provavelmente assumirão que fique com o dinheiro e fique em um verdadeiro lixeiro. Eles não me buscassem aqui? Certo? Certo— aqui está bem, — disse com forçada calma.

—Não se preocupe pelo dinheiro— O me fez gestos com as sobrancelhas— eu pago.

Apertei meus lábios— ele pensou que eu planejava mover seu mundo; é obvio que queria pagar. Enquanto isso me incomodou em um nível, regozijou-me em outro, resolvendo vários problemas. Um, mantenho meu anonimato. E dois, salvaria o pouco (roubado) dinheiro que está em minha posse. Eu era, como sempre, uma garota com orçamento.

—De acordo, obrigado,— disse, lutando com uma onda de culpa - por que não consegue o quarto? Eu espero aqui.

Ele negou com a cabeça, fazendo que mechas de cabelo azul, caíssem sobre seus olhos. —Diabos, não— Não vou entrar aí sozinho.

—Por que não?

—Porque não — Suas bochechas vermelhas brilharam.

Confundida, pisquei para ele — Tem dezoito ou mais?

—Sim, mas não o irei sozinho— É… Penoso— Como comprar camisinhas só ou algo assim. As pessoas do motel vão pensar que quero um quarto para me masturbar. De acordo. Não havia como discutir de forma lógica com esse tipo. Abri a porta de passageiros e saí do automóvel. A umidade instantaneamente me agasalhou, molhando minha pele e levando o frio. Aqui havia mais mosquitos, mas o ar estava mais limpo, mais fresco que na cidade, e levava o aroma de flores e mel.

Respirei profundamente.

Tanner saiu também do automóvel, e caminho lentamente a meu lado. Ele era muito mais alto que eu, mais alto do que eu tinha imaginado. Suas calças eram tão frouxas que se baixavam além de sua cintura, e revelavam a linha de seus boxes. Rindo, ele colocou seu braço sobre meu ombro.

Tinha que dar pontos ao menino por pretender ser serviçal, quando por debaixo de águas te manuseava.

Lutei contra outra onda de culpa, por lhe mentir ao tirar seu braço de meu ombro. Graças a Deus, não ocasione um desastre nacional, não sei que reação de culpa possa ocasionar. Um Tornado? Tsunami? Mesmo assim de maneira nenhuma ia dormir com o menino. Só um homem esquentava meu sangue e o tinha deixado ofegando. E não de satisfação.

Tanner merecia a verdade, mas inclusive no que podia lhe dizer. Até necessitava. Se alguém conseguia me seguir até aqui, eles não suspeitariam tanto que a mulher com o adolescente seria eu, genial.

—Isto é tão grandioso, — disse Tanner.

As palavras escolhidas por cada um de nós eram um pouco diferentes. O que ele considerou grandioso, eu o considerei terrível. Meu coração pulsava como louco, ao compreender quão exposta estava aqui fora, assim tomei velocidade e corri para as portas. Tanner se manteve perto.

—Trate de não chamar atenção, — disse-lhe, olhando para todos os lados - não queremos que as pessoas lembrem-se de nós..

—Uh, você me vê?— perguntou um sorriso arqueando os lados de seus lábios — sou inesquecível.

—Bom ponto. Só trate de não dizer algo escandaloso. Ou de fazer algo impressionante.

Ele soprou, soando divertido e exasperado ao mesmo tempo. —O que posso fazer em um motel?

Devia saber que essas palavras só trariam problemas. Portas duplas de vidro se abriram, e uma brisa fria me beijou. O lobby tinha um grosso tapete cor violeta, um sofá púrpura e uma mesa de vidro. A área da cozinha se encontrava no lado direito, contudo, tanque, micro-ondas e torrador. Várias mesas para comer e cadeiras se encontravam pulverizadas ao redor. Um mostrador comprido, cor branca se dobrava em três direções, formando um completo M, bloqueando com os escritórios, a área das mesas e a cozinha.

Graças a Deus, o homem depois do mostrador era a única pessoa que havia. Ele tinha cinquenta e poucos anos, com pouco cabelo, e um alto, magro e estranho corpo. Ele parecia mais um esnobe que alguém ameaçador.

—Como lhes posso ajudar?— perguntou, como todo um homem de negócios.

O telefone soou, mas ele ignorou.

—Necessitamos de um quarto, — disse entre dentes— Tratei de manter meu rosto meio escondido com minhas mãos.

Tanner lhe fez gestos, assentindo com o queixo e levantando uma sobrancelha.

—Assim é— Necessitamos um quarto. Nós dois juntos.

Apenas me detive de golpeá-lo no estomago— Onde estava sua vergonha agora?

O homem franziu o cenho com uma quase evidente condenação, e pediu o nome de Tanner, identidade e cartão de crédito, sempre teclando em seu computador. Quando ativou uma chave, disse, — espero que você e sua… mãe tenham uma boa estadia.

—Muito sutil, — disse secamente— Sei que não me vejo tão velha para ter um filho da idade do Tanner— Ao menos, mais vale que não— Essa seria razão suficiente para me suicidar. —vamos, meu filho.

Demos a volta, tomei o braço de Tanner— Pô-lo em ação ao momento— ela é minha amante, — o menino disse sobre seu ombro—para nada sou filho dela.

Grunhi e sussurrei ferozmente, —Não queremos que as pessoas nos recordem— Lembra?

—Ele podia sentir completamente as faíscas sexuais que estávamos produzindo, e não podia deixar que pensasse que planejava deixar que minha mãe jogasse com minha varinha mágica. Isso é simplesmente asqueroso.

Uma vez fora, novamente me cobriu completamente de calor e umidade, vivi aqui toda minha vida, mas as opressivas temperaturas, nunca falharam em pôr em choque meu sistema, é como passar de um refrigerador a uma estufa.

As aves cantavam enquanto nós dobrávamos à direita, nos dirigindo à habitação 18— Quando um jovem casal emergiu de uma das unidades, mantive minha cabeça agachada, não queria que eles tivessem uma boa vista de mim. Depois do incidente com os dardos, não ia me arriscar.

Uma vez em nosso quarto, abri a fechadura e me apressei para dentro. Tanner seguiu justo depois de mim. As luzes estavam diminuídas, o ar um pouco velho, mas ao menos o lugar estava limpo. Uma cama tipo Reina, estava posta contra a branca parede traseira, consumia a maioria do espaço. Coberta púrpura cobria o colchão e combinavam belamente, com o tapete de cor púrpura suave. Duas pinturas de flores adornavam as paredes, pendurando diretamente sobre duas mesas de noite.

Um sentimento de nostalgia me tomou de surpresa. Repentinamente queria minha própria cama, meu apartamento e meu pai.

—Vamos começar esta festa, — disse Tanner.

Virei para vê-lo, e minha queixada caiu— Enquanto eu tinha estado estudando o quarto, ele tinha tirado a camisa, revelando um peito magro e bronzeado. Em alguns anos, ele provavelmente terá músculos como de guerreiro e as garotas, o achariam irresistível— Magro como é agora, com cabelo azul e anéis nas sobrancelhas, o menino conseguia irradiar certo tipo de aura sexual.

Agora, ele estava no processo de tirar os jeans.

Ohh Tanner, — disse.

—Sim?— ele não se deteve, mas me deu uma risada de vem para cá— Seus jeans caíram a seus tornozelos.

Envolvi meus dedos ao redor de seus pulsos, antes que pudesse tirar a roupa intima — Quando disse que teria sexo esta noite, eu, Umm, não quis dizer comigo.

Ele ficou rígido, e seus lábios mostraram desaprovação — não entendo.

—Eu, bom… — coloquei a mão no bolso e saquei vários bilhetes, desde já, lamentando sua perda.

—Aqui há cinquenta dólares— É todo um prazer te convidar a uma prostituta.

Círculos gêmeos de cor se criaram em suas bochechas— ele rapidamente subiu os jeans e começou a fechá-los.

—Sabia que estava mentindo quando disse que queria ter sexo comigo— Sabia.

Não tratei de negar —sinto muito— Com meus olhos, supliquei— Entenda estava desesperada.

Ele se agachou e pegou sua camisa. Puxou o material sobre sua cabeça sabia que estava mentindo. Mas pensei que só por esta vez me arriscaria. Sou um estúpido, não?

Ele soava triste e zangado ao mesmo tempo, e a combinação era como um golpe no estomago.   —Que idade tem?— perguntei.

Um músculo saltou em seu queixo —dezenove— por quê?

—Só me perguntava— ele não era muito mais jovem que eu, mesmo assim neste momento ele parecia ser imensamente mais jovem — se conseguir a prostituta, se assegure de usar uma camisinha. Possivelmente duas.

—Não vou procurar nenhuma prostituta. Fica com seu maldito dinheiro. Provavelmente o necessite. —Seus ombros decaíram ligeiramente. Colocou suas mãos nos bolsos e simplesmente me olhou fixo — assim quer que vá ou o que?

—Quer ficar?— perguntei surpresa.

—Não é como se tivesse, outro lugar ao que ir, — disse, com tom amargurado— Seu queixo estava apertado.

Sentei à beira da cama com um suspiro. O menino tinha sido tão amável comigo, e sua expressão era tão triste. Meu sentimento de culpa se intensificou, tecendo uma grosa rede dentro de mim. —Tanner, — comecei.

—Pare— Se detenha— Esta a ponto de te pôr toda menina comigo e me explicar que não pode ficar, porque o veria como uma oportunidade de tratar de dormir contigo.

—Sim— Somos estranhos e eu… — Como diz a alguém amavelmente que não está atraída por ele? São obvio, os homens me dizem isso dito todo o tempo. Embora silenciosamente. A forma em que eles viam justo através de meu diz o bastante.

Mas mesmo assim doía, e eu não queria ferir este moço. —Que quer dizer, não tem lugar aonde ir?—

—Esquece que disse algo, de acordo?— ele me deu as costas, mas não se moveu para a porta. Ele se manteve em seu lugar, seus ombros agachados. Um comprido momento passou em silêncio total, antes que dissesse brandamente, - Quando entrou em meu automóvel, foi à primeira garota a prestar atenção em mim em um comprido, comprido tempo, e eu gosto, não quero que termine.

—O que?— levantei de repente, minhas costas mais retas que uma tabela. — Pensei que você fosse ossos loucos, o menino maravilha do sexo.

—Inventei — ele voltou para ver-me, seu queixo apertado, sua expressão desafiante — Queria te impressionar.

Em vez de ouvir isto, acredito que preferiria ser golpeada no estomago e que roubassem todo meu dinheiro— Com um suspiro, acariciei o lugar a meu lado da cama —alguma vez tiveste namorada, Tanner?

Seu queixo se pressionou até mais— Negou com a cabeça.

—Talvez… Talvez eu pudesse te dar alguns conselhos ou algo.

Outro tempo de silêncio calou entre nós — É serio?— disse finalmente, sua voz gotejando, com inocente necessidade.

Assenti— Sherridan, uma garota que aparentemente tinha uma afinidade pelas calças de couro e varas de galope. Uma vez tinha projetado este tipo de necessidade, e até o fazia às vezes, desesperada por alguém que a amasse, que lhe mostrasse atenção. Lembrava vividamente, a maneira em que seus pais a tinham ignorado, indiferentes de suas selvagens, notáveis travessuras. Ela se acalmou grandemente através dos anos, mas o vazio nunca a abandonou. Não duvidaria em que Tanner, tenha experimentado o mesmo tipo de infância, e o coração me doía por isso.

—Está segura?— perguntou.

—Sim, — disse.

—De acordo. Sua expressão se iluminou ligeiramente, e caminhou para mim— A cama chiou quando ele se sentou no colchão.

—Que acredita que seja o problema? É um menino lindo, Oh, digo moço— Homem— É um homem lindo.

—Não sei— deu de ombros —Vejo uma garota que eu gosto, me aproximo dou meu golpe, e ela fica toda zangada e se vai— Era pior do que pensei.

—Que quer dizer dando seu golpe?—

—Digo, mostro a uma mulher meus melhores movimentos e digo minhas melhores linhas.

—me dê um exemplo de sua melhor linha.

Ele falou sem titubear. —Olá, bebe— Quer subir e dar um passeio no expresso Tanner?— ele meio voltou seu queixo, deu-me um sorriso picasse e sustentou seus braços abertos.

Deus Santo— Tampei minha boca com minhas mãos e pisquei —A sério diz isso?—

—Pois, Sim— Ele perdeu seu sorriso, e seus braços caíram ao seu lado —isto prova às senhoritas que lhes proverei um trem de prazer sem parada.

—Uh, não, não é assim— Isso deixa que as senhoritas saibam que é um idiota e não as respeita, só as estaria usando, e não se importa que além de ter peitos e entre pernas, tenham cérebro.

—De acordo, — respondeu rudemente —Que deveria dizer?

—Para começar, não mencionar nada sobre ter um passeio em nenhum tipo de trem. — Nunca devia ter devotado a ajudá-lo. — Inclusive um artista deve ter algo com que trabalhar — tem que dar cumprimentos às mulheres, diga que são lindas — E não se atreva a mencionar como amas a forma em que seus mamilos se veem através de sua camisa ou um pouco parecido.

—tentei com cumprimentos, e não funciona— ele se apoiou na cama com um suspirou. —Não há esperança. Não tenho esperança.

Quase assenti estando de acordo, mas consegui me deter a tempo —só precisamos trabalhar um pouco, no que faz isso é tudo— Estou fugindo, como já terá imaginado ou se mostraria o que deve fazer.

Ele se voltou para mim, seu rosto mostrando uma genuína preocupação — por que esta fugindo?

—Não posso dizer. Desejaria poder lhe dizer— Que lindo seria poder confiar em alguém — Quanto menos saiba estará mais seguro.

—E você esta a salvo?

—Claro, — menti, com um movimento de minha mão.

A dúvida obscureceu sua expressão, mas não me pressionou — Quer me ajudar, digamos, que quando já não estiver fugindo?

—Absolutamente— E era verdade, compreendi— Ele foi simpático.

—Promete? Deve-me uma, recorda?

—Prometo.

Ele se levantou e caminhou para a mesa de noite, encontrando um lápis e uma pequena caderneta na gaveta. —Aqui está meu numero, me chame quando estiver a salvo. — deteve-se, me olhou e franziu o cenho. —Na realidade, me chame se necessitar de outra viagem. Eu não gosto de te deixar sozinha.

—Eu vou, — disse, mas sabia que não o faria, não importa quão desesperadamente necessite dele. Já o pus em suficiente perigo.

—Me faça um favor, me prometa que será cuidadoso, não fale com estranhos ou ande em becos escuros.

—De acordo, agora esta atuando como mamãe.

—Falo sério— Que tal se tiver posto sua vida em perigo?

—Necessito algo de perigo em minha vida. Pensa no muito que impressionará as damas.

Pus uma mão em minha cintura, e meneei o dedo com a outra mão. —Não as impressionará se estiver morto.

—Não posso morrer, — disse seus olhos descendo e mantendo um momento em meu seio. —Sou invencível.

Tal como todos os adolescentes. —Sai daqui, Tanner, e não diga a ninguém que me conheceu.

—Eu não vou— ele me deu uma desses lentos, velhacos sorrisos dele— Senhor, em uns anos as damas realmente não serão capazes de resistir sem importar o que ele diga—sei que me disse que não dissesse às potenciais noivas isto, mas realmente tem lindos mamilos que ressaltam através de sua camisa.

Golpeie-o no braço, mas eu também estava rindo —as garotas e eu, agradecemos— Pus-me em pé, coloque minhas mãos em seus ombros e o beijei brandamente nos lábios — acredito que é um cara fantástico.

Ele estendeu a mão em minhas costas e beliscou meu traseiro — Não se esqueça de me chamar, se necessitar— Verei-te por aí, Viper!— Mantenha-se a salvo.

Uma vez completamente sozinha, fechei a porta com chave e saltei à ducha, desfrutando da água quente enquanto esta removia cinza, fuligem e a imagem da besta monstruosa que eu tinha sido. Também lavei minha roupa, e a pendurei para que secasse na vara da ducha. E já que tinha incendiado minha muda, tive que envolver o cobertor ao redor meu corpo ao estilo toga. O cansaço se assentou até no mais profundo de meus ossos, e me deixei cair à cama com um edredom. Por meia hora meditei se chamaria meu pai ou não. Colocaria-o em perigo se o chamasse? E se alguém interveio seu telefone com a esperança de saber onde estou?

Antes de hoje, o incidente mais excitante em minha vida tinha sido o funeral no banheiro que tinha feito ao Martín, O maldito de meu peixe betta. Oh, de poder viajar no tempo a aquela época. Um suspiro me escapou enquanto olhava fixamente ao telefone. Meu pai espera saber de meu paradeiro logo. Se não o chamar, vai se preocupar, e a preocupação não era boa para seu coração. Isso me convenceu. A decisão estava tomada. Faria. Ligaria. É melhor a possibilidade de que saibam onde estou que causar estresse ao meu pai. Se chegasse a ter um ataque cardíaco por minha culpa, nunca me perdoaria por isso. Lutando com um bocejo, tomei o telefone com uma mão e marquei com a outra. O contexto ao quarto ring, e soava sem fôlego.

—Olá, Papai. Sou eu — Me esforcei por manter o tom de minha voz casual.

Despreocupada

Ele tossiu e se escutou o chiado de estática no telefone. —Querida. Olá, doçura. Não acreditei que ligaria. Com isso que tem um novo homem e todo o resto, pensei que estaria ocupada.

Ignorei o comentário de novo homem. —Está fumando outra vez?

—Não, não Uh. —Tosse, Rangido — Saí para caminhar um pouco— Por isso é que estou sem fôlego.

—Papai, — disse em forma de advertência —não apoio seu habito de velha raposa só para que ponha a si mesmo em uma tumba antes de tempo com charutos e cigarros.

Ele suspirou —De acordo, apanhou-me — Mas bebê, tinha que fumar o charuto— Mary esteve me dando o tratamento do gelo, assim tinha que fazer algo com minhas mãos. Sabe o inquieto que sou.

—Ela está se recusando a falar contigo?— seu romance de somos e não somos me mantém muito entretida.

—Sério, Adoro que tenha uma noiva— Ou duas— Depois que mamãe morreu, ele não tinha tido um encontro com ninguém. Tinha estado muito ocupado trabalhando e me criando, tratando de me dar uma infância balançada, fazendo-a como mãe e pai.

Com esse pensamento em mente, me perguntei repentinamente sobre a relação de Rome com sua filha. Também me perguntei de sua relação com sua esposa. Ou noiva. Ou o que seja que a mãe de sua filha era. Amava-a? Tinha saudades dela com cada parte de seu ser?

—Tratei de explicar que Janet me obrigou a beijá-la, — disse meu pai, rompendo minha linha de pensamento —mas Mary não acredita.

—Com que Janet te obrigou né?— enrolei o cordão do telefone em meu dedo e senti como minhas pálpebras se fechavam, estavam muito pesados para mantê-los abertos. Conhecendo meu pai, provavelmente tinha agarrado a Janet do ombro e lhe tinha plantado um grande beijo nos lábios, antes que ela se inteirasse que estava acontecendo.

—De acordo, de acordo, — disse ele— Talvez pedisse a Janet um beijo. Não é minha culpa, que ela luzisse como se necessitasse um. Que tipo de homem seria se ignorasse a uma mulher em um momento de necessidade?

Ri — é um sedutor incurável.

—Mary me atirou sua tigela do café da manhã ontem na manhã, e estive lavando a aveia de meu cabelo após.

Semelhante exagero pensei com um sorriso. O homem tinha perdido seu cabelo anos atrás, — além do incidente com a aveia, como se sente? Que tal está de saúde? Está tomando seus medicamentos? Está tomando Viagra outra vez?

—Bem. Bem. Sim. Não. Deus tenha piedade, minha própria filha me interroga como se fosse um criminoso.

Bocejei. Neste ponto, deixei cair o fio do telefone. Não pude abrir meus olhos para vê-lo saltar e desmoronar — não trate de usar a rotina de vitima comigo. Sabe que não funciona.

—Filha, parece cansada, — disse— Como anda as coisas com meu bebê?

—Bem, — menti— Parece que este era o dia das mentiras.

—Não me importa lhe dizer que estou um pouco aborrecido com você senhorita. Não me disse que estava saindo com alguém—Exasperação e felicidade cobriam sua voz— Rome parece um bom menino.

—Nós só… saímos— em qualquer momento me vai cair um raio por semelhante mentira — por um tempo, mas ele não era o adequado para mim. Terminei com ele duramente — Ouça Papai, — disse, rapidamente trocando o tema— Deus, estava tão cansada —decidi tirar umas férias. Você sabe, quero descansar e relaxar. Assim não se preocupe se por acaso ligar para o apartamento e não responder.

—Como se fosse me preocupar— soprou.

OH, sim se preocuparia— Amava-me tanto como eu amava a ele, e sempre estava cuidando de mim. Bocejei outra vez, embora por mais tempo e mais profundamente. Minhas extremidades começavam a tremer, meu cérebro formava mais incoerências que pensamentos… vou…

—Vá descansar anjo, e me chame quando voltar de suas férias.

—Te amo, Papai.

—Também te amo, boneca.

Desligamos. Dava a volta na cama e às cegas pus o auricular em seu lugar. Pus meu braço sobre a cama e fique exatamente ali. Estava muito exausta para mover um músculo.

No espaço de um dia, tinha beijado a um suposto agente do governo, desenvolvido super- poderes, dar-me de presente a um adolescente virgem e mentido a meu pai.

—Alguma outra coisa, que queira que faça?— murmure aos céus, puxando meus joelhos para meu estomago.

Não durma até, Jamison. Tenho muitas coisas que arrumar ainda, começando com em quem confiar. Não posso confiar no menino lindo, o falso agente da CIA que tratou de me encher de dardos. Bastardo. Ele tortura pessoas. As assassinas. Não tenho dúvida disso. Quando Rome falou do Vincent e seus experimentos, virtualmente podia escutar os gritos das pessoas. Mais que isso, lembrança tão fria que estava o olhar de Vincent. Deveria ir à polícia?

Se o fizesse, me entregariam ao governo? A Rome? Diabos acreditariam em mim? Eu mesma apenas me acreditava. Para agências, por amor de Deus. O que tem que o Rome? Encontrava-me fora de minha liga com ele. Ambos sabíamos. Mesmo assim, mantinha-se a pergunta: poderia confiar nele? Rome tinha prometido me ajudar a encontrar ao Dr. Roberts (e talvez um antídoto) e fazer que Vincent me deixasse em Paz. Tudo o que tinha que fazer era ajudar a esconder a sua filha. Soa como um bom intercâmbio. Na realidade, soa muito bem. Acredito que o que mais me incomodava desta situação, bom era porque a mim. Não tinha nenhum treinamento para este tipo de coisas imprevisíveis. Eu não sabia como esconder pessoas, assim, ultimadamente, para que poderia servir a ele?

Obviamente, havia algo que não me estava dizendo. E se não me havia isso dito, não podia ser bom para mim.

—Merda. Não tinha roupa, apenas e tinha dinheiro. Talvez pudesse chamar Tanner na manhã, fazer que me levasse às compras, e esquecer, embora seja por um momento, todos meus problemas. Poderia lhe dar mais toques de como comportar-se nos encontros e me sentir normal outra vez.

E poderia pô-lo em mais perigo.

Nunca havia me sentido mais sozinha. Mais impotente mais cansada. Gemi e cobri os olhos com meu braço, bloqueando até a última réstia de luz. O som hipnótico do ar condicionado viajava até meus ouvidos. Deus, o estresse do dia tinha arrasado toda minha energia. Além disso, minha força ainda não se regenerou dos efeitos da formula. Era claro que no momento não ia tomar nenhuma decisão sobre o que faria, assim não havia razão alguma para estar me obrigando a permanecer acordada por mais tempo.

Quando despertar, tudo será mais claro.

Sim, a quem acreditava que estava enganando?

 

—Realmente pensou que poderia escapar de mim? Uma voz rouca e familiar respirou em meu ouvido.

—Poderá ser o pintinho da tabela periódica, mas eu sou um maldito rastreador.

Despertei imediatamente. Uma onda de medo caiu de repente em mim, quando me dava conta de vários feitos alarmantes:

Um, o peso de Rome fixava meu corpo à cama.

Dois, minhas mãos foram atadas em cima de minha cabeça. Não, não atadas, estava algemada!

Três, uma mão com força de aço cobria minha boca, me impedindo de gritar.

E quatro, o fato mais alarmante de todos, Rome tinha uma ereção que apertava contra meu ventre e eu gostava disso. Esqueci mencionar que eu estava nua sob os lençóis?

—Não tenha medo, — disse ele— Sabe que não te farei mal. — Isto não deveria ter aliviado minha preocupação, mas o fez. Sua voz era calmante e suave.

A luz da lua deslizou pela greta das cortinas e, banhou seu rosto. Seus olhos cristalinos pareceram brilhar tudo parecia muito vivo em contraste com a obscura barba que havia em sua mandíbula. Meu atormentador. Meu salvador. Meus… quebra-cabeças. —Vai me entregar a ele?— Perguntei no momento em que ele liberou minha boca. Não tive que especificar a quem, ele me referia Rome sabia. Disse que era o único modo de desfazer-se dele.

Com um fôlego agudo disse: —Não— Isto é algo do qual não tem que preocupar-se. Nunca a entregarei a aquele asqueroso. Dei minha palavra, recorda? Ele disse com tal força, que acreditei. Com meu medo diminuído, entretanto, encontrei faíscas de cólera e cravei minhas unhas em minhas palmas. Meu sangue começou a esquentar. Como se atreve ele a entrar sigilosamente em meu quarto? Como se atreve ele a mentir pra mim? Como ele se atreve a ser tão bom? Como se atreve ele… Espera. Calma, te acalme, Belle Jamison. Eu não podia me zangar ou poderia começar um incêndio. Eu só – Maldito seja! Ele tinha me encontrado tão rápido. Eu não tinha tido tempo para me decidir se confiava nele ou não.

Devagar tomei um fôlego por meu nariz; devagar o soltei. Na luz débil do quarto, olhei fixamente o atraente rosto de Rome. Ele parecia severo, sombrio, nada parecido a sua voz sensível. Ele parecia maravilhoso. Devo ter parecido pronta para gritar, porque ele cobriu minha boca outra vez. Enquanto estava desgostosa que ele tinha me encontrado, um pedaço de mim estava realmente contente de vê-lo, todo o resto estava condenado. Isto significava que eu não estava nisto sozinha, que eu tinha a alguém para me apoiar, assim seja durante pouco tempo.

—Abandonou-me com uma maldita confusão para limpar, Belle— Como bem sabe o público em geral não sabe que as pessoas com super-poderes existem. Tive que dizer que estavam filmando um filme. Obrigado.

—Mmm mmm mmm mmm— dirigi meus olhos para ele. Com sua mão sobre minha boca, minhas palavras surgiram tergiversadas— Quis lhe dizer que deixasse de me empurrar no ventre com seu pênis! Essas deveriam ter sido as primeiras palavras de minha boca, mas eu não podia pensar direito com isso perto de mim.

—Sim, — ele disse, como se tivesse me entendido. —Estou aceso me prepare o andaime se você não gostar disto. Agora, seu tom sustentou um desafio irresistível. Se eu não gostasse disto que me matem!

A inabilidade de pensar devido a isso não igualou a raiva que sentia, mas… O que pensava ele que eu não tinha hormônios?

Eu poderia desprezar esta situação, mas fui (bobamente) atraída a este homem. A parte de mim que estava contente de lhe ver me impulsionou a abrir as pernas e permitir que ele se entrasse na fenda apresentada. Ele poderia se esfregar onde… vamos, Jamison! Mostra um pouco de pudor. A admoestação de meu sentido comum ajudou a não me mover. Profundamente dentro de mim eu sabia que se movia a parte mais diminuta, ele estaria me beijando, e eu estaria devorando-o.

—Vou tirar minha mão outra vez, Pintinho de Tabela Periódica, e nem se atreva em pensar em gritar. Estou zangado com você agora mesmo, e não quer me irritar mais. Gradualmente, ele fez o que havia prometido, mas não deixo de franzir o cenho para mim.

—Te irritarei, se quiser, — disse, com minha boca liberada pela segunda vez. Não queria que ele pensasse que podia me intimidar. E não me chame de Pintinho de Tabela Periódica.

—Se te atrever a tentar algo — disse ele—Você não gostará do que acontecerá. —Você não gostará do que vai te acontecer se não sair de cima de mim, está-me esmagando. —Deliciosamente. —Não posso respirar maldito seja.

—Se pode falar garota dos quatro elementos, pode respirar— A lógica serviu.

—Digo que estou morrendo aqui. E não me chame garota dos quatro elementos. Isso é estúpido. Além disso, só usei três. Fogo, ar e gelo.

Rome fez rodar seus olhos. —Um tecnicismo. Penso que você gosta de onde estou agora, e isto te assusta.

Seu cenho franzido se fez mais profundo. Ao menos ele não me chamou pelo outro daqueles nomes ridículos.

—Não te pressionarei, entretanto. Não agora. Vou levantar. Mas se tentar algo com suas mãos, juro Por Deus que as atarei atrás de suas costas e as deixarei ali desta vez.

—Posso atirar fogo por meus olhos.

Os olhos azuis intensos se cravaram em mim. —Obrigado pelo aviso, acredite, enfaixarei seus olhos não será uma privação, pequena. — Mais exasperado que zangado (parece que tenho aquele efeito em muita gente) ele moveu sua cabeça — Vi o dano que fez ao apartamento. Minhas bochechas estavam coloridas pela vergonha.

—Foi um acidente. Não pensei causar tanto dano.

—Então um pouquinho de dano estava bem? Ele se levantou centímetro a centímetro, tirando seu peso como eu tinha pedido. Exceto sem ele, de repente me senti fria e vazia. Ele soltou meus pulsos, cortando todo contato, e ficou sobre seus joelhos no pé da cama.

Dava um par de tombos, muito consciente de que um lençol magro era tudo o que nos separava. Nossos olhares fixos chocaram quando segurei o lençol e o sustentei fortemente em meu peito. Meus travessos mamilos lhe davam as boas-vindas em forma de saudação, aumentando minha humilhação. Como entrou aqui?— Disse com dentes apertados.

—Arrombei fechadura. — Uma esquina de sua boca se franziu, mas rapidamente retrocedeu no lugar, dando ao seu rosto um molde escuro, ameaçador. —Agora, responde uma pergunta para mim— Quem era o moço que te levou no carro?

Ah, não— Não, não, não— Não Tanner.

—Ele é só um menino, e se lhe fizer mal, te fritarei como uma batata frita. Terá sabor de cinzas durante um ano.

Ele arqueou uma sobrancelha insolente. —Abraçando nossos poderes já, vejo.     — Só tentando sobreviver— Idiota. Ele o fez soar como se fosse um delito utilizar minhas novas capacidades. Pode chamar-se hipócrita? Ele quis que eu os usasse para ajudar a esconder a sua filha, verdade?

—Não vou fazer mal ao menino, — disse ele a contra gosto— Ouvi que a palavra ainda demorava no ar silenciosamente, e meus punhos se apertaram. —Disse a ele algo sobre sua situação?

—É obvio que não.

Rome estudou meu rosto durante muito tempo. —Consegui seu número de matrícula, o que significa que Vincent, o homem que te atirou os dardos, também o fez.

Empalideci literalmente, sentindo toda a falta de cor em meu rosto. —Pensa que Vincent o encontrará? Ele é um menino agradável e não merece sofrer nenhum dano.

—Deveria ter pensado todo isso antes de subir em seu carro.

—Eu estava desesperada, — rompi-me, fechando de repente meu punho contra o colchão.

Rome suspirou. —Não fique louca. As coisas más acontecem, recorda? Fechei meus olhos e me obriguei a me acalmar.

—O menino perdeu sua cauda na estrada com aquele dobro que vai a seu carro. Rome acrescentou — Feliz agora?

Relaxei-me, mas só ligeiramente — Então como me encontrou?

—Sou o melhor rastreador de todos — Não havia satisfação em seu tom, só frio, — Disse a você que ficasse no apartamento, Belle.

Meu queixo se inclinou, e sei que irradiei teimosia pura. —Olá, viu o lugar? Era uma espécie de chaminé ali— Sem mencionar que a polícia e os bombeiros estavam a caminho.

—Se não tivesse tratado de escapar, — resmungou ele, —Isto não teria acontecido.

—Necessitava tempo para pensar, sozinha. Não, que eu conseguisse a algum,— queixei-me— Escuta, podemos falar de quão estúpido foi me encerrar, mais tarde, agora temos que fazer algo para proteger Tanner o moço que me trouxe aqui.

—Temos?— Suas sobrancelhas fizeram aquela coisa de arco outra vez, uma ação que eu começava a odiar.

Minha mandíbula se apertou, e o fulminei com o olhar. —Bem. Vê por aquele caminho. Atua como um menino. Farei sozinha vou encontrá-lo e protegê-lo. Cobri meus olhos com minha mão direita, perdendo meu alarde. —Deveria ter deixado que ficasse aqui. Deveria ter feito muitas coisas — Rome removeu a coberta, seus dedos roçavam minha panturrilha, meu joelho, e então minha coxa interior. Era um toque ocasional, e um pouco mais sensual devido a isto. Tremi, lambi meus lábios, mas não me movi ou expressei um protesto.

—Não se preocupe pelo menino — Sua voz surgiu rouca— Escondi seu carro e ele agora está dormindo no meu.

Meus músculos relaxaram. —Como?—

—Alguns de nós realmente sabemos o que fazemos, — interpôs ele secamente.

—Isso é totalmente injusto!

—Caráter, caráter.

—Melhor olhar como se dirige para mim — Fulminando-o com o olhar, inclinei-me para frente e assinalei com meu dedo seu peito.

—Pediu-me ajuda, recorda? Posso te assegurar que este não é o modo de consegui-la.

Sem advertência, sua mão serpenteou e segurou meu pulso — O toque era elétrico, erótico —Deixarei você me fazer muitas coisas com seu dedo — Sua voz era baixa muito baixa —Mas me empurrar não é uma delas.

Os formigamentos quentes invadiram minha corrente sanguínea, que baixou entre minhas pernas e roçou em todos os lugares corretos; eu engoli em seco. Lugar feliz, lugar feliz. Tratava de pensar.

—Uh, tenho que saber algumas coisas sobre você, assim posso tomar uma decisão sobre o que deveria fazer.

—De onde é?

Todas as indiretas da emoção drenada de seus traços, o abandonaram obrigando-o a me olhar fixamente. Ele permaneceu silencioso. Tentei outra vez. Que idade tem? Nada.

—Que idade tem sua filha? Outra vez, nada. Grr. —Não posso confiar em você até que eu saiba exatamente como pensa que eu posso te ajudar. —Suas capacidades, — era tudo o que ele disse, mas um brilho de culpa encheu seus olhos por uma fração de segundo.

Tinha que haver mais disso que isto, mas não lhe pressionei. Deixa de andar com rodeios, Jamison, vai confiar nele. Infelizmente, ele era minha única opção a este ponto, e eu estava finalmente pronta para admiti-lo. Embora eu estivesse lutado contra isso, negando-o, odiando-o, ele tinha sido minha única opção desde o começo. Eu não sabia esconder a mim mesma (obviamente). Eu não sabia nada sobre o rastreamento de pessoas. Meu talento estava quando me zangava e por acaso incendiava coisas.

Posso conseguir um woo hoo?

—Uma vez que aprende a usá-los, — ele acrescentou, e aí estava o brilho de culpa outra vez, — Será exatamente o que necessito para assegurar a segurança de minha menina.

—Bem, — suspirei— Trabalharei com você.

Ele passou sua língua sobre seu lábio inferior, uma ação mais sensual do que ele tinha provavelmente pensado que isto era.

—Talvez tenha que voltar a pensar em trabalhar com você— Você é o problema, bebê. E não necessito problemas, sobre tudo de alguém que está pouco disposto. Deve ser verdadeiramente fácil, te deixar nocauteada, te recolher e lavar as mãos de você.

Entrecerrei meus olhos, quadrei meus ombros e endireitei minhas costas. —Deve ser verdadeiramente fácil te mandar fogo agora mesmo — Eu estava zangada com ele, mas nenhuma chama aparecia — Você está realmente começando a me incomodar.

—Tremo. Necessita de minhas habilidades, Rome.

— Uma vez que entenda como as usar. Não estou tão seguro que possa te treinar, — disse ele rotundamente —Então mudaste de ideia nos três segundos passados? Como é que aconteceu ser irônico? Eu agora tinha que convencer a meu captor de permitir que eu o acompanhe. Meus punhos se apertaram sobre o lençol, juntando o material.

—Não pode fazê-lo sozinho, se pudesse não teria pedido ajuda. — Um momento de debilidade, te asseguro — Ele deu de ombros, mas o movimento despreocupado não podia mascarar com força o brilho decidido em seus olhos.

—Mentiroso— Ajudou-me a fugir em vez de me levar ao seu chefe, e isto vai contra suas ordens. Necessita de mim. Desesperadamente.

O silêncio se alongou entre nós. Não me permiti o luxo de aliviar a tensão. Seus olhos intensos estudaram meus traços, calibrando, medindo. Era muito mau que meus novos poderes não incluíam ler pensamentos. —Disse antes, mas direi outra vez. Não é bom para nenhum de nós até que aprenda a usar e controlar seus poderes. Duh! Sacudi uma de minhas mãos. A outra permaneceu como um cadeado sobre o lençol.

—Só, Como supõe que aprenda? Não acredito que possa procurar nos classificados um treinador de super-heróis. Tampouco parece que tenho muito tempo. Estamos perseguidos pelo relógio aqui.

Ele cobriu seus olhos com seu braço. —Praticarei com você, só teremos que rezar para que não destrua o mundo inteiro no processo— Seria ele um treinador prático?

Um pensamento vago foi à deriva por minha mente, e franzi o cenho— Olá, meu nome é Belle Jamison e tenho um cérebro louco. Deus. Espera. A deliciosa boca do Rome se moveu— Ele não tinha deixado de falar— Odiei quando perdi a pista de uma conversa, detectamos ao doutor Roberts, teremos um melhor entendimento de suas capacidades.

Desde que o descobrimento do bastardo doutor tinha estado em minha lista de Coisas para Fazer, com impaciência estive de acordo com o plano de Rome.     —Tem alguma ideia de onde ele esta?

—Ainda não— Pausa. Ele moveu sua cabeça, tirando vários cabelos escuros de sua testa. —Deus, não posso acreditar que eu tenha feito isso. Eu deveria me colocar fogo agora mesmo e te salvar do problema.

Outra pausa. —Uma vez permiti que me encarcerassem e então eu poderia me pôr dentro de uma prisão e assim ajudar a outro agente para que saísse livre. Fui torturado sem piedade, mas tenho um sentimento que parecerá com férias, comparado com isto.

Eu não gostei de pensar nele encarcerado, golpeado, sangrando. Estranho.

—Não sou tão má, — queixei-me.

—Bebê, é pior— Se vista. Esperarei no carro.

Não me movi. —aonde vamos?

Seu olhar fixo passou sobre mim, demorando em meus seios, a junta de minhas coxas. O calor flamejou em seus olhos, então minha pele quase ficou a arder do fogo. O fôlego chamuscado em minha garganta.

—Nós vamos para a cama se não se vestir— ele disse, com sua voz carregada de má intenção— Sem convite, meu olhar fixo viajou pelo caminho que seu olhar tinha tomado. Estava completamente tampada, mas o lençol era transparente. Inclusive na luz da lua, meus mamilos estavam claramente definidos, como estava o triângulo escuro entre minhas pernas. Ofeguei. —Você deveria ter me dito que eu te estava dando um grande espetáculo que olhar!

—O que, e te deixar terminá-lo? Pareço estúpido?— Ele se separou de mim— se apresse— Logo que estejamos fora daqui, melhor.

Suas pernas deram chutes sobre o lado da cama, e ele esteve de pé antes que eu pudesse piscar, ele andou a pernadas à porta e a abriu e fechou sem um só ruído. Nenhuma corrente de ar. Ele tinha ido, como se nunca tivesse estado dentro do quarto. Entretanto, eu ainda zumbia. Ainda lutava por ter fôlego. Parei, e meus joelhos quase se dobram. Sempre teria Rome aquele efeito em mim? Meu corpo ia doer sempre por ele? Cada parte feminina de mim sempre ia chorar por ele? Apressadamente me vesti, com minhas roupas úmidas e enrugadas por sua lavagem. Meus sapatos ainda estavam cheios de cinzas. Eu teria amado uma escova para meu cabelo, mas não tinha nenhuma. Em troca, rapidamente me penteei com o dedo o enredo escuro, até agora Rome só me tinha visto em meu pior momento, e eu não gostei daquele fato. Se ele me achar atraente assim, como reagiria ele se eu usasse uma boa maquiagem, um vestido ajustado e saltos altos? Não é que queira atraí-lo, verdade? Disse uma metade de mim, se cale tola! A outra metade respondeu. Se eu queria tomar um trem do Desmentido e visitar a terra áspera da Realidade, assim seria. Esse homem balançava meu mundo, e eu amaria muito balançar o seu. Não sabendo o que eu encontraria fora, devagar, abri a porta e dei uma olhada. Seis carros, vários carros de quatro portas, um caminhão e dois SUVs ocupavam esta seção do estacionamento, apenas visível na escuridão da noite. Não havia nenhuma luz iluminando, só alguns raios da luz da lua. Onde estava Rome? Dizer-me que automóvel lhe pertencia teria sido benéfico para ambos. Suponho que ele tinha estado muito distraído para pensar nisso, refleti com um sorriso satisfeito. Vários quartos abaixo, vi um par de luzes de carro prendendo-se e apagando-se rapidamente. Surpreendida, entortei os olhos, estreitando meu campo visual. Sem o brilho de luzes, eu nunca teria sabido que o carro estava ali. Era tão escuro que se colocou comodamente na noite, perfeitamente camuflado. Quando o estudei com meus olhos ajustados, eu era capaz de distinguir duas silhuetas pelas janelas tintas, uma no assento do condutor, e outra no assento de passageiros. Eu não podia ver caras atuais, mas estava segura que eu olhava Rome e Tanner.

Fechei com chave a porta atrás de mim e me movi para o carro, só logo ouvindo o ronrono de seu motor. O ar da noite estava bom e limpo, e respirei profundamente, mas o ar se congelou em minha garganta quando a porta de passageiros se abriu e a luz alagou o interior do carro. Meus pés se congelaram, também. Então voltou o gelo a minhas mãos. Três homens estavam dentro do carro, dava-me conta, e nenhum deles era Rome. Pela segunda vez nesse dia, meu olhar fixo se fechou com a do Menino Bonito, que saía da porta aberta e me alcançava. Pus minha mão sobre a capota do automóvel e me empurre para trás. Em um batimento do coração, o carro inteiro estava vidrado com gelo.

Afetei a minha cabeça. Eu acabava de congelar um carro. Um carro inteiro. Tocando-o. De algum jeito pareceu mais surrealista que as outras coisas que eu tinha congelado. O Menino Bonito franziu o cenho.

—Isto não tem que ser violento, Belle. Sua voz era tão impassível como minha lembrança. Seus olhos eram planos, não amáveis no mais mínimo quando ele andou para mim. —Coopera e vou me assegurar de que seja mantida ilesa.

—Você não é da CIA, — falei sem tino, andando para trás— Onde estava Rome? O frio ia de mim por alguma razão. Não pensei que eu seria capaz de congelar ao Menino Bonito se ele saltasse sobre mim.

—Sou seu único amigo neste momento. Rome quer lhe matar. Eu quero lhe ajudar.

—Você mente. Rome tinha tido muitas oportunidades de me fazer mal, mas ele não fez. Nem uma vez. Você é...

Uma parede sólida de músculos se fechou de repente em mim, empurrando oxigênio a meus pulmões, e seus braços divididos em bandas ao redor de mim. Eu fui sacudida de meus pés e transportada longe a um passo insanamente rápido. O aroma masculino de Rome me envolvia assim como seus tão seguros braços. —Deveria ter me advertido, — ofeguei.

—Espere, — o Menino Bonito chamou. —Falemos sobre isto, Agente! Quando Rome não respondeu, ouvi o Menino Bonito amaldiçoar. —Consiga outro carro, — pediu ele —E pelo bem de Cristo, que alguém os agarre. Vivos.

—Não havia tempo para uma advertência. As botas de Rome soavam no pavimento e ele deu volta bruscamente, dobrando em uma esquina, atrás de nós, ouvi a maldição de um homem, e passos frenéticos. Meu coração martelou contra minhas costelas.

—Desça-me. Posso correr.

Ele não me fez conta, me levando a parte traseira do motel, onde uma Crown Vitória de quatro portas esperava. —Baixa a cabeça, — disse ele, logo que me dando tempo para reagir antes que ele abrisse de repente a porta e me atirasse no assento da frente.

Vislumbrei Tanner dormindo no assento de trás uma fração de segundo antes que Rome se mergulhara no assento do condutor. O carro corria já, o final do caminho estava frente a nós, então tudo o que ele teve que fazer era pôr a marcha e pisar em forte o acelerador. Patinamos, o cascalho saía voando das rodas traseiras. Pop. Whiz. Crack. Pop. Whiz. Crack.

Gritei quando a janela do lado do Rome se rompeu, o vidro voava por toda parte.

—Não se levante, — ele gritou.

Nosso carro deu tombos à esquerda, logo à direita, logo chocou contra algo. Um corpo dava-me conta porque com o golpe alguém uivou de dor, mas não reduzimos a marcha. Não parou. Fizemos outra volta rápida, saltando um meio-fio e voamos através da erva. Os pneus chiaram quando finalmente golpeamos a avenida central. Vento entrava pela janela arruinada, voando dentro do carro e dando palmadas no meu cabelo ao redor de meu rosto. As luzes do carro se apagaram, deixando a escuridão diante de nós. Como Rome poderia ver algo? Como poderia outro carro nos ver? Se tivéssemos evitado ao Menino Bonito só para morrer em um acidente, eu ia estar muito zangada. Eu tinha problemas aguentando minha respiração e não de um modo bom. O medo palpitou por mim, gelado, intenso. Eles nos tinham disparado. Disparado a nós, por Deus! Poderíamos ter morrido. Meu coração começou pulsar irregularmente, e uma pressa de sangue rugiu em meus ouvidos. Ia o Menino Bonito alguma vez render-se? Era assim eu viver o resto de minha vida? Outro rio gelado se precipitou sobre mim, atravessando minha pele e afundando-se profundamente em meus ossos. Eu estava tão fria, a névoa se formava com cada respiração.

—Se acalme Belle, antes que volte o carro de gelo e arruíne o motor, Rome disse— Cristais de gelo diminutos começavam a correr das aberturas de ar do carro —Pensamentos bons, bebê, pensamentos bons— Agarrou o volante e nos levou abaixo de outro caminho —O fogo é causa da cólera, o medo causa o frio— Então, os pensamentos bons deveriam neutralizar a ambos. Neutralizar. Minha palavra favorita. Um tremor caiu em cascata por mim. Eu não tinha nenhum lugar feliz agora mesmo. Quero dizer, as emoções não podiam ser forçadas. Eu não podia parar de estar assustada como eu tampouco podia deixar de amar a meu papai. E isto significava que Rome e eu falharíamos antes que tivéssemos começado. Seríamos capturados.

—Recorda quando te beijei?— ele perguntou— Que bom foi?— Quão bom isso foi!… como se eu pudesse esquecê-lo alguma vez. Uma imagem de seu rosto que desce para a minha, seus lábios em busca dos meus, instantaneamente ficou com o centro de minha cabeça, afugentando todos os outros pensamentos— Adeus medo! Olá desejo! Ele tinha cuidado de mim como se eu fosse à mulher mais formosa que ele tenha visto alguma vez. Como se ele fosse morrer se não me provava, vamos confrontar. Não tenho um pingo de feminilidade e delicadeza. Mas sou Mona. Algumas pessoas poderiam me chamar valente. (Não mencionarei às pessoas que me chama uma fêmea.) Mona e valente não se enchem de homens sensuais, fortes, maiores que a vida, como Rome com paixão inextinguível. Ele tinha me querido, entretanto, aquela classe de… absorção não podia ser falsificada.

—Brotou para mim, — disse ele roucamente —Estava tão excitada que eu podia cheirar seu desejo, e eu gostei disso— Quero mais— E serei honesto com você, bebê— Tem a língua menor e quente que provei alguma vez, e quero todo isso sobre mim.

Meu sangue se esquentou, e o gelo dentro de mim se derreteu. Lancei uma olhada ao assento de atrás; por sorte, Tanner não despertou e eu poderia… O carro virou bruscamente outra vez, me fazendo girar de um lado ao outro. As palavras do Rome se descoraram de meus ouvidos, seu rosto desapareceu de minha mente. Minha esperança de tomar parte em uma conversa erótica se dissolveu. O gelo construiu paredes altas dentro de mim outra vez.

—Eu vi seu rosto depois, — Rome continuou, como se não lhe importasse nada no mundo - Você teria vindo se eu tivesse pressionado um pouco mais— Teria estendido suas pernas e teria dado a boas-vindas dentro—Senti que eu relaxava pela segunda vez.

—Sim—, disse, não tratando de negar.

—Estava molhada para mim.

—Sim.

—Sou difícil para você. Sou muito difícil agora.

O desejo pulsava dentro de mim, e me retorci em meu assento. Que ele me falasse assim, erótico enquanto o perigo nos envolvia, só acrescentava emoção. Queria-o. Fiz. Queria a ele nu e dentro de mim, deslizando dentro e fora. Com força, com muita força.

—Se a situação tivesse sido diferente, Belle, eu teria te despido e teria amado cada polegada de você.

—Logo, — respirei e naquele momento não me preocupei se soava como uma pessoa fácil ou tola.

—Logo, — ele prometeu.

Depois disto, eu não sabia que dizer. Eu estava pronta para ele. Impaciente. Com apenas umas palavras, ele me tinha posto em chamas. Quando ele depois me tocou… Rome limpou sua garganta e se moveu em seu assento. Seu olhar fixo passou sobre mim, então depressa se afastou. As pontas de meus dedos se esquentavam, sopros de fumaça saíam deles. Afundei-me em meu assento, enganchei meu açoitado cabelo atrás de minhas orelhas e branqueei minha mente, a coisa mais difícil que eu tinha feito em um comprido, comprido tempo.

O fôlego estremeceu em meus pulmões. Andava por uma linha fina, dava-me conta. A paixão de qualquer tipo poderia causar um fogo. —Está acalmada agora?— ele me perguntou.

—Sim— Minha cabeça se jogou contra o assento, e olhei fixamente a luz da lua que corria sobre as árvores. Não pense em Rome. Não pense naquele beijo. Eu me sentiria melhor se acendesse as luzes do carro. —Não há necessidade— Posso ver na escuridão. —Não há forma?

— Como?

—Faz tempo, anotei-me para uma cirurgia experimental… uma cirurgia de olhos onde… davam-lhe um pouco parecido à visão noturna, as lentes de contato foram inseridas em meus lóbulos oculares.

O que acontecia todas as pausas em seu discurso? De todos os modos, ao pensar no sofrimento que o procedimento lhe causou, fez-me pôr uma cara. —Ouch— Ele deu de ombros —O resultado mereceu a dor sobre tudo— A vista na escuridão salvou minha vida milhares de vezes.

Queria aquela capacidade de super herói em vez da que eu tinha: criação de desastres.

—Isso é genial, mas outros condutores não podem te ver.

Brandamente ele riu entre dentes— Esse é o ponto.

—Se causar um acidente…

—Tenha um pouco de fé em mim— Só realizei um resgate acertado— Além disso, não acredito fazer mal em um acidente de trânsito — As árvores assobiaram por diante.

—Perdemos ao Menino Bonito, então?

—Menino Bonito?— Rome me deu uma olhada irritada — depois de tudo o que ele tem feito, pensa que ele é… bonito?

Fiz rodar meus olhos — O perdemos ou não?

—Sim, aproximadamente uma milha atrás — Ele soprou uma risada— Menino Bonito. —Então, aonde vamos?

Houve um silêncio incômodo durante vários segundos— Então, —Tenho uma amiga, — Rome disse irresolutamente.

—Ela poderia ser capaz de nos ajudar.

Ela? Bem, seriamente eu não gostei que Rome tivesse uma amiga. Uma pontada de ciúmes cresceu em mim, e minhas mãos se apertaram em meu regaço. Sou pequena, tola e absolutamente ridícula. Admito. Não estou orgulhosa disso, mas realmente, ela? Ela? De algum jeito, nos últimos minutos sim, minutos eu tinha começado a considerar o Rome minha propriedade. Eu não gostei que ele tivesse uma amiga depois de tudo, homens e mulheres não podiam ser amigos sem dormir juntos. Só um fato da vida. —Ficaremos a noite com ela, — Rome seguiu, —Então, averiguaremos que fazer com nossa terceira roda.

—Terceira roda?

—O menino, recorda?— Rome fez gestos às costas do carro com uma inclinação de seu queixo.

Joguei uma olhada ao Tanner outra vez. Ele tinha que despertar ainda. Seu corpo magro estava esparso através das almofadas, e seus traços eram suaves com o sono. Grupos de cabelo azul penduraram sobre suas sobrancelhas, por que não despertou ele durante todo o escândalo? Perguntei-me. Minha boca secou quando a resposta saiu de minha mente; fui voando ao redor para estar em frente de Rome. —Não fez mal a ele, verdade? Ele me olhou com cenho, ofendido — Dei algo para deixá-lo pasmado um momento. Isso é tudo.

—Você e seus remédios, — resmunguei, mas estava mais tranquila — Então, neutralizou-o? Seu cenho franzido se frisou em uma má metade de sorriso que ele tratou de esconder — Algo assim.

—O que usou?— Meu olhar fixo vagou sobre o Tanner outra vez. —Estou preocupada com como está dormindo profundamente.

—Usei uma combinação absolutamente segura que eu gosto de chamar o Beddie-Bye Coquetel. Ele despertará na manhã com uma dor de cabeça leve, isso é tudo.

Agora franzi o cenho. —Ele é só um menino, Rome. Se o estão esperando em casa, seus pais poderiam chamar à polícia quando eles se deem conta que ele falta. Rome fez uma volta à esquerda rápida e acelerou. —Fiz um controle de fundo rápido nele. Sua mamãe partiu em seu oitavo aniversário, e seu papai, que lhe criou sozinho após, morreu faz alguns meses. O menino herdou um pouco de dinheiro, e ele sai muito para gastá-lo. Ninguém sentirá falta dele ou suspeitará o jogo sujo.

Querido Senhor. Surpreendente Tanner tinha parecido necessitado. Não sente saudades que ele tivesse querido ficar comigo. Ele realmente não tinha a ninguém mais. Ele tinha perdido a cada pessoa que ele amou. Eu havia perdido a minha mamãe faz todos aqueles anos, mas eu tinha sido também jovem para conhecê-la. Mais que isto, eu tinha tido a meu papai para me inclinar. Meu coração doeu pelo Tanner, e me encontrei estendendo a mão e remontando minha gema do dedo sobre sua bochecha. Pobrezinho.

—O que faria eu se meu papai morresse e me abandonasse sozinha?

Uma pontada aguda irradiou em meu peito— No próximo instante, uma gotinha de água pulverizou em minha bochecha, seguida rapidamente de uma gota que aterrissou no lado de meu nariz. Limpei a testa. —Esta— observei o teto sólido do carro —chovendo aqui?

—Jesus, Belle— Pensamentos bons. Pensamentos bons!

Outra gota. Confusa, dava volta para Rome. As gotas líquidas orvalhavam sobre ele também, como se uma pequena nuvem de chuva tivesse invadido o carro. —Faço isto, também?—

—Experimenta uma quebra de onda forte de emoção?

—Sim. Tristeza.

—Então faz isto— Seu tom era grave.

Cobri minha boca com minha mão; meus olhos se abriram — Não quero fazer isto. Não quero que cada uma de minhas emoções cause uma mudança do tempo. Só quero ser eu. Quero sentir e não me preocupar que estou a ponto de queimar, congelar ou afogar a alguém.

As linhas finas ao redor de seus olhos se apertaram, e as sombras em suas bochechas se fizeram mais profundas. Naquele momento ele me olhava assustado, mas muito consolador sim, eu poderia me haver jogado em seus braços. —Sei bebê, — disse ele— A fórmula é um asco, mas não há nada que possamos fazer agora mesmo.

—Por que criou o doutor Roberts a fórmula em primeiro lugar?— Perguntei.

—Ouvi dizer que ele pensou em fazer a América um grande serviço. Ele quis fazer a nossos militares mais fortes. Ele só aceitou às pessoas equivocadas, as pessoas que esperou explorar sua ambição.

Rome me alcançou e massageava meu pescoço. —Não será sempre tão forte para você.

—Como pode estar seguro?— Perguntei com esperança.

—Aprenderá a controlar suas capacidades.

—Quando? Deus, Quando?

—Logo— Rezemos para que seja logo.

 

O que Rome não me disse no automóvel foi que sua amiga, Lexis Bradley era psiquiatra, assim como uma das mulheres mais formosas do universo que eu tenha conhecido. Ela tinha um corpo woooow, além de ser a mãe de sua filha. Todo isso descobri por mim mesma, e então estava zangada como o inferno, me permitam reviver o porquê de minha irritação. Conduzimos uma felpa, que se reflete no elevador (que era maior que meu apartamento inteiro) que sobe até o topo de uma torre de vidro de um edifício. Depois, o porteiro e os guardas de segurança não nos deram um segundo olhar quando entramos com Rome, o homem das cavernas, levou a um adormecido Tanner sobre seu ombro. Eles não saudaram Rome, como se eles já estivessem esperando-o.

Acredito que Rome vem aqui muito frequentemente. Com essa pessoa estranha em um reboque. Não estava segura de que fazer com isso. Quando chegamos à porta de Lexis, ela abriu antes que nós tocássemos. Fiquei aturdida por um momento, piscando por sua formosura. Tinha um liso e reto cabelo negro que pendurava nas costas como uma nuvem da meia-noite. Seus olhos eram de um vibrante verde esmeralda. Sua pele brilhava a perfeição. Juro por Deus parecia uma obra de arte viva.

Eu gostaria de dizer que ela não põe em perigo minha autoestima. Sim, eu gostaria de dizer isso. Com certeza que era uma horrível mentira. Eu me olhava como a caca de cão em comparação, e eu sabia.

Aparentemente, ela sabia muitas coisas, também.

—Sabia que viria—, disse, sua voz suave e rítmica, com o toque de um acento de algum lugar que não pude identificar. Definitivamente não Georgiano, entretanto— Seu olhar verde comeu Rome dos pés a cabeça. Mentalmente o despojou — Por favor, entrem.

—Perdão por incomodar tão tarde — Rome passou em frente dela com o Tanner ricocheteando sobre seu ombro — Como esta Sunny?

—Dormindo— disse, Lexis esteve perto de fechar a porta em minha cara— Obriguei a meu pé a seguir, e entrei de um empurrão. Sunny… eu tinha escutado esse nome antes acredito. Estava na beira de minha memória.

—Eu gostaria de entrar, também, — disse.

—Opps— Sinto muito, — disse Lexis, não me dando nem uma olhada — Não tinha te visto.

Eu mentalmente deixei passar.

—Ponha ao jovem no quarto amarelo, — disse a Rome —Já está arrumado o quarto.

Como marionete Rome caminhou pelo corredor, meu ombro tocou Lexis. Ela caminhava ao redor, seu rosto era um caleidoscópio de horror. Detive-me. Meus lábios relaxados se converteram em uma careta.

— O que, acaso cheiro mal? Acaso ofendi sua delicada sensibilidade? Acaso minha fealdade horrível arruinou o ambiente de sua casa? Talvez devesse advertir que sou uma arma perigosa e me olhar dessa maneira não é boa ideia.

Ela deixou de me olhar, e com uma mão débil foi e fechou a porta. Suas bochechas com cor quando ela me enfrentou de novo.

—Seu nome é Belle, — disse como uma declaração, não como pergunta.

—Sim— Rome mencionou algo a respeito de mim?— Será que esse doce homem já falou sobre mim? Possivelmente eu gostei também.

—Não. Ele não fez — Ela se aproximou de uma mesa, levanto um celular e começou a marcar um número. —Tem que vir aqui agora mesmo, — disse, e pendurou— OK— Somente disse a alguém que viesse e me tirasse? Acaso tinha que me preocupar com dela? Meu coração começou a palpitar.

Rome emergiu pela sala, mas sem Tanner— aproximo-se de meu lado, causando tristeza a Lexis —chamei a seu irmão, — disse ela— Ao mesmo tempo eu disse, — Ela chamou a alguém… — espera— Rome tem um irmão? —É um agente, também?—, perguntei-lhe.

Confusão se via no rosto de Rome. Ele fez caso omisso do que lhe perguntei, dizendo a Lexis — por que chamou o Brit?

—Quero que ele leve Sunny por alguns dias — disse Lexis com uma mão na cintura. —Porque não leva Belle a John? John. Como John Smith, o chefe de Rome? Huh. Eu pensei que ele tinha estado mentindo com o nome de seu chefe.

Rome ficou rígido e parecia uma estátua, nem sequer respirava. — Sunny está em perigo? Ele não se molestou em responder a pergunta a respeito de mim, dava-me conta.

—Ela vai estar bem, — Lexis disse aliviada, aproximo-se e lhe acariciou o braço.

—Prometo isso. Seu amigo, que deveria estar encerrado em um laboratório neste momento, vai causar problemas. Eu quero Sunny fora do edifício.

Eu apertei minha mandíbula. Lexis queria um murro na cara neste momento, estava trabalhando em seu caminho até minha lista de Pessoas Para Foder Quando Não Puder Controlar Meus Poderes. Mas por muito que queria fazê-lo, não podia esquecer o comentário de causar problemas, não podia. Não depois dos incêndios, o gelo, e a perseguição.

—Quem é Sunny?

—Nossa filha, — disse-me Lexis arrogantemente.

Deixei de respirar por um momento. Nossa filha. De Rome e Lexis. Assim. Rome tinha sido íntimo com esta formosa mulher, mulher perfeita. Continuam juntos? Minhas mãos encolheram ao meu lado. Não pelo fato de que nós queríamos dormir juntos não tinha direito a Rome. Entretanto, sinto-me muito possessiva neste momento.

—Você quer me vá para casa de seu amigo, huh?— disse em silêncio, tristemente. —Vocês dois estão casados?

—Já não, — disse Rome— Isso foi um alívio, ao menos— Não tinha beijado e fodido com um homem casado. A Lexis ele disse, — Vou levantar Sunny, e empacotar suas coisas— Ele se foi a pernadas pelo mesmo lugar pelo que havia levado Tanner, nos deixando Lexis e a mim sozinhas outra vez. Nenhuma das duas falou. Nenhuma só palavra. Nem sequer nos olhamos, só ficamos ali. Incomodadas. Ela era a mãe da filha do Rome, pelo amor de Deus.

Utilizei o tempo para inspecionar o apartamento. E não acredito que nunca tenha estado em presença de tanta riqueza. Uma parede de janelas panorâmicas consumia toda a beira do apartamento, mostrando o coração da cidade. Vibrantes pinturas de flores orientais que pareciam que tinham vida. Havia um redemoinho de cores como os de um rio, de um mármore verde e em cor pérola eram as cores do piso. Repartidos por todos os lados havia quadros de cor azul brilhante e verde laqueia. Uma poltrona de veludo com almofadas de seda adornava o centro da sala de estar.

Ficando sem coisas que olhar olhava a artilharias de Lexis— Ela era tão elegante e sofisticada como sua casa.

Ela usava um vestido verde que abraçava suas esbeltas curvas, cada costura feita com fios de ouro. Folhas douradas adornavam a prega. Essa formosura era irritante. E Rome a havia visto nua, isso era ainda pior. Ele não retornou muito logo, carregando um anjo e uma bolsa. O anjo tinha cabelo negro como ele, e como o de sua mãe, mas com pequenas ondas. Seus olhos eram de cor verde, inclinou-se e me viu da mesma maneira que sua mãe. Ela usava uma camisola com ursos pardos. Um de seus braços estava ao redor do pescoço de Rome e no outro tinha um ursinho de pelúcia. Ela bocejou.

Vendo o pai e à filha juntos provocou uma dor no peito. Radiava amor entre eles, também brilhava uma forte confiança, comodidade e serenidade. Um vínculo tranquilo que nunca ninguém poderá romper. Eu tinha isso com meu pai, pensei, senti nostalgia.

—Senti tanto saudades, Sunshine, — disse-lhe Rome.

—Eu também senti saudades, papai, — disse ela sonolenta.

Ela tem quatro anos, supus, e era a coisa mais linda que nunca havia visto. Até que seu olhar se deteve em mim. Ela franziu o cenho —Quem, — disse ela com altivez, - é você?

—Ela é Belle— Ela é uma amiga de papai, — respondeu Rome por mim.

Meigamente ele passou sua mão brandamente pelo cabelo da garota - vamos ser amáveis com ela, de acordo?

—Eu não gosto dela, — foi sua resposta, — Meu urso necessita de um abraço.

Lexis tinha cara de querer sorrir.

Cruzei meus braços sobre meu peito — Pode-me dizer que fiz de mau?— Perguntei à garota.

—Não gosta de ninguém, — disse Rome— Ele beijou Sunny na bochecha.

—Exceto eu.

—É certo, — disse Sunny, soando como um professor universitário. —OH, também eu gosto de minha mama — E sua cabeça e seus cabelos fizeram ruído em seus ombros — Mas os estranhos são maus, más pessoas que fazem mal, coisas más.

Rome devia sentir-se orgulhoso. Sunny provavelmente lhe citava textualmente.

—Eles certamente o são, — estive de acordo — Assim que isto quer dizer que eu não posso gostar de você também, e também sua mãe é uma estranha para mim. Ela riu, e o som se expandiu por todo o apartamento. —Eu não sou uma estranha.

—Está segura?— perguntei-lhe, tocando com um dedo meu queixo — Te vejo como uma estranha para mim.

—Muito segura, — disse com um sorriso, e Rome também sorriu— Ele me deu um suave olhar que quase fez que me derretesse em um atoleiro.

—Brittan está aqui, — disse Lexis, e se trasladou à porta dianteira— Ela a abriu, revelando a um homem alto com o punho preparado, preparado para golpear— Vestia calça negra e uma camiseta cinza. Seu cabelo era escuro irregular, e se não fora pelo golpe no nariz e o fato de que seus olhos eram marrons, teria sido uma réplica exata de Rome.

Brittan torceu os lábios. —Pensei que teria que te golpear desta vez.

—Como se isso alguma vez fosse acontecer—Lexis retornou e fez que ele entrasse.

—Entra.

—Olá, irmão, — disse Brittan, entrando— deu um pequeno golpe no ombro de Rome com verdadeiro afeto.

Desde perto, pude ver que Rome era mais alto que seu irmão e ele mais jovem dos dois — Linhas chapeadas se viam através do cabelo de Brittan, e havia linhas finas ao redor de seus olhos.

Brittan me viu e franziu o cenho. —Quem é ela?— perguntou me dando uma piscada de olhos.

—Belle Jamison, — respondi antes que outra pessoa (chame-se Lexis) me introduza como uma bagunceira.

—Uma amiga de Rome.

—Colega de trabalho?— perguntou, mas não tive oportunidade de responder.

—Tio Brit, tio Brit! Deixa de me ignorar!— Sunny estava torcendo-se nos braços de seu pai e se atirou aos braços de Brittan— Renda-se, ele a abraçou hermeticamente —Você me viu faz umas horas, mas eu gosto deste tipo de saudação.

—Necessito que cuide dela por uns dias, Brittan— Não a leve ao seu apartamento tem que sair do edifício — Disse Lexis— Leve-a a nossa casa de segurança no Peach Street.

Brittan perdeu todo indício de jovialidade — É algo que vai acontecer?— Ninguém duvidou de uma só palavra do que disse a perfeita boca de Lexis, ao parecer, inclusive quando essas palavras prediziam um futuro no que ninguém podia estar seguro.

Lexis apontou Sunny com um olhar, e Brittan compreendeu tudo. Obviamente, eles não queriam que ela soubesse o que estava acontecendo. Eu não estava exatamente segura do que estava acontecendo, também. Lexis também queria que a menina longe de mim porque simplesmente não gostava, ou Rome realmente tinha falado a respeito de mim e ela queria à menina fora da linha de fogo. Literalmente. Isso explicaria sua hostilidade para mim Rome se aproximou de meu lado, seu calor se envolvia ao meu redor. Não sei por que, mas esse simples fato de tê-lo perto de mim me fez sentir melhor. Fez-me sentir acalma apesar de tudo. Apesar de que o bastardo se casou com Lexis. E dormiu com ela. E lhe tinha dado um filho.

Lexis deu beijos por todo o rosto de Sunny. —vou sentir saudades te amo muito, mas sei que vai se divertir com o tio Brit como sempre.

—Papai disse que vai sair outra vez, — disse Sunny — Quanto tempo desta vez?

—Duas semanas— Disse Lexis.

—Dois dias, — Sunny rebateu.

—Uma semana, — disse Rome.

Sunny pensou por um momento— Feito.

—Me dê um beijo antes de ir, Sunshine— Houve um tremor na voz de Rome desta vez.

Ele estava com raiva porque ela tinha que ir, foi dilacerador. Eu me aproximei dele e lhe dei um apertão. Ele não me afastou, mas me deu um apertão de agradecimento. Sunny se afastou de Brittan, mas ele a manteve presa, e ela passou a Lexis para dar um beijo em Rome com um forte golpe.

—Te amo — disse ele.

—Eu também te amo.

Os olhos de Lexis se encheram de lagrimas, e admito que a mim também. Sentia-me culpada por estar como uma intrusa nesta despedida familiar. Sentia-me mais culpada porque eu a causei.

—Saiam daqui agora— Disse Lexis—Vamos.

—Adeus, estranha, — disse-me Sunny— Eu lhe sorri e lhe disse adeus com a mão.

Brittan segurou Sunny com uma mão e com a outra, pegou a bolsa. Estavam fora da porta em alguns segundos, conversando sobre ursos. O silêncio encheu o vestíbulo até que Rome me deu um meio sorriso e disse — Que tanto sabe agora— Você não adora só a mim, adorou a minha filha também.

Eu adorava a ele? De repente senti que estava dançando (nua)— antes que eu pudesse dizer algo, ele se voltou para Lexis, sua expressão era séria — Ele vai cuidar dela, — disse ele, e acredito que ele disse para si mesmo também. —Ele possivelmente não tenha poderes, mas tem um treinamento militar.

—Vem, — disse Lexis, secando suas lagrimas— Estendendo sua mão. —vamos falar em meu quarto.

—Se comporte, — disse-me Rome— Disse naturalmente como se o houvesse dito um milhão de vezes antes, ele soltou minha mão e tomou a de Lexis, e se dirigiram pelo corredor.

Eu estava zangada, de repente furiosa, senti que as bordas de meus olhos queimavam — Vocês pretendem que eu espere aqui? Sério?

Rome suspirou baixo, e se deteve abruptamente —Sim, — disse Lexis — Esperamos.

Ele soltou a mão de Lexis (uma ação de salvamento, seguro) e lhe deu um suave empurrão. Ela me lançou um olhar sobre seu ombro, e logo seguiu caminhando. Rome se manteve em seu lugar, não olho pra mim. —Se você acredita que vou deixar você sair e ter um bate-papo de despedida sem mim — disse-lhe, - Você está com sérios problemas e em necessidade de um exame de coeficiencia intelectual— Lexis e Rome, ex-marido e ex-mulher— Sozinhos— Juntos— Diabos, não— Não sem meu olhar.

E isto não tem nada que ver com ciúmes. De verdade. Sério. Minha segurança está em uma balança, e eu tenho direito a escutar qualquer e todas as conversas a respeito de mim, de minhas faculdades, das pessoas que me perseguem de Rome, seu presente/passado/futuro (ele é meu sócio), Tanner, e uma possível relação entre o Rome e Lexis depois de tudo, Rome me beijou e admitiu que quisesse dormir comigo.

Depois da forma em que o tinha tomado sua mão... A ira se agitou dentro de mim, e juro que diminutos cachos de fumaça saíam de meu nariz. —Bom — perguntei.

Finalmente ele se voltou— Seus lábios estavam pressionados juntos— Para evitar gritar? Ou sorrir? Cruzou seus braços sobre seu peito, seu olhar e expressão estavam me estudando— Em seu rosto se via confusão, mas havia um brilho em seus olhos— Queria sorrir, dava-me conta.

—O que é que te incomoda agora?— ele perguntou.

—Nada, — disse como uma típica garota fashion, enquanto que dentro eu gritei TUDO! Uma parte de mim queria que ele pudesse ler minha mente e se desse conta. Isso era pedir muito?

—Ele não pode, — disse de repente Lexis.

Eu não a tinha ouvido retornar, minha atenção se consumou em Rome— Infelizmente, agora estava ao seu lado — Não que?—Perguntei, com o cenho franzido.

—Ler a mente— Rome não pode fazer.

Como ela pode saber- minha boca se abriu e se fechou, e estava segura que me via como um pescado — Você pode?

—Sim, — respondeu ela, como se tratasse de uma casa perfeitamente normal.

Isso era impossível, pensei, com meus olhos entre fechados — Comecei a pensar sobre isso — Que estou pensando agora, você pode — O que estou pensando agora, sua pode... Que?— Ela pôs suas mãos em seus quadris e franziu os lábios.

—Por favor, termine esse pensamento.

—Sal de minha cabeça, — disse sem fôlego, com o horror me consumindo —Agora mesmo!— Se a mulher pode ler a mente, provavelmente poderia predizer o futuro, também. Genial. Ela havia dito que eu não era nada só problemas, e Rome, tinha-a escutado dizendo. Eu não queria pensar em mim como um problema, eu sozinho queria pensar em que era sexy. E eu gostaria de estrangular Lexis para lhe impedir o acesso aos meus pensamentos que são privados.

—Um — disse ela — Isso é repugnante — Rome me deu uma perfeita imitação do seu rosto exasperado - ela arqueou suas sobrancelhas — Dois, se me quiser fora de sua cabeça, terá que levantar algumas paredes.

—Como?— meus músculos preparando-se para uma luta — Este mundo sobrenatural no que tinha entrado, realmente era grande — Um duro núcleo — Quem mais tem lido minha mente?

Lexis olhou para Rome. —Quer que explique?— Sua atenção deu-me conta, alguma vez se tinha afastado de mim — Alguma vez tentou manter algo, Belle?

—Sim — mantém sua mente em branco— Mantém sua mente em branco— Senhora Cadela uma tela branca.

—Isso não era uma tela branca, de todas as formas— murmurou ela— Minhas unhas se cravaram na palma de minhas mãos, e tomei um passo ameaçador para ela.

—Coloca um sinal em sua mente, — disse Rome, fechando a distância entre nós e sujeitando meu ombro me manteve perto dele — Visualize-o.

Chegados a este ponto, eu gostaria de tentar algo. Fechei meus olhos e comecei a construir um complexo de blocos de madeira com um sinal. Mantenha fora Cadela, em letras maiúsculas de cor vermelha. Logo, por própria vontade, as placas começaram a derrubar-se, mas as palavras começaram expandir-se, para cima e para baixo, esquerda e direita, tratando de tecer um perfeito escudo.

Eu soltei o fôlego. Estava trabalhando. Trabalha efetivamente. Eu pisquei abri os olhos e vi Lexis encolher-se como de costume.

—Esta pronta?— Rome perguntou— Sua mão acariciava meu ombro e o fogo percorreu meu braço— A ponta de seus dedos acariciou a palma de minha mão— Eu assenti com satisfação, tratando de ignorar a intensa quebra de onda de prazer que me provocava esse simples toque.

—Ali, — disse Lexis—Ela está protegida, Vamos praticar Rome?

—Vou em alguns segundos.

Com um frustrado grrrrrrrr, Lexis se foi pelo corredor. Rome cavava meu queixo e capturava minha atenção. Seu aroma decadente me envolveu como igual de embriagador era seu contato.

—Uma pequena advertência da próxima vez seria boa, murmurei, sobre a base da ira que era mais que o desejo que tênia pelo — Se você me houvesse dito que era vidente, poderia ter trabalhado na parede antes— Para minha absoluta delícia, seu polegar percorreu a beira de meus lábios— Um delicioso arrepio me atormentava.

—O que foi tudo isso?— perguntou brandamente — Você usualmente é insolente, mas eu nunca tinha escutado tanto rancor de sua parte. E não me diga que foi pela leitura de sua mente, porque já estava chateada antes disso.

—Eu usualmente sou insolente? OH, isso é queijo. Estou feliz, maldita seja com alegria. Eu trago o sol para todos ao meu redor.

Ele sorriu — Acredito em você, mas isso não responde minha pergunta — Inclinou meu queixo, muito consciente de que me via inexoravelmente teimosa.

—Você tem seu segredo, eu tenho meus.

Não podia dizer que queria rogar para que fosse todo meu, dizer que eu não gostava da ideia dele com outra mulher, não importa a razão, isso era um alto preço. Meu orgulho. E não estava disposta a pagar essa grande soma.

Houve uma grande pausa, um grande silêncio. —Muito bem— Mas você precisa entender que há uma razão para que você espere aqui fora. Meus segredos.

—Não— Disse com meu queixo levantado com uma careta.

—Você pode ir dar uma olhada no Tanner.

—Ele está bem.

—Belle— Disse Rome com um suspiro.

—Rome — Eu não vou ficar aqui enquanto você tem um rápido com sua noiva, e logo discutir um pouco sobre o conteúdo de seu coração — Sinto muito, mas minha resposta seguirá sendo não.

—Mulher?— ele riu — Como se eu pudesse dirigir duas mulheres como vocês— Pondo suas mãos na base do meu pescoço e apertando meu cabelo, sob seus lábios até meus e me deu um delicioso beijo, um simples, mas maravilhoso beijo - Seus pensamentos me fascinam.

Eu engoli em seco — Eu usualmente ofendo as pessoas.

—Não a mim, — ele sussurrou seu quente fôlego avivando meus lábios, meu queixo. Meu corpo se acelerou com excitação foto instantânea, ansiosa, maravilhosamente muito ansiosa, queria mais dele. Era como se ele nunca tivesse deixado de me beijar, como se a parada tivesse sido o prelúdio para este momento. Meus mamilos estavam duros, minha dor de estômago e minhas pernas instáveis.

—Se te prometer não ter um rápido vai ficar aqui? Em sua voz havia desejo, e era rouca.

Passou um comprido tempo antes que eu pudesse dar uma resposta coerente. —N-não— Finalmente consegui dizer algo, mais à frente do nó que tinha na garganta. O homem estava aceso. Era impossível que acontecesse agora, especialmente com a piranha que o esperava no dormitório. Rome possivelmente não tinha pensamentos românticos para ela, mas suspeitou que ela ainda tivesse muitos sentimentos por ele, outra das razões de seu ódio por mim. Pode dizer que são ciúmes? Eu não, eu não era uma panela e ela não era uma bule. Odiava-a porque ela é uma cadela, não porque seja uma rival para mim. Por favor— Você está em plena ebulição com os ciúmes, Jamison.

—Não, — repeti, mas para meu benefício que para o dele.

Rome rodou seus olhos — Bem. Vamos. Enquanto falava, ele entrelaçou nossos dedos. —Se inteirar de algo chocante, não diga que não te disse nada.

Um calafrio decadente passou através de mim com o primeiro contato. O tato de sua palma contra a minha era... Divino. Era forte, tão quente e capaz, com ásperos calos que são testemunhos de seu estilo de vida perigosa. Como pude duvidar dele?

Ele girou sobre seu calcanhar e me levou pelo longo corredor. A fragrância de jasmim estava no ar. Em lugar de obras de arte que eu esperava, havia paredes de cor café e estavam decoradas com imagens de Sunny.

—Mais devagar, — disse a Rome, torcendo meu pescoço para ver uma foto dele e Sunny em um balanço. Ele me ignorou e me empurrou dentro do dormitório. Detive-me, tomei fôlego, olhando, bebendo cada detalhe. Eu entrei em um harém. Sem as mulheres, é obvio. O quarto de Lexis era mais decente que sua sala de estar. Uma cama muito bem decorada estava no centro, havia véus negros dançando brandamente ao redor dos postes. Travesseiros vermelhos estavam dispersos por todo o piso, com as costuras de cor rubi pérola. Pendurando do teto havia pelo menos uma centena de candelabros, iluminando todo o quarto. Espelhos de ouro. Uma lareira.

Como diabo fez Lexis para pagar tudo isto? Ou Rome comprou para ela? Eu não sabia que aos agentes do governo ganhassem tão bem.

Seu cabelo saiu flutuando como uma nuvem negra surgiu de um closet com uma bolsa de lona negra e com vários objetos de vestir. Ela com cuidado colocou a bolsa sobre a cama.

—Vai a algum lado?— Rome perguntou, ele soltou minha mão, passando seus dedos por meu braço, e depois perdeu todo contato.

Sem seu toque experimentei uma onda de vazio.

—Sua mulher vai queimar este lugar, — ela respondeu amargamente— Ela pôs um vestido de seda verde na bolsa. —Eu pensei que o melhor para mim é sair antes que isso aconteça.

Não houve muito tempo para desfrutar da alegria das palavras sua mulher. Não com sua acusação soando em meus ouvidos. —Não vou queimar ente lugar. Deus.

Rome segurou seu queixo, e sacudiu a cabeça. —Isto é genial— Sinto muito, Lex— Eu não devi ter vindo aqui sem antes lhe dizer isso. —Eu sei, — disse ela— Brit vai cuidar de Sunny, de modo que é uma preocupação a menos.

—Não vou começar um fogo, — insisti.

—Você possivelmente não queira, — foi à resposta de Lexis, ela retornou a seu closet para reunir mais roupa —Mas fará.

—Fique Lex— Vamos— Disse Rome com voz tensa.

—Muito tarde— Ela disse dobrando um par de calças jeans e os colocou dentro da bolsa — Não posso expulsar vocês, Rome. É muito perigoso. Além disso, agora estou envolvida.

OH, alegria. As palavras que eu queria ouvir — Está atuando como se eu já tivesse incendiado algo. Mas agora que fui advertida. Cadela vou tomar cuidado. — Eu teria apostado dinheiro que ela sozinha queria fazer ficar mal diante de Rome.

Ela me imobilizou com um olhar penetrante, seus olhos cor esmeralda tinham um resplendor, como de outro mundo e etéreo— Você ainda vai causar problemas.

Deus odeio esta mulher— Não se zangue— Não se zangue— Tratando de controlar minha respiração, pus minhas mãos atrás de minhas costas, só em caso de que emitam inicio de fumaça. Já sentia que me queimavam, pelo intenso calor.

—Uh, Belle, carinho, — disse Rome.

—Não agora, Rome— Lexis e eu estamos em meio de uma… conversa.

—Ponha em espera essa conversa — Seus dedos estão em chamas.

Maldição de ida e volta até o inferno. Vire-me para ele, apontando com um dedo ardente seu peito. E comecei a dizer, — Olhe o temperamento. Pensa em pensamentos felizes. Bom, adivinhem o que? Estou correndo, não posso ir a minha casa, perdi meu pai, algumas pessoas querem me matar ou me capturar por razões que ainda não entendo de tudo, sua ex é uma cadela, e estou morrendo de fome. Meu estomago está em perigo de comer a si mesmo, só então me dava conta. Bom, houve um surpreendente café da manhã que Rome tinha cozinhado pela manhã, mas isso se sentia como anos atrás.

—Tenho todo o direito a me sentir emocional.

—Sei, — disse ele brandamente— Com um pouco de compaixão, ele envolveu meu dedo, apagando o fogo, e pondo seu braço ao redor de minha cintura. Ele me pôs diante dele, e logo deslizou seus dedos até minhas costas e sobre meus ombros, onde começou uma deliciosa massagem. —Sinto muito.

Somente assim minha ira completamente desapareceu. Um homem que entendia, era algo incomum. Um homem que disse que o sentia, e que significava muito. —vou vigiá-la esta noite, Lex, — disse Rome —Vou me assegurar que Belle não inicie um fogo.

Lexis duvidou e logo assentiu — É contra meu julgamento e estou fazendo caso omisso de meus instintos, mas vou confiar em você Rome. Vamos amanhã.

—Bem— Agora vamos ao assunto de maneira que Belle e eu possamos comer algo e dormir, — disse ele— Seus dedos nunca deixaram de massagear meus doloridos músculos.

Lexis continuou empacotando, e evitava olhar em nossa direção. Eu a vi sem reserva. Embora seus movimentos fossem rígidos, ela fazia tudo com a graça e fluidez de uma bailarina.

Com uma de suas mãos, ela lançou outra bolsa na cama — Estou enchendo esta para você, — disse-me— Você necessitará de roupas diferentes nos próximos dias, e temos aproximadamente o mesmo tamanho.

Que… linda. E isso foi completamente inesperado. —Obrigado, — disse-lhe, um brinco de culpa passou através de mim.

—De nada.

—Isto é o que acontece, — disse Rome, cortando de repente o silêncio— deram a Belle uma formula experimental.

—Contra minha vontade, — adicionei — um pouco mais abaixo, — disse-lhe, movendo meus ombros para mostrar o que eu necessitava— OH, sim. Justo aí— Minha cabeça estava enrolada com um êxtase me consumindo —Mmm…

Ele inalou fortemente antes de terminar sua explicação — Esta formula mudou o alinhamento do seu DNA— Sua voz começou a aprofundar, um pouco rouca — Isso lhe deu o poder dos quatro elementos. Como pôde haver dado conta no momento em que seu dedo se incendiou.

Lexis deixou de fazer seus movimentos, com um par de calças de seda verdes pendurando de seus dedos— Finalmente, enfrentou-se conosco — Assim que esse o zumbido de produção elétrica que sinto nela?

—Sim — disse Rome, pondo sua mão na parte superior de meu traseiro por um momento, e eu me fechei o lábio superior para evitar gemer.

—Vincent e nosso chefe a querem.

Espera. Nosso chefe? Isto significa que Rome e Lexis trabalham juntos, também. Simplesmente genial.

—Detenha a tensão, — sussurrou-me ele —É o pintinho da tabela periódica, recorda? Mantenha a calma.

—Não me chame assim.

 

—É a fórmula do Doutor Roberts que estávamos discutindo, verdade?— Lexis perguntou, me ignorando.

Rome assentiu — Você trabalhou com o Robert no passado. Conhece-o melhor que eu.

—Você trabalha com o doutor Roberts?— perguntei-lhe— Bom, mas bem grite. Eu não gostava do homem, por razões óbvias.

—Sim, — disse ela —Ele não é um homem mau. Não faria mal de propósito. Ele é doce e quer fazer o bem. Mas ele tem algo mau, coisas sexuais, e acredito que Vincent o usa em seu contrário, mas provavelmente o chantageia para manter ao doutor trabalhando na formula inclusive depois de que Vincent aprendeu, não foi o grande altruísta que ele tivesse querido.

—Porque trabalhou com ele?— perguntei.

Ela deu de ombros — ouvimos que o médico está tratando de criar, um liquido que poderá fazer fraca às pessoas fortes, e o queríamos para a PSI. Quando ele escolheu OASS, fui enviada como sua melhor amiga para fiscalizar e me assegurar de que ele falhasse. Mas Vincent averiguou o que estava fazendo e levo o doutor sob chão.

—você acredita que possa chegar onde está ele?— disse Rome —Tenho que encontrá-lo— Prometi a Belle ajudá-la a encontrar um antídoto, e cuidar do Vincent.

—E o que acontece com o John?— Lexis perguntou.

Ele não pode me ter, eu respondi mentalmente.

Rome não falou por um momento — vou tratar com ele mais tarde, — disse, e havia uma estranha inflexão em sua voz. Uma inflexão que não pode decifrar.

—Me fale do Roberts.

Lexis fechou seus olhos, uma manta de extremo relaxamento percorreu suas feições. Por um momento não estava segura de se ela respirava. —Roberts se encontra na cidade, — disse ela, com voz completamente monótona —Ele não a abandonou e não o fará. Até há algo que quer fazer aqui.

—O que?— Rome perguntou.

—Não sei, — respondeu com decepção —Está escondido de mim.

Assim Vincent o menino bonito inclusive não capturou o Dr, dava-me conta— Ainda há uma possibilidade de poder encontrá-lo, falar com ele esbofeteá-lo-ia, e logo o obrigaria a reverter o que me havia feito. Se isso fosse possível.

—Ele sabe se esconder muito bem, e não sei precisamente sua localização.

—Pelo menos sabemos que ainda esta em Atlanta, — disse Rome, seus dedos deixaram de mover-se em minhas costas, mas ele se manteve em seu lugar. Ele descasou seu queixo em cima de minha cabeça. —Você está segura que Sunny vai estar bem?— perguntou ele com um tom pouco marcado— Cheio de emoção— As palavras saíram dele como se tivessem estado todo este tempo em sua língua e não as tivesse podido deter mais.

Genuíno afeto e tristeza se viam no rosto de Lexis, mudando sua exótica beleza a uma inquietante delicadeza. —Ela vai estar bem.

Rome pressionou seu peito em minhas costas, por isso senti a frenética dança de seu coração, logo progressivamente desacelerou, como se ele tivesse acreditado no que ela disse. Meu estomago grunhiu dolorosamente. Eu aproximei minhas mãos e entrelacei nossos dedos para lhe oferecer um pouco de comodidade e apoio.

—Vamos falar a respeito de como vamos escondê-la, — disse Rome, sua voz era diferente. Plana— Igual à primeira vez que falei com ele.

—Sim, — respondeu Lexis— Com um pouco de hostilidade, e evitando me olhar.

—Muito em breve, — disse ele—Tenho um plano e Belle vai ajudar.

Tinha escutado dúvida nele? —Vou aprender a controlar meus poderes, — eu assegurei a ambos. Eu não vou ser um obstáculo.

Lexis ampliou seus olhos por um momento e mirou Rome logo a mim e logo ao Rome. —Por isso é que não a levou com o John?

Ele assentiu.

Lexis duvidou por um momento — ora, eu não sou tão ruim assim. Ele resmungou.

—Aprecio sua vontade de ajudar a minha filha— Disse-me ela.

Você é tão amável quis dizer-lhe sarcasticamente. Para rebater esse tom que ela usou e estava claro que ela não esperava muito de minha ajuda.

—Obrigado, Lex, — disse Rome— Devo-te uma— Por tudo.

—Não mais do que eu devo a você.

Compartilharam um sorriso, e eu tive que morder a língua para não dizer nada parvo. Ou mau. Ou ambos. Moderação era meu novo melhor amigo, ao que parece.

—Vão, — disse Lexis, continuando com sua bagagem— Seus movimentos eram ligeiros, sua expressão mais feliz do que o havia sido desde que tinha entrado no apartamento. —Comam já e tarde e tenho que terminar aqui, assim vamos estar preparados para ir de amanhã.

Desistiu, pensei, significava que Rome poderia me dar umas respostas a respeito de si mesmo, sua filha e sua relação com Lexis— Não há desculpas desta vez. Nada de evasivo. Ele me diria todo o eu queria saber, ou que sofra a ira da Fabulosa Chama.

Que baixeza. Hei. Não. Eu não gostava desse nome, como tampouco eu gostava dos que Rome havia me posto. Eu pensaria em um melhor. Se não o fazia, ficaria conhecida como A garota dos quatro elementos ou A garota da tabela periódica. Dei um suspiro. Eu não queria ir para a história como um quebrado traseiro de super-herói. Não é que pense em mim mesma como uma super heroína, mas posso ver o potencial disso. Quero dizer, eu estou ajudando Rome a encontrar ao doutor que me fez isto e depois ia lhe ajudar a ocultar a sua filha.

Sim. Belle Jamison, super-herói. Estava começando a gostar do som disso.

 

Segui Rome a sala de jantar, desejando perguntar a respeito de Lexis. Em troca, vi os mantimentos que estavam na mesa e minha mente ficou em branco. Presunto, bolachas e queijo. Lexis certamente pediu tudo isto cedo, sabendo que vínhamos— No momento prefiro um pouco de ar, Rome está tomando uma ducha. Consolei-me com uma garrafa de vinho tinto (não me perguntem a marca, porque não sei como pronunciá-la) e mais dos mantimentos. Era o perfeito sanduíche de meia-noite depois deste comprido dia. Trinta minutos mais tarde, depois de ter comido e percorrido o apartamento, Rome ainda não tinha aparecido, assim também decidi tomar um banho. Sozinha. No banheiro que era tão caro e bem mantido como o resto do apartamento, com franjas de ouro e mármore rosa. Eu poderia viver neste banheiro. Depois, no quarto de hóspedes que Lexis havia dito que era meu, troquei-me e pus um pijama de seda verde que tinha me emprestado. Eu esperava um grosso saco marrom ou flanelas grandes para dormir, por isso foi uma grande surpresa ver a cama com cobertas de seda. O material era ultra suave em minha pele.

Estava saindo da habitação quando vi um telefone na mesa de noite. Fiz uma pausa, pressionando meus lábios. Talvez devesse chamar a Sherridan. Se ela fosse me buscar no trabalho, e descobre que desapareci e não a chamei, ela simplesmente enlouqueceria. Seu celular poderia estar grampeado? Não poderia ser assim. Quero dizer, a mulher mantém seu celular com ela todo o tempo, em caso de que um cliente queira ver uma casa no meio da noite. Mas… deveria? Ou não deveria? Ao final, procurei Lexis para lhe perguntar odiando ter que confiar nela para algo.

—Causaria um desastre se ligasse para minha amiga Sherridan?

Lexis me olhou por um momento, pensativa. —Não— Não vejo como.

—Obrigado— Aliviada, parti para meu quarto, peguei o telefone e marquei o número de Sherridan.

—Olá—, disse um pouco sonolenta e me sentando na beira da cama. —Hei— Disse. Jogando com as pontas de meu cabelo que ainda estavam úmidas. —Sou eu. Está sozinha?

—Belle? Sim— Ouvi um rangido estático, depois, — por que esta ligando… às duas da manhã?

—Queria falar com você. Está muito cansada?

—Não, não— Somente me dê um momento.

Ansiosa, contei mentalmente até cinco. —Está bem agora?

—Sim— Ela bocejou—Assim, quer falar dos cultivos de equitação? Ou Rome? Falemos de Rome. Ela soava mais acordada com cada palavra. Sua voz era suficientemente sexy para me dar um orgasmo. Ele tem sexo telefônico? Deve-me falar dele quando te pergunte sobre os gêmeos.

—Esta balbuciando, Sher.

—Pararei se me falar sobre Rome.

—Rome foi uma espécie de surpresa. Verdade— Deixe-me cair na cama com um suspiro —OH, Sherridan, não sei que vou fazer com esse homem.

—Dormiu com ele?— Ela perguntou.

—Não!

—Mas o deseja menina travessa. Posso dizer. Recorda como fazer ou necessita que sua tia Sher lhe recorde isso?

—Eu me lembro, Obrigado. — Isso espero— Escuta, estou… estou partindo longe com ele por um tempo — Uma vez mais a verdade. E a verdadeira razão pela que a tinha chamado. —vou ser inabordável.

Silêncio— Então, —Espera um segundo. Está tomando tempo livre no trabalho. Bem, isto é sério. É um extraterrestre? Invadiu o corpo de minha amiga?

—Claro; claro.

—Não estou brincando—, disse.

—Será melhor que vá, digo, antes que comece a fazer perguntas que não estou preparada para responder— Rome estava provavelmente, nu e me procurando. Bom, a parte de que estava nu não era mentira.

—Bem— Vá. Mas me deve os detalhes para quando retornar. Somente me faça um favor dê ao Rome um beijo por mim. Com língua. — Click.

Pequena diaba. Ri e pus o telefone em seu lugar. Isto parece— Continuando: Tanner— Saí do quarto na ponta dos pés e entrei no de Tanner. Ele dormia pacificamente, com seu cabelo desordenado, depravado e um suave ronco saía de seus lábios. Nunca devia tê-lo envolvido em minha vida. Ele é só um menino perdido, inseguro de sua vida e talvez desesperado por encontrar paz.

Eu destrocei um pouco mais sua vida, então decidi fazer algo por ele. De algum jeito.

Saí do quarto e uma vez mais me vi frente ao labirinto que era o apartamento. Onde estava Rome? Certamente ele tinha terminado de banhar-se. Se não, bom, eu não estava pensando em ir ao banheiro e questioná-lo, portanto, ia secretamente ao seu quarto, é obvio. Entrei furtivamente na sala e me detive em uma estante que separava a sala do quarto. Estreitei meus olhos. Rome estava sentado na poltrona e Lexis se sentou a seu lado. Davam-me as costas. O som de suas palavras era um sussurro para mim e não podia entender o que diziam.

Lexis ronronou uma risada suave.

Bom, embora sua risada fosse feminina e bonita. Que classe de mutante era ela? Ninguém é tão perfeito. Minhas mãos eram punhos apertados. Rome poderia negar inclusive a si mesmo, que ele a amava. Quero dizer, a mulher é a mãe de sua única filha. Este tipo de coisas não se pode romper. Prova: há uma facilidade em sua relação, uma intimidade que não foi destruída com o divórcio. Prova: ele vai a ela quando tem problemas.

Por que se separaram, então?

Odiei que o pensamento deles juntos me incomodasse tanto. Rome tinha visto esta perfeita mulher, de coxas e seios perfeitos. Como poderia outra mulher competir? E mais, Lexis provavelmente beijou e fodeu com seu estilo exótico. Nem dizer como me comparará e como me compararia. Supus que não favoravelmente.

—Ela vai ser um problema maior que Daniel—, Lexis disse, o suficientemente forte para que eu escutasse.

—Recordo —, Rome respondeu com uma risada rouca— Aquele menino que pode invadir os corpos das pessoas e ocupar suas mentes. Ele pensou que era um jogo até que Vincent o apanhou e o obrigou a possuir almas para roubar e assassinar.

—Tratando de tirar o Daniel do laboratório, ele recebeu três balas nas costas. Ela expulso um triste fôlego— Como Belle fez para sobreviver à fórmula? Ninguém mais o fez.

—Não sei—, ele respondeu - Talvez o doutor finalmente conseguisse acerta. Estou seguro que as análises de sangue revelarão a resposta a isto, mas não sou o suficientemente curioso para tomá-la e comprovar.

Silêncio— Então, —Alguma vez se arrependeu de se unir a PSI?— Lexis perguntou.

—salvamos milhares de vidas e evitada centenas de desastres paranormais.

—Não chama para alfaiates? Senhor, alguma vez vou aprender esta palavra?

—Mas, Lexis disse.

—Mas—, Rome repete— Eles se olharam e ao uníssono disseram: — Sunny.

—Isto se corrigirá logo—, afirmou— Ele ficou rígido, depois adicionou, — Você vai ficar de pé aí toda a noite ou vai vir e se sentar conosco?

Ele não se deu a volta, mas eu sabia que se referia para mim.

Eu franzi o cenho — Como soube que eu estava aqui?

—Senti seu cheiro —, disse mantendo-se de costas a mim.

Minhas bochechas ficaram quentes, difundindo rapidamente o calor ao meu pescoço e corpo. Arrumado que nunca disse isso a Lexis — Acabo de tomar uma ducha— Nenhum fedor!

—Eu não disse que fedia, disse?

—Você disse que cheirava e é a mesma coisa. Se ele tivesse estado perto o teria esbofeteado. Bom, você realmente cheira, cheira muito bem. Realmente bem. Finalmente ele se voltou e nossos olhares fixos nos queimando. O oxigênio queimava meus pulmões e uma sacudida de desejo me percorreu. —C‘mere.

Minha vergonha se dissolveu pelo prazer que corria por um cordão invisível entre ele e eu. Não deveria querê-lo tanto. Não deveria necessitá-lo tanto. Obriguei-me a olhar longe dele e me enfocar no sofá. Era totalmente seguro manter meu fôlego longe. Eu não sabia onde me sentar— Entre o Rome e Lexis? Ao lado de Lexis? Ao lado de Rome?

Ao final, Rome tomou a decisão por mim. No momento que estive o suficientemente perto, seus braços me agarraram, rodearam-me a cintura e arrastou a seu colo. Aterrissei encantada. Hoomph.

Imediatamente sua força me rodeou, inexorável, reconfortante e mais íntimo que uma carícia. O forte calor de suas coxas passava pela seda de minhas calças. Minha mente tratava de lutar contra seu encanto sedutor, mas me permiti afundar em seu peito, aprofundando o contato.

—Vou deixá-los sozinhos— disse Lexis, um pouco alto.

Não pensei manifestar um falso, por favor, fique.

—Vocês têm muito que discutir—, acrescentou e houve um toque de pesar em sua voz. Dor. Sem outra palavra, saiu da sala.

Rome e eu de repente estávamos sozinhos.

Agora que o sofá estava livre, educado seria descer dele. Mas não quero sair de seus braços, meu corpo pede a gritos, fique, fique, fique.

Eu fiquei em seus braços.

Notou que ele não me pediu que me levantasse e com um pequeno sorriso, encostou minha cabeça em seu pescoço. Como desejei pôr meus braços ao redor dele, deslizar meus lábios por seu queixo e seguir descendo por seu peito. Para logo envolver minhas pernas em sua cintura e me esfregar contra sua ereção.

—Você vai abrir para mim agora—, disse-lhe.

—Sou eu, verdade? Não sou molesto com esse fato. Ele parecia divertido, depravado. Inclusive, feliz. E acordado. Deliciosamente acordado.

—Sim?

—Ou o que?

Mordendo meu lábio, dei um puxão em suas calças, torcendo o material em seu joelho. Era mais suave do que se via e se rompeu sob meu agarre. — Oops— Tenho força sobre-humana também? Deixo-o ir. —Você realmente quer que lhe de uma lista das formas que posso te torturar?

—Depende do tipo de tortura estejamos falando.

—Da má.

Seus travessos dedos jogam com a prega de minha camisa e esfregam a pele visível de meu ventre. —Dolorosa ou?— sua voz baixa era um sussurro — pervertida? Instantaneamente meus nervos me deram uma sacudida — Dolorosa?—, disse apesar de que me saiu como uma pergunta e não uma afirmação— Ele sorriu brandamente. Entretanto, sua diversão não durou muito— Ele suspirou e seus dedos se detiveram — Estava me perguntando, o que esteve te incomodando? Está com ciúmes de Lexis. Por quê?

Movi-me, me pondo reta, gaguejei incapaz de dar uma resposta apropriada. —Cuidado bebê ou poderia queimar o apartamento como predisse Lexis. Tinha razão e eu sabia, mas não era menos frustrante. Realmente não posso estar constantemente feliz desencadear-se-ia um terror ou dois como era de injusto isto?

—Todo mundo tem direito a expressar suas emoções Rome, disse-lhe brandamente —Eu sei— Beijou brandamente a base de meu pescoço. —Eu sei.

Exalou e novamente me reclinou — Meu esquecimento dos ciúmes porque acredito que dava uma resposta acreditável.

—Talvez devêssemos conseguir uma bola anti estresse, disse pensativo.

Ri. —De que tipos de bolas estamos falando? Asbestos? Ou tem outra coisa em mente?— Seu fôlego quente percorreu minha pele e senti seus lábios formar um sorriso.

—É uma pervertida— Não acredito que queira suas mãos perto de minhas bolas agora mesmo.

O formigamento em meu interior se intensificou, expandindo-se, crescendo e percorrendo cada rincão de meu corpo. — Minha boca rogando pela dele. Meus mamilos pedindo sua atenção. Fechei meus olhos vendo uma imagem de nós em minha mente. Volteando a cabeça, com as pernas abertas. Ele, deslizando seus dedos por meu estômago, chegando aos finos cabelos de meu púbis e entrando no lugar mais úmido e quente de meu corpo.

— Não se esqueça do porque estão aqui, primeiras as perguntas. Sexo mais tarde. Sexo sujo. Como disse Umm, tenho algumas pergunta para você e quero respostas. Risquei com a gema de meu dedo sua boneca, querendo enviar uma carícia intima —vamos começar com seu sobrenome— Qual é?

—Masters (Em espanhol amo ou professor)

—Esta brincando?

—Não— Ri. O nome perfeito para ele. — Espera que todos o obedeçam suas ordens, Sr. Masters?

Sorrindo brandamente disse, — Sempre.

—Bem, agora as perguntas difíceis, por que você e Lexis se separaram? — Ele segurou meus quadris e me pôs contra sua ereção— Ele gemeu— Ofeguei. Bom. Tão bom. —E faz quanto que se acabaram as coisas?— Ele passeou novamente seus dedos sobre meu ventre e meus músculos se esticaram. Mordi meu lábio para evitar gritar de felicidade.

—Por que é importante?—, perguntou ele.

—Por que não pode me dizer isso?—, respondi— Incapaz de me deter, arqueei minhas costas e esfregue meu corpo contra sua ereção uma vez mais. Ele tomou um pouco de ar. — Quanto menos gente saiba de mim, mais seguros estão. Eles e eu.

—Em caso de que o tenha esquecido, sou um super-herói. — Deslizei lentamente acima e abaixo. Segurei seus joelhos e continuei meu baile. Deus, eu me sentia tão bem. Grande, duro e grosso.   — Eu posso nos proteger nos dois — Ou matam aos dois, mas isso não merecia mencionar.

—Super-herói, né? Põe seus braços ao meu redor, aplaudindo o lugar exato que eu necessitava— Quase gritei pela quebra de onda de prazer —Devo te chamar Fósforo assombroso? Faísca? Cadeira ardente?

—Faça e te darei com os quatro elementos no traseiro.

Seu polegar me acariciou uma vez, duas vezes— OH meu Deus— Se não me afastar vou gozar. Vou gozar aqui mesmo. Só estalar em mil pedaços seria o final de nossa conversa vou estar muito saciada para falar, muito saciada para tomar cuidado do que faça depois. Não posso fazer isto. Não ainda. Que estúpida menina sou afastei de seus braços e me atirei ao outro lado do sofá. Estava ofegando. Débil. Vazia — primeiro as perguntas— Jogo sujo, depois, recorda? Não o olhei — Um momento passou antes que eu agarrasse fôlego e só então voltei para ele, cuidando de manter uma distância segura entre nós.

Sua expressão era dura, escura e absolutamente fascinante. Tinha tensas linhas nos olhos e a boca. Resisti à urgência de querer voltar para seus braços por comodidade. —Quanto tempo faz que você e Lexis estão separados?

Ele me olhou durante um momento, então diz, — Esta informação é importante para você?

Assenti. —Um ano — À medida que falava cruzou seus braços no peito — estivemos separados por um ano.

—Por que rompeu com ela?

—Eu não o fiz — Disse fazendo um gesto — O que te faz perguntar isso?

Meus músculos ficam rígidos e não em uma boa forma— Agarrei-me à poltrona de veludo vermelho até que meus nódulos ficaram brancos — Então ela rompeu com você?

—Sim. Bem, eu não gosto desse fato— ele tinha sentimentos secretos por ela como eu suspeitava sentimentos que ele não admitiu assim mesmo? Ela obviamente tinha sentimentos por ele, por que teria terminado ela com ele? Ele desejaria retornar com ela? Eles tinham compartilhado suas vidas, planejado compartilhar seu futuro. Uma vez, ele a tinha amado o suficiente para querer compartilhar a eternidade com ela.

—Isso é tudo o que queria saber?—, perguntou ele.

—Sobre Lexis sim— A mulher, uma vez havia possuído tudo o que de repente quis. A adoração de Rome. Exclusividade. Um futuro com ele. A corrente de ciúmes que me atravessou foi muito forte para suportar.

—Falará a respeito de Sunny?—, perguntei brandamente— Estava pisando em águas perigosas, mas rechacei me deter agora.

Ele Passou uma mão por seu cabelo e vários fios caíram em sua testa — Não quero falar dela, Belle.

—Sei, mas fala de todos os modos. Por favor.

Vários minutos passaram em silêncio absoluto.

—Vamos começar com algo pequeno—, disse — Que idade tem?

—Quatro—, respondeu resistente — Ela tem quatro anos.

Tinha adivinhado corretamente — Ela parece um anjo.

—É. Parece um anjo, mas atua como um demônio — Uma cálida risada saiu de seu peito como se recordasse de algo.

—Diabo? Como?

—Seu jogo favorito e esconde - esconde — Ela me atormenta durante horas, nublando-se de um lugar a outro, e rindo de mim todo o tempo.

—Nublando-se?—, pisquei — O que significa isso?

Ele ficou rígido, destroçando a ilusão de relaxamento. —Não importa— Esquece que disse algo. Sua voz voltou a ser áspera.

Sacudi a cabeça. —É tão reservado.

—O mundo que vivo é um lugar perigoso. Já lhe disse isso. Quanto menos saiba, melhor.

—Não estou de acordo. Sou parte de seu mundo agora. Quanto mais saiba, mais segura estarei. Tenho direito, ou seja, que tenho em meu contrário, ao igual tenho o direito, ou seja, quem é, quais são meus inimigos e como posso fazer que seu chefe se esqueça de mim.

Rome me imobilizou com um olhar, um olhar da que não pude escapar. —John não é um mau sujeito. Não realmente. Somente é prudente.

—Se for tão boa pessoa, por que não lhe diz de nosso plano para encontrar ao Doutor Roberts? Por que não pede ajuda para que te ajude a esconder Sunny?

—Disse que ele não era mau. Não disse que era um altruísta. Ele ama Sunny como um tio e nunca a machucaria, mas se algum dia souber sobre suas habilidades… ele ainda não a machucaria, mas não quero que ela seja um projeto para ele. Sobre tudo, não posso me arriscar que Vincent saiba sobre ela e tenha um interesse por ela. Aí é onde esta o verdadeiro perigo.

Comecei a compreender o que realmente estava me dizendo, e me impactei a facilidade com que aceitei — Quando diz que ela se nubla, diz literalmente, certo? Ela pode fazer-se névoa e viajar a outro lugar.

—Sim — Ele assentiu brandamente —Sunny pode se transformar em neblina e passar através de objetos sólidos e é uma habilidade perigosa— Se acidentalmente se materializar dentro de um muro, ela poderia morrer.

—Ela nasceu com essa habilidade?

Ele assentiu outra vez — Nós não sabíamos que Lexis estava grávida quando nos oferecemos para alguns… experimentos para melhorar nosso DNA. Infelizmente, os experimentos afetaram mais Sunny que a nós.

—Pobre menina. Compadeci-me. Nenhum de nós pediu nossas habilidades, mas as temos de todos os modos—, disse com um suspiro e Rome olhou longe de mim— Enruguei o nariz quando disse,

— O que os levou a ser voluntários para essas provas?

—Lexis e eu nos conhecemos no trabalho. Ambos fomos contratados pelo PSI ao mesmo tempo, faz onze anos. Demo-nos bem desde o começo, saímos, casamo-nos, e nenhum dos dois gostava do perigo no que estava o outro. Quando John mencionou que tinha encontrado a maneira de nos fazer invencíveis, nós decidimos fazê-lo, assim deixaríamos de nos preocupar um com o outro. Eles fizeram experiências conosco, mas antes nos puseram para dormir. Ao final, não nos fizeram invencíveis. Simplesmente mais fortes.

Wow. Ele tinha amado tanto a Lexis. Ele a tinha amado da maneira em que as mulheres sonham ser amadas. —Terá que deixar a PSI quando ocultar Sunny, — assinalei.

Ele agitou sua mão. —Amo o que faço amo proteger a inocentes, mas Sunny é primeiro. Partirei e nunca olharei para trás. Quero levar a minha extraordinária filha e lhe dar a oportunidade de uma viva normal que ela merece.

—Espero que quando chegar o momento seja capaz de ajudar e não de obstaculizar. —Você nos ajudará—, disse, sua voz plaina da forma que eu tanto odiava — Você ajudará.

Eu gosto que ele pense que poderia ajudar a proteger a sua filha, tal como me protegi dele e sua agulha a primeira noite. De fato, tive a honra que o pusesse seu maior tesouro em minhas mãos.

—Então que poderes têm? Perguntei — Lexis tem os seus. Sunny também. E você?

—Simplesmente sou muito bom em meu trabalho — Um forçado sorriso apareceu em seus lábios— Você também vai ser. Juntos encontraremos o Doutor Roberts, pararemos Vincent e esconderemos Sunny.

Isso esperava.

—Quando encontrarmos ao Doutor Roberts, direi que tomou o antídoto, inclusive se não for certo. Esperemos que Vincent perca o interesse em você. E se não perder o interesse? Quis perguntar, mas não o fiz.

—E seu chefe John?

—Encarregarei-me dele, — disse Rome, uma vez mais olhando longe de mim.

O que significa aquele olhar? Ele tinha feito duas vezes hoje. —O que farei se não houver antídoto?—, perguntei em voz alta.

—A maioria das pessoas aceitam seus poderes.

—Eu não— Tem razão quando diz que minhas habilidades são perigosas. O que acontece se caio em mãos inimigas? Em mãos do Vincent? Estremeci com as imagens de destruição que viam em minha mente. Eu deixaria estes poderes em um batimento do coração.

Sem nenhuma advertência, Rome alargou sua mão e a pôs sob seus joelhos. A outra a localizou ao redor de meus bíceps. Ele atraiu a seu regaço, por isso ficamos cara a cara. Ofeguei assustada, mas não protestei. Ele acariciou meu traseiro, deslizando seus dedos para frente, sobre os ossos de meu quadril, depois justo pela curva de meus seios e acaricia a linha de meu queixo.

—Penso que poderá controlar seus poderes,— disse, tomando um pouco de fôlego.

Colocou minha pele arrepiada. Meu coração começou a pulsar irregular. Partes de mim que tinham estado adormecidas por anos, possivelmente sempre, começaram a despertar: esperança, a primeira flor do amor. Permiti que alguns homens se aproximassem, mas nunca o suficiente para um futuro, nunca o bastante perto para o amor.

Percorri o nariz de Rome com a ponta de meu dedo, depois sobre a costura de sua boca, Com ele, naquele momento me sentia completamente segura, o que era estranho, porque nunca tinha tido motivos para me sentir insegura.

—Você continua me surpreendendo—, disse ele — Tinha lido sua história antes de entrar pela primeira vez em seu apartamento, e não esperava que eu gostasse.

Colocou as mãos a meus lados. Segurei meu lábio inferior entre os dentes, libere-o pouco a pouco, tratando de ocultar minha repentina dor.

—Por que não?—, perguntei— Bom, chorei.

—No papel lhe descreviam como e não me cerca a disparar bolas de fogo por isso. No papel aparecia como escamosa.

—Escamosa!—, meu queixo caiu e pus minhas costas retas — Dei-lhe um murro no ombro. — No papel arrumado que aparece como o assassinou de um assassino. Pedaço de merda podre.

—Ai — Ele franziu o cenho, mas não se deu conta que esperava algo mais, eu esperava que seu punho se chocasse com o meu — Tudo o que quis dizer é que saiu de emprego em emprego durante o último ano. Em alguns deles era despedida no mesmo dia que lhe contrataram.

—E o que?

—Pois, você me fez perguntas e eu te respondi. Agora vou perguntar, e sabe o que? Vai responder como a menina boa que pode ser, por que despediram de todos esses empregos? Por seu temperamento?

Silenciosamente contemplei sua expressão. Ele olhou curioso e interessado, em lugar de querer me insultar. Minhas bochechas de puseram tintas e fixei meu olhar em seu peito, onde se abria sua camisa no V meus olhos seguiram a direção de meus dedos.

—Não era feliz—, disse — Em certo grau acredito que senti que estes empregos não eram o que pretendia fazer, assim não lhes dava tudo de mim.

—O que quer fazer? Pôs seu polegar sobre a cintura de suas calças e deu um pequeno puxão, revelando várias polegadas de pele.

—Oxalá soubesse—, disse tristemente.

—Certamente há algo— Ele passeava seus dedos por minhas costas, revelando lentamente pele. —Não queria ser médica, advogada ou uma fabricante de doces quando foi menina?

Meu sangue se esquentou. —Honestamente? Não. — Inclinei-me para ele, fechando a pequena distância entre nós. Beije-me, disse silenciosamente me beije duro e forte, como se nunca tivesse suficiente de mim.

Seu fôlego acariciou minha bochecha e seus dedos apertaram minhas costas. —Alguma vez quis ser uma escrava do amor?— perguntou roucamente.

Beije-me, maldita seja. Passei a língua por meus lábios deixando um brilho úmido sobre eles.

—Não, mas quero ter um.

Ele sorriu, o som era baixo e rico. —Talvez possa te ajudar com isso. Tenho conexões. — Ele lambeu seus lábios uma vez, duas vezes.

—Sim? Mais. Necessito mais dele. Qualquer outra pergunta que tinha em mente desapareceu. Retorci-me contra ele, me esfregando contra sua longa, dura ereção. Delicioso. Delicioso. Meus seios estavam tensos, meus mamilos estavam duros. —Que tipo de conexões?

—Talvez conexões seja a palavra equivocada. — Seus olhos brilhavam com fogo, ele tomou meu traseiro e me pôs contra ele. Com força. —Talvez devesse ter dito que tenho a equipe adequada.

Só um sopro de ar nos separava agora, odiei o sussurro. Se cedesse por uma vez a meu desejo pelo Rome, estaria mau? Provavelmente. Mas já lhe disse que queria dormir com ele e o queria. Então e agora.

Eu queria a este homem.

Queria-o desesperadamente. Ansiosamente. Queria saber o que se sentia o ter ao redor de mim, dentro de mim, pele a pele. Suor e dor. Completa. Para ele. Por Rome. Neste momento, não me importa sua ex.

Rome deve haver sentido minha rendição porque deslizou seus dedos rapidamente e os enrolou em meu cabelo. Ele pôs seu rosto contra o meu. —vou beijar-te —, disse — Não brandamente como antes, a não ser fortemente.

—Sim. E vai gostar.

—Sim. Seus olhos eram brilhantes e ferozes, quase acesos. Ele recordou a um animal predador, com o objetivo à vista e a ideia me emocionou. Ele era o caçador e eu a presa.

—Sim —, disse outra vez— Sim, sim, sim.

—Muito em breve vou fodê-la.

Um arrepiou de antecipação me atravessou. —Sim.

—Também você gostará. E vai pedir mais. — Enquanto falava seus quadris se arquearam ligeiramente, criando uma fricção instantânea. Se tivesse estado de pé, teria caído.

—Não mais conversa—, disse ferozmente —me beije — Agora.

Imediatamente seus lábios estavam sobre meus. Empurrou sua língua dentro de minha boca, totalmente quente, obscuramente erótico. O embriagador sabor invadiu meus sentidos, aprofundando meu prazer. Uma de suas mãos apertou meu seio, esfregando o mamilo através da suave malha de seda. Apertando. Esticando.

Alimentando uma necessidade de dor em meu coração.

Ele me beijou como se não pudesse ter suficiente de mim, como tinha querido. Beijei-o como se fosse morrer se não tivesse seus beijos, como eu o sabia. Minhas mãos estavam em todas as partes, dele, incapaz de conseguir suficiente. Uma e outra vez nossas línguas se encontraram. Uma e outra vez nossos quadris se esfregaram. Meus movimentos se aceleraram, converteram-se em frenéticos. Calor, muito calor. Senti-o, deleitava-me. Fluiu através de mim, estava frenética. Tão perto.

Agarrei seu cabelo. Gemi. Ronronei.

—Belle—, disse o nome um pouco triste — Belle. Pare.

Deter-me? Não, minha mente gritava. Quase acabava— Um impulso mais e eu.

—Temos que nos deter.

Aproximo-o novamente a mim, ofegando— Minhas pálpebras se sentiam pesadas, minhas coxas doíam —Mais—, ofeguei.

—Começou um incêndio, bebê.

Perdida na necessidade por ele inclinei-me, ansiando o sabor de sua boca. —Sim. Ardo. Queimo.

—Fogo—, disse outra vez.

Desta vez escute a urgência em sua voz e obriguei a meus olhos a abrir-se completamente. O que vi me fez ofegar. Justo atrás de mim, uma planta ardia com chamas alaranjado-ouro. O aroma de folhas queimadas enchia o ar.

—Não de novo!—, lamentei — Ao menos este não era o inferno que Lexis havia predito. A capacidade psíquica da mulher claramente não era tão forte como todos pensavam. Só incendiei uma planta, não todo o apartamento!

—Faça que chova bebê— Tenta fazer que chova como o fez no automóvel. Recorda que estava triste e começaram a cair gotas. — Com movimentos lentos, ele me jogou no outro lado do sofá, e se apressou à cozinha.

Zumbindo com a frustração sexual, olhei fixamente as chamas. Minhas bochechas se esquentaram pela humilhação e pesar. O que me põe triste? Pensar em meu papai doente e finalmente morrendo. Pensar que nunca vou ver Sherridan outra vez. Pensar que não devo beijar Rome nunca mais.

OH, Deus. A possibilidade me golpeia. Se não aprendesse a controlar meus poderes, não poderia beijar Rome. Nunca. Agora mesmo, era muito perigoso. Era muito perigosa. Poderia iniciar um incêndio, maior. Um fogo inextinguível, parecido ao que tinha iniciado o dia que ele tinha entrado em meu apartamento. A dor me apertou, penetrando, devorando minha paixão. O que acontece se alguma vez posso experimentar o toque de Rome? O que acontece se alguma vez eu aprendo o que é ser fodida por ele? Ser consumida por ele?

O que acontece se somente beijos é o que posso compartilhar com ele? O que acontece se alguma vez tenho o que quero dele?

Gotas de chuva caíram a meu redor, suaves ao princípio e logo aumentaram rapidamente. Grandes gotas caíam do teto. Sacudindo, aponte minhas mãos à planta e as gotas se concentraram nesse lugar. O fogo se apagou, morrendo quando Rome voltava com o extintor de incêndios.

Ele olhou o fogo logo a mim.

—Você o fez. Apagou o fogo. — Seus lábios mostraram um pequeno sorriso orgulhoso, mas via as linhas de tensão em seus olhos. —Está aprendendo, bebê. Está controlando.

Assenti. Deixando meu olhar no chão. Minhas emoções eram tão inclementes, que não estava segura de poder falar. Tinha um nó em minha garganta.

—Sinto muito— Disse. Consiga expressar algo. Visualizei um escudo ao redor de meu coração, um sinal de mantenha-se fora, assim poderia deixar de querer Rome. Deixaria de doer. Não parei a dor, mas fiz que a chuva terminasse.

Não enfrentando Rome, dei a volta. Com a maior dignidade me afastei dele. Nenhum de nós disse uma palavra. Não tratou de me deter e não olhe para trás. Entrei no quarto que Lexis tinha me dado, fechei a porta e me deixei cair na cama.

Só então, só na escuridão, permiti-me chorar, depois de um tempo. Minhas lágrimas se misturam com uma nova queda de chuva.

Bom, merda.

 

Estúpido. Idiota. Tolo.

Eu não me insultava. Eu insultava ao doutor Roberts sobre o pequeno desastre da noite passada. Se não fosse por essa fórmula, eu poderia ter passado a noite nos braços de Rome, nua e ditosa, mais que me mover e me acender. Sozinha. Miserável. Eu não tinha acendido nada de fogo a primeira vez que Rome me beijou, (bem, dessa vez meus dedos se reaqueceram um pouco, mas isso não conta) e não entendo porque está vez aconteceu.

A não ser que minhas capacidades se fazem mais fortes ou eram meus sentimentos pelo Rome que simplesmente se faziam mais profundos? Grrr. Odeio aquela fórmula!

Se não fosse pela fórmula, não teria encontrado Rome, recorda?

—Esse não é o ponto, — resmunguei.

Os homens, sobre tudo Rome, estavam proibidos até que eu aprendesse a controlar minhas capacidades ou encontrasse ao doutor Roberts e me arrumasse. Então, e só então, poderia beijar Rome como uma ninfomaníaca travessa. Sim ele ainda me queria, é obvio depois da noite passada, talvez ele nunca quisesse me tocar de novo.

—Estúpido, idiota, tolo!

Isto é o que me mais me incomodava e me fazia estar mais zangada com o doutor. Rome provavelmente não quereria nada mais comigo agora. Depressiva e desalentada, vesti-me com a camiseta negra e a calça de Lexis que ficavam bem que eu tinha descoberto na beira de minha cama quando eu tinha despertado. Ela tinha deixado um par de botas de couro negro. Em meu tamanho.

Por que ela tem que ir e ser agradável comigo, agora?

Pensei, escovando meu cabelo e atando-o em um rabo-de-cavalo. O ódio me teria dado uma pequena parte de prazer durante este dia de merda. Eu entrei andado no corredor. Se eu tivesse necessitado alguma vez o prazer… Congelei-me. Rome saía a pernadas do dormitório de Lexis. Seu dormitório! Quando ele fechou a porta detrás dele, nossos olhares fixos se encontraram. Ele se moveu para mim. Retrocedi.

—Belle, — ele disse claramente surpreso.

Aquele bastardo! Eu tinha insultado e tinha gritado toda a noite. Eu tinha estado angustiada diante dele toda a manhã. E ele… ele… maldito ele!

Eu o tinha excitado e ele tinha deixado Lexis terminar o trabalho. A desilusão e a fúria corriam dentro de mim, mas eu rapidamente extingui a fúria. Eu não reagiria. Eu não podia reagir. Isso não importa Jamison. Não deixe que te importe. Andei pra longe dele e devagar, exatamente, como se eu não me preocupasse com o mundo, e entrei no quarto de Tanner depois de tudo o que havia acontecido a ele, o menino estava provavelmente assustado e necessitaria para explicar a situação.

Exceto que o quarto de Tanner estava vazio.

Fui, decidida a encontrá-lo e ir embora deste maldito apartamento. Tanner e eu estaríamos bem sozinhos. Por nossa parte.

Rome bloqueou meu caminho.

—Me perdoe, — disse rigidamente, tratando de movê-lo. Mantive meus olhos em seu pescoço.

Seus braços saíram disparados, agarrando o marco da porta e obstruindo minha saída.

Permanece tranquila.

—Saia de meu caminho, por favor.

—Não antes que me escute.

—Não há nada que tenha que dizer. Nada que tenha que ouvir, portanto, não há nada do qual tenhamos que falar. Se mova. Ou conseguirá um bronzeado permanente de meu raio de morte.

— Respira fundo, respira fundo.

Ele se inclinou adiante, fechando o precioso espaço entre nós.

—Por que age assim? Não fiz nada mal.

Meus olhos se estreitaram em fatias diminutas —Não, não fez nada mau— Beijou-me ontem à noite, mas não temos uma relação, então não somos exclusivos. Você tinha todo o direito de visitar seu ex… esposa.

—Isso não é o que aconteceu.

Quando ele não ofereceu nada mais, disse, —Obviamente, é— É manhã, e sai do quarto dela. Arrumado que te teria gostado de esconder isto de mim como todo o resto assim poderia me usar em uma próxima vez. Ou, acrescentei, confrontando-o por fim, talvez decidisse que eu já não valia o esforço.

—Não posso acreditar que pense que sou capaz disso.

—Não quero fazer nada mais com você, — rompi-me— Agora, sai de meu caminho.

Ele ficou rígido; sua íris azul clara ficou ainda mais pálida. Suas pupilas tingiram e assinalaram a ambos os lados, como um gato.

—Um não dormi com ela. Dois não passaram a noite em seu quarto. Entrei ali para vestir algo, e se te tivesse incomodado em comprovar, teria se dado conta que ela não esta ali. Ela está na cozinha com Tanner. E três penso que demonstrei que você merece muito mais esforço. Não queria te querer, mas o fato é que quero. Quero muito.

Sem outra palavra, ele andou com passo majestoso longe de mim, me abandonando com a boca aberta. Minha mão revoou sobre meu peito. Merece muito esforço, ele havia dito. Quero-te, ele havia dito. Cada instinto feminino que possuía tinha reagido, aclamando felizmente.

Ele havia querido dizer isso, não tinha estado acariciando só ao meu ego. Ele tinha parecido muito brutal, muito inflexível. A ferocidade que ele tinha irradiado tinha quase me escravizada. Engoli em seco ar. E a dor da noite passada de repente voltou, ou talvez este nunca partisse. Sob minha camiseta, meus mamilos ficaram duros, meu estômago estava apertado, impaciente por um toque, um gosto.

Sim, ele tinha querido dizer. Ele havia dito a verdade. Ele e Lexis não tinham tido sexo. Um homem bem satisfeito não tinha linhas de tensão ao redor de seus olhos, nem falava virtualmente com uma furiosa necessidade. Com selvageria. Como se ele pudesse me atirar ao chão, arrancar minha roupa e me tomar no mesmo momento, e que o resto do mundo se condene. Um tremor delicioso rodou abaixo por minha espinha dorsal. Endireitando meus ombros, segui o caminho que Rome tinha tomado. Eu sorria, o sorriso estúpido se alargou sobre meu rosto, mas eu não podia me ajudar. Ao menos eu não saltava. Bem, talvez eu estivesse fazendo.

As botas faziam click - click contra o chão de mármore. O corredor se abria na sala de estar, logo se bifurcava a sala de jantar que eu tinha estado muito cansada para prestar atenção à noite passada. Agora, meu olhar fixo bebeu cada pequeno detalhe, além da mesa de vidro baixa, gigantescos travesseiros de seda atuavam como cadeiras. Uma arcada muito alta conduziu a uma cozinha moderna de aço de cromo e de prata Refrigerador de prata, pia com torneira de prata.

Lexis e Tanner estavam de pé na pia, Lexis, é obvio, estava estranhamente encantadora. Ela usava um brilhante traje de jaqueta e calça vermelha e negra com símbolos chineses que se dispersavam na prega, Tanner usava a mesma camiseta larga e jeans folgados que ele usava ontem. Agradeci ao Senhor, o fato de que ele tirou suas lentes de contatos de bola oito. Seus olhos eram de um azul elétrico, quase a sombra exata de Rome. Eu teria me derretido sob seu feitiço imediatamente se eu fosse alguns anos mais jovens.

Seus traços se animaram com pecadora intenção, quando disse a Lexis quão bonita era sua pele, quão maravilhoso cheirava seu cabelo, como brilhavam magnificamente seus olhos.

Fiz rodar meus olhos, o menino não estava assustado, como eu tinha temido. Ele estava totalmente a gosto e golpeando a anfitriã meu justo aspirante com movimentos que eu o tinha ensinado. Meu olhar se extraviou mais atrás, agarrando a vista de Rome— Ele estava pegando pratos e copos. Só o olhando, senti meu peito apertar. Merece muito esforço, também.

—Encontrou a foto de Sunny que estava procurando?— Lexis perguntou a Rome.

—Sim, — ele respondeu bruscamente.

Senti uma pontada de culpa em meu peito. Ele tinha querido uma foto de sua filha, não sexo selvagem. Eu deveria pedir perdão. —Sinto muito, — disse-lhe— Ele não respondeu. Eu lhe diria outra vez quando estivéssemos sozinhos. Possivelmente eu ia lhe dar um beijo rápido que não começasse um fogo.

Contemplei Tanner — Parece estar aceitando isto bem, — disse-lhe— Andei até onde ele estava— Estou espantada que você goste tanto da prisão— E do guardião, acrescentei silenciosamente.

O cabelo azul caiu sobre sua testa quando ele rapidamente me confrontou— Viper! Um sorriso enorme se brotou sobre seu rosto — Ele lançou seus braços ao redor de mim e me manteve apertada — Meus queridos, este lugar é maravilhoso, por que não deveria gostar dele?

—O Comandante te fez mal quando desmaiou?

—Nah,— Tanner disse, avermelhando suas bochechas — Sou, um impermeável para a dor.

Uma de minhas sobrancelhas se arqueou — Impermeável?

—Sim— Você sabe a dor não pode…

—Sei o que isso significa, Louco B, só que não esperava que usasse uma palavra assim.

—A palavra de papel higiênico do dia, — disse ele, seus olhos que se estreitaram em Rome— Eu tinha que conseguir um pouco desse papel higiênico — Ele não me fez mal, mas ele realmente roubou meu carro e o quero de volta.

—Se dirigir esse carro agora, você morre. Os homens maus estarão sobre ele — Rome andou até meu lado. Nenhuma parte de nós se tocou, mas senti o calor dele. A força. A calma evidente de sua alma de depredador. Ele empurrou um copo de suco de maçã diante de mim e me olhava com um cenho franzido curioso, finalmente me dando toda sua atenção — Viper?

Levantei meus ombros em um encolhimento — Era o único nome que eu poderia pensar em lhe dar— A Tanner disse, — Meu verdadeiro nome é Belle.

—Eu sabia disso — Ele deu uma palmada em sua coxa —Você sempre será Viper para mim, meu neném faminto de sexo na estrada.

Ouça, — ele acrescentou com apenas um fôlego — Lexis me disse o que está acontecendo— É verdade? Pode realmente começar um fogo com sua mente?

Duvidei em responder, ele me temeria? Fugindo de mim? Sem querer fazer nada mais comigo?

Só havia um modo de encontrar a resposta… mordi meu lábio e assenti com a cabeça.

—Faça!— ele disse com entusiasmo, me surpreendendo — Comece um fogo agora mesmo.

O alívio debilitou meus membros — Não.

—Ah, por favor. Darei-te um dólar.

—Não! Não sou um monstro de circo que funciona por um pequeno dinheiro efetivo — Ancorei minhas mãos em meus quadris— Tem que pagar ao menos cem se quer ver chamas agora mesmo.

Seus olhos se esclareceram e sua íris parecia ficar mais profunda, formando redemoinhos, como um fundo cristalino de magnético poder — Você aceita cheque?

—É suficiente. Nenhum fogo, — Rome disse— Havia uma indireta de diversão em seu tom, assim como exasperação.

Ele pôs uma série de frutas no balcão, e arranquei uma uva. A doçura encheu minha boca, mas não foi totalmente satisfatório. Eu gostava da fruta e tudo, mas, por favor. Só por favor. O que acontecia a comida sã? Presunto e bolachas ontem à noite. Fruta esta manhã. Onde estavam os donuts? Os hamburguês e as batatas fritas? Olá, eu quase tinha morrido várias vezes no dia anterior. Eu tinha uma nova apreciação para as coisas boas da vida. Como o açúcar. E coisas que engordavam.

—Então, qual é o plano de jogo de hoje?— Perguntei a Rome, então a contra gosto pus um morango em minha boca. Esta era mais ácida que a uva e realmente contrastou amavelmente.

—Vamos levar a criança…

—Ossos Loucos, — Tanner se interpôs — me chame Ossos Loucos. Ou HL. Responderei ao HL.

—Vamos levar o Dumbo a uma casa segura.

—Aquela merda é um insulto— Tanner tragou uma mordida de melão e mostrou os dentes em uma carranca — Meu nome não é Dumbo, e não vou a nenhuma casa segura. Lexis diz que sou, como, simpático E este simpático quer dar patadas no traseiro do cara mau.

—É um empático?— Disse com uma sacudida de minha cabeça — Você sabe o que a gente sente? Como por TV?

—Empático de nascimento, — Lexis disse, —não criado. Tanner em efeito nasceu com tal capacidade.

Era eu alguma classe do ímã para o paranormal agora? O que era o seguinte, um vampiro? Um demônio? —Estou de acordo com Rome, — disse— Pensar no Tanner prejudicado ou pior era bastante para me dar urticária. Ele ainda tinha muito para viver realmente, e não queria nenhuma parte na ajuda dele para morrer. —Penso que tem que estar em algum lugar seguro.

—Não sou um menino de merda, — rompeu ele.

Franzi o cenho olhei para ele. —Não sabe com o que lidamos.

—E você sim?— ele respondeu, me recordando eu não tinha sido capaz de dar uma resposta o dia que ele perguntou.

Que era ontem me dava conta então. Eu só lhe tinha encontrado ontem. Wow. Já parecia como se tivesse acontecido a uma eternidade. Meus ombros se quadraram, meu queixo se elevou e lhe perfurei com um olhar fixo. —Sei que você é inocente em tudo isto, e eu nunca deveria te haver comprometido. Sei…

—Você não sabe uma merda.

—Meninos— Rome aplaudiu suas mãos duas vezes —Você pode ser um empático, Tanner, mas não tem as habilidades necessárias para sobreviver. Você só estará em nosso caminho.

—Atualmente, — Lexis disse— Ela estalou seu cabelo negro sobre seu ombro — Ele te ajudará mais do que lhe dificultara isso. Um dia, com a prática, ele vai ser um detector de mentiras humano. Mas mais que isso, ele será capaz de sentir quando Belle o necessitar. Eles estão unidos de algum modo. Sou incapaz de ver como, eu só sei que o são.

O olhar do Rome açoitou Lexis. —Merda—, ele disse.

—Por que pensa que ele ia de carro por essa rua em particular, nesse tempo em particular ontem?

—Quis comprar camisinhas, — Tanner disse.

Com expressão suave, Lexis lhe acariciou no ombro —Não— A um nível inconsciente, já havia sentido o desespero de Belle e a parte heroica de te obrigava a estar ali de modo que pudesse lhe ajudar.

—Ouço bem?— Tanner sorriu abertamente devagar — A parte heroica de mim. Sou um herói. Um herói, maldita seja, e eu quero dar patadas ao traseiro do cara mau. — Ele pontuou suas palavras assinalando seu peito— Você me necessita — Ele estava tão excitado por suas capacidades recém descobertas. Lamentei que eu não pudesse me sentir tão entusiasta sobre o meu.

Rome fulminava com o olhar a Tanner — Dar um chute ao traseiro poderia significar ser machucado. Ou pior, ficar agonizando. Está realmente preparado para fazer isto?

—Como se morresse — Tanner soprou.

Meninos e seu complexo de imortalidade, pensei, fazendo rodar meus olhos. Os meninos com capacidades sobrenaturais eram, obviamente, ainda pior. Permaneci silenciosa enquanto sorvi o suco de um morango gordinho. A forte doçura esgotou minha garganta. Se Tanner estivesse relacionado comigo, talvez ele pudesse me ajudar à regular minhas emoções ou algo. Seria legal, exceto eu preferia que Rome tivesse aquela capacidade. Desta maneira eu não necessitaria de Tanner no quarto para controlar minhas reações, quando eu beijei ao homem.

Um minuto. Espera. O que faz Jamison? Eu tinha decidido não beijar Rome outra vez até que seja normal de novo, e eu tinha que me pegar a aquele plano (horrível) para então não matá-lo por acaso. Uma das mãos do Rome de repente serpenteou ao redor de meu pulso. De sua mão livre, ele arrancou o morango de meus dedos e o jogou na mesa—

—Não mais morangos para você, — disse ele em voz rouca, olhando fixamente a meus lábios indubitavelmente vermelhos, úmidos.

Ah, ah, ah— O que era isso? Desejo nele? Por causa de uma peça de fruta? Já esquecendo meu plano eu muito deliberadamente estava levantado outro morango, colocando-a entre meus lábios, mordi. As fossas nasais de Rome flamejaram. Meus joelhos se debilitaram. Inferno santo. Seus olhos se fecharam no morango meio comido. Dava a bem-vinda ao resto dela no caminho em minha boca e mastiguei devagar.

Tanner assobiou. —Não me admira que não queira dormir comigo, Viper. Está quente pelo Super-agente. As garotas ficam selvagens por essa merda sobre soldados, verdade? Bem, Sabem o que? Quero ser um Agente Ossos Loucos. Lexis diga a seu chefe, John, que se quiser me aceitar logo irei em seguida fazer missões e proteger às pessoas importantes e desentupir maus esquemas.

Rome bateu seu copo de vidro e derrubou todo o conteúdo, logo concentrou sua atenção em Lexis, a olhando. Claramente dizia, por que disse todo isso? Seus lábios se moveram nervosamente.

Eu mordia minha língua em sua facilidade o um com o outro. Era muito infantil de minha parte o querer saltar entre eles e devolver a atenção de Rome para mim?

Eu não gostava que eles tivessem sincronização entendendo-se um ao outro sem palavras.

Quando o apertão do Rome em meu quadril se apertou possessivamente e ele me puxou mais perto dele, perdi meus ciúmes por Lexis. Uma emoção ditosa zumbiu por mim. Forcei meu olhar fixo ao Tanner antes que eu me derretesse em um atoleiro no chão.

—Como é que não está zangado por nada disto? Poderíamos muito bem ter arruinado sua vida.

Ele perdeu seu sorriso e olhou longe, por diante da cozinha, por diante da sala de estar. —Minha vida já foi arruinada.

Sua voz não sustentou nenhum humor— Só desespero.

—Isso não significa que mais perigo ficará melhor, — Rome disse.

—Quero ter um pouco de diversão e conseguir algumas moças, bem? Não há nada incorreto com isso.

Não, não havia nada incorreto com isso— Só rezei que seus desejos não lhe matassem.

—Qual é nosso plano de jogo?— Perguntei outra vez.

—Voto por dar patadas no traseiro e não morrer, — Tanner disse.

—É tão cômico— Meu olhar fixo estalou ao Rome —Bem?— Ele recolheu o morango que ele tinha tirado de mim, e a fez arrebentar em sua boca. Mastigando devagar, resolutamente. Saboreando, logo engolindo. —Ainda estou em choque. Acostumei-me a funcionar sozinho. Eu só me havia resignado a utilizar a você, bebê, e agora tenho que tratar com o menino também.

—Ouça,— Tanner disse, franzindo o cenho— Não sou um menino, e eu, como, que estou totalmente ofendido porque me chama assim. Os homens tremem com minha presença. Posso ser perigoso.

—Seguro que o é, Napoleão, — disse secamente. —Caçou a algum Wolverine este verão, também?

Rome dirigiu um grunhido, mostrando dentes que eram surpreendentemente agudos. As pontas bicudas brilharam na luz. Eu pisque duas vezes e engoli em seco. Inferno santo. Esses eram dentes de monstro. Sempre tinham sido tão longos, e eu simplesmente não tinha notado? Alcançando, manuseei meus lábios. Quando nos beijamos, aqueles dentes deveriam ter talhado minha boca.

—Você é um vampiro?— Soltei— Tinha sentido em uma classe paranormal do caminho. Ele tinha negado ter algum tipo de poder ontem à noite. Na luz daquelas presas, não lhe acreditei mais.

Ele depressa fechou sua boca e se afastou. Ele respirou fundo, estremecendo. Muito tempo passou antes que ele falasse. —Não, não sou um vampiro.

—Ele é um…

—Lexis, — Rome a calou.

Ela, também, pressionou seus lábios juntos.

Aha! Então ele realmente tinha um poder — Ai! Vamos lá — Exasperada, zangada, lancei meus braços ao ar - Pode me dizer— Lexis sabia e eu não, e isto tinha que mudar— Agora mesmo. Não tenho nada com que te julgar.

—Apanhe sua bolsa, — Rome disse, sem oferecer nenhum tipo de resposta ou explicação. —Lexis o deixou no canapé para você— Vamos. Quero visitar a casa do doutor Roberts e procurar pistas. Ele é um ancião. Certamente eu posso lhe encontrar.

—Ele é velho, mas ele é inteligente, — Lexis advertiu —Ninguém foi capaz de encontrá-lo ainda.

—Espera só um maldito momento — Agarrei o ombro do Rome e lhe fiz girar ao redor e ele me deixou. Ele poderia haver resistido, mas ele não fez. Empurrei-o no peito e o fulminei com o olhar. —Você sabe quem sou eu, então tenho direito, ou seja, quem é você.

—Sim — Tanner cruzou seus braços sobre seu peito — Eu, também.

—Se cale, — Rome e eu dissemos simultaneamente.

—Eu tento te ajudar, Viper. Rome tem medo de te dizer. — De repente Tanner cessou todo movimento— Um sorriso se estendeu sobre seu rosto. Dando saltos, ele aplaudiu suas mãos juntas e chiou. —Lexis. Lexis ouviu o que disse? Posso sentir seu medo. Posso sentir seu medo!

—Maldito seja se cale, — Rome grunhiu antes que Lexis pudesse responder — Não tenho medo.

—É verdade?— Ansiando o contato, até leve, remontei minhas pontas do dedo sobre seu torso e segurei suas bochechas.

—Tem medo de me dizer?

—Não me ouviu?— Sua mandíbula estava apertada, e aquelas linhas tensas que odiei se bifurcaram de seus olhos — Não tenho medo. Isto é simplesmente algo do qual não falo. Nenhuma vez. Com ninguém.

—Lexis sabe, — indiquei.

—Ela foi parte de minha… mudança— Isto aconteceu durante os experimentos para os quais nos oferecemos.

—Me diga. — Dentro, meu estômago se formava redemoinhos e me sentia doente. Tão doente. Odiei que me bloqueasse com algo assim. Pensava ele que eu o rechaçaria? Pensava ele que isto me repugnaria? Ou simplesmente, ele não confiava em mim para me contar a verdade?

—Não vou falar disso, só deixa o que sou o que posso fazer, não é algo que pessoas como você possa tolerar.

Meus dentes se juntaram — Pessoas como eu? Com isso quer dizer mulheres inteligentes e maravilhosamente compassivas?

Seus lábios se frisaram nas beiras, e ele perdeu um pouco de sua aura escura — Sim, isso é o que quis dizer. Agora, fim da discussão. Temos entradas e saídas para fazer hoje.

Fazendo-me mal com sua contínua resposta negativa, deixei cair meus braços a meu lado - Não vou deixar cair isto, você sabe.

Agora ele cavou minha mandíbula, e seus olhos se centraram em meus— Devagar, languidamente, ele trouxe seus lábios aos meus, só se escutava um batimento do coração—Sim, vai fazer Garota de fogo. — Ele me beijou então.

Com força e em campo aberto. Delicioso, maravilhoso. Um impulso rápido de sua língua antes que ele andasse a pernadas fora de meu alcance, atuando como se nunca tivesse acontecido.

Lexis se afastou bruscamente.

—Garota de fogo?— Tanner agarrou meu braço para me impedir de correr detrás do Rome.

—É seu nome de super-herói? Não é justo. Necessito de um nome, também — Girei para ele, necessitando uma saída para minha frustração.

—Não é meu nome, e se te atreve a me chamar de Garota de fogo ou Pintinho da tabela Periódica ou Garota dos quatro elementos chamuscarei diretamente os cabelos de suas bolas. Uma vez que aprendesse a fazer isso sem destruir o mundo, obviamente. Entendeu?

—Bem— Retrocedendo diante de mim, ele sustentou suas palmas das mãos — Só te chamar Empregada Homicida das Tendências.

Rome, quem tinha suas costas para nós e estava a uma distância bem longe na sala de estar, ladrou uma risada.

—Essa é a primeira coisa inteligente que disse menino. É o nome perfeito para ela, sem dúvida sobre isso.

—Tanner me fez voar um beijo, o burro adolescente rebelde.

—Rome, — Lexis de repente exclamou.

O som de sua voz, aproximando-se do pânico, fez que Tanner e eu nos calássemos— Rome girou ao redor, sua expressão escura, perigosa — O que está mau?

—Eles estão aqui, — Lexis disse brandamente — Os homens do Vincent estão aqui.

 

Ter um psíquico em nossa equipe nos dava outra vantagem. Sabíamos quando foram aparecer os maus no apartamento antes que o fizessem realmente. Entretanto, ter um psíquico em nosso grupo também nos dava uma desvantagem, ao menos para mim.

Porque Lexis tinha razão— Maldita seja— O fogo da noite anterior era sozinho o princípio. Ao final de verdade incendiei completamente sua casa.

—Quanto tempo temos?—, Perguntou Rome.

— Não muito—, Lexis sussurrou — Alguns poucos minutos.

Uma máscara em branco descendeu sobre a expressão de Rome quando me olhou. —Segura—, disse— Jogou-me a bolsa que Lexis tinha preparado para mim. Lancei a correia sobre minha cabeça, cruzando-me isso com a bolsa em minhas costas. A adrenalina correu através de mim, quente e picante, as palmas de minhas mãos começaram a suar.

Tanner empalideceu, e suas bochechas avermelharam — O que deveria fazer? O que deveria fazer?

Rome caminhou para nós. Com movimentos deliberadamente rápidos foi para a gaveta da pia, abriu-o e tirou duas facas.

—Não vou usar isso — Tanner sacudiu sua cabeça fazendo ênfase —Não são para você—, Rome nem o olhou.

—Lexis—, disse, então lançou as facas— Contive a respiração, soltando-a quando Lexis os agarrou, agarrando-os fortemente com as mãos pelo punho e com um movimento fluido os colocou em sua cintura.

—Você sabe o que fazer—, disse.

—Sim — Levo o menino e nos reuniremos mais tarde.

O olhar verde de Lexis posou sobre Rome, um pouco triste, um pouco ofegante. Eu não sou uma empática, mas podia notar o amor que ela sentia por ele e não pude evitar me perguntar, por que ela o havia deixado ir? —Tome cuidado—, sussurrou ela.

Ele inclinou a cabeça — Você também.

Lexis agarrou a mão de Tanner e tratou de levar-lhe fora da cozinha— O menino cravou os talões no chão, — Viper, vai estar bem?

—Estarei bem — Deus rezei para que isso fosse certo.

Seu olhar foi para Rome, à imagem letal que ele representava e depois outra vez a mim — Possivelmente deveria vir conosco. Deixe que o Rambo resolva.

—Ela fica—, Rome disse cortante — Temos perguntas, eles têm respostas.

—Fico—, disse, minha voz tremia— Não sabia ao que enfrentávamos só que seria mau. E não estava nem perto de estar preparada. Ainda assim Tanner não se moveu.

—Temos que ir—, disse Lexis, Atirando de seu braço —É quase muito tarde— Rome não deixará que ninguém a machuque.

Essa era toda a segurança que Tanner necessitava— Deixou que Lexis o guiasse para o hall. Seu olhar torturado permaneceu sobre mim até o segundo último.

—OH Deus, OH Deus, OH Deus. Não tem uma arma ou algo para mim?—, perguntei a Rome.

Rome agarrou outra faca, para ele, esta era maior que os outros dois, com uma ponta realmente afiada. —Sabe usar uma arma?

—Não.

—Então, não — Como sua ex, deslizou a faca em seu cinturão. Cruzei os braços sobre meu estomago, tentando reforçar minha coragem e ser mais forte.

—O que posso fazer para ajudar?

—Tem poderes, recorda?—, disse, o tom de sua voz era inflexível — Use-os.

Eu gostava que confiasse em mim. Mas eu não confiava em mim. Se fosse ferido por minha culpa, por minha falta de destreza.

—Meus poderes são perigosos Rome. Não posso controlá-los.

Não teve oportunidade de responder.

Repentinamente o ruído de vidro quebrado se ouviu. Quase saltei de minha própria pele. Um milésimo de segundo depois, a madeira da porta se estilhaçou, homens vestidos de negro irromperam no apartamento. Mais vidro quebrado, mais homens entravam.

—Se agache—, Rome sussurrou ferozmente, empurrou meus ombros até que estivemos agachados e escondidos atrás do balcão. Uma expressão selvagem cruzou suas feições, como se desfrutasse do que estava a ponto de fazer — Só tome cuidado, não me fira, de acordo?

Sua boca se pegou à minha por segundos, acendendo um pequeno fogo no fundo de meu estomago— Minha paixão se mesclou com medo de maneira que o fogo não encontrou nenhum calor real. Sentiram-se passos na sala de estar seguidos por mais vidro quebrado.

Rome se apressou, enquanto se mantinha agachado.

Repentinamente se escutaram disparos. Estalos. Retrocedi e minha respiração congelou em minha garganta. Querido Deus. Isto era real. Terrível, real e em minha cara. Tinha sabido durante a perseguição de um automóvel ontem, mas me golpeou outra vez, com uma força que não pude refutar. O homem que desejava acabava de lançar-se precipitadamente ao perigo. Uma parte de mim queria ficar nas sombras como estava. Entretanto, uma parte de mim reconhecia a síndrome de luta ou escapa, e desejei impacientemente escapar. De todas as maneiras, forcei-me a superar o medo, enquanto tratava de permitir que me ajudasse. Tinha que trabalhar com as emoções que pudesse, e agora mesmo, tudo o que tinha era medo. Mas o medo causou gelo, como tinha aprendido escapando de Rome e tocando o carro de Vincent. O gelo podia ser uma arma poderosa.

—Vamos—, murmurei — Poderia morrer Belle. Rome poderia morrer.

Mais disparos. Um Homem gritou.

O terror me atravessou fresco, fritou depois gelado. Bem-vindo medo. Bem-vindo o medo, mas não deixe que se mantenha imóvel. Bem-vindo um intumescimento fritou ponta aguda as pontas de meus dedos, quase imperceptível ao princípio. Bem-vindo o medo, bem-vindo o medo formou-se gelo na ponta de meu nariz e névoa a meu ao redor. Boa garota.

Outro grito.

Bem-vindo o medo. Quebras de onda me golpearam cada vez mais frio que o anterior. Tremendo, vi minhas mãos. Enquanto olhava uma bola de gelo começava a se formar. Quase não podia acreditar, mas tudo era igual. Empurrei meus pés, retrocedi minha mão, procurando um objetivo. Divisei vários. Múltiplos homens corriam pelo apartamento golpeando os móveis. Rome apareceu em meu campo de visão. Girou golpeando a um homem com o salto afiado de sua bota. Sua vítima gritou e agarrou seu peito sangrando antes de cair ao chão. Alguém descobriu Rome e se dirigiu a ele.

—Rome! Gritei Tome cuidado. — Liberei o gelo com todo o poder que me permitiu meu braço. A brilhante bola branca voou pelo ar estrelando-se contra meu objetivo. No momento em que o tocou, o gelo se estendeu, envolvendo todo seu corpo.

Já tinha esperado isto, mas a visão me deu uma sacudida.

—Se agache Belle.

Fiz o que Rome tinha ordenado. Disparos se incrustaram no balcão em que tinha me escondido, e me enrosquei. Gritei. Não se supunha que estas pessoas tinham que me manter viva para o experimento? Meu terror se intensificou e se formaram mais bolas de gelo em minhas mãos. Dois gritos mais retumbaram em meus ouvidos e logo as balas pararam. Suspeitei que Rome tivesse matado ao homem que me disparava. Levantei-me, encontrando objetivos e lançando o gelo. Falhei um, mas uma bola acertou no segundo, um atacante vestido de negro se congelou no lugar.

Com os olhos muito abertos, estudei os corpos desordenados no chão da sala de estar. Alguns se queixavam, outros se retorciam. Outros estavam mortos. Os que tinham congelado eram ainda blocos de gelo. Rome dançou ao redor daqueles que permaneciam em pé. Ele dava pontapés, esfaqueando, matando. Quanto tempo poderia mantê-los afastados? Não muito, compreendi com horror enquanto via alguém lançar-se das sombras e apunhalá-lo. O horror se apoderou de mim e gritei,

—Não— O sangue gotejou do lado de Rome, empapando sua camisa. Sem reagir à dor que estaria sentindo, dobrou-se e deu golpes com o braço esquerdo, afundando sua própria faca no estomago do homem.

—Vamos, vamos—, sussurrei freneticamente a minhas mãos— Nada— Não mais gelo. Meu medo se foi, dissolvido na intensa quebra de onda de determinação de salvar ao homem que me tinha salvado muitas vezes. Estes terroristas estavam aqui para me agarrar, possivelmente me matar e obviamente pretendiam matar Rome no processo.

Isto, não podia permitir.

Então, a fúria me invadiu mais capitalista como nunca antes, derretendo completamente cada partícula fria. Queimei. Não. Não, podia me permitir experimentar cólera. Não queria fogo. Poderia ferir Rome. Mas a fúria não queria me abandonar. Como se atreviam a ferir Rome? E as chamas começaram a surgir das pontas de meus dedos e a queimar as beiras de meus olhos.

Da esquina de minha visão, observei alguém correndo ao redor do balcão vindo direto a mim. Sua determinação de me imobilizar era evidente com cada passo que dava, debaixo de sua máscara negra, suspeitei que trouxesse uma expressão de intenção, fria e insensível.

Instintivamente, estendi as mãos para me proteger, nenhum escudo de ar desta vez, mas as chamas saíram disparadas e o envolveram. Gritou atormentado, uivou e suplicou ajuda. Caiu ao chão e rodou. Meu estomago se sentiu doente e engoli em seco. — OH Deus meu — Eu tinha feito isto. Cobri minha boca com uma mão instável, ao morrer o fogo.

Na distância ouvi Rome grunhir e meus pensamentos imediatamente se enfocaram nele— Dava um passo ao redor do balcão, me movendo diretamente ao centro da ação. Não o vi. Onde estava? Tinha cansado? Faíscas brancas e douradas saíram de meus olhos. Inclusive minhas mãos começaram a queimar de novo.

Como os atacantes que ficavam apontavam suas armas, levantei minhas mãos e girei o corpo em todas as direções, desesperada por encontrar e salvar Rome. O fogo se estendeu por todos os lugares aos que apontava, levando caminhos de chamas mortais. O metal se liquidificou. A madeira rangeu. A fumaça espessou o ar e comecei a tossir. Meu fogo não cessava, embora os homens a meu redor gritassem e se escondiam para se cobrir.

Das salas traseiras, escutei o grunhido enfurecido de um animal selvagem. Um gato da selva?       —Rome— gritei— Queria vê-lo para me assegurar que vivia e respirava.

De repente, um alarme soou. Um batimento do coração mais tarde, o sistema de aspersão ficou em marcha e uma chuva de água fria começou a cair do teto. As gotas caíam em meu rosto, de minhas pestanas gotejavam a meu nariz. Mas as chamas de meus dedos rechaçam extinguir-se; Chisparam quentes e abrasadoras. Se eles o tinham ferido seriamente.

—Rome.

Sacudi a água de meus olhos e notei que o fogo do salão não era tão intenso como o meu; o fogo tinha diminuído. Usando isto como vantagem, um dos homens saltou sobre o canapé e se lançou para mim. Ele não tinha uma arma, assim usou suas pernas. Ele saltou e lançou seus pés ao meu estomago. O ar saiu de meus pulmões enquanto fui lançada para trás, a dor me atravessou. Não sei se golpeei o chão ou a parede. Minha cabeça golpeou contra algo duro e minha visão se voltou negra durante vários segundos.

Quando minha visão se esclareceu, divisei um objeto grande e negro, um jaguar? Saltando pelo ar e aterrissando em cima de meu atacante. O gato foi pela garganta do homem. Quando terminou, o sangue gotejava de sua boca. Proferi um grito e lancei uma corrente de fogo ao gato. Não, não uma chama. Gelo. Uma bola quase acertou seu ombro esquerdo.

Fulminou-me com o olhar, espreitando com seus rasgados olhos azuis. A água caía em cima de nós pulverizando-se como lagrimas, entrei em pânico e retrocedi. Em lugar de me atacar como eu temia, saltou por cima de mim e demolição a um homem que eu não sabia que estava atrás de mim.

Meus músculos eram instáveis, empurrei meus pés e pestanejei sacudindo a água de meus olhos. Eu tinha visto este mesmo animal em meu apartamento. Não? E tampouco tinha me feito mal. Tinham Rome, Rome! Querido Deus, realmente tinham pegado Rome?

Cambaleei até, registrando os aposentos um a um, saltando sobre cada corpo imóvel. No quarto de Lexis, encontrei a roupa de Rome, mas ele não estava ali. Estavam rasgadas no centro, feitas migalhas. E estavam manchadas de sangue.

Meu fogo morreu e o gelo me abandonou também. Estava de repente vazia por dentro.

—Rome!

Um ataque violento de tosse me dobrou. Apesar da água, a fumaça se fez tão espessa e negra que tive problemas para me mover, e tive que me apoiar na parede para me sustentar e me guiar.

—Rome!— A debilidade me atravessou, ao princípio como um fantasma, fácil de ignorar. Mas quando a tosse se negou a diminuir e a fumaça queimou minha garganta, a debilidade se fez mais notória.

De repente meus joelhos perderam força e caí ao chão. Tinha que encontrar Rome. Eu não sabia se ele... Se ele... Não pude terminar o pensamento. Na distância, escutei o som de sereias. Pensei que tinha ouvido passos, homens em pânico gritando.

—Rome— Seu nome não era mais que um sussurro desigual devido à tosse.

—Aqui, bebê. Estou aqui. — Envolveu seu braço ao redor de mim e caiu a meu lado.

 

Soluçando de alívio, enterrei meu rosto em seu pescoço e me envolvi ao redor dele. —Onde - tosse- demônios você -tosse- estava?

—Explicarei isso mais tarde. Agora mesmo, temos que sair daqui. Pode avançar lentamente? Não esperou minha resposta. Colocou a palma de sua mão em meu ombro e me empurrou para baixo— Aquela mesma mão se deslizou pelas minhas costas e me urgiu a avançar.

—Não posso... Ver —, disse— Montões de água se precipitou ao redor de meus joelhos fazendo que escorregasse.

—Sujeita a mim e te guiarei.

Uma baforada de ar, o roçar de seu braço, a salpicadura de água. Tratei de me agarrar a sua camisa, compreendendo então que seu torso estava nu. Abri a boca para perguntar por que tirou a roupa? Mas ele vaiou de dor e a pergunta se evaporou. —Sinto muito.

—Aqui— Sem diminuir o passo, ele guiou meus dedos a seu quadril nu.

Com uma mão o agarrei e com a outra avancei lentamente. Deus, a fumaça era tão espessa. Inclusive aqui embaixo. As lágrimas de meus olhos se mesclaram com as gotas de água. Náuseas golpearam meu estomago.

—Vigia... Pelo... Gato—, consegui resfolegar— Havia algo estranho sobre aquele jaguar, algo que sabia que deveria adivinhar, mas que não podia fazer no momento. A névoa em meu cérebro era muito grande. Eu sozinha sabia que isto não tinha sido um sonho; que não era uma alucinação.

—Não fale bebê. Economiza ar. Tenta não inalar fumaça.

A bolsa cruzada em minhas costas ricocheteava com cada movimento, me roçando e estremeci de dor. Finalmente alcançamos uma pequena porta. Não, não uma porta, compreendi enquanto estendia meu braço e a tocava, uma portinhola. —se prepare a deslizar—, disse— Sem nenhum aviso, ele segurou minha cintura, levantou-me e me atirou dentro.

Não tive tempo para me preparar. Um segundo estava no chão, ao seguinte já não. Caí abaixo. Meus braços falharam minhas pernas estendidas atrás de mim. Poderia ter gritado, mas minha garganta estava em carne viva. Rodeavam-me paredes negras, me encerrando, me sufocando.

Bati contra algo solido e minha bolsa caiu contra mim.

A força de ambos os golpes vibrou por meus ossos. Enjoada, permaneci imóvel, prostrada, tratando de respirar, tratando de ver, tentando ter força em meus membros trementes. Ao menos o ar estava limpo e fresco, um contraste bem-vindo com as acomodações de cima cheias de fumaça. Rome aterrissou em cima de mim, sua bolsa me golpeou no rosto. O pouco oxigênio que tinha conseguido inalar saiu rapidamente.

—Sinto muito, bebê—, arrastou-se fora de mim, sangue gotejava de seu lado— Gesticulando procurou rápido em sua bolsa.

Estava nu. Eu sabia, mas não o compreendia. Rome estava nu, nada de roupa cobria seu magnífico corpo. Por quê? Espera. Importava isso? Estava bronzeado e em forma, ainda em minha condição débil pude apreciar sua grande (larga) força. Quase gritei quando tirou um par de calças e os pôs. —Sem roupa intima?—, consegui balbuciar— Uma garota tem que agarrar-se a uma boa distração quando esta chega.

—Não uso— Fechou o botão —Nunca. Vamos. Os bombeiros estão aqui e não podemos nos permitir ser detidos ou descobertos.

—Nós não -engoli em seco ar- perguntamos a nenhum -outra respiração- dos meninos maus.

—Havia mais dos que esperei. Agarrar alguns nos teria atrasado ou teria feito que nos matassem.

Ajudou-me a me pôr em pé e atirou por mim para que me movesse. Quis profundamente cair, fechar os olhos e dormir para sempre. Tomou um grande esforço colocar um pé diante do outro. A água de meu cabelo gotejava em minha roupa já molhada. Escaneei a área que me rodeava. Paredes cinza. Algum tipo de maquinaria. Aromas de azeite e sabão. Estávamos no porão do edifício de apartamentos?

—Mais rápido, Belle, pode fazer.

Tratei de me manter desperta junto a Rome, realmente o fiz, mas tinha inalado muita fumaça. Invadiu-me um acesso de tosse. A debilidade tinha jogado raízes em cada uma de minhas células. Quando tropecei com uma corda caí, não tive forças para me manter em pé. A escuridão cobriu minha mente antes que me golpeasse. Não. Não golpear, refleti meio adormecida.

Flutuava. Rome havia me pego com seus fortes braços. Sua voz atravessou meu subconsciente. —Tenho-te, bebê. Tenho-te.

Se ele continuava me chamando bebê, pensei antes que a escuridão me consumisse realmente me apaixonaria por ele.

—Vamos, bebê.

Um frio líquido tocou meus lábios antes de descer por minha ferida e dolorida garganta. Tossi, cuspi e abri as pálpebras. Uma luz brilhante feriu meus olhos e pestanejei. —Beba— Ordenou Lexis, severamente inclinou-se sobre mim, com a xícara de plástico em sua mão colocada na beira de minha boca.

Tinha morrido e tinha ido ao inferno? Incorporei-me o melhor que pude e bebi. O liquido azedo encheu minha boca antes de raspar minha garganta. Estremeci —Ai —, disse.

—Não se sente melhor?

—Não— A voz era rouca, apenas audível.

Ela sorriu, deixou-se cair a meu lado e deixou a xícara a um lado. —Assustou-nos muitíssimo.

Imagens de fogo, de homens aos que tinha ferido, provavelmente matado, cintilaram em minha mente e apertei fortemente meus lábios. Eles eram meninos maus. NÃO deveria me sentir culpada. Eles tinham tratado de me ferir, de ferir Rome. Rome! Sua imagem encheu minha mente, depois seu peito cheio de sangue. O pânico me atravessou. Como estava ele? Onde estava ele?

Tentei me sentar. —Onde está Rome? — Olhei grosseiramente, olhando ao redor de mim. Lexis e eu f éramos as únicas presentes e parecia que estávamos dentro de uma cabana. Paredes de madeira, pisos de madeira. Só o mobiliário necessário: Uma cama, um abajur, uma mesa e umas cadeiras. —Se tranquilize—, disse— Rome está bem.

—Tinha um corte profundo.

—Não, era um pequeno corte que já começou a cicatrizar.

—Havia um gato, um jaguar.

—Estou segura de que havia, Mas Rome não foi ferido por ele. Prometo isso. Só deite e relaxe.

—Tanner — Está bem—, disse me cortando. —Todo mundo sobreviveu. Tudo está bem. Foi você a que nos preocupava, dormiste quase um dia inteiro.

—Um dia? Permiti que me ajudasse a entrar nas mantas. Deus odiava estar débil vulnerável. Olhei ao teto de madeira. —Onde estamos?

—Em minha cabana. Está aos subúrbios do Madison. Mas não se preocupe— Acrescentou—Ninguém a conhece, nem John. Rome a construiu para ocasiões como esta. Assegurei-me que Tanner e eu não fôssemos seguidos e conhecendo Rome como conheço, também o fez.

—Onde está?

—Enviei-o com o menino para comprar provisões. Estavam me deixando louca com sua preocupação por você e a cova não está muito longe. — Colocou as mantas marrons ao redor de mim — Rome encontrou a cova faz anos e a abasteceu com artigos que uma pessoa escondida poderia necessitar. A letargia me atravessou, fazendo dormir um pouco mais. Minhas pestanas se fecharam, pesadas pelo esgotamento, mas as forcei a abrir-se. Forcei-me a me concentrar em suas palavras. —por que estavam preocupados comigo?

— Bem... , fez uma pausa, esclareceu garganta — Deixou de respirar várias vezes.

— Deixei de respirar? Minha mão foi a minha dolorida garganta. Querido Deus. Tinha estado a ponto de morrer e não sabia. Não teria tido tempo de lhe dizer a meu papai ou a Sherridan adeus! Não os teria visto pela última vez. —Quero ligar para meu papai—, disse com a necessidade de ouvir sua voz.

—Antes que o faça—, disse com uma estranha inflexão em sua voz, Rome gostaria de falar com você sobre ele.

—Por quê?—, pus-me direita e a rápida ação me custou. Enjoo e náusea me encheram; luzes brilhantes dançaram em meus olhos. Esfreguei o rosto com uma mão e agarrei meu estomago com a outra — Ele está bem, ele está bem, ele está bem— por quê? Repeti a palavra com um gemido torturado.

—Não há motivo para preocupar-se. Seu pai está vivo e bem. Prometo isso. — Meu coração retumbou em meu peito e espetadas frias entraram por minhas veias, enquanto, olhava na profundidade verde de seus olhos, tratando de ver a verdade. Parecia sincera, e decidi acreditar. Devagar, reclinei-me atrás contra o travesseiro — O que está mal comigo? Por que estou tão débil?

—Pensamos que é pela inalação de fumaça.

Franzi o cenho. —Não deveria ser imune a isso? Eu comecei o fogo.

Seus delicados ombros se encolheram. —Rome disse que você provavelmente seria ultrassensível a agentes poluentes agora. Embora possa suportar o fogo, a fumaça que produz, faz-te mais mal que a outras pessoas, porque você é agora uma com a Mãe Terra. Os agentes contaminadores lhe ferem agora tanto como o faz ao mundo.

Isso tinha sentido. Eu não gostava, mas tinha sentido.

Lexis deu a volta e caminhou para a única janela da cabana. Separou as cortinas marrons, divisando fora. Quem tivesse escolhido as cores marrons necessitava uma séria açoitada.

Falando disso— Deve ter sido Rome, já que o gosto de Lexis como demonstrava seu apartamento era vistoso e caro, assim, que necessitava açoites era Rome, não? Seria um prazer para mim.

—Vem alguém?—, perguntei.

—Não. Um silêncio espesso desceu sobre nós. Movi-me incomodamente na cama. O que ela...

—Amo-o—, disse abruptamente.

Bem— Aí vamos verdade? Adivinhou que era melhor deixá-lo sair, que deixá-lo inflamar-se entre nós. —Compreendi-o na hora que te conheci — Assim por que se separou dele?

Ela riu amargamente. —Sou psíquica, o que é tanto uma bênção como uma maldição. Eu soube antes de me casar com Rome, que não estava destinada a estar com ele, mas o fiz de todas as maneiras. Esperava fazê-lo me amar da mesma maneira que eu o amava.

Franzi o cenho em confusão. —Não entendo.

Ela me deu um meio sorriso triste e meu peito se apertou de verdadeira pena por ela. A dor em seus olhos era vertiginosa. —Estivemos juntos vários anos, casados alguns mais e logo fiquei grávida. Ainda em todo esse tempo, profundamente, sabia que se não me separasse dele, o seguiria preso a mim, apesar de que não quisesse.

—Normalmente, não sou tão fechada— Espero— Mas não entendo o que quer me dizer.

Não precisei ser uma empática para ler suas emoções naquele momento. Seus ombros se afundaram, enquanto sua tristeza se fez mais profunda. — Rome gosta de mim. Ele ainda poderia me amar, mas não é o tipo de amor que um homem tem por sua esposa. Eu sabia, e sempre soube que havia alguém mais para ele. Ele não. Ele pensava que eu era a única, mas ele teria visto a verdade logo. E teria ficado comigo apesar do que quisesse sem procurar a essa outra mulher. — Secou uma lágrima de seu olho com uma mão tremente — Eu não podia ter suportado isso.

Suas palavras eram tanto maravilhosas como terríveis. Ela não era a pessoa adequada para ele, mas eu era? Não podia nem beijá-lo sem começar um fogo. Os problemas me seguiam a todas as partes. Estava atualmente sem trabalho. Não era exatamente como sua namorada. Ainda assim quis ser a mulher adequada, com todas minhas forças. Se não era meu estomago se retorceu.

—Quem é a adequada para ele?— Encontrei-me perguntando. Meus dedos agarraram a manta, enquanto esperava sua resposta. Esperei. Temi.

—Possivelmente você, possivelmente outra. Não sei quem.

Assim ainda havia esperança, mas também havia dúvida. Uma dor aguda me atravessou. Tremendo, cobri meus olhos com a curva de meu braço. Melhor trocar de assunto antes de me induzir um aneurisma cerebral por sobre analisar.

—Sinto muito por sua casa, tinhas razão. Eu a incendiei. —Ela agitou a mão no ar.

—Só era um edifício, Rome e Sunny estão a salvo. É tudo o que importa.

Não queria gostar dela, realmente não queria. Entretanto, depois de tudo o que ela tinha revelado, percebi que já fazia.

Apesar de meus ciúmes. Ela poderia me haver represado, por haver (temporalmente) mantido o afeto do homem que ela amava. Ela poderia me haver jogado, entretanto ela me deu esse triste sorriso.

—Acredito que tem dois admiradores—, disse melancolicamente — Tanner estava tão preocupado por você.

—Bem, eu também gosto de Tanner. É um bom menino.

—Ele não é um menino. Ele é um homem que precisa maturar um pouco mais. — Seu afeto por ele era claro.

—Suas habilidades estavam cruas—, acrescentou, - logo que desenvolvidas, mas penso que com treinamento apropriado, ele poderia fazer grandes coisas. — Lhe escapou uma cálida risada, - Rome quase o golpeia. — Seu sorriso se estendeu completamente quando voltava para a cama.

—Tanner teimou em dizer que você teria estado perfeitamente sã se Rome te tivesse deixado ir com ele, e isso golpeou Rome. Ele sempre foi protetor, embora tivesse bastante fé em você para utilizar vocês... Habilidades...

Havia suficiente excitação em sua voz para sugerir que eu não tinha nenhuma habilidade, mas ainda experimentava um pouco de prazer porque Rome tinha acreditado em mim. O prazer rapidamente foi seguido por pontadas de decepção. —Realmente odeio ter feito tão pouco por ajudar, e tanto para estorvar. A única razão pela que estávamos ali era porque queríamos fazer perguntas a algum dos homens, mas acabei congelando ou fazendo andaime a todos os que estavam ali. E então…

De repente Lexis se endireitou e perdeu seu bom humor. Minhas palavras cessaram bruscamente. —O que? O que está mau?—, Perguntei. Penso que estava começando a confiar em Lexis, como Rome e Brittan faziam.

—A porta está... — Franzindo o cenho, fechou seus olhos e uma aura de calma a cobriu— Passaram alguns segundos e seu sorriso retornou. —Os homens estão a ponto de retornar. Como Tanner diria, Rome está de saco cheio.

 

Segundo o predito, a porta explodiu ao abrir-se. Rome espreitou o interior, arrastando Tanner que protestava atrás dele. Quando a porta se fechou a sua passagem, ele empurrou Tanner em uma cadeira e deixou cair uma pesada bolsa nos pés do moço.

—Não tenho medo de utilizar meus movimentos mortais do Kung fu em você —, Tanner grunhiu.

—A Estadia—, Rome grunhiu, atrás — E não fale pelo resto do dia — Ele virou para mim, e quando nossos olhos se encontraram, sua expressão estava suavizada. —Está acordada.

Sentei-me e lentamente com o dedo penteei meu cabelo, desejando ter um espelho. Provavelmente parecia a merda, enquanto que parecia comestível. Usava uma das camisetas negras que tanto lhe favoreciam, e calça negra. Teria gostado de vê-lo em jeans Stone-washed, mas só usava calças. E nenhuma roupa intima, recordei de repente, com minhas bochechas esquentando.

Ele se aproximou de mim e se sentou na beira da cama, a um sussurro de distância. Meus batimentos do coração estavam acelerados, quase estalando em meu peito, quando seu braço acariciou os meus. Sempre houve este formigamento elétrico entre nós.

—Como está?— Perguntou-me, a poucas polegadas. Seu rosto brilhava com a cor mais sã. Ele não parecia tenso ou ferido. De fato, via-se perfeitamente normal. Assim, tão normal como um anjo escuro poderia ver-se.

—Estou bem— Só uma pontada em meu lado— Como esta você?

—Melhor.

Chegou e passando uma mão sobre minha bochecha, seu olhar chegou a ser feroz. Letal. —assustou-me. Nunca faça isso outra vez.

Tremi na intensidade selvagem que o projeto — Eu não.

Seus olhos azuis, azuis furando em meus quando uniu nossos dedos — Quando perdeu o conhecimento...

Apertou-me a mão.

—Ah, olhe os pombinhos apaixonados!—, arrulhou Tanner — Quer que Lexis e eu os deixemos?

—Sim—, disse Rome, sem deixar de me olhar— Eles não se foram, infelizmente, ficaram onde estavam. Com absoluta ternura, o polegar do Rome passou através de minha palma. —Belle, sente-se o suficiente bem para ir lá fora e praticar utilizando seus poderes?

No momento, com sua força filtrando-se em mim, sentia-me capaz de algo — Seguro.

—Bem— depois de ontem, preciso saber se você o suportasse. Além disso, não quero ter a cabeça na cidade até o anoitecer, assim temos tempo para matar —, ele se voltou para Lexis — Disse a ela a respeito de seu papai?

Fiquei rígida com um renovado temor e sentia uma rajada fresca através de minhas veias.

—Não—, disse Lexis — Sabia que você fosse querer explicar.

—Alguém pode me dizer melhor, o que acontece com meu papai antes que congele todo o lugar.

Com sua mão livre, Rome enganchou uma mecha de cabelo atrás de minha orelha. —Está bem, mas me temo que Vincent possa tentar utilizá-lo para te chamar.

Formo-se um vulto em minha garganta, minha mão, voou na minha boca— Se meu pai estava em perigo, eu… eu… morreria simplesmente, e tomo a todos os responsáveis comigo. —Não podemos movê-lo do centro. Sua medicação está aí. Suas enfermeiras estão aí.

—Sei— É por isso que eu gostaria de enviar Lexis para protegê-lo.

—Não sei— Automaticamente, minha atenção mudou à mulher em questão— Sim, eu tinha visto como capturava as facas que Rome tinha jogado a ela, mas poderia ela lutar contra homens armados? Ia ela matar para proteger meu pai, um homem que ela alguma vez se encontrou antes?

Seus lábios crisparam em uma autêntica diversão, antes que pudesse piscar, ela desembainhou e jogou uma faca direta a mim.

Ouvi um whoosh, seguido imediatamente por um ruído surdo da folha incrustada na parede, atrás de mim. Ofegue para fora, — Merda! — eu posso cuidar dele, disse, sua confiança é uma força evidente.

—Que maneira de provar o controle de minha bexiga—, disse-lhe secamente— Meu pulso martelou duro e rápido. Deus sabe que não tenho suficiente emoção em minha vida, depois de me haver arrojado uma faca, era como gelo poluído e bolo envenenado.

—Ela é perfeita—, disse a Rome — Terei que chamar o centro e perguntar se permitem a ela, mas…

—Não há necessidade—, disse ele, me cortando— O menino ao que parece, aqui tem algum uso. É muito bom com o computador e já rackeou seu sistema. Agora estão sob o suposto de uma enfermeira cardíaca especializada, que foi ordenada para lhe dar vinte e quatro horas de atenção.

—Muito bem— Bom— vou ligar para meu papai e…

—Nada de chamadas telefônicas — Disse que podiam ser rastreadas — Havia uma desculpa em seu tom, mas a ordem estava clara, e implacável. Além disso, havia dito a meu papai que não ligaria. Eu lhe disse que estaria fora, em umas férias fabulosas e relaxantes.

—A diferença do que vê nos filmes—, disse Rome, — chamadas telefônicas se rastreiam imediatamente. Se seu papai estiver sob algum tipo de controle, não quero que esteja em contato com ele.

—Entendo. — Suspiro, e olhou para Lexis — pode manter o posto todo o dia? Em segredo? Ele pensa que estou de férias, e seria melhor deixá-lo pensar isso.

—É obvio.

Eu me recostei contra meu travesseiro — Vou tomar uma ducha e logo comer, e depois podemos sair fora a nossas sessões de prática. Está bem?— Pedi a Rome.

Ele se inclinou para baixo, pressionando sua bochecha contra a minha, mas antes agarrei uma ideia de seu malvado e sexy sorriso. —Belle Jamison nua e na ducha. Eu gosto dessa imagem. Engoli em seco, e me fixei uma vez mais em Lexis, que já se afastava de nós ocupando-se na cozinha. Eu não queria machucá-la mais do necessário. Olhem o que a mulher tinha que fazer e o que ela ia fazer por mim. Não acredito que Rome saiba que sua ex ainda o ama. No reino da compreensão dos homens (aliás, limitada), provavelmente não figurava Lexis, imaginei que não lhe importava com quem estava.

—Um dia vou poder me unir a você aí, e não só em minha mente. — Seu fôlego avivou minha bochecha, a seguir de meu ouvido, e acrescentou em voz baixa: — estive pensando nisto, e acredito que o banho é o lugar perfeito para nós. Se as coisas ficarem muito quentes, a água nos esfriará. Ou faz que nos voltemos vapor, tão quente como eu estava por ele.

—Um dia— Respondi-lhe igual em voz baixa— Deus, eu esperava que esse dia chegasse logo. — Quero-te muito.

As aletas do seu nariz se inflamaram, e seus olhos brilhavam com o calor. Ele Parecia, em definitiva, um homem que estava lutando com uma necessidade selvagem de me reclamar. —Se coloque aí. Depressa. Estive preocupado por você, e se você não te coloca dentro vou te tomar aqui e agora.

OH, eu adorei quando ele foi todo o alfa em mim! Levantei-me pesadamente da cama. Meus joelhos estavam trementes, entrei coxeando no banheiro. Por meu próprio bem, fechei a porta!

Tomei banho, me detendo na água quente e úmida, deixando-a me limpar por dentro e por fora. Sentia-me mais forte com cada segundo que passava. A umidade, e o ar brumoso acalmaram minha garganta e varreu a fuligem de meus pulmões.

Uma parte de mim estava preocupada se por acaso o menino bonito do Vincent nos encontrava, descarregando sobre mim, me agarrando com minhas calças abaixo. Tinham-me atacado por surpresa, muitas vezes no último par de dias. Entretanto, a outra parte de mim simplesmente se deleitava neste ato totalmente normal. A cabana era um refúgio seguro, e um que eu necessitava desesperadamente nesse momento.

Quando a água se voltou muito fria para continuar me banhando, saí e me vesti com a camisa negra e as calças jeans que Lexis tinha guardado para mim, que alguém tinha deixado no banheiro. Alguém que tinha escolhido a fechadura da porta e tinha entrado banheiro sem meu conhecimento. Quem foi o seletor da fechadura (tosse, tosse, Rome!) não havia trazido calcinha e nem sutiã.

E não estava disposta a usar a suja se os tivesse, quer dizer, que não o fiz.

E referindo-se a alguém, tinha levado com ele. Assim, como este, obviamente tinha planejado, vesti-me sem eles.

Sem calcinha. Sem sutiã. Meus lábios se curvaram em um sorriso. Homem luxurioso.

Rome era um homem verdadeiro, inclusive frente ao perigo. Quando saí, uma nuvem de vapor me seguiu. Rome, Tanner e Lexis estavam na mesa, comendo o café da manhã.

Pareceu-me estranho, já que a última comida que lembrança foi o café da manhã no apartamento de Lexis. Suponho que isso é o que acontece quando dorme todo um dia de distância. Dirigi a eles, quer dizer, a tomar assento na cadeira vazia ao lado de Rome, mas ele me puxou sobre seu colo e deixou cair uma bolacha lubrificada de manteiga diante de mim, tudo sem deter-se brevemente em seu discurso.

—As forças estão divididas, enquanto que procurem os dois, a Belle e o Dr. Roberts. Agora é o momento perfeito para atacar.

Ao me sentar em seu colo despertou. Meus mamilos imediatamente estavam eretos, meu estômago tremeu em antecipação de seu tato. Talvez eu fosse uma puta e uma prostituta (uma dada de presente?). Ou possivelmente, só possivelmente, Rome emitia feromonios letais as quais nenhuma mulher pode resistir.

—Não estou dizendo que estou de acordo com você—, disse Lexis, lubrificando suas próprias bolachas com geleia de morango —, mas você tem que considerar o fato de que estamos divididos, também. Estarei com o pai de Belle, enquanto que vocês três devem evitar a captura de Vincent. E John, se ele está procurando.

—John poderia estar nos buscando?—, Perguntei — Lubrifiquei de mel minha bolacha e depois procedi a inalá-la — Pensei que Rome cuidou dele.

—Ele tem que saber que estamos ajudando Belle agora—, disse Lexis a Rome— Arrancou a última dentada de meus dedos e o meteu na boca — Para todos, o que ele sabe, é que escapou e ainda estou procurando-a.

Lexis soprou — Ninguém inteligente acreditará que ela te escapou.

—Hey! Para sua informação, disse-lhe indignada: — Eu escapei.

—E eu lhe ajudei—, adicionou Tanner— Seu peito inchado como um pavão.

—Sei que o fez, carinho, e estou orgulhosa de você— Lexis lhe deu alguns tapinhas nas costas — A verdade é mais estranha que a ficção, Suponho, mas ninguém vai acreditar que Belle derrotou ao Rome.

—Chamei o John e lhe disse que era uma pequena coisa, ardilosa e que havia escapado, - disse Rome, só que a encontraria logo e traria seu traseiro dentro.

Ambas, Lexis e eu ofegamos. — De verdade?—, Perguntamos ao mesmo tempo. Nossos tons eram diferentes, entretanto. Ela pareceu surpreendida. Soava molesta.

A mão de Rome me apertou a cintura. —Sim, fiz. Bom, eu estava totalmente me sentindo traída aqui. Rome fez verdadeiramente um plano para me atrair, depois de que eu lhe ajudasse com a Sunny? Eu não podia suportá-lo, tinha que saber. Eu merecia saber. —vai ser um idiota e me entregar a John quando já não necessitar de mim?

—John não disse muito—, disse Rome, não me faz conta — Só me disse que a encontre antes que Vincent o faça.

Lexis suspirou — Conhecendo o John, ele provavelmente tem outros agentes procurando por ela.

—Deixa de me ignorar. Não estou louca, e todos nos sabemos que não estou pensando nada bom. —cravei a perna de Rome.

—Será melhor que me responda.

—Vamos falar disto mais tarde, garota maravilha, —, disse.

—Garota maravilha, Mm..., eu gosto. Simplesmente queria que me respondesse— Franzi o cenho, e bebi de minha água.

—Por que depois?— perguntei finalmente, incapaz de ajudar a mim mesma.

Suspirou— você se zanga. Prefiro falar com você sobre isto na ducha.

Meu estômago se retorceu — por que me zango?— Há uma só resposta que me voltaria louca, e era que Rome fizesse um plano para me trair.

Passou uma mão pelo cabelo — Eu tinha previsto te levar dentro, de acordo? Depois de que conseguíssemos que Vincent te desse as costas, tinha previsto te levar diante de John assim o estaria distraído, e eu poderia tomar Sunny, e escapar com segurança na clandestinidade. Tanner e Lexis ficaram em silêncio, e todo indício de umidade saiu de minha boca. —Mas... Mas pensei que havia tido que necessitava meus poderes, para te ajudar a ocultá-la.

—Fiz, mas não da forma em que você supunha— John vai querer ainda mais quando for capaz de controlar suas habilidades.

—Maldito!— Tratei de saltar fora de seu colo, mas não me permitiu isso. Manteve-me firme. —você me disse que confiasse em você, e inclusive, disse especificamente que não me trairia —, gritei para ele.

—Se te faz sentir melhor, tenho me sentido terrivelmente culpado de te trair— Eu só era capaz de me consolar com a ideia de que você seria capaz de cuidar de si mesma.

—Você… Você— As palavras não me saíam, eu não sabia como chamá-lo— Nunca havia me sentido tão traída em minha vida, nem sequer quando tinha descoberto que o príncipe das trevas tinha me enganado.

—Eu não vou fazer —, disse Rome, me apertando a cintura de novo — Não posso. Dava-me conta disso na noite anterior, vou pensar em outra coisa — Comecei a relaxar, mas me obriguei a permanecer em guarda — por que mudou que opinião? Perguntei.

—Sim, porque mudou de opinião?— Lexis repetiu.

Açoitei meu olhar para ela — você sabia?

Ela assentiu.

Cadela!

—Eu não gosto de te ver ferida—, admitiu Rome— Olhou-me. —Sinto muito, bebê. Eu sozinho. Não posso suportar a ideia de que poderia ser a causa de que alguém te faça mal, me incluindo. Perdoa-me?—

Sim, dava-me conta. Eu o fiz. Doeu-me, mas o perdoei. Ele queria proteger a sua filha e tinha estado disposto a fazer todo o necessário. Eu teria feito o mesmo com meu papai— Sim lhe disse—

Deixou escapar um suspiro de alívio — Bem. É tão inocente como Sunny, e eu gostaria de mantê-la dessa maneira, garota maravilha.

—Esse nome é totalmente tolo, — interveio Tanner, claramente tratando de trazer de volta nosso anterior estado de ânimo jovial.

—Ela é Viper, simples e sinceramente, a menos que ditas ir com tendências homicidas como eu lhe sugeri anteriormente.

Lancei-lhe um punhado de ovo. O pequeno míssil branco e amarelo lhe cravou no nariz e caiu sobre sua camisa negra. Olhei-me, olhei Rome, logo olhei ao Tanner de novo. —Hey, todos estamos vestidos de negro.

—Isso é porque esta noite vamos irromper e entrar—, Rome, disse— Com voz tão tranquila, como se nos houvesse dito que estávamos assinando para umas massagens e pedicure.

—O Dr. Roberts?— O fato de que não protestasse pela ruptura real e entrar falando eloquentemente. Estava me convertendo em um duro núcleo criminal. Um bandido que não obedecia às normas, a não ser a minha própria, um pouco dramático, não acredita Jamison? Eu nunca tinha irrompido em um lugar antes, e me deu um pouco de medo a perspectiva agora. Medo e, admito, estava excitada.

Sim— Estamos viajando ao lugar do doutor, — disse Tanner — e sem convite.

Meus lábios se inundaram em um cenho franzido— —provavelmente estão nos vigiando.

—Estou contando com isso, — Rome respondeu— Desta vez nos asseguraremos de que deixamos a alguém vivo para lhe perguntar. O que me recorda. Se todo mundo terminar o café da manhã, podemos ajudar Belle a que aprenda a controlar seus poderes.

Menos mal que os FORNECIMENTOS que Rome e Tanner haviam trazido anteriormente, eram um extintor de incêndios, impermeáveis, luvas e uma garrafa de tamanho industrial do Tylenol. Por não falar dos fornecimentos que Rome tinha adquirido quando me tinha deixado nessa casa de segurança que se queimou. Armas de fogo, armas e mais armas. Canhões de grosso calibre, armas pequenas, e armas que não se pareciam com as armas.

Eu nunca tinha disparado antes, mas me comprometi a aprender. Se a gente for disparar, eu estava malditamente segura que ia disparar de novo. Suja Harriet, essa sou eu.

Em lugar de praticar conosco, Lexis se dirigiu à cidade quanto antes ela chegasse para cuidar de meu pai, melhor.

Tanner, Rome e eu caminhamos pelo bosque, sem parar até que chegamos a uma pequena clareira. Passamos a prática durante uma hora. Digo “nós”. Porque eu pratiquei, Rome gritou e Tanner nos gastou com brincadeiras. Nenhum de nós tinha feito algum progresso nesse ponto, mas ao menos eram as únicas testemunhas de minhas... Desgraças.

A luz do sol nos deslumbrava por cima, esquentando o ar, por isso era espesso e pegajoso. As árvores proporcionam sombra, mas não era suficiente. O calor, combinado com os grunhidos de Rome, puseram-me os nervos de ponta. Os pássaros tinham deixado de gorjear e voaram. Os insetos tinham deixado de cantar e zumbir, optando por escapar.

Insetos elegantes.

—Concentrem-se desta vez—, disse Rome— Vocês dois, acrescentou, e deu a Tanner um olhar fulminante.

Tanner tinha seu braço ao redor de minha cintura com a desculpa de que o contato pessoal lhe ajudaria a me ler, e senti seus músculos tensos. —Concentrei-me antes, Agente Asno. Ambos.

—Se você esta concentrada, — disse Rome, — por que diabo me impregnou três incêndios, fui golpeado com uma bola de terra, suportado uma tormenta de granizo e minhas bolas estão quase congeladas? Supõe-se que tem que lhe dizer quando suas emoções estão ficando muito selvagens,

Tanner, de modo que ela possa aprender quando precisa tomá-los pela maldita beira.

Com o cenho franzido, Tanner deixou cair seu braço a seu lado e começou a chutar uma rocha com a ponta de sua bota — estive tentando, mas eu sou novo nisto, também.

—Não sei quando são o suficientemente selvagens para causar dano, e não se quando estão muito fracos como para não fazer nada.

—Então, aprendam juntos, caralho!

—Rome—, disse, com as mãos nos quadris— De maneira nenhuma ia permitir que falasse com o Tanner assim. —Eu gostaria de falar com você em particular.

Ele deixou de olhar mal ao Tanner, o tempo suficiente para me olhar.

—O que?

Ele colocou o nariz para farejar— Dirigiu-me um olhar, estranhamente excitado— A fuligem obscureceu seu rosto, deixando raias negras por suas bochechas — Qual é seu problema? Você está fazendo a todo mundo miserável, quando devem estar felizes por mim.

Pela primeira vez, formei um montículo de terra, o quarto elemento com minha mente. —Ou, mas bem, com meus ciúmes, emoção que convocou a terra a mim. Mas não mencionou este fato porque terei que pensar em Lexis e Rome abraçados. Se eu não deixava de pensar desta maneira, formaria outra bola de terra. Voltei de novo para a conversa — Isso deveria ter posto você em um estado de ânimo estelar.

O músculo do seu queixo se retorceu, e olhou longe de mim, franziu a testa à distância. —EU NÃO GOSTO que Tanner tenha que pôr suas mãos em você.

—O que?— De todas as coisas que esperava ouvir, essa não se aproximava para nada. Poderia o choque matar a uma pessoa? Acredito que acabo de experimentar uma pequena mini morte. —Ele é um menino. Um pervertido menino, mas menino ao final de contas.

—E é bastante grande para gosta.

Fiz rodar meus olhos, não podia deter o deleite que se estendia por toda minha pele. Este forte, e sexy homem estava com ciúme. Por mim. Eu! —não é que tivesse posto a mão em minha camisa, Tão tolo. É maravilhoso pensei — trata de ser mais agradável ou tentar no momento, poderia fazer que uma nuvem negra te seguisse nestes dias.

Mais rápido que a piscada de um olho, seus braços estavam ao redor de mim, me arrastando a seu abraço. —Sentirei-me melhor depois que tenha te feito MINHA.

Apesar do forte calor, tremi. Lambi meu lábio, incapaz de deixar de imaginar a esta fera de homem me despindo, percorrendo assim todo meu corpo, me impregnando com seu aroma, seu sabor, seu toque.

—OH, Diabos. Não de novo. — Tanner gemeu— Pensei que tínhamos pouco tempo. Em nenhuma parte do plano para matar os meninos maus, incluía um descanso para amar-se. Sujam minha inocência com toda esta merda romantismo.

Depositei um gentil beijo de novo nos lábios de Rome. Lábios que se voltavam instantaneamente suaves e me fazendo gestos para ficar. —Acalmem-se e comportem-se, — disse a ele, ignorando Tanner. —Temos calor, estamos cansados e chateados. Se terminarmos cedo a prática e se for um bom menino, deixarei que me beije outra vez…. Espera. Não beijos pornôs. Alto, esquece.

Na comissura de sua boca se formou um pequeno sorriso, mas genuíno — vai ser minha morte, Sabe?

Deus espero que não. Meu sorriso desapareceu, fazendo sérios meus pensamentos. Nos seguintes dias, ele poderia sair ferido ou morto. Por mim. Por alguém mais. Entendo completamente porque ele e Lexis se ofereceram como voluntários, para serem coelhinhos de índias quando o prêmio era ser invencíveis. Algo para proteger a seu companheiro. —Farei o melhor, também. Prometo.

Ignorante da completa mudança em meu humor, ele me deu um golpe no traseiro e se voltou ao Tanner. Os olhos de Rome estavam mais ligeiros, seu rosto mais depravado. —Sinto muito, — disse com muita dificuldade —está preparado para tentar outra vez?

—O que seja, companheiro— Tanner rodou seus ombros, o suor molhava sua camisa sobre sua pele— vamos terminar logo isto para que possa encher minha roupa intima com gelo. Suas bolas podem estar congelando, mas as minhas estão derretendo.

—Em seus lugares, todo mundo, — Rome disse.

—Precisamos fazer algo diferente, — disse— Mas o que? Determinada a ter dificuldade, fechei meus olhos e me forcei a me concentrar. Dentro, fora, respirei, e pude ouvir Tanner fazendo o mesmo. Dentro. Fora. Ele fechou sua mão sobre a minha, a palma de sua mão é suave e possui uma inquietante força. Como a coisa mental tinha funcionado, quando necessitava colocar um pôster para mantenham-se fora, imagine nossas mãos fundidas uma com a outra nos conectando. Como um ferrolho.

De repente senti minha mente aproximando-se da dele, procurando contato. Quase abri meus olhos pela surpresa. Podia-me sentir tratando de romper a porta mental que nos separava.

—Estamo-nos unindo, — Tanner disse brandamente —estamo-nos unindo— Na verdade nos estamos uni… — enquanto falava, mentalmente empurrei dentro o resto do caminho em sua mente— Repentinamente ele saltou, e senti uma sacudida por todo meu braço —merda, — disse. —algo só… se rompeu dentro de mim. Realmente posso te sentir. Realmente posso sentir suas emoções.

—Você fez chover, — ordenou Rome.

Chuva. Deixei que imagens de coisas tristes flutuassem por minha mente. Cachorrinhos perdidos. Indigente. Meninos órfãos. Esperava que logo pudesse fazer isto instantaneamente, quer dizer, tirar automaticamente a emoção sem pensar ou forçar com agora, isto era o melhor que podia fazer. Fome mundial. A quantidade de calorias em um Krispy Kreme.

—Meu Deus, Viper, seu nível de tristeza acaba de subir à proporção de uma tormenta. Na verdade posso sentir a tormenta dentro de você. — Orgulho e choque encheram a voz de Tanner.

Inclusive enquanto falava se escutava a tormenta. As nuvens se abriram e esvaziaram um dilúvio sobre o bosque, molhando aos três. Minha roupa se colou ao meu corpo. Cabelo molhado raiava minha frente e bochechas. Gotas de água ficavam apanhadas em minhas pestanas.

—Diminui — disse Tanner.

Diminui, diminui — Não podia fazê-lo. A tristeza estava aí. Forte e indomável.

Então senti algo, alguém, se meter dentro de mim e levar a maior parte da tristeza. Não era Tanner, sabia. A… essência era diferente, mais cálida. Abri meus olhos, e me encontrei com o olhar surpreendido de Rome.

—Como fez isso?— perguntei ao mesmo tempo em que Tanner disse, - a tormenta está acabando.

A chuva se converteu em uma gentil garoa.

—Agora, — Rome disse com determinação —terá que parar.

Tratei de pôr minha mente completamente em branco, de me permitir não sentir emoção alguma, mas diferentes tipos de pensamentos se entremetiam teimosamente. Como havia Rome passado por mim, levando a tristeza de meu coração? O que estava fazendo meu papai neste momento? Quando ia comer um desses deliciosos, mas aumentadores de peso Krispy Kremes? Pensava Rome que eu parecia como um gato afogado, agora?

—De acordo, por que está seu nível de vergonha subindo aos céus?— perguntou-me Tanner.

— Por nenhuma razão. Agora se cale.

Passaram vários minutos antes que conseguisse esvaziar minha cabeça. A chuva ao final acabou aparecendo no firmamento.

—Bem — A satisfação se olhava em seus olhos, Rome cabeceou com aprovação. —Terá que fazer chover de novo mais rápido, desta vez — Chiei meus dentes. Que fácil é para ele ordenar. Como consequência, foi difícil me concentrar. As emoções não devem forçar. Uma pessoa deprimida teria problemas para rir e sorrir. A excitação de uma noiva ao ter que disparar para matar a seu prometido. Bom, ao menos que realmente ele merece.

—Vamos, bebê. Pode fazê-lo. Sei.

—Eu estou tentando cara — incomodei-me.

—OH, Acredito que vai começar um incêndio, — Tanner disse secamente— Banhos de espuma e chocolate. Champanha e rosas— Respirei devagar exalando forte e profundo— Tranquilos e acalme se, maldita seja. Espera. Preciso sentido. Estar sem o Rome, embora no momento, esse pensamento não me entristece muito. Essa monstruosidade de chefe! Sentido, estar feliz. Bla, Bla, Bla.

Porque ele não vem aqui e o faz ele mesmo

—owsh!— Tanner se afastou de mim abruptamente, rompendo nossa conexão — está me queimando, até a merda. Se terminar com cicatriz, demandar-te até o traseiro.

Pisquei ao olhar minhas mãos. Efetivamente, a ponta de meus dedos ardia. Ira, diabos. Esteve bem que Rome tivesse me ajudado a me liberar dela, embora não estou seguro como o tinha feito antes. Dava-lhe minhas mãos e o fogo se extinguiu — Se há cicatriz, — disse ao Tanner, - as garotas me amarão sei.

Seu rosto se iluminou — Seriamente?

Meu olhar enfrentou com o do Rome, avelã contra azul —Isto não está funcionado— Sou uma pessoa emocional, mas não posso me forçar a me sentir de certas maneiras— Diabo, não quero estes poderes.

Ele cruzou os braços em seu peito. —Bom, tem tudo o que necessita para aprender a usá-los.

—É muito difícil.

—Quanto mais pratique, mas fácil será.

—Isso não me ajuda agora!

—Temos bastante tempo, antes de irmos. Seguiremos nisso. Entendo-te. Tenho confiança em você.

Seu elogio quase me abrandou. Quase. —Um par de horas mais não fará diferença. Tanner faz maravilhosamente a conexão, equilibrando minhas emoções. Mas não as controlo.

—Sou bom, não?— Tanner interveio com um sorriso.

—Deixa de se queixar, Belle — Rome não mostrou piedade — Fecha os olhos e tenta de novo.

Sempre foi um professor do trabalho? Está determinado a sair-se com a sua? —Não.

—Tanner não se rende, — Rome disse.

Meus olhos o olharam com desdém. OH, que baixo. Não esperava ser comparada com alguém mais. Sobre tudo um menino com uma boca simpaticíssima. Cruzei meus braços em meu peito. Vamos ver se gosta do reembolso. —quer que o faça maldita seja, então me diga quais são seus poderes e como fez para dominá-los.

—Belle, — disse me advertindo.

Dando o ultimato e não darei marcha atrás, quero saber. Demônio preciso saber. E tinha que forçá-lo a dobrar a mão, Alto. —Bem— Não me diga— Vemo-nos lá dentro da cabine— depois de lhe soprar um doce beijo, Dei a volta. Agarrei o Tanner pela mão e nos dirigimos à cabine. Surpreendentemente, o menino me seguiu arrastando os pés. —Quero que queime minhas mãos de novo, — disse gemendo.

—Necessito de uma cicatriz.

—Continue assim e queimo todo seu corpo.

Rome soltou um grunhido — Quer saber, mostrarei então.

Congelei-me. Polegada a Polegada, me virei e o encarei. Meu coração golpeando forte contra minhas costelas.

—Para dentro, Tanner, — disse, com seus olhos postos em mim.

—Quero ver, também.

—Vá para casa. Já fez seu trabalho aqui. Agora eu sou o professor. Vou flertar com ela. Vá para casa, — Rome repetiu.

—Sem mim, não saberiam quando ou como flertar.

—Tanner. Vá.

—Mas quero ver seus super poderes também. Olhar pela janela faz bem.

—Trato de ser amável, Tanner.

O rosto do Rome estava escuro de raiva— Suas fossas nasais jogavam faíscas, sua irritação era clara na pupila de seus olhos azuis, que se notavam negros como laminas — Não é brincadeira. Não é um jogo. Entre na casa, ou eu coloco você lá a chutes.

Tanner saiu correndo sem dizer uma palavra. Tive que me esforçar para não seguir o menino. Tinha um nó na garganta quando Rome caminhou para mim. Verdadeiro medo crescia intensamente, fazendo o ar gelado.

—Agora vou te mostrar minha habilidade, — disse entre dentes com um tom ameaçador e acalmado, - E vai desejar por Deus que não o tivesse feito.

 

Uma pequena parte de mim (em algum nível) Já se esperava o que Rome ia fazer, e o resto de mim, sentiu-se como uma idiota. Eu deveria ter ligado os pontos. Como não tinha imaginado isso? Careço de sentido comum? O fato de que eu deveria ter sabido não diminui o impacto, entretanto. Meus olhos se ampliaram em estado de choque, e fui pouco a pouco com cautela. Meu estômago ia tocando fundo. —Você está... Você está.

Mudando. Ele estava mudando.

Seu rosto estava se alargando. Seus ossos estavam se reorganizado, até que foi agachar-se sobre o chão. A roupa que usava estava arrancando de seu corpo, e uma brilhante pelagem negra brotava de sua pele, que o cobria em simples segundos. Seus dentes se afiaram até mais, e suas pupilas se converteram nas de um gato, neste momento já tinha acabado querido Deus, ele era um jaguar. UM JAGUAR! Não, o jaguar. Era o que eu tinha visto em meu apartamento, que havia invadido a casa de Lexis que havia me protegido contra os assassinos.

O único que havia quase congelado.

Se Rome simplesmente me houvesse dito de sua habilidade, tivesse podido tratar de negá-lo. É provável que o chame mentiroso, poderia ter dito que deixasse de estar brincando. Mas vê-lo, ver sua transformação, oferecer a irrefutável prova e com isso pôs de manifesto o fato de que havia todo um mundo aí fora que eu não sabia que existia até faz poucos dias.

Rome me grunhiu, um som puro e feroz de animal. De perigo total. Eu me respaldei um pouco mais e me afastei, levei minha mão a minha garganta. Ele nunca teria me feito mal estando nesta forma, Mas nesta forma… uma garota não pode ser muito prudente.

—Merda!— Tanner gritou da cabine — Rome, o Menino rude, é um Gatinho bebe. Woohoo!

O jaguar nunca separou de mim sua feroz atenção. Seu contínuo olhar perfurava em mim, me desafiando fazer algo. Ele esperava que corresse que o reprovasse. Ele provavelmente espera que eu desmaia-se também, assim não é de sentir saudades que ele tivesse sido tão firme em manter esta parte de si mesmo em segredo. Teme muito ao rechaço? Acredita que o encontraria repugnante? Homem tolo. Isto era estranho, sim, mas dificilmente é uma razão assassina de relação tive piores encontros e como se eu tivesse que as julgar. Além disso, comecei os incêndios - com meus olhos. Como no quarto e ele não me julgou. Eu comecei, Baixando pouco a pouco… baixando à altura de seus olhos. —gatinho, gatinho. Vêm com sua doce Belle.

Suas largas e negras pestanas baixaram e subiram. Logo, lentamente ele se arrastou para mim, fechando a distância entre nós centímetro por centímetro animal e com a mão lhe acariciei a suavidade de sua pele. Ele Ronronou.

—Suponho que isto significa que tenho que te chamar de Homem gato.

Ele descobriu seus dentes, eles seus lábios estavam trementes já que pronunciou um grunhido selvagem.

—Não? O que tem que Agente bola de cabelo?

Outro grunhido.

Tive meu próprio tic nos lábios — deveria me haver dito sobre isto, — adverti-lhe— teria me salvado de um ataque do coração e a você de um quase congelamento. — Seu grunhido tinha cessado, e ele piscou de novo. Eu comecei a arranhá-lo atrás das orelhas. Teve vacilações, ele lambeu meu braço, a calidez e a suavidade de sua língua me surpreendeu.

—Está se deixando lamber?— disse Tanner— que nojo.

—Se cale!— Como resposta começou a cantar.

—Belle e o gatinho sentados em uma árvore.

Com um rugido, Rome começou a rondar para a cabine de forma ameaçadora. Compreendendo que só tinha sido colocado na carta de sobremesas, Tanner finalmente fechou sua grande bocarra...

—Isto realmente explica algumas coisas—, disse tomando o focinho do gato forçando-o a deter-se e a me olhar.

—Você nunca usa jeans, provavelmente porque não vão se romper quando se transforma. Não usa roupa íntima, já seja pela mesma razão, estou adivinhando. Recorda-me a facilidade com suas calças rasgou esse dia, ia desprendendo deles. Até aqui minha teoria de que minha força sobre-humana tinha sido responsável.

—Às vezes atua como um completo animal. Tem este selvagem fulgor nos olhos, como se pudesse te comer a tudo com o olhar. Também está na forma com que beija.

Outro grunhido fez erupção dele, este era diferente dos outros. Esperança e desejo aprofundaram seu timbre. Ele estirou suas patas dianteiras, logo as costas. Minhas mãos caíram a meus lados. Seus ossos se alargavam novamente em lugar de estar corcunda. Novamente sua pele saiu, como se isto tivesse sido nada mais que um traje temporário retraíram-se seus dentes, seu rosto se estava reformando voltou a ter seus planos e ângulos. Os músculos definidos de seu peito. Seu pênis, OH Senhor, meu santo, seu grande e duro, pênis ereto... Eu me obrigue a dar a volta. Minhas bochechas se superaqueceram, e tive que seguir me centrando em mim mesma. O sol parecia de algum jeito mais brilhante. Eu o havia visto nu antes, mas estava muita fraca para sentir os efeitos. Certamente iniciarei um incêndio se o olhar agora.

—Belle...

—Você está nu. — Ah, que bem afirmando o óbvio. Minha especialidade.

—Isso é o que tem para me dizer? Um Choque entre a risada, a ira e o alívio gotejava de sua voz.

—Não piscou em minha forma animal... , mas minha nudez te intimida?

—Não é sua nudez, exatamente, — Eu tampada, estava olhando para baixo a meus pés. Chutei uma pedra com a ponta de minha bota.

—Então o que?—

—Bom, seu pênis. Duh. Esta grande. E duro.

Ele afogou em uma risada — você precisa te acostumar, bebe, já que vai estar vendo-o muito no futuro.

Minhas bochechas se esquentam outro grau — Só ponha uma correia nessa coisa, por agora, de acordo?

Uma pausa. Com o ranger da erva. —Só que posso trocar de forma, e tudo o que importa é meu pênis? Eu não acredito ter tido este grande impacto.

—Bom, acredito que mencionei quão grande é. Felizmente, meus recém-novos super poderes não causaram a explosão do mundo com a força de minha surpresa. E a luxúria. Tinha definido a luxúria aqui, me estremeceu todo o corpo e ofeguei. —Não quero começar um incêndio.

Eu nunca tinha visto um homem tão bem formado. Seus músculos se agitaram com essa pele bronzeada. Rome era o epítome de total a masculinidade. Sua só presença era de poder. Gotejava dela.

—Pode pôr um pouco de roupa?

Eu não tinha que vê-lo para saber que rodou seus olhos.

—Não. Finalmente consegui te intimidar vou permanecer nu no resto de minha vida Lalalala.

As árvores eram frondosas e verdes. O céu, o pouco que pude ver através das folhas, foi um brilhante, de cor azul clara. Apenas nuvens. O aroma de pinheiro encheu o ar.

—Vamos estar aqui todo o dia assim, ou vai dar a volta e falar comigo?— Rome pediu comodamente.

—Fique assim, assim posso estar todo o dia. Duh.

—Belle.

—Rome.

Cruzei meus braços sobre meu peito. Se o homem ainda não tinha descoberto que possuía uma teima básica, já era hora que soubesse. —Você viu um homem nu antes, não?

 

Eu gostei da forma em que falo como um grunhido, como se ele não podia suportar o pensamento de mim com outro homem.

—Sim, eu vi. —Passe-me de um pé ao outro— Eu só não tinha te visto antes nu, ao menos, não quando foi o suficientemente forte para fazer algo a respeito. — Outra pausa.

—E isso é diferente como?

—Bom, é você.

—Eu?

Uma ligeira brisa estava soprando, esfriando um pouco minha pele. —É certo. Você. Você me faz sentir coisas.

—Me alegro—, disse— Pondo Suas mãos em cima de meus ombros e apertando-os brandamente— Eu não o tinha ouvido aproximar-se, mas de repente ele estava ali. O aroma de homem viril me envolveu.

—Eu também—, disse brandamente, — mas isso não significa que estou procurando outra vez— Não agora, ao menos. Quero dizer, se me der à volta não estaríamos falando, agora?

Uma terceira pausa, logo, — Não, suponho que não. Como te disse, estou em grave perigo de iniciar um incêndio. Não é uma boa ideia quando está de pé em uma zona florestal. — Precisava mudar de assunto antes que me esquecesse de exatamente por que não falar seria uma má ideia. —Como terminou em um gato? OH meu Deus, você realmente não teve uma cirurgia do olho, não? Você tem visão noturna, porque isso fazem os gatos. Ele pressionou seu peito contra minhas costas (que ganho um ligeiro grito por mim) e aprofundou sua massagem em meus ombros.

—Não, não, a cirurgia ocular. Recorda o caso de experimentos que te disse a respeito de que meu DNA foi juntado. Eles, os cientistas que trabalham na ISP, fizeram outras coisas, mas nunca o compreendi de tudo.

Fiquei com a boca aberta e não encontrei as palavras corretas. Quando chegaram, houve um nó na garganta dos que me enfurecem a respiração. —Como poderiam fazê-lo? Mistura humana e animal, que poderia haver te matado.

—Embora eu goste que esteja indignada em meu nome, mas não deve ser. Fui voluntário, recorda? Queria o tipo de habilidades que me fazia invencível. Posso fazer coisas, ver as coisas, ouvir coisas que outros não podem.

Eu jogava com os extremos de meu cabelo e trocava de novo o peso de meus pés. O batimento do coração de meu coração ainda não tinha chegado a um ritmo normal, e seu toque só o fez pior.

—E tem razão—, acrescentou — Eu não uso jeans porque não se rasgam facilmente. A roupa, bom, a primeira vez que me troquei, toda minha roupa ficou em meu corpo... gato. Isto sufocou meus movimentos, embora eu fui capaz de arrancá-los com os dentes, exceto com a roupa intima. Como pode imaginar, fiz um bom espetáculo. Um puro depredador usando só roupa íntima.

De mim saiu um borbulhante sorriso. —por que esperava que me desgostasse da mudança?

—Outras pessoas estiveram — Seus dedos apertados por um momento, e sabia que era porque queria tomar a conversa por um caminho diferente Eu de todos os modos persistia.

—Como quem?

—Como Lexis.

Polegada por polegada, seus dedos descendiam a longitude de minha coluna vertebral. —Ela vomitou a primeira vez que viu o que aconteceu.

—Ela tinha provavelmente um vírus.

—Mau.

—Pela manhã ficado doente, então.

—Ela tinha estado bem até chegar a esse ponto.

Estupendo— Além disso, fez o que realmente quero reavaliar a reação de sua ex? — Não sou Lexis.

—Não — Ele passou lentamente seus lábios por meu pescoço, obtendo todo tipo de sensações eróticas — não, você não é ela.

Havia faíscas de calor entre nós, e fiquei extremamente sensível aos seus estímulos de cada ação que fazia ouvi todos os movimentos de sua respiração é como um tambor de batalha eu senti todos os peraltas toques de seus dedos como um arame em chamas.

Ele estava nu, e eu queria tocar.

Não. Não, não, não. Com o Tanner observando da cabana, eu precisava praticar o controle de meus poderes minha inabilidade para deter o fogo que a luxúria causava nós simplesmente não poderíamos nos permitir nos satisfazer um ao outro, simplesmente não podia permitir ceder. Por muito que eu queira.

—Bem. Hmm. — Eu tossi. O que devo fazer agora? Ir?

—Por que a mudança não te incomoda?— Rome perguntou — Mas de uma forma, como se temesse à resposta.

Bom, eu poderia dirigir este tema sem cair em seu assalto sensual — Não sei. Simplesmente não o faz.

—Por quê? Insistiu

—Fiz um pouco de mudanças em mim recentemente. Não quero que me julguem também. Além disso, sou a incrível garota maravilha.

—Não vou te chamar assim— ele interrompeu com uma risada.

—Por que não? Você é o que único que pensou.

—Após decidi que esse nome não fica bem. Você é a sereia travessa, e é tudo.

Eu não pude reprimir meu sorriso. —Bom, é o homem gato, não há dúvida.

—Não me chame assim — Deu outro sorriso e me pressionou brandamente para diante.

—Vá procurar um pouco de roupa e vamos terminar sua prática.

—Sem o Tanner?

—Sem o Tanner.

—Ele não vai gostar disso.

Rome deu de ombros. —Ele merece um descanso. Vamos. —deu-me uma surra.

Rindo, forcei-me a me afastar dele, de seu toque doce e seu aroma doce. Eu não me permiti olhar para trás quando entrei na cabana. No momento em que a porta se fechou atrás de mim, o ar fresco me rodeou. Respirei profundamente Tanner me esperava, de pé na porta e saltando para cima e para baixo com a emoção.

—Viu isso? Ele é um gato. Um gato! Com a pele e tudo... Vi — Disse-lhe.

—Ele ronronou? Diga-me que ronronou.

—Não — Onde estava a bolsa de Rome? Meu olhar passo pela pequena cabana.

—Pensa na diversão que podemos ter com isto — Tanner passou sua mão através de seu cabelo —meu deus, as piadas já estão rodando por minha mente.

—Qual é a diferença entre um gato e uma rã?— Não esperou minha resposta — Um gato tem nove vistas, e uma rã coaxa todos os dias.

—Isso não é gracioso — finalmente, espiou-me o bordo de vinil negro meu olhar do lado da cama, e aplaudindo à mesma.

—O que comem os gatos para o café da manhã? Ratos Krispies.

Meus lábios fizeram um tic. —Melhor — Vi o vinil negro se sobressaindo e corri para ele. E Nenhuma só peça de roupa que tem ali era de cor. Todas eram de cor negra —não faça essas piadas na frente de Rome— É um tipo sensível. Senti suas dúvidas, recorda? Precisa sobrepor-se e fazer brincadeiras é a melhor forma de ajudar a conseguir.

—Quer ser comido?— retirei uma camiseta e calças. Não me preocupei com os sapatos. Usava durante a mudança, mas não tinham sido danificados. —você não está o suficientemente perto para ver que tão pontudos são seus dentes.

—Rome não me fez mal. Ele só ladra, mas não morde. Ele é tudo ronrono e não morde. Maldita seja.

—Tanner riu. —Eles simplesmente continuam vindo. Estou imparável. Eu sou o wason. Hey! —Seus olhos se ampliaram, e aplaudiu sua mão em sua coxa. —Este pode ser meu nome de super-herói. O wason sensível.

Ri. —exceto não é.

—Eu o sou, também. Sou sensível aos sentimentos de outras pessoas.

—Acredito que seu novo nome deve ser o Incrível cú.

Ele sorriu de acordo — Tenho um lindo cú, não?

Deus, eu adoro este menino. E peguei a roupa de Rome e a pus embaixo de meu braço. —por que não faz o almoço ou algo assim? É hora, verdade? O café da manhã já passo horas atrás. Estou faminta.

Ele se arqueou à frente, no que estava perfurado, e o anel de prata piscou os olhos na luz — Ou podemos nos manusear antes que leve a roupa para Rome.

Golpeei seu ombro, mas estava tendo um difícil momento mantendo uma severa expressão.

— Como não pode te fritar como um camarão maltratado?

—Você se perderia sem mim, e você sabe. Posso sentir o amor. Não trate de negar.

Dei a volta fora dele e fui a grandes passos. Sua risada me seguiu. Imediatamente, o calor me envolveu em suas pegajosas garras. Rome estava no lugar exato em que o deixei. Seus braços estavam aos seus lados e não fez o absolutamente nenhum esforço para se cobrir.

Ele sorria, desafiando-me a olhar. Finalmente eu queria fazê-lo de todos os modos. Olhei. Por último. Eu queria ao longo de todos, de todos os modos. Detive-me alguns poucos pés de distância dele e permitiu que meu olhar o seguisse. Minha boca se encheu de água, e como eu temia, meu sangue esquentou. Era, sem dúvida, um espécime de primeira.

—Um dia terá que devolver o favor—, disse apressadamente.

Permanecer nua diante de Rome, frente a tal perfeição quando se está longe de ser perfeito?

—Não acredito.

—Fará.

—Talvez.

—Definitivamente— a longitude de seu comprido e duro pênis reagiu com um tic.

—Quase sem dúvida. Joguei-lhe a roupa.

Ele habilmente capturou os objetos de vestir, houve uma ternura em sua expressão que não tinha estado ali antes. Aplaudi-me mesma mentalmente por notá-lo. É uma façanha, tendo em conta que sou escrava de sua masculinidade ativa.

Dava a ele absolutamente nada de privacidade enquanto se vestia, começando com as calças o trabalho sobre suas fortes coxas e quadris. Já tinha visto, assim não havia volta atrás agora. Em realidade eu não queria voltar atrás. Só queria a este homem. OH, como um formigamento em minha pele, acalorado.

—Quando isto terminar— disse, então segurei a mim mesma e pressione meus lábios juntos. Não cerca ali, Jamison. Todo o calor morreu.

Ele estava em processo de sacudir sua camisa por cima de sua cabeça, mas ele seguia. Seus dedos com aprumo sobre seu peito, na prega de sua camisa. Seu bronzeado, duro como a rocha dos músculos que permaneciam visíveis. — O que?— ele demandou — O que é o que ia dizer?

—Nada— Se apresse, vamos praticar.

Com uma última olhada, tinha a camisa em seu lugar, havia coberto seu delicioso corpo. Senti uma pontada de perda. Que classe de idiota era eu para insistir em que semelhante delicioso bocado se cobrisse. Rome fechou a distância entre nós, segurou minha mão e me levou fora da vista da cabana. Quando se deteve, olhou pra mim e levantou meu queixo com a cálida ponta de seus dedos.

Nossos olhares se encontraram.

—O que ia dizer Belle?

Engoli forte. O que acontece ele não queria me ver mais depois? Ele se sente atraído por mim agora e sim, parecia que gostava. Muito. Mas ele poderia ser um desses tipos que aborrece toda menção de um futuro depois de Lexis... Ele poderia ser um desses tipos que se assustam na primeira menção da temida palavra com o R de Relação. Como se a palavra fora sinônimo de inferno e o mal.

—Nada—, insisti— fechei minha boca e a apertei obstinadamente.

— Já que não quer dizer nada. Então vou fazer algumas conjeturas. Quando isto acabar se eu iria querer dormir com você? Sim. Eu quero te ver de novo? Sim. Quando isto acabe quero passar algum tempo com minha filha? Sim. Que Quando isto acabe quero te enlamear com calda de chocolate e lambê-lo depois? Sim. — Ele faz uma pausa.

—Possivelmente uma dessas possa cobrir sua pergunta?

Eu assenti, não podia falar pelo repentino nó em minha garganta. Ele realmente quer voltar para ver-me. Deslizam-se círculos de felicidade através de mim, faz-me sorrir como uma louca.

Sua Expressão se volta séria, suas mãos se enredam em meu cabelo.

—Você me fascina, já te disse isso, verdade? Que te quis dês do primeiro momento em que meus olhos posaram em você, e o desejo só cresceu cada vez mais.

Minha mandíbula caiu aberta no assombro.

Ele tomou como um convite.

Seus lábios se equilibraram sobre meus. Sua língua imediatamente entrou em contato com minha língua, e me consumiu o sabor aditivo que tem de homem selvagem, soltou meu cabelo, posou cavando meu queixo em suas mãos e inclinou a cabeça para fazer mais profundo o contato comigo Eu gemi de êxtase. Minhas mãos baixavam como quebradas por seu peito, como queria que o inferno a fizesse desaparecer. Queria-a desaparecer. Queria pele sobre pele. HOMEM SOBRE MULHER.

Eu queria que o animal se desatasse nele.

Mas maldita seja por todos os infernos, eu já estava de novo sentindo a calefação, e as consequências poderiam ser mortais. Pus distância de seus lábios, ofeguei, — Não deveríamos. Poderia provocar um incêndio.

—Me passe suas emoções — Uma escura excitação marcava seus traços tensos e sua voz saiu em um meloso ronrono.

—Passe sua paixão e fogo para mim — Meus dentes se afundaram em meu lábio inferior.

—O que acontece se sai ferido? Tanner não está aqui para me dizer quando é muito ou quando parar.

—Dê.

Rome voltou sua boca contra a minha. Eu não podia resistir lambi-a, sugue-a e a mordia, pouco a pouco ele me arrastou até ele, levantou-me, e envolveu minhas pernas ao redor de sua cintura. A dura ereção entre suas pernas se pressionava em mim, de algum jeito maior, de algum jeito mais quente. Lançava-me ao prazer onde mais o necessitava. Eu tremia; ardia Tratei de manter o fogo dentro de mim. Meu sangue fervia, minha pele se cravava ao vermelho vivo.

Se não tivesse sido cuidadosa, o encolerizado inferno dentro de mim tivesse arrebentado livre, consumindo o bosque. Consumindo Rome. Eu não queria ferir o Rome. Eu não queria assustá-lo, fazê-lo decidir que não voltaria a me beijar ou me tocar outra vez.

—Nunca estive tão desesperado por uma mulher em minha vida me dê seu fogo, Belle. Eu o vou controlar.

—Como pode estar seguro?

Através de nossa roupa, ele esfregou seu pênis contra meus clitóris. Essa fricção faz arder em mim o desejo. Um prazer absoluto. Seu fôlego embriaga todas minhas sensações. Um beijo profundo e sujo nadava em minha língua apaixonadamente. —deem-me isso — disse.

—Não— Não podia deixar de mover-se. Arqueei minhas costas em seu contrário, a ação é absolutamente necessária para minha paz mental, isto é perigoso. O fogo dentro de mim cresce cada vez mais quente, ameaçando devorando tudo, tentando, tentando, tentando arduamente para mantê-la dentro de mim.

—Dê- me —Mordeu-me.

—Não— mordisquei —O que acontece está equivocado? O que acontece se não puder controlar isto?

—Me deixe tentar deem-me isso faz com que venha—, prometeu— Ele me levou até a casca de uma fria árvore que pressionava contra minhas costas. Sua ereção deslizou para cima e para baixo, e o tecido de meu jeans se soma à deliciosa fricção.

—Rome... — Seu nome foi arrancado de minha garganta, em um som rouco e necessitado. Uma prece.

—Eu estava te vendo antes, quando você fez chover, via-te tão triste, meu peito realmente se apertou. Queria desesperadamente tomar sua tristeza e levá-la longe. Confia em mim nisto me deixe tentar. — Ele se aproximou de mim, me golpeando fechando a distância novamente entre nós.

—Acredito que posso fazer de novo.

Já tinha feito antes, e tinha razão: poderia fazer de novo. Pouco a pouco, permiti a mim mesma relaxar minha guarda. O calor e as chamas que tinha tentado controlar de maneira diligente eram como se de mim tivesse aberto as portas. E se mudaram para o Rome, entretanto, em lugar de queimá-lo só arrancou dele um gemido, ele absorveu as chamas.

Se eu não tivesse estado tão distraída por sua sedução, teria saltado por como estavam às coisas só pude apertar mais meu agarre, sua língua se transladou freneticamente contra a minha. Seus quadris se arquearam deliberadamente. Minha cabeça caiu. Eu simplesmente não tinha a força para sustentá-lo até que ele mordeu meu pescoço, mordiscando a pele logo lambendo aonde havia dor.

—Vê?—, Disse, sua voz era rouca como a minha. Ele suportava a tensão sexual, mas estava despertando tensão. Tinha Despertado uma lata de prazer e dor— Fizemos. Esperava que pudesse filtrar as chamas, ter o mais violento do calor, e funcionou.

—Não entendo como é capaz de fazer isso—, eu gemi quando ele me puxou para ele e começou a me acariciar as costas. O Tempo se deslizou fora da realidade. Aqui, agora, tinha ao Rome e tudo para agradar e não tinha iniciado nenhum incêndio. Nada mais importava.

—Se não tivesse aprendido a enjaular ao animal dentro de mim, não teria adiantado. Eu sozinho seria um animal. Pensei, esperançado, que podia enjaular seu fogo, assim que o fiz. Um dia o fará por sua conta, mas até então...

Eu o beijei de novo. Nossos dentes se roçam juntos enquanto nossos corpos se estiravam e se arqueavam. Ele segurou meu seio, apertando o mamilo.

—Falaremos disso um dia, vamos fazer isto nus, — ele diz.

—Sim.

—Na cama.

—Sim.

—Um dia será minha.

Sua mão descendeu por minha calça depois não, não há calcinhas, porque isto proporciona prazer, é travesso, o ladrão se ocultou dentro de meu molhado coração. O contato instantâneo onde mais necessito, mas seus dedos se enterraram profundamente—Sim.

Saltei pelo prazer liberado e gritei, estrelas brilharam atrás de meus olhos, meu corpo inteiro se tencionou e relaxou com espasmos enquanto o intenso prazer me enchia. Sustentei-me do Rome temerosa de que se o deixava ir voaria pelos céus.

Imagens estavam correram por minha mente. Imagens de Rome nu e dentro de mim, seu membro substituido por seus dedos enquanto ele tomava por detrás para logo tomar em cada posição possível. Imagens de...

—Viper— uma voz familiar chamou —O que acontece? Está bem? Espera um minuto, já vou estou a caminho— Será melhor que não a tenha machucado Rome, ou haverá um inferno que pagar.

 

Enquanto combatia a muito custo o desejo (ou seja, matar ao Tanner, Despir ao Rome gritar, pedir mais de seu carinho) Rome tirou seus dedos de mim, logo se afastou completamente— Sua expressão era tensa já não de um modo bom — e doeu quando ele reajustou suas calças.

Tremendo, corrigi minha roupa, incapaz de manter um fôlego estável — Terminei, mas que há com você?— Eu sussurrei— Meu olhar fixo estalou a sua protuberância aumentada —Você está…

—Bem— Estou bem. Nada que não possamos nos encarregar mais tarde. — Mas seu olhar fixo demorou sobre meus mamilos endurecidos, seguindo ao centro de minhas coxas, me acariciando. Um brilho quente, um pensamento apareceu em seus olhos. Então ele fez algo inesperado e totalmente erótico. Ele lambeu seus dedos, os dedos que tinham estado dentro de mim.

Suas pálpebras se fecharam na rendição — Quase gozei outra vez, a ação despertava algo mau. Definitivamente travesso.

Tanner correu ao redor. —Belle?

—Estou bem, — disse minhas bochechas avermelhadas— Nada está mau.

Ele se freia, e me estuda, estuda as costas de Rome —Ah— Ah— Vocês estavam tendo sexo. Asqueroso. Somente asqueroso. Sexo de gatos. Volto para dentro. Tratem de manter suas mentes no objetivo, vocês dois. Santo Deus! Sou eu o único aqui com uma ética de trabalho? — Ele golpeou seu calcanhar e partiu atrás à cabana.

Rome me olhou, e começamos a rir —Aquele menino, — disse ele.

—Sei.

—Agora que sabe, podemos voltar a trabalhar — Ele virou longe de mim, seus ombros rígidos. Foi só então, com a distância entre nós, que me dava conta do que acabava de acontecer. Eu o estudava, procurando sinais de dano. Não havia nenhum sinal vermelho, nenhuma ampola. Isto tinha funcionado.

OH Por Deus! Realmente tinha funcionado. Rome realmente tinha tomado meu fogo nele e completamente o tinha domado.

Ele me tinha impedido, tinha-me impedido de fazer mal a algo, ou alguém. Poderíamos estar juntos.

Poderíamos fazer amor lento, lânguido. Poderíamos desfrutar com força, sexo rápido, sexy. Tudo sem o medo das consequências. Só pensá-lo era bastante para despertar de novo meu desejo. Logo eu o teria dentro de mim. Completamente.

Um tremor de prazer foi em ponto morto a minha espinha dorsal quando preparei para nossa seguinte sessão de prática. Eu começaria com fogo, só que não a classe que queria. Ainda não.

Sem parar para o almoço, gastamos às duas horas seguintes criando chamas, chuva, neve e tornados. Realmente fiz um bom trabalho. Rome esteve de pé a uma distância, filtrando minhas emoções. Sem o Tanner, ele não sabia quanto filtrar, mas não era nisso pelo que ele tinha que seguir trabalhando. Ele tinha que praticar a filtração.

Com cada distração, tinha que voltar e começar tudo de novo, mas em geral, avancei. Esperávamos que em umas semanas mais (provavelmente meses) eu seria capaz de criar os resultados desejados imediatamente, até com distrações ao redor. Inclusive quando Rome despertava.

O que me assustou, entretanto, era que quando melhorei, comecei a desfrutar de minhas capacidades. O manejo e o controle de tal poder era embriagador e intoxicante, como uma medicina aditiva. Uma pressa de adrenalina selvagem. Eu começava a imaginar as coisas que eu poderia fazer uma vez que realmente dominasse esses poderes. Se alguém me irritava, eu poderia queimar seu cabelo. Se alguém me ameaçasse, eu poderia congelar sua casa. Quem não desfrutaria causando aquele tipo de vingança?

Quero dizer, faz umas semanas, eu tinha tomado emprestado o carro de Sherridan para uma entrevista de trabalho. Dez minutos em meu passeio, e eu tinha sido detida pelo mais egoísta, policial — Estou em cima da lei.

Eu não dirigia um carro há muito tempo, então é obvio minha licença tinha expirado. Então? Ele me deteve.

Sim, o estúpido me algemou e me levou a prisão como se eu fosse uma dura criminosa. Ele me fichou e tudo. (Talvez meu comentário sobre seus masculinos peitos de boneca o levaram a beira) (Quem sabe?).

Então sim, agora tenho um registro. Tudo porque um parvo quis provar que podia intimidar mulheres. Estou Zangada? É obvio que sim. Se eu tivesse tido estes poderes então eu poderia ter afogado aquele bastardo miserável em uma chuva de granizo, poderia ter congelado suas bolas em sua coxa, poderia lhe haver girado em um tornado violento.

Nota pessoal: procurar o Oficial Parton quando voltar à cidade.

—Em que demônios estão pensando?— Rome disse.

Pisquei e sacudi a minha cabeça, dispersando os pensamentos escuros da esquina traseira de minha mente. Entretanto, isto deixou de extinguir a pequena lenha de fogo em meus pés. Pisei em forte nos rescaldos. Plumas negras frisando para cima deslizaram-se ao redor de mim. Tossi só logo me dava conta o que eu tinha estado fazendo. Planejando machucar a alguém. O oficial merecia seguro, mas isto não me dava o direito.

Maldito. Isto era o que Rome tinha temido que me acontecesse. Que eu crescesse para amar meus poderes e ser incapaz de deixá-los. Não era isto o que ele havia dito? As pessoas matam pelo poder. As pessoas o anseiam, e viram um monstro por isso.

Eu tinha querido deixar meus poderes quando eles eram incontroláveis, mas agora que eu estava começando a ver exatamente o que eu poderia fazer e seria capaz de fazer eu não estava segura que realmente queria voltar a ser normal. O oficial Parton tinha estado claramente apaixonado por seu próprio poder. Eu seria como ele?

Suspirei e meus ombros caíram.

—Está bem?— Rome perguntou— Ele andou a pernadas a meu lado e envolveu seus braços ao redor de minha cintura. Ele descansou seu queixo em cima de minha cabeça. Foi um suspiro bastante pesado.

—Vocês ouçam vão começar a beijar-se outra vez?— Tanner chamou da janela da cabana— Ele fingiu ter náuseas— Ele tinha estado nos olhando o tempo inteiro, atirando partes de conselhos desnecessários e dando ordens como tentar fazer uma escultura de gelo nua.

—Fez alguma vez o almoço?— Repliquei— Já é hora de comer agora? De qualquer maneira, morria de fome!

—Não cozinho.

Exasperada, lancei meus braços — Então como come?

—Para levar— Tanner deu de ombros — Criadas.

—Criadas?— Esperei que ele risse, mas ele não fez. Ele estava totalmente sério. Genial. Eu tinha convidado ao Ricky Ricón para filiar-se à Esquadrilha do Destino. Espera. Não importa. Esse não é um nome legal para nós.

—Basta fazer sanduíches ou algo. Uniremos-nos em um minuto. — Espero. Meu estômago retumbou.

—Bem— Franzindo o cenho, Tanner pisou forte longe da janela. Ouvi que ele resmungava, - Sou só o empático e então consigo o pior trabalho — Rome manobrou atrás de mim para me bloquear a vista, envolveu seus braços ao redor de minha cintura e disse.

—Nunca me respondeu. O que te trouxe aquele suspiro?

—Eu só pensava — Uma brisa leve passou levada pelo ar entre nós, refrescando minha pele molhada pelo suor. Seu corpo chispou contra o meu, eclipsando a frescura, por nenhum caminho no inferno eu lhe pediria mover-se. Eu gostava de onde ele estava.

—Sobre?

—Poderes — Fiz uma pausa, considerando minhas seguintes palavras com cuidado.

—Se pudesse deixar de ser um gato…

—Jaguar.

—Jaguar— Independentemente disso. Santo Deus! Como havia uma diferença?

—Se pudesse deixar aquela habilidade, faria?

Ele não ofereceu nenhuma vacilação

—Em um batimento do coração.

—Inclusive embora possa entrar em lugares que a pessoa normal não pode? Inclusive embora te oferecesse para a junção de DNA? Inclusive embora possa…

—Inclusive embora, — o interpôs firmemente —Independentemente das vantagens, há muitas mais desvantagens. Como o fato de que Vincent amaria me recrutar para o OASS por qualquer meio necessário, que põe minha família em perigo.

De algum jeito eu sabia que ele diria isto.

—Não digo que odeio tudo o que posso fazer. — Suas mãos rasparam abaixo meus braços, e cavaram em meus seios. O homem obviamente gostava de me tocar.

—Não digo isto absolutamente.

—Então o que diz?— Perguntei ofegante — Suas mãos eram grandes e calosas, e senti a abrasão por minha camisa de algodão, sentindo uma impressão fantasma que marcou minha mesma alma. Eu tinha tido a outros namorados; eu sempre tinha gostado de sexo. Mas algo era diferente com o Rome. Seu mais leve toque me excitou como nada mais vez.

—Digo que o bem não pesa mais que o mal — Sim, sou capaz de ver mais claramente na escuridão. Sim, eu posso cheirar coisas que eu não podia cheirar antes.

— Ele fez uma pausa, o silêncio carregado da intenção pecadora. —Sim, sei quando uma mulher está a ponto de gozar, antes que o faça.

—Como?— Chiei de repente envergonhada— O calor se estendeu e se bifurcou de minhas bochechas. Eu tinha sido despertada por ele tantas vezes que eu tinha perdido à conta.

—Posso cheirar seu desejo.

—E isso… que parte é?

—Bom— Sua voz baixou em um sussurro rico no vinho, um sussurro que deixou minhas bochechas ainda mais quentes — Muito, muito bom.

Inferno santo, este homem sabia seduzir. Meus joelhos se debilitavam em um passo rápido. Não importou que a cabana estivesse atrás de nós e Tanner poderia olhar da janela. Não importou que nós estivéssemos fora. Nada importou, mas sim Rome.

—Amo todas aquelas capacidades — Ele beliscou meus mamilos, e me arqueei para trás. —Posso encontrar o impossível de encontrar. Espreitar o inaceitável.

—Mas…?

—Mas estas capacidades não me ajudaram a fazer no que me importa mais. Elas não deram a minha filha uma vida normal. Não, elas trouxeram o mal do mundo a sua porta. Por causa disto, nunca posso deixar cair minha guarda. Nunca posso totalmente confiar. As pessoas querem examinar a mim, a pessoas más, justo como eles querem examinar a você. Eles querem provar de mim, experimentar em mim, e eles não se preocupam com quão doloroso seja. Eles querem fazer isso. Mas bem você. Mas bem Sunny. Não posso guardá-la do radar do Vincent para sempre. Se o bastardo alguma vez tratar de experimentar com ela… — O último foi dito em um grunhido.

Tremi quando ele deslizou suas mãos mais abaixo em meu estômago outra vez, desta vez agarrando a prega de minha camisa e permitindo a suas pontas do dedo tocar a pele exposta.

—Confia em mim?— Perguntei ofegante.

—Surpreendentemente, sim — Ele mordia o lóbulo de meu ouvido, logo me lambeu.

—Rome— Gemi na necessidade. Minha cabeça caiu em seu ombro. Quis que ele lambesse meu pescoço. Mordê-lo. Algo. Algo. Exceto…

Ele me liberou com um grunhido baixo, gutural —Vamos — Ele eliminou um fôlego que me estremeceu — Não posso tomar do modo que quero agora mesmo, e o não poder te possuir é uma tortura. Vamos para dentro e comer.

Ele andou a pernadas longe de mim sem outra palavra. Lugar feliz, lugar feliz. —Estarei ali em um minuto, — chamei — Necessito um tempo só para me submeter à descompressão.

Ele saudou com a cabeça, mas não olhou para trás.

Inclusive embora eu estivesse morta de fome, necessitei o tempo para acalmar a carreira de meu sangue. Eu ofegava (um pouco) e doía (muito). Não pensei que eu encontraria a satisfação completa até que aquele homem me penetrasse. Agora mesmo não tinha medo de começar um fogo ou algo assim.

Era só, que tinha medo de dar ao Rome mais do que sabia. Raízes do amor já tinham brotado, mas lhe dar mais de meu coração era completamente idiota. Fiz ruído na erva, que era a umidade das chuvas torrenciais que eu tinha produzido. A umidade se filtrou por meu jeans, mas não me preocupei.

Cada minuto que gastei na presença de Rome, caí um pouco mais profundo sob seu feitiço erótico. Ele era animal (obviamente), aditivo, encantado quando ele queria sê-lo, atraente sem sentido, e protetor. Quem poderia resistir a isso?

Não eu, pensei com uma pequena pontada de desânimo.

Agora eu entendia porque Lexis se afastou dele. Por amá-lo, mas sem ter seu amor… havia alguma maior tortura? Não, provavelmente não. Quando uma mulher o olhe, ela quis todo seu foco para estar com ela, toda sua força sob suas mãos, toda sua paixão dirigida a ela. Ela simplesmente o queria para fazê-lo seu.

Atirou-lhe em sua essência, e uma foi indefesa para resistir. Eu estava no perigo sério de cair completamente, —Estou na merda profunda— apaixonada por ele, perdidamente nele, e eu sabia. Estava muito excitada por ele, muito consciente de cada toque. Arranquei vários fios de erva. Eu não ia me afastar dele era muito tarde para isso, e eu era bastante honesta comigo mesma para admitir. Mas eu tinha que dirigir melhore as barreiras contra ele. Como fazia isto moça, então? Se isto implicasse rechaçar o toque do Rome e não despir-se, então não, eu não podia fazê-lo. Eu tinha que resistir a vontade de fazer amor com este homem. Eu sempre tinha tido uma vida de fantasia forte. Desta vez, entretanto, eu fui levada a verdadeira vida. Depois do modo em que eu tinha explodido para ele, eu sabia que todo o resto que eu ia alguma vez a experimentar empalideceria em comparação com o Rome. Ele tinha me dado um orgasmo enquanto estávamos vestidos, Por Deus, nenhuma só parte da roupa fora. A primeira vez para mim.

—Belle,— ele de repente chamou, rompendo meus pensamentos— Seu profundo e raso tom me fez tremer com a lembrança — Está bem aí?

—Sim — Empurrei a meus pés —Estou entrando.

—Lexis telefonou— Ela está com seu papai e ele está bem. Ele até tratou de golpeá-la.

Era meu papai, pensei quando o alívio me alagou. Eu não me tinha dado conta quão profundamente preocupada estava até esse momento. Lamentei que eu não pudesse ter falado com ele, mas era bastante no momento que meu papai estivesse vivo e bem, sem tipos maus que estão à espreita ao redor dele.

—Né, os uh… sanduíches estão preparados, — Rome acrescentou.

Da vacilação de sua voz, suspeitei que Tanner fizesse algo à comida. Deveria ser algo bom, por Deus. Os ruídos de meu estômago eram ensurdecedores. Andei com dificuldade os passos de pórtico e por diante da porta principal. O ar mareou minha pele nua e refrescou a carne úmida sob minha roupa. A cena acolhedora que me deparei fez com que eu piscasse pela surpresa. Tanto Rome como Tanner sentados à mesa, seus cotovelos apoiados na superfície. Um prato de sanduíches descansou diante deles. Nenhum comia. Como senhores, eles me esperavam Rome não me olhou. Ele irradiou uma excitação suprema que ele não podia esconder completamente.

Tanner sorriu abertamente terrivelmente quando ele me descobriu. —Preparei uma comida, justo como me disse.

Minha boca fazia água, fiz plaf na cadeira ao lado do Rome e olhei fixamente à comida. Minha mandíbula caiu. Seguro, que Tanner tinha preparado a comida. Os sanduíches, justo como Rome haviam dito. Exceto estes sanduíches foram cortados em globos redondos e cada um estava talher com uma azeitona.

—Veem-se malditamente bem, — Rome disse.

—Sim, — disse, —mas eles também se veem como…

—Sei— O sorriso do Tanner se alargou — Estava inspirado, o que posso dizer? Pediu a comida e eu a entreguei.

—Você é um punk, — respondi, mas eu, também, sorria abertamente. Suas sobrancelhas negras se menearam de acima a abaixo, momentaneamente escondendo-se sob seu cabelo. A prata de seus pearcings brilhou.

—Agora pode lhe dizer a todos que provaste o grau A dos peitos.

Rome soprou, mas ele se inclinou para mim e sussurrou, — Já os tenho. Grau A? Ah. Mas bem ataca— De todos os modos, tremi na intensidade de suas palavras.

Em vez de pedir permissão eu mesma para saltar ele quando parecia que eu sempre queria, alcancei um sanduíche. Rome e Tanner alcançaram por sua parte ao mesmo tempo. Os moços tinham sorte eles não retiraram tocos sangrentos, eu estava muito faminta.

Pelo visto, quanto mais usava meus poderes, mais faminta ficava. Com minha primeira mordida, quase morri e fui às portas nacaradas. Turquia e suíço. Hmm. Comi três pares de sanduíches.

—Deste modo, Rome— Tanner disse, depois de tomar um pouco de leite.

—Como fez para ter a Belle na cama tão logo?

Afoguei-me com a azeitona que tinha na boca. Rome lutou contra um sorriso e me deu um golpe nas costas.

—Quero dizer, vocês se conheceram um ao outro, o que? Só há alguns dias? E já estão sendo como coelhos. Lamento que vocês não pudessem se ver. Ela gemia você gemia. Pornografia ao vivo, seguro.

No momento em que eu pude respirar gritei, — Está me chamando de fácil?

—Fecha seu buraco de bolo, Viper. Não estou te insultando, bem? Rome obviamente tem algumas habilidades e precisava saber sobre isso, e já que não me deste exatamente nenhuma ponta sobre aquilo…

Franzi o cenho a ele — Isso funciona quando o faz bem.

—Ah, realmente? Ele se inclinou atrás em sua cadeira e dobrou seus braços em seu peito, o quadro de incredulidade.

—Disse a Lexis que ela tinha o cabelo bonito e eu não a vi despir-se e nem atirar-se na cama comigo, ou sim?

—Tem que tentar com alguém de sua idade, idiota.

Rome fechou de repente sua palma contra a superfície de mesa. Os pratos empurraram e soaram. —Está lhe ensinando como enganar mulheres para levá-las para cama?

O que era isto, a hora de Belle? —Não enganar. Exatamente — Mudei incomodamente em meu assento —Seduzir.

—Há alguma diferença?— Ele estudou Tanner, me deixando do gancho durante um minuto.         —Não deveria dormir com uma mulher a menos que se preocupe com ela.

—Isso é fácil para você, — Tanner se queixou— Você consegue algumas.

—Não realmente— Desta vez, Rome era o que se queixava— Seus olhos se obscureceram com a necessidade selvagem.

Meus terminais nervosos reagiram a aquela necessidade, saltando à atenção imediata. Outra vez por que não poderia eu ter homens civilizados em minha vida? Em troca tinha que aguentar a um adolescente brincalhão decidido a cravar algum bota de cano longo e ao adulto brincalhão determinado a cravar MINHA bota de cano longo. Não importa quanto eu gostava disso. E não importa que planeje oferecer minha bota de cano longo livremente e com impaciência. Só te lembre de guardar seu coração, minha mente disse.

—Bem?— Tanner golpeou seu copo vazio na mesa — vai compartilhar sua mestria ou não?

—Não, — Rome disse sucintamente — Temos coisas mais importantes que fazer que a conversa sobre a carência de sexo em sua vida.

—Ouça, agora. Não há nada mais importante que minha vida sexual. — O menino se endireitou, firme e ofendido — Tudo o que fazemos é comer. Não há nada mal se tivermos uma conversa erótica durante uma comida. Sobre tudo quando comemos sanduíches de seios.

Não havia nenhum modo de refutar isto.

Inquieto, Rome afastou seu prato — Bem. Falarei sobre sexo e como eu consegui a Belle para mim, mas o farei mais tarde. Agora mesmo tenho que falar sobre esta noite. Alguma vez, algum de vocês invadiu a casa de alguém?

—Não—, eu disse.

—Não—, disse Tanner— Embora sua admissão viesse mais de má vontade, como se não gostava de revelar que ele não era criminoso.

—Pensei que não— Rome jogou uma olhada ao céu— Por uma guia? Pelo general o melhor momento de entrar é durante o dia. A pessoa está no trabalho e é menos provável que estejam em casa, e se estiver bem vestido, as pessoas da casa não o notará. Mas Belle estava doente e eu tinha que ver quanto ela poderia dirigir, então eu vou colocar para…

—Bem vestido, como?— Interrompi— Tinham ingressado pessoas em minha casa daquela forma?

Ele fez arrebentar uma azeitona em sua boca e deu de ombros — Reparador. Repartidor. Não faz o assunto, entretanto, porque entramos de noite. Esta noite, para ser exato, e é uma história diferente por completo.

A casa do doutor Roberts está, estou seguro, sendo vigiada pelos homens de Vincent. E Belle é uma mulher querida, ele continuou, então não temos o luxo de poder nos ocultar.

Uma mulher querida. Eu gostei disto. Bem, quando isto pertencia ao Rome. Não ao Vincent.

—O que é exatamente o que procuramos?— O antídoto, por favor, diga o antídoto.

—Sabemos que o bom doutor não está em casa, e nos arriscamos muito por ir ali.

—Papéis, livros, algo que nos dará a informação sobre onde o doutor Roberts se esconde e se ele tiver um antídoto.

Excelente! — Vincent já não teria encontrado aquelas coisas?

—Não necessariamente.

Bem, o que quis dizer Rome com isso? Estive a ponto de lhe perguntar quando Tanner disse:

—Se a casa é observada, como Heezie vamos entrar? Sem menciona romper e entrar, mas não podemos fazer isso, se cada movimento é observado.

Confusa, afetei a minha cabeça — Heezie?

—Você sabe. Infernos. Não escutou alguma vez ao Snoop Dogg?

Snoop Dogg? Querido Senhor, outro super-herói? —Se heezie significar inferno, então por que heezie não diz só infernos? Santo Deus!

—Não soa legal— disse ele com um muxoxo.

Rome cobriu sua boca com sua mão para impedir de rir. Ou possivelmente impedir de nos estrangular.

—Querem ouvir meu plano ou não?

—Sim, por favor—, eu disse.

—Totalmente — Afirmou Tanner.

—Bem— Aqui está o que vamos fazer — Rome se lançou a um discurso digno de qualquer comandante de exército.

Escutei, ficando pálida. Deus nos ajude. Quanto mais falava, mais soava como que ele quisesse que nós morrêssemos.

Realmente penso que esse é o Plano B.

 

Essa noite, depois que eu havia me trocado e posto roupa limpa com calcinhas e um sutiã! Dirigimos em silencio por uma hora à casa do Doutor Roberts. Eu estava muito nervosa para falar. Os homens, bom… penso que Rome estava em sua zona. Matar ou ser assassinado, quer dizer, pensando nas possibilidades e probabilidades, preparando-se mentalmente para fazer o necessário e obter os resultados desejados. Tanner estava pálido e parecia preparado a desmaiar em qualquer momento. Curiosamente, também exsudava um evidente entusiasmo, como se pudesse dizer a seus amigos me deem cinco enquanto se gabava com as Garotas.

—Agachem-se—, disse Rome.

Tanner e eu não duvidamos, agachamo-nos. Nós dois estávamos no assento traseiro, Tanner pôs a cara contra o assento e eu cobri seu corpo com o meu. Meu coração pulsava muito rápido.

—O que está acontecendo?— sussurrei então mentalmente me castiguei. Eu não tinha que estar tranquila ainda.

Nosso carro começou a ir mais devagar, virou com cuidado e de repente acelerou.

—Vou estacionar vários blocos mais longe do condomínio do Doutor. Entraremos caminhando.

Genial. Caminhar. Exercício. Realizando uma de minhas metas. Minhas coisas favoritas. Possivelmente deveria me pendurar um letreiro de néon ao redor do meu pescoço que dissesse Dispare Aqui.

—Por que estamos nos escondendo? Sussurrou Tanner.

—Agentes do Vincent patrulham a área—, disse Rome.

—Que diabos?—, notei que Tanner, estava muito nervoso para dizer — Heezie. Fiz todo o possível por consolá-lo lhe dando um apertão no seu braço como dizendo estou aqui para você. Somente rezei para que ele não se desse conta de quão nervosa estava.

—Você não mencionou isto no plano—, continuou ele— Você disse que eles estariam vigiando a casa, não todo o maldito estado da Geórgia.

—Mencionei o fato de que poderiam disparar ou esfaquear você, e isto é do que se queixa?— Rome respirou pesadamente e através do espaço entre os assentos vi como tinha uma mão no volante e a outra a deslizava ao redor da manga da pistola que estava no assento do copiloto.

Aquela arma era a razão pela qual tinha sido relegada ao assento traseiro. Ele queria estar preparado e ele não me queria perto. Você acidentalmente poderia me disparar, havia dito. E eu lhe respondi, pensei que queria que te cravasse. Ele tinha se calado depois disso.

Depois de alguns segundos ou foram minutos? Antes que ele estacionasse o carro em uma esquina sombreada. Vi quatro agentes em quatro carros diferentes, e eles estavam vigiando esta parte. Ele colocou a arma no coldre que trazia no tornozelo e a cobriu com suas calças. Sabia que ele tinha facas (e outras armas) atadas em várias partes de seu corpo, também.

—Estacione em outro lugar—, disse— Por favor.

—Cada loja, casa e edifício vão estar vigiados. O doutor Roberts escapou. Nós escapamos. E eles estão decidimos a nos encontrar. Este lugar é seguro como qualquer outro. — Rome parou, apagou o carro e retirou as chaves — Isto é o que vamos fazer. Vou à loja e criarei uma distração, isso fará que os agentes venham para mim e, bom, pode adivinhar. Quando acabar com isso, vocês podem sair e ficar nas sombras, e me encontrar atrás do lixeiro que está na zona oeste.

Engoli em seco. —Eu poderia tratar de iniciar um incêndio em alguma parte na distância.

Antes que acabasse de dizer a última palavra, ele negava com a cabeça.

—Muito arriscado. Primeiro não sabemos se houver pessoas inocentes na zona, e segundo, é possível que acidentalmente inicie um incêndio no carro, e necessitamos de um veículo para escapar. Criarei a distração.

—Com o que?

Ele acariciou o bolso de sua calça — Já verá.

Senti frustração. — Como supõe que vou desenvolver meus poderes para te ajudar com Sunny se sempre fizer que me oculte?

—Disse que já não estava seguro de como quero que me ajude com ela, e que essa pergunta não é discutível agora — Odiava que Rome tomasse tantos riscos, mas via como realmente poderia lhe ajudar neste momento.

—Tome cuidado—, disse brandamente.

—Não se preocupe bebê — Ele não se voltou para me ver — vou estar bem. Só se assegure de que não te machuque.

Com isso, saiu tão casualmente como um homem que vai comprar ovos, leite e bolachas. Mas eu vi seus músculos tensos sob a camisa, a tensão que ele tratava de ocultar. Tinha pensado uma vez que ele era impossível de ler?

A porta se fechou, nos deixando a Tanner e a mim em um completo silêncio. Espera, não. Não em um completo silêncio. Podia ouvir quão irregular era nossa respiração, a aceleração do sangue em meus ouvidos. —Sinto haver te metido nisto, Tanner.

—Está bem — ele disse com risada nervosa — Isto será um inferno de história para contar a minhas garotas.

—Poderia ir. Não tem que ficar conosco.

Ele fez uma pausa. Gemeu, suspirou.

—Fico— A firmeza em sua voz não deixou espaço a discutir Que tipo de homem seria se te abandonasse? Você é como, minha família agora.

—Sinto-me da mesma maneira — E o fazia— Amava a este menino. Ele era simpático e valente, um amigo querido que nunca tenha pensado que necessitasse até agora. —Espero até que conheça meu papai. Ele compra Viagra no mercado negro, sei que vai se encantar.

—Já me cai bem. Ouça, posso-te dizer algo?—, perguntou-me Tanner, sua voz suave, doce.

—É obvio. Pode me dizer o que quiser.

—Posso sentir seus seios pressionando minhas costas.

Ri até engasgar. —Se formos família agora, esse comentário é completamente incestuoso.

Ele não respondeu. — Ainda estávamos nervosos, nossas mentes pensando nos próximos eventos. Era estranho, realmente. Tinha vivido toda minha vida ansiando por aventura, desejando-a, deprimida porque não a tinha. Agora que estava aqui, uma parte minha quis retornar a minha vida séria. À normalidade, ao ordinário, eram as portas ao paraíso. Eram?

—Como saberemos quando Rome cria a distração?—, perguntei.

Boom!

Ofeguei e me pus direita. Tanner fez o mesmo. Olhamos fixamente com os olhos muito abertos pela janela dianteira, como as chamas consumiam uma pequena parte de árvores. —meu Deus. — Soprei. A luz da lua banhou a área, logo o resplendor do fogo foi crescendo.

—Acredito que já sabemos—, disse Tanner, com tom intimidado.

Pneus chiando. Gente em pânico correndo em todas as direções.

—Vamos — Saí do carro com o Tanner atrás de mim. —Ele disse que o encontrássemos atrás do lixeiro na zona oeste. Mas, né, onde está o oeste? Sempre tive problemas com as direções.

O sol saía ou se metia pelo oeste?

—Por aqui. — Tanner assinalou.

Meu olhar seguiu seu dedo e vi uma caixa azul escura no extremo lateral da loja. —Vamos. Segurei sua mão e caminhamos, na mesma direção que a frenética multidão.

Havia mais carros na parte que tinha previsto e não sabia a quem evitar. Ao menos meu cabelo estava oculto sob uma boina de beisebol. Tratei de permanecer nas sombras tanto como foi possível, mas não importava que o fizesse, sentia-me exposta. Vulnerável. Finalmente chegamos a nosso destino e pressionei minhas costas contra o metal.

A fumaça era espessa no ar, queimando meus pulmões e garganta. Tossi. Meus olhos começaram a arder.

—Merda! Outra vez não. — Tanner empurrou meus ombros, me forçando para o chão sujo carregado de lixo.

—Se deite— Permanece tão baixo como pode e te cubra o nariz com sua camiseta.

Fiz o que ele me disse agradeci descobrir que o ar era mais limpo porque se filtrava através do algodão— Minha tosse diminuiu— Só passaram uns minutos antes que Rome desse a volta na esquina, detendo-se bruscamente. Seu olhar se estreito quando viu como estava.

—O que tem ela?—, perguntou a Tanner.

—Inalou fumaça.

Rome se agachou, levantou-me e me pôs sobre seu ombro, ao estilo bombeiro. Sem protestar, deixei-o me levar. Um ataque de tosse minha nos atrasaria o bastante.

—Por aqui—, disse Rome. —Estamos bem para seguir, mas quero que fique atrás de mim.

Tanner ficou atrás ao longe ouvi o som das sirenes dos bombeiros. Entramos em um campo atrás da loja, cuidadosamente evitando as luzes de segurança. Corremos através dela. Bom, os moços o fizeram. Eu estava um pouco afastada do passeio.

Quando chegamos ao princípio da comunidade, Rome me desceu brandamente. Suas mãos cavaram minha mandíbula e nossos olhares se encontraram. —Está bem?

Baixei a camisa para ter meu nariz descoberto e inalei profundamente. O ar era doce e limpo. As cordas de minha garganta relaxaram e a sensação de cócegas diminuiu. —Estou Bem.

—Muito bem. Temos uma rua a um lado de nós e uma cerca que divide os pátios das pessoas ricas, pelo outro. Tratem parecer casuais, a gosto. Belle vai segurar minha mão. Tanner permanece junto a Belle. Somos uma família dando um passeio noturno. Nada mais.

Ele não esperou nossa resposta, mas segurou minha mão e começou a caminhar nos conduzindo mais perto da casa do Doutor Roberts. Tanner acelerou o passo até que esteve ao meu lado.

—Se ficarmos nas sombras, — perguntou Tanner, —por que temos que parecer casuais?

—Há pessoas que podem ver nas sombras, para não mencionar uma pequena coisa chamada óculos de visão noturna. Se formos descobertos, quero que a pessoa pense que não temos nada que ocultar.

—Mas eles não disparam primeiro e logo perguntam?—, perguntei—

Rome apertou minha mão. —Felizmente, eles não esperam que nós saiamos ao ar livre. De todos os modos, realmente não há um lugar onde nos possamos esconder.

—Obrigado por isso—, disse Tanner— Ao menos, poderia ter mentido. Como diabo supõe que vou agir casualmente agora?

Se, era difícil agir como se não tivéssemos nada que ocultar, quando estávamos carregados de armas. Esqueci mencionar essa parte? Rome não queria confiar unicamente em nossos super poderes, e sejamos sinceros, um empata como Tanner não podia matar um menino mau só compreendendo que ele estava zangado. Rome não queria que confiássemos unicamente em suas armas, tampouco, em caso de que nos separamos. Assim que nos tinha dado a mim e ao Tanner um eletro choque, uma lanterna e várias facas, que estavam atados as nossas coxas, cintura e pulsos.

Eu não estava segura de ter as bolas para realmente apunhalar alguém, cozinhá-los ou congelá-los, talvez, ainda quando não estivesse cem por cento cômoda com o fato de que já havia fritado a umas quantas pessoas (por maus que fossem). Mas havia algo tão pessoal a respeito de apunhalar alguém.

Suponho que veríamos se podia fazê-lo quando chegar o momento.

Um carro apitou na distância, me surpreendendo. Ofeguei e saltei.

—Tranquila—, disse Rome.

Tome fôlego estabilizando-o, tratando de relaxar— Mantive minha atenção para frente, absorvendo a força e segurança do Rome.

—Na seguinte rua, vamos virar à esquerda—, disse ele.

Tanner passou a mão por seu cabelo, olhando casualmente — Como sabe o caminho?

Rome deu de ombros, e acredito que respondeu sozinho para nos manter distraídos. —Faz tempo, Lexis teve tentar ser amiga do Doutor Roberts. Ela te disse isso, verdade? Nosso chefe queria a fórmula. Seguia-a cada vez que ela vinha aqui, me assegurando que ela estivesse segura.

OH, ele sempre iria cuidar de mim assim. Que pensamento tão tentador. OH, e ele ainda cuidava de Lexis assim. Que… não era um pensamento tão tentador.

Tivemos que parar e nos esconder atrás de alguns arbustos porque uma SUV negra passou devagar rondando a rua, seguida por um carro cheio de adolescentes gritando. Felizmente, ninguém nos viu.

—Bom—, disse Tanner, — Acredito que devemos ter estacionado o carro depois que atravessássemos a cerca de segurança ou possivelmente na casa, porque acredito que vamos necessitar para sair correndo daqui.

Rome arqueou as sobrancelhas e moveu a cabeça. —E correr o risco que nos destruam o veículo enquanto partimos, para não mencionar que eliminariam qualquer rastro possível de papel?

—Poderíamos ter trazido dois carros—, sugeri — Um para destruir e um para fugir.

—Agora isso é um bom plano, Viper.

—O que a respeito da destruição de arquivos ou informação sobre a fórmula?— Rome não nos deu a oportunidade de responder, grunhindo — Vocês dois arruínam minha concentração. — Ele soltou minha mão e pôs seu braço ao redor de minha cintura, atraindo para mais perto. —Supõe-se que tenho que estar vigiando para nos manter vivos. Juro-o, por isso é que nunca trabalho com aficionados.

O silêncio reinou até que chegamos a uma seção onde estava a cerca que Rome havia dito. Dei uma olhada inquietamente aos altos barrotes de ferro que se estendiam até o céu, as pontas estavam muito afiadas—

—É isto?—, perguntou Tanner com voz tremente.

Rome assentiu com a cabeça. —Isto é tudo— Mais sombras. Nenhum cão ao redor. E não estamos muito longe da casa do doutor.

As sombras eram mais escuras aqui. Mais espessas, nos cobrindo por completo engolindo em seco. Se, isto era tudo então não havia volta atrás. Vários pinheiros se estendiam para a porta, mas não eram bastante próximos para nos cobrir.

—Esta pronta, Belle?—, Rome ficou frente a mim— Eu não podia distinguir seus traços muito bem, só um brilho de dentes brancos. Mas me sentia cômoda com sua presença.

Assenti me dando conta de que possivelmente ele não podia me ver, então disse — pronta — Deus, estava nervosa. Não queria ser quão débil defraudará a esta equipe.

—Então vamos.

Inalei e exalei lentamente, quadrei meus ombros e dava a volta para a porta. Estendi uma de minhas mãos, com a palma para fora. O vento, que estava aprendendo, era o elemento mais difícil para chamar requer-se uma combinação de sentimentos. Um coquetel emocional se quiser medo (comprovado), desespero (comprovado), e como tinha descoberto durante a sessão de treinamento, algum tipo de afeto. Amava este trabalho, embora não sabia por quê.

Tudo o que sabia era que era difícil de manter emoções doces e positivas, combinadas com as negativas.

Como antes, no claro, permiti às imagens de meu papai derramar-se em minha mente. Meu coração se encheu de amor por ele. Para reforçar a emoção, permiti entrar a imagem de Rome, pondo aos homens brigar entre eles a suas costas. Deus eu não queria, não quis, mas me obriguei a virar imaginei. A obscurecer para que se convertesse em um pesadelo uma que nunca quero ver feita realidade.

—Independentemente do que seja que está fazendo, está funcionando—, disse Tanner com orgulho— Posso sentir a formação de um tornado dentro de você— Em minha mente, vi os dois homens que tanto quero feridos. Mortos a tiros. As balas zumbiram e detonaram com alarmante realismo. Vi ambos os homens estremecer-se de dor. Vi escapar o sangue de muitas feridas.

—Sim, sim—, elogiou-me Tanner— está ficando mais forte.

Rome me massageou a parte de atrás de mim. —Boa garota. Esta fazendo muito bem.

Ao meu redor, um forte vento começou a soprar. Meu cabelo revoava sob a boina de beisebol e golpeou minhas bochechas. As árvores dançavam, as folhas se balançavam. Os ramos e a sujeira se formavam redemoinhos no chão girando. Fechei os olhos, me vendo correr para os homens cansados, gritando seus nomes.

—O vento é muito forte, Viper — Preocupação se escutava na voz de Tanner— De repente ele a estava empurrando. — Vai nos mandar voando.

—Me dê um pouco —, disse Rome.

Visualizei a ferocidade de minhas emoções viajando fora de mim e entrando em Rome, lhe dando partes tão positivas como negativas. Ele se tencionou no momento que o golpearam e sussurrou um suspiro.

Imediatamente, o mar que se agitava dentro de mim se acalmou. As emoções estavam ainda ali, mas eram manejáveis.

A violência do vento diminuiu ligeiramente.

—Isso é tudo—, disse ele — Já o tenho.

Com a mão livre, fiz gestos para que o vento batesse sobre nossos pés depois de vacilar um momento, obedeceu-me. Levantou-nos um par de centímetros no ar, a força do movimento fez que se criasse uma base sólida debaixo de nós.

—Mais alto—, sussurrei— Elevamo-nos bruscamente, e quase deixe cair à mão a meu lado. Quase ordenando ao vento que partisse.

—Se estabilize—, disse Rome.

—Está concentrada?—, disse Tanner— Não acredito que esteja concentrada.

—Estou concentrada.

—Está fazendo bem, bebê—, Rome golpeou Tanner na cabeça — Pode nos passar por cima do muro, Belle?

Para fazer isso, precisava fazer um redemoinho com o vento— O que devo fazer o que devo fazer? Virei meu dedo em um círculo, imitando um torvelinho, mas isto não ajudou. Fechei meus olhos e o visualizei, mas… não espera! O vento começou a girar. Vamos, acima fomos.

Meu estomago se retorcia em progressão com o vento, mas mantive minha mente no caos. Além disso, se abrisse os olhos e olhasse para baixo, poderia vomitar ou gritar ou fazer muitas outras coisas. Não tinha medo de estava longe de senti-lo, mas meu Deus, só tínhamos o ar para nos sustentar. O vento, que era invisível só esperava que não houvesse espectadores.

De repente a ponta superior da cerca raspou a parte inferior de minha bota. Ofeguei, mas consegui manter minha mente na tarefa atual. Meu dedo deixou de girar.

—Fizemos—, disse Rome.

A felicidade me alagou— Tinha feito. Tinha feito!

—Uh, celebrando muito logo—, disse Tanner, uma fração de segundo antes que o vento cessasse e caímos no chão.

Golpeei muito duro. Meus pés absorveram a maior parte do choque, mas meu corpo vibrou com dor. Meus dentes tagarelaram, quase mordendo minha língua. Tanner grunhiu e rodou. Rome aterrissou perfeitamente, sem ruído, sem ricochetear. Somente o golpe, ele estava agachado.

Malditos reflexos de gato.

Durante vários prolongados segundos, inalei ar. —Oops—, disse entre dentes.

—Sinto muito.

—Praticaremos a aterrissagem a próxima vez — Rome me ajudou a me levantar e logo fez o mesmo com Tanner.

—Vamos.

Uma vez mais estávamos em movimento, permanecendo perto da cerca, caminhando entre as sombras. Não tratamos de fingir despreocupação desta vez. Simplesmente ficamos fora da vista tanto como fosse possível. Eu estava muito pronta para que esta noite terminasse, e teria vendido minha alma por um pouco da capacidade psíquica de Lexis. Se soubesse que ia acontecer antes que realmente acontecesse, poderia me assegurar que Rome e Tanner saíssem ilesos.

As filas e filas de casas entraram em nosso campo de visão. As luzes brilhavam nas ruas, nas garagens e jardins. —Rome—, disse incertamente.

—Só mantenha suas costas contra a cerca.

Quando demos a volta em uma esquina, ele se deteve agachando-se. Olhei a Tanner, Tanner me olhou e nos agachamos junto a Rome.

—Esta é a casa do Dr. Roberts — Ele apontou um bonito pátio vitoriano descuidado coberto de arbustos. Um alpendre. Venezianas azuis.

Experimentei uma pequena agitação de choque. Esta preciosa mansão era da pessoa que me fez como sou. Dentro não havia luzes acesas. Suponho que não deveria perguntar se o Dr. Roberts tinha família aqui que pudéssemos despertar.

—Há alguém aí?—, perguntou Tanner.

Rome não respondeu. Em troca, escaneou à esquerda e à direita, procurando intensamente. Os minutos passavam escutavam-se insetos.

Finalmente Rome sussurrou, — Veem essa SUV negra?—, ele assinalou à direita, a um carro estacionado em um caminho de entrada que estavam várias casas longe do Dr. Roberts.

—Sim.

—Definitivamente pertence aos homens de Vincent. Tomem cuidado. Não se sabe que tipos de agentes estão dentro.

—Como sabe?—, estudei-o, mas se parecia com os outros carros caros da vizinhança.

—Um, conheço bastante bem a Vincent para estar seguro que ele manteria homens aqui vigiando ao Dr. Roberts. Dois, seus agentes estão ainda dentro do carro. Se olhar de perto, pode ver a fumaça do escapamento. Arrumado que estiveram ligando e desligando o ar condicionado. Além disso, posso cheirar a quantidade de café que consumiram.

Uf. Café depois do que tinham feito a meu moca com leite, provavelmente nunca voltaria a bebê-lo outra vez.

Tanner se pressionou mais na escuridão, lançando olhadas nervosas. —O que devemos fazer?

—Belle, acredita que pode fazer chover? Uma tormenta como falamos na cabana?

—Granizará—, adverti — Não seremos capazes de correr sem ser golpeados.

Seus lábios se levantaram em um sorriso — Isso é exatamente o que quero. Montões e montões de granizo. Confia em mim, estará bem. Só há a tormenta o mais forte que possa sem fazer que as casas voem.

—O canal do tempo vai ter um dia complicado com isto—, disse Tanner secamente — Espero que compreendam isso. Todos os que sabem da fórmula suspeitarão que Belle esteja aqui.

—É um risco que temos que correr— Rome se voltou para a casa.

—O que acontece se os agentes na SUV?—, perguntei.

—Deixarei isso para você—, disse Rome.

—O que?—, disse surpreendida.

—O que?—, Tanner parecia igual de desconcertado.

—Destroçarei o carro e os deixarei fora de circulação. — Eu sabia o que queria dizer. Matar. Se um deles sobreviver, Rome continuou vocês têm que se encarregar dele.

Tanner e eu compartilhamos um olhar irônico. Se, ele realmente nos deixava nos encarregar dos meninos maus no carro. Conseguíamos suas sobras, se ele deixava a alguém. Conhecendo Rome, não haveria ninguém.

—Isto funcionará, bebê, vai ver.

Admito, eu adoro quando me chama de bebê, e parecia fazer mais quando estávamos em situações perigosas. —Tome cuidado, sim?—, retorci minhas mãos nervosamente. Pode haver homens armados na casa, também.

Seus lábios tremeram — poderia ser? Não, não há.

Minha boca se abriu. Disse-o com tanta naturalidade, como se fosse perfeitamente normal. —Talvez não devêssemos…

—Cria uma tormenta, bebê, e apontarei quando é seguro entrar na casa.

—Vai distraí-los com outra explosão?—, perguntou Tanner secamente.

—Esperemos que não—, foi à única resposta que Rome deu.

Quis protestar, mas não fiz. Ele era o perito aqui. Ele sabia o que estava fazendo. Ele sabia sobreviver depois de tudo, ele tinha estado fazendo durante muito tempo. Obrigando minha atenção afastar-se, pisquei olhando o céu noturno. Estrelas brilhando no veludo negro. Não pedi a Rome filtrar por duas razões. Uma vez que a tormenta estalou se ele tinha que ir e não quis que ele diminuísse minha tristeza, quanto mais intensa fosse, mais intensa seria a tormenta.

Minhas emoções estavam desgastadas pelo uso e abuso de hoje, mas as convoquei e me centrei uma vez mais, me concentrando em todas as coisas que me entristeciam, e tirando uma grande onda de dor, pondo imagens deprimentes, as animando a crescer. Surgiram asas dentro de mim, entendendo-se, entendendo-se.

—Isso, Viper. Deixa que flua.

Acima um trovão retumbou. Os relâmpagos iluminaram o céu, um após o outro. As

Gotas de chuva começaram a descender ao princípio devagar, logo ganhando velocidade e densidade. Meu queixo tremeu e lágrimas corriam por minhas bochechas. Nunca tinha estado tão triste em minha vida. Raiava a depressão total. Sentimentos de solidão me alagaram. Sentimentos de impotência me consumiram.

—Mantenham-se a salvo—, Rome disse em meu ouvido— Beijou-me e se foi, desaparecendo na escuridão como um fantasma noturno.

A chuva golpeou o chão, logo se uniu o granizo que tinha prognosticado. O granizo destruía tudo o que cruzava em seu caminho.

Tanner e eu nos encolhemos sob uma árvore. Seus ramos grossos nos protegiam da maioria do gelo, mas a chuva conseguiu deslizar pelas folhas e nos encharcar. Tremi de frio enquanto procurava pelas ruas e casas por qualquer sinal de Rome, mas não pude vê-lo. O SUV deixou de cantarolar com vida, notei que os penachos de fumaça tinham desaparecido. O limpador de para-brisa se deteve no meio do vidro.

Não vi nenhum movimento no carro, embora vários minutos mais passassem. Tampouco vi nenhum movimento fora da casa, mas de repente ouvi o rugido de um felino ecoando nas paredes e na noite.

Segurei meu estomago, esperando que uma ação insignificante pudesse evitar a dor. Obviamente, Rome tinha descoberto sua presa. Ele estará bem, ele estará bem, ele estará bem.

Outro grunhido.

Um grito torturado.

Pequenos brilhos de luz se viam das janelas do Dr. Roberts, como se alguém ou múltiplas pessoas disparavam várias rondas. A chuva cessou enquanto o medo crescia dentro de mim, mas obriguei a minha tristeza voltar. A chuva cessou de novo.

—Ele estará bem—, sussurrou Tanner, expressando meus pensamentos. —Tem que fazê-lo. Quero dizer ele é o agente chuta cus, com um campo de força impenetrável ou algum tipo de merda. Certo?

—Sim — A palavra soava rota, oca. Um tremor me percorreu. Dois homens saíram da SUV, o sangue gotejava de seus pescoços. Ambos tinham armas nas mãos.

Sem pensar, estiquei minhas mãos. Não sei o que esperava que acontecesse, e não me deu a oportunidade de refletir. Imediatamente um raio golpeou ao primeiro homem lançando-o contra o outro homem. Enviando-os vários metros longes antes de bater contra a SUV. Ambos caíram ao chão.

—Merda Santa, Viper. Como fez isso?

—Não sei!—, disse, assinalando minhas mãos para o chão antes que pudesse fazer mais dano.

—Vamos. Rome nos necessita.

—Ele não deu o sinal.

—Já sei.

—OH, demônios.

Corri à ação, correndo entre a chuva. Não, não a chuva. Com o medo, a chuva se converteu em neve. O frio se infiltrava em meus ossos. Quando alcancei o pórtico, tirei a Taser, que Rome tinha me dado, se tivesse tido uma arma a teria tirado, também. Sem vacilar teria dado um tiro em alguém. E se, agora estava segura que apunhalaria a alguém, se fosse necessário. O que seja para proteger Rome.

Tanner parou ao meu lado, ofegando. A água de seu cabelo gotejava em seu rosto, e corria como um rio em sua roupa que agora estava colada em seu corpo. Estamos abrindo uma lata de whoop agora?

—Heezie para—, disse.

Ele empalideceu, mas tirou a arma da capa que tinha enganchado na cintura. Ele rodou… Como inferno se chamará isso? Cilindro? Não sei.

—Assegurada e carregada—, murmurou.

Não sabia que Rome tinha dado uma arma a ele, pisquei aturdida por um momento.

Ele beijou a arma. —Sou um homem selvagem, Viper, e estou preparado para a ação. Vamos, este enfrentamento começou.

Coloquei-me ao lado da porta principal, ligeiramente se abriu então entrar não seria um problema.

—Cuide das minhas costas, fora da lei, bem? Escutava os passos de alguém, alguém roçando os móveis. Ao menos não havia disparos.

Tanner se aproximou. Eu estava acostumado a caçar com meu pai. Golpearei a quem quiser te fazer mal, prometo.

Não podia acreditar que estivesse fazendo isto, mas não queria deixar Rome sozinho. Não sabendo quantos homens enfrentava.

—A de três.

Um. Dois. Três. Dava patadas em meu caminho para dentro, com a Taser levantada e pronta para a ação. As luzes estavam apagadas, mas meus olhos já se adaptaram à escuridão, por isso podia distinguir o caos total. Mesas e cadeiras derrubadas, travesseiros pulverizados.

Agora havia um estranho silêncio. O som de passos se desvaneceu.

De repente, algo enorme e negro saltou para mim. Uma parte de mim se deu conta de que era Rome em sua forma de jaguar, mas o resto de mim agiu por puro instinto, aterrorizado. Essas garras letais vinham para mim e Rome possivelmente não se deu conta da quem estava atacando.

Quando ele me golpeou, seu enorme corpo me derrubou, dava rédea solta a meus instintos e lhe dava à besta com meu Taser, que descarregou grande quantidade de volts de eletricidade em seu coração. Caímos ao chão, o gato rugiu e convulsionou.

De repente, atrás de mim soou um disparo, o som foi tão forte que quase me arrebenta os tímpanos. Imediatamente, um homem (quem, descobri, tinha estado a ponto de me dar um tiro) derrubou-se em cima de mim e agora o gato imóvel.

 

De maneira, que tinha neutralizado ao meu namorado. Outras garotas tinham feito coisas piores.

Senti-me mau, realmente, mas eu não ia golpear a mim mesma por isso. Ele tinha vindo para mim mostrando garras e presas.

Qualquer um teria feito o mesmo.

Sim, ele estava me salvando à vida— Tinha tido ideia disso naquele momento? Não.

Tinha me dado ele algum tipo de aviso? Não, Outra vez não. Eu poderia me sentir (ligeiramente) mal a respeito disso, como mencionei antes, mas não ia aceitar a culpa. Rome era o único culpado. Bom, o assassino que havia estado detrás era culpado também, mas não eu.

Tanner acendeu sua lanterna e a moveu para Rome, cujo corpo ainda vibrava pela descarga elétrica. O que significava isso? Merda! Possivelmente precisava lhe examinar e me assegurar de que não lhe tinha prejudicado mais do que pensava.

—Enquanto me deslizava rápido por debaixo dele, quão mesmo o cadáver que estava sobre suas costas, os balbuceios de Tanner assaltaram meus ouvidos. — Disparei nele. Matei-o… com uma bala, só boom. Viu?

—Não se sinta mal por isso—, Disse— Deus, Rome pesava uma tonelada. —Ele era um menino mau. E queria nos fazer mal. Teve que matá-lo.

—Me culpar? Sorrindo como um parvo, gritou:

—Viu-me golpear seu traseiro? Tinha os olhos fechados, mas fui mortalmente certeiro, desculpa… joguei com as palavras e se foi como um moço em uma casa de putas.

A implicação de suas palavras me golpeou mais forte que uma bala, ofeguei, minha boca ficou aberta. —Está-me dizendo que apontou essa pistola em minha direção e que seus olhos estavam fechados?

Algo de sua excitação se desvaneceu, e ele engoliu em seco. —Bem, si...

—O fato de que tinha podido me acertar, não o preocupa? —Meus olhos lhe olharam fixamente com as pestanas ardendo— O fato de que poderia ter acertado Rome não o aterroriza?

O queixo do Tanner se levantou obstinadamente. —O que tivesse importado uma bala?

—Você o tinha neutralizado.

Minha mandíbula se fechou - Por Deus, ele vinha para mim.

—Sim, para te ajudar. E como lhe pagou? Fritando-o como a um ovo.

—Se cale e veem aqui. Necessito de ajuda. Minhas pernas estão presas debaixo de duas toneladas de jaguar.

Tanner tirou o menino morto de em cima de Rome de uma patada. —Penso que o gatinho está despertando. Agachou-se e apanhou Rome por seus ombros e cabeça, levantando-o.

—Meu deus, — disse— Você não mentia— Que tipo de alimento para gato, esteve comendo esta vitela?

Deslizei livre e me movi para o Jaguar— Ele tinha parado de tremer, por fim, mas seus olhos estavam entre fechados me olhando, seus lábios se retiravam de seus dentes em uma careta letal. Eu nunca tinha sido neutralizada, mas sabia que as correntes elétricas o tinham deixado paralisado. Graças ao Senhor! Ele realmente lançou-se a mim, se pudesse mover-se.

—O que?— Disse-lhe, com muita inocência, uma revoada de pestanas e um delicado encolhimento de ombros. —Isto é sua culpa, e você sabe.

Tanner soltou Rome que golpeou o chão. —Oops. Perdão.

Molhando meus lábios, movi-me ao redor da casa, algo para evitar olhar Rome. —Há mais meninos maus na casa?—

—Não que eu veja— Tanner replicou...

—Assim... O que é que devemos fazer?

—Não íamos supostamente perguntar a algum e procurar informação sobre o doutor e suas malditas poções?

—Eu assenti com a cabeça— Sim certamente. Enquanto Rome se recupera, por que não olha e vê se a algum sobrevivente e lhe tira a informação?

A cabeça de Tanner se inclinou a um lado e observo a destruição. —Uh, Melhor procuro informação.

—Bem— Jezz, deixa à delicada mulher procurar entre os ameaçadores criminosos por sinais de vida.

Obrigado, disse, deu a volta e partiu, com sua lanterna na mão, me deixando na escuridão.

—Tanner— Gritei a suas costas.

—Não faça uma oferta que não queira aceitar— Virou-se sobre seu ombro. Desapareceu para o hall de baixo.

—Sabichão— Murmurei.

—Ao corpo prostrado de Rome, disse, — realmente precisamos ensinar a esse algumas maneiras. —Aproximei-me da parede, sentindo às cegas a tomada da luz.

Rome grunhiu.

Minha mão parou no ar — Luz não?

É obvio, ele não respondeu.

—Pisca uma vez se quiser que deixe a luz apagada, duas vezes se a posso acender— disse, acendendo minha lanterna e iluminando seu rosto. Uh, tinha esquecido que eu também tinha uma. Bom eu necessitava de um pouco de luz, não importava que ele quisesse que a tivesse ou não.

Ele piscou uma vez.

Magnífico. Tinha o privilégio de encontrar o corpo vivo de um assassino com só uma lanterna. Bem por mim.

—Grita, ou algo, se me necessitar. — Suspirei. Plantei um beijo em seu nariz e parti. Só pequenas luzinhas âmbar, iluminavam meu caminho.

A casa tinha grandes e espaçosas acomodações que se viam como o vestíbulo, com móveis atirados e vidro quebrado disseminado por todas as direções. Contei 9 dos agentes de Vincent, no piso de cima e no de baixo. Rome fizera um pequeno trabalho neles, e embora quisesse deixar um vivo, nenhum tinha sobrevivido.

Os que ouvi queixar-se antes, agora estavam calados.

Topei com Tanner na sala principal ele disse: —OH— mas não retirou sua atenção da parede mais longínqua. Ele tinha algo comprido e azul em suas mãos. Quando vi, o que havia encontrado na parede, esqueci de perguntar pela coisa azul.

—Meu Deus — disse.

—Pensa que poderia... Eu gostaria... De levar algo disto comigo?

—Eww— Não, isto é grande. Ao bom doutor adorava obviamente S e M— Látegos, colares de pontas agudas e couro negro abundavam. Para não mencionar a cadeia, arnês chapeada que pendurava do teto. Sem dúvida, Lexis havia dito que esse homem tinha um lado sexual selvagem. Que tão amigável tinha pretendido ser com ele? Estremeci.

—Olhe isto — Tanner sustentou no alto a coisa larga e azul. — O que é isto? O que são estas coisas redondas?

—Tanner! Minhas bochechas se acenderam— Isso é um vibrador! Eu murmurei a última palavra, envergonhada inclusive por pronunciá-la.

—Realmente?— Sorrindo sacudiu, as baterias se agitaram — Fresco.

—Deixa isso Agora mesmo.

—Deus Não— Encontrei no chão, a plena vista, quem encontra fica, ele o agitou um pouco mais e a parte de baixo se calou. Uma folha de papel deslizou para o chão. —Hey, o que é isso?

Franzi o cenho, agachei-me e agarrei o papel entre os dedos, conectando minha lanterna sobre ele. Quando me dei conta do que era, fiquei sem fôlego. Uma nota do Dr. Roberts para... Mim. Bem, para a pessoa que bebeu a formula. Meu nome não estava especificado. Ainda assim minha boca se abriu em choque. Sabia que viria aqui. Ou possivelmente ele tinha esperado.

—O que diz?— Perguntou Tanner.

—Diz: Sinto muito. Engoli em seco e li o resto — Tenho feito algo terrível a você. Eu era débil e deixei que uma ameaça, arruinasse minha reputação pública e influenciasse meu trabalho. Deveria ter destruído a formula quando descobri quão perigosa era, mas quando me dei conta do engano, era muito tarde, a formula era perfeita, e estava justo a ponto de cair nas mãos equivocadas. Más mãos, infelizmente, o melhor lugar para ocultá-la no que pude pensar com tão pouco tempo foi... Você. Você era conveniente, estava perto... Por favor, não me odeie. Deixei-lhe um presente em meu escritório, a qual está em um laboratório secreto diretamente através do Café Utopia, Procure com olhos curiosos.

Parei, olhando ao redor. Podia sentir esses olhos curiosos justo em mim então. —Sinto o sórdido lugar onde o escondi. Não podia me arriscar a que OASS encontrar esta nota, mas sabia que o PSI estava justo atrás de seus calcanhares e esperei que pudessem saber onde procurar.

—Vá—, Tanner disse— Penso que desde que OASS sabia que ele era um maníaco sexual, poderiam ter cuidado no vibrador, também.

—Pergunto-me por que não fizeram.

—São entupidos de merda, se você me perguntar.

—Hey! Lexis me disse que o doutor era um pervertido, mas não pensei em olhar no vibrador tampouco. — Tanner abriu sua boca para fazer um comentário, mas lhe apontei com um dedo. —Não diga.

Ele sorriu. —Hey, isso significa que o bom velho doutor, considerava os que usavam PSI pervertidos. Ele elevou suas sobrancelhas. —Belle—, respondeu com um pervertido canto.

—Isso significa que você é um pervertido, também, desde que é você o que realmente encontrou a nota — Respondi para ele.

Seu sorriso se ampliou...! Já sei! Não é genial? Não deveria ter estado espantada de sua alegria, Se não mudasse de tema, pensei, vibradores, Por Deus, não conseguiríamos acabar nada. —De maneira que como retornou o Dr. Roberts a esta casa, para esconder esta nota?— Disse pensando alto — como conseguiu passar pelas armadilhas do OASS?

—O que? — Movi minha mão no ar — Não importa me ignore. Ele podia ter deixado antes de escapar, sabendo que ia dar a formula a alguém.

Tanner deu de ombros. —Talvez tenha outra nota por aqui, com mais instruções.

Começou a procurar entre o resto dos brinquedos. Assobiando em sintonia com seus movimentos.

Dava-me alguns golpezinhos com o dedo no queixo, me perguntando que tipo de confissão deixaria o Doutor em uma segunda nota. Poderia causar uma inundação mundial se não tivesse cuidado? Teria que viver o resto de minha vida em um iglu para controlar o fogo dentro de mim? Esse era um pensamento deprimente.

—Duvido que vamos encontrar algo mais —, disse Tanner alguns minutos mais tarde, com um tom de forte desagrado em sua voz, —nenhum dos outros brinquedos abrem.

—Continue procurando—, disse.

Tanner passou sua mão pelo interior de uma gaveta, procurando um compartimento secreto.

—Encontrou alguém vivo?

—Não— murmurei— Tinha que admitir que em todos meus muitos trabalhos, meus muitos encontros, minhas muitas horas gastas em procurar anúncios em classificados, nunca imaginei a mim mesma fazendo isto. Havia um titulo para isto? Certificado de encontra corpos?

Eu deveria ter preferido servir café a esnobes, ou ajustar a quilometragem dos carros usados, ou fazer entupidos globos com forma de animal para meninos ingratos. Demônios deveria ter preferido varrer desagradáveis bolas de cabelo do chão do salão.

Dava-me conta de que quase gostava da minha posição atual. Talvez eu não estivesse disposta a voltar para minha vida normal. Suspirando, coloquei a nota do Doutor no bolso. O que diria Rome quando a visse? Talvez passasse o mau humor, induzido por ter sido neutralizado.

Enquanto ia pelas escadas, passei meus dedos pelos buracos de bala da parede. Onde ia encontrar um menino mal vivo? A resposta veio para mim instantaneamente, me surpreendendo.

Sorrindo, saltei sobre o corpo de Rome, que tinha começado o processo lento, de retornar a sua forma humana. Grandes emplastros de cabelo tinham caído, deixando pedaços de pele bronzeada e músculo liso. Neste momento ele parecia um terrível homem monstro. Tratei de não fazer uma careta.

—Voltarei em um momento— disse-lhe, com um falso ar fresco. Deslizei para fora. A vizinhança estava acalmada, como se o tiroteio nunca tivesse ocorrido, mas o homem da casa do lado estava de pé coçando a cabeça, enquanto olhava fora à neve e o granizo que cobriam o chão.

Ele me viu e disse, - É uma das garotas do Robert?

Estava realmente agradecida de que os dois agentes mortos tivessem sido escondidos pelo SUV. —Sim— movi minhas sobrancelhas sugestivamente como pensei que faria uma prostituta.

—Sempre acontecem coisas estranhas nesta casa, apontando com um gesto de seu queixo ao chão— Alguma vez viu algo como isto? Nevar tão tarde na primavera?

—Muito estranho— disse, ali de pé.

Depois de um momento, ele agitou sua cabeça e entrou em sua casa.

Depressa! Depressa! Antes que saia outra vez. Corri o resto do caminho para o SUV. Os dois homens estavam estampados nas rodas. Um deles, que eu tinha golpeado com o raio, estava nas mesmas condições que os companheiros de dentro na casa.

Perdi um pouco de minha vertigem. Eu o tinha matado. Outra vítima de meus poderes. Não pense nisso, Jamison. Recorda, ele era um dos homens de Vicent. Ele queria matar Rome e te capturar. Com mãos trementes, comprovei o segundo homem, procurando o pulso. Ao primeiro contato com meus dedos, ele se queixo, e eu suspirei com alívio. Ele ao menos, estava vivo.

Agarrei-lhe por debaixo dos braços e o arrastei até a casa do Dr. Roberts. Pesava uma tonelada (inclusive mais que o gordinho do Rome) e me estiquei debaixo da carga. Tinha linhas negras em sua pele e camisa, como se a eletricidade tivesse ricocheteado de seu amigo a ele, fritando-o igualmente. Para quando tive chegado com ele ao alpendre, estava coberto de pegajoso barro dos pés à cabeça, por sua pele e sua roupa. Soprei e soprei pelo esforço. Em meio de seus gemidos, sujeitei-lhe com uma mão, enquanto abria a porta com a outra.

Felizmente, o vizinho nunca voltou a sair.

Meu olhar imediatamente procurou o Rome, mas já não estava atirado na entrada, o único sinal de que ele tinha estado aí, era a montanha de cabelo que tinha perdido.

Deveria lhe chamar ou não? Ele poderia estar me buscando, e disposto para me atacar no momento em que me visse, em represália pelo que eu havia feito. Poderia… Santa merda! Estava à volta da esquina, com uma tormentosa expressão de morte em seu rosto, para mim.

Estava no processo de vestir uma camiseta negra, e um par de negras calças cobriam já a parte baixa de seu corpo. Quantas trocas de roupa tinha este homem?

Olhou-me com seus olhos entrecerrados e depois olhou ao homem que eu carregava.

—Não diga uma palavra— espetou-me, sem deixar de caminhar.

—Eu não estava— Sacudi a cabeça para dar mais ênfase.

—Realmente… Você se acha genial. Como demônios pôde me aturdir? As palavras saíram vacilantes, cheias do escuro fio de sua fúria parou-se justo diante de mim, com nossos narizes tocando-se, e sua quente respiração em meu queixo.

Melhor ir à ofensiva, ou ele jogaria toda a culpa sobre mim.

—Acredito que melhor pergunta seria como não teria podido? Soltei minha carga e o corpo golpeou o chão. Apontei com meu dedo a Rome.

—Veio para mim como se eu fora um branco. Deveria estar elogiando meus excelentes reflexos em tombar a um inimigo.

As aletas de seu nariz se moveram, — Elogiando? Acaba de dizer elogiando?

—Seu ouvido é excelente, Homem Gato.

Suas pupilas se alargaram com um negro muito fino, apontando acima e abaixo.

—Por que não esperou lá fora como uma boa menina?

—Tanner e eu quisemos te proteger, você não é invencível, Rome.

—Mas estive malditamente perto. — Estendeu seus braços, apontando aos corpos ao nosso redor. —Se você não tivesse estado a ponto de morrer, se estivesse onde te havia dito.

—E você poderia estar morto, se nos tivéssemos ficado. Havia um homem a ponto de te disparar.

Elevei-me nas pontas dos pés, nos pondo mais a nível. —E você goste ou não tem companheiros agora.

Supõe-se que devemos cuidar uns dos outros. O que significa que nós cuidamos de você, da mesma maneira que você cuida de nós. Não tente fazer tudo sozinho.

—Me aturdindo é como você cuida de mim. É melhor que não faça.

O homem detrás de mim se queixou. —Olhe te trouxe um presente. Dois realmente. Um corpo vivo e uma nota do Dr..

Rome passou junto a mim, agachou-se junto ao homem e o pôs sem esforço sobre o ombro.

—Fecha todas as portas— resmungou —Poderíamos estar aqui um momento, e o que quer dizer com uma nota do Dr.?

Tirei o papel e o sustentei para ele. De todos os lugares que ele pôde deixá-lo, meteu-o em um vibrador.

Rome se aproximou pela nota, mas de repente ficou imóvel. Com uma esquina de sua boca aberta, como dizendo: está de brincadeira? Logo sacudiu a cabeça e murmurou:

—Que Deus me ampare ele agarrou o papel, colocou o corpo sobre seu ombro enquanto lia.

Sua expressão ficou sombria.

—Quer baixá-lo?— perguntei

—O bastardo sabia o que ia fazer a você, e o fez de todas as maneiras— disse, me ignorando.

—O que acredita que me deixou no escritório?— Disse.

—Não sei, mas o encontraremos.

Sua voz era tão sinistra, estremeci.

—O que acontece se alguém chamar pelos seguranças?— Perguntei, pensando nesse momento na possibilidade.

—Esse é um risco que estou disposto a correr, mais que arrastar a este tipo conosco.

Passou uma mão pelos olhos— Vigia as costas e Tanner que guarde a frente— Façamos isto rápido, e saiamos como o demônio.

—Tanner, chamei.

O moço caminhava pelas escadas. —Não há nada mais, como eu temia— disse, elevando os braços ao ar. Nada de papéis, nada de diário, nada. Ouça, vão deixar de discutir?

—Sim— disse Rome, ao mesmo tempo em que eu—No momento.

Abri a boca para dar ao Tanner suas novas ordens, mas seus olhos posaram no homem inconsciente, e aplaudiu com excitação. —Está respirando? Imponente. Temos que perguntar a ele, não?

—Seguro que tiraremos algumas respostas com tortura.

—Necessito-te à frente, já que é nosso perito atirador— disse Rome, levando o corpo à sala de estar — Impeçam a entrada de qualquer pessoa.

O sorriso de Tanner se alargou, — Viu-me tombar o tipo? Sabia que o tombei de um tiro? Só um tiro?

—Fez muito bem— Elogiou Rome —Se não tivesse estado imobilizado, haveria dito antes. Acrescentou obscuramente. —Belle, uma cadeira para mim.

Enquanto Tanner se dirigia à porta da frente, tomei uma cadeira derrubada da cozinha e a arrastei até o centro da sala de estar. Rome deixou cair ao homem nela, e o amarrou com tiras de suas destroçadas roupas.

— Deveria acender as luzes agora? Perguntei.

— Não— Não quero que ninguém de fora, seja capaz de saber que há atividade aqui dentro.

—O vizinho está levantado, surpreendeu-se pela neve.

—Parecia que suspeitava?

—Não— Ele pensava que eu era uma das prostitutas regulares do Dr. Roberts e os dois estávamos tendo uma tremenda festa Rome se beliscou a ponte do nariz.

— Bem — ele fez um gesto com a mão no ar... Consiga um copo de água. Por favor — acrescentou depois de um momento de vacilação.

—E vá depressa.

OK, Claro que já não era mais A Garota Maravilha. Eu era a garota dos recados. Isso estava bem. Eu não queria torturar ao tipo, de maneira nenhuma. Não quer que ponha veneno na água, não?

—Só água, água fria.

—Por que não fazer, que Bela conjurei um pouco de chuva?— Tanner perguntou, em voz alta desde seu posto na porta.

—Não queremos esgotá-la emocionalmente — disse Rome— Deveríamos usar seus poderes só quando for absolutamente necessário.

—Amém a isso— Rapidamente encontrei um copo em um dos armários da cozinha, enchi-o na geladeira e o levei correndo a Rome. —Aqui esta.

Jogou o conteúdo na cara do homem. Nossa vitima começou a mover-se, piscando para abrir seus olhos. Rome e eu inclinamo-nos para ele espectadores, nos viu pairar em cima dele e deve ter ficado chocado e com medo, porque ele soltou um pequeno grito de menina.

Fiz uma careta, Rome pegou um travesseiro para colocar no seu rosto, e Tanner entrou na casa e lhe deu uma bofetada. —Deveria se envergonhar de você mesmo!

—Não me faça mal— gritou o homem— Por favor, não me faça mal.

—Fechei a porta de entrada—, Tanner disse ao Rome — Posso ficar?

Rome rodou seus olhos. —Por que não? Por que ajustar-se ao plano agora?

—Direi o que quer saber—, disse o homem apavorado.

Eu nunca antes, tinha estado em uma sessão de tortura. Havia visto algumas na televisão, claro está, assim esperava algo assim como uma resistência. Talvez ameaças, ou maldições. Em lugar disso nosso homem balbuciava como um bebê.

—Está fingindo?— Perguntei confusa.

—Não— Disse Tanner com desgosto.

—Ele realmente é tão gatinho — Sem ânimo de ofender—, acrescentou com maldade olhando ao Rome.

Então, exasperado, levantou as mãos — Como vamos trabalhar nestas condições?

Parecia que Rome, queria mandar Tanner de volta para fora, mas em lugar disso, cruzou os braços sobre seu peito.

—O que está fazendo aqui?— Perguntou a nossa vítima.

—Esperando ao Dr. Roberts — Foi à rápida resposta.

Rome deu uma olhada ao Tanner.

—O que?— Disse Tanner.

—Está dizendo a verdade?

—Como demônio poderia?… OH, espera — Tanner deu um salto para o homem, que gritou de novo, e colocou uma mão no ombro. Fechou os olhos — Sim. Verdade— Seus lábios se esticaram em um sorriso completo. —Isto é tão legal. Sou um detector de mentiras humano.

Como disse Lexis, quero dizer, uma vez que abri a porta a meus super-poderes.

—É um empático, não Hulk, disse — E precisamos continuar com isto — Admito que estivesse nervosa e que queria sair o MAIS RÁPIDO POSSÍVEL.

Tanner estendeu os braços, com uma ação que dizia — me olhar e olhe seu jeito.

—Não pretendo que você não gosta do sabor de Tanner— Como estava dizendo, uma vez que abri a porta a meus poderes, foi um constante fluxo de emoções e novas habilidades. O tipo falou e pude sentir totalmente seu medo.

—Bem— Disse Rome— Agora se vocês dois não se importam, eu gostaria de terminar minhas perguntas.

É por isso que estamos aqui —Franziu o cenho para cada um de nós antes de voltar sua atenção para o homem — Vicent sabe, onde está o Dr. Roberts agora?

—Não, não— Juro que não sabe.

Tanner assentiu com a cabeça.

— Verdade — Finalmente tomando meu posto, dirigi-me à janela mais próxima com cortinas. Sentei no chão e cruzei minhas pernas, apoiando os cotovelos sobre os joelhos. Havia uma ligeira fissura no tecido marrom, e podia ver fora.

Os homens tinham o interrogatório sob controle, e precisávamos vigiar. Graças a

Deus, tudo parecia acalmado.

—Quais são os planos do Vicent para o Belle?—

—Ele, quer lhe fazer exames. Ver o que pode fazer e depois usá-la no campo.

—Verdade.

—Tem um antídoto para ela? Perguntou Rome.

—Não!

—Verdade— Tanner me olhou, — sinto Belle.

Eu sentia? Parte de mim sim, penso, parte de mim... Não.

Rome soltou um suspiro de frustração. —Tratemos isto de um ângulo diferente.

—Tem Vicent alguma ideia do paradeiro do Dr.?

O homem moveu a cabeça, sacudindo seu cabelo contra a testa. —O Dr. Roberts tratou de entrar no laboratório ontem, mas foi descoberto antes de entrar. Foi açoitado, mas conseguiu escapar de novo.

—Verdade.

—Agora estamos chegando a alguma parte — Rome se inclinou, pondo suas mãos sobre o encosto da cadeira — Por que quis o Dr. Robert, retornar ao laboratório?

Eu suspeitava que a resposta fosse que tinha ido me deixar o presente que ele tinha mencionado em sua nota.

Retirando-se ligeiramente para trás, o homem balbuciou: - Não sei ninguém sabia.

—Mentira—, disse Tanner triunfante.

—De verdade preciso te torturar?— Perguntou Rome em voz baixa, sem deixar dúvidas de que ele faria o que fosse necessário, — Me permita te apresentar ao animal que levo dentro de mim. —Por uma fração de segundo, a boca e o queixo do Rome se alargaram, seus dentes se estenderam brilhantes afiados e ameaçadores.

—O animal dentro de mim, tem fome, muita… muita, fome.

O homem chiou. —Pensamos que deixou uma cópia escrita da formula, em seu escritório.

—Mas não fomos capazes de encontrá-la— Balbuciou.

—Verdade.

Formula…! Isso é o que ele me estava dando que melhor presente tinha em mente, que me dar o que me tinha feito, bem, serei eu de novo?

Rome passou a língua pelos dentes.

—Quantos homens têm Vincent perseguindo Belle?

—Não conheço o número exato, juro, eu só sei que ele a quer.

—É mau— Cada dia envia mais homens a procurá-la. Se ele estudar seu sangue, poderá fazer mais como ela, e seus agentes poderão matar a todo aquele que se oponha a ele.

Ele dirigirá a PSI mais capitalista do mundo. Ele poderá decidir que países ganham guerras.

Decidirá a quem ajudar a quem destruir. —Por favor, somente me deixem ir. Quero ir para casa.

—Verdade— disse Tanner —Ele só quer correr para casa com a mamãe. O homem mandou um olhar em direção de Tanner, mas se encolheu de novo quando Rome grunhiu.

—Ele nunca deixará a busca— acrescentou o homem lastimosamente.

—Como você, ele fará o que seja necessário.

Grandioso!

Que tática mais maldita para ouvir. Meus ombros se afundaram.

—Vincent deu a formula a alguém mais?— Perguntei.

—Que sobrevivessem?— acrescentei, recordando que Rome me havia dito uma vez que outros tinham morrido.

O homem sacudiu a cabeça. —Você é a única— disse— Isto os faz a todos mais valiosos para ele.

—Verdade.

Repousei minha cabeça na parede, e olhei pela janela, gemendo interiormente.

Graças à nota do doutor, eu sabia que tinha sobrevivido a tira da formula por que ele finalmente a tinha aperfeiçoado, não porque eu fosse uma espécie de monstro mutante com um sangue incomum.

De todas as maneiras, Vincent acreditaria nisso? Provavelmente não esse homem era tudo a respeito de experimentos. Não trabalharia para ele embora me capturasse.

—Se ele te agarrasse, você trabalharia para ele — Disse Rome com tom sombrio— Ele se asseguraria disso, inclusive se tivesse que destruir tudo àquilo que ama.

Meu pai, pensei, entrando em pânico.

Lexis está com ele, recordei-me mesma, me acalmando, ele está protegido.

—O que há a respeito dos ingredientes da formula?— Perguntou Rome.

—Conhece-os?

—Roberts apagou os arquivos—, respondeu o homem — destruiu toda a papelada e voou.

—Não há maneira de que possamos duplicar a formula, não sem uma formula escrita, ou Belle, ele espera que as moléculas de seu sangue lhe digam que é o que lhe deu exatamente.

—Verdade.

Rome se endireitou, ficou assim por um momento, sem dizer nada, e fazer nada, com uma expressão crua e dura.

—Cooperei— As lagrimas caíam pelas bochechas do homem, — vão me deixar ir verdade? Não vão me fazer mal? Não direi ao Vincent do que falamos juro, não o farei.

Tanner não disse nada, mas deu a Rome um agudo olhar. O que estava acontecendo entre eles?

Movendo-se mais rápido que uma piscada, Rome deu um murro na cara do chorão, imediatamente, seu lamento se deteve, e calou inconsciente.

—Por que o fez?— perguntei me levantando, — Tinha razão, cooperou.

—Ele teria te matado se tivesse tido a oportunidade—, Disse Rome— Sua voz era baixa e rouca, retumbando de raiva silenciosa. —Tem sorte de que não lhe corte em partes.

—Verdade— Rome agitou sua cabeça.

—Basta, Tanner.

—Sim— disse— Melhor não me faça essa coisa de verdade ou mentira. Nunca. Ou te farei mal.

Ele sorriu, — Verdade —, disse, e eu lhe mostrei meu punho.

—Vamos — Rome agarrou sua bolsa e a jogou sobre os ombros. Temos alguns planos que fazer.

—Espera— Olhei de perto ao homem. Rome tinha razão. O tipo nos teria feito mal se tivesse podido. Ainda poderia fazê-lo, algum dia se tivesse a oportunidade. Ninguém ameaça a meus homens e sai ileso.

Concentrei-me em minhas mais escuras, mais frias emoções, deixei a medo me empapar até que meus dedos dormiram, até que se formou uma mescla de terra e gelo, tal e como o tinha feito esse dia na casa de Lexis, lance-lhe a bola. No momento em que o tocou, envolveu-o uma caixa de gelo. Degelará (pensei), mas não por um comprido momento (esperei).

Esfreguei as mãos. — Agora podemos ir.

 

Em todo o caminho de volta à cabine, Tanner expôs uma e outra vez quão maravilhoso havia sido, quão genial foi, como as garotas estarão ao redor dele agora. Amava que estivesse tão orgulhoso de si mesmo. Fazia um bom trabalho (à exceção do tiro às cegas,). Mas não podia deixar de pensar na nota que tínhamos encontrado e isso que eu possivelmente não podia encontrar a fórmula. Olhei. Que estava mal em mim?

—Então, foi alucinante, — Tanner disse, outra vez cortando meus pensamentos —A única coisa que podia ter sido mais genial é que tivesse sido gravado. Pensa. Podia fazer ver o DVD em cada entrevista, e te garanto que todas as garotas ficariam desesperadas por montar o Expresso Tanner.

Rome estendeu o braço e subiu o volume da rádio. Enquanto Gwen Stefani[6] rockeava nos alto-falantes, ele uniu nossas mãos. Seu calor e força assim como seus calos me acalmavam. Dei uma olhada para ele. Ele manteve seus olhos no caminho, assim tive o benefício de estudar seu perfil. Ele era tão selvagem de lado como era de frente, com um afiado nariz, com severas maçãs do rosto e um duro queixo. Atalho do vidro, cinzelada do aço, esse era Rome.

Ele via como se quisesse matar as pessoas apenas por falar com ele, até agora mesmo ia com delicadeza riscando seu polegar através dos picos e vales de minha palma. Tão contraditório tão misterioso. Queria me arrastar dentro de seu cérebro e aprender tudo a respeito dele. Queria saber seus pensamentos, seus sentimentos, sonho como uma garota louca, não? Mas não posso evitar. Ele me fascinava estava destinado a amar a alguém com todo seu coração. Lexis havia dito mais que nunca. Quero a alguém que seja como eu. Imagina toda essa feroz masculinidade dirigida para você. OH, só de pensar faz tiritar. Ele seria um solicitado amante exigente poderia esperar uma total falta de fé e não tolerar nada mais. E daria o mesmo em troca.

Certamente o conhecimento me subiu à cabeça. E ainda, se der a ele meu coração, tudo o que tenho para dar, e não sou a mulher para ele, estaria destruída. Como Lexis, teria a força para renunciar a ele, em lugar de deixá-lo ficar comigo, sabendo que ele desejava outra? Meus dedos se apertaram ao redor de sua mão como se tratasse de mantê-lo perto, para que não fosse longe de mim. Provavelmente causei a Rome mais dor física, sem mencionar os mundanos desastres, que alguém alguma vez tenha conhecido, por que ter uma garota como eu quando se pode ter a alguém como Lexis? Alguém preciosa, inteligente, rica. Alguém quem poderia ter um trabalho por mais que só alguns quantos meses. OK, dias.

Sentia já minhas emoções primárias tentando criar algum tipo de reação física, chuva, neve, um pouco de tudo. Entretanto, eu tinha sido empurrada a beira hoje, e não aconteceu nada. Dava um suspiro de alívio. Não queria que Rome soubesse como estava me sentindo. Rome usou sua mão livre para desligar a música. Bendito silêncio; Tanner tinha deixado de falar. Olhei sobre meu ombro, só para ver o menino adormecido no assento traseiro. Sua cabeça pendurava a um lado. Os raios de luz da lua se refletiam sobre ele, e essas pestanas projetavam longas sombras nas bochechas.

—Está bem?— Rome me perguntou.

Para perguntar ou não perguntar onde estamos nós? Pergunta odiada tanto pelos homens… Quero dizer, que nem sequer tínhamos dormido juntos ainda.

—Eu só estou nervosa por meu pai — Terminei sem convicção— Não queria que Rome saísse correndo de mim com temor. Não queria que ele tivesse medo de levar nossa relação ao seguinte nível porque esperava mais dele do que podia dar. Ele apertou minha mão.

—Dá uma ligada para Lexis, então. Ela tem celular e é uma linha segura. Ele me soltou, pegou seu celular, marcou, e então me passou.

Lexis respondeu no momento nem que coloque o telefone em meu ouvido. Meu pai estava bem e estava dormindo, ela me assegurou. Ninguém tentou machucá-lo. Nada sério aconteceu, e ela não previu que nada mal aconteceria, a qualquer um dos dois. Além disso, meu pai não tinha deixado de paquerar com ela, o pícaro. Libere uma reprimida pausa de alívio deslizando através de mim.

—Como está Rome?— ela me perguntou sua voz quieta, indecisa.

Forcei meu olhar para manter minha cabeça em alto. —Bem.

Ela pausou. —Cuida bem dele.

—Farei — Desligamos, e coloquei o telefone no painel.

—Seu pai está passando bem. — Rome disse.

Assenti com a cabeça. Meus lábios se pressionaram. —Paquerando, como sempre.

Ele me lançou um olhar de orgulho — Fez bem hoje.

—Além de te chutar em seu próprio traseiro. — Disse secamente.

Ele deu um pequeno, mas genuíno sorriso — Sim… Além disso— Você nos meteu na porta duas vezes criou a tormenta que nos colocou dentro da casa sem sermos detectados. E você não queimou nada.

—Doce progresso— respondi com um sorriso— Assim vamos irromper no laboratório amanhã?

Ele assentiu com a cabeça.

—Será mais difícil que esta noite. Muito mais difícil que esta noite, na realidade. Haverá segurança por todos os lados. Lexis me disse uma vez que o edifício tinha sensores de calor. Pisos sensíveis ao peso. Detectores de movimento e scanner de olhos.

—Entrar fica impossível. Sem mencionar perigoso.

—Nah— ele disse— Será divertido.

Rodei meus olhos— Mas estava sorrindo por dentro. Que coisa tão menino macho para dizer. Que coisa tão Rome para dizer. —Com certeza que haverá guardas. Armados para matar ganhou essa aposta.

Meu coração se deteve na facilidade com a que falou de fazer frente aos assassinos de gatilho feliz.

—Como vamos entrar? Tanner e eu somos, e eu não deveria ter que lhe recordar aficionados. É mais provável que lhe apanhem que seja de alguma ajuda.

—Sabe que isso não é verdade. Fui ou não fui eu que te agradeceu por quão maravilhosa esteve esta noite. Você chutou o traseiro mais importante.

—Poderia ter feito sem mim. — Murmurei.

—Certo— Ele disse— Imitando ao Tanner.

Dei um bufo. —É divertido. Não. Ele teria matado ao dizer, Não minha doce beleza. Tivesse falhado se não estivesse aí para me salvar. Era pedir muito?

—Este trabalho que vem, embora... Sua voz se apagou e suspirou. Preciso de você, Belle. Realmente não serei capaz de fazer sozinho.

Essa confissão me sobressaltou. Haveria dito para me tranquilizar? Sim. Faria? Não acredito. Esse não era o estilo de Rome. Ele sempre dizia o que pensava, e nunca diluía a verdade. Não importava quanto doesse. Ele precisava de mim e não tinha medo de admitir. Deus é sério eu amo este homem. Mais que gostar. Admiro-o, confiou nele, desejo-o.

—Não tem que irromper no laboratório, sabe. — Disse, não tem que te pôr em perigo quando não terá nada em troca.

—Terei algo em troca. Eu te ajudo. Você me ajuda Verdade?

—Certo — Disse brandamente —mas ainda não tem descoberto a forma em que posso ajudar.

—O que fizer.

—Algo que necessita que faça. Farei. Agora. Amanhã. —E não importava. Quando ele me necessitasse eu estaria aí.

—Obrigado — Ele enlaçou nossos dedos de novo— Não se preocupe. Encontraremos a forma de ter êxito. Em tudo.

Carros nos passaram zumbindo. Rome estava certo de só ir umas poucas milhas por acima do limite de velocidade. Não querendo que lhe parassem ou que atrair a atenção até nós. Árvores passavam rapidamente pela janela. A lua estava alta e não poderia começar sua descida durante horas ainda.

—Onde vai esconder Sunny? Já sabe?— perguntei a ele.

—Em uma casa segura na Zona central— apoiou-se na cabeceira com um leve sorriso.

—Realmente vamos viver como uma família pela primeira vez em anos. Levá-la às compras à loja de comestíveis. Para o parque. Natação. Todas as coisas que as famílias fazem.

Família. Suas palavras eram um duro aviso de que eu não era parte dela. Ele não me pediu para ir com ele depois que o ajudasse, e não ia me convidar sozinha. Lexis e Sunny eram sua prioridade número um. Lexis porque era a mãe de Sunny e era como devia ser. Mesmo assim, doeu. Doeu muito. E tudo dentro de mim desmoronou. Nesse momento, dava-me conta. Eu possivelmente não podia ser a mulher que estava destinada a passar a vida com ele.

Afiadas redes de dor se lançaram sobre mim. Cortando profundo. Muito profundo.

Permitirei que isso me detenha de desfrutar a ele? Não. Demônios, não. Terei tanto tempo como puder ter a ele. Sem arrependimentos. Eu não queria olhar para trás para minha vida e me perguntar o que poderia ter sido. Que prazer poderia ter compartilhado.

—Seu chefe ira por você?— consegui perguntar— Dentro estava rezando para que não soasse como quebrado ou oco para ele, como o fez para mim mesma.

Rome pareceu não notar. —Ele pode sim— Mas isso não significa que encontrasse. — Ele pausou por um momento — ele não é um mau homem. Como disse, ama Sunny. Acredito que com o tempo ele se dará conta de que isto é o melhor para ela.

—Terá que me desculpar se estiver em desacordo com você. Eu penso que é mau. Ele queria me neutralizar. Querer me neutralizar isso é... —Bom trabalho Belle. Mantenha distância. Mantenha-se impessoal.

—Ele queria isso por razões de segurança.

—Não a minha.

—Não. Do Mundo. Faz um par de dias atrás. Estive de acordo com ele, recorda? Mas você não pensa que sou malvado.

Ignorei a última parte de suas palavras. —Se uma mulher tivesse que morrer para proteger o mundo, não é grande coisa, é isso o que está dizendo? Poderia ter chegado a mim e que poderíamos ter falado disso como dois adultos civilizados.

—Não, ele não podia. Vincent está atrás de você, também. Rome pausou.

—Possivelmente agora uma reunião é algo que seria bom para ambos, entretanto. Uma vez que John escute o que pode fazer, te neutralizar será a última coisa em sua mente. Ele te quererá em sua equipe.

Soprei. —Quando ele me vê, aparece um limite em meu primeiro templo e faz perguntas mais adiante?

—Existe um limite — Um pequeno latido de risada escapou dele — Agora soa como Tanner.

Meu olhar caiu a meus pés. Um bolo de barro úmido aos meus pés sujava o tapete — Se seu chefe chegar a me conhecer e quer me encerrar na Vila Chateau, o que faria? Trairia a ele ou a mim?

Ele pausou— Uma longa, horrível pausa— Porque ele tinha que pensar sobre isto? Significava menos para ele do que pensava.

—Não tem que preocupar-se por isso— Rome finalmente respondeu —Não vou deixar que ninguém te machuque. Ou façam experimentos com você, ou a prendam.

Doces palavras. Palavras que me tocaram profundamente. Mas o que acontece quando ele não esteja perto? O que há quando ele me deixar? Você cuidara de você mesma, isso! Sim, faria, estaria bem sem Rome. Assegurei a mim mesma. Assim aí, que meu coração se sinta como se estivesse quebrado em mil pedaços. O carro diminuiu em um caminho de terra escondido entre dois grossos arvoredos. Quanto mais longe dirigíamos, mais grossos se convertiam as árvores, e era menos evidente a via. Ramos e folhas esbofeteavam o carro. Finalmente aí não havia caminho que podia distinguir, e Rome tinha que retorcer e girar a roda para evitar golpear algo. Acima e abaixo ricocheteei.

Depois de um tempo, a pequena cabana ficou à vista, iluminado pelos raios de luz de ouro da lua. Eu não soube que estava ali, tivesse pensado que era uma grossa parede de arbustos e madeira esquecido.

Rome estacionou o carro em reversa.

—Espere aqui enquanto me desfaço da pista de aros.

Eu assenti.

—Tome cuidado.

—Sempre— ele disse me cintilando um sorriso. Ele saiu do carro e desapareceu na noite.

Voltando para o assento de atrás, bati no ombro de Tanner e o sacudi. —Acorda dia ensolarado.

—Estou acordado— ele disse sem vacilar— Sua voz não tinha rastro de sono. Seus olhos estavam abertos e não gradualmente. Um minuto parecia adormecido, no próximo não.

—Quanto tempo esteve acordado?— perguntei.

Levantou e escovou o cabelo fora de sua testa. —Toda a viagem. De que outra forma ia escutar às escondidas a você e ao Rome? De verdade vai deixar que te deixe para trás quando for se esconder?

Voltei às costas e olhei pela janela

— Não é como se tivesse outra opção, Tanner.

—Sempre há uma opção.

—Não quando se trata dos sentimentos de alguém mais— disse.

—Pode lutar por ele.

Fechei os olhos um momento e inclinei minha cabeça contra o assento.

—Quero um homem que queira estar comigo. Não quero obrigá-lo a ficar, obrigá-lo a que me mantenha com ele.

—Rome se preocupa com você. Posso sentir como ondas que saem dele cada vez que olha para você.

—Às vezes isso não é suficiente— disse brandamente.

Ele amaldiçoou.

—Esse é o orgulho falando.

—Você não sabe nada a respeito de relações, de acordo?— Torci a prega de minha camisa entre meus dedos, o endurecimento dos materiais em torno de meus nódulos e cortando minha circulação. —Assim não tente entregar assessoria.

—Pode que nunca tenha tido sexo— ele disse obscuramente —Mas amei. Posso ser jovem, mas sofri minha parte de perda. Não trate de agir como se eu não soubesse do que estou falando simplesmente porque você não tem a coragem de manter o seu homem.

Irritação e vergonha trataram de pulverizar-se em mim, mas os deixei. Não necessito das complicações de outro incêndio. Além disso, Tanner tinha razão. Muita razão. Ele amou a seus pais e os perdeu. Ele conheceu a dor intimamente. E eu estava agindo como uma covarde.

—Sinto muito— Voltei-me para ele. Ele olhou longe de mim e disse dando de ombros.

—Não se preocupe por isso.

Estava tratando de atuar indiferente, mas eu sabia que o tinha ferido. Queria fazer o correto. Não merecia minha língua afiada. Não depois de tudo o que tínhamos feito. Ele estava lutando em uma guerra por mim. Arriscando sua vida por mim E jovem como ele era ele era um homem. Como Lexis havia dito, ele só tem que amadurecer um pouco.

—Tanner.

 

A porta do lado do condutor se abriu de repente, e Rome colocou sua cabeça dentro.

— Tudo limpo.

Meus movimentos eram lentos e cansados quando saí. Tanner estava atrás de mim, caminhamos fatigosamente para a cabana. Ele continuava sem me olhar. Queria pedir desculpas de novo, mas esperaria até que estivesse mais receptivo para fazê-lo.

Antes que chegássemos ao alpendre, Rome avançou a meu lado e estreitou minha mão, me trazendo para uma parada.

—Tanner, vá para dentro. Descansa um pouco. Belle e eu nos uniremos a você, dentro de um momento.

Abri a boca para perguntar o que estava acontecendo, mas Tanner murmurou:

—Tomem seu tempo — e entrou sem nós.

Rome me puxou para a cidade de árvores. Há um lago aqui fora— ele disse.

—E?

—E vamos nadar nele sozinhos. Então qualquer outra coisa que acreditam que faremos.

OH, OH. De repente já não estava tão cansada. O calor formigou através de mim. Calor e luxúria e aparentemente uma inextinguível fome. A racional parte de mantenha-se-fora-de-problemas de meu cérebro tratou desesperadamente de me recordar de que o futuro estava em longe. Rome se vai. Quando tudo isto terminar ele vai te deixar.

Talvez seja tola de minha parte, mas continuo me recusando que se arruíne o aqui e agora. Tinha em guarda meu coração. Mantive minhas emoções em uma correia apertada. Mas desfrutaria deste macho Alfa, enquanto pudesse.

Sem arrependimentos. Recordei a mim mesma. Logo as arvores se abriram, e revelaram um comprido oásis. Uma água profunda formou uma atraente piscina.

Arredondadas linhas do fio em meia lua, e flores rosa florescendo ao redor delas, um marco perfeito.

Cintas brilhantes da luz da lua e cachos de névoa durante o fantasma prateado líquido, fez brilhar como o vidro gentil. Insetos de luz piscaram como românticas velas.

A beleza da zona enganchou meu fôlego, e eu tremia.

—Sabe por que te trouxe aqui?— Rome me perguntou.

—Sim—, respondi-lhe— E eu estava mais que pronta para começar.

 

Rome virou para me ver. E eu gire para vê-lo.

Nossos olhares se encontraram calor, o calor dentro de mim queimava sob minha pele. Lambi meus lábios. Parecia que tinha esperado sempre este momento.

Talvez o fizesse.

—Nervosa?— perguntou.

—Sim— Não trate de negar.

—Também eu.

Meus olhos se abriram como pratos.

—Você? Nunca pensei que algo assim te ocorresse.

Então uma ideia veio a minha mente, e encolhi meus ombros.

—Entendo. Tem medo de que cause um incêndio florestal ou algo.

A luz da lua mostrou suas feições, banhando-os como se fosse ouro. Seus olhos brilhantes cintilando um azul intenso, brilho.

—Não, Nada disso. Vou absorver qualquer calor que crie.

—Então porque está nervoso?— perguntei confusa.

—Quero ser o melhor para você. Quero que se incendeie. Uma e outra vez e de novo. Quero fazer que goze.

Podia senti tudo dentro de mim como uma onda de alegria, com gozo. Com muito prazer. Uma umidade correu entre minhas pernas, uma corrente.

—Já o fez— disse.

—Mais, — respondi— Sob a cabeça lentamente para a minha.

Pus-me nas pontas dos pés, encontramo-nos a meio caminho. No momento de nos tocar, abri minha boca para ele, e sua língua varria com força. Seu sabor estava se tornando um vício, homem selvagem, a besta selvagem me alagando. Tomo seu tempo com o beijo, dançando com minha língua, me explorando.

Desfrutando-me. Meu sangue fervendo, meus ossos estavam líquidos. Derretia-me por ele.

—Seu sabor é tão bom, — disse— Cheira tão bem. Isso foi o primeiro que notei em você. Estava terrivelmente doente, mas cheirava a maçãs e canela e completamente a mulher.

Mentia pensei, colocou a ponta de seu dedo em meu seio, sobre a ponta erguida de meu mamilo, a sensibilidade plena em meu ventre. Enquanto ele toca, tremo.

Agarrou a prega de minha camisa e devagar trabalhando nisso tirou pela cabeça, logo deixou cair sobre nossos pés.

Fiz-lhe o mesmo, me deleitando com seus músculos enquanto foram sendo revelados, e sentir a sensação de veludo recoberta de aço. Ansiava lamber cada centímetro dele. Saboreando-o, ter seu pênis dentro de mim, duro, quente e ansioso. Envolvendo-o com minhas pernas ao redor de sua cintura e que se afundasse mais profundo dentro de mim.

—Seu turno, — disse— Chego para minhas costas e desabotoando meu sutiã.

Meus seios saltando livres, doloridos por ele. Apertava-os e para que os mamilos doessem.

Ofeguei pela sensação que me devorava, a necessidade que me consumia.

—Agora— tirei-lhe a capa da arma— Tremiam meus dedos, assim que levo mais tempo de que queria, mas a correia de uma cor negra fina estava em um atoleiro de roupa.

Quando tratar de desabotoar a calça, estalou sua língua, o som áspero e agudo.

—Não chega duas vezes em uma mesma fila — Desabotoo o botão de minha calça, deixo-o por meus quadris, logo minhas pernas,

—dê um passo e eu tiro.

Estava tão dolorida que não tinha forças para obedecer Tive que me sujeitar de seus ombros para não cair. Um fragmento de lua o iluminava, meu anjo da escuridão se distanciou, me envolvendo com seu olhar fixo. Só um par de calcinhas me protegia. Geralmente me sentia cômoda com meu corpo.

Não tinha carro, então caminhava muito, mantinha-me em forma. Mas agora com o Rome me vendo assim… gostaria do que vê? Volto-me para ele?

—Tira isso ofegou. —Tenho que dizê-lo duas vezes. Sou maior. Coloquei meus dedos a um lado de minha roupa intima Rome até tinha suas calças, e se para o que ele queria, estaria completamente nua. Definitivamente exposta um pouco desalentador pensei, mas… tremia até minhas pernas, dando um passo me as estorvou e me endireito. Nervosismo misturado com minha excitação, uma combinação de frio e quente. Desejava que dissesse algo, o que seja. Desejava que me tocasse.

Como se soubesse meus desejos mais profundos e procurasse satisfazê-los, estendeu a mão dando círculos com um dedo em meu umbigo, dizendo,

—É, sem dúvida nenhuma, a mulher mais sexy que tenha visto.

Contive a respiração. As palavras eram tão ásperas que logo que entendia o que disse. Quando compreendi exatamente o que disse, qualquer dúvida que tinha sobre minha decisão de estar com ele teve a mais doce morte. Todos meus sentidos a flor de pele por culpa do desejo tão abrasador dentro de mim.

Não é rapidamente eliminado, furiosa, com suas calças, sem me contentar por ver lentamente como se despia. Finalmente, também, estava nu. Deleite-me vendo-o. Os raios de ouro da lua lhe rendendo pagamento de tributos. Era um filete de músculos atados com força. Era grande e forte, completamente majestoso, e o necessitava dentro de mim.

Nenhum disse uma palavra só demos um passo um para o outro em total harmonia. Ele grunhiu. Seus braços fechados ao redor de mim, meus braços fechados ao redor dele. Nossas línguas dançando juntas, e seu fôlego voltando o meu. Ardi para ele, tal qual tinha querido. Apesar de minhas emoções destroçadas e a carne viva, sentia paixão queimando dentro de mim, fluindo de mim para Rome.

Imediatamente capturado e enjaulado o calor. Onda atrás onda nos golpeando. Um gemido ronronou de minha garganta. Minhas mãos estavam por toda parte nas suas costas, seu estomago seu pênis. Deixei que meus dedos percorressem seu tamanho, comprido e grosso, e minha outra mão segurou o peso de seu testículo.

Disse algo entre dentes e com uma respiração desigual. E de repente estava caindo, caindo para trás. O beijo não se interrompeu. Em lugar de cair ao chão como esperava, caí em cima de Rome. Deu volta, tomando o peso da queda para ele.

—Sente-se escancarada sobre mim, — algo assim disse.

 

Fiz-o. Com muito prazer. Minhas pernas ao redor de sua cintura, colocando em minha entrada a ponta de seu pênis.

A sensação de carne contra carne já era o céu. Tiro de mim até que meus seios raspavam o seu. OH, que raspadura mais deliciosa. Logo ele deslizou até ter meu mamilo em sua áspera boca. Enquanto chupava e lambia e seu pênis até sem penetrar. Arqueava-me e tensa para ele.

 

Sensações atrás sensação prazenteira passavam por mim. Sua delícia... a intensidade desenfreada. Apanhou meu outro mamilo, lhe dando a mesma atenção que ao outro.

—Rome, — disse, seu nome como uma súplica desesperada. Acima e abaixo, esfregava seu pênis. O fogo em meu sangue continuava derramando-se para ele. —vou a...

—Goze em meus dedos, — ordenou-me— Alcançou-me, enquanto seus dedos moviam sigilosamente sobre meu estomago, passando por meu pelo púbico.

—Foda-me como o fez antes, pensei nisso milhares de vezes e se endureceu mais. Tremi, levantei um pouco e lhe dava acesso completo.

Ele afundou dois dedos dentro de mim. Isso era exatamente o que queria que fizesse uma parte dele dentro de mim. Gozei em seus dedos como ele ordenou, como procurava, cavalgá-los para a satisfação.

—Isso é tudo, — elogiou.

Minha cabeça caiu para trás, e um grito saiu de meus lábios entreabertos

— Sinto-me… tão… bem— Havia luzes intermitentes pisquei os olhos quando explodi. Pedaços de meu corpo se elevaram, para as estrelas. Embora as paredes em meu interior se apertassem e liberavam uma maré de prazer se apoderava de mim. Não quanto duro o orgasmo, mas quando os últimos espasmos se foram me derrubei sobre o peito de Rome.

Respiramos. Estendeu a mão, pegou suas calças e procurou dentro dos bolsos. Com sua expressão tensa, sacou uma camisinha.

—Quando pôs isso em sua carteira?— perguntei ofegando.

—Depois de te conhecer, pus uma camisinha em cada calça que tenho.

Arqueei minhas sobrancelhas e ri em silêncio

—Tão seguro estava de conseguir uma foda?

—Tinha esperanças — Um suor corria por sua frente. Com os músculos apertados, preparados para ser liberados, rodou a camisinha sobre seu comprido pênis, e sua boca cobrindo a minha nos consumindo nos alimentando de beijo em beijo.

Não tinha pensado que fosse possível, depois de estar satisfeita em um ponto culminante em minha mente, mas em segundos comecei a me excitar de novo me arqueando e me retorcendo contra ele. Esforçava-me. Ronronava e ofegava seu nome.

Gritou o meu.

—Dentro de mim agora — grunhi.

—Dentro de mim agora— ordenei— Abri minhas pernas, meus tornozelos se ancoraram em suas costas. Deus, sim.

Entrou em mim, com um golpe. Até o punho. Não mais jogos preliminares. Não mais devagar estávamos longe de fazer isso. Minhas costas se arqueavam. Gritei.

Meus nervos queimando-se. As Chamas saindo Rome as enjaulando dentro de si, e acredito que deve ter aumentado seu próprio prazer porque saiu de mim e me levou para dentro de novo. Duro. Dentro e fora. Uma e outra vez. Golpeando com força um contra o outro. O prazer aumentava com cada golpe desenfreado. Meus mamilos esfregando-se contra seu peito em uma fricção decadente.

Beijou-me de novo, nossas línguas brigando. Seguindo o mesmo patrão de dentro e fora de nossos corpos. Meus olhos fechados enquanto saboreavam um impulso frenético. E a seguir os abri me obrigue a abri-los, queria vê-lo.

Observar seu rosto. Vi o brilho da besta dentro dele, brilho de peles e presas, e que Deus me ajude, excitavam-me ainda mais, empurro-me para o precipício uma vez mais. Outro incrível orgasmo dentro de mim.

—Belle, — rugiu, e também, explodiu. —Belle, Belle, Belle.

Depois, estive nos braços do Rome por um comprido tempo. Agradecida, de que o único fogo que havia começado fosse dentro de nós. As árvores estavam intactas. Os animais em seus próprios assuntos sem interrupções.

Meu corpo doía de satisfeito. Por muito, muito, muito tempo para mim, e nunca nada como isto. O suor escorrendo por nossa pele, nos pegando. Estiquei-me languidamente.

—Vou nadar, — anunciei.

—Mmmm, mas quero que fique em meus braços.

Dei um beijo em seu delicioso peito e me levantei. Meus ossos protestaram, mas forcei a mim mesma a permanecer de pé. Se permanecesse um momento mais em seus braços, mas pensaria no que tínhamos feito mais profundo seria meu amor por ele. Seria viciada nele.

—Eu gosto da vista, — disse seu tom com profunda admiração

Dava-lhe um sorriso por cima de meu ombro e quando dava um passo para a água. A frescura me rodeou, me fazendo tremer. Inundei-me, para acalmar minhas bochechas ruborizadas e permaneci aí tudo o que me permitiram meus pulmões antes de tomar ar. O lago era mais profundo do que tinha pensado. E tranquilo. Chapinhava tratando de me manter flutuando.

—Vem aqui, — disse— Estava coberto pelas sombras, logo que podia ver de onde estava.

—Não, você vem aqui, — disse, com um tom muito sério. Sem um pingo de brincadeira.

—Só quer me ver nua de novo.

—Na realidade— sua sombra ficou mais alta quando parou — não quero ser comido por esse jacaré.

Gritei—um grito estridente, o fim do mundo em gritos saí da água o mais rápido que pude. E me lancei nos braços de Rome, meu coração pulsando tão rápido que pensei ia sair do peito.

Ele ria— Bode!

—Isso é o que merece por me seduzir.

Pressionei meus lábios juntos para não rir, também.

—Joga sujo, senhor Masters.

—Tinha razão — Esfregou minhas bochechas com seu nariz — Realmente quero te ver nua de novo. Sinto muito. Se te assustei.

—Seguirá sorrindo quando nunca mais te deixar me ver nua, vesti-me, e a contra gosto ele se vestiu.

—Me apanhe se puder, — disse e corri à cabana Rome correu atrás de mim, sua risada alagou a noite, amava esse som, não ria com muita frequência. Colocou seu braço ao redor de minha cintura e me conduziu à cabana que estava com as portas abertas.

—Vai — se deteve abruptamente e farejou o ar. Um olhar estranho passou por seu rosto, desaparecendo seu bom humor, ficou rígido.

—Vá para o carro, — disse silenciosamente.

Que diabo acontecia? Dei a volta, mas...

—Não há necessidade de partir, — uma voz desconhecida chamou de dentro da cabana.

—Poderia deixá-la entrar, já que darei um tiro nela se der um passo só para o carro.

A voz me assustou, e virei para trás.

Esperava que Rome se transformasse em sua forma de gato. Atacar, ao menos. Em troca, ele andou a pernadas alegremente dentro, me jogando atrás dele e me mantendo protegida do forasteiro com seu corpo grande.

Tratando de não infundir pânico, procurei o Tanner. O menino se sentou no canapé, e nossos olhares fixos se cruzaram. Ele estava pálido, mas ele estava vivo e parecia ileso. Relaxei um pouco.

Quando Rome deu um passo abrupto na terra, não fiquei atrás. Movi-me para seu lado. Ele me jogou uma olhada surpresa, como se ele não pudesse acreditar que eu tivesse decidido lutar com ele antes do que me manter protegida, mas também havia orgulho em seus olhos. Então seu olhar fixo se deslizou no intruso. O meu também o fez, e minha boca caiu aberta na visão do homem.

Ele era um anjo caído diretamente do céu. O homem mais magnífico que eu tinha visto alguma vez vadiava na única poltrona reclinável da cabine. Seu cabelo era tão loiro que era quase branco quase prateado. Seus olhos eram estranhos extraordinariamente estranhos.

Eles eram de prata metálica e pareciam tão… brilhantes. Sim, brilhantes. Pura energia. Seus traços estavam perfeitamente proporcionados um nariz inclinado, maçãs do rosto altas, lábios rosados cheios.

—Ele não tem uma arma, — disse-lhe Rome pelo lado de minha boca —Ele está desarmado.

—Ah, ele está armado, mas sua arma é muito pior que uma arma. Com apenas um fato uma pausa, Rome saudou com a cabeça em reconhecimento e disse,

—Cody— Lamento que eu não possa dizer que é agradável te ver outra vez.

Então. Eles se conheciam um ao outro. Eu não sabia se terei que estar cômoda com isto ou não. Por tudo o que eu sabia, este tipo poderia odiar Rome e querê-lo morto.

—Estacionei a uma distancia segura e limpei minhas pistas, — disse Cody — Espero que não se oponha.

—Costumo ter um problema grande com isso — Dobrei meus braços juntos e rezei que parecesse forte e ameaçador.

Seus lábios angélicos levantados em um sorriso ameaçador.

—Que mau. — Ele devolveu sua atenção a Rome.

—Estou contente de que vocês dois finalmente decidiram unir-se a nós— Estivemos a ponto de ir te buscar por que não toma um assento com sua mulher e o moço. Era uma declaração, não uma pergunta.

Joguei uma olhada ao Rome. Ele deu uma cabeçada quase imperceptível de sua cabeça.

Sua boca estava comprimida, firme.

Sua mandíbula estaria apertada.

Deveria eu esperar um sinal para fritar ou não? Se eu criasse uma distração, ele e Tanner poderiam escapar.

—Deveria eu começar um fogo?— Sussurrei— Se eu pudesse. Eu não estava segura que eu tinha a energia.

O homem, Cody, pronunciou uma risada curta carente do humor. — Se quiser um fogo, doce, eu posso começar um.

—Sente-se, — Rome me disse — Não faça nada.

Sentei a contra gosto ao lado de Tanner. O moço se meteu contra meu lado e segurou minha mão. —Sinto o que disse antes, — sussurrei.

Ele saudou com a cabeça em reconhecimento — Conhece este perdedor?— ele me perguntou silenciosamente.

Neguei com minha cabeça.

—Rome e eu trabalhamos juntos, — subministrou Cody, como se Tanner tivesse feito a pergunta a ele.

Ah. Ah. Merda! Não é bom, não é bom absolutamente. Com a maior probabilidade, Cody devia me deter aqui e me levar ao John. Um forte torrão se formou em minha garganta (quantos daquelas coisas eu tinha tragado ultimamente?). Soltei a mão do Tanner e sepultei os minhas entre meus joelhos, esticando meus dedos. Usar minhas emoções seria difícil. Tinha um batente, por dizê-lo assim. Mas eu não deixaria esta cabana. Não sem uma luta. As ordens de Rome poderiam ser esquecidas

Cody aliviou seus pés, que ficam em guarda com Rome. Os dois homens puseram o nariz para escavar.

—John quer te ver— Meu trabalho era te encontrar, logo à moça. Mas vejo que me salvou de um problema.

Ele fez gestos a mim com seu queixo, logo se voltou atrás para o Rome. —Não chamaste em um tempo. Estivemos preocupados, mas agora vejo que não havia nenhuma necessidade. — Havia acusação em seu tom.

—Não permitirei que a levem, — Rome disse com calma mortal— Cody arqueou uma sobrancelha negra, a cor áspera um contraste surpreendente para seu cabelo pálido.

—Então é assim, verdade?

Rome assentiu com a cabeça.

—Isso— Não a quero recrutar.

—Sabe as regras. Sabe como funcionam as coisas. Tomou a atribuição.

Agora deve terminá-la ou se terminará por você.

—Ela não se ofereceu como nós, Cody.

—Isto não muda a estrutura de sua atribuição.

—Ela fica.

—Eles não lhe farão nada que fizeram conosco, — disse Cody, exasperado.

—Disse. Oferecemo-nos. Ela não o fez.

—Não importa. A coisa é que ela é perigosa. Ela pode começar fogos.

—Tanto como alguém com um abajur, — Rome respondeu.

—Os abajures não podem causar tormentas, — respondeu Cody. —Tampouco eles podem congelar edifícios.

—Obterá que ela congele seu cú, se continuar falando — Tanner gritou— Os homens não fizeram caso dele.

Troquei nervosamente, vacilando entre o ataque e a paciência.

Eles falavam de mim como se eu não estivesse no quarto, e eu não gostava disso.

—Rome, não me dê merda sobre isto, — disse Cody— Ordenaram-me fazer entrar em vocês dois e isto é o que é. Se ela não é levada com o John e se treina sozinha, só será questão de tempo antes que Vincent e seus homens a encontrem. Tudo o que John quer fazer é uma prova e pô-la no campo. Fará ao mundo um serviço público, derrubando aos caras maus.

Deveria talvez eu tratar de congelá-lo? Dar tempo ao Rome para decidir o que deveríamos fazer com ele? Quero dizer, não parecia que a caixa de gelo o mataria.

—Rome—, interrompi.

Ele sabia o que eu perguntava.

—Não—, ele disse — Não faça nada.

—Ela pode não ser capaz de ajudar, — Tanner resmungou— Dava uma cotovelada a ele no estômago e ele gemeu.

Cody sorriu abertamente.

—Sou um eletrófilo[7], amor, e Rome tem medo de que eu te faça mal. Devo ter posto o olhar em branco porque ele acrescentou,

—Tenho uma afinidade para a eletricidade— A manejo, controlo-a, e se tenta usar seus poderes contra mim, eu teria que te dar um choque de uma vida.

—Recorda o Taser que usou sobre mim?— Rome perguntou sem dar volta para estar em frente de mim.

—Cody pode enviar mil volts mais que isso por todo seu corpo.

O sorriso do Cody se alargou.

—Ela te nocauteou?

Rome deu uma cabeçada espasmódica.

—Bem por você, amor, — disse-me o magnífico homem (traidor).

—Não pensará isso quando fizer isso a você — Dava-lhe um sorriso, um sorriso confiado que desejava realmente haver sentido.

Cody riu.

—Vejo por que quer ficar com ela Rome. Não muitos são tão valentes e tolos ao mesmo tempo. Ela é perfeita para o PSI.

Rome não deu nenhuma resposta.

—Agora mesmo, John não sabe que decidiste andar. Ele só quer que a moça e você sejam entregues sem perigo.

—O que acontece Rome se nega?— Perguntei.

Cody se deu de ombros, levantando seus ombros grandes, amplos. —Isso caso que eu o deixe.

—Devem me caçar, — Rome me disse, — como a você.

—O governo não pode permitir-se ter às pessoas como nós correndo soltos sem ninguém nos controlando, — Cody acrescentou.

—Trabalhamos para eles ou contra eles. E o funcionamento para eles não é um trato mal. Uma vez me pus a neutralizar a uma mulher que sorveu a alma diretamente de um homem durante o orgasmo. Literalmente.

—Matou-a?— Ofeguei.

Ele franziu o cenho. —Não, a coloquei pra dormir e ela foi encerrada com chave no castelo dos Vilãos com outros estranhos.

De todos os modos, se for uma moça boa e realmente faz o trabalho um momento, como andar em busca de médiuns falsos e essas coisas, poderá finalmente dirigir gemas como o pequeno demônio sexual. A melhor atribuição de minha vida.

Se segue correndo, bem… — Ele deu de ombros outra vez — É a coisa não pode deixar a ninguém mais te ter.

Rome seria caçado se eu não cooperava. Não me preocupava comigo. Bem, o fazia, mas não tanto como me preocupava com Rome. Se ele estivesse em perigo, que poria Sunny até em mais perigo. Rome deve ter esperado isto.

Aceito isto.

Mas…

Talvez o melhor caminho para mim para lhe ajudar com seu último objetivo era me entregar assim ele não seria culpado de minha fuga. Isto tomaria um pouco de calor dele. Fechei meus olhos pelo mais breve dos segundos, incapaz de acreditar o que estava a ponto de fazer. Mas arranquei à força as palavras.

—Entrarei, — disse.

Rome foi voando ao redor, estando em frente de mim, finalmente tomando sua atenção do Cody— Seus olhos brilharam com a fúria.

—Não diga outra palavra, — rompeu-se ele.

—Entrarei — Fiquei em pé, quadrei meus ombros, todo o momento observando Cody.

—Tem que me algemar ou algo?—

Seus olhos de prata brilharam terrivelmente.

—Farei-o se me pedir isso docemente.

—Não tem que fazer isto, Belle, — Rome disse— e por seu maldito bem, Cody, deixa de paquerar com ela!

—Sim, — Tanner reiterou estando de pé ao meu lado — O que ele disse.

—Quero fazer isto, — disse brandamente— Estes homens tinham feito tanto por mim já— Rome tinha me elegido sobre seu trabalho. Ele tinha me ajudado a irromper na casa do doutor Roberts. Ele necessitava de mim agora, e eu não o deixaria.

—Cody disse que não seria muito mau para mim,— ofereci, tratando de acalmá-lo.

Rome suspirou.

—Então irei com você.

—Eu também. Tanner assumiu a posição de batalha, braços fechadas com chave detrás de suas costas, extensão de pés.

—Excelente— O tom do Cody parecia alegre, mas sua expressão era uma de surpresa e confusão. —Nós podemos festejar no caminho.

—Não nos levará ao escritório central—, Rome disse, voltando-se para Cody— Não a quero em nenhuma parte perto do laboratório.

O anjo loiro perdeu seu sorriso.

—Sei o que trata de fazer.

—Só se cale maldito seja e chama o John. A menos que queira uma luta, aqueles são meus termos.

Houve uma pausa larga; uma tensão pesada. Então Cody assentiu.

—Bem.

—Diga a ele que o encontraremos no parque perto de sua casa em duas horas. E sem agentes. Entendeu?

—Ninguém sabe onde ele vive, — disse Cody, com as sobrancelhas arqueadas.

—Eu sim.

A admiração faiscou na expressão de Cody. Ele assentiu com a cabeça.

—Farei a chamada.

Andamos de carro durante uma hora. Tanner e eu nos sentamos no assento de trás de um carro de quatro portas muito cômodo. O interior era de couro negro padrão que parecia ser o preferido por todos os tipos de agentes. Em geral, bastante agradável. Por isso os veículos carcerários eram.

—Quantas lutas apresentou John?— Rome perguntou enquanto ele conduziu abaixo os caminhos tortuosos.

Cody riu entre dentes— Ele tinha feito dirigir ao Rome, então ele poderia manter suas próprias mãos livres. Melhor para nos submeter.

—Nunca lhe ouvi tão zangado. Como encontrou seu lugar, de todos os modos? Ele é tão calado que duvido de que sua esposa saiba onde ele vive.

—Rastreei-lhe um dia. — O tom do Rome sugeriu que suas palavras não eram importantes, mas senti seu orgulho.

—Isso lhe ensinará por fazer gatos de selva, né?

A alvorada tingia o céu, acendendo-o com rosas e violetas. Bocejei. Eu tinha estado sem dormir por… Quanto? Eu não podia nem recordar. Parecia sempre. Mas então, estes últimos dias não tinham sido domesticados. E no lado bom, eu estava muito cansada para estar assustada pela próxima confrontação.

—Pare ali. — Cody assinalou.

Seguindo a ordem, Rome apagou o carro a um alto perto de um parque formoso. As flores floresciam em muito amarelos, vermelhos e azuis. Havia dois jogos de balanços e vários tobogãs.

Não havia pessoas.

Eu tinha uma sensação estranha detrás de meu pescoço, como se eu estivesse sendo observada. Provavelmente John.

Eu comecei a me mover.

—Fomos descobertos, — Rome de repente disse, — e não pelo John. Vê as duas SUVs? Negras? Janelas pretas?

Cody jogou uma olhada ao espelho retrovisor.

—Vincent— Deus, o homem é um clichê caminhando.

—Ele quer a Belle tanto como John, — Rome disse.

—Bem, não podemos deixá-lo aproximar-se de John. Se fizessem mal ao John, PSI seria colocado na agitação principal e Vincent poderia tratar de assumir. Outra vez.

—Gatinho,— Tanner resmungou, atuando valente, como se ele pudesse derrotar ao Vincent sem ajuda. —Sem ofender, Homem Gato, — ele acrescentou.

—Esquece Tanner — Rome empurrou uma mão por seu cabelo e agarrou o volante com a outra. —Merda— Está pronta para outro passeio de montanha russa, Belle?

—Estou acostumada a fazer, — disse o temor que me enchia da cabeça ao dedo do pé. E eu que pensava que eu estava muito cansada para temer meu destino. Eu dei uma olhada para o céu. Muito obrigado por me demonstrar o contrário. A meu modo de pensar, isto me demonstrava que duvidava que Deus fosse realmente um homem.

 

Isto era uma perseguição de carros para pôr fim a todas as perseguições de carros. Quase chocamos várias vezes contra carros estacionados, veículos em movimento, árvores, e edifícios. O objeto não importava nada estava a salvo em nosso caminho. Estava surpreendida de que a polícia ainda não estivesse envolvida. Talvez Vincent os tivesse convencido de olhar a outro lado, como o tinha feito no café. Não sabia. Tudo o que sabia era que meu estômago estava revolto e perto de vomitar.

Quando nos aproximávamos da estrada, um SUV negro estava ao nosso lado. Ofeguei.

—Uh, meninos. Olhem a sua esquerda.

—Não podemos—, disse Cody, rindo entre dentes— Ele não tinha deixado de rir desde que a perseguição tinha começado. Ele era um drogado ao perigo ou um louco completamente. Talvez ambos. Ele apareceu pela janela, apontou com a arma que tinha tirado do seu tornozelo, e disparou alguns tiros.

—Temos companhia à direita, também.

—O que? Volteei e ofeguei. Efetivamente, havia outra SUV negra que se aproximou pelo outro lado.

O som de balas com o que agora estava intimamente familiarizada soou, seguido por um forte golpe.

— Está bem, gemi. Como uma menina. Não me envergonho, mas tive que controlar meu medo. Não queria congelar o motor de nosso carro.

Logicamente sabia que deveria causar uma tormenta, nos protegendo de que nos vissem. Só que não era capaz. Não podia esquecer meu medo, não podia obrigar a vir à tristeza. Se me oferecessem um milhão de dólares e uma passagem para o céu, ainda não seria capaz de fazer chover.

—Tudo vai estar bem—, disse Rome, de repente pisou nos freios.

O impulso me lançou para frente, mas meu cinto de segurança me empurrou atrás, salvando minha vida. Os SUV continuaram adiante de nós. Cody disparava enquanto Rome deu um puxão ao volante, nos introduzindo no tráfico.

—Alguém poderia nos haver golpeado por trás—, exclamei. Estremeci.

—Poderíamos ter morrido.

—Comprovei antes de parar, bebê e não havia ninguém atrás de nós. Tenha um pouco de fé em mim.

—Sim, ter um pouco de fé—, disse Tanner— Palavras valentes, danificadas por seu pálido rosto e trementes mãos.

Carros de civis passavam um após o outro, tocando a buzina e manobrando para evitar se chocar conosco enquanto viajávamos no sentido contrário. Fechei fortemente minhas pálpebras, desesperada por afogar pontos de