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Planeta Criança



Poesia & Contos Infantis

 

 

 


PRESA / Christine Feehan
PRESA / Christine Feehan

                                                                                                                                                   

                                                                                                                                                  

 

 

Biblio VT

 

 

 

 

Após uma temporada difícil nas forças armadas perseguindo o desconhecido como um policial, o troca formas-leopardo, Remy Boudreux serviu bem por seus dons misteriosos. E agora, em New Orleans Remy pode usar seus dons como detetive de homicídios.

Um assassino em série está solto, arrebatando vítimas do Bairro Francês com fúria implacável e eficiência incomum. Mas algo mais está atraindo Remy no crepúsculo, uma bela cantora de jazz banhada noite após noite em ondas de neon vermelho-sangue.

Sensual, misteriosa e tão sedutora como suas canções, ela está atraindo Remy para as profundezas das sombras da qual jamais imaginou. E com suas paixões intensificando, seu instinto aguçado de sobrevivência será desafiado como nunca antes. Por um assassino e por uma mulher.

 

 

 

 

O pântano não era um lugar para os fracos de coração, especialmente à noite. Jacarés, cobras ocasionalmente, até mesmo o grande gato predador sobre os incautos. Luzes estranhas e aparições misteriosas de todas as criaturas fantasmas vingativas assombravam o pântano à noite. Era fácil chegar ao redor, para se perder no infinito mar de gramíneas e névoa que cobria os ciprestes. Um passo em falso e um homem poderia afundar abaixo do solo e nunca encontrar o caminho para a superfície.

Remy Boudreaux amava o pântano. Noite. Dia. Isso não importava. Estava em casa, e sempre estaria. Amava as superstições, os curandeiros e a magia. A comida. Os brejos. Mesmo os malditos jacarés. Amava o calor abafado e o por do sol dourado derramando sobre as águas.

Assim era New Orleans. Uma cidade que era motivo de orgulho. Não importava quantas vezes à natureza ou o homem se lançavam contra ela, a cidade se levantava mais e mais, cada vez melhor e mais forte. Era sua cidade. Seu pântano. Seu brejo. E seu povo.

As pessoas nos igarapés e nos pântanos seguiam para seus negócios a cada dia sem pedir uma esmola. Elas pescavam e caçavam, principalmente camarões e caranguejos para suas famílias. Se houvessem problemas, preferiram lidar com isso por conta própria. Construíram vidas para si e suas famílias em pântanos infestados de mosquitos e cursos de água. Não pediam permissão ou davam desculpas. Viviam a vida como ela seguia e viviam intensamente. A maioria possuía famílias grandes, barulhentas e comemoravam todas as chances que possuíam. Eram o seu melhor amigo ou seu pior pesadelo, temperamento explosivo e extremamente generosos.

Remy viajava por todo o mundo, retornava uma e outra vez para o pântano e ao seu povo. Amava cada um deles com tanto ardor e tanta paixão como só um Cajun[1] poderia ou um leopardo protegendo sua toca. O que não amava era assassinato. Estas eram suas pessoas e ninguém em seu mundo viria e tiraria as vidas delas e fugia com isso.

Remy era um homem grande, alto, ombros largos com a assinatura pesada enredada de músculos de sua espécie. Seu cabelo era um pouco desgrenhado e negro meia-noite. Seus olhos um azul cobalto impressionante ou, se a situação exigisse azul gelo. A não ser que seu gato estivesse perto, e, então, seu olhar era vigilante, sério, focado e muito verde. Seu rosto duro, queixo forte, as linhas profundas esculpidas. Possuía uma sombra séria na maioria das vezes, e uma cicatriz que se estendia pelo lado do pescoço, poderia ter sido de um faca ou uma garra.

Remy Boudreaux não era um homem que qualquer um queria cruzar. Era tão Cajun como quando chegaram, nascido e criado no pântano. Era mais animal do que homem, os instintos de seu leopardo o ajudavam como detetive de homicídio. Gozava de uma reputação, bem merecia, um homem para não brincar. Apanhava assassinos em sua cidade ou em seus igarapés ou pântano pessoalmente.

Havia uma pequena lua e a água aparecia negra e brilhante quando o barco deslizava sobre ela. Juncos gramíneos[2] altos subiram em colunas de cada lado, formando um canal estreito. As gramíneas eram grossas e impenetráveis, tornando-se impossível ver além, em torno ou através deles. Gage, irmão de Remy, conduzia o barco com facilidade, guiando-os através das águas traiçoeiras sem hesitação.

— Você tem certeza sobre isso Gage? O mesmo assassino? Quanto estivermos absolutamente certos, precisaremos informar o FBI, — disse Remy. Seu estômago já lhe deu a resposta. Gage não cometia erros, não quando se tratava de assassinato.

Gage Boudreaux era xerife da paróquia[3]. Ele e seus homens eram responsáveis pelos igarapés, bem como as áreas periféricas. Agora, estava correndo o barco com um olhar triste no rosto. Sentiu-se exatamente da mesma maneira que Remy sobre o assassinato.

— O corpo foi encontrado em um dos acampamentos na beira do pântano, no outro lado do pântano de Fenton.

Remy praguejou sob sua respiração. — Saria encontrou o corpo, não foi? Ainda rasteja ao redor do pântano à noite tirando fotografias. Esperava que Drake pusesse aquela garota sob controle.

Gage bufou. — Nossa irmã nunca ficará sob controle de ninguém Remy e você sabe disso. O marido está envolto em torno do dedo mindinho dela. Ele não ajuda. Em qualquer caso, ela sabia que não devia perturbar uma cena de crime. Tirou fotos apenas no caso de alguém ou alguma coisa viesse enquanto foi pedir ajuda.

—Não há serviço de telefonia celular no pântano. Ela não tem negócios lá fora sem apoio. Nada poderia acontecer. E este não é o primeiro cadáver que descobre lá fora. Você acha que Drake não teria bom senso suficiente sabendo que ela não está segura sozinha no pântano à noite, — Remy estalou.

Às vezes, sua irmã mais nova o deixava louco. Ela fazia a lei para si mesma, e era assim desde que era uma criança. Seu pai bêbado a esquecia a metade do tempo e a maioria dos meninos estavam fora fazendo suas próprias coisas, então corria selvagem e ainda estava correndo mesmo casada com um homem como Drake Donovan, que certamente não era tarefa simples em torno de ninguém, apenas dela.

Saria não se preocupava em entrar no pântano à noite para fotografar. Com certeza, fazia um monte de dinheiro com suas fotos e sua reputação como uma fotógrafa de animais selvagens estava crescendo, mas as coisas que faz são perigosas e precisava parar. Isso era tudo o que havia nisso.

— Uau mano, — disse Gage. — Vejo nuvens de tempestade aglomerando. Comprar isso com Saria é inútil. Você falaria com o vento. Ela ficaria em silêncio, acenaria com a cabeça como se entendesse completamente, e , em seguida, acabaria fazendo o que diabos quisesse fazer. — Gage deu de ombros. — Embora, se ouve alguém, é você.

— Não estava planejando confrontar Saria, — Remy indicou. Desistiu há muito tempo confrontá-la diretamente, a menos que as circunstâncias fossem terríveis. Ela sempre parecia saber se estava disposto a cumprir sua ameaça com ação ou não. Trancá-la era a única solução e extremamente perigosa. Saria tende a retaliar como qualquer leopardo que se preze faria.

Não queria mais detalhes sobre a cena do crime. Gostava de ter suas primeiras impressões, por isso não queria falar sobre o que Saria encontrou no pântano. Um assassino em série há quatro anos atrás atingiu New Orleans duramente, deixando para trás quatro corpos ao longo de dois meses, e então sumiu. Se este fosse o mesmo assassino, temia que não fosse o único corpo a ser encontrado, e ninguém estaria a salvo até que fosse capturado. O pântano e os igarapés eram solitários e abrangiam um vasto território. O assassino teria um grande campo de jogos.

Remy era Cajun, nascido e criado, mas também era leopardo, um metamorfo. O pequeno clã de leopardos fizeram suas casas ao longo do pântano. Ele não apenas assumia a forma de um grande gato, era leopardo com todas as características de um animal. A selvageria nele estava sempre perto da superfície. A paixão corria tão quente quanto temperamento. O ciúme e a fúria eram todos tão fortes quanto o amor e a lealdade. Não havia maneira de submergir totalmente sua natureza animal. Viviam por um diferente conjunto de regras e respondiam ao líder de seu covil Drake Donovan. Possuíam um conjunto de leis cruéis e brutais, mas necessárias para manter seu povo sob controle. Alguns leopardos casados, outros casais forasteiros ​​que geralmente não faziam ideia e nunca fariam. Era necessário para manterem suas capacidades de mudar absolutamente em segredo, até mesmo das famílias que eram incapazes de mudar.

— Drake e Saria estão com uma hóspede em sua cama-e-café, — Gage aventurou. — Uma amiga de Saria. Elas foram para a escola juntas.

Esse frio tom, constatação-do-fato, não enganou Remy nem por um momento. Havia uma pitada de emoção, um definitivo, eu-tenho-um-segredo-que-vai-explodir-sua-mente subjacente a todo esse frio.

Remy permaneceu em silêncio. O maneira mais fácil para levar alguém a dizer alguma coisa que estava ansioso para derramar era não mostrar interesse. Manteve os olhos na água negra pela frente.

Gage rosnou, um rumor de aborrecimento. — Você nunca vai mudar Remy. Bijou Breaux, a filha da estrela mais famosa na história do rock. Finalmente voltou. O pai dela morreu há quatro anos. Você pensou que ela voltaria há muito tempo.

Remy se lembrou dos enormes olhos azuis selvagens, tão assombrados que houve vezes que quis pegar aquela criança em seus braços e levá-la a algum lugar seguro. Herdou sua capacidade de cantar do pai direto dos anjos do céu. Sabia, pois, seguiu sua carreira.

— Não deve ter sido fácil ser a filha única de um homem famoso. Ele morreu de overdose Gage. As drogas e as mulheres dentro de casa devem ter sido horríveis para uma criança. Todas às vezes que estávamos ao redor, os policiais estavam na propriedade e alguma coisa ruim estava se passando.

— Pobre pequena menina rica? — Gage perguntou, uma nota de provocação em sua voz.

Remy jogou um olhar frio sobre ele, e o sorriso desapareceu do rosto de Gage. — Não colocaria isso assim, embora as crianças na escola, certamente, a insultaram dia e noite. Acredito que a linha adequada era, ‘nascida em berço de ouro’.

— Ela herdou milhões. E o dinheiro ainda está chegando, — Gage apontou para fora. — Só estou dizendo, mano. O dinheiro pode compensar muito.

— Trauma e negligência? Apenas não acho, — disse Remy. — Seu pai era louco. Todos no pântano e em Nova Orleans sabiam disso, mas ele vivia com isso. Estava com todos no bolso. O policiais, os professores, todos diziam que ela era uma criança problema com nenhum talento, e mal-humorada como o inferno.

— Talvez ela fosse uma criança-problema, — Gage argumentou.

Remy lhe enviou um olhar de aço, a luz da lua iluminou seu rosto por um breve segundo, as linhas gravadas profundas pareceram esculpidas em pedra. — Ou talvez seu pai pagasse os policiais e juízes e todos os que entrou em contato. Talvez você fosse apenas um pouco jovem demais para se lembrar de como Bodrie Breaux realmente era.

— Não são todos estrelas do rock para as mulheres e drogas? — Gage deu um pequeno encolher de ombros. — Sua música era incrível. Não poderia ter sido tão ruim para a filha de alguém que é uma lenda.

— Sério? Ouvi as crianças a insultando na rua mais de uma vez. E sua melhor amiga do ensino médio dormiu com seu pai, e, em seguida, tentou chantageá-lo, pelo menos é o que Saria disse, e acredito que ele dormiu com a garota, mesmo embora Bodrie negasse ou acusasse tanto Bijou e a menina de mentir. Com pai famoso, como era possível contar com um amigo de verdade, quando só queriam usá-la para chegar até ele?

Gage lhe enviou um olhar sobre seu ombro, um que deixou Remy desconfortável, mas não estava certo porquê. Sentiu pena da criança, sempre teve. Ela era toda olhos e cabelos grossos selvagens, uma expressão sombria, mal-humorada e pronta para lutar ao menor sinal.

— Você parece saber muito sobre esta menina.

Remy deu de ombros casual. — Eu a ajudei uma ou duas vezes. E às vezes Saria falava sobre ela quando voltava para casa. — Duas vezes tirou Bijou e Saria de uma festa quando as coisas saíram do controle. Ambas às vezes as meninas estavam sóbrias, mas alguns dos rapazes muito bêbados pensavam que eram alvos fáceis. Bem, elas deram sorte de saírem intactas. Bijou Breaux não era alvo fácil e nem Saria. Precisaram lutar por si mesmas quase desde o momento que nasceram. Cada uma possuía um coração mole, que poderia colocá-las em apuros se o homem errado chegasse junto. Não foi surpresa que Saria e Bijou se tornaram amigas. Ambas eram solitárias e tiveram que crescer rápido.

— Quando era jovem, — Gage disse. Admito que não ligasse muito para ela. Sempre teve essa atitude. Nunca vi o sorriso dela, nenhuma vez .

Remy se lembrou de seu pequeno sorriso hesitante, como se temesse que com um sorriso poderia dar muito de si mesma. Colocou os dois braços apertados em torno de si mesma, o longo cabelo caído no rosto dela, chamando sua atenção para os olhos e as plumas absurdamente longas dos cílios. Sua boca curvou em um arco relutantemente, e por um momento seu coração fraquejou. Viu um vislumbre de uma jovem, já muito velha para a idade que estava, se segurando por um fio.

— Ela sorria. Talvez você fosse apenas muito parecido com todos os outros, julgando-a como você achava que deveria ser. Vou apostar que você pensou que era orgulhosa.

Gage manteve os olhos no negro brilhante da água, manobrando o barco em torno de uma curva e através de uma abertura estreita na grama alta para o canal que desviava em direção ao pântano.

— Ela era orgulhosa.

Remy balançou a cabeça, observando o água à frente deles com jacarés. Bijou Breaux foi uma criança confusa, nascida numa situação podre. Todo o dinheiro do mundo não consertou o que aconteceu naquele mansão. Só uma vez ele a pegou com drogas e ficou gelado, sua reação tão feroz que não pôde compreender suas próprias emoções. Despejou as drogas, não se importando a quem pertenciam. Seu leopardo queria desencadear sobre os outros, naquele quarto de luxo do hotel caro, e mal conseguiu manter o animal sob controle enquanto batia nos três homens até virarem polpa sangrenta, e, em seguida, puxou Bijou para fora da sala e saiu para a noite.

Ele ficou chocado consigo mesmo, imperdoável. Sua raiva deve ter vindo de algum lugar e, que Deus o perdoasse, não sabia o que fazer com ela. Com certeza não ia colocá-la no sistema. Ele a agarrou pelos ombros com os dedos duros e a sacudiu como uma boneca de trapo até que sua cabeça pendeu sobre os ombros e lágrimas encheram seus olhos. Ela não piscou, e não parou de olhar para ele. Sabia que não podia esconder sua fúria. Pior ainda, sabia que devia estar zangado com o pai dela, a sua situação, o corrupto departamento, no momento, não com uma jovem , confundindo a pequena garota. Ele ficou frustrado por sua impotência e atirou sobre ela.

Ela estava com oito anos e não deve ter dito a seu pai sobre ele ou teria feito acusações criminais. Nunca Bateu uma mulher em sua vida, muito menos em uma criança. Teria batido em um homem por agitar uma criança tão duro se tivesse pegado um fazendo isso. Ela suportou estoicamente.

Ele a colocou de volta em seus pés bruto suficiente para balançá-la. Ela não pronunciou uma som, apenas olhou para ele confusa. Deveria tê-lo ameaçado. Falado de volta. Feito uma série de coisas que uma criança espertinha com muito dinheiro faria ou diria, especialmente aquela cujo pai poderia comprar e vender tudo sem perceber o custo. Esperava. Esperou que ela o repreendesse.

Estudou seu rosto por um longo tempo. Séria. Sóbria. — Por que fez isso? — Havia uma verdadeira curiosidade em sua voz.

— O que diabos está errado com você Bijou? — Ele se afastou dela, inquieto, seu leopardo à espreita, fúria ainda o segurando com as duas mãos. Aqueles que estavam na festa com ela eram todos mais velho entre 18 a 25 anos. Todos os amigos de seu pai e ameaçadoramente todos os homens. Queria libertar o leopardo sobre eles, e não apenas derrotá-los. — Você não é como ele. — Sabia que ela estava ciente exatamente de quem estava falando. Seu pai estrela do rock, um lenda reverenciada por todos, todos menos ele. — Você é como sua mãe, não como ele. O que diabos estava pensando? Você quer deixá-lo destruir você completamente? É isso que quer?

Ela franziu a testa, pressionando os lábios com força por um momento e , em seguida, tomou um pequeno suspiro antes de responder.

— Ninguém dá à mínima.

— Eu dou. Dou à mínima. E você deve dar também. Você tem alguma ideia do que poderia ter acontecido aqui esta noite, se eu não tivesse vindo?

— Esperava morrer. — Ela parecia velha, velha demais. Oh, tão cansada e muito honesta. Colocou os braços ao redor dela e segurou com firmeza.

Seu coração quase parou de bater. Pior, seus olhos ardiam. Como poderia seu pai a expor aquele tipo de pessoas que o cercava dia e noite? Essa foi a primeira vez que pensou em sua irmã caçula, correndo selvagem no pântano, sozinha em casa, cuidando de seu pai bêbado enquanto ele e seus irmãos viviam a vida.

Queria sacudi-la outra vez, e queria pegá-la e levá-la a algum lugar seguro. Mas para onde? Não havia nenhum lugar que pudesse levá-la que seu pai não viria atrás dela e compraria uma maneira de ficar fora do problema.

— Devia bater em você só por sugerir uma coisa dessa, querer acabar com sua vida. Você não é uma covarde Bijou, e você não agirá como uma novamente. — Suas mãos assentaram nos ombros magros dela. Duro. Mas ficou parado, resistindo à vontade de fazer dela um alvo para sua raiva tudo de novo. Olhou para ele, sem estremecimento. — Você me entende? Isto não vai acontecer de novo. Vai?

Seus olhos nos dele, ela balançou a cabeça.

— Diga isso. Quero ouvir você dizer isso. Terminou com drogas, álcool e qualquer outra coisa que seu pai lhe oferecer.

— Terminei com drogas e álcool, — ela repetiu em voz baixa e firme.

— Estou levando você para casa e terei uma palavra com seu pai. — planejou bater no homem até a uma polegada de sua vida, assim como prometeu que faria com ela se a pegasse com drogas novamente.

Foi quando ela lhe deu um sorriso. Um sorriso tão pequeno e hesitante, como se soubesse o que queria fazer. — Isso não vai fazer nenhum bem, mas obrigado assim mesmo.

A criança estava ali o agradecendo e acabava de cometer um pecado imperdoável, sacudindo-a com força o suficiente para machucá-la. E estava certa, o que só o enfureceu ainda mais. Mesmo seu chefe não iria apoiá-lo. Teria que levá-la de volta para a mansão com suas piscinas, casa teatro, boliche e todas as drogas, álcool, corrupção flagrante e imoralidade que se passava lá.

Ela não disse uma palavra quando fizeram a viagem do hotel até a casa dela. Os portões foram abertos por um guarda que acenou para eles e freneticamente ligou para a casa. Parou quando se aproximaram da porta da mansão de três mil metros quadrados.

— Você sabe o que fiz, colocar as minhas mãos em você daquele jeito foi errado. Ninguém, policial ou não, ninguém tem o direito tocá-la, especialmente com raiva.

Assentiu com a cabeça solenemente, seu olhar firme no dele, um olhar um pouco desconcertante para alguém tão jovem.

— Você está triste? — Ela perguntou.

Não havia nada em sua voz ou em seu rosto que demonstrasse o que estava sentindo sobre o assunto.

Franziu a testa, pensando sobre isso. Ela merecia a verdade, mas não estava certo se sabia a verdade. Seu intestino havia reagido. Seu leopardo rosnando. Furioso. Mas, não, não estava certo, ainda...

— Não sei a resposta para isso Bijou, —disse, brutalmente honesto com ela, consigo mesmo. — Não sei o que mais poderia ter feito para ter sua atenção ou para... — desvaneceu, sabendo que estava frustrado, não sabia o que fazer com uma criança de oito anos, que já era adulta e descendo por um caminho de destruição que não podia parar.

Ele não era um tolo. Boas pessoas muitas vezes aceitavam subornos. Possuíam famílias e precisavam do dinheiro. Policiais contavam com trabalho extra quando o pai de Bijou estava na cidade, os contratavam como guarda-costas e segurança. Muitas vezes, as vantagens extras incluíam mulheres jovens bonitas. Bodrie Breaux nunca responderia por sua ações, a menos que houvesse um verdadeiro julgamento um dia. Nem os outros, cujo trabalho era proteger essa criança, mas recebiam seu dinheiro em vez disso.

Poderia prender Bodrie, mas perderia seu trabalho, assim como Bijou disse. Não podia discutir com ela, e não conseguia explicar por que a visão dela naquele quarto de hotel foi tão perturbadora, cercado por drogas e homens que com certeza teriam levado vantagem dela, não houve outro hóspede que ficou perturbado ao ver uma criança com três homens mais velhos entrando em um quarto de hotel.

Avançou, passando por Bijou e abriu a porta da frente, indicando para ela precedê-lo. Ela endireitou os ombros e o queixo subiu. Uma carranca, uma expressão de mau humor, rastejou sobre sua delicadas características quando sacudiu a juba selvagem de cabelo para deixar repousar em seus olhos. Andou com Remy atrás dela.

Haviam agulhas espalhadas pelo piso de mármore, uma tigela cheia de comprimidos e linhas de cocaína sobre uma mesa de mogno. Garrafas vazias de várias bebidas alcoólicas fortes e garrafas de vinho vazias espalhadas por toda a sala. Vários membros da banda em diferentes estados de nudez encolhidos em almofadas, ou em sofás com uma ou duas jovens mulheres. Caixas de preservativos não utilizados espalhados por toda a sala e preservativos usados no chão e nos tapetes caros. Bodrie Breaux esparramado nu em um estado de estupor entre duas mulheres nuas.

Bijou não olhou para qualquer um deles. Manteve os olhos muito velhos sobre ele. Não havia dúvida, ela podia ler o desgosto em seu rosto. — Não faça isso. Se você os prender, estarão de volta em uma hora e você vai perder seu distintivo. Não se incomode. Prefiro ter você por perto.

— Quem são elas? — Acenou com a cabeça em direção as duas mulheres com Bodrie. uma delas estava com batom manchado no rosto. Alguém desenhou em seus seios com batom e cocaína ainda estava agarrada a barriga dela.

— Uma é minha tutora e a outra é minha governanta. Recebem uma fortuna para algo que não tem nada a ver comigo. — Não havia amargura em sua voz, só cansaço e aceitação. — Quando se cansa delas, as despede e contratar novas.

— Posso levá-la em outro lugar?

Encolheu os ombros. — Onde? Não tenho nenhum outro parente. Não tenho nenhuma ideia de quem são os parentes de minha mãe. Há eu e Bodrie. — Ela deu de ombros mais uma vez. — Tenho isso. Esta é uma situação noturna.

— Não posso deixá-la aqui. — Remy sacudiu sua cabeça. Ele os fotografou primeiro. Nunca dormiria de novo se deixasse uma criança em tal ambiente. Poderia resolver tudo na delegacia, depois que a tirasse do caminho do perigo. — Vá para o carro. Vou levá-la para Pauline Lafont. Ela é proprietária da Pousada Lafont.

— Eu a conheço, — respondeu Bijou. Olhou ao redor da sala, e pela primeira vez parecia a criança que era. Seus ombros caíram e por um momento, as lágrimas nadaram nos olhos dela. Piscou afastando-as e balançou a cabeça, passando por ele para a porta.

Uma vez no carro-patrulha, rabiscou seu número privado em um pedaço de papel e entregou à ela. — Se você se encontrar em problemas, ligue para mim.

Pauline a levou para passar a noite, assim como sabia que faria. Ele voltou e conversou com seu supervisor e, na sugestão do capitão, tirou uma licença. Levou um longo tempo para que a sensação de mal estar deixasse seu intestino e um tempo ainda mais longo para se perdoar pela forma como lidou com a situação. Bijou precisava de alguém que a tratasse com um pouco de carinho, não que a sacudisse até seus dentes baterem. E ele muito bem deveria ter se levantado contra o departamento, mesmo que isso lhe custasse o emprego. Ficou tão enojado com eles, ele mesmo, e especialmente Bodrie Breaux .

O encontro com Bijou mudou sua vida. Saiu de Nova Orleans e juntou-se ao serviço. Viajava sempre que podia, para conhecer mais de sua espécie pelo mundo e, em caso afirmativo, então lidava com a natureza selvagem de seu leopardo. Resolveu ter mais controle, voltar para casa e mudar as coisas, fazer a diferença. Correu para Bijou duas vezes depois que voltou para casa, em sua maioria quando ela estava em algum tipo de problema , mas ela evitou seus olhos. Em seu conhecimento, não bebeu ou usou drogas, embora fosse muitas vezes nas festas.

— Era apenas uma criança Gage, — Remy murmurou em voz alta. — Dê-lhe alguma folga.

Gage riu, um som sarcástico, irritante que fez Remy querer não ter sempre se esforçado pelo controle. Estava com vontade de jogar seu irmão para fora do barco.

— Bem, Bijou não é garotinha. Ela é de parar o trânsito, linda de morrer.

O coração de Remy fraquejou e, no fundo, seu leopardo rosnou e desembainhou suas garras na nota de interesse na voz de Gage. Ainda se sentia protetor sobre a criança e estava malditamente bem olhando para ela como se ainda fosse uma criança, mesmo sabendo que Gage estava certo sobre a forma como cresceu. Algo na atitude presunçosa e dissimulada de Gage levantou um alarme. Estava escondendo alguma coisa. Ergueu a cabeça e fixou os olhos nos olhos azul cobalto de seu irmão.

— Saria não trouxe essa menina aqui, trouxe? — Sabia a resposta antes que seu irmão respondesse. Um grunhido escapou, um som baixo que deixou o pântano em um frenesi de chamada de alerta. — Elas não ficam em casa dois minutos e já estão em problemas.

Gage lhe lançou um olhar e, em seguida, rapidamente voltou sua atenção para escolher o caminho em torno de um bosque de cipreste. Cortou a velocidade do barco e manobrou em torno das grandes partes salientes partidas espalhadas na água. — Encontraram um corpo mano. Elas na verdade não mataram o cara.

— Fils de putain[4], — Remy estalou, xingando baixinho. — É ruim o suficiente ter Saria correndo no pântano à noite, mas arrastando Bijou com ela é ridículo. Não pense por um minuto que aquelas duas não vão entrar em apuros. Maldito Drake de qualquer maneira.

— Bem, você pode tirar satisfação com ele, — Gage disse. — Está protegendo a vítima, mantendo os jacarés e outras criaturas afastados do cadáver.

Luzes brilhantes iluminaram o pântano momentos antes que o barco se aproximasse em torno de uma curva. O som de um gerador combinava com o zumbido constante de insetos. Jacarés grunhiram suas desaprovações em várias direções, lembrando-lhes que cada passo que davam em terra firme ou na água era perigoso. Árvores ciprestes elevavam fora da água, caudas longas de musgo pendurado em quase todos os galhos, drapejando os ramos e balançando com o vento ligeiro.

Remy saiu do barco para o terreno semissólido. Suas botas afundaram poucos centímetros, e rapidamente se moveu para o chão firme. O pântano cheirava a decadência e morte. O cheiro de sangue era forte. Drake Donovan o cumprimentou com um aperto de mão firme.

Seu cunhado sempre o surpreendia com sua força. Era robusto, olhando sua barba por fazer sombreando o rosto e seus ombros largos e peitoral firme. Não era que Drake não aparentasse se forte, era que seu aperto era esmagador, e Remy era um homem extremamente forte.

Havia algo constante e duradouro sobre Drake, uma calma que muitos leopardos não conseguiam alcançar. Drake não apenas estava com a paixão quente e o temperamento do leopardo sob controle, mas podia liderar um covil de machos alfa e mantê-los fiéis e trabalharem juntos. Remy considerava Drake um homem justo, como foram os outros leopardos, que passaram o longo caminho, quando a lei da selva prevalecia.

— Saria está bem? — Perguntou Remy.

Aqueles olhos verdes frios estava um pouco dourados. — Está muito bem, obrigado. Encontrar o corpo foi um pequeno choque, mas Saria não se assusta facilmente.

Essa foi a maneira de Drake dizer que Saria era preocupação dele e ninguém ia lhe dizer o que fazer. Um aviso definitivo para recuar.

Remy encontrou aqueles olhos brilhantes com o seu próprio. — Ela é sua responsabilidade Drake, como é sua hóspede. — Seu queixo apontou em direção ao vômito sobre o solo a poucos metros dele. — Isso não é de Saria, então diria que foi Bijou. Nenhuma delas devia ter saído aqui fora sem uma escolta, e você sabe disso. O corpo poderia ter sido de qualquer uma delas. Não quero minha irmã ou qualquer outra mulher vendo “esta tipo de coisa”. — Remy se recusou a soltar seu olhar, algo que poderia ser interpretado como um desafio para o líder do covil. Dane-se tudo, Saria e Bijou não precisavam presenciar uma terrível cena de assassinato

Drake não piscou. — Saria é Saria Remy. Você e sua família são responsáveis pela forma como ela é. Eu não castigo minha esposa porque foi autorizada a seguir seu próprio caminho desde o momento que estava no berço, nem vou pedir à ela para mudar. Eu me apaixonei por um mulher independente.

Remy encolheu os ombros, recusando-se a tomar a culpar pelas travessuras de sua irmã agora que era casada. — Talvez você deva acompanhá-la pelo pântano a noite, pelo menos até este assassino estar preso.

Um lento sorriso suavizou as linhas duras no rosto de Drake. Risos iluminaram os olhos verdes, de modo que estava dourado quase instantaneamente.

— Está tentando me matar, porque sabe que se sua irmã pensar por um momento que a estou protegendo em seu precioso pântano ela provavelmente enfiaria uma faca em mim. Se você quiser a liderança do covil Remy é só dizer. É toda sua. Você me enganou em primeiro lugar , você e seu irmão entregando o diabo.

A capacidade de Drake para neutralizar a escalada de tensão era um dos traços que Remy mais admirava em seu cunhado, e o que era mais necessário em um líder. Remy nunca foi capaz de manter o controle sob Saria e nem poderia o marido. Ela era a sua própria maneira. Quando fosse necessário, Remy não duvidava de que Drake colocaria freio em Saria, se era sensato sobre a maioria das coisas seria de ouvir, esperava. Não podia imaginar Saria desafiando seu marido sobre segurança dela.

Acenou com a cabeça, permitindo um pequeno sorriso escapar. — Não vai acontecer mano. Não estou tomando o covil por você.

— Assumi sua irmã para você, — Drake apontou.

Remy balançou a cabeça e voltou à atenção para a cena do crime. Estavam todos esperando por ele e precisava chegar com isso, mas, mesmo depois de todos esses anos no departamento de homicídios, teria que ter nervos de aço se fosse o mesmo assassino em série de antes.

O corpo pendurado no galho de uma árvore de cipreste, e assim como os outros que encontrou nos pátios de New Orleans quatro anos antes, a morte foi tanto horrível como brutal. O sangue escorria em rios, agrupados em poças úmidas, escuras. Insetos se agarrando a cada centímetro do corpo. Sprays de sangue embebiam as árvores próximas e moita, indicando que a vítima estava viva quando o assassino o cortou. O corpo havia sido cortado, aberto e o assassino retirou o osso da costela do peito. A mão esquerda foi cortada fora.

Fechou os olhos por um momento. Era impossível não reconhecer o vítima, mesmo com o enxame de insetos obscurecendo o rosto e corpo. A face foi distorcida na morte e coberta por besouros, mas todos no pântano conheciam essa camisa xadrez vermelha em especial, muitas vezes num pescador chamado Pete Morgan.

Pete era tão bom quanto eles. Ferozmente leal à sua esposa, à família e amigos. Viveu no pântano toda sua vida. Nascido e criado. Essa camisa vermelha era sua marca registrada. Possuía várias delas e não usava nenhuma outra se não fosse domingo. Remy foi a escola com ele, pescou com ele, ficou com ele quando se casou. Embebedou-se com ele quando seu primogênito morreu uma semana após o nascimento. Regozijou-se com ele, quando um filho saudável nasceu dois anos mais tarde .

Remy fez o sinal da cruz, indiferente que alguém o visse. Era sempre difícil ver um horrível assassinato, mas conhecer a vítima era dez vezes mais difícil. Respirou fundo e se forçou a olhar ao redor da cena do crime, dando-se tempo para assimilar que seu amigo estava morto e seu fim foi brutal.

Sabia porque Gage não disse uma palavra a ele. Claro que reconheceu Pete. Assim como Saria. Possivelmente até Bijou. Gage precisava de um novo par de olhos, absorvendo a cena do crime completamente. Gage acreditava em Remy e suas habilidades, também se permitiu estar tão chocado como o resto deles.

— Esse assassino não é tímido. — Remy testou sua voz, encontrou-se profissional e estável. — Qualquer barco vindo através o pântano poderia ter visto, mas ainda levou seu tempo. — Ele se virou e olhou para Drake. — A vitima não foi morta a muito tempo. O que significava que Saria e Bijou só perderam o assassino. Ele poderia até mesmo tê-las ouvido se aproximar.

Drake acenou com a cabeça tão frio como sempre. — Saria estava muito consciente disso.

Remy não se importava se Saria estava ciente disso ou não. Queria que Drake estivesse ciente Não restava nenhuma dúvida, este era o mesmo assassino. As assinaturas estavam todas lá. O assassino não se preocupou em tentar escondê-las, ou talvez não estava ciente que assinava sua obra. O primeiro local de matança que Remy viu o trabalho deste homem foi no alardeado Garden District em um histórico cama-e-café, com a vítima pendurada no meio do pátio ao lado da fonte. Justo como este, foi horrível e confuso, e a cena foi um terrível pesadelo.

A artéria pulverizou sangue em todos os lugares . O corpo girou grotescamente do laço do carrasco e a mão esquerda havia sido cortada, embebida em óleo com velas amarradas em torno dos dedos e exibida num grosseiro altar muito preciso e limpo. O altar estava em nítido contraste com a bagunça da cena.

Remy se virou para examinar o altar erguido lá no pântano a poucos metros do corpo, precisamente sabia, um metro e meio, assim como foi nos últimos quatro assassinatos, quatro anos atrás. Não havia dúvida, era o mesmo assassino. Repetiu o mesmo padrão como havia seguido há quatro anos, haveria pelo menos mais três corpos, antes que ele terminasse. Cada corpo teria diferentes ossos removidos, tudo isso enquanto a vítima estava viva e suspensa. Às vezes, elas morreriam de choque e da perda de sangue primeiro, outras vezes de asfixia.

O assassino era ousado e sempre preparado. Tomava seu tempo, e muitas vezes o crime foi cometido em uma área onde alguém poderia ver. Ainda assim, nunca pareceu se apressar. O altar, de modo meticuloso e preciso estava em tal desacordo com o local de matar a esmo. Se Remy não soubesse, pensaria que havia dois autores na cena, mas estudou as fotografias e praticou as cenas na memória. Havia um assassino, e ele não se preocupava com a vítima.

Claramente, a vítima não era humano a ele. A única coisa que queria era os ossos, o resto era um ritual pessoal de algum tipo. Só o que importava era colher os ossos o mais rápido quanto possível, cortava a vítima aparentemente sem perceber a confusão, ou o fato de o doador ainda estar vivo. Só então aquietava e tomava seu tempo durante a preparação do altar. Tudo o que estava fazendo parecia pegá-lo em algum tipo de estranho encantamento, a menos que houvesse dois deles, o que considerou mais de uma vez .

— Vodu ? — perguntou Gage.

Remy franziu as sobrancelhas e encolheu os ombros. Não acreditava que fosse um altar vodu, embora certamente parecia ser um. Havia objetos encontrados na prática vodu, mas quando consultou Eulalie Chachere, uma sacerdotisa vodu legítima, ela havia dito que o altar não estava certo, mesmo para a prática de magia negra. Ainda assim, iria consultá-la novamente. Era uma especialista e se alguém conseguisse descobrir o que o altar significava, provavelmente seria ela. Conhecia e confiava nela. — Você vai ter que consultar Eulalie. Trabalhou comigo antes, então está familiarizada com as cenas do crime. Não vai divulgar detalhes. Ela é confiável.

— Estava esperando que você trabalhasse neste caso comigo Remy, — Gage admitiu. — Você é o especialista em assassinato, não eu. Ele não terminou.

Não, não terminou. Remy possuía um sentido extra para essas coisas, mesmo se não tivesse visto o trabalho do assassino antes. Mataria novamente e em breve.

Remy assentiu. — Vou conversar com Eulalie. Ela vai nos ajudar. Preciso falar com Saria e Bijou também. — Suspirou. A última coisa que queria era falar com Bijou sobre qualquer coisa desagradável. Levou anos para perdoar a si mesmo pela forma como manipulou a infância feia dela, e esperava que se os caminhos se cruzassem quando adultos que ambos pudessem passar por cima disso.

Forçou-se a olhar para o corpo de seu amigo de infância. Enquanto ele fosse a “vitima” Remy poderia empurrar a realidade, se afastando por um tempo para que pudesse realizar o trabalho, mas a dor estava empurrando junto. — Você já notificou os parente mais próximos?

— Vou fazer isso agora, — Gage disse.

Remy inalou. Deveria ser o único a fazê-lo. Foi padrinho de casamento. Quando abriu a boca para sugerir, Gage abanou a cabeça.

— Eu era amigo dele também, — Gage disse. — E fui para a escola a esposa dele . Você tem o suficiente para fazer. Sempre terá a extremidade curta da vara, e estou pedindo a você para tirar vantagem sobre isso. O mínimo que posso fazer é poupá-lo falando com Amy .

— Obrigado Gage, — disse Remy. — Diga à ela que vou passar por lá mais tarde.

— O fotógrafo já tirou fotos e o forense está esperando. Queria que você visse tudo antes que nada pudesse ser perturbado. Saria tirou bem as fotografias. Documentou tudo o que viu e levou Bijou a fazer o mesmo. Saria tem um olho para o detalhe. Contei a ela que você gostaria de falar com ela. Estão esperando na pousada.

Remy assentiu enquanto contornava a cena do crime. Em algum lugar perto estaria escondido um mancha com sangue, um traje de plástico com capuz, costurado a mão com pontos meticulosos, luvas de plástico e revestimentos para botas. Encontrou o que estava procurando precisamente a um metro e meio do corpo do lado oposto do altar. Desta vez, o material descartado, sujo de sangue estava no meio da lama, como o assassino escolheu uma árvore cipreste perto da margem da água, não havia espaço suficiente para colocar a roupa em um lugar mais seguro. Um erro?

Remy fez uma careta. Isso era diferente no assassino. Ele não cometia erros, mas o ritual do altar e descarte do traje fazia parte de sua rotina rígida. Nunca desviou. As roupas de plástico deveriam ter sido deixadas a uma distância segura da água, o que significava que a árvore escolhida deveria ter sido distante vários metros. Remy voltou e estudou o bosque de ciprestes. Havia uma abundância de outras árvores que o assassino poderia ter pendurado o corpo.

Estudou as gramíneas e as direções que estavam dobradas. A trilha levava em torno de várias árvores e sempre voltava para a que o assassino usou para pendurar Pete.

— Você tem certeza de que a integridade da cena do crime foi preservada? Saria e Bijou não andaram por aí? Nenhum de vocês andou?

Drake balançou a cabeça. — Conhecemos o protocolo.

Remy assentiu com a cabeça e fez o caminho cuidadosamente em torno da área da parte de trás da árvore onde o corpo de Pete foi pendurado. O velho cipreste possuía várias letras esculpidas, obviamente, ao longo de vários anos. A letras P e M estava com uma nova linha traçada através delas. Seu leopardo deu um salto de reconhecimento. Este ponto em particular, era um dos favoritos de quem vivia para cima e abaixo nos igarapés ou perto dos pântanos e brejos, para encontros e festa. Lembrava-se de sua juventude. Suas iniciais foram esculpidos no tronco, junto com seus irmãos e até mesmo a de Saria.

— Ele não escolheu esse local aleatoriamente, — disse Remy. — Queria usar esta árvore específica. Gage dê uma olhada para isso. Tenha o fotógrafo fotografando todo o tronco.

Ele estudou as antigas esculturas. O local era de fácil acesso dos dois diferentes canais e um bom lugar para saber onde pais não iam procurá-los. Amantes esculpiram suas iniciais na tronco cercado por corações. Outros apenas colocaram suas iniciais, S e B definitivamente foi sua irmã, Saria. Perguntou-se quem era o B e B era a inicial de Bijou, embora não pudesse imaginá-la vindo sempre ao pântano para festa. Queria uma lista de todas as iniciais e a confirmação de quem essas iniciais pertenciam e disse isso a Gage. Se o assassino estava escolhendo sua vítimas por aqueles que festejaram aqui, isto passava de assassinatos aleatórios para alvos reais ? Ou foi isso o tempo todo?

 

Remy ficou de pé do lado de fora olhando para a Pousada Lafont inspirado no grande palácio Victorian. A pousada era elegante à moda antiga, uma época há muito tempo atrás, mas adorável. O palácio era uma joia escondida e afastado da beira do lago, onde ciprestes haviam dado lugar aos bosques de pinho branco e carvalho. Brejos, pântano e igarapés preguiçosos todos eram de fácil acesso. Os visitantes poderiam ficar nas redes estabelecidas nas sombra das árvores a poucos metros da água, mantendo-se frescos enquanto a brisa do lago soprava.

O branco com guarnição azul pálida ajudavam a encobrir a casa quando o nevoeiro derramava do lago e igarapés. Nas envolventes e amplas varandas no segundo andar os hóspedes podiam ver todos os tipos de aves e animais selvagens no conforto das esculpidas e espaçosas cadeiras de balanço.

A Pousada Lafont pertenceu a família Lafont há mais de cem anos. A senhorita Pauline Lafont herdou a casa de sua avó, que havia se casado com um Dubois. O nome da propriedade mudou nesse tempo, mas Pauline devolveu o nome original à propriedade da família quando decidiu modernizar a casa e transformá-lo em uma Cama & Café alguns anos antes. No dia do casamento de Saria e Drake, deu a pousada para Saria, como não tinha filhos e considerava sua irmã a filha que nunca teve. Pauline então se casou com o homem dos seus sonhos, um homem que sempre amou Amos Jeanmard.

Remy esfregou os olhos doloridos. Não queria ser como Amos, sacrificar sua felicidade pessoal, a fim de preservar a espécie leopardo. Amos se casou com a mulher errada, uma leopardo e ficou com ela durante anos. Só depois que ela morreu se casou com Pauline, a mulher que realmente amou. Uma parte dele entendia, mas estava cansado de ser sozinho. Queria uma família, uma mulher quando voltasse para casa. Viajou pelo mundo procurando nas florestas tropicais, na esperança de encontrar alguém que não só o atraísse fisicamente, mas que pudesse viver com um homem como ele. Contava com tudo, menos a esperança de encontrar uma mulher que não só combinava com ele, mas que poderia amá-lo.

Leopardos eram gatos letais, ferozes e selvagens, queria uma companheira assim. O homem não podia simplesmente levar para casa qualquer uma porque se o seu gato se tornasse nervoso e perigoso, o homem também se tornaria. Sexo poderia começar duro e seu temperamento poderia ser curto. possuía grande controle, mas ultimamente seu leopardo estava exibindo cada traço negativo um de leopardo.

Suspirou e se forçou a se mover por entre as árvores em direção ao palácio. Estava acordado a quase setenta e duas horas reunindo provas do assassinato no Bairro Francês e estava a caminho de casa, quando Gage o chamou.

Estava nervoso. Inquieto. Seu corpo rígido e doendo. Sua mente um pouco caótica. Não era um bom sinal no meio de uma investigação de assassinato e nunca era bom quando estava indo ver sua irmã selvagem. Não precisava dizer uma palavra para ela sobre ir para o brejo à noite, sabia o que pensava e estaria na defensiva. Se fosse honesto com si mesmo, não poderia culpá-la.

Seu leopardo precisava correr. Leopardos não ficavam bem confinados. Se não saíssem de vez em quando, o lado humano tornava-se tão perigoso quanto o lado animal e nunca se sentiu tão nervoso em toda a sua vida, nem mesmo quando estava na selva como agora.

— Saria, — Remy ergueu a voz. — Onde está você querida? — Caminhou mais longe na entrada escura. Como sempre, seus sentidos aguçados de animal assumiram. Podia ver facilmente, mesmo com a falta de iluminação. Inalou, retendo o aromas em seus pulmões.

O hotel sempre cheirava bem. Havia sempre um interminável fornecimento de café fresco e poderia contar que sua irmã estava com uma grande panela de ensopado ou almôndegas e molho fervendo no fogão. Saria e Drake conseguiram dar ao velho lugar uma sensação de boas-vindas ao lar, o formo com pães assados recentes e comida caseira. Além do rico aroma de café e especiarias, sentiu o cheiro fraco de lavanda. Sem pensar, seguiu esse cheiro convidativo a deriva através do corredor em direção à cozinha.

— Saria? Estou procurando uma xícara de café. Onde diabos você está? — gritou novamente. Ela deveria saber que estaria vindo, não importava o quão tarde era, se não por outro motivo, apenas pela certeza de que ela estava bem.

— Saria está no quarto escuro revelando suas fotografias. Posso te dar um xícara de café, se quiser. A voz veio da cozinha. Enfumaçada. Sugerindo noites escuras e lençóis de seda. Sexo e Pecado. Uísque puro tão suave, ainda queimava todo no caminho.

Remy fechou os olhos. Seu corpo apertou, uma reação selvagem, urgente àquela voz incrível. Nenhuma mulher deveria ter permissão para soar assim. Esse tom a luz de velas era como “vem e me leva para cama”, e dava à ela uma vantagem injusta sobre um homem.

Ele se virou lentamente. Ninguém possivelmente podia fazer jus a esse sotaque sulista tão erótico, sensual e sexy, um convite para noites selvagens e tentadoras. Ela ficou envolta contra a parede, uma mão no quadril, os olhos enormes no rosto. Nunca esqueceria aqueles olhos. Antes, tomavam o rosto dela, um azul selvagem com franja incrivelmente longa, os cílios grossos como uma pluma, cabelo escuro como nuvem caindo em torno de seu rosto. Agora, como os olhos, chamava a atenção também sua pele notável e a perfeição de sua estrutura óssea.

Como não bastasse a pele convidativa e a riqueza do cabelo negro em cascata caindo nas costas dela para colocar um homem de joelhos, o corpo era um convite as curvas suaves e aos músculos firmes bem definidos. Suas pernas longas e finas, e uma cintura fina, enfatizando os seios e quadris. Sua boca generosa complementava com lábios curvados, trazendo fantasias suficientes para durar uma vida. A respiração ficou presa na garganta dele a necessidade bateu baixo em seu corpo.

Sua reação a ela o chocou. Seus leopardo remexeu e arranhou por supremacia. Seu corpo doeu, uma dor selvagem profunda, todos os músculos tensos, seu pau grosso e duro, exigindo ser saciado agora. Nunca foi tão visceral, com uma reação sexual tão intensa por uma mulher em sua vida. Não era um homem gentil, seu gato era muito agressivo, mas aprendeu a controlar e manter esse controle ajustado tanto sobre o homem quanto ao leopardo. Que diabos foi isso sobre Bijou Breaux que o mandou girando fora de controle?

Remy estava grato por sua capacidade de manter suas características inexpressivas. Bijou era 16 anos mais jovem do que ele, um maldito bebê e seu corpo não teria negócios reagindo ao dela, não importava quão sexy fosse. Estava errado em todos os caminhos.

Ela apertou os lábios, o menor movimento. Pestanas se agitaram, vendando os olhos, mas não antes que pegasse um lampejo de mágoa. — Você provavelmente não se lembra de mim. Fui para a escola com Saria.

Ela adiantou, dentro do seu espaço. Seu leopardo rasgou-o. Seu corpo apertou até que quase se sentiu mal com a necessidade. Na verdade, flexionou os dedos, suas palmas das mãos coçando para atropelar toda aquela pele gloriosa. Lavanda o engolfou, quase o deixou louco. Ela estendeu a mão.

— Bijou Breaux.

Autopreservação ou cavaleiro branco?

Detestava magoá-la. Ela foi ferida por número suficiente de pessoas. Silenciosamente, amaldiçoou. Não podia ficar vendo aquele pequeno lampejo de dor, não associada a ele. Ia correr para o resgate e deixá-la saber que não se esqueceu dela.

— Não esqueço rostos Bijou, —admitiu. Ou olhos como os dela. Que diabos aconteceu com ela na fase de crescimento? A boca deveria ser banida. — Claro que me lembro de você. — Ele tomou a mão dela estendida e soube instantaneamente que foi um erro entrar em contato físico. — É bom vê-la novamente. — Droga. Como absolutamente mundano era isso? Não podia dar um passo, seu corpo doía como o inferno, seu leopardo rugindo.

A mão dela era pequena, dedos finos, tremendo ligeiramente enquanto ela apertou a mão dele Ou tentou. Colocou a outra mão sobre a dela, segurando-a ainda, segurou-a para ele enquanto seus olhos procuraram os dela. Seus cílios desceram imediatamente, escondendo seus pensamentos dele. Definitivamente estava com problemas de confiança.

—Você está visitando ou está de volta conosco? — Ele não soltou a mão dela, à espera da resposta. Seu corpo ficou imóvel, vigilante, seu gato enrolado, cada músculo bloqueado e pronto.

— Comprei um clube no French Quarter. Estou em casa para sempre. — Sorriu para ele, um breve lampejo de dentes brancos perfeitos. — É difícil ficar longe. Acho que o pântano fica no nosso sangue e apenas não sai.

Sua voz acariciou seu corpo como dedos acariciavam. Sentiu o toque certo em suas veias, o sangue subiu calorosamente e deixou seu pênis duro. Ele a soltou para não pressionar a palma da mão sobre esse palpitante ardor do tesão que não iria embora tão cedo.

— Mas você não está na propriedade de Breaux? — Inferno. Precisava manter a conversa porque não podia se mover. Estava grato por não haver luzes acesas.

— Prefiro colocar o lugar abaixo, então, nunca por os pés lá novamente.

Esse tom de veludo enfumaçado não ia com as palavras em tudo. Levou um momento para assimilar o que realmente disse, estava muito ocupado tentando domar seu selvagem desejo por ela. Disse a si mesmo que era um bebê. Uma garota. Era um pervertido maldito só por pensar nela, muito menos perder o controle e quase jogá-la contra uma parede.

Seu gato possuía um temperamento vicioso, um poderoso animal apaixonado, trabalhou em mantê-lo sob controle o tempo todo. Se o gato estava o influenciando sexualmente, seria a primeira vez, e escolheu um momento do inferno. Forçou sua caótica mente para obter o controle. Bijou preferiria queimar uma mansão a pisar nela novamente, e o que isso diz sobre sua infância? A parte triste é que provavelmente seria o único que sempre a entenderia.

— Você colocou a propriedade à venda? — Relutantemente, permitiu que a mão dela escapasse. Seu coração doeu por ela. Ela era toda mulher por fora, mas ainda havia uma pequena parte dela que era aquela criança que nunca teve infância.

Bijou se virou e se afastou dele, a fluência graciosa de seus quadris, seus cabelos longos, uma cachoeira de seda viva caindo em sua cintura, as extremidades acariciando a curva de suas nádegas. Ela cruzou o piso até ao balcão onde a cafeteira esperava.

— Eu não sei. Bodrie era tão famoso, e tão amado por todos.

Sua voz ficou suave e sensual, sem uma pitada de amargura, mas notou imediatamente que ela não chamou Bodrie Breaux pai ou papai.

— Não todos, — Remy disparou quando testou sua capacidade de andar. A simpatia por ela ajudou a aliviar a terrível necessidade furiosa dentro dele. Conseguiu ir até a mesa onde arrastou uma cadeira, sentou-se e estendeu as pernas na frente dele para facilitar a pressão em seus jeans.

Ela virou a cabeça para olhar para ele através de seus longos cílios e a nuvem de seda negra — Tenha cuidado Remy, você pode receber ameaças de morte se não lhe der a devida adulação.

Antes que pudesse ler sua expressão, ela se virou para derramar o café como se não tivesse acabado de jogar uma bomba na cozinha.

Respirou fundo para acalmar a reação explosiva no fundo de seu intestino pelo anúncio. Xingando sob sua respiração, exalou, e se moveu novamente para aliviar o enrolado músculo e a adrenalina inundando seu corpo. — Que ameaças Blue? Você estava recebendo ameaças? — O apelido dela escorregou. Nunca a chamou de Blue em sua frente, mas na maioria das vezes se referia a ela como Blue, quando falava com Saria sobre ela nos velhos tempos.

Por alguma razão, no momento que estava ao seu redor, ouvia a música “Blue Bayou”. Mais do que isso, quando o sol brilhava em seu cabelo negro espesso luzes azuis reproduziam através dos filamentos, e depois havia os olhos azuis marcantes.

— Você toma seu café preto?

— É claro. — Ele lhe enviou um pequeno. — Sou Cajun querida.

Um breve lampejo de um sorriso iluminou os olhos por um momento. — Um homem viril. Como pude esquecer? Você sempre foi assustador.

— Fui? — Perguntou Remy. Sua sobrancelha disparou. Estava certo de que possuía a capacidade de assustar alguém como o inferno.

Bijou balançou a cabeça lentamente e tomou o cadeira em frente à mesa. Ela não estava segura. Poderia pensar que estava, mas estava bem dentro da distância de um ataque, e em algum lugar no fundo de sua mente, sua fantasia estava brincando de arremessá-la contra a parede e arrancar sua roupas fora daquela bela, e suave pele.

— Você ainda é, — ela admitiu. Olhou para a porta, claramente esperando que Saria iria aparecer de repente para resgatá-la. A tensão sexual na sala era quase tão aguda como a consciência um do outro.

— Isso é uma coisa boa, — disse ele com um pequeno sorriso, tentando aliviar a crescente tensão entre eles. — Você estava prestes a me contar sobre as ameaças de morte.

Suspirou e tomou um gole cauteloso do café que colocou para ela. — Suponho que não preciso contar então não poderia fingir que não disse. — Abaixou a cabeça e grossos fios de cabelo cobriram seu rosto.

Remy se inclinou sobre a mesa e dobrou a nuvem selvagem atrás da orelha. Assustada, seus cílios voaram e seu olhar colidiu com o dele. A ponta da língua dela umedeceu o lábio inferior. Ele pegou o subir e descer dos seios sob sua blusa. Foi interessante para ele que ela não acendeu as luzes.

Seu leopardo rugiu para ele, erguendo-se como uma onda gigante, lutando contra ele pela supremacia. Seu leopardo era difícil, mas não como agora, selvagem e feroz e tão determinado. Remy lutou com o gato em seu interior, embora rosnava e rondava, não se fixando em nada. Todo o tempo estudou o rosto de Bijou. Nunca antes seu gato respondeu a uma mulher. Seria possível que ela fosse leopardo? Pouco se sabia sobre a mãe de Bijou. Era quase impossível dizer se uma mulher era leopardo. Só quando a mulher entrava no Han Vol Dan, um período de tempo quando a gata entrava no cio no mesmo tempo que a mulher ovulava, faziam os gatos reagirem. Às vezes, os dois períodos da fertilidade nunca sincronizavam, e o gato nunca surgia.

— Sua vida foi ameaçada? — Remy persistiu. Não estava disposto a deixar passar, nem mesmo com seu corpo gritando para ele. Deixou sua mão cair longe do cabelo sedoso e pele acetinada.

Bijou encolheu os ombros. — Quase todos os dias. Foram tantas que é impossível levá-las a sério. Fãs do meu pai, não acreditam que tenho o direito a seu dinheiro, afinal, não estava lá quando ele morreu. Não era nenhum segredo que nós não nos dávamos bem. Os tabloides tiveram um prato cheio. Bodrie gostava de ler sobre si mesmo assim alimentava as histórias e mantinha nossa chamadas brigas nas revistas.

Remy tamborilou com os dedos sobre a mesa ao lado de sua xícara de café. Seu leopardo ficou mais agitado do que nunca e precisava de uma válvula de escape para a energia inquietante. Ela estava sentada à mesa com ele, mas dane-se tudo, não era assim tão grande e um pervertido. Precisava parar de pensar nela como uma mulher e pensar nela como uma vítima. Alguém precisava de um policial. Havia ameaças contra sua vida, é claro ficaria chateado no lugar dela. Como oficial da lei, era seu dever investigar e lhe fazer perguntas. Era amiga de sua irmã, estava na pousada de Saria. Se Bijou estava em perigo, de certo modo Saria também estaria. Estava com toda a razão de ficar perturbado com as ameaças.

Infelizmente, parecia malditamente velho para ouvir qualquer merda, especialmente a sua própria. — Isto está acontecendo desde a morte de Bodrie?

Bijou assentiu. — Sim. Evidentemente, a casa dele deve ser transformada em um santuário sagrado para ele.

— Se você não herdar, quem herdaria?

— Sou a única herdeira comprovada e ele me nomeou especificamente. Havia muitas crianças que afirmaram serem filhos dele, mas o DNA contestou isso.

— De quanto dinheiro estamos falando?

O olhar de Bijou encontrou o dele. — Você não ouve as notícias, não é?

— Deprimente demais. Todos esses assassinatos. Dá-me uma má visão da vida.

Seu sorriso em resposta foi fraco. — Centenas de milhões e crescendo todos os dias.

Ainda estava atento. Ela descartou ameaças de morte que recebeu, e valia centenas de milhões de dólares? Pessoas morrem por um par de sapatos, imagina só esse tanto de dinheiro. — As ameaças vêm na forma de cartas?

Bijou balançou a cabeça. — Remy, você tem um assassinato real para resolver. Isso é bobagem. Alguns dos fãs de Bodrie eram loucos. Eles o adoravam e, aparentemente, ainda o fazem. Vivi com ele toda a minha vida. Voltei para casa, comprei um clube e pretendo viver minha vida no lugar que amo. Bodrie não vai ditar minha vida para mim, não mais.

Possuía todo o dinheiro do mundo e queria voltar para casa nos igarapés. Algo selvagem e profundamente feroz dentro dele revolveu. Podia respirar mais uma vez, seu corpo mais uma vez seu próprio, seu gato relaxou, esticando preguiçosamente. Tomou outro gole longo de café, uma olhada satisfatória sobre ela ao longo da borda da caneca.

— No entanto, quero ver essas cartas Bijou. Se você não as tem, me fale o nome de seu advogado, ou seu contato no FBI e vou investigar a partir daí. — Não era um homem que aceitava um não como resposta e seu tom dizia tudo.

— Se você insiste.

Agora que sabia que estava indo por esse caminho, relaxou ainda mais. — Quando voltou para casa? — Porque se fosse mais do que dois dias, ia afogar sua irmã.

Bijou olhou ao redor da grande cozinha caseira. — Não é engraçado o que torna um lugar um lar? A senhorita Pauline era tão boa para mim. Costumava vir aqui ou ir para Saria, quando não podia ficar em que casa. Nenhuma delas nunca me dedurou, não importava quanto dinheiro Bodrie oferecia em torno dos igarapés e pântanos pela minha localização.

Era extremamente bonita, com sua pele e cabelo longo, sua voz arrastada e sexy, e lábios perfeitamente beijáveis​​, e ouví-la usar o termo dedurou fez querer ir para outro lado da mesa e descobrir o quão adorável seus lábios realmente eram.

— Viajei por vários anos, — Remy disse, decidindo o que seria mais prudente conversar com ela, em vez de assaltá-la. — E sabia que aqui seria sempre a minha casa. O calor, os mosquitos, tudo isso é estar em casa.

— Concordo. — apoiou o queixo na palma da mão, com o olhar fixo nele. — Por que me chamou de Blue? Você fez isso uma vez antes, há muito tempo.

— Fiz? Acho que tenho uma boa memória e não recordo cometer esse erro quando você era uma criança. — e era melhor começar a se convencer de que ainda era uma criança. Os olhos dela eram muito velhos, mostravam também muito conhecimento para sua idade.

— Não me importo, — ela admitiu. — Você foi uma das poucas pessoas que nunca parecia dar a mínima para mim. Chamar-me de Blue só significava que você me deu um apelido. As pessoas fazem isso quando se preocupam, pelo menos foi o que pensei na época.

Estava quebrando seu coração e claramente não estava tentando. Ela lhe deu um sorriso que nunca alcançou os olhos dela e falou nesse tom abafado. Ela não estava procurando por simpatia e ficaria chateado se estivesse.

Forçou um encolher de ombros casual, resistindo ao desejo de arrastá-la em seus braços e segurá-la perto de seu coração. Certamente ela trouxe o cavaleiro branco nele. Possuía uma raia protetora de uma milha de largura quando ela estava por perto. — Essa música, “Blue Bayou”. —Ele não lhe diria que cada vez que ouviu em vez de “Bayou”, ouvia “Bijou”.

— Desde que amo o pântano, — Bijou disse, varrendo o cabelo para trás sobre o ombro dela em um gesto sexy não intencional, — estou bem com seu apelido para mim.

Quantos anos tinha Saria? Talvez estivesse mais velha do que pensava. — Que diabos você estava fazendo correndo no pântano a noite com a minha irmã louca?

Olhou para cima, quanto Saria veio através da soleira da porta, sorrindo para ele. Sabia que estava lá. Era leopardo e se movia em silêncio , mas ele também e sentiu o perfume dela no momento que saiu da câmara escura dela e entrou na parte principal da casa.

Saria riu dele. — Você não vai pensar que sou louca quando ver estas imagens Remy. Pedi a Bijou para escrever tudo que podia se lembrar, suas impressões e até mesmo o que ouviu, e fiz o mesmo. Nós não discutimos a cena do crime para não manchar a memória uma da outra.

— Bem pensado Saria, — Remy admitiu.

— Vem de ter irmãos policiais, — disse alegremente. Saria colocou as imagens que revelou em cima da mesa na frente dele. Pela primeira vez, pareceu notar que as luzes estavam apagadas. — O que vocês dois estão fazendo sentados no escuro?

— De visita, — respondeu Remy. — Esperando você sair da sala para que pudesse dar um sermão sobre segurança, que você claramente não vai ouvir, e bebendo o seu café muito bom.

Saria colocou o braço em torno do pescoço de Remy e deu um beijo em sua bochecha, um raro gesto de afeto de sua jovem irmã, e isso lhe disse que ficou sacudida por encontrar o homem assassinado. Acariciou delicadamente o braço dela.

— Era Pete Morgan, não era? — Saria perguntou recuando. Ela não foi rápida o suficiente. Remy pegou o fraco cheiro de medo e sentiu o corpo dela tremer. Sua irmã era uma coisa um pouco difícil, mas encontrar o corpo de um amigo assassinado em tal circunstância era horrível, deve ter sido angustiante. Ela acendeu a luz e se dirigiu ao balcão para pegar um copo com água.

— Sim. Sinto muito Saria. Deve ter sido horrível para você.

Ela se virou e olhou para ele, inclinando-se de volta contra o balcão. — Como você faz? Gage e os outros acabam com brigas a maior parte do tempo e vão atrás de idiotas, mas você lida com assassinatos o tempo todo.

Estava muito consciente de Bijou em frente a ele piscando rapidamente como se a luz a incomodasse. A conhecia melhor. Sempre se mostrava durona, como se não se importasse, mas carregava um coração mole. — A maioria dos assassinatos por aqui são bastante simples. Argumentos estúpidos, vingança. Esse tipo de coisa, não como um assassino em série rasgando pessoas que conheço.

— Não acho que vou tirar aquela imagem de minha cabeça por muito tempo, ou nunca, — Bijou admitiu.

O olhar de Remy saltou para o rosto dela. Não precisava de luz para ver que os olhos estavam assombrados. Xingou sua irmã silenciosamente. — O que exatamente estava fazendo no pântano hoje à noite?

— Estava mostrando a Bijou um ninho que tenho tirado uma série de fotos. Fiz realmente um grande contrato com uma empresa para fornecer fotos e queriam o pântano em todas as horas juntamente com animais selvagens e plantas, — Saria respondeu — Tenho que capturar a sensação do pântano ao longo de todas as estações.

Remy engoliu sua resposta sarcástica. Olhando as imagens do assassinato certamente mostravam que a empresa deu a sua irmãzinha o contrato do tipo que a colocava em perigo, mas Saria ignoraria seu mau humor e bom conselho. Fazia o próprio caminho e tomava suas próprias decisões. Não podia culpá-la. Talvez seja a culpa que o fizesse tão super protetor com ela agora. Quando era criança correndo selvagem e livre no pântano, não prestou atenção. Como Bijou, não teve supervisão e era a adulta em casa, não seu pai bêbado.

— Remy. — Saria soou amável. Olhou para ela. Parecia tão jovem, mas tão adulta. Assim como Bijou. Claro que gravitavam em direção uma da outra e fez segredo sobre isso. Por uma boa razão. Suspirou.

— Tive uma boa infância, — ela disse. — Pare de se bater. Amo que você queira me proteger, mas estou crescida agora. Você não pode cuidar de todos nós .

— Posso bem tentar, caramba — respondeu Remy.

Seu olhar saltou para o rosto de Bijou. Ela lhe enviou um leve sorriso. — Não vejo porque você foi tão insistente que explicasse as ameaças. Você tem uma forte instinto de proteção, mas realmente Remy, você tem família o suficiente para cuidar sem me adicionar à mistura.

Desejava isso, era tudo o que era. — Não se iluda Blue, — retrucou sem pensar.

A cor varreu o rosto dela e franziu o cenho. O inferno com isso. Deixaria descobrir isso por conta própria. Claramente, não importava quantas vezes disse a si mesmo que era um bebê, seu corpo dizia outra coisa. Era leopardo o bastante para saber que havia mais acontecendo do que podia ver. Instintos eram fortes em leopardos e nunca outrora se encontrou em tal situação difícil. Saria olhou para ele em choque. Ela olhou de Bijou para Remy e sacudiu sua cabeça, deixando-se cair em uma cadeira.

— Conte-me sobre sua mãe Bijou. Remy ordenou, tirando as fotografias de dentro de um envelope, sem mais do que uma inspeção rápida. Não restava nenhuma dúvida de que estavam excelentes. As habilidades de Saria eram conhecidas em todo o país, rapidamente construíram a reputação dela. Ele não queria mais angustiar Bijou.

— Minha mãe, — repetiu, sua voz ainda mais suave, assumindo mais do que esse abafado sabor sensual. — Não sei nada sobre ela. Bem, só o que Bodrie me contou. Ele a conheceu nos bastidores em um concerto e ela estava inconsolável. Ele não conseguia tirar os olhos dela. Mas honestamente, Bodrie não conseguia tirar os olhos da maioria das mulheres.

Remy estava ciente do olhar afiado de Saria dele para Bijou e de volta. Ela era inteligente e sabia que ele não se preocupava com conversa fiada. Interrogava pessoas por uma razão. Era bom nisso, parecendo coloquial e interessado, deixava quem estava interrogando a vontade e deslizava as perguntas tão facilmente que ninguém sabia quantas informações forneciam na verdade. Se estava trazendo à tona a pergunta incômoda sobre a mãe de Bijou, estava fazendo isso por uma razão.

Deu uma olhada em sua irmã, e ela apertou os lábios, compreendendo a mensagem para manter a boca fechada.

— Ele chegou a falar sobre a família dela? De onde era?

Bijou encolheu os ombros. — Mencionou que ela veio de algum lugar perto do Bornéu. Sempre disse que ela era exótica, mas nunca falou sobre a família dela. Tenho a impressão de que estavam mortos.

— Você tem um monte de dinheiro Blue, — Remy apontou. — Contrate um investigador particular e a encontre.

— Por quê? — Bijou o olhou firmemente sobre a borda de sua caneca de café. — Porque iria querer fazer isso agora? Não é como se Bodrie não fosse conhecido em todo o mundo. Ele fazia turnês mundiais o tempo todo. Deveria saber. Ele me arrastou junto na maioria delas. — Ela tomou outro gole de café aromático e deu outro encolher de ombros. — Precisava deles quando era uma criança. Mesmo sabendo que alguém estava lá fora lutando para mim teria ajudado, mas eles não estavam. Eles me deixaram com ele.

Mais uma vez, não conseguiu detectar amargura em sua voz. Apenas resignação. Aceitava que a maioria das pessoas amasse, tivessem mesmo reverenciado seu pai e pensavam que não poderia fazer nada errado. Viveu a sua maneira, fez sua vida e não pediu desculpas por isso.

— Acho que seria difícil, — Saria disse Remy, — se fosse Bijou e herdasse todo esse dinheiro, para confiar em alguém saindo da toca e clamando que somos aparentados. Dinheiro faz com que as pessoas façam coisas malucas.

— Isto é esperado em circunstâncias como essa Saria — Bijou disse. — Aprendi isso na escola. A verdadeira amizade é um tesouro e é por isso que sempre apreciei você. Sabia que se voltasse para casa, nada mudaria entre nós.

Remy ficou mais orgulho nesse momento de Saria do que sempre foi, e era autêntico. O fato que alguém tão cautelosa como Bijou tivesse total confiança em sua irmã quando não haviam visto uma a outra em vários anos, o fez respeitar Saria muito mais.

Saria riu dissipando algumas das tensões. — Definitivamente sou aquela garota selvagem correndo os pântanos. Amo isso aqui. Não precisa de muito dinheiro para ser feliz aqui Bijou.

O sorriso de Bijou foi fraco. — Comprei meu pequeno clube com a esperança de que possa atrair uma multidão. Estou reformando um pouco o apartamento em cima dele.

— Você está pensando em morar em cima do clube? — Remy quase saiu de sua cadeira, mas conseguiu se forçar a ficar calmo. Era louca? Bijou possuía mais dinheiro do que a maioria das pessoas no mundo, por seu próprio direito, estava em um enorme negócio de entretenimento, admitiu as ameaças de morte e iria morar sem segurança em cima do clube onde cantava.

— Pensei que fosse uma boa ideia, — Saria disse fazendo uma pequena careta. Conhecia o tom de seu irmão. Sua voz foi baixa e suave, e mais lenta do que nunca.

— O que há de errado? — Olhou de Bijou a Remy por uma explicação.

— Isso não é nada Remy, — disse Bijou. — Eu lhe disse.

— Apenas uma pequena questão de ameaças de morte, — Remy explicou a Saria. — Você diz que não é nada sério.

— Não aprecio o sarcasmo, — Bijou disse arregalando os olhos. — Não me lembro de você ser tão sarcástico.

— Isso é porque você o adorou como herói quando ele não merecia isso, — Saria apontou, rindo novamente. — Ele tem uma atitude autoritária e nunca deixaria você esquecer que é o único comandando o show.

O rubor rastejou do pescoço de Bijou até seu rosto. — Não sabia que o adorava como herói, —negou. — Ele era mandão naquela época também.

— Há uma diferença entre ser mandão, que não sou, e ser o chefe, o que sou, — disse Remy, em sua voz suave. — Em qualquer caso, venerar me é uma boa ideia. Sou tudo para ela.

Saria revirou os olhos e riu, o som alegre. Remy não viu Saria em duas semanas, e se esqueceu de como se sentia em sua companhia. Parecia relaxada e feliz, sua casa sempre aberta e seu sorriso pronto. Quando sua irmã se tornou tão diferente da criança selvagem que se lembrava? Claro, ainda fazia seu próprio caminho, mas era confiante, não desafiadora. Gostava de estar em sua companhia. Sua felicidade irradiava, contagiando todos perto dela. Sua alegria levantava aqueles ao seu redor. Era definitivamente uma mulher, toda crescida, casada com um homem mais perto de sua idade do que a dela. E estava feliz.

— Você sabe que vai ter que ficar comigo. — Saria virou para Bijou toda séria, sua natureza viva aparecendo. — Pelo menos até Remy verificar tudo e sabermos que está segura. Vai ser divertido, — adicionou. — Senti sua falta.

— Essa é uma boa ideia, — disse Remy. — Certifique-se de que consiga todas as ameaças Blue, qualquer coisa que você tenha, papel, gravações, tudo.

Bijou balançou a cabeça. — Eu me sinto como se estivesse sendo atropelada. Não me lembro de ninguém sendo capaz de fazer isso para mim, não desde que tinha treze anos.

— Alguém tem que cuidar de você — Remy disse. — Especialmente se você está indo correr solta com minha irmã.

Saria chutou debaixo da mesa. — Não corro mais solta Remy. Não sou uma menina trabalhando estes dias. Gasto muito tempo tirando fotos e mal tenho tempo para administrar este lugar corretamente ou guiar.

— Guiar? — Bijou ecoou. — Você leva turistas para o pântano e igarapés?

— Foi assim que conheci Drake, — disse Saria.

— Era sua guia. Talvez você deva entrar no meu negócio. Você poderia encontrar... Remy bateu sua caneca de café na mesa. — Ok, é isso. Estou afogando você no pântano Saria. Devia ter feito isso quando você nasceu. Sabia que você me daria problemas. Blue não levará estranhos ao pântano. Estaria atirando em alguém antes do anoitecer.

Saria se inclinou sobre a mesa e articulou com a boca chefe para Bijou.

— É claro que você não tem o suficiente para fazer Remy, — Bijou observou. — Ou você será privado de estar atirando em alguém por um longo tempo agora.

— Um pouco dos dois, — disse Remy. — Mas agora que tenho sua atrevida bunda de volta a New Orleans, sem dúvida, terei minhas mãos cheias.

— Sem dúvida.

— Você realmente está fazendo sua casa aqui, — perguntou Remy. — Para sempre?

Bijou acenou com a cabeça, os olhos azuis vívidos encontrando os dele. — Estou cansada de brigar Remy. Cometi tantos erros tentando ser alguém que não sou. Simplesmente não gosto da vida de viajar, viver em hotéis, guarda-costas e paparazzi constantes e multidões. Acho que por um tempo, senti como se tivesse que competir com Bodrie, que claro, era impossível.

— Você tem uma voz linda, — disse tamborilando os dedos sobre a mesa. Uma vez mais, o inquieto, perigoso, sentimento era construído. Podia sentir seus músculos enrolando, seu corpo ainda como se a qualquer momento fosse saltar em sua presa. Estava muito consciente de Saria lhe enviando um olhar inquieto. Era leopardo e os sentidos dela pegavam a mudança no corpo dele instantaneamente, alertando-a.

— Obrigado. A coisa é que preciso cantar. Preciso escrever música. Está em mim e não tenho como tirá-lo. Não espero que qualquer um entenda. Só tenho essa necessidade pessoal. Cresci nas turnês e cantando rock and roll todo o tempo. Não sou Bodrie, nem quero ser. Amo o blues e jazz. Toco piano, não uma guitarra. Amo o saxofone.

Posso arrasar com o melhor deles, mas não é meu sonho real. Todos dizem que não posso mudar de rock em roll para o que preferir. Meus fãs não me seguem, mas isso é algo que preciso fazer. Meu empresário disse que não tenho talento para blues e jazz, mas amo tanto e quero tentar.

— Isso é besteira Blue você tem talento. — Remy o sentiu arranhando seu intestino. Seu gato precisava correr, e seria melhor se fosse logo. Não fazia ideia de porque estava tão relutante em sair. Saria apenas fez o lugar muito confortável.

— Vamos nos ver não é? — Bijou deu um dos seus pequenos sorrisos. — Vou cantar ocasionalmente no meu próprio clube, por isso vamos ver se posso atrair alguém.

Saria lhe lançou um olhar que claramente disse. “O que diabos está errado com você?”

Não poderia dizer a sua irmãzinha que tudo sobre Bijou Breaux despertava seu leopardo.

— Oh, sem dúvida, você vai fazer muito bem, — Remy disse realmente isso. A voz dela era especial, abafada, cheia de sexo e pecado. Teria todos os homens solteiros locais, reunindo-se em seu clube. Cada turista masculino na cidade querendo transar estaria lá também. Apenas o pensamento o fez querer ranger os dentes. Seu leopardo flexionou as garras e passou por ele acrescentando ao seu deteriorado humor.

Sua pele coçava. Todas as articulações doíam. Sua mandíbula doía. Cada sentido aumentado. Lavanda flutuou pela sala em seus pulmões, e respirou profundamente. Poderia encontrar Bijou Breaux no escuro noite, não importa quão fraco fosse a trilha.

— Você sabia Remy que quando a luz bate em seus olhos de certa maneira eles mudam de cor? — Bijou observou. — Você tem os mais escuros olhos azuis e de repente estão verdes ou, às vezes brilham, como um gato no escuro. Lembro-me duas vezes quando era uma garotinha, encarando seu olhos. Costumava sonhar com eles.

A carranca de Saria se aprofundou. — Será que os olhos dele te assustam?

— Suponho que deveria, mas não. Acho a mudança algo reconfortante.

Bijou deu a Remy outro sorriso hesitante que enviou outra onda quente de sangue correndo através de seu corpo, direto para sua virilha. — Com todos os seus modos de mandão, seu irmão pode ser bastante confortável.

Remy aliviou a dor dolorosa esticando as pernas, tomando um momento para respirar, muito satisfeito que ela não tivesse medo de seu gato. Não sabia que os olhos brilhantes sinalizava que seu gato estava perto, mas isso não importava. Não queria que tivesse medo dele, bem, talvez isso não fosse totalmente verdade. Um deles deveria ter bom senso e, claramente, seu leopardo alcançou a supremacia.

Reuniu as fotografias e as duas declarações seladas. — Gage estará fazendo perguntas mais tarde, assim espere por ele. Diga à ele que tenho as fotos e que você fez suas declarações por escrito. Ele me pediu para consultar sobre isso, para que investigue também. — Ele se levantou e prendeu sua irmã com olhos frios. — Fique fora do maldito pântano até que este maluco seja pego. Ele é perigoso. — Esperou. Ainda. Seu leopardo enrolado e pronto.

Saria suspirou. — Não sou a idiota que você acha que sou Remy. Não tenho nenhuma intenção de correr em torno do pântano, enquanto um vicioso assassino em série está lá fora.

— Nunca considerei que você fosse uma idiota, apenas muito aventureira, —a corrigiu. Agora que estava de acordo com sua irmã , se permitiu se concentrar em Bijou. No momento em que centrou sua atenção sobre ela, soube que foi um erro. Olhou para ele com aqueles olhos incrivelmente azuis e todos aqueles longos cílios, a nuvem de cabelos sedosos caindo em torno de seu rosto e aquela boca que precisava ser banida e soube que estava perdido. Não importava que tivesse a idade de sua irmã. Inferno, nada importava. Bijou Breaux veria o bastante dele.

— Quero cada coisa que você tem sobre aquelas ameaças de morte Bijou. Traga tudo em meu escritório amanhã ao meio-dia. E não me dê nenhum problema sobre isso.

Ela lhe enviou um sorriso e fez um pequena saudação. Ele não esperou pelo atrevimento. Virou-se abruptamente sobre os calcanhares e bateu o inferno fora de lá antes que seu leopardo fizesse algo vergonhoso.

 

Remy olhou para as fotografias que Saria tirou da cena do crime. As fotos do fotógrafo forense foram espalhados por sua mesa, juntas com as de sua irmã. Continuou franzindo a testa para elas, porque não se somavam muito bem. Saria era uma profissional. Não cometia erros. Ela usou a lente de zoom para gravar cada seção da cena do crime. Foi metódica, tanto que se colocasse as fotos juntas, formariam uma réplica da cena do crime precisa e detalhada. E esse era o problema.

Suspirou e passou as mãos pelos cabelos pela décima vez. Colocou os sacos de evidencias em cima de cada uma das imagens de um objeto que estava sobre o altar. Um saco correspondia com cada uma das fotografias dos forenses, mas não com as de Saria. A diferença poderia ser colocada por Saria uma amadora na cena do crime, mas a conhecia muito bem. Nada sacudia Saria por muito tempo, e ela foi cercada por seus irmãos e Drake, que eram todos metódicos quando se tratava de resolver crimes. O trabalho dela foi impecável, o que significava que alguém acrescentou um objeto entre o tempo que Saria tirou as fotos e o fotógrafo forense foi levado a cena do crime.

Estudou as imagens do altar como um todo. Rochas formado um retângulo no chão. Não apenas todas as rochas. Cada rocha era ligeiramente plana, de forma oval, e foram colocadas com precisão de dois centímetros uma ao lado da outra. Sabia porque mediu a distância várias vezes. Como poderia um assassino ser tão absolutamente preciso? Será que levava uma maldita régua juntamente para o assassinato? Era apenas bom nisso, suas medidas não eram exceção, não apenas por um fio de cabelo?

A mão macabra do morto foi embebida em óleo e colocada em pé na meio exato do altar, mas na frente. Estava certo, se o mesmo ocorreu nos últimos assassinatos, identificaria o óleo como sendo óleo de bebê. Sequer sabia a marca. Tentou rastrear essa pista, mas foi apenas um beco sem saída. O assassino escolheu a marca mais popular de óleo de bebê. A vela preta foi amarrada a cada um dos dedos da mão e foi queimada.

Três centímetros diretamente por trás da mão e exatamente no centro do altar estava uma tigela de sangue da vítima. A tigela era de plástico novo, não rastreável, embora é claro, tentaria. Infelizmente, qualquer um poderia comprar essa determinada marca de tigela de piquenique em qualquer armazém. A tigela estava sempre cheia de sangue, precisamente um litro. Como o assassino obtinha a quantidade tão exata? Outro grande questão.

Atrás da tigela, mais uma vez exatamente três centímetros, estava o coração da vítima oferecido como um sacrifício maldito.

Os objetos espalhados por todo o altar eram claramente do pântano. Musgo espanhol[5], uma folha de árvore onde o morto foi suspenso, uma concha, três tipos diferentes de penas, bem como as folhas de várias plantas, todos os objetos encontrados ali mesmo na cena do crime. Nenhum deles foi trazido pelo assassino e nenhuma coisa no altar o revelava.

Mas as velas não estavam com o mesmo comprimento nas fotos de Saria. Queimaram dois centímetros, se julgou corretamente, e havia apenas a tigela de sangue. Na foto do fotógrafo forense, as velas pareciam ter queimado um pouco mais, não um centímetro preciso, embora fosse difícil dizer. As cordas atadas que estavam metade dentro metade fora da tigela de sangue não estavam na foto da Saria. Nem em todo o altar e nem na bacia de sangue que ela fotografou. Estavam muito perto. As fotos deixavam perfeitamente claro. Em nenhum lugar essas pequenas sete cordas atadas apareciam até que o fotógrafo forense tirou as fotos várias horas depois de Saria.

Quanto tempo levou Saria e Bijou para fazerem o trajeto de volta a pousada e dizer a Drake? Drake trouxe um gerador e as luzes à cena do crime. Precisou recolher esses itens e fazer seu caminho de volta. O assassino esteve lá o tempo todo? Se viu Saria tirar as fotos da cena do crime e em seguida, terminou sua cerimônia? Bijou esteve lá também. O quanto próximo das mulheres esteve?

Saria e Bijou devem ter interrompido a cerimônia ritual que o assassino realizava após cada assassinato. A compulsão foi tão forte que ficou escondido no pântano e então, depois que as mulheres saíram, terminou seu ritual. Essa seria a única resposta à discrepância entre as fotografias.

Seu coração reagiu a suas conclusões, ficou um pouco louco com a ideia que Saria ou Bijou estivessem tão perto de um assassino em série meticuloso. Passou a mão sobre a boca de repente seca. Teria que argumentar com Saria quer ela gostasse ou não, e tentaria salientar que não só colocou sua vida em perigo, mas a de sua amiga também.

O assassino tinha bolas. Provou isso muitas vezes. Assassinou sua vítima, tomando seu tempo colhendo os ossos e em seguida, realizou seu ritual bizarro onde outros poderiam vir sobre ele a qualquer momento. O fato de que poderia ser descoberto não parecia incomodar o assassino em tudo.

Remy pegou a fotografia que Saria fez de todo o altar, comparou com o imagem do fotógrafo forense . O coisa mais interessante de tudo é que o altar não continha uma única mancha de sangue. Nem qualquer um dos objetos, assim Remy estava certo que o altar foi construído após o assassinato e a colheita de ossos. Mas... Remy estudou as imagens. Não havia uma única gota de sangue no solo do altar. A cena era bagunçada, todo o altar e além dele, mas não o terreno onde o altar foi construído.

— Ele o cobriu. — Disse em voz alta. — Deveria ter coberto o chão onde faria o altar. Ele não queria respingos de sangue em seu precioso altar.

Remy suspirou novamente. Não estava mais perto de conseguir compreender o assassino. Mesmo as fotos e os arquivos que o FBI enviou dos assassinatos anteriores não estavam ajudando. Não fazia uma ideia de nada sobre o significado do altar. Parecia ser um ritual de vodu, mas se era, era algo que nunca se deparou em todos os seus anos no pântano. Vodu era uma parte de sua comunidade e respeitava aqueles que o praticavam. Seja o que for que o assassino estava fazendo não era nada a ver com o vodu que conhecia.

Inalou lavanda e quase antes que pudesse processar o cheiro e ouviu o murmúrio varrendo a área de entrada. Um assobio baixo de um individuo insaciável o fez virar a cabeça, seu coração deu um rápido salto e seu pau empurrou com esse aroma familiar.

Bijou passou pela sala, cabeças viraram quando caminhou em direção a ele. Estava vestida com um jeans que abraçava suas curvas amorosamente e uma blusa cor de rosa simples que parecia tão elegante como sempre. Sua nuvem de cabelo espesso foi puxada para trás em uma longa trança complicada, mas mechas escaparam e enrolaram em volta do rosto, tirando a atenção de sua estrutura óssea, pele impecável, olhos e boca bonitos além da imaginação.

Remy praguejou sob sua respiração. Por que precisava ser tão malditamente sexy? Não podia andar como uma mulher normal? Deveria estar ciente de que estava rodeada de homens olhando de soslaio para ela, mas os quadris dela balançavam e estava com aquele sorrisinho fixo em seu rosto, que o deixava louco. Seu leopardo saltou para a direita junto a seu coração. Era realmente de tirar o fôlego. Não podia culpar os outros homens por ficarem boquiabertos, mas não precisava gostar, e seu leopardo odiava. O animal arranhou e rosnou. Bijou Breaux certamente trazia o animal nele cada vez que se aproximava.

Balançou a cabeça e se levantou. Sabia que o pequeno sorriso nunca alcançava seus olhos. Parecia com muito dinheiro, um pouco arrogante, indescritível e completamente inatingível. Também estava com seu olhar colado a ele, fazendo-o sentir como se fosse o único homem na sala. Seu cavaleiro branco correu para o resgate quando ela nem sabia que precisava ser resgatada.

Seu coração fez uma dança louca em seu peito. Bijou poderia chegar à frente de milhares de pessoas em um palco e cantar seu coração, sabia, assistiu a alguns de seus concertos no YouTube. Ela detestava ser Bijou Breaux em pessoa. Parecia relaxada, mas a conhecia melhor. Ele a conhecia. Podia lê-la, e entrar numa sala de delegacia de polícia era difícil para ela com tantos olhando. Estava com os olhos sobre ele porque podia sentir através dele. Estava fingindo que não havia mais ninguém ao redor. Ninguém além dele.

Remy percorreu a distância entre eles com passadas longas e propositais, seus olhos segurando os dela. No momento em que a alcançou, uma mão rodeou a nuca do pescoço dela, enquanto se inclinou para roçar um beijo na têmpora, demonstrando sua reivindicação, também indicando que estava sob sua proteção, trazendo-a perto do abrigo de seu corpo. Quando levantou a cabeça, seu olhar formidável varreu toda a sala, colocando todos de volta ao trabalho instantaneamente.

Seu leopardo estava perto da superfície, a coceira debaixo de sua pele, sua mandíbula doendo e sentindo os dentes mais nítidos em sua língua. Estava com a sensação de que seus olhos estavam na forma de gato, brilhando enquanto mudavam de cor. Ele a inalou, sem se importar que seus colegas de trabalho o vissem agir desta forma em direção a uma mulher. Queria que vissem e compreendessem o aviso que estava dando a eles.

— Blue. — Deliberadamente a chamou pelo apelido, tornando-se íntimo. Conectando-os. — Você trouxe as cartas para mim.

— Você me deu uma ordem. — Ela não olhou para a esquerda ou para a direita, mas manteve o olhar no rosto dele.

A voz sensual dela enviou calor através de seu corpo. Obviamente, não demorou muito para atingi-lo ou a seu leopardo. — Isso é um fato, — concordou, envolvendo seu braço em torno da cintura dela e a conduzindo de volta a porta. — Vamos fazer isso durante o almoço. Estive aqui a noite toda e me esqueci de comer esta manhã.

No momento em que tocou a pele dela, eletricidade arqueou entre eles. Sentiu-a correndo através de seu corpo e saltando para trás para o dela. A batida do coração dela ecoou nele. Seu leopardo empurrou-o com força. Empurrou para trás, tomando o controle rapidamente.

— Isso não é bom para você Remy, — disse, a carranca dela chamando a atenção para o lábio inferior cheio. — Você precisa de alguém que cuide de você.

— Você se habilita para o trabalho? — Os olhos azuis dela escureceram e seus cílios varreram para baixo, ocultando sua expressão. — Ouvi dizer que você é bem mandão. Tenho medo que não faria muito bem nessas circunstâncias. Tenho problemas com pessoas autoritárias.

Ele se viu rindo. Lembrou-se de dizer muita coisa a ela quando estava com cerca de treze anos e arrastou ela e Saria de um festa no bar de seu pai. Havia ido para casa para uma breve visita e pegou as duas no bar. Ela foi atrevida, e deu a ela um sermão quando a levou para a pousada de Pauline. Levou as duas meninas lá, certo que se comportariam com Pauline quando não fariam com mais ninguém.

— É a verdade.

— Nunca reconheci qualquer um que poderia ser uma figura autoritária realmente. — Bijou contradisse com sua voz rouca, sexy, que derretia o homem dentro dele.

Passou seu punho ao redor da longa trança grossa dela e a puxou para evitar beijar aquela boca tentadora. — Você não está olhando nos lugares certos Blue. Abra os olhos.

Ela riu, um som suave, sensual que foi direto para sua virilha. Risonho, tão inesperado e tão diferente de Bijou, mas tão sexy como sua voz.

— Estou com medo de fazer isso Remy, especialmente se está solicitando para o trabalho. Você seria... Mandão. — riu de novo, enviando sangue quente e suave para as partes baixas de seu corpo.

— Você passou muito tempo com a minha irmã, — Remy apontou, e parou na frente da porta do pequeno café apenas abaixo da delegacia.

Bijou endureceu e parou abruptamente.

— Você quer comer fora? Em um restaurante? Em público?

— Onde mais? — Apertou seus braços sobre ela. — Você está segura comigo.

Bijou encolheu os ombros. — Se é isso que você quer, mas não estou tão certa de que você está seguro comigo.

Remy abriu a porta e ela deslizou para dentro, imediatamente parou de lado esperando por ele quando girou a cabeça e um murmúrio começou a se elevar no café. Pessoas a reconheceram. Como não poderiam? O rosto dela foi estampado em todos os tabloides por anos e agora era famosa por si mesma. Seu rosto ficou calmo, sereno. Apresentava um pouco de arrogância, uma expressão não-me-toque, a mesma que usou quando entrou na delegacia.

Remy aproximou, e ela colocou seu corpo contra o dele, abaixo do ombro, quase sem pensar conscientemente. Colocou seu braço ao redor dela consciente para que todos no estabelecimento que o conheciam e também a maioria dos clientes considerariam isso um gesto de posse. Bijou, obviamente, considerou como um gesto casual e relaxou contra ele.

— Cabine ou mesa Remy?

Remy sorriu carinhosamente para a garçonete de pele escura com olhos brilhantes e um sorriso pronto. — Uma cabine se você tiver Thereze, algum lugar onde possamos sentar onde ninguém vai notar a gente.

Thereze soltou uma gargalhada. — Acho que é um pouco tarde para isso Remy.

Olhou ao redor, e dezenas de telefones celulares estavam no ar tirando fotos. Soltou um suspiro, muitos daqueles que estavam no café começaram a passar mensagens de texto furiosamente.

— Sigam-me e farei meu melhor.

Thereze atirou a Bijou um sorriso sobre seu ombro enquanto os levava através do café para a parte de trás. — Antes de sair, você vai ter que autografar algo, mesmo que seja um guardanapo, para meu marido Emile. Ele é o cozinheiro aqui e confie em mim querida, é o seu maior fã.

Bijou assentiu. — Claro. Ficaria feliz em fazer isso.

— Talvez uma foto com ele para colocar na parede, — Thereze acrescentou. — Nós possuímos este lugar , e estaria na lua se fizesse isso por ele.

O corpo de Bijou roçou o dele. Remy olhou para ela. Seu sorriso fixo no lugar e genuíno, mas a tensão em seu corpo desmentia sua expressão.

— Não há problema, —concordou, mas sua voz rouca caiu outra oitava.

Remy esperou até que estivessem sentados, estavam com os menus e Thereze apressou para levá-los água e pão. — Será que realmente a incomoda ter sua imagem com Emile? Eu o conheço há quase toda a minha vida e é um bom homem.

Bijou encolheu os ombros, evitando seus olhos, olhando para o cardápio. — Claro que não. Disse que faria não foi?

Parecia casual e doce, mesmo aos seus ouvidos altamente treinados. Ainda assim, não acreditava nela. Estendeu a mão sobre a mesa, empurrando para baixo o cardápio com uma mão e inclinando lhe o queixo com a outra, forçando a cabeça para cima, para que os vivos olhos azuis encontrassem os dele.

— Diga-me. Estou bem com seu papo furado com alguém que você sente que precisa, mas não comigo. O que é isso?

Seu olhar vagou sobre seu rosto observando-o. Decidindo. Houve um momento de hesitação, mas se recusou a liberá-la. Simplesmente esperou.

— Não me importo em tirar foto com alguém, —disse com sotaque carregado. — Mas você não tem ideia do que uma imagem pode fazer. — Ela deu de ombros. Não me importo. Se a comida é boa, vai valer a pena.

Aquele pequeno meio sorriso, tão secreto lhe disse que não estava exagerando.

Algo estava para acontecer uma vez que tirasse uma foto com Emile.

Não vou deixá-la aqui sozinha Blue, — assegurou. — Seja o que for, não está sozinha.

— Diga- me isso depois que fique aqui por poucas horas.

— Horas? — Ela assentiu com a cabeça. — As boas pessoas vêm em primeiro pedindo por um autógrafo. Então, os mais ousados pedindo uma foto. E, em seguida, os que acreditam que lhes devo alguma coisa porque ouviram a música de Bodrie, ou a minha. No meio de tudo isso, vai ficar realmente feio com aqueles que querem me dar sermão e me dizer que nunca tive talento e estou patinando na fama de meu pai. — encolheu os ombros novamente.

Soltou o queixo, franzindo o cenho. — Se realmente acontece, por que diabos você está andando por aí sem um maldito guarda-costas?

Seus longos cílios tremeram por um momento, e depois levantaram. Seus olhos azuis riram dele. — Pensei que estava correndo por aí com um guarda-costas.

— Estou falando sério.

Thereze colocou dois copos de água em frente deles e uma xícara de café para Remy quando levantou uma sobrancelha para Bijou consultando.

Bijou sorriu para ela quando balançou a cabeça.

— Esqueci o quão forte é o café em New Orleans, — admitiu. — O calor e o café.

— E os mosquitos, — Thereze acrescentou.

Bijou acenou com a cabeça novamente em acordo. — Os mosquitos, embora notei que não me incomodam tanto quanto a outras pessoas. É raro algum me picar. Algo a ver com o meu sangue, ou meu perfume. Seja o que for, estou feliz com isso.

— Algo mais? — Perguntou Thereze.

— Estou bem, obrigado. — Remy esperou até que a garçonete se afastou. — Blue, por que você sai por aí sem um guarda-costas se as pessoas agem desse jeito? — Ele não estava prestes a deixá-la escapar. Ela não podia provocá-lo e sair sem explicação. Queria uma resposta. Era tão evasiva como o vento, mas não com ele. Nunca com ele. Recusava-se a aceitar suas evasões.

Bijou suspirou. — Esqueci quão implacável você é quando quer alguma coisa.

Ela ficou em silêncio, distraída mexendo seu café com uma colher. Remy esperou. Possuía a paciência de um leopardo na caça e sempre a usou ao interrogar um suspeito. Bijou era como um animal selvagem, cautelosa, não certa em quem confiar. Seria esse homem.

Finalmente olhou para ele, o olhar dela mais uma vez, movendo-se sobre seu rosto como se procurando alguma coisa. — Estou vindo para casa Remy. Quero uma casa e essa é minha última posição. Estive lutando por tanto tempo e estou simplesmente cansada. Não estou gravando ou fazendo mais shows. Quero ter uma vida calma, pacífica. Preciso cantar, é por isso que comprei o clube, mas preciso de uma casa. Encerrei com as viagens.

— Você é muito bem sucedida como cantora.

Ela lhe enviou um breve sorriso. — Sim. Não posso dizer que o negócio não era bom para mim. Nada na escala do Bodrie, mas certamente mais do que a maioria e sou grata. Realmente sou. Acho que precisava provar para mim mesma que poderia fazê-lo, e fiz. Só quero voltar para casa agora.

Ele não piscou. Não tirava os olhos dela, forçando-a a manter seu olhar. — Por quê? Não estou comprando a tranquila vida pacífica Blue. Nem por um momento.

Rubor penetrou o rosto dela e por um momento seus olhos azuis se afastaram dos dele, a pluma de cílios velando sua expressão. — É parcialmente verdade Remy. Não sei mais o que dizer. Passei muito tempo lutando uma batalha perdida, tentando fugir de Bodrie. Aprendi que era uma tolice sequer tentar. Qual era o ponto? Ele era meu pai. Não era o monstro que pensei, ou o ídolo que outros pensavam. Não tenho mais dez anos desesperada pelo amor de meu pai.

— Todo mundo precisa de amor e família Bijou, — disse Remy.

Ela apertou os lábios. — Preciso de paz. E uma casa. Não sou ele. Tenho um voz, mas optei por não ser roqueira. Não preciso inventar desculpas ou ficar com raiva. Não preciso tentar agradar a ninguém. Foi uma longa estrada para aprender as coisas que a senhorita Pauline tentou me ensinar tanto tempo atrás. Sendo honesta, não gosto desta vida. Quero uma diferente.

— Senhorita Pauline tentou nos ensinar todas as coisas que demoramos muito para aprender, — Remy disse. — O guarda-costas, —incitou suavemente.

Estava escondendo alguma coisa dele. Ela mesmo admitiu isso, mas não estava revelando qualquer outra coisa, não tão sedo. Não podia culpá-la. Não o viu em anos. A estranha conexão que sentia por ela quando era jovem foi a necessidade de proteger a criança. Agora, estava crescida e seus sentimentos eram tão intensos que mal podia controlá-los.

— Se pareço uma pessoa normal em todos os locais vão me aceitar dessa maneira. Eventualmente, ninguém vai pensar uma coisa sobre mim andando pela cidade por mim mesma, e vou ter minha vida de volta. — Bijou pegou o cardápio, claramente acabando a conversa. — O que é bom aqui?

Ele a deixou fugir com isso, mesmo que não concordasse totalmente com ela. — Tudo. Emile transformou este pequeno café em um lugar primordial para comer. — Remy tomou um gole de café e se permitiu realmente olhar para ela. — Você é muito bonita Blue. — Foi a simples verdade, crua e não viu nenhuma razão para fingir o contrário.

Olhar para ela era doloroso, e não só porque fazia seu corpo doer. Estava muito consciente dos outros homens na sala e a forma como as pessoas estavam boquiabertos por ela. O leopardo nele rosnou e arranhou seu intestino. Achou necessário respirar fundo para manter o animal calmo enquanto bebia dela.

— Obrigado Remy. Aprecio você dizendo isso, mas você está encarando.

— Estou bem ciente disso. Estou pensando que precisa se acostumar com isso.

Ambos esperaram até que Thereze levasse seus pedidos. Uma vez que a garçonete se foi, Bijou abriu a boca para responder, mas Remy deu um pequeno aceno de cabeça e, sem pedir nada, parou. Seu leopardo estava ali ainda. Enrolado. Pronto. A grande coluna flexionada. Remy cheirou a menta e o refrigerante. Virou a cabeça e observou duas meninas se aproximarem. Adolescentes. Ambas estavam nervosas, o medo e a emoção saindo delas em ondas.

Remy estava bem ciente da profunda respiração que Bijou tomou quando virou a cabeça para as meninas, um sorriso acolhedor curvando seus lábios macios.

— Podemos ter seu autógrafo? — Uma perguntou, enquanto a outra olhava como se fosse desmaiar.

— É claro, — Bijou respondeu prontamente. Ela pegou a caneta oferecida e a agenda.

— Qual é seu nome? Você mora aqui em New Orleans?

— Sou Nancy, Nancy Smart, e essa é minha prima, Alexandria. Nós duas moramos aqui, — Nancy respondeu. — Nós fomos para seu show em Lafayette. Foi muito divertido.

— Isso foi divertido para mim também, — disse Bijou quando escreveu na agenda. O show Lafayette foi como voltar para casa e estar com pessoas que conheço depois de viajar tanto.

— Ouvi dizer que comprou um lugar aqui. Vai cantar lá? — Nancy aventurou enquanto pegava a agenda e a abraçou. — Menor de idade pode entrar?

— Essa é uma boa pergunta. Vou pensar em como podemos fazer algumas noite especiais para todos, — disse Bijou. — Obrigada por mencionar isso.

Nancy sorriu. — Espero que você faça.

As duas meninas quase tropeçaram uma na outra rindo quando correram de volta para sua cabine. Bijou torceu os dedos juntos e lhe enviou um pequeno sorriso. — Sinto muito.

— Não se desculpe. Isso vem junto.

— Espero que ainda possa manter os mais jovens me ouvindo, — disse ela. — O tipo de música que amo não é sempre a mais popular com eles.

Sua voz quando falava era incrível. A mistura de rouquidão e calor sensual deslizando debaixo de sua pele e o acariciando como se fossem os dedos.

— Você trouxe as ameaças contra você?

Assentiu com a cabeça e tirou um pacote da bolsa dela. A pilha de cartas estava com no mínimo seis centímetro de espessura e estava em um saco plástico. — Estas são as que estou mais preocupada. Há muito mais, mas estas são as piores. Meu agente disse para mantê-las dentro de alguma coisa para manter as impressões digitais. — Empurrou o pacote através da mesa com um dedo. — São todas suas. Espero que se divirta lendo. Você vai realmente precisar de um bom senso de humor.

Os dedos dela brincavam com o copo com água, ocasionalmente fazendo círculos.

— Bijou. — Remy usou sua mais baixa voz, mais com comandando. — Olhe para mim.

Os cílios levantaram e o impacto daqueles olhos azuis espertos bateu duro. — Tem alguém ou alguma coisa de que você tem medo? — Ela não respondeu, mas viu a resposta nos olhos dela. Você pode me dizer. Basta dizer isso.

A mão dela foi defensivamente para sua garganta, para a corrente de prata fina que caia sobre o decote da blusa que usava, quase como se aquela corrente fosse um talismã.

— É muito bobo. Estou um pouco paranoica. Pensei que se ficasse com uma amiga, com Saria, podia resolver as coisas. Ela é muito ligada à terra.

Resistiu à vontade de cheirar sua opinião sobre isso. A verdade é que, de todos os caminhos selvagens dela, Saria estava estabelecida e era uma amiga leal.

— Costumava receber algumas ameaças antes da morte de Bodrie, nada realmente assustador, apenas que não sabia ser uma boa filha para meu pai como deveria e por isso aprenderia algumas duras lições. — Apontou para o pacote. — Poderia reconhecer seus padrões. Está escrevendo para mim por um tempo muito longo. Quando comecei a cantar aquilo que gosto, começou. Eu não tenho talento. Não deveria tentar tirar proveito do nome do meu pai e se não parasse me encontraria numa posição perigosa.

Fechou a boca abruptamente e, apertou os lábios com força quando Remy balançou a cabeça com mais duas pessoas se aproximando. Desta vez foi um casal. Pareciam estar nos seus sessenta anos.

— Minha senhora. Senhorita Breaux? — O homem estendeu um guardanapo. — Você se importaria de autografar isso para nós? Senhor e Sra. Chambridge.

A mulher sorriu , hesitante. — Nós tentamos ir a todos os seus shows.

— Temos todas as suas músicas, — Sr. Chambridge acrescentou.

— É claro, — Bijou disse. — Ficaria mais do que feliz em lhe dar um autógrafo. Não posso acreditar que vocês foram tão amáveis em ir aos meus shows e me apoiar.

Como se ela tivesse aberto o portão para um mansão sofisticada e convidassem, todos os outros no café se levantaram rapidamente e se aproximaram empurrando guardanapos, papéis, camisas, e até mesmo uma mochila para Bijou assinar. Ela não hesitou, mas foi graciosa e doce com todas os pessoa que rodearam a mesa e se aglomeram em torno deles. A temperatura subiu rápido. Remy se viu querendo mandar todos de volta para seus lugares longe dela, especialmente aqueles que tocava nos braços e ombros, ou “acidentalmente” escovavam o cabelo dela.

Foi como se as comportas tivessem sido abertas, e lá estava um caminho sem volta. Remy começou a se sentir desconfortável. Seu leopardo rosnou e passou por ele tão perto que sua pele coçava e podia sentir a pele ondulando abaixo da superfície. Quanto mais próximo a multidão empurrava Bijou, mais ousado se tornou. Qualquer pessoa que pretendesse prejudicá-la poderia facilmente escorregar para trás e mergulhar a faca em suas costas ou matá-la.

Sua mandíbula doía e a esfregou, tentando acalmar os músculos tensos que endureceram tão rapidamente. Bijou continuou dando autógrafos e conversando brevemente com cada pessoa, e assim como ela previu, os indivíduos se tornaram mais ousados, pedindo para serem fotografados com ela. Bijou posou com o mesmo leve sorriso no rosto. Repetidas vezes. Mais pessoas chegaram ao café, sem dúvida, pelas mensagens de texto de amigos. Dois homens abriram caminho no meio da multidão. Thereze protestou quando tentou atravessar a massa de pessoas para entregar o alimento. Os homens pressionando Bijou foram desagradáveis, queriam seu número de telefone, onde estava hospedada, e quando ela simplesmente sorriu e balançou a cabeça, um amaldiçoou e a chamou de cadela .

Remy se levantou tão rápido que sabia que seu gato estava mais perto da superfície do que ele mesmo imaginava. Seus reflexos foram relâmpagos. Pegou o homem por trás de seu pescoço e o bateu na mesa, segurando-o lá.

— Estou satisfeito com isso. Todos voltem para suas mesas. E você pode se desculpar por sua boca, — acrescentou a seu prisioneiro. Sua voz foi enganosamente baixa. Seus olhos brilhavam definitivamente gato, estava vendo com a visão de um gato. Sua agressão foi dupla. Sabia que sua força refletia a proximidade de seu leopardo.

O homem murmurou um pedido de desculpas quando a multidão rapidamente se dispersou. Remy o deixou se levantar, mas manteve a posse de seu braço. — Eu o conheço. Ryan Cooper. Você veio aqui há alguns anos e trabalha no bar de strip. Sei onde você mora . Se você der a senhorita Breaux qualquer problemas, algum que seja, você vai receber minha visita e não vai ser agradável. Entendeu ?

— Sim, — Cooper disse, e olhou para seu amigo. Remy reconheceu o homem como Brent Underwood. Só conhecia Underwood, porque o homem saia com um dos Shifters, Robert Lanoux Underwood rapidamente desviou o olhar.

Remy soltou Cooper abruptamente. Cooper cambaleou para trás dois passos e saiu, quase correndo do café. Remy o observou ir, seguindo seu progresso na rua, pronto para qualquer coisa. Cooper era um fanfarrão. Fornecia drogas para os clientes e permitia meninos menores de idade às vezes entrar no bar, se tornando dependentes cedo, após horas de sexo e drogas. Remy fez uma nota mental para falar com Robert sobre Cooper e Underwood.

Thereze deixou a comida na mesa.

— Sinto muito, — disse Bijou. — Às vezes isso acontece e atrapalha tudo.

— Sugiro que saiam pela cozinha quando estiverem prontos para ir, — disse a garçonete. — Essas pessoas são loucas.

Remy se sentou em sua cadeira, grato e manteve uma cara séria. Thereze foi a primeira pessoa que solicitou um autógrafo e foto.

— Se você fosse meu guarda-costas oficial Remy, seria processada a cada dez minutos ou algo assim, — Bijou disse, e então deu um sorriso genuíno, que iluminou os olhos. — Só dizendo.

— Ele veio com isso, — Remy praticamente rosnou. — Pode manter suas opiniões para a si mesmo.

— O problema é esse, meu amigo... — Bijou se inclinou sobre a mesa e colocou uma mão sobre a dele, — as pessoas provavelmente gravaram cada movimento seu, só porque estava comigo. Você é um policial. Não pode tratar as pessoas dessa maneira. Você vai ficar muito feliz se não acabar no YouTube.

— Diga-me mais uma vez seu raciocínio descuidado por não ter um guarda-costas. — Seu leopardo não estava caindo rápido o suficiente. Estava com desejo de jogá-la sobre o seu ombro e levá-la para fora do café. O que aconteceria depois disso, não se atrevia admitir até para si mesmo.

— Você não mudou muito, — Bijou disse, e colocou comida em seu prato.

— Não sou o mesmo garoto Blue. — Prendeu-a com os olhos. Os olhos de leopardo, olhando direta e completamente focado em sua presa. — Mudei. Se pegasse você na casa de seu pai, eu o surraria e o teria jogado na cadeia por abuso infantil. Chamaria os federais e eles limpariam o departamento como deveria ter feito todos aqueles anos atrás. Assim nem por um minuto acredite que sou o mesmo idiota que deixou você lá. Agi como um covarde deixando você com ele.

Seus lábios, tão cheios e tentadores, franziu a testa. — É isso que pensa Remy? Que você era um covarde? Primeiro, não me deixou com ele, você me levou a Pauline naquela noite. Salvou a minha vida. Isso é o que fez. Você me salvou. Nem por um minuto acredite que estaria aqui sem você, porque não estaria.

Ela não recuou quando juntou a camisa dela na mão, a fúria praticamente cresceu novamente com o pensamento de uma criança vivendo por conta própria.

— Eu não estaria aqui sem você Remy, — repetiu, a honestidade em sua voz.

— Maldição do inferno Blue, você vai nos trazer problemas, se continuar assim. Por que diabos você não tem medo de mim? Você não tem bom senso.

— Quem disse que não tenho medo de você? Você é um homem muito assustador. Até eu posso ver isso. Coma. Você pulou o café da manhã.

Obrigou-se a afrouxar seu aperto sobre ela. O que iria fazer? Arrastá-la para o outro lado da mesa, sair e devorá-la? Podia ser que quisesse, mas aprendeu a se controlar. Apenas precisava de uma pausa dessa leve tentação de lavanda.

— Estou com fome, — admitiu. Não se importando se ela lesse seu verdadeiro significado.

Evidentemente, não estava com problemas em traduzir. O rubor foi impecável na pele dela. — Apenas coma Remy. Todos estão encarando a gente.

Suspirou e deu uma mordida. A comida era picante e tão boa quanto lembrava. Emile era um chefe extraordinário. — Os jantares são ainda melhores. Não pode fazer uma reserva aqui, e as pessoas esperam horas por uma de suas refeições.

— A comida é marcante, — Bijou concordou. Ela enviou-lhe um pequeno sorriso. — Preciso admitir, adoro comer boa comida.

— Esse é um dos perigos de estar em Nova Orleans. Amamos boa comida, música e diversão.

— O que significa que tenho que trabalhar diariamente, — Bijou disse, — mas se posso comer este tipo de alimento, bem, vale a pena.

O olhar de Remy caiu para o pacote de cartas. — Você estava me dizendo por que de repente, depois de todo esse tempo, tornou-se inquieta com essas ameaças.

Bijou fez uma careta para ele sobre seu garfo. — Você é como um pit bull.

Acenou com a cabeça solenemente. — Orgulhoso disso também.

— Bodrie possuía várias propriedades ao lado da mansão e as herdei juntamente com os direitos autorais da música dele, da gravadora e tudo mais. Uma das propriedades era um acampamento que gostava de ir para a festa. —Levantou a cílios e houve um leve humor nos olhos dela. — Porque, você sabe, ele não fazia festas o bastante em qualquer um dos hotéis, na casa dele ou em qualquer outro lugar.

— Pobre homem. Não posso imaginar Bodrie Breaux ficando por muito tempo em um acampamento, mesmo que tivesse todo o luxo. Um enxame de mosquitos e estaria fora de lá.

— Então, é verdade. Essa era a sua queixa número um. Mas gostava de jogar com sua herança Cajun. Quase sempre estava com um equipe de filmagem com ele para documentar a necessidade dele de voltar às raízes. — comeu outra garfada, mastigando pensativamente enquanto olhou para Remy. — Fui ao acampamento há poucos dias e havia um enorme olho pintado nas paredes internas. As primeiras vezes que vi o olho, pensei que fosse uma brincadeira infantil. Tipo, ‘estou vendo você’, mas cada uma das propriedades estava com o olho pintado em uma parede, incluindo a mansão. Não tenho ido lá, mas os funcionários disseram que alguém arrombou e arruinou a parede na entrada.

— E então? — Remy solicitou quando ela se calou.

— Na cabana, alguém deixou um animal morto, morto dentro da casa, junto ao olho. Foi tudo muito dramático com ‘você é a próxima’ escrito com o sangue do animal. Tirei fotos apenas no caso de que fosse uma ameaça real e não um idiota tentando chegar aos tabloides.

Praguejou sob sua respiração. — Bijou, que diabos você estava pensando esperando tanto tempo para vir a mim com isso?

— Não queria ser salva de novo, — admitiu com relutância. — Odeio que você me veja assim, na necessidade de resgate.

Resistiu ao impulso de amaldiçoar de novo. Ela trouxe para fora seus instintos de proteção, não havia como negar isso, mas dane-se tudo, ela estava com oito anos. — Diga- me o resto.

Soltou a respiração quando olhou para ele. Remy não pôde deixar de rir. — Agora, essa é a garota que me lembro. Ninguém pode duplicar essa aparência exata. Sinto muito estou chateando você Blue...

— Certamente soa como isso, — contradisse, pousando o garfo para estudar o rosto dele.

Sua mão foi para a corrente fina de prata que usava, os dedos enrolando em torno dela. Torceu-a distraidamente, trazendo o pingente para fora do decote de sua blusa, dando um olhar de vez em quando na obra artística. Parecia cara e parecia uma joia que algum homem muito interessado daria a ela como presente.

— Você pode estar certa. Apenas me diga tudo agora, porque eventualmente vou tirá-lo de você. — Estendeu a mão sobre a mesa, incapaz de parar outra perda de controle que ela causava e puxou a corrente de prata até que o pingente ficou completamente exposto.

A peça era redonda, tridimensional e bonita. Reconheceu o trabalho de Arnaud Lefevre, um escultor de renome, que fazia peças rara de joias também. Fez dezenas de milhares de joias e centenas de milhares de esculturas para as pessoas. Em uma das galerias mais prestigiadas de New Orleans se encontravam suas obras. Ocasionalmente, Arnaud visitava várias galerias de todo o mundo exibindo sua arte e sempre foi um evento de gala.

— Onde você conseguiu essa peça?

— Arnaud deu para mim, — disse Bijou. — Não é linda?

— Vocês dois estão saindo? — Perguntou, o questionamento casualmente, mas não estava se sentindo casual.

Ela franziu o cenho e colocou o garfo. — Pensei estávamos falando sobre as ameaças a mim.

— Estávamos. Agora estamos falando de você andar com Arnaud Lefevre.

 

Bijou estudou Remy completamente, o rosto estava inexpressivo. Os olhos dele estavam estranhos, indo de um azul cobalto brilhante para um tom mais profundo de verde que quase brilhava. Parecia perigoso. Seu olhar estava focado nela, sem piscar, hipnotizante e um pouco emocionante. Ela se encontrou olhando para ele, incapaz desviar o olhar. Remy possuía uma presença de comando. Exalava absoluta confiança. Não havia enrolação com ele. Era ainda mais duro e firme do que se lembrava.

Remy verdadeiramente a fascinava. A maior parte de sua vida pensava nele. Com todas as suas adversidades, esteve lá, forçando-a fazer seu melhor, acreditando nela, mesmo se tivesse sido fantasia de uma criança. Ele se tornou seu cavaleiro branco, o homem que cobrava e a salvou em sua hora mais escura. Ela se agarrou a sua crença nela. As palavras que disse a ela tornaram-se o seu mantra para viver. Acreditava que era forte, não uma covarde e que fez o seu melhor quando criança para viver, por sua confiança nela. Nunca quebrou sua promessa a ele. Nem uma vez, não importa quanto foi tentada.

Era tão bonito, de uma forma muito masculina. Não havia nada feminino sobre Remy, exceto talvez seus cílios. Seus ombros eram largos e a faixa de músculos definidos, ondulavam cada vez que se movia. Flertou, em como poderia ajudá-la, ele flertou volta. Estranhamente, estava mais à vontade com ele do que já esteve com alguém.

— Arnaud é um amigo. Admirava seu trabalho e comprei uma de suas esculturas há vários anos em uma galeria em New York. Estava expondo lá e o conheci. Ele, aparentemente, desfruta de minha música.

— Todo mundo gosta de sua música.

— Se você está achando que ele é um perseguidor, ou faz as ameaças de morte, pode pensar de novo. Ele tem meu número privado e pode me chamar a qualquer hora. preciso mudar o número a cada dois meses e envio para ele. O pensamento de que o elegante Arnaud Lefevre como um homem que vai para os pântanos e pinta olhos nas paredes de edifícios é risível.

Remy fez uma careta. — Não tenho seu número. Por que isso?

Risos borbulhavam. Raramente sentia vontade de rir, mas por alguma razão quando ela estava com Remy, sentia-se feliz. — Você quer meu número privado?

Uma pequena emoção a varreu quando assentiu. Esforçou-se para suprimí-la quando estendeu a mão para o telefone. Ele parecia tão sério. Sua mão tremia enquanto pegou o celular dele e colocou seu número antes devolvê-lo .

Remy olhou para baixo e sorriu para ela. — Blue?

— Meu nome está em código para o caso de alguém ficar com seu telefone. — Enviou um sorriso fraco.

Bijou foi usada com falsa adulação. Pessoas gostavam dela e queriam estar ao seu redor por causa de quem era, A filha de Bodrie ou porque era uma cantora popular. Não queria isso de Remy, e ele não era esse tipo do homem. Remy a fez sentir como se a conhecesse, como se pudesse ver dentro dela onde ninguém jamais olhou.

Voltou para casa pelas razões que disse a ele, mas era mais do que isso. Nunca foi capaz de se conectar com um homem, confiar em um homem o suficiente para chegar perto. Havia sempre Remy, e nenhuma uma vez esqueceu a imagem dele em sua infância. Era seu herói, a maior parte de sua vida comparou cada homem que esteve com ele. Sabia que possuía problemas de confiança. Nem sempre ficava com os homens, suas lições de comportamento e a falta de lealdade foram adquiridas muito cedo. Mas havia Remy... Ele foi o único homem que já esteve ali por ela, o único homem que se importava o suficiente para perder seu temperamento quando fazia algo muito, muito estúpido.

Por que precisava ser tão malditamente lindo? Não estava preparada para isso.

— Ter dinheiro ou fama, ou ambos, não garante que um homem é bom Blue, — Remy disse. — De todas as pessoas, você devia sabe disso.

Pegou a corrente fina e segurou. O que deveria dizer? Ele achava que ainda estava com oito anos e não era tão brilhante? Aprendeu essa lição anos atrás. Antes que pudesse pensar uma resposta Remy pegou a pilha de cartas protegidas com plástico que ela lhe entregou e virou o pacote mais e mais.

— O que está aqui assustou você tanto que fez você voltar para casa?

Ele a fez soar como um coelhinho. — Sua irmã disse que quando põe uma coisa em mente você é mais irritante. Estou começando a acreditar nela.

Ele se inclinou sobre a mesa, os olhos azuis cobalto a mantendo cativa. Era absolutamente hipnotizante. — Não, você não. Você me acha charmoso.

Seu coração fraquejou. Um milhão borboletas levantaram voo em seu estômago. Estava tão certa que poderia voltar para Nova Orleans e descobrir que seu herói de infância foi realmente uma invenção da sua imaginação. O Remy real era de longe mais potente e sexy do que sempre concebeu. Era maior que a vida. Protetor. Engraçado. Inteligente. Tudo que poderia querer em um homem, e que foi totalmente inesperado .

— Suponho que se poderia chamá-lo charmoso, — ela concordou sua voz lenta, relutante. Todo o riso borbulhou perto da superfície. Gostava de passar um tempo em sua companhia. Mais, ele a fez se sentir segura, e não se sentia segura em um longo de tempo. Ocorreu-lhe que poderia estar apaixonada.

— Blue. — Voz de Remy foi muito baixa, um golpe suave sobre a pele. — Eu me divirto com o jeito que você está olhando pra mim, mas quero uma resposta. De que você tem medo?

Forçou sua mente a se concentrar em sua pergunta ao invés de seu tom sexy. O que significava não olhar diretamente para ele. Descobriu que realmente amava seu rosto, a mandíbula forte com a sombra mais escura e seus quase estranhos olhos de gato. Bijou se levantou brevemente. Sentiu-se um pouco como uma adolescente com sua primeira paixão. Realmente não experimentou essa fase e foi desconcertante descobrir que estava experimentando neste final de encontro.

— Por duas vezes, quando era adolescente, vivendo na mansão com Bodrie, tive uma briga grande com ele. Um olho gigante foi pulverizado na parede do meu quarto com uma lata de tinta spray vermelha. Poucos meses depois que Bodrie morreu, encontrei o olho desenhado no chão no meu quintal da frente com a mesma tinta spray vermelha. Foi perturbador, mas não tão assustador. — Ela empurrou ambas as mãos pelos cabelos e se sentou em sua cadeira.

Como explicar para aquele olho a sondando por que não foi mais proativa sobre as ameaças de morte? Cresceu em torno deles. Perseguidores foram parte de sua infância. Quando adolescente e enquanto frequentou a faculdade, lidou com ameaças e perseguidores em uma base regular. Nove em cada dez vezes, as ameaças acabavam sendo alguém tentando assustá-la, porque dava as costa quando lhe convidavam para sair.

— Ameaças e perseguições foram comuns quando criança estando com Bodrie. Queria viver uma vida normal.

Remy rosnou. Não havia outra palavra para isso. O som era assustador. Seu olhar saltou para o dele. — Como diabos você espera viver uma vida normal, Blue? Você vale uma fodida fortuna. Você é filha de um dos homens mais famosos no planeta e canta para viver. Um pouco de proteção poderia ter sido uma inteligente decisão.

Ela apertou a mão de repente sobre o estômago. — Se você insistir em me insultar Remy, então anote isso. Não vou te dizer nada. — Nunca discutiu sua vida com ninguém. Não era fácil, especialmente com ele. Maldição ele de qualquer maneira. Estava toda apanhada em sua boa aparência e natureza sensual escura, e esqueceu que ele pensava que ela estava com doze anos.

— Obrigado pelo almoço, mas tenho algumas coisas para fazer. — Estendeu a mão para o pacote de cartas.

Os dedos dele algemaram seu pulso, fixando a mão na mesa. — Tenho certeza de que você está muito consciente de que não tenho nenhum problema com o confronto público. Eu não me importo de jogar você sobre meu ombro e levá-la em um lugar mais privado para discutir isso. Você pode imaginar o número de vídeos e imagens que serão colocadas no YouTube?

Olhou para ele, com medo de dizer alguma coisa. Olharam um para o outro por um longo tempo. Ele não piscou uma vez. Nem uma vez. Tornou-se consciente de seu polegar deslizando para trás e para frente sobre seu pulso. Sentia como uma carícia para ela e depois de alguns minutos, não conseguia pensar em qualquer outra coisa, estava tão consciente do pequeno movimento. Seu toque enviou uma onda de calor através de seu corpo inteiro.

— Não deveria ter insinuado que você não é inteligente, — cedeu. — Li os jornais e mais de uma vez seu nome surgiu com decisões que você fez para o negócio. É só que sei muito mais sobre a natureza humana do que você. Vi apenas sobre as coisas feias que um ser humano pode fazer ao outro. Não quero ter a chance com sua vida.

Estava no caminho de se apaixonar. Com todo o dinheiro e sofisticação, a vida que levou, nunca ficou tão atraída por um homem antes, e estava caindo rapidamente por Remy. Ficava se lembrando da atração por seu herói, adorava um homem que se importava o suficiente para estar zangado com ela. Claramente ainda pensava nela como uma criança.

— Está tudo bem. — Experimentou um movimento de seu pulso sutilmente, esperando que ele pegasse a dica e a liberasse para que não fosse tão consciente dele fisicamente.

— Não, não está, — contradisse. — Nós não podemos nos exaltar Blue. Você precisa abrandar e aprender a manter a calma. Perseguidores e quem colocar você em perigo sempre vai me incomodar.

A maneira como olhou para ela com aqueles profundos olhos azuis, tão focados nela, hipnotizando-a , a forma como o polegar se moveu sobre a pele nua, a mandou diretamente para fora do penhasco. Havia um nota de humor combinado com seu sotaque preguiçoso, que acrescentou cambalhotas e tontura à sua queda. Como poderia possivelmente, esperar ser sensível quando ele era tão sexy, sem sequer tentar?

— Eu me recuso a acreditar que estou de cabeça quente, — disse — Agora, por outro lado, tenho certa reputação.

Acenou com a cabeça. — Ganhei, então acredite querida. Diga-me o resto.

— Então não me interrompa, — ela disse.

Bijou estava com a sensação de que o único caminho para se salvar de sua reação ao charme Cajun dele era correr por sua vida. Deve ter inconscientemente, começado a puxar para longe dele, porque seus dedos apertaram como uma algema em volta do seu pulso, mantendo-a imóvel.

— Então não se distancie de mim, — ele admoestou.

Era impossível não rir. — Posso ver porque Saria diz que você sempre atingirá seu caminho. Você é muito persistente e charmoso ao mesmo tempo.

— Obrigado.

Balançou a cabeça. — Isso não foi um elogio.

Ele bateu as cartas.

Bijou suspirou. — Foi a progressão mais do que alguma coisa que me assustou. Estava em Los Angeles quando encontrei a primeira. Então, quando me mudei para estar mais perto da universidade, encontrei a mesma coisa na minha gaveta de calcinhas.

Remy se endireitou. — Estava na sua casa? Em seu quarto?

Assentiu com a cabeça. Foi muito humilhante ter que admitir isso. Nas minhas roupas íntimas. O olho foi desenhado em um short com tinta spray. — Sentiu o rubor subindo em seu pescoço. Não havia nenhuma maneira de pará-lo.

— E você não foi à polícia?

Sua voz ficou muito suave. Ficou imóvel, o cabelo na parte de trás de seu pescoço elevou em resposta ao seu tom de voz. Seu organismo reconheceu o perigo.

— A questão é, — disse ela apressadamente, no começo, quem estava me perseguindo, apenas deixou seu olho bobo em tinta spray e foi só isso. Cerca de um ano atrás começou a adicionar mensagens sobre meus pecados e como pagaria.

Quando começou a dizer algo ela levantou a mão. — Isso é difícil para mim Remy, então me deixe ir em frente. Começou quebrando as propriedades de Bodrie, em seguida, as três últimas cartas foram enviadas pelo mesmo homem, tenho certeza. Elas não são muito agradáveis​​. isto vem acontecendo durante anos sem uma palavra dele, só seu olho estúpido me encarando. Mas essas cartas... — Parou, olhando para o conjunto de mandíbula dele.

Estava tremendo e sabia que ele podia sentir, porque a mão estava envolta em torno de seu pulso. Não havia onde se esconder. — Espero que, quando você ler, possa entender. Elas são bastante gráficas, e ele definitivamente estava me olhando. Onde quer que fosse, mesmo em minha própria casa. Ele teria que ficar na casa e encontrou uma maneira de me observar.

O olhar de Remy passou dela para a rua e depois de volta para ela. — Quero que você vire um pouco para a esquerda e olhe do outro lado da rua. Há um homem em pé na grama, por trás da árvore. Está nos observando desde que entramos no café. Diga-me se você já o viu antes.

Remy esteve sentado ali, todo calmo e composto, nunca tirando os olhos dela, ainda assim notou alguém fora do café os observando. Estava tão envolvida com ele, não teria notado se o homem estivesse sobre ela. Mesmo agora, mal conseguia tirar os olhos dos dele. Seus olhos e voz eram hipnóticas. Lá estava algo selvagem sobre seu olhar impassível, e estava presa em seu feitiço perigoso e sua própria adoração pelo seu herói.

Seu coração começou em alta velocidade em antecipação da possibilidade de descobrir a identidade de seu perseguidor. Sua boca ficou seca. Os dedos de Remy confortando, acariciando ao longo de seu pulso. — Se notar que estou olhando, não vai correr?

— Tenho a vantagem de ter um telefone celular e quatro irmãos. Dê uma olhada. Se percebe e correr, os meninos vão seguí-lo.

Remy e seus irmãos foram sempre uma visão impressionante quando estavam juntos. Sempre quis ser parte de uma família grande e barulhenta. Não esperou, virou a cabeça e olhou em frente a rua.

O homem parecia ter uns quarenta anos, com o cabelo desgrenhado e barba. Estava a uma boa distância, mas estava definitivamente olhando pela janela para ela. Seus olhos se encontraram. Ele olhou para longe rapidamente se virou e caminhou a passos largos para longe.

Bijou franziu a testa. — Eu o vi ao redor Remy. Estive em tantos clubes e tantos show, é impossível dizer com certeza, mas acho que Rob o conhece, Rob Butterfield meu gerente.

— Ele não é o único que está te observando Blue. Aquele idiota Ryan Cooper está pendurado em seu carro, mas sua atenção está em você.

— Realmente não autografei nada para ele, — Bijou lembrou. — Ele se tornou desagradável e você o interpretou como um ato de motim. Provavelmente quer um autógrafo e está esperando você me deixar sozinha.

— Isso não vai acontecer. Estou indo até a loja de vodu para falar com Eulalie Chachere. Você pode vir comigo.

Piscou, sentando-se em linha reta. Isso soava quase como se estivesse dando a ela uma ordem em vez de um convite, mas talvez estivesse apenas sendo sensível. Caiu sob o feitiço dele e era necessário puxar para trás. — Tenho algumas coisas para fazer esta tarde. — Planejou passear e se familiarizar com o French Quarter, antes de voltar para a Pousada. Não estava pressionando, mas era autopreservação. Se gastasse muito mais tempo em companhia de Remy estaria bem e verdadeiramente perdida.

Sorriu para ela e seu coração quase parou. Sua boca se curvou, trazendo seus lábios para sua atenção imediata. seus dentes brilharam branco e fortes. Seu estômago afundou.

— Estou pedido para você me acompanhar. Gosto da sua companhia, mesmo se você estiver um pouco de cabeça quente. — O humor desapareceu de sua olhos. — Vou falar com ela sobre o altar que o assassino deixou para trás e isso pode ser perturbador para você.

Seu temperamento chutou em alta velocidade. Achava que era um bebê. Nunca sequer considerou que Saria estava chateada com a discussão do detalhes de um assassinato. Novamente rubor varreu seu rosto. Vomitou. A evidência foi deixada para trás, comprometendo a cena do crime.

— Não me importaria de ir e ouvir o que a senhora do vodu tem a dizer. — Bijou estalou. Vamos direto agora. — Sabia que parecia irritada e desafiante, mas não podia ajudar. Ultimamente estava inquieta e temperamental. Sempre foi nervosa de qualquer jeito, e agora parecia muito pior. Estava sendo impulsionada, mas não sabia para quê. Às vezes, passava as noites apenas passeando nervosa, tentando se livrar da escuridão que parecia estar se espalhando através dela.

Seu sorriso lento enviou um milhão borboletas voando através de seu estômago. — Você está um pouco de cabeça quente Blue. — Ele deu um suspiro falso que fez seu coração pular algumas batidas. — Acho que serei o único a controlar seu temperamento.

Deliberadamente revirou os olhos. — Tenho muito mais controle.

Seu olhar saltou para o dela, segurou-a cativo. Havia algo de muito quente e sexy em seus olhos. — Estou tomando isso como um desafio querida. Tenho certeza, se colocar minha mente nisso, vou encontrar uma maneira de fazê-la perder o controle.

Seu sotaque era francamente pecaminoso, sua voz insinuando coisas que não se atrevia pensar. Ultimamente em muitas noites ser celibatária parecia impossível. Seu corpo como um raio de repente ficava quente, apertado e necessitado. Sabia no momento que acontecesse de novo estaria pensando de Remy Boudreaux e fantasiando como louca. Se já não estava, ia se transformar em uma lagosta, apavorada que ele pudesse ler sua mente.

— Vamos antes que as pessoas nas cabines reúnam coragem e venham pedir seu autógrafo, Remy sugeriu

— Prometi a sua amiga que assinaria algo e tiraria uma foto com o marido dela, — disse Bijou. — Preciso fazer isso antes de irmos.

— Vamos embora daqui, pela cozinha, — Remy decidiu. — E você vai fazer isso rápido ou vai iniciar outro motim.

Franziu a testa para ele. Era isso ou se atirar nele. Era tão enervante, hipnotizante. —Certamente não comecei um motim. Mas está certo, — teve que ceder um olhar rápido e nervoso em direção ao pequeno grupo na cabine olhando para ela. — Se não nos movemos vamos ficar aqui por um longo tempo.

Remy jogou dinheiro sobre a mesa, deslizou os pés tão silencioso e tão fluido como qualquer gato que já tinha visto. Havia algo feral sobre a maneira como ele se movia, músculos tocando sutilmente sob sua roupas. Cada movimento era gracioso e ainda masculino.

Bijou sabia que estava ficando cada vez mais sob seu feitiço. Foi o único homem em sua vida que sempre pode contar para qualquer coisa e lhe permitiu crescer como herói em sua fantasia. Era 16 anos mais velho do que ela e a via como aquela criança quebrada. Ele não saberia que ela sempre foi muito mais velha para sua idade, teve que crescer rápido e aprender a ser responsável.

O corpo de Remy protegeu o dela quando se levantou da cadeira, seus músculos firmes e ombros largos a bloqueava do ponto de vista dos outros no café. Ele pegou sua mão e seu coração cantou. Não havia nada que pudesse fazer sobre reagir a ele. Seu pulso disparou, e ele deveria saber, mas simplesmente se moveu contra ela, guiando-a sem palavras, apenas com seu corpo para a cozinha, longe dos outros.

Ela se permitiu entregar sua fantasia por apenas um pequeno momento. Remy a fazia se sentir segura e se preocupava por ela nunca ter tido isso não apenas uma vez em sua vida desde o momento em fez oito anos e ele veio até ela e a salvou de si mesma. Cabia debaixo de seu ombro e, quando ele a levava na frente dele, com as mãos nos quadris, nunca foi tão consciente de um humano como estava dele.

Bijou inalou. Deveria sentir todos os cheiros da cozinha, mas em vez disso, só havia o cheiro de Remy desenhado profundamente em seus pulmões. Jurou que seria capaz de encontrá-lo em uma multidão só pelo cheiro. Parecia invadir cada parte dela, apressando-se através de seu sangue como uma tempestade .

Thereze segurou a porta para eles quando se apressaram completamente. Emile estava esperando, seu sorriso ansioso, olhando em Bijou.

— Espero que tenham gostado da refeição, — ele cumprimentou.

— A comida estava fantástica, — disse Bijou.

— Você é um chefe extraordinário. Com toda a honestidade, comi em alguns restaurantes realmente grandes, é evidente que você é um mestre no que faz.

Era fácil soar sincera, porque realmente era verdade. Ele não parecia ser os chefs Prima Donna que conheceu, embora notou que o pessoal da cozinha não fez um movimento em direção a ela, nem mesmo quando ele entregou seu avental para assinar.

Alguém conseguiu uma caneta especial para escrever sobre o material e claramente era novo. Emile com certeza estava preparado.

Bijou pegou a caneta e cuidadosamente escreveu uma nota curta, elogiando seu café e a incrível comida, acrescentando que era maravilhoso conhecê-lo e, em seguida, rabiscou seu nome sob a mensagem.

— Espero que você volte, — Emile disse, quase brilhante.

— Precisamos de uma foto, — Thereze insistiu, segurando uma câmera.

— Não, não precisa. Não quero incomodar você, — Emile disse, mas se aproximou ao lado de Bijou envolveu um braço longo ao redor de seus ombros.

Bijou olhou para a porta da cozinha. Felizmente ninguém podia vê-los, e a inundação de pessoas pedindo fotos não viria. Olhou para cima para o rosto de Remy. Seus olhos foram de um azul profundo para um estranho verde surpreendente, quase brilhante. Seus olhos estavam fixos em Emile , e ele olhou... perigoso. Não havia outra palavra para isso. Parecia que poderia rasgar Emile membro a membro.

Ficou com medo de repente. Seu olhar era mais animal do homem, com o rosto e corpo completamente imóvel, todo o seu foco em Emile. O cabelo no pescoço dela levantou-se e algo selvagem dentro desfraldou se esticando. Podia sentir o lânguido estiramento e o mesmo foco constante em Remy como estava com Emile. Piscou e a selvageria estranha se desvaneceu, foi como se nunca tivesse existido. Às vezes sentia que possuía a fiação defeituosa, uma sensação indescritível em alerta.

O olhar de Remy saltou para o rosto dela. Sua expressão se suavizou. Seus olhos se aqueceram e piscou para ela.

Seu coração acelerou para o dobro do tempo. Lá estava ele, o motivo perfeito para não confiar em Remy ou se encantar por ele. Não sabia o que aconteceu , mas sabia o que viu. Era uma grande observadora dos seres humanos, e Remy era extremamente perigoso. Escondido sob muito charme e sexy e sim precisava ser dito, atraente, magnético, e qualquer outra palavra por apenas despertar a simples fantasia de uma mulher, havia algo mais. Teve a advertência dele. Isso não podia ser negado, não importava o quanto queria fazê-lo. Sob a superfície do seu herói de infância havia algo escuro e assustador.

Dane-se tudo. Seria uma destas mulheres. Sorriu para a câmera, reconheceu em si mesma um raio de verdade, não ficaria nessa de sonhar com ele. Tudo o que bastava era o sorriso, o calor em seu olhos, se concentrar em que Remy a fazia sentir, ele via só ela, não tudo e todos em torno dele, isso sim estava muito mais perto da verdade.

Remy estendeu a mão para ela e colocou a mão na dele, mesmo sem hesitar, mesmo sem repreender a si mesma por ser um idiota e não correr para a colinas quando teve a chance.

Remy se aproximou, sua boca contra seu ouvido, seu hálito quente mexendo seu sangue em uma onda crescente de calor puro correndo através de seu corpo. — Pare de pensar tanto, — advertiu .

Quem estava pensando? Certamente não ela, especialmente quando ele levou a mão a boca e deu um beijo ao longo na palma, e, em seguida, puxou a mão contra seu peito e deixou lá, direto sobre o coração batendo. Estava bem e verdadeiramente perdida. Uma idiota quando se tratava de romance e homens, porque não se importava com o que significa aquele olhar em tudo. Importava que Remy estava segurando sua mão tão perto dele que podia sentir a batida constante de seu coração.

Apressou-se em sair do café através da entrada dos fundos e manobrou seu caminho pelo bloco para a loja de vodu. Foi com ele por vontade própria, apreciando a sensação de seu corpo em movimento contra o dela enquanto caminhavam juntos.

— Não gosto de muito homens, Bijou admitiu, compelida a confessar.

— Eu sei, — disse nada perturbado .

— Só estou dizendo, — insistiu. — Você precisa me ouvir Remy. — Não importava se estava fazendo papel de boba. Precisava ser dito. Parecia bem, não fingiria que não sabia disso, mas estava quebrada. Não se relacionava com homens. Não os deixava se aproximar dela. Não poderia ter uma relação física, porque não poderia nunca se deixar ter intimidade.

Talvez estivesse lendo Remy errado, mas não ia levá-lo diante. Sabia que estava graciosa com ele, e estava tão atraída fisicamente que queria se esfregar contra ele como um gato, mas também sabia que não passaria da primeira base inicial. Preferia se passar por tola a tê-lo achando que poderiam ter qualquer tipo de relacionamento físico.

— Ouvi você Blue. É só que você não está fazendo qualquer sentido agora. Continue assim e terei que mostrar o que quero dizer, então, você dará uma de coelhinha e tentará correr de mim. — Havia diversão em sua voz.

Mais uma vez, não sabia o que isso significava. Remy poderia ser bastante enigmático quando queria.

— Não é isso, — disse ela. Não sou covarde. Posso vomitar quando vejo um assassinato brutal , mas não corro, nem mesmo de perseguidores.

— Isso é uma coisa boa, porque está prestes a obter outro.

— Muito engraçado. — Estava tentando lhe dizer que não dormiria com ele, não importava o quão charmoso fosse. Não foi preparada para ter uma noite e não confiava em ninguém o suficiente para realmente dormir em uma cama com eles, de modo que estava triste, sem sorte, mesmo se o homem fosse bom como Remy. Não quis ouví-la, de modo que estava sob sua responsabilidade.

A risada suave dele roçou o interior de sua mente, enrolando os dedos dos pés e enviando alarmes gritantes por seu corpo inteiro. Estava perdida quando estava em sua presença, tão consumida pelo herói de infância adorável, que não podia pensar direito.

Os dedos de Remy se apertaram ao redor dela e parou abruptamente em frente as escadas para a loja de vodu. Ficou tão perto dele, sentiu o calor derramando fora de seu corpo e pequenas cargas elétricas pareciam arquear entre eles. Bijou olhou para os botões de sua blusa. autopreservação era uma necessidade absoluta. Ele estava com outras ideias. Ergueu o queixo com um dedo, forçando seu olhar saltar para dele.

Havia um convite no riso e algo mais. Isso era escuro, aumentando a luxúria misturada com genuíno carinho que a fascinava. Ele abaixou a cabeça lentamente em direção a dela quando se aproximou mais, movendo seu corpo apenas ligeiramente. Seus lábios sussurraram contra os dela, o mero roçar, mas a sensação de sua boca contra a dela foi muito requintada para apenas se afastar.

— Vou te beijar Blue. Portanto não faça nada precipitado. — Piscou para ele. — Por quê?

— Porque sei uma coisa ou duas sobre fazer uma declaração pública. — Sua mão deslizou para a garganta dela, e abaixou a cabeça escassos poucos milímetros a sua boca.

O tempo parou para ela. O terreno sob os seus pés se moveu. A boca dele veio para baixo para a dela, os lábios se movendo, provocando, dentes mordendo o lábio inferior então ela engasgou. No mesmo instante sua língua varreu por dentro, enredando com a dela, tomando o comando. Ele a levou direto sobre um penhasco onde não havia caminho de volta. Luzes dançavam na parte de trás de seus olhos e seu corpo parecia derreter-se contra o dele. Foi ele quem quebrou o beijo, lentamente se afastou para trás, beijando os cantos de sua boca antes de levantar a cabeça.

Piscou rapidamente, tentando voltar à terra quando subiu ao céu apenas momentos antes. Respirando, as mãos de Remy a firmando, olhou ao redor, esperando por um resgate. Seu corpo não sentia mais nada. Ele a reivindicou e tudo o que fez foi beijá-la.

Piscou novamente, concentrou-se nos prédios em frente. Dois carros estavam estacionados próximos um do outro e ambos estavam com câmeras saindo das janelas. Um homem estava na rua com uma câmera profissional. Ela o reconheceu como um dos homens que muitas vezes a seguiu e tirou fotos para tabloides. Seu nome era Bob Carson e muitas vezes fez sua vida miserável. Ryan Cooper estava envolto contra um árvore e olhou para ela.

— Remy, —sussurrou, enrijecida. — Você estará nos tabloides e na internet e em qualquer outro lugar. Você está louco?

— Chama-se fazer uma declaração, e acho que só fiz isso. Em questão de minutos, fofocas e rumores espalharão como rastilho de pólvora e não apenas em New Orleans, mas em todos os lugares. Estou contando com os vídeos para isso.

Parecia tão satisfeito consigo mesmo que quis bater nele. — Você não tem ideia do que fez. As pessoas vão pensar... — parou, pressionando uma mão à boca. Ele não sabia da tormenta que acabou trazendo para si mesmo.

— Exatamente. — Satisfação presunçosa e diversão masculina.

Bijou balançou a cabeça. — Remy, você não quer os tabloides vindo atrás de você. Vão segui-lo por toda parte e dizer coisas horríveis sobre nós e você. Poderiam colocar seu trabalho em risco. Vão tentar hackear seu telefone e escutas em sua casa. Nada em sua vida será sagrado ou limitado. Não quero isso para você .

Ele pegou a mão dela, ignorando-a. — Vamos entrar.

— Remy, você não está me ouvindo. Consultei profissionais sobre perseguidores e você poderia ter apenas se definido como um alvo... — parou, a compreensão inundou sua caótica mente. Ele a beijou não porque queria, mas porque sabia que o paparazzi estava lá e publicaria uma foto deles. Deliberadamente decidiu e fez dela uma completa tola no processo.

Ela endureceu. — Estou indo embora.

— Você está indo para dentro onde as câmeras não vão pegar seu descontrole, — disse Remy, passando por ela para abrir a porta. Ele a puxou para dentro. — Podemos falar sobre isso quando estivemos sozinhos.

Bijou olhou para ele, esperando-o fechar a porta. — Não preciso ser salva Remy. Não sou mais aquela criança de oito anos, no caso que você não tenha notado. Pode deixar de ser o cavaleiro branco charmoso tentando me salvar .

Sorriu para ela. — Notei Blue. Não a teria beijado com oito anos como te beijei agora. — Olhou para além dela, seu sorriso cada vez maior.

— Eulalie, é tão bom te ver. — Bijou soltou a respiração e se voltou para enfrentar a proprietária da loja. Eulalie Chachere era absolutamente bonita, com pele escura impecável, olhos de chocolate com cílios longos. Era alta, com uma figura incrível e a fez se sentir como a criança que Remy apenas a reduziu.

— Você veio por uma poção do amor Remy? — Eulalie brincou e envolveu os braços em volta do pescoço dele, beijando-o numa bochecha e depois na outra.

A respiração de Bijou assobiou fora dela. Seu dedos flexionaram. Doía. Suas unhas doíam. Sua mandíbula se sentia como se alguém tivesse socado. A forma de Eulalie nadou diante de seus olhos, brilhando como uma onda de calor, imagens vermelhas e amarelas.

Remy beijou a bochecha de Eulalie e, em seguida, firmemente a colocou de lado, mantendo a corpo entre Bijou e a sacerdotisa vodu. Pegou a mão de Bijou, seus dedos suavizando as dores que corriam nas costas de sua mão para os dedos. Esfregou os nós dos dedos suavemente, embora não olhasse para ela, o que decidiu, foi uma coisa boa. A fúria queimava através dela sem nenhuma razão aparente. Teve uma reação visceral a Eulalie pela intimidade e descaramento em tocar Remy como se fossem velhos amigos ou amantes.

— Não acho que uma poção do amor seja necessário... ainda, — disse Remy. — Vamos ver. Posso vir implorando mais tarde.

Bijou passou a língua sobre os dentes. Remy parecia paquerar. Claramente flertava com todas as mulheres que se aproximava. Inesperadamente quis ter garras e rasgá-lo ou a Eulalie. Não poderia decidir quem seria o melhor alvo.

A mão de Remy apertou a dela e se aproximou, de modo que o calor do corpo dele derramou sobre ela. Podia sentir a força fluindo por meio dele. Os dedos dele em sua mão. Olhou para ele. Seus olhos estavam um verde estranho, quase brilhante.

Balançou a cabeça, quase um movimento imperceptível quando trouxe sua boca perto de sua orelha. — Só respira.

— Estou feliz que você ligou com antecedência Remy — Eulalie continuou, claramente desconhecendo a tensão na sala. — Estava prestes a viajar por algumas semanas. Adiei a viagem até amanhã para que possa olhar isso para você. É o mesmo homem que estava matando alguns anos atrás, quando você me trouxe as fotos para ver?

Bijou estava ciente de tudo na loja. A posição de cada item. As essências. As janelas. Sabia que alguém se escondia no quarto dos fundos por trás da cortina de contas, um homem, e estava de alguma forma ligado a Eulalie. O cheiro dele estava sobre ela. Os sons eram agudos, tanto para que ela pudesse ouvir conversas fora da loja e sabia que vários fãs, bem como dois paparazzi estavam do lado de fora esperando.

A pressão da mão de Remy a mantinha aterrada e forçou seus pulmões a trabalhar. Dentro e fora. Que estranho, indescritivelmente a selvageria cessou, espreguiçou-se e se retirou, deixando-a bamba e torcida. Que diabos estava errado com ela? Sempre foi acusada de ser mal-humorada, mas agora realmente estava.

Mal humorada. Irritável. Na necessidade desesperada de sexo. Sua pele coçava, sentia seu corpo muito apertado, e podia sentir o início de uma forte dor de cabeça.

Remy deixou cair o braço ao redor dos ombros dela, colocando-a perto dele. Quando até um minuto atrás queria arrancar os olhos dele, agora só se sentia grata porque estava lá, segurando-a. Teria que voltar para seu terapeuta. Suas emoções estavam todas fora do lugar.

— Acredito que é o mesmo homem Eulalie, — Remy respondeu para a sacerdotisa vodu, mantendo sua atenção centrada nele. — Será que você pode ver as fotografias?

Eulalie franziu a testa. — Se este é a mesmo homem, evoluiu tanto quanto seu altar de vários anos atrás, mas não é um verdadeiro praticante.

— É evidente que está praticando magia negra, convocando demônios para ajudá-lo, certo?

Eulalie sorriu para ele. Bijou não podia deixar de notar as linhas de tempo enfatizadas em suas belas maçãs do rosto e a forma como seu sorriso iluminava seus olhos escuros. — Você tem lido. Suspeito que ele tem lido também, mas nunca foi um praticante. Está misturando as coisas. Seu altar está muito melhor do que há alguns anos atrás, vou creditar isso à ele.

— Mas não é realmente um seguidor de vodu? — Remy solicitou. — Um bokor[6] talvez? Aquele que se concentra mais na magia negra do que na luz?

Eulalie balançou a cabeça. — Certamente não no sentido tradicional. No vodu tradicional, um sacrifício humano seria considerado extremamente condenável. Não posso dizer que não acontece. Em toda religião existem pessoas com naturezas sádicas que cobiçam o poder acima de tudo, mas certamente seria a exceção, e Remy, eu ouviria sobre ele.

Remy fez uma careta e trouxe suas mãos unidas, esfregando os nós dos dedos de Bijou e para trás sobre a mandíbula dela. O gesto não só foi irritante, mas achou íntimo. Estava tão acostumado a paquera que nem sequer pareceu notar, mas não podia convocar a vontade para saltar longe dele.

— Por que não acredita que é um verdadeiro praticante Eulalie?

Era a sua vez de franzir a testa. — Nada está correto sobre qualquer um de seus rituais. Ele os muda de acordo com ele e você simplesmente não pode fazer isso. Teria que dizer que nunca teve um professor, pelo menos esse é o meu melhor palpite. Onde eu poderia usar a água, ele tem sangue. Ele tem um sacrifício. Eu usaria uma maçã, ele tem um coração real.

— Ele está degradando os rituais reais? — Perguntou Remy, tentando entender.

— Sim. Exatamente. Mas também os mistura, o que me faz pensar que apenas tira tudo de um livro. A mão do homem aparece cortada enquanto a vítima ainda está pendurada, mas então, é seca com chamas. Se realmente sabia o que estava fazendo, poderia eventualmente, criar um faz-tudo como se fosse para levar a cabo suas ordens. Prende velas aos dedos, o qual você não molhar a mão em óleo antes para usar as velas, então poderia fazer dessa forma.

— Estou particularmente interessado nas cordas com os nós.

Algo na voz de Remy, embora parecesse muito casual, talvez demasiado casual, chamou a atenção de Bijou para a resposta. Seja qual fosse o significado da corda Remy considerava importante.

Eulalie assentiu. — Ah, sim, isso é um desajuste definido de um ritual no meio de tudo isso. Os sete nós na corda podem ser usados para ligar uma mulher ou um homem a você, para lhe pedir para te amar, mas a corda deve ser colocada debaixo do travesseiro, e não em uma tigela de sangue. Ele tingia a corda de vermelho usando o sangue, mas não é a mesma coisa. A vela é jogada em água corrente. E não houve símbolos no chão em qualquer lugar. Nenhuma proteção. Nenhum deus ou divindade ou mesmo um demônio que distintamente chama. Nada diz o que está fazendo. Remy, esses rituais são sagrados. Nós não abusamos deles e não nos atrevemos a cometer erros. Você não brinca com isso.

— Obrigado Eulalie, — disse Remy. — Posso chamá-la em seu celular se precisar discutir mais com você?

— Claro. Vou ajudar em qualquer coisa que puder, — garantiu. — Por que a corda é tão importante?

— Porque nunca fez isso antes, — Remy disse.

 

No escuro da cozinha da Saria, Remy andava inquieto para frete e para trás. Estava em silêncio, sem fazer barulho quando se moveu pelo chão de azulejos. Seu leopardo estava subindo muito e sabia que precisava deixar o animal correr, mas havia perigo se o que suspeitava fosse verdade.

Blue era leopardo. Bem... talvez ela fosse leopardo. Remy considerou as ramificações para ela. Bijou não sabia quem era sua mãe, e em todo caso, se sua mãe tivesse vivido, não teria sido capaz de dizer a sua filha sobre sua herança, apenas no caso de que Bijou não pudesse mudar. Bodrie não era leopardo, e certamente não sabia o que Bijou poderia ser.

Leopardos fêmea não se transformam a menos que o homólogo humano e o leopardo entrem no cio ao mesmo tempo. Só nessa circunstância poderia uma fêmea leopardo se transformar pela primeira vez. Era um momento extremamente perigoso para todos os machos leopardos. Blue seria extremamente sedutora e ainda, se não estivesse pronta, mal-humorada e nervosa.

Poucos dias atrás, lá na loja, Os olhos de Bijou mudaram desde o incrível azul para um letal azul gelo quando Eulalie o beijou na bochecha. Talvez quisesse Bijou para ser só sua. Praticamente desistiu da procura por uma companheira, e agora Bijou estava de volta em seu território e, apesar da diferença de idade, não podia tirá-la de seus pensamentos. Era linda e intrigante. Sabia que era inteligente. Era talentosa e tinha um bom senso de humor. Gostava de estar em sua companhia.

Era homem o suficiente para admitir a si mesmo que era forte dominante e precisava de uma mulher que poderia enfrentá-lo, quando se tornasse muito arrogante, como Saria muitas vezes o acusava de ser. Sua carreira era importante. Acreditava que fez a diferença e muitas vezes trabalhava por longas horas. Precisava de uma mulher com sua própria vida, carreira e independência, mas aquela que precisaria dele do jeito que precisaria dela.

No início da semana em companhia de Bijou, sem aviso, o leopardo ficou ciumento, rosnando letal, para a gata... oh baby... aí está você. O momento se foi, o cheiro de uma fêmea perto dela também, mas por qualquer motivo, seu gato aceitou Bijou Breaux .

Cheirou sua irmã pouco antes dela entrar na cozinha. Como ele, ficou em silêncio quando entrou, e não se incomodou com as luzes. Congelou e se virou lentamente em direção ao canto onde as sombras mais escuras o escondiam completamente.

— Remy?

— Por que você não está dormindo Saria? — perguntou.

— Drake não está aqui. Foi ontem para o Texas para ver Jake e Emma. Estávamos esperando convencê-los a vir para uma visita, mas Emma acabou de descobrir que está grávida e Drake diz que Jake está pirando. Os médicos não sabiam com certeza se ela poderia mesmo ter outro bebê. Ela quase morreu no parto. Jake se convenceu de que não teria outro filho, mas, aparentemente, o controle da natalidade nem sempre funciona em leopardos.

— Jake Bannaconni? Pirando? — Remy balançou a cabeça. — Esse homem é uma pedra.

— É verdade, a menos que esteja em torno de seus filhos ou Emma, — disse Saria. — Drake disse que Jake é assustadoramente louco por Emma. Estava muito chateado por ela estar grávida novamente. Drake foi para acalmá-lo.

— Drake é muito bom nisso.

— Sinto falta dele. Pensei que se bebesse um pouco de chocolate quente me sentiria melhor. — Enviou um pequeno sorriso. — Chocolate me manterá fora do pântano. Odeio dormir sem Drake, e as noites que não está costumo fazer minhas viagens para fotografar a noite por isso não é tão ruim sem ele. — Parecia distraída, como se estivesse deixando uma parte importante de informação de fora.

— Obrigado por não ir, — disse Remy, escolhendo as palavras com cuidado. — Sei que é difícil para você mudar sua rotina, especialmente quando tem um cliente que pagou. Realmente aprecio que não preciso me preocupar com você.

— Você parece cansado Remy. —

Puxou uma cadeira e afundou nela, estudando o rosto de sua irmã. Parecia tensa, algo raro para Saria. Era senhora de si, segura de si mesma e sem se importar com o que as outras pessoas pensavam dela. Não parecia que ficasse tão inquieta com Drake viajando.

— Estou cansado, — admitiu. Conduzindo com cuidado a abordagem de Saria. Não se lançando nela. Você dá um pouco para conseguir alguma coisa de volta. Era um interrogador qualificado e de vez em quando poderia convencer sua irmã independente a lhe dizer o que a perturbava, e algo definitivamente a estava perturbando. Esfregou a parte de trás do pescoço sabendo que os olhos de gato seriam capazes de ver o gesto no escuro. — Fale comigo.

Saria cruzou para o balcão, colocando a mão na máquina de café para testar o calor. — Você não está bebendo café está?

— Não. Percebi que já que estou acordado, não preciso de café para manter o zumbido.

— Você sempre fica assim quando está preocupado Remy. É o assassinato de Pete?

Remy encolheu os ombros. — Se o assassino permanecer com o padrão que estava a quatro anos atrás, vai matar hoje à noite ou amanhã à noite e não estou mais perto de pegá-lo, então estou onde estava enquanto ele reivindica a seguinte vítima. Todas as provas que deixa na cena do crime até agora não levou a ninguém. Não tenho um único suspeito, e vai matar outra pessoa inocente. Alguém com uma família. Pete era um maldito bom homem.

Saria colocou a mão no ombro dele. — Sim, era. Você vai pegá-lo neste momento, Remy, sei que vai. — Puxou a cadeira e sentou ao seu lado dele, inclinando-se na direção dele. — Sei que você sempre acha que é responsável por todos em torno de você, mas não é. Já faz tanto.

— Suponho que é a verdade, — concordou. — Mas isso não me faz sentir melhor. Gage e eu temos trabalhado noite e dia neste caso, e não estamos mais perto de encontrar o assassino. Estou muito grato por você estar fora dos pântanos não importa o motivo.

Saria apertou os lábios e empurrou para trás em sua cadeira. Lá estava. Estava prestes a lhe dizer, mas obviamente hesitante. Fez um show massageando o pescoço, estremeceu um pouco.

— Tenho algumas novidades, — disse Saria relutantemente, sem olhar diretamente para ele. — Parte da razão pela qual não estou indo para o pântano é porque vou ter um bebê e não quero arriscar tendo um problema.

— Saria! — Não estava esperando isso. Ele se inclinou em sua direção, cobriu a mão dela com a sua. — Você não está feliz com isso? O que há de errado? Você disse à Drake? — Chutaria seu cunhado na bunda por deixá-la quando estava obviamente chateada.

Saria balançou a cabeça. — Não disse nada a ele. Não estava certa antes dele sair e depois que ele se foi, fiz um teste. Não fazia ideia se queria saber, mas a coisinha veio positivo, tenho que lhe dizer foi um pouco chocante.

— Então, você estava usando o controle de natalidade, — Remy supôs. — E isso não funcionou para você?

— Certamente não. Leopardos machos deviam vir com um rótulo advertência. — Deu uma pequena fungada e manteve a cabeça afastada dele.

Remy não sabia se estava fungando em desdém aos leopardos machos, ou se estava à beira das lágrimas e Saria raramente chorava. Estava trilhando um campo minado se Saria chorasse. — Você quer um bebê Saria? — Fez a pergunta diretamente. Contornar toda a questão não faria nenhum bem e iria apenas fazê-la calar. Ela não disse a Drake e poderia tê-lo chamado, mas não fez. — Está tudo bem entre você e Drake?

Saria apertou sua mão na testa, inclinando-se o cotovelo em cima da mesa num gesto de cansaço. — Drake e eu estamos bem. Não é isso. — Suspirou sem levantar a cabeça. — Sou eu Remy. Nunca tive uma mãe, ou o pai para esse assunto. — Olhou para ele e, em seguida, havia um medo gritante em seus olhos. — Como poderia saber como ser uma mãe decente? Não é como se os bebês viessem com manuais. Supõe-se que deveria saber tudo isso antes de ter um. Fui tão cuidadosa para que isso não acontecesse.

Remy não cometeu o erro de reagir. Virou-se sobre o que ela revelou em sua mente , estudando-a observando de todos os ângulos. Ela temia se tornar mãe, e sinceramente não a culpava. Ela não estava com idade suficiente para lembrar o pai como um homem feliz. Ele começou a beber quando sua esposa ficou doente e ficou assim permanentemente depois que ela morreu. Saria praticamente criou a si mesma.

— Posso ver o que você está pensando, — Remy admitiu em tom pensativo. — Você não tem o melhor exemplo no mundo dos pais, não é? certamente não fui de nenhuma ajuda.

— Não quis dizer isso, — disse Saria apressadamente, os olhos escuros encontrou os dele. — Talvez estivesse com raiva de todos vocês por alguns momentos lá, mas a maioria era porque me sentia deixada de fora, não porque estava a sós com mon pere[7].

— Ainda assim, deveria ter protegido você mais. Ele nunca foi muito presente na vida dela.

— Nunca fui muito boa em aceitar proteção Remy, — Saria confessou. — E você se foi. No serviço, viajando. Todos vocês tiveram suas vidas.

— Isso não é desculpa Saria. Mas, o ponto é, você cuidou de mon père. Por si mesma. Quando você era apenas uma menininha. Manteve a casa e cozinhou para ele. Ainda dirigia o bar quando estava bêbado demais para fazê-lo. Pescava, recolhia camarão e caçava jacarés. Você pode fazer qualquer coisa. Ter um bebê será nada para você.

— Isso é bom de você dizer Remy, — Saria disse. Gostaria de poder acreditar em você. Estou absolutamente apavorada.

Franziu a testa para ela, tentando não soar triste. — Você está pensando em se livrar do bebê e não dizer a Drake? — Não poderia conceber Saria fazendo tal coisa. Era honesta quase ao extremo.

Pareceu tão horrorizada que ele teve sua resposta.

— Claro que não. Vou dizer a ele. Só preciso ter a cabeça no lugar, é tudo. E ultimamente, não está tão certo. — Ela esfregou as têmporas como se tivesse um dor de cabeça. — Foi tão bom Jake chamar Drake e precisar fazer a viagem para o Texas. Não tenho sido tão boa ultimamente.

— Com Drake? — Remy solicitou.

— É, só que estou terrivelmente mal-humorada. Ou nervosa. Não sei a palavra certa para isso. — Fez uma cara com os olhos cheios de auto aversão. — Encontrei-me com ciúmes de Bijou, e ela é uma das minhas amigas mais antigas. — Fez a confissão com um pouco de pressa envergonhada. — Não sou uma pessoa ciumenta. Realmente não sou Remy. Bijou está quebrada. Precisa de amigos. Precisa de mim e estou agindo como uma idiota. Oh, não na frente dela, mas por dentro, especialmente quando Drake está na casa, me encontro querendo arrancar os olhos dela para fora.

Remy soltou o fôlego e se sentou reto. Lá estava. A confirmação de que estava procurando. — Está tudo certo Saria...

— Não, não está, — Saria foi inflexível. — Não quero ser esse tipo de pessoa, especialmente com uma amiga. Nunca me importei com alguém sendo atraente, o que ela é. Ela precisa de mim agora. Está com medo de alguma coisa e voltou para casa. Não posso me transformar em uma ciumenta, cuspir, uma gata desagradável porque estou grávida.

— Duvido que seja isso, — Remy a acalmou.

Olhou para ele. — O que mais poderia ser? Nunca sou assim. Não sou apegada ao meu marido. Não desconfio dele em torno de outras mulheres. Nunca fui simplesmente de dizer, especialmente para ele. Ele não reclamou de nada, mas sei que vai em breve e mereço qualquer coisa que me disser.

— Ele vai entender, — Remy assegurou. Drake era um homem paciente, explodia rápido violento apenas quando necessário. Como regra, era muito calmo e pensativo. Remy não podia imaginá-lo ficando impaciente com Saria.

— Queria que fosse apenas Drake, — Saria disse. — Estou com tanta inveja da pobre Bijou, que poderia cuspir. Às vezes, sem aviso só quero pular sobre ela e arranhar seus olhos, e isso é uma maneira educada de dizer o que realmente quero fazer. — Piscou rapidamente, e o coração de Remy pulou. Saria definitivamente estava lutando com as lágrimas e não era justo com ela deixá-la pensando que de repente se tornou uma mulher ciumenta porque estava grávida e se sentia apavorado com a ideia de ser mãe, porque não teve pais.

— Acho que é a leopardo de Bijou e ela está à beira do Han Vol Dan, — Remy declarou calmamente.

No silêncio que se seguiu, Remy ouvido o tique-taque do relógio e a rápida batida do coração de sua irmã. Seus olhos se arregalaram com choque. Ela abriu a boca, mas nenhum som emergiu. Balançou a cabeça. Ele assentiu.

Saria franziu a testa, pulando para o ritmo inquieto. Balançou a cabeça novamente. — Remy. Não. Isso é impossível. Seu pai...

— Sei que seu pai não era o leopardo, mas nada sabemos de sua mãe ou da família da mãe. É inteiramente possível e quase tenho certeza que estou certo. Seu leopardo reagiu a proximidade de um leopardo fêmea na beira do Han Dan Vol. Basicamente, ela está vindo ao cio em torno de seu macho e você está grávida.

— Isso é uma loucura. —continuou balançando sua cabeça. — Bijou é...

Remy sentiu o salto de seu leopardo em protesto, ou talvez fosse o homem. — Não diga que ela não é forte. Você não sabe a metade do que passou. Qualquer pessoa pode chegar a um ponto de quebrar Saria. Bijou encontrou seu caminho quando era apenas uma criança e ainda está forte.

Saria não respondeu. Simplesmente olhou para ele, e não havia acusação em seu olhos. Sabia que cometeu um erro saltando para a defesa de Bijou quando Saria realmente não disse nada depreciativo. Ele não cometia erros assim e Saria sabia. Amaldiçoou silenciosamente em sua língua natal, Cajun francês, mantendo sua expressão em branco.

— Remy... não. Você não a está assediando. Quero dizer. Você já a fez chorar. — Olhou para ele, com seus olhos castanhos escuros, seu olhar constante uma mistura de leopardo e humana, os olhos já assumindo o brilho de seu leopardo. — Eu a ouvi durante a noite. Ela não quis falar comigo sobre isso, então sei que ela está chorando por você.

— Eu a ouvi também, — admitiu Remy, alongando, tentando aliviar os músculos doloridos. O sofá de Saria era muito confortável e desejava que tivesse dormido sobre ele. Estava ficando velho demais para dormir em uma cadeirinha em uma varanda fria, o que fez por três noites seguidas.

— O que faz você pensar que tenho alguma coisa a ver com ela chorando?

— Porque conheço você Remy. Você faz as pessoas confessarem tudo e sem dúvida fez essa pobre garota chorar. — Saria colocou as duas mãos na cintura e olhou para ele. — Você fez alguma coisa com aquela garota e ela está chateada. — Nivelou seu olhar com ele. — Você não a tocou, não é?

— Isso não é assunto seu ma soeur[8]. Ela tem um perseguidor atrás dela. Ela não está levando muito a sério, mas Saria, estou te dizendo que este homem é perigoso e não vai parar. Ele é extremamente perigoso, do tipo que acaba matando a mulher se não puder tê-la.

Saria ficou em silêncio por um momento, mas aqueles olhos de gato nunca deixaram seu rosto. Ela balançou a cabeça novamente. — O que você está fazendo Remy?

— Ele não vai gostar dela tendo um homem em sua vida. Vai ficar louco e cometer um erro, e estarei lá para levá-lo para baixo.

— Não. — Saria afirmou a palavra bastante ferozmente.

Para uma mulher muito mais jovem do que ele, precisava admirar sua coragem. Não era um homem que a maioria das pessoas, homem ou a mulher escolheria para contestar. Sua irmã não possuía esse escrúpulo. Ele ergueu a sobrancelha e permaneceu em silêncio.

— Quero dizer que Remy. Ela é... susceptível. Não pode fingir ser seu namorado apenas para trazer algum perseguidor no aberto. Conheço você. Você vai decidir que ela não pode saber porque não vai agir naturalmente. Você não pode fingir cuidar dela...

Cheiraram a lavanda e o leopardo no exato momento. Remy já estava deslizando em direção à porta, mais leopardo do que o homem naquele momento. Seu leopardo ficou selvagem, louco. Rosnando e remexendo, desesperado para sair. Não podia imaginar o que o gato de Saria faria, farejando uma fêmea perto do cio.

— Eu vou. — Conseguiu morder o duas palavras. — Você saia daqui. E vá para minha casa no pântano.

Saria definitivamente estava lutando para controlar sua fêmea. — Ela me ouviu Remy. — Sua voz ficou rouca, rouca, pele correndo sob sua pele quando seu leopardo lutava pela supremacia. Sua respiração assobiou fora de seus pulmões. Não havia mais dúvida, Bijou definitivamente era leopardo e estava perto de emergir. Cada homem no covil seria levado à loucura e Drake, a única voz da razão, estava fora.

Remy amaldiçoou quando caminhou pelo corredor em passos silenciosos. Bijou ouviu cada palavra que Saria disse e acreditaria que era verdade. Essa verdade estalou. Não havia dúvida que era um homem que poderia fazer muita coisa para trazer um adversário perigoso para a luz. Bijou teria toda a razão para acreditar no que Saria disse. Inferno. Saria acreditava nisso e era sua irmã.

Moveu-se rapidamente pelos corredores, seguindo o cheiro indescritível da fêmea leopardo. Bijou não fazia nenhuma ideia do porque suas emoções estavam por todo o lugar. Não fazia ideia do que estava acontecendo com ela, ou o que poderia acontecer. Seu covil estava fodido. Não havia outra palavra para isso. Viveram isolados por muito tempo e não sabiam a forma como a sociedade leopardo funcionava até Drake aparecer.

Alguns se casaram dentro das famílias e produziram aberrações. Outros casaram fora da sociedade leopardo e enfraqueceram o covil, porque por gerações não conseguiam gerar uma prole. Foi uma situação complicada quando Drake tentou fornecer orientações à eles. Enviou os homens mais jovens para as florestas tropicais, na esperança de encontrarem companheiras, e isso foi difícil. Uma vez que qualquer um dos machos sentisse o cheiro de uma fêmea entrando no Han Von Dan estariam sobre ela.

Os lábios de Remy recuaram em um grunhido. Ninguém estaria seguro. Bijou deveria ser reivindicada imediatamente e cuidadosamente para não haver dúvida de que foi tomada. Sem isso, o caos reinaria e os machos poderiam facilmente se voltarem um contra o outro. Drake fez a magia funcionar no covil, mas foi difícil superar gerações de problemas.

Remy soube o momento exato que Bijou se tornou consciente de que a estava perseguindo. Seus passos suaves aceleraram e quase imediatamente uma corrente de ar correu através da casa quando passou pela porta da frente e correu em direção a seu carro. Usou seu animal, o gato já sentindo a fêmea desejável fugindo dele. Saltou atrás dela, cobrindo seis metros em um único salto. Seu leopardo poderia facilmente chegar a 60 quilômetros por hora quando corria. Ela se atrapalhou com as chaves do carro, com as mãos tremendo, sofrendo, com seu gato subindo para perto da superfície. Tentou destravar a porta do carro quando chegou atrás dela, chegou e arrancou as chaves da mão dela.

Bijou virou rápido, atacando. Seu leopardo o salvou das garras dela o atingirem. Sua fêmea saltou em defesa de Bijou, as garras surgiram no momento para mantê-la segura do ataque de um humano. As garras por pouco não o acertaram, deslizou para trás mais alguns passos apenas para ter certeza de que estava fora da zona de perigo.

Bijou claramente não fazia nenhuma ideia do que acabou de acontecer, ou por que os olhos dela estavam brilhando quase como uma azul água-marinha. Sua pele estava quase translúcida, seu cabelo selvagem. Nunca viu uma fêmea tão apaixonada ou tão sedutora. Seu leopardo já estava enlouquecido, reagindo ao dela e os feromônios que ela estava emitindo, exigindo sua reclamação humana imediatamente, estando pronta ou não.

Remy ergueu o rosto para testar o vento, preocupado que soprasse na direção do pântano onde muitos outros machos poderiam pegar esse aroma indescritível e potente. A necessidade de sexo estava montando com força, e leu a situação corretamente, ela estava indo para a cidade apenas por essa finalidade específica. Bijou, claramente nunca foi esse tipo de mulher por uma noite se quer, estava assustada e confusa.

— Entregue as chaves do carro, — sussurrou para ele.

Seu sangue cantou ardentemente em suas veias. Seu corpo estava em chamas, dolorido. Na necessidade. O gosto de lavanda em sua boca, respirando em seus pulmões. Ele a olhou de perto, sem piscar, focado. Os olhos do leopardo, e não do homem. Lentamente, sacudiu sua cabeça. — Não penso assim Blue. Você está indo para a cidade procurando por algo que vai se arrepender amanhã.

Rubor feroz subiu do pescoço dela até o rosto. — Isso não é da sua conta. Estendeu a mão para as chaves.

Remy sabia que já havia ultrapassado do ponto do retorno. Nunca experimentou tal urgência, toda a necessidade o consumia. Reconheceu em alguma forma estranha. Sabia que queimariam quente e fora de controle, quase como se conhecesse cada curva, como se tivessem feito tudo isso antes. Pegou lhe o pulso e a puxou para si, o outro punho emaranhando no cabelo dela para empurrar a cabeça para trás quando trouxe sua boca com força sobre a dela. O mundo ao redor dele explodiu, ficou vermelho, o terreno movediço quando seu corpo derreteu no dele.

Leopardos eram duros no sexo, mesmo brutal, às vezes, e o leopardo de Remy estava sempre perto da superfície, sua natureza selvagem montando-o com força em qualquer situação, mas muito pior quando se tratava de sexo. Mesmo no trabalho precisava manter a calma em verificar, manter as emoções intensas abafadas, então sempre foi assim, sempre no controle. Até agora. Algo nele estalou quando sua boca encontrou na dela. Todo seu frio controle desapareceu, não deixando nada, apenas as chamas quentes queimando como um fogo fora de controle.

Ele devorou ​​a boca dela. Não lhe deu chance de respirar ou protestar. Sua língua exigia entrada, deslizando sobre o canto dos lábios dela, e ela abriu para ele. Serviu-se, quase frenético para estar pele com pele. Suas mãos deslizaram sob a camisa dela e soube que estava perdido. Ela fez pequenos ruídos na garganta, uma espécie de miado urgente, desesperada para chegar tão perto dele quanto precisava estar perto dela.

Com o seu último vestígio de sanidade, a pegou e levou ao redor do casa, na parte de trás onde o lago banhava na margem e os olhos curiosos de perseguidores e as câmeras dos paparazzi não poderiam encontrá-los. Não levantou a cabeça, beijando-a mais e mais, longos e suculentos beijos que a mantinha inconsciente quando saltou para a varanda, e conseguiu abrir a porta de vidro deslizante para o quarto dela.

No momento que entrou, a empurrou duramente contra a parede tirou-lhe a blusa e jogou a distância, desesperado para chegar a pele macia dela. Houve um som sinistro e viu uma rachadura espalhando-se na parede atrás das costas dela. Não percebeu quão urgentemente precisava tocá-la. Reivindicá-la. Estava em sua mente desde o momento em que colocou os olhos nela. Não importava a parede ou qualquer dano, apenas removeu todas as partes de material que estava entre ele e a pele macia dela.

As três últimas noites ele se sentou em uma cadeira na varanda, enquanto ela dormia, sua sentinela silenciosa. O cheiro dela enchia seus pulmões e o deixava duro incomodando-o toda a noite, sem conseguir dormir, mesmo na cadeira. Sabia que ela era seu instinto, mas tocá-la confirmou. Usava um sutiã rendado azul meia-noite, sexy como o inferno, as curvas suaves derramando no topo, os mamilos duros e eretos, empurrando através da renda para tentá-lo.

A respiração dela vinha em suspiros irregulares, levantando os seios em direção a sua boca faminta. A caixa torácica dela era estreita, a cintura pequena. A calça solta que usava prendia baixo em seus quadris. Ela era tão bonita, tão sensual, seu corpo em movimento contra o dele, os lábios inchados com seus beijos e os olhos ligeiramente vidrados.

Ele a prendeu contra a parede com seu corpo, levantando as mãos para seus seios, sentindo o peso flexível, a requintada suavidade da mulher, antes de dobrar sua cabeça para saborear. Ela suspirou e puxou a cabeça dele para ela, segurando-o próximo, enquanto seu coração batia em seus ouvidos e o aroma e sabor dela o engoliu.

Sua boca se moveu sobre a carne macia, língua lambendo os mamilos através das rendas. Não podia esperar outro momento, puxou o sutiã para baixo expondo o tesouro, sem a renda os seios empurraram completamente para cima em direção a ele muito mais. Cobriu o lado direito com a palma da mão, sua boca saboreando o seio esquerdo profundamente na boca. Ela gemia e se contorcia contra ele, apertando seu domínio sobre sua cabeça e empurrando-se firmemente nele. A perna deslizou para o alto, para que a almofada macia do V entre as coxas montasse seu quadril, inflamando ainda mais. Era tão malditamente sexy que o estava enlouquecendo.

Ele se alimentou dos seios dela, um primeiro, e depois o outro, arrastando e rolando seus mamilos, seus dentes beliscando, a língua deslizando sobre a dor para aliviar. Era sensível a cada toque, a boca e as mãos e sentiu a reação dela, o estremecimento de seu corpo, seus quadris resistindo contra ele, o roçar de seu corpo apertando ao longo da coxa dele. Precisava que ela queimasse tão quente como estava. Ela deveria querer isso também.

Bijou estava em chamas, queimando de dentro para fora. Seu corpo não se sentia como se estivesse sozinho, de uma forma que nunca sentiu antes, o que não fazia sentido para ela. Estava bem, sentada em seu quarto, passando os planos para o renovação de seu apartamento acima do clube, quando de repente não podia continuar sentada. Uma onda urgente varreu sobre ela.

Seus seios doíam e vibravam. Seus sentidos ampliados e necessitados. Sua pele muito apertada e muito sensível. Mesmo suas roupas a machucavam. Onda após onda de calor surgiu através de seu corpo, percorreu suas veias queimando. Não conseguia parar de se mover, seu corpo ondulante com sensações sensuais que não podia controlar. Fugiu de seu quarto, tentando fugir de si mesma e da maneira que sua pele coçava e a virilha pulsava com a necessidade.

Não era como se não conhecesse Remy todo protetor sobre ela. Era esse tipo de homem. Sabia disso. Sabia que se sentia responsável por ela e admitir para ele que estava com medo de um de seus perseguidores, o deixou paranoico. O beijo dele acendeu um fogo que não podia colocar para fora, não importava quantas vezes lembrava a si mesma que o beijo foi para as câmeras e os tabloides para chegar até seu perseguidor. Então, por que doeu tanto ouvir Saria confirmar o que já sabia? Por que se sentia como se tivesse sido esfaqueada no coração?

Correu, sua mente em caos, seu corpo com tal urgência que mal conseguia recuperar o fôlego. Nunca fugiu de nada. Era uma lutadora, sempre tomava a decisão racionalmente, nunca impulsivamente. No entanto, desta vez, não podia pensar. Não conseguia parar o sangue correndo tão calorosamente por seu corpo. Correr era a única coisa a fazer. Não sabia o que faria quando chegasse a cidade. Certamente não podia ir à procura de uma noite quente... E então Remy estava lá, tão calmo e tranquilo, tão totalmente no comando, como se nada o atingisse.

Ele tomou o controle, como sempre fez, nesse charme, você-é-tão-jovem e eu-sou-tão-crescido-e-assumo-o-comando com sua maneira irritante. Ela tanto detestava quanto amava a confiança dele, e que apenas lhe mostrou como realmente errada estava. Quando ele tomou as chaves do carro direto de sua mão, sorrindo, experimentou uma fúria verdadeiramente assustadora.

Não possuía um bom temperamento. Certamente não com tanta intensidade que causaria uma atitude imprudente, uma explosão, uma compulsão idiota para cortar o rosto de Remy. Queria rasgar o rosto direto para fora de seu crânio para tirar aquele sorriso presunçoso e confiante para sempre. Por um momento, até pensou em pular em cima dele e mordê-lo. Assim muito atípico dela. Havia uma rugido em seus ouvidos. Suas mãos doíam, as juntas incharam até que seus dedos se enroscaram como garras e mal podia suportar.

E então ele puxou-a para si.

Seu estômago no fundo do poço e a pulsação entre as pernas se transformaram em uma terrível saraivada de selvagem necessidade. A mão dele fechou em seu cabelo e arrastou sua cabeça para trás. A mordida de dor devia tê-la chutado, gritando e corrido por sua vida, mas em vez disso, seu corpo inundou com um liquido quente e acolhedor. Cada célula de seu corpo se estendia para ele. Algo selvagem e desinibido ergueu-se como uma onda de algum lugar de dentro dela.

Estava perdida nas chamas. Na intensidade do desejo de ambos. Nem sabia que poderia se sentir assim. Não havia como voltar atrás. Nem freios. Nenhum pensamento. Só sentimento. Ele provocou uma tempestade, e não havia como colocá-la para fora de qualquer um deles. Queria estar mais perto dele, pele com pele. Qualquer outra coisa que doía. Podia ouvir se tornando frenético, ruídos choramingados, mostrando desespero, mas não conseguiu se conter. Sua boca era como uma fonte de fogo, um refúgio de ouro derretido que nunca poderia obter o suficiente.

Foi o mais aterrorizante, assustador, uma sensação emocionante que jamais teve. Seu corpo estava mais feminino do que já foi. Estava ciente de todos as curvas e o efeito que causava sobre o corpo de Remy. Divertia-se com sua capacidade de inflamá-lo, levá-lo ao longo do limite na loucura e ainda, ao mesmo tempo, estava apavorada porque não podia parar. Não havia como parar. Não havia forma de tomar um fôlego e dar apenas um passo para trás e pensar.

Seu corpo a dirigia e não o cérebro. Não seu coração. Precisava das mãos dele em seu corpo. A boca dele em seu peito, seus dedos dentro dela. Precisava dele para enchê-la, para levar o vazio para longe, essa terrível queimação que se recusou a deixá-la, se consumia de desejo desesperado por este homem .

Ele a deslocou até que a embalou em seus braços, perto de seu peito, sua boca ainda alimentando-se dela, devorando a dela. Não conseguia o suficiente dos beijos dele, consumida pelo gosto dele, o tempero exótico selvagem que estava se tornando rapidamente viciada. Sentiu-se flutuando, levitando, movendo-se através do ar como se estivesse nas nuvens. A brisa fresca do lago correndo por entre as árvores adicionado a intensidade da sensação.

Músculos atados de Remy apertaram e ondularam. Sentia cada músculo definido dele impresso em sua pele quente. Precisava de suas roupas fora, o material literalmente a machucava, estava tão sensível. Estava queimando de dentro para fora, com medo de que não fosse sobreviver. Mal estava consciente de estar dentro de seu quarto, sem ideia e nenhuma noção real de como chegou lá. Remy a empurrou com força contra a parede e rasgou sua roupa em pedaços, tão desesperado para tirar o material fora dela como ela estava, sua boca na dela, exigindo sua submissão.

Sempre queria ver Remy fora de controle, além do limite da razão, sentir como se pudesse levá-lo tão longe, mas nunca pensou nenhuma vez que seria assim, um fogo ardente controlando a ambos. Foi como se um deles acendesse um fósforo e ambos tivessem derramado combustível sobre eles, chamas subindo furiosas desde o momento em que seus lábios se tocaram.

Seu coração batia de medo. Poderia até mesmo sentir o gosto na boca. Não sabia o que fazer, como agir, mesmo como fazer sexo. Obviamente, Remy sabia exatamente o que estava fazendo. Como no mundo que se manteria? Seu corpo podia a estar dirigindo, mas quando isso viesse abaixo, o que faria? Mesmo as perguntas não pareciam detê-la, ou derramar água sobre o fogo. Não conseguia parar de beijá-lo, ou tocá-lo, ou até mesmo moer o corpo contra o dele como uma vadia desesperada por sexo.

Remy de repente levantou a cabeça. Seus olhos brilhavam como uma estranha esmeralda profundamente verde, totalmente focado nela, como um predador. Um grande gato selvagem focado em sua presa. O olhar fixo enviou um arrepio por sua espinha. Não desistiu de seu aperto inquebrável sobre ela.

— Você sabe que não há volta para qualquer um de nós.

Bijou tentou pensar com clareza. Havia um estranho rugido em sua cabeça. Seu corpo se movia constantemente, esfregando contra ele como um gato. Seus seios doíam pela boca dele. Sentia-se vazia entre as pernas e precisava desesperadamente dele para enchê-la. Suas palavras significavam algo, mas estava fazendo uma declaração e não uma pergunta. Havia uma riqueza de posse nos olhos brilhantes com sua cor estranha que enviaram pânico e uma emoção ricocheteando através de seu corpo.

— Quero dizer, Bijou, é tarde demais para voltar.

Remy leu o medo e confusão nos olhos dela. Mal podia suportar as roupas em suas costas e sabia que a pele dela estava queimando, muito ruim. Não haveria nenhuma volta. No melhor dos tempos seus leopardo era difícil, mas o dela emergiu e aceitou o dele. Ele a queria com cada célula de seu corpo, cada respiração. A intensidade da necessidade o acertou. Foi inesperado e um pouco louco como perdeu o controle assim.

Seu leopardo iria marcá-la com certeza. Inferno. Queria colocar sua marca sobre ela, sua advertência a todos os outros homens para ficarem longe dela. Era escuro e primitivo, uma necessidade que não poderia ignorar. Não podia totalmente culpar seu leopardo por não manter as mãos para si mesmo. Se fosse rigorosamente honesto, no momento em que a beijou, mentiu para si mesmo disse que a beijou para estar em um tabloide e trazer seu perseguidor, na verdade queria beijá-la desde o momento em que colocou os olhos nela novamente. Não, precisava beijá-la. Uma vez fez, não havia como voltar atrás para ele.

Ela era viciante. Não conseguia parar de beijá-la. Nunca quis parar. O sabor dela permanecia na boca, em sua mente. Ela de alguma forma se arrastava goela abaixo e se espalhava como um vírus através de todo o seu corpo, de modo que estava viciado. Precisava se alimentar de seu sabor selvagem indescritível. Esse perfume de lavanda misturado com os feromônios dela ficou com ele a cada momento do dia e da noite. Esperou, sabendo que seu leopardo estava perto da superfície e que iria levá-la em um frenesi sexual de necessidade. Ele foi implacável o suficiente para esperar, observar, para estar perto, para que outro não tivesse a chance de interferir ou entrar entre eles.

Não podia resistir a boca dela, o lábio inferior fazia beicinho deixando-o quase completamente insano. Beijou-a novamente, afogando-se em longos beijos viciantes e não conseguia o suficiente. Nunca estaria satisfeito com qualquer outra pessoa. Sabia disso. Ela marcou seus ossos, se envolvendo firme dentro dele. Beijou-a de novo e de novo, mantendo-a presa a parede, com uma perna envolto apertado em torno da coxa dela. Levantou a cabeça uma vez mais checando o ar. Havia coisas que precisavam ser ditas. Explicações. Verdades que precisavam ser reveladas, mas não conseguia pensar direito o suficiente, e não com o leopardo dela tão perto. Emergiria logo. Outro dia. Talvez dois. Talvez esta noite.

A ideia dela vindo para ele assim, essa necessidade, endureceu seu corpo em uma dolorosa de urgência. Sabia que amanhã haveria lágrimas e pesar, se o leopardo dela não surgisse. Confusão. Talvez até mesmo raiva em direção a ele, mas não conseguia parar para lhe dar explicações sobre ser um shifter. Provavelmente não acreditaria nele e não estava em condições e nem ele estava para esperar. Esperava que ela fizesse o leopardo subir e tudo viria da maneira que deveria.

Seu polegar se moveu para trás e para o lado na curva do doce lábio inferior tentador. — Você está com medo Blue. Sei que sim, mas olhe para mim. Sem mais ninguém. Vou tirar você dessa. Apensa olhe para mim.

Ela estava em seu sutiã azul rendado, os mamilos duros e vermelhos de seus dentes e boca. Seus seios levantando com cada respiração irregular que puxava, uma tentação impossível de resistir. Antes que ela pudesse responder a estava beijando novamente. Havia muita confusão nos olhos dela. Ansiedade. Medo de sua aspereza, e não poderia ser gentil, tanto quanto tentou. Seu leopardo dirigia, e agora, mais do que nunca, com sua fêmea levantando, o macho estava muito perto da superfície para mostrar ternura.

Beijar Bijou era melhor do que qualquer bom vinho que já havia provado. Tentou parar, tentou encontrar controle suficiente, pelo menos, para assegurar que não iria machucá-la. Conseguiu levantar a cabeça centímetros da dela, descansou sua testa contra a dela, olhando para os incríveis olhos azuis leopardo. Roçou o cabelo para trás, olhando em seus olhos, tentando tranquilizá-la, quando já estava rasgando sua inocência com sua aspereza.

Era muito experiente para não reconhecer que era inocente, mas seu leopardo não se importou, e nem o dela. Suas mãos se moveram sobre ela por sua própria vontade, moldando toda a suave pele exposta. Sua. Ela era sua, agora e por todo o tempo. A pele dela era tão suave, como cetim, e desbravou um rastro de fogo da boca até o queixo para a garganta e de volta para a boca, porque não havia mais nada que pudesse fazer. Precisava beijá-la. Precisava tocá-la. Suas escolhas estavam muito longe.

 

Bijou fez um som, um grito suave que rasgou Remy, inflamando-o, fez tudo mais desesperado para ela. Colocou pele com pele. O sangue subiu ardentemente, reunindo abaixo e cruel, até que sentiu uma dor gigantesca. Abaixou a boca para o peito dela, sua mão indo para o outro mamilo, com os dentes puxou e brincou. Queria mais do que excitá-la, mais do que deixá-la pronta. Ele não lhe daria um momento para desistir ou mudar de ideia. Foi longe demais.

Ela se retorceu contra ele, pressionando de volta a parede, um pequeno grito suave em algum lugar entre a dor e o prazer escapou. Pegou-a com as duras mãos, girou em torno dela e empurrou sua força contra a parede, com as mãos caindo para o cós de sua calça jeans. Tirou as roupas e os sapatos dela, segurando-a ainda com uma mão dura contra suas costas, implacável, não lhe permitindo se mover enquanto retirava cada pedacinho de pano entre eles.

Suas próprias roupas seguiram, enquanto respirava fundo, tentando manter seus instintos animais na baia. Beijou o caminho atrás das pernas dela, acariciou o traseiro e a fez gritar quando a mordeu duas vezes, a segunda vez deliberadamente deixando sua marca.

— Remy é demais, — sussurrou. Seu corpo tremia com os braços contra a parede, com a cabeça virada para um lado enquanto tentava olhar para ele através de seu longo cabelo sedoso.

A mão dele deslizou entre a parede e a barriga lisa dela, continuou a deslizar parando quando se ergueu, até que colocou o montículo quente enquanto pressionava a si mesmo contra as costas dela, prendendo-a na parede. Estava mais quente e mais molhada do que qualquer coisa que já sentiu. Seu dedo deslizou dentro dela. Ela gemeu e seu corpo apertou o cerco entorno do dedo. Seus quadris empurraram involuntariamente. Inclinou a cabeça no ombro dela, beijando seu pescoço, acariciando enquanto seu dedo entrava e saía de forma lenta como mais queria.

Esfregou as nádegas contra ele, quando ela suspirou e se moveu, incapaz de continuar. Ele cravou os dentes na pele macia e gritou, líquido quente derramou sobre seu dedo, lubrificando-o o suficiente para que pudesse afundar dois dedos profundamente.

— O que você está fazendo? — Sua voz saiu abafada. Rouca. Desesperada. Sua língua lambia as marcas no ombro e pescoço dela. — Deixando você pronta para mim.

— Não sei o que estou fazendo, — confidenciou. — Nunca estive com um homem. Respirou fundo. — Ensine- me Remy. Quero agradá-lo.

Sabia disso. Lá no fundo, sabia que esperou por ele. Lentamente tirou os dedos e os trouxe perto de seu rosto. Tudo nela cheirava lavanda. Mesmo lá. Lambeu em seus dedos. Você tem gosto de lavanda. Seu cheiro me deixa louco.

Antes que ela pudesse responder, girou em torno dela, as mãos duras em sua pele, levou-a até a cama, deitando-a como um banquete para ele. Bijou suspirou, seus cílios longos esvoaçantes, mas não deu chance a ela de protestar, com a boca chegando com força na dela, roubando dela a respiração. Beijou-a até que seu corpo derreteu no dele, suave e flexível, uma vez mais se movendo sem parar debaixo dele.

Com uma mão pegou as dela, e esticou os braços acima da cabeça, prendendo os pulsos dela no colchão. Deslizou uma perna entre as coxas e a abriu para ele. O cheiro dela era tão selvagem e tão atraente como ela. Por tanto tempo se sentiu vazio. Tentou preencher suas noites com mulheres, e quando não deu certo se concentrou em sua carreira. Nada parecia ajudar, até esta noite. Esta mulher. Não a possuía ainda, mas o gosto e o cheiro preencheram todos os seus espaços vazios, até queimava por ela. Sabia. Nunca seria completo novamente sem ela.

Talvez nunca foi completo e por isso o leopardo estava sempre rondando e com fome, tão perto do superfície. Ele se viu de alguma maneira estranho, primitivo. Ela pertencia a ele. Eles se pertenciam. Seus dedos enrolaram em torno do pescoço dela, inclinando a cabeça para trás para expor a garganta dela para ele. Abaixou a cabeça e beijou por muito tempo a linha esbelta. Ela possuía um cheiro tão bom, e a pele era incrivelmente suave.

Seu corpo continuou se movendo, ondulante, quadris resistindo, seu leopardo pressionando perto da superfície ajudando a prepará-la para acasalar. A respiração dela estava irregular, cada suspiro levantava os seios e os empurrava tentadoramente para ele. Beijou seu caminho até um bico tenso e soprou ar quente sobre o mamilo.

Olhou para aqueles olhos brilhantes selvagens. Tão bonita. Seu leopardo estava perto, deixando-a de modo que seu corpo não conseguia parar de se mover por baixo dele, esfregando ao longo dele, até que o rugido em seu ouvidos tornou-se uma exigência.

Acariciou com a palma da mão para baixo na garganta dela, ao longo de sua clavícula até a curva dos seios. A ascensão e queda como seu fôlego irregular fôlego abandonando seus pulmões só contribuiu para aumentar a tentação. Abaixou a cabeça e traçou um mamilo escuro em sua boca. Ela gritou, e se debateu por baixo dele . Ele sugou , usando a ponta de seus dentes para puxar e puxar , o peso de seu corpo mantendo-a presa e aberta à sua exploração .

Os pequenos sons escapando da garganta dela o deixaram selvagem. Sua boca puxou com força os seios dela, enquanto seus dedos puxaram e rolaram o outro mamilo. Ela engasgou e arqueou o corpo. Sabia que era muito inocente para esse jogo duro mas não podia parar. Cada vez que puxava e puxava, cada vez que mordia, seus quadris empurraram e ela se debatia deliciosamente.

— Remy. — Ela tentou alcançá-lo, mas a impediu, empurrando as mãos de volta contra o colchão.

— Shh, Blue, deixe-me cuidar de você agora, — advertiu. Não havia volta, neste ponto, o cheiro de lavanda e mel flutuou, chamando-o e estava perdido.

Bijou não conseguia tirar os olhos do homem que fantasiou quase a vida inteira. Ninguém jamais fez isso. Ninguém nunca deixou seu corpo apertado e carente ou fez seus seios doerem ou causou uma umidade de quente, líquido escorregadio.

Fisicamente, Remy era lindo. Não havia outra palavra para isso. Era o homem mais sensual e sexy que já encontrou. Sonhou com ele, sonhos erótico e quentes, não ousava lembrar quando estava acordada. Era alto e de ombros largos, com duros músculos definidos que ondulavam cada vez que se movia. E quando se movia era com tanta graça, tanto que a afetava, privando-a de sua capacidade de pensar razoavelmente às vezes.

As mãos dele se moveram sobre ela com tal perícia, áspero contra seus seios sensível e coxas suaves. Possuía a boca mais sedutora e a usou, seus dentes brancos e fortes beliscando e puxando, ocasionalmente, mordia suavemente ou com pressão suficiente para fazê-la gritar, mesmo enquanto sua língua aliviava a dor.

Ela não conseguia recuperar o fôlego, jogou a cabeça no travesseiro, mas não conseguia tirar os olhos dele. Ele envolveu um braço ao redor dos seu quadris, fixando-a para baixo, empurrando suas pernas para o outro lado para que pudesse enfiar seus ombros largos entre as coxas.

— Fique quieta Blue. Estive esperando isso por muito tempo.

Sua voz rosnou com fome, e seus olhos brilhavam com um dourado quase feroz. Olhou como se pudesse devorá-la. Seu coração ficou louco, batendo no peito e se ela tivesse um único instinto de autopreservação teria corrido por sua vida, mas estava desesperada por ele, por tudo o que ele lhe daria .

Seu corpo estava impaciente por isso, se movendo sem inibição sobre a cama, tentando seduzi-lo, para tentá-lo. Queria-o fora de controle como ela, os punhos agarrando os lençóis, torcendo e se segurando para ficar parada como ordenou.

Beijou o caminho dos seios dela até toda sua barriga lisa. A respiração explodiu de seus pulmões quando a língua dele mergulhou em seu umbigo, lambeu e brincou lá. Ouviu-se arfar e os quadris estremecerem, mas ele a manteve presa com sua força casual. Mais uma vez sentiu a borda de seus dentes como um aviso, mas isso apenas a inflamou mais.

A mão dele acariciou para cima e para baixo em sua coxa, e seu corpo inteiro estremeceu em resposta. Jurou que sua temperatura aumentava ficando fora de controle e cada vez que a mão dele deslizava sobre sua coxa, o liquido quente vazava de seu corpo e seus músculos se contraíram e pulsavam em necessidade.

Ele olhava para ela com seus olhos de gato estranhos, a umidade escorria do corpo dela e contorcia seus quadris. Um sorriso de pura satisfação masculina, de posse total, como se olhasse algo que pertencia exclusivamente a ele suavizou a curva de sua boca. E supôs que ela lhe pertencia. Um pequeno soluço escapou.

— Remy, por favor. Não vou viver com isso. Você precisa fazer alguma coisa.

Não podia acreditar que fosse ela suplicando. Implorando. Estaria totalmente humilhada sob qualquer outra circunstâncias, mas seu corpo estava em chamas e não conseguia se conter. Pulsando. Latejando. Desesperado para que fizesse alguma coisa. Qualquer coisa. Apenas para lhe dar algum alívio. O sangue rugia em seus ouvidos, um trovão como nenhum outro que já ouviu.

Estendeu as coxas dela ainda mais, até que seus ombros largos incríveis firmaram as pernas dela, cavando a parte interna das coxas. a respiração dela ficou presa e retida em seus pulmões quando a cabeça dele lentamente desceu. Ela sentiu a respiração dele em primeiro lugar. Soprava ar quente sobre ela que tremia muito. Todos os músculos tensos. Contraídos. Esperou. O quarto estava totalmente em silêncio, exceto pelas batidas do seu coração.

Olhou para ela novamente, desta vez sem levantar a cabeça, e por um momento o medo a varreu. Estava quente, um rosnado soou, muito parecido com o rugido de um animal prestes a atacar a presa e devorá-la. Ela estremeceu, seus dedos enrolaram mais em torno dos lençóis.

O primeiro golpe da língua dele atravessou as dobras quentes e escorregadias de seu núcleo, e a fez gritar. Seu corpo inteiro estremeceu e se ele não a estivesse segurando teria saído da cama.

Ele levantou a cabeça, olhou em reprimenda, seus olhos penetrantes e furiosos. — Não faça isso. Foi uma única ordem.

Bijou percebeu que Remy não estava no controle mais do que ela. Dela, sim, mas não necessariamente de si mesmo. Disse que não haveria interrupção, sem volta, e percebeu porquê. Estava além deste penhasco com ela e ambos estavam no meio de algum frenesi apaixonado que não podiam parar.

Ele lambia, a língua muito mais áspera do que esperava. A respiração bateu fora de seus pulmões. Os músculos do estômago dela agrupados dolorosamente. Seus seios estavam tensos e doíam. Ele a segurou para baixo com um braço, lambendo-a como um grande gato faminto, devorando uma fonte infinita de creme quente. A cabeça dela rolou de um lado para o outro enquanto sentia os músculos tensos de seu espasmo, enviando mais creme, a umedecendo com avidez.

Prazer a invadiu com força, ondas turbulentas. O lençol desfiou debaixo de suas unhas, longos rasgos que mal notou. Não podia aguentar muito mais. Seu corpo estava em chamas, queimando de dentro para fora. Mal conseguia recuperar o fôlego, mas ele não parava. Ele se recusou a parar, mesmo quando tentou empurrar os ombros para avisá-lo que era demais.

Seus quadris empurraram de novo e de novo enquanto a língua perversa esfaqueava e explorava. Sentiu os dentes em seu lugar mais sensível e explodiu, partiu, seu corpo empurrou contra seus dedos e boca enquanto choramingava no tormenta de prazer. Ele deu uma última lambida tremulando, o corpo inchado e se ajoelhou, arrastando-a para mais perto dele.

O rosto dele poderia ter sido esculpido em pedra. Sensualidade estava gravada no fundo de cada linha. Os olhos estavam caídos, perfurantes e vigilantes, mas cheios de tão escura luxúria que não havia resistência a ele. — Você é minha, — sussurrou.

Poderia muito bem ter gritado as palavras. Sua voz era baixa, um mero fio de voz, mas as palavras brilharam através de sua mente e queimaram em sua alma.

— Você pertence a mim. — A cabeça de seu pau duro pressionou contra sua entrada escorregadia. — Entendeu? Você é minha.

Desistir de sua alma parecia um pequeno preço a pagar apenas para tê-lo dentro dela. O rugido em sua cabeça estava soando como um trovão agora, seu próprio sangue exigiu um infinito e chocante grito.

Ela não podia ajudar a si mesma. Assentiu com a cabeça. Arquejou. Implorou. Não havia como parar aquela voz feminina desesperada, suplicando para entrar nela. Precisava dar tudo o que ele queria. Bastava dizer a ela.

Ele se inclinou para frente, pressionando a quente cabeça grossa de seu pênis dentro dela, estirando-a apesar do creme escorregadio que o acolheu.

— Toda você. Tudo o que você é me pertence.

Estava depravada, sem vergonha e devassa, mas isso não importava. Um soluço escapou. Ele precisava estar dentro dela. Nada mais poderia parar o terrível calor. A necessidade. Nada mais poderia enchê-la e saciar a natureza implacável das demandas de seu corpo.

— Sim. Tudo o que sou, — sussurrou. — Por favor, Remy. Por favor.

Ele bateu com força, rasgando sua inocência, conduzindo através dos músculos tensos, nunca usados, como aríete, invadindo seu corpo com seu eixo quente, duro e grosso. Relâmpago ziguezagueou através de seu corpo, fagulhas de fogo ardente. As mãos dele eram ásperas nos quadris, segurando-a para que pudesse impulsionar profundamente mais e mais, estabelecendo um ritmo feroz.

Não havia tempo para respirar. Sem tempo para registrar a dor antes de o prazer alagar. Seu corpo agarrou sua ferocidade, pulsando e jorrando, segurando firmemente. Sentia sua bainha muito pequena. Ele era muito grande, estirando-a sem piedade, mas isso só adicionou ao prazer tortuoso. Seu corpo cresceu expandiu. Mais tenso. O fogo crescia mais e mais. Não havia liberação. Nem forma de parar.

Bateu nela mais e mais, embalando-a com cada impulso brutal. Seus dedos cravados na carne, e começou a empurrando cada vez que subiu a frente, enviando chicotes de luz dançando através do corpo dela, sacudindo-a, açoitando-a com calor e fogo. Abriu a boca para gritar, implorar, mas ele simplesmente continuou, os olhos dele pontos gêmeos de intensidade, seu rosto uma máscara de esculpida sensualidade.

A cama balançava debaixo deles, sacudia e parecia viva. Uma rachadura sinistra sinalizou na tábua abaixo deles chiando, mas ele não parou. Dirigiu entre as coxas dela como um louco possuído, golpeando-a com tanta força e tão profundamente, que teve medo que a atravessasse. Ainda assim, não queria que parasse. Medo serpenteava através dela de que não sobreviveria a intensidade de seu calor sexual, mas isso não importava tanto. A única coisa que importava era que a britadeira batia nela com furor erótico.

Ouviu sua própria voz implorando, mas o rugido em seus ouvidos não permitiu interpretação. Apenas necessitava. Simplesmente queimava. Queria queimar com ele. Sentiu o inchaço, a fricção impossivelmente aumentando até que teve medo que as chamas a queimariam. Ainda assim, isso não importava, apenas encontrar uma maneira de fazer a pressão terrível que necessitava interminavelmente por um momento.

A tensão apertou como o frenesi da luxúria crescente entre eles. Seu rosto era uma máscara de determinação absoluta. Batendo dentro dela uma e outra vez, a conduzindo em ritmo furioso, paixão implacável. Ouviu sua voz em sincronia com a crescente pressão em seu corpo. O furioso inferno começou lento, movendo-se através dela enganosamente, e em seguida, escolheu a velocidade para se espalhar rapidamente, engolindo cada parte de seu corpo.

Ela gritou. Ficou rígida. Sentiu o pau pulsando, inchado. Todo tempo seu corpo agarrou o dele em um terrível estrangulamento, o atrito queimava mais quente do que nunca. Sentiu endurecer. Reunir-se em si mesma. Ele empurrou com força, dirigindo profundamente e pulverizou sementes aquecida nas paredes tenras.

Ela lutou para encontrar sua respiração enquanto seu corpo ondulou com a vida, apertando e ordenhando-o, insistindo que recebesse até a última gota. Umedecendo os lábios secos, forçou os cílios a piscarem até que pudesse olhar para o rosto dele. Gotas de suor se agarravam ao cabelo dele e sentiu um pouco de seu próprio suor escorrendo pelo lado do rosto e mais entre os seios.

Não conseguia se mover. Sentia o corpo mole, uma boneca de pano, nada mais. Poderia apenas olhar para ele. Foi uma loucura. Eram escravos de alguma loucura. Nunca agiu dessa forma em sua vida e seu comportamento a aterrorizava. Seria como Bodrie depois de tudo?

Remy se inclinou sobre ela e roçou beijos no canto dos olhos, os lábios sorveram como se provasse suas lágrimas. Ela não estava chorando. Não se permitiria ser como um bebê, e não quando seu corpo ainda pulsava em torno de Remy, do seu sangue, semente e creme do seu próprio corpo escorriam de suas coxas.

Ele beijou o canto de sua boca, o bico de seu peito e com um gemido suave, escorregou de seu corpo e rolou. A ação causou a seu corpo mais ondulação e aqueceu mais, como uma terrível coceira que apenas se recusava a ir embora. Apertou os lábios com força e colocou o braço sobre seus olhos. Estava horrível. Insaciável. O que diabos havia de errado com ela?

Esteve selvagem, louca por sexo muito violento. Seu corpo estava dolorido. Cada músculo machucado, mas no fundo, já podia sentir a fome crescente. Talvez fosse viciada em sexo, mas reconhecê-lo e pará-lo eram duas coisas diferentes. O fogo entre suas pernas aumentava. A tensão se reuniu até que a coceira não era pequena, mas um desejo que não seria capaz de resistir. Precisava ficar longe de Remy.

Bijou rolou para fora da cama e aterrissou em suas mãos e joelhos, desesperada para escapar.

— Onde diabos você pensa que está indo? — Remy exigiu, um grunhido em sua voz.

Olhou por cima do ombro dele. Sabia que não deveria ser medo. Ele foi bruto, mas cada vez que a tocou, a fez sentiu prazer. Estava muito sensível, o corpo em chamas. Não faria qualquer sentido não se sentir satisfeita. De um modo achou aterrorizante. Estava com tanto medo de si mesma como estava dele.

Os olhos de Remy estavam totalmente selvagens. Lembrava um grande gato da selva pronto para devorar sua presa. Um único som escapou, uma pequena nota de confusão, ou pior, a emoção, e se virou, se esforçando pelo chão em quatro patas.

Tentou se arrastar para longe, seu corpo ainda tremendo com prazer, fome de mais, mas com medo e confusa por suas próprias necessidades desesperadas. Lágrimas estavam perto, não conseguia imaginar como foi de frígida, sem interesse físico em um homem para insaciável, a sensual criatura que continuava a seduzir e incitar Remy para mais.

Ele rosnou uma advertência e foi para ela com a velocidade de um gato, pegando-a por trás e arrastando seus quadris para trás nele. A ereção pesada dele pressionou contra o corpo magro dela por trás. Remy envolveu um braço ao redor de sua cintura, mantendo-a imóvel enquanto empurrou dentro dela, enchendo-a. Estava tão escorregadia com o resto do gozo, e deveria ser fácil entrar, mas não foi, seu corpo lutou contra a invasão e de forma relutante. Alongou-se com a sensação de uma mordida, mas não se importou. A pequena sensação da dor só aumentou o prazer dela, a humilhando ainda mais. O que estava errado com ela?

Ele lambeu ao longo das costas dela, lambendo as pequenas gotas de suor. A respiração dele era quente quando alternava entre os dentes e a língua, fazendo seu caminho até a espinha e para parte de trás do pescoço dela. Parou de se mover, mantendo-a imóvel, o corpo fechado com o dela. Ela empurrou e resistiu, mas ele se recusou a mover-se, segurando-a. Esperando.

Seu coração começou a bater novamente. Os seios balançavam. O cabelo pendurado úmido emaranhado ao redor do rosto, varrendo o chão. O eixo inchado empurrou profundamente, espalhando mais os músculos da vagina apertada mesmo quando não parecia possível.

A respiração quente explodiu dela. Por um momento jurou que sentiu lâminas na pele ao longo de seu ombro e, em seguida, os dentes de estenderam, caninos longos e afiados, numa mordida explosiva. Ela gritou e se debateu, mas ele se recusou a deixa-la ir. No fundo, selvagem, quase feral sentiu uma coceira correr como onda em sua pele e fogo ardia entre suas coxas. Baixou a cabeça, ofegante de dor, aceitando Remy e seu louco sexo violento. O que estava dentro dela o abraçou. Necessitava-o. Queria-o. E estava tão selvagem como ele.

Lentamente os dentes se retiraram de sua pele e sua língua lambia as feridas. Ele começou a se mover, enviando fagulhas de fogo sobre seu corpo, queimando suas veias e liquidando sua vagina agredida. Não queria jamais que parasse. As sensações estavam mais fortes do que nunca, o prazer correndo sobre ela, enquanto batia furioso. Não conseguia parar o orgasmo intenso, do jeito que tomou sua barriga, seios e cavalgou até suas coxas.

Remy a agarrou pelos cabelos e virou a cabeça para trás, acrescentando uma infinidade de sensações de queimadura pelo corpo, aumentando a força dos músculos contraindo em torno de seu eixo. Ainda assim, não parou nem com seu orgasmo. Seu corpo tremia e pulsava em loucura frenética. Ouviu-se gritar enquanto outro orgasmo rasgava através dela. Remy se esvaziou nela enquanto pulsava ao redor dele.

Fraca demais para se manter firme, teria caído no chão se Remy não a tivesse segurado.

— O que no mundo você fez para mim, — sussurrou. — O que há de errado comigo?

— Nada está errado com você, — Remy assegurou , beijando-lhe a espinha.

Fez um som de escárnio em sua garganta. Havia algo de muito errado com ela, mas não estava com energia para discutir. — Não posso me mover. Realmente não posso. Estou tão cansada, acho que vou dormir aqui. Apenas me deixe.

Remy deslizou para fora dela. Ela não se virou, mas deixou-se cair direto ali no chão. Fechou os olhos e o ouviu se mover. A cama rangia e gemeu como se um grande peso tivesse pousado sobre ela. Ouviu algo rasgando como se algo partisse as cortinas pesadas ou as paredes, mas, honestamente, não pensava em levantar a cabeça, mesmo se pudesse. Sentiu-se bem apenas de estar ali e ouvir o coração batendo seminormal.

O zumbido terrível e o calor entre as pernas se foram, se sentiu saciada. Aterrorizada, de que a sensação começaria novamente, manteve os olhos fechados, apertados para que não pudesse ver Remy, com medo de que ele fosse o gatilho. Esperava que acabasse dormindo e ao acordar todo esse episódio não passaria de um de seus sonhos eróticos com ele. Na verdade, nunca sonhou tão vividamente ou imaginou de qualquer forma que o sexo com Remy fosse tão perfeito ou brutal, mas em seu próprio direito era uma artista e com direito a uma imaginação vívida.

Ouviu a água caindo na banheira e o cheiro de lavanda. Não podia se mover. Remy precisava sair. Foi legal da parte dele arrumar o banho para ela, pois estava certa de que era o que estava fazendo, mas não estava disposta a enfrentá-lo, mesmo que pudesse. Que não podia porque não conseguia sair do chão. Ciente de que fazia todo o sentido, manteve os olhos fechados.

— Vamos lá Blue. Tenho que levá-la para água quente.

Conseguiu mexer os dedos, tentando afastá-lo. — Vá embora. Realmente Remy. Não estou me movendo. Estarei bem dormindo aqui e vou pensar sobre tudo isso amanhã.

Ele riu suavemente. — Se não entrar no banho chère, você não vai andar amanhã. Vamos.

Ignorando o murmúrio de protesto, sua mão tentou acertá-lo, Remy a ergueu em seus braços e a embalou contra seu peito. Não era justo que ainda tivesse força e ela fosse praticamente espaguete. Sentia cada músculo deliciosamente machucado e surrado. Sentiu seu corpo usado e decadente.

Uma horrível parte secreta de sua mente estava exultante, chocada, é claro, mas tão intensamente feliz por continuar um pouco mais com Remy Boudreaux. Ou até mesmo se ele a quisesse apenas por uma única noite, e muito menos que afirmou que ela era só dele.

Percebeu que suas coxas estavam pegajosas e era uma confusão absoluta. Como podia uma mulher graciosa recuar após sexo louco? Não fazia ideia, mas precisava abrir os olhos e logo poderia dizer que estava olhando para ela. Podia sentir aqueles olhos inteligentes focados em seu rosto.

Bijou respirou fundo e abriu seus olhos, olhando não para ele, mas, para o quarto que alugou de Saria. Uma parede estava com um buraco no local e várias rachaduras correndo até ele. A outra parede ao longo da cama, cavou um sulco profundo, como se um grande tigre ou um urso estivesse passado as duas garras. A cama afundou com uma tábua quebrada. Os lençóis estavam ensanguentados e em tiras e uma lâmpada derrubada e quebrada no chão.

— Oh, meu Deus. — cobriu o vermelho rosto com as mãos. — O que vou dizer a Saria? Nós arruinamos seu belo quarto.

Não só teria que enfrentar Remy durante o dia, mas não havia nenhuma maneira de evitar que Saria descobrisse o que aconteceu no quarto. Ou quão louca agiu com Remy.

— Estou colocando você na água chère. Não estou pensando sobre o quarto. Podemos consertar o quarto. Isso vai doer um pouco. Coloquei alguns sais ai também.

Ele não baixou os seus pés como esperava, mas entrou na banheira com ela e apenas afundou. Francamente, estava exausta demais para importar como chegou a água, mas no momento em que o calor extremo bateu em seu sexo tentou subir dos seus braços. Remy apertou seu abraço e a forçou ficar dentro da água.

— Seu corpo precisa querendo ou não.

Ela soltou a respiração, mas a água quente já estava começando a acalmá-la, corpo todo dolorido. — Acho que vou deixar você viver um pouco mais, — disse a contragosto. — Mas você realmente tem que parar de dar uma de chefe sobre mim.

Ele riu suavemente, deslocando a sua volta e ao longo de um lado da grande banheira com pés. — Isso não é provável que aconteça mulher, por isso não segure sua respiração.

Inclinou a cabeça contra o encosto alto e permitiu seus cílios à deriva para baixo novamente. — Sinto meus braços como macarrão. Acho que nunca vou ser capaz de andar novamente também.

— Dê a si mesma alguns minutos Blue. A água vai reviver você em algum momento. — Remy pigarreou. Esperou até ela olhar para ele sob os longos cílios. A culpa montou duro. — Ouça querida, sabia que você era virgem e deveria ter tomado mais cuidado com você. Não me contive e levando isso em consideração peço desculpas.

Pestanas se agitaram e fechou os olhos. Um pequeno sorriso curvou seu lábio inferior . Esse lábio inferior fantástico, queria se inclinar para frente e morder.

— Sério? Remy acho que é um pouco tarde demais para qualquer um de nós pensar sobre isso agora. Sei que quer seu pedido de desculpas por ser sincero, mas como poderia ser depois do jeito como estávamos juntos? — franziu a testa. — Ou será que a forma como sempre é quando faz sexo, porque se assim for, perdi.

Ponto para ela. Ainda assim, desejou que poderia ter sido um pouco mais gentil inicialmente. Estremeceu um pouco com isso. “Quando se faz sexo”. — Ela não disse “fazer amor” como qualquer outra mulher diria. Definitivamente foi selvagem, brutal, sexo leopardo com ela, mas ainda...

Ele não entendia por que sua fêmea não havia surgido e isso o preocupava apenas um pouco. Com certeza estava certo sobre Bijou e seu gato, ainda sentia seu macho reagindo ao que pensava que era a fêmea, ainda assim Bijou não foi forçada a mudar.

Empurrou as duas mãos pelo cabelo dela e estudou seu rosto. Havia sombras lá e em torno de seu pescoço um pouco das manchas e das mordidas de amor. A parte de trás de seu pescoço foi marcado por seu gato, reclamando-a. Estava ferida, machucada e se sentindo culpada quanto o pecado. Como explicar sobre seu leopardo para ela?

— O sexo nunca vai ser assim com ninguém, — Remy disse honestamente, — assim é melhor você permanecer comigo.

O leve sorriso apareceu novamente. — Ou poderia estar morto em uma semana, depois de passar com você. — Um rubor subiu do peito ao pescoço. Ela ainda não olhou para ele.

Não conseguia imaginar como ela se sentia. Derramou toda a inibição e não teve nenhuma ideia do porque. Se deixasse escapar. — Querida, você é um leopardo, assim como eu, — ela correria para as colinas e não podia culpá-la. Deveria ter tentado explicar antes de ter começado, mas foi longe demais, demasiado para a escravidão frenética do acasalamento.

— Seria um inferno de um caminho a percorrer — Remy disse, injetando humor em sua voz. Ainda podia perdê-la. Estava fora de sua profundidade e lutando para não ter vergonha de si mesma, quando não havia nada do que se envergonhar.

— Não acha? — Ela inclinou o queixo. — Por que você nunca se casou? — Essa foi uma pergunta capciosa se ​​ele já ouviu de alguém.

Virou-a e pegou a ducha de spray para que pudesse lavar os cabelos dela. — Nunca encontrei a pessoa certa. Para mim foi muito melhor ficar sozinho do que estar com a mulher errada. Nunca vou ser um homem fácil de conviver e minha mulher teria que aturar muito, por isso não havia nenhuma dúvida em minha mente. Seria melhor encontrar o caminho certo se fosse estar com alguém.

Massageou o couro cabeludo dela, na tentativa de aliviar um pouca da tensão. A marca de mordida na parte de trás do pescoço foi mais profunda do que pretendia. Não podia ajudar, mas inclinou a frente e escovou mais um beijo na ferida. Ela parecia flutuar um pouco enquanto ele lavava, secava e, em seguida, trançava seus cabelos em uma longa e grossa trança.

Bijou de repente se afastou, voltando a cabeça na direção dele, com os olhos arregalados de medo e choque. — Remy. — Disse seu nome como um talismã, seu cavaleiro branco, o único homem que podia confiar em um situação assustadora.

Ele se levantou rapidamente, soltando o dreno na água e puxando-a com ele. Levou-a para fora da água, embrulhou uma toalha em volta dela. Seu corpo estremeceu, sensível ao menor toque. Ela umedeceu os lábios e olhou para ele, seus olhos de joias encontrou os dele. — Está acontecendo novamente. Posso sentir a fome se espalhando como fogo através de mim. É você? Você me deu alguma coisa com drogas? Um produto químico para fazer isso acontecer? Para me transformar em uma ninfomaníaca? Está no meu sangue?

Ele balançou a cabeça. — Não seja boba. Nenhuma dessas coisas. Só sei que quando isso acontece com você, também acontece para mim. Estamos juntos nessa, Blue e vou tirar você disso. Olhe para mim, tive você nem sequer a uma hora atrás e estou levantado de novo.

Bijou olhou com extasiada atenção ao tamanho do pênis dele, e se sentiu idiota em resposta. Tiveram sexo violento, e ainda não importava. Sabia que estava ferida. Sabia que o corpo dele precisava de descanso. Inferno. Assim como o seu. Não parecia importar tanto. O pênis rebelde dele possuía uma mente própria, assim como seu pobre corpo abusado.

Estendeu a mão e pegou pela nuca, inclinando-se um pouco na direção dela. — Sentei-me naquela maldita varanda por três noites, tanto que pensei que não conseguiria me mexer. Fiz inventário desse andar em minha mente com todas aquelas imagens erótica com você ajoelhando aos meus pés, sua belos lábios em volta do meu pau me aliviando.

Ela mordeu o lábio inferior, seus olhos azuis subindo ao encontro do dele. O impacto lhe bateu duro, como um soco no estômago. A ponta da língua saiu e lambeu em seus lábios, como se o pensamento fosse intrigante. — Quero Remy. Sonhei com você desse jeito gentil, talvez um milhão vezes, mas sinceramente não sei como. Aprendo rápido, — acrescentou. — Li livros apenas no caso de que você me quisesse. Não queria decepcioná-lo.

— Você nunca poderia me decepcionar Bijou. A chave para ser boa nisso é apreciar-me. Se fizer isso, e sei que você quer assim e que gosta de que esteja em sua boca, me amando dessa forma, qualquer coisa que faça será perfeito.

— Você poderia me ajudar a aprender? Se você me falar com é e tiver paciência... — Parou de falar.

A nota de esperança em sua voz arrastou em seu coração. Estava se contorcendo de novo. O Han Vol Dan estava tão perto e o leopardo dela era definitivamente um animal muito sexual e apaixonado, assim como o dele. Não daria a Bijou qualquer alívio, seu calor levando-a a acasalar. Colocou um pouco de pressão sobre os ombros dela, em silêncio, ordenando-lhe para se ajoelhar. — Sou um professor muito bom, — disse, sua voz rouca.

Ele não duraria muito tempo, sua paixão subindo para encontrar a dela. Precisava estar dentro dela em breve. Ambos eram escravos, não apenas Bijou, e não conseguia parar de tomá-la de novo e de novo, não importava o custo para qualquer um deles.

Quem poderia resistir aos olhos de Bijou, seus longos cabelos caindo sobre sua pele macia de joelhos olhando para ele com seus olhos escuros de desejo incríveis? Precisava da boca dela em volta do seu pênis. Já estava pingando de antecipação.

Os seios dela subiam e desciam, os mamilos mais duros que nunca. Queria isso tudo tanto quanto ele, e quase caiu em seus próprios joelhos. Colocou os joelhos um pouco mais distantes com o pé, apreciando a realidade de sua imagem uma vez mais. O corpo dela estava aberto ao dele, carente como o dele, lambeu os lábios novamente, como se não pudesse esperar o gosto dele.

Já podia cheirar a chamada dela, o mel de lavanda selvagem flutuando entre as coxas para provocar seus sentidos e deixá-lo louco com a necessidade de tê-la novamente. Era leopardo, levaria cada lição erótica que lhe desse de forma apaixonada. Deixou seu olhar preencher o dela, e em seguida, pegou seu cabelo em seu punho e ergueu o queixo. — Explore-o com sua língua. Conheça-me. Cada parte de mim. Pertenço a você, por isso tome seu tempo e divirta-se.

Não estava completamente certo de que poderia lhe dar esse tempo, mas descobriu que precisava dar isso a ela. Suas mãos o tocaram timidamente no início, acariciando, pequenas carícias que o fizeram querer rosnar.

Então, tocou com mais confiança, testando seu peso, seu perímetro, segurando as bolas e as rolando suavemente. Jogou a cabeça para trás no primeiro golpe de sua língua. Pluma. Aveludada. Não sobreviveria a esta noite.

Usou as costas de sua mão suavemente acariciando os lados do rosto dela, estimulando enquanto ela construía a coragem. Era tudo o que podia fazer para não se forçar a empurrar seu pênis na boca dela. Fogo queimou sobre ele quando a língua acariciou, lambeu e chupou no seu saco pesado. Isso não funcionaria, não quando ela era tão sensual e obviamente para agradar a todos os seus caprichos. Nunca duraria.

— Blue, preciso de sua boca em torno de mim. Chupe-me com força. — Agora sua voz estava quase desaparecendo, apenas um comando forte que era mais do que um rosnar na voz .

Bijou lambeu o eixo, rodou sua língua ao redor do cume e para baixo sob a cabeça de seu pênis. Sua respiração assobiou fora dele enquanto ela lambia sobre a cabeça e, em seguida, empurrando para baixo, levando-o ao calor de sua boca. A sucção foi apertada e sua língua brincou sobre sua dura carne. Ele não precisou ensiná-la. Não havia nenhuma maneira que poderia lhe permitir explorar muito mais tempo, não se planejava estar dentro dela.

O cheiro dela o chamou, uma chamada selvagem que não podia ignorar, nem mesmo para o êxtase de sua boca se movendo sobre ele com tanto cuidado. Estava se contorcendo, seus quadris ondulantes em desespero, mas ainda fez o possível para agradá-lo.

Puxou o cabelo dela, esperando até que olhasse para ele. Os olhos dela eram de gato quase puros, brilhando para ele como duas joias brilhantes durante a noite.

— Preciso estar dentro de você, chère. justo agora. Há todo tempo do mundo para que você possa me dar prazer como este, mas agora, preciso de algo mais. — Traçou e apontou para cama. — Ajoelhe-se ali embaixo.

Bijou fez como lhe ordenou sem perguntas. Sabia que a exaustão não importava. Inibições não contavam. Ela não possuía mais escolha do que ele. Tudo o que podia era aproveitar ao máximo sua adesão prazerosa e apaixonada.

No final, quando o amanhecer penetrou, e ela finalmente caiu em um sono profundo, não tinha ideia real de quantas vezes a levou, só que cada vez ela gritou de prazer, seu corpo montou o dela levaram a ambos para o paraíso uma e outra vez.

Remy olhou para Bijou esparramada na cama, sua pele marcada com suas impressões digitais, e os dentes do seu leopardo. Ele a marcou, a reivindicou à maneira de seu povo, um ritual primitivo, mas serviu o seu propósito de advertir qualquer outros machos, e certificando-se de que a fêmea emergente leopardo aceitasse o macho. Bijou Breaux formalmente agora e para sempre... dele.

 

— Você realmente irritou alguém, — Gage disse, com as mãos nos quadris, enquanto inspecionava o dano no apartamento do irmão.

Remy notou com um sorriso interior que seu irmão mais novo se posicionou protegendo um pouco a frente de Remy. Sabia, sem dúvida, se houvesse problemas, poderia puxar seu irmão para fora do caminho, mas o retardaria por um segundo ou dois. Por outro lado, foi um sentimento bom saber que seu irmão abrigava aqueles instintos de proteção por ele.

— Acho que fiz, — admitiu com alguma satisfação. Olhou ao redor do pequeno apartamento que alugava em Nova Orleans. Sua casa seria sempre no pântano, mas nem sempre era conveniente fazer seu caminho a distância cada noite, então manteve um lugar mais perto da delegacia.

— Ele realmente rasgou o seu apartamento, — Gage disse. — Não acho que há nada mais.

— Não mantenho nada de valor aqui, — Remy respondeu e deu um olhar longo, lento ao redor da sala de estar de seu apartamento.

Tudo foi destruído. A mesa, as lâmpadas. O aparelho de televisão que ficava na parede foi destruído, deixando um enorme buraco no Sheetrock[9]. O sofá e cadeira almofadadas foram cortadas e o recheio arrancados.

— Diria que ele estava com raiva, — disse Gage. Olhou para o irmão. — O que você fez?

— Remy encolheu os ombros. — Beijei uma garota.

— Espero que vale a pena, — disse Gage, e deu um passo para trás, mais perto de seu irmão, a fim de perscrutar o quarto. Remy soube o momento exato que Gage inalou e pegou seu perfume. Sua cabeça se virou, os olhos arregalados com o choque.

— Que diabos você tem feito Remy, — perguntou girando em torno para encarar seu irmão. — Você tem o perfume de Bijou em você. Não há equivoco... — Parou de falar, de repente pegando outro cheiro muito mais evasivo sombreando Bijou. Inalou acentuadamente. — Ela é...

Remy assentiu. — Leopardo. Minha. — Deixou isso muito claro. — Esse filho da puta a tem perseguido. Ele não vai parar com isso.

Gage ergueu a mão, sacudindo a cabeça. — Espere um minuto. Preciso de um momento aqui. Você reivindicou Bijou Breaux? A multimilionária, que nasceu em berço de ouro, filha de uma lenda? Você está fora de sua mente?

— Já me perguntaram isso mais de uma vez e cuidado com a boca. — Remy encolheu os ombros de ânimo leve, mas suas mãos se fecharam em punhos, a dor em suas juntas lhe dizendo que seu leopardo estava perto.

— Caia na real Remy. Ela é uma riquinha voltando para Nova Orleans. Você acha que é uma garota da cidade natal? Nunca foi uma de nós. È elegante e moderna, é inquieta como o inferno. Está acostumada a viver um estilo de vida nos tapetes vermelhos com a alta sociedade e jatos particulares. Não é nosso mundo e nunca será. Veio aqui por um capricho, colocando seu clube junto a seu pequeno apartamento bonitinho. — Gage colocou uma mão sobre o braço do irmão. — Vai rasgar seu coração em um momento. Nunca vai ficar.

— Cuidado com o que diz Gage. Ela é minha companheira. Ninguém vai levá-la embora de mim. E não permitirei que qualquer pessoa, inclusive meu irmão, faça a vida dela miserável. Ela vai ficar. Pertence a mim se sabe ou não. — Sua voz era firme. Implacável. Bijou poderia tentar correr, mas não iria longe.

Temia sua ira crescente por seu irmão fosse porque Gage estava expressando suas próprias preocupações. Bijou não pertencia as casas no pântanos e ele sim. Ela não pertencia a um fodido leopardo de toca, foi feita para o bem maior. Dinheiro pouco significava para ele, era nada mais do que uma ferramenta para obter a sobrevivência, bem como o montante que ela possuía era quase inimaginável. Não era o dinheiro, era Bijou. Era elegante, uma senhora, assim como Gage disse. A paixão veio do leopardo dirigindo-o. O que acontece se o leopardo dela não surgisse?

— Uma semana atrás, você nem sabia que ela estava na cidade Remy. Agora você está agindo como um idiota, irritando alguns loucos para que você possa ser um herói.

Remy sorriu, mas seus olhos eram de gato. Sabia porque estava vendo imagens distorcidas de calor. — Você não tem que gostar dela Gage, mas você tem que ser respeitoso. Vou defendê-la com tudo o que sou. Ela é a minha escolha. E só para sua informação, seria um idiota e tiraria qualquer perseguidor de uma mulher que viesse me pedir ajuda. Bijou não pediu. Eu insisti.

Gage abriu a boca e fechou bruscamente, sacudindo a cabeça. — Pode ter abocanhado mais do que pode mastigar irmão. Mas vou fazer seu jogo. Você quer Bijou Breaux, então sou totalmente a favor.

Remy inalou bruscamente. O perseguidor havia deixado seu aroma por todo apartamento. Limpou a cena forense, mas não poderia deixar para trás seu cheiro. Ao contrário da cena do crime que o assassino em série deixou atrás, não havia sangue e medo de contaminar o nariz de um leopardo.

— Já se deparou com este perfume antes? — perguntou Gage.

Gage deu outra fungada. — Não. Mas vou conhecê-lo, se me deparar com ele.

— Tenha todos os meninos entrando e sentindo o cheiro dele. Quero-os todos olhando. No momento em que alguém se deparar com o aroma dele, me chame. — Remy soou como se desse ordens, e estava. Era a cabeça de sua família e seus irmãos fariam o que dissesse. Quando Drake não estava na residência, o resto da toca contava com ele também. Queria que todos fossem em busca do perseguidor de Bijou.

A ira do homem para com Bijou estava em escalada, mas sua raiva para com Remy o consumia. Remy se aproximou ao longo da parede em sua sala de estar, a parede que o perseguidor quase destruiu. Havia rasgado a imagem do tabloide com Remy beijando Bijou e outro quadro onde levantou a cabeça e olhou diretamente para a câmera. Seu corpo estava ligeiramente à frente de Bijou bloqueando o rosto do flash, mas não estava negando que era ela.

Seu rosto foi rabiscado com um marcador preto permanente, estava determinado. A faca esfaqueou na região do estômago de Bijou, em seguida, apontou para seu corpo repetidamente, uma e outra vez, cada rasgo na foto maior e mais profundo na parede, então o último. Forenses já lhe disseram que não havia digitais na faca e a própria faca provavelmente não era rastreável, mas pouco importava. O perseguidor havia caído na armadilha de Remy, e era só uma questão de tempo antes que um dos shifters tivessem o perfume dele.

— Vou levá-los para isso, — disse Gage, — mas olhe a sua volta.

Remy atravessou o pequeno apartamento em direção ao fundo, onde era o quarto. — Foi muito metódico aqui. — Olhou para Gage sobre o ombro. — Estava procurando alguma coisa.

Gage se aproximou, suas sobrancelhas levantadas. Não havia uma única coisa no quarto intocado ou sem quebrar. — Procurando o quê?

— A prova de que Bijou esteve aqui.

Gage abriu e fechou a boca novamente. — Droga, mano. Esta não é um boa situação.

— Ele não encontrou nada, — Remy indicou. — Não estou prestes a defini-la como um alvo desse tipo de raiva. Peguei o suficiente de uma chance para beijá-la publicamente. Estava bastante certo de que viria atrás de mim, e sabia que se viesse aqui, ficaria satisfeito que Bijou nunca esteve aqui.

— Você levou um grande risco Remy, — Gage apontou. — Olhe para a raiva nestas exposições do perseguidor. Ele quase age como se a possuísse. Ela está em perigo real e a beijando provavelmente adicionou mais a isso.

— Foi um risco calculado, — Remy admitiu. — E necessário para atraí-lo. — Fez um gesto em direção à cama. — Acho que estava fazendo um comunicado.

Não sobrou nada da cama. Mesmo o quadro estava em lascas. O colchão foi cortado, rasgado e esfaqueado várias vezes, as entranhas de todo o quarto. Remy estava grato que seu colchão bom estava em sua casa no pântano. Na parede do quarto, como na parede da sala de estar, um olho gigante foi pintado com tinta vermelha, o significado claro. Estava sendo observado. Bijou estava sendo observada.

— Sim, entendo, — murmurou sob sua respiração. — Diga a todos para terem cuidado Gage. Se cheirarem esse homem, não quero qualquer um se aproximando dele. Basta identificá-lo para mim.

Gage assentiu. — Vou trazê-los todos aqui.

— Tenho que voltar para o hotel. Saria teve que sair porque seu leopardo estava ficando louca com Bijou lá.

— Será que o leopardo de Bijou, na verdade, emergiu? — Perguntou Gage, seu tom cauteloso.

A resposta abrupta — Não. — de Remy não convidou a discussão.

Gage ignorou. — A mãe dela? Bodrie?

— Não Bodrie, — Remy disse com firmeza. — Ele não abrigava qualquer leopardo nele.

— Você tem certeza disso? — Gage respondeu. — Seus excessos sexuais foram lendários. Isso é um subproduto de um leopardo sem uma companheira.

Remy balançou a cabeça. — Eu saberia. Meu leopardo teria sabido. Estive perto dele algumas vezes. — Havia desgosto em sua voz. Não podia ajudá-lo. Tirar uma criança de oito anos de uma sala cheia de homens e mulheres nus e drogas o adoeceu, e cada vez que pensava em como escolheu o caminho mais fácil, empurrando-a em Pauline e deslocando-o, queria se lançar mais uma vez. — Bodrie não era leopardo, — repetiu ele.

— Você não pode saber ao certo. Não é como se nós não tivemos a nossa própria bagunça aqui no covil com leopardos e meio leopardos enlouquecidos fazendo coisas que não deveriam. Olhe para a família de Bannaconni. E aqui, a família de Tregre. Nem todos os leopardos são de valor, — Gage lembrou .

Remy virou. — Que tipo de estalo é esse?

Gage não deu um passo atrás, Remy estava mais uma vez vendo imagens de calor. — Não é nenhum estalo. Sei que você não gostava de Bodrie. Nunca falou o porquê, mas deveria ter uma razão. Gostava da música dele, mas não conhecia o homem. Não estava me referindo a Bijou.

Remy respirou. Sentia o fedor do perseguidor como uma infecção nos pulmões. — Desculpe Gage. Estou um pouco nervoso. O leopardo dela não surgiu ontem à noite e quando acordar... — Balançou a cabeça. — Ela não é o tipo de mulher de uma noite. Fui muito brutal ontem à noite com ela e era inocente. Preciso chegar até ela e explicar o que está acontecendo antes que sua cabeça decida fugir.

— Imbecil. Remy você está louco? Ela nem mesmo emergiu e você apenas a deixou? E se o leopardo dela decide que está pronto e você não está ao lado ? Ela vai correr para o pântano ou para os igarapés e metade do covil estará lhe perseguindo se você a marcou como sua ou não. Você sabe o que acontece para os homens, quando uma mulher está no cio.

— Ela está exausta. — Remy olhou o relógio. Como tudo o que fez, havia riscos. Calculou contra os benefícios. Não estava com muito mais tempo, o que era porque estava orientando seu irmão para ter os membros da toca no apartamento dele, agora que a equipe forense concluiu.

— É melhor ela ficar. — Gage sacudiu a cabeça em desgosto. — Você é muito bom detetive e um filho da puta inteligente, mas não sabe nada sobre as mulheres mano.

Remy estava começando a ficar mais do que desconfortável com Bijou saindo. Gage estava certo, embora não fosse admitir.

— Já falou com Saria? Está voltando a pousada? — Havia preocupação na voz de Gage.

Remy percebeu que se baseou fortemente em sua própria reputação. Os machos no covil cresceram em torno dele. Conhecia-o e seu leopardo. Poucos poderiam esperar melhor para desafiá-lo, mesmo se tentassem em parceria, quando estavam com Drake. Se você mexe com um Boudreux, mexe com todos eles. Remy contava com uma reputação de punição rápida e assustadora, e os homens sempre se afastavam se entrava em uma briga. Mas uma fêmea no cio era rara em seu covil. Mais Bijou era uma celebridade, com milhões de dólares. Ainda era bonita e inteligente. Talvez Gage tivesse um ponto e superestimou o medo de seu covil por ele.

Seu estômago se agitou. Virou. Sim. Foi um idiota por deixá-la. Precisava voltar para a pousada logo que possível.

Bijou abriu os olhos gemendo, com medo de enfrentar a luz ou a si mesma. Mesmo com o menor movimento sentia a dor caindo por seu corpo. Cada músculo doía. Doía em lugares que não sabia existia. Bijou gemeu e jogou a mão sobre os olhos. Ontem à noite foi a mais intensa, emocionante e absolutamente a melhor noite de sua vida. Então, por que não podia simplesmente admitir que amou cada segundo e seguia em frente?

Por que estava deitada na cama e sentia como se nunca pudesse enfrentar Remy novamente? Era crescida pelo amor de Deus. Podia ter uma noite de sexo louco e enfrentá-lo no dia seguinte, não podia? Deixou escapar o fôlego lentamente e forçou a se sentar, puxando os joelhos para cima e balançando-se suavemente para trás e para frente. Estava traumatizada, é por isso. Totalmente absolutamente traumatizada. Nunca fez nada parecido com isso em sua vida. O que aconteceu com ela?

Estava totalmente sem vergonha. Gemeu e passou a mão sobre o rosto. Será que isso teria a haver com Remy? Seu Remy? Seu cavaleiro branco? Sua ficção, fantasiava que Remy era seu homem ideal. Teve um caso de uma noite com ele. Entregou sua virgindade para ele em uma noite selvagem de sexo louco. Fez coisas que nunca imaginou ou nem sabia que podia fazer e que o amava. Era algum tipo de pervertida quando fazia sexo.

Sempre pensou que fosse inibida, as cicatrizes de ver seu pai no chão, mantendo relações sexuais com várias mulheres. Quantas vezes entrou na cozinha, ou em sua enorme sala de estar ou saiu para a piscina e o encontrou realmente tendo sexo. Ele nem parava quando entrava, apenas olhava para cima e perguntava o que ela queria.

Estava perto dos três anos quando começou a perceber o que ele estava fazendo com essas mulheres. As babás. A governanta. As empregadas domésticas. Elas vinham e quando ele se cansava delas iam embora. Quando estava com sete anos sua professora chegou à casa para falar com Bodrie sobre suas ausências. Ele fez sexo com ela ali mesmo, quase nos degraus da frente, bem na sua frente. Quando Bodrie recusou-se a vê-la depois disso, ela tentou usar Bijou para chegar até ele. Quando esse plano falhou, ela odiou Bijou e fez sua vida miserável.

Como poderia ter se comportado como Bodrie? Mas faria sexo com Remy no gramado da frente. No capô de seu próprio carro. Em qualquer lugar. Nem teria reconhecido que estaria em um lugar público. Era um ninfomaníaca. Não poderia ter de outra explicação.

Um som escapou. Um gemido baixo e um lamento. Balançava-se para trás e para frente para seu conforto. Não culpava Remy. Teria ido para a cidade e seduzido alguém, talvez, Deus ajudasse, um estranho total. Remy pelo menos a salvou de uma humilhação.

Como poderia ir de alguém que se recusou a ter relações sexuais com um homem, mesmo quando estava meio interessada, para essa total loucura ninfomaníaca?

Nos últimos dois dias, ela e Saria estiveram fora de sintonia. Esteve inadvertidamente flertando com Drake? Poderia possivelmente ser o tipo de mulher que dormiria com o marido de sua melhor e única amiga?

Gemeu de novo e mais uma vez cobriu o rosto com as mãos. Seu primeira inclinação era arrumar tudo e só sair de New Orleans, inferno, mas sabia por experiência que não podia correr mais do que já fez. Ninguém podia. A única coisa boa que poderia conseguir seria não ter que enfrentar Remy e não agir como seu pai na frente dele novamente.

Ela não queria perder Saria como amiga. Tudo o que podia fazer era pedir desculpas e sair. Poderia facilmente ficar em um hotel até as reformas em seu apartamento terminarem. Evitar Remy não seria fácil se ele não quiser ser evitado, mas não confiava em si mesma em torno dele. E talvez, com sorte, a atração física que sentiu por ele fosse simplesmente uma confusão que fez sobre suas fantasias com ele, e agora que fizeram sexo, não pensaria sobre ele mais.

Sim. Certo. Atraiu uma forte respiração dura. Não havia outra explicação. Realmente era como seu pai. Sempre disse que não seria nada parecida com ele. Seria responsável. Prometeu ser completamente o oposto de Bodrie, e aqui estava ela, um animal selvagem na cama. Não foi capaz de se controlar, nem sequer tentou, não depois que Remy a beijou. Sua boca ainda ardia, seu gosto ainda potente e viciante.

Teve que forçar o corpo dolorido a se mover. Cada passo até o banheiro apenas serviu como um lembrete de que ferrou o grande momento. O lençol como as roupas no cesto estavam manchadas de sangue. Remy colocou lá, mas estavam rasgadas, inútil, e não queria que Saria visse e tivesse que lidar com elas.

Gemeu de novo e olhou para o espelho. Seus olhos estavam com círculos escuros sob eles. Seus lábios pareciam inchados. Havia picadas em todo o pescoço e na garganta. Um caminho claro de mordidas de amor que passou de sua garganta para ambos os seios e até mesmo mais embaixo. Corou, pensando sobre o que suas coxas poderiam parecer.

Para acordar e se dar mais tempo para pensar, entrou no chuveiro. Não podia deixar de pensar como Remy preparou um banho quente enquanto ela cochilava no chão. Ele a levou para o banho e a lavou cuidadosamente e depois trançou seus cabelos. Ainda estava molhada e teria que retirar a trança e secá-la. Sentiu... Cuidada. Suas mãos foram gentis, em desacordo com o sexo selvagem. Não conseguia se lembrar de uma vez em sua vida, quando alguém a fez sentir cuidada, nunca, exceto quando Remy havia a arrastado de um quarto de hotel a noite quando colocou na cabeça que acabaria com sua vida.

Deslizou pela parede do chuveiro, afundando em um agachamento enquanto a água quente derramava sobre ela. Levou vários minutos para perceber que estava chorando. Esteve sozinha por tanto tempo em meio a uma multidão. Foi cercada toda a sua vida, por administradores e manipuladores, e era tão solitária, ansiou por tanto tempo por uma família. Por um amigo real. Por uma pessoa para se importar se ela estava viva ou morta.

Remy cuidou dela todos os anos de sua infância e adolescência e por isso teve Saria. Voltou para eles, procurando por algo que sempre teve fora de seu alcance. Possuía todo o dinheiro do mundo, e ninguém para compartilhar sua vida. Sabia que estava com problemas. Trabalhou duro para superá-los, mas a confiança só não era fácil para ela.

Soltou a respiração lenta e obrigou a se levantar. Cometeu um erro, mas não sabia como tomar o caminho mais fácil e correr. Precisava ficar em New Orleans para tomar uma posição. Amava tudo sobre sua cidade natal. As pessoas e a música. Os igarapés e pântanos a chamavam. Adorava a comida e os barcos de pesca. O riso e o trabalho duro. Adorava o pôr do sol e os pássaros. Até gostava dos jacarés. New Orleans foi o único lugar que se sentiu em casa. Sua própria estupidez não ia leva-la para fora de sua cidade.

Vestiu-se lentamente, tomando seu tempo com sua maquiagem e cabelo. Precisava enfrentar Saria e confessar seus pecados, o que quer que fosse, precisava de um pouco de armadura. Estava se sentindo extremamente vulnerável e teve a sensação de que havia perdido Saria, seria um golpe que não seria capaz de se recuperar facilmente.

Podia ouvir o telefone celular que deixou no criado-mudo tocando a música que seu empresário mais amava. Foram uns bons cinco anos, um das primeiras que foi realmente um grande sucesso, chegando a primeiro lugar nas paradas quase que imediatamente. Hesitou em responder. Ultimamente discutiam. Bem, ele discutia. Ela fez o que deu em sua cabeça. Sem mais turnês. Não mais enormes espaços.

Não falou com Remy sobre seu empresário estar tão zangado com ela. Quando tomou a decisão de parar o circo, um monte de pessoas estavam muito chateadas, e não podia culpá-los, fazia um monte de dinheiro. Pegou o telefonar para ver outra mensagem dele. Como estava fazendo nos últimos dias. Estava envergonhada por não responder suas chamadas, mas não aguentava ele gritando com ela novamente sobre a mesma coisa, e não depois de acordar um total naufrágio absoluto.

Empurrou o celular em seu bolso, suspirando, tentando ignorar a forma como sua pele coçava em ondas, como se algo vivo corresse abaixo da superfície, esticou-se, em seguida, repetiu o movimento. Teve a súbita vontade de agarrar o corrimão e saltar sobre os trilhos para o chão abaixo. Seus dedos se curvaram, os nós dos dedos latejando, as pontas dos dedos sentindo como se pudessem estourar a qualquer momento. Todos os músculos doíam e sua pele se sentia muito apertada como se estivesse esticada sobre uma maior parte e não se encaixava perfeitamente.

Achou, uma vez que desceu as escadas para fazer café que a pousada estava vazia. Saria saiu, assim como Drake e ela era a única, que lhe permitiu um pouco de tempo extra para pensar as coisas. Foi muito estranho, mas jurava que seu olfato estava intensificado. Quase podia rastrear Remy a cada movimento em toda a casa depois que deixou o quarto.

No momento em que seu perfume encheu seus pulmões, seu corpo ficou em uma espécie de calor. O sangue subiu com veemência. Apertada. Fechou os olhos e os sentidos mudaram, precisava estar lá fora. Remy estava em toda parte em torno dela, tornando-se impossível respirar corretamente.

O celular vibrou e puxou com impaciência e quase deixou cair, seu coração batendo e sua respiração presa na garganta. Remy Boudreaux. Imediatamente sua mão tremeu. Que covarde pirada estava se tornando. Colocou o telefone de volta no bolso com a mão trêmula, e esfregou ambas as palmas para baixo em suas coxas, como se pudesse limpar o efeito que estava sobre ela.

Sua mandíbula doía, uma dor profunda nos ossos que não podia escapar. Seus dentes pareciam ter crescido durante a noite e se sentiam grandes demais para caber em sua boca. A terrível coceira sob sua pele persistiu e arranhou o braço na esperança de fazê-lo parar. Em vez disso, arranhou uma linha na pele, uma marca terrível que sangrou como louca. Amaldiçoou suavemente em Cajun francês, algo que fazia desde que era uma criança, mas também sob sua respiração para que seus professores não pudessem acrescentar esse pecado à longa lista que possuía na época. Poderia o dia ficar pior?

Examinou o corte horrendo em seu braço. Era como se tivesse sido arranhada por um gato selvagem e sentia isso também. O corte foi profundo e longo. Franziu o cenho para as unhas. Estavam longas, mas não tão longas. Sacudindo a cabeça, colocou o braço em uma toalha, indo para o carro.

Precisava de uma distração, e que significava ficar longe da pousada e do aroma irresistível de Remy. Entrando em seu carro, colocou sua música e saiu dirigindo. Estaria se apresentando no seu clube à noite, mas poderia fazer uma pequena exploração e, talvez, dar ao corpo um pouco de alívio. Por alguma razão até mesmo o cheiro Remy resultava em num colapso sexual.

Quanto mais longe da pousada, ficava, mais seu corpo parecia se acalmar e tornar-se ela própria. Depois de alguns quilômetros não sentia o ar como se estivesse comprimido em seus pulmões, e podia respirar corretamente novamente. Soltou um suspiro aliviada. Até a terrível coceira entre as pernas diminuiu, dando-lhe um indulto, esperançosa por um tempo muito longo.

Encontrou-se relaxada enquanto dirigia ao longo do pântano. À noite, a estrada poderia ser assustadora. Cresceu com relatos de aparições estranhas, sussurros de fantasmas e lendárias criaturas rondando os pântanos e igarapés.

Quase perdeu o SUV estacionado na sombra do bosque de cipreste levando para a beira da água. Viu no último momento e freou rapidamente, sua reação de antecipação muito mais rápida do que o previsto. Estava em uma das estradas vicinais, e se o SUV que saiu da estrada, quem quer que fosse não teria serviço celular e podia estar em apuros. Assim manobrou seu carro cautelosamente ainda no bosque, mas bem longe da água.

Novamente foi cautelosa quanto saiu de seu carro, de repente consciente da área absolutamente remota que se encontrava. Contornou cuidadosamente ao redor do SUV, imediatamente viu o paletó de um homem jogado descuidadamente sobre o capô. Estava curvado, amarrando uma corda ao engate de seu veículo, com dois mosquetões de bloqueio para um ponto principal para a corda deslizar.

— Você está bem? — Ela cumprimentou, tentando não assustá-lo.

Ele se endireitou, Girou ao redor para encará-la e alívio inundou instantaneamente seu sistema. Não percebeu o quão tensa estava. Reconheceu-o instantaneamente. Arnaud Lefevre, o famoso escultor, cujo trabalho foi até mostrado na Museu do Louvre na França. Sua obra vendida por centenas de milhares de pessoas e ele sorriu para ela da sombra do bosque de cipreste à beira do pântano. Estava vestido com seu imaculado terno de mil dólares, camisa branca e botas. Esse era Arnaud, excêntrico, mas extremamente talentoso e versátil.

— O que no mundo que você está fazendo? — Bijou exigido. — Arnaud você não pode simplesmente vir aqui sozinho. Este é uma área perigosa.

— Faço isso o tempo todo. — Ele deu um passo a frente e abraçou as boas-vindas, beijando ambas as faces antes de liberá-la. — Tem um tesouro aqui para mim. Descobri anos atrás.

Ela riu, sentindo-se subitamente despreocupada. — Esse é você Arnaud. Por que está vestindo um terno? Este é um pântano aqui apenas no caso de você não ter notado.

Ele levantou uma sobrancelha negra. — Mulher, sempre uso um terno. Você deve saber disso. Nunca sabe quem vai conhecer no meio do nada e tem que usar o seu melhor para impressionar. — Segurou o braço dela. — Você quer me dizer o que aconteceu aqui?

Bijou franziu a testa para baixo em seu braço, cuidadosamente ajeitou o material que ela amarrou sobre a marca da unha. — Honestamente não sei Arnaud.

Ele gentilmente virou o braço para cima. — Parece um gato muito grande e com raiva arriscou ele. Será que você entrou em uma briga com outra mulher?

Puxou o braço. — Isso soa tão como eu.

Ele riu e deu a volta nela para abrir a porta do passageiro. — Trouxe comida e café. Você quer algo?

— Claro. Mas o que você estava fazendo com a corda e seu engate? — Deliberadamente olhou ao redor e para cima, como se estivesse olhando para um precipício. — Nós não fazemos alpinismo em Louisiana.

— Toda vez que vejo você, ficou surpreso novamente por seu sotaque. — Olhou para trás para ela por cima do ombro, os olhos cinzentos dele brilhando de tanto rir. — E você escala. Esqueci isso também. Venha comigo. — Ele apontou para a borda do aterro, uma queda de nove metros de altura, com as estruturas das rochas erodindo, sujeira e raiz. Uma árvore estava realmente inclinada, com seu peso ao longo do tempo lentamente puxando-a para baixo.

Ela se moveu cautelosamente para perto das árvores que revestiam o banco e olhou para o lado. — Lá em baixo? Você procura jacarés?

Ciprestes nodosos surgiam fora da água parecendo eretas figuras gigante, ramos alçando como braços, musgo caindo como cortinas. A água escura reunida e ameaçadora, troncos estéreis deformados lambendo a estreita margem apenas alguns centímetros acima do superfície.

— Rochas, — ele disse, chegando atrás dela, e entregando-lhe uma caneca de café sobre seu ombro. — Você gosta preto certo?

Ela pegou a xícara de café, franzindo a testa para ele. — Rochas?

— Para meu trabalho. Pulverizo-as e obtenho uma variedade de cores, também uma textura fina. Uso todas. Ao contrário da crença popular, Louisiana tem algumas pedras e cristais bonitos, você só precisa saber onde procurar. Logo abaixo de nós, ao longo da margem, existe uma veia de ágatas belas. Isso não pode parece muito para você, mas para mim, as cores são perfeitas para meu trabalho. Não consigo vir aqui, muitas vezes, de forma que cada vez que venho, procuro conseguir algumas rochas.

— Você não está brincando não é? — Bijou perguntou. Podia ouvir o tom da verdade em sua voz, e mais, ele parecia com um menino entusiasmado.

— Não, as rochas são bonitas na cor e possuem apenas a textura certa para minhas esculturas. Eu não extraio muito, apenas um pouco a cada visita, por isso espero que não esteja contribuindo com a erosão do barranco.

Arnaud puxou uma cadeira dobrável com uma mão e abriu habilmente, colocando-o sob a sombra de uma árvore de cipreste. — Sente-se, beba seu café. — Puxou uma segunda cadeira e sentou-se ao lado dela.

— Você sabe que há um assassino pendurando pessoas por aí, não é? — Bijou disse tão delicadamente quanto possível. Odiava colocar um amortecedor no entusiasmo dele, mas precisava levar a advertência a sério. Nunca lhe ocorreu que Arnaud Lefevre visitava frequentemente os pântanos à procura de rochas para suas esculturas. Era bonito e sofisticado, com seu terno de mil dólares e sapatos de caminhada que pagou uma fortuna. Sabia que era um pouco aventureiro, mas nunca considerou que poderia vir para o pântano, especialmente sozinho.

— Li algo sobre isso, — admitiu. — Mas quais são as chances? Venho aqui apenas algumas vezes por ano e chego a esses lugares que ninguém mais conhece. Há um monte de terra aqui, Bijou, e duvido que nossos caminhos se cruzem.

Fez uma careta para ele sobre a xícara de café. — Ainda assim, não deveria vir aqui sozinho.

— Não tenho que me preocupar agora que você está aqui, — ressaltou.

Revirou os olhos e riu, apesar de tudo. Ele era uma boa companhia. Sempre foi. Era intenso quando estava trabalhando, sua mente totalmente em sua arte. Não notava qualquer um ou qualquer coisa quando estava criando algo novo.

Ele se inclinou e puxou a cadeia, levantando o pingente da joia dele. — Esta é uma bela peça, — disse, imparcial, como se não tivesse sido o único a criá-lo. — Costumava utilizar chambersite[10], um raro cristal encontrado aqui neste estado, e petrificado no chão. Fiz a peça para você e sabia que o único lugar que você sempre chamava de lar era Louisiana, então fiz com quase tudo do seu estado.

Às vezes Arnaud, você é tão doce que me faz querer chorar, — disse Bijou honestamente. Por que não podia estar atraída por ele? Era bonito. Possuía dinheiro por si mesmo, certamente não tanto quanto ela. Quando estavam juntos, riam e conversavam sobre tudo. As conversas eram sempre interessantes e animadas. E ainda relaxava na companhia dele. Ele amava algumas das mesmas coisas que ela, como a escalada. Apostava que estava com um saco de escalada com sua engrenagem no SUV dele, assim como estava com o dela trancado no porta-malas de seu carro. Ele viajava muito mais do que ela jamais faria ou queria, mas ainda assim... No entanto, não havia nenhuma química entre eles, nada em nenhum dos lados.

Bijou suspirou. Foi Remy que a deixou selvagem e louca. Foi em Remy que sempre confiou, mesmo que não tivesse realmente reconhecido. Depois de seu comportamento ontem a noite, que sabia o que ele pensava dela.

— Diga- me, — insistiu, inclinando-se. — Posso ver que está preocupada com alguma coisa. Digo a você sobre meu esconderijo secreto de ágata e se você insistir, vou trocar suas preocupações pela localização de chambersite, — brincou suavemente.

Ela lhe lançou um sorriso. De maneira alguma iria contar a alguém sobre seu comportamento devasso atípico com Remy. Encolheu os ombros. — Meu empresário está muito, muito zangado comigo. Não posso culpá-lo. — Isso foi rigorosamente a verdade, para não se sentir muito mal o enganando. Empurrou de volta o mechas de cabelo que saltaram livres de sua trança e estavam irritantes caindo em seu rosto. Realmente deveria secá-lo antes que tivesse deixado a pousada. Estaria um desastre para o show. — Decidi não fazer turnê mais. Quero me estabelecer aqui e apenas cantar no meu clube e gravar no estúdio. Estarei fazendo muito menos dinheiro.

— Então ele não concorda, presumo, — Arnaud resumiu o problema rapidamente. Sentou-se atrás em sua cadeira, com o olhar em seu rosto.

— Já o conheci? Rob alguma coisa, certo?

Assentiu com a cabeça. — Rob Butterfield. Você o conheceu rapidamente em Nova York, quando fui a uma de suas exposições. Sinto-me mal sobre não fazer as turnê, mas só não quero mais essa vida. Ele diz que sou egoísta só pensando em mim mesma. — suspirou. — Provavelmente é verdade também, mas honestamente não poderia viver mais aquela vida. Não sou talhada para os holofotes. Não gosto disso. Não me interpretem mal, amo a música e preciso cantar, essa parte me faz feliz, mas todo o resto... — parou de falar, olhando para o artista um pouco impotente.

Estranhos sempre olham para sua vida e achavam que gostava. Possuía um pai famoso. Todo o dinheiro do mundo. Poderia fazer qualquer coisa que quisesse. Contava com uma voz que era um mistura de fumaça e fogo de acordo com todas os críticos, e podia fazer milhares de shows e vender facilmente mais de um milhão de álbuns quase dentro da primeira semana do lançamento. Estranhos diriam, o que diabos estava errado com ela. Esse era o seu empresário. Continue trabalhando. Continue indo, não importa quão infeliz a vida está.

Arnaud se aproximou e colocou a mão em seu pulso, sorrindo para ela. — No fim Bijou, deve fazer o que é certo para você. Este é um lugar que venho visitar porque me inspira, mas não posso viver aqui durante todo o ano. Os mosquitos só me conduziriam a beber.

Ele riu de si mesmo, fazendo-a sorrir.

— Gosto de Nova York. A vida noturna, a forma como a cidade faz a sua própria música. Sinto-me inspirada lá. Gosto de Paris, e acredite ou não, Istambul. Gosto de viajar e conhecer o mundo, mas no final, meu estúdio é onde preciso estar.

— Você tem lugares secretos que recolhe rochas onde quer que vá, — ela brincou.

— É claro. — terminou seu café. — Que tal você vir caçar rochas comigo?

— Tenho um show para fazer hoje à noite no clube, mas não é por horas. Tão longo quanto isso não demore muito, — disse ela.

Havia segurança nos números. Quem estava assassinando pessoas os capturavam sozinhos, pelo menos até agora, esse parecia ser o caminho. Em qualquer caso, não queria voltar para a pousada, ver o empresário ou Remy. Matar o tempo no pântano com Arnaud poderia ser a cura.

— Vou dizer uma coisa chère, algumas escaladas comigo e vou ao seu show hoje a noite e pagarei o jantar.

O que mais precisava fazer, sentir pena de si mesma? Poderia passar o dia na companhia de Arnaud, ter um bom momento, em seguida, fazer seu show. Cantar sempre a fazia sentir-se melhor.

— Parece bom para mim, — disse e finalizou seu café também. — Mas não vou usar esse engate para amarrar minha corda. Usarei esse tronco mais forte da árvore.

— Você é uma galinha, — Arnaud protestou. — Uso o engate o tempo todo.

— Não vou cair nessa água nojenta, — Bijou disse com um pequeno estremecimento. — Pode rir Arnaud, não vou cheira mal por um mês para provar um ponto. Essa água tem germes suficiente nela para matar metade de Louisiana.

— Você realmente é uma menina, — brincou. deu um tapa no braço dele. — Malditos mosquitos. Como é que não estão comendo você viva?

— Porque sou uma menina, e não um francês, — disse Bijou e dobrando sua cadeira. Não sabia por que os mosquitos nunca a picaram, mas mesmo quando criança, quando todos eram atacados, os insetos se afastavam dela e iam atrás de alguém.

Ela lhe enviou um olhar presunçoso. — Os mosquitos de Louisiana conhecem os nativos e apenas vão atrás dos turistas, turista francês especialmente quente.

— Pelo menos você acha que estou quente. — Fez uma cara para ela quando guardou sua cadeira dobrável na parte de trás do SUV alugado. — Vamos espero que suas habilidades de escalada não estejam afetada por seu senso de humor.

Ela olhou por cima da borda. — Não tenho qualquer intenção de acabar nessa água. Tenho meu próprio equipamento na mala do meu carro.

— Uma menina atrás do meu próprio coração. Se tiver um capacete, pode querer usá-lo. O banco é instável e projeta objetos aéreos, — advertiu. — Recebo destroços às vezes.

O vento mudou, soprando uma ligeira brisa através das árvores. Sentiu agora a familiar coceira subindo como uma onda sob sua pele e respirou fundo tentando controlar a necessidade de arranhar. Por um breve momento, um cheiro flutuou até ela e então rapidamente desapareceu. Elusivo. Sabia disso, e ainda assim não conseguiu tempo suficiente antes que o vento mudasse caprichosamente de direção novamente para identificá-lo. Um arrepio penetrou a espinha e os cabelos na nuca se levantaram.

Bijou se virou, olhando lentamente. — Arnaud sente como se alguém estivesse nos observando?

Arnaud não dissimulou o riso ou agir como se estivesse louca. Levou a sério, saindo de trás do veículo para inspecionar a estrada que corria ao longo do pântano em um processo lento, observando com cuidado. Bijou esfregou a coceira correndo para cima e para baixo em seu braço. Só que rapidamente a sensação desapareceu, junto com a estranha sensação de que estavam sendo observados, deixando a sensação tola. Seja o que fosse a coisa estranha que estava ocorrendo em seu corpo, estava a deixando de mau humor, irritada e nervosa.

— Não vejo nada Bijou, — Arnaud disse. — Mas se você está preocupada, podemos pular as pedras e posso voltar outro dia.

— Não, isso seria tolice. Já estamos aqui, — respondeu Bijou. — Estava ansiosa para ver o esconderijo dele. — Deu uma olhada mais cuidadosa em torno e atraiu uma golfada de ar. Nada.

Ela não fazia ideia do que estava lá fora, que a deixava tão desconfortável, mas não havia nada para indicar que não estavam sozinhos.

 

— Você não precisa esticar muito sua linha, — Arnaud advertiu. — Usa uma linha estática, talvez de três a seis metros. Eu uso um Grigri[11]. É simples, e não gosto de confusão quando estou trabalhando. Recorto e recolho as rochas que quero, coloco-as na minha bolsa e uso um ascendente subindo. Acho que minhas botas são melhores para este tipo de escalada.

Arnaud era um alpinista sério e estava em seu modo sério no momento em que trouxe o equipamento. Ele a ajudou a enrolar a correia de nylon em torno de um árvore viva que estava com cerca de dez centímetros de espessura. Perto da base da árvore, criou fricção entre a correia e a árvore. deixando duas extremidades iguais de comprimento, fez nós em uma ponta.

Bijou lhe entregou dois mosquetões para bloquear cada extremidade. Depois de encontrar o meio da corda, fez dois nós sobre uma ponta de dez centímetros de distância e ligou a cada um dos elos nas correias.

— Um para cada nó, — disse, jogando as cordas para fora da borda, deixando para eles duas linhas seguras para descer de rapel. — Satisfeita?

— Muito, — disse Bijou.

Ele tirou o capacete de sua mão e colocou na cabeça dela. — Isso é para você não ter metade do aterro caindo em você.

Bijou entrou no seu equipamento, rindo enquanto ele teve que puxar as pernas da calça de seu terno completamente. — Grande escalada de calças, — brincou ela.

Sorriu para ela, os olhos dele rindo. — continue tirando sarro de mim mulher e você pode ser forragem para jacaré depois de tudo.

Bijou anexou o Grigri a sua linha, perto do ponto onde ligaram a correia na árvore e esperou Arnaud fazer o mesmo. Ambos ligaram seus Grigri ao laço da sua amarração aproveitando para usar um mosquetão de bloqueio, duplo controle em cada bloqueio deles.

— Vamos fazer isso, — disse Arnaud, uma pitada de excitação na voz, pela primeira vez .

Bijou percebeu que Arnaud raramente mostrava emoção. Ele a fazia rir ocasionalmente, mas nunca o viu fazer isso com ninguém além dela e mesmo com ela levou grande quantidade de tempo antes que relaxasse o suficiente ao redor dela. Parecia desconectado das pessoas, a sua paixão completamente mantida por seu trabalho, que provavelmente explicava por que não havia atração física real entre eles. Todo esporte que escolhia era perigoso e solitário.

Assentiu com a cabeça, e depois de fazer mais de uma checagem de segurança, começaram a descer de rapel a encosta. Claramente Arnaud havia descido o aterro várias vezes e estava mais confiante. Bijou foi muito mais lenta, tomando seu tempo e observando o afloramento acima dela. A sujeira estava definitivamente solta e, ocasionalmente, caía em numa pequena explosão. Arnaud ignorou quando encontrou uma aquisição na saliência fina.

— Não há muito espaço nesta saliência, — Bijou apontou, espiando através da água, meio que esperando um jacaré nadar em sua direção.

— Nunca fico aqui por muito tempo e até agora não tenho evidência que algum jacaré tentou chegar à borda. É muito estreita para até mesmo um de médio porte. — Arnaud enrolou a cauda de sua corda ao redor de sua perna cinco vezes.

Bijou fez uma careta quando cautelosamente colocou seus pés na superfície lamacenta.

Muito cuidadosamente colocou a cauda da corda em torno de sua perna, criando um apoio de fricção.

Agora que suas mãos estavam livres, Arnaud selecionou uma pequena escova de seu cinto de ferramentas e mostrou a ela. — Uso isso para escovar um pouco da sujeira para verificar a cor da pedra antes de remover qualquer uma. Quer tentar? Precisa ter muito cuidado para não perturbar muito do aterro.

Estava oferecendo a ela a escova, mas parecia relutante. Percebeu que era algo de grande importância para ele, não apenas uma brincadeira. Sorriu para ele, sacudindo a cabeça. — Prefiro vê-lo, se você não se importa. Amo olhar você criando sua arte e isso parece similar.

Disse a coisa certa, porque Arnaud lançou um sorriso genuíno e se agachou ao lado dela.

Bijou estudou o aterro acima deles. Pequenas pedras e as estruturas de raízes de árvores pareciam ser a única coisa segurando a terra desmoronando. Algumas raízes sobressaíam como um braço ósseo desengonçado, musgo pendurado a partir deles. Alguns rochas maiores estavam espalhadas ao longo da parede, mas na maior parte, o barranco parecia nada além de sujeira solta.

Descobriu que era impossível não ficar um pouco nervosa. Atrás a água estava infestada de jacarés e à sua frente uma parede alta de solo, alguns dos quais já estavam caindo como poeira em cima de sua cabeça e ombros.

Limpou a garganta. — Arnaud, preciso dizer a você. Você é muito dedicado à sua arte. Não podia ter alguém para fazer isso para você?

Ele examinou a parede de aproximadamente três metros. Intrigada, ela agachou e olhou para a terra, tentando ver o que estava procurando.

— Ninguém mais pode encontrar exatamente o que necessito para cada projeto. Na verdade, agendo uma exposição à galeria aqui porque preciso de algumas das cores que posso obter a partir deste pequeno esconderijo. Posso pegar as ágata reunidas, mas aqui... — parou, usando o pincel como uma ferramenta de arqueologia, expondo a rocha abaixo. — Aqui posso encontrar vários tons que não encontramos em muitos outros lugares.

— Não fazia ideia, — admitiu Bijou, achando toda a ideia elegante, o sofisticado Arnaud Lefevre em seu terno de mil dólares, a mineração de pedra em um pântano perigoso infestado de mosquitos, fascinante. Estava totalmente focado na tarefa de escovar delicadamente a sujeira para encontrar seu tesouro escondido. Ela o viu no estúdio e claramente não percebia sequer alguém ao seu redor, o tempo passando ou qualquer outra coisa. Estava da mesma forma agora , tendo o mesmo cuidado com a caça por sua ágata, a cor perfeita por sua escultura.

Sua paciente escovação revelou uma pequena veia de azul pálido, quase roxo e rochas azul-verdes. Ele continuou a escovação da sujeira solta para expor mais cores.

Bijou engasgou. — Essas cores são bonitas.

— Ainda mais quando trabalho com elas, — disse quase distraidamente. Tomou a espátula e cuidadosamente começou a erguer a rocha roxa para liberá-la. Foi cuidadoso para não arranhar, cavou em volta das bordas para liberar a pequena pedra.

— Você já sabe como vai usá-la? — perguntou Bijou. — Você realmente tem uma escultura em mente?

Ele acenou com a cabeça. — Desenho o que está na minha cabeça, em seguida, descubro quais os meio que usarei e qual a melhor forma, então o que está na minha cabeça ganha vida.

— Arnaud. — Esperou até que ele virou a cabeça para olhá-la por cima do ombro.

— Sabe que você é um gênio, não sabe? Ninguém no mundo pode fazer o que faz.

Estudou o rosto dela por um longo tempo. — Ninguém nunca diz as coisas para mim como você Bijou, e não realmente como diz. Posso ver a honestidade em seus olhos e ouvi-la em sua voz. Você sempre tem me inspirado com sua generosidade de espírito. Às vezes, quando leio os tabloides, fico irritado com a forma como a descrevem, e isso me surpreende. Não fico com raiva, ou sinto muita emoção, a menos que esteja criando.

Bijou não poderia deixar de ouvir o sinceridade em sua voz. Ele não estava fazendo uma declaração de amor, nunca fez. Poderia dizer que sentia muito carinho por ela, como ela por ele, mas apenas algo não muito meloso entre eles, não em um caminho romântico.

— Essa é a coisa mais bonita que alguém já me disse Arnaud. Obrigado, — disse. — E sim, os tabloides parecem realmente gostar de fazer uma vida totalmente diferente para mim. Há um fotógrafo, que é a maior dor de pescoço. Gosta de me seguir, tirar fotos quando estou inconsciente e, em seguida, inventar uma história ridícula atrás a fotografia. — suspirou. — Está aqui em Nova Orleans e já este me perseguindo a cada passo.

Arnaud voltou a escovar afastado sujeira das pedras. — Você não pode registrar uma ação de assédio? Deve haver algum maneira de se livrar dele.

Encolheu os ombros. — Alguém apenas tomaria o lugar dele, e acho que é o caso do diabo que você conhece. Bob Carson morava com meu pai. Estava com ele a quatorze ou quinze anos quando nasci. Quando saiu da nossa casa, ainda vinha todos os dias para ver Bodrie.

— Então era seu amigo e agora a persegue ganhando dinheiro com você? — Perguntou Arnaud, quando cuidadosamente começou a erguer a pequena pedra livre .

— Não diria que fomos amigos. No momento possuía idade suficiente para saber quem ele era, tirava vantagem das mulheres ao redor de Bodrie, usando drogas e bebidas. Viajava com Bodrie como seu fotógrafo pessoal e fez um grande nome para si no ramo. Claro que sempre mostrava Bodrie com boa aparência.

Bob Carson a levou para o hotel na noite que Remy a encontrou, trazendo seus amigos, drogas e álcool. Ficava ainda com vergonha de estar ao redor dele. Remy não reconheceu o homem jovem que espancou naquela noite, ou se fez, não disse nada a ela quando Bob a fotografou se beijando. Arnaud olhou para ela sobre o ombro como se estivesse lendo sua mente. — Ele lhe incomoda. — Deixou cair um pedra púrpura em sua bolsa. Não estava com a intenção de revelar tanto.

— Todos os paparazzi me deixam desconfortável, — encobriu.

Ele riu suavemente. — A coisa é Bijou, você não pode mentir por nada. É uma das muitas razões pelas quais você não pode suportar o negócio que está dentro, você diz a verdade, e quando você não diz, fica envergonhada. Sou seu amigo. Você pode me dizer o que lhe incomoda e não vai acabar nos tabloides. Mantenho suas confidências e seus segredos. Sempre.

— Eu sei. Sinto muito Arnaud. Acho que estou tão acostumada a ser cuidadosa sobre o que digo, que é hábito. — Sentiu vergonha. Não via Arnaud muitas vezes, mas quando via, era sempre o mesmo. Constante. Calmo. Definitivamente alguém que valorizava sua amizade com ela e não pedia nada em troca. Não parecia se importar quem era seu pai, ou quanto dinheiro possuía. Nunca mudou. — Sou grata por nossa amizade.

— Eu também.

No momento que terminou e olhou para suas pedras preciosas, afundou outra dentro de sua bolsa quase com carinho e voltou a atenção para a sua próxima escolha.

Bijou balançou a cabeça. Arnaud estava concentrado, mas era evidente que ela não estava realmente lá. Estava totalmente absorvido no que fazia. Observou em silêncio por alguns minutos, admirando sua dedicação e um pouco fascinada por sua completa concentração. Estava totalmente focado no que estava fazendo, retirou mais duas pedras livres e as deixou cair cuidadosamente na bolsa pendurada em seu cinto de ferramentas. Estava com a sensação que se um jacaré ficasse curioso e corresse para eles da água não notaria.

Sem aviso, um calafrio desceu sua espinha. Essa onda estranha erguendo embaixo de sua pele como uma coceira que não podia ser arranhada. Mais, algo dentro de si selvagem e feral desfraldado, pulou e empurrou contra ela em alarme. Virou-se em direção à água, meio que esperando que um enorme jacaré a atacasse. Só então tomou consciência do silêncio. Os igarapés e pântanos nunca foram realmente silenciosos. Como regra, insetos zumbiam incessantemente e de repente deixaram de fazer qualquer ruído acima de suas cabeças.

Olhando para baixo em sua corda vibrando ligada ao seu equipamento, tocou levemente, sentindo a tensão súbita. Instintivamente, deu a volta a Arnaud, seu corpo protegendo o dele, de cabeça para baixo, a mãos segurando uma haste de raiz. Ambas as cordas deslizaram, caindo sobre eles, juntamente com um deslizamento de terra de detritos e rocha. As pequenas pedras bateram nos ombros e costas. Ela deixou cair um mão no ombro de Arnaud. As cordas deslizaram para fora da borda estreita e caíram nas águas barrentas, o peso sacudindo ambos. Continuou se segurando, tentando ficar tão menor quanto possível, protegendo Arnaud.

O mini deslizamento de terra diminuiu e o silêncio reinou mais uma vez. Bijou ficou, ainda assim, um pouco preocupada que quem quer que tivesse cortado suas linhas e jogado sobre a borda ainda estava acima deles, preparado para jogar mais sujeira neles. Ou pior, se tivesse uma arma e poderia atirar neles. Arnaud se agitou e inclinou a cabeça para olhá-la um pouco intrigado. Confiou em Arnaud para manter a calma.

Apontou acima deles e colocou uma dedo sobre os lábios, contando em sua cabeça enquanto ouvia o movimento. Alguns minutos mais tarde, uma linha de sujeira choveu abaixo, como se alguém estivesse à beira olhando por cima. Sua boca ficou seca, seu coração bateu. Era o assassino acima deles? Ele não podia chegar até eles, se fosse ele.

Arnaud envolveu sua mão ao redor do tornozelo dela, esse pequeno gesto de camaradagem a firmou. Estavam seguros. Poderiam estar presos na pequena borda, mas quem estava acima deles não poderia chegar até eles, mesmo que não pudessem voltar para cima. Eventualmente alguém iria vir e ver o carros e achar que poderiam estar em apuros.

Outra avalanche de rochas e pedras desceu. Ouviu murmurar, mas não conseguiu identificar se era um homem ou mulher acima deles. Um ramo estalou. Silêncio. O SUV começou a subir. Seu coração estremeceu duro. Era definitivamente o veículo de Arnaud. Seus dedos cavaram profundamente no ombro dele. Sabia o que estava vindo. Apressadamente, abaixou-se e colocou a boca perto do ouvido dele.

— Levante-se e encoste-se contra o barranco. Ele vai empurrar o carro borda abaixo para nós.

Arnaud não hesitou. Quando ela deu um passo para trás para lhe dar espaço para ficar de pé, era o mesmo, a expressão calma sem emoção. Ambos se firmaram pressionando contra o barranco quando o motor rugiu, estourando o silêncio como uma bomba. Arnaud estendeu e colocou a mão sobre Bijou quando ficaram encolhidos e tão quietos quanto possível.

A terra acima deles tremeu. Rochas e detritos choveram. Uma árvore caiu na água, a estrutura de raiz rasgando um furo no barranco. O SUV saltou do penhasco acima deles e caiu na frente diretamente para dentro do pântano. Os pneus traseiros passaram por eles por um sopro, parecendo deslizar em suas costas, embora não fossem realmente tocados.

Bijou fechou os olhos e tentou não tremer. Arnaud não tremia, seus nervos como o aço. Ela não esperava isso dele. Era tão criativo e associava criatividade com emoção, talvez porque ela fosse tão emocional. A maioria de seus problemas mais os anos no negócio, estava fora por ser demasiadamente emocional. Não podia lidar com a fama. Nunca gostou de ser o centro das atenções, e no entanto nasceu no glamour e teve que perseguir uma carreira que a mantivesse ali.

Os passos acima ainda continuaram. Bijou apertou os lábios firmes e esperou, enviando uma oração que quem quer que estivesse acima deles não tivesse um arma. Havia ainda o carro dela, e deixou as chaves na ignição, assim como Arnaud fez. Quem fosse o louco, amaldiçoou novamente e cuspiu na água quando o SUV inclinou e, lentamente, começou a afundar sob a água turva. Chutou mais sujeira para baixo sobre eles, embora fosse evidente que não poderia vê-los.

O silêncio desceu. Poucos minutos depois, os insetos começaram a zumbir, enchendo o silêncio com normalidade. Bijou se mexeu, mas Arnaud apertou seus dedos ao redor dela lhe advertindo para esperar uns momentos mais momentos. Os insetos soaram mais altos. Ele relaxou e se permitiu empurrar a distância da parede, casualmente tirando a poeira seu terno. O gesto fez Bijou sorrir, liberando um pouco da tensão. Não importava que Arnaud estivesse ciente de sua aparência.

— Acha que ele se foi ?, — sussurrou.

— Não o ouvi ligar seu carro, mas fique tão perto do barranco quanto puder, — Arnaud advertiu. descobriu que levou um minuto para fazer o corpo se mover para longe da proteção do aterro. Olhou para cima. — É uma longa escalada de volta lá em cima e parece instável.

— Vamos ficar bem, — Arnaud assegurou. Olhou para ela por um longo tempo, um olhar confuso em seu rosto. — Por que você fez isso? — Perguntou Arnaud, com voz inexpressiva.

Bijou franziu o cenho. — Fiz o quê?

— Protegeu-me. Quando soube que ele estava lá, cobriu o meu corpo com o seu.

Encolheu os ombros. — Você é meu amigo.

Ele balançou a cabeça. — Essa não é a razão Bijou. Lembra-se como nos conhecemos?

— É claro. — Ela deu um sorriso apesar da situação. — Foi muito dramático.

— Estava em seu show. Sentei-me na primeira fila e só a assisti. Eu a assisti mais do que ouvi. Quando você saiu, cercada por guarda-costas, você ainda estava assinando autógrafos. Eles não queriam que você assinasse, mas havia gente de fora que não foi capaz de chegar até você e eles se importavam com você. Você estava a poucos metros distância...

— E você estava me encarando.

Ele balançou a cabeça solenemente. Não sorriu. Obviamente lembrando-se de algo que fosse importante para ele. — Não podia me ajudar. Você possui a mais perfeita estrutura óssea que já vi. Fiquei pensando se poderia esculpir você, de algum modo obter essa perfeição em uma das minhas criações. Não sabia até muito mais tarde que a estava deixando desconfortável. Estava tão concentrado em memorizar cada detalhe de seu rosto.

— Você não estava prestando atenção em todo o tráfego e deu um passo para trás.

Ele acenou com a cabeça. — Estava tentando ver sua face sob uma luz diferente. Ninguém se moveu apenas você. Nenhum de seus guarda-costas. Só você. Lembro-me de você correndo em minha direção, tentando me segurar e ambos fomos caindo. Senti o ar quando o carro passou. Estava tão perto. Você salvou a minha vida Bijou, e arriscou sua própria para fazê-lo. Nem uma única pessoa se moveu para ajudar. Só você. Não me conhecia então, mas ainda fez isso.

Bijou encolheu os ombros, um pouco envergonhada. Não pensou antes de se mover, viu o carro vindo sobre ele. — Estou feliz que fiz Arnaud, qualquer que seja a razão. Tenho três pessoas no mundo que conto como amigos e você é um deles.

Olhou para ela por um longo tempo. — Tenho um amigo Bijou e você é ele.

Ela piscou. Encontrou-se sorrindo. — Estamos muito patéticos não é? Nosso inimigo ousado está lá em cima, provavelmente, me despreza cantando ou suas esculturas e está apenas expressando a si mesmo.

— Está tendo um chilique, é o que está fazendo, — Arnaud corrigiu.

Novamente, Bijou foi pega pela falta de emoção de Arnaud. Não estava com raiva, mesmo com o afundamento de seu SUV no pântano.

— Sinto muito sobre seu carro. Você tem alguma coisa importante nele, além de seu equipamento de escalada? — Ela perguntou com lamento. Estava com raiva por ele. Por ambos.

Ele deu de ombros e olhou mais uma vez o aterro. — Nada que não posso substituir. Você está viva. Eu estou. Nós somos bons. A verdadeira questão é, como vamos subir essa coisa sem trazer todo o banco em cima de nós?

Bijou permaneceu em silêncio, estudando a saliência acima deles e o próprio barranco instável. Não sabia como responder a essa boa pergunta.

Arnaud suspirou. — Temos corda. — Começou a puxar a que havia caído de acima para a água, dando um laço entorno dele.

— Você não pode subir usando uma corda lodosa, — ela protestou.

— Vou tentar subir sem uma e apenas usar para a segurança. Você pode amarrar abaixo, — ele disse. — Se puder encontrar um lugar estável para colocar alguma âncora, ou mesmo usar uma boa raiz sólida, poderia fazê-lo até o topo e então posso levá-lo para cima.

— Sou mais leve Arnaud, — disse Bijou uma pouco relutante. Era menor e não teria o alcance que ele. A envergadura poderia ser tudo quando escalava, Arnaud teria um vantagem de altura, mas com o menor peso puxando as pedras e raízes ela teria uma melhor chance de fazer a escalada.

Arnaud fez uma pausa por um momento e olhou para ela, inclinando a cabeça para um lado e depois, lentamente, sacudindo-a. — Sou um melhor escalador Bijou. Você não vai até a parede. É muito instável. Não tentaria se achasse que alguém viria nos resgatar. E não quero a chance desse louco fazendo outra tentativa contra nós.

Um pensamento súbito lhe ocorreu. — Arnaud. E se fosse o assassino, o nós o interrompemos? Ou queria se certificar de que não houvesse nenhuma testemunha. Se você for lá em cima e estiver no meio de um assassinato, ele vai ter que matar você.

A sugestão de um sorriso brincou na boca de Arnaud. — Você é uma menina engraçada Bijou. Nunca conheci alguém como você. Suponho que poderia passar a noite aqui, lutando contra jacarés.

Bijou sorriu para ele. — Sou do pântano, meu amigo. Estaremos comendo um dos jacarés se vierem ao redor. — O sorriso desapareceu. — Vamos esperar mais um hora antes de testá-lo.

Olhou para o céu. — Tudo bem. Mas apenas uma hora. Não vou estar nesta borda depois do anoitecer.

Remy olhou para o relógio e uma vez mais chamou Bijou em seu telefone celular, xingando baixinho repetidamente. Procurou por ela na pousada. Conversou com Saria, e quase todos os outros, e ninguém a viu. O carro dela saiu, mas não embalou suas coisas.

— Blue, — sussurrou em voz alta entre seus dentes. — Onde diabos você está?

Precisava fazer um show. Era muito profissional para não comparecer. Não só faria isso, mas não precisava ir ao ensaio e nenhum membro da banda ouviu falar dela todos os dias, que, segundo eles, ela estava diferente.

Ficou parado lá na rua, olhando para o clube na frente dele. Incomodou os membros da banda, o barman e três garçonetes. Quem faltou? Saria não a viu ou falou com ela. Fez Saria chamá-la duas vezes, apenas no caso dela não estar respondendo a ele, mas Bijou não respondeu. Ok, ele mesmo chamou Gage e pediu ao xerife para patrulhar mantendo um olhar atento no carro dela.

Seu leopardo estava tão desconfortável quanto ele, perto da superfície, necessitando um pouco de liberdade, e talvez isso não fosse uma má ideia. Talvez seu leopardo pudesse encontrá-la quando ele, com todos os seus recursos, não pôde.

— Remy tire seu traseiro fora da rua, — Gage chamado.

Remy se virou abruptamente, a esperança surgindo. — Será que a localizou? — Atravessou a rua para seu irmão em vários passos largos. Cada vez mais o sentimento de urgência estava sobre ele. Não conseguia afastar que ela estava em apuros.

No início, quando chegou à pousada com a intenção de falar com ela, explicar sobre sua herança, o melhor que poderia sem ver a prova real de seu leopardo, ficou com raiva por ela ter ido embora. Temia que tivesse fugido dele, mas ela não teria deixado suas roupas e joias para trás. Havia também muitos objetos pessoais no quarto. Teria tido tempo para embalar as coisas mais importante se fosse sair definitivamente e não embalou.

Assim que pisou na calçada ao lado de seu irmão, Gage balançou a cabeça. — Todos estão fora procurando, mas ninguém encontrou o carro dela. Você quer que coloque um pedido oficial?

— Remy respirou. Podia sentir que algo estava errado, mas esperava outra solução para tentar. Ainda não. Vou para a pousada e deixar o meu leopardo tentar localizá-la. Vou levar um rádio e chamar se encontrá-la ou precisar de apoio.

— É dia. — Impaciência, ferocidade cruzou o rosto de Remy. Seus punhos cerrados e deu um passo automaticamente para trás, longe de seu irmão. Seu temperamento estava tão fora do controle como seu leopardo se sentia. Estava aterrorizado que ela o tivesse deixado e estragou tudo porque não conseguiu parar ontem à noite. Estava irritado como o inferno consigo mesmo. Mesmo Gage ficou chocado que ele deixou sua companheira em um estado de emergência. O Han Vol Dan era brutal com uma mulher, especialmente quando ela não sabia o que estava acontecendo.

— Não dou a mínima se é dia. Meu leopardo pode se manter nos bosques e gramíneas. Vai localizá-la.

Colocou o trabalho em primeiro lugar. Era importante para ele encontrar o perseguidor de Bijou. Deliberadamente atraiu o perseguidor e então, quando soube que esteve em seu apartamento e se retirou, ficou tão impaciente para chegar lá, que a deixou para trás sem sequer falar com ela sobre o que aconteceu entre eles. Ele a conhecia. Conhecia melhor do que ninguém, se ela pensava assim ou não. Talvez melhor do que conhecia a si mesma. Sabia que acordou e ficou horrorizado com o comportamento dela. E atribuiria a genética do pai , e não de sua mãe.

— Não, — sair é loucura Remy, — Gage advertiu. — Você não pode ter um leopardo correndo livre a luz do dia, não se limita ao pântano. Todos estão atentos. Você tem alguns bons garotos fotografando um leopardo e vão caçar e depois vamos realmente ter um problema em nossas mãos.

Ele a deixou quando mais precisava e com certeza não iria decepcioná-la novamente. Sabia que estava em apuros. Sentia. Seu leopardo sentia. Gage poderia pensar que estava louco, mas não era isso. Seu leopardo era extraordinário. Difícil mas extraordinário. Ia encontrá-la.

— Vou encontrá-la Gage. Vou começar na pousada e segui-la de lá. Se você está preocupado, siga à distância e mantenha todos longe de mim.

— Alguém já disse lhe disse que você não só é um filho da puta, mas é teimoso também? — Gage estalou. Remy enviou um olhar frio, calmo que disse tudo. — Acredito que o nosso pai me disse muito antes que você.

— E o que realmente aconteceu que colocou essa contusão em seu rosto? Ela bateu em você?

Remy foi distraído por um momento, memórias vieram sobre ele tão forte, com tal intensidade que por um momento congelou. Depois que marcou Bijou, seu leopardo surgiu para varrer as paredes e, no processo, quando mudou de volta, topou com uma lâmpada, duro em um lado de seu rosto. Estava no meio da paixão, não se importando com mobiliário.

De repente, virou e se dirigiu para seu carro. Ouviu Gage amaldiçoar novamente e, em seguida, Gage correu para seu próprio carro, mas a urgência nele estava crescendo, um sentimento de pavor e medo. Os leopardos diziam-se prontos para encontrar suas companheiras, cada vez que emergiam. Às vezes, essas conexões crescem forte o suficiente para que pudessem até mesmo se comunicar uns com os outros sem dizer uma palavra, usando uma forma de telepatia. Não sabia ideia se isso era verdade, mas sabia que se sentia ligado a Bijou, de alguma maneira, e essa ligação era muito forte.

Dirigiu rápido. A visão de seu leopardo e reflexos rápidos lhe deu uma vantagem na estrada e em qualquer outro lugar aliás. Usou todas as habilidades de seu leopardo, acelerando o carro ao máximo nas estradas estreitas, deixando para trás seu irmão. No momento em que chegou a pousada, avistou Saria no jardim da frente.

Jogou as chaves no banco e recolheu seu leopardo por respeito, mas o manteve perto. Saria correu até ele.

— Procurei no quarto dela. Juro que não levou nada com ela Remy. Ela não o deixou, mas não atende o celular. — Havia preocupação na voz de Saria. — O que aconteceu na última à noite? Estava chateada? — Seu olhar deslizou nele. — Encontrei os lençóis. E o quarto está... destruído.

Remy olhou para ela. — Vou fazer o reparos. Não se preocupe.

— Não estou preocupada com um quarto Remy, apenas Bijou. Será que alguma coisa aconteceu ontem à noite? Vocês dois brigaram? Ela não faria... — parou, olhando mais chateada do que nunca.

Ele balançou a cabeça com firmeza. — não se transformou. Vou atrás dela. Usando meu leopardo. Ele vai localizá-la,

Os olhos de Saria se arregalaram com o choque. — Os fotógrafos têm procurado por Bijou Remy. Você não pode mudar. Sabem que ela está aqui e pelo que todos nós sabemos estão a espreita nos arbustos, ou se colocam até a estrada com uma lente zoom.

Ele se moveu ao redor da casa para trás, longe da rua. A propriedade ia até o lago e na borda do pântano de um lado. Saria seguiu. Remy ignorou, retirou seus sapatos e os jogou de lado.

— Você está falando sério? — Saria opôs, tentando novamente argumentar com ele. — Remy isso é muito perigoso. Ela não iria querer você fazendo isso.

— Estou desnudando irmãzinha, então se você não quer uma boa olhada, pode querer sair.

— Você é tão teimoso! — Exasperada, ela jogou as mãos para o ar e virou as costas para ele. Se você conseguir se matar, isso não vai ajudar Bijou.

Não respondeu. O leopardo já emergindo e saltando para liberdade, ansioso para encontrá-la. Pele correu debaixo de sua pele, a onda que coçava além da razão. Sua juntas doíam e as pontas dos dedos queimavam e latejavam. Juntas estourando, dolorosas ao ponto de se agachar, incapaz de se levantar enquanto tentava agarrar a calça jeans que queimava a pele. Sua visão já começava a borrar para mudar a cor e seu olfato aumentando.

— Pelo menos me deixe certificar de que não há ninguém por perto antes de sair a rua, — disse Saria, desespero afiou sua voz. — Desejava que Drake estivesse aqui para dar sentido a você.

Drake não poderia tê-lo parado. Não podia. A necessidade de encontrar Bijou crescia tão forte que era além de uma compulsão. Tirou o resto de sua roupas e quis a mudança, abraçando seu leopardo, chamando-o para fora. Sempre foi rápido em mudar, mas seu leopardo estava tão ansioso para emergir que levava mais tempo para ajeitar suas roupas, mas agora mal teve tempo o suficiente para circundar o pescoço com sua mochila e botas. Já era quase todo leopardo quando escondias suas armas em sua mochila e a fechava, apenas antes de suas mãos se tornarem curvas e as garras estourarem através da pele.

Pele negra, rosetas escuras definidas profundamente, patas poderosas cobertas com músculos. Forçou seu leopardo esperar o chamado de Saria. Contou os batimentos cardíacos, sua respiração ofegante e profunda no peito quando tentou se conter, concentrando-se na matemática real em sua cabeça. Esperando. Rosnando. Seu nariz já farejando, bigodes agindo como radar.

— Limpo Remy, — Saria chamou. Ele correu em torno do canto, desviou para evitar sua irmã e correu para onde Bijou havia estacionado seu carro ontem a noite. Ficou imóvel, absorvendo o aroma até o carro, um marcador diferente nos pulmões, até a mistura única de lavanda com petróleo e gasolina de seu veículo penetrando profundamente em seus ossos. Andou para cima e para baixo, certificando-se de que pudesse segui-la, especialmente o carro em qualquer lugar.

Remy virou e correu na rua, em movimento rápido. Soaram o latido de dois cachorros nas residências distantes da pousada, no momento os cachorros sabiam que havia um gato grande no bairro, havia encontrado um aparência de cobertura nas árvores que revestiam a rua que conduzia ao labirinto de árvores. Cortou o bosque e seguiu o caminho até a ramificação se movendo rapidamente. Ela só poderia ir por um caminho, e poderia ficar fora de vista, até que chegou a bifurcação.

Na bifurcação desacelerou parando, se escondeu no mato enquanto um carro passava. Deu uma varredura cuidadosa em cada direção, farejou o ar determinado, levou alguns momentos para pegar o caminho que o carro de Bijou passou. Saiu para a estrada e atravessou a bifurcação, com suas patas grandes silenciosas, pegou cada cheiro ao longo do pavimento.

O carro de Bijou foi para a direita para o pântano e longe da cidade. Deixou escapar o fôlego e entrou na estrada, em movimento rápido dobrou para a cobertura das árvores. A linha de árvores encerrava a uns bons cinquenta metros e gramíneas densas substituíam o bosque, mas a grama não era particularmente alta. Pegou a possibilidade de qualquer maneira, cruzando o campo aberto para a grama, ouvindo carros enquanto correu em direção a faixa de estrada separando o pântano. Ao som de um carro ele abaixou, quase a vista de todos, mantendo-se ainda assim, nenhum músculos em movimento. O carro passou, e o carro de patrulha de seu irmão passou ao lado dele. Gage voltou atrás e abriu a porta, Remy pulou dentro

— Você está totalmente insano, — Gage estalou. — Vou levá-lo até próxima bifurcação. Não há nenhuma maneira que seja capaz de encontrar suficiente abrigo para não ser visto.

Remy deitou-se no banco, se mantendo abaixado para evitar que qualquer um olhasse para o parte de trás do carro, mas se passassem por um caminhão, poderia estar em apuros, e assim como Gage, talvez todo o covil. O que estava fazendo era colocar todos em perigo. Drake com certeza teria algumas palavras para dizer a ele quando voltasse de sua viagem e descobrisse.

Gage o deixou sair na próxima bifurcação onde havia muito mais cobertura para o leopardo. Seguiu o carro de Bijou por vários quilômetros quando ouviu vozes à frente dele. Agachou-se na moita, o coração do leopardo batendo rápido, o silencioso grunhido subiu. Os três homens na caminhonete fediam a álcool e maconha. Reconheceu os três.

Ryan Cooper e seus amigos entraram no café para obter um autógrafo de Bijou e causaram problemas. Brent Underwood e Tom Berlander quase sempre acompanhavam Cooper. A decepção de Remy, às vezes Robert Lanoux, um dos leopardos também. Felizmente desta vez não. Cooper possuía uma má reputação. O gato lutou contra seu controle, querendo rastejar atrás deles. Uma garrafa colidiu com a moita, caindo a centímetros de onde o gato agachou. Remy se segurou quando o instinto do gato era fugir ou atacar. Poderia fazer um rápido trabalho com os três homens rapidamente.

Ryan Cooper tirou uma pistola e atirou a garrafa, quebrando-a. O leopardo girou e correu em direção a grama mais no fundo, assim quando outros veículo vieram na estrada. O Land Cruiser desviou, fez um U retornou e parou quase no centro da estrada. Bob Carson, o fotógrafo, saiu do lado do motorista, uma câmera pendurada no pescoço. Olhou para a moita onde o leopardo havia acabado de estar. Remy deitou no solo e começou a rastejar lentamente para longe do perigo, assim que Gage dirigiu o carro patrulha.

Cooper e seus amigos pronunciaram palavrões. Carson continuou a bloquear a estrada, olhando, sem dúvida para Remy. Manteve afastando do grupo, mas de modo lento e sorrateiramente que podia ouvir o sarcasmo arrastado de Gage.

— O que diabos você está fazendo Cooper ? Você e os meninos se embebedando, então ficando atrás do volante de seu caminhão e dirigindo desse jeito?

— Você não nos viu dirigindo, — Cooper opôs, com voz arrastada, mas beligerante. Estamos aqui cuidando do nosso próprio negócio e você pode apenas fazer o mesmo.

Gage virou a cabeça devagar para olhar em Bob Carson. — O que você está fazendo bloqueando o tráfego? Você estava bebendo com eles?

— Só vi um... leopardo. Acho que era um leopardo.

Os três homens que estavam no caminhão de repente pareciam sóbrios, lançando cautelosos olhares em torno deles. — Você viu o Rougarou[12], — Cooper disse em um tom baixo, assustado. — Aqui?

Carson fez uma careta. — O que é um Rougarou?

— Vai rasgar você e não vai deixar nenhum sangue em seu corpo, — disse Cooper.

— Uma lenda local, — disse Gage, andando ao redor do caminhão para o capô. Levantou- e enfiou a cabeça dentro, remexendo. — Na maioria das vezes quando recebemos uma chamada não é nada, mas as vez encontramos corpos rasgados distantes e nenhuma gota de sangue é deixado neles. — Satisfação coloriu seu tom. Ergueu a mão, pegou as chaves reunidas e penduradas. — Você pode pegar estas no escritório Coop. Você não pode dirigir bêbado.

— Não pode simplesmente nos deixar para o Rougarou nos matar, — Cooper protestou.

— Talvez possa falar com esse cara, — Gage enviou o seu polegar na direção de Carson. — Para lhe dar uma carona. Ofereça-lhe dinheiro, ou vou chamar um táxi. Um táxi vindo todo o caminho até aqui para recolher seus traseiros medrosos não será muito dinheiro para você em tudo.

A leve brisa mudou um pouco, uma rajada brincalhão rodou as folhas e gramíneas para o ar e tão rapidamente diminuiu. O leopardo se virou, quase se esquecendo de que precisava ficar abaixado e fora de vista. Um fedor encheu seus pulmões. Conhecia o perfume. Reconheceu. Mas qual o homem? Não estava perto o suficiente. Esperança era que Gage pudesse separar os aromas individuais dos quatro homens.

O leopardo rosnou e continuou sua jornada para encontrar sua companheira.

 

CAPITULO 9

 

Arnaud, você vai se matar. Precisa parar, — suplicou Bijou. — Esse sistema de raízes não vai resistir. Você já subiu três vezes e cada vez o barranco se desintegra. Quase acabou no pântano por duas vezes. Por favor, desça.

Sem mencionar a sujeira e pedras caindo em cima dela. Não queria pensar sobre o que aconteceria se ele caísse. Conseguiu mantê-lo na borda estreita a última vez que despencou, mas distendeu o ombro e quase não conseguiu segurar. Era um pesadelo. O sol estava começando a declinar, e ninguém veio para investigar. Talvez seu carro foi roubado e não havia provas que foram até lá.

— Não se preocupe. — Como de costume a voz de Arnaud era suave, sem pânico. — Nós não podemos simplesmente sentar aqui a noite toda. Esperamos alguém vir, mas ninguém veio. Isso tem que ser feito. — Havia absoluta convicção e resolução na sua voz.

O homem não era humano. Estava em pânico, tentando não estar, mas não conseguia descobrir o que fazer a seguir. Claramente subir ao topo não era viável, mesmo com a corda e equipamentos e Arnaud ter excelentes habilidades de escalada. Cada suporte e ponto de apoio que encontrou desintegrou sob ele. Mini avalanches escorriam sujeira continuamente e se ele se movesse, mais rochas vinham junto. A raiz que ele grampeou seu mosquetão para avançar lentamente, também caiu, e com ela, a pequena árvore inclinando-se sobre o aterro. O SUV deve ter deslizado a árvore enquanto caiu sobre o barranco, e agora também estava precária.

No momento que pensou, um som horrível rugiu, a árvore tombou, o que parecia em câmera lenta. Sujeira e detritos bateram em cima dela. Cobriu a cabeça, grata pelo capacete, tentando ficar o mais próximo do barranco quanto possível e se encolheu. Os sons acima dela eram horríveis, rangeu e rachou, a árvore gemeu em seguida, um terrível assobio sinistro quando a árvore começou a cair para o lado. Por um momento oscilou, e então o peso puxou o raízes do barranco.

Bijou, instintivamente, agarrou a lanterna e ligou, colocando-a na boca para deixar as mãos livres quando se virou de frente para o barranco, ainda agachando-se e cobrindo a cabeça, enquanto mais pedras e sujeira escorriam. Não houve tempo para Arnaud chegar ao sistema de raízes. A árvore o arrastou por cima da borda e para as águas turvas do pântano. Segurou firme à corda, com a esperança de senti-lo vir para cima.

Quando não o fez e não havia tensão na corda, sabia que estava preso e não restava muito tempo. Pulou atrás dele. A água estava fria, o odor desagradável, mas quando seus pés não bateram no fundo, tirou a lanterna para fora de sua boca, puxou uma profundo respiração e seguiu a árvore para baixo. Esforçou-se para ver mais alguns centímetros à sua frente. Detritos flutuando ao redor dela, às vezes, roçando contra ela. Usando a corda, rapidamente se arrastou por ela, enrolando- o sobre o braço quando seguiu em direção à árvore, o emaranhado de galhos e Arnaud.

Seu coração batia tão forte em seu peito, temia que poderia explodir. Ficar na água com essa visão pobre era aterrorizante. Jacarés espreitavam, e só Deus sabe o que mais estava naquela terrível fossa de bactérias. Algo sólido tocou seu pé e ela se virou, com medo de que fosse desmaiar de puro terror. O nodoso tronco quebrado de um árvore cipreste levantou-se do chão, um dos ramos estendendo em sua direção.

Bijou se obrigou a continuar nadando, olhando à direita e à esquerda, tentando encontrar Arnaud no submundo do bosque de árvores quebradas. A corda puxou, ela nadou mais atrás da trilha. Nadou mais fundo até que viu a corda emaranhada em galhos de árvores. Lutou contra os galhos, imaginando como Arnaud acabara debaixo da árvore em vez de em cima dela. Seus pulmões começaram a queimar e preocupada que teria de voltar por ar e Arnaud iria se afogar.

Viu ele se debatendo, lutando para ficar livre. Suas mãos estavam nos arreios, tentando tirá-lo quando o emaranhado de corda e o galho fixava-o no fundo lamacento impedindo-o de desvincular o mosquetão. Nadou rápido, agora que avistou um local, usando a corda para ajudar a puxá-la. O momento em que chegou até ele, puxou o faca de seu cinto de ferramentas e cortou livrando-o. Arnaud continuou a se debater. Seu pé estava preso debaixo do tronco da árvore.

Podia ver que a corda enrolada no entorno da árvore havia puxado Arnaud abaixo dela, uma vez que afundou. Sinalizou para ele e ele olhou com os olhos arregalados fixos nela. A calma desceu sobre ela enquanto nadou para a parte inferior e analisou o problema. Contava com apenas segundos e agora seria obrigada a subir para respirar. Não iria abandoná-lo. Se fosse parar no topo, seria com Arnaud.

A bota de caminhada dele ficou presa na curva de um dos galhos maiores. Imediatamente tomou conta da bota e tentou erguê-la. No mesmo momento soube que era impossível. Arnaud estava tentando fazer isso o tempo todo. Não era um homem que entrava em pânico e teria pensado nisso. Cortou os cadarços, sacudindo os livres , abrindo a bota o melhor que podia. Arnaud mexeu o pé e chutou forte para a superfície.

Seus pulmões estavam queimando e não podia imaginar que ele sentia. Ao longo das bordas de sua visão, um estranho vermelho começou a sombrear as imagens. Chutando tão duro quanto podia, desesperada por ar, com medo de que não fosse aguentar. A ideia de se afogar no pântano com jacarés se alimentando de seu corpo estimulou seu último pontapé desesperado. Explodiu na superfície ofegando por ar. Nunca prendeu a respiração por muito tempo em sua vida. Freneticamente, olhou em volta. Tudo parecia um pouco nebuloso. Sentia-se fraca, seu pulso batendo em suas têmporas.

A mão lhe roçou o ombro, e reprimiu um grito. Arnaud envolveu um braço ao redor dela , colocando a boca perto de sua orelha. — Você pode nadar?

Assentiu com a cabeça, com vergonha da fraqueza no momento. Arnaud levou a pior e ainda assim já estava calmo, flutuando na água, mesmo enquanto inspirou uma grande golfada de ar profundo. Nadou para a margem, olhando ao redor e olhando abaixo dela, com medo que todo o movimento em torno pudesse ter atraído um jacaré para eles.

A água estava tão parada que parecia estagnada e definitivamente era salobra. Estava com a sensação de que, quando a maré subia a pequena saliência desapareceria. Lagosta e camarão prosperavam, mas não havia como dizer que tipo de lixo, produtos químicos ou outras coisas podia encontrar o caminho para o canal.

Ela se concentrou em colocar um braço em frente do outro e se retirou fracamente consciente de que Arnaud estava atrás dela para ter certeza que subiria para a borda. Arrastou-se acima, arranhando na superfície lamacenta. Arnaud empurrou sua bunda e seguiu para a estreita faixa. Ambos ficaram imóveis, as pernas ainda na água enquanto lutavam para respirar.

Bijou se moveu, virando indiferente de que estava deitada na lama, puxando para cima os joelhos a menos que um jacaré explodisse para fora da água, estava relativamente segura por agora. Estava congelando. Tremia. E fedia.

Mal. Muito, muito mal. Ao lado dela, Arnaud fez o mesmo, rolou e puxando para cima as pernas. — Obrigado mais uma vez Bijou. — Ele virou a cabeça para olhá-la, a confusão em sua olhos. — Você está fazendo um hábito salvar minha vida.

— Estou ficando muito boa nisso. — Tentou fazer a luz do momento. Ela bufou o fôlego. — Não quero soar como uma menina aqui, mas juro que insetos e os germes estão totalmente rastejando por toda minha pele. Devem estar no meu cabelo também. — Apertou os olhos bem fechados. — Não vou olhar até possa ter um chuveiro longo e quente. Durante várias horas.

— Hum, Bijou... — Arnaud pausou. — Você está soando como uma menina.

Ela não podia ajudar a si mesma. Riu. Estavam vivos. Não havia jacarés. — Fedo a esgoto, mas então o mesmo acontece com você, o mais recente fresco perfume. Graças a Deus ninguém pode sentir nosso cheiro.

— Embora possamos cheirar a carne podre de jacaré, — disse Arnaud.

— Isso não é tão engraçado, — disse ela tentando não rir. Estava com medo de que poderia estar à beira da histeria. — Estou congelando.

— Eu também. — Ele olhou para o céu. — Vai ser noite em breve.

— Não se atreva em falar sobre subir naquele banco. Vou empurrá-lo de volta eu mesma.

Não havia nenhum som acima deles, apenas o zumbido de insetos. Sem sujeira caindo para alertá-los. Absolutamente nada, mas de repente sabia com certeza absoluta que não estavam sozinhos. Embrulhou dedos em torno do pulso dele para obter sua atenção e colocou seu dedo nos lábios sinalização por cima deles.

Ambos estavam em silêncio, Arnaud franzindo a testa, tentando ouvir a assustou. Colocou a boca contra seu ouvido. — Posso ouvir os insetos.

— Alguém está lá, — sussurrou de volta. Sabia que estava certa. Seu corpo inteiro ficou em alerta. Lá no fundo algo mudou e moveu-se. O estranho comichão correu como uma onda apenas sob a pele, correndo através de seu corpo em alarme.

— Bijou!

Seu coração caiu. Reconheceria aquela voz de comando arrogante em qualquer lugar. Remy Boudreax estava acima deles. Claro que deveria ser ele que viria quando estava no seu pior absoluto. Gemeu e cobriu o rosto com as mãos, lama espalhando por todo o rosto e queixo.

— Bijou, responda-me. — O imperioso comando não deixou dúvidas de que Remy estava procurando sobre o barranco por ela.

Arnaud começou a rolar em um esforço para ficar de pé.

— Shh, — Bijou advertiu em pânico.

Ela colocou a mão sobre sua boca

— Não diga uma palavra. Sério. Prefiro um jacaré a me comer a tê-lo me vendo assim.

A voz acima deles subiu em volume. — Droga Blue. É melhor estar viva. Responda-me . Onde diabos você está?

— É um amigo seu presumo, — Arnaud demorou em torno de sua mão.

— Ele não vai ter satisfação me vendo e cheirando assim, — ela assobiou.

Algo se moveu ao longo da borda acima deles, claramente seguindo o caminho do SUV. Havia um monte de maldições em Cajun francês.

— Precisamos ser resgatados antes do anoitecer, — Arnaud apontou em sua habitual forma pragmática.

Ficou em silêncio por um momento, então estalou os dedos, já em movimento, tentando enrolar-se em uma pequena bola.

— Você se salva, e depois volta para mim.

— Você realmente gosta deste cara, não é? — Havia um traço de diversão na voz dele.

— Não ria de uma mulher desesperada Arnaud, — alertou. — Você vai voltar realmente malcheiroso e nojento dessa água.

— Blue? Onde diabos você está? Caramba é bom que não tenha se afundado com o SUV.

Arnaud levantou a sua voz. — Estamos aqui, presos abaixo de você. Um pouco pior para o momento, mas estamos vivos.

— Traidor, — Bijou assobiou entre dentes. Cobriu o rosto novamente, mais manchas de lama. — Nunca vou viver com isso.

— Bijou? — A voz de Remy elevou diretamente. Uma pequena quantidade de sujeira choveu para baixo.

— A borda está desmoronado, — Arnaud advertido. — Vai ter que ficar para atrás.

— Bem atrás, — Bijou sussurrou. — Como o outro lado do pântano. Por que estas coisas sempre acontecem comigo?

— Bijou. — Houve uma pequena pausa. — Preciso ouvir sua voz. Está tudo bem? — Desta vez, o tom não foi tão dominante e por algum motivo insano puxou as cordas do seu coração.

Suspirou resignada e se sentou lentamente, empurrando o cabelo pingando em torno de seu rosto. — Se você pode chamar alguém cheirando a esgoto e sendo coberto por germes de tudo bem, então estou perfeitamente bem.

— Maldita seja mulher. — Alívio derramou na voz de Remy. — Você levou alguns anos da minha vida.

— Pobre, — ela devolveu. — Você deveria ter estado aqui durante as últimos horas.

— Você realmente está bem, — disse Remy. — Se pode voltar com seu atrevido sarcasmo.

— Bem, pelo amor de Deus Remy, sou a única que alguém estava tentando matar. E, a única que acabou no pântano, não você.

— Estava imaginando o que fosse esse cheiro, — Remy devolveu.

Ela sussurrou uma maldição entre os dentes.

Arnaud sorriu para ela, com os olhos aquecidos por alguns instantes. — Você realmente gosta deste homem.

— Não, eu não. Pelo menos não neste exato momento. — Levantou a voz dela. — Meu carro ainda está aí Remy?

— Mais ou menos. Foi vandalizado. Seu admirador esteve aqui e deve ter estado de mau humor.

Esse calor desconfortável agora familiar sempre que estava na presença de Remy estava começando a percorrer seu corpo, aquecendo-a, apesar das roupas molhadas. Fechou os olhos e balançou a cabeça. Fedia. Estava em uma situação impossível, parecia um rato afogado e estava ficando toda quente e incomodada apenas com o som de sua voz.

Remy estendeu cuidadosamente na sujeira e olhou para o lado. Precisava ver por si mesmo que estava viva e em uma única peça.

— Olhe para mim, Blue.

Podia ver que ela estava relutante. Não ia dizer que parecia bonita, com lama a manchando toda e sua trança grossa parecendo uma cauda afogada, ​​mas estava. Ficou grato que estivesse, apesar da blusa dela quase transparente e estava muito perto de outro homem, muito perto. Esperou até que seus longos cílios levantaram e ela olhou diretamente em seus olhos. O impacto sobre o corpo dele parecia um soco perverso.

Seus olhos encontraram os dela, avaliando o dano. — Você parece um rato afogado. — Estava à beira das lágrimas, e se não dissesse nada de bom em tudo, iria chorar e então não o perdoaria. O olhar dele deslocou especulativamente para Arnaud e, em seguida, de volta para ela. — O que aconteceu com seu braço?

Ela bufou para ele. Precisava desesperadamente tê-la e abraçá-la. Estava pendurada por um fio, por seu orgulho. Estava fria, miserável e esgotada, bem como envergonhada por vê-la molhada e cheirando como se tivesse acabado de dar um mergulho no pântano.

O alívio que sentiu ao ver Bijou viva o fazia se sentir fraco. Ficou grato por estar deitado de barriga, esticando seu peso ao longo da margem para evitar ruir. Isso lhe deu uma desculpa para não ficar em pé, porque naquele momento exato não estaria de todo certo de que poderia. Não gostou da proximidade do outro macho. Seu leopardo gostou ainda menos, furioso e rosnando tão selvagem e difícil de controlar como sabia que seria.

Bijou deveria estar próximo de emergir para seu leopardo estar tão difícil. Isso, e o susto que deu neles. Quando viu as faixas do SUV sobre o barranco, as cordas cortadas e viu o estrago que o perseguidor fez do carro dela, se sentiu fisicamente doente.

— Tenho mais corda no porta-malas do meu carro Remy, disse Bijou. — Se você passá-la através da âncora mestre que temos na árvore e der um nó, utilizaremos isso e poderemos sair daqui.

— Não há problema, — disse Remy e escorregou para trás até que estava certo que não traria o penhasco em cima deles quando se levantou.

Gage veio caminhando pelo bosque e cipreste. — O que diabos aconteceu aqui Remy? —Ele exigiu. — Sua mulher está viva? Tudo bem?

— Se ele tem uma mulher, não está aqui, — Bijou chamou. — Devo esperar la famille aparecer, todos os cem de vocês, porque posso assegurá-los, não estou vestida adequadamente para a companhia.

— Tenho uma mulher, — Remy disse entre os dentes, e ela é extremamente difícil. Você deveria ter ficado quieta Blue. — Caminhou rapidamente para longe antes que seu temperamento entrasse em erupção. O leopardo estava pressionando tanto que queria saltar para baixo e sacudi-la. Ela o assustou passando por nada que já conheceu antes. Ou seu leopardo. No entanto isso funcionou, estavam conectados e ela não precisava fugir, porque estava um pouco desconfortável com a forma como foi sua primeira vez.

— Claro que você pode esperar la famille aparecer. Nós temos uns aos outro para contarmos. É o que fazemos melhor, — Gage disse a ela, sem remorso. — Fico feliz que você esteja viva aí Bijou. Quem é seu amigo?

Remy parou no meio do caminho. Sim. Justo quem era seu amigo? O que diabos eles estão fazendo juntos? E por que seu leopardo a deixou em tão estreita proximidade? Teria problemas com Bijou Breaux.

— Pare de rosnar, — Gage aconselhou baixinho. — Ela obviamente passou por um inferno Remy. Você e seu leopardo estão ficando fora de controle.

— Arnaud Lefevre está comigo, — Bijou falou. — O SUV dele foi conduzido ao longo da borda com todas as coisas dele por uma pessoa louca.

— Os dois estavam dentro? — Remy perguntou, abrindo o porta-malas de seu carro e vasculhando sua bolsa de escalada. O pensamento do cortês, rico, famoso e sofisticado escultor e Bijou juntos em seu banco de trás foi suficiente para suas garras estourarem através dos dedos doendo. Soprou para longe a dor e forçou seu leopardo sob controle.

— Não, nós não estávamos lá dentro. — Impaciência afiou a voz de Bijou. Seus dentes estavam batendo.

— Ficamos realmente preocupados com você Bijou, — Gage interveio lançando um brilho para o irmão. — Você, obviamente, acabou no pântano. Gostaríamos de saber o que aconteceu.

Bijou piscou para conter as lágrimas. — Ninguém pode ser bom para mim agora Gage, —advertiu. Odiava o tremor na voz dela. Ela não se transformaria em um bebê na frente de Remy. apertou a mão na boca. Precisava ficar sozinha, só por alguns minutos para se recompor. Seria bom se parasse de tremer.

Remy pronunciou a palavra olha a seu irmão, franzindo a testa em cautela. A última coisa que queria era Bijou chorando na frente de todos e depois o culpasse. Não seria capaz de ser frio com ela em lágrimas e isso só iria constrangê-la mais. Gage poderia não gostar da maneira como lidou com as coisas, mas conhecia Bijou melhor do que conhecia a si mesma.

Arnaud tocou o braço de Bijou desajeitadamente. — Nós vamos tirar você daqui a tempo para sua apresentação esta noite.

Bijou ainda não pensou em cantar no clube. Como poderia ter esquecido? Trabalhou tão duro para abrir o clube, mas tudo o que queria agora era rastejar na cama e puxar as cobertas sobre a cabeça, depois de um longo chuveiro quente, é claro.

— Você vai ter uma noite incrível Bijou, — Arnaud garantiu a ela como se adivinhando seus pensamentos. — Você é ótima profissional. Vai lidar com isso muito bem.

Agora, realmente não havia escolha não ser se animar e ser profissional, foi provavelmente por isso que Arnaud disse isso. Sabia que estava em um desastre emocional e estava dando força a ela. Estava certo também. Ambos haviam sobrevivido quando as coisas poderiam ter ido muito mal a qualquer momento. Respirou fundo e soltou o ar.

— Tenho uma corda. — Falou Remy para eles embaixo, estudando o cinto no entorno da árvore. Os mosquetões originais estavam no local. As cordas foram cortadas depois dos mosquetões. Fez o trabalho de amarrar novos nós, grato pelo seu tempo de serviço e formação que teve nas forças especiais.

Arnaud enviou Bijou primeiro e seguiu direto depois dela. Uma vez que estavam a salvo, Remy ficou absolutamente imóvel, ainda quase sem respirar, bebendo da visão de Bijou. Cheirava como o pântano, mas isso não importava. A única coisa que importava era que estava viva. Ele não dava a mínima para o que disse ou pensava. Ele a puxou em seus braços, segurando-a com a força contra seu corpo, as mãos se movendo sobre ela, assegurando-se que não se machucou. Ela não se derreteu contra ele, pelo contrário ficou muito rígida e distante. Sim, estava com problemas.

Bijou afastou-se quase imediatamente. — Estou toda molhada e você vai ter que jogar fora toda a sua roupa .

— Acha que dou a mínima para as roupas? Você poderia ter morrido. O que estava pensando? Deveria ter ficado lá e esperado por mim.

Balançou a cabeça, um vermelho suave subindo do pescoço com a lembrança de acordar e ver o quarto destruído e ter que possivelmente enfrentar Saria, sem saber onde Remy foi e se ia voltar. — Não Remy, você devia ter ficado onde estava.

Ela se virou e caminhou longe dele. Cabeça erguida. Ombros enquadrados. Parecia real, apesar da lama e as roupas molhadas. Parecia... magnífica.

— Você entendeu mal mano, — Gage sussurrou enquanto passava por Remy, um largo sorriso no rosto. — Você pode querer fechar a boca antes que algo voe para dentro ou fora dela.

Bijou foi direto para seu carro e ficou de pé imóvel, olhando para o dano. Arnaud surgiu ao lado dela, levando os dentes de Remy na borda. Ela não olhou para Arnaud como se não quisesse nada com ele.

— Que confusão, — disse Arnaud. — Por que alguém faria isso?

Remy observou Bijou cuidadosamente. Ela respirou fundo e endureceu. Sabia. Sentiu o cheiro. O leopardo nela se fundiu com ela, tornando-se parte dela, e com seu olfato reconheceu o cheiro do homem que a perseguia.

— Quem é Blue, — perguntou Remy.

Balançou a Cabeça .

— Você sabe. Ele destruiu meu apartamento nesta manhã e deixou a foto que estou beijando você. Não foi bonito Bijou. Está crescendo em seu comportamento.

— Isso não faz sentido. Bob Carson cresceu na casa de Bodrie. Conheço-o toda a minha vida. Não faria isso.

Os Olhos de Remy encontrou os de Gage. Gage assentiu. No momento que sentiu o cheiro de Carson na estrada, teve a certeza que o fotógrafo estava perseguindo Bijou.

— Não se iluda querida, — Remy disse. — Diga-me por que ele levaria uma criança de oito anos em um quarto de hotel com um bando de homens e tentar bombeá-la com drogas. Provavelmente imaginou que se livrando de você Bodrie deixaria tudo para ele.

— Você se lembra dele então. Você não disse uma palavra.

— Tive uma reação muito primitiva ao vê-lo, queria batê-lo no chão. — Remy fez uma pausa, seu olhar segurando a dela. — E você não disse nada.

— Ele não tem razão para querer me machucar.

— Claro que tem. Sua mãe surgiu e veio viver com Bodrie. Provavelmente estava fantasiando ser o filho de Bodrie. Se pudesse provar que fosse, já teria vindo nessa direção, e então significa que sua fantasia se tornou realidade em sua cabeça. Você tirou tudo dele, a casa, as mulheres, as droga, um estilo de vida. Ele se tornou um fotógrafo e se inseriu de volta na vida de Bodrie, mas não poderia ter tudo isso porque você estava lá, ‘parada’ no seu caminho.

Bijou balançou a cabeça.

— Por um lado, ele provavelmente fantasia você sendo sua irmã, e por outro, quer você fora para que possa herdar.

Fez uma careta para Remy. — Não sou estúpida, tenho um testamento.

— O que é, provavelmente, a única razão de porque você não está morta. Ele não descobriu um caminho para herdar tudo de você.

— Não sei se é ele, — Bijou insistiu. — Você não pode fazer nada sem provas de qualquer maneira, por isso não vá atrás dele Remy. Por favor. Tenho que pensar sobre isso.

— Você sabe que é ele, — disse Remy em voz baixa. — Bijou, você não tem um só osso em seu corpo que não sabe. Este homem está crescendo em seu comportamento e nós dois sabemos. É por isso que você mesma considerou me contar, caso contrário, nunca teria dito uma palavra sobre ele. Você sabia que estava com problemas com ele.

— Deve estar doente, — disse Bijou. — Para fazer isso, deve estar doente. —

Ela tocou o capô de seu carro. Os pneus foram cortados e perfurados repetidamente, obviamente, com uma faca. Os assentos foram cortados e perfurados, o interior arrancado e jogado sobre a terra. No lado de fora de ambos os lados do carro, um olho gigante foi esculpido nas portas. “Eu vejo você” foi escrito em letras brutais. Viu as cartas tantas vezes, com a mesma frase nas paredes de sua casa, bem como na casa de Bodrie

Bijou estremeceu. Remy caminhou até carro do xerife e tirou um casaco.

Arnaud simplesmente ficou observando todos.

Gage pigarreou. — Nós vamos ter um caminhão de reboque arrastando seu veículo, mas o mais provável é perda total. Embora você possa ser capaz de recuperar algumas de suas coisas.

Arnaud encolheu os ombros. — Não tenho comigo qualquer coisa que não poderia substituir. Principalmente meu equipamento de escalada e coisas que uso para minhas esculturas. Rochas petrificadas, madeira, de diferentes mídias que se misturam. Aqueles que podem ser substituídos. Só vai demorar um pouco de tempo encontrar o que preciso de novo. — Ele bateu na bolsa em sua cintura. — Pelo menos não perdi essas rochas. É por isso que vim aqui.

—Sinto muito sobre seu caminhão e suas coisas Arnaud, — disse Bijou. — Sinto que seja minha culpa que isso aconteceu. Vou substituir...

Arnaud levantou a mão. — Não seja boba Bijou. Só lamento que este homem se dirija a você. — Olhou para o relógio. — Você não tem muito tempo para se limpar antes de seu show. Talvez o xerife não se importaria de nos dar uma carona a cidade.

Remy embrulhou o casaco em torno do corpo tremulo de Bijou. — Você não precisa fazer o show hoje à noite Blue. Podemos dizer a banda para cobrir para você.

Era tentador. Estava exausta, confusa, com medo, e queria cavar um buraco e lamber suas feridas. Estavam todos esperando. Arnaud com seu rosto inexpressivo, apenas olhando para ela. Remy e Gage querendo claramente que voltasse para a pousada e esquecesse a apresentação no clube, especialmente com Carson correndo solto. Sabia que ele estaria lá também. Sempre se mostrou em sua apresentações.

Ergueu o queixo. Se não cantasse hoje à noite, Carson ganharia. Seu comportamento feio já teve sua cota sobre ela, mas não podia permitir que ele ganhasse, especialmente depois do que fez para Arnaud. Podia sentir o cheiro de Bob Carson em todo seu veículo. Não sabia por que seu sentido olfativo estava tão agudo, mas definitivamente sabia que foi o único a destruir o SUV de Arnaud e seu carro.

— Vou cantar hoje à noite no clube, e se não me limpar rapidamente, vão ter que dedetizar o lugar depois que eu sair.

Gage fez um gesto em direção ao seu carro. — Seu carro. Tenho dois policiais vindo. Vão cuidar do reboque do caminhão e fotografar seu carro e todas as evidência aqui, então Arnaud, se você quiser uma carona também, ficarei feliz de levá-lo de volta ao seu hotel.

— Aprecio isso, — disse Arnaud.

— Vocês dois terão que ir na parte de trás para que eu possa lavar os assentos com mangueira depois, — Gage acrescentou com um pequeno sorriso.

— Não posso dizer que o culpo, — Bijou disse. — Estou segurando minha respiração o melhor que posso, então não tenho que sentir meu cheiro.

— Vamos torcer para que Saria não dê banho de mangueira em você do lado de fora, — brincou Gage.

Remy não parava de olhar para trás, Bijou amontoada no banco de trás. Ela não disse outra palavra, mas olhou para fora da janela, com o rosto definido. Triste. Pensativo. Estava certo sobre Bob Carson, na noite em que os interrompeu no hotel, há tantos anos, o homem estava com a intenção de que ela morresse ali. Isso fazia sentido. Se Carson acreditava que Bijou e sua mãe empurraram sua vida fora de Bodrie, certamente a queria fora do caminho.

Fez uma anotação mental para verificar o que aconteceu com a mãe e onde Carson viveu durante os anos que ficou afastado da mansão de Bodrie. Olhou novamente para o espelho retrovisor. Deveria ter sido suave com Bijou. Ela passou por um inferno. Parecia como se tivesse manchas sob os olhos. E estremeceu um pouco quando viu a contusões leves ao longo do pescoço dela. As marcas de arranhões no braço só poderiam ser feitas por um leopardo. Suspeitava que fez isso com ela mesma sem perceber o que aconteceu.

Saria estava do lado de fora esperando, quando o carro do xerife parou. Ela correu para a porta, puxando-a. — O que aconteceu com você? — Saria exigiu, sua voz cheio de preocupação.

Bijou piscou para conter as lágrimas inesperadas que não sabia estavam tão perto. Claramente suas emoções estavam muito mais cruas do que pensava. Tentou um pequeno sorriso.

— Remy me empurrou para dentro do pântano. — Saria olhou para o irmão. Remy recuou um passo e levantou as duas mãos em sinal de rendição.

— Ela foi nadar sozinha. Deve ter ficado toda quente e incomodada pensando em mim, — Remy disse apressadamente.

Bijou revirou os olhos. — Sim, foi isso. Sinto muito sobre o quarto Saria.

— Meu irmão foi o responsável pelo quarto, não você, — disse Saria, disparando outro olhar para Remy.

— O que aconteceu com o quarto? — Gage perguntou com um sotaque deliberado.

Bijou sentiu o rubor subindo o pescoço e na garganta. — Preciso me preparar para minha apresentação hoje à noite Saria. Vou me esfregar no banho. Você tem um saco de lixo para que possa jogar fora estes roupas?

— Vá embora Gage, — Remy ordenou. E quero dizer agora.

— Obrigado por deixar Arnaud em seu hotel, — Bijou disse quando se virou para entrar na Pousada.

— Não tem problema, embora acho que ele fede mais do que você,— respondeu Gage com uma piscadela.

— Esteve debaixo d'água por muito mais tempo. Estava preso, e tive que soltá-lo, — Bijou admitiu. — Tivemos sorte de não nos afogarmos.

Remy fez uma careta para ela. — O que significa com você quase se afogou? Que diabos aconteceu? Achei que você o socorria quando o SUV foi até o barranco.

Saria olhou horrorizada. — Bijou, está horrível. Vou fazer um chá. Você vai para o chuveiro e vou tê-lo pronto para você.

— Responda-me, — Remy insistiu, pegando o braço de Bijou antes que pudesse entrar.

Ninguém se moveu. Bijou tomou uma profunda respiração. Reviver isso só fez todo o episódio pior. — Nossas cordas foram cortadas primeiro, deixando-nos presos naquela minúscula borda. Em seguida, o SUV foi empurrado pelo barranco, quase em cima de nós. Esperamos um longo tempo, horas na verdade, antes de Arnaud insistir em subir e depois me puxar. Tentou três vezes, e o barranco desmoronava. Esperou entre cada subida, porque estava muito assustada, com medo que morresse, mas a noite estava caindo e ele sentiu que não restava escolha.

Bijou ergueu o olhar para o rosto de Remy. Estava absolutamente imóvel. Seu rosto podia ter sido uma das esculturas de Arnaud, tão completamente sem expressão, congelado. Seu coração deu um pequeno salto engraçado e um milhão de borboletas levantou voo em seu estômago. Desviou o olhar.

— Finalmente, ele usou uma raiz de árvore para se amarrar, apenas no caso que caísse de novo e seria salvo de parar no pântano. Infelizmente, o que nenhum de nós sabia era que a árvore acima de nós havia sido atingida pelo SUV quando foi empurrado e já estava instável. Para resumir a longa história, a árvore tombou levando Arnaud com ela. Segui-o apenas no caso e foi uma coisa boa que fiz.

— Ocorreu-lhe por algum momento, — Perguntou Remy, — que mais de um jacaré provavelmente estava naquela água?

— Claro. Estava com medo, se é o que você quer ouvir. — Ela não podia ajudar a beligerância rastejando em seu tom. — Não me diga que você não teria ido atrás dele, porque sei que teria.

— Isso não é o mesmo, — Remy estalou.

Deliberadamente, Saria se colocou entre eles. — O que aconteceu Bijou?

Grato pela presença de Saria Bijou focou nela. — A árvore rolou e ele não podia sair da corda e arnês[13] por isso o levou com ela. Eu o cortei, mas ainda ficou preso. A bota de caminhada dele ficou entalada na curva do galho. Precisei arrancá-la fora também. Não achei que algum de nós sairia de lá vivo.

— Graças a Deus você estava lá, — Saria disse, lançando um olhar de advertência para seus irmãos quando ambos se moveram como se fossem protestar. — Arnaud estaria morto se você não tivesse ido atrás dele. Vou fazer o chá, você tome um banho e vamos desinfetar os arranhões em seu braço antes de ir trabalhar.

— Obrigado Saria, — disse Bijou. Correu para dentro da casa antes de qualquer um os irmãos Boudreaux pudesse dizer outra palavra para ela.

Bijou tirou o momento em que ficou segura no banheiro, jogando suas roupas arruinadas em um saco plástico que encontrou dentro da lata de lixo. Era pequeno, mas funcionou. A água quente foi maravilhosa e deixou derramar sobre sua cabeça enquanto desfez a longa e grossa trança, para assim poder lavar os cabelos.

— Você sabe que poderia ter morrido.

Ela gritou e jogou a garrafa de gel no intruso, quase saltou de sua pele. Tanta coisa para seu sistema de alerta precoce. — Tranquei a porta. Como chegou aqui?

Remy encolheu os ombros. — Você não bloqueou a porta da varanda e, em qualquer caso, sou muito bom com fechaduras.

— Saia daqui.

— Precisamos conversar, — disse Remy , descansando um quadril na pia.

— Deveríamos ter falado, esta manhã seu cretino . Agora não. Saia do meu quarto neste minuto. Estou nua.

— É um pouco tarde para de repente se tornar modesta, não acha?

— Isso realmente não é uma boa ideia, me lembrar sobre a noite passada, — Bijou estalou. — Saia do meu banheiro agora. Estou pendurada por um fio Remy, e tenho um show para fazer hoje à noite.

— Nós vamos conversar.

— Tudo bem. Mas não agora. Vá embora, e não pense que tem o direito de entrar no meu espaço pessoal a qualquer momento que queira. Quero dizer Remy. Simplesmente porque nós... Nós... Tudo aquilo que aconteceu ontem à noite, não significa que vai acontecer novamente. Vá embora.

— Isso vai acontecer novamente.

Ela não discutiria esse ponto. Se ele continuasse ali sentado, todo arrogante e quente, olhando, isso poderia acontecer de novo e precisava que desaparecesse. Agora. Neste instante. Seu corpo já estava ficando vivo, a terrível ânsia começando. Ele precisava ir.

— Por favor, vá Remy. Por favor.

Suspirou e endireitou-se. — Mas vamos falar após seu show hoje a noite. Sei que está cansada chère, mas é importante.

Não respondeu, mas virou de costa para ele, principalmente para sua auto preservação. Estava realmente em apuros em torno de Remy. Seu corpo parecia governar a cabeça, não o contrário, e precisava encontrar uma maneira de dominar sua necessidade dele.

 

Remy estava na parte de trás do clube cheio, encostado na parede, com os braços cruzados sobre o peito, seu olhar se movendo sobre a multidão inquieta. Seu leopardo nunca gostou de estar em lugares fechados, e muito menos no meio de uma multidão tão grande como esta. Ficou surpreso que o bombeiro que estava sentado no meio da multidão, não reclamou.

Viu Arnaud em uma mesa na frente, claramente um convidado bem-vindo. Apenas a visão do homem cerrou os dentes na borda e se Bijou sorrisse mais uma vez, teria que arrastar o escultor para fora do clube e jogá-lo no pântano novamente. O que diabos ela estava pensando? Leopardos não eram agradáveis ​​sobre compartilhar seus companheiros. Ficavam com inveja e mal-humorados, e seu leopardo era um dos piores. Não gostou de Arnaud no princípio, mas seu leopardo desprezava-o.

Basicamente, desprezava qualquer homem que chegasse perto Bijou, mas especialmente para aqueles que sorria ou cantava. Seu olhar voltou para Bijou. Ela sempre o surpreendia quando cantava. Sua voz era como uma mistura de fumaça e sexo. Havia uma qualidade pecaminosamente rouca em sua voz, rica e bela, o tom único. Possuía alguns traços de seu pai famoso, grande variedade, mas a qualidade suave e sensual era toda dela.

Estava linda. Não havia outra palavra para isso. Estava em um longo vestido que abraçava seu corpo fenomenal, enfatizando sua cintura fina e chamando a atenção para seus seios cheios e quadris arredondados. Estava deslumbrante tanto quanto que estava interessado e estava com a sensação de que um bom número de homens na plateia sentiam o mesmo.

Cada série parecia melhor do que a anterior. Sabia que havia sofrido um trauma, e ainda assim estava totalmente relaxada, genuinamente sorridente e muito amigável com seu público. Completamente diferente durante a apresentação do que quando era simplesmente Bijou. Bijou era tímida e retraída, mas como cantora, era confiante, suave e muito sexy.

A voz dela queimava sua pele, afundava em seus ossos. Parecia uma clichê para ele, mas tirava o fôlego estando longe, de pé lá em cima, cantando sua alma, cantando blues tão facilmente, as notas tão limpas e puras, mas misturando uma na outra, até que ela os levou a todos em uma viagem com melancolia e necessidade.

Era um homem extremamente cínico. Ainda mais do que isso, não confiava em ninguém, e nem com seu trabalho, mas quando olhava para ela, seu coração batia forte, sua boca ficava seca e seu corpo duro como uma rocha. Era um homem sempre no controle, e ainda com Bijou, estava no limite, ou perdendo completamente. Sua mente sempre era lógica, tudo em seu mundo precisava fazer sentido, porque matar nunca fez. Não era lógico cair por Bijou Breaux.

Existiam muitos homens interessados, boquiabertos por ela. Ele era o tipo ciumento, bem, não ele, seu leopardo. Ela possuía muito dinheiro. Nem mesmo podia conceber o tipo de dinheiro que possuía. Necessitava ser resgatada e recusava sequer considerar essa possibilidade. Pior ainda, levantou-se contra ele, o que era exatamente o que queria e precisava de uma mulher, mas não quando isso não lhe convinha.

Praguejou sob sua respiração pela décima vez. E isso era outra coisa errada com ela, o fazia xingar e não era do tipo de palavrões.

Gage cutucou. — Você está fazendo isso mais uma vez, mano. Está agindo como um peixe fora da água arfando para respirar. — Sorriu pela carranca escura de Remy. — Nunca vi alguém ter isso tão ruim. Nem mesmo Drake, e ele era apenas um tolo por nossa irmã. Você não consegue parar de ficar encarando-a, e está olhando para ela como se a qualquer momento fosse arrastá-la para uma caverna em algum lugar.

— Não é uma má ideia, — Remy estalou, impenitente. — Os homens das cavernas faziam alguma coisa para eles, afinal. Ela não tem que fazer aquela coisa com os quadris quando está andando através do multidão. O que há com isso?

— Você deveria estar olhando para fora, não ficando todo quente e incomodado — Gage apontou. — Você está perdendo seu controle Remy.

— Isso é um pouco difícil, — Remy admitiu e se forçou a olhar ao redor da sala. Ryan Cooper, Brent Underwood e Tom Berlander estavam em uma mesa perto, a frente com Robert Lanoux e dois homens que pareciam vagamente familiares. Todos estavam bebendo muito, mesmo Robert, e um shifters simplesmente não faz isso com seu leopardo. Remy não gostava da maneira como qualquer deles estava olhando para Bijou. Todos agora, e então, os dois homens que devia ser capaz de identificar, mas não podia, inclinou-se para sussurrar algo para Ryan e Ryan encarou Bijou e murmurou alguma coisa.

Remy cutucou Gage. — Aqueles dois homens com Ryan Cooper, você conhece?

— Jean Juste e Rousseau, dois caras que sempre parecem apenas fora do jogo, mas suspeito por muito tempo, são o líderes. Vejo-os em torno de alguns elementos criminosos , mas são sempre quietos e nunca pescam qualquer coisa.

— Reconheço os nomes, agora que você disse. Seus nomes surgiram na investigação do ceifeiro de ossos a quatro anos atrás. Eram amigos de uma das vítimas e lembro-me de trazê-los para interrogatório... mas não tem a mesma aparência.

Gage assentiu. — Sim, mudaram a cor de cabelo escuro para loiro areia. Acho que estão tentando ser surfistas. foram para a Califórnia por um tempo para visitar sua mãe e acho que a ideia de queimadura de surf era demais para passar. — Ele riu. — foram por alguns anos. Talvez a mãe deles tivesse cansado de apoiar o estilo de vida e os enviou de volta para seu pai.

— Como sabe tanto sobre eles? — perguntou Remy. — Só os interroguei uma vez, não pareceram um bom ajuste, e não acrescentaram nada a investigação, assim os deixei de lado.

— Você não está introduzido nas ruas como estive fazendo. Há alguns anos, por volta dos assassinatos, aconteceram vandalismos, a maioria em casas de idosos e pobres, mas alguém estavam batendo o inferno nos ocupantes. Nenhum dos incidentes ocorreu em Nova Orleans, mas na periferia mais afastada. Ninguém morreu, mas foi muito feio.

— E eram suspeitos? — O olhar de Remy foi mais uma vez para a mesa onde Cooper e seus amigos estavam ficando mais altos.

Sempre perguntou a possibilidade de dois homens cometerem os assassinatos. Os assassinatos eram desorganizados em todo o lugar, mas o altar era exatamente meticuloso. Nunca pôde encontrar evidências de dois assassinos, mas o ceifeiro de ossos poderia facilmente ser uma equipe.

— Tenho um palpite, mas nunca houve qualquer evidência sólida em qualquer um dos assaltos.

Gage deu de ombros. — Agora que estão de volta, os assaltos começaram de novo.

Remy observou os dois homens por alguns minutos. — Sussurram para Ryan, e são os únicos que compram as bebidas. Acho que estão incitando-o.

— Notei isso também, — disse Gage.

Remy sempre respeitou Gage. Todos os seus irmãos estavam em alta estima, mas desde que Gage se tornou o xerife, ficou muito sério sobre seu trabalho e era muito bom nisso. — É possível que são um time matando?

Gage franziu a testa, estudando os dois homens. — Eles são capazes disso? Diria que sim.

Acho que mais cedo ou mais tarde vão matar alguém. Estes assaltos são não são sobre dinheiro definitivamente. Quem está batendo nos idosos está fazendo isso por diversão.

— Você não ficou com o cheiro?

O pulso de Remy saltou. Nunca houve cheiro deixado para trás no ceifeiro de ossos. Não que Remy pudesse pegar, e seu leopardo estava sempre perto da superfície. A vítima estava sempre com tanto medo, o suor escorrendo deles, o sangue, os intestinos e entranhas obliterando qualquer cheiro que o leopardo pudesse pegar, isso era altamente incomum. Leopardos possuíam um enorme sentido do olfato, e Remy sempre teve um grande trunfo em sua carreira, mas seu gato nunca foi capaz de pegar o cheiro do coletador de ossos. Como poderia o leopardo de Gage não pegar o cheiro de invasores de casa violentos?

— Definitivamente peguei seus aromas nas casas, mas o problema é que trabalham de biscates e fizeram trabalhos em todas as casas. Eles não são os únicos. É uma maneira perfeita de conhecer aqueles vivendo nas casas, e cada uma das vítimas descreve os intrusos mascarados de forma diferente.

— Não gosto de Robert correndo com eles, — comentou Remy franzindo a testa.

— Sim, tenho estado particularmente preocupado com o relacionamento por algum tempo, e sei que seu irmão Dion tem tentado levá-lo para longe deles, — Gage respondeu.

— Será que os irmãos Rousseau correm em equipe para fazermos assaltos?

Gage deu de ombros. — Acredito que tudo é possível neste momento. Mas precisam ser muito inteligentes para fazer e nunca serem pego. Por que acham que se sua equipe for pega não seriam nomeados?

— Porque são espertos. Talvez estejam certos que nada pode ser rastreado até eles.

— Ainda assim, — Gage disse, — é possível que você queira olhar um pouco mais para eles pelos assassinatos do ceifador de ossos. Eles vão por um tempo, os assassinatos pararam e ficam fora o suficiente para se estabelecerem e começa de novo.

— Você deveria ter me dito sobre eles, — Remy apontou. Seu leopardo estava rosnando e remexendo, querendo liberdade com os dois irmãos muito próximos de Bijou.

Gage deu de ombros. — Eu não pensei que você os consideraria pelos assassinatos.

Remy precisava ser justo, embora não achasse justo, se sentia furioso e suas garras remexendo acima e abaixo nas paredes para reivindicar seu território e avisar todos os outros para ficarem longe. Viu vários homens leopardos na sala, todos com a atenção focada, mesmo fixos em Bijou enquanto se apresentava. Ela tem um olhar sedutor, sexy, seu corpo se movendo sutilmente abaixo nesse vestido a abraçando. Ela pegou sua atenção novamente e não conseguia puxar seu olhar para longe dela.

— Isso é verdade, — murmurou. Lá foi outra vez, movendo-se através da multidão em vez de ficar no palco perto da banda, onde o guarda-costas poderia parar qualquer problema antes de começar. Estremeceu visivelmente quando ela deu um passo para trás graciosamente, seus quadris balançando enquanto ela deleitava em sua música. Esse pequeno movimento a levou um pouco perto demais de Arnaud, e seu leopardo empurrou perto da superfície, fazendo uma onda de comichão quando os pelos ameaçaram explodir através de sua pele. Sua articulações doíam. Sua mandíbula doía.

Remy respirou fundo e chamou os anos de disciplina para subjugar seu leopardo. Soprou para longe a dor e trabalhou sua mandíbula para evitar os dentes se romperem.

Gage cutucou, claramente para tentar distraí-lo. Ambos sabiam o quão perigoso um leopardo macho poderia ser com sua companheira emergindo pela primeira vez. — Veja o homem, na terceira mesa a direita, quarta linha. O único encarando através da janela do café quando Bijou estava lá. Você pediu a todos para manterem seus olhos nele. O nome dele é Jason Durang e trabalha para o gerente de Bijou . Rob Butterfield, seu empresário, esteve na cidade por algum tempo agora. Ambos chegaram poucos dias depois de Bijou. Durang a tem perseguido, seguindo-a por toda a parte e reportando ao empresário dela.

Remy fez uma careta. — Ele não é o perseguidor. Bob Carson definitivamente é o homem a perseguindo. Senti o cheiro do perfume dele em todo o carro dela e até mesmo nas cordas que cortou. Faz mais sentido. Deve culpá-la por sua vida. Liguei para Angelina no escritório e lhe pedi para procurar por Carson e o que aconteceu com ele durante os anos com sua mãe depois que deixaram a Mansão de Bodrie. Era uma grande usuária de drogas e se tornou uma prostituta para alimentar seu vicio. Seu filho foi se arrastando de cidade em cidade, seguindo Bodrie onde fosse, mas não foram autorizados a viver na mansão até que a mãe de Bijou morreu.

— Como mãe de Bijou morreu? — Gage perguntou.

— Morreu sob circunstâncias suspeitas, que apenas deu a Bodrie mais simpatia. Havia acabado de ter Bijou, e Bodrie foi a uma turnê. A mãe de Bijou deixou o bebê no mansão e, supostamente, foi passear de carro. O carro e o corpo foram encontrados no município próximo, o carro envolto em torno de uma árvore. Não fazia sentido deixar o bebê para trás. E alguns dos oficiais colocam em seus relatórios que não acreditavam que ela fosse a motorista.

— Agora você também não acredita nisso?

— Se a mãe de Carson decidiu matar a esposa de Bodrie, e teve a ajuda do filho em uma idade tão impressionável, ele seria um garoto confuso, — disse Remy.

— Mas se ela era leopardo... — Gage protestou.

— Ela estava com ferimentos na cabeça e o médico legista não pôde dizer se alguns foram antes do acidente . O caso permaneceu aberto, porque ele não descartou de qualquer maneira.

— Droga Remy, Bijou é problema em tempo real, não é?

Remy assentiu com a cabeça lentamente. — Não acredito que o empresário dela tenha seus melhores interesses no coração. Não sei o que tem em mente, mas é evidente que está aqui por uma razão e isso não pode ser bom. Estão chegando a ela de todas as direções.

A mandíbula de Gage apertou. — Você está certo de que é sua companheira?

— Você continua me perguntando isso Gage, o que você acha?

Gage praguejou sob sua respiração. — Então, é guerra Remy. Ela é uma dos nossos, e se vierem a um de nós, terão que enfrentar a todos nós. Vou ligar para os meninos.

— Coloque um deles para ficar com o empresário dela e esse idiota que continua encarando-a. Não gosto da expressão dele. Não é admiração, — Remy apontou.

Gage se virou para observar Durang e Butterfield. Eles continuaram juntos sussurrando, o tempo todo observando Bijou cantar. A multidão estava enlouquecida com a última música dela e agora estavam estranhamente silenciosos, enquanto ela cantava um choro, uma balada blues comovente. Havia algo na voz dela que se arrastava sob a pele, afundava nos ossos e ficava lá, fazendo que quem a ouvisse sentisse toda a emoção como se ela derramasse do coração.

Claramente o empresário e Durang a ouviram muitas vezes e não estavam muito encantados com ela como o resto do multidão. Butterfield olhou para ela com uma expressão feia em seu rosto, que fez seu leopardo rosnar e remexer nele mais uma vez.

— Vou ter Angelina cavando um pouco em torno de ambos os fundos deles e ver o que pode descobrir, — disse Remy. — Butterfield não quer Bijou fazer isso, mas não pode exatamente matar a galinha dos ovos de ouro.

— Empresários fazem apólices de seguro de seus clientes de renome? — Perguntou Gage.

Remy virou a cabeça devagar para olhar para o irmão. Seus olhos se encontraram. Remy praguejou e saiu do clube para usar seu telefone celular. Queria a informação rápido. Precisava. A vida de Bijou poderia muito bem depender disso. Angelina era muito boa em seu trabalho, e não restava nenhuma dúvida de que saberia muito mais sobre o empresário de Bijou e seu sombrio amigo em uma hora.

Remy voltou para o clube apenas quando a banda se agitava em um número fumegante e sensual. A voz de Bijou seduzindo a multidão, até que pareceu quase hipnotizar. Viu ela fazer a mesmo coisa em um show alguns anos atrás quando não conseguia parar de ir assistir seu desempenho. Curiosidade, nada mais, se assegurou.

Ela estava no palco o olhar etéreo, bonita e, portanto, não era do mundo, não acreditou realmente que era Bijou. O cabelo caindo na cintura dela, espesso e brilhante, o tipo de cabelo para um homem perder-se dentro Era muito sedutora, diferente da adolescente desajeitada que vislumbrava quando saia com sua irmã. Era ainda mais bonita agora.

Remy decidiu que não ousaria olhar para ela, não se ia protegê-la. Havia um atmosfera subjacente na sala seu leopardo sentiu mantendo o gato rondando perto da superfície. Era uma expectativa, uma consciência do perigo. Sua barriga estava em nós, seus músculos enrolados e prontos. Não sabia ao certo de onde a ameaça viria, mas era seguro dizer, que viria.

Remy franziu a testa enquanto dois dos homens de Drake mudaram de posição. Estavam agindo como guarda-costas para Bijou, e não estava totalmente felizes com isso. Joshua Tregre possuía o cabelo banhado pelo sol desgrenhado e penetrantes olhos verde azulados. Era um homem com uma construção forte, carregando os pesado músculos de sua espécie, um leopardo e era rápido. Muito rápido. Remy apreciava essa característica, mas sabia o quão perigoso o emergir de um leopardo fêmea poderia ser, e quão difícil poderia ser para qualquer macho nas proximidades.

Elijah Lospostos era um de olhos de aço, um homem muito bonito, com uma riqueza de cabelo negro reluzente derramando sobre os olhos cor de mercúrio em um momento e tão escuros como a noite no outro. Era duro e extremamente perigoso, um bom homem para ter ao lado de Bijou, mas também era um leopardo sem companheira. Drake escolheu homens para trabalhar no clube de Bijou em suas noites de apresentação, porque eram perigosos e rápidos e poderiam protegê-la. O líder do covil não sabia que Bijou era leopardo também e que estava entrando no Han Dan Vol.

Remy rangeu os dentes e deu um longa e lenta olhada ao redor da sala. O que os dois leopardos na frente, perto de Bijou, viram que não notou de sua posição no fundo da sala? Deslocou-se, seu olhar a examinando o grande clube superlotado. Viu vários leopardos machos na sala, não surpreendente, porque seu covil era pequeno, mas a maioria dos homens estavam sem companheira o que adicionava à corrente de perigo.

A música terminou e a multidão ficou alvoroçada, batendo palmas e os pés. Bijou sorriu graciosamente e fez seu caminho para mesa de Arnaud quando a banda entrou em uma otimista, melodia de dança. Alguns casais bravamente foram para a pista de dança, enquanto outros, tomaram um gole de suas bebidas e tentavam criar a coragem para pedir um autógrafo a Bijou.

Remy franziu a testa enquanto Arnaud levantou para segurar a cadeira para ela. Ela não devia se sentar com ele, deveria estar com Remy, sob sua proteção.

— Você está surdo, — advertiu Gage. — Remy, isto está se transformando em uma má situação. Você já pensou em pedir a ela para sair com você?

Pensou em jogá-la sobre o ombro e apenas levá-la para fora gostasse ou não, mas não ganharia todos os pontos com ela. De jeito nenhum seria razoável se disse que precisava falar com ela. O tempo para falar foi quando acordou.

—Só tem mais uma apresentação e fará, — disse Remy. — Se tivermos sorte podemos passar por isso, e vou levá-la daqui e ter a conversa com ela.

Gage bufou. — Sim, tenho certeza que vai falar com ela.

— Tenho que dizer a ela sobre o leopardo dela.

— E se por algum motivo a fêmea nunca emergir?

Remy respirou fundo. — Então, vai pensar que sou louco, e terei que provar a ela que não sou. De qualquer forma, é minha e vou dizer a verdade sobre o que sou e o que ela é.

O olhar de Gage passou para Bijou. O perfil dela a mostrava rindo. As luzes passaram pelo rosto dela enquanto se inclinava para Arnaud e dizia: alguma coisa. — Você tem certeza que é sua companheira? Isto não é sobre sexo? Porque ela é linda Remy, e seria bastante fácil de confundir as coisas.

— Droga Gage. — A frustração de Remy quase explodiu em seu irmão. Para de perguntar a mesma coisa a cada minuto. Nada mudou e nada pode mudar. Marquei-a como minha. Ela é minha. Há apenas um pequeno problema de convencê-la e isso está feito. Não importa se o leopardo dela emerge ou não, ela pertence a mim e ninguém nem nada vai ficar no meu caminho. Está claro o suficiente?

Gage deu de ombros, escondendo seu sorriso e deliberadamente incitava ainda mais seu irmão. — Luxúria tem um jeito engraçado de disfarçar a perspectiva do homem, irmão, mas desde que você está tão certo e tudo mais, tenho um texto dos meninos dizendo que estão a caminho, por isso, devemos ter reforços em breve.

— Bom. A sensação de morte eminente não está indo embora. — E se seu irmão ficasse perguntando a mesma coisa mais e mais, o dia do julgamento começaria com Gage.

Remy avistou o casal mais velho, o Senhor e Sra. Chambridge, que conheceu no café no público sentado em uma das mesas no meio da sala. Emile e Thereze estavam lá, Emile olhava hipnotizado.

Na mesa de Cooper, estavam cada vez mais altos e mais antipáticos no momento. Sabia que se Bijou estava cantando, os seguranças provavelmente expulsavam os homens, mas ela fez uma pausa e estavam afastados com o barulho. Apertou seus dentes e manteve sua falta paciência com toda a força de sua disciplina, mandando seu leopardo recuar e deixá-lo lidar com as coisas.

Sua mandíbula doía permanentemente agora. Podia sentir os músculos amarrados e enrolando imediatamente. O pelo coçava debaixo de sua pele e as pontas dos dedos das mãos e pés queimavam. Tentou respirar longe do fogo, quanto mais tentava não olhar para Bijou, mais seu olhar era puxado na direção dela e seu corpo endurecia além da compreensão. Não ficava com esse tipo de reação angustiante por um mulher, nunca, não até agora.

Era o tipo de homem que poderia se afastar a qualquer momento que precisava, totalmente intacto. Até Bijou. Foi assim que soube que o ritual de acasalamento leopardo era real. Tornou-se obcecado por ela, seu corpo reagindo quase antes que ele ou ela sentisse o cheiro. Depois ter outros homens ao seu redor era uma tortura, mas saber que outros machos leopardos estavam perto era pior. Sim, Gage estava com razão quando disse que seria ruim.

Seu celular vibrou e puxou para verificar. Não havia nada como um investigação em curso que atravessava a noite, mas seu senso de urgência continuava aumentando e sempre confiou no seus instintos. Angelina enviou informações sobre Rob Butterfield e Jason Durang. Não descobriu ainda se havia uma apólice de seguro de Bijou retirada por seu gerente ou seu empresário, mas, mesmo nesse curto período de tempo, descobriu um pouco sobre os homens.

O hábito de Ron Butterfield de jogar ao longo dos anos lhe causou sofrimento. Duas vezes sua casa foi arrombada e tudo destruído porque não conseguiu pagar um empréstimo que havia retirado da pessoa errada. Uma vez foi espancado sem sentido, e várias vezes ao longo dos anos foi acusado de desvio de sua própria empresa.

O amigo de Butterfield, Jason Durang estava com um longo histórico de agressão. Teve contato com Butterfield quando Butterfield passou brevemente na prisão por peculato. Butterfield contratou Durang no momento que Durang estava fora da prisão, mas ninguém parecia saber o que o homem realmente fez por ele. Possuía a reputação de ser um executor, e estava pendurado em torno de Butterfield por quatro anos.

Remy entregou o telefone para seu irmão e o deixou ler os dados que Angelina forneceu. — Ainda está cavando, mas não acho que há muita dúvida de que Butterfield tem uma apólice de seguro de Bijou.

Remy respirou fundo. Não querendo dizer isso em voz alta e dar vida a ideia, mas era o momento perfeito para um assassino imitador eliminar alguém que estava em seu caminho. Se Bijou considerou dispensar Butterfield, e se ele continuou a empurrá-la para fazer algo ela não queria fazer, ela deveria estar considerando-o, em seguida, o trem de dinheiro acabou e ela não oferecia mais utilidade para ele viva.

Os olhos de Gage encontraram os dele. Remy teve o mesmo pensamento. Balançou a cabeça. Coisas estavam piorando a cada minuto. A vida de Bijou não melhorou muito mesmo depois da morte de seu pai. Tentou não rosnar quando virou a cabeça para olhar para ela. Ela levantou a cabeça. O impacto de seus olhos incríveis sobre ele era assustador. Poderia cair em seus olhos e ficar lá para sempre. Ela sorriu para ele e balançou a cabeça, e foi assim que a respiração acelerou em seus pulmões e o sangue correu quente e selvagem em suas veias. Ela se levantou com a graça fluida, parecendo mais sensual do que nunca e começou sua ronda pelo clube antes de voltar para o palco. Falou rapidamente com as pessoas em cada mesa, sorrindo e ouviu vários comentários e saudações. Foi gentil, verdadeira, ocasionalmente dando autógrafos antes de seguir em frente.

— Tenho que lhe dizer irmão, — Gage disse, — a mulher é linda. Rica, mas linda. Posso ver porque nenhuma das meninas na escola gostava dela. Saria me disse isso uma vez, mas culpei o dinheiro do pai dela e o privilegio que trazia.

— Sim, teve privilégio certamente, — Remy disse, a raiva brotando do nada, lembrando-se da menina pequena de oito anos com os olhos solenes lhe dizendo que não esperava viver depois daquela noite. A levou para sua casa e encontrou homens e mulheres nus espalhados ao longo da casa, assim causalmente em estupor pelas drogas e álcool. — Não há dúvida sobre isso Gage, Bijou teve uma muito infância privilegiada.

— Posso viver sem o sarcasmo mano, — Gage disse, devolvendo o telefone de Remy. — Não sou tão estúpido quanto você acha que sou. Claramente sua infância não era grande, e não é a cadela metida que sempre achei que fosse. — Ele se virou e olhou para a mulher que se Remy seguisse o caminho, seria sua cunhada. — Ela parece... inacessível. Um sonho ou fantasia, mas definitivamente intocável. E um pouco arrogante. Tem atitude Remy, distante, bonita e muito acima de nós.

— Poderia ser mais condenavelmente inacessível ou intocável, — Remy estalou.

Gage riu dele. — Nunca vi você tão confuso em minha vida. Espere até os meninos chegarem aqui e vê-lo assim.

— Tenho uma arma, Gage, e não tenho medo de usá-la, — advertiu Remy ao irmão.

O sorriso sumiu do rosto de Gage. — Você já me furou com uma faca. E tenho cerca de um milhão de cicatrizes de seu leopardo batendo a merda fora de mim por alguma indiscrição boba quando nossos leopardos estavam apenas brincando juntos. Sem tiro em mim. Estaria condenadamente louco se você o fizer.

— Deixe de ser um bebê. Foi apenas um furo pequeno e você devia ter prestado mais atenção. Eu lhe disse uma milhão de vezes que não estava avaliando a distância corretamente e não entrasse em uma briga de faca até que praticasse como o diabo e muito mais. Não acreditou em mim, então fiz meu ponto. — Deliberadamente soou hipócrita. Era o irmão mais velho apenas ajudando seu irmão mais novo se tornar apto e ficar vivo. — Seu leopardo não leva nada a sério, nem mesmo treinamento. Estou guardando sua vida, goste ou não.

— Não preciso gostar de seus métodos. Seu leopardo é um tirano e deve ser obedecido em todas as coisas. — Gage fez uma careta. — Oh, espere. Isso seria a sua contraparte humana.

Bijou alcançou as mesas no fundo do clube e se moveu em torno delas rindo baixinho de algo que alguém disse antes de se aproximar dos dois.

— Está tudo bem Remy? Você parece... chateado.

Era a voz dela, sensual, sexy, a voz, não podia censurar seu leopardo ou a si mesmo. Depois juraria que foi a voz dela que o transformou em um completo idiota. Remy circulou a nuca dela com a palma da mão, os dedos quase envolvendo em torno da garganta. Puxou-a para ele, saboreando a sensação de seu corpo tão perto do dele, o fogo queimando em suas veias. No momento em que lhe tocou, no momento em que os seios dela roçaram seu peito e o cheiro de lavanda flutuou, afundando nos pulmões, o mundo desvaneceu, então só havia Bijou.

Seus olhos encontraram os dela. Sentiu seu corpo derreter quando os seios dela subiam e desciam, a respiração irregular. Aqueles olhos incrível, esse profundo vívido azul, começando a assumir um brilho. Inclinou a cabeça para ela, segurando seu olhar enquanto a cabeça lentamente desceu em direção a dela. Seus longos cílios vibraram.

— Remy, — ela sussurrou seu nome. Um protesto? Consentimento? Ela não se distanciou. fechou os olhos e sua boca encontrou a dela. Chamas correram sobre sua pele, através de seu corpo e se alojaram como um rugido de fogo em sua virilha. Seu pênis alongou e endureceu até que estava tão grosso que teve medo que poderia estourar o material de seus jeans. Seu leopardo rugiu e arranhou a barriga em um esforço para chamar a sua companheira.

Bijou suspirou e empurrou para ele, os olhos brilhando, o rosto corado. Fez um pequeno som de angústia e recuou, sacudindo a cabeça. Podia ver que seu leopardo havia subido e estava perto da superfície. Ela não entendia o que estava acontecendo e estava com medo, provavelmente, igualando os sentimentos estranhos e dores no corpo, encontrando com sua intensa e muito brutais sexualidade.

— Venha comigo, — sussurrou, tentando seduzi-la. Seduzi-la. Inferno, o que fosse preciso. Só precisava que parasse de olhar para ele com medo. — Chère, deixe-me explicar o que está acontecendo.

Ela deu um passo para trás, sacudindo sua cabeça, uma mão foi defensivamente para sua garganta. — Estou trabalhando Remy. Este não é o momento.

— Pode ser tarde demais em outra meia hora mais ou menos, — ele implorou. Os olhos dela definitivamente viraram de gato.

Estava com medo dele ou de si própria. De qualquer forma, recuou, e ele não podia culpá-la. Estava com toda a razão para ter medo. Seu corpo já não pertencia a ela. Doía. sofria. Não havia ninguém a quem recorrer. Remy sabia que a ameaçou em um nível elementar. Deveria ter ficado, não perdido a chance, e explicar tudo à ela. Praguejou sob sua respiração enquanto ela recuou mais dele. Cada macho leopardo na sala teria cheirado a ascensão da fêmea. Saberiam que estava perto de emergir e seus leopardos estariam prontos para lutar por ela. Ela saberia de nenhuma forma o estrago que causaria, ou o perigo que estava se colocando, porque não contou à ela. Não explicou.

— É tarde demais, — Gage sussurrou enquanto Bijou virou e fez seu caminho através do clube lotado de volta em direção ao palco.

— Vamos ter que confiar, se qualquer um dos outros chegar perto dela, vão pegar seu aroma e será suficiente para avisá-los.

— Pelo menos cada leopardo aqui vai protegê-la se alguém tentar prejudicá-la, Remy se consolou.

Remy não tirou os olhos dela quando se aproximou da frente do palco. Soube o momento exato em ambos os seguranças perceberam que era uma mulher leopardo. Joshua se virou abruptamente, choque no rosto. Elijah era inexpressivo, apenas uma pequena marca na sua mandíbula mostrando sua surpresa. Os dois homens trocaram um longo olhar.

A visão de Remy estava de gato. Estava consciente de cada farfalhar, murmurar e tilintar de gelo na sala. Os cheiros eram difíceis de classificar, mas respirou lavanda, o medo e o cheiro inebriante de uma fêmea perto do cio.

— O que está acontecendo? — Lojos Boudreaux, o mais novo de seus irmãos entraram, seguido de perto por Mahieu e Dash.

Os três irmãos inalaram e giraram, chocados, olhando Bijou. Ela havia alcançado a mesa de Ryan Cooper e passava, quando Cooper estendeu a mão e pegou o pulso para impedi-la.

— Se você está distribuindo beijos pequena puta, estarei feliz receber. — Ele a puxou para baixo, tentando colocá-la em seu colo.

Bob Carson pulou com a câmera na mão. Jean Juste e Rousseau riram ruidosamente, tirando fotos com seus telefones celulares. Robert Lanoux e Brent Underwood voltaram em sua cadeiras como se distanciando, enquanto Tom Berlander sorriu como um macaco.

— Plante um nela Ryan, — Juste gritou. — Vamos ter a prova.

— Podemos vender para uma revista, — Jean encorajou. — Faça milhares.

Ambos riram novamente enquanto Bijou lutava com Ryan segurando seu pulso.

Remy saltou sobre a mesa e correu em direção à frente do clube. Joshua e Elijah chegaram lá primeiro. Elijah pegou a cabeça de Ryan e bateu com ele na mesa enquanto Joshua puxou Bijou para segurança, empurrando-a para o outro lado tentando manter seu corpo entre ela e o problema.

Os leopardos machos no clube ficaram de pé, correndo para frente do clube para formar um círculo de proteção em torno de uma de suas fêmeas. Lojos e Dash bateram Bob Carson na parte de trás, levando-o no chão, Lojos o segurou ainda com um joelho plantado em sua volta. Remy veio para o círculo e rosnou. Instantaneamente os dois leopardos machos de frente para ele abriram caminho. Observou que o único leopardo de seu covil que não protegeu Bijou foi Robert.

Remy pegou os pulsos de Bijou. — Você vem comigo agora. Não discuta. Pode ver que não está segura.

Bijou apertou os lábios. Ele podia sentir os tremores, os olhos dela buscaram os dele. Ela balançou a cabeça lentamente, e alívio derramou por ele. Pelo menos não ia lutar com ele sobre este assunto. O clube era um barril de pólvora pronto para explodir a qualquer momento e os homólogos humanos do leopardos machos se seguravam em suas formas humanas por um fio. Não podia imaginar se mesmo um leopardo se transformasse.

Sabia que para aqueles no clube que simplesmente olhavam, notaram que para proteção ela estava sendo removida. — Vamos sair por atrás do palco. Não vamos através do clube. Os rapazes cuidarão de tudo enquanto escapamos.

Os dentes dela morderam o lábio inferior. — Acho que Joshua e Elijah cuidaram da real ameaça.

Não estava convencido de que Ryan Cooper fosse a verdadeira ameaça à Bijou mas não discutiria o ponto. Girou em torno dela, puxando-a para a proteção de seu ombro, seu braço circulou a cintura dela, a outra mão em sua arma. Moveu-se rapidamente, contando com o radar de seu leopardo para lhe dizer o que estava a frente, a trás ou dos lados.

Bijou se apressou para acompanhar seu ritmo rápido. — Remy ninguém está atrás de nós, havia uma parede entre nós e mais ninguém. Ninguém jamais seria tão estúpido a ponto desafiar todos aqueles homens. O que está acontecendo? Isto não é sobre aqueles idiotas bêbados, não é mesmo? Algo mais está acontecendo.

— Sim, mas preciso de algum lugar longe daqui para lhe dizer. Um lugar seguro onde poderemos ficar a sós.

Bijou balançou a cabeça. — Nenhum lugar é seguro se estamos sozinhos. — Olhou para ele, os olhos dela encontrando os dele. — É?

Se estava buscando tranquilidade, não poderia dar a ela. Seu corpo já estava em chamas, seu leopardo quase louco com a necessidade dela. Ele a conhecia, o corpo dela estava reagindo ao dele, e seu leopardo estava tão perto que duvidava que iriam muito longe antes que ela começasse insistir a emergir. Não havia um muito tempo para colocá-la na privacidade do pântano.

— Meu carro está em frente. Continue em movimento.

— Eu me sinto doente Remy, — admitiu apertando a mão no estômago. — E quente. — Empurrou em seu cabelo, sua mão veio úmida. — Estou tão quente. Sinto como se estivesse com febre alta.

— Sei. Basta entrar no carro. — Escancarou a porta do passageiro para ela.

Deslizou para dentro e ele correu para o lado do motorista. Saltou dentro e tirou os sapatos. Ela não percebeu. Estava muito desconfortável, se contorcendo, sua fêmea leopardo em um frenesi depois da proximidade de todos os leopardos machos.

Bijou esfregava as mãos continuamente e os dedos. Sabia o quão ruim era a dor da primeira vez, terrível, brutal, mas maravilhoso o dom de mudar. Cada articulação, o queixo e a boca estaria dolorosa, enquanto as pontas dos dedos das mãos e pés queimavam como se estivesse tocando chamas. Pior do que tudo isso era a feroz compulsão para ter relações sexuais.

— Remy. — Bijou pigarreou repetidamente, em um esforço para conversar. — Por que isso acontece comigo toda vez que estou com você?

— Vou explicar tudo para você chère, mas precisa confiar em mim. Tudo vai soar como algo saído de um filme. Agora, a única coisa que importa é se despir. E faça isso rápido.

Franziu a testa para ele. — Não vou fazer sexo com você no carro Remy. — Respirou fundo, colocou a cabeça para baixo, como para evitar desmaiar e, em seguida, sentou-se, olhando para ele quando tocou os seios através do tecido do vestido como se estivesse sofrendo. — Não. — Mas não parecia tão certa quanto queria.

Remy pôs o pé no acelerador até o fundo e correu para o pântano. — Tire a roupa. Agora Bijou. — Usou a mais imponente voz dele . — Depressa. Tire os sapatos e saia desse vestido. Agora.

 

Bijou chutou seus saltos e olhou através da janela para a noite. Não haviam outros carros na estrada estreita que levava para a pousada.

— Faça agora, — Remy agarrou. — Dispa-se.

Bijou estremeceu ao som de grave sua voz, mas deslizou seu vestido de um ombro e depois do outro, segurando sobre os seios com as mãos.

— Bijou, — disse Remy entre seus dentes. As mãos dele tremiam e sentiu as garras tão perto a ponto de explodirem através das pontas dos dedos. — Nós não temos muito tempo. Ouça-me enquanto estiver se despindo. Vai parecer loucura, mas apenas ouça, não me interrompa. E dane-se — acrescentou, — Tire essas roupas agora. Mesmo suas roupas íntimas. Continue respirando profundamente.

Bijou permitiu que o vestido deslizasse para baixo sobre seus seios nus até a cintura. Remy tentou não olhar. Estava em tantos problemas quanto ela. Não ajudou em nada que os seios dela fossem perfeitos, exatamente o que gostava. Estava corada, respirando com dificuldade, seus mamilos tensos, chamando sua atenção quando precisava estar em total controle. Ela mexeu no encaixe do vestido até a cintura para que a caixa torácica estreita ficasse exposta.

Era linda . Sua pele brilhava para ele na escuridão do carro. O aroma de lavanda embriagando-o. Cerrou os dentes, tentando segurar seu controle. Sua mandíbula doía, e já se tornava difícil segurar o volante corretamente.

— Você sabe o que é um metamorfo?

A sobrancelha dela se elevou e parou balançando o vestido para baixo de sua cintura para olhar para ele. — O Rougarou? — revirou os olhos. — É claro que ouvi falar disso. Toda criança que cresce perto dos pântanos e igarapés já ouviu falar de Rougarou. — Precisou limpar a voz várias vezes, como se sua garganta estivesse inchada.

Bijou ergueu as nádegas e deslizou o vestido apertado por seu quadris e coxas.

— Leopardos, Blue, não o Rougarou. Há um covil inteiro de leopardos aqui no pântano. Bodrie não era leopardo, mas conheceu sua mãe na turnê. Penso que sua mãe era um leopardo, e ela passou o presente para você.

Bijou deixou escapar um suspiro. — Você perdeu a cabeça Remy.

Mas ela ainda estava deslizando o vestido para baixo em suas coxas e pernas. Começou a tirar as meias de suas pernas.

— Talvez, mas se estiver certo, e estou seu leopardo está perto emergir. Suas articulações doem. Sua mandíbula. Seu corpo parece que está pegando fogo, queimando de dentro para fora. E você quer ter relações sexuais. Agora. Mesmo no carro comigo na beira da estrada. Será que realmente teria alguma destas coisas se não estivesse sob esta extraordinária circunstância?

Ele não estava explicando as coisas muito bem e ela não tem muito tempo.

— Quero sexo toda vez que estou em qualquer lugar perto de você Remy, — admitiu, jogando as meias no banco de trás. A única coisa que lhe restava era uma calcinha com laço que não cobria muito, mas realçava e intrigava. — Isso não me faz um leopardo, faz-me como meu pai, sem autocontrole e claramente algum tipo de vício em sexo.

Remy estremeceu de desgosto e auto aversão em sua voz. Olhou para ela. — Ai. Você poderia pelo menos fingir que me acha esmagadoramente sexy e não pode resistir. — Soltou sua respiração tentando se concentrar na estrada estreita para levá-los para a segurança. — Tire sua calcinha, Blue.

Bijou mal podia usar as mãos. Sentia suas juntas inflamando. Sua boca se ferindo. Mesmo o couro cabeludo estava doendo. Não havia um lugar em seu corpo que não doía. Acima de tudo, seu corpo estava em chamas. Sentia-se desesperada por sexo.

Enganchou seus polegares na renda e arrastou para baixo, enrolou em seu punhos, mantendo-a quase protetoramente contra ela. Não fazia ideia de como esse pedacinho de pura renda ia protegê-la contra o homem que desejava como uma droga, mas se ele não encostasse em breve e a deixasse sair do carro, não seria responsável pelo que aconteceria.

— Agora o quê? — Seus seios doíam, sentia-os inchados e necessitados. Tomou uma profunda respiração, totalmente consciente de seu corpo nu e do jeito que estava afetando Remy. Podia sentir o calor derramando dele.

Não gostava de ser o centro das atenções quando não estava se apresentando. Talvez se transformasse em outra pessoa quando cantava, mas gostava de sentir como se pudesse desaparecer ao fundo, quieta e observar ao invés de ser o centro das atenções. Até hoje à noite no clube, quando todos os homens a haviam cercado tão protetoramente. Esteve consciente de cada um deles, exatamente como estava ciente de sua nudez, pele, o calor e agora Remy . Detestava-se por isso.

Sua atração, pelo menos, foi reservada exclusivamente para Remy. Foi humilhante o suficiente ser tão louca por ele, pelas coisas que fez, nem mesmo achava possível. Agora, nem por um momento pensava que foi tão insana, sentiu-se sensual e sedutora cercada pelos homens. Ela os cheirou, os diversos aromas tão agudos, de alguma forma afetando-a, o que a envergonhava. Agora o que estava fazendo? Estava andando em um carro totalmente nua, fazendo exatamente o que Remy queria dela, como poderia ter tal selvagem desinibição, sexo feroz com ele era tudo o que podia pensar.

— Tire minha jaqueta. — Ele usou uma jaqueta como uma concessão ao clube elegante dela. Jaqueta, camisa branca e sua calça de brim. Foi o melhor que pôde fazer quando sabia que precisaria de roupas que saíssem rápido.

Ela não discutiu com ele, mas puxou sua manga quando levantou uma das mãos para fora do volante. Sacudiu a manga fora e quando se inclinou para frente, tirou a jaqueta para ele. Foi jogada no banco traseiro para pousar sobre o seu vestido.

Quando começou a decidir voltar, ele balançou a cabeça. — Agora minha camisa, — Remy ordenou. — Depressa, Blue. Será tarde demais em mais alguns minutos.

Não sabia o que queria dizer com tarde demais, mas se apoiou nele para desabotoar a camisa branca imaculada. Parecia tão bonita como quando ele entrou no clube. Seu coração quase parou, e depois começou a bater com dificuldade. Adorava a maneira como ele andava com tal confiança. No momento em que o viu novamente, sabia que estava perdida. Remy era seu herói, e sempre seria. Não sabia que teria tal reação física a ele, especialmente quando ainda era adolescente e durante seus anos de faculdade, nunca foi tão tentada a se entregar a um homem.

Suas mãos estavam desajeitadas nos botões, os nós dos dedos doendo, as pontas em chamas. Mal conseguia respirar enquanto deslizava os botões livre nas aberturas. Suas mãos evitaram roçar na pele nua dele, enviava pequenos choques elétricos correndo sobre a sua próprio. Engoliu em seco, tentando limpar o que sentia como uma obstrução na garganta. Sua pele coçava em ondas, mais e mais, e sentiu o crânio muito apertado, como se não se encaixasse perfeitamente. Puxou a camisa e conseguiu tirá-la, a enviou voando para o banco traseiro junto com todo o resto.

— Agora meus jeans.

A voz dele estava rouca, uma escova de veludo de sensualidade que enviou mais choques elétricos cruzando sua corrente sanguínea. Suspirou, lambeu os lábios e chegou na parte baixa na calça de brim dele. Usava jeans de botão ao invés de zíper e, novamente, encontrou ainda mais dificuldade para liberar seu pênis. Sua respiração entrou irregular, sopros desesperados, seus pulmões queimando por ar enquanto lentamente conseguiu abrir os botões.

Remy ergueu as nádegas para que ela pudesse puxar o material para baixo de seus quadris, para a forte coluna de suas coxas. Suas mãos estavam desajeitadas. Queimando. Muito grandes. Seus dedos não queriam mexer. Seu corpo sentia-se como se tivesse explodindo em chamas, tão quente que mal podia suportar. Virou-se para abaixar na janela.

— Tire meu jeans fora. Depressa.

A voz dele ficou rouca, mas a urgência em seu tom a pegou. O carro virou em direção a estrada que levava para a pousada. Podia sentir o cheiro do lago, o pântano, as gramíneas e as plantas individuais.

— Estou queimando, — admitiu. — Mal consigo respirar. — Como o desejava. O momento em que pode ver sua pesada ereção, longa, grossa e muito dura, o calor entre as pernas se tornou uma tempestade, escorregadia e quente até que o desejo se transformou em desesperadora necessidade.

— Sei, chère, também estou. — Apertou seus dentes. — É só puxar meu jeans para baixo.

Para fazer isso, precisou se mover em seu assento, inclinar-se para baixo, seus seios nus roçaram em nas fortes coxas musculosas com todos aqueles músculos intrigantes. Quase soluçou por desejá-lo. Seu aroma masculino a envolveu, foi profundamente em seu pulmões, não sabia onde a necessidade sexual dele começava e a dela terminava. O calor irradiava do corpo dele, e os olhos estavam verde escuro, quase brilhando com sua fome por ela.

Para seu horror absoluto, ele havia se tornado uma obsessão. Seu único consolo era que a julgar por sua pesada ereção, o calor escorrendo de sua pele e a fome em seus olhos escuros, estava tão obcecado quanto ela. Uma mão fechou em seu cabelo, como se fosse empurrar seu rosto em direção ao pênis. Podia ver sua barriga musculosa ondulando, seus quadris contrariando quando puxou a calça jeans mais para baixo das pernas dele.

Sentiu o solavanco quando dirigiu o carro sobre a grama, passando por trás da pousada. A pousada estava escura e ficou feliz por Saria não estar lá. Gemia nua, quase chorando e assim perto de perder todos os fragmentos normais de sentido e dignidade que ainda restava. Precisava fazer qualquer coisa para tê-lo, e isso era apenas insanidade. Teria que acordar alguma hora e se encarar se suas ações tolas. Naquele momento, nada mais importava, apenas senti-lo, todo o calor sedoso, em sua boca.

Ela se aproximou, seus mamilos esfregaram duramente ao longo da coxa dele. O punho dele apertado em seu cabelo, guiando-a para a ereção pulsante. Seus dedos acariciaram enquanto inalou a selvageria dele, o perfume quase selvagem. Olhou para o rosto dele, de modo intenso, tão escuro de desejo.

Pisou no freio antes do carro parar dentro do lago, desligou a ignição. Queria chorar de frustração quando empurrou a porta e a arrancou através da porta do motorista, uma mão ainda em seu cabelo, usando-o também para tirá-la do carro. Ele a puxou em seus braços, a mão em seu cabelo, puxando a cabeça para trás, a boca abaixo sobre ela duramente.

Mesmo a dor em seu couro cabeludo enviaram mais chamas pulsando através de seu corpo. O beijo a deixou com os joelhos fracos, trêmulos, o gosto dele a fez se sentir quase embriagada. A mão livre dele desceu das costas dela para suas nádegas, pressionando-a perto dele.

— Remy. — Quebrou o beijo, ofegante, à beira das lágrimas. — Preciso de você em mim. Por favor. Agora. Estou queimando e preciso de você agora. — Sentia-se vazia. Incompleta. E tão quente que estava com medo que fosse explodir como uma banana de dinamite.

Remy empurrou contra o carro, meio levantando-a. — Pernas ao redor da minha cintura. — Sua voz era nada, mas cascalho agora, um rugido realmente. Um comando.

Estava se sentindo um pouco desesperado. Sabia que emergiria a qualquer momento, mas precisava estar dentro dela. Não havia escolha. Precisava sentir a incrível bainha de seda apertada em torno dele, o atrito doce levando ao paraíso.

A língua dele freneticamente provou a pele dele, levando-o quase louco com sua necessidade para tê-la, para reclamá-la como sua. Era como se tivesse esperado a vida inteira por essa mulher, talvez mais. Ela gemeu suavemente, afundando seus dentes no ombro dele quando obedeceu, com as pernas envolvendo-o em um emaranhado macio. Enganchou o tornozelos e abaixou-se sobre ele, todo o fogo escorregadio engolindo seu pênis.

Jogou a cabeça para trás, sentindo-se como se estivesse sendo queimado vivo, pegando o fogo dela, inclinou-se de costas contra a carro para melhor aproveitar antes que começasse a mover-se. Montou-a, marcando o ritmo em primeiro lugar, um pouco frenético, mas a quente luva apertada agarrando seu corpo enviou ondas de prazer através dele.

A respiração ofegante dela e os gritinhos só aumentavam a necessidade que se construiu nele tão rapidamente. Assumiu, com as mãos nos quadris, guiando-a em um ritmo mais forte mais constante, um que lhe roubou a respiração e a sanidade, e o levou-o para um mundo de sentimento. Disparam em direção ao precipício, indo além, ao mesmo tempo o mundo ao redor ficou vermelho, rolando trovões em seus ouvidos.

Ainda assim, ela não parou de se mover, arquejando, ofegante, chorando ainda mais frenética.

— Não pare, Remy. Estou queimando. Você não pode parar. — Quase chorou sua súplica.

Remy trouxe a si mesmo acima do limite. Queria ficar trancado dentro dela mais do que qualquer coisa, mas sabia que estava sendo um bundão egoísta, deixando de lado todo o controle quando ela mais precisava dele. Deu umas respirações profundas, calmantes e ficou imóvel, ainda enterrado profundamente. Ela se contorceu, seus músculos apertando abaixo, quente como o fogo do inferno, tão apertada. Estava praticamente o estrangulando. Podia ouvir o rugido em sua cabeça e sentiu o leopardo empurrando e arranhando, rosnando para sair livre.

— Você precisa me escutar Blue. Isto é importante. Não posso continuar distraído quando você precisa desta informação. Meu leopardo está me arranhado, desesperado pela chegada do seu. Ela vai emergir a qualquer momento e precisamos permitir que estejam um com o outro. Na verdade, não há qualquer maneira real para detê-los. O meu escolheu o seu leopardo. Ele está tão louco por ela, quanto estou tão impulsionado quanto você.

Bijou ficou imóvel. Muito imóvel. Sua respiração ficou presa na garganta quando repetiu as palavras em sua mente. Ele realmente acreditava no que disse sobre o leopardo.

— Deveria ter explicado mais para você. A mudança. Como ocorre. É justo que toda vez que chego perto de você não posso resistir a possuí-la.

Umedeceu os lábios secos, de repente, lentamente, levantando o ombro e a cabeça de Remy para olhar em seus olhos. Brilhava num verde penetrante, bem como um gato no escuro. Sua visão estava estranha, faixas com cor, como se estivesse vendo através de binóculos de calor. — O que você está dizendo, seu leopardo está louco por mim? Você está comigo, porque acha que seu leopardo quer o meu?

Seu coração bateu forte no peito. Claro que era muito bom para ser verdade. Remy não a amava. Ele mal a conhecia. O que estava pensando? Conto de fadas? Felizes para sempre? Estava falar sobre sexo puro, não amor. Ela era adulta e sabia melhor.

— É claro, — disse Remy. Franziu o cenho quando lentamente ela baixou as pernas de modo que seus pés tocaram o chão. Sorriu para ela, segurando-a contra suas nádegas. — O bônus adicional é o sexo louco.

Ela não podia nem culpa-lo por todas as coisa sobre isso. Foi uma participante disposta. Mais, praticamente tirou a roupa dela e depois a dele. Faria qualquer coisa para tê-lo. Afastou-se dele, lhe permitindo escapar dela. Ele ainda estava duro, deixando-a sensação de vazio e perdida.

Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, sua barriga apertou e ela dobrou, segurando seu estômago. O suor derramou de sua pele. Cheirou algo selvagem e feral. Das profundezas algo vivo veio, se movendo sob a pele como um parasita. Suspirou e caiu de joelhos, seu corpo quase em convulsão.

— Não lute Blue. Deixe-a vir acima. Você ainda vai estar ai, apenas deixe vir.

Vagamente, ouviu Remy falar com ela, mas o que estava dizendo não fazia sentido, a menos que realmente estivesse dizendo a verdade. Impossível, mas o rosto contorceu. Seus dentes ficaram afiados e sentiu sua boca muito cheia. Queria gritar. Que tipo de monstro era?

— Respire chère. Respire fundo e tente relaxar. Este é um momento incrível. Nem todas as fêmeas emergem. — Remy soou rouco, mas ansioso. — O ciclo precisa coincidir com o dela, e algumas fêmeas esperaram uma vida inteira por isso.

O que estava dizendo? Que poderia engravidar? Levar um leopardo? Cada filme de terror que assistiu veio em sua mente. Tentou limpar as gotas de suor escorrendo por seu rosto, apenas para descobrir que suas mãos não eram mais humanas. Olhou para as garras disformes cobertas de pelos, unhas curvas e longas surgindo a partir delas. Isso não podia estar acontecendo, não de verdade. Que tipo de monstro foi sua mãe? Sabia que seu pai era um, mas tudo isso fez que se agarrasse a ideia de que poderia ser como sua mãe. Aterrorizada, se afastou para longe de Remy quando chegou para tocá-la, em uma tentativa de tranquilizá-la.

Esses outros homens em seu clube, seriam leopardos? Todos esperando por ela emergir, e depois? O que esperavam dela? Deveria aceitar todos eles? Será que os leopardos têm mais do que um companheiro? Nem sequer sabia a resposta. Um soluço escapou, mas saiu um som miado estranho. Nenhum isso era sobre ela. Remy não estava atraído por ela e nem estavam os homens. Era sobre o que estava dentro dela lutando para sair.

Seu corpo se contorceu novamente, as articulações estouraram e racharam. Dor irrompeu. Por autopreservação tentou ouvir a voz distante de Remy. Seus pulmões queimando, e seu corpo se sentia como se fosse virar do avesso. A coceira era horrenda, quando a pele começou a estourar através sua pele. Seu queixo alongou.

Tentou se arrastar para longe, um movimento bobo, desesperado, tentando fugir, para longe de seu próprio corpo. Acima de tudo, queria ficar longe de Remy. Não queria que assistisse o que estava acontecendo com ela, e pior, não queria seu leopardo, se era isso que era, para acasalar com o dele. Sentia como se estivesse vivendo um pesadelo, um filme de terror e não havia maneira de sair.

— Blue. — A voz de Remy penetrou com rugindo em seus ouvidos e o terror de seu corpo tornando-se outra coisa. — Olhe para mim. Veja-me. Posso levá-la através disso. Você está com medo e é minha culpa. Em vez de ter tido sexo com você toda vez que te vi, deveria ter te preparado para isso. Por favor, chère, só me deixe fazer isso por você.

Seu corpo torceu, enrolou, ficou sobre as mão e joelhos, apenas não estavam com as mãos ou os joelhos. Virou a cabeça devagar, raiva queimando através de sua barriga e fúria em seu coração. Bateu nele.

Remy saltou para trás. Foi apenas seus reflexos de leopardo que o salvaram de uma patada desagradável em seu rosto. Sua mulher estava muito, muito zangada com ele. Havia algo nos olhos dela que o alarmou. Estava definitivamente se distanciando dele, e isso era muito perigoso, especialmente agora.

Mais um rolar e um grito silencioso e Blue estava totalmente leopardo. Levantou-se cautelosamente, selvagem e feroz, e toda fêmea. Antes que pudesse se mover, ela se virou e correu em direção ao pântano. Mudou correndo, usando mais velocidade do que já teve. Não ia perdê-la. Não agora, não quando estava tão perto fazê-la sua.

Seu leopardo correu atrás de Bijou, saltando por cima de um tronco caído e facilmente seguiu o cheiro dela. O pântano fechou em torno dele, dando-lhe a sensação de liberdade e selvageria que desejava. Este era o mundo real dele, que compreendia e necessitava. Isso era parte do perigo de ser leopardo, especialmente na mudança pela primeira vez . Não havia nenhuma maneira real para explicar a alguém a absoluta liberdade de ser gato, e a tentação para ficar dessa forma sempre esteve presente .

Bijou estava assustada e claramente lidou com as coisas de forma errada com ela, assim que a atração de ficar em forma do grande gato seria dupla. Tentou ser racional, usar a lógica enquanto seguia a trilha, o raciocínio, quando seu cérebro queria ser feral. Normalmente, a primeira hora era assim, quando corria livre, não permitia seu lado humano sentir absolutamente nada. Ficava totalmente animal, mas não podia se dar ao luxo de cometer erros.

A leopardo de Bijou era pequena, muito elegante com luxuoso pelo reluzente, a pele quase branca com rosetas escuras espalhadas em todos os lugares. Ele era grande para um leopardo, mesmo um leopardo macho, seu pelo um raro preto com rosetas escuras estabelecidos na pele de modo que era dificilmente discernível. Era poderoso e extremamente forte, graças aos músculos enredados que cobriam seu corpo. Possuía muitas cicatrizes de inúmeras lutas, e sempre foi o vencedor. Nenhum dos machos queria brigar com ele, mas ao longo de um fêmea no cio, isso poderia mudar. Não queria matar um amigo, porque lidou com as coisas mal com Bijou.

Estava ciente de que era extremamente perigoso em forma de leopardo. Seu leopardo era agressivo e astuto, um predador no alto da cadeia alimentar, muitas vezes intratável e mal-humorado. Com a fêmea correndo dele, era ainda mais difícil para Remy e enviou uma oração silenciosa, que nenhum pescador locais estivesse caçando no pântano.

Viu a fêmea correr ao longo do aterro, pisando nas poças com uma pata delicada e pulando pequenos galhos de ciprestes derrubados. Bijou permitiu ao leopardo dominar e estava obviamente gostando da liberdade, caindo abaixo escapulindo sob alguns ramos e pulando sem esforço sobre os outros. Mostrou agilidade e graça, facilmente saltando galhos e troncos, escalando as árvores.

Cada movimento era sinuoso e cheio de graça. Ela se contorceu e girou, deste modo, e isso mostrou a coluna vertebral dela flexível, claramente se acostumando a sua nova forma, arqueando as costas em um meio círculo e, em seguida, saltou para cima para mudar de direção no ar através de um rotação rápida de seus quadris. Ela se viu bonita quando se moveu com esforço elegante. Parecia estar brincando, mesmo quando exibia um comportamento de uma fêmea no cio.

Chamava ocasionalmente, e sua voz continuaria a noite, atraindo todos os machos dentro do alcance. Esfregou-se ao longo dos troncos das árvores, deixando um tentador aroma atrás. Rolava e se esticava ao longo do chão sedutoramente, entre as folhas e vegetação, assim como chegava rapidamente a seus pés e se movia mais profundamente no interior do pântano.

Foi atrás dela tão furtivamente possível, ficando perto o suficiente para protegê-la e avisar os outros machos para dar o fora, sem colocá-la em perigo. Uma fêmea rejeitar um macho poderia ser muito perigoso. Ele se encantou com ela, chamou-a com um olá suave, deixando-a saber que não estava sozinha e estava respondendo ao seu chamado.

A fêmea se virou, orelhas planas na cabeça, rosnando, advertindo-o. Manteve uma distância respeitosa. Bijou estava totalmente com raiva dele, e seu gato a protegeria, até mesmo advertindo seu parceiro. Remy jurou para si mesmo. Sempre intimidou quando queria alguma coisa. Nunca realmente foi necessário delicadeza. Era inteligente e gostava de seu leopardo, astuto, forte e mal-humorado. Possuía controle e disciplina, para compensar o mais negativo traço de seu leopardo.

Ele se encantou com ela novamente, deixando-a saber que a achou bela e sedutora. Ela rosnou novamente e deu uma patada nas folhas na frente dela, enviando-as para o ar. Ela se virou e correu, indo mais para o fundo do pântano.

O grande leopardo macho a seguiu, mantendo uma distância segura exata, esperando ela lhe dar um sinal de que seria mais receptiva aos seus avanços. Andaram vários quilômetros em uma leve chuva. As folhas os protegiam da água, mas nenhum realmente notou ou se importou. Ela caminhou em uma linha constante longe da pousada e o leopardo macho circulou para chegar à frente dela e mudar sua direção.

A pequena fêmea levantou os lábios para ele, rosnando e cuspindo, mas foi se cansando, e os hormônios estavam exigindo lentamente, batendo a raiva. Ela lhe permitiu mudar sua direção, e se aproximou dela timidamente. Ela se esfregou ao longo de vários troncos de árvores, num pequeno pedregulho e rolou na grama. Quando se agachou, ele se aproximou. Imediatamente foi para cima, estendendo as garras dela e assobiando seu desgosto com ele.

Ela saltou de novo e se afastou dele. Paciência era exigida de um macho leopardo, e com a pequena fêmea já desorientada e assustada, apenas se encontrando em sua forma animal, exigia muita paciência. Mais uma vez, ficou atrás e a seguiu enquanto ela se movia através do pântano.

Um pequeno fio de água se tornou maior, cortando a terra molhada terra, e ela caminhou pelas águas rasas, espirrando, brincando e pulando de volta para terra firme. Assim como ela, o leopardo negro se lançou para ela, levando-a de lado, longe da linha das árvores mais grossas. Um macho dourado explodiu no meio do mato e a circulou, parando abruptamente quando avistou o leopardo negro de Remy, ele rugiu um desafio quando tentou olhar para o leopardo negro.

Remy reconheceu Robert Lanoux instantaneamente. Era um membro do covil, o único que lhe deu problemas mais de uma vez. Possuía uma reputação de luta não justa , e, geralmente , viajou com seu irmão, Dion. Remy não esperou para o intruso fazer sua jogada , mas às pressas , batendo -lhe com força no lado e levando-o fora de seus pés.

O leopardo dourado rolou rápido quanto o leopardo negro se dirigiu atrás dele, Remy era implacável, querendo acabar com a luta rapidamente sem matar um membro de seu covil. Remy seguiu a vantagem punindo-o com um tapa de sua pata, as garras cortando o lado e o pescoço de seu adversário. Manchas de sangue instantaneamente mancharam o pelo. Robert continuou rolando até que escorregou em uma abertura apertada no mato.

O leopardo de Remy bateu nos arbustos, rasgando através de ramos e folhas, usando seu peso superior e músculos pesados. Desembarcou na parte de trás do leopardo dourado, levando-o para o chão. Instantaneamente, ele derrubou o leopardo menor e estabeleceu seus dentes em torno da garganta de Robert. Silêncio imediatamente desceu no pântano até que houvesse apenas o som da respiração irregular, quente chegando ofegante e soprando.

Os dois leopardos olharam um para outro, Remy não moveu um centímetro. Não seria difícil para morder e sufocar o homem menor se fizesse um movimento errado. Seu leopardo se enfureceu com o controle que estava impondo, furioso porque o intruso desafiou seu companheiro. Sua marca estava sobre ela, seu cheiro. Havia um código de honra dentro do covil, e Robert ignorou. Estava dentro de seus direitos sob suas leis matar o desafiante.

Um movimento à sua esquerda, e teria mordido um pouco mais forte em ameaça. Não havia cheiro de Dion irmão de Robert, mas raramente estavam separados, embora notasse que cada vez mais Dion parecia chateado com seu irmão com suas maneiras violentas. Seu olhar se deslocou por apenas um momento. A pequena fêmea assistiu atentamente, enrolada para ficar menor. Bijou subiu mais perto da superfície, e ele podia cheirar o medo ao longo de sua excitação com rituais de acasalamento. A fêmea tremia, o pelo úmido.

Não havia nenhuma maneira para tranquilizá-la em sua forma atual. Matar Robert na frente dela não lhe daria motivos para confiar nele também. Abaixo dele o leopardo de Robert de repente relaxou e se submeteu. Remy segurou um pouco mais para avisá-lo para não ser estúpido. Levou tudo o que teve segurar seu leopardo para não matar.

Desgostoso, o leopardo soltou a garganta do leopardo dourado e recuou, rosnando quando fez isso. Por duas vezes ordenou ao macho menor, rugindo enquanto passou sua enorme pata na grama e folhas, enviando a vegetação para o ar. Demorou alguns minutos para que o leopardo se afastasse o suficiente para que Robert pudesse se levantar com cautela e escapulir para dentro da mata pesada e correr para longe.

No momento em que foi embora, a fêmea leopardo decolou na direção oposta como se corresse por sua vida e talvez sentia como se estivesse. Não podia imaginar o que foi para Bijou descobrir em um encontro tardio que possuía uma forma animal vivendo dentro dela. Ela não sabia como poderia se mover entre as formas, como controlar seu leopardo e evitar que as emoções do animal a afetasse também. Seu leopardo estava provavelmente tão confuso e assustado quanto ela.

Mais uma vez Bijou dirigiu se afastou da pousada e ele circulou para chegar à frente dela, a necessidade de levá-la de volta. Ela parou abruptamente quando apareceu em frente a ela, arreganhando os dentes, orelhas planas contra a cabeça, sinalizando seu descontentamento com ele. se aproximou com cuidado, e ela deu um tapa nas folhas e galhos para ele. Ele a apressou, batendo com seu ombro nela, virando-a de volta para a pousada e pulando fora antes que pudesse revidar.

O leopardo fêmea assobiou para ele, girando em torno de um círculo, tentando passar, mas bloqueou todas as direções até que ela tomou a única deixada e foi na direção que o macho queria que fosse. Desta vez, não fugiu dele, claramente já estava cansada de tentar o impossível, combater às demandas de seus hormônios e a necessidade urgente para acasalar.

Mais uma vez, foi cuidadoso, mantendo uma distância segura, mas desta vez caminhou ao lado dela, cheirando o ar para garantir que estavam mais uma vez sozinhos. A cada momento, então a fêmea se esfregava ao longo das árvores. Eventualmente, a ação se tornava mais frequente e rolava na vegetação quase de brincadeira, submissamente quando se agachou pela primeira vez e ele se aproximou dela, ela cuspiu nele e pulou fora.

Remy recuou para permitir ao leopardo fêmea mais liberdade. Nenhum outro leopardo ou humano parecia estar na área, e claramente Bijou mais uma vez se retirou para permitir a sua fêmea mais tempo. Seu pelo amarelo-claro com as rosetas escuras lhe permitia quase desaparecer, às vezes, caminhava em suas patas silenciosamente através da vegetação e árvores. A cada poucos metros, parava e se agachava, mas se o macho a fechasse iria rejeitá-lo.

As recusas se tornaram cada vez menos ameaçadoras e suas ações mais e mais atraentes. Atraiu o macho mais perto. Ainda assim, com mensagens químicas tentadoras, chamadas vocais, rolamentos sedutores e sensuais, todos voltados para o grande macho. O macho ficou mais agressivo e possessivo quando ela se agachou novamente, desta vez cobrindo-a, dirigindo seus dentes na parte de trás do pescoço para segurá-la no lugar.

Horas depois, exausto, ambos os gatos se separaram, a pequena fêmea se retirou para a sombra das árvores quando a aurora começou a chegar. O macho estava perto dela, olhando por ela e descansando por alguns minutos antes de chegar a suas patas e a empurrar para cima. Relutante obedeceu, cansada demais para lutar com ele quando a empurrou adiante.

O leopardo macho recuou o suficiente para permitir Remy pensar logicamente. Estava exausto, e Bijou deveria estar também. Os dois leopardos tiveram sexo por horas, mais e mais como suas espécies faziam. Ainda precisavam voltar para a pousada antes que pudessem ser vistos.

Levou apenas alguns minutos para levá-la a beira do pântano e circular em torno do lago, logo a parte de trás da propriedade de Saria se estendeu a frente deles. Remy se manteve dentro do bosque de árvores, enquanto possível, cheirando o vento e o ar por sinais de atividade humana antes de correr todo o gramado aberto para a pousada.

Saltou para os galhos da árvore mais próxima da varanda dela no segundo andar, lhe mostrando o caminho de volta para seu quarto. O próximo salto o levou para a grade e, em seguida, para o chão da varanda. O leopardo menor o seguiu, cabeça baixa, levantando os lados, mal conseguindo alcançar a grade para cair a seu lado.

Remy mudou para sua forma humana, abriu a porta francesa e deu um passo para permitir que o pequeno leopardo entrasse em seu quarto. — Mude de volta, Blue, — ele a encorajou. Apenas a deixe ir, tome sua forma de volta.

O gato olhou para ele. Havia algo em seus olhos que o fez desconfortável. Poderia mudar rapidamente o suficiente para se proteger se ela lançasse um ataque. Seu leopardo estava exausto, inferno ambos estavam exaustos. Bijou dificilmente seria capaz de se mover uma vez que retornasse à sua forma humana. Essa primeira mudança foi emocionante, mas definitivamente a drenou. Em vez de se lançar a ele, o pequeno leopardo fêmea passou por ele, o nariz no ar. Nunca viu um olhar de animal tão arrogante, suntuoso e digno.

Ela foi direto para o banheiro e bateu a porta atrás dela. Remy soltou a respiração, sem mesmo saber que a segurava. Pegou uma toalha e envolveu em torno de seus quadris, afundando na cadeira confortável frente as portas francesas. Sentiu cada músculo em seu corpo, dor e a ferida da luta com o outro homem e as longas sessões de sexo violento. Seu leopardo poderia não estar dolorido, mas era diferente para ele como ser humano.

Olhou para a porta do banheiro. O silêncio durou tanto tempo que se agitou, decidiu ir até ela, mas, em seguida, a água do chuveiro caiu. Recostou-se e pressionou os dedos em seus olhos. Precisava de um sono muito longo, dormir, mas não havia nenhuma maneira que fosse acontecer até que falasse com Bijou e descobrisse por que estava tão zangada com ele.

A água parecia durar para sempre. Suspirou. Precisava de um banho também. Seus músculos estavam ficando duros sentado ali, precisava se mover. Levantou-se, espreguiçou-se e foi até as portas francesas para puxar as cortinas. Com a mão no cabo de tração, fez uma pausa, recuperou os movimentos dos olhos. Embaixo a beira do pântano, algo se moveu na moita, apenas o suficiente para agitar as folhas na direção errada.

Não querendo chamar a atenção para ele, se afastou, também seu leopardo em contrapartida, até que estava de volta as sombras, mas capaz de ver através da porta francesa. Esperou pacientemente, toda a fadiga esquecida, segurando ainda e enviando uma oração silenciosa para que Bijou não fosse escolher esse momento para caminhar pelo quarto.

Enquanto observava, um leopardo dourado enfiou a cabeça no meio do mato para olhar para cima na pousada. Ficou lá por um tempo, apenas olhando e farejando o ar. Com muito cuidado o leopardo surgiu, até que ficou totalmente em aberto, algo que nenhum deles faria a menos que fosse absolutamente necessário, como Remy fez a fim de procurar Bijou. Robert Lanoux estava tramando algo e não poderia ser bom.

Remy considerou que o assassino podia ser leopardo. Sabia que era possível disfarçar qualquer odor, mesmo de um leopardo. Foi feito por um de sua espécie antes e todos no covil estavam cientes dessas mortes horríveis. Qualquer shifter poderia caçar como um leopardo e matar como um homem ou vice-versa. Enquanto observava, o leopardo dourado chegou a altura e saltou para uma das árvores perto da pousada. Identificou vários outros aromas antes de rodopiar e correr de volta para a segurança do pântano.

Remy fez uma careta. Drake estava fora de casa, entenderia as ações de Robert como um desafio para a liderança. Vir a propriedade de Drake marcar o aroma e deixar sinais de arranhões nas árvores ganharia retaliação rápida pelo líder do covil e Robert já lutou e perdeu para Drake antes. Na verdade, era evidente que Drake poderia tê-lo matado facilmente. Então, por que Robert fez essa escolha? Nada sobre as ações de Robert faziam algum sentido. Sabia que Remy poderia matá-lo. Sabia que o leopardo de Remy podia também.

A água parou abruptamente, e Remy puxou as cortinas, escurecendo o quarto, certo de que Robert havia recuado para a segurança de sua propriedade, mas não correria riscos. Virou-se para enfrentar Bijou quando ela surgiu. O cabelo dela estava enrolado em uma toalha e usava um robe. Havia sombras sob os olhos, hematomas e mordidas de amor em seu pescoço. Ele não achava que teria importância se ela saísse enrolada em um saco de lixo, seu corpo reagiu imediatamente com demandas urgentes e estava condenadamente cansado. Não havia como fugir disto e não havia como esconder isso.

Ele viu o brilho de desejo nos olhos dela, rapidamente velado por seus longos cílios. Ela balançou a cabeça. — Você não tem um lugar para dormir?

Olhou para a cama. Bijou suspirou. — Não vai acontecer Remy. Preciso dormir desesperadamente, e agora, não gosto muito de você.

— Por quê? O que diabos fiz errado?

Ela recuou por um momento em seu tom, e depois o queixo subiu. — Descubra isso. Nesse meio tempo, estou indo para a cama dormir, vá embora.

— Isso não vai acontecer Blue. — Jogou suas palavras de volta para ela. — Vou ficar aqui com você.

— Não pode me dizer que Saria não vai lhe dar um lugar para dormir. — Bijou seguiu através do quarto para a extremidade da cama, foi para debaixo das cobertas, e jogou a robe de lado.

Antes que pudesse se esconder, viu a manchas escuras no corpo dela. Ela se moveu um pouco tensa, como ele o corpo dela doía. Ele estendeu a mão e pegou as cobertas, mantendo-as erguidas para que ela pudesse rastejar na cama.

— Vou tomar um banho rápido, e, em seguida, dormirei ao seu lado, — advertiu.

Bijou deslizou na cama e se virou de lado, saboreando claramente a sensação dos lençóis e do colchão macio. — Faça o que for Remy. Estou muito cansada para discutir. Só por favor não me acorde, porque não quero ter relações sexuais com você.

— Estou esperando um raio golpear você mulher, — respondeu.

Ela nem sequer olhou para ele, seus cílios já encobrindo seus olhos para que não pudesse ler sua expressão. Não deu assunto. Sabia. Ela ansiava por ele tanto quanto ele por ela.

Remy tomou um longo banho, permitindo a água quente correr sobre seus músculos cansados, lavou o cabelo e repassou tudo o que aconteceu entre eles. Ainda estava com raiva por deixá-la mais cedo? O mais provável, embora por um curto espaço de tempo pareceu tê-lo perdoado.

Suspirou e fez o seu caminho de volta para o quarto. Bijou claramente adormeceu e a toalha que envolveu em seu cabelo havia se soltado. Seu cabelo comprido estava em toda parte, ainda úmido. Parecia jovem para ele, jovem também para os tipos de coisas que fez com ela.

Escorregou na cama e enrolou seu braço ao redor da cintura dela, puxando-a para a proteção de seu corpo. Estava quente e macia. Enterrou o rosto no ombro dela, beijando a marca de mordida junto ao pescoço. Deitou de volta, contente por apenas estar com ela, tão perto, seu corpo apertado contra dela, seu pênis, situado entre os globos de suas nádegas e a palma da mão no peito. Adormeceu com o aroma de lavanda em torno dele.

 

Remy acordou com batidas na porta. Manteve os olhos fechados apenas por um pouco mais de tempo, segurando Bijou perto dele, apreciando o calor e a suavidade do corpo dela. Ao lado dele, ela se mexeu , movendo-se com um gemido baixo de protesto.

— Remy! Seu celular está desligado. Precisam de você no trabalho imediatamente, — Saria chamou. — Houve outro assassinato.

Deixou cair a cabeça sobre o ombro de Bijou e praguejou suavemente sob sua respiração. — De novo não. Isto não pode estar acontecendo novamente para nós.

As batidas continuaram .

— Ouvi o que você disse Saria. Estou nisso, obrigado, — gritou com relutância.

Bijou rolou em seus braços, ela encontrou seu olhar. Seus olhos estavam fundos, a cor perfeitamente azul. Sabia que nunca se cansaria de cair neles e apenas se afogar.

— Sinto muito, Blue, preciso ir novamente. Sei que precisamos conversar...

Ela se sentou, empurrou o pesado cabelo solto selvagem. — Remy, estou perfeitamente bem. Sou algum tipo de aberração, mas estou bem. Temos muito sexo e nenhum afeto, mas acho que, ainda estou bem. Estou crescida e sou apenas responsável pelo que acontece toda vez estamos juntos. A mudança na louca coisa animal, vou ignorar até que tome meu café. Então poderei pensar sobre isso.

Esfregou a palma da mão para baixo no comprimento da coluna dela, necessitando contato com ela. — Grande sexo sem afeto? Vamos ter uma longa conversa sobre esse equívoco. Mas você me faz rir. Você acorda mal-humorada, não é?

— Só quando já destruí todo o quarto lindo da pousada da minha única amiga com algum tipo de sexo depravado e, em seguida, me transformo em um animal e corro ao redor do pântano como uma gata vadia sedenta de sexo. Caso contrário, não, estou perfeitamente bem quando acordo.

Ele se inclinou e deu um beijo sobre a têmpora dela, mantendo os lábios contra sua pele. — E você não está mais sedenta por sexo. cuidamos disso, — sussurrou.

— Quem disse? — Bijou perguntou. — Não fique pensando que você é tudo isso Remy Boudreaux. Você não é tão bom.

Beijou os cantos da boca dela. — Sei que sou tão bom. Fique malditamente fora do pântano.

— Não vai me dizer o que fazer. Podemos fazer sexo de vez em quando, mas você nunca vai me dizer o que fazer.

Conseguiu uma expressão altiva mesmo com a boca dele se movendo para baixo nela, do pescoço para o seio. Ouviu o fôlego dele em sua garganta, e o empurrou. — Vá Remy. Você precisa pegar quem está assassinando as pessoas.

— Você vai ficar parada esse tempo todo? — Estreitou os olhos e a prendeu com um olhar duro. Geralmente trabalhava para isso, mas ela deu uma pequena fungada. — Eu disse isso Blue. Não quero ter que colocar todos os policiais da cidade e cada delegado dos pântanos em alerta procurando por você. Se tiver que fazer isso, acredite em mim, mon petit[14], você vai ser trazida de volta algemada.

— Delicioso. — Sarcasmo pingava sua voz. — E não sou sua mon petit.

— Você é minha, tudo que precisar ou quiser que você seja. — Aproximou-se e lambeu o mamilo já tenso.

Estremeceu, um braço rodeando a cabeça dele. Ela não o afastou ou o puxou mais perto, simplesmente ficou parada, olhando para ele .

Sua boca se fechou sobre a tentação do peito dela, puxando com força, os dentes raspando. Levantou a cabeça e apertou sua testa contra a dela. — Deixar você é difícil.

— Então, é assassinato. Vá Remy. Mesmo quando lhe ordenou, os dedos dela prenderam no cabelo e puxou a cabeça dele para cima.

Remy colocou sua boca a centímetros da dela, olhando diretamente em seus olhos, de modo que ela soubesse que quis dizer o que disse. — Não vá a lugar nenhum sozinha. Fique com Saria e fique dentro de casa até que eu volte.

Franziu a testa para ele. — Acha que estou em perigo?

— Sei que está.

— Então pare de fazer tudo uma ordem, é só pedir agradável como um pessoa normal.

Remy abriu a boca e, em seguida, fechou com uma pequeno aperto em seu dentes. — Blue, por favor, faça-me um favor e fique aqui com minha irmã e esteja segura enquanto vou tentar pegar um assassino.

— É claro, — respondeu Bijou. — Não tenho a mente descansada. Tenho muito em que pensar.

Remy deu um suspiro de alívio, pegou a nuca dela e a beijou com força. Ela tentou se manter longe dele, mas se recusou a recuar, aprofundando o beijo até que ela relaxou com um suspiro de resignação. Continuou a beijando. Finalmente ela o beijou de volta. Levou disciplina parar quando tudo que queria era ser uma parte dela, se perder em seu fogo e sabor viciante.

Pressionou a testa apertada contra dela. — Descanse está bem. Por mais que você possa. Mas não pense em nada. Tem que esperar te explicar sobre isso. Sei que foi um choque saber sobre o leopardo, mas há mais de nós do que você pensa. Temos regras que nos regem e você precisa respeitá-las. Saria é leopardo, e pode responder a qualquer perguntas que você tenha até eu voltar. Claramente, não é algo conhecido e não pode nunca falar sobre isso fora.

— Porque vocês todos estariam trancados como insanos, — Bijou apontou puxando para trás. Pegou o lençol e o puxou até os seios em modéstia repentina.

— Porque seriamos caçados e mortos, — Remy corrigiu, precisando que ela compreendesse a importância de absoluto sigilo. Segurou os seios através do lençol, fazendo sua reclamação sobre ela e seu corpo. Satisfação inundou quando seu polegar encontrou no mamilo dela um pico duro.

Bijou recuou sutilmente, uma retirada, não se afastando muito dele, mas sentiu isso como uma facada em torno de seu coração. Na verdade, colocou sua palma da mão sobre seu coração para aliviar a dor. Ele e Bijou estavam com um longo caminho a percorrer, e percebeu que ela confiou nele antes, tão facilmente , mas agora havia um espaço entre eles e não conseguia rompê-lo. Ela definitivamente era sua fisicamente, mas se afastou emocionalmente e a queria de volta.

Suspirou quando deslizou para fora da cama. — Sei que você está confusa sobre nós e o leopardo...

Ela levantou a mão e balançou a cabeça. — Não estou pensando nisso ainda. Vou apenas fingir que você me mordeu e me infectou com alguma doença sanguínea rara e tudo vai embora.

Ela o fez sorrir. Não importa que, seu senso de humor vinha a tona às vezes quando estava com medo ou até mesmo com raiva. Estava no direito de estar confusa.

— Converse com Saria chère , se precisar de respostas antes que possa estar de volta. Isso vai levar algum tempo.

— Estou bem com isso tomando tempo. Leve todo o tempo que precisar.

Esse não era seu senso de humor. Estava muito séria. Queria que ele fosse, assim como não o queria em sua cama quando haviam retornado do pântano. Entrou no banheiro e se ajeitou tão rápido quanto possível, escovou os dentes e fiscalizou os arranhões e marcas em todo o lado e no peito. Robert deixou algumas mordidas e ainda não havia notado. Havia algumas contusões ruins, as consequências de um leopardo forte batendo no outro. Robert acordaria muito pior.

Voltou para o quarto totalmente vestido para encontrar Bijou envolta em seu roupão, sentada com as cortinas abertas. — Não a contaminei com a coisa de sangue contaminado Blue. Sabe disso, não é? Você meramente é leopardo.

Bijou deliberadamente apontou para a porta. — Vá. — A palavra não saiu como comando como teria gostado.

Seu coração traiçoeiro derretia cada vez que olhava para ele. Devia estar sobre seu culto de herói da adolescência. Foi tão boba, provando o quão jovem e inexperiente era pensando que ele possuía sentimentos reais por ela. Era apenas sexo entre eles, admitiu isso para ela. Não poderia mesmo afirmar que tivesse atração física por ela, era o fascínio de seu leopardo com o leopardo dela, que de alguma forma em todo caso ainda coçava.

Olhou em volta para as rachaduras e aos longos arranhões marcados nas paredes. Agora tudo fazia sentido. Sabia exatamente quem fez essas marcas de garras. Gemeu e cobriu o rosto com as mãos.

Remy era um homem incrível. Puro e simples. Era inteligente, possuía um bom senso de humor, amava e protegia a família e a fez se sentir bonita e segura. Ele sabia que a sua vida realmente não foi assim, não era um conto de fadas que todos queria acreditar. Ela foi tão feliz quando ele agiu interessado nela e quando a beijou... Não havia como voltar atrás.

Houve uma batida hesitante sobre a porta, em seguida, a voz de Saria. — Você está com fome? Tenho um café da manhã reforçado. Venha comer.

Queria rastejar de volta para cama e puxar as cobertas sobre a cabeça, mas se recusou a ser uma covarde. Não podia culpar Remy por suas ações, e não poderia fingir que não queria sexo louco com ele. Saria sabia tudo. Provavelmente sabia sobre sua brincadeira selvagem no pântano.

— Vou descer em cinco minutos, — disse de volta.

Respirou fundo e segurou o lençol contra seu rosto por um momento, arrefecendo da cor, antes de jogá-lo de lado em resignação e ir até o armário onde suas roupas foram cuidadosamente dobradas. Ao menos a cômoda não sofreu muito dano, mas encontrou-se corando com a lembrança de Remy a sentando em cima dela, a boca e as mãos a conduzindo em sua loucura.

— Talvez seja o quarto, — murmurou em voz alta, olhando em volta. — Algum tipo de estranha maldição Cajun em alguém que se hospeda aqui e se transformam em um Rougarou. Que outra explicação real havia?

Olhou para seu corpo. Estava machucado, mas não havia nenhum pelo. Quando olhou no espelho os dentes eram tão perfeitamente normais. Suspirou e passou a escova em seu cabelo grosso e selvagem. Isso era por ter ido para cama com os cabelos molhados. Não havia como dominá-los, mas por outro lado, era cabelo não pelo. Era negro, não estava com rosetas.

Desceu as escadas um pouco relutante. Havia tantas perguntas, mas a mais importante, precisava pedir desculpas a sua amiga e se oferecer para deixar a pousada, se paquerou inadvertidamente com o marido de Saria. O que quer que colocou Saria no limite devia ser culpa dela e queria ter certeza de que ficasse bem. Não contava com um monte de amigos de verdade, e definitivamente não queria perder Saria.

No momento em que abriu a porta da cozinha, o aroma do café a atingiu. Foi direto para a cafeteira e se serviu de uma caneca, ciente de Saria colocando pratos na mesa pequena da cozinha. Era muito mais íntimo na sala de jantar dos hóspedes e, normalmente preferia, principalmente porque precisava pedir desculpas, e isso a fazia ainda mais autoconsciente do que o normal

Virou-se lentamente, inclinando-se contra o balcão quando enfrentou Saria. Saria brilhou um sorriso encorajador.

— Vou pegar a comida que coloquei no aquecedor.

— Antes, só quero dizer como estou arrependida. Sei que você esteve chateada comigo, sinceramente, juro a você Saria, não percebi o quão sedutora e terrível fui. Não gostei disso, normalmente não sou assim, não sabia o que estava fazendo perturbando você ou Drake.

A sobrancelha de Saria disparou. — O que você está falando?

— Você está com raiva de mim. Não negue. E você não é assim, então fiz algo para irritá-la. — Bijou abaixou a cabeça. — Meu pai era algum tipo de viciado em sexo e coloriu a minha vida. Não queria ser como ele então fiquei longe dos homens. Bodrie sempre fez sexo parecer tão barato. E então vim aqui e... — Balançou a cabeça enquanto seus olhos ardiam e queimava, o nó na garganta se tornou tão grande que não podia falar dele.

— Bijou não seja boba. Você não é como Bodrie. Nem por um momento.

Bijou respirou fundo para tentar parar o choro. — Você não me viu com Remy Saria. Era uma pessoa louca. Pior do que Bodrie sempre foi. E descobri que devo ter flertado com Drake, mas se fiz, foi inconsciente, não tinha a intenção de fazê-lo.

— Bijou, sério você não fez absolutamente nada. Estou grávida. Contei a Drake esta manhã e ele está a caminho de casa. — Sua voz mudou, um riso desbotado. — Estava com ciúmes. Você parece tão linda, e não sabia que estava grávida. Mas seu leopardo estava vindo ao cio e o meu ficou louco, o que me deixou desse jeito. — Suas palavras saíram um pouco de pressa. — Não fazia nenhuma ideia que você fosse leopardo ou talvez deveria ter notado as duas coisas, mas ao invés disso coloquei meu ciúmes a frente. Sou eu que está arrependida Bijou. Espero que você possa me perdoar. Quando você mais precisou de mim agi como uma boba.

Bijou se permitiu respirar novamente. — Você está grávida? Isso é tão incrível Saria.

Saria sorriu. — É muito, não é? Ainda estou me acostumando com a ideia.

Bijou levou a caneca para a mesa e a colocou lá para que pudesse terminar de arrumar a mesa enquanto Saria trazia os alimentos. O alívio que sentiu com tudo entre ela e Saria voltando ao normal foi tremendo. Colocou os talheres cuidadosamente e acrescentou guardanapos antes de sentar-se para terminar o café.

— Eu me transformei em uma maníaca sexual e isso é muito pior do que ciumenta, —admitiu. — Foi horrível. E destruímos seu quarto. Vou pagar para arrumá-lo Saria.

Saria soltou uma gargalhada. — Meu irmão já tomou conta disso. Ele e Drake podem colocar tudo no lugar. Seu leopardo foi a loucura passando pelas paredes.

— Não exatamente. — Sentiu-se compelida a ser estritamente honesta. — definitivamente ajudou, e não houve leopardo envolvido.

— Você é leopardo Bijou, — Saria apontou. — Sei que é difícil levar na...

Bijou fez uma careta para ela. — Difícil? —interrompeu. — Insano. Impossível acreditar. A memória está tentando desaparecer. Estou tentando me convencer de que há algum tipo de maldição Cajun naquele quarto ou seu irmão me mordeu e, em vez de lobisomem me tornei um leopardo.

— Quando era pequena, segui meus irmãos para o pântano e os viu mudar para leopardos. Eu os observei. Foi horrível, porque em primeiro lugar se despojaram de suas roupas e mais iria querer ver meus irmãos nus? Sabia que ficaria traumatizada para o resto da vida!

Bijou pegou os ovos mexidos misturados com carne de caranguejo e arroz. — Você está falando com a rainha do trauma, lembra-se? Meu pai e sua banda, seu grupo fazendo sexo grupal na sala de estar, era um comportamento apropriado.

— Suponho que não consigo superar isso, — Saria concordou com um leve sorriso, — mas ainda estava horrivelmente traumatizada.

Bijou deu um pequeno sorriso. — Estou certa que teria ficado também.

Saria riu. — Você pequena atrevida . Só ficaria olhando para Remy.

O sorriso de Bijou desapareceu. — Sei. Ele é tudo que sempre olhei, e muito bem me fez. Talvez se o tivesse visto mudar para um leopardo teria corrido para as colinas e nunca mais voltado. Como você se sentiu sobre a totalidade do negócio leopardo?

— Fiquei com ciúmes. Queria ser como eles. A irmandade, você sabe. Estavam tão perto uns dos outros e sempre me senti como uma forasteira, — admitiu. — Costumávamos falar sobre isso, lembra?

Bijou balançou a cabeça. — Você era louca por seus irmãos. Pensava que andavam sobre as águas. Nunca se queixou sobre eles.

— Não? — Saria acrescentou, enquanto colocava truta frita em seu prato.

Bijou pegou um dos beignet[15] quentes. — A primeira coisa que fazia quando chegava em casa era ir para o Café Du Monde e pedir café e beignets. Sentia muita falta deles. — Ela deu uma mordida. — Estes são maravilhosos Saria. Você sempre foi tão boa cozinheira. Acho que cozinhar para seu pere[16] realmente ajudou. Não sou tão boa. Tivemos um chef... bem, vários. Principalmente mulheres, e acredite não me queriam na cozinha delas.

— Deveria ser a sua cozinha. Saria ficou indignada em seu nome.

Bijou encolheu os ombros. — A satisfação, era saber que não duraria muito. Bodrie logo cansava de fazer sexo com elas, e a maneira que se agarravam a ele. Demitia-as e contratava um novo rosto bonito. — Acrescentou a truta também em seu prato. — Fui para cozinha uma vez. Foi um desastre. Tentarei algumas de suas receitas quando for para a minha própria casa.

Saria apertou os lábios por um momento, refletindo claramente sobre a próxima frase, colocando Bijou em alerta. — Você sabe que meu irmão não vai deixá-la fora de sua vista. Está esperando compartilhar sua casa ou tê-la morando com ele.

Bijou forçou um encolher de ombros casual. — Claramente não estamos na mesma página sobre isso. Sexo selvagem pode ser divertido Saria, mas nunca será o bastante para mim. Quero um homem que olhe para mim e me ame da maneira que Drake ama você. Esperei muito tempo para isso. Não posso ajudá-lo se o leopardo dele é louco pelo meu e é por isso que é tão fisicamente atraído por mim.

Saria franziu a testa, parando com uma garfada de ovos a meio caminho de sua boca. — Não é por isso que ele está atraído por você. Onde teve uma noção insana desse jeito?

— Diretamente da boca dele, — Bijou disse, forçando-se a admitir a verdade e tentando não engasgar com as palavras. Pegou sua xícara de café e tomou um gole só para se dar tempo para controlar as lágrimas ardentes por trás das pálpebras. Maldito Remy, por transformá-la em uma mulher chorona.

— De jeito nenhum ele disse isso!

Bijou balançou a cabeça lentamente. — Definitivamente me disse ontem à noite, que era tudo sobre os leopardos, nossa desinibição, o sexo louco e selvagem era apenas um bônus agregado. — Piscou rapidamente e olhou para dentro da xícara de café. Felizmente, Saria se fez forte. Preferia no chá da tarde, mas quando acordou, nada melhor do que provar o café Cajun.

— Meu irmão é um idiota. Eu o amo, e na maioria das coisas ele está certo, mas quando trata de mulheres, tenho medo que precise de um bom tapa na cabeça.

Bijou forçou outro encolher de ombros. — Ele não pode ajudar na maneira como se sente. E não posso ajudar a minha. Os leopardos vão apenas ter que superar isso.

— Mmm querida, eles não vão superar isso. Eles tem um vínculo de uma vida após a outra. Procuram um ao outro. Se você acha que Remy vai deixá-la ir com facilidade, precisa avaliar o que vem chegando.

Não me importo, — Bijou disse levantando a queixo teimosamente. — Não vou ser o brinquedo sexual dele. Não vou.

— Você está dizendo que não tem sentimentos por ele?, — perguntou Saria, a curiosidade em sua voz.

— Ele é minha maior fantasia. Sempre foi. Talvez ainda esteja aqui para ver se era o homem que sempre pensei. Ninguém jamais correspondeu a ele, então não importa como me sinto. Não agora. Não vou desperdiçar tempo brincando com um leopardo.

— Não é assim, — Saria negou.

— Não para você, porque na verdade, Drake te ama. Estava me enganando que um homem como Remy fosse se apaixonar por mim.

— E por que não? — Saria demandou.

— Ele sabe exatamente quem ele é e o que quer, — disse Bijou. — De fato apenas descobri isso sobre mim mesma. Levei todo esse tempo apenas para perceber que não quero fazer uma turnê ou apresentar em grandes espaços. Não quero esse tipo de vida que tenho sem lar ou família. Não sabia até que vim aqui, que este era o lugar onde é o lar para mim.

— Você mesmo disse que Remy é alguém que você admira e respeita, que ele é tudo que quer em um homem e ninguém se compara a ele.

Bijou não negaria. Não achava que pudesse encontrar outro homem que se comparasse a Remy. Achava o homem mais bonito que se deparou. Possuía a coragem que ia com a sua aparência.

— Sou muito mais jovem do que ele, e não pode deixar de olhar para mim como se ainda fosse uma criança. Não o culpo. Não tenho agido exatamente com adulta. Caí em sua cama imediatamente. Provavelmente cada mulher quer isso com ele. Não sou nada especial para ele. — Conseguiu dar um sorriso. — Ele não se apaixonou por mim, como ousaria.

— Ok, isso não é verdade. Você é leopardo Bijou... — Saria parou percebendo que acabou de dizer a coisa errada.

Bijou assentiu. — Infelizmente, estou bem ciente disso. Você realmente acha que minha mãe era leopardo? Como ela encontrou Bodrie?

— Bodrie possuía um monte de fãs em todo mundo e viajou extensivamente. Nós não somos o único covil Bijou, — Saria apontou. — A maioria deles estão nas florestas tropicais. Drake veio de um no Bornéu, mas existem outros lugares. Todos gostam de música, e Bodrie, não importa o que alguém diga sobre ele, era um homem da música. Ela provavelmente foi a um show e ele de alguma forma a viu.

— Não duvido, Bodrie poderia detectar uma bela mulher a milhas. E ela era bonita, admitiu Bijou. — Vi uma foto uma vez. Estava no quarto dele, ao lado da cama, fui pegar algum dinheiro para o almoço e estava lá. Ele nunca levou as mulheres para seu quarto, e ficou muito bravo quando me descobriu lá.

— Você nunca voltou no quarto?

— É claro que voltei. A foto não estava mais lá. Mas sei que há coisas na mansão principal. Só não fui lá. Esperava que você fosse comigo quando finalmente tivesse coragem.

— Claro que vou. Qualquer coisa que você precisar, — Saria disse sinceramente.

Bijou inspirou profundamente. Estava contornando o assunto, mas precisava encarar a verdade. — Diga- me sobre ser um leopardo.

— Drake e Remy podem responder as questões melhor do que eu, mas na verdade Bijou, é realmente grande. Tenho notado que todos preferem ficar perto do pântano e igarapés , em vez de na cidade, que é provavelmente uma das razões pelas quais você foi levada a desistir de turnês. — Ela virou a cabeça em direção à porta que conduzia a sala de jantar. Sua mão foi para cima indicando a necessidade de silêncio. — Alguém está aqui.

Bijou inalou em um esforço para pegar o cheiro que poderia ter alertado Saria da presença de outro. Seu leopardo parecia estar adormecido e não foi de nenhuma ajuda, pelo menos até que a porta da cozinha foi empurrada. Bijou saltou de sua cadeira e, instintivamente se colocou entre a porta e Saria.

O homem não parecia familiar, conhecia a maioria dos locais ainda, todos mudaram muito nos anos que foi embora, mas ele cheirava familiar. Cheirava como o leopardo dourado da noite anterior, mas não totalmente.

— Dion. — Saria se levantou, sua voz cautelosa. — Você não ligou o que há de errado?

Ela não estava olhando para o homem na frente dela, mas em direção à porta. — Onde está seu irmão? Cadê Robert?

A tensão na sala subiu, até Bijou sentiu como se estivesse engasgada com isso. Saria estava muito quieta, mas suas mãos estavam curvas, quase como garras e seus olhos castanho escuros estavam salpicados de um brilho dourado.

Bijou percebeu que Dion não era a ameaça, isto vinha de alguém invisível. O leopardo dourado estava na casa, perto. Ela se afastou de Dion, circulando a mesa para chegar ao suporte de facas que Saria mantinha no balcão.

— Robert está aqui Saria. Viemos para obter ajuda. Precisamos de Drake.

— Você não ligou primeiro, — apontou Saria. — Não está apenas sendo educado. Você não pode simplesmente entrar em minha casa e esperar para seja bem-vindo.

— Nós não temos tempo para isso, — Dion disse bruscamente. — Onde está Drake?

A mão de Bijou fechou sobre o cabo da faca, mas não puxou. Ficou segurando, seu corpo apenas esperando a ação, ouvindo os sons de outro macho.

— Saia da minha casa, Dion, antes que ligue para meus irmãos.

A tensão na sala estava definitivamente crescendo. Saria estava grávida e deveria estar se sentindo vulnerável. Bijou não havia pensado em pedir ajuda. Não possuía irmãos ou familiares. Devia ter pegado seu telefone celular, não a faca. Silenciosamente amaldiçoando sua própria estupidez, soltou a respiração e soltou a faca.

— Sou Bijou Breaux, — apresentou a si mesma. Não acredito que nos conhecemos, a menos que foi quando ainda estávamos na escola.

Dion virou olhos frios para ela. — Oh, nos conhecemos, mas você foi muito fria percebendo meu irmão e eu.

— É isso aí, — Saria rosnou. — Para os diabos, sai da minha casa Dion. Agora. Você não vai entrar em minha casa sem ser convidado e, em seguida, ser rude com meus amigos. Saia.

— Saria temos sido amigos há muito tempo, — Dion disse. — Estou te dizendo precisamos de ajuda.

— Então, aja de acordo em vez de ser um idiota Dion, — Saria respondeu, não recuou um centímetro. — Esperava este comportamento de Robert, mas não você. Um de vocês precisa ser razoável, e você sabe que este não é seu irmão. Então diga a ele para vir aqui e se sentar na minha mesa e me explicar o que está acontecendo, ou ambos saiam e esperem por meu marido.

Havia tanta autoridade na voz de Saria que Bijou poderia tê-la abraçado. Estava com aquele mesmo ar de comando e confiança que Remy e o resto dos Boudreaux exalava. Claramente não se intimidou por Dion ou o irmão.

— O irmão dele veio atrás de mim na noite passada no pântano Saria, — Bijou a avisou. — E lutou com Remy.

Os olhos de Dion ficaram com um brilho lento. — Robert está bastante machucado, — concordou. — Estava bêbado ontem à noite e fez coisas que não deveria. Precisamos conversar com Drake, ou Robert estará em verdadeiros problemas Saria. Ele é um trapalhão às vezes, mas tem um bom coração. Estou pedindo a você, como nossa amiga para nos ajudar.

Saria olhou para Bijou. — Remy bateu nele? Foi uma terrível batalha? Você deve ter ficado terrivelmente assustada.

— Fiquei apavorada, — admitiu Bijou francamente. — Nunca vi nada assim na minha vida. Ou até mesmo imaginei.

— Bijou já estava marcada, — Saria disse. — Nenhum outro poderia reclamá-la, apenas Remy. Você conhece as regras, Robert também. Remy estava em seu direito de matá-lo ontem à noite, mas não fez. Se você está vindo aqui para reclamar...

Dion balançou a cabeça. — Posso pegar um copo de café?

— Se você fizer o idiota de seu irmão entrar como uma pessoa normal, — Saria disse. — Bijou não vai mordê-lo, se é isso o que ele tem medo.

Dion levantou a sua voz. — Robert vem aqui agora. Se vamos manter sua bunda fora da cadeia, é melhor você tentar ter Saria do seu lado. — Ele arrastou uma cadeira da mesa e empurrou para ele, pressionando a palma da mão contra sua cabeça.

— Remy não vai jogar Robert na cadeia porque ousou desafiá-lo por Bijou na noite passada. A luta foi entre leopardos, não seres humanos, — Saria apontou, indo para o armário e retirando mais duas canecas. Ela as entregou a Bijou, que estava mais próxima da cafeteira.

A porta da cozinha abriu lentamente e Robert esgueirou, caminhando com cuidado, curvado, com o rosto inchado, preto e azul. Manteve os braços próximos seus lados, como se protegesse as costelas quebradas. Não olhou para as mulheres, mas com gratidão tomou a cadeira que o irmão puxou para ele.

— Leite? Açúcar? — perguntou Bijou, sentindo-se um pouco mais solícita, agora que podia ver que Robert não era uma ameaça real. O leopardo de Remy realmente havia batido feio.

Os dois homens sacudiram suas cabeças. Mesmo quando colocou o café na frente dele, Robert ainda não olhou para cima, mas pareceu mais infeliz do que nunca.

— Realmente precisamos de Drake Saria. È o único que pode impedir Remy de deter Robert, — disse Dion. — Podemos lhe pedir para ser o juiz.

— Ele está voltando para casa, — Saria disse, — mas vai levar algum tempo. Então, se você quer ajuda, você tem a mim e é isso. Toma um pouco do café e pare de ser tão melodramático. Diga-me o que aconteceu e vamos ver o que podemos fazer. Posso ligar para Drake e deixá-lo saber se há um problema, e ele pode decidir longe de casa.

Robert se mexeu, fez uma careta e tentou beber com os lábios inchados. Limpou a garganta várias vezes, olhando cautelosamente para seu irmão.

Dion fez uma careta para ele. — Desembucha Robert, se você tem algo a dizer.

— Havia outra coisa que não mencionei, mas é melhor saber antes que Drake chegue em casa. — Seu olhar culpado foi para o rosto de Saria e, em seguida, desviou rapidamente.

Dion endureceu. — O que mais que você fez? — exigiu.

Robert encolheu mais. — Estava bêbado Dion.

Ele parecia choroso, e Bijou tomou a cadeira mais próxima do balcão, onde as facas estavam. Calculou o distância e em sua mente praticou a trajetória da faca escolhida uma e outra até que estivesse certa de que poderia fazê-lo sem problemas. Era evidente que Saria possuía confiança em si mesma e que conhecia os homens muito bem, falava com eles em um tom reservado para amigos íntimos, com alguém que poderia ficar brava, mas Bijou não confiava em ninguém. Saria estava grávida, e tanto quanto lhe dizia respeito, os dois homens não saíram quando Saria disse para saírem. Ela se sentou e ouviria, mas estaria alerta todo o momento.

— Vim aqui ontem à noite, — Robert deixou escapar. — Remy me chateou. Fui ferido, mas não estava sentindo tanto devido a bebida...

— Você sabe que não pode beber, — Dion interrompeu, demonstrando fúria em seus olhos. — Drake mora aqui com sua esposa. Ele é o líder do nosso covil. O que você estava pensando? Se Drake estivesse aqui, você estava planejando desafiá-lo? Ele limpa o chão com você. Você já entregou sua bunda a Remy e teve um maldita sorte não ser morto, mas um desafio a Drake é apenas estupidez, especialmente após a surra que você tomou.

Saria se agitou como se pudesse dizer alguma coisa, mas Dion bateu a caneca de café em cima da mesa e inclinou-se em direção ao seu irmão. Seus olhos estavam brilhando agora, os olhos de gato, seu temperamento subindo para a superfície.

— Você não vai conseguir me matar Robert. Drake tem protegido este covil. Protegido todos nós, e já tive o suficiente de suas bebedeiras e seus amigos ruins, e os problemas que está sempre metido. Se acha que vou ligar a Drake ou defender você para ele, está absolutamente errado.

Robert manteve a cabeça baixa, retratando um homem absolutamente miserável, mas Bijou não comprou isso. Obviamente era bom em manipular seu irmão. Dion se sentia responsável por ele, e Robert estava tomando sua explosão como outro sermão, e não como um voto absoluto.

Saria empurrou a tigela com beignets quentes em direção a Robert. — O que você veio fazer aqui, ontem à noite Robert? Talvez se o que acabou de nos dizer aconteceu, podemos descobrir tudo isso.

— Fui ao clube dela na noite passada, — Robert disse tornando-se uma acusação, um choro nisso. Apontou o polegar em direção a Bijou, mas ainda não olhou para ela. — Ela é ainda tão pretensiosa como sempre foi. Passou direto por mim sem dizer uma palavra.

Bijou deu uma pequena fungada. — Sou assim.

Saria tossiu, segurando a mão dela sobre a boca. Dion olhou para Bijou e depois afastou o olhar. Um rubor fraco subiu de seu pescoço. Não estava certa do que foi aquilo tudo. Ele a insultou no momento em que a viu e ainda se recusava a olhar para ela por mais de um segundo ou dois. Cada vez que fazia, parecia vermelho e desconfortável.

Robert olhou para ela. — Disse ao meus amigos que conhecia você, que você cresceu aqui, mas não acreditaram em mim. Fizeram uma apostas.

— Que amigos? — Perguntou Saria. — Nós todos crescemos no mesmo covil...

— Não leopardo, — Robert rosnou. — Não saio apenas com leopardos, como o resto de vocês. Tenho uma vida e um monte de outros amigos.

Dion bufou. — Eles não são amigos quando estão em apuros o tempo todo Robert. Você cheira a bêbado com eles e os segue em todos os tipos das coisas.

— Você está com ciúmes porque tenho amigos, — Robert respondeu. — Você acha que é tão forte e poderoso Dion, mas você é um escravo nesse escritório estúpido de vocês e está com ciúmes porque não sou.

— Você não trabalha, mas você sempre tem dinheiro, não é Robert, — Dion acusou.

— Onde quer que você está obtendo, certamente não quer admitir de onde vem, o que significa que está envergonhado. Sabe muito bem que não devia estar fazendo tudo o que faz.

— Não é da sua conta, — Robert choramingou. — Não tenho que lhe dizer como ganho meu dinheiro.

Saria soltou um suspiro muito alto. — Robert foco. Preciso saber o que fez quando veio aqui ontem à noite.

Robert abaixou a cabeça novamente, sua olhar desafiador correu rapidamente. — Foi culpa de Remy. — Ergueu a cabeça e olhou Bijou. — E dela. Conseguiram irritar meu leopardo e não pude controlá-lo ontem à noite. Primeiro, foi atrás dela, e então Remy ficou tão louco, me pegou por trás quando não estava mesmo fazendo nada, meu leopardo acabou enlouquecido.

— Vejo. Nada disso é sua responsabilidade, — disse Saria.

Robert não parecia notar a sarcasmo na voz dela. — Não, não é. Olha, puxei algumas drogas com os caras. Nada grande, não é como heroína, mas meu cérebro estava um pouco embaralhado. Então depois que a mulher me esnobou perdi a aposta e devia um grande momento, bebi um pouco acima o que tornou difícil controlar meu leopardo. Tudo o que ela precisava fazer era me reconhecer, — disse. — Isso não está pedir muito, é?

— Estou ouvindo um monte de desculpas Robert, mas nada que precise ouvir, — Saria persistiu.

— Meu leopardo não se acalmou e veio aqui ontem à noite e passou a árvore, marcou do quintal para cima, isso é tudo. A confissão saiu em uma corrida apressada.

Houve um longo silêncio. Claramente Saria ficou horrorizada Bijou não entendeu muito porque a ação de Robert era tão horrível que permaneceu muito tranquila, apenas a espera.

— Você desafiou Drake pela liderança, — perguntou Saria incrédulo. — Você está louco?

— Robert rapidamente balançou a cabeça. — Não. De jeito nenhum. Estou te dizendo, meu leopardo estava louco com o cheiro de uma mulher atrevida, e ela estava flertando comigo. Não era culpa minha. Tem que dizer a Drake. Tem que explicar sobre Remy pulando em mim.

— Remy não saltou sobre você, — Bijou retrucou, incapaz de parar a si mesma. — Você o enfrentou. Estava lá, e você não pode exatamente fingir que é inocente quando houve uma testemunha ocular.

Robert recusou-se a olhá-la, em vez disso olhou para o irmão. — Ela mentiria por Remy. Faria qualquer coisa por ele. é a puta dele...

Saria lhe bateu com força. — Saia minha casa agora. Dion, tire-o daqui antes que chame Drake e lhe diga toda essa história triste.

Robert gritou, segurando sua face já machucada. — Você não me pode por para fora. Não pode. Remy já me odeia e está vindo aqui e vai me acusar de homicídio. Na noite passada. Estava lá. Ele vai saber que estava lá e vai me prender apenas para me tirar do caminho. — olhou para o irmão. — Disse tudo a Dion e ele me traiu. Chamou isso anonimamente, mas agora todos vão saber que estava lá.

 

Remy olhou para o corpo pendurado na árvore no pântano. Estavam muito perto da propriedade de Saria, no mesmo ponto onde ele e Bijou estiveram ontem à noite. O assassinato deveria ter ocorrido mais de uma hora depois que ele e Bijou passaram pela área. Tentou se lembrar se ouviu ou cheirou algo de anormal quando esteve na cena do crime. Seu leopardo se concentrou em apenas uma coisa, sua companheira no cio. Não ficou nem um pouco interessado em qualquer outra coisa.

Deu mais dois passos e imediatamente reconheceu o homem. Ryan Cooper morto duro. Estava vivo quando foi cortado, o laço apertado em torno de sua garganta, restringindo sua respiração, mas não fez o trabalho de coleta de ossos, antes começou a esculpi-lo. Remy não gostava de Cooper, mas ninguém merecia morrer desta forma.

Parecia um pouco surreal que só horas antes, houvesse estado irritado com o homem por insultar Bijou e ousar colocar suas mãos sobre ela e agora, não só estava morto, mas morreu tão perto de onde os leopardos acasalaram. Foi realmente uma coincidência?

— Isso é feio, — disse Gage. — Realmente feio. Cooper esteve vivo por um tempo.

— O altar está impecável como sempre, mas o sangue está salpicado de lama e poças em toda parte. — O sangue correu em fluxo direto por todo o terreno, estava sendo absorvido na vegetação e colorindo todas as gramíneas de um vermelho escuro. O chão parecia macabro, um pesadelo infernal de manchas de galhos e folhas retorcidas, escuras.

Remy se agachou e estudou o chão. Alguma coisa estava fora. Esteve em quatro cenas de crimes semelhantes anos antes e no assassinato de Pete Morgan no pântano apenas há alguns dias. Todos foram idênticos, exceto os sete nós na corda encontrada na tigela de sangue de Pete. Cada cena do crime estava imaculada, nenhuma única pegada, nenhum cabelo ou fibras a serem encontradas. Não havia impressão em nada, nem nas rochas fazendo o quadro do altar ou em qualquer lugar na pessoa. Mas...

Remy endureceu. — Gage. — Olhou para seu irmão, esperou até Gage vir até ele e muito sutilmente, cobrindo o gesto, apontou para a mancha de impressão, parcialmente escondida entre as folhas.

Gage fechou os olhos por alguns instantes. — Leopardo, — murmurou.

Remy assentiu e indicou com o queixo alguns cabelos presos no sangue em um tronco de cipreste. — Um dos nossos, e acho que sei quem, — sussurrou baixinho. — Maldito por isso. Vai causar uma enorme bagunça. Cada caçador daqui até o inferno e de volta virá para o pântano com armas de fogo.

— E cada animal perdido e morte estranha será atribuído ao Rougarou. Estaremos recebendo chamadas a cada noite de pessoas bêbadas nervosas sozinhas para ir verificar suas casas para eles, — Gage acrescentou. — Quem?

— Na noite passada, Robert Lanoux me desafiou por Bijou. Meu leopardo colocou o dele fora e estava certo que sentiria a lição pelas próxima semana ou duas, mas isso não o impediu de tudo. Mais tarde, ele apareceu na pousada e deixou um desafio para Drake pela liderança do covil.

— Ele está fora de si? — perguntou Gage, descrença em sua voz. — Robert não pode vencer Drake. Nunca foi um grande lutador. Na verdade, pensei que Drake havia discutido para Robert ir para o Bornél para adquirir um pouco de habilidades.

— Ele se recusou a ir, — disse Remy.

— Drake não o empurrou, porque não havia nenhuma prova de que estivesse fazendo algo que pudesse colocar o covil em perigo.

— Poderia ser o assassino? — Gage perguntou. — Estava muito junto de Cooper. Bebiam juntos e muitas outras coisas e Dion suspeitava que poderiam estar passando drogas ou fazendo alguma coisa ilegal, porque Robert tem um monte de dinheiro, mas não estava trabalhando. Questionou Robert sobre o dinheiro e Robert se recusou a falar com ele sobre isso. Dion estava muito preocupado com o que poderia ter se metido.

— Não há modo de Robert ser capaz de fazer isso, — Remy discordou. — Ele vomitaria sua tripas. Ainda é um garoto, um estúpido, querendo tomar o caminho mais fácil, mas não é assassino. Não é assim. Quem quer que está fazendo isso é tão frio como gelo. Robert é um cabeça quente. Não seria capaz de planejar com antecedência e ter seu equipamento pronto e uma maneira para não deixar evidências para trás, como este assassino. Não acredito por um minuto que Robert fez isso, mas não me importaria de prender sua bunda e jogá-lo na cadeia por um bom tempo.

— Leopardos não ficam bem enjaulados. — Gage disse inquieto.

— Apenas para aquele bastardo ter uma boa lição sobre o que poderia acontecer se continuar nesse caminho. — Remy suspirou e olhou mais uma vez para o chão e a prova de que um leopardo esteve na cena. — Isso me preocupa que não posso pegar o cheiro. O assassino devia estar suando.

— O odor do medo cobre todo o resto, — Gage apontou.

— Isso é parte disso, — admitiu Remy relutante, — mas não deveria mascarar completamente o cheiro se o assassino fosse um leopardo. Se não é o leopardo, e não vejo nenhum sinal de que seja...

— Até agora. Nós não podemos ter certeza de que isto não foi Robert, — disse Gage. —Se você está errado, então nós temos outro assassino em nosso covil. Nossos leopardos são definitivamente perigosos, e quando alguém desvia, pode ser muito ruim.

— Iris Mercier foi capaz de mascarar seu cheiro quando fez a matança, — disse Remy.

— Cada leopardo no covil tornou-se consciente dela depois que foi morta. Nenhum daqueles assassinatos pareceu como leopardo, nem mesmo este, mas Charisse estava trabalhando no produto que desaparecia com todos os aromas. Ela me disse que seria muito mais cuidadosa desde que sua mãe usou seu trabalho para se safar matando, mas é possível que alguém mais conseguiu se apoderar de seu experimentos.

Gage estudou o rosto de Remy. — Seu intestino está dizendo que isso não é leopardo.

— Não acredito que seja, mas Robert conseguiu turvar a água. Preciso chamar Drake e lhe dizer para voltar aqui agora. Vamos precisar dele quando o forense identificar isto como de pele de leopardo.

— Obviamente, plantada pelo assassino. — Gage sugeriu. — Quem poderia encontrar um leopardo correndo por aqui?

— Drake precisará pedir a todos não para mudar por um tempo. Nós não podemos tomar quaisquer chances com os moradores pensando que o Rougarou está assombrando o pântano. A última vez duas pessoas balearam seus vizinhos convencidos de que eram shifters, — disse Remy.

Remy se levantou devagar, olhando ao redor. — Houve obviamente, um festa de algum tipo bem ali. — Contornou a cena do crime e fez seu caminho para o local plano onde latas de cerveja estavam espalhadas em todos os lugares. Havia uma garrafa de tequila vazia, também de Jack Daniels[17].

— Ele deve ter vindo aqui com seus amigos.

Remy e Gage trocaram um longo olhar.

— Jean Juste e Rousseau, — Gage disse.

— E também Robert Lanoux, — Remy disse. — Estava aqui festejando com os irmãos Rousseau e seus outros amigos. Pelo menos outros três, provavelmente os mesmos que se sentaram juntos no clube.

— Engraçado como os irmãos Rousseau se mantém girando, — disse Gage. — Estou inclinado para este grupo de saqueadores.

— E definitivamente foram festejar com Alan Potier. Ele foi a terceira vítima há quatro anos. Os irmãos estavam com ele quando festejaram atrás da escola. Potier era um garoto local, foi encontrado na árvore de carvalho gigante depois do campo de futebol. Ele e os irmãos Rousseau haviam bebido debaixo das arquibancadas naquela noite. Alegaram que desmaiaram e quando acordaram, Potier havia ido embora. Caminharam da escola para casa e nunca viram Potier vivo novamente.

— Você não cheiraram uma mentira?

Remy balançou a cabeça. — Estavam nervoso, mas em uma investigação de assassinato, a maioria das pessoas ficam. Olhei para eles por um tempo, então claramente não estava completamente convencido, me parecia um pouco estranho que não perceberam o corpo na árvore. A árvore estava a uma boa distância longe deles, mas ainda parecia improvável para mim que não teriam visto o corpo. Você não olhar em volta por um amigo, se desmaiou quando ele estava lá e depois quando acorda e ele foi embora ? Pelo menos dar uma olhadinha por aí?

Gage deu de ombros. — Teríamos Remy, mas estamos falando sobre os irmãos Rousseau. Não acho que já foram responsáveis em suas vidas. Gostam de agito. E jamais os subestimem, têm um QI alto. Acredito firmemente que têm um círculo de ladrões que controlam e processam os lugares e envia sua equipe para fazer o roubos reais.

— E Espancam? — Perguntou Remy.

— São eles. Assim como você sabe que o assassino não é leopardo, sei que os irmãos Rousseau são os mentores dos espancamento. — Gage estudou o corpo, seu rosto sem expressão. É evidente que teve que lutar para se distanciar da vítima. Gage falou com Ryan Cooper ontem à tarde. Cooper bebeu. Os irmãos Rousseau não estavam com ele, mas no clube seus dois companheiros do clube, os irmãos e Robert estavam com ele.

— Robert está doente de preocupação que Drake ou eu queremos matá-lo. Dirá a Drake o que Drake quer saber, incluindo tudo o que sabe sobre os roubos, se está envolvido, e estou apostando que sabe, — disse Remy em um esforço para ajudar a distrair o irmão. — Se você puder acusar os irmãos Rousseau sobre os roubos e tiverem alguma coisa a ver com isso, vai nos comprar tempo para encontrar provas contra os assassinatos.

— Robert é muitas coisas, mas não é informante. E tem um senso de lealdade quando se trata de seus amigos.

— Pena que não tem a mesma lealdade para com o nosso covil, — disse Remy. — Em qualquer caso, ele não lhes dará nada até Drake chegar, vou envolver-me, e então ele vai para Bornéu. O covil de lá vai lhe ensinar algumas lições necessárias.

— Você é um homem sanguinário Remy, — Gage disse, e então olhou para o chão. — Não deveria ter dito isso. Não aqui.

Remy se forçou a olhar para o corpo de Ryan de Cooper pendurado na árvore membro. O corpo parecia muito com os outros que viu. Mudou sua atenção para o altar. As rochas foram colocadas com o mesmo cuidado meticuloso, reconheceu. Folhas, outras rochas ornamentais e conchas foram fixados em um padrão. A corda estranha com sete nós foi colocada na tigela com sangue de Cooper. O coração estava no lugar. O altar estava exato e perfeitamente meticuloso. Ainda...

Alguma coisa estava fora. Não era a parcial impressão de leopardo. Não a pele. Algo sobre a cena do crime estava errada. Mas o quê? Remy franziu o cenho enquanto andava primeiro para um lado e depois o outro, estudando de todos os ângulos. Ergueu a mão por silêncio. Todo movimento e conversa sussurrada dos outros pararam. Mesmo o médico legista recuou. Trabalhavam com Remy e confiava nele implicitamente. Essa foi uma boa sensação, mas em momentos como agora, uma pressão adicional.

Só sabia que algo não se encaixava perfeitamente. Inalou, tentando não engasgar com o terrível cheiro de puro terror e o fedor enorme de sangue e morte. Seu olhar se desviou para trás continuamente para o corpo. Estava lá. Estava faltando alguma coisa importante, e foi lá no corpo dilacerado de Ryan Cooper. Deu vários passos para trás, circulou e voltou. Cada vez que tentava examinar o altar, sua atenção era puxada de volta para o corpo. Estava lá. Precisava estar, mas. Pisou mais perto, olhando para as feridas.

— Olhe para o pescoço e garganta Gage, me diga o que vê? A forma como os ossos foram tomados com tanto cuidado. Tente não ver Cooper, e sim o jeito que foi morto.

Gage balançou a cabeça, mas chegou perto. O médico legista, Dr. Louis LeBrun se aproximou também.

— Finalmente cometeu o primeiro erro. — Remy disse. — Ficou um pouco descuidado.

Lebrun e Gage se olharam, ambos olhando em branco.

— Remy LeBrun disse, — não há nada descuidado sobre o trabalho deste homem. Ele é absolutamente meticuloso. Poderia ser um cirurgião do jeito que remove os ossos.

— Sim, mas esculpe as vítimas sem um único remorso, como se não fossem humanos. Não se importa como os mata. Nem percebe. Nunca nota. A vítima é o seu doador e nada mais. Nunca tive a sensação de que conhecesse a pessoa ou até mesmo reconhecia que a vítima possuía uma família ou uma vida. O assassinato em si foi confuso e desorganizado. Apenas a colheita dos ossos importa, então é meticuloso sobre isso. Duvido que, normalmente perceba quando ou mesmo se a vítima morre.

O médico legista girou e olhou para o corpo. — O assassino foi muito mais cuidadoso no início para não atingir um artéria principal. Ele não o cortou ou tirou como sempre tem feito no passado. Olhe aqui no pescoço e na garganta. As queimaduras de corda são inúmeras, como se o nosso assassino apertasse apenas o suficiente para segurá-lo, e em seguida liberou quando estava muito perto da morte.

Remy assentiu. — Ele fez isso pessoal. Conhecia Ryan Cooper.

— Vou pegar os irmãos Rousseau e leva-los a sua sede Remy, para que você possa interrogá-los.

— Certifique-se de mantê-los confortáveis, — disse Remy. — Nós não queremos que pensem que são suspeitos de assassinatos. Queremos que pensem que só vamos interrogá-los porque foram um dos últimos a vê-lo vivo.

— E Robert?

Remy balançou a cabeça. — Vamos esperar por Drake e depois interrogá-lo. Leve Tom Berlander e Brent Underwood também, mas coloquem todos em salas separadas. Não quero que venham com a mesma história. Estou apostando que festejaram a noite anterior no pântano com Cooper e os irmãos Rousseau.

— Você vai encontrar Robert? — Gage perguntou.

Remy assentiu. — Vou mantê-lo sob sigilo até Drake voltar. Não o quero tentando decolar, não depois de descobrir que esteve aqui na cena do crime e nem sequer chamou.

— Estamos tentando descobrir quem foi, — disse Gage.

— Provavelmente Dion. Robert teria corrido para seu irmão para corrigir sua bagunça. Isso é o que sempre faz.

— Ficou muito pior desde Saria casou com Drake, — Gage apontou — Estou apostando que ele pensou que um dia acabaria com ela.

A mão de Remy fecharam sobre sua arma, quase um reflexo. Nem sequer percebeu que fez até sentir o volume familiar da arma em sua mão. — Só por cima do meu cadáver. Esse menino tem muito que crescer antes que possa estar com uma de nossas mulheres.

Gage hesitou, e então falou apressadamente. — Você precisa ter certeza de que esses assassinatos não estão de alguma forma ligados a Bijou.

Remy fez uma careta para o seu irmão. — O que diabos você está falando? Bijou estava comigo ontem à noite. Não é possível...

Gage ergueu a mão para cortar o temperamento súbito de seu irmão. — Droga Remy, às vezes você é tão mau como uma maldita cobra. Não acho que Bijou matou ninguém, mas ela estava lá, na primeira cena com Saria e agora neste. Você apenas precisa se certificar de que não há conexão.

— Não houve nenhuma conexão com os quatros primeiros assassinatos há quatro anos, — Remy estalou.

—Não arranque minha cabeça Remy. Ela estava em Nova Orleans há quatro anos. Voltou para o funeral do pai dela. Só estou dizendo que você está muito próximo e não está considerando até mesmo a possibilidade remota. Apenas se assegure. Talvez ela conhecesse as outras vítimas.

Remy suspirou. Detestava que Gage estivesse certo. Não podia ignorar qualquer possibilidade, não importava o quão louco soasse. — Talvez, mas ela teria dito.

— Quatro anos atrás, ela não estava pensando sobre o assassinato Remy. E saiu rapidamente daqui no momento em que enterrou o pai. Nem sequer poderia ter sabido que havia pessoas sendo assassinadas.

Remy assentiu. Não queria perguntar a Bijou sobre os assassinatos ou qualquer das vítimas. Já estragou tudo com ela tantas vezes que estava com medo que se continuasse a cometer erros com ela, teria sua cabeça decolando. Ela possuía dinheiro suficiente para ir a qualquer lugar do mundo e se quisesse desaparecer, não restava dúvida de que poderia fazê-lo acontecer.

— É um tiro no escuro, mas vou perguntar. Certo agora, vamos nos concentrar nos irmãos Rousseau e seus amigos. Também gostaria de saber o paradeiro de Rob Butterfield, o empresário dela, e seu pequeno gerente e amigo Jason Durang na noite passada. Se eles não “têm um bom álibi”, quero falar com eles também. E, Gage... — Remy esperou até que seu irmão se virou para encará-lo. — Se um for álibi do outro e não tiver ninguém mais para corroborar, não conta como um álibi decente.

Gage suspirou. — Esperava que nunca fosse acontecer novamente. Especialmente em nosso território.

— Estou com você Gage, — Remy admitiu. — Este é um homem doente. Pensei que fosse ruim o suficiente quando suas vítimas eram nada além de carne para ele, mas ficou frio como gelo, mesmo através da crueldade com Cooper vivo. Nada alterou. Suas mãos não estavam tremendo. Ele não deixou impressões ou quaisquer outras provas atrás. Mas conhecia Cooper. E possuía algum tipo de rancor contra ele.

— Ou talvez Cooper decidiu que não gostava de lhe ser dito para entrar nas casas dos velhos e espancá-los. Talvez teve o suficiente e estava pensando em falar conosco, — Gage sugeriu.

— Ou estava bêbado e falando pelos cotovelos. — disse Remy. — Isso é mais provável. Se você estiver certo sobre os irmãos Rousseau, eles agiram.

— Ou o mataram por diversão, — Gage sugerido.

LeBrun balançou a cabeça. — Isto não foi diversão. Quem cava os ossos não está fazendo isso para se divertir.

— Existe uma possibilidade de que existam dois deles? — Remy perguntou a LeBrun. Ele respeitava o homem. Louis LeBrun não era leopardo, mas era muito bom em seu trabalho e não perdia muito.

— É claro, — LeBrun disse, — mas quem faz a colheita dos ossos é um perito. É o mesmo homem. Um poderia fazer o enforcamento enquanto o outro faz a escavação, mas acredite em mim, Remy o coletor é o mesmo em cada assassinato. Não há equivoco em sua obra.

— O assassinato em si é confuso e descuidado, — Remy disse, — mas a coleta é meticulosa. Se olhar para o altar teria que dizer que o mesmo homem que fez, dedicando uma atenção especial para cada detalhe. Nunca existe uma única gota de sangue em seu altar que não seja o da tigela de sangue fornecido por sua vítima, e se olhar para a tigela, isso não é nem mesmo confuso.

LeBrun assentiu. — Não sei como você vai resolver isto Remy. — Ele passou a mão em direção ao corpo. — Com isso, cada vez que ele mata, você acha que deixaria alguma evidência forense para trás, mas a cena do crime, apesar do sangue em toda parte, é impecável, não é isso?

Remy se recusou a olhar para baixo, para a impressão parcial do leopardo. Forenses iriam encontrá-lo, e a pele, mas preferiu não ajudá-los. Ele e Drake precisavam de tempo para avisar o leopardo do covil e obter o controle de danos em curso antes da notícia. Sugeriria que a pele e impressão eram fáceis de falsificar, e claramente nenhum animal teria cometido tal crime, nem mesmo o lendário Rougarou.

— Chame- me no momento em que tenha qualquer coisa para mim, — Remy instruído LeBrun. — Estou dirigindo de volta para a delegacia.

LeBrun acenou com a cabeça, e Remy abruptamente se virou. Gage caminhou ao lado dele quando foram em direção ao barco do xerife. No momento em que estavam na faixa de usar seu telefone celular, Remy chamou Drake e lhe disse tudo o que aconteceu.

— Drake já está voltando. Robert e Dion estão na pousada com Saria e Bijou, — Remy disse Gage. — Não gosto disso nem um pouco. Não posso estar lá para proteger Bijou, e nem você.

Gage sorriu para ele. — Recebi seu recado. Os meninos Lanoux estão prestes a encontrar-se com Lojos, Dash e Mahieu. Vão desfrutar o tempo dele com nossos irmãos, enquanto cuidamos dos negócios.

— Você sabe que Saria não gostará disso, — Remy disse .

— É por isso que você está me fazendo fazer a chamada, — Gage adivinhou. — Mas está tudo bem. Acho que um homem deve ter problemas com apenas uma mulher de cada vez. Do jeito que você está nas pontas dos pés, diria que a situação com sua senhora foi realmente agravada. E, provavelmente, por uma boa razão.

— Por que você diz isso? — Remy demandou.

— Porque você é delicado com toda as senhoras que você não se preocupa e é um pouco burro com as que se preocupa.

Remy olhou para ele, mas suspeitava de que poderia haver alguma verdade nisso. — Sou delicado.

Gage bufou. — Você é um idiota, e digo, com amor em meu coração. Dramaticamente, colocou a mão sobre o coração, os olhos rindo de seu irmão.

— Tenho uma arma, — lembrou Remy.

— Está empurrando o limite da capacidade do meu leopardo controlar seu temperamento.

— Você culpa o pobre leopardo por tudo. Você é o único com a falta de controle. Foi isso que aconteceu? Você manipulou a perda da paciência e gritou com aquela pobre mulher?

— Não, não gritei. Embora pensei nisso. Ela poderia deixar a Madre Teresa com raiva.

Gage bufou novamente. — Você é tão sem noção, mano. Sério. Você tem a captura do século e a deixa até que exploda.

— Você é o único que disse que ela devia ir. — Apenas o pensamento de Bijou ir embora enviou uma dor aguda em seu coração, e muito menos dizer as palavras em voz alta. Sabia que seu irmão estava provocando-o, provavelmente porque sempre atraiu as mulheres facilmente e Bijou não era a conquista fácil que esperava. Mais, não previu ser consumido por ela. Não conseguia parar de pensar nela. Estava lá com cada respiração que desenhou e o momento em que cheirava a lavanda, seu corpo reagiu com urgência, a demanda quente.

— Seu leopardo não vai deixá-la correr muito longe e sabe disso. Ela pode tentar, e se for inteligente, certamente vai lhe dar a gerência do dinheiro dela...

— É isso aí. Você está prestes a ir para o hospital com uma bala cavada na sua bunda.

Gage começou a rir. — Você está planejando atirar na minha bunda?

— Bem, esse é o único lugar seguro, e pode ser um pouco embaraçoso se você receber uma enfermeira bonita, o que, para o registro, poderia ser um bônus.

— Disse que você é o homem mais malvado vivo, — Gage apontou.

Remy tentou uma carranca dura para intimidar seu irmão mais novo. Sempre, desde que Bijou voltou para casa, Gage estava aprimorando em demasia a diversão dele.

— É só chamar os meninos para a pousada rápido, — Remy disse. Caso contrário, não me concentro ao interrogar os irmãos Rousseau ou o empresário de Bijou e o assistente dele. Precisava colocá-la para fora de sua mente e dizer a si mesmo que estava perfeitamente segura com Saria e sua irmãos.

Parecia tão frágil. Saria era pequena, mas poderia cuidar de si em qualquer situação. Bijou precisava... Cuidado. Apenas precisava convencê-la de que precisava.

Dirigiu de volta para a delegacia, recusando-se a ceder à tentação de chamar Bijou só para ouvir sua voz e saber que estava bem. E absolutamente se recusou a acreditar que precisava ouvir a voz dela. Era só que, com Robert na pousada, poderia estar com medo e necessitava ouvir a voz dele. Provavelmente deveria chamá-la para tranquilizá-la que seus irmãos estavam a caminho. Ficaria muito mais segura e mais calma sabendo que ele estava pensando nela e deixando claro que seus irmãos iria protegê-la enquanto estava longe dela.

Satisfeito que fosse Bijou que precisava ouvir dele, e não o contrário, Remy estacionou em frente da delegacia e pegou seu telefone. Registrou como Blue e se viu sorrindo sem nenhuma razão em tudo. Seu polegar traçou sobre o seu nome antes que pudesse parar a reação automática. Olhou ao redor para ter certeza de que ninguém viu essa reação involuntária, boba, mais uma carícia do que qualquer outra coisa. Se Gage ou um de seus outros irmãos testemunhasse esse momento ridículo incrível, nunca teria sossego.

Não houve resposta no celular de Bijou. Deixou três mensagens de voz e mandou uma mensagem de texto três vezes, ainda sem sucesso. Praguejando baixinho, entrou na delegacia, direto para seu escritório. Aparentemente, todos viram o rosto e rapidamente desviaram o olhar, não o cumprimentando. Pegou o telefone e ligou para o Pousada.

Saria respondeu. — Onde diabos está Bijou? E por que ela não atende as ligações? — Exigiu, furioso, preocupado, e mais um pouco inclinado a dirigir diretamente para a pousada, e para o inferno com o interrogatório a qualquer pessoa, mas sim com sua mulher teimosa. — Que diabos está errado com as mulheres, de qualquer maneira? Quão difícil é pegar o maldito telefone? Sua voz foi baixa, forte e grave, demonstrando que o temperamento de seu leopardo estava se transformando em furioso.

— Está sentada bem aqui Remy. — A voz de Saria tornou-se suave. — Seu telefone deve estar lá em cima. O que há de errado?

Ok, agora que realmente pareceu um idiota. Não considerou que não estivesse com o telefone. E por que não estava? — Que inferno é o uso de um telefone celular se você não o tem com você? Essa mulher é tão malditamente difícil.

— Ela é? — Houve risos na voz de Saria que só serviu para deixa-lo mais irritado.

— Estava preocupado com ela Saria. Soube que Robert foi aí, e ontem à noite ele me desafiou por ela. Então desafiou Drake. Ele é um completo idiota e não pode ser confiável. Ela é uma coisa pequena e tão frágil e sabia que ela estaria realmente com medo. — Ele se forçou a soar razoável quando ainda queria dirigir para pousada e ver por si mesmo que Bijou estava viva e bem.

— Frágil? — Saria bufou. — Você deveria tê-la visto procurando o faca de açougueiro quando Dion se recusou a sair e sabíamos que Robert estava na casa, mas se recusava a vir, onde pudéssemos vê-lo. Ela até deu um pulo e se colocou entre Dion e eu para me proteger.

Sua barriga contorceu. — Ela é louca? — Sua voz abaixa. Sua voz assustadora. Até ele se assustou um pouco quando usou esse tom. Nunca soube exatamente o que faria. Robert e Dion Lanoux receberiam uma visita dele na calada da noite e ambos aprenderiam boas maneiras. Ninguém ameaça sua companheira ou sua irmã. E, certamente, não na casa do líder do covil, ou na propriedade Boudreaux. Ficarão feliz se viverem pela próxima noite.

— Apenas disse a ela que estava grávida Remy. Você teria ficado orgulhoso dela. Sei que você provavelmente está muito chateado com Dion e Robert, mas...

— Não os defenda, — retrucou, cortando-a. Saria sempre teve um ponto fraco pelos dois irmãos. — Precisam viver de acordo com as regras do covil assim como o resto de nós. Eles não entram em sua casa assustando ou ameaçando você e não quando você lhes disse para sair.

— Eu sei, — disse Saria, toda razoável, o que só irritou mais, Mas havia circunstâncias atenuantes.

— São homens Saria. Sei que Robert estava na cena do crime. Estupidamente deixou uma impressão parcial da pata e até mesmo alguns pelos. Os forenses vão encontrar, e o que você acha que acontecerá com todos nós? Seremos caçados. Ninguém estará seguro, sem deixar seus leopardos correr e não poderemos mudar e se ficam enjaulados, sabe o que acontecerá. Robert é um homem. Precisa assumir a responsabilidade, em vez de correr para seu irmão e, em seguida, para você.

Realmente queria bater em Robert até quase a morte. Seria o caos no covil e Drake trabalhou duro para ter todos sob controle. Todos os que viviam ou trabalhavam em torno do pântano e igarapés estavam sob vigilância por seus vizinhos.

— Estão esperando aqui por Drake. Robert sabe que errou e foi honesto, acho que Dion está com ele. Eu os coloquei na sala de estar.

— Os meninos estão ai?

— Chegaram poucos minutos atrás.

Podia dizer pela voz dela que estava em algum lugar entre o incômodo e o riso. — Acredito que Robert está devidamente intimidado, isso por sua causa, foi a motivação dele. Posso cuidar de mim e também de Bijou.

Não contestaria isso. Tudo que dissesse poderia colocá-lo em apuros com sua irmã independente e sensível. Claro seus irmãos estavam lá para proteger ambas as mulheres. Saria estava grávida, não estava?

Admitiu silenciosamente para si mesmo que teria mandado os meninos com gravidez ou não. — Coloque Bijou no telefone, por favor. — Pelo menos se lembrou de suas maneiras. Saria poderia tornar-se teimosa rapidamente e não gostaria de lhe dar quaisquer chances.

Houve um momento de silêncio e então Bijou respondeu. — Olá.

Seu coração deu uma estranha batida sem sentido que se alarmou. Talvez fosse hora de um check-up. Pior, o tom sensual ficou sob sua pele e enviou uma carga elétrica serpenteando através de sua corrente sanguínea.

— Você está bem?

— Estava até que seus irmãos aparecerem. Estão todos olhando fixamente para mim e riem como idiotas.

O riso em sua voz enviou um eixo de alívio em ondas por meio dele. — Não se sinta sozinha, farão qualquer coisa por mim, — admitiu. — Robert não a machucou, não é?

— Não, claro que não.

— Me desculpe, não posso estar ai para arrastá-lo aos diabos fora dai.

— Acho que o que você está fazendo é muito mais importante do que estar aqui no momento. Tenho certeza que seus irmãos insistirão para que ele vá se fizer ameaças. — Houve um pequeno silêncio e, em seguida, fez um pequeno som. — Hum, Remy... — Parou de falar hesitante, e sua voz se deixou cair quase em um sussurro.

Gostava que estivesse se conectando intimamente quer ela soubesse ou não. — O que é Blue? — solicitou.

— Quando Robert chegou, o senti. Você sabe. Ela. Foi um pouco desconcertante...

Parou de apertar seus dentes. — Será que seu leopardo ficou feliz em vê-lo? Sentiu esse sentimento? — Iria matar Robert Lanoux se seu leopardo ousasse sequer entreter a noção de aceitar o idiota. Não podia imaginar. Acasalou com seu leopardo, mas Bijou estava tão confusa, talvez seu leopardo também.

— Não, definitivamente não estava feliz. E me vi lutando para controlá-la. Isso é normal? Francamente, senti um pouco de medo de que não pudesse ser capaz de controlá-la. Não acho que alguém percebeu.

— Isso é bom chère, e muito normal. — Tentou manter o alívio fora de sua voz e ficar neutro e instrutivo com o assunto do fato tanto quanto possível. Lá no fundo, estava feliz. — Seu leopardo está acoplado ao meu e ela não tolerará qualquer outro homem interessado nela. Sei que tenho muito mais a lhe explicar, mas apenas o que faz sentido, encontramos nossos companheiros de mais de uma vida e para a próxima. Pelo menos, isso é a forma como é suposto funcionar. Nossos leopardos reconhecem um ao outro, mesmo que seja o primeiro ciclo de vida. Prometo que vamos discutir mais quando chegar ai.

Olhou para o relógio. — Infelizmente, não sei quanto tempo isso vai levar, mas quando Drake chegar, ele vai me ligar. Terei que ir ai falar com Robert e Dion.

— Remy, —sussurrou. — Você realmente não iria matá-lo, não é? Ele continua agindo como se você quisesse matá-lo.

Ele suspirou. Disse a si mesmo que não mentiria para ela. Nunca. Sobre nada. Mas por que diabos precisava fazer as perguntas complicadas? — Meu leopardo iria mata-lo se persistisse em chegar até você. Então, sim, estaria morto. — Contornou a questão, culpando seu gato, mas disse a verdade. Seu leopardo mataria Robert em um batimento cardíaco se achasse que o leopardo dourado chegaria perto de Bijou em qualquer lugar.

— Isso é um pouco assustador.

— Sei Blue. Sei que tudo isso não só deve ser chocante, mas também muito assustador. Preciso ir atrás desse assassino, mas juro que conversaremos sobre isso e vamos. Só por favor, fique aí por mim. Não vá a lugar nenhum sozinha. Preciso lhe fazer algumas perguntas, referente ao assassinato, só porque a vítima estava em seu clube e assediou você.

— Ajudaria se for ai? — Perguntou Bijou. — Não me importaria de fica longe daqui. Se você não quer que vá sozinha, posso pedir a um dos seus irmãos para me levar até ai. Meu carro está destruído de qualquer jeito.

— Isso pode ser uma boa ideia, — Remy disse. Sabia que não era, e não com todos os suspeitos, e todo o trabalho que precisava fazer, mas queria vê-la. Definitivamente queria, não, precisava. Nunca admitiu a necessidade de vê-la. Seu leopardo era tudo porque estava preocupado, isso era tudo. — Peça a Mahieu para trazê-la. Ele tem cérebro e não é louco na direção.

— Estarei ai assim que puder, — Bijou disse .

Havia alívio em sua voz. Estava feliz em ficar longe de Robert e Dion, ou queria vê-lo?

— Espere por mim no meu escritório. Vou sair quando for possível.

— Parece bom para mim. Recebi duas mensagens de texto do meu empresário. Ele quer se encontrar comigo e discutir alguns negócios. Tenho o evitado a duas semanas e agora preciso fazer isso.

— Ainda não, de jeito nenhum. — Ele quase quebrou. Isso saiu como uma ordem.

Houve um pequeno silêncio. — Remy se você sabe alguma coisa sobre meu empresário, para você ter uma reação como essa, por favor me diga.

Amaldiçoou novamente sob sua respiração. Desta vez, amaldiçoou em Cajun francês dirigido a si mesmo. — Ouça chère, ainda o estou investigando, mas preciso descobrir algumas coisas que me preocupam. Estava esperando até que tivesse toda as informações antes de dizer alguma coisa para você de uma forma ou de outra. — fez uma pausa. — A coisa é, Bijou, sei que você se preocupa com Rob Butterfield. Não queria magoar você de novo.

— Eu meio que cresci em torno dele. Ele é sobrinho do empresário de Bodrie. Conheço-o a maioria da minha vida.

Por alguma razão, aquele pedaço de informações apenas o irritava mais, e a nota se abateu em sua voz. Todos que tinha alguma coisa a ver com seu pai estava fora de si e usando Bijou como um meio para aumentar suas contas bancárias. Todos estavam tão acostumados a dinheiro fácil que se abateriam sobre ela para obter o dinheiro do seguro? Ou organizar um acidente? Com um assassino em série na cidade, qual a melhor maneira de se livrar dela?

Talvez estivesse paranoico, seu trabalho certamente o fazia pensar em todos como um potencial assassino, mas não o deixava confiar em um único amigo que ela possuía. Com assassino à solta, não a deixaria fora de sua vista.

— Estou feliz que você está vindo Blue. Pegarei as informações sobre seu empresário tão rápido quanto puder. Sei que você deve se sentir como todos que já conheceu terem te traído.

Houve um silêncio. — Tenho problemas de confiança por um motivo Remy.

Ele a ouviu. Ouviu o que estava tentando lhe dizer. A coisa era, sabia o tempo todo, apenas pensou que estivesse isento.

— Sei que você tem chère. Vamos trabalhar em torno disso.

 

Bijou não sabia o que fazer com essa estranha relação com Remy. Não gostou do fato de que se sentiu animada e feliz com a perspectiva de vê-lo. Queria permanecer distante. Queria um homem que só a queria por causa do seu leopardo? Sentia-se um pouco como se estivesse em um filme de fantasia ou um filme da Sci-fi. Mulher Leopardo? Olhou para as mãos. Pareciam tão perfeitamente normais.

— Você está bem? — Perguntou Mahieu. — Está muito quieta. — Olhou para ela quando se dirigiam a cidade.

Bijou assentiu. — Sim, estou pensando sobre as coisas. Pensei em voltar para casa e encontrar a paz aqui .

— Os pântanos e igarapés são pacíficos, — Mahieu assegurou. — Especialmente para nossa espécie. Você não está sozinha Bijou. Têm a nós agora. E o covil. Drake irá apresentá-la a todos em uma cerimônia formal e vai fazer parte de uma comunidade muito maior e coesa.

Levantou uma sobrancelha. — Conheci Robert e Dion Lanoux hoje.

— Não vou dizer que nosso covil não tem grandes problemas. Até que Drake veio, estávamos separados de outros covis e não sabíamos da existência deles. Nós nem sequer conhecíamos sobre nossa história ou as regras da nossa sociedade e Drake nos ensinou. Estamos caminhando, apesar de tudo.

— Remy vai pegar o assassino. È muito bom no trabalho dele. Sei que as coisas estão um pouco difíceis agora, mas aguente firme. O público vai se acostumar com sua música em seu clube e, eventualmente, você não vai ser tão perseguida. Todos vão proteger você .

Ela lhe deu um leve sorriso. — Sou a filha de Bodrie Breaux. Fiz um carreira cantando rock em roll, assim como ele. Agora virei minhas costas para isso e canto o que sempre quis. Não faço turnês e se deixar o mundo de lado, não seguirei o legado de meu pai. Você deveria ver os e-mails de ódio. A maioria das pessoas vêm para o clube, porque querem ver um pedaço de Bodrie.

Mahieu assobiou baixinho. — Você realmente não sabe o quanto é boa, não é?

Bijou deu de ombros e lhe enviou um pequeno sorriso. — Essa é a coisa mais bonita que alguém me disse em um longo tempo. — Torceu os dedos no colo. — Passei tanto tempo tentando ser o que pensava que todo mundo queria que fosse, em vez de ser eu. Era uma roqueira, como Bodrie, e todos me aceitaram. Fiz um monte de dinheiro, mas a vida não era nada parecida com o que queria ou mesmo precisava.

— É preciso coragem para virar as costas para sucesso, — Mahieu observou.

Um pequeno sorriso escapou. — Estava aterrorizada. Todos com raiva de mim e me dizendo que era um erro terrível. Sabia que não poderia viver aquela vida. Só não poderia fazê-lo. As drogas e a bebida me lembravam muito a maneira como cresci.

Olhou para fora da janela, quando se dirigiam ao longo do pântano. Adorava estar perto do pântano, a baía, o igarapés, tudo. Amava o French Quarter e New Orleans. Sentia como se finalmente, pudesse construir um lugar para si mesma, não como filha de Bodrie, mas Bijou Breaux. Queria viver uma vida tranquila, possuir o clube e cantar quando quisesse.

Olhou para Mahieu. — Sou realmente muito boa em encontrar jovens cantores e bandas de jazz e blues. Conheço alguns grandes chefs e barmans. Acho que posso fazer sucesso com o clube. Amo a ideia de morar no apartamento acima do clube. Tem excelente vista e varandas realmente agradáveis ​​.

Mahieu sorriu. — O leopardo não gostará muito. Ela vai precisar ir para o pântano. Remy mantém uma casa lá, então não é preocupação.

— Todos esperam que eu vá viver com Remy? Isso não vai acontecer.

O breve sorriso de Mahieu se transformou em um sorriso. — Não vai? Bem, agora. Isso é francamente interessante. Você mencionou isso a Remy?

— Não acho que precisasse.

Houve risos nos olhos de Mahieu. — Por favor, diga a ele quando eu estiver perto. Mas quando fizer certifique-se que esteja do outro lado da sala. Os fogos de artifício serão uma coisa bela.

— Você e seus irmãos parecem estar equivocados sobre o sentimento de Remy para mim, — Bijou informou a ele, usando sua altivez na voz e erguendo o queixo. Mahieu não pareceu estar nem um pouco afetado com seu tom de voz. Seu sorriso não diminuiu no mínimo. Estava começando acreditar que os irmãos Boudreaux viviam para provocar um ao outro. Não podia ajudar si mesma, queria rir. Mahieu estava se divertindo demais as custa dela.

— Não acho que você tem a menor ideia do que está falando senhorita Breaux, mas está perfeitamente bem. Adoramos a maneira que temos nosso irmão mais velho dançando como uma marionete em uma corda. Por favor, mantenha isso.

Deu uma pequena fungada. Sua risada era contagiante e não lhe daria a satisfação. — Não tenho ideia do que você está falando. Remy não dança o ritmo de ninguém, apenas o dele próprio. Você sabe disso.

— Todos pensamos isso, — disse Mahieu. — Mas os tempos mudaram. E o nome disso é Bijou Breaux.

Bijou tentou não se sentir eufórica. Mahieu estava lhe dando esperanças onde Remy não deu nenhuma. Não ia quer o mesmo que seu leopardo. Veio para casa em Nova Orleans para viver sua vida a seu modo. Queria ser amada por si mesma. Não por ser filha de Bodrie. Não pelo dinheiro. Certamente não por seu leopardo. Talvez o que estava querendo fosse impossível, mas preferia não estar com quem quer que seja do que estar com alguém pelas razões erradas. Remy a queria por todas as razões erradas, mas sua família não parecia entender isso.

Balançou a cabeça. Drake pareceu estar loucamente apaixonado por Saria, e sabia, sem sombra de dúvida, que Saria amava Drake. Não estavam juntos por causa de seus leopardos.

Ficou em silêncio até que alcançou o meio-fio e estacionou. Ficou sentada por um momento, tentando se acalmar de repente, o coração batendo rapidamente. Detestava estar tão animada com a perspectiva de ver Remy. Poderia admitir para si mesma que era o homem que sonhava, que considerava um herói, o homem que nenhum outro homem poderia medir-se, mas se recusava a acreditar que podia estar se apaixonando por ele. Agora não. Não quando sabia que não havia nada entre eles, só os leopardos e sexo. Todos possuíam escolhas. Sua escolha não era no amor com um homem que não a amava.

Mahieu deu a volta e abriu a porta para ela. — Mandei uma mensagem para Remy para deixá-lo saber que você está aqui. Está em interrogatório, mas vai sair assim que acabar. — Caminhou com ela até a porta da delegacia e chegou a abrir a porta para ela.

— Vou ficar bem. Não tem que esperar comigo, — Bijou assegurou.

Mahieu lhe deu seu sorriso arrogante. — Sem chance Bijou. Remy não quer você indo a lugar algum sem uma escolta agora. Ficou todo paranoico entre os assassinatos, você sendo assediada na última noite no clube e Robert agindo como um idiota. Vai ter que ser um pouco paciente com Remy, até que descubra as coisas. Ele tem uma veia de proteção de uma milha de largura quando se trata de você.

— Gostaria muito de me sentir especial Mahieu, mas a verdade é que Remy se sente protetor sobre todos. É por isso que é um policial.

Entrou e deu um passo para trás para lhe permitir passagem. A verdade era que todo mundo olharia para ela, e não se importava que Mahieu a intervisse. Era um homem muito grande, como seu irmão, todos os músculos com uma forma suave, leveza no andar. Exalava confiança, assim como todos os irmãos Boudreaux e Saria. Queria ser assim e estava determinada que poderia ser, daqui a alguns meses. Por muito tempo tentou ser alguém que não era e, no final, simplesmente não conseguiu se sustentar.

Seguindo Mahieu através sala principal, viraram no corredor para encontrar o divisão de homicídios. O escritório de Remy ficava no canto, com várias mesas. Mahieu acenou para uma cadeira, mas haviam vários policiais a olhando, encarando, alguns ostentando sorrisos. Não se sentiu a vontade estando ali em exposição para todos eles. Mahieu foi falar com alguém que conhecia, e ela vagou ao redor da sala, tentando pegar uma sensação do trabalho de Remy.

Colocado no meio da maior parede havia um enorme quadro com fotos de Pete Morgan e o altar. Juntamente com que eram imagens de Ryan Cooper e o altar. As imagens eram horríveis, os detalhes macabros, e embora fosse uma daquelas situações onde quase não conseguia parar de olhar o desastre, conseguiu mudar seu olhar.

Numa linha abaixo, do lado das fotos terríveis dos assassinatos havia fotografias de homens. Seu empresário, Rob Butterfield, e seu amigo Jason Durang estavam entre eles. Bob Carson estava acima da linha também. Reconheceu alguns outros rostos dos homens que estavam em seu clube e a assediaram. Não podia imaginar por que alguns deles foram escolhidos e se eram considerados suspeitos.

Acima das fotos, um mapa chamou sua atenção. Era dos Estados Unidos e a Europa. Havia pontos vermelhos em várias cidades. Aproximou-se e estudou o mapa. Demorou um minuto ou dois para cair a ficha, ficou ali olhando, mordendo o lábio, de repente, com muito medo.

— Se afaste daí, — disse Remy.

Ela se virou para encará-lo, uma mão indo defensivamente a sua garganta. Sentiu a cor escorrer de seu rosto. — O que é isso Remy?

— Não olhe para isso Blue, — advertiu. — Venha ao meu escritório. Não deve ver isso. Não há nenhuma razão. Pegou a mão dela e puxou.

— Não, preciso saber. O que é isso?

Suspirou, os dedos dele acariciando o dorso da mão em uma carícia. — É um quadro de assassinato. Isso me ajuda a manter todos os fatos. Colocando tudo, posso trabalhar as peças como um quebra-cabeça até eventualmente, ver tudo junto.

— Tem Rob Butterfield lá em cima. Ainda tem Bob.

— Não estou colocando-os como suspeitos, mas são pessoas de interesse. Todos estavam aqui há quatro anos, quando o primeiro assassinato em série aconteceu aqui em Nova Orleans. Todos esses homens estavam. Tenho levantado as pessoas e, até agora, não tenho muito para chegar até eles, mas estou certo que vou. Entre outros, estou falando com eles agora. Claro que não em conjunto. Gosto de manter as pessoas de meu interesse separadas de modo que não possam vir com a mesma história.

— Por que seriam suspeitos? — Ela não estava comprando a história de suas “pessoas de interesse” no momento.

— Estavam no lugar errado e na hora errada sem álibi real. — Encolheu os ombros cuidadoso, casualmente. — Vamos sair daqui agora.

Bijou resistiu ao puxão em sua mão. — Por que todas essas cidades sinalizadas com pontos vermelhos?

Remy ficou muito quieto, suas ações de repente realmente capturou a sua atenção. — Você realmente quer saber?

— Não perguntaria se não quisesse, — respondeu. Seu coração batia forte. Seu boca ficou seca. Sentia seu leopardo ficando furioso, vindo para perto da superfície, como se oferecendo para tomar seu lugar .

— Estes são os assassinatos dele nos últimos quatro anos. O primeiro encontrado com o mesmo padrão foi em Nova York.

Bijou fechou os olhos por alguns instantes. — E os dias, meses e anos escritos acima de cada ponto é quando ele matou?

Remy assentiu tristemente. — Quatro mortes em cada cidade. Mesmo na Europa, mas sabemos de apenas três locais lá.

Precisava dizer a ele. Sentiu-se mal, seu estômago. — Preciso sentar Remy. Talvez um copo de água?

Remy a olhou com cuidado, seus olhos penetrantes afiados com inteligência. Sabia que havia ficado pálida e a pele dela de repente umedeceu. Não havia nenhuma maneira de esconder isso dele uma vez que estava segurando a mão dela. Seu polegar deslizou inocentemente sobre o pulso dela. Estava bem ciente de que algo estava radicalmente errado. Não era uma flor murcha. Sua angústia não era relacionada com as imagens detalhadas dos dois homens que sabia foram brutalmente assassinados.

Ele não a questionou ainda mais, simplesmente a levou a seu escritório, colocou-a em uma cadeira e foi buscar um copo de água. Ela inclinou a cabeça para as mãos. Nada mais fazia sentido.

Remy voltou e fechou cuidadosamente a porta. — Beba isso chère, e depois me diga o que está errado.

Bijou tomou um longo gole e frio, esperando que ajudasse. Sua mente correu com possibilidades. — Remy, aquelas cidades em seu mapa de assassinato, fiz shows em cada uma delas. Incluindo os lugares na Europa.

Ficou muito quieto, seu quadril na mesa, com os olhos fixos nos dela. Ela não poderia ter desviado o olhar se quisesse.

— Os mesmos dias, o mesmo mês. Toda vez que estava em uma cidade tocando em um show, o assassino também estava lá. Isso não pode ser uma coincidência.

Torceu os dedos para evitar que suas mãos tremessem. — E o primeiro conjunto de assassinatos, estava aqui em New Orleans para o funeral de Bodrie. — olhou para ele. — O que acha que isso significa?

— Isso significa que seu empresário, o misterioso amigo dele e seu perseguidor apenas subiram para o topo da lista. — Remy puxou uma cadeira em volta e perto dela, sentado perto, de frente para ela para que pudesse ver cada expressão dela. — Você estava ciente dos assassinatos antes de Pete ser morto?

— Depois que saí da cidade, o que fiz rapidamente depois do funeral de Bodrie, li sobre um assassino em série no Distrito de Garden. Essa notícia estava na televisão também. Mas não sabia nada sobre qualquer uma das outras mortes. Quando estou em turnê, é cansativo. Passo a maior parte do meu tempo indo de cidade em cidade, então quando tenho a chance, gasto relaxando.

Bijou olhou para suas mãos, seus dedos entrelaçados. Odiava confessar a ele, tornando-se como uma perdedora. Aqueles anos tomaram seu pedágio sobre ela. Não acreditava em si mesma, ou em outras pessoas. Perdeu quem ela era. — Não confio facilmente Remy. Vi as pessoas que cercavam Bodrie. Eles não eram amigos dele. Usavam-no.

Remy se inclinou em direção a ela, estendendo a mão para cobrir as mãos dela com uma das suas. — Chère, eles não eram verdadeiros. Você sabe a diferença.

— Passei a maior parte do tempo sozinha em quartos de hotéis, lendo livros. Adoro ler. Acho que essa é a minha forma de fuga. Nada de drogas ou álcool, apenas livros. Mergulho neles e durante algum tempo da minha vida, precisei deles. Não via televisão ou via revistas porque estava com medo de ver ou ouvir alguma coisa sobre mim. Sei que soava egoísta, mas não tenho a personalidade para estar no centro das atenções. Percebi que escolhi a profissão errada, mas não sabia como sair do carrossel.

— Ser uma figura pública não significa necessariamente que precisa desistir da sua privacidade.

— Isso é ingênuo Remy e acho que você sabe disso. Qualquer escolha para estar nos olhos do público é um jogo livre. Sendo a filha de Bodrie já estava lá desde a época em que nasci. Como uma idiota tentando provar algo para mim e para outros...

— O que Bijou? O que você sempre precisava provar para alguém, sem falar para você mesma? — Perguntou Remy, seu polegar deslizando suavemente para trás e para frente nas costas das mãos dela.

Abaixou a cabeça. — Que era boa o suficiente. Todos queriam que fosse ele, quando comecei a cantar, as pessoas estavam dizendo coisas como: “O que pensa que está fazendo. Ela não tem talento”. Sempre me comparam com ele, e é claro que saio como a segunda melhor.

— Você está louca? Você é um total sucesso por si mesma. Metade do planeta é apaixonado por você e sua voz.

Encolheu os ombros. — Isso não começou dessa maneira, mas quando fiz meu nome por mim mesma percebi que não era o meu mundo, nem que queria. Você pode imaginar como isso me fez sentir? Era um sucesso e as pessoas gostavam da minha música. Senti-me como uma pirralha ingrata como os tabloides e todos os fãs de Bodrie me achavam. Aqui, possuía tudo o que queria e sonhei e ainda não estava feliz. — Olhou nos olhos dele querendo que entendesse. — Fiquei tão miserável que mal pude me arrastar para fora do meu quarto, mas me apresentava quase todas as noites . Encontrei-me exausta e tão infeliz, que não podia olhar para mim mesma no espelho.

Inspirou profundamente. — Acho que estou apenas tentando lhe explicar porque não estava em cima da notícia. Eu me escondi de todos enquanto estava em turnê e então quando tomei a decisão de parar, me escondi do meu empresário, porque estava tão zangado comigo. Precisava de tempo para descobrir o que realmente queria fazer.

Francamente, estava com vergonha de precisar lhe dizer que não teve uma vida comum, nem mesmo quando era jovem. Queria que ele visse apenas seu lado bom, nem todos os chafurdar e angústias que passou por ela antes percebesse o que precisava e queria em sua vida. Apesar de todas as coisas loucas acontecendo em torno dela agora, sabia que havia voltado direto para casa. Amava o clube. Amava a intimidade dele e o fato que podia controlar quando se apresentar e com que frequência. Estava certeza que se encaixaria na comunidade em determinado momento, e os paparazzi perderiam o interesse e, eventualmente, a deixariam sozinha.

Não queria que ele pensasse que era uma perdedora sentada em seu quarto de hotel, sentindo pena de si mesma e nem mesmo assistindo a notícia quando outras pessoas estavam sofrendo, sendo assassinadas e ele se esforçando para acabar com isso.

— Estou feliz que você tenha voltado para casa. Butterfield está chateado porque está perdendo dinheiro.

— Ele diz que vou deixar meus fãs para baixo, —disse. — E acho que está certo.

— Se eles são fãs Blue, vão adorar o que você adora. Só porque não está cantando 'rock em roll como seu pai, não tira o mérito a sua voz.

Sorriu para ele. Não podia ajuda-lo. Falou naquele tom suave aveludado e olhou para ela com aqueles olhos perfurantes incríveis e seu estômago sacudiu. Seu coração batia muito rápido e sua boca ficou seca. Ele possuía tanto carisma, a força magnética que parecia não conseguir resistir. Sabia melhor do que se apaixonar por seu charme, deixou claro que a atração dele tinha pouco a ver com ela, mas ainda assim, achou difícil não reagir a ele.

— Obrigado Remy. Espero que esteja certo, mas se não, sei que o clube é o que quero.

— Boa menina. Acho que o clube e o que mais lhe convier, mas mais do que isso, precisa fazer o que te faz feliz.

— Não tenho nada a ver com esses assassinatos Remy, — disse ela, certificando-se de olhá-lo nos olhos. Estava na mesma cidade onde cada um dos assassinatos ocorreu.

— Sei disso. Não posso imaginar você içando um homem crescido em uma árvore, muito menos o cavando. Não achei sequer por momento que você tivesse alguma coisa a ver com os assassinatos Bijou, — disse Remy. — Mas é muito possível que conheça o assassino.

Queria protestar, mas olhando através do vidro em direção ao mapa no quadro dos assassinato. Não havia como negar o fato de que onde cada assassinato ocorreu estava presente. — Tenho alguns fãs extremamente sensíveis, — admitiu. — Eles me seguem de um show para outro. Alguns até me seguem para fora do país na minha turnê mundial. Há um grupo especial que representa um fã-clube e os membros são os primeiros a comprar os bilhetes e passes nos bastidores.

— Podemos obter uma lista dos nomes deles? Conhece todos eles de vista?

— Reconheceria os que vêm nos bastidores em uma base regular, mas se não vem, e nem todos vem, não há nenhuma maneira que seja capaz de reconhecê-los. Em qualquer caso, Remy, não me de lembro quem vai ao shows.

Remy apertou as mãos ao redor das dela. Estava extremamente angustiada, mas mantendo-se no controle. Podia sentir a tensão nela. Suas mãos tremiam sob a dele. A ideia de saber que um assassino em série pudesse estar viajando para seus shows e matando em cada evento a deixou enojada.

— Poderia ter feito alguma coisa para fazer isso acontecer? A música? Ignorando alguém? Não é tanta gente e realmente me esforço para autografar o maior número possível e conversar um pouco com alguém que atendo, mas estou exausta depois de cada show e talvez não tomei o tempo que deveria. — Bijou fez a confissão com um pouco de pressa.

Remy balançou a cabeça. — Não sei qual o gatilho para esse homem começar matar Blue, ou mesmo se tem algo a ver com ir em seus shows, mas não tem nada a ver com você. Já corri atrás de assassinos antes, muitas vezes, mas ninguém nunca foi tão frio. Acredite em mim chère, este homem já nasceu um psicopata.

Bijou estremeceu. — Por que estaria me seguindo por aí?

— Se você fosse um alvo, já teria tentado matar você. Remy afirmou sem rodeios. — Ele não parece ter nenhum problema ficando com suas vítimas. Mas você realmente me ajudou, dando esta informação Blue. Serei capaz de fazer as perguntas certas agora.

Ele se recostou na cadeira e a observou firmemente. — Seu empresário tem uma apólice de seguro de você?

— Sim. Ele fez uma há muito tempo, quando o contratei.

— Você sabia que ele cumpriu pena na prisão e foi lá que conheceu Jason Durang?

— Soube por Rob, é claro, ele revelou que ficou em apuros com o IRS[18] e havia cumprido pena. Ele não pagou os impostos dos funcionários, mas sabia que Bodrie e ele possuíam uma boa reputação na indústria.

— Ele é um jogador.

Ela assentiu com a cabeça. — Mas não joga. Vai a reuniões regulares.

— É isso o que lhe diz?

Engoliu em seco. — Remy, se você tem algo para dizer, apenas diga.

Balançou a cabeça. Não possuía nenhuma prova. Não podia ver seu empresário certinho como um assassino de sangue frio. Vomitou quando Remy lhe mostrou as fotografias da cena do crime, mas Jason Durang era uma proposta completamente diferente. Não desviou o olhar ou até mesmo demonstrou reação alguma. Nem os irmãos Rousseau. Independentemente disso, acreditava que Rob Butterfield e Jason Durang apresentavam um perigo para ela.

— E sobre Durang?

— Eu o vi com Butterfield alguns vezes, mas nunca falei com ele. Sempre me evita. Não sei o que faz.

— Vou levá-la de volta para casa. Recebi um telefonema de Drake e ele quer que o encontre na pousada para falar com Robert e Dion.

— Você não precisa fazer isso. Devo verificar o apartamento e ver como está indo. Esperava que pudesse me mudar em breve.

Parecia inocente. Seu olhar não vacilou e não havia uma única dica de ser tímida. Ficou tentado a estender a mão e apertar fazendo algum sentido para ela. Seja qual fosse o pecado que cometeu não o perdoou. Ela veio ao seu escritório para sair da pousada e ficar longe de Robert e seu irmão. Ficou feliz em vê-lo, não tentou sequer esconder o fato dele, mas não estava planejamento um casamento em breve.

Não sabia se estava ferido ou com raiva, ou simplesmente ambos. — Você sabe que provavelmente está grávida de uma criança minha, — ele disse sem rodeios. — O controle da natalidade não funciona tão bem em leopardos. — Ele soou presunçoso até para seus próprios ouvidos.

Pestanas se agitaram, velando sua expressão. Os lábios dela fizeram uma careta. Ele viu o “dizer” em seus dedos, em vez de seu rosto. As mãos dela se fecharam em punhos, mas os endireitou imediatamente e os apertou afetada em seu colo.

— Bem, vamos ter que ver, não vamos Remy? A ideia foi muito assustadora quando você mencionou pela primeira vez, mas tive tempo para pensar sobre isso e não tenho dúvidas de que serei capaz de lidar com um filho.

Parecia absolutamente arrogante, como se ele não estivesse na foto. Inclinou-se para ela, seus olhos travados com os dela. — Vamos ser capazes de lidar com isso Blue. Não há mais ‘eu’ aqui. Se acha que está fazendo isso sem mim, pode simplesmente pense novamente. Na verdade, defina um maldita casa, data e vamos acabar logo com isso. Diga a seus advogados idiotas, assino o acordo pré-nupcial que querem assinado, mas tenha isso feito logo. E quando digo logo, quero dizer não mais do que duas semanas.

Ela fez uma careta para ele, as sobrancelhas enfatizando a aversão completa dela. As mãos foram para os quadris. Caminhou até a porta, abriu-a e voltou-se. — Remy Boudreaux, você não tem um único osso romântico em seu corpo e estou ignorando tudo o que acabou de dizer e digo isso a partir de agora. Na verdade, seria melhor se você simplesmente não falasse.

Toda a sala se virou, incluindo Mahieu. Seu irmão foi o único que se atreveu a sorrir.

— Blue... — Remy começou.

Ela cortou. — Não diga outra palavra para mim agora. — realmente ergueu a mão para detê-lo. — Para sua informação, olhar quente e contando com seu charme apenas o leva mais longe. Ser bonito não lhe dá um passe livre para ser um... um...

— Jumento, — Mahieu forneceu prestativo

Bijou assentiu com a cabeça. — Obrigado Mahieu. Isso se encaixa perfeitamente.

Vários dos detetives tossiram duro, virando as costas para seu chefe. Mahieu se inclinou. Bijou marchou em direção ao irmão dele, virando as costas completamente a ele. Movimentou muito bem seus quadris chamando a atenção dele.

— Mahieu você se importaria de me levar de volta para a pousada?

Isso foi o suficiente. — Se você valoriza sua vida e não quer eu passe o resto da minha atrás das grades Mahieu, você vai educadamente recusar, — Remy avisou. Pegou o paletó e deu de ombros para isso, enquanto arrastava Bijou atrás.

Mahieu levantou as mãos em rendição. — Quando está assim, é melhor apenas parar e lhe dar o que quer, Bijou.

Ela deu uma pequena fungada delicada, mas não se virou e não protestou. Deliberadamente, Remy colocou a mão possessivamente nas costas dela, lá em baixo, perto da curva de suas nádegas. Ela olhou por cima do ombro, mas continuou andando. Ouviu a onda de riso ondulando atrás dele quando saíram.

— Você fez isso de propósito, não é? — exigiu, movendo-se ao lado dela, deslizando a sob seu ombro, um braço envolvendo em torno de sua cintura.

— Um pouco, sim, — admitiu, uma dica de riso em sua voz. — Mas você merecia. — A diversão desapareceu de sua voz. — Nunca fale assim comigo novamente. Não gosto de ser ordenada, Mesmo se estiver grávida, não significa que quero correr e me casar com um homem que só gosta de mim por perto para um ótimo sexo.

— Pelo menos você admite que o sexo é ótimo, — murmurou.

Claramente o achava atraente e até mesmo divertido, isso era verdade, mas não estava concedendo nada. Bijou Breaux não era tão facilmente de conquistar como achou que seria. Era mais velho. Mais experiente. Ela definitivamente olhou para ele e, ainda assim, era indescritível, apenas fora de alcance. Toda vez que pensou que estava na dele, ela encontrou uma maneira de iludi-lo. Francamente, era enlouquecedor.

Bijou não respondeu, mas foi com ele para o carro. Abriu a porta e deslizou para dentro. Por um momento, seu coração bateu duro só de olhar para ela sentada lá. Composta. Linda. Sua. Nunca considerou que encontraria a mulher. Olhava para frente, seu pequeno nariz no ar. Dane-se se não achava isso fofo. Nunca admitiu isso para Gage, mas talvez realmente fez isso ruim. Só não ia definir o que “isso” era, agora não. Ainda não. Precisava de tempo para descobrir algumas coisas.

Como o que diabos faria com ela quando não estavam fazendo sexo. Talvez trancá-la em algum lugar onde sabia que estaria segura, porque como era, parecia que cada pessoa que encontrou estava empenhado em lhe causar mal de alguma forma.

Caminhou para o lado da porta do motorista, observando Bob Carson ir para baixo na rua com uma câmera, claramente usando uma lente que daria um zoom em Bijou. Considerado quantos anos pegaria na prisão por “acidentalmente” avançar e o atropelar com seu carro. Bateu a porta com violência desnecessária, ganhando o olhar de Bijou.

Ligou o motor e indicou Carson com o queixo. — Sabe, você precisa ser protegida acredite ou não.

Fez uma careta para ele. — Não sou uma covarde Remy, não importa se você acredita.

— Acredito que metade de Nova Orleans está tentando matá-la, e a outra metade quer ir para a cama com você.

Sua boca se contorceu e cobriu os lábios com a palma da mão, uma tosse delicada e, em seguida, limpou a garganta várias vezes.

Remy olhou para ela. — Mulher é melhor você não estar rindo de mim.

— Só um pouquinho. Acho que você leva seu trabalho muito a sério. Ser um detetive da homicídios deixou você um pouquinho paranoico Remy. Sim, esta situação com esses assassinatos é bizarro, mas você mesmo disse se ele quisesse me matar, já teria ido atrás de mim.

Um grunhido retumbou em seu peito. Normalmente, isso era mais do que suficiente para impedir qualquer discussão de seus irmãos ou colegas detetives. Simplesmente levantou uma sobrancelha, sem olhar muito intimidada.

— O assassino em série é provavelmente o único que não está atrás de você, — lamentou.

— Não soa tão feliz com isso, — Bijou disse.

Estendeu a mão e pegou a mão dela, entrelaçando seus dedos com os dela. Pareceu uma pequena vitória, quando ela não se afastou do contato. Levou o gesto um passo adiante e trancou mão contra seu coração. — É isso que você pensa Blue? Que estou nisso apenas por sexo?

Ela virou a cabeça e, em seguida, olhou para ele, encolhendo um pouco, como se seu corpo tivesse sido atingido por um golpe. Seus incríveis olhos azuis sempre enviaram uma carga elétrica chiando através de seu corpo. Ela piscou, tirando a atenção dele para esses longos cílios impressionantes. Antes dele dirigir direto para o pântano, forçou seu olhar de volta para a estrada.

— Você pula em torno da conversa Remy. Estou tendo problemas em segui-lo.

— Não, você não está. Agora você está apenas protelando. Disse há muito tempo atrás chère, você não é covarde, e é hora de só me dizer o que estava perturbando você. Estou tendo a sensação que você acha que nosso relacionamento é sobre sexo e nada mais.

Olhou para ela de novo e apenas antes de seus longos cílios velarem a expressão dela, pegou um flash de dor nos seus olhos. Instantaneamente sentiu como se uma mão gigante apertasse seu coração duramente. Chateá-la era uma coisa, mas a dor genuína era outra. Não gostava de já estar causando isso. Ela teve dor suficiente em sua vida e apostaria seu último dólar que estava enfrentando mais.

Foi sincero sobre o empresário dela e o amigo dele, não eram nada bons. E sabia quem Bob Carson era. O homem a seguiu em todos os lugares tirando fotografias e vendendo sua privacidade. Ainda não conseguiu provar que Carson a estava perseguindo e destruiu a propriedade dela, e até mesmo assustando-a, mas iria encontrar a prova. Ela conhecia os três homens, conhecia dois deles por anos, e isso a feriu ao descobrir que realmente não se importavam com ela...

No momento em que o pensamento entrou em sua mente, amaldiçoou. Claro. O que era um idiota. Seus irmãos estavam certos. Bijou nunca foi importante para seu pai ou suas babás. Nunca foi amada por alguém. Provavelmente não fazia ideia do que era a sensação de ter alguém cuidando dela. Falou sobre sexo e nada mais.

— Acho que nossa relação é sobre seu leopardo ser louco pelo meu, bem como o ótimo sexo, — afirmou Bijou. — Acho isso porque você disse isso. Mais de uma vez.

Remy apertou seus dedos ao redor da mão dela, mantendo a palma da mão pressionado firme contra seu coração. — Então sou um idiota, se fiz você acreditar nisso. — Olhando para trás, percebeu que disse exatamente isso. Abanou a cabeça.

Bijou encolheu os ombros. Seu lábio inferior tremeu e ela mordeu com aqueles pequenos dentes. — Está tudo bem Remy. Não estou pedindo qualquer coisa de você. Sou adulta. Estava lá , assim como você estava. Queria ter relações sexuais com você. Não é como se você me obrigasse. Estou bem ciente de pessoas terem sexo casual o tempo todo.

— O que tivemos não era sexo casual. Já tive relações sexuais antes, acredite em mim chère, nunca sequer considere anexar a palavra casual para o que temos juntos.

— Remy, estou bem ciente que mal conhecemos um ao outro. Não sou de saltar para a cama com qualquer um...

— Sei disso. Estava lá lembra? Deveria ter sido mais cuidadoso com você na primeira vez, — admitiu.

— Não estava dizendo isso. Só quero dizer, você não me conhece melhor do que conheço você.

— Você ficaria surpreso como o quão bem a conheço Bijou. Não perdi você de vista ao longo dos anos. E sou um policial.

Virou os olhos frios sobre ele, embora mais uma vez, houve esse pequeno toque de diversão. — Você me investigou?

— Claro. Você esperava alguma coisa menos?

— Não, não acho. Mas isso não quer dizer que você me conhece Remy. Nem eu o conheço. Nem sabia sobre o negócio do leopardo. — Abaixou a voz quando usou a palavra leopardo, claramente ainda desconfortável com a ideia de ser um shifter.

Puxou a mão dela para a boca, roçando os lábios sobre os nós dos dedos. — Não sou não bom com as palavras. Sei disso. Não com qualquer um que me interessa, mas há uma inferno de muito mais para a nossa relação e de nossos leopardos, ou ótimo sexo, independentemente do que poderia ter dito mais cedo.

— Veja, não te conheço tão bem, ou sei se está apenas dizendo isso para me fazer sentir melhor, e manter-me em torno de seu leopardo, ou se você quer dizer isso.

— Nunca disse uma mentira. Nós temos ótimo sexo. E meu leopardo é louco por vocês. Talvez tenha deixado de fora como me sinto, mas só porque realmente nunca me senti assim sobre uma mulher antes. É novo para mim também Blue. Apenas nos dê um tempo. Fomos interrompidos a cada dois minutos e preciso encontrar o assassino. Mas você está no meu pensamento em cada momento.

Bijou sorriu um pouco timidamente, mas seu sorriso chegou a seu olhos. — Aparentemente, não sou a pessoa mais amável do mundo.

— Isso é besteira.

— Você mesmo disse que metade de Nova Orleans quer me matar.

— É verdade, disse isso, e é por isso que você vai ficar na pousada quando não estou por perto. Meus irmãos manterão os olhos em você quando estou trabalhando. Você tem algo importante acontecendo no próximo dois dias?

— Arnaud me pediu para ir a abertura de sua exposição na galeria. Isso é amanhã à noite. O sorriso dela se arregalou. — Isso me dá uma chance para te vestir. É um traje black-tie.

— Não usa a palavra traje no mesmo fôlego quando se referir a esse francês, — Remy reclamou. — Está inteiramente na sua.

— Não, não está. Somos apenas bons amigos. Estou preocupada com ele. Ele não presta atenção às notícias ou ao que está acontecendo em torno dele. Passa metade do tempo desenhando e a outra metade trabalhando em suas esculturas. É raro aparecer em uma galeria e, na verdade, falar com quem quer comprar seu trabalho. Não quero que seja um alvo fácil para este assassino.

— Você está preocupada porque ele está perto de você, e possa ser o próximo.

Apertou os lábios e assentiu. — Estou preocupada com você também Remy.

Ele deu seu sorriso leopardo. Perigoso, predador. — Preocupe-se com o outro cara chère.

 

Remy olhou pela janela da pousada e congelou. — Que foi o idiota que o deixou sair antes que conversasse com Robert? — Ele se virou para olhar para seus irmãos.

— Conhece Drake. Apenas de olhar no rosto dele a gente recua e deixa o fazer o que quer.

Saria se moveu ao lado de seu irmão olhando para fora para o marido. Suspirou, uma mão indo defensivamente a sua garganta.

— Você poderá pará-lo se ele tentar matar Robert?

— O que você quer dizer tentar? — Remy demandou. — Robert não tem chance contra Drake. Nem mesmo se Dion fosse estúpido o suficiente para tentar ajudá-lo. Robert o desafiou e você está grávida. O que você acha que o leopardo dele vai fazer?

— Ninguém disse nada sobre Saria estar grávida, — Lojos apontou com uma expressão piedosa.

— Você tem alguma ideia de quão ruim isso é, — perguntou Remy a preocupação afiando seu tom. — Dois membros machos do covil de Drake entraram na casa dele sem serem convidados. Sua esposa grávida pediu várias vezes e não saíram. Um deles colocou um desafio sobre a liderança do covil no próprio quintal de Drake. Ele está sempre no controle de seu leopardo, mas isso é muito. O meu já os teria matado.

Bijou deslizou a mão no bolso traseiro de Remy. Olhou por cima do ombro. O rosto dela estava pálido

— As leis da civilização não se aplicam aos leopardos. Nós não somos exatamente civilizados, — explicou Remy, tentando usando as palavras gentis com um tom mais suave.

— Absolutamente letal, —sussurrou. — Isso é o que você está dizendo.

— Sim. Sinto muito. Isso é o que somos. Robert foi leopardo por anos e escolheu correr tal risco. — O olhar de Remy se voltou para o grande leopardo rasgando as árvores em sua raiva. Drake não era conhecido por ser um cabeça quente. Uma coisa que sempre foi, era a voz da razão. Se houvesse um homem que poderia manter seu leopardo sempre sob controle, definitivamente era Drake. Ele não estava sob controle no momento.

— Não deveria ter sido tão detalhista quando me perguntou. — Saria sussurrou, olhando para o irmão. — Talvez se tivesse pulado a parte sobre Dion e Robert apenas entrando...

Remy colocou o dedo sobre os lábios de sua irmã. — Leopardos não mentem um ao outro. Especialmente companheiros. Você precisava dizer a Drake, e Robert e Dion conheciam a chance de estavam tomando quando vieram. — Olhou pela janela novamente. — Você só tem que confiar em Drake como seu marido e nosso líder para conhecer a maneira certa para lidar com isso.

Ele se afastou da janela e se virou para os dois homens sentados diretamente em suas poltronas. Dion parecia resignado, mas Robert parecia que poderia tentar fugir a qualquer momento.

— Antes de Drake entrar aqui Saria — Dion disse. — Não sabia que você está grávida e nunca teria trazido isso para você se soubesse. Sei que não importa muito agora, mas queria que soubesse, sinto muito que você se aborreceu.

Remy chegou por trás dele e tomou a mão de Bijou. Ele não possuía nada normal para dar a ela. Não havia nada de típico sobre suas vidas, nem nunca haveria. Nunca foi normal e agora, com certeza, nunca seria. Era uma pessoa gentil, uma alma solidária. Sabia tudo sobre as fundações que ela criou e a forma como cuidava das pessoas que trabalharam para ela por muito tempo. Não é a toa que Rob Butterfield não queria perder o ticket refeição dele.

— Você não tem que estar aqui para isso, — Remy disse. — Pode ir até seu quarto. Estará a salvo de qualquer maneira. Drake nunca iria prejudicá-la, nem mesmo na raiva de seu leopardo.

A porta abriu e Drake Donovan avançou, não olhou a direita ou a esquerda, apenas olhou diretamente para Robert. Estava descalço, calça jeans caída abaixo dos quadris e sua camisa aberta, revelando o amarrado de músculos e numerosas cicatrizes.

— Dion, se ponha fora da minha casa, agora, antes que decida que você precisa de uma surra. Não hesite. Não discuta. Basta ir enquanto ainda pode.

Os olhos de Drake estavam num verde dourado profundo, sua riqueza de cabelo loiro grosso caindo selvagem sobre a testa. Havia sinais reveladores da mudança, a sombra mais escura de rosetas profundas dentro dos fios dourados.

Remy colocou Bijou atrás dele, assim como medida de precaução, seu corpo protegia o dela. A fúria de Drake estava sob controle, mas estava lá, latente abaixo da superfície, e para um leopardo, isso não era um bom sinal. O próprio leopardo de Remy reagiu, rosnando e arranhando para ele, pronto para saltar a frente para protegê-lo, assim como sua companheira.

A tensão na sala se levantou quando Dion lentamente se levantou. Robert se encolheu e pegou a camisa de seu irmão. — Você não pode sair. Você sabe que ele vai me matar.

Dion sacudiu a cabeça, seu rosto uma máscara de tristeza. — Não sei o que aconteceu a você, Robert. Mas você fez isso e você tem que enfrentar as consequências. Não posso continuar acobertando você. Fiz meu melhor para retirá-lo das coisas que você entrou, mas recusou. Você desafiou Remy e, em seguida, Drake. Você é meu irmão e eu te amo, mas não posso corrigir isso para você.

Olhou diretamente para Saria. — Uma vez mais, me desculpe por colocar isso no seu colo.

Ele se virou e saiu sem olhar para trás para Robert, seus ombros duros e com a cabeça para cima. Remy estava orgulhoso dele. Não sabia se teria a mesma coragem de deixar um de seus irmãos para enfrentar um líder enfurecido do covil. Drake, de acordo com suas leis, poderia forçar Robert a lutar com ele como um leopardo, e estaria bem dentro de seus direitos matá-lo.

O silêncio se estendeu, a tensão edificou. Os olhos de Drake eram quase completamente dourados, nenhuma vez deixou o rosto de Robert, nunca piscou. Todo ele focado no homem caído no cadeira na frente dele. A expressão de Robert era mal-humorada e um pouco desafiadora, mesmo que o medo permeasse o ambiente, escorrendo pelos poros junto com cada respiração exalada.

— Preciso saber se você é um membro deste covil, — Drake retrucou, com a voz como um chicote. — Onde está sua lealdade em mentir? Responda agora Robert.

Robert piscou rapidamente. Remy sentiu o punho de Bijou torcer na parte de trás de sua camisa. Colocou sua mão levemente contra a coxa dela. Estava tremendo. Queria tranquilizá-la, mas agora, era o segundo de Drake e protetor, não que Drake precisasse de um, mas essa era a forma do covil.

— Com o covil, — Robert murmurou. — Estava bêbado Drake. Nunca faria esse desafio pela liderança. Nunca. Meu leopardo estava em um frenesi, porque não possuía uma fêmea...

— Não coloque a culpa em seu leopardo. É meu trabalho conhecer cada leopardo neste covil, sua força e fraqueza e suas habilidades. Seu leopardo não é difícil de lidar. Remy é um lutador, sempre procurando pela supremacia, e sempre mantém o leopardo dele sob controle, como faço com o meu. Se você mostrasse um pouco de controle de si mesmo e um pouco de disciplina, nunca teria problema. Você é o culpado. Você é responsável pelo comportamento de seu gato em todos os momentos.

— Foi ela. Robert apontou um dedo para Bijou. — O leopardo dela levou o meu por diante.

Um grunhido retumbou profundamente no peito de Remy. Mostrou os dentes para Robert, mas permaneceu absolutamente imóvel. Drake era o líder, e estava seguindo o plano que havia concebido. Robert teve que declarar sua lealdade então não havia segurança de volta.

— Então você está me dizendo que é incapaz de controlar seu leopardo, não importa as circunstâncias.

A voz de Drake estava muito tranquila, calma o suficiente para enviar um calafrio na espinha de Remy. Se esse tom enviou uma mensagem para ele, não poderia imaginar o que Robert estava sentindo. Era uma pergunta que nenhum shifter queria ouvir. Se não podia controlar seu leopardo, era uma sentença de morte virtual. Nenhum shifter poderia estar em torno de seres humanos se seu leopardo mudava com humor intenso e violentas explosões o governando.

Robert balançou a cabeça. — Não. Não. Controlo meu leopardo. As circunstâncias...

— Não importa, — Drake interrompeu. — Ou você está no controle em todos os momentos ou você não está. Qual é?

— Estou no controle, — admitiu Robert apressadamente. Estava preso e sabia disso. Estava de frente para a vida ou a morte e não estava de fora.

— Você estava bêbado e permitiu seu leopardo sair quando você não estava cem por cento, — Drake acusou. — Você é totalmente responsável, não Bijou, não Remy e certamente não o leopardo. Você me desafiou e foi atrás de uma fêmea reivindicada. Querendo ou não ela acasalou com quem escolheu, estava fora dos limites e deveria ter estado sob sua proteção.

Robert não disse nada, mantendo-se duro em sua cadeira, claramente aterrorizado quando Drake estabeleceu as acusações contra ele.

— Ontem à noite no clube, uma fêmea leopardo do nosso covil foi ameaçada e todos os membros presentes, com exceção de você pularam para protegê-la. Uma das nossas leis mais sagradas é proteger nossas mulheres e nossos filhos. Estou esperando uma explicação. — A voz de Drake era mais baixa do que nunca, e que o fez parecer ainda mais letal.

Robert abriu e fechou a boca várias vezes, parecendo um peixe ofegante no ar. O suor escorria na testa. — Estava com meus amigos...

— Para esclarecer, — Drake interrompeu. — Estes são os amigos que estavam assediando uma de nossas mulheres.

— Não sabia que era uma das nossas. — Robert mentiu.

A sala tremeu com a força do rugido de Drake. Saltou a frente e atingiu o rosto de Robert, mas na mão dele estava uma grande garra e a navalha afiada rasgou o rosto de Robert. Deixando quatro marcas distintas com os arranhões e sangue jorrando.

Robert gritou e se encolheu para trás em seu assento. Bijou escondeu o rosto contra Remy. Podia senti-la tremendo mais do que nunca. Bijou se preparou para permanecer na sala e aprender o máximo que podia sobre as leis leopardos. Precisava disso, possuía coragem.

Saria gentilmente colocou a mão no ombro de Bijou em um gesto de camaradagem como se tentasse dizer a ela para confiar em Drake. Olhou para Saria, grato pela forma que leu os sentimentos de Bijou. Drake estava assustando a porcaria do Robert de propósito. Para Remy não restava dúvida de que, se Robert dissesse mais mentiras, a retaliação seria rápida e dolorosa, essa era a lei deles.

Bijou não possuía irmãos. Não cresceu no ambiente que Saria cresceu. Conhecia sobre deboche e negligência. Conhecia o que o álcool e as drogas poderiam fazer a um homem. Mas nunca teve experiência de violência real, não como os leopardos eram capazes. Remy não conseguia tirar os olhos de Drake. Seu leopardo estava pronto. Se, por qualquer razão Drake precisasse dele, precisaria responder em poucos segundos, e isso significava que não poderia ser o único a tranquilizar Bijou, não importa o quanto queria fazê-lo.

— Menti. Eu menti, — Robert admitiu, segurando o lado de seu rosto. Sangue infiltrou por entre os dedos e escorria para baixo nos braços. — Sabia que ela era leopardo. Era óbvio que em um ponto. Não queria que Jean ou Juste pensassem que possuía ligações com eles.

Lá estava, exatamente aonde Drake o vinha trazendo. Robert não estava com sua lealdade para o covil, Drake o teria desafiado em uma batalha entre leopardos e Robert certamente teria morrido. Agora precisaria responder a quaisquer perguntas que Drake ou Remy colocassem, se gostasse ou não. Drake foi cuidadoso de manter todos os temas no contexto dos negócios do covil. Isso era o que mais Remy admirava sobre Drake. Seu leopardo poderia estar enfurecido, mas sempre manteve a calma e pensava claramente através de todas as crises. Esse traço foi o que o fez tão grande líder.

— Vejo, — disse Drake. Deliberadamente, permitindo o silêncio se esticar, até Robert se contorcia na cadeira. — Vou lhe dar uma chance de se redimir. Sabemos sobre os espancamentos Robert. Quero que você dê a Remy cada detalhe. Cada pedaço de evidência que puder fornecer, qualquer coisa que vai ajudá-lo a colocar esses homens atrás das grades.

A cor drenou o rosto de Robert. Abriu a boca, mas Drake ergueu a mão para impedi-lo de falar.

— Uma chance Robert. Vou saber se você mentir. Remy vai saber se mentir. Você tem uma sentença de morte pairando sobre sua cabeça, então o que os irmãos Rousseau fizerem com você, nunca vai ser tão ruim quanto o que farei com você. Comece a falar.

Robert lambeu os lábios repentinamente secos. Imediatamente Saria saiu da sala para pegar um copo de água. Ele engoliu em seco várias vezes. — Vão me matar. Eles gostam de matar. Eles se chamam bokor, uma espécie de sacerdote vodu de magia negra. Não sei se realmente sabem o que estão fazendo, mas fazem os rituais regularmente fora no pântano e sacrifícios de animais. Gostam de cortar as cabeças de galinhas e pulverizar o sangue ao redor. Chamam de demônios. Ainda têm um crânio humano que usam para os rituais.

Confessou em uma corrida e ficou grato pelo copo de água que Saria entregou a ele , tomando-o quase de um só gole. Quase pareceu aliviado de estar falando a alguém, qualquer um. — São loucos, sabe. Mas inteligentes. Inteligentes realmente. Eles têm olhos e ouvidos em todos os lugares. — Estremeceu. — Talvez realmente têm demônios olhando para eles. Juro, são o diabo na terra.

—Planejaram a quadrilha fazendo roubos e os espancamentos dos idosos, — Remy indicou.

Robert assentiu. — Todos tivemos que participar. Não aderi sabendo no que estava me metendo. Parecia uma festa em primeiro lugar, a iniciação e tudo. Prometiam enormes quantidades de dinheiro e grandes prazeres. Ryan Cooper e Brent Underwood ambos me disseram que faria toneladas de dinheiro. Então fui com eles.

— Foi para onde? — Remy solicitou.

— Eles têm esse lugar no pântano onde realizam os rituais. — Seu corpo inteiro estremeceu, e levantou a copo à boca, sem perceber que estava vazio. — Eles me levaram lá vendado pela primeira vez. Estávamos todos bebendo e, em seguida, Jean e Juste começaram a se despir, ficaram nus, exceto por tangas. Ambos desenharam símbolos intrincados na sujeira. Ri, pensando que era tudo parte da festa até que notei que ninguém mais estava rindo e os outros olharam com medo.

Robert balançou a cabeça e puxou a mão sobre o rosto como se pudesse limpar a memória. — Cortaram a garganta de um porco e observaram sangrar, dançaram em volta e invocaram alguns demônios, e em seguida, nos pintaram com o sangue do porco. — Olhou para Remy com os olhos feridos. — Uma vez dentro, você não pode nunca sair.

— Será que Ryan Cooper queria sair? — Remy perguntou.

— Coop estava sempre falando que sairia se Jean e Juste não lhe desse um parte maior, mas era tudo conversa. Ele não queria arriscar a encruzilhada mais do que o resto do nós. Ele não queria parar com o dinheiro, mas achava que deveria receber mais do que o resto de nós, porque fez um monte de espancamentos. Brent e eu meio que ficamos para trás a maior parte do tempo. Juste e Jean gostam de machucar as pessoas e cada vez parecia piorar. Estava com medo que tivesse que matar alguém. Era quase como se tentassem superar o outro.

— Seu leopardo poderia rasgar ambos, — Drake apontou.

Robert balançou a cabeça. — Eles são demônios. O diabo. Ninguém pode pará-los. Eu os vi fazer coisas que ninguém pode fazer.

— Como é que nós não pegamos o cheiro de ninguém, nem os irmãos Rousseau nos espancamentos, — perguntou Remy.

Robert abaixou a cabeça, se recusando a encontrar os olhos de Remy.

— Você lhes disse da experiência de Charisse Mercier que mascara todos os cheiros, não foi? — Remy solicitou.

— Precisava contribuir com algo, — Robert explodiu. — precisava fazer. Não estava batendo nos idosos. E se não fizesse alguma coisa para ajudar, iriam atrás de Dion. — Olhou para seu líder. — Essa é a verdade absoluta Drake. Estava num caminho além de minha cabeça.

— Você deveria ter vindo para mim, — Drake indicou. — Você tem responsabilidade para este covil, bem como com seu irmão e a comunidade. — Não havia nenhuma simpatia na voz dele e nenhuma emoção. — O irmãos Rousseau claramente são uma ameaça à todos em sua comunidade. Não há desculpa para não vir a frente.

Robert empurrou a testa na palma da mão. — Você não os conhece. — Sua voz estava cheia de ódio e desespero. — Eles vão me matar e a Dion. Vão usar a magia vodu e matar nós dois.

— Há um estoque de artigos roubados em algum lugar, — perguntou Remy.

— No pântano aonde conduzem os rituais deles, — disse Robert. — Mas você nunca vai impedi-los Remy. Eles realmente têm pacto com os demônios, e estão protegidos. Podem fugir com qualquer coisa.

— Eles têm ido para a Europa?

Robert piscou várias vezes. Franziu a testa. — Por quê? O que isso tem a ver com alguma coisa?

— Basta responder a ele, — Drake estalou.

— Mencionaram viajar na Europa, — Robert disse apressadamente.

— Bijou é particularmente a cantora favorita de deles? Ouvem muito a música dela? Remy exigiu.

Robert assentiu. — Eles são do tipo obcecados por ela. Tocam as musicas dela o tempo todo. — Abaixou a cabeça para evitar contato com os olhos novamente. — Estavam tentando entrar na equipe que trabalha no novo apartamento dela para que pudessem colocar câmeras e talvez algumas maneiras de entrar sem ninguém saber.

Remy se virou para evitar saltar sobre o homem. Robert era leopardo. Sabia quem era Bijou. Tornou-se evidente para todos no clube, e ainda assim não veio imediatamente para denunciar uma ameaça a uma de suas mulheres. As pontas dos dedos queimaram. Suas mandíbulas doía. Estava perto, tão perto. Seu leopardo era forte e territorial. Também protetor. Toda sua vida precisou trabalhar em manter seu leopardo em cheque. Robert estava tornando isso muito difícil. Qualquer ameaça para Bijou não podia ser tolerada.

Respirou fundo várias vezes para manter controle, exalando a raiva de seu leopardo. — Entraram na equipe de trabalho? — Bijou ajudou esfregando o meio das costas dele com movimentos suaves. Podia ouvir a respiração dela, e não se alterou. Estava acostumada com ameaças, percebeu. As ameaças foram uma ocorrência diária para ela. Por isso não foi às autoridades quando o comportamento de seu perseguidor ficou mais agressivo. Estava muito acostumada com ameaças.

— Ainda não, — respondeu Robert. — Mas foram arranjar um acidente de modo que o contratante fique com falta de pessoal.

Tom e Ryan vão supostamente ajuda-los com isso.

— Tom Berlander? — Remy adivinhou.

Berlander saia com Ryan Cooper e Brent Underwood, bem como os irmãos Rousseau, por isso foi bastante fácil adivinhar, mas Remy queria a identificação clara de Robert.

Robert assentiu. — Ele ficou muito violento, junto com Ryan. Brent tem recusado a ir, tanto quanto possível. Ele mesmo alegou que está doente, quando devíamos ir a um lugar. — Suspirou e abanou a cabeça, caindo um pouco mais. — Não sei como você vai pegar Jean e Juste. Ninguém pode pegá-los. Trabalham nas casas e as pessoas para quem trabalham gostam deles. Nunca suspeitariam deles. Deixam suas impressões em todos os lugares de propósito. Os casais de idosos iriam ao tribunal e diriam o quanto são maravilhosos. Jean e Juste realmente trazem os mantimentos e pegam os medicamentos o tempo todo rindo, sabendo que vão roubá-los e espancá-los.

O estômago de Remy apertou. Quanto mais ouvia, mais queria que seu leopardo conhecesse os irmãos Rousseau no pântano.

— Você sabe se são os únicos a cometerem esses assassinatos e colherem os ossos? — perguntou Remy.

Robert franziu a testa, mantendo-se em silêncio, pensando claramente sobre o assunto. Por fim, encolheu os ombros. — Não sei, mas têm ossos humanos lá no pântano. Eu os vi. — Olhou para Remy, a honestidade no rosto dele em sua voz e olhos. — Se fizeram, nunca se arrependeriam. Gostam de ver animais sofrendo e a vida desaparecer deles. Como batem nos idosos sabendo que tiveram confiança neles. Realmente viajam na companhia de demônios, assim como reivindicam, e uma vez que você faz um pacto com eles, mesmo se estava bêbado e não quis fazer, você nunca pode estar livre deles.

— Foi por isso que você começou a beber muito Robert? E as drogas? Para viver com as coisas que estava fazendo? Você sabia que estavam errados, disse Remy.

Robert acenou com a cabeça, apertando os dedos nos olhos, balançando a cabeça. — Entrei muito fundo Remy. Não havia para onde ir.

— Isso é besteira Robert, — Drake rosnou. Começou a andar para trás e para diante. — Você é um membro deste covil. Não há desculpa para não me informar sobre o que está acontecendo em nosso território. Disse que ameaçaram seu irmão. Ele é um membro e sob a minha proteção. Você sabia que deveria vir a mim. Se ouvir outra mentira saindo de sua boca, vou arrancar sua cabeça maldita fora e danem-se as consequências.

Robert empurrou para trás em sua cadeira, seu rosto quase paralisado de medo. — Poderia começar com as drogas a qualquer hora que quisesse. Drogas, álcool, mesmo as mulheres. Ryan estava em algo com Juste e Jean na articulação com strip onde trabalhou e as mulheres fizeram tudo o que ele disse. Possuía dinheiro e quase qualquer outra coisa que queria e só pensei que estava mantendo Dion seguro.

— Você está dizendo que os irmãos Rousseau estão também no ramo da prostituição? — Remy exigiu

— Não. Não. — Robert balançou a cabeça. — Ninguém as paga. São strippers. Fazem o que Jean e Juste dizem para fazer.

— Por medo? Fazem ameaças aos irmãos das mulheres?

Robert se contorcia. — Não quero falar sobre isso. São apenas strippers. Nunca pago por sexo. Podem pular fora se quiserem, dizem.

Saria suspirou e fez um grunhido suave na parte de trás de sua garganta. Seu olhos escuros cor de chocolate estavam quase dourados, um mau sinal.

Os dedos de Bijou afundaram nas costas de Remy. Sentiu o tremor, mas não com medo, mais com raiva. A respiração dela estava quente na parte de trás do seu pescoço e só por um momento, a pele roçou a sua exposta. Ela respirou fundo, puxando seu leopardo de volta, colocando-o sob controle.

Remy estava orgulhoso dela. Sabia que Saria conseguia segurar seu leopardo, mas Bijou era nova no mundo dos leopardos, e ainda assim instintivamente exercia o domínio sobre seu gato. A tensão estava alta na sala. Os leopardos machos vieram imediatamente abaixo da superfície do seu humano homólogo, enfurecidos com o choramingo do homem que agia como se fosse perfeitamente correto forçar uma mulher a fazer seu lance simplesmente porque trabalhava como uma dançarina exótica.

— Vamos falar sobre isso, — Remy retrucou com a voz estranhamente rouca. — Quer você goste ou não. As mulheres que trabalham em clubes não tem que ter sexo com os homens, porque exigem. Elas têm o direito de dizer não. Por que você pensaria de outra forma?

Drake rondava acima e abaixo da sala, enrolado e pronto. Atirou em Robert um olhar quase dourado. — Tenha muito cuidado com a mentira Robert. Já gastei minha paciência com você.

Robert se encolheu em sua cadeira, sua cara ficou pálida. — Não é como se tivéssemos muitas mulheres por aqui, e as que temos são reivindicadas. Essas strippers esperavam ser postas para fora. Fazem parte do território.

— Como conseguiram que as meninas cooperem? — Remy persistiu.

— Uma garota Candy Jacobson, se recusou quando Ryan tentou transar com ela no beco. Ela até deu um tapa no rosto dele. Juste a espancou. Queria que as outras meninas vissem o que aconteceria se disserem não. Fez que as outras a vissem, depois a levou para o quarto dela e, em seguida, ela desapareceu. Contou a todos que deixou a cidade, mas... — Interrompeu, sacudindo a cabeça e olhou para Remy com medo.

— Você acredita que está morta, — Remy sugeriu.

Robert assentiu. — Brent e eu fomos para o pântano na manhã que desapareceu. Jean e Juste mantinham o esconderijo de drogas ali e ambos estavam machucados. Não era suposto ser um trabalho naquela noite. Nenhum de nós quis ir e pensamos que se ficássemos perdidos, seria mais fácil.

— E então? — Remy insistiu rangendo os dentes.

— Os irmãos estavam com alguma coisa pesada e enfiaram debaixo d’agua. Tivemos um vislumbre de material vermelho. Candy estava vestida com uma camisola vermelha em sua cama quando Juste e Jean trouxeram as outras meninas para vê-la.

— Sabia que mataram a mulher e ainda assim não veio nos contar? — Remy exigiu.

— Você realmente é um ser humano inútil e um leopardo ainda pior, — Drake rosnou.

— Não sabia ao certo, — Robert defendeu sua atitude. — Não estava prestes a tentar acusar qualquer um dos Rousseau por colocar algo na água.

Remy sentiu Bijou pressionar seu rosto contra suas costas. A raiva havia desaparecido, e foi substituída por algo completamente diferente. O medo possuía um cheiro distinto e Bijou estava com medo. Seu mundo era escuro e violento. A maior parte do tempo viveu nas sombras. Seguia assassinos e passava o tempo olhando para cenas de crime. Bijou viveu deforma muito diferente. Estava muito sozinha, mas em algumas maneiras estava protegida do mundo. Em turnê estava com uma equipe de guarda-costas para vigiá-la.

Sendo recentemente introduzida ao mundo de leopardos devia estar um pouco assustada. Robert não era exemplo de quem eram, precisava saber isso, mas a raiva em Remy e Drake era tangível e isso parecia assustá-la. Como se não bastasse, precisava considerar se ou não queria viver em um mundo onde as regras eram matar ou ser morto. Cometer um erro e a lei da floresta caia em sua cabeça. Robert estava em uma sentença de morte, e não era só conversa. Quanto mais a extensão do que revelou e sua atitude em relação aos crimes que cometeu era pior para ele. Um leopardo não poderia ser preso por muito tempo. Os resultados seriam catastróficos. Para proteger seu covil e todos de sua espécie, um maçã podre como Robert deveria ser tratada imediatamente e permanentemente.

Remy queria confortar Bijou, mas não havia nenhuma maneira de fazer isso. Olhou sua irmã. Havia lágrimas nos olhos dela. Sabia que Robert havia cavado seu próprio buraco profundamente. Robert e Dion sempre foram seus amigos. Deveria estar perguntando como poderia afundar tão baixo tão rápido.

Leopardos não toleravam drogas ou álcool. Na maioria das vezes nenhum dos shifters se incomodou porque era realmente necessário suprimir seu leopardo para sentir os efeitos, e levava muito tempo. Robert escolheu claramente drogas e álcool a seu próprio leopardo, outro maior pecado em seu mundo.

— Robert, — Remy disse em voz baixa. Manteve-se uma respiração profunda para acalmar seu próprio leopardo em cheque. O animal era difícil no melhor dos tempos e, agora, queria reinar livre para cuidar do que considerava um traidor de seu povo.

— Você vai me levar ao local. Não quero um argumento então apenas não se incomode em protestar. Sabe que os irmãos Rousseau são capazes de matar. Acha que Jean e Juste poderiam ter matado Pete Morgan? — Remy perguntou severamente.

—Não sei. Pensei sobre isso. Brent e eu até falamos sobre isso. Deveríamos nos encontrar com eles naquela noite, mas não apareceram. Juste teve um desentendimento com Morgan algumas noites antes. Ouviu que Bijou havia perguntado por um guia para o pântano e alguém recomendou Pete Morgan. Juste confrontou Morgan porque de acordo com Juste e Jean, ele não tinha nada que agir como guia. Pete era uma pessoa sem importância e pescador, e não queriam que ele...

Drake saltou passando Remy, em alta velocidade e movimento, as garras roçando outro lado do rosto de Robert, furioso que Robert sabia que Saria e qualquer outra guia no pântano poderiam estar em perigo por causa dos irmãos Rousseau, e não veio contar. Robert esquivou, tentando se encolher para trás na cadeira, mas Drake foi muito rápido e ele foi um segundo mais lento. O sangue escorreu do outro lado de seu rosto e para sua camisa em quatro pequenos fluxos.

Bijou estremeceu, torcendo os dedos mais forte na parte de trás da camisa de Remy. Fez um som suave de pura angústia em sua garganta. Remy queria se virar e abraçá-la, segurá-la junto ao seu coração, protegê-la de todo o resto. Passou o braço por trás dele para roçar seus dedos no braço dela, uma pequena carícia reconfortante. Foi o melhor que pôde fazer nessas circunstâncias.

— Estavam expandindo seus negócios e queriam dinheiro de qualquer um que guiasse no pântano. Pete riu deles e recusou-se a pagar, — Robert uivou. — Isso não foi ideia minha. Disse a eles que qualquer um que morasse e trabalhasse em torno da baía ou dos pântanos pagariam, mas não quiseram ouvir. Disseram que tudo o que precisava era de um ou dois bons exemplos e todos entrariam na fila.

— Então, você sabia de tudo isso e ainda assim ficou quieto. Saria é guia de turistas, — Remy apontou. — Minha irmã. A esposa de seu líder, e sua amiga.

— Eles não ameaçaram Saria, — Robert negou. — não ameaçaram.

— Você vai escrever isso tudo e em seguida vai nos levar ao pântano onde realizam estes rituais, — disse Remy. — Não se preocupe Robert. Você apenas quebrou todas as leis que temos. Estou falando de pegar esses dois, e você vai me ajudar a fazê-lo. Quero pegá-los pelos ataques e espancamentos. Mesmo que não possa provar que mataram Pete Morgan e Ryan Cooper, vou tê-los atrás das grades, o que me dará mais tempo para encontrar a evidência de terem cometido os assassinatos, se cometeram.

— Vamos logo que escurecer, — Drake disse. —Três de nós vai entrar para descobrir as provas e ver o que está lá. Vou querer seus irmãos Remy para ficarem de guarda aqui. Vamos ter que trazer Dion de volta e colocá-lo sob nossa proteção. Confio em nossos leopardos para guardá-lo. Ele não vai gostar, mas isso é muito ruim.

— Você sabe que preciso prender Robert, — disse Remy.

— Não! — Robert quase pulou para fora da sua cadeira. — Você não pode trancar um leopardo. Você sabe disso. E Juste e Jean encontrão uma maneira de me matar, — acrescentou.

— Você não receberá um passe de presente, — Remy disse. — Você se juntou a uma gangue que bate em idosos e os roubam. O promotor vai fazer um acordo com você, mas precisa enfrentar isso. Vou fazer o meu melhor para mantê-lo fora da cadeia, e se você precisar estar lá, Terá sua própria cela.

— Você não pode deixá-lo me levar, — Robert apelou para Drake. — Você sabe que os irmãos Rousseau vir até mim se souberem que os delatei.

— Disse que chegariam até você, não importa o que, — Drake lembrou. — Que não são inteiramente humanos. Você não pode ter as duas coisas Robert, você procurou isso. Teve opções o tempo todo e escolheu o caminho mais fácil. Fique de pé. Nós vamos cuidar disso e fazer o controle de danos o máximo possível.

— Gage, — disse Remy. — Tenha alguns de seus homens mantendo um olho em Brent Underwood e Tom Berlander. Certifique-se que mantenham à distância. Nós não queremos que suspeitem​, ou pior, que os irmãos Rousseau desconfiem.

— Não há problema, — Gage concordou. — Considere feito.

— Vamos ficar longe dos irmãos por agora, — Remy decidiu. — Provavelmente estão se vangloriando sobre terem me enganado no interrogatório. Mais uma vez, imaginam que enganaram a polícia. Quero que se sintam todos felizes, alegres e entusiasmados. Não queremos que corram.

— E se puserem a cabeça no pântano enquanto você está lá fora, — perguntou Gage.

— Vão encarar os leopardos e não vai ser bonito, — Remy disse, seu tom implacável.

Bijou deixou cair os braços para os lados e se afastou dele. Ele se virou para enfrentá-la. Parecia ferida e talvez um pouco doente. — Estes homens soam perigosos Remy, — sussurrou.

Pegou a mão dela e a puxou, deslizando sob seu ombro e caminhando para fora da sala, longe de Robert e do fedor da loucura. Ela não precisava ver o lado corrupto dos leopardos, não quando aprendeu sobre sua herança recentemente. Como qualquer coisa, havia boas e más.

Não queria falar com ela na frente de Robert, ou qualquer outra pessoa daquele problema. Era intensamente privado e não gostaria que ele a consolasse em frente dos outros. Ele a levou para a cozinha e, logo que a porta se fechou atrás deles, a segurou e inclinou o queixo para que pudesse ver os olhos dela.

— Sinto muito por tudo isso.

Por um momento ela ficou em silêncio, pressionando os lábios. Finalmente assentiu. — Realmente nunca pensei sobre os tipos de coisas que você tem que ver quando está trabalhando. Ou os tipos de pessoas que precisa se associar.

Envolveu sua mão ao redor da nuca dela, um pouco chocado com sua aflição, era mais por ele do que por ela. — Não acho que é muito diferente das pessoas que você precisou se associar quando criança Bijou.

— Eram autoindulgentes e permissivos, mas não acho que machucariam e estuprariam mulheres e ninguém assassinou ninguém, — protestou. — Poderia ser negligente e me envergonhar pelo comportamento, mas nunca precisei lidar com as coisas terríveis, horríveis que você vê.

— Sinto muito, — disse novamente. Acariciou a bochecha dela com a ponta de seu polegar. — Blue sei que temos muito para falar e continuo pedindo para esperar por mim, mas preciso que entenda. Não posso deixar esses homens correndo soltos. Mesmo que não mataram Pete Morgan e Ryan Cooper, isso é perigoso e preciso tirá-los da rua.

— Claro. Não há dúvida disso, — Bijou disse, franzindo a testa para ele.

— O ponto é, vou trabalhar a noite toda e talvez toda manhã.

— Percebi isso por mim mesma. Remy não sou um bebê, e certamente não sou alguém que precisa estar com um homem a cada momento. Sei o que você faz. Não fazia alguma ideia de como era horrível para você, mas estou ciente que é um detetive da homicídios. Não estou prestes a desmoronar porque você precisa trabalhar.

Estava hesitante sobre isso, mas segurou o rosto dele com a palma da mão. — Posso ter medo de você. Isso é algo fora do meu controle, mas estou começando a perceber que você é um homem perigoso e talvez você possa cuidar de si afinal. — Ela lhe enviou um leve sorriso.

Abaixou a cabeça e a beijou, precisando do gosto dela. Precisando saber que não iria se afastar. Nunca pensou que precisaria de uma mulher do jeito que precisava dela. Frequentemente se lembrava que não voltou durante muito tempo, que mal a conhecia, mas de alguma forma ela encontrou seu caminho dentro dele e estava estampada em seus ossos. Queria dizer a si mesmo que era o leopardo, mas temia que o leopardo tivesse pouco a ver com isso agora.

Ela se inclinou, sua boca moveu sobre a dele, com os braços delgados deslizando por cima para dar a volta no pescoço dele. Seu beijo começou suave, mas uma vez que os lábios se moveram contra os dele e sua boca abriu para ele, era como se fogo derretido derramasse dele para ela. Não houve interrupção, nenhum pensamento, apenas o corpo de sua mulher se movendo contra o dele, seu calor penetrando em seus poros e o gosto mergulhando em seus ossos.

— Você vai me esperar? — perguntou.

— Disse que sim, — ela murmurou contra seus lábios.

Ele a beijou novamente, uma carícia difícil para resistir. Sua língua emaranhada e dançando com a dela. — Não quero fique com alguma ideia sobre aquele francês, — acrescentou. Beijou mais e mais.

— Francês ? — perguntou baixinho.

Levantou a cabeça, um leve sorriso no rosto dele. — É minha mulher. Esqueça esse artista podre de rico, delicado, muito talentoso. O que poderia ter que não tenho?

— Não posso imaginar, — disse sorrindo para ele.

Notou que ela não disse que ficaria em casa se não chegasse em tempo ou tivesse que trabalhar na noite seguinte, não podendo ir a exposição na galeria.

 

Bijou se vestiu cuidadosamente para ir a exposição dos trabalhos de Arnaud Lefevre na galeria. Ele sempre se vestia muito elegante, seus ternos impressionantes e sua conduta impecável. Movimentava-se em um mundo muito diferente de Remy. Viveu tanto tempo como Arnaud que se vestir era sua segundo natureza. Tapetes vermelhos, câmeras e a roupa certa era um modo de vida.

Gostava de seus jeans e roupas casuais, mas havia algo surpreendente sobre rebolar em um vestido de um designer, um que cobria as costas e braços para esconder todas as evidências de suas noites sexuais loucas com Remy. Arrumou seu cabelo em um penteado elegante e colocou a maquiagem com cuidado. Saltos agulha e brincos longos de safira completavam o visual, fazendo-a se sentir muito feminina.

Remy. Suspirou e se olhou no espelho. Aparentemente, haviam rasgado o pântano à procura de provas, e levaram toda a noite e mais todo o dia para completar a busca. Encontraram o que restava de três corpos, todas as mulheres ancoradas na água. Uma foi a dançarina que Robert falou.

Remy parecia cansado quando falou com ele ao telefone. Não podia imaginar o que isso fazia com ele vendo coisas horríveis, muitas vezes precisando lutar. Sua voz estava baixa, quase tão calma que mal podia ouvi-lo, mas havia sofrimento pelas mulheres. Tristeza e culpa. Elas viviam onde trabalhava e não soube, não as salvou.

A equipe forense reuniu os ossos humanos e um crânio humano, bem como todos os tipos de produtos roubados dos lares dos idosos. Remy estava certo que as impressões e sangue coincidiriam com os irmãos Rousseau. Esperava que os ossos humanos fossem amarrá-los aos assassinatos de Pete Morgan e Ryan Cooper, mas definitivamente estava com provas suficientes para prendê-los por roubos e espancamentos. Remy tinha certeza de que poderia contar com Brent Underwood para testemunhar contra eles. Com o testemunho de Robert, Remy acreditava que poderia evitar que os irmãos obtivessem fiança, dando a ele mais tempo para encontrar provas contra para conectá-los aos outros assassinatos.

Tocou o brinco, os dedos acariciando a pedra brilhante. Queria ver Remy, segurá-lo perto e aliviar sua mente um pouco. Em vez disso, ele trabalharia a noite toda e ela aliviaria a sua num passeio, indo a exposição de Arnaud.

Talvez encontrasse algo especial na galeria para Remy.

— Você está pronta Bijou? — perguntou Saria, enfiando a cabeça pela abertura porta.

Bijou sorriu para ela. — Você está bonita Saria. Sabia que o vestido ficaria perfeito em você. Drake está incrivelmente bonito?

Saria assentiu. — Sim, está. Quando o homem decide se vestir tira meu fôlego.

Bijou soltou uma gargalhada. — Aquele homem tira seu fôlego o tempo todo, e estou apostando ainda mais quando não está vestido.

O rubor subiu nas bochechas de Saria. — Ok, vou admitir que é verdade, mas não diga a ele. Sério, já está convencido que sou louca por ele. — Fez um som nem um pouco chateada com isso, de fato, parecia muito feliz. — Você está tão incrível Bijou, — Saria acrescentou. — Cada vez que vejo você, seja no jeans ou vestindo seus vestidos, fico sempre chocada com o quanto realmente é linda.

— Obrigada minha amiga. — Bijou deu a ela uma pequena reverência. — Você sempre aumenta minha confiança. Você já foi a uma exposição de Arnaud? Muita imprensa. Ele é muito famoso, os críticos e muitos compradores ricos vem em massa. —Sabia que parecia orgulhosa dele, isso não poderia ajudar. — Realmente é um gênio quando se trata de seu trabalho. Algumas de suas esculturas estão em exposição no Museu do Louvre. Isto é uma realização incrível.

— Pobre Remy, — disse Saria, um sorriso atrevido no rosto. — Se ver você com esse vestido e pendurada no braço do francês quente ficará completamente detonado.

— Não, não vai, — Bijou negou. — Disse a ele o que estava fazendo e estava bem com isso. Sabe que sou amiga de Arnaud.

— Saber e gostar são duas coisas diferentes, — Saria apontou. — È muito territorial quando se trata de você. Sempre foi. Ninguém podia dizer algo sobre você, mesmo quando era uma adolescente que ficava chateado.

O coração de Bijou saltou. — Umm querida. te amo, realmente amo, mas Remy ficou ausente a maior parte do tempo quando éramos adolescentes.

— Na maioria das vezes, mas me visitava uma vez ou outra e sempre perguntava sobre você e o que estava fazendo. Gage e os meninos pensavam que você fosse um pouco metida e Remy não gostava disso.

— Todos pensavam que era metida exceto que você, — disse Bijou.

Era estranho como as memórias daqueles dias ainda doíam. Sabia que era parcialmente culpada. Não queria que alguém soubesse o quão terrível seu pai, seus companheiros de banda e o grupo realmente eram. Ficava envergonhada pelo comportamento deles. Não se atreveu a levar uma amiga ou professor em sua casa por medo de Bodrie seduzi-los, o que é claro, fez mais de uma ocasião. Sempre era a culpada quando se recusava a ver a pessoa novamente, não Bodrie.

— Remy nunca pensou que você fosse arrogante, — Saria negou. — Sempre parecia ser o seu mais ferrenho defensor.

Bijou tentou não reagir a divulgação de Saria, mas foi bom saber que Remy se lembrava dela, mesmo durante sua adolescência. Ela se sentia muito sozinha durante esse tempo. Apenas Saria nunca realmente deixou de ser sua amiga. Saria não tinha vontade de conhecer Bodrie. Entendia o conceito de crescer por si própria. Seus irmãos foram criados, principalmente fora de casa e seu pai ficava bêbado a maior parte do tempo. Parecia natural que gravitassem uma em direção a outra.

Foi a primeira vez em sua vida que experimentou a verdadeira amizade. Ficou desconfiada a princípio, não confiava nos motivos de Saria, mas Saria era tão tranquila, desaparecia por dias no pântano. Nunca forçou a amizade, nunca tentou se empurrar para cima dela. Encontrou-se atraída pela garota que parecia ser o oposto dela. Saria era uma criança selvagem, desafiadora e independente. Bijou sempre tentou encaixar e não ser notada.

Saria não se importava com o que os outros pensavam dela, enquanto Bijou parecia ficar facilmente ferida pelas coisas que seus colegas de classe, professores e a imprensa diziam.

—As duas senhoras estão prontas? — Drake perguntou e depois parou, assobiando. —Consegui sair com as duas mulheres mais bonitas em Nova Orleans.

Saria sorriu para ele. Deslizou sua mão na dobra do braço dele. — Você está muito bem Drake Donovan.

Bijou tomou o outro braço oferecido. — Tenho que concordar com Saria. Você está incrível Drake.

Ele lhe deu um sorriso. O olhar muito diferente do homem que ontem estava caminhando grunhindo e acertou as garras sobre o rosto de Robert Lanoux. Ninguém jamais suspeitaria que Drake era nada além de um cavalheiro. Quando olhava para Saria, suas características amoleciam, seus olhos reluziam amor e não havia nenhum vestígio que fosse um animal perigoso, letal.

Bijou foi pega fascinada por esse olhar. Ela o reconheceu no rosto de Drake, nos olhos, na expressão dele, então por que não o reconheceu no rosto de Remy? Memorizou todos os ossos, a forte mandíbula dele, todo aquele cabelo escuro exuberante caindo de forma tão descuidada em seus incríveis olhos verdes. Às vezes, só de olhar para ele a fazia se sentir como se estivesse em queda livre de um penhasco, e longe demais para salvar si mesma.

Mas esse olhar que estava vendo no rosto de Drake, a intensidade quando olhava para Saria, estava lá no rosto de Remy quando olhava para ela. Por um momento o fôlego correu para fora de seus pulmões e ficou ali, congelada, incapaz de se mover, chocada com o milagre que estava a sua frente o tempo todo.

— Bijou? — A voz de Saria soou distante. — Você está bem?

Remy realmente estava em um novo território. Ele não possuía uma dica mais do que ela. Bem, isso não era totalmente verdade. Possuía muita experiência, obviamente, em áreas que ela não, mas as emoções eram tão novas para ele como para ela.

— Estou bem, — respondeu. Seu coração se sentia mais leve do que esteve em anos.

— Remy vai tentar se juntar a nós hoje à noite? — Perguntou Drake.

Havia um toque de riso na voz dele, como se estivesse brincando com ela. Fez o melhor para olhar severamente. — Duvido. Está sobrecarregado no trabalho e não foi para a cama em mais de vinte e quatro horas. Se tiver esse tempo vai dormir.

Drake cutucou Saria. — Remy vai dormir enquanto Bijou está vestida nesse vestido justo muito lisonjeiro, e pendurada no braço de outro homem. Só por curiosidade, quer fazer uma pequena aposta sobre isso?

Bijou riu. — Não estou prestes a colocar dinheiro nisso, em adivinhar o que o homem pode ou não. Ele é imprevisível.

Drake acompanhou as duas mulheres escadaria abaixo e para o carro. — Se há uma coisa que sei sobre Remy, é ser previsível quando se trata de você Bijou. Nunca se engane. Ele não vai deixar você sozinha com outro homem.

— Sabe que Arnaud é apenas um amigo.

Drake gemeu quando abriu a porta para ela. — Porque as mulheres insistem em dizer isso?

Bijou deslizou para dentro do carro, com grande dignidade. — Porque as mulheres evoluíram, e podem ser amigas dos homens que não são amantes.

Drake bufou seu escárnio quando abriu a porta para Saria. — Estamos falando de leopardos em primeiro lugar, e somos muito territoriais e, por outro, os homens não evoluíram e não vão.

Saria e Bijou riram enquanto Drake caminhou ao redor do carro, parecendo mais leopardo que o ser humano quando se mudou com sua graça, e leveza costumeira. Riram mais forte à medida que bateu com a porta e ligou o carro.

— Espero que seu temperamento não seja tão ruim como seu modo de pensar sobre homens e mulheres sendo amigos, — disse Bijou.

Olhou para ela através do espelho retrovisor. — Pobre mulher. Você não tem ideia sobre o homem, não é? Você provavelmente está sofrendo com a ilusão de que ele é um doce.

— Ele é doce, — Bijou professou.

— Remy tem o temperamento mais abominável que qualquer um de nós leopardos. E quando se trata de você, do jeito que olha o que for, não há homens que queiram ser seu amigo. São todos os rivais.

Bijou balançou a cabeça. — Acho que vocês culpam seus leopardos por todos seus absurdos.

Saria desatou a rir de novo. Cutucou o marido. — Ela tem um ponto ai. Remy ama responsabilizar o leopardo quando fica todo mal encarado.

Drake deu de ombros. — Vão em frente, vocês duas, mas aviso, nenhuma de vocês colocarão seu dinheiro contra mim. Remy vai aparecer.

As luzes da galeria brilhavam na garoa leve, a música soando ao longo da rua e risos quando se dirigiram para a exposição de Arnaud.

Bijou ficou satisfeita ao ver a galeria como esperava. Arnaud era mundialmente conhecido, suas esculturas consideradas as maiores no mundo moderno.

Ela viu seu empresário e o homem que de alguma forma se tornou sua sombra em multidão, bem como alguns dos homens que reconheceu como seus guarda-costas no clube. Sabia que eram leopardos. Joshua Tregre e Elijah Lospostos, dois homens que sabia que Drake ou Remy designaram para vigiá-la. Como se isso não bastasse, avistou dois dos irmãos de Remy elegantes em seus ternos, fingindo beber enquanto se misturavam com a multidão. Não havia nenhuma pretensão sobre comer, notou com uma pequena risada.

Arnaud estava ao lado, uma bebida na mão, parecendo mais elegante do que o habitual em um terno preto e uma camisa branca. Virou-se quando entrou, erguendo a bebida em saudação, e gerenciou um sorriso quando veio em direção a eles.

Ele se inclinou para roçar um beijo contra o rosto dela. — Graças a Deus que você veio, Bijou. Sabe como desprezo pequenas conversas. — Pegou a mão dela e colocou na curva de seu braço. — Você me salvou. — Uma vez que estava com ela firmemente ancorada ao seu lado, sorriu para Drake e Saria. — Obrigado por trazê-la. Isso estava se tornando um pesadelo. Não sou bom com as pessoas, apenas minha arte, e estas exposições podem ser excruciantes.

Drake balançou a cabeça, franzindo a testa um pouco quando Arnaud largou a bebida e colocou a palma da mão sobre a mão de Bijou. — Posso entender. Não sou o melhor com qualquer pessoa. Gosto de ficar em segundo plano.

Arnaud voltou-se para ele como se pela primeira vez, Drake pegou o interesse dele. —Você é casado com a amiga de Bijou, disse, e estendeu a mão.

— Drake Donovan, — Drake cumprimentou. — Minha esposa Saria.

— Sinto muito Arnaud. Somos amigos por tanto tempo que não me ocorreu que não conhecesse Drake e Saria, — disse Bijou. — Acho que esqueci completamente minhas maneiras.

— Você está perdoada, desde que você passe toda a noite conversando e me faça parecer bom, Arnaud respondeu, mais uma vez cobrindo a mão dela com a dele. — Espero que se divirtam. Precisamos fazer as rondas.

Arnaud não esperou por uma resposta, esquecendo tudo sobre eles, levando-a por um caminhou sobre a sua mais recente escultura, uma cachoeira de um metro e meio de cor e textura de tirar o fôlego. — O que você acha dessa peça? Nunca ficam do jeito que esperava. Como estou trabalhando assumem uma vida própria.

A peça foi intitulada “Dando Volta”. Os críticos deram à escultura comentários excitantes, vários atribuíram a peça para “o que se sente apaixonado.”

Bijou estudou a cachoeira de todos os ângulos como sabia que Arnaud preferia antes que lhe respondesse. Realmente capturou gotas individuais, bem como a sensação de água correndo sobre um penhasco. Olhando de perto, poderia ver mais do que a água. Imagens começaram a emergir por baixo e no escoamento de ondas de água.

Em transe, se aproximou. A imagens apareciam e desapareciam de acordo com a luz que iluminava a escultura e em qualquer direção que estava olhando. Estudou a imagens, tomou seu tempo, sabendo que Arnaud apreciava uma inspeção minuciosa antes de pronunciar um comentário. Ele ficou em silêncio enquanto se movia para trás e para frente, tentando capturar cada aspecto .

Parecia uma tarefa impossível, encontrar tudo o que moldou dentro da água. Cada vez que pensava que havia encontrado tudo, quando se movia, outra coisa se revelava. — Isto é surpreendente Arnaud. Incrível. Não sei como consegue fazer isso. É uma das coisas mais bonitas que já vi. O estranho é que, quanto mais olho, mais bonito se torna.

— O que acha que estou tentando dizer?

Esse sempre foi o momento mais difícil. Arnaud fazia declarações com suas esculturas. Não se importava que os críticos entendessem errado, mas era importante para ele ter a visão dela, porque foi uma das poucas pessoas que autorizou a entrar em seu pequeno círculo de amigos. Caminhou em torno da escultura mais uma vez.

— Não se trata de paixão, — Bijou disse. Olhou para ele. — Pelo menos, não é o que isso me diz. Todas as gotas são individuais até que atinge o meio da cachoeira e, em seguida, se misturam, revelando toda a face vertendo sobre o penhasco e fluindo ao fundo na piscina. Quando olho para isso, vejo a vida no universo, o modo como cada forma de vida é uma jornada individual quando estamos em queda livre. Nos reunimos de volta no universo... mordeu o lábio. — Não estou dizendo isso muito bem Arnaud, mas para mim é uma confirmação do universo, da vida e da morte. Isso é o que vejo quando olho para esta peça.

Um lento sorriso iluminou o rosto dele por um breve momento e, em seguida, desapareceu. Você sempre me pega Bijou. Acredito que todos estamos em queda livre no mundo e, em seguida, o universo nos absorve de volta para ele de uma forma ou outra, e voltamos à ele.

— Não importa o que isso significa para os outros Arnaud, e isso é a verdadeira beleza da arte, todos enxergam o que precisam ver, esta escultura é verdadeiramente maravilhosa.

— É a minha favorita todas.

— Você apenas não faz rosto como todos esperam, —observou. Havia a curva de cabelo, uma boca perfeita, animais e plantas, pecas e peças de vários seres vivos capturados em sua escultura.

— Nossa forma de vida compartilha o planeta com milhões de outras, — ele disse. — E então todos nós voltamos ao pó para alimentar a Terra.

— Não sei se isso é bonito ou terrível, — disse Bijou.

— É claro que é bonito. A nossa forma de vida é bonita, mas nem sempre os que habitam a forma são. Acontece que você é um ser muito raro Bijou. — Olhou ao redor da sala lotada, as pessoas em dezenas de conversas, saboreando vinho caro e champanhe, comendo hors d'oeuvres[19] das bandejas servidos pelos garçons. — Acho que encontrou alguns amigos que se parecem muito com você.

Fez uma pausa, forçou um sorriso e acenou para várias pessoas, cumprimentando-as. Bijou imediatamente assumiu por ele, conduzindo a conversa, aliviando-o ocasionalmente. Colocou a mão dele para trás na curva de seu braço, um pequeno movimento, usando o código entre eles. Quando Arnaud precisava de um pouco de espaço entre a multidão reunida em torno deles, pressionava sua palma firmemente sobre a mão dela e ela encontraria uma desculpa para se moverem graciosamente, dando-lhe espaço para respirar.

As duas horas seguintes passaram falando com casais, grupos e fãs individuais do trabalho de Arnaud, todos ansiosos para comprar uma de suas esculturas famosas ou um menor item da seção de joias raras. Percorreram juntos a sala, Bijou se certificou que ninguém se sentisse menosprezado. Eram todos potenciais clientes, e muitos eram compradores habituais, milionários e até dois bilionários examinando profundamente a arte. Não só conseguiram falar com Arnaud, mas tiveram mais do que o prazer de conversar com a celebridade ao lado dele.

A música se tornou um sonho e a pequena pista de dança ficou lotada. Homens de smoking e mulheres em seus vestidos longos, brilhantes se moviam juntos para balançar e rodopiar. Bijou avistou Saria e Drake dançando, os passos que combinavam perfeitamente.

— Drake é seu guarda-costas? — Arnaud perguntou quando se distanciaram dos seus mais recente de admiradores.

— Não, por quê?

— Ele se comporta como um guarda-costas, e está muito consciente de todos na sala e onde você está. E não é o único, — Arnaud acrescentou.

Bijou esqueceu mesmo que Arnaud, sendo artista sentia. Era muito observador, mesmo que realmente não fosse todo social. Inclinou a cabeça, respeitando-o demais para mentir para ele. — Remy está preocupado que alguém está tentando me machucar. E você sabe que sempre precisei ter guarda-costas. Estou tentando fazer com que não seja necessário, mas não estou lá ainda.

— Você vai chegar lá, — garantiu. — Embora, gosto da ideia de alguém olhando por você. Essa coisa com Remy é sério?

— Sempre fui séria com ele, — admitiu. De certa forma, parecia um alívio que poderia dizer isso alto. — Ele me ajudou quando ninguém mais fez. Ele me protegeu e arriscou seu trabalho para fazê-lo. Sempre achei que era tudo que um homem deveria ser. — Encolheu os ombros. — Acho que vim para casa para ver se a coisa real era tão boa ou melhor que minha fantasia.

— Espero que seja, — disse Arnaud. — Você merece ser feliz Bijou. Espero que ele mantenha seguranças ao seu redor por um longo tempo. — Pegou a mão dela e levou- distraidamente para os lábios, numa reverência do velho mundo.

Bijou virou a cabeça quando uma série de flashes disparou. Bob Carson estava apenas a poucos metros de distância, tirando fotos, uma após a outra. Involuntariamente e em um ligeiro pânico, apertou os dedos no braço de Arnaud. Não esperava ver Carson após o incidente no pântano, apenas o cheiro, não havia mesmo como provar que esteve lá.

Arnaud colocou a mão para protegê-la da câmera, girando-a rapidamente e caminhando em direção a parte de trás. Olhou por cima do ombro. — Você definitivamente tem guarda-costas olhando por você, estão o escoltando para fora. Esse deve ser quem destruiu meu carro e escreveu tudo aquilo no seu. Seu perseguidor.

— Não há nenhuma prova, mas ele me assusta um pouco, — admitiu. — Quem está o escoltando para fora? Não posso imaginá-lo indo calmamente.

Preparou para olhar quando Gage e Remy apareceram em ambos os lados de Carson. Drake ficou na frente dele, aliviando-o da câmera. Quando começou a protestar, Remy se inclinou e cochichou algo muito baixinho para o homem. Carson ficou absolutamente quieto. Recuou, ambas as mãos subindo no ar se rendendo. Drake entregou a câmera de volta a Carson, ele e Gage acompanharam o fotógrafo para fora. Remy se virou e olhou para ela.

Seus olhos se encontraram. Todo esse intenso verde brilhante. Seu coração deu um salto e começou a bater duro. Parecia extremamente lindo em um terno preto e gravata. Seus sapatos estavam um pouco desgastados e a gravata já havia sido afrouxada, mas seu paletó enfatizava seus amplos ombros, e para ela, ninguém era capaz de se igualar a ele.

— Você já reparou que ele tem olhos de gato? — perguntou Arnaud. — Muito incomum. Muito focado. Não pisca. Até se move como um gato. Leve. Gracioso. Desejava poder capturar esse movimento em particular.

Com o coração apertado Bijou reconheceu o tom de Arnaud, já havia passado por isso e sentiu o mesmo. Estava todo centrado e em modo trabalho, esquecendo completamente onde estava ou o que deveria estar fazendo. Estudou Remy quando o detetive fez o caminho em todo o piso, passando por entre as pessoas facilmente.

Não haveria nenhuma distração, Bijou sabia. Arnaud estava tão focado em Remy como Remy estava sobre ele. O olhar de Remy deslocou para o artista e, em seguida, caiu para a mão escondida tão confortavelmente no dobra do braço de Arnaud. Um cor débil seguiu do pescoço para as bochechas dela. Arnaud não estava prestando atenção a ela em tudo, o foco do artista estava completamente em Remy.

— Fui a um santuário de grandes gatos, uma vez e sentei em um banco durante todo o dia só olhando os vários gatos. Olhando a forma como se movimentam. O público realmente ficava fora do caminho dele. Eles não manobram em torno tanto quanto se movem para ele, quase instintivamente como se reconhecessem o perigo, alguém superior na cadeia alimentar.

— Isso é provavelmente o policial nele, — Bijou disse, um pouco chocada com o quão perceptivo Arnaud era. Devia saber que um artista de seu calibre viria coisas que os outros não viam. — E esteve nas forças armadas também. Pode lidar com si mesmo. — Tentou distraí-lo.

Arnaud continuou como se não tivesse falado. — Uma das coisas mais intrigantes que observei sobre os grandes felinos foi seu olhar. Eles de repente parecem cair em uma zona de caça, e uma vez que fixa o olhar em algo, nunca desviam o olhar.

Remy estava se aproximando, podia sentir o cheiro dele, o selvagem perfume masculino. Parecia tão bom que queria se arremessar nos braços dele, mas ele não olhava nela, estava olhando Arnaud. Arnaud não parecia intimidado de qualquer forma. Não parecia perceber o perigo no olhar , via apenas como um artista querendo capturar o olhar.

A tensão aumentou enquanto Remy chegou até eles, seu olhar fixo em Arnaud. Bijou não estava certa de como agir, como quebrar a hostilidade emanada de Remy. Poucas pessoas conseguiam entender a obsessão de Arnaud. É evidente que era um gênio em sua arte, mas não estava interessado em muita coisa.

— Olhe para os olhos dele Bijou. São a perfeição. — Arnaud não fazia a menor ideia de que pode perturbar alguém com seus comentários. agia como se Remy não pudesse ouvir a conversa privada que ele e Bijou estavam tendo. — Olhos de Tigre? O que você acha? Leopardo? Leão? Leão não. Incrível. E a estrutura óssea é quase tão perfeita quanto a sua, embora masculino, é claro. — As palavras caiam uma sobre a outra. — Não sei como poderia ter perdido isso outro dia quando ele nos salvou. — Olhou ao redor quase impotente. — Preciso do meu bloco e lápis. — Fez uma careta. — Há também muitas pessoas aqui Bijou. Pode livrar-se delas? Preciso esboça-lo.

Pegou Arnaud pelos ombros em um aperto. Ala o viu assim antes, e demorou muito para trazê-lo de seu estado quase hipnotizado. — Arnaud. Olhe para mim. Olhe direto para mim agora.

Suas sobrancelhas se uniram e levou um momento para reconhecê-la. Piscou rapidamente e então olhou em torno dele, como se estivesse saindo de um transe.

—Vamos dançar agora e depois falar com mais algumas pessoas. depois isso, vou te tirar daqui, — prometeu. — Você pode desenhar o rosto de Remy e os olhos mais tarde, se ainda quiser.

Enviou a Remy uma olhada rápida sob a varredura de seus cílios esperando que fosse entender e cooperar. Arnaud não conseguia andar por conta própria em uma exposição. Não era simpático com seus clientes, se esquecia quem era, o que deveria fazer e desaparecia em seu mundo da arte. Arnaud simplesmente era capaz de se afastar da realidade, vivendo em sua arte e o que estava criando. Essas exposições eram importante para a carreira dele, mas cobravam um pedágio terrível dele.

— Vou pegar uma bebida, — Remy disse. — Dançarei com você antes de irmos para casa Blue. Prazer em vê-lo novamente, Sr. Lefevre.

Arnaud, ainda um pouco distraído inclinou a cabeça enquanto Bijou o levou. Era um dançarino maravilhoso. Era bom em qualquer coisa que fazia quando decidia por algo que queria fazer. Escorregou nos braços dele, sorrindo um pouco da exatidão absoluta de seu estilo de dança. Conhecia o salão e a postura dele era sempre perfeita. Nunca a abraçou apertado ou esfregou seu corpo contra o dela. Dançava muito bem, movendo-a com confiança absoluta de um passo para o outro, tão perfeito que os outros recuavam para vê-los. Sempre a fez sentir como se estivessem flutuando entre as nuvens, era a luz em seus pés. Raramente falava quando dançavam, mas conseguia fazê-la sentir como uma princesa em um conto de fadas quando se movia sobre o piso com a sinfonia da música.

Quando a dança acabou vários pessoas aplaudiram e Arnaud abaixou com um pequeno sorriso que nunca alcançou seus olhos. Quando a puxou de volta, colocou a boca ao lado de sua orelha. — Tenho que sair daqui. Preciso trabalhar. Tenho que ir para Nova York, em poucos dias, por isso estou correndo contra o tempo e tudo me chama de volta. Isto aqui é perda de meu tempo.

— Mais alguns minutos e vou lhe dar uma saída limpa, — Bijou prometeu. Conseguiu livrá-lo em exposições antes. — E isso não é um desperdício. Essas pessoas amam sua arte e as compra, o que permite que você faça mais arte. Pense nisso dessa forma.

— Obrigado. — Arnaud lhe permitiu guiá-lo em direção a dois homens de terno. Ambos com jovens atrizes penduradas nos braços. — Diga-me seus nomes novamente. Sempre esqueço.

Bijou riu e disse. Arnaud raramente se importava o suficiente para lembrar o nome de alguém, embora tivesse sentido para o negócio incrivelmente. Era um mistura de uma criança sonhadora, um artista gênio mal-humorado, impulsionado, obcecado e um homem que parecia não se importar nada com o mundo social que precisava manobrar e o fez com aprumo.

Passaram os próximos 15 minutos conversando e rindo com os dois clientes que eram dois dos maiores defensores de Arnaud e compraram vários de suas maiores e mais caras esculturas. Bijou fez a maioria das conversas, mas estavam lisonjeados por encontrá-la e flertaram com ela escandalosamente. Fingiu olhar para o relógio.

— Sinto muito, mas Arnaud você precisa sair agora, se quer obter a luz certa que precisa para seu trabalho. Se perder esta oportunidade, vai precisar esperar um mês inteiro antes de ter a lua na posição certa novamente.

Usou essa desculpa absurda em três ocasiões e sempre funcionou. Se alguém ouviu isso antes, bem, genialidade toma tempo, e se ele só poderia trabalhar quando a lua estava em uma posição específica, todos queriam ver sua próxima criação assim que ativavam seus comportamentos obsessivos.

Arnaud deu um beijo ao longo da bochecha dela e apressadamente acenou para as pessoas, desaparecendo na parte de trás para fazer sua rápida saída.

Remy pegou Bijou em seus braços e foi para pista de dança. — Está cada vez mais difícil te acompanhar. É preciso um exército agora.

Deu seu sorriso mais deslumbrante quando olhou nos olhos dele. Parecia cansado, exausto mesmo, mas mais bonito do que nunca, e estava com aquele olhar em seus olhos que reservava só para ela. — Você não precisava vir, — sussurrou contra o ombro dele. — Sei como você está cansado. Precisa dormir.

Ao contrário de Arnaud, Remy a abraçou, pressionou seu corpo contra o dele, as mãos deslizando pelas costas dela ao longo da coluna vertebral para a curva dos quadris dela.

— Preciso de você. Você estava aqui, por isso, claro que viria. — Seus lábios roçaram o canto do olho e beijou o canto da boca dela. — Não queria perder vê-la assim. Você está linda Bijou, absolutamente deslumbrante. Quando a vi pela primeira vez, através da sala, me tirou o fôlego.

Moveu seu corpo contra o dele, derretendo por dentro e por fora. Aquecida. Tanto amor. A intensidade de seus sentimentos por ele a sobrecarregava. Queria ser bonita para ele. — Senti sua falta, — admitiu. — Obrigada por ter vindo esta noite.

— Você toma conta dele, não é? Realmente não há nada mais do que amizade entre vocês.

— Eu te disse.

— Dizer-me e ser real são duas coisas muito diferentes.

Foi surpreendentemente bom sobre a pista de dança, levando-a com a mesma confiança casual e força com que fazia tudo. Moveu com leveza graciosa e a guiou infalivelmente através do piso lotado. Agora que Arnaud não estava lá para se concentrar, estava mais consciente de pessoas cochichando e tirando fotos com telefones celulares quando passavam por eles. Escondeu o rosto no ombro de Remy.

Remy inclinou a cabeça para baixo em direção a dela, os lábios dele roçando sua orelha. — Quero levá-la para casa e fazer amor longo e lento com você.

Estendeu a mão para rodear o pescoço dele com os braços. — Não consigo pensar em nada que gostaria mais.

Era verdade. Queria ficar sozinha com ele. Fechou os olhos e se permitiu ir à deriva com ele com a música em uma crescente onda de luxúria e amor. A cada momento que passava, seu corpo reagiu mais e mais com a proximidade dele, mas era seu coração que encontrou tão cheio que doía. Sentiu a ereção dele, grosso, duro e quente contra seu estômago , e amava saber que a queria tanto quanto ela.

Quanto mais tempo estava nos braços dele, mais segura se sentia. O mundo desapareceu até que só havia os dois e as deliciosas brasas lentamente abanando em chamas entre as pernas. Podia sentir-se cada vez mais escorregadia e quente com a necessidade, mas ao contrário de todas as outras vezes com Remy, a tensão se construiu lenta e suave.

Vamos lá chère, antes que me comporte estupidamente, — sussurrou contra o ouvido dela. — Você já fez seu trabalho e cuidou de Lefevre. Deixe os proprietários da galeria fazerem o resto. Venha para casa comigo.

Levantou e balançou a cabeça, completamente deslumbrada com ele, completamente enfeitiçada por ele. Sempre quis estar com Remy, a qualquer hora, em qualquer lugar. Ele passou o braço em torno da cintura dela caminhou para fora do pista de dança. Ela manteve os olhos para baixo recusando fazer contato visual com alguém, indiferente se a chamavam rude ou arrogante. Só queria ir para casa.

— Esta é a última escultura dele? — Remy perguntou.

Bijou piscou rapidamente, tentando sair do feitiço dele e encontrar a voz. Deu uma olhada rápida ao redor. Ele havia parado para evitar passar por um grande grupo de pessoas que claramente estavam com as câmeras prontas e queriam pedir uma foto com ela.

Remy moveu seu corpo para se colocar entre ela e o grupo. Bijou deliberadamente olhou para a escultura com um olhar de encantamento e admiração em seu rosto. Nem sequer precisou trabalhar muito para chegar a expressão. Admirava e respeitava o trabalho de Arnaud.

— É lindo, não é? Ele chama isso de “Dando a Volta”, e para ele é sobre formas de vida retornando à Terra e mais uma vez voltando a vida. Uma espécie de opinião dele sobre o universo e como tudo funciona e como estamos todos amarrados em uma forma ou outra, — explicou.

Remy passeou pela escultura assim como ela fez. A galeria estava com as luzes posicionadas de tal maneira que não importava onde estivesse, o foco era na peça de Arnaud. — Aposto que isto tem um preço robusto, — murmurou enquanto estudava as imagens em queda.

— Centenas de milhares, — admitiu.

Remy balançou a cabeça. — Você viaja em um mundo caro e bonito Blue.

Tocou o rosto dele. — Vivo no mundo deles. Isso é tudo o que importa, não é?

Pegou a mão dela e a puxou mais perto. — Você vai ser feliz comigo Bijou? Com o tempo, à medida que envelhecemos e nossa vida se acalmar, isso será o suficiente?

Pela primeira vez, não soou tão confiante como sempre parecia. — Sim. Vou ser feliz com uma vida tranquila, mas duvido seriamente que acontecerá por um tempo muito longo.

Seu sorriso arrogante surgiu. — Estou pensando em manter você grávida, cercada por sete meninos, todos tão difíceis quanto eu.

— Obrigada. — Arriscou um olhar sob o braço dele para o grupo de candidatos à espera na porta. — Eles não vão desistir Remy. Quer ir para a parte de trás? Suponho que não, mas não acho que o proprietário se importaria. Sei o caminho. Estive na parte de trás com Arnaud algumas vezes e aconteceu que percebi o quarto escuro que parecia apenas do tamanho certo...

Ele gemeu. — Não me diga isso.

Pegou a mão dela, virou e fugiram pela parte de trás, circulando entre as prateleiras, armários e mesas para a porta de trás rindo como duas crianças pequenas culpadas. Ele a puxou para fora na noite e pegou-a pela nuca, beijando-a mais e mais.

— Entre no meu carro rápido ou não vamos ter uma longa sessão de fazer amor lento como prometi, — Remy aconselhou.

Riu suavemente, de maneira nenhuma intimidada. — Isso não é uma grande ameaça Remy, — disse a ele, segurando a barra de seu vestido com uma mão e correndo tão rápido quanto podia em seus saltos altos. — Acontece que sei que você tem resistência. Posso ter o meu bolo e comê-lo[20].

Abriu a porta do carro para ela. — O que significa isso?

Sua voz caiu a uma oitava fazendo-a tremer com antecipação. Esperou até que ele deu a volta para o lado do motorista e ligou o carro.

— Isso significa que sou boa em remover minhas roupas em seu carro, e acho que nós podemos torná-lo tão longo como a estrada para o pântano antes de começar a remover suas roupas. Se não quer dirigir para dentro do pântano, e não recomendo, uma vez que estivermos lá, penso que acelere. Podemos fazer devagar e com calma quando chegar em casa.

Soltou a respiração e dirigiu o mais rápido quanto pôde, sem colocá-los em perigo. Ela moveu o braço para debaixo do vestido lentamente. Olhou para o lado e pegou a visão da lateral do seio dela. Colocou a longa manga fora dos braços dela. O último sinal antes que deixassem a cidade ficou vermelho. Bijou puxou seu vestido por cima dos seios.

— Sabe Gage vai nos parar um destes dias e encontrá-la completamente nua.

A luz mudou e dirigia mais rapidamente, colocando distância entre eles e todas as luzes. Bijou riu de seu aviso bobo. Gage os conhecia melhor, e sabia disso. Deslizou o vestido por seu corpo e balançou-o sobre seus quadris.

Usava uma cinta-liga e meias, saltos e nada mais. — Só para você. Em caso de você vir a exposição hoje à noite. Um agradecimento.

— Abra suas pernas.

— Preste atenção na estrada.

— Abra suas pernas e prestarei.

— Você sempre precisa ser mandão — Bijou apontou. Abriu as pernas para ele, chegando um pouco mais perto dele. O cinto de segurança estava entre os seios e apertava sua cintura .

— Estou feliz que você esteja finalmente percebendo isso, — Remy disse contrito. — Particularmente nunca quis algemar um mulher, mas acho que poderia tentar com você. Apenas para minha diversão.

— Quem vai ter a diversão? — mergulhou o dedo no canal quente dela.

— Nós dois, — assegurou. — Não posso acreditar que ainda está tão apertada. — Pressionou um segundo dedo em profundidade. — E assim escorregadia e quente.

— Estamos quase à estrada do pântano — Bijou avisou. — Vou tirar o cinto e sair deste lugar indo atrás do que quero. Você é não é o único que sabe o que quer.

— Você não me tocará até que pare o carro. Não serei responsável pelo que faço.

Borboletas decolaram no rosnando de advertência na voz dele. Adorava provocá-lo. Seus dedos ficaram insano. Não podia ficar parada, não importa o quão duro tentava. Seus quadris se moviam com o ritmo ímpio dos dedos dele e podia sentir seu corpo enrolando mais e mais. Não podia esperar. Estava deliberadamente prolongando a satisfação dela. Já estava na estrada do pântano, e ainda assim não encostou e não aliviou a tensão nela. Toda vez que chegou perto de gozar ele puxava os dedos de volta.

A respiração dela vaiou em um rosnado baixo. Ele apenas riu. Desbloqueou o cinto de segurança em um movimento rápido e foi atrás do zíper da calça dele. O pau saltou livre e fechou a boca em torno dele, sem se importar que seu bumbum estivesse no ar. Levou-o profundamente, sua língua girando e dançando, acariciando abaixo o eixo grosso dele e encontrou o ponto sensível sob a cabeça vazando.

Isso definitivamente chamou a atenção dela. Ele parou no lado e encontrou um local no fundo das árvores. Manteve a boca apertada em torno dele, sugando forte, determinada que ficasse tão louco por ela quanto estava por ele. Ele a pegou a cabeça dela por dois punhados de cabelos e