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Planeta Criança



Poesia & Contos Infantis

 

 

 


PRISIONEIRO DO DESEJO / Delilah Devlin
PRISIONEIRO DO DESEJO / Delilah Devlin

                                                                                                                                                   

                                                                                                                                                  

 

 

Biblioteca Virtual do Poeta Sem Limites

 

 

PRISIONEIRO DO DESEJO

 

O capitão Adamarik Zingh e sua tripulação pirata capturaram muitos navios, obtiveram seus carregamentos, deram prazer a muitas mulheres, tudo em baixo dos narizes das autoridades de Domínio. Mas a pirataria é um negócio solitário e Adam e seus homens fizeram um pacto para criar raízes, governando-se sem a interferência de Domínio, e criar suas famílias em um planeta desabitado, no borda de uma galáxia conhecida. Agora só necessitam o mais importante... as mulheres.

Evena McClure é a Capitã de uma nave que leva a bordo quase 400 prisioneiras femininas a um presídio de Domínio. Quando os piratas alcançam sua nave Evena resiste, seu dever é o de proteger às mulheres. Quando o capitão pirata oferece a liberdade a apenas cem prisioneiras, Evena e as demais mulheres fazem um trato para liberar mais de suas irmãs. Os piratas e as prisioneiras têm só uma semana para seduzir uns aos outros... 

  

   — Capitão, recolhi a baliza[1] da nave.

   O capitão Adamarik Zingh se levantou do console de navegação. Afinal de contas, a fase final de seu plano se estava desenvolvendo. A baliza estava programada para soar logo que qualquer nave se aproximasse dentro de uma distância pertinente.

   — Ouçamos.

   Seu ajudante de comunicações pressionou o interruptor do interfone.

   — Advertência! Você está entrando em um espaço controlado pelo Domínio Interplanetário. — A mensagem gerada pelo computador era transmitia em uma linguagem universal.

   — Esta nave é uma prisão de Domínio. Qualquer nave detectada dentro de um raio de cem mil léguas desta nave será destruída.

   — Retire a viseira. —Pediu Adam, ignorando a advertência.

   O zombador som que acompanhou o retrocesso da cortina de metal, recordou a Adam a perda de sua espaçonave anterior. Sua tela luminescente de avançada tecnologia teria recriado a vista do espaço sem deixar o casco da nave vulnerável.

   Mas os piratas não podiam ser muitos seletivos. A nave de transporte que agora capitaneava permitia ao seu grupo de invasores deslizar-se para perto de seu alvo, sob a cobertura do radar de Domínio. Sua aparência pouco notória nesta parte do universo era um disfarce perfeito.

   — Vejo a nave, Adam. — O homem ao leme, seu segundo oficial Cantor Marlow, inclinou a proa da nave a favor do vento. A mudança brusca na direção fez com que a velha nave de transporte estremecesse violentamente. Logo um gemido baixo e detestável do casco fez vibrar os consoles, derrubando copos e mapas.

   Adam manteve o equilíbrio, e olhou furiosamente para seu segundo oficial.

   — Cookie cortará suas vísceras por isso. Limpará a comida do teto durante uma semana.

   Cantor encolheu os ombros, com um brilho malicioso nos olhos.

   — Somente me assegurava de que a tripulação da abordagem estava fora de seus beliches. —Seu olhar se desviou além de Adam— Ali está.

   Adam examinou rapidamente o portal aberto, registrando o céu. A infinita noite negra se estendia ante ele. Cheia de possibilidades intermináveis. O canto de uma sereia que o tinha atraído desde sua primeira viagem.

   Então o viu. O enorme casco da nave-prisão surgiu ameaçadoramente na distância, a antecipação percorreu suas veias.

   — Alerta à tripulação de abordagem.

   Seu segundo oficial sorriu abertamente.

   — Safados afortunados!

   Três assobios agudos seguiram a mensagem de alerta.

   —Cantor, está no comando! —gritou Adam sobre seu ombro quando foi para o compartimento de carga da nave.

   — Sim, senhor. Boa sorte, e não esqueça a minha lista.

   Adam colocou a palma de sua mão contra o botão da porta do compartimento de carga, e esta se deslizou silenciosamente. Dentro do compartimento de carga a tripulação estava reunida, ou ao menos acreditou que era sua tripulação. Haviam desaparecido suas barbas e suas maltratadas roupas de pirata. Em seu lugar haviam homens limpos de queixos lisos.

   Seu oficial de segurança, Darak, caminhou a grandes passos para ele vestido em uma camisa azul, metida em seus calções de couro de cor café claro.

   — Que diabos está vestindo? —Perguntou Adam zangado.

   — Isto é somente um traje que recolhi em nosso último porto de escala. Seda de Alarian. — Darak encolheu os ombros, sorrindo abertamente. — Um material bastante resistente na realidade.

   — Parece um pavão. — queixou-se Adam. Seu olhar abrangeu o resto de seu grupo de abordagem. — Capturo uma nave com uma maldita manada de perus reais!

   — Os homens aguardam suas ordens, Senhor. Estão entusiasmados com esta missão. Cada um deles se apresentou como voluntário.

   Adam pôs seus olhos em branco.

— Lutaram pelo direito da abordagem. Tenho sorte de ter uma tripulação com sangue suficiente para esta captura. O navio de abordagem está carregado?

   — Sim, sim senhor. Com oito dias de provisão, poderíamos necessitá-los.

   — Muito Bem. Comecemos com isto.

   Darak girou sobre seus calcanhares.

   — Firmes. —Gritou Darak.

   A tripulação saltou para obedecer, formando duas filas ao longo da seção da nave.

   Adam andou pisando duro ante a linha, irritou-lhe o nariz quando atravessou uma nuvem de colônias emanando de sua tripulação sedenta de sangue.

   — Estão fazendo planos de conquistá-las com perfumes? —Grunhiu. Quando passou junto a seu médico, seus olhos aguçados incontrolavelmente. Fez uma pausa, e farejou.

   O doutor piscou rapidamente, com a umidade fluindo de seus olhos. — É o perfume de rosas do Alarian, senhor, misturado com os feromônios de um yac Moldan. Muito potente.

   — Grrrr — Adam o olhou com raiva, com grandes pernadas retornou à frente da formação. — Entraremos na prisão através da estação de atraque. Tenham pressa. Vamos contê-las antes que notem que não somos seus guardas. Só temos uma estreita janela de tempo para chegar a bordo sem ser descobertos pelo sistema de segurança de Domínio. — Quando deu sua última instrução, entrecerrou os olhos. — Não tropecem nos cordões.

   — Capitão. —Proferiu Darak.

   — Sim, Darak?

   — Senhor, os homens querem saber se estamos seguros que esta é a nave prisão correta.

   — Paguei 10.000 dinares em ouro da Terra pela informação. Se não for a nave correta, então é melhor que esteja preparado para defender sua virtude. — Adam desfrutou da satisfação do momento que sua tripulação absorveu a mensagem. — Temos oito dias para sobreviver a bordo da nave antes que o Intrépido possa reunir-se outra vez sem a detecção de Domínio.

   Outro membro do grupo levantou a mão.

   — É de verdade a nave que está cheia de mulheres sentenciadas?

   — Sim, e prontas para o resgate. —Respondeu Darak, produzindo risadas e ovações entre seus companheiros de nave.

   — Quanto tempo faz que foram encarceradas? —Perguntou outro.

   — Por volta de três anos. —Respondeu Adam. — Podem estar mortas. Poderíamos encontrar apenas uma nave fantasma.

   — Senhor. — Ivan, o oficial cientista e menor de sua tripulação, levantou sua mão. — O que ocorre se não houverem suficientes mulheres adequadas a bordo para nosso propósito?

   — Se forem férteis, então virão bem — Respondeu o Capitão, de modo seco — Quando se abre nossa janela?

   Ivan comprovou seu computador de pulso. — O asteróide, Cygnet, bloqueará o sinal do detector do Domínio em cinco minutos.

   — Embarquem! —Gritou Adam. Ele seguiu a sua tripulação à nave de abordagem, arranhando sua barba e se perguntando se deveria ter trocado de roupa.

 

   Antes que a sirene terminasse seu primeiro repique de advertência, a capitã do bloco de celas Evena McClure saiu de seu beliche e se levantou em um movimento fluído.

   — Maldito bloco de alta segurança! —Duas noites atrás tinha respondido ao alarme no bloco de celas de alta segurança. Embora estivesse cansada e irritável, correu de seu alojamento ao quarto que armazenava os porretes de modificação de conduta, as únicas armas permitidas a bordo da nave prisão. Colocando fortemente a palma de sua mão contra o leitor de segurança, esperou impacientemente até que o trinco da porta se abriu de repente com um pequeno som explosivo.

   Ao som do ruído dos pesados passos de sua Sargento CB atrás dela, lançou-lhe uma arma, e logo carregou ao ombro seu porrete.

   — Pensei que conseguiria dormir decentemente pelo menos uma vez — Mary Grogan sorriu um brilho de dentes brancos em sua cara de cor chocolate escuro, quando caminhou ao lado de Evena. — Que aposta de que é uma briga desta vez?

   Evena negou com a cabeça. — Não, não aceitarei a aposta. Perderia.

   Juntas, as duas mulheres desceram com pressa pelo corredor, levando a dianteira do guarda que se alojava diretamente no quarto de segurança de vigilância. Entrando, Evena notou às duas mulheres do plantão noturno paradas a frente os painéis de televisão.

   — Calandra, qual é o problema?

   A guarda lançou um olhar sobre seu ombro.

   — Essa condenada psicopata da Celestine se negou a vestir-se com o uniforme outra vez. Enviei uma dupla de guardas para persuadi-la, mas as golpeou. Celestine moldou um chicote de arame. — colocou-se ao lado para permitir que Evena visse na tela o que estava acontecendo — Uma guarda está derrubada. A outra faz o que pode para manter-se fora de seu alcance.

   Evena franziu o cenho quando olhou a briga no monitor. Os uniformes das guardas estavam rasgados, e uma sangrava em excesso.

   — Caralho! Vou entrar.

   — Tome cuidado. Está cortando-as em pedaços. — Calandra soltou o ferrolho da porta de segurança para ir o bloco de celas de segurança máxima, então ofereceu a Evena um sorriso triste— Por que não a matas? Ninguém notará sua perda -

   — Lamento te decepcionar, mas ela vale pouco para ganhar meu perdão.

   Evena deslizou a porta e se moveu para a cela de Celestine Monteval, Mary outra vez seguindo-a em seus calcanhares. As ocupantes das outras celas não alertaram a sua companheira de cela, clara evidência de que a grande maioria das delinquentes perigosas não faziam campanha para essa psicopata.

   Os grunhidos e as maldições soaram da porta da cela aberta. Evena levantou seu porrete, golpeando-o contra a palma de sua mão ruidosamente quando parou no marco da porta.

   Celestine virou-se para ela, então deixou cair à cauda de seu chicote contra o chão.

   Evena teve compaixão com apenas um olhar a guarda ensanguentada, que deslizou pela parede, com o peito subindo e descendo, e um alívio evidente em sua expressão.

   Uma risada gutural trouxe sua atenção de volta ao problema, e seus olhos se entrecerraram.

   Celestine estava nua exceto pela tatuagem de uma serpente carmesim que ondulava através de sua pele dourada, enfatizando uma figura que irritaria a um monge, que era como se sentia Evena estes dias. Os perfeitos dentes brancos do Celestine cintilaram em um sorriso triunfante.

   — Capitã, a despertei? —Perguntou debochadamente.

   Evena ignorou a brincadeira da mulher. Em lugar disso, olhou por cima de seu ombro para Mary.

   — Enquanto a mantenho ocupada, cuide para que as outras duas saiam daqui.

   — Sim, senhora.

   — E Mary, não sairá viva daqui.

   Os lábios de Celestine se estiraram em uma malévola careta, acentuada pelo assobio detestável de seu chicote que golpeava contra o piso.

   Evena girou sua cabeça da esquerda para a direita, fazendo estalar as vértebras de seu pescoço, antes de dizer em tom aborrecido.

   — Bem, Celestine, vou te pedir uma só vez, de forma agradável, que volte a vestir seu uniforme.

   — Odeio te decepcionar, mas não é possível. Minha pele não respira nessa maldita coisa. —Disse, passando a mão sobre sua coxa nua.

   Evena apertou os dentes. Celestine ia recusar cada oferta razoável. Entretanto, o trabalho de Evena exigia oferecer um acordo pacífico.

   — Bem, farei um trato contigo. — Disse em um tom que insinuava que Celestine não tinha intelecto para entender. — Veste o uniforme novamente, e não reterei suas rações de água.

   Um cenho franzido obscureceu a preciosa cara da psicopata.

   — Você não pode fazer isso. Quem fez de ti Deus?

   — A maior parte das mulheres a bordo do New Attica que me escolheram Capitã do CB.

   — Não admito seu direito para me ordenar. Você não é melhor que eu.

   Não me diga? Quem está dirigindo esta nave e quem está encerrada em uma jaula de alta segurança? Evena endireitou suas costas com orgulho e sua réplica entre os dentes.

   — As mulheres me deram o direito. Sou responsável pela ordem a bordo desta nave. Meu primeiro dever é me assegurar de que cada prisioneira cumpra as leis.

   — Isto é o que penso de suas regras. —Celestine balançou seu braço amplamente, atirando para trás quando seu chicote criou um amplo arco para produzir um estalo com forma de relâmpago com ele.

   Evena driblou bem, escapando do metal afiado como uma navalha.

   Celestine avançou sua cara vermelha de ira.

   — Não está certo. Por que você tem o comando da nave, enquanto eu estou sob chave aqui?

   — Porque você está louca, Celestine. —Evena obrigou a si mesma a permanecer quieta, fingindo indiferença para que sua adversária se aproximasse. A cadela era imprevisível. Enquanto Evena se mostrar segura poderia apanhá-la e poderia aproveitar sua irritação para distraí-la e submetê-la. Morreria antes de deixar que Celestine soubesse que ela mantinha um razoável respeito pela brutalidade. — Nossa junta de revisão interna sentenciou a este bloco. Simplesmente estou confirmando sua decisão.

   Celestine apertou os punhos em seus flancos.

   — Vou me transformar em uma fodida louca aqui dentro. Provenho da Arturia. Não estou feita para estar sem companheira.

   — Tratou de lhe tirar a cara a seu última amante, Celestine.

   — A cadela ameaçou me deixar. —Chiou Celestine. — Eu só a ajudei a minha maneira.

   Repentinamente, o chicote serpenteou, envolvendo-se ao redor do final do porrete de Evena. Celestine deu um forte puxão.

   A manobra estava destinada a desarmar a Evena, mas ela tinha antecipado o movimento e tinha puxado para trás fortemente.

   Celestine chiou e soltou o chicote para evitar cortar as mãos abertas. Antes que caísse contra o chão, saltou para Evena.

   Evena utilizou toda a força de seu corpo e rodou com ela, imobilizando rapidamente à mulher no chão. Agarrando as mãos do Celestine, estirou seus braços por cima de sua cabeça, e reclinou seu corpo para segurar sua adversária contra o chão, cuidando de manter sua cara fora do alcance dos afiados dentes da psicopata.

   Celestine estremeceu embaixo dela, trocando sua expressão de enfurecida à sensual em um segundo.

   — Oooh, se tivesse sabido que estava com tão falta de sexo, teria emitido outro tipo de convite, Evena.

   Evena apagou toda emoção de sua cara.

   — Cale-se.

   — O que ocorre? Quer algo? —Perguntou ela rebolando seu estômago.

   O aroma do suor da mulher era forte, mas estranhamente tentador. Evena a observou encolerizada, desgostada com ela mesma por que a outra mulher se deu conta.

   — Primeiro faria amor com meu porrete.

   A careta sensual do Celestine desapareceu, e continuou corcoveando sob Evena, quase a derrubando.

   Evena mudou de posição, sujeitando seu antebraço sobre Celestine e desbloqueando uma mão para agarrar o cabelo do Celestine. Levantou a cabeça da outra mulher do chão, e a deixou cair de repente, chocando esta com um ruído surdo.

   — Vou me levantar devagar. Não vais fazer nenhum movimento. Porque se o faz, Mary vai usar seu porrete para te fazer uma lobotomia. — Ela retorceu seus dedos em seu cabelo e puxou fortemente. — me entendeu?

   — Sim. —Grunhiu Celestine.

   Evena fixou o olhar nos olhos da perigosa mulher até que finalmente a outra desviou o olhar.

   — Vou me levantar agora. Quando eu falar, então, pode começar a vestir seu uniforme.

   — Não posso vestir isso - a voz de Celestine era caprichosa e infantilizada. — Sufoca-me.

   Evena apertou sua mão em seu cabelo, obrigando-a a fixar seu olhar nela.

   — Me escute bem, pequena cadela mimada! Não tem direito de reter seu suor ou urinar. Se não concordar, então não terá sua ração de água. Entende-me?

   Celestine grunhiu e assentiu embaixo dela.

   O mau humor de Evena tinha aumentado. Desejava desesperadamente que a mulher estivesse quieta. Havia passado muito tempo desde que tinha tocado a pele nua de outra pessoa. Que estivesse jazendo sobre o peito de uma cortesã profissional a fazia gelar o traseiro.

   Soaram dois agudos assobios.

   Evena levantou a cabeça. — Demônios. O Prefeito. — deixou que a cabeça de Celestine golpeasse contra o chão e saltou longe dela.

   Dirigiu um olhar ao chão e disse a Mary.

   — Terei que deixar que cuide da limpeza aqui.

   Mary sorrio debochadamente, golpeando seu porrete contra as pernas.

   — Encantada.

   Com a adrenalina ainda correndo por suas veias, Evena passou a ponte de alta segurança e caminhou a passo rápido para a estação de atraque. Uma visita do Prefeito poderia significar notícias de seu indulto, se não estivessem fazendo entrega de novos prisioneiros. O mínimo era que a cozinha da prisão receberia seu embarque trimestral de pacotes de proteína e água para complementar suas despensas recicladas.

   Quando se aproximou da estação de aterrissagem, escutou gritos do interior. A porta se deslizou brandamente e três de seus guardas saíram correndo.

   — Capitão, os piratas nos estão abordando!

   Um frio temor se deslizou por seu estômago.

   — Vão ao quarto de segurança. Armem-se. Que soe o alerta geral.

   Evena tomou seu porrete e entrou no quarto. Estava transbordado de homens brilhantemente adornados. E ainda mais chegavam através do porto de atraque. Quatro de suas guardas lutavam grosseiramente para escapar dos braços de seus captores.

   — Soltem as mulheres. —Gritou.

   Todos os olhos giraram em sua direção. Evena se perguntou se deveria esperar reforços enquanto um deles caminhava a grandes passos para ela. A diferença de seus colegas estava vestido inteiramente de negro. Seu cabelo escuro, desarrumado, roçava a parte superior de seus ombros, e uma barba de muitos dias obscurecia seu queixo. Os olhos escuros deslizaram sobre ela em uma só e rápida avaliação, queimando sua pele.

   O pulso da Evena martelou ruidosamente em seus ouvidos, e um estremecimento de ansiedade revoou profundamente em sua barriga. Era um homem grande, com ombros largos e duramente musculoso, e apesar de seu semblante carrancudo e cauteloso, era de aparência agradável.

Ela levantou seu porrete ainda mais alto e dobrou seus joelhos, colocando-se em uma postura para lutar.

   O pirata barbudo levantou suas mãos.

   — Venho em missão de paz.

   O olhar da Evena desceu para a espada laser a seu lado, antes de burlar-se de sua declaração elevando cinicamente as sobrancelhas.

   Ele separou suas mãos amplamente e deu outro passo para ela.

   — Não estávamos seguros do que nos esperava a bordo.

   Ela bufou.

   — O que? Não pôde ler a advertência no portal? Este é o New Attica. Uma nave prisão. O Domínio não tem senso de humor a respeito dos intrusos. E as armas não são permitidas aqui.

   Seu cenho franzido se fez mais profundo, e ele deu outro passo adiante.

   — Não é exatamente um palito de dentes o que esgrime.

   Evena resistiu ao desejo de retroceder.

   — Repito-lhe. Você e seus homens entraram pela força em uma prisão de Domínio. Aqui não temos nada de valor para roubar.

   — Suponho que você é a responsável?

   — Sim, e lhe ordeno que parta imediatamente.

   — Temo que não podemos fazer isso em menos de oito dias, se não quisermos ser apanhados e destruídos pelos raios de segurança.

   — Não é problema meu.

   Os lábios dele se contraíram.

   — Você é uma garota teimosa, e um pouco sedenta de sangue. Eu gosto disso. Não sente curiosidade de por que estamos aqui?

   — Não. —Disse ela, trocando o peso de um pé ao outro. Consciente dos movimentos ao redor dela, foi incapaz de olhar a seu redor, já que o homem barbudo agora estava dentro do alcance de seu porrete. — Eu gostaria que me dissesse, não temos nada de valor aqui.

   —Aí é onde está equivocada. Estamos aqui para fazer uns poucos negócios com você e suas companheiras internas.

   —Então perdeu seu tempo. O que pensa exatamente que podemos negociar?

   — Vocês mesmas.

   — Explique-se antes que pulverize seu cérebro pelo chão.

   — Muito bem. Nós procuramos esposas.

  

   Adamarik admirou a postura valente da mulher. Não importava que ela não tivesse nenhuma possibilidade e provavelmente sabia. Ainda agora, Darak e Ivan se deslizavam pela parede, fora de sua vista periférica, preparados para equilibrar-se e desarmá-la quando ele desse o sinal. Mas primeiro, ele queria provar sua têmpera. Necessitava uma mulher forte como companheira.

   Que ela também possuísse o corpo de uma amazona adoçava a vasilha. O elegante traje negro que vestia se ajustava perfeitamente a suas curvas, revelando suas musculosas e longas pernas, um estômago plano e um delicioso e cheio traseiro, que lhe inspirou uma imediata ereção. O traje delineava as auréolas de seus peitos e os mamilos que se endureciam com cada exalação de ar do seu peito.

   Seu olhar retornou a seus olhos, que estavam entrecerrados em duas fendas de cor verde, enquanto ela girava o porrete oito centímetros acima de sua cabeça. Percebeu que ela não poderia lutar contra a resposta instintiva de seu corpo e se zangava por isso. Ele sorriu abertamente.

   — Tire da cabeça o que está tramando. —Avisou-lhe ela, balançando o porrete em um repentino arco para os ombros dele.

   Ele pulou para o lado com uma gargalhada, levantado uma mão para que seus homens se detivessem.

   — Poderia cortar em dois esse porrete com um só cutilada de meu sabre.

   — Só se for o suficientemente rápido. —Ela fingiu um rápido movimento à esquerda, e dirigiu o bastão aos seus joelhos.

   Ele se moveu com um salto, mas não conseguiu esquivá-lo a tempo caindo de costas sobre seu traseiro.

   — Ooomph! —Ele precisava terminar este jogo antes que qualquer dos dois acabasse ferido.

   — Acredito que precisa perder alguns quilos antes de me dar uma briga de verdade. —mofou-se ela.

   Gordo, ele? Com uma imperceptível inclinação de cabeça a seus homens, ofereceu a ela um alvo que não poderia resistir. Deu um passo para frente mantendo a distância e fez uma careta quando o porrete se arqueou sobre sua cabeça.

   Darak se lançou sobre suas costas e a golpeou ligeiramente com o eletro-atordoante. Adam agarrou a feroz beleza entre seus braços enquanto ela enrugava os olhos e caía descuidadamente ao chão. Havendo sentido os efeitos do eletro-atordoante ele mesmo, Adam sabia que ela se dava conta de tudo o que ocorria a seu redor, e provavelmente se angustiaria por sua repentina paralisia. Acariciando com sua mão seu cabelo castanho avermelhado, Adam cantarolou brandamente.

   — Shhh, agora. Espere um momento. Darak só aturdiu seu corpo. Voltará a recuperar a mobilidade.

   Ele a baixou ligeiramente ao chão, segurando a parte de trás de sua cabeça para colocá-la cuidadosamente no chão. Uma mecha de cabelo da cor do fogo caiu na comissura de sua boca. Ele o tirou com um dedo, riscando um atalho ao longo de sua ruborizada bochecha. O ardor florescia em sua bochecha, de cólera, estava seguro.

   — Ssh, ssh. Ferinha apostaria a que está se preparando para tirar meu coração com uma colher quando recuperar completamente sua força. — dando a ela algo pelo que zangar-se realmente, ele riu e percorreu seus lábios, lábios rosados e cheios. — Agora que tenho sua completa atenção, me escutará. —Disse ele, colocando sua cara perto da dela. — Dizia a verdade. Minha tripulação e eu andamos procurando companheiras, companheiras dispostas.

   Ele admirou a feroz concentração que se produzia ao juntar-se suas escuras sobrancelhas.

   — Somos piratas, sim. —Continuou ele, desfrutando da vantagem que tinha. — Mas também somos homens honrados.

   Seus olhos verdes brilharam intensamente quando lhe devolveram o olhar.

   — Realmente não tenho o hábito de utilizar o eletro-atordoante para atrair às mulheres a meus braços. —Disse ele com um sorriso malvado. — Normalmente estão dispostas.

   Um borbulhante e débil som saiu de sua garganta.

   Adam se estendeu ao lado dela no chão, apoiando sua cabeça na palma de sua mão. Com um dedo, elevou seu queixo para ele com o fim de que o olhar dela se encontrasse com o seu.

   Ele se maravilhou com seus expressivos e verdes olhos de gata enquanto ela o olhava silenciosamente. A demonstração de seu caráter o agradou, e ele estremeceu até os ossos.

   Casualmente, arrastou a unha de seu dedo polegar através do mamilo que estava mais perto dele.

   — Sim, posso-te dizer que vamos passar muito tempo juntos.

   O gorjeio era agora um grunhido baixo que aumentou de volume quando ele apalpou seu peito e começou a massageá-lo brandamente. O mamilo endureceu contra sua mão, e ele recompensou sua resposta com um beliscão.

   — Perdendo a paciência tão logo, Capitão? —Darak interrompeu seu jogo, sorrindo abertamente. — Os homens estão a bordo, e a janela retornou ao Intrépido.

   — E bem, amor. —Disse ele lhe dando outro rápido puxão a seu mamilo. — Parece que está inevitavelmente atada a nós durante os próximos oito dias.

   A mulher o surpreendeu lhe esbofeteando. Não foi forte, pois ainda tinha que recuperar o controle de seu corpo, e seu braço voltou a cair fracamente a um lado.

   Ele se levantou sobre ela, montando escarranchado sua cintura, exercendo uma ligeira pressão contra seus braços para mantê-la imóvel. Embora era resistente a machucar uma mulher, não obstante, tinha trabalho a fazer. Sua contínua resistência só alarmaria a suas companheiras. Quanto antes entendessem que ele e sua tripulação não foram causar-lhes nenhum dano, antes continuaria com seu plano.

   Suspirando com pesar, ele disse sobre seu ombro.

   — Darak, me traga uma corda. Esta não atende a razões.

   Ela se retorceu fracamente sob suas coxas abertas, e seu membro se levantou incomodamente por cima dos limites de seus calções. Maldita seja, mas não era ela uma empregada transbordante de vida? Domesticá-la seria puro prazer. Ela embainharia suas garras e ronronaria, e ele acalmaria a dor que ela provocava em sua virilha. Mas primeiro tinha que dobrá-la, para sua própria segurança.

   Ela se retorceu outra vez.

   Ele amaldiçoou e estirou suas pernas ao lado das dela, lhe dando antes um empurrão para separá-las e aproximar sua virilha. Seu membro cavalgou sobre o topo de seus gemidos e sua excitação.

   — Mexa-se outra vez e o considerarei um convite. —Grunhiu ele, ao mesmo tempo em que afundava seu membro contra o centro de seus quadris.

   Os olhos dela se abriram amplamente e seus lábios se moveram lentamente para formar palavras.

   — BA.. BA....

   — Bastardo?

   Ela bufou.

   — Necessita uma mão? —Darak deixou cair à corda no chão ao lado dele.

   Com pesar, Adam se afastou da mulher, fazendo-a virar sobre seu estômago.

   — Darak, se prepare. Sua equipe de segurança tentará um resgate. Ninguém deve ser prejudicado.

   Ele atou suas mãos. Logo, rodeando-a com um braço, levantou a mulher até deixá-la apoiada sobre seus pés. Imediatamente, ela se dobrou a seu lado.

   Repentinamente, a porta da estação de atraque deslizou até abrir-se. Uma enorme mulher negra entrou, seguida por um contingente de guardas. Estas pareciam estar loucas.

   O olhar da mulher negra se fixou sobre a mulher que estava a seu lado cuja cabeça pendia de seus ombros. Seus olhos se estreitaram perigosamente.

   — Bastardo! —Desprezou-o ela. — Quer brigar? Porque vais lamentar haver se metido conosco.

   Elevando a seu refém até que ela se sustentou sobre suas instáveis pernas diante dele, tirou uma faca da parte superior de sua bota e o sustentou contra sua garganta. Desejando que não advertissem que era uma fanfarrice. A última coisa que queria é que houvesse um derramamento de sangue.

   A guarda negra se acalmou instantaneamente, como o resto de suas companheiras.

   — Joguem seus bastões. —Ordenou ele.

   As guardas olharam para a negra. Sua boca estava apertada, mas assentiu com a cabeça. Os bastões caíram pesadamente contra o chão e começaram a rodar afastando do grupo.

   Instantaneamente, Adam se precaveu de que a mulher que tinha em seus braços era a chave para a captura pacífica.

   Sua refém protestou incoerentemente

   — Hmmm. Olhe como acredito que seus amigas lhe professam algum tipo de estima, terei que te manter perto.

   — BA.. BA....

   — Sim, meu amor. Já sei o que sou, mas seja uma boa garota e cale-se. Excita a suas guardas.

 

   Evena se enfureceu, condenando silenciosamente a seu captor a ter uma morte lenta e tortuosa. Em suas mãos, é obvio. Sua cara seria quão último ele visse. Quando pedisse finalmente misericórdia, ela riria. Logo pisaria fortemente os dedos que se agarrariam desesperadamente à escotilha do lixo, pouco antes que o jogasse no espaço, com o resto do lixo.

   Aferrava-se a esse triste sonho enquanto a dor começava lhe devolver a sensibilidade aos músculos de seu corpo.

   Como desejava que o eletro-atordoante tivesse sido tão efetivo intumescendo o resto de seu corpo. Como se atrevia ele a utilizar seu corpo contra ela mesma? Depois de que seus músculos começarão a retornar à vida, cada zona erógena que possuía estava despertada, gritando com consciência.

   E o bastardo sabia! Os dedos que amavelmente tinham retorcido os mamilos de seus peitos sabiam aplicar exatamente a dor e prazer. Ela tinha sido incapaz de esconder os sinais reveladores de sua excitação. O calor tinha fluido de repente em uma calorosa maré sobre sua pele, lhe arrepiando a pele e endurecendo seus mamilos.

   Quando ele baixou seu corpo sobre o dela para restringir seus movimentos, seu peso trouxe uma angústia a sua alma que ela não reconhecia. Sentiu-se pequena e feminina. Indefesa. Excitada. Não gostava da pessoa em que estava se convertendo. Sua independência duramente adquirida e sua confiança em sua habilidade de resistir a toda tentação, esfumaram-se em um instante de dominação masculina. Seu imenso tamanho era uma dura manta que lhe dava calor. O afligir de seus destruídos sentidos, era também estranhamente reconfortante. Por que galáxias[2] isso lhe parecia atraente?

   O perfume dele quase a enlouqueceu. Os débeis vestígios de sabão misturados ao masculino almíscar tinham enchido seus orifícios nasais.

   A longa longitude de seu membro lhe tinha feito sentir-se poderosa e débil. Sentiu-se úmida entre suas coxas. Então ele tinha apertado seu membro contra seu sexo, e os músculos mais profundos de sua barriga se contraíram, instintivamente procurando afundar-se no mais profundo dela.

   Ela não tinha tido um homem entre suas coxas há mais de cinco anos. O primeiro tinha que ser um depravado pirata.

   Quando sua guarda tinha entrado na habitação encontrando-a dobrada, a humilhação se refletiu em suas tintas bochechas com um profundo rubor. Ela tinha se empenhado durante muito tempo em manter seu respeito.

   — Pode deixá-la partir, agora. —Mary Grogan não o sugeria. Com esse tom de voz o ordenava.

   — Acredito que não o farei. Eu gosto. —Respondeu brandamente o pirata de Evena. — Por hora fico com ela.

   Um gorjeio inarticulado saiu sem parar da garganta da Evena. A força de vontade não lhe devolveria a mobilidade a suas extremidades. Estava sujeita aos braços do pirata como uma desossada boneca de pano. E começava a sentir-se estúpida.

   —O que fez a ela? —Ordenou Mary.

   Seu braço mudou de posição, rodeando-a como uma banda de aço, descansando seus peitos sobre seu antebraço.

   — Esta mulher não corre nenhum risco. Está simplesmente aturdida. É a segunda ao mando?

   Evena sabia pelo silêncio que Mary levava posta sua expressão de bulldog. O pirata não obteria nenhuma resposta dela.

   — Caralho! —O amaldiçoou. Abruptamente, girou-a entre seus braços, seus dedos enredando-se em seu cabelo para aproximar a cara dela para a dele. — São todas assim tão teimosas?

   Evena só podia gemer enquanto outra onda de dor se apoderava dela.

   — Darak! —ladrou o pirata, sem apartar os olhos dela.

   Passos soaram atrás dela.

   — Sim, senhor!

   — Está no comando. Levo esta à cama. —Disse ele, com um especulativo brilho em seus olhos.

   — Ummmm! —gemeu Evena, a única evidência de seu silencioso grito de protesto.

   — Organiza aos homens. As mulheres que não estão aquarteladas devem ser metidas em uma área comum. Encontrai-te lá.

   Evena ouviu um palavrão, e o ruído de passos retirando-se. Com um movimento que deixou sua cabeça dando voltas, repentinamente se encontrou pendurada sobre seu ombro, com o chão diante de seus olhos.

   — Senhoras, - O pirata dirigiu a palavra a sua guarda. — devem fazer precisamente o que ordene minha tripulação. Ninguém será prejudicado. Tenho um assunto a tratar.

   Enquanto o pirata saía do hangar e caminhava a grandes passos pelo corredor para as habitações, a vista da Evena estava limitada a seu impressionante traseiro. Quase enjoada pelo fluxo de sangue em sua cabeça, ela nunca tinha admirado cuidadosamente o traseiro de um homem antes, mas supôs que o dele figurava no ranking dos mais prodigiosos da galáxia. Duro e profundamente musculoso, que se flexionava tentadoramente com cada passo. Como seria contraindo-se para guiar seu membro dentro de sua reaquecida carne?

   Onde a estava levando? A tomaria? Ela poderia resistir? Apesar da perda de suas forças, ela não estava segura se quereria que ele se detivesse. Tinha provocado um fogo em seu interior que ameaçava consumir qualquer resto de sentido comum. Aquele espécime de homem poderia aliviar o comichão que tinha acumulado durante cinco anos.

   Entraram em uma cela, e ele se desfez dela em um colchão, e se sentou na cama ao lado dela. Seus negros olhos percorreram o corpo dela, demorando-se em seus peitos.

   — Nunca vi um traje reciclado antes. Ouvi falar deles, mas só os pilotos espaciais os usam. Parecem malditamente incômodos.

   Os músculos da cara da Evena se contraíram e ela emitiu um grito afogado.

   Ele se inclinou para frente e pressionou seus dedos contra as têmporas dela, fazendo lentos círculos, formando redemoinhos que baixavam até suas bochechas. Suas pálpebras pestanejavam para fechar-se, e sua carícia percorreu brandamente seus olhos fechados.

   Ela suspirou enquanto os músculos de suas bochechas se relaxavam, e a dor desapareceu de sua cara.

   — Deve feder.

   Seus olhos se abriram para olhá-lo intensamente, os seguintes espasmos percorreram seu torso e suas pernas.

   Suas mãos se cavaram nos ombros dela, empurrando, movendo-os, aliviando as câimbras.

   — Suspeito que se deixasse passar o ar, então não funcionaria. Mas deve feder.

   Ela percebeu que ele deliberadamente a incomodava sem cessar. Estava tratando de entretê-la para lhe fazer esquecer a dor? Ela sentiu que podia abrir sua boca.

   — O forro do traje… absorve a água… a afasta da pele… Não fede!

   — Bom, vou averiguar. —Disse ele, alcançando a abertura do pescoço de seu traje.

   — Como.... demônios... é. —Ela tratou de rebelar-se, mas sua barriga se retorcia em agonia.

   Apesar de seu protesto, ele abriu seu traje e o retirou de seu corpo. Logo suas mãos se instalaram em sua barriga e a acariciaram amavelmente, até que as convulsões cederam.

   Ele se moveu para baixo para massagear suas coxas, suas panturrilhas. Quando alcançou seus pés, não lhe importou que ele fosse um pirata, ou que tivesse sido a causa de sua dor em primeiro lugar. Indo à deriva para o sonho, estava simplesmente agradecida de que finalmente desaparecesse a dor.

   Ouviu-lhe respirar profundamente.

   — Assombroso. —Disse ele.

   Ela abriu seus olhos para encontrá-lo olhando-a fixamente, seus orifícios nasais alargando-se, um rubor cobria suas bochechas. Tinha recuperado a mobilidade de suas extremidades, mas agora sentia cada lugar onde ele a tinha beliscado e esfregado atormentadoramente. Quando seu olhar fixo percorreu seu corpo nu, ela sentiu a carícia até os dedos dos pés.

   — Só um pouco almiscarado. —Sua voz soou tensa.

   — Bastardo! —Sua voz carecia de convicção.

   — Necessita um banho.

   O coração da Evena se deteve por um instante, palpitando num ritmo tão acelerado e tão forte que estava segura que ele podia ouvir os batimentos do coração.

   Ele passou uma perna por cima de sua cintura, montando-a escarranchado, seu pesado membro em cima de sua barriga. Sua respiração se entrecortou. Ele o faria agora. O tamanho dele e a determinação de sua mandíbula lhe diziam que sabia exatamente como esgrimir “sua arma”. Seu sexo estremeceu e se umedeceu.

   Por favor, faça-o já. Ele se inclinou para frente, acariciando com sua boca sua orelha, então sentiu a umidade, sua língua quente percorrendo sua mandíbula. Uma explosão de prazer fez erupção dentro dela. Sim! Quero isto. Necessito isto. Os anos de abstinência auto-imposta que a mantiveram se separada de qualquer indício de desejo foram jogados para o lado. Sua cabeça rodou para um lado, lhe dando acesso a seu pescoço e dando indícios de sua rendição.

   Quando ele chupou sua clavícula e depois se moveu mais abaixo para lamber seus peitos, Evena não se importou que não soubesse seu nome. Não lhe importou que fosse um pirata cruel. Era um homem. Um homem com um prodigioso traseiro.

   Um homem que lambia um caminho ao redor de seus peitos, mas deixando de lado o lugar mais sensível. Levantando seus braços, ela segurou com suas mãos a cabeça dele e guiou sua boca para seu mamilo.

   — Jesus... tenho.... que te desenhar um mapa?

   Seus ombros tremeram com uma simples gargalhada.

   Ela ficou sem fôlego quando seus dentes começaram a mordiscar, e sua língua formava redemoinhos ao redor de seu mamilo, até que lhe empurrou para o outro peito. Desta vez ele agitou sua língua contra o mamilo, frustrando-a, lhe negando um prazer mais profundo.

   Evena baixou suas mãos a sua cintura e puxou desesperadamente do tecido de sua camisa, liberando da cintura de seu calção. Sua pele estava quente como a dela e firme. Os duros músculos tensos. Mergulhando suas mãos sob o tecido, arranhou suas costas, revelando com sua áspera respiração o muito que desfrutava de suas carícias. Farei-o arder também. Então o empurrou para cair em cima dela.

   Quando os quadris dele se apertaram de repente contra sua virilha, arqueou-se embaixo dele, inclinando seus quadris para esfregar a excitada protuberância do centro de seu prazer contra o tecido que cobria seu pênis.

   Apesar das roupas, sentiu a sacudida e o afloramento do prazer com o roçar de seus quadris, que desatava uma tormenta que poderia acabar com ela.

   Sustentando-se em seus antebraços, Adam se balançou contra a mulher, olhando as expressões de sua cara que iam do desejo à dor enquanto ela se aproximava do precipício. Mas ele não tinha intenção de levá-la ao paraíso.

   Embora seu pênis alegremente pressionava contra suas calças, Adam necessitava da cooperação desta mulher para adquirir pacificamente às mulheres que ele e seus homens necessitavam como esposas. Abruptamente, começou a rodar para afastar-se dela, determinado a cortejá-la lentamente.

   A mulher tinha outras ideias e o seguiu, estendendo suas pernas amplamente sobre seus quadris. Inclinou-se para frente para morder sua clavícula, e roçou seu púbis contra a longa coluna de suas calças.

   Ela o tentava. Seus peitos eram uma sobremesa rara, redondas maçãs cobertas de uma leitosa carne coroadas com enrugadas framboesas. Revoaram por cima de sua boca, prontas para serem colhidas. Em vez de chupá-los profundamente dentro boca, cobriu-os com suas mãos e empurrou suas costas.

   — O quê? —Perguntou ela ofegante, seu peito subindo e descendo pesadamente. As mãos dela se elevaram para pressionar as dele contra seus peitos, lhe animando a massageá-los, mas ele escorregou suas mãos de debaixo das suas. — por que te deteve? —Demandou ela estridentemente. — Não é por isso pelo que vieste?

 

   Ela estava exatamente como ele queria, pronta para a liberação, prometida. Agora era o momento de pressionar e obter mais benefícios.

   O aroma de sua excitação se propagou a seu redor. Passou uma mão do seu peito ao quadril, fazendo uma pausa, olhando suas pálpebras meio fechadas. Sua mão se estendeu até alcançar seus lábios vaginais entreabrindo-os, e com o polegar raspou o botão protuberante até fazê-lo mais escuro, como um pérola vermelha, uma vez mais.

   Seu fôlego se entrecortou, e seus olhos se abriram, lhe fulminando. Rogaria-lhe para que a tomasse. Daria-lhe uma doce liberação, mas depois que lhe concedesse sua petição. Se ele pudesse resistir o bastante a seu chamado para lembrar o que queria.

   — Eleva seu traseiro. —Pediu ele , não reconhecendo a aspereza em sua voz.

   Franzindo o cenho, ela fez o que lhe pedia.

   Ele se levantou entre seus joelhos e abriu a fivela de seu cinturão. Suspirou, disposto a obedecer a sua mente.

   Com impaciência, ela colocou as pernas ao lado de seus quadris, levantado seus joelhos, e abrindo ainda mais suas coxas. Oferecendo-lhe suas vermelhas pétalas. Molhadas pelo desejo fizeram um ligeiro som quando se abriram, lhe oferecendo a entrada de seu sexo.

   Suas mãos se estremeceram quando ele deslizou as calças para baixo, deixando seu pênis em liberdade. Apertou os dentes contra o impulso de afundar-se dentro de sua umidade, enchendo seu canal.

   Ela gemeu e inclinou seu sexo para ele. Um convite que seu pênis estava impaciente por aceitar. Colocou-se na entrada de sua vagina, liberando uma gota de seu sêmen. Umas necessitadas mãos se lançaram sobre ele, mas as manteve a distância, as empurrando sobre o travesseiro em cima da cabeça dela. Se o tocasse agora, gozaria.

   Baixou sua mão até sua fenda, colocou ali seu polegar, e o introduziu dentro. Seus quadris se elevaram, procurando uma penetração mais profunda. Tirou seu polegar e esfregou seus clitóris, mas ela corcoveou embaixo dele.

   — Acabe com isto! —Exigiu ela.

   Colocando seu pênis na entrada de seu sexo, empurrou para frente, somente para afundar uns centímetros e saborear seu calor. Cristo! Estava tão apertada. Quente. Era o Céu. Suas bolas se apertaram, pronto para a liberação.

   Colocando suas mãos sobre a cama, ela se conteve apesar de que sua carne tremia pela liberação, sentindo como seu sexo absorvia seu pênis. Com suas bochechas ruborizadas e uma expressão feroz, a mulher o olhou pronta para lutar por sua liberação. Como o tentava!

   — Primeiro, quero algo de ti.

   Ela fez girar seus quadris, lhe convidando a aprofundar sua penetração.

   — Está aqui mesmo. Venhaaa!.

   Ele lutou com seu desejo, o suor corria por seu peitoral, caindo sobre esse peito rosado.

   — Nem o pense. —Disse com os dentes apertados.

   Ela gemeu e se arqueou, rodeando e pressionando seus quadris para poder introduzir mais seu pênis.

   — Falaremos mais tarde. Tome.

   Sim! Apertando os dentes, retirou-se, até que só os músculos de sua vagina se apertavam ao redor da cúpula de sua cabeça evitando que se retirasse.

   — Não, antes deve estar de acordo.

   — Não o farei. Não posso pensar. Mais tarde. Coma-me. —Gemeu desesperada.

   Ele a tinha levado muito longe. Tinha calculado mal seu crescente desejo. Teria que tomá-la primeiro. Obrigado, Meu Deus! Amaldiçoando sua debilidade, ele pressionou dentro dela. Quente, ardente. Mais escura do que tinha esperado. Suas bolas estavam tão tensas que acreditou que poderia explodir antes que estivesse totalmente dentro dela.

   — Ahh. —Ofegou ela.— Espera.

   Tinha apoiado sua cabeça sobre seu ombro, e ele se manteve quieto. Cada fibra de seu ser gritava pela liberação. Por isso, respirando profundamente, levantou sua cabeça, preparado para retirar-se se causava mais dor.

   Mas a expressão da mulher o deixou atordoado. Feroz e decidida, olhou-lhe fixamente à cara enquanto aliviava suas pernas, afiançando o abraço que retinha a seu corpo, e puxando ele com força para ela.

   Um jorro de líquido quente banhou seu pênis. Adam estremeceu e se retirou antes de voltar a introduzir dentro dela, enterrando seu pênis naquele apertado canal. Uma e outra vez, aliviando-os quando se conduzia para frente, cada vez introduzindo-se um pouco mais dentro, até que o envolveu até o punho. Bombeando mais e mais rápido, com suas bolas golpeando contra seu traseiro.

   Com os pés plantados firmemente no colchão, a mulher levantou seus quadris para receber cada golpe. Ele seguiu esmurrando dentro dela, cada vez com mais força, mais rapidamente, seu fôlego lhe saía em roucos grunhidos. Alagado por seus sucos, cada impulso foi acompanhado com a carícia de sua mão e com a ruidosa sucção que produziam seus sexos.

   De repente, ela gritou.

   Então a liberação caiu sobre ele. Rugindo quando um formigamento emergiu de suas bolas, as apertando com força como se fossem pedras, momentos depois, o explosivo jorro de sêmen ao gozar o deixou esgotado. Caiu sobre a cama ao lado dela, tentando introduzir oxigênio em seus famintos pulmões.

   Depois de que encontrou fôlego, deu uma olhada para o lado e a encontrou olhando fixamente pra ele, sua expressão era o reflexo dos mesmos sentimentos de atordoamento que padecia ele. Nunca tinha tido um orgasmo como aquele.

 

   Evena lutava por recuperar o fôlego. Não podia acreditar o que acabava de acontecer. Tinha sido varrida no vórtice de sensações que se criou e a tinha apertado até que seu único ponto de luz tinha sido o olhar dele. Quando seu corpo se convulsionou ao redor de seu pênis, pulsando, espremendo-o, cada célula do vermelho sangue de seu corpo se entregou à tarefa de sustentá-lo dentro de seus músculos vaginais. Nunca tinha tido um orgasmo como aquele.

   Bom, ela não tinha nenhuma experiência recente para comparar. Não. Nunca tinha tido uma experiência assim para comparar. E se a memória lhe servia para algo, ninguém a tinha feito gritar assim de desejo.

   Tomou outro profundo fôlego e deu uma olhada em seu pirata. Ele olhava fixamente para dela. Nenhum dos dois falava. Possivelmente ele também tentava recuperar a respiração. Ou talvez, sem querer, tinha deixado-o ver o que este momento tinha significado para ela.

   Tragou, surpreendida pela queimação que sofria em sua garganta, fechando os olhos, tentou conter as lágrimas.

   Tinha sido porque levava tempo sem fazê-lo.

   Essa devia ser a razão de seu orgasmo ter sido tão poderoso. Essa tinha sido a causa de que soltasse esse grito do mais profundo de sua alma. Houve vezes, nestes três últimos anos, que se desesperou por sentir o movimento de um homem dentro dela, uma vez mais.

   O que estava do seu lado poderia ter sido criado por sua fantasia. Sua força, seus músculos definidos, a linha do pelo negro de seu peito que se conectava até o chamejante ninho onde repousava seu sexo. Seu olhar se deslocou mais abaixo e seus olhos se alargaram. Embora contraído e flácido, perguntou-se como conseguiu acomodar seu pênis. Era enorme. Possivelmente da largura de seu pulso, era de um vermelho-púrpura e ainda brilhava pelo sêmen de quando gozou. Enquanto ela olhava, dilatou-se contra sua perna e se alargou.

   Tragando com força, levantou seu olhar devagar até seu rosto.

   Sua expressão era pensativa, avaliando a situação.

   De maneira nenhuma ia deixar que pensasse que era vulnerável somente porque ele a tinha feito gemer. Levantando seu queixo, perguntou-lhe.

   — Dizia a verdade antes? Procura mulheres?

   Ele entrecerrou os olhos.

   — Sim. Oferecemos transporte desta prisão até um planeta que está na borda da galáxia. Longe de Domínio.

   — Para algumas das mulheres —Respondeu ela pensativamente.— esta poderia ser sua única possibilidade para a liberdade. Se o que diz é verdade, seria cruel de minha parte me opor.

   — E você, pequena guerreira? Não procurará a liberdade conosco?

   Queria dizer que a queria para ele? Seu coração acelerou, mas sacudiu a cabeça.— Não. Permanecerei aqui.

   Olhando fixamente, sem perder nenhum detalhe.— Porque não acredita em mim?

   — Porque vou retornar a Terra. —Declarou firmemente ela.

   Ele inspirou profundamente.— Então o que vai acontecer com as outras mulheres? Confia que serei justo com as demais?

   — Não estou segura ainda. Acabamos de nos conhecer. E nossa primeira “reunião” não é exatamente a que conduz a pensamentos racionais.

   Ele exalou e se elevou sobre o cotovelo para olhar para baixo.— Como posso te convencer?

   Olhar fixamente pra ele não pôde ajudá-la, já que o desejo lhe apertou o ventre e trouxe calor ao seu rosto. Ele era escuro, duro e barbudo, era a encarnação de suas fantasias mais secretas. Estou deixando que minhas fantasias governem meu coração e minha mente? Ela queria acreditar nele.

   Enlaçou seu braço ao redor de seu pescoço, colocando sua cara aproxima à sua.

   — Não sei. — Disse sinceramente. Só o tempo me dirá a verdade. Não me engane.— Possivelmente terá que me mostrar alguma outro tipo de bondade humana. —Disse sarcasticamente.

   Seus lábios se curvaram em um sorriso satisfeito, então seus ombros começaram a tremer.

   — E pode ser que esprema para obter essa nata líquida de você.

   Sua boca se estirou em um zombador sorriso, elevando-se até beijá-lo. Apenas havia tocado seus lábios, quando ela ouviu a porta se abrir.

   —Estão aqui. — Escutaram o grito de um homem.— Vê? Ele não a matou. —aquilo soou um pouco ríspido.

   — Evena? O que esta fazendo sem roupa? Tenho que matar o pirata? — A ultrajada voz de Mary Grogan a precedeu dentro da habitação. Foi seguido por um assobio baixo.— Maldição, garota! Já vejo que não perde o tempo.

   Evena olhou por cima do ombro de seu pirata para ver que Mary olhava fixamente o pênis do pirata. Ela não a culpou por isso.

   — Hum, Mary. Estou bem. Este é.... —A cor alagou suas bochechas quando compreendeu que não sabia o nome de seu amante.

   — Adamarik. Chame-me de Adam, Mary. —O pirata riu, e estendeu sua mão.

   Mary sacudiu sua cabeça.

   — Uh, uh. Sei onde esteve essa mão. Depois me cumprimente. —Dirigindo-se a Evena.— As mulheres foram reunidas na galeria. Este, Darak, — Disse ela com uma careta ao homem que parecia um pavão pela camisa azul.— diz que seu capitão, o homem que agora mesmo brinca com seu peito, vai nos comunicar por que estão aqui.

   Evena olhou ao homem mais jovem que estava de pé detrás de Mary pela primeira vez. Era formoso: cabelo negro, olhos azuis, com umas covinhas que se formavam em suas bochechas quando sorria.

   Seu pirata, Adam, grunhiu e acariciou com sua boca seu pescoço.

   — Irei com prazer, Darak.

   — Parece-me que já teve prazer, Capitão.

   Adam grunhiu, fazendo cócegas em seu pescoço.

   Evena entendeu a frustração de Adam. Ela tampouco estava pronta para enfrentar alguém ainda.

   — Mary, queremos nos vestir.

   — Esperarei lá fora, não demorem. —Disse ela, sorrindo abertamente a Darak enquanto empurrava a porta.

   Uma vez que a porta se fechou, Evena empurrou o amplo peito do Adam até que ele estivesse apoiado de costas, então avançou lentamente até colocar-se sobre ele, ajustando seu corpo com o seu. Cruzando suas mãos sobre seu peito, descansou seu queixo em cima de suas mãos para examinar sua cara.

   — Acredito que teremos que saltar um passo ou dois, no momento.

   — Segue ao pé da letra todas as normas?

   — Sim. Quase sempre. —Sua cara ficou séria.— Não me dê uma razão para que lamente não ter te matado.

   Ele soprou.

   — Nunca teria essa possibilidade. Nossas armas são superiores.

   Ela riu docemente.

   — E onde está sua arma, agora?

   Ele lançou uma olhada ao chão onde a roupa estava amontoada ao lado da cama até encontrar sua espada. Ele riu, mas seus olhos mostravam uma ligeira suspeita.

   — Realmente pensa que poderia me capturar?

   — Melhor não o averiguemos.

   — Que passo omiti? —Perguntou ele, colocando uma mão sob sua cabeça.— Comecei minha viagem no norte e segui procurando até o sul. Não acredito que me aconteceu algo no meio do caminho. Marcaram o ponto com um X. Cavei para achar o tesouro.

   — É um pirata. —Descartando seu olhar, ela penteou o pelo de seu peito com os dedos.— Como sabe quando chega ao destino correto? E se não começou no lugar exato? —Perguntou, lançando uma ligeira olhada para ele.

   Os olhos dele se entrecerrarão.

   — Não importa. — Disse ela, um pouco exasperada. Engraçado, tinha esquecido como duros podiam chegar a ser os homens. Ela tentou levantar-se com a intenção de vestir-se.

   Mas suas mãos a seguraram pela cintura.

   — Se quer um beijo, por que não o pede?

— Não o farei nunca mais. Pode me largar deixar para que eu levante.

   — O que vai acontecer se eu te pedir um?

   — Não estou com bom humor.

   — É uma moça teimosa. —Sua mão segurou sua nuca, forçando-a para baixo.

   Ela molhou seus lábios e franziu o cenho.

   — Então desta vez, poderia começar no sul e ir subindo para o norte...

   — Por Pete[3]!? — Ela o beijou, sua intenção era lhe dar um beijo rápido, só um selinho sem paixão, somente para conseguir que o tolo a deixasse ir. Mas seus lábios se moveram. E se perdeu outra vez no desejo.

   — Caralho! Vê?, Eu te disse que não deveríamos deixar estes dois sozinhos outra vez.

 

Enquanto se aproximavam da galeria, escutaram o barulho de centenas vozes elevadas, bastante animadas pelo que se ouvia. Evena parou no corredor e se virou para enfrentar Adam.

   — Oferecerá às mulheres a opção de ir contigo? Terão esse direito? —As dúvidas sobre a oferta do pirata lhe contraíram o estômago.

   O olhar atento de Adam não duvidou.

   — Não tomaremos nenhuma mulher que não esteja disposta.

   — Se esquece de que podem amotinar-se. Como vai se prevenir?

   — Não anunciarei os nomes até o ultimo dia. E esclarecerei desde o começo que só levarem cem mulheres. Estabeleceremos um processo de entrevista organizado.

   Mary deu um passo para perto de Evena.

   — Poderia ficar realmente feio se fosse embora. Espero que seus homens sejam cavalheiros.

   — É muito tarde para isso. —Disse Darak, olhando para a esquina.

   Mary se uniu a ele.

   — Maldição, Malditos traidores!

   Adam agarrou a mão da Evena.

   — Confia em mim. Oferecerei a cem delas uma segunda possibilidade.

   Evena esperava não estar deixando que seus hormônios a estivessem levando pro mau caminho. Endireitou as costas e andou para a entrada.

   — Mary, vamos tentar pôr alguma ordem aqui.

   — Sim, vamos! —Mary a seguiu. Colocando dois dedos sobre sua boca, soltou um estridente assobio para toda as pessoas reunidas ali.— Também poderia urinar ao vento.— queixou-se quando o ruído não diminuiu.

   A grande galeria era em geral um lugar tranquilo para descansar. O lugar estava a céu aberto, o ar úmido e as camas ficavam desde o centro da nave prisão. A parte central era uma massa de árvores, erva, flores, e as plantas proporcionavam oxigênio para viverem, o alimento, e a beleza para acalmar as delicadas almas das prisioneiras. Segundo um acordo tácito, as prisioneiras começavam a falar em sussurros, movendo-se devagar nas tarefas de horticultura, mas não esta noite. Esta noite, havia homens na nave. Bonitos, vestidos com cores vivas, homens perfumados.

   Os piratas nunca tiveram uma oportunidade. Haviam perdido suas camisas e sapatos, despidos por mulheres ávidas. Não, não mostravam nenhum sinal de preocupação. A maioria ria estrondosamente, ao menos aqueles cujas bocas não estavam ocupadas com outras coisas.

   — Atenção!

   Um rugido masculino atrás de Evena a fez saltar, mas este sim foi eficaz. O quarto ficou quieto em um instante.

   Seu pirata escuro andou até a laje do pátio central, com as mãos sobre seus quadris, parecendo incrivelmente atraente, com a severa roupa negra e sua expressão ainda mais negra.

   Evena notou o interesse das mulheres quando o olharam fixamente, lhe devorando com seus olhos, lhe despindo mentalmente e medindo sua masculinidade. Quis colocar-se na frente dele para cortar aqueles ávidos olhares. Ele é meu.

   Meu? Seu ciúme foi como uma bofetada na cara. Tentou eliminá-lo. Não tinha nenhum direito de sentir essa emoção. Efetivamente, deitou-se com ele, mas ele pertenceria à mulher que seria sua esposa. E aquela mulher certamente não seria ela. Ela tinha que conseguir seu perdão com aquele trabalho.

   Mas Evena já odiava essa mulher. O teria para sempre. Essa desconhecida mulher sujeitaria esse corpo, levaria seus filhos, possuiria suas risadas e o amante fogoso.

   — Damas, quero um pouco de sua atenção, por favor. —A voz do Adam retumbou como a de um barítono.— Homens, tomem seus assentos. —Disse mais firmemente.

   Sua voz vibrou ao longo das costas dela. Pelos tremores que presenciou nas mulheres que escutavam, Evena poderia dizer que sua voz tinha o mesmo impacto sobre elas. Elas se sentaram sobre a terra em frente a ele.

   — Podem estar perguntando-se que interesse têm estes piratas em uma nave prisão... —disse, com um sorriso de lado em sua boca.— ... não o que obviamente vem à memória, agora mesmo. —Disse meneando um dedo para eles, admoestando-os.

   As mulheres riram bobamente como certamente tinha querido ele, supôs Evena.

   — Meus homens e eu estamos cansados de nossos caminhos ilegais. Capturamos muitas naves de Domínio, saqueamos suas cargas... —elevou uma sobrancelha negra— ... desfrutamos das mulheres, e o mostrando em baixo dos narizes de Domínio, tudo em nossa nave.

   As mulheres o aclamaram como se fosse um sentimento parecido ao delas.

   — Mas a pirataria é um negócio solitário.

   Mary cravou seu cotovelo em uma costela de Evena. Quando Evena lhe lançou uma olhada dolorida, Mary pôs seus olhos em branco.

   Sorriu abertamente. O pirata estava exagerando um pouco.

   — Mary, o que pensa?

   — Pergunta se confio neles? Infernos, não!

   — Seria idiotice não cooperar?

   — Não vejo se temos outra opção. São um conjunto um pouco áspero, mas até agora, ninguém foi machucada.

   — Se realmente liberarem algumas das mulheres, —Disse Evena pensativamente.— suas vidas não poderão ser piores que agora. Ou seriam piores?

   Mary encolheu os ombros.

   — Não sei. Mas realmente vai ser um inferno manter a ordem. Principalmente depois que eles fizerem suas escolhas.

   — E quanto a ti, Mary? O faria?

   — Tenho prisão perpétua. E não tenho uma família disposta a pagar pelo perdão. Esta pode ser minha única possibilidade de liberdade.

   — O que acontecerá se for escolhida?

   — Do que está falando? Eu vou escolher! —Disse Mary com um amplo e resplandecente sorriso. Então olhou de soslaio para Evena. — Parece-me que você também já escolheu um para ti.

   — Eu, não. Isso foi somente sexo. Vou pra casa.

   Mary sacudiu a cabeça, sua expressão lhe disse que não acreditava.

   — Uh-huh? O capitão urso negro sabe?

   Evena não respondeu, levando seu olhar até o capitão pirata.

   — Ao longo deste caminho, — Seguiu ele.— estivemos procurando um lar. Um lugar onde poderíamos criar raízes, sem que o governo de Domínio interferisse , e assim criar nossas famílias. Por fim o encontramos.

   A respiração da Evena ficou presa pela intensidade da expressão de Adam. Aquilo não era em benefício do cortejo das mulheres, segundo seu ponto de vista. Ele tinha revelado o que havia dentro de seu coração.

   — Há um pequeno planeta na borda da galáxia, além da influência de Domínio. Possui todo o necessário para construir uma nova colônia. Sua atmosfera pode nutrir a vida humana. O ar cheira a caramelo quando as brisas levam o aroma de uma flor rosácea que cresce ali. Há muita água doce em rios e lagos para nutrir as colheitas que façamos. É verde devido a todas as árvores e plantas que comprovamos serem comestíveis, e suas estações climáticas são temperadas.

   Uma mulher do grupo apertou os joelhos e levantou uma mão timidamente.

   — Sim? —Adam sorriu animando-a a falar.

   — Esse planeta tem nome?

   Adam fez uma pausa antes de responder.

   — Eu tinha pensado em deixar que nossas mulheres escolhessem o nome.

   — Mas seus homens nos disseram que não estavam casados. Nenhum de seus homens está. —Disse outra mulher da multidão.

   — É exatamente por isso que estamos aqui.

   Por fim a compreensão fez que se formassem uns sorrisos risonhos em suas caras.

   — Quantas? —Outro grito ressurgiu do grupo.

   — Aproximadamente cem.

   — Como serão escolhidas? Conseguiremos encontrar outros homens?

   — Eu posso consegui-los. — As perguntas se multiplicaram, por isso Adam teve que levantar sua mão para pedir silêncio.

   — Meus homens e eu estaremos aqui durante oito dias. Entrevistaremos todas as mulheres que desejem partir, dependendo das que sejam elegíveis, então o tiraremos a sorte.

   — O que quer dizer com elegíveis? — Esta pergunta vinha agora da tímida mulher que tinha perguntado antes.

   — Mulheres férteis em idade de procriar. Queremos formar famílias. Estas mulheres devem ser capazes de gerar crianças.

   — Quem nos ajudará quando ocorrer?. Quantas sabem como fazer um parto? Eu não poderia deixar Clara, ela foi uma mãe para mim! —As perguntas da mulher e seus queixa se elevavam cada vez mais.

   — Silêncio! — Bramou Adam, e logo acrescentou.— Por favor. —Seu olhar exasperado procurou Evena, e ela se aproximou rapidamente, colocando-se na frente do alterado grupo.

   — Ele nos oferece uma oportunidade para conseguir a liberdade para cem de nossas irmãs. —Vociferou ela. As expressões mal-humoradas se tornaram pensativas, e as mulheres voltaram atrás.— Não vamos por nenhum impedimento. Estou segura de que tentará ser justo. Enquanto isso, temos convidados. Vamos desfrutar deles durante o tempo que permanecerem aqui.

   Adam abriu seus fortes braços.

   — Trouxe comida e vinho que suspeito não estarem desfrutando há muito tempo. Farei que os homens o entreguem à cozinha abordo. Acredito que o melhor é que façamos uma festa para nos conhecermos melhor.

   Ante este anúncio, começaram a aplaudir.

   Alarmada, Evena puxou sua manga.

   — Vinho? Uma festa? Como supõe que manteremos a ordem?

   — Ah, querida, esse é seu trabalho.

  

   Adam felicitou a si mesmo. A festa estava bem encaminhada e embora a depravação dominasse, a violência estava ausente.

   Sentou-se no meio das almofadas que rodeavam a grama do átrio, bebendo um copo do delicioso vinho francês que tinha “adquirido” de um cargueiro mês passado. As mulheres o abasteciam de comida, cerejas e gomos Arturian, que deslizavam por seus lábios para que as mordesse, lhe ofereciam queijo Samureen talhado em rodelas e o alimentavam com os dedos.

   Olhando ao redor da horta, podia imaginar o que devia parecer à severa Capitã McClure. Tinha tido vislumbres dela caminhando com sua guarda entre as pessoas. As reconhecia rapidamente, pois eram as únicas presas presente que não vestiam seus trajes de resgate.

   O resto das mulheres tinham procurado suas poucas roupas femininas e vestiam combinações estranhas, tentando usá-las como roupa intima. Seus homens pensavam que estavam encantadoras.

   Uma risada atraiu sua atenção para seus colegas. Darak e Ivan estavam reclinados perto dele. Duas mulheres, uma jovem loira e outra ruiva maior, lutavam por desabotoar a camisa de seu jovem oficial de ciência. Ivan gemeu quando a loira recostada sobre ele, agitou sua língua contra seu mamilo de cor café, enquanto a outra lambia o escasso cabelo que abria caminho pelo peito até seu umbigo.

   Abruptamente, as mulheres pararam e tiraram a roupa. Ivan estava ardendo, a loira montava escarranchada em sua cara e a outra rasgava suas calças, deslizando-a para baixo para liberar seu pênis. Inclinando-se sobre ele, ela abriu sua boca para lambê-lo até a raiz, suas bochechas cavando-se enquanto o chupava.

   A mulher que com suas pernas se sujeitava em cima da boca de Ivan, gemia com a cabeça arremetida para trás e seus dedos retorcendo e puxando seus mamilos rosados. A outra mulher lambeu seu pênis e se empalou nele inclinando-se para frente para agarrar em sua boca o peito da mulher loira. Conjuntamente as mulheres gemeram ruidosamente. As mãos do Ivan se agarraram ao traseiro da mulher para alcançar sua vagina e lambê-la com sua língua.

   O pênis do Adam se excitou em suas calças. Onde diabos estava Evena quando ele a necessitava? A mulher a seu lado deslizou uma mão por cima dele, acariciando seu sexo através da roupa. Adam fechou os dedos sobre ela para terminar com sua exploração.

   Um brilho negro entre a gente chamou sua atenção. Evena se levantou com os braços cruzados e um olhar de repugnância em sua cara. Tinha visto a ação da mulher e estava pensando se ele a havia convidado. A cólera e a raiva estremeceram seu peito. Que direito tem Evena de me julgar? Ela me rechaçou. Ele levantou uma sobrancelha e se recostou contra a mulher cujos peitos agora lhe serviam de travesseiro.

   O que fará agora?

   A expressão da Evena se fez mais fechada, se isso era possível.

   Bem! Ele bateu no chão a seu lado, um convite para unir-se.

   Com um olhar mordaz, lhe deu as costas e se afastou de sua vista. Ela não era imune a seus dardos. Uma arma que acrescentaria a seu arsenal de sedução.

   — Maldição, que o moço tinha convidadas — Exclamou Darak roucamente, vigiando Ivan e seu pequeno harém. As três mulheres que rodeavam Darak e que estavam acariciando seu corpo sobre a roupa, encolheram os ombros entre elas, rindo nervosamente.

   Adam, divertido, olhou Darak que ofegava febrilmente enquanto seu pênis se apertava dentro de suas calças, logo a jovem negra se aproximou para colocar-se em cima de seu estômago. Rapidamente se deslizou em cima de seus joelhos, com suas nádegas de cor caramelo, meneando seu traseiro em tom de brincadeira. As mãos grandes de Darak trataram de alcançar uma nádega, apertando e separando, dando a Adam uma excelente vista do traseiro da mulher com seu sexo aberto e seu casulo rosa. Outra das mulheres, loira e de grandes peitos, deslizou-se debaixo da mulher de cor e se pegou seus peitos à boca.

   A última mulher, uma atraente loira, com uma cicatriz magra que se curvava ao longo da maçã de seu rosto, colocou-se atrás de Darak e lambeu e beijou suas costas, finalmente ajoelhando-se atrás dele, passou sua língua por suas nádegas até seu traseiro. Com um rugido de prazer, Darak escorregou rapidamente para dentro da negra, que gritou agudamente de deleite.

   Ao redor de Adam as mulheres se aproximaram com um frenesi orgástico. O feltro da abertura de suas calças se abriu e seu pênis saltou fora, orientado para o céu aberto.

   — Um momento, senhoras. —Tratou de protestar, mas foi empurrado para trás. Uma dúzia de mãos lhe tiraram a roupa. As bocas e os dedos convergiram em seu pênis lambendo e apertando.

   — Nunca vi um tão grande.

   — Isso em mim não cabe. —Disse outra rotundamente, mas ainda acariciando a veia que pulsava ao longo da parte inferior do membro.

   — Fará cócegas a minhas amídalas.

   Adam riu ansiosamente, afogando-se. Seu pênis nunca tinha sido a causa de uma consternação tão grande, estava um pouco surpreso da ávida atenção que recebia.

   — Capitão Singh, posso falar quatro palavras com você? —A parte superior de Mary apareceu em cima de sua cara.

   — Sim? —Perguntou distraidamente, logo percebendo que lhe tinha dado a desculpa perfeita.— Sim! Senhoras, devo atender a chamada. —Disse ele pomposamente, ficando de pé.— Uh.... minha roupa?

   As senhoras riram nervosamente e encolheram os ombros, fingindo ignorância.

   Ele as olhou com os olhos entrecerrados e virou para Mary.

   — Aponte para outro lado, por favor! —Disse-lhe estremecendo.— Isso deveria estar registrado como arma mortal.

   Divertido ao ver que ela não estava impressionada, Adam cruzou seus braços em cima de seu peito.

   — Bem, o que é o que quer me dizer?

   Mary apartou a vista dele e seus olhos se ampliaram.

   — Maldição, cão do demônio! —Exclamou. Cravou os olhos em Darak que estava bombeando dentro da negra. A jovem loira estava agora diante dele, tinha levantado os lábios de sua vagina para deixar exposto seus clitóris e sepultar a cara do Darak em seu sexo.

   Mary não se mostrava zangada. Seu olhar avaliava fixamente.

   — Mary.

   Ela arrastou seu olhar fixo de volta pra ele.

   — O que era que queria me dizer?

   — OH. Somente pensei que você gostaria de saber que Evena deixou o pátio faz alguns minutos, indo para a nave de remos.

   — E pensou que eu queria sabê-lo?

   — Também pensei que olhava um pouco assustado ali atrás. Rodeado de todas essas mulheres.

   — Pensa que temi por minha virtude?

   — Não! Sei o lema do pirata. Tão pouco tempo, tantas vaginas para roubar.

   — São naves, Mary. As naves. Não roubo às mulheres, faço-lhes a corte.

   — E tem que estendê-lo ao redor? —Disse inclinando a cabeça para as mulheres que esperavam.

   — Verdadeiramente, tive medo de que se dariam um festim comigo. Até não poder mais.

   Ela riu, um trovão profundo, forte.

   — Teriam por um momento. E significa o bastante.

   — Mary, por onde ela foi?

   Ela não se fez de desentendida sobre o que o queria dizer.

   — Ao sair por essa porta, o segundo corredor à direita. A nave de remos está ao final.

   — Obrigado. Assegure-se que meus homens não deem o traseiro entre eles.

   Ela suspirou, sua atenção centrada no movimento do traseiro do Darak.

— Mnnnnn.nnnnn.nnnn. Esse menino está cheio de surpresas.

 

 

   Adam recolheu um calção do ramo de uma árvore. Depois de saltar sobre um pé e sobre o outro, fechou e se dirigiu andando para a nave de remos.

   O ruído e a atmosfera sufocante da festa o fizeram perder o momento em que Evena saiu da habitação. Não estava seguro se tomaria às outras mulheres, verdadeiramente não estava interessado em seus cuidados, mas sentiu a necessidade de afirmar sua primazia. Até porque, o rechaçou. A irritação encheu seu peito.

   Ele era um pirata, maldita seja! O chicote dos sete sistemas solares. O amo de seu destino. Ele tomava o que queria, sem nenhuma desculpa. As orgias e a depravação eram seu cartão de visita.

   Seus ombros se afundaram. Na realidade, embora frequentemente compartilhasse as mulheres com sua tripulação e lhe agradasse o sexo com múltiplos participantes, ultimamente tinha desejado um sexo mais relaxado e com uma companheira que lhe ajudará a levar o peso do novo mundo de seus ombros.

   Por que perseguia a única mulher que não se mostrava interessada no que ele oferecia, deixava-o perplexo. Exceto pelo sexo. Ele sabia que ela queria isso. Seus olhos arderam enquanto a olhava chegar ao clímax, seu corpo a traindo.

   Mas ele precisava saber, de uma forma ou de outra, se ela estava disposta a ser sua esposa. Se não, uniria-se ao resto de seus homens para procurar uma mulher adequada. Embora não pudesse imaginar como podia comparar vida a bordo de uma penitenciária de Domínio, com conquistar um mundo novo.

   A porta da nave de remos deslizou silenciosamente e entrou. As mesas do refeitório eram largas, brancas e os bancos brilhantes, mas a habitação estava vazia. Um som da cozinha lhe alertou da posição de Evena.

   Ela se inclinava em uma das unidades grandes de refrigeração, lhe dando as costas. Adam ficou de pé na entrada, seu olhar devorando as nádegas arredondadas que ficavam rodeadas dentro do traje de reciclagem, quando se ajoelhou para alcançar o que procurava.

   Seu pênis estava em apuros, pressionando contra as calças muito pequenas. Ainda não a tinha visto nua naquela posição, mas jurou que a teria de quatro, antes que terminasse a noite.

   Ela grunhiu quando se esticou um pouco mais para dentro do frigorífico, depois rebolou para sair com seu prêmio nas mãos.

   Adam soltou os primeiros cordões de seu calção para aliviar um pouco a pressão que estrangulava seu pênis, arrumando outra vez sua ereção para aliviar-se. A conversa com a Evena já era suficiente desafio, não precisava da distração de suas células cerebrais para outras partes de seu corpo.

   Ela se levantou, mudou de direção com o pacote em suas mãos e ficou sem fôlego quando o viu. Seus olhos se entrecerraram imediatamente e desviou o olhar colocando o pacote em cima da mesa.

   — Errou o caminho? A orgia está no outro extremo do corredor.

   — Não preciso desse tipo de alívio.

   — OH, estou surpresa que não vá retornar à festa para desfrutar de outro tipo.

   — De alívio?

   — Não, de orgia. —Respondeu ela bruscamente, abrindo a caixa e tirando uma bolacha de cor marrom do interior.

   Frustrado por sua cólera, ele se desfez em suspiros.

   — Olhe, o que aconteceu antes não tem importância. Estava te esperando.

   — Sinto muito, não funciono com tanta audiência. — Jogou a bolacha em sua boca e fez uma careta.

   Ele tratou de continuar controlando seu temperamento, mas a mulher dava à palavra teimosia um novo significado.

   — Eu tampouco... umm, já não.

   — Não, desde dez minutos, né? — E comeu outra bolacha cor café.

   Ele desejava que ela ao menos o olhasse, quando atravessou a cozinha.

   — Olhe, não queria isto. Justamente estava tentando ser educado, um bom anfitrião...

   Ela pôs seus olhos em branco.

   — Logo as coisas nos levaram mais longe, havia tantas.

   — OH sim, esqueci-o. Darak mencionou seu lema: “Tantas mulheres, tantos vaginas a roubar”. —Ela deu outra mordida na parte já consumida.

   — São naves, porra!. naves! E que diabos está comendo?

   — A Proteína Poo. Uma receita de nossa própria cozinheira. Mnnnnn-mmm. —Disse-o com um sorriso altivo e lhe estendeu uma.— Quer uma?

   — Demônios, não. Isso é asqueroso. —Investigou a caixa e pôde ver por que ganharam o horrendo mote.— Se não queria ter nada comigo, então, por que demônios não comeu ao menos os mantimentos que trouxe?

   Ela encolheu os ombros e fez estalar uma bolacha que levava a boca.

   — Quando for embora, ainda comerei estas bolachas pequenas e saborosas. Não perderei o que não tive.

   — Sentirá saudades de mim?

   Seus lábios se apertaram, única prova do golpe recebido. Ela se ocupou em selecionar outra bolacha. Finalmente se endireitou e lhe olhou à cara.

   — Olhe, não te julgo. Há quase quatrocentas mulheres a bordo desta nave. Só cem terão sorte suficiente de ir com você. O mínimo que você e seus homens podem fazer, é que as que fiquem para trás tenham uma lembrança agradável.

   — Não estou aqui para agradar a quatrocentas mulheres. Procuro uma esposa. —Ele suspirou profundamente.— Com prazer te levaria como minha esposa. —Disse-o seriamente.

   Sua expressão se entristeceu.

   — Não.

   Algo semelhante à dor se agitou em seu peito.

   — Por que não?

   — Porque volto para casa, a Terra. Minha família está comprando o perdão para mim do Presidente de Domínio. Poderei voltar para minha própria casa e para minha vida.

   Adam odiou o homem instantaneamente.

   — Há alguém te esperando? Outro homem?

   Os olhos dela olharam além dele, sua expressão ausente.

   — Não. Só o bastardo responsável por eu estar aqui. Volto para buscá-lo.

   — Exige vingança?

   — Por aí vai à coisa. —Olhou a bolacha que ia dar e a lançou dentro da caixa.— É minha missão neste mundo fazer que ele sofra. Roubou cinco anos da minha vida.

   Adam desistiu. A vingança era algo que entendia.

   — Te fará feliz lhe fazer pagar?

   — Huf. —Bufou ela. Seus olhos brilharam intensamente com ódio.— A felicidade? Conformarei-me com satisfação. Cinco pestilentos anos apodrecendo na prisão, primeiro em uma penitenciária da Terra, agora neste cubo de ferrugem. — Arrastando sua voz na última palavra, deu a volta para devolver a caixa à unidade de refrigeração.

   Adam deu um passo para ela, apoiando sua mão em seu ombro para acalmá-la e sentiu as respirações entrecortadas que emitiu.

   Ela se encolheu quando notou a mão, mas não se virou. A caixa caiu ao chão.

   Com sua boca perto de sua orelha, ele disse:

   — Sei de traição e de ódio tão fortes que lhe retorcem por dentro. —colocou suas mãos no frio metal do frigorífico, uma a cada lado e se apoiou em suas costas. Não lhe daria espaço para levantar ao seu redor suas defesas como uma capa.— Deve deixar seu medo.

   Ela o empurrou para trás, mas ele resistiu, segurando-a com força. Ela ficou rígida no círculo que formavam seus braços.

   — Esta conversa está acabada. — Seu tom foi firme, mas ele notou um estremecimento que descia por suas costas.

   — Muito bem, mas minha oferta segue de pé.

   — Não perca seus preciosos oito dias capitão, capitão ou sairá sozinho.

   Dado que uma aproximação direta não tinha obtido sua meta, Adam decidiu por tentar outro rumo. Pressionando seus lábios ao lado de sua garganta, disse-lhe:

   — Você conhece as mulheres a bordo desta nave, quero que me dedique mais tempo. —Sua mão avançou brandamente ao redor de seu estômago, logo se moveu para baixo, cobrindo o coração quente de seu sexo. Pressionando o tecido, roçou seus dedos entre os lábios inferiores.

   Com sua respiração agitada, a cabeça da Evena caiu para trás, contra seu ombro.

   — O que quer de mim? —Perguntou ela ofegando.

   — Me ajude a encontrar uma esposa. — Ele pressionou seu pênis duro contra suas nádegas e começou a menear-se contra ela.

   — Quer que eu escolha a sua esposa? —Perguntou, seu tom era incrédulo, enquanto elevava uma mão para lhe agarrar firmemente do cabelo.

   — Sim. —Ele moveu seus quadris, centrando seu pênis na fenda de suas nádegas.— Você sabe o que eu gosto. Quero alguém como você.

   Ela ficou sem fôlego e girou sua cabeça para olhá-lo.

— Teremos que pesquisar...

   Ele dobrou seus joelhos ligeiramente e movendo seus quadris para cima, levantou-a de seus pés.— ... frequentemente. —Seu traseiro descansava no berço de seus quadris, suas longas pernas se estenderam, pendurada de ambos os lados.

   A fricção queimou seu pênis e ele esfregou mais forte seus dedos contra seus clitóris.

   — Sim. Pesquisaremos. — Sua mão tratou de alcançar o pescoço de seu traje e o rasgou, deixando descoberto seus peitos até o ninho de suaves cachos.

   Ele endireitou as pernas e a soltou. Voltando-a, baixou o traje por suas longas pernas, ajoelhando-se como uma criada a seu cuidado. Quando ela ficou nua, ele colocou uma perna em cima de seu ombro e acariciou com o nariz os cachos vermelho escuros de seu sexo, atravessando-o com sua língua como se fosse uma lança.

   As mãos delas estavam colocadas ao redor de sua cabeça, acariciando seu cabelo, pressionando seu rosto. Não foi necessário que o animasse para que lambesse a carne doce e salgada que começava a chupar e apertar. Ele empurrou um só dedo dentro de seu canal e chupou duro seus clitóris. Uma substância de feminina cremosa e quente revestiu seu dedo e ele inseriu dois dedos mais, empurrando para cima enquanto mantinha o assalto ao seu botão rosado.

   — Adam! — Suas mãos agarravam duramente seu cabelo, enquanto se fechava hermeticamente a seu redor, arqueando-se como um arco, no momento do clímax.

   Ele se apartou, se levantando para tirar as calças enquanto ela observava, as mãos dela embalando e espremendo os peitos. Cristo! O necessita tanto quanto eu. Triunfante, junto com a urgência de estar dentro dela, seu pênis se inflamou dolorosamente.

   — Fique de joelhos. —Disse-lhe, sua voz dura como seu apertado testículo.

   Seus olhos aumentaram, mas ela concordou, de costas a ele se inclinou para frente para descansar em cima de seus braços.

   Baixando de joelhos atrás dela, ele passou a palma de sua mão pelas nádegas de seu traseiro, baixando para pressionar o interior de suas coxas.

   Ela abriu mais suas pernas e baixou sua cintura, lhe dando uma vista excelente de sua vagina torcida e úmida com o buraco de seu traseiro vulnerável.

   Guiando com uma mão seu pênis, ele seguiu o caminho da separação de suas nádegas para baixo, fazendo uma pausa em seus lábios rosados para pressionar com seu pênis, dançando em círculos sedutores ao redor de sua vulva faminta.

   Ela gemeu e pressionou para trás para introduzir seu pênis, mas ele se deteve, se controlaria e a faria chegar a um orgasmo que nunca esqueceria.

   Moveu seu pênis contra seus clitóris úmido e aguentou a vontade de empalá-la. Cuspindo sobre seu ânus, inseriu um polegar dentro dela, ao mesmo tempo em que seu pênis se introduzia dentro de seu sexo.

   Instantaneamente, seu pênis foi absorvido dentro de seu canal, úmido, palpitante e que ameaçava abrasando-o com seu calor. Seu ânus se contraiu ao redor de seu polegar, um anel apertado que enchia sua mente de possibilidades infinitas para sua exploração.

   Evena emitiu um grito amortecido e empurrou tentando mover-se para participar ativamente. Ela não negaria que ele podia lhe dar a satisfação mais doce.

   Rodeando-a por sua cintura, a segurou com força enquanto empurrava duramente em seu interior, inclinando seus quadris para deixar exposto seus clitóris, roçando seus cachos com seu testículo. Logo suas nádegas esfregaram contra sua barriga, quando ela pressionou para trás para conseguir uma penetração mais dura e intensa.

   Seu testículo congestionados estavam a ponto de explodir com o movimento de seus quadris. Ele saiu dela lentamente, controlando-se, concentrando-se na percepção das paredes de sua vagina, estremecendo-o e apertando-o, puxando-o para dentro.

   — Mais rápido! —Exigiu Evena e empurrou para tomá-lo mais profundamente dentro dela, mas ele se obrigou a parar e esbofeteou suas nádegas.

   — Adam? —A palavra foi uma pergunta e um gemido, sua vagina se apertou ansiosa ao redor dele.

   Satisfeito daquela outra experiência nova que podia lhe ensinar, ele grunhiu:

   — Gostou disso?

   — Por favor — Respondeu ela, com voz alta e clara.

   — Carinho, o que precisar. —Ele a esbofeteou outra vez e seu traseiro rebolou quando ela tratou de fazer mais funda sua penetração, mas ainda ele continha seus quadris. Vários açoites depois contra suas nádegas acaloradas e ela ficou sem fôlego, lhe suplicando para terminar.

   O controle do Adam se deteriorava. A mulher movendo contra seu pênis o estava matando. As nádegas avermelhadas de seu traseiro tremeram e sua respiração ficou ofegante. Adam moveu os quadris e a penetrou duramente. Dentro, fora, mais rápido, mais rápido. Os únicos sons eram o açoite rítmico de sua barriga contra o traseiro e os grunhidos profundos de sua garganta. Uma quebra de onda o invadiu quando chegou a seu clímax.

   Ele pensou que deveria ter gritado, mas só ouviu seu comprido grito antes que desabasse, sustentada por suas mãos enroladas ainda ao redor de seus quadris.

   Com seu coração martelando dentro do peito, atraiu Evena para dentro de seus braços. Ainda unidos, seus corações acalmaram gradualmente sua excitação. Adam achou impossível parar o movimento de suas mãos que deslizavam pela pele suave de sua barriga, adiante e atrás uma e outra vez.

   Ele nunca tinha acariciado tanto uma mulher. Nunca tinha se deleitado com o período posterior. Mas desejava que aquela união não acabasse nunca.

   — Suponho que seria mais prático para eu fazer a investigação inicial. —Murmurou Evena.

   Adam teve que esforçar-se para compreender do que estava falando. Quando se precaveu de que pensava em seu ridículo plano para escolher esposa, incomodou-se. Ele só tinha tido intenção de que mostrasse alguma emoção. Possivelmente lhe fazer ciúmes com a ideia de tomar outra mulher por esposa. Evena era uma garota teimosa. Mas se ela queria jogar, assim seria.

   — Sim. Recorda, necessitarei a uma mulher forte. Alguém de sua constituição. Teremos que fazer alguma... investigação, para provar as aspirantes. —Adam se sentiu satisfeito, quando ela ficou rígida entre seus braços. Queria que se ofendesse. Queria que ela se negasse.

   — É um homem bem grande. Definitivamente, não queremos uma mulher que não possa fazer frente a seus... apetites. —Disse-lhe, com palavras entrecortadas.

   Adam sorriu e a acariciou atrás do pescoço. Ia desfrutar vendo até onde Evena era capaz de chegar com seu plano.

    

   Evena estava a ponto de explodir. O caipira queria que lhe encontrasse uma parceira? Ao sentir seu pênis crescer dentro dela, sua raiva aumentou. O pensamento de todas as entrevistas que ele teria que fazer até encontrar a apropriada estava excitando ao bastardo.

   Corroeu-a saber que o desejo dele estava aumentando com o pensamento de “afundar seu pavio” no poço de outra mulher, e que ela estava se excitando.

   — Possivelmente deveríamos ir para seu quarto para discutir isto mais detalhadamente. —Murmurou ele.

   Quando seu membro se endureceu mais, ela se retorceu e afundou mais profundamente sua vara dentro dela. No dia seguinte, disse-se, ela mesma começaria a dedicar-se a lhe encontrar o par perfeito. Alguém com dentes negros e um traseiro do tamanho de uma vaca Samureen.

   Enquanto isso, ela tremeu e acolheu seu pênis no oco entre suas coxas.

   — Já está bom! Tenho que ter uma cama debaixo de mim. —Grunhiu ele e a elevou nos braços. Quando ela se dobrou para recuperar seu traje, ele o separou dela.— Não vai precisar dele.

   Enquanto o seguia para fora da galeria, ela só podia admirar os largos ombros que se estreitavam até chegar a uma magra cintura, e as musculosas nádegas que se prolongavam em umas maciças coxas.

   Ela suspirou e lhe seguiu. Todo mundo devia estar no átrio. O que poderia acontecer se ela atravessava o vestíbulo seguindo um homem nu?

 

   — Capitão McClure! —A voz de Calandra a deteve. A guarda estava parada à porta da sala de vigilância, seus olhos dilatados ao olhar de Adam a Evena. Quando Adam lançou o traje reciclado da Evena sobre seus ombros e parou despreocupadamente com os braços cruzados sobre o peito, Evena queria lhe matar. Seu membro surgiu direto do ninho de pelo escuro, ainda brilhando com os restos de seu orgasmo.

   De sua parte, Adam não parecia pensar que houvesse nada impróprio em sua nudez ou em sua patente ereção.

   Evena limpou a garganta e tentou adotar uma postura igual de indiferença, esperando que a guarda não notasse o rubor que queimava suas bochechas e seu peito.

   Ela não teria precisado preocupar-se. O olhar de Calandra estava fixo no ondeante mastro do pirata.

   — Calandra. — Pela segunda vez Evena tentou atrair a atenção da mulher.

   Calandra piscou, e então se virou para Evena.

   — Capitã...

   — Sim? —Perguntou Evena.

   O olhar da mulher se deslocou da Evena a Adam.

   — Possivelmente isto deva esperar. — Murmurou ela.

   Impaciente com a fascinação da mulher por Adam, Evena replicou:

   — Está bem, Calandra. O que era o que tinha que me dizer?

   O olhar de Calandra voltou para Evena.

   Evena lamentou ter sua atenção imediatamente quando descobriu que ela estava defendendo sua vagina com a mão. Evena se endireitou e tentou aparentar que permanecer nua em um corredor, ao lado de um homem cuja ereção era suficientemente grande para satisfazer a uma égua, era algo que fazia todos os dias.

   — Capitã McClure, a mudança de guarda vai segundo o previsto. Conforme o planejado, as guardas do átrio estão fazendo a mudança fora, e Tina está aqui para me render. Já está revisando meus registros.

   Sentindo-se mais mortificada ainda, Evena cruzou seus braços sobre o peito, mas os descruzou rapidamente quando se deu conta que só tinha elevado mais suas tetas.

   — Bem. Só lembre-se do limite das duas cervejas, se por acaso houver algum problema mais tarde. — Evena sentiu uma áspera palma sobre seu traseiro, uma indicação nada sutil de que deveriam ter pressa.

   Os lábios de Calandra estavam fortemente apertados para conter seu regozijo.

   — Suponho que não há mais como ele na festa não, senhora?

   Ignorando a evidente intenção de distração de Adam, Evena replicou grunhindo:

   — Há outros dezenove bastardos no cio. Não se preocupe por chegar tarde. Estou segura de que já esgotaram a suas parceiras atuais. — Esse comentário lhe valeu um beliscão em seu já dolorido traseiro.

   As pernas da Evena se converteram em gelatina. Uma mão deslizou ao redor de sua cintura para segurá-la. Estranhamente, o ávido olhar de Calandra só aumentou a crescente excitação da Evena.

   — Certeza que não querem companhia? —Perguntou Calandra, seus olhos fixos nos bicos endurecidos dos peitos da Evena.

   — Possivelmente esta seria uma oportunidade de começar nossa busca? —O áspero sussurro do Adam a estremeceu de pés a cabeça. — Deixarei você fazer a entrevista. Só olharei.

   A princípio, ela não entendeu o que ele queria dizer, mas seu corpo reconheceu o desafio imediatamente. O sangue de Evena vibrou através dela, alagando seus mamilos e seus clitóris, e liberando um jorro de cremosa resposta que começou a gotejar por suas coxas. Sua mente vacilou pelo choque. Quero que ele me olhe enquanto faço com uma mulher.

   Adam assumiu o comando. A excitação de Evena era tão potente que sua cabeça flutuou. Apostaria até seu último dinar que Evena nunca fez amor com uma mulher, dada a forte resposta de seu corpo à sugestão. O choque e o desejo lutavam em sua expressão.

   Com um gesto de convite para a opulenta loira, Adam guiou Evena com uma mão em seu traseiro.

   — Meu nome é Calandra. —Disse a loira secamente.

   — Me chame de Adam. —Ele olhou para Calandra.— Ela nunca ...

   Calandra sorriu abertamente.

   — Não por falta de ofertas, me acredite.

   Quando alcançaram o quarto de Evena, Calandra entrou primeiro e começou a despir-se imediatamente.

   Ao ver sua sobrancelha levantada, ela encolheu seus ombros.

   — Não quero lhes dar a oportunidade de pensem novamente.

   Quando o traje caiu a seus pés, os peitos como melões de Calandra fizeram que a boca de Adam se secasse e seu pênis se erguesse mais. O que estaria tentada a fazer Evena? Quais eram as secretas fantasias que negou a si mesmo durante tanto tempo? Ele empurrou Evena para dentro da sala, e empurrou uma cadeira perto da cama. Sentou-se escarranchado sobre ela, apoiado no respaldo e olhou às mulheres com expectativa. Tinha conseguido que as duas estivessem ali, o resto dependia de Evena. Perguntava-se se ela teria coragem de seguir o desejo que ele lia em suas bochechas ruborizadas e seu ávido olhar.

   O coração da Evena martelou em seu peito. Embora não fosse escrupulosa, nunca antes tinha considerado ter uma relação com uma mulher. Estranhamente, os “atributos” de Calandra lhe davam água na boca ao pensar em tomar seus peitos dentro de sua boca. Brincaria com seus mamilos e os endureceria. O cabelo loiro que cobria o púbis de Calandra a incitava a olhar debaixo. Como seria a carne de mulher em sua língua?

   Que Adam se retorcesse. Ele tinha lançado o desafio. Ela responderia com um próprio. E havia algo deliciosamente malvado em deixar-se levar enquanto Adam olhava. Quão rápido sucumbirá a minha sedução?

   De alguma forma, o pensamento de compartilhá-lo com Calandra daquela forma não lhe causava ciúme. Possivelmente tinha algo a ver com sua renúncia ao controle e cede-lo a ela. Ele provavelmente não entendia quanto controle lhe tinha dado.

   Ainda insegura de como proceder, Evena se ajoelhou na cama e estendeu uma mão para convidar Calandra a unir-se com ela.

   A loira se ajoelhou na frente dela e colocou seu cabelo detrás de seus ombros, expondo seus peitos ao fascinado olhar de Evena.

Evena alargou uma mão hesitante para um grande peito. A textura aveludada do mamilo da cor de pêssego convidava a uma exploração mais detalhada. Evena se inclinou para baixo e lambeu o mamilo. O casulo se ergueu sem esforço contra sua língua, e Evena não pôde resistir em dar um rápido toque. O ofego de Calandra lhe animou a aprofundar a carícia, assim fez movimentos circulares com a língua ao redor do mamilo, e o introduzia na boca e o chupava.

   As mãos de Calandra afundaram no cabelo de Evena aproximando mais seu rosto.

   — Mais. Chupa-o mais forte. —Sussurrou ela.

   Encorajada por seu êxito, Evena abriu sua boca para poder meter mais do peito dentro de sua boca e aumentou a sucção até que os mamilos da mulher se alargaram. Ante a urgência de Calandra, Evena mordiscou gentilmente os inchados picos. A respiração de Calandra ficou difícil e seus peitos se esticaram. Sentindo-se poderosa e imensamente sensual, Evena enterrou seu rosto no exuberante peito. Assim é como se sente. Não é de estranhar que os homens adoram brincar com as tetas!

   Calandra se deitou na cama, seus braços abertos, convidando Evena a unir-se a ela.

   Evena a seguiu, montando-se escarranchada sobre seus quadris, continuando seu assalto a seus mamilos, mordiscando-os alternadamente, e logo os lambendo para acalmá-los.

   Os quadris de Calandra ondulavam para cima, seu pelo púbico raspando o sexo aberto da Evena.

   Ambas as mulheres gemeram.

   Flexionando seus quadris, Evena foi encontrar a seguinte investida. A carne entre suas pernas tremia com excitação. Como se sente um homem quando cobre uma mulher? Riscando um caminho ascendente com sua língua no pescoço de Calandra, pôs seus corpos ao mesmo nível, de forma que estavam em frente uma com a outra.

   O sorriso de Calandra foi sedutor, sua cara avermelhada pela excitação. Lembrando que tinham audiência, Evena olhou de esguelha para Adam para julgar sua excitação. Suas bochechas estavam avermelhadas, seu peito subia e baixava rapidamente. Uma sobrancelha arqueada, desafiando-a a continuar.

   Evena olhou para Calandra.

   — Ele ainda não sofreu o suficiente.

   Calandra sorriu e agarrou firmemente o traseiro da Evena, aproximando-o mais, até que ficaram com os púbis encostados.

   Evena saboreou o momento. Suave sobre mais suave. Pele quente, almíscar especial, trocaram suaves murmúrios de avaliação.

   Evena lambeu a língua de Calandra.

   — Não sabia. —Sussurrou ela.— É tão poderoso.

   — Eu sei. Dá poder. Estive esperando para lhe mostrar isso - Disse Calandra, então deu lambidinhas na boca da Evena.

   Evena esqueceu o olhar vigilante de Adam. No lugar, não pôde evitar pensar na intensa paixão que mantinha sua consciência em cada polegada de pele em que seus corpos estavam unidos intimamente. Pelo pubiano, ventre e, Deus bendito, peitos. Os montículos de Evena se esmagaram contra os de Calandra, seus mamilos apunhalando os peitos da outra mulher.

   Ela massageou circularmente com suas tetas os peitos da outra, todo o tempo olhando fixamente seus lábios. Ela nunca tinha beijado a uma mulher, mas se perguntava quão diferente se sentiria de estar com um homem quando estivesse apertada contra a dela.

   Os lábios de Calandra se moveram.

   — Fazemos? — Ela mostrou sua língua de novo e desenhou uma linha ao longo em volta da boca de Evena.

   Fechando os olhos, Evena ofegou e fechou sua boca sobre os lábios suaves, aprofundando o beijo, suas mãos emoldurando a cara da outra mulher. Sua cara, seus lábios. Tão suaves, tão quentes. A língua de Calandra inundou sua boca, movendo-se sobre sua boca e dentes. O beijo se aprofundou e uma líquida resposta fluiu do sexo da Evena.

   Evena deslizou uma perna entre as de Calandra, esfregando sua coxa contra o sexo úmido da mulher. Calandra a correspondeu e Evena se deixou levar, montando sua perna.

   Umas mãos separaram suas nádegas, e os dedos percorreram o caminho entre elas. Uns pequenos e delicados dedos desenharam um pequeno círculo ao redor do ânus de Evena, pressionando até que o dedo deslizou para dentro.

   Desenredando-se, Evena jogou sua cabeça para trás e se balançou, mas não era suficiente. Ela se apartou, deslizando mais abaixo, e as mãos de Calandra empurraram seus ombros, animando-a a explorar.

   Evena se sentou e cavou seus próprios peitos em suas mãos, apertando-os, puxando seus mamilos para endurecê-los mais. Então, com uma mão guiando um peito, Evena se dobrou, o traseiro elevado no ar, para riscar os contornos do corpo de Calandra com seus inchados mamilos, sobre seus enormes peitos, os proeminentes mamilos, deslizando-se mais para baixo através de seu suave ventre, inundando no poço côncavo de seu umbigo.

   Quando ela alcançou o ninho de pelo loiro, Evena se deteve para separar as pernas de Calandra, e então se ajoelhou entre elas. Abriu os lábios inferiores de Calandra e esfregou seu mamilo sobre o duro coração do clitóris da mulher.

   — Cristo, aprende rápido! —As mãos de Calandra se enredaram no cabelo da Evena enquanto se retorcia, seus quadris elevando-se.— OH meu Deus! coma-me! —Implorou ela.

   O sexo da Evena já empapado, contraiu-se produzindo um som de sucção. Ela sorriu quando ouviu o grunhido do Adam, mas estava muito concentrada para lhe dar atenção agora. A excitação de Calandra era uma martelada em seu pulso, um batimento do coração entre suas pernas.

   Afundou sua cara entre as coxas de Calandra, e fez rodar sua bochecha e sua boca ao redor de seu empapado sexo. Ela o saboreou. Salgado, almiscarado, como o meu nos lábios do Adam, mas diferente.

   — Sim, sim. OH Cristo, me coma. —Calandra se levantou, movendo seus quadris mais forte, Evena agarrou seu traseiro para levar seu sexo até sua boca.

   O próprio sexo da Evena chorou, pulsando enquanto lambia as bordas do de Calandra. Então Evena colocou sua língua tão dentro quanto pôde. Com seus dedos, separou os lábios que protegiam o inchado clitóris e esfregou nele vigorosamente em círculos.

Calandra se agitou na cama, então chorou.

   — Por favor, por favor, por favor. Preciso do seu membro dentro de mim.

   Querendo vê-lo também, Evena elevou sua vista para olhar Adam. Sua cabeça estava agachada, seu olhar tão escuro e absorto como a de um touro enfurecido. Ela lambeu o sexo de Calandra enquanto sustentava seu olhar fixo. Perderia ele o controle antes que ela o pedisse?

   Sua mandíbula se apertou, as narinas agitando-se. Suas mãos aferraram o respaldo da cadeira.

   Calandra corcoveou.

— Preciso do seu pênis. Agora!

   Satisfeita que Adam lhe estivesse deixando no comando, Evena se retirou para o final da cama. Olhando para Adam, mostrou as coxas abertas da mulher.

   — Veja se encaixa. —Ordenou ela.

   Os olhos do Adam não se separaram dos seus enquanto se levantava, seu membro impossivelmente enorme, uma gota de sêmen brilhando na ponta. Evena esticou um dedo para recolher a gota de seu membro, e a levou a boca.

   — Minha. — Disse ela, limpando seus dedos com a língua, com um aviso em seus olhos.

   As bochechas do Adam ficaram mais vermelhas, seu peito e ombros agitando-se enquanto apertava os punhos.

   — Me diga o que quer. —Reclamou ele, com voz rouca.

   Evena zombou dele com uma sobrancelha arqueada.

   — Toma-a como os cães. — Ela havia dito isso? Quando Adam se levantou rigidamente da cadeira para obedecer, seu olhar se dirigiu a seu pênis. Realmente é meu para lhe mandar. A excitação ameaçava ultrapassar sua necessidade de controle.

   Adam se ajoelhou na beira da cama e agarrou as pernas de Calandra, apoiando-a sobre seu estômago. Ela se levantou ansiosamente sobre seus joelhos e apresentou seu traseiro.

   Parando para decidir como se sentia com o anseio do casal por obedecê-la, Evena decidiu que sua curiosidade estava muito excitada para querer pará-los agora.

   Adam se impulsionou para frente, seu pênis tocando o buraco do traseiro da mulher, então olhou para Evena.

   Sua submissão excitou Evena. Ela moveu sua cabeça, não.

   Ele se impulsionou para diante de novo, esta vez tocando o sexo aberto da mulher

   Evena afirmou com a cabeça e conteve a respiração. Ele investiu para frente de uma vez, embainhando-se dentro do sexo da mulher.

   Calandra chiou e elevou seus quadris mais alto para ir ao encontro de suas investidas.

   Evena notou com satisfação que ficavam aproximadamente três polegadas de seu pênis sem introduzir cada vez que ele entrava. Ficando atrás deles, olhou como suas nádegas se flexionavam, dentro e fora, e imaginou a si mesma no lugar de Calandra, recebendo suas poderosas investidas. Ela apoiou uma mão em seu traseiro, e seguiu seu movimento, o músculo sob sua palma, estremecia-se ligeiramente ao final de cada investida. Ela não tinha notado isso antes.

   Calandra olhou sobre seu ombro.

   — Evena, te una a nós. —ficou sem fôlego quando ele se equilibrou para frente, atravessando-a com sua lança de novo.

   A curiosidade parecia guiar as ações da Evena. Ao ouvir o apresso de Calandra, Evena se deslocou à cabeceira e se sentou nela, com suas costas apoiada contra a parede, seus joelhos elevados e bem separadas. Ela conteve a respiração.

   Calandra afundou sua cabeça no sexo de Evena, e começou a lamber e chupar, enquanto Adam a investia atrás, sua cabeça oscilando ao ritmo de suas investidas.

   Adam fixou seu olhar nas coxas separadas de Evena, e seus quadris se moveram mais rápido, o som de seu ventre golpeando o traseiro de Calandra criou uma indescritível excitação em Evena. Ela elevou suas mãos a seus peitos e os apertou, quase dolorosamente, enquanto Calandra chupava mais forte seus clitóris.

   Repentinamente, Calandra ficou rígida, e jogou sua cabeça para trás com um forte rugido, o orgasmo atravessando-a. Quando sua liberação terminou, caiu de lado sobre o colchão, liberando do membro do Adam.

   Adam cravou os olhos na Evena, suas coxas ainda abertas e separadas para seu exame.

   O olhar dela se dirigiu a seu pênis, vermelho, com as veias muito marcadas e resplandecente.

   — Tua, você o ordenou. —Disse ele, dobrando-se para agarrar seus tornozelos, arrastando-a pela cama para ele.

   Evena caiu de costas sobre o colchão, e seu olhar ficou preso ao dele.

   — Me tome.

   Enganchando seus antebraços debaixo de seus joelhos, ele levantou seu traseiro da cama e mergulhou dentro dela com um grito.

   A tensão, quente, exasperante, começou a expandir-se dentro dela, emanando desde seu ventre até seu sexo, enquanto ele investia com seus quadris, entrando mais e mais fundo dentro dela.

   Calandra engatinhou para ela, tomando o peito que tinha mais perto dentro de sua boca, movendo-se sobre o mamilo, sugando-o e atacando-o com seu dente. Uma mão foi para baixo, até que seus dedos encontraram o clitóris de Evena, o agarrou e o fez girar entre seus dedos.

Rendendo-se completamente a seus amantes, as costas da Evena se arquearam sobre a cama quando uma onda de sensações explodiu em seu ventre, e sua vagina se apertou ao redor do membro do Adam, ordenhando-o.

   Com um rugido, sua semente se derramou dentro dela, banhando-a em uma maré cálida.

   Quando Evena recuperou trabalhosamente a consciência, ouviu as risadas de Calandra.

   — Capitão McClure, não sabia que havia tanto dentro de ti. Deus, estou exausta. — tombou-se ao lado dela na cama, um braço rodeando o ventre de Evena.

   Adam se estirou ao lado da Evena, a mão debaixo de sua cabeça, seu peito ainda agitando-se por sua trabalhosa respiração. Seu braço estendido descansou no colchão sobre a cabeça dela, e ela levantou seu pescoço para que ele o pusesse debaixo.

   Emparedada entre dois quentes corpos, Evena se deslizou ao sonho.

 

   Adam despertou na escuridão com a doce sensação de duas línguas lambendo seu testículo.

   Uma mão pequena ao redor de seu pênis meio erguido, e uma das mulheres emitindo risadas, Calandra, recordou ele.

   — Já está acordado. —Sussurrou ela.

   — Não importa, lhe chupemos completamente. —Ordenou Evena.

O membro de Adam se endureceu em um segundo. A aura de poder de uma mulher, especialmente em assuntos de dormitório, era o afrodisíaco mais poderoso. Acostumado a guiar, deixar o controle para Evena, para que fizesse o que lhe gostasse era pura tortura. Encontrá-la dirigindo também as ações da outra mulher lhe pôs um pouco nervoso.

   As línguas recomeçaram sua doce tortura, deslizando-se ao longo de toda sua longitude, parando para encontrar-se ruidosamente no meio do caminho enquanto ele esperava impaciente que elas recordassem que ele era o objeto de sua busca. Então se separaram, uma de volta a seu testículo, a outra lambendo um caminho úmido, ardente, seguindo para cima os sulcos da cabeça de seu pênis. Céus.

   A cabeça de Adam caiu ruidosamente sobre o travesseiro e seus quadris se elevaram da cama. Os lábios situados debaixo meteram seu testículo na boca, depois os chupou dentro de uma ardente boca para lhes banhar com uma vigorosa língua. Os lábios situados acima se afundaram ao redor de seu pênis, sugando quando pararam, lhe mordiscando ligeiramente com os dentes. Incapaz de ficar quieto, começou a dar ligeiros impulsos.

   Precisando tocar algo, tratou de alcançar às mulheres, suas mãos encontraram suas cabeças, mas elas apartaram suas mãos.

   As mulheres se deslocaram na cama, e Adam conteve a respiração, morrendo por saber o que fariam agora.

   A cama se afundou ao lado de sua cabeça, e ao mesmo tempo, coxas quentes montaram escarranchado sobre seus quadris. O calor de um quente sexo deslizou sobre sua cara enquanto outro deslizava para seu membro. Com um grunhido, Adam levantou sua cara para afundar-se na úmida carne suspensa sobre sua cara, fazendo girar seu áspero queixo sobre o clitóris da mulher. Seu sabor não lhe era familiar... Calandra.

   Evena estava jogando sobre seu membro. Seus quadris faziam um movimento circular, oprimindo seu membro, logo se movendo para cima e para baixo com golpes curtos, duros, que esfregavam seus clitóris no áspero cabelo que rodeava a base de seu sexo.

   — Me dê seus peitos. —Disse Calandra, e Adam sentiu as mulheres se inclinando uma sobre a outra, logo ouviu o estertor de Evena e os sons úmidos e de sucção que Calandra fazia enquanto agarrava um mamilo. Ele só podia imaginar a expressão de Evena. Veio-lhe à mente a imagem do abandono dela quando uma mulher chupava suas tetas, e ela usava seu pênis como um vibrador para seu próprio prazer. Estou no inferno. Como recuperar o controle?

   Tira uma da equação.

   Os quadris de Evena se moveram mais rápidos acima e abaixo sobre ele, e Adam reiniciou seu assalto sobre o sexo de Calandra, lambendo seus clitóris com a língua enquanto deslizava dois dedos dentro dela. Ela se jogou para trás, lhe apressando para que chegasse mais fundo. Cavando sua mão, lentamente inseriu seu punho, e Calandra parou de mover-se, suas coxas tremendo contra suas bochechas. Ele começou a retirar-se.

   — Não, não pare. —Implorou ela, e empurrou para trás, tomando seu punho dentro dela mais profundamente, as paredes de sua vagina ondulando ao redor de seus dedos.

   — Aha! Quase te tenho.

   Então uma mão se fechou ao redor de seu testículo, fazendo-os girar dentro de sua bolsa, apertando brandamente. Os pés apoiados no colchão, Adam corcoveou debaixo de Evena, e iniciou seu próprio ritmo de investidas.

   Evena se moveu em sentido contrário, arquejando trabalhosamente..

   Calandra gemeu e moveu seus quadris, enquanto Adam abandonava a precisão para dar pequenos golpes com sua língua ao redor de seus clitóris. Quando seu orgasmo a golpeou, as paredes se apertaram ao redor de sua mão, pulsando ao ritmo do coro de seus gemidos.

   — OH, OH, OH...

   Quando os espasmos finalizaram, Adam deu a seu sexo um último beijo e levantou sua cara. Evena tinha parado de mover-se sobre seu membro, e sua agitada respiração indicava que necessitava que ele tomasse o controle sobre o árduo trabalho.

   Ele sorriu para Evena, preparado para vingar-se.

   — OH Calandra, amor. —Incitou Adam

   — Hum, pirata?

   — Está preparada para ajudar a Evena a encontrar sua sorte?

   — Seguro. —Replicou ela, sua voz rouca.— Só me diga o que quer que faça.

  

   Evena ofegou, tratando de acalmar seu coração, mas a voz do Adam, seu matiz baixo e íntimo às escuras, junto com sua enorme ereção, faziam seu ventre e suas coxas tremer de excitação.

   Esperou enquanto ele instruía Calandra. O timbre de suas vozes, uma escura e profunda, a outra clara e coquete, fez que quase perdesse o trem da conversação.

   — Suba em cima de mim, Evena. —Disse Adam. Suas mãos em sua cintura a ajudaram a cumprir torpemente suas ordens.— Vire-se, amor. Segure em mim. Agora, te dobre.

   Vulnerável e exposta, sua vagina gotejou. O calor que maturava em seu ventre cresceu convertendo-se em uma chama que rugia quando suas mãos acariciaram suas nádegas.

   — Separa as pernas, amor.

   Ela alargou sua postura.

   Suas mãos apartaram o interior de suas coxas.

   — Mais.

   Ela os alargou mais, sentindo que os lábios de sua vagina se abriam de par em par. O ar fresco lambeu sua suave carne interna.

   Agradecia a Deus que estivesse escuro! Ou nunca teria coragem de se entregar a ambos. Esperar seus movimentos seguintes era uma agonia.

   Apoiando-se em seus trementes braços, ficou sem fôlego quando Calandra deslizou sob seu ventre por suas costas, seu cabelo suave acariciando o ventre da Evena.

   — Pronta, quando você quiser, pirata. —Disse ela .

   — Agora. —Respondeu ele.

   Por favor, por favor deixa que seja agora! Evena sentia que ele se deslizava dentro dela ao mesmo tempo em que Calandra soprava em seu exposto clitóris. Suas coxas estremeceram.

   Adam deslizou para fora, logo para dentro, lentamente, retorcendo seus quadris em círculos dentro da Evena. A respiração quente de Calandra continuou soprando sobre ela, e sua mão procurou seu peito, escondendo-o na palma da mão. Iam deixá-la louca, lentamente a torturavam. Não implorarei. Não...

   Evena se apoiou na mão de Calandra, urgindo-a silenciosamente a afundar mais a carícia. Calandra deu um golpezinho com seu polegar sobre o mamilo de Evena e ela gemeu. Mas para isso era a carícia.

   Repentinamente, o líquido molhado e quente, gotejou pela dobra de suas nádegas, seguiu pelo polegar grande do Adam que esfregava sobre seu ânus.

   Evena estremeceu, tão grande foi sua antecipação. Adam lhe deu outro impulso pouco profundo de seu pênis, e esperou ansiosamente que desatasse uma tormenta.

   — Pronta, garotinha? —Perguntou.

   — Por favor, Adam. —Implorou, suas paredes já convulsionadas ao redor de seu pênis.

   Ele se equilibrou, enterrando-se por completo dentro de sua vagina, ao deslizar dois dedos dentro de seu ânus.

   Muito, ela soluçou. Foi muito!

   Então Calandra chupou duramente seus clitóris.

   O calor, os dedos, a língua, e o pênis balançaram Evena, girando-a em espiral até que seu pensamento só foi consciente da necessidade desesperada por escalar o precipício.

   Sua respiração saía em gritos de assombros desiguais, sua voz grunhia ao mesmo tempo em que as estocadas rápidas dos quadris de Adam, explodiu, remontando-se em cima.

   Ela afundou em cima de Calandra, que se contorceu embaixo dela, rendendo-se.

   — Quase me sufoca até morrer. —queixou-se alegremente.

   Evena grunhiu, muito desesperada para falar, ainda cheia com a ereção de Adam.

   Calandra deu um beijo rápido em seu ombro.

   — Deixarei-os sozinhos aos dois. Obrigado por compartilhar, Evena.

   Evena murmurou adormecida, consciente do sussurro da roupa às escuras, e do dispositivo da porta quando a outra mulher os deixou.

   Uns lábios quentes deslizaram ao longo de seu pescoço.

   — Não acabei contigo.

   Evena gemeu.

   — Não concordo. Acabaste comigo.

   Ele riu, um retumbar que sacudiu com força seu pênis dentro dela.

   Os dedos do pé da Evena se dobraram.

   — É desumano. —queixou-se.

   Ele retirou sua ereção de uma forma bastante lenta.

   Evena murmurou um protesto ininteligível pela perda de seu calor e da conexão.

   Ele a pôs de costas, e logo baixou até que a cobriu totalmente com seu corpo. Deslizando uma perna entre a dela, abraçou-a, colocando-se dentro, seu pênis descansado, molhado e pesado em seu ventre.

   Suas mãos alisaram brandamente seu cabelo.

   — Não sabe que é feita para mim?

   Evena lhe concedeu que devia ser verdade, mas não lhes serviria. Ia para casa.

   Mordendo os lábios, alegrou-se de estar às escuras quando uma lágrima escorreu por sua bochecha. Tentou como pôde, mas não podia negar o crescente desejo dentro dela de se dar àquele homem, em corpo e alma.

   No lugar de falar, fixou a vista em seus lábios, encontrando os dele infalivelmente, beijando-lhe com todo o desejo de seu coração.

   Adam meigamente a penetrou, balançando-se em um ritmo parecido, confortando-a, mas acendendo o fogo depositado de sua paixão.

   Ela levantou suas pernas para rodear sua cintura, o mantendo apertado contra si, e juntos encontraram a doce liberação.

 

As luzes aéreas piscaram fracamente, imitando as primeiras horas da manhã na Terra. Evena o observou de lado. Pela primeira vez tinha dormido a noite inteira sem uma só emergência a que responder.

   Os braços fortes dele apertavam ao redor de sua cintura, e Evena percebeu que estava deitada de lado, com Adam esquentando suas costas. Aconchegou-se mais perto.

   — Te dá conta, ela nunca encaixará. —Murmurou Adam perto de seu ouvido.

   — Ela? —Perguntou Evena, com a mente completa cheia de dúvidas.

   — Calandra. Ela não é adequada.

   Evena soube instantaneamente, estavam de volta no ponto de encontrar uma companheira para o pirata irascível. Ficou rígida em seus braços.

   — E por que não? É bela. —queixou-se ela.

   — Havia ainda três polegadas de mim pra fora depois que a penetrei.

   Grosseiramente dito, mas verdadeiro. Evena ficou alarmada. Enquanto que seu pequeno ménage tinha sido um experimento agradável, não queria compartilhar trios acolhedores com cada mulher a bordo da nave até que Adam encontrasse uma que fosse “apta”.

   — Como propõe que encontremos uma mulher que seja apta? Só temos sete dias.

   — Começaremos nossas entrevistas hoje. A primeira parte do processo é o reconhecimento médico.

   — O reconhecimento médico? Como um exame?

   — Sim. O Doutor averiguará a fertilidade de cada mulher. Poderia dizer a ele que faça um exame interno para medir a longitude de seus canais.

Indignada, Evena balbuciou.

   — Medir seus canais? Que asqueroso!

   — Não o faria a cada mulher. Só nessas que têm o desejo de ser minha companheira.

   Evena tratou de levantar-se da cama, mas seus braços a sujeitaram como uma banda de aço.

   — Não, não, maldição, não! Não o permitirei.

   — Só penso em seu bem-estar, meu amor. —Continuou ele, sua voz molestamente razoável.— Se me esqueço em um momento de paixão, então poderia fazer mal a minha mulher. É obvio, os homens poderiam gostar de saber sua longitude, também.

   — O quê? — Perguntou ela, aumentando sua voz quando seu significado se esclareceu.

   Ela sentiu seu peito estremecendo contra suas costas.

   — Estava brincando, verdade?

   Umas fortes gargalhadas retumbaram atrás.

   — Que o céu me ajude, mas é divertidíssima.

   — Bastardo!

   — Sim, espero sê-lo.

   O pênis de Adam se aproximou de suas nádegas. Sem falar, Evena abriu suas pernas. Quando ele se deslizou no meio e roçou sua vagina, Evena ficou sem fôlego.

   — Está machucada? —Murmurou ele.

   — Um pouco. — Respondeu ela, sentindo-se um pouco desconcertada e muito feminina.

   Seus dedos metidos entre suas pernas, pressionaram sua vagina.

   — Está terrivelmente quente. Ainda inchada. Tenho medo. Teremos que esperar um pouco até que te recupere, meu amor.

   — Sinto muito. —Disse, decepcionada, mas feliz porque ele tinha a intenção de fazer amor com ela outra vez.

   — Não o faça. Especulo que não te permitiste o gosto de orgias descabeladas com piratas durante algum tempo.

   — Está correto a respeito disso. —Respondeu sardonicamente.

   — Bem, suponho que o que se deve fazer agora é levantar minha tripulação de suas camas e começar.

   — O que há a respeito de ti?

   — O que há a respeito de mim?

   Ela deu volta em seus braços.

   — Está machucado?

   Ele a olhou com receio.

   — Não.

   Ela sorriu com o sorriso de uma mulher e alcançou seu pênis. Apertou-o dentro de sua mão.

   — Impaciente por atenção, não é assim?

   — Lhe pergunte.

   Evena sorriu abertamente.

— Acredito que o farei.

   Deslizou-se para baixo até que sua cara ficou junto a sua ereção.

   Adam conteve sua respiração, excitado e cauteloso pelo que ela faria depois.

   — Nunca estive tão perto em pessoa e, como disse, falando, com nenhum pênis.

   Adam se perguntou com que tipo de idiotas exímios tinha estado antes de seu encarceramento. Sua expressão de admiração quando cravou os olhos nele foi inquietantemente inocente e atenta.

   Ela remontou uma veia com seu dedo fazendo que seu pênis se sacudisse com força pela antecipação.

   — Tem um nome?

   — Bom, nunca foi batizado. — Adam pôs um travesseiro sob sua cabeça para ter um melhor ponto de vista.

   Seu pênis se moveu outra vez.

   — Parece ter uma mente própria. Precisa de um nome.

   Divertido, ele perguntou:

   — O que sugeriria?

   — Um homenzinho impressionante como este deveria ter um nome igualmente impressionante, não concorda? —Ela o contemplou, com diabrura em seus olhos.— Como Herbert?

   — Herbert! —Respondeu, tratando de soar ofendido.

   — Não? Edgar é melhor?

   Ele fez uma careta.

   — Isto é mais difícil do que pensei. —Murmurou ela, sua mão deslizando-se ao longo de sua longitude.— É um homenzinho muito importante, e deveria ter um nome que signifique algo.

   Sorrindo agora, Adam observou como os olhos da Evena se entrecerravam. Os momentos passavam enquanto pensava.

— Tenho-o. Chamarei-o Rufus.

— Por que Rufus? —Perguntou, curioso.

— Bom, em épocas antigas, na feliz Inglaterra houve um rei desumano que foi muito grande, chamado Rufus, o Vermelho.

   Adam gostou da ideia, que pensasse que seu pênis era cruel e muito grande.

   — Rufus, hmm?

   Seu pênis se sacudiu com força outra vez.

   — Lhe agrada.

   — Bom, será Rufus. — Esteve de acordo Adam.

   — Agora que concordamos com um nome, deveríamos batizá-lo, não?

   Adam esteve de acordo incondicionalmente.

   Sua mão se fechou sobre a cabeça, apertando brandamente.

   — É tão suave. — Adam soprou.— Sua pele, tolo. É como veludo. Quase tão suave como meus mamilos. — Sua mão escapou do pênis para tocar um mamilo, comprovando a textura, logo voltou a acariciá-lo outra vez.

   A vista foi incrivelmente erótica. Adam teve que inspecionar para estar seguro se sua língua estava ainda atrás de seus dentes.

   Seu polegar acariciou em círculos o olho minúsculo em sua extremidade, e Adam gemeu.

   Sua cabeça se sacudiu com força para cima, e ela voltou a acariciá-lo em círculos outra vez.

   — Rufus gosta?

   — Uh huh.

   Sua cara baixou e sua língua se sobressaiu, estreitada em um ponto, e baixou o olhar.

   — Olhe isso! —Exclamou Evena, apontando seu pênis para sua cara. Uma gota de sêmen, branco e redondo como uma pérola, refulgiu em seu olho.

   Evena formou redemoinhos com sua língua sobre ela, logo lambeu seus lábios em círculos, antes de pressionar um rápido beijo pegajoso na cabeça de Rufus.

   — Que bom homenzinho é.

   O suor brotou na fronte de Adam. Evena parecia satisfeita tomando seu tempo, mas os minutos que passavam se convertiam em uma tortura para ele, seu pênis estava tão duro como uma rocha.

   — Evena?

   — Sim, Adam?

   — Rufus está preparado. —Grunhiu.

   — Mencionei que correu o rumor que Rufus era gay?

   — Ele não é gay. —Respondeu Adam rotundamente.

   — Ele nunca...

   — Nem sequer uma vez.

   — Hmmm. —Ela se viu decepcionada.

   — Evena.

   — Sim, Adam.

   — Deixa de evasivas.

   — Desmancha-prazeres. Bom, tem uma forma engraçada.

   Adam apertou seus dentes.

   — O que tem de engraçado?

   — Bom, é reto, até aqui mesmo. —Ela tocou a parte inferior de Rufus, justamente debaixo da borda de sua cabeça.— Logo se dobra para dentro um pouco.

   —É reto como uma flecha. —discordou ele.

   — Não. Rufus não é perfeito.

   — Argh!

   As mãos da Evena rodearam Rufus, quente e apertado. Adam fechou seus olhos e empurrou para cima com força entre suas mãos, em um momento de alívio.

   — Vê isto?

   Ele abriu uma pálpebra.

   — Minhas mãos não são pequenas, mas meus dedos não podem rodeá-lo.

   Matava-lhe pouco a pouco.

   — Evena!

   — Está tudo direito! —Respondeu ela brincando.— Quanto tempo diria que está assim.

   — Pelo amor de Deus!

   — Não há nenhuma necessidade de amaldiçoar. Estou certa que posso dizer a Rufus que faça uma demonstração para ver como funciona. —Suas mãos se deslizaram para cima e para baixo, e seus lábios se fecharam sobre a cabeça do Rufus.

   Estava tão duro que seus dente o machucaram, Adam queria seu corpo para relaxar-se.

   — Retorce-te. —queixou-se ela.

   — Não me retorço. — Negou ele e empurrou entre suas mãos apertadas outra vez, lhe dizendo com seu corpo que estava preparado para que seguisse com ele.

   —Alguém te disse alguma vez que é resmungão pela manhã?

   — Mulher, agora mesmo há uma só forma para me pôr de melhor humor.

   Com o cenho franzido pela concentração, Evena lentamente o masturbou com suas mãos, apertando fortemente, deslizando-se, e arqueando-se, seu rosto tão perto que sua respiração fez fluxo sobre sua carne super sensibilizada. Ela tinha aprendido rapidamente como conduzi-lo à loucura. Agora que se estabeleceu na tarefa, ele fechou seus olhos, sua atenção centrada na sensação de suas duas fortes mãos que esfregavam a pele de seu pênis pra cima e pra abaixo em sua base rígida.

   Como suas mãos se moviam mais rapidamente, seu coração pulsou mais forte em seu peito, sua respiração se acelerou, e o sangue rugiu através de suas veias, apertando seu testículo. Ele gemeu e suas mãos tomaram seu cabelo, empurrando sua boca para seu pênis.

   Suficiente!

   — Carinho, me chupe completamente. —Implorou ele roucamente.

   Evena formou redemoinhos com a língua em sua cabeça antes de afundar-se nele. De cima a abaixo com sua boca seguia o movimento de suas mãos, calibrando sua excitação por seus ofegos e por como ele agarrava firmemente seu cabelo. Não houve forma que a deixasse fazer qualquer outra investigação.

   E Evena poderia ter seguido sem parar com o sabor de sua carne quente, salgada e o aroma almiscarado de sua excitação. E como não com a sensação de seu pênis enorme que chegava além de sua língua, até sua garganta?

   Chupou mais forte, e a umidade lubrificou suas mãos. Começou a retorcê-lo ligeiramente quando bombeou nele.

   — Você gosta disso...

   — Cristo, justamente assim, carinho.

   Evena aumentou a velocidade de seus movimentos, e espremeu duramente seu pênis, continuando com a raspagem tenra de seus dentes.

   Adam se entregou a sua boca, e as fervuras de sêmen cobriram sua garganta. O ritmo de seus ofegos fez jogo com o movimento de seus quadris e a liberação que vinha.

   Um longo momento depois de que ele tivesse ejaculado, bombeou em sua boca. Evena não se importou. Ela o banhou com sua língua, apaziguando ao pobre homenzinho que tinha torturado tão a fundo.

   A mão do Adam acariciou a parte de trás de sua cabeça, logo a impulsionou em cima de seu corpo. Com seu sabor ainda em sua língua, Evena o beijou, percorrendo o interior de sua boca para compartilhar o fruto de seu trabalho.

   Fortemente seus braços a puxaram em cima dele e Evena aconchegou seu rosto em seu peito, escutando seu poderoso coração pulsando dentro dele. Uma tenra emoção se abateu sobre ela. Era similar ao que sentia quando ele a acariciava. Somente com seu corpo. Quando suas mãos lentamente acariciaram suas costas, Evena saboreou o momento. Foi um daqueles que entesouraria em seus solitários anos vindouros. Um momento que poderia apagar os solitários anos já perdidos.

   — O que te trouxe aqui, Evena?

   Alarmada já que seus pensamentos tinham seguido um caminho similar, Evena ficou tensa.

   — Não te julgo. Seria o último que faria. Só sou curioso.

   Ela tratou de evadir-se.

   — Não há muito que contar.

   Os momentos passaram enquanto ele esperava que continuasse, e ela finalmente suspirou.

   — Trabalhei para uma Instituição Financeira Universal. No departamento de TI. As tecnologias celulares eram meu forte.

   — Inteligente além de bela. —Brincou ele.

   Ela soprou.

   — Não muito preparada. Tive uma aventura com meu supervisor. O bastardo malversava dinheiro. Utilizou minha identificação de retina. Ainda não sei como. De qualquer forma, quando foi descoberto, meus rastros estavam em todas as transações.

   — O que aconteceu depois?

   — Desfez-se de mim. — Envergonhada por sua estupidez, continuou incapaz de ocultar sua amargura. — Em meu processo ele chorou em seu lugar. Disse que tinha me amado, e não percebeu que o estava usando todo o tempo para roubar nossos clientes.

   — E sua família? Defenderam-lhe?

   Fechando os olhos, respondeu.

   — Minha família está bem colocada. Estavam envergonhados por seu sobrenome estar sendo manchado por todos os jornais sensacionalistas. Realmente não lhes importava se era culpada do delito ou não. Estavam zangados, tinha manchado sua reputação.

   — Então, por que retornar, Evena?

   A mesma pergunta que tinha começado a fazer-se. Levantando a cabeça, deixou-lhe ver suas lágrimas.

   — Por cinco anos isto me feriu, deixando um buraco em meu interior. Quase me rendi. Estava pronta para ir com meus vinte anos e depois desaparecer. Minha família já se distanciou de mim e do escândalo que causei. Mas então me enfureci. Fui privada de minha profissão. Roubada de minha inocência por um depredador que usou minha ingenuidade para me enredar em seu delito. Quero lhe ver pagar por isso.

   Ele acariciou seu cabelo, seu tato calmante e aprazível.

   — Mencionou um perdão. Por que sua família está te ajudando com isto se preferiam que desaparecesse?

   Sua boca fez um gesto de sorriso, uma torção cínica de seus lábios.

   — Sei onde estão enterrados os esqueletos da família.

   O humor cintilou em seus olhos.

   — Ah. O gatinho despiu suas garras.

   — Por aí vai à coisa.

   Adam curvou sua mão ao redor da dela e atraiu seus dedos para seus lábios.

   — Só recorda: minha oferta está vigente.

   Seus lábios tremeram.

   — Farei-o.

   Ele a beijou, seus lábios pressionando brandamente os dela.

   — Bom gatinha, já é tarde. O que diz de averiguarmos onde está o resto de minha tripulação?

  

   Evena seguiu Adam para o corredor, puxado com força seu ajustado traje de reciclagem. Que engraçado, nunca tinha notado como apertava sua virilha. Esperava que não fosse óbvio para quem olhasse seus lábios que estes estavam inchados, duas vezes seu tamanho normal.

   O apuro do Adam era muito mais divertido. Ainda com um lençol envolto ao redor de seus quadris não reduziu o impacto masculino de seus traços afiados. Ainda parecia um tipo perigoso, apesar do lençol rosado.

   Entraram no corredor, o lugar de paz e alimentação. Evena cheirou o ar e enrugou o nariz. Onde o perfume de estufa e flores viçosas deveria persistir, o aroma amadurecido de sexo alagava o ar.

   Cem corpos nus se pulverizavam pelo chão, alguns roncavam ligeiramente, outros começavam a mover-se e a mexer suas extremidades, gemendo no acoplamento preguiçoso e sem frenesi.

   Adam a olhou sobre seu ombro. Sua expressão era hermética. Ela se perguntou se ele pensava que seria rechaçada. Com um encolhimento de ombros sardônico, foi até ele.

   — Me ajude a encontrar minha roupa. —Murmurou ele.

   Conseguiram chegar ao meio de toda aquela loucura, ao lugar onde ele tinha estado à noite anterior. Colocando a mão sob as nádegas de uma mulher adormecida, ele tirou sua cueca. Evena encontrou sua camisa negra de algodão sob a cabeça de outro, que sorriu abertamente com sonolência para Evena e cordialmente levantou sua cabeça para renunciar a seu travesseiro.

   Quando Adam se vestiu, Evena procurou os membros de sua força de segurança. Encontrou Calandra com o jovem oficial de ciência de Adam, sua cabeça descansava em seu ventre, seu sexo flácido ao lado de sua boca.

   Evena lhe deu um golpezinho com o dedo do pé, e Calandra piscou reservadamente por um momento, antes de ficar de barriga para cima e estirar-se.

   A vista dos peitos inchados da mulher fez que os fluidos da Evena se agitassem. As deliciosas lembranças desses peitos a apunhalavam, lhe fez dar água na boca. Estranho, mas as coisas amalucadas que tinham feito conjuntamente na escuridão não a fizeram envergonhar-se nem um pouco. Calandra sorriu abertamente e separou suas pernas, um convite que Evena ignorou. Com pesar.

   Negando com a cabeça, disse-lhe:

   — Precisamos levantar os guardas para fazer seu percurso. Este lugar vai jogar faíscas dentro de pouco.

   — Caralho! —Calandra se incorporou, esfregando sua virilha. Com um suspiro confuso, respondeu timidamente.— Não pense que vou levantar-me não.

   Conhecendo como se sentia, Evena lhe deu uma mão para levantá-la. Calandra a assombrou apoiando-se nela, e a mão da Evena se levantou automaticamente para acariciar seu peito nu, massageando o pesado tecido. Quando Calandra pressionou seus lábios com os seus, Evena não pôde resistir ao redemoinho bem-vindo de sua língua. Compartilharam um comprido beijo, antes de afastar-se para tomar fôlego. Calandra lhe deu um sorriso lento, malvada, uma promessa de mais por vir, e logo Evena foi à busca de mais de seus oficiais.

   Uma por uma, encontrou a suas empreendedoras guardas e despertou ou chamou sua atenção de sua queda para lhes deixar saber que precisavam trabalhar.

   A última pessoa que encontrou foi Mary. Evena parou sobre ela por um longo momento, olhando-a fixamente. Mary se estendeu para trás, Darak cobria seu corpo, seu pênis ainda encravado nos pequenos cachos do sexo de Mary, seus lábios chupando um peito como um bebê enquanto dormia. Os braços musculosos de Mary o envolviam tão meigamente como qualquer mãe.

   Ela nunca tinha visto seu sargento CB nua. A língua da Evena se pegou à parte superior de sua boca, instantaneamente seca.

   O corpo da negra era tudo exceto masculino. Com sua apreciação recém descoberta para a forma feminina, o olhar acalorado da Evena rastelou os escuros mamilos, marrons púrpura que coroavam seus grandes peitos. As pontas se estenderam como os largos fios de lã magros de uma estranha orquídea que tinha visto uma vez no horta de um amigo da família. Convidavam uma boca a amamentá-los.

   Seu olhar viajou mais baixo. O ventre de Mary estava tenso, a musculatura era evidente sob a pele acetinada. Seus lábios escuros foram enrolados como uma flor ao redor do pálido pênis de Darak. A sexualidade recém despertada de Evena lhe fez perguntar-se se os cachos que emolduravam a esse assombroso sexo teriam a mesma textura que os cachos cortados na cabeça da mulher.

   Mary se moveu e seus olhos se abriram. Olhando a Evena, sua boca se estirou em um aberto sorriso travesso, deixando expostos seus brancos dentes com um oco no meio.

   — Ei, você.

   Evena trocou de posição seus pés, sentiu vergonha ao ser apanhada olhando fixamente a seu amiga.

   — Não esteja envergonhada. —Disse Mary brandamente.— Estive te vigiando por muito tempo também. —Percorrendo com o olhar a sexo de Evena, sorriu faceira.— Parece que teve muita ação ontem à noite, garota.

   Darak gemeu contra o peito de Mary e ela soltou uma risada gutural.

   — Come para mamãe.

   — Não outra vez, Mary. Meu pênis está intumescido. —Sem abrir os olhos, ele se lambeu os lábios, encontrou o mamilo e sugou fortemente.— Mmmm. —Darak ficou no centro entre as coxas de Mary e bombeou com pouco entusiasmo em seu sexo.

   Uma mão grande rodeou a cintura da Evena, e a respiração quente do Adam agitou o cabelo ao lado de sua orelha.

   — Quase sinto lástima por ele. —Murmurou.

   — É um tipo com sorte. —Protestou ela.

   — Ela é muito para ele.

—Eu sei. —Proferiu Mary, abrigando suas substanciais coxas ao redor da cintura magra do Darak.

   — O traga para a cozinha logo que ele se levante. —Disse Adam.

   — Escassa eleição de palavras, —Murmurou Evena, ganhando uma repreensão em forma de apertão em suas nádegas.

   — Dê por feito, Capitão. —Respondeu Mary.

   Adam afastou Evena, com sua mão na parte pequena de suas costas.

   — As entrevistas começarão depois de que a tripulação tomar o café da manhã. Poderia colocar anunciar no interfone de sua nave para fazer saber às damas o que esperamos delas?

   — Não há problema. Tenho que recordar às mulheres que devolvam seus trajes, também. Ontem foi agradável, mas ainda temos que reciclar.

   Adam alisou uma mão sobre seu quadril.

   — O que fazem suas mulheres que não sabem que esses trajes são tão reveladores?

   — Está dizendo que você gosta de como ficamos com eles?

   Alcançaram o lugar onde o corredor se bifurcava. Adam lhe deu a volta para confrontá-la e a atraiu a seus braços.

   — Verdadeiramente, — disse ele baixando a voz — eu gostaria mais de não verte com nada, mas o material dos trajes se adéqua perfeitamente a suas curvas. Fica pouco para a imaginação.

   — Assim estava quando me viu pela primeira vez.

   Ele riscou um dedo ao longo de seu peito.

   — Podia perceber a forma de seus peitos e o contorno de suas auréolas e seus mamilos. Soube o que meu olhar despertou. Ainda agora posso te dizer como se incharam em nosso jogo de amor.

   Evena se ruborizou. Sua conversação arruda despertou, ainda sabendo que a resposta visível de seu corpo a fazia passar vergonha. Demônios, seu corpo era um livro aberto para qualquer que o lesse!

   Adam se inclinou para beijar seus lábios, antes de encaminhar-se à cozinha. Evena refletiu que estava se acostumando aos seus cuidados, inclusive os desejava ardentemente.

   E só o tinha conhecido por volta de um dia.

 

   Com Calandra lhe pisando os calcanhares, Evena se encaminhou para uma inspeção das celas do bloco de alta segurança. As buscas frequentes eram obrigatórias para assegurar-se de que as prisioneiras não traziam entre mãos qualquer travessura. Até agora não tinham descoberto nada, nenhuma arma caseira ou evidência de que tratassem de forçar a fechadura de segurança.

   Quando se aproximaram da cela de Celestine, Evena pôs suas costas rígida. Ela realmente, realmente não gostava da mulher.

   — Celestine esteve um pouco reservada. —Disse Calandra.

   Tinha a Calandra. Evena apreciou o fato de que a outra mulher fingisse que nada fora do normal tinha ocorrido entre elas. Enquanto as horas passavam, ela havia se sentido insegura de como se sentiu a respeito de fazer amor.

   — É consciente de que temos os piratas a bordo?

   — Provavelmente. Sabe como funciona a rádio de rumores da prisão.

   — Te prepare. Ela provavelmente vai ser sobre tudo desagradável.

   — Meu pau está preparado. Realmente sinto que não cortou sua própria garganta com aquele chicote ontem.

   Evena silenciosamente esteve de acordo.

   Na porta da cela de Celestine, Evena levantou sua mão diante do leitor até que a palma de sua mão foi verificada, e os barrotes do laser tintilaram completamente.

   Celestine jazia na cama de lado, descansando sua cabeça sobre uma mão. Seu traje de reciclagem ficava aberto, a ranhura de sua cintura com os lados movidos a um lado para lhe emoldurar os peitos.

   — Retornaremos aos trajes inteiros hoje, Celestine. Precisa fechá-lo. —Disse Evena.

   Celestine moveu uma mão sobre um peito, deixando-a cair pesadamente, logo fez rodar o mamilo entre seus dedos.

   — Aposto que ontem vi centenas de peitos. —Tirou a língua fora e se chupou as pontas dos dedos, logo voltou a retorcer seu mamilo.

   Levantou seu cortante olhar para fulminar Evena.

   — Ouvi que até tinha um par destes em sua própria boca.

   Evena jogou um rápido olhar a Calandra que negou com a cabeça, confirmando que a fonte de Celestine não era ela. Aquilo preocupou Evena. Supunha-se que a psicopata estava isolada do resto da população de reclusas.

   O olhar do Celestine permaneceu em Evena.

   — Aposto que não viu qualquer outros tão belos como os meus. —Disse ela, seguindo acariciando seu peito até que a ponta se ruborizou em um profundo vermelho.

   Mantendo a cara inexpressiva, Evena disse:

   — Te levante. Sabe a rotina.

   Celestine sorriu e oscilou fora da cama, balançando seus peitos de forma encantadora. Ao passar na frente de Evena, deliberadamente roçou o braço da Evena com seu mamilo.

   Quando esteve de pé contra a parede em frente da cama, Evena começou sua busca. Esteve desiludida quando não encontrou nada. Tinha querido uma desculpa para romper a boca da psicopata. Com um puxão de sua cabeça, indicou que Celestine podia retornar a sua cama.

   Enquanto ela passeava tranquilamente ao lado Evena, apoiou-se perto de Evena e inalou pelo nariz ruidosamente.

   Evena a apartou à força e Calandra se uniu a ela.

   Celestine riu e se afastou.

   — Cheiro a homem por todas suas partes, Evena. Não pode conseguir suficiente, verdade? A quem recorrerá quando partirem, hmmm? —Ela se recostou sobre sua cama. Ignorando às duas mulheres, empurrou sua mão dentro de seu traje e começou a masturbar-se.

   O lábio da Evena se curvou em desgosto e girou sobre seus pés para deixar a cela.

   Uma vez fora, Evena recorreu a Calandra.

   — Quero saber quem lhe dirige a palavra. Registra cada visita. Duplica os guardas. Alguém está jogando um jogo perigoso.

   A risada zombadora do Celestine as seguiu baixando o corredor.

 

Adam examinou o refeitório, satisfeito de que tudo progredisse bastante bem. Uma linha de mulheres esperava sua vez para ver o doutor, que extraía uma prova pequena de sangue de seus lóbulos para correr para sua câmara diagnóstica portátil. As múltiplas tiras de amostras, com o sangue das mulheres manchado a lâmina fina do mata-borrão, colocavam-se na bandeja dentro da câmara. As mulheres não tinham tempo de sentar-se outra vez antes que o monitor da câmara desse leituras para cada prova, a prova de maior importância era a leitura de fertilidade.

   Várias mulheres já tinham sido rechaçadas por problemas de fertilidade, mas o resto esperava na seguinte fila para falar individualmente com um dos doze piratas que dirigiam as entrevistas.

   Nenhum dos exames internos seria realizado aquele mesmo dia. Uma vez que se estreitasse o campo, o médico tinha a intenção de examinar a cada mulher para assegurar que podia ser capaz de levar um menino sem complicações.

   Adam sorriu abertamente quando recordou quão enfurecida se tornou Evena quando ele sugeriu a medida de circunferência das mulheres deviam ser medida. Era uma coisa afortunada que seus homens não tivessem tido essa mesma ideia.

   Adam se levantou detrás de um de seus homens, Milton Everhardt, quando entrevistava a mulher loira com a cicatriz através de sua bochecha que Adam tinha visto entre o harém do Darak na tarde anterior.

   A cicatriz fazia pouco para desviar de sua beleza. Seu cabelo comprido, arenoso e loiro e sua cor nata de pele agradaria a qualquer um de sua tripulação.

   Ele se aproximou mais para ver como estava à entrevista.

   — Bem, senhorita Aurelia, alguma vez trabalhou em uma granja?

   — Não, mas trabalhei em um bordel.

   — Bem, essa é uma boa profissão. Alguns de nossos homens têm requisitos sexuais muito particulares. Deixe-me ver. —Milton tirou seu computador do pulso, deixou-o sobre a mesa e pulsou um botão para subir um desdobramento holográfico de uma lista.— Aqui está a lista do Akron. Seu primeiro requisito é: Deve amar o sexo anal.

   — Como é a aparência do Akron?

   — Tenho uma foto aqui. —Ele pressionou outro botão.

   Adam quase explodiu, fazendo um intento para não rir quando um quadro do corpo nu do Akron Kelly brilhou intermitentemente por cima da mesa.

   — OH, eu. Este quadro está em escala? —Perguntou Aurelia, ao cravar os olhos no inchado pênis do homem.

   — O suficientemente. —Respondeu Milton.— Fiz a foto eu mesmo.

   —Diga ao Akron que adoro sexo anal, escravidão com algemas, açoite… algo que ele deseje. —Respondeu ela ansiosamente.

   — Sim, bom. Especulo que não preciso lhe perguntar qualquer outra coisa. A Akron não importa se sua mulher pode cozinhar ou limpar ou lhe ajudar com sua granja.

   Aurelia sorriu abertamente e se inclinou para frente para plantar um beijo nos lábios do Milton.

   — Vá visitar-me mais tarde se precisa verificar minhas aptidões.

   As bochechas do Milton se avermelharam, mas assentiu. Quando ela partiu dando meia volta, meneando os quadris, Adam ouviu a liberação do jovem homem com um forte suspiro.

   — Vai tudo bem? —Perguntou Adam.

   O jovem homem avançou dando tombos com seus pés.

   — Sim, senhor. Está sendo uma manhã interessante.

   Pela extremidade do olho, Adam viu Evena entrar no quarto. Com uma breve inclinação de cabeça para Milton, apressou-se a alcançá-la. Ali não havia necessidade de dizer que ela poderia tomar-se aquilo como uma ofensa, dado a falta de etiqueta social de seus homens.

   Evena permaneceu atrás de Ivan enquanto ele entrevistava a uma morena de carnes escuras. Seu semblante carrancudo cresceu quando Ivan leu as qualidades que um de sua tripulação desejava.

   — Deve ter carne sobre seus ossos. —Ele espionou as coxas carnudas da mulher e marcou o primeiro item da lista.— Deve estar disposta a realizar felações, e frequentemente. —Ele olhou para cima impacientemente.

   — OH, é obvio. —Respondeu a mulher, então fez uma careta.— O que é exatamente isso?

   Um rubor distorceu as bochechas do Ivan dispersando-se até os lóbulos de suas orelhas.

   — Isso, já sabe, chupar seu membro.

   — OH. Adoro isso. Posso fazê-lo.

   Ivan acrescentou outra marca.

   — Devem-lhe gostar das surras. E as dar.

   Os olhos da mulher se abriram.

   — Bom, não penso que eu gostasse disso. Talvez as poderia dar, mas não quereria que algum homem surrasse meu traseiro.

   Adam se deslizou detrás da Evena e acariciou seu pescoço. Sem olhar ao redor, ela se recostou sobre seu corpo, com o traseiro roçando-se contra sua crescente ereção.

   — Espero, senhora, —disse ele sussurrando ao lado de sua orelha— que conheça muito bem com que membro está jogando.

   — Adam? É você? —A pícara virou-se, sua expressão era pura inocência.

   Os olhos do Adam se estreitaram, prometendo vingança.

   — Tem nossa operação sua aprovação?

   — Até agora. Não ouvi nenhuma menção das medidas de circunferência de uma mulher.

   — Isso será amanhã. —Brincou ele.— depois de que estreitemos o campo.

   — Agora, Adam...

   Ele olhou para cima e espiou a Darak e a Mary seguindo seu rumo.

   — Sua amiga Mary está aqui.

   A cara de Mary resplandecia.

   — Passei na prova de fertilidade.

   — Poderia ter dito ao doutor que ela não teria problemas com isso. —queixou-se Darak, mas então ele também sorriu amplamente.

   — Felicidades. —Murmurou Evena.

   — A única coisa tem que fazer agora é te submeter a uma entrevista. —Disse Adam.

   — Já me encarreguei disso. —Proferiu Darak.— Ela cumpriu todos meus requisitos. É a primeira de minha lista.

   — Melhor que seja a única em sua lista. —Disse Mary, seus olhos se estreitaram em um aviso.

   — Você é a adequada, carinho. Só brincava.

   Adam elevou uma sobrancelha.

   Evena distorceu a risada tossindo.

   — Vamos estar à maior parte do dia aqui entrevistando. —Disse Adam.— Se vocês, senhoras, têm outros assuntos que atender...

   Mary lhe dirigiu um inquisitivo olhar, logo inclinou a cabeça.

   — Vamos, Evena. Asseguremos-nos de que nossos jardins estão bem.

   Evena assentiu, sabendo que Adam tinha suas próprias entrevistas que conduzir, e ela não queria ver tão logo em quem fixava seu decidido interesse. Deu-lhe um último olhar fixo, logo seguiu a Mary no corredor.

 

   Sacudindo a tristeza, Evena enquadrou seus ombros e se dirigiu ao quarto de segurança com Mary. Aproximando-se com largas pernadas, seus saltos soaram ao compasso enquanto caminhava pelo comprido corredor.

   — Valha-me Deus, não sei você, mas esse menino me cansou. Pensaria que era ele que não tinha tido sexo em três anos. Logo levou quatro mulheres, esse menino tem possibilidades.

   Evena esclareceu voz.

   — Mary, a respeito do que disse esta manhã, a respeito de.... que me olhou por muito tempo. O que quis dizer?

   Os passos de Mary diminuíram. O olhar que disparou a Evena disse que pensava que não era particularmente brilhante.

   — Evena, carinho, você e eu cuidamos de nossas costas por muito tempo. Normalmente, aprende a respeito de seu companheiro quando enfrenta desafios. —Suas sobrancelhas se juntaram e seus lábios se apertaram.— Mas você construiu um muro ao redor de seu coração. Acredite que se tivesse visto uma greta, estaria dentro como Flynn.

   O assombro da Evena deveu refletir-se em sua cara.

   — Não me veja assim, garota. Há muitos tipos de amor e nós somos amigas. Teria-te arranhado a coceira, se alguma vez tivesse visto que o desejava.

   — Mary, o S...

   Mary se deteve, enfrentando a Evena com as mãos no quadril.

   — Jesus Cristo, não me diga que o sente. Não importa. Não realmente. Não é como se o fizesse só por que não estivesse interessada. —Seus lábios se torceram em um sorriso sardônico.— À parte, ontem à noite obtive um traseiro de primeira classe. E há mais a caminho.

   Evena lhe devolveu o sorriso aberto, aliviada de que o coração de sua amiga se recuperasse.

   — Suponho que me incomodou que a primeira vez que decidiu provar o bolo de garota foi com a Calandra e não comigo.

   Evena se ruborizou.

   — Só..... só passou. Ela estava aí...

   — Merda. Isso me faz me sentir muito melhor. —Respondeu Mary, pondo os olhos em branco. Começou a caminhar de novo.— Vamos, nos asseguremos que essas zorras limparam a desordem depois da festa.

   Em silêncio assimilou os comentários de Mary e se deu conta que estava no certo. Tinha estado tão absorta em sua amargura, que não reconheceu a oferta da outra mulher de amor e paz.

   — Então definitivamente vai atrás do Darak?

   — Sim, já se está acostumando à ideia. Não demorará muito tempo em dar-se conta que eu sou a indicada. Mas estou disposta a compartilhar, se isso for o que ele quer também.

   — Compartilharia-o com outra esposa? —Perguntou Evena

   — Claro. Alguns homens se sentem sufocados em uma relação monogâmica. Darak é um jovem pirata, ainda leal a seus juramentos. Não quero que se aborreça e vá com outras a minhas costas. O homem é uma poderosa máquina de sexo. Quero que seja honesto. E realmente não me importa que tenha sexo com outra mulher, enquanto eu também participe. —Acrescentou com um malvado movimento de suas sobrancelhas

   — Não tem medo do ciúmes das outras esposas?

   — Não me interprete mal. Só haverá uma esposa ‘numero um’. Levaremos-nos bem, porque não deixarei que haja nenhum jogo. —Disse flexionando seu braço para produzir um impressionante músculo.

   Evena sacudiu a cabeça. Não podia pensar em Adam com qualquer esposa ou mulher que não fosse ela

   — Evena, somos mulheres. Sustentamos um poder real. Ficaremos grávidas. Ajudaremo-nos umas a outras e manteremos a comunidade unida. Sempre que não tentemos fazer os mesmos equívocos que nossa sociedade fez.

   — Mas como brigar com a natureza humana?

   — Recordando de onde viemos. Não desta fossa do inferno, a Mãe Terra. Agora, quero escutar a respeito de ti.

   — O que tem eu? —Disse Evena com as costas rígidas.

   — Vejo a maneira com que olha Adam, sua cara está cheia de desejo. Quando vais deixar o passado para trás? A amargura e a vingança destruirão sua alma de mulher.

   — Não sei se posso. —Ao dizer as palavras entendeu quão vazias soaram. Em alguma parte, entre seu despertar emocional e a persuasão não tão gentil e sexual do Adam, já tinha começado a alterar-se

   Mary bufou.

   — Melhor averigua-lo mais cedo que tarde, amiga. Enquanto falamos, esse homem está fazendo planos para o futuro. E estou segura que me repugnaria conquistar um novo mundo sem ti cuidando as minhas costas.

   Mary deslizou seu braço ao redor da cintura da Evena, e Evena torpemente lhe devolveu o gesto. Era curioso como só ontem havia sentido que estava a um milhão de milhas separada de qualquer outro humano na conhecida galáxia, e agora descobria que todo este tempo tinha tido uma irmã a seu lado.

 

   Adam olhou Evena mover-se de mesa em mesa no refeitório, falando com as mulheres amontoadas em grupos. No início da refeição, um comitê de mulheres cujas expressões indicavam que tinham um osso que mastigar a tinham tirado.

   Pelo número de vezes que as mulheres faziam gestos para os homens, soube com um deprimente sentimento que seu plano adequadamente colocado estava a ponto de sofrer um golpe.

   — Não se vê bem. —Disse Darak ao redor da bordo de sua taça de cerveja.

   —O que começou tudo isto? Alguém mencionou algum problema com alguma das garotas?

   — Não realmente. —Resmungo Darak

   Adam lhe deu um olhar cortante.

   — O que? Houve um assunto, e ninguém me disse isso.

   — Bom, não foi um assunto, realmente.

   Molesto, Adam tamborilou os dedos na mesa.

   O cenho franzido fez mais escura a expressão do Darak.

   — É só que algumas das mulheres perguntavam se poderiam trazer pessoas com elas.

   — Como, mais mulheres?

   — Sim.

   — Lhes informamos desde o começo que só necessitamos cem.

   — De acordo, mas não acredito que se precavessem quanto trabalho lhes esperava, até que falamos com elas durante as entrevistas.

   — Especificamente disse que começaríamos uma colônia. Que parte de minha sessão informativa não entenderam?.

   — A parte a respeito de fazer-se responsável das casas de seus maridos, ajudando com os cultivos nos campos, e criando bebes. Disseram que a divisão do trabalho soava um pouco injusta.

   — Injusta? Assim é como se faz.

   Darak se encolheu de ombros.

— Só te digo o que ouvi.

   — Bom, terão que superá-lo. Além disso, estou seguro de que os homens ajudarão com as tarefas das mulheres se se voltarem muito pesadas.

   Darak lhe dirigiu um olhar duvidoso

   Adam percebeu o olhar de Evena e lhe indicou com um movimento do dedo que a necessitava

   A sobrancelha da Evena se elevou, mas ela seguiu falando.

   — Vê que bem obedecem? E você pensava que estariam tão agradecidas que seriam uma venda fácil. —Darak riu com satisfação

   Adam colocou a mão no peito do Darak e o separou de um empurrão do banco. Enquanto Darak sapateava em uma piscina de cerveja derramada, Adam notou com grande satisfação que sua camisa de seda do Alarian estava empapada.

   Os homens perto dele riram, chamando a atenção das mulheres. Evena se levantou e caminhou para Adam. Aborrecido de que tivesse faltado uma distração para que se aproximasse dele, Adam cruzou os braços sobre o peito e esperou.

   Evena subiu no banco frente a ele e tomou assento. Abriu sua boca para falar, mas Adam a interrompeu, gesticulando para que mais comida fosse posta à mesa.

   — O que você gostaria de jantar esta noite, amor? Temos carne de yak e Samureen, vegetais frescos que adquirimos de um cargueiro justamente a uma semana da Terra, e fruta. Morangos e maçãs.

   Evena o olhou furiosamente, mas pegou o garfo e apunhalou a carne, pondo-a em seu prato.

   Adam ocultou seu sorriso. Esta noite não estava tão rápida para rechaçar sua oferta. Um rápido olhar ao redor do quarto e se deu conta que as mulheres começavam a dispersar-se, encontrando assentos entre os homens. Possivelmente se preocupou com nada.

   — Adam, as mulheres querem que negocie os termos de sua oferta.

   — Sou um homem razoável, Evena, escutarei-te, mas se isto tem a ver com acrescentar números à lista de passageiros, bom, não vai passar.

   — E onde está à parte razoável nisso? —Disse sarcasticamente

   — Evena, tenho os fornecimentos armazenados para sustentar a meus homens e a cem mulheres para um ano. Se levar mais mulheres, então poderíamos morrer de fome antes que possamos colher nossos próprios cultivos.

   — E crê que as mulheres durarão o ano com o trabalho que você e seus homens esperam delas?. Não consideraste que possivelmente mais mãos aumentarão sua produtividade? Está pedindo uma grande quantidade de mulheres que não estão acostumadas ao trabalho físico duro. E além da primeira colheita, quem estará aí para apoiar às esposas quando começarem a criar meninos?.

   Adam controlou seu temperamento. As preocupações das mulheres eram válidas. Tinha que haver espaço para o compromisso.

   — O que propõe?

   — As mulheres que sejam selecionadas querem o direito para selecionar uma mulher para trazê-la como sua companheira.

   — Duzentas mulheres? —Soube que tinha gritado sua pergunta, quando o quarto ficou em silêncio. Aspirou profundamente.

   — Sua cara está ficando vermelha. Não há necessidade que te zangue. Isto tem sentido. Os homens obtêm sua esposa escolhida. As mulheres obtêm a eleição de sua companheira de ajuda. Isto pode funcionar para benefício de todos.

   Adam aspirou profundamente de novo.

   — Como disse, sou um homem razoável. Que vantagens? —Perguntou com a voz entrecortada.

   — Algumas das mulheres gostaria de trazer suas companheiras com elas. Estariam dispostas que seus maridos tivessem uma segunda esposa.

   Adam sabia que a sugestão ganharia favor entre seus homens. Teriam duas esposas para servir cada necessidade, sem prestar atenção de que também teriam duas mulheres para chateá-los.

   — Algumas das mulheres gostariam de trazer para as prisioneiras mais velhas para servir como avós, parteiras e professoras para os meninos.

   A irritação de Adam diminuiu. Tinha razão. Necessitavam mulheres para civilizar um mundo. As esposas teriam suas mãos cheias. Sua colônia necessitaria mulheres solteiras para encher esses papéis.

   — Está bem, mas só duzentas.

   Evena esboçou um sorriso triunfante.

   — Disse-lhes que não seria tão duro de convencer uma vez que visse a lógica.

   — Este é meu último compromisso.

   — Claro. —Disse muito rápido

   Seus olhos se estreitaram com suspeita.

   Evena sorriu e meteu um bocado de aspargos em sua boca.

   — OH, isto é incrível. Tratamos de criar aspargos, mas as condições no átrio não o favoreceram.

   Adam reconheceu seu método de mudar de tema na conversação e se deu conta dos polegares acima que enviou às mulheres do quarto como sinal.  

   Uma forte alegria se originou e uma das mulheres se levantou, Aurelia, a ex-prostituta, recordou. Levantando um copo, gritou:

   — Pelo melhor bando de corta-gargantas da galáxia.

   Adam não estava seguro de sentir-se adulado, mas levantou seu copo de todos os modos. Evena se via muito agradada consigo mesma.

   — Acredito que pedirei ao doutor que faça a medida, amanhã. O que pensa, Evena? Ela tem muita experiência.

   Evena golpeou o copo contra a mesa, atirando o conteúdo, um fino Borgonha Francês se derramou.

   — Se não te importar uma mulher que provavelmente viu mais P...

   — Só era uma ideia. —Respondeu razoavelmente.— Estou ficando um pouco ansioso. Tenho só seis dias para encontrar a minha esposa.

   — Capitã McClure.

   Adam olhou à mulher que parou ao lado da Evena. A via agitada

   — Sim, Mika?

   — Recebemos uma transmissão do alcaide.

   O olhar alarmado de Evena se encontrou com a sua.

   — Tina não respondeu. Quer saber o que pensa que deveríamos fazer.

   Evena se levantou.

   — Tomarei a chamada. —Disse o Adam.— Isto não pode ser bom. O alcaide não se comunica conosco a menos que detecte um problema.

   Adam começou a segui-la.

   — Vou contigo.

   — Está bem, mas escuta de fora do quarto de segurança. A transmissão é de duplo sentido. Não quero que ela te veja.

   Esta era a Evena que tinha conhecido: toda negócios e dura como um prego. Adam seguiu sua figura velozmente fora do refeitório, pelo comprido corredor, até o quarto de segurança.

   — Supõe que de certa forma averiguaram nossa presença? —Perguntou Adam, caminhando a seu lado

   — Cristo, isso é tudo o que necessitamos.

   — Quanto pode saber o exterior? —Perguntou Adam.

   Seu comprido suspiro não o consolou.

   — Realmente não sei que tipo de dispositivos sensitivos tem o New Ática. Qualquer sistema computadorizado de hardware a bordo é completamente inacessível para as prisioneiras. Acredite-me, quando fomos lançados a órbita a primeira vez, inspecionei a nave de cima abaixo.— Dirigiu-lhe um olhar sardônico.— Estava aborrecida.

   — Assim inspecionou atrás dos painéis, na iluminação, em todas as partes onde usualmente se planta a equipe de vigilância.

   — Sim, não encontrei nenhum microfone ou câmara. Suponho que sabiam que pintaríamos sobre as câmaras ou arrancaríamos os microfones.

   — Assim, para que gastar o dinheiro?

   — Exatamente. Mas se tiverem um sensor de calor, saberão exatamente quanta gente está abordo da nave. Basicamente, o pior de seus cenários.

   Como pirata, Adam sempre estava de acordo com o pior dos cenários.

   — Se souberem que estamos aqui, o que acredita que farão? Destruiriam a nave?.

   — Não acredito, esta prisão é um experimento caro. Um que o Domínio tem interesse que tenha êxito. O Conselho Central pensou que com isto nas alturas, solucionaria seus problemas.

   Adam escutou a amargura em sua voz. Podia imaginar como se sentiu ao ser enviada para tão longe de tudo o que conhecia.

   Evena continuou, sua voz fazendo-se mais dura.

   — Foi um grande investimento para eles. E uma vitória real para aqueles que acreditavam que os internos necessitavam castigo e trabalho duro para reabilitá-los. Não têm que pagar por pessoal para manter a ordem, se não o mantivermos nós, então morreremos. Temos que cooperar para cultivar comida e produzir nosso ar e água. Não têm que preocupar-se de componentes que escrevam se queixando dos arranques da prisão, ou o preço das raízes vindo em pedaços para o cárcere em seus pátios. Só mandam a uma distante órbita e nos esquecem. Fora de sua vista, fora de sua mente.

   — Se eles não forem nos dinamitar no espaço, o que vão fazer?.

   — Não sei. Vejamos que é o que o alcaide quer antes que nos preocupemos.

   Alcançando a porta, Adam puxou Evena.

   — Se souber que estamos a bordo, tem que me jogar a culpa .

   — Improvisarei sobre a marcha.

   — É uma mulher preparada. Faz o melhor para as mulheres que lhe escolheram para mantê-las a salvo. —Deu-lhe um beijo fugaz, logo a viu entrar.

 

   Evena pressionou o interruptor e a cara de pedra de Warden Driscoll apareceu em tela.

   — Hibisco Vermelho. —Disse.

   Estupefata, Evena indicou a Tina que saísse do quarto. A palavra chave significava que a conversação era só para os ouvidos da Evena. De algum jeito, sabiam de seus visitantes.

   Rapidamente respondeu ao desafio com a contra-senha que significava que estava sozinha.

   — Lua Azul.

   — Prisioneira McClure, me diga a respeito da situação a bordo do New Ática.

   Não sabendo que tanto sabia a mulher, mas adivinhando que provavelmente era mais do que gostaria, Evena escolheu mantê-lo mais perto da verdade. Nunca tendo aprendido como mentir bem, Evena respondeu nervosamente:

   — Senhora, a nave foi alcançada por piratas.

   — Por que não reportou este incidente quando ocorreu?

   Cuidadosa de não romper-se sob o duro olhar da guardiã, Evena respondeu:

   — Senhora, os piratas caíram sobre nós. Estão armados, e tomaram prisioneiras.Estive tratando de difundir a situação eu mesma.

   — O que querem os piratas em uma nave prisão? —Perguntou a alcaide suspeitosamente, com seu olhar de aço. — E com que fim? Mencionaram um resgate?. O Domínio não o pagará. Não fazemos negociações com criminosos.

   — Não, senhora, não mencionaram nenhuma demanda de resgate. Disseram que querem levar algumas das mulheres com eles.

   — É uma fuga organizado?

   — Não acredito. Nenhuma das mulheres parece ter tido contato anterior com os piratas.

   — McClure, uma fuga fará sombra sobre cada mulher dessa nave. Se uma prisioneira se for, todas suas sentenças se verão afetadas.

   Evena se congelou.

   — Senhora, está dizendo que até as mulheres que não participem da fuga serão castigadas?

   — Sim. E, McClure, tenho seu perdão em meu escritório esperando minha assinatura. Se as mulheres se forem, sua família não poderá comprar a saída para isto.

   — Entendo. —O coração de Evena se afundou. Tudo o que queria e pelo que tinha lutado os últimos cinco anos se escorregava de suas mãos. Ficavam poucas opções.

   — Entende-o? Persuada aos homens que vão sozinhos, ou melhor ainda, detenha-os até que chegue com a frota para retomar a nave. É sua escolha. Considerarei bondosamente seu perdão se nos ajudar a capturar aos bandoleiros.

   Evena assentiu, intumescida pelo que tinha ouvido. A força voltando a tomar a nave não discriminaria entre pirata e prisioneira.

   — Senhora, quanto tempo tenho que me manter firme?.

   Warden Driscoll lhe dirigiu um olhar assassino, logo replicou.

   — Setenta e seis horas.

   Uma geada calma caiu sobre ela.

   — Farei o melhor que puder, senhora.

   — Não me engane, Evena McClure. Sua família ficaria envergonhada se lhe encontrassem cúmplice da fuga de uma prisão.

   A tela ficou escura, e Evena caminhou como uma autômata fora do quarto de vigilância. Deu uma leve inclinação de cabeça a Tina e a mulher retornou a sua estação. Logo se voltou para Adam.

   — Escutei. Acredita que realmente tenhamos setenta e seis horas?

   — Claro que não. Provavelmente sejam quarenta e oito horas. Como se confiaria a um prisioneiro a hora verdadeira.

   Adam assentiu.

   — Provavelmente tem sua equipe armada. —Apanhou suas mãos nas suas.— Evena, dá-te conta que não pode permanecer nesta nave?

   Evena negou com a cabeça.

   — Minha família não o suportará...

   — Sua família não poderá te ajudar.

   O calor que as mãos de Adam lhe proporcionavam começou a degelar o calafrio que tinha caído sobre ela. Ele tinha razão. Estavam sozinhos. Não podia confiar em qualquer influência que sua família tivesse do outro lado da galáxia.

   Sua mente começou a repassar rapidamente as possibilidades, indo à busca de um plano que impedisse a devastação que certamente lhes ocorreria.

   — Quer que vá sem as mulheres para que regulem seu perdão? —Perguntou Adam brandamente.— Faria isso por ti.

   Olhou-o incredulamente.

   — Realmente acredita que sou tão egoísta?

   — Não, só está assustada.

   A cólera removeu a névoa.

   — Não roubarei a oportunidade de liberdade de duzentas destas mulheres para salvar minha pele.

   Os lábios do Adam se curvaram em um suave sorriso, mas sua expressão era paciente.

   Dirigiu-lhe um olhar com olhos estreitos.

   — Como fez isso? Como soube precisamente que botão pressionar?

   Encolheu seus ombros.

   — A cólera dissipa o impacto em mim também. Vê quanto temos em comum?

   — Então, o que vai fazer? Seu itinerário foi modificado. E não pode chamar sua nave da nossa. Só temos uma frequência determinada: o escritório da alcaide.

   — Bom, é algo bom que tenha um plano de contingência para esta operação. Tenho meu próprio transmissor. Contatarei ao Intrepid e farei que se preparem para retornar a prisão imediatamente.

   — Como superará sua nave do detector?. Acreditei que disse que tinha que esperar oito dias para que se abrisse uma janela.

   — Menti. Há várias janelas. Simplesmente queríamos tempo suficiente para ver suas damas em ordem, para tomar uma decisão informada. Não pirateio por instinto.

   Aliviada, de que Adam pudesse ser capaz de organizar uma fuga logo, provocou-o.

   — Assim diz que é um pouco suscetível para ser pirata?

   — Estou preparado. Evena. Como pensa que sobrevivi todo este tempo?

   — Como nunca escutei nenhuma de suas cruzadas, poderia ter assumido que tinha iniciado sua vida ilegal com este bem organizado acontecimento. —Disse secamente.

   — Não há tempo para te entreter com minhas aventuras. Se viesse comigo gostosamente te entreteria. O que diz?

   Entre seu desejo por aquele homem e a necessidade de provar sua inocência, Evena replicou.

   — Não sei. Terei que pensá-lo.

   — Bom, isso é melhor que um não terminante. Estou fazendo progressos. Possivelmente, terei que usar meus consideráveis poderes de persuasão. Claro, farei-te saber me hão dito que...

   — Não me importa saber quem. — Interrompeu rapidamente Evena. Estava consciente que tinha muito pouco senso de humor quando envolvia Adam e o sexo oposto.

   — Possivelmente, só terei que demonstrar...

  

   — Tenho algo que te propor.

   O áspero som da voz de Adam na tênue luz do fingido crepúsculo sobressaltou Evena. Não se haviam dito uma palavra desde que tinha entrado em sua cela momentos antes. O único som tinha sido o sussurro de suas roupas quando se despiram, e os ofegos que tinham intercambiado enquanto desesperadamente tratavam de encaixar seus corpos tão rápida e apertadamente como pudessem. Logo, seguiu um comprido silencio enquanto saboreavam a conexão e as íntimas carícias. Por agora, parecia suficiente ficarem pressionados um contra o outro, tão perto como duas pessoas podiam estar sem habitar na pele do outro. Enredando os dedos entre o cabelo de seu peito, Evena perguntou:

   — Pensaste uma solução para nosso mútuo problema?

   — Bom, essa é uma pergunta indefinida. —Disse ele, curvando suas mãos sobre seu traseiro.

   — Estou falando sobre as mulheres. —Disse-lhe franzindo o cenho quando o sorriso dele se alargou.— Os prisioneiros adicionais que as mulheres desejam trazer. —Puxou duramente o cabelo do peito.

   — Está bem! Ofereço-me a levar comigo a cada mulher que esteja mentalmente adequada.

   Aplaudiu-lhe o peito aprovando seu bom comportamento.

   — Levaria aquelas que poderiam não ser capazes de contribuir muito devido a uma incapacidade ou a idade?

   — Qualquer mulher que queira vir conosco, e não seja um perigo para a comunidade, pode unir-se a nós.

   — O que acontece com seus bem elaborados planos? Diz que tem provisões só para cem mulheres.

   — Não posso ter a consciência tranquila abandonando nenhuma mulher para que sofra um castigo por minhas ações.

   — Como as manterá?

   — Eu tenho um ofício, meu amor. —Sua voz era zombadora.

   Ela elevou a cabeça para olhá-lo à cara.

   — Seguirá cometendo pirataria?.

   A determinação apareceu gravada em suas facções.

   — Manterei a cada mulher de qualquer forma que possa. Não morrerão de fome. Nenhuma mulher o fará.

   — Terá mais mulheres que homens em sua nova colônia. Não acredita que isso possa causar problemas?

   — Decidi permitir que aconteça uma seleção mais natural. Dar a todo mundo tempo para conhecer outro antes de selecionar um companheiro. Se as mulheres estiverem dispostas a aceitar mais de uma esposa em seu matrimônio, todos os que queiram formar uma família poderão fazê-lo.

   — Assim de volta à coisa da pirataria. Faria isso pelas mulheres? Arriscaria sua vida?

   — É certo que tinha esperado me retirar ao novo planeta e velar por seu desenvolvimento, mas um último intento seria...

   — Divertido?

   Ele se encolheu de ombros.

   — Sim.

   — Por que te converteu em pirata?

   — Pela mesma razão pela que os responsáveis homens de negócios se convertiam em revolucionários nos velhos Estados Unidos.

   Evena arqueou suas sobrancelhas.

   — Hmmm?

   — A história não foi seu forte na escola, não é assim, amor?.

   Sentindo-se como uma imbecil, admitiu:

   — Sim, não tinha números...

   Ele empurrou sua mão para seu membro.

   — É suficiente com que recorde que este é o Número Um.

   Ela envolveu seus dedos a seu redor e o acariciou.

   — Sério. Por que pirataria?.

   — Os impostos para os donos privados das naves tinham subido muito, e não podia me permitir o luxo. Negava-me a pagar. Fui etiquetado como pirata após. —Entrecerrou os olhos.— Parece decepcionada com minha resposta.

   — Esperava algo mais...

   — Sangue e guelra?

   Ela enrugou o nariz.

   — Bom, mais excitante.

   — Prometo-lhe isso, tive um montão de excitação após. Contarei-lhe isso uma vez que saiamos daqui.

   Evena colocou a cabeça em seu peito, sem querer que ele visse sua vulnerabilidade.

   — Não me perguntaste o que decidi fazer.

   Com uma poderosa volta, fez-os rodar até que ele ficou sobre ela.

   — Te prometi uma sutil persuasão. —Beijou seus lábios.— me diga logo se foi efetiva.

   Evena elevou a cabeça para afundar no beijo, entendendo que ele não queria ouvir sua resposta se por acaso ia negar-se. Pôs seus joelhos em ambos os lados dele, tomando-o profundamente. Suas mãos agarraram seu traseiro, e afundou suas unhas nele, para respirar seus capitalistas impulsos. Com os olhos fortemente apertados, concentrou-se na sensações que seu membro produziam ao bombear dentro dela. Estava incrivelmente cheia, chegava ao mais profundo de seu interior. Seu pênis golpeava contra a boca de seu útero. Evena elevou suas nádegas para envolver fortemente sua cintura com suas pernas. Necessitava-o mais perto, mais profundo.

   — Pode respirar, sabe? — A divertida voz do Adam rompeu sua concentração.

   Dando-se conta de que tinha estado aguentando a respiração, ofegou, abrindo os olhos para encontrar o olhar de Adam fixo nela. Sua expressão era grave e escura. Sua mandíbula estava fortemente apertada. Lentamente, retirou-se, saindo do forte agarre de suas coxas. Evena gemeu um protesto e se incorporou para empurrá-lo de volta a ela. Adam segurou suas mãos e as colocou atrás da cabeça dela sobre o travesseiro.

   — Elas ficam aqui.

   Logo, ajoelhou-se entre suas coxas e colocou uma mão sob cada joelho, fazendo que as elevasse e as estendesse. O frio ar vagou sobre sua aberta e úmida vagina. A respiração da Evena tremeu, como o fez a carne que guardava sua entrada.

   As ásperas mãos de Adam acariciaram suas coxas pela parte interior, empurrando-os ainda mais para que se abrissem até que sentiu abrir completamente os lábios de seu sexo, fazendo um fraco e úmido som de sucção. Acariciou em círculos sua abertura com um dedo e logo o pressionou em seu interior. Os quadris dela se elevaram para arrastá-lo mais profundamente em seu interior.

   — Mais. Necessito mais.

   No lugar disso, ele se recostou sobre ela e acariciou com sua língua um mamilo apertadamente duro. O desejo a esfaqueou no ventre, curvando seus quadris para cima.

   Ele chupou seu mamilo para o interior de sua boca, fechando com cuidado seus dentes ao redor de sua ponta, enquanto continuava suas ondeantes lambidas. Um segundo e terceiro dedo foram introduzidos em sua vagina, alargando-a. Evena gemeu.

   — Isto não é persuasão, é uma tortura. Entra em mim. —Implorou-lhe.

   Como o tem feito em meu coração!.

   No lugar disso, liberou seu peito e se deslocou até o outro, abrindo amplamente sua boca para capturá-lo completamente, sugando-o e liberando-o, enquanto seus dedos arraigavam profundamente em seu sexo.

   Evena agarrou com força o travesseiro sob sua cabeça. Não é suficiente! Mais!. Suas pernas tremiam enquanto empurrava contra seus dedos. Esquecendo o orgulho pela dor que ele tinha criado entre suas pernas, rogou-lhe:

   — Adam, vou gozar. Por favor, oh, por favor, não pare. Mais profundo!.

   Adam depositou um último beijo sobre seu peito, logo lambeu um caminho descendente por seu tremente ventre, formou redemoinhos com a língua em seu umbigo, logo se moveu ainda mais abaixo, acariciando com o nariz o apertado cabelo de seu montículo. Encontrando o rico nervo, embora escondido em seu ninho, envolveu-o com sua língua, encerrando-o com seus lábios e sugando. Duramente.

   O agudo grito da Evena ecoou por toda a diminuta habitação. Seus quadris vibraram sob o curvado punho que ele deslizou em sua vagina. Um jorro de feminilidade saiu, quente e fragrante, e banhou sua mão, fazendo mais fácil seu profundo caminho dentro de sua apertado passagem.

   — Me diga que gozará comigo —disse Adam.

   — Carinho, vou gozar agora!.

   — Não, Evena. Será minha companheira. Diga-me isso. Exigiu ele, retorcendo seu punho ligeiramente, provocando como resposta um estremecimento que sacudiu seu ventre.

   — OH, Meu Deus!. Se parar agora, morrerei.

   — Diga-me isso Evena, diga-me isso e o terminarei.

   — Amo você, Adam, amo você.

   — Não é a resposta que estou procurando. —Respondeu sua divertida voz.— Mas bastará por agora.

   Tirou seu punho e se endireitou. Travando seus cotovelos sob suas coxas, levantou-a, colocando seu pênis na entrada de seu sexo.

   — Me olhe, Evena.

   Seus olhos se abriram, alargando-se quando viu seu escuro pirata preparado ante a boca de sua feminilidade.

   — Conhece quem possui seu amor, Evena. Agora é meu. E nunca te deixarei ir. —Impactou com violência contra ela, pressionando para frente interminavelmente, até que esteve embainhado por completo.

   — OH, MEU DEUS! —Gritou Evena, gozando desatadamente quando Adam começou a empurrar contra ela, seu orgasmo aumentando vertiginosamente em seu interior.

   Quando retornou em si mesma, Evena se deu conta de que Adam a tinha trocado de posição, agora estava em seus braços e jaziam de lado, seu corpo curvado totalmente sobre suas costas. Estava empurrando em seu interior outra vez, e ela gemeu:

   — Muito.

   — Shhh, amor. Relaxe. —Sussurrou em seu ouvido.

   Levantando sua perna para montá-la por atrás, moveu-se dentro dela com curtos e fortes golpes.

   Enquanto ela se abandonava a seu tenro amante, uma calma se assentou sobre ela. Esticou-se como uma gata, esfregando suas nádegas contra a virilha dele.

   A respiração dele se obstaculizou, e seus golpes se alargaram. O peito atrás dela se tornou mais quente. O suor cobriu sua pele, facilitando o deslizamento, enquanto se moviam em impulsos opostos ao outro. Uma mão se elevou para acariciar seu peito, pressionando a carne e apertando-a gentilmente, antes de tomar o amadurecido mamilo entre seus dedos. Seus hábeis dedos o rodearam e os puxaram, até que sua ponta ficou erguida e agradavelmente sensível a seu toque. Evena se converteu em algo incapaz de pensar. As sensações governaram seus movimentos. Quando sua mão se deslizou para baixo para encontrar seus clitóris, uma tensão nervosa serpenteou apertadamente e profundamente em seu ventre. Incoerentes gemidos saíram de sua garganta.

   — Ah....Ah....

   — Estamos a ponto, carinho. —Murmurou ele.— Quase.

   Abruptamente, ele a empurrou sobre seu estômago, mantendo a conexão. Sabendo o que ele queria, ela estendeu suas coxas baixo ele, e ele a pôs de joelhos, com uma mão ao redor de seu ventre, até que seu traseiro esteve no ar.

   — Me diga como o quer. —Pediu ele, com voz rouca, quase estrangulada.

   Recordando outra vez em que ela tinha estado de joelhos diante dele, enterrou sua cara nos braços e pediu à coisa que mais fortemente desejava.

   — Me açoite, por favor. Faça-me arder.

   Sua resposta foi rápida. Umas largas mãos aplaudiram suas nádegas, logo uma cortante palmada foi administrada a cada nádega, seguida por dois rápidos e profundos impulsos de seu membro.

   Evena gemeu e levantou mais seu traseiro, ansiando a tenra violência de suas mãos. As palmadas caíram em rápida sucessão, esquentando seu traseiro, enquanto seus quadris bombeavam contra ela, conduzindo seu pênis mais e mais profundamente. Finalmente, com sua pele formigando e quente, ele se recostou sobre ela, agarrando seus peitos em suas mãos, golpeando ferozmente contra seu traseiro.

   A mistura dos aromas de sua excitação sexual perfumavam o ar. Ambos grunhiram e ofegaram ao ritmo do ventre dele contra o traseiro dela. A fricção a fez arder, cada vez mais ardentemente, enquanto seu traseiro e seu sexo acolhiam seus castigadores empurrões. Então seu orgasmo caiu sobre ela, constrangendo seus mamilos em uns deliciosamente cheios pontos de dor, enquanto seu sexo ondeava com as contrações, apertando e pulsando ao redor do membro do Adam, puxando-o mais profundamente em seu interior.

   Uma repentina onda de calor líquido explodiu dentro de seu corpo. Ouviu seu bramido de êxtase, que saiu voando atrás dele.

   Mais tarde, os braços do Adam a embalaram enquanto a respiração dela saía em curtos soluços. Uma mão emaranhou seu cabelo, enquanto a outra esfregava seu ardido traseiro. Enquanto ela escutava com sua orelha pega a seu peito a seu coração desacelerando. Envoltos nos braços um do outro, dormiram.

 

   O repique da sereia, soando de longe, atravessou a névoa do sonho. Adam despertou para encontrar Evena já acordada.

   — Algo vai mal. —Disse ela, enquanto se metia no traje reciclado, deslizando-o sobre seus quadris.

   — Irei contigo.

   Juntos, acabaram de vestir-se e logo saíram ao vestíbulo e encontraram o caos. As guardas se lançavam pelo corredor, armadas com paus. Evena correu a grandes pernadas, indo à sala de segurança com o Adam lhe pisando os calcanhares.

   Calandra estava no console, sua cara estava cinzenta quando se virou para olhá-los.

   — O que está acontecendo? —Exigiu Evena.

   — Aurelia foi assassinada.

   Adam recordou à preciosa prostituta, que tinha estado ansiosa por converter-se na mulher de um pirata, e sentiu uma profunda tristeza.

   — Sabemos quem o fez? —Perguntou Evena.

   Calandra assentiu com cara afligida.

   — Celestine.

   A expressão da Evena se tornou furiosa.

   — O que estava fazendo Aurelia perto da cela? Celestine quase a matou a última vez que estiveram juntas.

   — É minha culpa. —Respondeu Calandra com olhos abatidos.

   — Nos explique como ocorreu. Como conseguiu entrar em sua habitação?

   — Eu.. eu tinha companhia. —Sussurrou Calandra.

   Evena ficou quieta como uma estátua.

   Adam soube quando ela se deu conta do que realmente tinha acontecido, suas bochechas ficando rosadas.

   — Nem sequer estava nesta habitação, verdade, Calandra?.

   As lágrimas gotejaram pelos lados de sua cara. Calandra levantou a cabeça, com seus olhos implorando compressão.

   — Saí uns poucos segundos. Um dos homens veio para ver-me.

   O coração do Adam caiu em pedaços.

   — Ponha os alto-falantes. —Disse Evena com voz dura.— diga a todos que as prisioneiras devem voltar para suas celas. Avise as guardas do bloco de alta segurança. —Evena avançou para o monitor presumivelmente ainda enfocado à cela do Celestine.

   Adam a seguiu. Na cela, uma mulher estava sentada no chão, seus joelhos contra o peito. Balançava-se pra frente e pra atrás lentamente. O corpo da Aurelia jazia atrás dela em cima de uma crescente piscina de sangue.

   Evena, com a cara fechada e angustiada, caminhou para a porta.

   — Abre a porta do bloco de celas. —Disse a Calandra sem olhar atrás.

   Caminhou resolutamente pela larga linha de celas com seus ligeiros barrotes de laser vermelho. Parando ante uma, levantou sua palma para o leitor na parede, e as luzes piscaram até desaparecer.

   Adam a seguiu dentro, em guarda quando deu as costas à mulher que se balançava, e se ajoelhou para sentir o pulso no pescoço de Aurelia.

   De perto, Celestine era impressionante, apesar da vazia expressão de sua cara. Quando ele a olhou, ficou quieta, suas feições repentinamente alerta. Inclinou a cabeça para ele, e sorriu. Adam a olhou fixamente, convertendo sua cara em uma máscara de pedra. Os olhos dela se entrecerraram.

   — Você deve ser o pirata de Evena. Quase me dá lástima. Não pode haver muito fogo em seu sexo. —Sua expressão mudou repentinamente, tornando-se suave e sedutora.

   Um arrepiou correu pela coluna vertebral do Adam, e ele se endireitou, sua mão alargando-se inconscientemente para sua espada laser. Obrigou a si mesmo a permanecer imperturbável ante suas palavras. Por fim, Evena se levantou do lado de Aurelia. Seu perfil revelava sua angústia, mas enquanto ele observava, Evena se armou de força e endireitou os ombros. Lançou um olhar sobre seu ombro para Celestine.

   — Só quero que saiba, Celestine, que todo mundo exceto você e seus amigas do bloco de alta segurança vão deixar este lugar. Ficará sozinha. Esperemos que a alcaide não tarde muito em vir. Poderá passar muita fome.

   Celestine grunhiu, deixando os dentes ao descoberto como uma criatura selvagem.

   — Então só seremos você e eu, né, Evena?. Não irá. Não renunciará a seu perdão. É como eu. Sabe quanto te odeio.

   Evena deu as costas a Celestine em um deliberado rechaço.

   Celestine se ajudou da parede até ficar completamente em pé. Deu dois trementes passos para o Adam, mas ele não se moveu para estabilizá-la, em lugar disso, sua mão permaneceu em sua arma.

   De repente, cambaleou-se para Evena, alargado a mão. Adam viu um brilho de metal, mas antes que sua espada deixasse sua capa, Evena girou sobre seus calcanhares e levantou uma perna para interceptar a adaga que se arqueava para ela. A adaga caiu errática e ligeiramente ao chão. Adam se dobrou para recuperá-la, e logo voltou a levantar-se para olhar. Agora a briga estava medianamente compensada. Celestine deixou sair um chiado sobrenatural e saltou para Evena com os dedos arqueados como garras. Evena apartou facilmente suas mãos com um movimento de seu braço, para logo plantar seu punho em metade da cara de Celestine. A mulher caiu ao chão como uma rocha, o sangue saindo a jorros de seu nariz quebrado. As guardas chegaram correndo até a porta, olhando com atenção o interior. Evena passou a grandes passos ao lado de Adam sem dizer uma palavra à outra mulher. Adam se moveu para segui-la. Sobre seu ombro, disse às reunidas mulheres.

   — Tirem Aurelia do chão, fechem esta cela. Ninguém entrará.

   Evena continuou andando, passando as filas de celas de alta segurança, e atravessando a porta do bloco de alta segurança. Suas costas rígidas e inquebráveis, seu passo aumentou até que se pôs a correr.

  

   Adam correu atrás dela.

   Quando a alcançou, tratou de agarrá-la, mas ela se liberou de sua mão. Então, agarrou seu ombro e a fez girar para enfrentá-lo, detendo-a finalmente. Ele apertou um botão para abrir um portal de uma célula próxima e se introduziram em seu interior, depois a embalou entre seus braços.

   Evena o separou com um empurrão em seu peito.

   — Deixe-me ir.

   No lugar disso, Adam a agarrou pela cintura e a elevou do chão, levando a com uns poucos passos à cama. Jogou-a sobre ela, e aterrissou em uma postura desajeitada, perfeita para uma palmadas.

   — É um bastardo! Não quero isto. Não agora. —Disse ela,

   Adam ignorou suas palavras e engatinhou sobre ela, mantendo sujeitas suas pernas e seus braços com seu peso. Sabia que ela brigaria.

   Evena lutou, sua cara se tingiu de cor avermelhada devido a seus excessivos esforços, mas não pôde movê-lo

   Quando deixou de mover-se embaixo dele, colocou sua cabeça sobre seu ombro.

   — Ficará quieta finalmente?.

   — Só até que te separe. —Gritou entre dentes.

   Adam tomou uma respiração profunda e levantou sua cabeça.

   — Então podemos ficar aqui um bom momento. —Para dar ênfase em seu comentário, recostou-se sobre ela, amoldando seu corpo para adaptar-se a cada curva do corpo dela.

   Ela levantou obstinada o queixo.

   — Tenho trabalho que fazer.

   — Você o provocou. —Disse ele calmamente.

   Devolveu-lhe o olhar.

   — Quer que chore? —Ela o disse como se lhe pedisse que cometesse um delito atroz.

   — Esse seria um bom começo.

   — Pois bem, não o farei.

   — Agora está atuando como uma menina teimosa.

   — Bem, não ficará contente até que você... —ficou sem fôlego.

   — Antes que eu o quê? — Respondeu, perguntando-se se ela teria estado próxima a admitir o que ele já sabia.

   Seu olhar fixo escapou dele.

   — Antes que cometas um terrível engano.

   — Tão pouca confiança tem em meu julgamento, amor?

   — Não me chame assim.

   — O quê? Amor? Meu amor? — Suas mãos pressionaram as dela sobre o colchão.— Porque o é, sabe.

   Sua expressão se obscureceu.

   — Isto é ridículo. Não pode ser. — Ela renovou sua luta. Mas não conseguia separar-se de Adam.

   — Não escapará.

   Ela bufou.

   — Não posso respirar.

   Ele levantou seu peito, descansando sobre seus braços.

   — Precisa confrontá-lo, Evena.

   — Não preciso de sua ajuda. Não preciso de ninguém. —Sua cara se enrugou ao sentir o primeiro avanço das lágrimas.

   Seu coração deu um tombo. Agora ele não queria vê-la romper-se. Suas lágrimas o fariam se perder..

   — Não foi tua falha.

   — Eu me encarregava desta nave. Se tivesse estado ali... —Seus olhos se nublaram com lágrimas que não se despojou.

   Ele começou a rodar para o lado, levando-a com ele, rodeando-a com seus braços. Suas cabeças descansaram sobre o travesseiro.

   — Me deixe te ajudar.

   Lentamente, ele a obrigou a cercar-se.

   Fracamente, ela resistiu até que seus peitos se tocaram. Por um momento, ela permaneceu rígida. Logo ele sentiu que um estremecimento a percorria. Ele envolveu seus braços ao seu redor, e ela começou a tremer.

   Tremendo, começou a chorar. Logo, caiu na angústia.

   Adam colocou sua cara em seu pescoço e a segurou enquanto os soluços estremeceram seu corpo. Gradualmente, suavizaram-se e os braços de Evena se envolveram ao redor de sua cintura enquanto ela se entregava às carícias mais próximas a seu pescoço.

   — É tão estúpido. —Murmurou ela, com sua voz infestada de lágrimas.

   Adam não disse nada, só começou a acariciar suas costas, deixando-a levar a conversação.

   — Por que retornou ali? Celestine quase a mata quando foram amantes. Depois que terminaram, soube que Celestine aceitou.

   — Celestine lhe fez essa cicatriz, então?

   — Mm-hmm. —Murmurou ela contra seu pescoço.

   — Aurelia procurava provavelmente vingança. Para mofar-se de Celestine com sua sorte.

   — É tão estúpida. A loucura de Celestina. Por que ainda importaria a Aurelia o que ela pensava?

   — Por que, certamente? —Ainda sabendo que era o momento perfeito para penetrar seu argumento, não obstante, Adam vacilou. Ele não queria que Evena se visse acossada. Não tinha transcorrido tempo suficiente para que ele acalmasse sua cólera. A cólera que dirigia a ele, Adam apressou um beijo em sua frente.— Provavelmente nunca saberemos.

   — Adam? —As lágrimas se filtraram de seus olhos ao travesseiro.

   — Sim, amor.

   — Está fazendo um intento com suas nada sutis maneiras para me obrigar a admitir que meu desejo de vingança é tão estúpido?

   Adam apertou sua mandíbula. Suas lágrimas rasgavam seu coração.

   — É destrutivo, amor. E inútil.

   Ela fechou os olhos.

   — Manteve-me viva.

   — Não. —Disse ele, pousando um beijo sobre sua bochecha.— É mais forte que isso.

   Seus braços abraçaram a ele e lhe perguntou ainda mais perto.

   — Adam? —Ela aproximou sua cara marcada com lagrimas da dele.

   — Sim, amor.

   — Não posso aguentar mais aqui. Por favor, não me deixe pra trás.

   — Nunca. — Prometeu ele com a voz rouca.

   Evena suspirou e apoiou sua bochecha na esquina de seu ombro.

   Adam há balançou um pouco, aturdido. Ele nunca tinha consolado a outro ser humano em sua vida. Com Evena, veio naturalmente, como respirar ar.

 

   Seus lábios se deslizaram para sua orelha e ela desenhou seu lóbulo entre seus dentes.

   Um tremor percorreu seu corpo.

   — Adam, —murmurou— preciso de você dentro de mim. Agora.

   Ansioso por lhe dar algo que quisesse, e ansioso por encher seu corpo e sua vida, Adam rapidamente desabotoou suas calças e as deslizou de um empurrão por seus quadris.

   Evena se levantou para tirar sua roupa e a empurrou para longe da cama.

   Reuniram-se no centro da cama, as mãos inquietas, procurando os corpos do outro, intercambiando carícias e beijos.

   Evena montou sobre ele e procurando entre eles, agarrou seu membro com uma mão, introduzindo-o pouco a pouco em sua vagina. Com um só rebolado de seus quadris ele se cravou até o fundo, até onde podia alcançar, querendo ser uma parte dela, querendo que ela admitisse que era uma parte dele.

   — Te amo. —Sussurrou Evena e se apoiou sobre seu peito para lhe beijar.

   Ele fechou os olhos por um momento, saboreando suas palavras.

   — Te amo. — Ele a ergueu para poder lhe ver o rosto.— Te amo. —Respondeu-lhe.

   Evena conteve um soluço e começou a mover-se, lentamente ao princípio, com os olhos fechados de prazer. Suas mãos se agarraram firmemente a seus ombros, apoiando-se sobre ele. Seus quadris, brandamente avermelhadas, provocaram a fricção entre seu endurecido membro e seu úmido canal. Até que o calor consumiu a ambos.

   Quando ela gritou aliviada, relaxou-se, descansando sobre ele e ele a segurou até que seus corações se acalmassem.

   Durante um bom momento, mantiveram-se pegos um ao outro. Logo, assim que foi recuperando-se, Evena, totalmente despenteada, limpou as lágrimas de sua cara.

   — Agora é muito tarde para que troque sua forma de pensar. Está unida a mim. —A cara dela se contraiu em uma careta feroz.

   Ele sorriu e arqueou uma sobrancelha.

   — Por que deveria seguir procurando? Você encaixa perfeitamente.

   Deu-lhe um rápido golpe em seu ombro de brincadeira.

   — Está bem. Não mais provas entupidas com seu corpo.

   Ele riu.

   — O que? Não me compartilharia com cinco esposas? Vá, eu esperava montar uma colônia de mulheres só para mim.

   — Deverá te aguentar com as meninas que tenho sob minha custódia. —Respondeu-lhe encolerizada, enrugando sua fronte.

   — Não deveria ter piedade com suas irmãs? Não deveria me compartilhar?

   — É porque me preocupo com elas, porque não quero que as machuque com seu...

   —... enorme membro?

   — Ia dizer com seu enorme ego!

   — E alguma vez não gostará de um trio de novo? —Perguntou, com o diabo em seu sorriso.

   — Bom, —comentou com um rubor manchando suas bochechas— se alguma vez tiver o desejo, só será algo excepcional. Ocasionalmente. — Seu rubor se fez maior — Talvez. Mas não te compartilharei em matrimônio com outra mulher. Se quiser isso, então terá que... ehh!

   Ele puxou dela para baixo para um beijo.

   — Você é tudo o que necessito. Mas se alguma vez quiser um passeio pelo lado selvagem, carinho, então eu não sou o homem que lhe negará isso.

   Ela o separou com um empurrão de seu peito.

   — Fez isso de propósito.

   — É obvio. —Respondeu sorrindo abertamente.

   — Volta-me louca.

   — É minha missão na vida.

   Ela negou com a cabeça.

   — Tenho trabalho que fazer, agora. —Ela se apoiou sobre ele para apressar um último beijo sobre seus lábios. Sua expressão ficou séria.— Obrigado. —Disse brandamente, logo se ergueu longe dele e rapidamente se vestiu.

   Adam tratou de alcançar seus calções, os quais estavam enrugados ao redor de suas coxas e lutou um momento com eles para terminar de colocá-los em seu lugar.

   Quando entraram no corredor, encontraram o grupo de guardas de Evena esperando suas ordens.

   Adam a deixou ir. Ele tinha deveres que atender, e uma fuga da prisão que organizar.

 

   Evena encontrou a Adam no restaurante de autosserviço traseiro, rodeado por um grupo de risonhos piratas, com um auricular que lhe dava voltas ao redor de sua orelha.

   — Sim. Ao redor de 350 delas. —comentou pelo microfone.

   Sua cara se avermelhou, e seus homens riram mais forte.

   — Podem deixar de rir?, Não posso ouvir uma maldita coisa enquanto riem como um montão de garotas. — Ele caminhou vários passos e pôs fim à conversação.

   Darak olhou para cima.

   — Olá, Evena. Está preparando os últimos planos para a lançadeira. Estará aqui antes do amanhecer.

   —Possivelmente estará a teu primeiro. — Soprou Iván, golpeando ruidosamente o ombro do Darak. — Velho.

   Os homens sorriram abertamente quando Darak aplaudiu o braço de Iván.

   — Darei a ti, velho— se voltou para Evena, com um sorriso inclinado em sua cara.— Por que não está fazendo a bagagem como o resto das mulheres?

   Evena encolheu os ombros.

   — Não há nada que queira daqui.

   O braço do Adam se enrolou em sua cintura.

   — Certamente, espero que esteja equivocada.

   Evena se apoiou contra ele e encaixou seus quadris contra seu membro. Sou uma lasciva. Não me importa quantas vezes demonstre que lhe amo, pensou para si.

   — Talvez uma ou dois coisinhas.

   Adam grunhiu em sua orelha.

   — Se me permitir... —Evena caminhou rapidamente para a porta, Adam se moveu, lhe bloqueando o passo. Seu coração começou a palpitar e sentiu como começava a aparecer um cálido sorriso em sua cara. Todo mundo deveria poder ser tão feliz como o sou eu!, pensou.

   — A respeito dessa pequena coisa.... —Disse ele, assim que a alcançou.

   Evena riu nervosamente, e logo mordeu os lábios. Fico sorrindo como uma parva! O ritmo de seu coração se desbocou.

   — Por que tanta pressa? —Perguntou com um tom de diversão em sua voz.

   — Temos só sete horas até a manhã. Quer desperdiçar um minuto? É obvio, possivelmente o passaria melhor perdendo o tempo com seus homens.

   Ele a moveu com seu braço ao redor de sua cintura e a apertou contra a parede do corredor.

   — Possivelmente não deveríamos perder o tempo encontrando uma cama. —Suas mãos se apoiaram na parede a cada lado de seus ombros e se inclinou para beijá-la.

   Evena enganchou uma perna ao redor de seus quadris e apertou seu sexo contra o membro erguido.

   — Não me importaria que não o fizesse.

   — Capitão!

   — Sim! —Evena e Adam gritaram simultaneamente enquanto Mary corria corredor abaixo, com a cara escurecida pela fúria.

   — Estalaram brigas nas células.

   Evena levantou o olhar dos lábios de Adam e franziu o cenho.

   — Por que diabos têm que lutar?

   Mary pôs os olhos em branco.

   — De quem é a camisa? Quem é mais pirata? —Ela elevou suas mãos.— Por algo!

   Evena baixou sua perna com um suspiro.

   — Sinto muito. O dever me chama.

   O suspiro do Adam foi mais forte.

   — Não demore. —Grunhiu.

   Evena enrugou seu nariz, e logo, suspirando, seguiu Mary através do vestíbulo.

   — Pensa que necessitamos reforços?

   — Não. Mas acredito que os poderíamos querer em algum momento.

   Evena riu e as duas mulheres se mantiveram a um mesmo passo enquanto percorriam o corredor.

 

   Evena retornou a sua célula várias horas mais tarde, cansada e zangada. Mulheres! Por Deus, depois desta manhã, teria mais de uma dor de cabeça diária. Seus dias como CB Capitão estavam em cima.

   A porta a sua célula deslizou silenciosamente, e ela entrou. O tenro ronco do Adam a saudou. OH, genial!

   Com a tênue luz do amanhecer, tirou seu traje e caminhou para a cama. O corpo do Adam estava deitado e largado sobre o colchão, deixando só um estreito oco ao lado da parede. Ela passou por cima dele, cuidando para não despertá-lo, e se tombou a seu lado. Já a seu lado, certificou-se que seguisse dormindo.

   Todo meu! Apesar de seu escuro e emaranhado cabelo e de sua barba de uns dias, sua cara era muito formosa para ela.

   Seu peito se levantou e ele murmurou, e logo começou a girar para ela, sua pesada mão aterrissou sobre seu quadril.

   O olhar de Evena se deslizou por seu peito, e não pôde resistir a tocar o que viu. Seus dedos pentearam o escasso pelo, rodeando seu mamilo recoberto de veludo, logo navegaram mais baixo, até encontrar a flecha de cabelo escuro sobre seu sexo. Seu sexo florescente. Ela olhou para cima e lhe encontrou acordado, olhando-a, com um sorriso afetado inclinando as esquinas de sua boca.

   — Não te detenha agora. —Murmurou sonolento.

   Não necessitando mais convite, Evena rodeou com seus dedos seu pênis e se deslizou pela cama para ficar a sua altura. Seu coração pulsando desbocado dentro de seu peito.

   A mão do Adam levantou o cabelo de seu pescoço e o envolveu ao redor de seu punho.

   — Estrelas dos Céus, mulher! Que diabos te levou tanto tempo?

   Evena sorriu amplamente, e logo os lambendo lábios, situou-se sobre seu membro.

   — Me acredite, querido, não quereria sabê-lo.

   Os olhos do Adam se estreitaram.

   — Sempre que não fosse alguém de minha tripulação, lhe pode guardar isso até depois do café da manhã. —Sua mão levantou um pouco mais seu membro.

   — Posso te comentar que Rufus é um homenzinho muito impaciente?

   — Vais seguir com isso, mulher?

   Evena passou brandamente seu dedo por toda sua longitude.

   Seu membro se contraiu do prazer.

   — Evena? —Sua voz aumentou em calor.

   Evena abriu sua boca e empurrou a cabeça de seu membro dentro, e logo começou a morder brandamente.

   — Gulosa…! Evena!

   Ela riu e lambeu as zonas que tinha mordido, e logo deslizou seus lábios e sua língua abaixo de um lado e acima do outro. Sua mão agarrou seu cabelo, mas Evena permaneceu imóvel. A tortura, desacelerada e inquieta, foi o nome de seu jogo. Ela se levantou e se ajoelhou ao lado de seus quadris, seus lábios sem abandonar nunca seu pênis. Neste ângulo poderia afundar sua cabeça sobre seu membro e tragar um bom bocado dele, se estivesse com ânimos disso. Mas não o fez.

   Adam já estava suando e agarrando mais forte seu cabelo lhe soprou:

   — Isso merece um castigo, carinho.

   Ela manteve sua doce tortura, mas uma sombra de dúvida se abateu sobre ela. De que forma tomaria sua vingança? Evena decidiu deixar de jogar e dar o que ele desejava. Além disso, seu corpo estava úmido e desejoso, e não estava segura de quanto tempo poderia aguentar esse jogo antes que precisasse o ter dentro para apaziguar o ardor de seu ventre.

   Sua boca se abriu de par em par enquanto lambia de cima abaixo seu inchado sexo. Suas mãos se uniram a seu jogo, e de repente, com sua boca, envolveu-o com seu calor quente, úmido.

   Adam gemeu e plantou seus pés na cama para ajudar ao movimento de seus quadris, para empurrar dentro da pequena boca picante de Evena. Quanto mais rápido se movia, mais forte chupava ela, sentindo que se aproximava o final, tentou controlar-se e lhe dar o mesmo trato que lhe estava dispensando a ele. Pequena bruxa!

   Quando Evena começou a gemer, ele soube que estava preparada.

   — Evena, te gire para mim. — Ele soltou seu cabelo e a urgiu com suas mãos para que fosse sobre ele. Quando seu sexo esteve sobre sua boca, ele afundou seus lábios e sua língua nela, sugando, mordendo e lambendo, até que ela se retorceu.

   Seus lábios se liberaram de seu pênis.

   — Adam? —Sua voz aumentou na última sílaba.

   — Mmmm, doce. Eu poderia ficar assim por horas, o que é que necessita?

   — Faz algo! Meus clitóris, seus dedos, por favor, Adam!

   Adam sorriu e aplaudiu brandamente seu traseiro.

   — A vingança é doce, verdade, amor?

   — Bastardo! —Ela se levantou, e começou a introduzir seu membro em seu corpo, mas ele rodou na cama até que ela ficou debaixo dele, com as pernas a ambos os lados, seu corpo aberto para seu saque.

   — Eu te ensinarei a brincar. — Seus músculos estavam tensos, sua pele molhada, estrias de suor corriam por suas costas pelo terrível esforço de controlar-se. Esteve um momento quieto para acalmar-se, mas seu membro avançou sem sua permissão.

   — Quem é que está brincando? —Perguntou ela e girando seus quadris introduziu a ponta — Olhe como Rufus está ao cargo aqui. —Ela sorriu dissimuladamente.

   Adam fechou seus olhos. Mau movimento. Todas suas sensações giraram ao redor do úmido e escuro canal. Sua entrada se contraiu ao redor da pele sensitiva na coroa de seu pênis. Seus quadris se elevaram involuntariamente.

   Evena gritou e suas pernas o envolveram, lhe urgindo que se movesse. Então lhe gritou:

   — Adam! Faz algo!.

   Adam perdeu o controle. Seus quadris se sacudiram com força, seu membro levando a dianteira aonde Adam resistiu. Pulsando, duro e profundamente.

   As pernas rosáceas de Evena e suas mãos se agarraram a suas costas e a suas coxas. Fazendo algo para senti-lo mais dentro dela.

   — Dê-me isso, céu!

   Adam bombeou mais rápido, seu testículo golpeando seu traseiro. Então soltou um grunhido profundo, enquanto um orgasmo atravessava seu corpo e seu testículo, soltando um jorro de sêmen quente dentro de Evena.

   Ela gritou outra vez e afrouxou suas pernas, a escuridão mesclando-se com luz. Não se precaveu de que tinha deixado de gritar até que o som deixou de ricochetear nas paredes.

   Abriu seus olhos para ver Adam recostando-se sobre ela, sua cara estirada com um largo e arrogante sorriso.

   — Bom dia, amor!

   Os olhos dela se entrecerraram.

   — Me coma!

   — Um convite que não posso negar. —Ele se apoiou e beijou seus lábios, sua língua passou rapidamente dentro de sua boca para formar um casal com a dela.

   Evena lhe apartou à força. Ele ficou de barriga para cima e colocou suas mãos detrás de sua cabeça. Evena girou para seu lado e se colocou a sua altura, com seu corpo tão perto dele para, passando sua perna sobre as suas, acariciar seu membro.

   — Adam? — Por que vacilava agora? Justamente agora! Onde está meu valor?

   — Sim, amor?

   — Quero ir contigo.

   — Sei. Nunca tive em mente que não compreendesse o sentido de...

   — Adam! Não é isso. Quero estar contigo quando for piratear.

   A expressão complacente do Adam se tornou amarga.

   — Não quero. Não porei sua vida em perigo. Além disso, traz má sorte ter uma mulher durante um assalto.

   Ela esfregou seu pênis outra vez, e não o olhou aos olhos. Covardemente, mas ela não queria retomar essa discussão e precisava ter seu engenho solto.

   — Isso é uma tolice. Sou forte e preparada. Aprenderei rapidamente.

   — Deixa-o, Evena. Não te levarei. —Sua voz estava firme e resulta.

   — Mas sei que há mulheres pirata aí fora. A Annie Cohen...

   — Isso não é o mesmo. Ela nasceu assim. As mulheres não têm um lugar a bordo de um nave pirata. Meus homens não o permitiriam. Seria uma distração.

   — Para quem? Não seria um problema. —Evena deslizou sua mão sobre seu estômago, e logo para baixo para lhe raspar com as unhas ao longo de seu membro.— Para quanto tempo vai?

   Seu pênis saltou e se esticou.

— Posso estar ausente por uns meses.

   — E o que supõe que farei eu enquanto isso? —Lhe agarrou pela base e apertou.— E o que fará com isto?

   Ele grunhiu, mas levantou seus quadris para atravessar com sua lança os dedos firmemente agarrados a seu membro.

   — Porei-te um cinturão de castidade que só minha mão poderá abrir o ferrolho.

   — Isso guardará minha vagina, mas acredito que não seria tão mal provar outro lugar. Agora que sei que é tão agradável...

   — Não terá outro homem perto de seu traseiro. É meu! —Suas mãos saíram debaixo sua cabeça e seus braços a rodearam, sentando-a em cima dele.

   Evena esfregou seu peito no dele.

   — E meus peitos se tornaram extremamente sensíveis ao tato. Suponho que será suficiente prazer que me raspem com uma barba de uns dias.

   — Quem? Pequena raposa! — Ele a levantou o suficiente para que seu pênis entrasse em seu corpo.

   — Disse a verdade. —Disse-lhe, rebolando para que pudesse enterrar profundamente.— Você não tiraria sua nave pirata do porto se pudesse me perder.

   — Certo. O fato é que não estou seguro de que possa permanecer fora de seu sexo o tempo suficiente para ser um correto capitão de novo.

   Evena abriu suas coxas para poder montar escarranchada sobre seus quadris.

   — E se me torno pirata? —Perguntou enquanto se movia sobre seu membro.

   — Meus homens se amotinariam.

  

   Adam felicitou a si mesmo pelo resultado tão satisfatório que tinha obtido em sua campanha para ganhar o coração de Evena. Algum dia teria que lhe dizer que nunca tinha tido a intenção de deixá-la a bordo do New Ática. E teria que ser logo. Antes que ela se decidisse a lhe acompanhar, tinha posto seu plano em funcionamento. Outros feitos se desenvolveram por acaso, sozinhos.

   A recapitulação de Evena simplificou as coisas. Realmente não tinha mudado o resultado, mas tinha aliviado sua consciência, tendo em conta que sua intenção inicial era tirá-la da prisão “à força e amordaçando-a” se tivesse sido necessário. A intolerância de seu corpo para o eletro-atordoante teria excluído um sequestro mais tranquilo.

   De qualquer maneira ela logo averiguaria a verdade. Seu segundo oficial, Cantor, tinha estado retorcendo-se de risada por suas dificuldades nos últimos dias. Estava seguro de que suas frequentes conversações “secretas”, pelo comunicador que trouxe, tinham sido fonte de diversão para a tripulação da bordo do Intrepid.

   Não, Cantor não era conhecido por sua discrição. Não apostaria que não usasse seu conhecimento sobre seus planos de seduzir Evena para irritar a mulher e assim, dificultar esses mesmos planos. Felizmente, Cantor estaria muito ocupado organizando as mulheres na nave e podia ser que esquecesse seu plano durante um tempo.

   O fato era que o destino de Evena tinha ficado decidido, com ou sem seu consentimento, no mesmo momento em que pôs seus olhos nela.

   Com o tempo entenderia a lógica de sua decisão. Ao voltar a ser a pessoa sensata que tinha sido antes. Isto aconteceria uma vez que superasse sua cólera e sua arrogância. Na verdade, esperava com ânsia as escaramuças que teriam.

   Adam observou à mulher que era sua esposa andar ao longo da fila formada pelas mulheres. A linha percorria todo o comprimento do corredor e mais à frente. Todas esperavam pacientemente o traslado a sua nave. A multidão de caixas de papelão com seus parcos pertences seriam carregadas por ultimo.

   Evena se detinha em todos os poucos passos, para lhes dirigir alguma palavra às mulheres, as reconfortando ao lhes dizer que tudo ia segundo o plano previsto.

   O orgulho fluiu em seu peito pela força que ela tinha demonstrado umas poucas horas antes, ainda cedo, dirigiu às mulheres em uma cerimônia funeral, que tinha terminado ao lançar ao espaço exterior o corpo envolto em seda de Aurélia.

   Logo ordenou às mulheres que preparassem comida para as prisioneiras do bloco de alta segurança, que não viajariam com elas. As mulheres mais perigosas ficariam no New Ática, até que o oficial e a força policial chegassem. Evena tinha procurado que cada uma delas estivesse o mais cômoda possível, até então. Todas e cada uma delas, exceto Celestine. Ela não aceitou comida nem água. Suas fortes maldições podiam ouvir-se até no seguinte bloco de celas.

   — Parece muito relaxado para um homem que está a ponto de desafiar Domínio, Capitão. —Disse-lhe Darak quando se sentou a seu lado.

   — Huh. — Grunhiu Adam, sem separar, em nenhum momento, seus olhos de Evena.

   — Ivan confirmou que a janela se abrirá dentro de dez minutos. Quando falamos, Cantor estava preparando-se para abri-la. No momento que isto acontecer, começarão a levar às mulheres à nave.

   — Bem. Odeio esta espera. Eu gostaria de pôr uma boa distância a frente da frota de Domínio.

   — Sim, Capitão. Necessitaremo-lo. O Intrepid não foi criado para navegar tão rápido como os cruzeiros.

   — Enquanto pudermos chegar a Arturia antes de nos alcançarem, sobreviveremos.

   — Ainda tem a intenção de dispersar uma vez que consigamos chegar?

   — Vai ser bastante difícil ocultar trezentas e cinquenta mulheres vestidas com roupa de presidiárias, por isso, a menos que possamos comprar ou roubar outra nave no porto, teremos que levar cinquenta mulheres de cada vez para nossa nave, e dali, ao novo planeta.

   — Isso nos poderia levar meses. Muitas coisas poderiam acontecer em Arturia antes que nós terminemos.

   — Tenho suficiente ouro para encher as mãos da polícia local durante um tempo e se não, terei que aceitar de novo que o Raptor saia.

   — Pensei que o venderia. —Disse Darak com olhar surpreendido.—Planeja retornar à pirataria?

   — Durante um tempo. —Respondeu bruscamente.

   — E Evena? Sabe que a abandonará logo que se aproximarem de Arturia?

   — Ela vem comigo.

   Darak lhe olhou alarmado.

   — Senhor, sabe que dá má sorte levar mulheres a bordo quando se sai para fazer uma incursão.

   — Criaremos nossa própria sorte. Além disso, ela nunca aceitaria um não como resposta.

   — Ooh-hoo! Já soa dominado. Estou surpreso, nem a ata, nem a despacha com as outras mulheres. Depois de tudo, esse foi seu plano original.

   Adam lhe lançou um olhar zangado.

   — Esquece esse momento de loucura, e é uma ordem!, entendido?

   Darak riu, sem impressionar-se pela ira de Adam.

   — Sabe, Cantor pensa se nomear governador interino até sua volta? Não vai estar muito contente de ter que ficar em terra.

   — Ainda não tive o prazer.

   Uma luz apareceu nos olhos do Darak.

   — Ah, vai te assegurar de que Evena e ele se mantenham separados por um tempo. —riu contente.— Muito sujo, mas me agrada.

   — Nomear Cantor para este trabalho é uma escolha muito delicada.

   — Se você o diz. De toda maneira, não posso imaginá-lo no comando de uma companhia de mulheres.

   — Fará um homem dele.

   — Vai te matar.

   — Pode tentar. — O olhar de Adam, retornou outra vez a sua mulher. Dirigia-se para ele com um sorriso na cara.

   —Temo que sua viagem não vai ser muito alegre, senhor.

   — Meu Deus, espero que sim. —Respondeu Adam enfaticamente.— A propósito, estará a cargo das mulheres até chegar a Arturia.

   Surpreendentemente, não pareceu perturbar-se absolutamente. Então observou como se suavizava a expressão de Darak ao pôr seus olhos em Mary Grogan.

   — Então, decidiu casar com a Mary?

   Darak sorriu.

   — Para falar a verdade, não estou tão seguro de quem fez a escolha. Mas, sim, ela é a primeira para mim.

   — A primeira? —Adam era bem consciente da propensão do Darak pela variedade.

   — Minha primeira. Seria cruel deixar a tantas fêmeas sem compromisso, sem o amor e o suporte de um bom homem.

   — Suponho que vai sacrificar sua virilidade por um bem maior?

   — Você sabe nosso lema: Tantas mulheres, tantos sexos a roubar.

   — Naves, maldição. São naves!

   Os olhos da Evena se entrecerraram ao aproximar-se.

   — Definitivamente vai ter que encontrar um novo lema, Capitão.

   — Capitão, huh? — Disse colocando o braço ao redor de sua cintura e aproximando-a.

   — Só em público. Não vá ficar arrogante. —Avisou-lhe, acariciando de passada seu pênis. — Não pode haver mais que um a bordo de uma nave. E desde que sou uma pirata em período de treinamento, não posso ser eu.

   — E de que me chamará quando estivermos sozinhos?

— OH, acredito que encontraremos maneiras mais interessantes de chamar o um ao outro.

   — Amo e Escrava?

   — Hmmm. —Disse levantando as sobrancelhas. —Algumas vezes. Mas de vez em quando teremos que trocar os papéis.

   — Também… marido? —E conteve o fôlego.

   Contemplou-lhe, com os olhos brilhantes.

   — E esposa?

   — Sim, você terá a este pirata.

   Evena se apoiou nele, esticando-se para cima para poder beijar sua boca.

   Suas línguas se uniram e seus corpos se abraçaram. Esquecendo a sua divertida audiência, Evena e Adam selaram sua promessa.

   — Ei, Capitão.

   Adam tomou os lábios de Evena uma vez mais, depois de lançar a Darak um olhar zangado.

   Este levantou as mãos em defesa.

   — Pensei que você gostaria de saber que a tripulação abriu o portal.

   Um grito de alegria proveio das mulheres, que se aproximaram para saudar os recém chegados que apareciam através da abertura.

   Evena suspirou.

   — Temos trabalho a fazer antes de poder manter esta conversação.

   Adam atraiu sua mão para sua boca.

   — Então esta noite.

   — Trará as cadeias de um escravo?

   — Colocará isso para mim?

   — Esperava as provar no Rufus.

   Adam sorriu abertamente.

   — Ah! É um tipo escorregadio. Acredita realmente que poderá lhe encadear?

   Ela lambeu os lábios lentamente.

   — Posso fazê-lo meu escravo.

   Adam sentiu como todo o sangue de seu corpo convergia para a zona de seus genitais. Maldição! A mulher poderia levar seus testículos e ele seria um homem dos mais felizes.

   Evena roçou contra seu crescido pênis e logo se afastou. Com um sorriso tímido, mudou de direção e caminhou para a abarrotada plataforma.

   Adam lançou um olhar de lado a Darak, que rapidamente apagou o sorriso de sua cara.

   — Capitão, sabe que vai ter que fazer várias viagens antes que todas as mulheres tenham saído?

   O sexo do Adam se elevou ainda mais alto em suas calças.

   — Te ocupe disso. —Ordenou, e logo avançou com passo enérgico atrás a Evena.

   Darak riu quando viu como seu amigo e Capitão agarrava Evena pelas costas. Com um giro hábil, elevou-a colocando-a em cima de seu ombro e se encaminhou para a parte baixa do vestíbulo, fora da vista.

   Quando seu olhar retornou às mulheres que se aproximavam do portal, encontrou a Mary. Seus olhos transbordaram humor. Lançou-lhe uma piscada descarada.

   Igual a Adam, Darak tinha caminhado a grandes passos para aproximar-se de sua esposa, perguntando-se quão rapidamente poderia ter Mary apoiada contra uma parede.

   Algo de suas intenções deve ter refletido em sua cara, por que os olhos dela se entrecerraram, e o cenho enrugou sua fronte.

   — OH não. —Disse ondeando seu dedo em sua cara.— Esta garota não esperou cinco anos para agora perder esta nave!

   Darak se agachou rapidamente, e brandamente colocou seu ombro em seu estômago. Quando ela lhe golpeou nas costas, deu-lhe um açoite.

   — Não se preocupe, carinho. Isto não tomará nem um minuto.

   A voz amortecida de Mary respondeu.

   — Há dito um minuto? Carinho, por que tão lento? Eu já estou ali!

 

[1] Bóia ou estaca que adverte os navegantes dos perigos de um banco de areia ou de um rochedo submerso

[2] A expressão “Por que galáxias” é usada neste mundo futuro da mesma forma que usamos “porque diabos” e algumas frases parecidas.

[3] Expressão similar a “Por Deus!”

 

                                                                                Delilah Devlin  

 

 

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