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Sidney Sheldon
Sidney Sheldon

 

                                                                                                                             

 

Sidney Sheldon

 

 

 A literatura do norte-americano Sidney Sheldon pretende prender a atenção do leitor como se fosse um bom filme. "Quando escreve um romance, o autor é o produtor, o director e a equipe." A pretensão não é descabida, quando se leva em conta que Sheldon se interessou em primeiro lugar pelo cinema, dirigindo, produzindo ou escrevendo cerca de trinta filmes, assim como criou aproximadamente duzentos e cinquenta roteiros para a televisão, para séries como "Jeannie É um Génio", "Casal Vinte" e outras. O sucesso literário veio com "O outro lado da meia-noite"(1974), mais tarde levado para o cinema.

Mas Sheldon sabe muito bem que a literatura e o cinema são linguagens diferentes, a começar pelo tratamento da trama. "Ao contrário do cinema, em um romance uma pessoa não entra na sala apenas. Você tem que descrevê-la, dizer o que está usando, como se move, sua atitude, enfim." Depois, há o ritmo do próprio ofício, uma "ilha de sanidade em Hollywood", sem as enormes pressões do meio cinematográfico, do qual fez parte desde que abandonou sua Chicago natal, aos dezassete anos.

Nascido em 1917, Sheldon realizou seus estudos elementares e decidiu que escrevia para o cinema. Com sua determinação, conseguiu um emprego nos estúdios da Universal: leitor de textos a dezoito dólares por semana,, função que o obrigava a resumir as histórias que lia. Quando não estava ocupado por esse trabalho, escrevia seus próprios roteiros. Veio a Segunda Guerra Mundial, e ele serviu na força aérea.

Ao voltar da guerra, dedicou-se também ao teatro. Aí, seu grande êxito foi o musical "Rodbead", com o qual conquistou o prémio Tony. Em 1947, era a vez de ganhar o Oscar pelo argumento de "O solteirão cobiçado", estrelado por Cary Grant, Myrna Loy e Shirley Temple. Sempre com brilho seu trabalho em Hollywood e na Broadway.

Por volta de 1967, trabalhava num filme para a televisão, enforcando um psiquiatra e alguém que o perseguia. Para salvar sua vida, o psiquiatra precisava penetrar na mente dessa pessoa, na motivação que a conduzia e, assim, descobri-la. "A trama crescia em minha cabeça, e notei que, para fazer-lhe justiça, ela requeria um tratamento de romance. Pela primeira vez em minha vida, percebi a diferença entre escrever um texto narrativo e um roteiro de cinema." Em 1970, com cinquenta e três anos de idade, Sheldon publicou "A outra face". O "New York Times" o considerou o melhor romance de mistério do ano, mas ele encalhou nas livrarias.

Porém, uma nova vocação estava descoberta, e ele não mais pararia. "O outro lado da meia-noite"(1974) se tornaria um best seller imediato, com milhões de cópias vendidas, tradução para dezenas de línguas e adaptação para o cinema. Os editores não perderam tempo" relançaram "A outra face". O resultado foi o previsto: o romance entrou logo para a lista dos mais vendidos.

Em seguida, vieram "Um estranho no espelho", "A ira dos anjos", "O reverso da medalha" e "A herdeira". Sheldon tornou-se mais um fenómeno da industria de best sellers, e, em meados da década de 70, assinou um dos maiores contratos do meio literário: nove milhões de dólares por onze livros, alguns deles já entregues aos editores.

Para manter o prestígio e a vendagem, Sheldon mantém um ritmo de trabalho veloz e uma produção constante. Cerca de cinquenta páginas por dia são ditadas à sua secretária.

Centenas de páginas depois, ele inicia a primeira releitura, polindo, eliminando, enxugando e reformulando frases, checando factos.

Várias releituras mais tarde - ele já chegou a submeter um romance a quinze exames -, está pronto mais um sucesso de milhões de exemplares, um livro composto sob medidas para fascinar e divertir o seu imenso público.

 

 

     

     

     

     

 

(clique na imagem da capa para ler o livro)

 

 

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