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Soares, Jô
Soares, Jô

 

                                                                                                                                   

Jô Soares

 

 

Natural do Rio de Janeiro, onde nasceu em 1937, a natureza nunca se mostrou muito modesta com José Eugênio Soares. Nascido com qua­tro quilos, uma lenda da família conta que ele, com apenas dois anos, devorou um frango inteiro durante um piquenique de fim-de-semana. Boatos e lendas à parte, o fato é que Jô Soares sempre foi "gordinho". Mas nem por isso ele parece ter problemas com a sua aparência.

A agilidade de Jô é impressionante. Em nenhum momento vo­cê conseguirá vê-lo ocioso como se estivesse cansado de carregar pe­so. Desde o momento em que acorda até altas horas da madrugada quando vai dormir, Jô Soares vê-se às voltas com os negócios de sua empresa de produção, sai para gravar o "Veja o Gordo" acena o texto com sua equipe de produção para o programa diário de en­trevistas e, quando necessário, vai, à noite, para o teatro. Na volta ainda sobra um tempinho para ler e escrever. Não é raro vê-lo, nos mais variados horários, assistindo a uma sessão de cinema no Ri0 de Janeiro ou em São Paulo.

Jô não consegue explicar muito bem como consegue tudo isso. Em parte, atribui essa capacidade extraordinária ao fato de sem­pre ter gostado de praticar esportes. Durante os cinco anos em que morou na Europa, apesar de ser bastante gordo, saía-se muito bem na natação, no remo, no esqui e em outros esportes. Na época em que estava no colégio, foi campeão de futebol por dois anos segui­dos (como zagueiro central) e tricampeão de hóquei no gelo (onde atacava de zagueiro esquerdo).

Mas se o esporte foi um importante ponto de apoio, a sua atitu­de em relação à gordura constituiu o maior auxílio. Afinal, como ele próprio diz: "Não há como negar que o gordo é visto como um marginal na sociedade e aí, ou você procura se superar ou assume o peso da gordura". Jô nunca assumiu o peso da sua. Hoje, com mais de cem quilos, ele se sente uma pessoa extremamente leve. Is­so porque estética, do seu ponto de vista, é muito mais uma ques­tão de harmonia entre o lado exterior e o interior.

Atuando no humorismo há mais de vinte anos, Jô Soares não sabe exatamente quantas personagens criou até hoje. Segundo ele, estão por volta de uma centena, mas a produção de novos tipos está muito longe de terminar. "Eu tenho meu próprio processo de armazenamento de personagens. Vou colocando tudo em gavetas e, à medida de minhas necessidades, vou abrindo as gavetas e reti­rando material para os próximos espetáculos."

Jô considera-se um agudo observador das coisas do cotidiano, como quase todas as pessoas. Entende também o humor como uma visão de mundo. Tanto assim que costuma apresentar em seus pro­gramas e espetáculos questões como a inflação, a violência urbana, a corrupção ou o processo eleitoral. Embora não seja engajado em nenhum movimento político, Jô, por outro lado, acha que todas as suas personagens são um pouco politizadas. Mas não é só o con­teúdo político o responsável pelo sucesso da personagem junto ao público. Cita como exemplo o dr. Sardinha, inspirado no ex-ministro Delfim Neto. Ele fez sucesso não apenas por representar uma figu­ra de destaque, mas porque era, na verdade, uma personagem real­mente boa.

Jô Soares faz uma distinção entre as personagens que vive na televisão, quando é apenas um ator, e as que representa no palco, onde é ao mesmo tempo ator, autor e até diretor do espetáculo. Ao longo desses últimos anos, Jô representou três peças de sua autoria: "Todos amam um homem gordo", 'Ame o gordo antes que acabe" e "Viva o gordo e abaixo o regime". Este último espetáculo, apre­sentado no início dos anos 80, ficou vários anos em cartaz no Rio de Janeiro e em São Paulo, sendo assistido por mais de quinhentas mil pessoas.

A maior preocupação de Jô sempre foi ficar na faixa do humor inteligente e criativo. E por incrível que pareça, sem nunca fazer concessões ao humor fácil, ainda assim consegue atingir um públi­co de todos os níveis culturais. Em seus espetáculos, você nunca ve­rá uma personagem que entala em cadeiras ou em portas giratórias. Não há graça em cenas grotescas como essas. "Sempre me convenci que ser gordo é um estado de espírito. E eu, como todos sabem, sou um gordo leve", costuma declarar em suas entrevistas.

 

 

 

         

 

(clique na imagem da capa para ler o livro)

 

 

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