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Planeta Criança



Poesia & Contos Infantis

 

 

 


A PROMESSA DO SENHOR DA GUERRA / Alyssa Morgan
A PROMESSA DO SENHOR DA GUERRA / Alyssa Morgan

                                                                                                                                                   

                                                                                                                                                  

 

 

Biblio "SEBO"

 

 

 

 

  

Kate odiava os Senhores da Guerra. Desprezava-os, absolutamente. Especialmente Ethan MacGregor, o homem que governava sua aldeia.

Dizia-se entre seu povo que eles eram um mal necessário... Mal era a palavra acertada. Desde que uma pessoa estivesse disposta a negociar algo, eles estavam dispostos a oferecer a sua proteção. Clãs, bandidos e ladrões controlavam as estradas, aterrorizando aldeias pequenas como a de Kate, então a segurança era uma prioridade para todos, não importando a que preço.

Muito poucos ousavam desafiar um Senhor da Guerra, e aqueles que o fizeram não viveram para falar sobre isto.

Kate olhou fixamente a lua no céu da noite e puxou o capuz de sua capa acima de sua cabeça. O inverno viria cedo este ano. Ela podia ver a nuvem de sua respiração enquanto soltava um suspiro pesado.

Estava na hora. Sua vez de negociar algo com aquele homem, mas não em troca de proteção. Seria seu corpo pela liberdade de sua irmã. Alison era a mais jovem das quatro irmãs de Kate e também sua favorita.

 

 

 

 

A jovem menina conseguiu se tornar a convidada relutante de Ethan MacGregor enquanto vagava no bosque em um dia fatídico. O guerreiro enviou uma mensagem para sua casa declarando que se casaria com Alison na próxima lua cheia, a menos que seu pai tivesse algo para negociar em troca dela. Como era o apropriado.

É claro que o pai de Kate viu como uma bênção para sua família se uma de suas filhas se casasse com Ethan. Imaginou que todos eles seriam protegidos e providos, talvez até se mudassem para uma casa maior e para terras mais férteis. Ele não tinha nenhuma intenção de impedir a união.

Kate viu isto de outra forma. Ela observou o noivo de Alison, um jovem pastor, triste ao redor da aldeia, com o coração partido. Ela pensou em sua irmã, um doce bebê, tendo sua juventude roubada e aterrorizada por um bruto, sujeita a uma vida de miséria e servidão. Pelo menos como uma viúva, Kate não estranharia o que se esperava de uma mulher no leito conjugal.

Quando Kate pensou no brutal guerreiro tomando a virgindade de sua irmã, ela pulou no cavalo de seu pai, correu para a casa grande da colina e fez um acordo com o homem.

O que não tinha sido fácil. Ethan MacGregor não era muito acolhedor com estranhos. Em vez de recebê-la em sua casa, ela foi levada de volta para os estábulos onde ele estava observando a construção e a ampliação de novas baias.

Ele e os trabalhadores estavam sem camisa, seus largos feixes de músculos bronzeados flexionavam enquanto eles trabalhavam. Ela reconheceu o duro perfil de Ethan imediatamente. Seu cabelo longo e escuro estava preso com uma tira de couro e sua pele estava coberta com uma camada de sujeira e suor. Kate tinha sorte de não ter nenhum interesse por homens, não importando quão atraentes pudessem parecer. Ela só pensava sobre o quanto o homem era rude por recebê-la tão mal. Ele obviamente não tinha a mínima educação.

Ele apenas a olhou quando Kate foi anunciada por seu servo. Ethan se manteve de costas quase o tempo inteiro em que ela estava humildemente suplicando pela liberdade de sua irmã. Ela se preocupou, a princípio, que ele não tivesse escutado uma palavra do que dissera até que finalmente respondeu por cima de seu ombro:

— Você tem alguma coisa para oferecer em troca de sua irmã?

Quando os olhos escuros finalmente encontraram com os seus, Kate soube que ela negociaria qualquer coisa naquele momento desesperado.

— Eu não possuo nada — ela disse.

— Isto não é verdade— ele respondeu. — Você busca privar-me de uma bela companhia. Eu consideraria tomar você no lugar de Alison.

Kate não estava totalmente chocada por suas palavras. Ela conhecia o tipo de homem com quem estava lidando. E ele estava certo. Tudo o que ela possuia neste mundo era a si mesma. Ela estava preparada para fazer qualquer coisa que ele pedisse.

— Concordo. Porém eu não desejo me casar com você.

      O que lhe valeu um olhar duro do homem.

Ela teve que se lembrar de que estava no terreno dele agora. Ele poderia não ter modos, mas isso não era desculpa para fazer o mesmo.

— Eu estou certa de que existem outras mais adequadas para você do que minha irmã e eu.

— Sim — ele concordou.

Que grande estúpido! Como ele ousava insultá-la. Precisava achar uma maneira de cortar a conversa antes que o deixasse saber o que realmente pensava dele.

— Eu imagino que um homem como você está apenas atrás de uma coisa, no que diz respeito às mulheres.

— Parece que você já resolveu que sabe tudo sobre mim.

— Bem, não me parece ser diferente. — Kate encolheu-se de vergonha assim que as palavras deixaram seus lábios.

Um momento de silêncio se passou antes dele falar.

— Então o que será?

— Vou me entregar a você por uma noite se libertar a minha irmã.

— Está bem — ele disse, passando o antebraço na testa para tirar o suor e a sujeira. — Esteja aqui depois do pôr-do-sol daqui a três dias. Se você passar a noite toda me dando prazer na cama, eu deixarei sua irmã partir.

Ela acenou com a cabeça concordando e se virou para fugir.

— E Kate — ele a parou.

— Sim?— Ela olhou por acima do ombro para aqueles olhos frios e escuros.

— Eu espero que você use seu melhor vestido e deixe o cabelo solto. Se você desobedecer este pedido, o acordo estará desfeito.

Agora a realidade do que estava para fazer estava se aproximando, mas ela havia tido três dias. Devia estar agradecida por ele estar dando tempo para que se preparasse. Ele podia tê-la tomado ali mesmo, em seus estábulos. No chão duro e frio. Na frente de todos os seus homens.

Os próximos três dias passaram como um borrão e Kate nenhuma vez sentiu-se mal por ter aceitado. Sendo uma viúva, ela não tinha nenhuma virtude para proteger. Ela não havia tido nenhuma criança para se preocupar, e depois desta ousadia, estava certa de que sua família não se importaria com o que o homem fizesse com ela.

Melhor que fosse a única a sofrer no lugar de uma menina inocente.

Alison tinha sua vida inteira pela frente e Kate já vivera a sua.

Além disso, não seria o fim do mundo. Era só por uma noite.

Sua única preocupação era o ele que estava esperando dela para o seu prazer. Ela não tinha muita experiência com isto, mas imaginava. Esperava.

Ela fechou seus olhos e inalou o odor fresco das terras férteis que cercavam a fortaleza de Ethan MacGregor. Eles provavelmente teriam geada esta noite. Talvez a primeira neve em uma semana ou duas.

Enquanto se aproximava da fortaleza, ela empurrou para trás o capuz de sua capa, deixando o ar da noite fria aguçar seus sentidos. Foi como se o frio houvesse lhe acordado. Ela concentrou-se nas tochas que ardiam na escuridão, suas chamas cintilantes Iluminando a extensão do terreno. Ela engoliu em seco, saboreando o medo. O eco de vozes era carregado pela brisa suave.

Ela colocou seus ombros para trás, tentando acalmar-se e aproximou-se do portão duplo de madeira maciça à sua frente. Ela nunca estivera do outro lado dele. As pesadas portas se abriram enquanto se aproximava. Era esperada.

O calor saiu da casa grande e com ele os cheiros de alimentos cozinhando; galinha, batatas e ervas. Seu estômago roncou. Estava muito ansiosa para comer antes de ir. Passou os dias se torturando com os pensamentos desta noite e agora estava finalmente ali. Estava com os nervos em frangalhos.

Um homem mais velho apareceu enquanto ela permanecia no portão. Seu cabelo era curto e grisalho e seu rosto enrugado parecia cansado, ainda assim ele se portava com graciosa tranquilidade. Ele era suntuoso e finamente vestido, túnica bordada de ouro, calça escura e botas de couro brilhantes.

— Senhora — ele dirigiu-se a ela, com um breve aceno de cabeça. — Por favor, siga-me. Seu senhor a aguarda.

Ela seguiu o velho criado pela casa de Ethan MacGregor, e ficou surpresa por encontrar o lugar tão quente e confortável. Limpo. Retratos e tapeçarias penduradas nas paredes em linha reta, a mobília elegante e nitidamente organizada, os quartos iluminados por velas grandes e lareiras. Havia até tapetes debaixo de seus pés.

Ela não esperava que a casa do homem fosse assim... confortável. Ela teve pesadelos do lugar ser escuro e com correntes de ar, o quarto cheio de farrapos, os soldados sujos com olhar lascivo e mau hálito, causando desordem, brincando ou perseguindo prostitutas.

Ao invés disso, os corredores estavam cheios de risos alegres, os servos estavam vestidos com roupas finas, e todo soldado que passou por eles tinha tomado banho e se penteado oferecendo-lhes uma saudação cortês. Pode-se dizer muito sobre um homem pela sua casa. Se ela não soubesse sobre Ethan MacGregor, suspeitaria que ele fosse civilizado, até mesmo respeitável.

Ela não podia discutir que a aldeia estava prosperando sob o domínio de Ethan. Ele se orgulhava de ter terras bem cuidadas e seus subordinados eram leais porque eram providos. As poucas vezes que julgou, ele foi severo, porém justo. No entanto, isso não significava que fosse um homem em quem se pudesse confiar.

O homem mais velho levou-a para cima, na ala oeste e deu uma parada na frente de outro conjunto de portas de madeira pesadas. O seu coração começou a disparar quando ele estendeu a mão para abri-las.

Seus olhos esquadrinharam o quarto e caíram sobre Ethan MacGregor, que estava descansando na maior cama que ela já tinha visto, apoiado em um dos cotovelos, calçando botas, com os pés cruzados nos tornozelos. O fogo intenso na lareira ao lado da cama. Seu cabelo liso, longo e escuro caindo sobre seus ombros e sua camisa aberta, revelando o tórax grande e musculoso, salpicado por uma massa de pêlos escuros. Ele casualmente tomou um gole da taça de vinho, olhando fixamente para ela por cima da borda.

Kate nunca tinha percebido o quanto este homem era bonito antes. Ela jamais dirigiu-lhe um olhar no passado. Não tinha necessidade de atrair a atenção de um guerreiro sanguinário. Ela tentou, na medida do possível, e é por isso que se perguntava como havia achado forças para se comprometer neste... acordo.

— Por favor, entre — Ethan disse sem levantar-se da cama.

Ela deu alguns passos hesitantes no quarto, o nervosismo aumentando quando viu o modo como ele a estava olhando, e dando um salto quando as portas fecharam-se atrás dela.

— Você ainda pode mudar de ideia. — Sua voz profunda era quase um grunhido. Um sorriso malicioso estendeu-se em seus lábios cheios e firmes.

Kate se viu momentaneamente distraída por pensamentos de seus lábios perto dos dela. Ela voltou os olhos para o olhar escuro tentando manter a compostura em meio ao ataque violento de imagens sensuais relampejando em sua mente.

— O que o faz pensar que eu quero mudar de ideia?— Suas mãos estavam trêmulas e ele concentrou-se nelas. Ela as fechou e colocou para trás.

— Porque você parece nervosa — ele considerou. — Não que eu me importe.

— Eu tenho que acreditar que você manterá sua palavra se eu cumprir nosso acordo. — Sua voz vacilou. Parecia que seu corpo inteiro estava conspirando para traí-la. Ela não apreciava que as pessoas soubessem que estava preocupada ou com medo. Normalmente podia fingir estar bem, parecer calma e serena, sob controle, mas esta noite não estava funcionando.

— Eu sempre mantenho a minha palavra. — Ele falou com convicção.

Estranho, vindo de um Senhor da Guerra. Quando se tem a força de um exército, não é necessário manter sua palavra. A espada era a única honestidade pela qual estes homens viviam.

— Você olha como se não acreditasse nisto — ele disse, tomando outro gole do cálice em sua mão.

— Eu não o conheço bem o suficiente para confiar você.

— Talvez passando a noite comigo isto mude.

— Eu duvido — ela zombou. Estava certa que tolerar os carinhos deste homem só faria com que ela o desprezasse ainda mais. Se ele verdadeiramente fosse um cavalheiro, nunca teria aceitado o que ela ofereceu. Nunca teria levado sua irmã, em primeiro lugar.

Ele se levantou da cama com graça, dando largos passos predatórios em sua direção, seus olhos escuros fixos nela. Kate afastou-se dele até que a parte de trás de suas pernas tocaram uma cadeira. Assistiu, impotente, ele se mover ameaçadoramente até ela. Seu corpo grande e forte movia-se acima dela, bloqueando a visão do resto do quarto e fazendo-a se sentir muito pequeno e frágil. Um tique mexia-se em sua mandíbula enquanto ele a olhava fixamente. O que deveria fazer agora?

Ele pegou uma mecha de seu cabelo na mão e correu o dedo sobre ele. — Eu estou satisfeito por você deixar seu cabelo solto como pedi.

Kate lançou um olhar para o chão e ruborizou-se. Por algum desconhecido motivo, gostou que ele estivesse satisfeito com ela.

— Fazia parte do acordo — foi tudo que ela pode dizer.

— Você tem cabelos castanhos bonitos. — Ele levou um cacho ao nariz, cheirando-o. — Fazem um belo contraste com seus olhos verdes. Você devia usá-los assim com mais frequência.

      Ela o olhou com surpresa. Como sabia como ela usava o cabelo? Ele só a encontrara uma vez, e só porque a viu, no dia do acordo, com o cabelo preso, isso não significava que sempre o usava dessa maneira. Exceto que ela usava. Ele possivelmente não podia saber sobre um detalhe tão pequeno; não podia saber qualquer coisa sobre ela.

Sua mão moveu-se para os laços da capa pendurada em seu pescoço. Com um suave puxão eles se soltaram e a capa caiu com um suave som na cadeira atrás dela.

— Um vestido tão adorável. Agrada-me também.

Quando ele correu um de seus dedos fortes e quentes ao longo da pele nua de seu seio, enviando-lhe um arrepio quente, ela se apavorou.

— Onde está minha irmã?— Ela exigiu. — Eu preciso saber que ela está incólume antes de fazer isto.

— Você não confia em ninguém, não é?— Ele exibiu um sorriso zombeteiro.

— Não — ela admitiu. Especialmente não nele.

— Parece um caminho solitário para atravessar a vida.

— Não é solitário, é somente bom senso. Devo acreditar que você confia em muitas pessoas?

— Somente naquelas que a ganharam.

— Então você entenderá quando eu disser que você não ganhou minha confiança.

— Eu gostaria de mudar isto. — Ele a estudou por um momento com tranquilidade antes de falar novamente. — E se eu disser a você que sua querida irmã está no andar de baixo em minha biblioteca, entretendo minha cozinheira e seu filho em um jogo?

Kate sentiu uma reviravolta em seu estômago. Ela definitivamente tinha que acreditar em algo assim. Ela havia ensinado Alison a jogar muito bem. Ela ainda devia ser uma menina quando aprendeu.

— Alison tem convivido muito bem com todos aqui — ele comentou. — Ela é uma jovem adorável.

Kate sabia disso. Essa era a única razão pela qual estava ali, em pé, de frente à um homem como Ethan MacGregor. Ela não deixaria sua irmã ser arruinada por um Senhor da Guerra. Ela veria Alison ter a vida que merecia. A vida que Kate nunca conseguiu para si mesma.

— Primeiro eu quero ver minha irmã.

Ethan riu.

— Se isto a deixa mais sossegada, então deve vê-la. — Ele deixou seu cálice na mesa ao lado da cadeira, pegou a mão dela e a levou para fora do quarto.

Sua mão era áspera, calejada, mas tão quente que ela não se importou. Podia sentir o poder correndo através dela; a força e a determinação.

Todas as coisas necessárias para construir uma reputação tão terrível. Se ele quisesse machucá-la, ela seria impotente para pará-lo. Talvez aquilo fosse uma ideia estúpida. A mais estúpida.

Ele a levou para o andar de baixo, por um labirinto de corredores e ela acabou ficando curiosa sobre eles. O lugar era cheio de refinamento: tapeçarias, armaduras, candelabros gigantes pendurados no teto.

Quando ele a levou para sua biblioteca, maravilhou-se com as estantes de livros. Como ela adoraria passar uma semana nesta sala.

Alison estava exatamente onde ele disse que ela estaria, sentada em uma mesa com uma mulher mais velha, rechonchuda, que devia ser a cozinheira e um homem jovem e bonito, presumivelmente o filho, jogando. Quando Alison baixou sua mão e riu, e o homem jovem lançou uma pequena maldição, Kate suspeitou que sua irmã houvesse acabado de ganhar o jogo. Novamente.

— Kate!— Alison saltou de sua cadeira quando viu ela e Ethan de pé na entrada. Correu de modo selvagem e jogou seus braços no pescoço de Kate. — Eu estou tão contente por vê-la.

— Você está bem?— Kate fez uma avaliação rápida na aparência de sua irmã. A menina nunca lhe pareceu melhor. Ela praticamente estava radiante.

— Oh, sim — disse entusiasmada. — Lorde MacGregor tem sido maravilhoso. Esta coisa toda foi um mal entendido e ele disse que eu estou indo para casa amanhã com você.

Um mal entendido? Era um bom modo de colocar. O modo de agir do canalha!E como diabos ela saberia disto?

— Sua irmã se assegurará de que você estará a salvo retornando para sua família — Ethan disse. — Você partirá no começo da manhã.

— Se for passar a noite, então deve vir jogar conosco. — Alison puxou a manga do vestido de Kate. — Depois, eu posso mostrar o lugar para você. É como um castelo, e a cama do meu quarto é de quatro colunas, com mantas que parecem de veludo! Você pode imaginar?

Alison certamente estava em seu lugar. Kate teve que sorrir. Sabia que a irmã ansiava pelas coisas boas da vida. Queria também um marido rico que pudesse lhe dar aquelas coisas. Kate estava preocupada que Alison não pudesse ser feliz como esposa de um pastor pobre, mas qualquer coisa era melhor do que ficar presa a um guerreiro. Pelo menos ela saberia o que era o amor.

— Temo que sua irmã não possa juntar-se a você hoje à noite — Ethan informou Alison. — Ela expressou a necessidade de um banho quente e uma boa noite de sono, e eu gosto de ter a certeza que meus convidados tenham tudo o que desejam. — Ele olhou momentaneamente para Kate com um sorriso forçado, e então virou-se para Alison. — Ela se juntará a você novamente pela manhã.

— Uh... Sim, sim, claro—Kate praticamente gaguejou com o calor que fazia suas faces queimarem. Alison nunca poderia saber a verdade.— Subitamente, não estou me sentindo bem. Só preciso me deitar. — E isso era a verdade.

Ethan pegou em sua mão e arrastando-a novamente, saíram da sala. Voltaram para o andar de cima. Para seu quarto. Portas fechadas e trancadas, atrás deles. Seu estômago embrulhou-se. Pensou que iria ficar doente. Seu coração batia forte no peito e ela praticamente ficou sem ar. Respire devagar.

— Tire seu vestido.

O comando chocou-a. Era tão ousado, tão direto, tão... Ethan.

Ela realmente podia fazer isto?

— Você viu que sua irmã está incólume, agora nós podemos prosseguir.

Kate engoliu em seco. O homem tinha a intenção de ir direto ao que o interessava. E ela tinha concordado. Tinha sido ideia sua. Seria dele até a manhã. Um arrepio de antecipação a atravessou enquanto pensava. Ele era o homem mais bonito que ela já tinha visto, e se portava com tal confiança, parecia quase um rei. Seria realmente tão ruim?

Ele tirou as botas e em seguida tirou a camisa por cima da cabeça, jogando tudo na cadeira, junto com sua capa. Ela viu seus músculos fortes e o padrão aleatório de cicatrizes nas costas, à medida que ele foi para cima da cama e mais uma vez, reclinando-se em seu cotovelo. Observando-a.

Ela parou, congelada. As mãos trêmulas enquanto pensava em soltar os laços de seu vestido. Enquanto ele assistia. A visão de toda sua carne masculina deu uma sensação de calor por toda a parte.

— Eu estou esperando — ele disse.

Lembrou a si mesmo porque estava ali e moveu-se rigidamente em direção à cadeira, erguendo suas saias e com ela um de seus pés até descansá-lo na almofada, vermelha e aveludada. Ela começou a desamarrar a bota, tirou-a e então começou a desamarrar a outra.

Ela pensou sobre a última vez que um homem ficou olhando ela se despir. Seu marido morrera há seis anos, fulminado em uma batalha com o Senhor da Guerra anterior, enquanto defendia sua aldeia. Ela não sentia a falta dele como pensava que deveria sentir. Ele tinha sido um bom homem, mas o casamento tinha sido arranjado. Ela não sabia se o amara. Tinha uma ideia de como era essa emoção. Paixão. Mas ela nunca soube disso com ele. Nunca saberia com ninguém.

Rolou suas meias para baixo das pernas e lançou-as ao chão, próximo de suas botas. Ela virou o rosto para Ethan e começou a puxar os cordões de seu vestido. Isso tudo seria rápido. Puxou as mangas para fora dos ombros e deixou o vestido cair no chão, ao redor de seus pés. Saiu do monte de tecido e ergueu o queixo, corajosamente, à medida que encontrou o olhar fixo de Ethan e começou a erguer a bainha de sua camisola.

— Isto é suficiente — ele rosnou e então estendeu a mão para ela. — Eu mesmo quero terminar de despí-la.

Kate forçou seus pés para levá-la para cima da cama. Para Ethan. Ela deslizou a mão relutante para a palma estendida e deixou-o puxá-la próximo a ele. Respirou profundamente, estremecendo quando ele debruçou-se sobre ela.

Ela podia ver suas feições claramente agora. Duras, ásperas e bonitas. Existiam rugas minúsculas ao redor dos olhos, dando a ele um olhar amistoso. Sua pele cheirava a sabão e homem. Picante. Terra. Ela deixou seus olhos fechados por alguns breves momentos, aspirando-o. Havia passado um longo tempo desde que estivera com um homem, tão perto de outra pessoa. Tocando. Ela tinha que colocar suas emoções sob controle. Ela não podia dar ao guerreiro qualquer outra coisa que não fosse o seu corpo.

Ele descansou uma mão na sua, enquanto a olhava. As sobrancelhas eram escuras a estudavam. Então ele curvou sua cabeça e inclinou a boca sobre a dela. Seus lábios eram firmes, seu beijo queimava vorazmente. Colocou sua língua para fora para provocar e lamber seus lábios, e ela sentiu todo seu corpo amolecer. Não esperava que o seu toque fosse tão quente.

Ele prendeu com mão o cabelo dela, segurando-a firmemente e aprofundou o beijo, a língua varrendo sua boca. A língua rodopiava na dela, e ela sentiu outra onda de calor. Nunca tinha sido beijada tão habilmente, tão completamente. Talvez isto não fosse tão ruim.

Quando ele começou a mover uma de suas mãos ásperas no alto de sua coxa, erguendo a camisola, ela deu boas-vindas ao gesto, quase sentiu suas pernas se abrindo em um convite. O que ela estava fazendo? Não deveria estar apreciando aquilo. Não devia querer seu toque, mas o fez. Sua mente poderia combatê-lo, mas seu corpo sabia. Se ele continuasse tocando-a da maneira como estava fazendo, ela seria sua nesta noite.

Ele continuou a beijá-la e ela abriu a boca para ele, até o beijou, tanto quanto ousou. Seria fácil perder-se assim.

Ele moveu a mão sobre o seu estômago e, em seguida, até seus seios. Ele acariciou o mamilo com o polegar, e apertou-o entre os dedos, endurecendo-os até ficarem doloridos. O calor lançou-se sobre ela. Ela gemeu e ele afastou sua boca, deixando-a sem folego, ofegante. Olhou-a fixamente, sua própria respiração irregular.

— Eu preciso ver você — disse, mudando-a de lugar. Puxou a camisola sobre a cabeça e jogou-a para o lado.

Ele se moveu rápido e ela não teve tempo para protestar ou se envergonhar. Tentou cruzar seus braços sobre os seios, mas ele a deteve e colocou seus braços para os lados. Trouxe os lábios para sua orelha.

      — Por que você tenta esconder a si mesma?— Seu hálito quente fez cócegas na pele. — Você é tão bonita.

Kate enrubesceu. As pessoas a chamaram de bonita antes, mas as palavras, vindas dele, soavam de modo diferente. Era como se Ethan fosse o único homem no mundo para quem realmente significasse algo.

Ele pôs ambos os seios em suas mãos grandes, colocando-os em suas palmas, apertando a carne, espalhando calor sobre ela. Inclinou a cabeça e chupou um de seus mamilos. Como ele movia-se rapidamente e brincava com sua língua, a respiração ficou mais rápida e ela sentiu uma onda de umidade entre suas pernas. Ele gemeu em aprovação e então deu a mesma atenção para o outro mamilo. Ela não pôde segurar o gemido de êxtase que escapou dos seus lábios.

Ele cobriu sua boca com a dele novamente, seu beijo forte, buscando, empurrando a língua em sua boca. Ela apoiou as mãos em seus ombros e rendeu-se às sensações. Tocar seus músculos duros e a pele morna a excitavam, como uma emoção secreta. Ninguém teria que saber que se encantara com a forma que o Senhor da Guerra a fazia sentir.

Suas mãos fortes percorriam seu estômago, seus quadris, suas coxas, trazendo calafrios para a superfície de sua pele. Quando uma de suas mãos alcançou entre suas pernas e seus dedos roçaram seu sexo, ficou chocada pelo prazer. Ela saltou em cima da cama e tentou afastá-lo. Ele não se mexeu.

— O que há de errado, moça?— Sua voz profunda era rouca e áspera.

— Eu, eu... – Não sabia o que dizer. Ela não imaginava que ele tentaria dar prazer à ela. Esperava que ele gozasse entre suas pernas algumas vezes e então desmaiaria até a manhã. Ela nunca sonhou com algo como aquilo.

Ele correu a mão até o interior de sua coxa e seus dedos encontraram as suas dobras suaves novamente. Ele a acariciou suavemente.

— Nenhum homem a tocou dessa maneira?

— Não. — Kate corou de embaraço. Somente ela se tocara dessa maneira. As mãos do seu marido sempre tinham ficado em seus seios enquanto ele usava seu corpo.

Ele ergueu a sobrancelha e deu-lhe um sorriso travesso.

— Deite-se, Kate. Eu quero tocá-la aqui. Agrada-me muito. — Ele continuou acariciando-a, induzindo a excitação nela com cada carícia hábil de seus dedos.

Ela engoliu em seco, hesitante, e então se forçou a deitar na cama, antes que mudasse de ideia. Não era muito que um homem desse prazer a ela, mas era Ethan. O primeiro homem a tocá-la, o que mais ela odiava. Não era?

— Abra suas pernas. — Ele usou a outra mão para ajudar a guiar as pernas dela e afastá-las.

Ela apertou seus olhos fechados enquanto ele a estendia e a abria. Ele trabalhou um de seus dedos dentro dela e ela ofegou de surpresa. Ele moveu seu dedo para frente e para trás, empurrando nela, e começou a acariciar com o polegar o lugar doce escondido entre suas pernas.

— Oh!— Seus olhos abriram-se de repente. Ela nunca sentiu algo tão maravilhoso.

— Sim — ele murmurou. — É bom, não é?

— Sim... — Ela suspirou. Incrível. — Por favor, não pare.

Ele mudou sua posição na cama, e Kate se apavorou quando ele moveu a cabeça entre as pernas dela e pôs sua boca. Ninguém estivera tão perto de suas partes íntimas antes. Quando ele correu a língua por sua carne, não pode abafar os gritos. Ele forçou seu dedo bem fundo, enquanto a lambia, e de vez em quando circulava a língua ao redor de seu clitóris. Um prazer surpreendente tomou conta dela e Kate agarrou a colcha, um punhado de veludo macio, enquanto ele trabalhava nela impiedosamente com o dedo e a boca, levando-a acima, mais e mais alto. Quando ele chupou seu inchado botão, gritou arqueando suas costas com o clímax caindo sobre ela. Pulsante. Agudo. Quente. Ele continuou a sugar seu clitóris lentamente, absorvendo cada um de seus estremecimentos e gemidos, até que ela ficou imóvel, arquejante.

Surpresa não chegava a descrever como se sentia. Subjugada, atordoada, um pouco agitada. Uma coisa tão íntima. Ela deu permissão para que esse homem a usasse da forma que quisesse, e seus primeiros movimentos tinham sido para o prazer dela, enquanto ele negava a sua própria liberação. Nunca teve conhecimento de que tal coisa esplêndida e maravilhosa existisse. Depois disto, não teria nenhum problema em dar ao homem qualquer coisa que ele quisesse.

Ethan ergueu-se sobre ela na cama usando seus joelhos para afastar ainda mais suas pernas. Ele começou a desabotoar sua calça e olhou para ela. Seus olhos escuros estavam ardendo, famintos.

— Eu vou tomar você agora, moça— ele disse. — Acho que está pronta para mim.

Kate deu um leve aceno com a cabeça. Ela não podia falar. Não estava pronta para isto. Concordara, mas ainda estava apreensiva sobre o que viria em seguida.

Talvez ele fosse rápido, como seu marido sempre tinha sido. Ela sempre pensara que homens eram criaturas previsíveis, mas Ethan estava começando a mudar aquele conceito. Não podia sequer imaginar o que mais ele poderia fazer com ela e não estava muito certa de que poderia lidar com isto.

O pau saiu para fora da calça e seus olhos se arregalaram ao ver sua forte ereção. Ele era grosso, longo. O maior que ela já vira. Ela definitivamente pensou que não podia tomá-lo totalmente.

O pânico apoderou-se de Kate e ele colocou seu poderoso corpo firmemente entre suas pernas, segurando com uma das mãos o seu quadril para prendê-la. A outra ele usou para guiar o seu pênis por suas dobras molhadas, movendo para cima e para baixo por algum tempo, cobrindo-a com a sua umidade. Assim, quando ela estava começando a gostar da sensação, ele o empurrou para dentro dela. Sua lança grossa a esticou, enchendo-a e ele empurrou mais fundo. Então mais fundo. Ela estava esperando sentir dor quando ele deslizou para dentro dela, mas só sentiu um prazer lento, vindo de algum lugar bem profundo em seu interior.

Ele proferiu uma maldição.

— Ah, você é tão apertada... — Impulsionou seus quadris.

Ela enrolou seus dedos ao redor dos braços dele, sentindo os músculos tensos e ele empurrou o seu pau mais fundo, fundo, avançando lentamente o caminho até ela. Quanto mais dele ela podia tomar? Ele moveu seus quadris para trás, e em seguida, moveu para frente com um forte impulso, acomodando-se completamente dentro dela.

— Oh, Deus! — Seu corpo arqueou-se até ele, como se de repente tivesse vontade própria. Ela não esperava gostar do modo como sentiu Ethan.

Ele gemia como seu pau pulsando dentro dela.

— Você me faz sentir com um garoto lascivo— ele arquejou. — Eu quase derramei minha semente neste momento.

Isso teria sido rápido. Muito rápido. Ela queria mais dele.

Ele começou a se mover, lentamente a princípio, para e frente e para trás, dentro e fora, mas logo estava empurrando mais duramente, mais fundo, inúmeras vezes. Suas pernas começaram a tremer, com ele movendo-se violentamente dentro dela. O prazer surgia com cada estocada.

Ele gemia baixo em sua garganta, esforçando-se para manter um ritmo constante. Parecia determinado a satisfazê-la. O prazer maravilhoso continuou a crescer dentro dela, rebelando-se enquanto ele a saqueava, até que de uma só vez caiu dentro dela, explodindo em um raio de calor.

Ela deu um grito estrangulado, agarrando-se em seus braços e ele continuava bombeando, enquanto se desfazia debaixo dele. Ele dirigiu seus quadris rápido e duro, até que com uma estocada final ficou tenso, deixou escapar um gemido alto, estremeceu e então desmoronou em cima dela.

Com as ondas de prazer lentamente desparecendo, não podia acreditar o quanto se sentiu feliz, bonita, amada e quis chorar. Nunca havia sentido nada parecido com aquilo. Por que não tinha experimentado este tipo de sexo antes? O seu marido simplesmente não possuía as habilidades de Ethan, ou tinha sido um amante preguiçoso? Se não fosse por esse acordo, poderia ter vivido toda a sua vida sem nunca saber que algo assim pudesse existir entre duas pessoas.

Seus olhos tinham sido abertos para um novo mundo. Ela, de repente, sentiu-se inteira e satisfeita. Sentiu-se feminina e até um pouco sensual. Queria correr pela grama do campo, descalça, ou pular as ondas na praia. Sentiu vontade de rir. Alguma parte dela havia mudado para sempre, algo dentro dela havia se desencadeado. Posto em liberdade. Ela era uma mulher diferente agora. E ele tinha feito isso com ela.

Ethan rolou para o lado, esparramando-se ao seu lado. Ela viu seu tórax subir e descer com a respiração ofegante. Ficou maravilhada com o tamanho dele; seu corpo grande e musculoso, pernas fortes, seu pau ainda duro e brilhante com o sexo. Era muito maior do que ela, e embora tivesse ficado com medo dele, não a machucou. Ele tinha feito o oposto.

Quem era este Ethan MacGregor, este estranho misterioso que tinha se preocupado em dar-lhe um prazer inimaginável, quando não tinha necessidade de fazê-lo? Ele colocou todo o seu mundo de cabeça para baixo, tudo que Kate pensava que sabia. Uma lágrima deslizou por sua face.

— Ah, Cristo... — Ele levantou-se no cotovelo, enxugando-a com o seu polegar. — Eu não machuquei você, machuquei?

Kate agitou sua cabeça.

— Não. — Mais lágrimas ameaçaram cair e seu queixo tremia. Ela não queria chorar. Virou a cabeça.

— Então o que é isto?— Ele esfregou sua mão morna para cima e para baixo, querendo acalmá-la.

— Por que você fez isso comigo? Por que não procurou somente o seu prazer?

Ele riu. Era um som baixo, rouco.

— Moça, você descobrirá que quando eu tomo uma mulher em minha cama, certifico-me de que ela está satisfeita, antes deixá-la.

Kate respirou fundo, acalmando-se. Teria que passar a noite inteira com ele. Por mais quanto tempo ele faria isto com ela? E ela poderia lidar com isto? Se ele fosse simplesmente usá-la para o seu próprio prazer, pensou que poderia. Saber que ele tinha a intenção de satisfazê-la antes de deixá-la era algo completamente diferente. Não sabia como se sentiria sobre isso.

Ou sobre ele. Seus pesadelos de ser espancada por um bruto, tendo que suportar grosserias, sexo sujo, tinham sido substituídos com a realidade da maneira como ele... fez amor com ela? Era a única maneira que ela podia chamar isto. Embora o amor não estivesse envolvido, ele tinha feito tudo para dar prazer a ela. O homem a emboscara, derrotando seus medos. Não parecia justo.

Ela finalmente virou-se para enfrentá-lo.

— Eu nunca soube que o sexo podia ser assim.

— Você não foi casada?— Suas sobrancelhas se juntaram.

Como ele sabia estas coisas sobre ela?

— Sim, eu fui casada. — Ela escorou seu cotovelo na cama e descansou o queixo na mão, olhando para ele. — Mas não sei se o amava. Eu mal o conhecia. Ele morreu seis anos atrás, e nós nunca compartilhamos nada parecido com o que fizemos agora. Algo tão genuíno. — Ela não tinha ideia de como explicar, mas tentou. Sentia que com Ethan era fácil de conversar. Não era o que esperava.

— Isto é uma vergonha — ele disse. — Um desperdício de uma mulher como você.

Ela fitou o seu olhar sombrio. O modo como falou, como se pensasse muito em Kate, estava mexendo com ela. Será que ele realmente quis dizer estas coisas, ou só estava falando para acalmá-la? Para mantê-la submissa.

— Uma mulher como eu? Você não sabe nada sobre mim — argumentou, embora tivesse uma vaga sensação de que ele sabia bastante.

— Oh, sim eu sei — ele disse. — Eu sei tudo sobre você agora.

— Você não pode saber tudo sobre mim. Até eu mesma não sei muito bem.

— Vamos dizer sei o suficiente.

— Por quê?— Ela perguntou. — Por que iria saber qualquer coisa sobre mim?

Ethan olhou fixamente para ela.

— Eu gosto de saber tudo sobre meu povo.

— Isto é parte de seu trabalho?

— Claro. Como você pode cuidar das pessoas se não souber o que elas querem ou precisam?

— Então você está cuidando das pessoas, não é?— Ela retrucou. Ele tinha um modo interessante de falar as coisas para dar a elas um som melhor do que realmente tinham. — Boa profissão para um Senhor da Guerra.

— Vem com o território. — Ele encolheu os ombros. — Quando você conquista uma coisa, você fica responsável por ela.

— Por que se não conquistar algo, então não terá que ser responsável por ele?

— Ah, mas eu gosto de conquistar coisas, moça. — Ele deu seu sorriso mais perverso.

— Você está bem familiarizado com isto.

Sua arrogância a atordoava.

— Alguma vez já lhe ocorreu que algumas coisas não querem ser conquistadas?

— Então, onde estaria a diversão em conquistá-las?

Ele era impossível. Um safado até a medula.

— Você pensa que me conhece? Então diga algo, — ela desafiou — sobre mim.

Ethan sorriu descaradamente.

— Você quer que eu a tome novamente.

Sua boca abriu-se. Desgraçado. O pensamento estava em sua mente, mas depois do que ele tinha acabado de fazer com ela, como podia não estar pensando sobre isto? O homem estava atento a uma falha.

— Eu estou certo, não é?— Ele traçou os dedos ao longo do seu quadril, por sua coxa e entre as suas pernas novamente.

— Não, não está. — Seu corpo respondia a ele, suas pernas abrindo-se para deixar que ele a tocasse.

— Você está tão molhada— ele grunhiu, acariciando-a suavemente. — Eu acho que estou certo.

— Talvez um pouco... — Ela mordiscou seu lábio. Talvez muito.

— Tão doce, — ele murmurou. — Você sabe o quanto é bom o seu gosto?

Ela corou pela ousadia de suas palavras. Tão perversas. Mas excitante ao mesmo tempo. Ele deslizou seu dedo nela, ela abriu mais suas pernas e outro dedo se juntou ao primeiro. Ela caiu de costas na cama e se abriu mais para ele. Ele estava muito errado. Ela não queria que ele a tomasse novamente, ela precisava.

— Moça,— ele silvou, bombeando seus dedos nela em um ritmo constante. — Diga para mim que você me quer.

— Eu digo, por favor... — O prazer precipitou-se sobre ela. Não pensou que iria querer algo tão inapropriado. Não se importou que fosse Ethan. Precisava tirar o maior proveito de sua noite com ele. E se essa fosse a única chance de sentir algo tão bom?

Ele adicionou seu polegar no assalto de seus dedos, massageando seu clitóris enquanto a golpeava. Suas grandes mãos a possuíam agora. Ela viu quando ele olhou fixamente para onde seus dedos estavam trabalhando nela, observando extasiado.

— Você é tão adorável assim, — falou com voz áspera, — quente, lisa e apertada.

Kate gemeu com os dedos dele mergulhando mais fundo, o polegar pressionando o seu clitóris. Os olhos foram para os seios e ele se curvou até chupar um dos mamilos. Ele sacudiu a ponta endurecida com a língua e então mamou um pouco mais. Ela sentiu uma onda de prazer apossar-se dela. O calor já estava começando. Queimando. Urgente.

— Por favor, Ethan, eu quero mais. — Ela rebolava os quadris contra as mãos dele.

— Tão pronta para mim. — Ele gemeu, ainda vendo seus dedos saindo dela. — Eu vou montar sua pequena buceta e fazê-la gozar.

Seu sexo apertava ao redor dos dedos dele enquanto falava aquelas palavras sujas. Ele não teria que trabalhar por muito tempo. Ela já estava tão perto. Ele tirou seus dedos dela e ergueu-se sobre seus joelhos. Sua estrutura maciça pairava acima dela, sua ereção espessa e pulsante. Ele agarrou a parte de trás dos joelhos dela e puxou suas pernas abertas, em seguida espalmou o seu traseiro, os dedos cavando na carne macia, quando ele a ergueu. A ponta do pênis na sua entrada...

— Por favor... — Kate estava arquejante, contorcendo-se desordenadamente. Não queria esperar outro momento. Ela tinha que tê-lo dentro dela. Agora.

Ele dirigiu-se totalmente para dentro dela com um impulso feroz, empalando-a em todo o seu comprimento duro. Ela gritou, o prazer envolvendo-a. Enchendo-a. Agarrou-se em seus braços, arqueando-se para ele. Os quadris batiam contra os dela, suas investidas longas, profundas e duras. Ela começou a se mover junto com ele, frenética para alcançar aquele pináculo divino de prazer novamente.

Ela envolveu suas pernas ao redor da cintura dele, cavando seus calcanhares em suas costas, angulando seus quadris para receber suas estocadas profundas. Ela sentiu-se devassa. O calor abrasando seu corpo, lambendo suas veias como fogo líquido.

— Assim, moça, — ele gemia sem parar.

Ela tremia incontrolavelmente enquanto ele a enchia, seu pau a acariciava profundamente, trazendo seu próximo orgasmo, batendo com violência. Kate jogou a cabeça para trás, gritando com a sua liberação. O prazer a percorria e ele se moveu mais rápido, mais rápido, até que a segurou pelos quadris, machucando-a, enquanto estremecia e gemia em cima dela, despejando sua própria liberação no corpo dela.

Ele a segurou contra ele, enterrando-se profundamente nela, os olhos fechados firmemente, leves tremores sacudindo-o. Eles ofegavam de modo selvagem, cobertos de suor, sussurrando de prazer. Como ela teria o suficiente dele?

Aquilo era uma série de acontecimentos infelizes. Seu guerreiro mal havia, de alguma forma, se tornado o seu amante. Ela tinha medo de sentir algo por ele. Não deveria ter acontecido. Ela o roubara de sua irmã. Supostamente deveria ir embora o odiando.

Ethan enterrou seu rosto no pescoço dela, sua respiração quente em sua pele.

— Tão surpreendente, moça, — ele grunhiu. — Vendo-a gozar, enquanto estou montando, você é linda.

Kate soube exatamente o que ele quis dizer. Observá-lo levando-a ao prazer era excitante. Ver o seu corpo se mover sobre o dela, duro e intenso, despertava sentimentos selvagens. Ela sempre quis um homem como Ethan. Grande. Forte. Bonito. Um pouco terno, muito intimidante e com um temperamento pecaminoso. Estava achando difícil não gostar dele. Oh Deus. Poderia estar em apuros. Não podia ter sentimentos pelo homem. Ele não era capaz de amar ninguém.

— Você não tem que me observar enquanto eu faço isto, — ela arreliou. — Pode fechar os seus olhos.

Ele riu.

— Eu não sou capaz de ficar sem ver você gozar.

Seus dentes mordiscavam o pescoço dela.

Ela amava quando o seu sotaque escocês ficava arrastado dessa maneira. O que? Tinha que parar com este tipo de pensamento.Estava se comportando como uma idiota.

Quando ele se levantou da cama, seu corpo doeu pela perda de seu calor, de seu grande peso sobre ela. Ela gostava de ser completamente cercada por ele. Sentia-se segura, desejada. Bonita.

Admirou seu corpo enquanto ele caminhava pelo quarto. Ethan movia-se com graça e poder. Ela deixou seus olhos vagarem por cima de seus ombros largos e fortes e então até seu traseiro firme. Fechou os olhos e imaginou que seus quadris pareciam mover-se entre as pernas dela e sentiu o desejo excitando-a novamente.

Ele correu uma de suas mãos pelos cabelos espessos e andou a passos largos até a lareira, acaricionando a barba rala. Jogou mais dois troncos no fogo e alimentou as chamas novamente. Olhou para ela e sorriu amplamente antes de erguer a sua taça de vinho da mesa ao lado da cadeira. Um tipo estranho de calor a preencheu. Seu sorriso era devastador; mudara a aparência dura para uma mais amável e acessível. Ela gostou de ver aquele lado dele, e apavorou-se.

Ele caminhou a passos largos de volta para cama e escorou alguns dos travesseiros na cabeceira. Depois reclinou-se sobre eles e bebeu da taça.

— Venha, sente-se perto de mim. — Ele bateu levemente no lugar próximo a ele.

Nervosamente, Kate foi até ele e recostou-se no monte de travesseiros. Podia sentir o calor que vinha dele, o seu cheiro picante, perfume masculino misturado com suor e sexo. Lutou contra o desejo de subir em seu colo. Que diabo estava errado com ela? Estava tendo dificuldade em lidar com os sentimentos que a inundavam. Não estava acostumada a sentir-se atraída por alguém.

Ethan ofereceu a taça para ela. Kate sorriu e a pegou. Amava vinho. Tomou um longo gole, saboreando a qualidade suave que corria por sua garganta. Eles não tinham vinho como este na aldeia. Ela passou a taça de volta e observou como ele tomou outro grande gole.

— Por que você não tem filhos?— Ele perguntou, fixando seu olhar escuro nela.

Kate sentiu um mal estar no estômago. O que ela podia dizer a ele? Em três anos de casamento nunca engravidara. Seu marido se enfurecia todo mês quando seu ciclo chegava. Não sabia por que sua semente não se mantinha em seu corpo. Ele disse que existia algo errado com Kate porque não podia conceber, e ela acreditou.

— Eu não posso ter crianças, — ela disse.

— Por que não?— Ele perguntou. — O que aconteceu?

— Nada aconteceu, apenas existe algo errado comigo.

— Moça, não existe nada de errado com você. Talvez seu marido não a tenha visitado o suficiente.

Kate bufou.

— Ele me visitou o bastante.

— E ainda assim você diz que nunca conseguiu prazer dele. Talvez ele estivesse fazendo algo errado. — Ele ergueu uma sobrancelha inquisitiva.

Kate sempre tinha pensado assim, embora nunca pudesse ter dito para o seu marido. Como Ethan tinha a habilidade de entrar sorrateiramente em seus pensamentos? Era uma sensação inquietante. Kate sempre mantivera as pessoas a uma confortável distância, nunca deixando-as se aproximar. No entanto, era impossível mantê-lo longe.

— Seu casamento foi arranjado?— Ele perguntou.

Ela movimentou a cabeça.

— Sim, eu era a mais velha e assim tive que ser a primeira, e não estava pronta para me casar com um estranho. Eu nunca entendi como o amor poderia surgir de algo assim. Não pode ser forçado. Você não pode fingir amar alguém. Você ama ou não.

— O casamento nem sempre é por amor — ele disse. — Muitas vezes trata-se de dever.

— Você não tem que dizer isto para mim — ela repreendeu. — Eu aceitei o casamento por minhas irmãs. Para fazer minha família feliz. Não pensei nenhuma vez em mim mesma, até que fosse muito tarde.

— Muito tarde para que?

— Encontrar o amor. — Encolheu-se como se dissesse algo estupido, palavras insignificantes.

— Ah, minha moça é uma romântica.

Agora era minha moça?

— O que há de errado em ser romântica?

— Absolutamente nada.

— Todo mundo quer amor— ela disse. — Pelo menos algo parecido.

— Por que pensa que é muito tarde para você? Podia se casar novamente.

— Eu não estou certa de querer. — Ela não desistiria de sua liberdade agora, a menos que fosse por algo extraordinário.

— A maneira como se comporta em minhas mãos diz que você tem forte necessidade de ter um marido. Você é muito jovem para este desperdício.

Ele estava certo. Maldição. E como chegaram de repente ao tema de amor e romance? Parecia uma coisa estranha discutir com um homem que não tinha nenhuma compreensão disso.

— E você é muito velho para acompanhar alguém tão jovem como eu, — ela arreliou. Ele era mais velho que ela, mas não sabia realmente quanto.

— De qualquer forma, eu sei de mais maneiras de fazer você gritar do que algum rapaz que possa encontrar na igreja.

— Como você sabe que eu vou à igreja?— Ela desafiou.

— Eu a vi lá.

— Engraçado, eu nunca vi você lá.

— Eu me sento atrás.

— Oh. — Ele era cheio de surpresas.

— O que faz com seu tempo?— Ele levou a taça aos lábios e tomou outro gole. — O que gosta de fazer?

Por que todas as perguntas? Kate já revelara demais dela mesma para este homem. E por que ele se importava? Estava só brincando com ela. Estava ali só para uma coisa.

— Quando conseguirei perguntar algo a você?

Ele sorriu, dando-lhe a taça.

— O que você quer saber?

Ela tomou um longo gole do vinho. Inferno. Por onde começava? De repente estava cheia de perguntas. Havia tanta coisa que não sabia sobre ele.

— Você já foi casado?

— Não.

— Por que não?

— Estava muito ocupado lutando para ter tempo de ter uma esposa e crianças.

O estômago de Kate revirou-se. Ela tinha que lembrar que este homem era perigoso.

— Por que faz isto?

— O que?

— O que você quer, ao que parece.

— É assim que vê?— Um toque de irritação surgiu em sua voz.

— Como eu devia ver?— Ela disparou de volta. Senhores da Guerra com fome de poder, de controle e de riqueza. Eles usam sua força para tomá-las, fossem deles ou não.

— Este é o mundo dos homens, — ele declarou. — Se você não tomar o que quer, outro homem tomará. Se não proteger o que tem, outro homem tomará de você.

— É tão fácil, não é?

— Sim, é.

— Então, o que está protegendo?— Ela tomou um gole de vinho novamente.

Ele a estudou por um momento antes de responder.

— Minha casa, minha terra, meu povo... Sua aldeia.

Ela entregou-lhe a taça de volta.

— Eu sou grata por ter vindo aqui e nos livrado de John Donnelly. Ele machucou tantas pessoas... Foi ele que matou meu marido.

— John Donnelly era uma ameaça que precisava ser destruída, — Ethan sibilou. — Estou contente que tenha sido eu a fazê-lo.

Kate estremeceu. Odiaria ver o que ele faria a um inimigo.

Cenas de derramamento de sangue e espadas reluzentes passaram por sua mente.

— Você o conhecia?

— Chega de perguntas agora. — Sua voz soou fria. — Lembro-me de ter prometido a você um banho quente. — Seu comportamento se tornou imediatamente caloroso novamente, seus olhos escuros cheios de promessas. — Tomará banho comigo, Kate?

Uma pontada de luxuria atravessou-a. Tomar banho com um homem era uma coisa íntima. Eles estariam muito perto um do outro, molhados, membros entrelaçados.

Ethan levantou-se da cama e caminhou até a porta dupla. Ele a destrancou, e esta se abriu com um ruído, e falou baixinho com alguém, no corredor. Kate ficou horrorizada. Alguém estivera lá fora o tempo inteiro enquanto estava ali? Chorando e gritando enquanto Ethan a tomava? Cristo. Ela não estava certa de como se sentir a partir de agora. Constrangida não chegava nem perto de descrever o que sentia.

Correu de volta para a cama, ergueu a colcha e deslizou para baixo dela. Ela parecia desconfortável com sua nudez de repente. Ethan voltou para cama e começou a puxar sua calça, dando-lhe um sorriso insinuante.

— Frio?— Ele perguntou.

— Não — ela retrucou. — Quantas pessoas estão lá fora no corredor?

Ele riu, parecendo divertido.

— Era somente um dos servos, porém mais estão vindos para preparar o banho.

Apertando a colcha em seu seio, ela alcançou o outro lado da cama e puxou a colcha com ela. Ethan arrancou-a da mão de Kate.

— Devolva isto!

— Eu prefiro você sem roupas. — Ele exibiu um sorriso jovial.

Claro que ele preferia. Ele era um homem. Muito homem. Seu rosto corou e esquentou. Depois de todas as coisas que tinha acabado de fazer, parecia tolo ser modesta.

— Eles darão banho em nós?— Kate nunca teve servos, assim não estava certa até onde se estendiam as tarefas.

— Não. — Ele colocou o dedo debaixo de seu queixo. — Isso tiraria toda a diversão, não é? Eu quero pôr minhas mãos em você novamente, moça, e sentir sua pequena gruta fechando-se ao redor de mim.

As imagens que essas palavras evocaram fizeram seu coração disparar loucamente. Ela quis tocar em seu corpo, sentir o feixe de músculos em suas mãos, os pêlos em seu tórax, a carne sólida de sua lança espessa pulsando em seu vagina. E quis sentir suas mãos fortes nela. O modo como Ethan a tocou era definitivamente pecaminoso. Kate jamais ia conseguir ter o bastante. O suficiente dele. Estava caminhando em uma linha perigosa com Ethan. Existia uma chance de apaixonar-se por ele. Seu corpo já estava. Então o que aconteceria ?

— Você gostaria de um pouco mais de vinho?— Ele passou a mão no cabelo dela.

— Sim... — Sua boca estava seca, e ela estava praticamente sem fôlego.

Kate lutou para diminuir o bater de seu coração que parecia galopar em seu peito, tentando recuperar a respiração, à medida que Ethan atravessava o quarto para despejar mais vinho na taça. Quando passou-lhe a taça, tomou um longo gole de vinho, forçando sua garganta a engolir. Talvez estabilizasse seus nervos. Devolveu taça para ele. Podia sentir o álcool aquecê-la, dando-lhe o seu calor,uma sensação inebriante.

Kate deitou-se novamente na pilha de travesseiros macios e olhou fixamente para Ethan. O homem era desgraçadamente bonito. Quase não conseguia parar de olhar para ele.

Então os servos entraram no quarto. Duas mulheres começaram a preparar o banho enquanto Ethan andava em torno do quarto. Quando eles partiram, ele trancou a porta e foi para cama. Tirou sua calça, puxou a colcha e estendeu a mão para ela.

— Eu quero você assim, toda molhada e escorregadia em minhas mãos.

Passando a língua nos lábios, ela pegou sua mão e ele a levou para o banho, ajudando-a a subir. A água morna envolveu seu corpo, acalmando-a imediatamente, e ela afundou ainda mais, inclinando a cabeça para trás para molhar o cabelo. Viu Ethan subir na extremidade oposta da banheira e sentar de frente para ela. Toda aquela dura carne masculina muito perto dela.

Ele afundou debaixo da água, esfregando suas mãos por seu cabelo algumas vezes, e então se levantou, agitando-os. Agarrou seus tornozelos e a puxou para ele, espalhando suas pernas em cima de seu colo, em seguida esticou as pernas para fora, uma de cada lado. Os calcanhares roçavam as costas dele enquanto ele passava os braços ao redor de sua cintura. O calor percorreu-a, aquecendo seu rosto. Ele estava tão perto.

— Você alguma vez tomou banho com seu marido?— Sua voz profunda e rouca ressoou.

— Sim. — E ela sempre odiara isto. Era ruim o suficiente ter que lavar alguém, mas ter alguém tocando e olhando com cobiça o seu corpo nu enquanto fazia isso, era humilhante. Ela preferia tomar banho só, mas ao estar ali com Ethan sentiu-se... bem.

— Mas não gostou?

Era como se ele pudesse ver através dela.

— Não. Eu não acho que gostei de fazer qualquer coisa com ele. — Ela deu um suspiro pesado. — Poderíamos não falar mais sobre ele? — Ela só queria se concentrar no que Ethan a fazia sentir. Seu tempo estava se esgotando.

— Só estou curioso sobre as coisas que você fez com um homem. Eu pensei que fosse mais experiente.

Kate quis morrer. Ele não tinha tido prazer com ela? Repentinamente não podia encontrar forças para olhar em seus olhos. Não sabia nada sobre o mundo sedutor para o qual Ethan a trouxe.

— Estou contente que não seja, no entanto. — Ele curvou o dedo debaixo de seu queixo, erguendo sua cabeça para que o olhasse. — Gosto de ser o primeiro homem a fazer estas coisas com você.

Kate derreteu-se. Um sorriso abriu-se em seu rosto. Ele sempre parecia saber a coisa certa para dizer a ela.

— O que você vai fazer comigo agora?

— Eu quero lavá-la. — Ele ensaboou um pano com uma barra de sabão. O odor de limpeza a encheu, lembrando-a de como Ethan cheirava.

Ele esfregou o pano em seus ombros e ela sentiu o corpo relaxar, sentiu a tensão se esvair. Pegou seu pulso e segurou seu braço direito enquanto corria o pano sobre a sua pele. Lavou o outro braço do mesmo modo, de cima para baixo, e ela sentiu sua mente se esvaziar, enfocando somente Ethan e o que ele estava fazendo com ela. Esfregou o pano pelo tórax, e então em cima dos seios. Ele os colocou em suas mãos enquanto esfregava o pano nos mamilos. Ela gemeu com o prazer gentil atravessando-a.

— Tão linda, — ele rosnou.

Ele inclinou-se sobre ela, afastou o seu cabelo para o lado, e passou o pano em suas costas. Os seios estavam apertados contra o tórax dele, os pêlos fazendo cócegas em sua pele. A ereção pulsava entre suas pernas. Ele fechou os braços ao redor, puxando-a para mais perto ainda e continuou a lavar suas costas. Seu pau duro estava contra ela agora e lentamente balançou os quadris, sentindo prazer com isto. Ele empurrou os quadris e praguejou.

— Você está me matando, moça. — Suas mãos mexeram os quadris dela e os balançaram mais rápido, esfregando-os ao longo de sua ereção.

O prazer explodiu, espalhando-se. Ela estava sendo acariciada pela água e pela carne dura, e a sensação incrível era demasiado intensa. Podia ouvir a respiração pesada de Ethan e sentia as batidas de seu coração contra o tórax dele. Estava tão perto que ela podia quase saborear sua pele. Gemeu quando ele a acariciou mais forte, exaltando seu prazer.

Com um gemido pesado ele a puxou mais contra seu colo.

— Você quer? — Ele forçou suas costas contra a tina. — Então eu farei que com que goze. — Ele moveu o pano entre as pernas dela, levemente, golpes delicados. Brincando com ela.

Kate choramingou. Tortura. Era isso.

— Por favor... — Ela estava cada vez mais desesperada.

— Não ainda— ele disse. — Não até que eu diga.

O calor pulsando entre suas pernas. O homem pretendia brincar com ela. A antecipação começou a fazer seu coração saltar. Que coisas terríveis e maravilhosas faria com ela?

Ethan levou um de seus mamilos à boca, circulando-o com a língua. Roçava o pano entre suas pernas ao mesmo tempo, leve e gentil. Kate fechou os olhos e deixou a cabeça cair para trás para descansar contra a ponta da tina. O prazer já estava levando-a.

Com a mão livre, ele comprimiu seu outro mamilo entre o dedo polegar e o indicador, dando uma torção dura quando esfregou o pano em seu clitóris. Kate gritou. Dor e prazer fundidos, exaltando cada sensação pulsante como se eles estivessem conectados. Ele torceu seu mamilo novamente e ela sentiu seu sexo enrijecer. Precisava dele para continuar tocando-a. Apertou os quadris contra sua mão.

— Por favor... Ethan.

Ele colocou dois de seus dedos em seu calor úmido.

— Você sabe como se fode ainda mais gostoso, moça?— Ele a acariciou mais rápido, trazendo o prazer em uma corrida selvagem.

Ela agarrou os lados da tina, sentindo uma explosão violenta, segurando um grito estrangulado em sua garganta. Separou suas pernas ainda mais e moveu os dedos, persuadindo-o a aumentar o seu ritmo. Ele fechou a boca em um dos mamilos, sugando-o, enquanto seus dedos traziam-na para a borda. Então pôs o seu outro mamilo duro entre seus dentes, mordiscando-o.

— Oh... — O sexo de Kate se apertou ao redor dos dedos dele. Deus, o modo como o homem a tocava era puro êxtase. Puro êxtase. Ele sacudiu sua língua em cima de seu mamilo, enviando-lhe um calafrio.

— Eu podia beijá-los a noite toda. — Seus dedos mergulharam mais fundo dentro dela.

— Oh, sim... sim... — Seu clímax estava somente há alguns golpes daqueles dedos.

Com um movimento rápido, Ethan tirou seus dedos dela. Os olhos de Kate abriram-se de repente, seu prazer se esvaindo, dolorido. Ela arquejou e olhou fixamente em seus olhos escuros. Os olhos dele estavam brilhando com satisfação.

— Eu disse que você podia gozar?— Ele rosnou.

Kate gemeu miseravelmente. O que Ethan estava dizendo?

— Eu disse?

— Não — ela suspirou.

Ele deslizou seus dedos nela novamente.

— Desta vez você vai esperar — ele disse — para mim.

— Sim, eu esperarei. — Embora não tivesse nenhuma ideia de como fazer isso.

— Boa moça. — Ele começou seu ataque novamente.

Ethan já estava trazendo-a de volta direto para o prazer, alternando seu ritmo entre lento e rápido, seus golpes entre suaves e duros, nunca deixando o pico de prazer, mantendo-a próxima ao êxtase.

— Oh, Ethan — ela gemeu seu nome.

— Diga que você gosta do modo como eu a estou tocando.

— Sim — ela ofegou. — Eu gosto.

Seu dedo polegar roçou ligeiramente o seu clitóris. Ela choramingou. Tão perto.

— Diga para mim que você quer gozar — ele rosnou.

— Sim, por favor, eu quero gozar.

Seu dedo polegar se movia pelo seu clitóris em círculos agonizantemente lentos. Ela apertava suas mãos dos lados da tina, erguendo os quadris para ele. Não podia resistir a esta doce tortura por muito mais tempo.

— Não ainda — ele avisou, mesmo quando começou a se mover mais rápido, dirigindo-a para um prazer sem igual.

Ela jogou a cabeça para trás, gemendo ruidosamente. Ele a trabalhou barbaramente, ferozmente, construindo cada passo do seu prazer até que Kate se contorcia impotente contra sua mão.

— Venha para mim, Kate. — Ele a empurrou para a beirada e ela veio em uma onda de calor. O prazer a estraçalhou, as paredes do seu sexo agarraram os dedos dele com o clímax vertendo dentro dela. O mais intenso que ela havia tido. Ela gritou, enquanto seu corpo pulsava e se agitava, perdido no prazer. Perdido para ele.

Kate deitou-se sem forças na parte de trás da tina, arquejando, os dedos dele enterrados nela. O pânico a percorreu. Como ela iria deixá-lo? Estava certa que nunca haveria um homem como Ethan em sua vida depois desta noite.

Ele se reclinou contra a tina, arrastando-a com ele, os braços ao seu redor. Kate descansou a cabeça em seu ombro e deixou o subir e descer de seu tórax se acalmar. Deixou os dedos viajarem pelos cabelos macios do corpo dele, sentindo a ondulação dos músculos sob o seu toque.

Deixou sua mão viajar para baixo do corpo dele, explorando-o tanto quanto podia. Chegou debaixo da água e sua mão se fechou ao redor de seu comprimento espesso. Pulsava no mesmo ritmo de seu coração.

— Toque-me, moça. — Ele contraiu os quadris, empurrando-se na mão dela.

Kate moveu a mão ao longo de seu pau. Aço duro cercado por pele macia. Ela levantou a cabeça e viu sua mão acariciando-o, seus dedos girando em torno da cabeça do pênis antes dela escorregar para baixo novamente.

— Cristo — ele gemeu. — Você gosta de olhar, não é?

Ela mordiscou o lábio. Vergonhoso estar fazendo isto, mas não se importou. Só desejava saber o que mais fazer para ele. Queria agradá-lo tal como ele tinha feito com ela. Como as coisas haviam mudado. Experimentara o despertar com ele. Nunca mais seria a mesma depois disso. Sonharia com aquele homem e esta noite para o resto de sua vida.

Continuou sua exploração, alcançando o saco entre as pernas dele. Os braços dele se apertaram ao seu redor.

— Eu acho que você gosta de me tocar. — Ele passou uma mão por seu cabelo.

— Sim — ela admitiu. — Eu gosto. — Ela o pegou na mão novamente.

— Faça assim. — Ele fechou o punho ao redor da mão dela e começou a mover de cima para baixo, forte, alisando firmemente.

Oh! Agora ela realmente se sentia devassa. Ele tirou a mão e a deixou ir em seu próprio ritmo. Kate pensou em como ele a tocou, como se moveu dentro dela, e tentou levá-lo próximo ao que sentiu.

— Não mais. — Ele puxou sua mão. — Eu preciso estar dentro de você.

Kate virou-se, sem resistência. Precisava dele dentro dela da mesma maneira. Quando ela se tornara tão exigente, tão sensual? Tão quente? Ethan a estava conduzindo por uma estrada sem retorno.

Ele levantou-se, saiu da banheira levando-a com ele e a deixou sob seus pés. Esfregou a toalha pelo corpo para secá-lo, e em seguida secou os cabelos dela que gotejavam e correu a toalha pelo seu corpo por alguns momentos. Pegou-a nos braços e a levou para cima da cama, colocando-a como se fosse uma oferenda e tomou sua boca em um beijo arrebatador. Ela enroscou os dedos no cabelo molhados dele, segurando-o e eles devoraram um ao outro; lábios se esmagando, línguas em turbilhão, fundindo-se juntos.

Ethan quebrou o contato, colocou as mãos nos quadris dela, e a virou de barriga para baixo. Ela sentiu o peso na cama atrás dela, suas mãos agarrando-a novamente, erguendo-a. Queria estar de frente para ele, mas ele tinha o controle. Teria que render-se . E confiar.

— Venha com suas mãos e joelhos, moça. — Sua voz era áspera.

Kate levantou-se na cama como ele havia pedido, quando bateu a mão entre as pernas dela.

— Abra suas pernas para mim. Eu quero que você me leve fundo. — Ele colocou os braços ao redor da cintura dela e a arrastou para ele.

Ele mergulhou fundo dentro dela, seus quadris se chocando à medida que ele se acomodava profundamente em seu calor. Ela gritou seu nome, o corpo inteiro tremendo, sentindo-o, profundamente unidos. Suas estocadas eram cruas, enquanto a tomava desta vez. Descontroladas. Selvagens. Segurou-a firmemente contra ele, quase a erguendo para fora da cama com cada choque de seus quadris, enquanto seu pau entrava mais e mais fundo, conduzindo o prazer dela.

      Kate apoiava suas mãos na cama, deixando o calor e o fluxo de desejo envolvê-la. Sua respiração e gemidos se transformaram em gritos e ele investiu mais duro, seu ritmo ficando feroz e desesperado. O prazer selvagem cresceu, espalhando-se por cada nervo de seu corpo. Ele se enterrou nela, empurrando-a mais e mais perto da volúpia. O clímax finalmente a atravessou rasgou-a, brutal.

Seu sexo pulsava, suas paredes se agarravam ao comprimento duro à medida que sua vagina se apertava, em espaços. Ele soltou um rugido gutural, algo primitivo, animal. Estremeceu violentamente quando explodiu dentro dela, seu pau espesso e pulsante, a respiração ofegante.

Kate desmoronou na cama, fechando seus olhos. Ela não podia se mover. Estava esgotada. A paixão a reivindicara. Isto deveria ser o que se sentia no céu. Queria ficar neste lugar para sempre. Com seu guerreiro. Deixou-se sonhar com isto até que a manhã veio, quando a realidade desabou sobre ela. Então compreendeu que iria viver sem ele.

Ethan esticou-se atrás dela e passou os braços ao seu redor. Ele entrelaçou suas pernas, cercando-a completamente. Ela se ajustava em cada canto, cada cavidade de seu corpo como se fosse feita para estar ali. Sabia que não devia adormecer em seus braços, mas ela o fez.

Quando despertou, sentiu as mãos dele movendo-se sobre ela, traçando cada centímetro de sua pele, e Kate deixou seus olhos tremularem abertos. A luz da manhã entrava pelas frestas da pesada cortina sobre as janelas. Seu coração afundou. Por quanto tempo dormira? Não estava pronta para que a noite acabasse. Não podia se imaginar deixando Ethan.

Como uma noite podia fazê-la se sentir deste modo? Não sabia nada sobre ele. Ele era um Senhor da Guerra e um assassino. Mas era algo mais que isto, também. Fez amor com ela, tratara-a com generosidade, ternura. Ela sentiu-se como se pertencesse a ele, como se estivesse destinada a estar em seus braços. Era uma tola?

Virou-se para ele e descansou a mão em seu rosto, sentindo a aspereza, a barba da manhã contra sua palma. Seus olhos escuros procuraram os dela, muito intensos. Pressionou seus lábios nos dele, beijando-o lentamente, saboreando o seu gosto. Ele enrolou a mão no cabelo e inclinou-lhe a cabeça para trás para que pudesse abrir a boca sobre a dela. Ela podia ficar lá, beijando-o por horas. Talvez até mesmo dias.

Ela gemeu suavemente em sua boca, envolvendo os braços ao redor do seu pescoço, puxando-o para baixo. Ethan arrastou beijos ao longo do seu pescoço, seus lábios mornos e firmes, e ela sentiu um delicioso arrepio percorrê-la. Colocou seu corpo imenso entre as pernas dela, sua ereção apertando-a. Espalmou um de seus seios, amassando suavemente a carne, e então a penetrou.

Kate enroscou-se ao seu redor e ele lentamente se moveu para frente e para trás dentro dela; os braços dela ao redor do pescoço e as pernas ao redor da cintura dele. Eles se moviam juntos, pele contra pele, como se fossem um. Ele continuou a tomá-la lentamente, sem pressa, enterrando-se profundamente nela a cada estocada. Kate queria fazer isto durar, mas o prazer já a estava consumindo. Tentou segurá-lo de volta, querendo gastar o último segundo de seu tempo com ele assim.

Logo suas estocadas ficaram urgentes. Os músculos tensionados debaixo das mãos dela e os quadris movendo-se mais rápido, mais forte. O prazer ondulava e ela gemeu seu nome, e foi então que derramou suas lágrimas. Ela se agarrava a ele avidamente. Não queria deixá-lo, não poderia deixá-lo. Estava apaixonada por ele.

— O que é isto, moça?— Sua voz áspera retumbou em seu ouvido.

— Eu sei que parece loucura... — Ela conteve um soluço. — Mas eu não quero partir com minha irmã.

Ele ficou imóvel dentro dela. Suas sobrancelhas estavam desenhadas em uma linha dura à medida que ele a olhou fixamente.

— Você não está partindo com ela.

— O que você quer dizer?— Ela se apavorou. — Você prometeu que a deixaria ir. Você disse que sempre mantém sua palavra. — Ele não podia fazer isto com ela. Iria ser o pior tipo de traição.

— Sim, eu prometi deixar sua irmã ir — ele disse. — Eu não disse, porém qualquer coisa sobre deixar você ir.

— O que? Do que você está falando? — Ela estava ouvindo direito? Era possível que ele sentisse o mesmo? Algo dentro dela soube que isto era certo.

— Eu quero você, Kate. Eu a quero há muito tempo — ele admitiu. — Eu vi você na aldeia, tão triste, tão quieta, mas existe um fogo que queima por trás de seus olhos. Encontrei-me perguntando o que você mais desejava, o que seria necessário para fazê-la sorrir. Eu quero descobrir, e eu quero ser o homem que dará isto a você.

Ela ficou atordoada, não sabia o que dizer. Não era de admirar que ele soubesse tanto sobre ela. Quanto tempo a havia observado? Ela deveria sentir-se espionada, mas ao invés disso sentiu-se lisonjeada.

— Então por que roubou minha irmã?

— Eu não tinha nenhuma intenção de me casar com ela. Imaginei que desde que ela era a última filha solteira em sua família seu pai trocaria você por ela. Ao invés disso, você negociou a si mesma, o que só me fez lembrar por que eu a quero em primeiro lugar, e sempre consigo o que quero.

— Então você não quer que eu parta?

— Não.

— Vai me manter aqui, com você?

Ele inclinou a cabeça para o pescoço dela e beijou.

— Sim. Você é minha agora, e eu não tenho nenhuma intenção de deixá-la ir embora.

Kate sorriu, sentindo-se verdadeiramente amada pela primeira vez que em sua vida. Ethan era o homem que ela sempre quis, com sua beleza sombria e ar imponente. Um homem que havia mantido sua palavra. Um homem que era forte o suficiente para protegê-la,forte o suficiente para amá-la. E Kate se agarrou a ele. Seu senhor da guerra. Ela balançou os quadris contra ele.

— Então termine de fazer amor comigo...

 

 

                                                                                Alyssa Morgan 

 

 

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