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Planeta Criança



Poesia & Contos Infantis

 

 

 


DIAS DE CATTLE VALLEY / Carol Lyne
DIAS DE CATTLE VALLEY / Carol Lyne

 

 

                                                                                                                                   

 

 

 

 

 

Preparem-se, moradores de Cattle Valley. É hora do Rodeio Anual de Cattle Valley, o que significa uma coisa. Cowboys, lotes e lotes de cowboy com as cabeças rachadas.

Nós estaremos verificando-se como estão alguns dos seus casais favoritos do passado, bem como uma reunião de alguns novos moradores. Nossos velhos amigos Os Meninos Good também estarão visitando as festividades do rodeio anual.

Assim, coloque as esporas e prepare-se para um passeio selvagem!

 

 

 

 

                                     Capítulo Um

 

Entrando na casa, Nate deixou suas chaves na mesa e suspirou. Com a celebração dos Dias de Cattle Valley há apenas algumas semanas, seu trabalho diário tinha aumentado e aumentado. Quem lhe colocou a idéia de candidatar-se para prefeito?

Ele riu. Eu, Eu mesmo. Engula isso, Prefeito Gills.

Nate deixou sua pasta no piso e se dirigiu à cozinha. Esperançado que seus homens tivessem feito algo para jantar. Uma cueca no meio da sala, captou sua atenção. Repentinamente o bom humor voou ao sul.

“Maldição! Seus porcos, não podem limpá-lo vocês mesmos por uma vez?”

Um risonho Rio apareceu pela porta dirigindo-se ao meio da sala. “Está em casa. Pensei que tinha esquecido o caminho.”

Nate estava muito cansado para entrar em uma discussão a respeito de suas horas trabalhando fora. Apontou para as boxers vermelhas. “Porque diabos isto está no chão?”

Rio foi até ele e arrebatou a cueca da mão. “Sinto muito. Devem ter caído da cesta, quando a levei para a lavanderia.”

Nate suspirou. “Pelo menos me deixaram algo para jantar?”

Rio levantou as mãos. “Está me dizendo não comeu nada? Ryan e eu fomos à terça-feira do taco em O’Brien’S. Posso fazer uma omelete ou um sanduíche.”

Nate estava tão cansado que não podia ter uma conversa sobre o jantar. “Esquece-o, vou à cama.”

Subiu as escadas. Talvez uma noite decente de sono, pudesse melhorar seu estado de ânimo. Seus passos se fizeram lentos, enquanto se aproximava do quarto de hóspedes. Poderiam Rio e Ryan sentir-se menosprezado, se dormisse sozinho? Sim, provavelmente, mas estava muito cansado para preocupar-se com isso. Tirou sua roupa e se meteu na desconhecida cama, caiu adormecido, segundos depois.

 

Rio lançou a cueca ao cesto da roupa suja e voltou a terminar de assistir o filme que via com Ryan. “Ele está de mau humor.” grunhiu.

Ryan levantou a cabeça e a colocou no colo de Rio. “É um período de muito trabalho, Lembra como zangado ficava Quade, nesta época do ano.”

O comprido cabelo negro estendido até a beira do sofá pedia atenção. Rio passou seus dedos através dos sedosos cabelos. “Eu sei, eu podia ter me oposto a tudo isto, quando disse que iria concorrer a toda esta merda de ser prefeito.”

Ryan olhou fixamente aos olhos de Rio. “Nate compartilhou tudo conosco desde que chegou a nossas vidas. Isto era algo que queria para si mesmo. Podemos lhe dar isto?”

Seu amante sempre tinha a maneira de golpeá-lo, sem colocar as mãos e sem gritar. “É que sinto falta dele.”

“Ambos sentimos, mas apenas será uma semana mais. Agora o que ele necessita de nós é nossa compressão, não nossas criticas.”

Rio queria insistir, mas sabia que seria inútil. Retornou sua atenção ao filme. A vida sem Nate começava a feder. Ele não se deu conta o muito que dependia do pequeno metrossexual, até que não estava ali.

O filme perdeu seu interesse, e Rio desligou a televisão.

“Hei. Estava vendo isso.” Ryan protestou, beliscando a coxa de Rio.

“Sinto muito. Pensei que talvez pudéssemos subir.”

“Está bem, mas realmente pôde perguntar primeiro.” Ryan se sentou e baixou as pernas do sofá de couro.

Rio ficou de pé e puxou o tatuado homem aos seus braços. “Sou um idiota desconsiderado, mas me ama de qualquer maneira.”

Ryan apertou o queixo de Rio. “Tem razão em ambas as coisas.”

Eles apagaram as luzes e subiram as escadas. Entrando em seu quarto, Rio se surpreendeu ao encontrar a cama vazia. “Merda!”

“Oh, de maneira nenhuma pode fazer isto.” Ryan grunhiu saindo do quarto.

Rio seguiu Ryan que abria a porta do quarto de hóspedes e ligava a luz. Levantou as cobertas do corpo nu de Nate e o carregou. Nate estava tão profundamente adormecido, que nem sequer se moveu quando foi levado ao quarto principal.

Trabalhando rapidamente, Rio retirou os cobertores da cama em um momento. Ele amava quando Ryan estava dessa maneira. Todo um dominante xerife.

Ryan deitou Nate de um lado da cama e começou a despir-se. “Importa-me uma merda que esteja muito cansado para foder, mas seria um maldito se o deixo em qualquer outro lugar que não seja minha cama.”

Deitado de costas com os pés sobre o colchão, Rio deixou cair suas pernas abertas em convite. “Necessito-te aqui e agora, Xerife Blackfeather.”

Ryan lambeu seus lábios e começou a acariciar seu pênis. “Começo a te sentir como meu prisioneiro, É assim?”

Wow. Há quanto tempo que Rio não o via com essa descontrolada luxúria nos olhos? “Sim. use-me, Oficial. Dê-me minha lição.”

Com um perverso brilho no olhar, Ryan se girou à cômoda e tirou um par de algemas. “Dê a volta.”

Os olhos de Rio se abriram amplamente, ante a louca merda. Obedeceu a ordem e esticou seus braços para trás. Sentiu o frio metal quando se fechou, e Rio começou a preocupar-se. Em que diabos me meti? Sentiu a cama afundar um segundo antes que uma grande mão golpeasse sua bunda.

“Ow! Que merda?” perguntou, tentando de ver por baixo de seu ombro.

“Cale a boca, os prisioneiros falam apenas quando é permitido.” Um lubrificado dedo entrou no buraco de Rio. Estremeceu, não esperava a repentina intrusão.

“Leva algum contrabando aqui?” Ryan perguntou, adicionando outro dedo.

“Não, mas pode ver em caso de que tenha esquecido algo.” Rio gemeu. Sentia a ponta do dedo de Ryan roçar sua próstata e gemeu. Seu pênis estava molhando as cobertas da cama com uma copiosa quantidade de pré-sêmen. Normalmente, quando Ryan lhe causava isto, Nate estava ali para tomar o líquido em sua boca quente.

“Foda-me já, Xerife.”

Recebeu um duro golpe em seu traseiro. “Quer isto? Acredita que possa lidar com isso. Parece-me uma pessoa desprezível.”

Rio levantou seu traseiro tudo o que pôde. “Por favor, foda-me.” Sim, ele estava rogando, mas que diabos. Necessitava e o necessitava agora.

Depois de outro round de açoites no traseiro de Rio, Ryan se enterrou sem a usual natural gentileza. Rio quase engoliu sua língua ante a repentina invasão. Apareceram manchas em sua linha de visão, respirou profundamente para evitar desmaiar, quando Ryan assaltou seu buraco como nunca antes.

Sério, que merda estava passando com seu Xerife? Rio começava a pensar que a distância de Nate lhe estava afetando mais do que admitia.

Quando uma arruda mão puxou seus negros cachos, ele finalmente gozou, rugiu quando seu pênis fez erupção, manchando não só as cobertas, mas também os travesseiros. Merda.

Um som ao seu lado captou sua atenção. Girou a cabeça bem a tempo para ver Nate gozando. Rio provavelmente deveria sentir-se culpado por despertar seu amante, mas a expressão no rosto de Nate era de adormecido, seu homem não estava muito consciente.

Ryan gritou como um macho Alfa, enquanto se enterrava profundamente em Rio e se deixava ir. Ryan paralisou contra as costas de Rio e ambos caíram na cama. Agora que a excitação tinha passado o buraco de Rio realmente começava a queimar. Maldição. Ele ia estar dolorido na manhã seguinte.

 

Nate estava terminando sua primeira xícara de café do dia, quando Ryan entrou na cozinha. “Bom dia.”

Ryan encheu sua xícara de café. “Dia.”

Era sua imaginação ou Ryan estava zangado. “Que está ruim?”

Seu amante se apoiou contra o balcão e tomou um gole de seu café. “Porque foi ao quarto de hóspedes?”

Merda. Quando despertou na cama com Rio e Ryan, pensou que ele próprio subiu depois do sexy sono que tinha tido durante a noite. “Sinto muito. Estava cansado.”

Ryan deixou sua xícara no balcão com tal força que o café quente saltou salpicando tudo. “Deixe-me ser direto em algo. Se você quer trabalhar desde altas horas até a noite é problema seu. Mas quando seu fodido trabalho causa que você não esteja em minha cama ao final do dia, então estamos com problemas.”

Nate olhou para seu amante. Que diabos? “Deus, é pedir muito um pouco de apoio. Este festival é meu primeiro ato real como prefeito. Desculpe-me se quero me certificar de que tudo saia certo. Eu estupidamente pensei que passando todas essas longas horas trabalhando, poderia ao fim fazer com que você e Rio se sentissem orgulhosos.”

Ficou em pé deixou a xícara de café na mesa e caminhou fora da cozinha. “Não me dei conta de meu lugar nesta relação.”

Nate aumentou a velocidade de seus passos. Sentia que as lágrimas iriam cair e a última coisa que queria era chorar na frente de Ryan. Pegou sua pasta e escapou ao tranqüilo assento de seu conversível.

Ouviu a porta da frente abrir-se e saiu da garagem. Não. Ryan não ia ter a oportunidade de mudar o que ele disse.

Dirigiu-se à cidade, Nate tentou tirar seus problemas familiares de sua mente. Tinha muitas coisas para pôr em ordem durante as semanas seguintes a celebração iria até o fim e sem complicações.

Uma vez na cidade, começou a sentir-se melhor. Rostos familiares o cumprimentaram. Entrou na padaria. Nada, nem mesmo uma briga com Ryan o privaria de seu capuchino com creme tamanho grande essa manhã.

Kyle o saudou logo que entrou na loja. “Bom dia, Prefeito.”

“Bom dia.” Nate sentou-se atrás da mesa de Naomi, A linda ruiva da livraria. O toque em suas costas, e riu ante o olhar que lhe deu sob seu ombro.

“Cuidado, Senhor. Ou o reporto por perseguição.”

“Bom, se for me estar com problemas por um simples toque, então posso tomar seu traseiro também.” Nate brincou.

Naomi se moveu e o olhou com asco. “Procura problemas?”

Nate levantou suas mãos em posição defensiva. “Diabos, não. Todo mundo na cidade sabe que não me enredo com lésbicas. Todas vocês poderiam chutar meu traseiro.”

Naomi riu. “Gracie Sutherland pode chutar seu traseiro. Não precisa ser lésbica, brincou.”

Nate sorriu ante a imagem da pequena Gracie tentando de lhe chutar o traseiro. “Porque todo mundo na cidade pensa que sou um adoentado? Tenho que recordar aos residentes da cidade que não só sou um altamente treinado investigador particular, mas que também sou campeão em faixa preta de artes marciais?”

Naomi endireitou a cabeça. “Acho duvidoso. Huh?” Ela se encolheu de ombros. “Acho que não projeta imagem de duro.”

“Caramba, obrigado.” Mesmo quando Naomi Courtney estava apenas brincando, Nate começou a tomar a brincadeira a sério. Ela tinha razão. Todo mundo o via como o par impecavelmente vestido de dois tipos duros, quando começariam a olhá-lo como ele realmente era? Um garanhão impecavelmente vestido que também podia chutar traseiros.

Repentinamente o café já não lhe pareceu boa idéia. Deu meia volta e saiu do Brynn’s sem dizer uma palavra. Maldição. Odiava começar com esse horrível humor, porque lhe faria o dia mais longo. Não é que tivesse algo esperando em sua casa ao final do dia, além de outro round com Ryan. Perguntava-se se Rio estava tão zangado com ele como estava o Xerife.

Caminhando para a prefeitura se deprimiu mais. O ar condicionado estava funcionando mal de novo e os escritórios administrativos na velha mansão já estavam mais quentes que o inferno.

“Bom dia” disse a Carol em seu caminho ao escritório.

“Ryan acaba de telefonar.”

Nate não disse nenhuma palavra. Deixou a pasta na mesa e começou a preparar um bule de café. Sentia como se acabasse de deixar o escritório e já estava ali de novo.

Carol entrou na sala com as mensagens telefônicas na mão. “Os encarregados dos sanitários portáteis necessitam que lhes chame LMRP[1].”

Por alguma isso razão fez rir Nate. “Perfeito. Minha manhã já se vai ao ralo, mais vale falar com essa gente, quem poderia fazer algo como isso.”

“OH, não comece com sarcasmos. Como esses.” Carol se inclinou sobre a mesa e viu o topo de sua cabeça.

“Que? Tenho caspa ou algo?”

“Não, idiota, Estou vendo que tem cabelos grisalhos, nunca lhe tinha isso visto antes que chegasse.”

Nate estudou a sua secretária, era difícil saber se estava falando a sério ou estava brincando. “Que é o que quer dizer, Carol?”

Ela colocou as mãos em seu curvilíneo quadril e suspirou dramaticamente. “Porque não chama os que estão à frente do comitê e lhes dá algumas coisas? Quade nunca tentou levar sozinho todas as coisas da celebração dos dias de Cattle Valley. É um suicídio.”

Nate esfregou seu rosto com suas mãos. Porque ninguém o entendia? “Apenas quero que seja especial e estou pondo cada grama de mim mesmo, em fazer isto a minha maneira.”

“Sei que o faz, e tenho certeza que será espetacular, apenas acredito que esquece muitas pessoas dispostas e capazes de te ajudar a fazê-lo.”

“Eu sei e decidi usá-los ajudando com a decoração. Falando disso, pode me dar o número de telefone do comitê encarregado de embelezar a cidade? Sei que está Hearn, e que George Manning é o encarregado, mas necessito a lista completa.”

Carol abriu os olhos amplamente. “Porque acredita que sei o numero do celular de George?”

Nate sorriu. “Bom, porque trabalharam juntos por vários meses e porque vi a maneira como se olham.”

Carol ficou de pé movendo seu cabelo atrás dos ombros. “Paquerar é tudo o que fazemos. Ele é bissexual e eu já estou farta de homens bissexuais.”

Nate se recostou para trás e pôs seus pés na mesa. “Há como quer, mas se não quer um homem bissexual, terá que procurar um homem fora de Cattle Valley.”

“Quem disse que quero um homem? Sou perfeitamente capaz de cuidar de mim mesma.”

“Isso diz com freqüência, enquanto lê esses sujos romances aos que é aficionada.”

“Esses são livros.”

“Se você o diz.”

Com um alto grunhido de desgosto Carol saiu de seu escritório. Nate pegou o telefone para chamar às pessoas dos sanitários portáteis, mas começou a soar “Nate Gills.”.

“Hei, bebê. Tem vontade de te reunir com Ryan e comigo para comer?” Rio perguntou.

“Não se ambos conspiram contra mim.”

“Que encantador.” Rio criticou.

“Sim. Esse sou eu, Sr. Tipo Encantador.”

“Estava acostumado a sê-lo. Não tenho certeza como te chamar ultimamente.”

Nate mordeu o interior de sua bochecha ia responder como um sabichão. “Tenho reuniões, mas deveria poder sair para chegar à casa às sete. Acho que deverão esperar até então para darem minha advertência.”

“Que diabos está ruim contigo ultimamente? Cada vez que abre a boca diz algo odioso. Faça o que quiser.”

Rio desligou e Nate pendurou o telefone. Sacudiu a cabeça e telefonou aos dos sanitários portáteis. Merda. Não tinha tempo para ser o feliz e afortunado tipo que as pessoas estavam acostumadas a ver.

 

Rio viu Ryan chegar ao O’Brien’S.

“Como sempre uma jarra, por favor.” Ryan disse a Sean em seu caminho à mesa. Deslizou-se nos bancos e beijou Rio. “Que tal o trabalho?”

“Está bem.” Não podia dizer a verdade a Ryan. Claro que o negócio ia bem, mas não era o mesmo sem Nate levando o lugar com ele. “Recebi um telefonema de Garron. Queria saber se podem fazer as reservas no hotel.”

“Genial. Então Sonny e Garron definitivamente vêm ao rodeio?”

“Sim, e todos os outros.”

Ryan sorriu. “Não posso esperar até que Erico veja todos esses formosos meninos Good. Ele vai babar quando eles cheguem à cidade.”

Rio negou com a cabeça. “Não tenho certeza disso. Está ultimamente quente por esse menino Jay, mas Jay não lhe dá atenção.”

“Bom para Jay.” Ryan riu.

Kitty trouxe a jarra da Coca Cola que Ryan tinha pedido, e os grandes hambúrgueres com queijo que Rio tinha pedido com antecedência, Rio se lambeu os lábios. Jay faz os melhores hambúrgueres da cidade. “Obrigado, Kitty.”

“Encantada. Avisem-me se necessitarem algo mais.”

Rio atacou sua comida. Não tinha tomado o café da manhã pelo humor de Ryan e a precipitada saída de Nate. Não havia dito nada a seus homens, mas tinha tido um montão de problemas com seu estômago, ultimamente.

“Maldição. Come devagar ou vai ficar doente.”

Rio levantou a vista de sua comida para Ryan. Ambos recusavam reconhecer o elefante na sala. Bom, realmente sentiam saudades do elefante no quarto. A secreta esperança que tinham era que a visita de seus amigos de Nebraska afastasse Nate de suas obrigações como Prefeito, por um momento. “Então, há algo excitante na cidade?” Rio perguntou.

“Não realmente. Passei a manhã entrevistando meninos que aplicaram para trabalhar na segurança da celebração dos dias de Cattle Valley. A maioria é de Sheridan, policiais que querem ganhar um dinheiro extra, porém só alguns tinham a mente o suficientemente aberta para o trabalho.”

“Ninguém lindo?” Rio perguntou. Sabia que Ryan era extremamente ciumento e desfrutava provocar ele de vez em vez.

“É trabalho.” Ryan entrecerrou os olhos e olhou por acima de seu copo deixando-o sobre a mesa, pegou uma mecha dos negros cachos de Rio e o puxou até que estiveram nariz com nariz sobre a mesa. “Está querendo ser algemado à cama novamente?”

As lembranças da noite anterior dançavam na memória de Rio. Horas depois Rio podia sentir Ryan dentro dele. “Talvez.”

Com sua mão firmemente sujeitando o cabelo de Rio, Ryan o beijou, impulsionando sua língua profundamente. Rio se abriu para receber amplamente a erótica amostra pública de afeto. Com um grunhido e um sorriso, Ryan o liberou. “Isso pode arrumar-se.”

Ambos retornaram aos seus assentos e terminaram sua comida. Rio continuou torturando Ryan, lambendo a ketchup de sua batata frita.

“Tenho uma reunião com Nate mais tarde, antes de retornar a casa.”

A menção de Nate imediatamente acabou com o humor de Rio. “Diga-lhe que vou fazer lasanha para o jantar.”

Ryan empurrou seu prato ao centro da mesa e suspirou “Tivemos uma briga na manhã.”.

“Imaginei algo assim, quando despertei na cama vazia e te encontrei na cozinha grunhindo como um urso.”

“Ele me volta louco algumas vezes. Não se dá conta o que faz a esta relação?”

Rio sentiu que o azedo de seu estômago lentamente subia a seu esôfago. Mesmo a só menção de que sua relação começava a cambalear-se, fazia que Rio temesse vomitar. “Acabo de me lembrar que tenho uma aula de treinamento com pesos em vinte minutos. Vemo-nos em casa depois.”

Ryan inclinou a cabeça seu comprido cabelo negro se esparramou sobre seu ombro. “Está bem? Você parece um pouco verde.”

“Estou bem, apenas tenho pressa.” Rio se deslizou fora dos bancos e deu um rápido beijo ao seu amante. “Quer que pague na saída?”

“Não, eu me encarrego. Vá a sua aula.”

Rio escapou do bar tão rápido como pôde. Subiu a sua caminhonete e ligou o ar condicionado ao máximo. Por favor, não permita que vomite. Ele precisava mantê-los juntos outras duas semanas e então Nate podia deixar as loucas horas de trabalho, e talvez Ryan relaxar-se com seu macho. Duas semanas. Rio esperava pelo menos não continuar perdendo peso. De acordo a balança no The Gym já tinha perdido cinco quilos. Perguntava-se porque seus homens não tinham notado, mas então outra vez, seus homens não tinham notado pela grande tensão entre os dois.

Rio estacionou a caminhonete em seu lugar de costume. Apesar do que havia dito Ryan, ele não tinha aulas até dentro de duas horas, esperava ter a oportunidade de deitar-se e conseguir manter seu maldito estômago sobre controle.

 

 

                                     Capítulo Dois

 

Depois de perder a batalha para manter a comida dentro, Rio enxaguou a boca e foi procurar Mario. Encontrou o instrutor de artes marciais fazendo um suco de frutas.

“Como vão as coisas?” perguntou.

“Bem, acho. Asa cancelou outra sessão. Acho que ele está outra vez fora da cidade.” Mario grunhiu.

Maldição. “Esse homem está viajando todo o tempo.”

“Sim. É realmente difícil tentar ter um encontro. Justo quando penso que já tenho coragem de lhe perguntar, ele escapa de mim.”

Rio negou com a cabeça. Mario e Asa levavam dançando ao redor um do outro há um ano. Não tinha certeza qual deles estava à espera. “Você apenas precisa atar ao filho de cadela uma tarde durante a aula e lhe perguntar.”

Uma diabólica expressão cruzou o rosto de Mario. “OH, não pense que não pensei a respeito de atar ao homem. Embora se acontecesse lhe pedir um encontro isso seria o ultimo que me passaria pela mente.”

Rio se engasgou. Nunca pensou que Mario gostasse das coisas duras. A noite anterior apareceu em sua mente uma vez mais. “Louco.”

Mario sorriu. “Não no momento, mas o espero.”

“E Asa tem uma idéia do que você quer? Talvez por isso se assuste e se afasta.”

Mario riu, mostrando suas covinhas para morrer. “Ele não diz nada, mas eu tenho a sensação que ele é o tipo de homem que poderia desfrutar de algo assim, mesmo um presente controle, em um momento.”

Rio ria todo o tempo com Mario, sentia-se bem. Tão bem de fato que esqueceu seu plano de deitar-se. Recordava o tempo, quando Nate podia fazer que esquecesse todas suas preocupações. Agora parecia que Nate e Ryan eram suas preocupações.

“Então, uh, que foi o que aconteceu na manhã?” Mario perguntou repentinamente se via sério.

“Que?”

“Arrojando-lhe suas bolachas, notei que consumiu muitas ultimamente. Não está grávida, não é?”

Rio estava envergonhado de que Mario tivesse descoberto seu segredo. “Não. não estou grávida. Apenas tenho alguns problemas com meu estômago. Nada sério.”

Mario se inclinou para frente no balcão de sucos. “Isto é um bom balanço, e ambos sabemos isso. Então, que esta acontecendo?”

Rio quebrou o contato visual e olhou para a grande e aberta sala. Homens e mulheres estavam fazendo exercício, mesmo ouvindo música com seus fones de ouvido, ou vendo a grande tela de televisão que ele e Nate tinham colocado estrategicamente em um lugar da sala. Então porque o The Gym lhe parecia vazio? Porque Nate não estava ali.

“Sinto falta de Nate. Ele já não tem mais tempo para mim.” Rio se encolheu de ombros. “Acho que eu permiti que se afastasse de mim.”

“Começou desde que pegou o cargo que Quade deixou?”

“Mais ou menos. Não estava tão mal como ultimamente, embora continue dizendo a mim mesmo, este fim de semana ele vai retornar, mas não acontece nada. Parece que ser Prefeito seja o tudo. Tenho certeza que tudo isto da celebração é o que está apanhando sua atenção.” Maldição. Sabia que soava como uma garota.

“Que diz Ryan de tudo isto?”

“Normalmente ele é o que me grita sobre que não incomode Nate, mas acho que ele e Nate abordaram o problema esta manhã atirando a xícara de café.”

“E Nate? Algum de vocês se incomodou realmente de lhe falar de seus sentimentos, sem questioná-lo?”

Quantas vezes, disse a seu amante que sentia saudades? “Sim. Eu tentei, ou ele não se importa ou ele não me escuta.”

Esfregou seu dolorido estômago. Tudo isso de falar de Nate fazia subir o azedo de novo. “Desculpe-me.”

Rio correu ao banheiro e uma vez mais vomitou. Sem nada em seu estômago, a única coisa que ele vomitou foi o ácido amargo. Limpou a boca com enxágüe bocal em uma pequena xícara de papel. Olhava-se ao espelho, enquanto se enxaguava a boca. Não quero estar aqui.

Abriu a porta e quase se chocou com Mario. O grande garanhão italiano estava fora da porta, com seus fortes braços cruzados sobre seu peito. Mario não disse uma palavra, mas sua expressão mostrava preocupação.

“Estou bem. Acho que vou casa pelo resto do dia.” Rio não esperou a resposta, apenas se afastou.

“Você ganhou, vai até que trate disso.” Mario gritava atrás dele.

 

Ryan entrou no hotel ‘Tall Pines Lodge’ e se dirigiu à frente do balcão. “Hei, David, Chad está por aqui?”

“Hei Xerife. Algo esta mau?” David perguntou repentinamente inquieto.

Ryan sorriu ao jovem. David tinha tido alguns problemas no passado, mas ele se converteu em uma boa adição à comunidade de Cattle Valley.

“Não há problemas. Só é que preciso falar com Chad a respeito de alguns quartos para uns amigos que vêm à cidade.”

“Há alguma coisa em que possa lhe ajudar? Chad Normalmente descansa no horário ente as doze e as quatorze e antes que o bar Grizzly Bar esteja ocupado.”

Ryan tentou de ter seu melhor sorriso em seu rosto. Sabia exatamente que Chad estava acima, e o gerente do hotel definitivamente não estava sozinho. Ryan olhou o relógio. Ao Chad ainda faltavam outros vinte e cinco minutos para terminar seu assunto com Richard.

“Bem Tenho que fazer algumas reservas, vou esperar Chad no bar.”

David começou a trabalhar no computador. “Que tipo de quartos quer? Nós estamos quase lotados, mas tenho certeza que encontraremos algo.”

“Necessito três quartos. Com camas de tamanho King. Próximo uns dos outros se for possível.”

Os dedos de David voavam entre as teclas. “Eu tenho duas suítes e um quarto simples cruzando o corredor. Sei que as suíte são as mais caras, mas o fato é que o custo de dois quartos é só um pouco mais.”

Ryan assentiu. “Isso está bem. Todos têm cama de tamanho King?”

David observou a tela do computador.

“Sim.”

“Bom. Reserva de quarta-feira até na segunda-feira. Todos com o sobrenome Good. Deixa que os irmãos decidam em com qual quarto ficaram. Necessita o cartão de crédito para confirmar as reservas?”

“Provavelmente seja o melhor. Sei que você é confiável, mas eu nem sempre estou de guarda.”

Ryan tirou sua carteira e deu o cartão de crédito a David. Uma vez que tudo esteve ingressado no computador, Ryan apontou ao bar. “Diga ao Chad que eu gostaria de ter umas palavras com ele se tiver oportunidade.”

“Farei isso, Xerife.”

Ryan encontrou uma confortável cadeira junto à janela e sentou-se. Ele ia se reunir com Nate às três e meia e se fosse honesto consigo mesmo, não esperava isso com ânsia. Só pensar nisso era como um golpe em seu estômago. Ele também estava se sentido dessa maneira? Normalmente apenas ver o homem que amava era suficiente para sentir mariposas em seu estômago. Agora… que? Ryan não tinha certeza. Nate tinha mudado isso era muito óbvio. Isso não era só a preparação da celebração dos dias de Cattle Valley, algo estava preocupando Nate, mas Ryan não podia chegar à raiz do problema, não importava quão duro tentasse.

Viu Chad e Richard caminhar para ele.

“Hey.” Chad o cumprimentou.

“Hey meninos.”

“Pensei em parar e cumprimentá-lo, antes de me dirigir à cozinha e me assegurar que tem todos os itens necessários para os pedidos.” Richard disse.

“Vai bem o negócio?” Ryan perguntou.

Richard sorriu. “O negócio vai genial. Nós temos um montão de turistas entrando e saindo. Pessoa que vêem em excursão, em motocicletas.”

Ryan assentiu. “Sim. Vi muitas caras novas na cidade.”

Richard estreitou a mão de Ryan e deu um beijo em Chad. “Será melhor que vá.”

“Tenho amigos que virão para a celebração, assim que nos veremos muito por aqui.”

“Que bom.” Richard se despediu com a mão e se retirou à cozinha.

Chad sentou-se ao lado de Ryan, e o olhou sobre a impressionante vista. “David me diz que queria ver-me”

“Sim. Não é um grande problema, mas quero te dizer que meus amigos vêm à cidade e não acredito que tenha algum problema com eles, mas entre eles há um trio formado por dois irmãos gêmeos e sua esposa. Pensei que se lhe dissesse isso com tempo você não ficaria impactado quando chegassem.”

Chad assobiou. “Maldição. Tenho lido sobre isso em livros, mas nunca realmente tinha visto…”

“Sim. Isso é mais quente do que possa imaginar. Provavelmente abrasador.” Ryan riu.

“Posso dizer ao David? Provavelmente seja ele quem os receba. Ele está trabalhando turnos duplos para pagar os danos ao hotel.”

“Claro. Não há nenhum problema com isso, penso que os meninos Good são pessoas geniais. Eu não quero que eles se sintam envergonhados de maneira nenhuma.”

Chad assentiu entendendo. “Vou me encarregar disso.”

Ryan ficou de pé e desfrutou da vista uma vez mais. “Bom, Tenho uma reunião e será melhor que vá, nos vemos depois.”

“Está bem. Avise-me se necessitar algo mais.”

“Farei isso.” Ryan caminhou fora do bar e se dirigiu a seu veículo. As mariposas no estômago já tinham começado, mas elas não tinham nada que ver com a ansiedade de ver Nate em sua reunião.

 

Recostado em sua cadeira, Nate olhava a boca de Ryan, enquanto seu amante e George Manning discutiam sobre as ruas que precisariam bloquear durante a celebração. Um ruído afastou a atenção de Nate sobre Ryan, ao que tudo indicava Hearn Sutherland também se aborrecia na reunião.

Hearn captou o olhar de Nate e deixou o lápis na mesa. Nate lhe sorriu e Hearn lhe devolveu o sorriso.

Tinha esperado que Ryan chegasse antes que os outros e pudesse limpar o ar um pouco antes do encontro, mas ele não teve essa sorte. Em lugar disso a tensão entre eles parecia mais grossa que a névoa em São Francisco.

Nate viu Ryan ficar de pé e caminhar para o grande mapa de Cattle Valley na parede. Ele apontou e explicou como o departamento do Xerife poderia dirigir as rotas, antes do grande desfile. Maldição, Ryan estava muito sexy. O olhar de Nate viajava dos fortes braços de Ryan para seu peito suas coxas dentro dos jeans que eram parte de seu uniforme.

“Que pensa?”

Nate continuou olhando a braguilha de Ryan totalmente perdido ante o fato de que todos os olhos estavam postos nele.

Ryan se limpou a garganta. “Nate. Olá? Está conosco?”

Nate piscou e se endireitou. “Sinto muito. Acho que me apanharam sonhando acordado.”

“Estava perguntando se os ônibus escolares podem encarregar-se de transportar às pessoas da cidade ao rodeio.” Ryan repetiu.

“Uh, sim. Já nos encarregamos disso. Nós temos três ônibus que vão fazer o percurso do rodeio à escola e dois mais do estacionamento da escola ao centro.”

Ryan ficou olhando uns segundos mais, antes de retornar ao mapa. Quando começou a falar das ruas fechadas de novo, Nate voltou a perder-se. Ele estava tão incrivelmente cansado. Não só fisicamente, também mental e emocionalmente. Talvez precisasse embebedar-se, subir e dançar em cima das mesas. Quanto tempo tinha passado desde que teve um pouco de diversão? Muito.

O Nate de ontem era o ‘Senhor Diversão’, hoje ele é o Senhor Prefeito. Como consegui me meter nisso?

Quão seguinte soube foi que George ficava de pé e pegava suas coisas. Nate olhou para Hearn. “Isto acabou?” murmurou-lhe.

“Finalmente.” murmurou-lhe de volta.

O escritório se esvaziou em minutos, deixando Nate e Ryan na sala. Nate ficou de pé e caminhou para servir-se de mais café. “Quer um pouco mais de café?”

Ryan fez uma pausa no processo de enrolar um mapa. “Sim.”

Depois de encher sua xícara, levou o bule à mesa e encheu com cuidado a de Ryan.

“Rio pediu que te dissesse que vai fazer lasanha para o jantar.” Ryan murmurou quando deslizou um elástico ao redor do rolo de papel.

“Parece bom.”

“O suficientemente bom para que realmente chegue a tempo de jantar conosco em casa?” Ryan perguntou.

Nate assentiu com um leve movimento de cabeça para Ryan e se deslizou atrás da mesa. Se ele fosse uma mulher, Nate poderia jurar que estava tendo TPM[2]. Qualquer coisa que Ryan fizesse o levava a ponto de derramar lágrimas.

Ryan deixou seu café e se inclinou ante a mesa de Nate. “Sinto muito pelo o que aconteceu pela manhã. Acho que as horas que você está trabalhando, estão começando a me afetar.”

E sobre ele? Sobre o tempo que Ryan se viu obrigado a cobrir a um de seus oficiais? Tinham sido semanas nas que Nate e Rio apenas o tinham visto seu companheiro, mas ambos tinham tentado entender. Porque sua situação era tão diferente?

“Estarei em casa tão logo possa.” Nate se recusou a encontrar-se com o penetrante olhar de Ryan. A última coisa queria era outra discussão. O silêncio era melhor que os gritos em qualquer dia da semana em sua opinião.

“Sim, se você diz.” Ryan pegou sua xícara e a deixou junto ao bule.

Nate apertou suas mandíbulas em um esforço para manter a boca fechada. Não diga nada. Não diga nada.

Ryan retornou à mesa ao lado dos mapas junto Nate. “Dá-me um beijo, antes de ir?”

Nate levantou o queixo e deu em Ryan um casto beijo nos lábios. “Estarei em casa para o jantar. Prometo-o.”

Ryan o olhou um momento, antes de dar meia volta e sair do escritório. Nate se recostou em sua cadeira e suspirou. Talvez ele pudesse escapulir-se antes e deter-se em O’Brien’S. Pelo menos Jay sempre parecia feliz de vê-lo.

 

“Hei Sean.”

“Prefeito.” Sean acenou para Nate com um movimento de sua cabeça,

“Jay está ocupado?”

Sean olhou ao redor do quase vazio bar. “Duvido-o. Falta meia hora para que comece as pressas os jantares.”

“Não o vou entreter muito tempo.” Nate entrou na cozinha pela porta giratória.

“Hei companheiro.” lhe gritou.

Jay saltou e levou suas mãos ao peito. “Assustou-me.”

“Sinto muito.” Nate podia dizer que Jay estava tentando esconder algo atrás de suas costas. “Que tem aí?”

“OH, não é nada. Ouvi que é o aniversário de Kyle.” Jay olhava sobre seu ombro e mordia o lábio. “Tenho certeza que não é nem de perto tão bom como o dele, mas pensei…”

“Ele amará isso.” Nate brandamente tirou ao magro Jay do caminho. “Deus, Maldição, Jay. Eu não sei como saberá, mas pelo que eu sei é que nunca vi um bolo mais bonito em minha vida.”

Jay inclinou sua cabeça quando estudava o bolo de cor marfim e verde brilhante. “Pensei lhe fazer algo especial.”

“É perfeito. Sério.” Nate sacudia a cabeça. Essa era a razão pela que ele exatamente queria deter-se. Não importava o que o menino tinha passado em sua vida, ele sempre estava preparado para fazer algo para que outros sorrissem em sua própria tímida maneira. Nate sabia que o coração de Jay era bom apesar das cicatrizes emocionais deixadas por seu ex-namorado.

“Assegure-se que Sean o veja antes que o leve a Kyle.”

“Por quê?” Jay perguntou, olhando o chão.

Essa era uma das coisas que preocupava Nate a respeito de Jay, sua personalidade autodestrutiva. Parecia não dar-se conta do lindo e talentoso que era, mas sim raramente olhava aos olhos de alguém.

Nate brandamente pegou o queixo de Jay até poder olhá-lo aos olhos. “É bom. Pode chegar à ocasião em que Sean possa usar este bolo em seu cardápio.”

“OH, Não sou bastante bom para algo assim. Eu ainda estou aprendendo. Comprei um livro nas ofertas da livraria.”

“Aprendeu a fazer isto de um livro?” Nate conhecia muitos chefs confeiteiros em Chicago que tinham ido às melhores escolas de cozinha no mundo para aprender a fazer isso, e pelo que podia dizer o bolo de, Jay se via melhor que os deles.

Jay assentiu sua cabeça inclinada para o chão. “Eu estive praticando nas noites, mas eu uso cartolina em lugar de um bolo real.”

Nate não conseguiu evitar puxar o magro homem aos seus braços. “É incrível, e me alegra que tenha chegado aqui.”

Jay escondeu seus braços contra seu peito e se aconchegou no corpo de Nate, seu rosto para baixo. Nate tinha a impressão que Jay, necessitava isso. Não era um abraço sexual era mais como o abraço de um pai para seu filho. Não pôde evitar perguntar-se se os pais de Jay o tinham abraçado.

Nate beijou o topo do cabelo de Jay. “Cheira bem.”

Jay riu. O som era como de escalas musicais subindo e baixando. “Derramei extrato de amareto[3] sobre mim.”

“Bom, o que seja é agradável.” Finalmente liberou Jay e deu um passo atrás. “Preciso chegar a casa para o jantar, e você precisa terminar esse bolo, antes que comece a preparar hambúrgueres.”

“Sim.” Jay respondeu nessa hipnótica voz que Nate amava.

“Reserve-me uma dança no sábado à noite.”

Jay negou com a cabeça. “Não vou ao baile, serei a babá de Gracie e Joey.”

“Bom, talvez envie Ryan para que lhe de um descanso de uns minutos. Tem que dançar pelo menos uma música. Estive trabalhando realmente duro para que seja a melhor festa que se viu em Cattle Valley. E me doeria se você não a visse.”

A expressão de Jay era de preocupação “Não sei dançar.”

“Tolices. Vi-te dançar com os bebês ao redor do quarto. Você tem os movimentos. Apenas tem que tentar de fazê-los com alguém o suficiente maior para realmente envolvê-lo em seus braços. Esse sentimento não tem igual.”

Jay sorriu. “Bem.”

“Bom. Esperarei com isso ânsia.”

Nate deixou O’Brien’s com um sorriso em seu rosto.

Chegou a casa as seis e entrou. “Estou em casa.” gritou.

Rio apareceu pela porta da cozinha. “Conseguiu. Eu só estou pondo o pão de alho no forno.”

Havia algo integro na maneira em que o grande homem o olhava. Apesar da tensão entre os três, Nate necessitava seus homens. Ele se dirigiu para Rio esperando ser bem-vindo em seus fortes braços. Seu desejo foi correspondido, quando Rio imediatamente se abriu para ele. Nate imediatamente envolveu seus braços ao redor de seu amante.

Sabia que Rio e Ryan pensavam o contrário, mas ele realmente sentia saudades deles. Ao ser eleito para esse trabalho, todos esperavam que o fizesse. Por alguma razão ele pensava que essa era uma boa oportunidade para que as pessoas da comunidade realmente o conhecessem. Em lugar de estar enterrado em um escritório atrás de um montão de papéis.

Era bom sentir as mãos de Rio subir e descer por suas costas. Nate se moldou contra seu par. “Amo-te.” murmurou-lhe antes de dar um beijo em Rio.

Maldição Rio tem um sabor muito bom. Quanto tempo tinha passado desde que se permitiu saborear a esse homem?

Um suspiro de Rio captou a atenção de Nate. Esse não era o som da luxúria ou do amor. Nate se puxou para trás e olhou Rio aos olhos. “Há algo mal?”

Rio negou com a cabeça. “Eu precisava ouvir isso, é tudo.”

Nate embalou o formoso rosto de Rio e beijou seu queixo. “Você sabe que embora nem sempre encontre o tempo para lhe dizer isso, eu sempre o sinto.”

A umidade nos olhos de Rio quase quebrou o coração de Nate. “Eu sei, tem razão”

Viu o pomo de Adão de Rio oscilar, antes que falasse. “Senti muitas saudades de você.”

A simples oração deixou Nate à beira das lágrimas. Merda! Que estava fazendo a sua família?

A porta da frente fechando-se anunciava que Ryan estava chegando, Nate permaneceu nos seguros braços de Rio. Nate sentiu Ryan caminhar para eles, pressionando seu forte corpo contra ele. Não havia nada melhor no mundo que estar no meio desses dois homens que amava. Ryan se inclinou e beijou o pescoço de Nate que inclinou a cabeça para dar a Ryan mais espaço. Quando o beijou não aconteceu, ele olhou sobre seus ombros.

Ryan tinha os olhos entrecerrados. Uh OH. Nate conhecia bem esse olhar. Diabos, ele deveria saber que estava sendo pouco apreciado ultimamente. “Que está errado?”

“Que cheiro é esse?”

Nate tentou imaginar do que falava Ryan. Sabia que havia posto desodorante. Merda. “Cheira a algo como Amareto?”

Ryan deu um passo atrás para ver o rosto Nate. “Como diabos deveria eu saber como cheira a algo como Amareto? Tudo o que sei é que não cheira Nate. Você cheira a alguém mais.”

Nate assentiu. “Jay. Detive-me em O’Brien’s de caminho a casa para ver como estava indo.”

“E que, sentiu necessidade de ter um encontro mais pessoal com ele?”

Mais que merda. Parecia que cada vez que se dava a volta ultimamente lhe estavam gritando por algo. “É Jay. E sim, senti necessidade de lhe dar um fodido abraço, desde quando está tão merdamente paranóico?”

“Desde que decidiu dormir em outra cama.” Ryan grunhiu.

Nate enquadrou seus ombros e levantou um dedo frente à cara de Ryan. “Uma noite. Uma. Estava tão malditamente cansado que não podia me manter direito. Perdoa não ser seu fodido brinquedo por uma maldita noite.”

Um crash na cozinha deteve a briga. Nate e Ryan ambos correram a investigar. Nate estava envergonhado de não notar a ausência de Rio. Eles encontraram a porta traseira aberta e o prato de lasanha quebrado no chão.

Merda, a caminhonete de Rio levantando cascalho a seu passo para a estrada, foi o único que ouviram. “Vou por ele.”

Ryan pegou o braço de Nate. “Não, eu vou.”

“Sério? Agora quer brigar por isso? Por que pensa que se foi em primeiro lugar? Nós estávamos desfrutando de um formoso momento, quando você chega e começa a chutar meu traseiro por algo tão inocente como dar um abraço em Jay.”

“Isso não foi pelo abraço.” Ryan murmurou, envolvendo seus braços ao redor de si mesmo. “Que está nos acontecendo?”

Apesar da pergunta, Nate sabia a resposta. Os problemas começaram quando ele se fez prefeito. “Quer que renuncie?”

Ryan negou com a cabeça. “Eu só quero minha família de volta.”

“Então me diga como fazer isso. Sério, eu necessito que me diga isso, porque eu não tenho nem idéia como fazer tudo e ainda deixar um pouquinho para mim mesmo.”

A voz de Ryan se suavizou um pouco mais. “Porque não deixa que as pessoas que te ama, te ajudem? Não tem que te envergonhar de aceitar ajuda de outros, Nate. Tem uma cidade inteira de gente que faria o que pedisse. Porque é tão importante para você fazer tudo?”

Nate se mordeu a língua. Seu homem tinha trabalhado duro para que fosse eleito. Então porque simplesmente não podia dizer a verdade a Ryan. Talvez se deixasse que Rio e Ryan o ajudassem as coisas poderiam retornar ao normal. “Está bem, mas primeiro precisamos encontrar Rio e falar com ele.”

“Incomodaria-se se te acompanho?” Ryan perguntou.

Nate negou com a cabeça. “Acho que dessa maneira o traríamos de retorno a casa.”

 

 

                                                     Capitulo Três

 

Rio não tinha certeza quanto tempo tinha dirigido, antes que finalmente se dirigisse à casa de Mario. Sabia que Ryan e Nate provavelmente o estariam procurando, mas Rio não estava preparado para que o encontrassem.

A pequena casa alugada de Mario estava às escuras, quando ele chegou à frente. Quase se vai de novo, quando viu uma pequena luz através das cortinas, Rio desceu da caminhonete, tocou na porta de Mario e esperou, provavelmente devia ter telefonado.

“Um momento.” Mario gritou do interior.

Quando Mario abriu a porta, Rio quase engoliu sua língua. Aí, frente a ele, estava Mario como ele nunca o tinha visto. “Vai sair?”

Mario olhou para suas apertadas calças de couro e negou com a cabeça. “Não.” ele riu.

“Tem alguém dentro?”

Mario riu mais forte. “Não. Isto me faz sentir cômodo quando estou em casa.”

Rio passou sua mão através de seu cabelo. Sentia-se um pouco incomodo de conhecer esse lado de seu amigo. Porque estava descobrindo tudo isto até agora? “Quanto tempo somos amigos?”

“Não sei, um ano e meio mais ou menos, por quê?”

“Exatamente, porque não sei nada de que foi um dos meninos de couro?”

Com uma expressão de assombro, Mario deu um passo atrás e apontou a Rio que entrasse. “Quer tomar algo?”

“Poderia tomar uma cerveja, se a tiver.” Rio respondeu, olhando para a pequena sala. Viu que estava vendo um filme e se aproximou da imagem congelada da tela. Rio se perguntava se Mario estava vendo pornô de BDSM ou algo.

Bisbilhotando para ver melhor, levantou a caixa do DVD de cima da televisão. ’Muito ruído e poucas nozes’

“Surpreso?” Mario perguntou. Dando a cerveja a Rio e sentando-se no sofá.

“Sim, realmente. Não sabia que você gostava de Shakespeare.”

Mario inclinou a cabeça de lado. “Parece que há um montão de coisas que não sabe de mim. Eu gosto de Shakespeare, de couro e foder duro aos homens até que seus dentes chiem. Mas não veio aqui a me conhecer. Que acontece?”

Rio não podia tirar a imagem de Mario fodendo de sua mente. Maldição.

“Rio?”

Rio sacudiu a cabeça e tomou um gole de sua cerveja. “Tinha que sair de casa. Ryan e Nate estão gritando um com o outro, de novo.”

Rio não era costumado há mostrar seus sentimentos abertamente, mas precisava falar com alguém e como podia ver, Mario era bom guardando segredos. “Eu cresci com isto e não pude lidar com isso, e não posso lidar agora.”

Mario estendeu o braço e passou sua mão pelos negros cachos de Rio. “Você e eu sabemos que tem uma úlcera. Não quer que se converta em um problema sério como o do Casey?”

“Não, mas não posso dizer a meu corpo que ignore a minha mente. Se estou preocupado. Estou preocupado.”

Mario distraidamente passava sua mão pela parte de atrás da cabeça de Rio. “Que é que te preocupa exatamente?”

Rio tragou o nó em sua garganta. Lembranças de um menino de treze anos frente ao juiz assaltaram-no. Com quem quer viver, Rio? Não se preocupe o que eles digam esta é a eleição que pode mudar sua vida.

“Se as coisas entre Ryan e Nate, não funcionam, não quero escolher entre eles.” Rio respondeu veementemente. Apenas a idéia foi suficiente para machucar de novo seu estômago. “Posso usar seu banheiro?”

Mario assentiu e o apontou. “Primeira porta à esquerda.”

 

“Hei, Sean, viu Rio por aqui?”

“Não desde o almoço. Aconteceu algo ruim?” Sean perguntou.

Ryan afastou a preocupação de seu amigo “Nada que nós não possamos lidar. Obrigado.”

Deixou o bar e voltou dentro do veículo “Sean não o viu.”

“Merda.”

O telefone de Ryan interrompeu com Indian Outlaw pelo Tim McGraw[4]. “Talvez seja ele.” disse tirando o telefone.

“Rio?”

“Não, mas sei onde ele está”. Mario respondeu.

“Nós vamos para lá.”

“Se você e Nate continuarem atuando como dois idiotas, não se incomodem. Apenas telefonei para que soubessem que está bem.”

Que podia dizer ele a isso? Sabia que Mario tinha razão. Eles tinham atuado como um casal de meninos. “Nós trabalharemos nisso. Estaremos aí em cinco minutos.”

Ryan pendurou e deixou o telefone no tabuleiro em meio deles. “Está com o Mario.”

Nate pegou a coxa de Ryan e o apertou. “Acredita que seremos capazes de levá-lo para casa conosco?”

Ryan sentiu uma dor em seu peito. Essa era a primeira vez em dias que Nate voluntariamente lhe havia tocado. Cobriu a mão de seu amante com a sua e a estreitou. “Tudo o que nós podemos fazer é tentar de lhe assegurar que vamos trabalhar juntos a partir de agora.”

Nate assentiu e se girou para a janela do passageiro, mas deixou a mão na perna de Ryan. Um passo de cada vez, Ryan disse a si mesmo.

Ryan estacionou frente à casa de Mario e desligou o motor. Levantou a mão de Nate e a beijou. “Preparado para controlar os danos?”

“Só espero que nos de uma oportunidade.” Nate murmurou. Retirou sua mão e saiu do veículo, antes que Ryan pudesse dizer algo mais.

Ryan alcançou seu amante na calçada e o abraçou. O corpo de Nate se sentia tenso, mas Ryan não o liberou. “Não posso imaginar minha vida sem você, é o raio de sol em meu dia.”

O corpo de Nate relaxou contra ele. “Amo-te, também.”

Ryan se inclinou e cobriu a boca de Nate com a sua, deslizando sua língua entre os lábios de seu par.

 

Envergonhado, Rio saiu do banheiro. “Espero que não se incomode, mas peguei um pouco de sua pasta de dente.”

Mario estava montado no braço do sofá. Rio sabia que se ele não estivesse desesperadamente apaixonado por Ryan e Nate, ele tentaria entrar nessas apertadas calças de couro. Porque até agora não tinha notado o sexy que era Mario? Ele sempre soube que o tipo era um garanhão, mas quanto mais o conhecia mais quente lhe parecia. A declaração anterior de Mario a respeito de foder a um homem tão duro que chiaria os dentes, lhe arrepiou e tirou o fôlego de Rio.

Luzes frente à casa chamaram a atenção de Rio. Olhou para seu amigo. “Telefonou-lhes?”

Mario assentiu “E disse que deixassem de atuar como dois idiotas. Não queria que eles se preocupassem.”

Rio se deteve frente à janela no ainda escuro quarto e apareceu para fora. Impactou-se ao ver a silhueta de seus dois amantes beijando-se. O pênis de Rio ficou duro. Girou-se para o Mario. “Melhor, vou com eles.”

Cruzando-os braços, Mario assentiu, mas não disse nada.

Antes de dirigir-se para a porta, Rio se deteve com seu amigo, embalo-lhe um lado do rosto e lhe deu um casto beijo nos lábios. “Obrigado. Seu momento chegará.”

“De seus lábios aos ouvidos de Deus.” Mario disse. Apesar do sorriso, Rio podia ver a solidão nos escuros olhos de Mario.

Rio saiu pela porta da frente e sem esperar convite se dirigiu para seus homens. E os envolveu em seus braços. Nate e Ryan quebraram o beijo e se giraram para Rio.

“Nós sentimos muito.” Nate se desculpou entre beijos.

“Vocês meninos já se perdoaram?” Rio perguntou.

Nate olhou para Ryan e assentiu. “Nós vamos te levar para casa”

“Parece que estão falando com um cachorrinho.”

Nate riu e deslizou sua mão em baixo da camiseta de Rio. “Pode ser meu cachorrinho, se eu te esfregar a barriga.”

Rio sorriu. Para tanto que não via a faísca nos olhos de Nate que tinha esquecido o efeito que tinha nele. “Acompanhe-me a casa.”

Nate puxou a cabeça de Rio para baixo e lhe deu um beijo, antes de murmurar em seu ouvido. “Vou com Ryan. As coisas melhoraram entre nós e quero que sigam dessa maneira. Muito tempo para pensar e sabe o que teremos.”

Rio assentiu entendendo e liberou seu amante.

Nate pegou Rio pelo cabelo e voltou a puxá-lo para baixo. “Porque tem sabor de pasta de dente?”

Rio sentiu seu rosto quente. “Vomitei e peguei pasta de dente de Mario.”

“Você vomitou?” Ryan perguntou, girando Rio totalmente para ele. “Está doente?”

Rio negou com a cabeça. “Eu só vomitei, estou bem agora.”

Ryan olhou de Nate para Rio. “Vamos para casa.”

Nate foi guiado ao veículo pela típica conduta de Ryan. Embora não sirva para outra coisa pelo menos seus dois homens atuam como nos velhos tempos. Ele entrou e a caminhonete e ligou o motor. Notou a sombra de Mario na janela e lhe disse adeus com a mão antes de ir-se.

 

Nate estava sentado na cadeira ao lado da cama olhando seus dois homens dormir, Quanto tempo levava aí sentado? Olhou o relógio determinou que apenas tivesse adormecido duas horas. Precisava tomar um banho em trinta minutos.

Esfregou os olhos e se perguntou se aos prefeitos era permitido telefonar e falar que estavam doentes, antes de uma grande celebração. Nate viu as mãos de Rio buscando-o enquanto dormia. Encontrando o corpo muito maior de Ryan, seus olhos se abriram surpreendidos.

“Estou aqui.” Nate murmurou.

Rio o viu sobre Ryan. “Que está fazendo aí bebê?”

Abraçando suas pernas contra seu peito. Nate se encolheu de ombros. “Não posso dormir.”

“Retorna à cama.”

Nate desceu e caminhou para a cama subindo ao deliciosamente nu corpo de Rio e acomodando-se em seu usual lugar. Em segundos, foi envolto pelos cálidos braços de seu amante.

“Porque não pode dormir?” Rio perguntou, acomodando-se de colher contra as costas de Nate.

“Não, sim. Cada vez que fecho os olhos tenho pesadelos a respeito de touros escapando de seus currais e em correria, ou o ônibus de Trick Allen decompondo-se no caminho e sem chegar ao baile.” encolheu-se de ombro de novo. “É sempre algo diferente.”

Rio inclinou o queixo de Nate. “Você não é Deus, você pode pensar em ocasiões que o é, mas não o é. Você não pode preocupar-se pelas coisas que estão fora de seu controle.”

“Bom, para ser honestos. Também me preocupo com coisas que têm que estar sob meu controle.”

“Que é o que realmente se preocupa?”

Rio o estava estudando intensamente. Nate não sabia o que dizer.

“Algo que aprendi é que nada bom sai em guardar segredos.” Rio comentou.

“E você é o que o diz. Quantas vezes no último mês vomitou? E não minta!”

“Duas.”, Rio murmurou.

“Duas? Tem certeza?” Ryan questionou.

“Talvez um pouco mais.” Rio confessou.

“Devemos fazer uma consulta na clínica?” Nate perguntou.

“Não. Eu estou bem, quando nós todos estamos bem.”

Ryan se esticou sobre Nate e puxou Rio mais perto. “As discussões entre as pessoas que você mais ama no mundo, fede, mas não pode deixar que isso afete sua saúde.”

“Eu não vomito de propósito.”

Nate se sentia envergonhado de si mesmo, mas preferia enfocar-se em Rio em lugar dele. “Você sempre foi dessa maneira?” ele perguntou.

“Não. Eu normalmente saio e mato aos meninos maus, quando me zango. Infelizmente essa não é mais uma opção viável.”

Nate pensou nos anos que Rio tinha passado como mercenário no México e América do Sul. Estava agradecido de que seu amante não seguisse essa particular carreira. Deu-se conta de que nunca em realidade tinha falado com Rio a respeito de sua vida, antes que eles se conhecessem. Sabia que Rio falava de seus anos nas selvas do mundo, ele sempre evitava falar de seu passado.

“Que idade tinha quando iniciou como mercenário?” finalmente perguntou.

“Aproximadamente vinte e seis. Uni-me aos Marines quando tinha dezessete, o dia depois de minha graduação. Eu gostava do trabalho, mas tinha problemas com algumas regras.”

“Não pergunte, não fale?” Nate supôs.

“Sim, essa era a principal, mas também decidi que não queria seguir ordens que nem sempre tinham sentido para mim.”

“E antes disso?” Nate perguntou.

“Antes de quê?”

“Antes que unisse aos Marines?” A única coisa que sabia da infância de Rio era que sua mãe tinha morrido quando ele estava ao redor dos dez anos. Tinha perguntado várias vezes, mas Rio sempre mudava o tema, antes de divulgar informação real. Rio sempre dizia que sua vida começou quando entrou nos marinhe.

Rio beijou Nate, Nate sabia que era a maneira de Rio para calá-lo, mas embora precisasse saber mais. Nate decidiu dar ao homem um descanso e envolveu suas pernas na cintura de Rio e comeu faminto, a boca de seu amante.

Rio levantou suas pernas e quebrou o beijou. “Deixaria-me entrar em seu traseiro?” Rio perguntou, estimulando o buraco de Nate com a ponta de seu pênis.

Nate ia pedir a Ryan o lubrificante quando sentiu uns lubrificados dedos começar a trabalhar em seu buraco. “Porra, isso se sente bem.”

A noite anterior eles tinham feito Rio sentir-se amado, mas agora. OH, maldição. Agora queria sentir o pênis de Rio empurrado muito dentro dele. Nate fechou os olhos e se empurrou contra os dedos de Ryan, quando eles trabalhavam magicamente o interior de seu traseiro.

“Você quer que seu papai lhe foda tão duro até que seus dentes chiem?”. Rio grunhiu.

Os olhos de Nate se abriram amplamente. “Que?”

Rio sorriu. “Algo que ouvi recentemente.”

Nate sacudiu a cabeça. “Acredito que não quero saber aonde.”

“Provavelmente não.” Rio adicionou. “Tire esses dedos, Ryan, porque quero entrar.”

Nate riu, quando Rio golpeou a mão de Ryan. Deus se sentia tão bem em rir. O tradicional relógio despertador começou a soar e Nate o alcançou, e lançou a maldita coisa através do quarto. Eles todos começaram a rir, quando o relógio quebrado seguia soando.

“Tempo para que consiga um digital, bebê.” Ryan remarcou.

“Como é. Se esqueça do relógio e pensa no que o pênis quer. Entrar em mim. Meu. Buraco.”

Rio rapidamente lubrificou seu eixo e posicionou a coroa justo no buraco de Nate. Antes de impulsionar-se dentro, procuro Ryan. “Com que parte quer jogar? Quer foder meu traseiro ou a boca de Nate?”

Ryan passou por detrás de Rio. “Sinto que está um pouco machucado. Será mais fácil se Nate tomar no café da manhã minha semente.”

Nate girou os olhos. Odiava quando seus homens discutiam sobre isso, sem lhe consultar. “Quem disse que quero tomar no café da manhã sua semente? Talvez queira tomar no café da manhã waffles.”

Rio deu outro suave impulso. Atirando pela janela qualquer possível protestou. Nate abriu sua boca para tomar o pré-sêmen de Ryan. “Alimente-me.”

 

“Oh, alguém ficou na cama esta manhã.” Carol disse quando Nate finalmente chegou ao escritório.

“Qual foi sua primeira pista? O fato de que tenha chegado com duas horas de atraso, ou que não posso caminhar, sem mostrar-me como um maldito vaqueiro?”

“Acima vaqueiro”, ela riu.

Nate não podia tirar o sorriso de seu rosto, enquanto caminhava para o bule de café. “Hei, Carol, poderia falar com Hearn por mim e perguntar se ele pode vir?”

“Com certeza, vaqueiro.”

Girando os olhos, levou seu café a mesa e se sentou cuidadosamente.

“Hearn diz que estará aqui, tão logo deixe Gracie na floricultura.” Carol gritou.

“Obrigado.”

Depois de falar com seus homens na noite anterior, Nate decidiu pedir ajuda, por muito que amasse seu orgulho, o amor de seus homens era maior e sabia que as coisas não podiam continuar como estavam.

Curiosamente a pessoa que sabia que podia lhe ajudar, era a pessoa que queria seu posto em primeiro lugar. Apenas que Nate sabia que Hearn não guardava rancor por perder a eleição.

De fato, Hearn lhe dito que ele tinha decidido candidatar-se mais por Tyler que por ele. Com o aumentou de suas tarefas como diretor de parques e recreação, Hearn estava mais feliz que nunca.

O telefone soou. “Atendo.” ele gritou.

“Sinta-se a vontade.” respondeu-lhe Carol

“Nate.” ele respondeu.

“Hei, sou eu Rance. Tenho más notícias.”

Nate fechou os olhos e inclinou sua cabeça contra o respaldo de sua cadeira. Merda. Até aí seu bom humor durou, más notícias sobre o gado do rodeio não era algo sobre o que estivesse preparado para ouvir.

“Que aconteceu?” finalmente perguntou.

“Não sei é muito tarde para mudar os programas do rodeio, mas o chefe disparou em ‘Zero Tolerance’.”

“Jesus! Que aconteceu? Foi atrás de Bo de novo?”

“Pior. Foi atrás de Bo, enquanto ele carregava Joey. E acredito que ambos sabemos como Shep é protetor com o bebê. Eu nunca o tinha visto tão zangado.”

“Eles estão bem?” Nate não queria pensar o que um touro daquele tamanho poderia fazer a um bebê.

“Eles estão bem. Joey até nem despertou.”

“Que bom.” Nate liberou um suspirou de alívio. “Pedirei a Carol que revise os programas, tem um substituto?” Nate estava ocupado dando Graças ao Senhor, quando Hearn entrou no escritório.

“Nós pensamos em uma nova aquisição, ‘Satan’s Bandit’.”

“OH diabos. Alegra-me não ser cowboy.”

Rance riu. “Não tenho certeza como vai estar na arena, mas ele não é a metade de mau que ‘Zero’ aqui no rancho.”

Nate sabia que esse não era seu assunto, mas tinha que saber “Bo está respirando mais tranqüilo, agora que Shep disparou a ‘Zero’?”

“Isso é o estranho. Bo parece mais zangado que ninguém. Se vivo cem anos não vou entender a estranha relação que os dois tinham.”

“Entendo-o. Bom, Hearn está aqui e será melhor que desligue. Diga a Shep que a mudança está bem para mim.”

“Farei isso. Obrigado, Nate.”

Nate desligou o telefone e começou a rir. “Shep disparou ao velho ‘Zero Tolerance’ por ver feio ao bebê Joey.”

Hearn assobiou. “Não precisa ser um gênio para saber quanto dinheiro vai custar ao Shep. Todos os touros do rodeio têm um alto seguro, mas a companhia não paga por mortes como essa.”

“Quer uma xícara de café?” Nate perguntou enchendo a sua.

“Não obrigado, Tyler limitou a duas ao dia e já acabei minha cota.”

“Queria saber se seu horário permitiria que você se encarregasse do baile. Acho que ainda há muitas coisas para arrumar, tem que trazer algumas coisas de Sheridan, e estou desesperadamente necessitando voluntários para que ajudem a decorar.”

“Com certeza. Já disse que pode contar comigo para te ajudar.”

“Eu sei, sinto-o que levei um tempo tirar minha cabeça de meu próprio umbigo.”

“Tyler me disse na manhã que as novas cestas que ordenou para todos os postes de luz da rua principal chegaram na sexta-feira. Posso contatar ao comitê de embelezamento e procurar os voluntários para pendurá-las.”

“Isso seria fantástico. A respeito das flores para as novas jardineiras? Vão estar também na sexta-feira?”

“Não tenho certeza, mas vou averiguar.”

Nate assentiu. “Precisamos arrumar também um bom cenário, mas esse não pode ser armado até esse dia, porque a rua principal tem que estar fechada.”

Nate continuou passando a lista em sua cabeça. “OH, o jardim da cerveja. Obtenha que Erico e Sean aceitassem trabalhar juntos este ano, espero que o jardim se pareça mais a um terraço exterior em lugar de apenas as mesas e fardos de palha com cordas entre as árvores.”

Com suas mãos fechadas e descansadas em seu peito, Hearn sorriu.

“O que?”

“É óbvio porque esteve tão resmungão ultimamente. Sei que quer que todo mundo notem e apreciem as mudanças que tem feito, mas sabe que não eram necessários. Verdade?”

Embora soubesse que Hearn não dizia como reprimenda, assim era como sentia. Trabalhou malditamente duro tentando fazer que a celebração dos dias de Cattle Valley fosse a melhor. Que isso tinha de mau?

“Ambos sabemos que eu não faço nada pela metade.” Nate respondeu. Disse-o como se o comentário não lhe tivesse incomodado.

“Isso é certo.” Hearn riu.

Nate não pôde evitar perguntar-se se havia ou não cometido um engano em pedir ajuda. Poderia os cidadãos tratá-lo como uma brincadeira? Simplesmente queria dar à cidade a melhor celebração dos dias de Cattle Valley que se viu. Talvez Hearn tivesse razão. Talvez ele estivesse se ultrapassando.

“Há algo mais?” Hearn perguntou.

“Uh, não, não que possa pensar. Se pudesse chamar os voluntários e pudessem pendurar as cestas e colocar as flores nas jardineiras, nós estaríamos bem até o dia do baile.”

Hearn assentiu e ficou de pé. “Vou cuidar disso. Por certo temos oito equipes inscritas para o torneio de beisebol.”

“Excelente. Vou ver ao menos um dos jogos de Ryan e Rio.”

“Muito mal que não possa jogar este ano.” Hearn disse em seu caminho à porta.

“Sei bem, estarei tentando com muitas coisas este ano.”

Disse adeus ao Hearn com um movimento de sua mão, levantou uma pasta em que tinha estado trabalhando. Bom, ele tinha que retornar ao trabalho. Mas sua mente não estava nisso. Esperou uns minutos antes de aventurar-se a entrar no escritório de Carol.

“Tenho algumas entrevistas?”

Carol viu a agenda no escritório. “Não.”

“Bom. Vou sair um momento. Se precisar de mim me chame ao celular.” Ele ia para a porta, mas se deteve e deu meia volta. “Merda. Quase esqueci. Pode telefonar ao impressor e ver se não for muito tarde para fazer algumas trocas no programa para o rodeio? ‘Zero Tolerance’ está fora e ‘Satan’s Bandit’ entrou.”

“Wow. Vai me dizer por que ou vai me deixar intrigada?”

Nate lhe piscou um olho e abriu a porta. “Direi-lhe isso quando retornar, assim me asseguro que ainda esteja aqui.”

“Mau, Senhor sabichão. Eu tenho um dedo no telefone, e não me assusta usá-lo.”

Nate riu. Carol era mais intrometida que ele. É provavelmente por isso que eles se levaram muito bem. “Se divirta.”

 

 

                                 Capítulo Quatro

 

Rio desligou seu telefone e o guardou em seu bolso. “Nate como de costume correndo e chegando tarde, mas vai estar aqui.”

Ryan assentiu e deu um gole a sua bebida. “Espero que esteja aqui antes que cheguem.”

Seus amigos de Nebraska tinham chegado ao ‘Tall Pines Lodge’ duas horas antes, mas tinham pedido tempo para um banho, antes do planejado churrasco. Rio abriu o refrigerador e guardou a salada de frutas que tinha feito.

Com suas mãos nos quadris tentou determinar se tudo estava preparado. Normalmente, Nate era o anfitrião para esse tipo de reuniões, mas com todos os preparativos de último minuto para a celebração, tinha encarregado a ele e Ryan.

Rio olhou para seu amante sentado em uma das cômodas cadeiras da cozinha. Então onde estava o trabalho de equipe. Sacudiu a cabeça começou a tirar os pratos e copos. Seria muito mais fácil tirar pratos e copos descartáveis, mas Rio sabia que Nate morreria se atendia a seus convidados dessa maneira.

O som do cascalho levantando lhes apontou que tinham chegado. Rio apareceu pela janela. “Eles estão aqui.” anuncio enquanto tirava o avental branco de cozinheiro.

Ryan baixou os pés da cadeira onde os tinha descansando e ficou de pé. Rio pegou sua mão e o puxou para a porta da frente. Eles parados no alpendre viram sete formosas pessoas descer de uma caminhonete negra Suburban.

Rawley e Jeb foram os primeiros em saudá-los.

“Hei, estranhos.” Rio saudou estreitando as mãos dos dois homens.

Quando Garron subiu os degraus do alpendre, ele golpeou a mão de Rio e o puxou a um abraço. “Senti saudades meninos.”

“Nós também.” Rio respondeu, deixando ir a Garron e puxando Sonny a seus braços. “Como é a vida vivendo com um homem da lei?”

“Você deve sabê-lo.” Sonny riu.

“Tem minhas condolências.”

Sonny se apartou e os gêmeos, Ryker e Ranger subiram ao alpendre com sua esposa Lilly entre eles.

Embora Rio não conhecesse bem Lilly ele a abraçou de igual maneira. “Encantado de que todos estejam aqui. Tenho certeza de que vêm cansados do caminho.”

Lilly riu. “Acredito que Garron e eu somos os únicos que não dormimos a maior parte da viagem. Estes meninos Good entram em um carro e é como se tivessem tomado uma pílula para dormir.”

“Pelo menos estivemos suficientemente acordados depois.” Ranger disse, lhe piscando um olho.

Lilly virou os olhos e o grupo inteiro entrou na casa.

“Então, onde está o bonito?” Garron perguntou enquanto se dirigiam ao pátio.

“Nate teve coisas de ultimo minuto. Deve estar aqui a qualquer minuto.” ouviu-se uma buzina, quando Rio acabava de falar. “Falando do diabo.”

“As coisas vão melhor para ele?” Garron perguntou.

Rio podia dizer pela expressão no rosto desse homem que ele obviamente tinha falado com Nate, em algum momento desde que ele pegou o posto de prefeito. A maneira como perguntou Garron lhe fez acreditar que Garron sabia algo que ele não.

“Ele finalmente pediu ajuda, mas ainda deixou muito para si mesmo. Nós veremos como serão as coisas depois da celebração.”

Garron foi o primeiro em receber Nate, quando ele entrou no pátio, separando-se de Rio deu Nate um grande abraço de urso. Embora Rio soubesse que eles eram amigos há vários anos, o homem estava reconhecendo uma nervura de ciúmes que o percorria.

Nate informalmente passou de pessoa a pessoa até que cumprimentou a todos. Nate ia se sentar em uma cadeira ao lado de Rio, mas ele o necessitava perto e o puxou ao seu colo e lhe deu um rápido beijo.

“Estou feliz de que esteja em casa.” murmurou-lhe ao ouvido de Nate.

“Estou feliz de estar em casa.” Nate olhou fixamente a Rio com esses formosos olhos café claro.

Uh OH, este pequeno homem quer algo. “Que?”

“Elliott Simms me chamou a caminho de casa. Ele pensou que tinha os ingressos para o rodeio de sábado, mas ele tirou da bolsa, quando foi ao supermercado comprar a ração do cão.”

“E?”

“Estava me perguntando se lhe daria seu lugar?”

“Posso ver o rodeio de qualquer outro lugar que não esteja sentado?”

“Sim. E com sua estatura não deveria ter problema de ver de qualquer maneira.”

Dando-lhe o passe, estaria todo o dia sob o sol, essa idéia não agradava muito a Rio, mas sabia que Nate não teria pedido a menos que realmente o necessitasse. “Claro. Apenas me diga onde encontrá-lo e entregarei.”

“Você é o melhor.” Nate disse antes de tomar a boca de Rio e fodê-la sexy e lentamente com sua língua.

Ryan limpou a garganta, recordando a Rio que não estava sozinho. Sabia que não estavam fazendo nada que seus amigos não tivessem visto antes, mas Ryan tinha prometido mostrar sua melhor conduta.

“Então o desfile é no sábado de manhã e depois o rodeio?” Ryker perguntou.

“Sim, mas os preliminares para o rodeio serão amanhã todo o dia, a prova de som no sábado. Então depois vem o grande baile na rua.” Nate informou ao grupo.

“Que mais há amanhã além do rodeio?” Jeb perguntou.

“Nós temos uma feira que vai durar vários dias, com barracas de bolos, de comida e o torneio de beisebol…” Nate se deteve. “Oh, Merda.”

“Que?” Rio perguntou esfregando as costas de Nate.

“Esqueci que você e Ryan estão no torneio de beisebol. Se chegarem às finais do sábado?”

Ryan negou com a cabeça. “Não lembra? Mudou as finais para domingo, porque interferiam com o desfile.”

Nate suspirou e se apoiou contra o peito de Rio. “Juro-te, estou perdendo minha mente.”

Aconchegado contra ele, Rio sentiu as vibrações do estômago de Nate grunhindo. “É esse meu sinal para acender o carvão”

“Se não te incomodar? Não comi nada todo o dia.”

“Não. Deixe-me me ir e começar.” Rio deu Nate um brincalhão aperto.

“Porque não me mostra os cavalos? Ouvi muito deles.” Garron perguntou a Nate.

“Claro.” Nate adicionou e se dirigiu ao estábulo com Garron lhe seguindo.

Rio se deteve na porta e viu os dois homens cruzar o campo. Desejava saber o que eles falariam.

 

Nate ligou o ventilador, no estábulo, quando eles entraram. O som do ventilador era tão alto que quase não se podiam ouvir, mas era agradável poder falar a sós com Garron. Seu velho amigo era a única pessoa ao que lhe confiou seus medos.

“Agora. Diga-me a verdade como vão as coisas.”

Nate se sentou em um fardo de feno e olhou seu amigo. “Bom, a organização vai bem desde que comecei a pedir ajuda, mas que vou fazer na próxima semana?”

“Levantar-se e ir trabalhar.”

“Para você é fácil falar. Você sabe como ser um xerife. Eu não sei nada de como ser um prefeito. Você me conhece, se fosse por mim cada empregado da cidade receberia um grande aumento. Mas agora eu estou na posição aonde tenho que me moderar e escolher, e isso não me dá.”

Nate passou os dedos por seu cabelo, apenas pensando melhorá-lo. Tinha um maldito bom cabelo todo o dia, então porque procurava a perfeição? “E não apenas os aumentos. É com tudo. Eu estou assustado de fazer algo errado, e assustado de tudo.”

“Acredito que precisa se relaxar e se dar menos atividade. Todo mundo sabe que é novo no trabalho. Duvido que esperem a perfeição. Além disso, eles votaram em você, porque acreditam em você.”

Nate enterrou seu rosto em suas mãos. Esse era exatamente o problema. “Eles votaram por mim porque agrado a eles, não porque esteja tão qualificado para o trabalho como Hearn. Isso foi mais que nada por popularidade, Bom agora que eles coroaram ao rei do baile, eu não sei que diabos fazer com a coroa.”

“Não foi amigo do anterior Prefeito?”

“Quade? Claro, mas ele está vivendo seu mais importante sonho. Ele não tem tempo para sustentar minha mão.”

“Como sabe, falou com ele?”

“Não.”

“Isso não é boa idéia. Diabos, o tipo pode mesmo te adular. Mas você está esgotado com o trabalho diário que tem que fazer.”

“Tem razão.” Nate suspirou. “Sinto saudades dos dias de estar com Rio no The Gym.”

“Agora está começando a soar como um menino mimado. Você fez juramento de servir à cidade. É seu dever como homem e membro da comunidade fazê-lo.”

Porque repentinamente Nate se sentia como se estivesse frente ao diretor de sua escola? Porque Garron tinha razão, ele estava atuando como um menino mimado. “Telefonarei para Quade na próxima semana e verei se ele pode me oferecer algumas sugestões.” ele aceitou.

Garron aplaudiu as costas de Nate tão forte que quase o atirou ao chão. “Bom homem.”

Nate ficou de pé sacudindo-a roupa. “Deixe-me te mostrar a nossos bebês em caso de que Rio pergunte durante o jantar.”

 

Depois do jantar Ryan sugeriu que eles fossem ao Grizzly Bar beber alguma coisa. Nate estava tão cansado que apenas podia manter-se em pé, Ryan lhe chamou à parte e lhe disse: “Se nossos amigos vêm à cidade para passar um tempo conosco, bem vale a pena perder algumas horas de sono.”

Nate não queria preocupar Rio se começava a discutir o ponto com Ryan e ele a contra gosto aceitou. Sentiu a mão de Rio em sua coxa e sorriu.

“Está bem?” Rio lhe murmurou ao ouvido.

Nate assentiu. “Um pouco cansado, mas bem.”

O formoso rosto de Rio se inclinou de lado. “Tem certeza, bebê? Porque tem círculos negros embaixo dos olhos.”

A última coisa que Nate queria ouvir é que seu sofrimento era visível. Olhou para Ryan quem estava contando uma história. Não tinha inveja de que seu amante desfrutasse estando com seus amigos. Nate desejava sentir-se bem para tomar uma bebida e passar um bom momento, apenas que isso não aconteceu.

Continuou recebendo desconfiados olhares de Garron durante toda a noite. Nate esperou que Rio não o notasse. Embora amasse seu grande amante mercenário, Rio podia ler nessa situação coisas que não eram, e o Senhor sabe que o homem é um amante ciumento. Um bocejo que não estava escondido saiu. Merda.

“Momento de retornar a casa.” Rio disse. Deu em Nate um suave beijo, antes de fazer gestos para Ryan.

Ryan se deteve meia historia e olhou para eles. “Que acontece?”

“Nós precisamos levar Nate a casa. O pobre pequeno apenas pode manter abertos os olhos.”

Ryan olhou ao redor da mesa e finalmente assentiu. “Está bem. Deixe-me despedir e vamos.”

Nate deu a cada um grande abraço de despedida, explicando que veria a todos no dia seguinte na cidade.

Quando foi a vez de Garron, seu amigo se aproximou de seu ouvido e murmurou. “Fala com seu homem. Rio me lançou alguns olhares assassinos toda à noite.”

Nate assentiu e deu um passo atrás, girou-se para Rio e lhe deu a mão. Rio o guiou para a porta ao interior do vestíbulo do ‘Tall Pines Lodge’. Eles esperaram um momento, mas Ryan não aparecia.

“Vou golpear seu traseiro.” Rio grunhiu.

Nate sentou-se em um dos confortáveis assentos de couro e esperou. Lutava por manter os olhos abertos, mas finalmente perdeu a batalha.

“Acorda bebê.”

Nate abriu seus olhos, quando uns fortes braços o levantavam da cadeira. “Sinto muito.” ele murmurou, aconchegando-se contra o peito de Rio.

“Não é sua culpa.”

Nate podia estar malditamente perto de dormir de novo, mas ouviu a ira no tom de voz de seu gentil gigante. Uh OH.

“Posso caminhar.” Nate tentou descer suas pernas, mas Rio o apanhou para ele.

“Você fica onde está e eu cuidarei de você.”

“O problema é comigo?” Ryan perguntou.

“Sim, acho que é. Disse-te faz quarenta minutos que era tempo de que fôssemos daqui.” Rio ladrou.

“Lilly queria me mostrar às fotos de suas bodas. Que se supunha que fizesse?” Ryan perguntou.

Embora acordado, Nate mantinha os olhos fechados. Essa não era uma discussão em que queria participar. Ouviu a porta da caminhonete, antes de ser depositado no centro dos bancos.

A porta se fechou, e Rio fechou o cinto de segurança e o puxou fazia para ele. “Apenas descansa sua cabeça em meu ombro.”

“Não discuta.” murmurou-lhe ao ouvido de Rio.

Rio tentou de lhe dar seu melhor sorriso. “Está bem, bebê.”

A porta do condutor se abriu e Ryan subiu. Antes de ligar a caminhonete, ele embalou a bochecha de Nate. “Sinto muito. Acho que estava me divertindo, e eu... Sinto muito.”

“Não há nada de ruim em um pouco de diversão, se quiser me deixar em casa e retornar, por mim está tudo bem.”

“Nós temos um grande fim de semana diante de nós. Esse foi um grande momento, mas haverá outros.” Ryan retirou sua mão e ligou a caminhonete.

O caminho da descida da montanha pareceu mais curto do usual. Teria adormecido de novo? Embora Ryan e Rio tivessem seus braços ao redor dele, Nate insistiu entrar na casa caminhando com seus próprios pés.

Seus amantes lhe ajudaram a despir-se e antes de dar-se conta ele estava adormecido, entre os formosos corpos de Rio e Ryan.

 

Nate caminhava pela rua principal, assombrado do que via ou o que não via. Onde está todo mundo? Cattle Valley parecia uma cidade fantasma. As cestas que tinham sido penduradas nos postes na semana anterior seguiam aí, mais estavam sujas.

Enxergou Jay fora de seu apartamento e correu para ele. “Onde está todo mundo?”

Jay se burlava dele e deu um passo para trás. “Eles foram ao festival de Sheridan.”

“Que? Por quê? Nós vamos ter uma grande celebração aqui.”

Jay bufou. “Sim. Uma pouco convincente celebração. Eram muito melhores quando Quade estava no cargo. Nós não estaríamos correndo ao redor, como uma galinha sem cabeça. Não há maneira que queiramos confiar outro fim de semana a você. Assim saia daqui, homem.”

“Não espera! Por favor, não vá!” ele gritou.

“Nate. Nate acorda”.

Nate abriu os olhos e viu o rosto de Ryan. Graças a Deus.

“Pesadelo?” Rio perguntou.

Ele assentiu. “Ninguém vinha. Tanto trabalho e não havia ninguém na celebração.” Ele não divulgou o resto, embora as palavras de Garron continuassem perseguindo-o.

“Vai estar genial, bebê. Tudo o que toca o faz fantástico.” Rio tentou confortar Nate com beijos em seu pescoço e peito.

Nate enterrou seus dedos no grosso cabelo de Rio e o dirigiu mais para o sul. Podia estar muito cansado para foder, mas ele nunca tinha rechaçado uma mamada em sua vida. “E se tudo sair errado?”

Rio levantou sua cabeça. “Eu tenho feito isto por anos. Acredite-me nada vai sair errado.”

Nate riu e agarrou um punho dos negros cachos em sua mão. “Eu estou falando do fim de semana e você sabe.”

“Este fim de semana pode cuidar-se sozinho. Agora me deixe cuidar de você.” Rio disse.

“Quer dizer, que nós cuidaremos dele.” Ryan adicionou unindo-se a Rio na virilha de Nate.

Nate abriu suas coxas para acomodar aos dois homens. Tentava de concentrar-se no prazer que ambas as línguas estavam lhe dando em suas bolas e seu pênis, mas sua lista de pendentes não o deixavam desfrutá-lo verdadeiramente.

“Mordam-me.” Nate repentinamente ordenou.

Ambos os homens se detiveram e o viram.

“Que diz?” Ryan perguntou.

“Mordam-me. Tirem tudo de minha cabeça. Por favor. Apenas por uma noite.”

Ryan foi o primeiro em enterrar seus dentes em sua carne. Seu amante escolheu o interior da coxa ao lado de suas bolas. Os pêlos no corpo de Nate estavam arrepiados. Porra. “De novo.” Podia detectar os murmúrios entre os dois homens em sua virilha, mas não podia saber o que estavam dizendo. “Uh… meninos?”

Rio rosnou seu descontentamento, mas Ryan mordeu de novo. Em vez de unir-se, Rio escolheu tragar o pênis de Nate até a raiz.

A dual sensação de prazer e dor estava funcionando. Nate plantou os talões no colchão e se empurrou para a boca de Rio, enquanto Ryan continuava assaltando-o com seus dentes. Nate sabia que ele ia ter um diabo de hematomas, mas não planejava que o vissem mais que os homens em sua cama, por isso não se preocuparia com isso.

Rio enganchou em seu braço o joelho de Nate e levantou a perna de Nate da cama. Ele quase protestou quando sentiu os dentes de Ryan raspar ao redor de seu buraco.

“Porra!” Nate gritou quando disparou na garganta de Rio. Ofegando olhou para seus amantes. Depois de ordenhar as bolas de Nate e deixá-lo seco, Rio começou a beijar Ryan, os dois homens compartilharam sua semente entre eles.

“Maldição, isso é quente.” Nate disse quando lhe escapou um bocejo.

Ainda beijando-se, Rio e Ryan se moveram juntos com o passar do corpo de Nate. Sem dizer uma palavra, as bocas dos dois homens desceram para Nate. Ele não se preocupou de que não dissessem nada, provar sua própria semente era tão sexy como foder. O intercâmbio finalmente terminou e Rio puxou Nate a seu peito. “Dorme bebê.”

Nate bocejou. “E vocês dois?”

Ryan negou com a cabeça. “Isto foi para você.”

Nate alcançou a ereção de ambos com a mão. “Vocês estão me dizendo que vão deixar desperdiçar isto?”

“Nós podemos deixá-lo para o café da manhã. O mais importante é que saiba que te amamos. Agora dorme e pensa nisso em vez da celebração.” Rio o abraçou e Nate se aconchegou em seu peito e suspirou. “Amo aos dois.”

Sabia que ele ainda precisava confessar a verdade a seus homens, mas isso podia esperar para depois.

 

 

                                     Capítulo Cinco

 

“Deixe-me provar.” Nate rogou.

Rio levantou as sobrancelhas e olhou para o pequeno homem. “Que quer que lhe dê?”

“Quero tudo.” Nate respondeu.

“Tudo?”

Nate lambeu os lábios. “Tudo, todo o tempo.”

“Vai estragar seu jantar.”

“Está bem. Eu só tomei o café da manhã.” Nate riu.

Tinha passado muito tempo desde que Rio viu Nate tão despreocupado. Não tinha certeza se seu homem se deu conta que a celebração dos dias de Cattle Valley já estava fora de seu controle ou o que, mas Rio amava isso. Relutantemente ele se aproximou. “Apenas lambidas não mordidas.”

Nate girou os olhos e pegou a cintura de Rio, levando o sorvete a sua boca. Enroscou a linda língua rosa na doce nata e gemeu, “Necessito um desses.”.

“Consiga você mesmo.”

“Não posso. Tenho que ir vender os ingressos da rifa. Comprou alguns?”

“Sim, apenas porque você me disse. Embora que vou fazer com um ciclomotor[5] se ganhar.”

“Isso não é o importante. O importante é arrecadar dinheiro para o orfanato, onde Gracie morava antes que chegasse aqui.” Nate chocou os quadris de Rio. “Mas pode ganhar a viagem ao Havaí.”

“Você e eu.”

Nate finalmente liberou o sorvete de Rio e ficou nas pontas dos pés para beijar os lábios de Rio. “A que horas é o próximo jogo?”

“Cinco.”

“Está bem. Sinto muito, perdi o primeiro, apenas que com a confusão não pude tomar o ônibus de volta.”

“Está bem. Você faça o que tenha de fazer e nós estaremos por perto.” Bom ao menos, ele ia estar por perto. Ryan tinha se ido de novo. Rio não tinha certeza se era por negócios, ou a tomar uns goles com seus amigos.

Deu em Nate um último beijo antes que seu amante se afastasse correndo. Rio pegou seu sorvete e encontrou uma sombra debaixo de uma árvore.

Enxergou Mario e lhe fez um gesto com a mão. “Ganhou?”

Mario negou com a cabeça e sentou-se a lado de Rio. “Perdi sete a cinco. Que tal você?”

“Nós ganhamos.”

“Felicitações, velho.” Mario brincou, golpeando o braço de Rio.

Alguma coisa ao longe apanhou a atenção de Mario e imediatamente ficou de pé sorrindo. Rio olhou sobre ele dando-se conta que não era uma coisa era alguém.

“Vejo que Asa retornou à cidade.”

Mario assentiu não perdeu tempo em evitar os rumores ao olhar fixamente ao play boy milionário. Asa estava malditamente bem com uns jeans azuis e uma camiseta pólo vermelha o escuro cabelo do homem perfeitamente em seu lugar, apesar do dia quente de verão.

“Vai falar com ele.”

Mario negou com a cabeça. “Ele está rodeado por sua corte, eu não posso lhe falar, olhe quantos aduladores estão sobre ele.”

A multidão rodeava Asa como se fosse alguém que necessitasse adulação. Rio viu quando Asa enxergou Mario. Os dois homens se olharam um momento, antes que Asa retornasse sua atenção ao grupo de jovens aduladores.

Rio queria dizer ao Mario que fosse e o reclamasse como dele, mas quem era ele para dar conselhos de relações? Diabos, ele não sabia se de um dia para outro sua própria casa seguiria com vida.

Mario ficou de pé. “Vou ver o resto da feira, quer vir?”

Queria? Não, não realmente, mas queria ser um amigo para Mario. “Claro.”

 

“Então o que acontece com você ultimamente?” Sonny perguntou.

Ryan continuava olhando a crescente multidão. Voltou ao seu escritório depois do jogo de beisebol e vestiu seus jeans e sua camisa do uniforme. Outras duas horas na rua patrulhando e retornaria ao escritório a trocar-se de novo para o jogo de beisebol da tarde.

“Que quer dizer?”

“Nada mais além de que parece estar distante.”

“Só estou tentando me assegurar que o dia transcorra sem tropeços.”

“Isso não é ao que me referia e você sabe. Eu estou falando a respeito de você, Rio e Nate. Acontece algo entre vocês?”

Ryan se girou para seu suspicaz amigo. “Tem bom olfato para estas coisas, não é assim?”

Sonny se encolheu de ombros. “Não perguntaria se você não me importasse com eles.”

Ryan sabia que o homem dizia a verdade. Desde seu disparo, Sonny tinha se convertido na pessoa mais genuína que ele conhecia. “Eu não sei. Apenas cansado de chegar ser o segundo, cansado de ver Rio apático porque sente falta de Nate, cansado de discutir.” Sentiu suas mandíbulas esticar-se. Ele estava admitindo ante Sonny o que não havia dito a ninguém. “Cansado de não começar uma mudança, acho.”

“Uma mudança?” Sonny perguntou.

Ryan se encolheu de ombros. Diabos. Falava com um estúpido até mesmo para seus próprios ouvidos, mas assim era como se sentia. “Antes que Nate ganhasse as eleições, eu me sentia o cão grande em nossa relação. Agora essa posição cabe a Nate, e não tenho certeza de saber lidar com isso.”

“Porque desfrutava sendo o cão grande? Estou confuso.”

“Eu não estou dizendo que eu o desfrutasse, digo que eles o faziam. Agora quando eles me vêem não me respeitam, eu nunca tive enquanto crescia e admito que eu gostava disso.”

Sonny pegou a mão de Ryan. “Acredita que Nate e Rio pensam menos de você agora?”

“Não. Eu não estou dizendo isso. Talvez eu seja o único que se sente... menos.”

“Então é algo no que precisa trabalhar e tirar fora de si mesmo. Mas se pensa que há algo que Rio e Nate estão pensando sobre a maneira em que eles lhe vêem, precisa falar com eles.”

“Difícil fazê-lo como Nate se sentiu estes dias. Ele esteve malditamente ocupado. Quero dizer, posso com isso, a sério posso, apenas que ele faz mais difícil. E Rio se encerra em si mesmo se provocar a mais leve discussão, eu não posso falar com ele a respeito disto.”

Sonny lhe deu uma cotovelada assinalando Ryan para um lado. “Aí está Rio. Porque não tenta falar com ele? Talvez ele se sinta da mesma maneira. O que vocês três têm é mais importante que o orgulho ou os mal-entendidos. Você seria um imbecil se isso foder tudo, porque não quer ter nenhuma possibilidade de uma briga.”

Ryan suspirou. Maldição. Sabia que ele deveria correr, quando enxergou Sonny dirigir-se para ele. O homem tinha muita sensatez. Parecia que tinha a estranha capacidade de tomar as coisas mais complicadas e as quebrar até tirar o mínimo múltiplo comum.

Pegou a mão de Sonny e a estreitou, antes de caminhar para seu par. “Pode me dar um segundo?” disse a Rio.

Rio se deteve considerando ao Mario. “Posso te alcançar depois?”

Mario olhou para Ryan e assentiu. “Estarei pelos arredores.”

Rio apontou um ponto vazio na grama. “Quer ser o policial que me ponha as algemas?”

O que Ryan queria falar preferiria tratá-lo em privado. “Que tal retornarmos ao meu escritório?”

O grande corpo de Rio ficou tenso. “Está bem.”

Ryan tirou o rádio do clipe de seu cinturão. “Roy?”

“Sim.” a profunda voz no rádio respondeu.

“Vou tomar um descanso. Tudo parece estar bem.”

“Está bem, ficarei de olhos abertos.”

“Obrigado.” Ryan deixou de novo o rádio em seu clipe e pegou a mão de Rio. “Comeu?”

Rio assentiu “Compartilhei um sorvete com Nate faz um momento.”.

Pelo menos seu amante tinha algo em seu estômago se por acaso tinha que vomitar. Isso recordou Ryan. “Foi ver o doutor?”

Rio negou com a cabeça. Não disse nada até que chegaram ao escritório de Ryan. “É o sistema nervoso.”

Ryan guiou Rio para o sofá e o puxou para ele. “Eu não te vi nervoso antes, e você nunca foi nervoso. O que está diferente agora?”

Rio secou o suor de sua testa. “Eu não posso lidar com as brigas entre vocês dois. Isso me assusta.”

Ryan não sabia se tinha ouvido Rio admitir que algo o assustasse. “O que te assusta?”

“Pensar que vocês dois decidam separar-se. E que me peçam para escolher” Rio respondeu.

A angústia na voz de Rio combinada com as lágrimas que enchiam seus olhos quebrou o coração de Ryan. Envolveu seus braços ao redor do homem que amava. “Nós só discutimos rude. Isso é tudo. Eu amo Nate com toda minha alma. Porque pensa que faríamos que você escolhesse entre nós dois?”

“O juiz me fez escolher.” Rio murmurou enquanto secava seus olhos.

“Qual juiz? Quando?”

“Quando meus pais se separaram. Meu pai tinha dinheiro, e ele apanhou minha mãe em um namorico. Eles foram ao juiz, porque ambos me queriam com eles. Então o juiz me levou ao seu escritório e me perguntou com quem queria viver, disse-lhe que com meu pai, não é que não quisesse a minha mãe, mas sabia que se escolhesse a ela, meu pai poderia fazer de nossas vidas um inferno.”

Ryan sabia que a mãe de Rio tinha morrido quando ele era jovem. Perguntava-se...

“Ela se suicidou um mês depois.” Rio olhava fixamente Ryan. “Vê porque eu não posso escolher?”

Quanto tempo conhecia Rio? Como era possível que não soubesse isto? Repentinamente seus sentimentos eram insignificantes em comparação. Puxou Rio a um beijo, empurrando sua língua profundamente na boca de seu amante. “Amo-te. A família que tenho com você e com Nate significa mais para mim do que qualquer coisa.”

“Sério?”

Ryan assentiu. “Eu atuei como um idiota ultimamente porque estive apanhado em auto-compaixão. Sabe...” Ryan beijou o caminho dos lábios à orelha de Rio. “Não tinha me dado conta do muito que me afetou, quando Nate ganhou a eleição.”

Rio se retirou um pouco. “Ele não disse nada, mas acredito que Nate se sente da mesma maneira. Acredito que é por isso todos esses pesadelos, e trabalhar até quase matar-se.”

“Pensa que seja isso?” Ryan perguntou.

“Sim, penso. Realmente não tinha me dado conta até seu ultimo pesadelo, mas sim, acredito que estou certo. Eu mesmo considerei vender o The Gym ao Mario.”

“O The Gym? Por quê? Você adora aquele lugar.” Maldição eles tinham uma bagunça do caralho para resolver.

“Adorava. Agora, toda a vez que entro e não vejo Nate e seu tolo sorriso, deprimo-me. Não é o mesmo e odeio isso.”

“Poderia fazer um novo trabalho para mudar todos esses sentimentos feridos?” Ryan subiu os pés ao sofá e puxou Rio para que se deitasse junto a ele. “Podemos apenas nos abraçar por um instante? Eu deveria retornar lá para fora, mas necessito isto mais que qualquer outra coisa, agora.”

“Você pode me abraçar para sempre.”

“Quero fazer isso sempre.”

 

Nate correu sobre a grama para o campo de beisebol. Ele tinha presenciando as competições preliminares do rodeio, e perdeu tempo no caminho. Merda. Ele esperava ver ao menos a ultima metade do jogo.

Os Goods e suas famílias estavam desfrutando de uma das muitas sombras das árvores que havia ao redor. Nate se deteve e pôs suas mãos em seus joelhos. “O que perdi?” disse.

Ryker olhou para a manta em que Ranger e Lilly estavam deitados. “Eles vão à parte alta da sétima.”

“Merda. Eles vão matar-me. Prometi a eles estar aqui.”

“E está”. Garron disse assinalando a cadeira vazia. “Sente-se e desfruta de alguns minutos.”

Nate sentou-se. “Felizmente. Isto é o último item em minha lista do dia.”

“Bom, nós não temos feito nada comparado a isso, claro, mas nós passamos um momento fantástico. Deve se sentir orgulhoso.”

As palavras de Rawley o impactaram. Não sabia que o inflexível homem soubesse elogiar.

“Obrigado, depois da limpeza no domingo, eu pretendo dormir uma semana.”

“Talvez devesse tirar férias.” Jeb adicionou à conversação.

“Somente se posso brigar pela viagem ao Hawai, longe do Guy. Diabos ele não parece necessitar uma viagem grátis. Tem mais dinheiro que a maioria que conheço.”

Garron começou a rir. “Faça isso menino preparado. Somente ajusta seu orçamento e leve a sua família às ilhas por algumas semanas.”

Nate ficou de boca aberta. Ele estava acostumado a procurar a maneira como a cidade pudesse economizar dinheiro, e completamente tinha esquecido que tinha um montão próprio. Porra. “Posso fazer isso.”

“Talvez possa ver o Quade, enquanto esteja lá.” Garron particularizou.

“Sim, talvez.”

A multidão começou a ovacionar e Nate ficou de pé. “Que perdi?”

“Esse o numero trinta e dois acaba de conectar um honme run.” Ranger lhe disse. “Lindo traseiro com certeza.”

Nate sorriu. “Esse é Hearn, e tem razão tem um malditamente bom traseiro.” Viu Hearn cruzar a base e correr para perto de Tyler e Gracie e dar um beijo em cada um. Nate tentou imaginar Hearn como prefeito. Hearn permitiria que o estresse do trabalho interferisse com sua família? Não.

“Prefeito Gills?” uma suave voz falou atrás dele.

Nate sorriu ao olhar sobre seu ombro. “Jay, quantas vezes te disse que me chame de Nate?”

Jay se ruborizou e abaixou o olhar. “Várias. Eu… um, queria te apresentar a alguém.”

Nate notou um magro jovem atrás de Jay. Ficou em pé e apontou para uma área sombreada anexa. Ofereceu a mão ao menino. “Eu sou Nate Gills, e você é…”

“Ethan. Ethan Drake.”

“Ethan é meu amigo da casa. Pegou o ônibus de DC para me surpreender.”

Nate imediatamente ficou em alerta. Perguntava-se se esse era o criminoso que tinha perseguido e ferido Jay. Estudou Jay por uns momentos, mas não pôde ver nenhum comportamento estranho. “É seu ex?”

Jay normalmente de pele branca, ficou até mais pálido. “Não! Até onde sei Randy ainda não sabe onde estou. Ethan acostumava trabalhar de voluntário no hotel. Ele trabalhava como empregado em um escritório de assistência familiar do governo.” Jay girou-se para Ethan. “Diga-lhe.”

Ethan parecia até mais tímido que Jay, mas o jovem finalmente falou. “Estava ali quando chegou um tipo gritando a respeito de como nós tínhamos tomado a sua família. Eu estava no escritório da recepção, enquanto a recepcionista estava descansando. O tipo, Jim, pensava que eu podia lhe dizer onde estavam. Desde que nós tratamos de violência familiar, sabemos que de maneira nenhuma podemos dar qualquer informação, mas ele me pegou pela camisa. Disse-me que se eu não lhe dissesse, ele faria que eu lamentasse.”

“Foi à polícia?”

Ethan assentiu. “Apresentei uma queixa. A polícia não podia ir à casa do tipo, porque não tinham provas.” Ethan respirou profundamente. “Eu somente o vi duas vezes após, mas penso que em uma noite ele me seguiu até minha casa. Quando saía do trabalho, a manhã seguinte eu encontrei meu gato morto no corredor fora do apartamento. Eu sei que a polícia não pode fazer nada, entrei em pânico. Corri e retirei o dinheiro que tinha e tomei o ônibus que me trouxe até aqui.”

“Eu lhe disse que aqui todo mundo era agradável. Espero que esteja tudo bem?” Uma vez mais Jay se via preocupado.

“Está bem. Telefonou à polícia de DC e contou o que aconteceu ao seu gato?”

Ethan assentiu. “Telefonei antes de tomar o ônibus. Disse-lhes que me mudava prá cá.”

Nate assentiu. “Tem onde ficar?”

“Jay diz que posso dormir em seu sofá até que encontre um lugar.”

Com sua mão protegendo do sol, Nate olhou para a multidão. “Vêem comigo.”

Sentado no último lugar da arquibancada estava Kyle. “Hei, posso falar com você?” Nate perguntou, sentando-se ao lado de seu amigo.

“Claro. Sobre o que é?”

“Seu assistente já encontrou casa?”

“Sim. Ele se mudou faz dois meses, por quê?” Kyle perguntou.

Nate apontou para Ethan, quem estava parado com o Jay. “Um amigo de Jay veio à cidade. Ele necessita um lugar barato onde ficar, eu não conheço pessoalmente ao menino, mas Jay o tem em boa estima. Acho que desde que trabalhou como voluntário no hotel onde vivia Jay.”

“Isso é suficientemente bom para mim. Embora eu precise de uns dias para bloquear a porta do elevador. Não é que não confiei no menino, mas eu não gostaria que alguém que não trabalhe para mim tenha acesso à padaria.”

“Posso entender isso. Quanto tempo precisa, uma semana?”

Kyle assentiu. “Uma semana me parece bem. Diga-lhe que vá na segunda-feira à padaria perto das dez. Darei-lhe as chaves e poderá vê-lo.”

Nate deu um apertão no ombro de Kyle. “Obrigado.”

Kyle se encolheu de ombros. “Não me agradeça. Para isto que está cidade serve.”

As palavras foram como um golpe no estômago para Nate. Kyle lhe recordava a razão pela que ele e seus companheiros se mudaram a Cattle Valley em primeiro lugar. “Sim. Tem toda a razão a respeito disso.”

Depois de contar sua conversação com o Kyle ao Jay e ao Ethan, ele retornou com seus amigos.

Garron sacudiu sua cabeça quando chegou Nate. “Perdeu isso. Eles estão a um out de perder o jogo.”

“Merda.”

“Pelo menos eles sabem que está aqui. Eu enxerguei Rio te olhando faz um instante.”

“Um bom olhar ou um mau olhar?” Nate perguntou.

Garron riu. “Depende do que chame bom. Parece que vi um vulto na frente de suas calças, umas duas vezes.”

Nate sorriu. “Oh, bom.”

Viu Ryan em seu turno ao bat. Pelo menos ele ia ver um de seus homens em ação. O golpe no bat soou perfeito. Nate observou como a pequena e branca bola fazia um arco no céu.

“Maldição.” Ranger amaldiçoou antes que a bola começasse a cair. Ranger devia saber um demônio mais que Nate, porque um momento depois, Matt Jeffries apanhou a bola. Uma mescla de gemidos e gritos de alegria chegou da multidão de aficionados.

Nate se girou e dobrou a cadeira, antes de apoiá-la contra a árvore.

Respirou profundamente várias vezes e esperou. Depois de estreitar a mão da equipe adversária, duas muito sujas e suarentas mãos chegaram a ele e eles nunca estiveram mais formosos. Sabia que era costume ir a O’Brien’s depois do jogo, mas Nate se perguntava se podia falar com seus homens a caminho de casa. Talvez uma noite de sexo quente.

“Sinto que perdessem.” deu um beijo de conforto a Rio e Ryan.

“Está bem. Isso apenas quer dizer que estaremos mais tranqüilos no domingo.” Ryan disse.

Nate mordeu o lábio. Esse não era o momento de trazer que ele tinha que ajudar com a limpeza no domingo. Esperaria até depois da noite de libertinagem que tinha planejado.

“Vocês meninos vão a O’Brien’s?” Rawley perguntou.

“Sim. Uma agradável cerveja gelada, soa perfeito.” Ryan respondeu.

Todo mundo começou a recolher as mantas e cadeiras e as levar a caçamba da caminhonete de Rio. Logo que eles se sentaram no assento da caminhonete, Nate pôs sua mão no pênis de ambos os homens.

“Se incomodariam se tomarmos duas cervejas e vamos cedo? Eu me sinto excepcionalmente brincalhão por alguma razão.” Terminou sua declaração procurando o crescente vulto embaixo de suas mãos.

“Maldição, bebê. Talvez devêssemos passar pelo The Gym e tomar um tempo, antes de nos dirigir ao bar.” Rio gemeu.

Nate deu um apertão extra ao pênis de Rio. “Toma o caminho mais comprido para a cidade.”

Antes que Rio saísse do estacionamento, Nate tinha baixado o zíper das calças de seu uniforme e movido sua cueca a um lado. Pressionou seus lábios na coroa de seu amante e estendeu o sabor do pré-sêmen sobre eles.

Quando ele lentamente tragava a longitude de Rio, Nate sentiu os dedos de Ryan pressionar a costura de seus jeans. A caminhonete fez um pequeno giro e ele ouviu Ryan dizer a Rio que se dirigisse ao estacionamento do The Gym.

Nate sorriu ao redor do grosso pênis estirando seus lábios. Tinha passado muito tempo desde que eles tinham tido ‘uma suja merda na caminhonete’ como chamava Ryan.

Uma volta dura de Rio e Nate golpeou a cabeça no volante. Levantou-se por ar, “Se fizer isso novamente vai atrair os policiais. Poderia ser perfeito, um comerciante da cidade, o xerife e o prefeito detidos por conduta lasciva”.

Rio pôs sua mão na parte detrás da cabeça de Nate e a guiou de novo para baixo. “Você me deixe conduzir, você tem coisas mais importantes que fazer.”

Um ligeiro salto quando Rio entrou no estacionamento, em segundos a caminhonete estava estacionada e o assento empurrado para trás. Embora já tivesse passado um tempo desde que o tinham feito, Nate sabia exatamente que fazer, ajudou Ryan a baixar seus jeans e seus joelhos subiram para seu peito.

O som do porta-luvas abrindo-se indicou que Ryan estava procurando o lubrificante. Enredava sua língua ao redor da cabeça do pênis de Rio e se levantou para tomar ar, “Necessito-te, Xerife.”

“Terá-me. Acredito que todos nós o fazemos.” Ryan disse enquanto colocava uma generosa quantidade de lubrificante no buraco de Nate. “Não vou te estirar quero que sinta meu pênis todo o dia de amanhã.”

Ryan se ajoelhou atrás de Nate, entre a porta e o traseiro de Nate. Então foi quando a grossa e bulbosa cabeça tocou seu buraco, Santa Merda. Ryan realmente não ia estirá-lo.

Nate envolveu suas mãos ao redor da base do pênis de Rio. Se ele se empurrasse para diante encontrando com Ryan não queria engasgar-se com o pênis de Rio. A sensação parecia que lhe lambia uma corrente elétrica, quando Ryan pressionou o caminho para seu interior. Nate não podia decidir se gostava da sensação ou não. Uma coisa tinha certeza definitivamente o sentiria por dias.

Uma vez que Ryan esteve totalmente dentro, Nate começou a dedicar-se ao pênis de Rio uma vez mais. Passou seus dedos atrás dele para pegar um pouco do excesso de lubrificante. Maldição. Ryan devia pensar que era um novato com todo o lubrificante que verteu ali atrás.

Enquanto chupava o grosso pênis de Rio, ele trabalhava no buraco de seu amante. Com cada empurrão dos quadris de Ryan, Nate tomava mais profundo a Rio. Sem poder dizer a Ryan o bom dessa merda, Nate só gemia e se queixava forte, quando começou a apreciá-lo em grande medida.

Em um momento os sons dos golpes na pele e os gemidos de êxtase eram tão fortes no interior da caminhonete, que Nate quase tampou os ouvidos. Sim. Isso é exatamente o que ele esperava de uma ‘suja merda na caminhonete’.

Rio foi o primeiro a gozar, Quando Nate introduziu seu terceiro dedo dentro do buraco de Rio, este paralisou contra a porta do condutor, Nate envolveu sua mão ao redor de sua própria ereção. Deu a Ryan toda sua atenção, enquanto seu amante se impulsionava para frente e para trás.

Quando sentiu o polegar de Rio pressionando contra a abertura em sua coroa, ele estava completamente perdido, orvalhou o assento e as mãos com sua branca e pegajosa nata.

“Merda. Merda. Oh, Porra vou gozar.” Ryan gritou.

Nate sentiu o corpo de Ryan estremecer-se atrás dele, quando esvaziou sua semente.

Não foi até que recuperou o fôlego que Nate notou o entristecedor aroma de sêmen na cabine. Embora o ar condicionado estivesse ligado ao máximo Nate subiu ao colo de Rio e abriu a janela.

Caiu contra as coxas de Rio e desejava mais que tudo uma boa noite de sono. O celular de Rio despertou um momento mais tarde.

“Olá?”

“OH, Sim. Nós estaremos aí. Não. Não. Nós apenas saímos do caminho um pouco. Está bem, vemo-nos então.” Rio passou sua mão pela mandíbula de Nate. “Eles queriam saber onde estávamos”

Nate abriu os olhos e se sentou. Tinha certeza que todos cheiravam a sexo. “Deixe-me limpar um pouco primeiro.”

“Parece-me um bom plano.” Rio adicionou.

Ryan grunhiu quando subiu suas calças de beisebol.

“Duas cervejas, certo? Então podemos ir.” Nate perguntou, para assegurar-se que eles estavam no mesmo.

“Sim. Se nós tomarmos duas juntos.” Ryan lhe um olho e abriu a porta do passageiro.

Nate começou a idear um plano para levar seus quentes amantes mais cedo. Deveria ser o suficientemente duro, era um profissional quanto à paquera.

 

“Então, não monta touros este ano, huh?” Rio perguntou a Jeremy Lovell. Antes que o pudesse responder, Nate uma vez mais passou sua mão por dentro de sua coxa. Rio apertou as pernas juntas apanhando à tormentosa mão.

Jeremy riu e negou com a cabeça. “Não. Eu encontrei coisas melhor que fazer para subir a adrenalina que montar um bom touro.”

Rio viu o olhar que Jeremy dava a Shep. Sim. Sabia o que era isso. Houve um momento que ele não podia imaginar nada mais excitante que estar na selva protegendo a seus clientes. Agora tinha toda a excitação que um homem podia necessitar. “Entendo-o.”

Terminou sua cerveja e serviu outra da jarra entre ele e Nate. Golpeou com seu ombro Nate. “Melhor beber.”

Um sonolento Nate pegou a quente cerveja de seu copo, antes de servir-se mais. “Sabe que tenho que sair da casa às cinco, verdade?”

Rio olhou o grande relógio da Coca-cola na parede. Mesmo se fossem nos seguintes minutos, Nate só teria cinco horas de sono. Do outro lado de Nate estava Ryan conversando sobre tatuagens com Kade. Inclinou-se e murmurou ao ouvido Nate “Porque não dá a Ryan o mesmo tratamento que estava me dando? Isso acenderia o fogo debaixo de seu traseiro.”

“Ou em minha virilha.” Nate disse com um sorriso.

Rio se girou de novo para Shep. “Ouvi que teve problemas a semana passada no rancho.”

Shep sacudiu a cabeça. “Sim. Eu ainda não posso acreditar o que fiz.”

“Deveria tê-lo visto. Parecia um homem possuído.” Jeremy riu.

“Deveria apenas vender o filho de cadela.” Shep olhava para Jeremy. “Que posso dizer, eu sou um homem que só rege pela paixão, e naquele instante minha paixão era ver ‘Zero’ morto e enterrado”.

Alguém tocava a parte detrás da cabeça de Rio. Se girou preparado para uma briga, e se encontro cara a cara com o duro pênis de Ryan apanhado atrás do zíper de suas calças do uniforme. Seguiu o sexy corpo de seu amante até estar em contato com os olhos. “Sim?” Podia ver a luxúria escrita em todo o rosto de Ryan.

“Nate precisa ir a casa.”

Rio sorriu. “Está bem.” Se girou para o Jeremy e Shep. “Bom provavelmente nos vejamos no rodeio.”

Depois de despedir-se do resto de seus amigos, Rio se dirigiu à porta. Não pôde deixar de rir, quando viu Ryan virtualmente empurrando Nate fora do bar. Nate devia ter feito um maldito bom trabalho para convencer Ryan de que era tempo de ir à cama.

 

 

                                 Capítulo Seis

 

Com Ryan ao seu lado e Rio atrás do volante do automóvel clássico conversível, Nate saudava as pessoas que enchia a rua principal. “De onde saiu toda essa gente?”

“Diabos se o sei. Acho que a notícia se estendeu durante anos. Este é a maior multidão que eu vi em Cattle Valley.” Ryan respondeu.

Apesar do amistoso sorriso pego em seu rosto Nate começou mentalmente a calcular os mantimentos. “Se toda essa gente vier ao baile. Esse vai ser um grande problema, dei a Sean e Erico um estimado do numero de pessoas, e eles não terão suficiente comida nem bebida.”

Ouviu Ryan lhe assegurar que tudo estaria bem, mas Nate estava muito ocupado golpeando a si mesmo por ter falhado.

Logo que terminaram a rota do desfile, Nate se deslizou no assento e cobriu seu rosto quando finalmente se permitiu chorar.

“Hei, hei.” Ryan disse, puxando Nate a seu colo. “Não deixe que isto te incomode.”

“Você não entende. Eu deveria saber que não posso com isto, sou um total fodido como Prefeito, apenas pensei que podia pelo menos dar uma boa celebração. Isso era tudo o que eu queria e esperava que as pessoas se divertissem mais que nunca, e eles me dessem mais tempo quando eu voltasse para minhas outras funções.”

Rio continuou conduzindo até que eles estavam entre o rodeio e a cidade e parou a um lado da estrada e foi ao assento traseiro com Nate e Ryan.

Nate sentiu seu forte e grande amante lhe dando doces beijos tentando acalmá-lo. “É por isso pelo que estiveste preocupado todo este tempo?” Rio perguntou.

Nate assentiu. “Eu não quero que as pessoas pensem que sou um fodido. Eu não podia deixar que as pessoas me ajudassem, porque estava assustado que me vissem como alguém sem qualificação para o trabalho.” Levantou suas mãos se sentindo desesperançado. “E agora todo meu trabalho não serve para nada, porque vou ter a uma multidão de gente faminta e sem um lugar onde sentar-se, e tudo isto é minha culpa.”

“OH, bebê.” Rio tentou de acalmá-lo. “Nós ajudaremos.”

“Eu vou com um dos grandes caminhões a cidade de Sheridan e rapidamente trago todas as mesas e cadeiras que possamos alugar. Temos aos irmãos Good e a Garron e Jeb que ajudaram, nos encarregaremos, prometo-lhe isso.”

Levantando o olhar, e fazendo contato com os olhos do homem que amava ele chorou ainda mais forte. “Eu sinto muito, por não ter dito nada. Eu não sei por que me toleram.”

“Porque você é nosso Nate, e nós lhe amamos.” Rio disse contra a bochecha coberta de lagrimas de Nate. “Agora enxugue esses seus olhos, tem que presidir o rodeio e nós temos que ir atrás de mesas.”

“Pode te deter com Sean ou lhe falar por telefone e lhe perguntar a respeito da comida e bebida?”

“Eu me encarrego disso.” Ryan disse levantando o queixo de Nate para beijá-lo. “Quando nós estamos juntos nós fazemos uma maldita de uma boa equipe.”

“Então porque nós não podemos recordar isso?” Rio interveio.

Nate levantou o pescoço de sua camiseta pólo e a usou para secar o rosto. Sua respiração seguia irregular, mas pelo menos o pranto se deteve. Sabia que os três deveriam sentar-se depois de tudo isso e falar seriamente de seu futuro na política.

Ryan e Rio continuaram acariciando-o meigamente e tranqüilizando-o, até que Nate esteve completamente acalmado. “Preciso ir ao rodeio.” ele murmurou.

Não era o locutor, mas era esperado na cabine, Nate esperava que não quisessem que falasse e brincasse com o locutor, porque realmente não se sentia capaz de fazê-lo. Pelo menos Rio podia estar tomando os ingressos e atuar como um dos guardas das portas. Sabia que se necessitasse, Rio faria tudo por ele. “Está bem. Façamos isto.”

Rio lhe deu outro beijo. Quando tentava afastar-se, Nate o beijou de novo, introduzindo sua língua na boca de seu amante. Rio grunhiu e começou a aprofundar ainda mais, mas o ruído de uma garganta se limpando os deteve. Nate tirou sua língua da boca de Rio e sorriu. “Algumas coisas me ajudam a superar este dia.”

Ryan começou a rir e antes que eles se dessem conta todos estavam rindo. Nate se sentia melhor no momento, Rio subiu ao assento dianteiro e ligou o carro. Não tinha certeza de ser o prefeito adequado, mas não obstante seus homens o amavam.

 

“Então, se estamos fazendo este trajeto, Nate finalmente falou contigo?” Garron perguntou.

Conduzindo um grande caminhão com mesas para o banquete, Ryan olhou pelo espelho retrovisor e se assegurou que Ranger o seguia. Eles tinham deixado Sonny, Jeb e Lilly acomodando as mesas e cadeiras extras no salão da igreja quando eles iniciaram a viagem.

“Sim.” Ryan finalmente respondeu. Sacudiu a cabeça. “Não tinha idéia de quão difíceis eram as coisas para ele.”

“Como é, não deixem que renuncie.”

Ryan tirou seus olhos do caminho o tempo suficiente para ver Garron e entrecerrar os olhos. “Apoiaremo-lo não importa o que aconteça. Nunca o vi como estava há alguns instantes, nenhum trabalho vale à pena.”

“Talvez não, mas eu penso que Nate esta apenas sofrendo por perder sua autoconfiança. Ele é muito inteligente e os cidadãos lhe confiaram esse trabalho, e ambos sabemos isso.”

“Poderia ficar vendo Sonny fazendo algo que o fizesse se sentir miserável?”

“Sim, e o tenho feito. Quando estávamos trabalhando em sua terapia física, matava-me vê-lo esforçar-se e sofrer, mas continuei empurrando-o, porque eu sabia que era o certo. Não pense que não tive dias que eu só queria me sentar, abraçá-lo e protegê-lo do mundo. Olhe tudo o que eu podia fazer por ele era amá-lo e apoiá-lo, enquanto seguia empurrando-o a fazer o certo.”

Ryan sabia que Sonny tinha passado por momentos difíceis depois do disparo na cabeça. Nate tinha falado com Garron quase diariamente durante a reabilitação de Sonny. Talvez ele devesse escutar o que Garron tentava lhe dizer. Sentia como queria correr perto. Queria dar a Nate o que ele necessitava para ser feliz de novo, mas ao mesmo tempo, sabia que Nate poderia nunca ser o mesmo se desse por vencido. “Pensarei nisso.” ele adicionou.

Eles tiveram bastante sorte de encontrar o distribuidor de cerveja por telefone, enquanto se dirigiam a Cattle Valley. Sentiu-se mais afortunado quando o tipo lhe disse que tinha levado dez barris extras de cerveja. Ryan imaginou que se não havia suficiente isso seria malditamente mau. Tal como estão às coisas ele não tinha certeza se seria ético que um xerife estivesse abastecendo álcool livre a uma cidade inteira, uma vez mais a resposta era Nate. Faria tudo de novo se com isso ajudasse seu amante.

Quando eles se aproximaram do rodeio, os gritos da multidão se ouviam apesar de ter os vidros fechados. “Deve ser um espetáculo endemoniadamente bom.”

Estava decepcionado de não poder vê-lo este ano. Não perdeu um rodeio desde que chegou à cidade.

Garron assobiou. “Não quero saber como estão acomodando a toda essa gente aí. Há carros estacionados por todo o caminho.”

Ryan tentou fechar os olhos a todos os carros ilegalmente estacionados. É um dia ao ano. “Espero que tenhamos tempo de acomodar as coisas, antes que as coisas nos ultrapassem. Telefonei a Roy e lhe pedi que fechasse outras duas quadras aos carros. Não sei o que faremos se ainda não for o suficiente.”

“Bom imagino que o averiguaremos.” Garron pôs sua mão no ombro de Ryan lhe dando apoio.

“Nós vamos fazer o que tivermos que fazer.”

 

Ainda na porta atribuída, Rio encontrou uma caixa de madeira e a virou para usá-la como banco. O rodeio estava quase terminando, e ele não tinha conseguido ver grande coisa. Um dos vaqueiros de fora estava montando a ‘Satan’s Bandit’ até agora ninguém tinha permanecido encima do filho de cadela os oito segundos.

O vaqueiro ainda estava tentando acomodar-se na saída. Havia tensão no ambiente, a multidão estava totalmente tranqüila. Rio secou o suor da testa, quando viu que se abriu a porta e ‘Satan’s Bandit’ saía chutado e tentando expulsar o cowboy.

Apesar de estar a ponto de cair uma ou duas vezes, o cowboy conseguiu permanecer os oito segundos. A multidão fez erupção em aplausos. Quando os juízes lhe deram a mais alta qualificação do dia, as pessoas ficaram loucas, golpeando com seus pés, gritando e saltando. Um ruído pouco natural captou a atenção de Rio, ante o repentino grito da multidão, tentando de imaginar o que foi. Fez contato visual com o lugar onde estava Nate e o saudou. Riu quando o anunciador captava o espírito desse momento. O locutor com sua chamativa camisa de lentejoula quase cega Rio, quando o ruivo saltava como a multidão festejando.

Antes que Nate pudesse levantar a mão para responder a saudação, um forte ruído ecoou através da arena. Rio abriu os olhos amplamente quando foi testemunha que o lugar onde estava seu amante se vinha abaixo, junto com uma grande seção dos degraus. Os gritos da queda se mesclaram com os da multidão que celebrava.

A estrutura completa parou e em segundos, Rio estava momentaneamente congelado ao ver a pilha de brancos refugos, Nate estava escondido entre eles. Enquanto se levantava e corria para a catástrofe, pegou o telefone celular de seu bolso e chamou Ryan.

“Hei.” Ryan respondeu.

“Os degraus caíram. Manda veículos de emergência aqui, agora!”

“Espera! Há gente ferida?” Ryan perguntou com pânico na voz.

“Algo pior que isso, estou assustado, por como se vêem as coisas. Tenho que encontrar Nate .” Rio desligou sem esperar respostas e guardou o telefone no bolso.

“Nate!” ele gritava, quando chegou à área da cabine do locutor.

A estrutura estava parcialmente quebrada pelo impacto. Rio cuidadosamente abriu caminho e começou a levantar madeiras quebradas. Captou o brilho de uma camisa. Movendo-se rapidamente, descobriu Earl Graves, o locutor. Merda. Era mais que óbvio que o homem quebrou o pescoço e estava morto. O medo enchia Rio. Apesar dos gritos de ajuda ele se enfocou em encontrar Nate.

“Nate!” gritou removendo outra seção de pranchas.

“Aqui!” Nate gritou.

Rio viu uma mão levantar-se dentre uma porta. Levantava madeiras como se não pesassem nada e cuidadosamente tentou chegar a seu lado. Tudo ao redor eram gritos de dor e angústia.

O primeiro que viu foi o rosto ensangüentado de Nate e quase parou seu coração. Rio tentou de fechar-se ao caos, enquanto tentava de imaginar a maneira de tirar seu amante dentre os escombros sem machucá-lo ainda mais.

“Só tire as tábuas que apanham minhas pernas.” Nate disse, mas acalmado do que Rio esperava.

Levantou as tábuas e as deixou a um lado sabendo que era possível que houvesse mais gente enterrada onde ele deixava a madeira. Tirou de sua mente a imagem de Earl e se enfocou uma vez mais em Nate, quem alcançou o braço de Rio. “Estou bem. Apena ajude-me levantar.”

Rio não sabia se seguir ou não as instruções de Nate. E se Nate estivesse mais machucado do que acreditava? E se ao levantá-lo, Rio inadvertidamente o machucasse mais?

“Rio! Deixe disso e me ajude levantar!” Nate lhe gritou.

Com uma profunda respiração, Rio cuidadosamente levantou Nate em seus braços.

Começou a revisar o rosto ensangüentado, os braços e pernas de seu amante. “Está ferido.”

Nate negou com a cabeça. “Nada com o que não possa viver, mas há outros que necessitam nossa ajuda.”

Uma ferida particularmente feia no braço de Nate captou a atenção de Rio. Sem pensar rasgou sua camiseta e fez várias tiras que usou como improvisada atadura.

“Nós precisamos tirar as pessoas daqui. Encontrou a alguém mais?”

Rio piscou várias vezes à atividade ao redor finalmente captou sua atenção. Como reagiria Nate se lhe dissesse a verdade? “Encontrei Earl.” Negou com a cabeça. “Está morto.”

“Que? Tirou-o?” Nate perguntou.

“Não. Tudo está tão instável. Que estou assustado de remover algo e machucar a alguém mais. Não sei por onde começar.”

Nate levantou a mão enfaixada enquanto revisava a área. Rio viu as bochechas de seu amante molhadas com suas lágrimas. “Comecemos por aquela borda. Nós podemos trabalhar dessa maneira até chegar aqui.”

Uma vez que levantaram a borda caída, Rio se deteve ajudar Pam Gleeson a ficar de pé. “Onde estão os meninos?” perguntou-lhe, pensando que os dois filhos menores pudessem estar enterrados entre os escombros.

Pam negou com a cabeça e apontou para os postos. “Eles queriam pipocas.” ela chorou e cobriu a boca. “Deixe-os ir sozinhos. Eu... pensei que eles poderiam cuidar-se bem.”

Pam estava a ponto de cair de joelhos, mas Rio a sustentou e a passou a um homem que estava ali que ele nem conhecia. Pam se abraçou ao homem como se sua vida dependesse disso. “E se eles já tivessem de volta?” Pam continuou chorando.

Rio se afastou e respirou profundamente. Sabia que antes desse dia ele estava mau, suas emoções tinham estado a prova até o limite. Se não conseguisse controlar-se, não poderia ajudar a ninguém.

Enxergou Nate falando calmamente com uma mulher que estava apanhada entre os degraus caídos, ele seguia de pé. Como podia seu amante parecer tão acalmado?

Vamos, Ryan. Nós lhe necessitamos.

 

Enquanto Ryan se dirigia a toda velocidade ao rodeio, ele chamou à polícia estadual de Wyoming e à estação de polícia de Sheridan e lhes explicou o acontecido. “Dirijo-me à cena agora. Nossa ambulância já esta lá em caso de que um dos cavaleiros saísse ferido.”

“Bom, nos coordenaremos quando chegarmos.” disseram-lhe do outro lado da linha.

“Santa merda.” ele murmurou quando viu pela primeira vez a extensão do desastre. “Enviem quantos helicópteros possam isto é muito pior do que imaginei.”

“Eu os chamarei.”

Ryan desligou e deu o telefone a Garron. “Se eles chamarem, você fala com eles. Diga-lhes que é o xerife de Nebraska e eles não terão nenhum problema.”

Garron assentiu e deixou o telefone no bolso da frente de sua camisa. “O que quer que façamos?”

Ryan não podia acreditar toda a atividade frente a ele. “Tudo o que possam.”

Foi fácil enxergar Rio de sua posição entre a pilha de escombros. Teria encontrado Nate? Um buraco pareceu formar-se em seu interior ao pensar em Rio procurando Nate sozinho.

Quando chegou à área dos escombros, se assegurou de ajudar às pessoas em seu caminhou. Várias vezes amigos lesados e vizinhos lhe pediram assistência. Ryan fez o que pôde apenas afastando-os rapidamente a um lugar seguro.

“Rio!” ele gritou.

Rio se deteve e levantou o olhar até encontrar-se com o olhar de Ryan. Apontou a sua esquerda.

Ryan seguiu o gesto, seus olhos percorreram muita gente machucada até que descobriu Nate. “Graças a Deus.”

Continuou olhando Nate por um momento mais até que se assegurou de que ele estava bem. Nate parecia estar dirigindo o acidente melhor que qualquer um. Tinha certeza como o inferno que se via muito mais acalmado que qualquer um deles. Ryan brevemente se perguntou se seu amante estaria em choque.

Um confortante sorriso no rosto ensangüentado de Nate lhe deu esperança. Nate estava bem. Ryan respirou mais tranqüilo. Parecia que havia uma multidão de pessoas procurando feridos, Ryan decidiu dirigir-se ao lugar da ambulância. Zac Alban estava colocando um soro em Ezra James. Wyn ao lado estava mais pálido que a lua. Ryan olhou para Zac. O paramédico entendeu a pergunta sem palavras.

“Deu-lhe um pequeno ataque cardíaco, mas acredito que estará bem se podemos levá-lo ao hospital. Tenho seus sinais vitais sob controle. Sabe quanto vai demorar a ajuda?”

Ryan negou com a cabeça. “Disse-lhes que enviassem helicópteros.”

Zac negou com a cabeça. “Por isso se vê necessitamos muito mais que isso, necessitamos uma frota de ambulâncias para transferir a toda essa gente.”

“Onde estão os médicos?” Ryan perguntou.

“Nate falo com eles, que ficassem na clínica para atender melhor aos feridos.”

Ryan esfregou a mandíbula. “Nós podemos transladar gente nos ônibus que estão nos estacionamentos. Nós temos que criar uma área onde poderemos avaliar às pessoas lesadas. Feridos e raspões podem ir à clínica. Isto deixará livres os helicópteros e ambulâncias para as lesões mais sérias.”

Zac assentiu seu acordo. “Nate já estabeleceu a área no estacionamento. Pode ver se encontrar George ou Collin Zeffer. Ambos têm treinamento em emergências.”

“Farei isso.” Ryan olhou ao redor entre a multidão, desejava ter seu veículo de polícia com ele. Pelo menos teria um alto-falante. Estava orgulhoso de Nate ele se mantinha firme ante essa situação.

Colocou as mãos ao redor da boca e começou a gritar. “Collin Zeffer! George Manning!” enquanto caminhava entre a multidão.

“Aqui!” Collin gritou, levantando seus braços para que Ryan o visse.

“Onde está George?” Ryan perguntou.

“Não sei. Eu estive tentando encontrá-lo, mas não responde ao telefone.”

Ryan olhou a pilha de escombros. “Está aqui?”

Collin negou com a cabeça. “Não acredito. Trick chegaria cedo à cidade. Provavelmente esteja com ele.”

Merda. Ryan sabia que os dois homens eram amigos de escola. Eles podiam estar em qualquer lado. “Está bem. Necessito que ajude Zac. Nate estabeleceu uma área de emergência. As pessoas com ferimentos menores serão transladada à clínica nos ônibus. Verei se encontro um motorista que mova o ônibus o mais perto possível.”

Ouviu o helicóptero sobrevoar. “Está bem, terá que mover-se, continue procurando George pelo telefone.”

Collin assentiu. Quando se moveu enxergou Abe. Podia dizer que o solitário homem estava incomodo na caótica atmosfera. “Vá com o Collin.” Ryan disse a Abe.

“Obrigado.”

Não levou muito tempo Ryan encontrou o condutor do ônibus. Explicou que queriam transladar quantas pessoas fosse possível.

Desde que descobriu que Nate estava em segurança, Ryan tinha se enfocado no resgate. Isso foi até que viu o olhar fixo de Gavin Lively que toda a realidade o golpeou.

Ryan se ajoelhou e inclinou sua cabeça. Não precisava tocar o jovem para saber que estava morto. As lágrimas se derramaram dos olhos de Ryan. Aí estavam seus amigos. As pessoas que o saudavam todos os dias. Como podia estar morto o jovem que atendia a loja de Wyn?

Ryan estava apanhado entre o que queria fazer e o que devia. Finalmente se deixou levar por seu instinto e levantou as barras de metal que cobriam o corpo do Gavin. Quando liberou do retorcido metal, Ryan viu cara a cara a fatal ferida na cabeça, que tirou a vida do feliz homem. Olhou ao redor para assegurar-se que não havia gente perto, e fechou os olhos do homem. “Dorme.” ele murmurou.

Pegou uma profunda respiração e tirou a camisa. Envolveu na camisa cáqui de xerife a cabeça de Gavin e levantou o corpo dentre os escombros. Uma vez livre da multidão, examinou a área.

“Ryan?”

“Não venha para cá, Nate.” propô-lhe lhe dando as costas a seu amante.

“Ele está morto?” Embora a voz de Nate parecesse controlada, Ryan podia ouvir a ansiedade escondida atrás.

“Sim. Preciso encontrar um lugar onde deixá-lo.”

Sem dizer palavras, Nate apontou para um trailer de cavalos. Olhou de novo e apontou Ryan que o seguisse.

“Eu posso me encarregar disto. Porque não retorna a ajudar aos outros.”

Nate negou com a cabeça. Eles continuaram seu percurso entre os reboques até chegar a uma pequena sombra. “Aqui. deixa-o a lado do Earl.” Nate disse assinalando a área ao lado de outro corpo coberto.

Ryan deixou o corpo de Gavin na fresca temperatura da sombra e endireitou o corpo.

Nate se ajoelhou a lado de Ryan. “Quem é?”

Ryan se deu conta de como tinha feito a pergunta. Isso dizia muito de seu amante. Para Nate era alguém que merecia o respeito da privacidade até na morte. Ryan sabia que a morte de Gavin não ia ser fácil para seu amante. Nate virtualmente mantinha à loja do Wynfields’s no negócio e Gavin tinha sido sócio com seu companheiro no grupo de viagens às compras mensais.

Nate colocou sua mão no braço nu de Ryan. “Ryan?”

“Gavin.”

A mão de Nate apertou sua pele. “Neil o está procurando.”

“Neil Peters?”

Nate assentiu. “Eles estavam saindo a alguns meses.”

Nate repentinamente ficou de pé e se dirigiu para o caos. Ouviam as ambulâncias chegando à área e ao helicóptero separar. “Esse é provavelmente Ezra. Pergunto-me se deixariam que Wyn o acompanhasse?”

“Duvido-o.” Ryan disse a lado de Nate.

Esse foi um estranho momento, os dois ficaram de pé um momento sem dizer uma palavra.

“Bom, eu preciso encontrar a alguém do ‘EZ Does-It’ para que esteja com Neil, depois de que lhe diga…” Nate se deteve quando um soluço saiu de seu peito. “Nossa cidade nunca será a mesma.”

Ryan puxou Nate a seus braços e beijou o topo de sua cabeça. “Nós a curaremos.”

 

Rio ajudou Ryan Bronwyn a chegar à área de emergência, antes de retornar aos escombros. Já tinha passado duas horas do colapso e ainda havia gente desaparecida.

Pelo menos eles tinham tido sorte até agora. Embora houvesse muita gente apanhada entre os escombros, a maioria das vitima só tinham poucos feridas, como Ryan havia dito tinham sofrido cortes hematomas e desidratação.

Em um momento de tranqüilidade, Rio acreditou ouvir a voz de uma mulher pedindo ajuda. Suas costas ficaram tensas. Conhecia essa voz. “Carol!”

Escutou de novo, mas o helicóptero aterrissando, cobriu toda possibilidade de ouvir a assistente de Nate. “Fique calma!” ele gritou.

Rio começou caminhar tão perto como foi possível sem mover os escombros. Continuou gritando a Carol esperando que ela pudesse responder.

“Ajudem-me.”

Rio se deteve e voltou. “Carol?”

Ouviu um pouco parecido a um gemido e começou a limpar a área de escombros. “Merda!” ele gritou quando se deu conta que estava sobre ela “Podem trazer uma maca aqui!” gritou.

Rio continuou lentamente descobrindo o corpo de Carol, assegurando-se de não machucá-la mais. Maldição, eu deveria ser mais cuidadoso. Não podia evitar perguntar-se se seu peso a tinha machucado. Era difícil dizer que tão machucada estava a simples vista. “Que te dói?”

Carol conseguiu abrir os olhos, quando a luz do sol golpeou seu rosto. Rio se moveu o suficiente para que os brilhantes raios não lhe incomodassem.

“Não..po...sso..respirar.” ela ofegou.

Viu os paramédicos se dirigindo para ele com uma maca. “Rápido. Acredito que ela tem um pulmão danificado.”

Rio saiu de lado para deixar que os paramédicos trabalhassem em atender Carol. Os viu trabalhar freneticamente por uns momentos, antes de afastar-se. Não podia deixar de sentir-se culpado ele devia ser mais cuidadoso com os escombros. Não duvidava de lhe haver causado o colapso do pulmão ou algo pior.

Frustrado pegou um punho de seu cabelo com ambas as mãos e puxou. A dor lhe recordou que o problema já não estava em suas mãos. Um socorrista profissional chegaria de Sheridan. Talvez fosse melhor deixar fazerem seu trabalho e esperar instruções.

Em seu caminho a procurar de Nate, enxergou Mario. Outro com raspões na testa, mas se via bem. Rio o puxou a um abraço. “Alegra-me que esteja bem.”

Mario assentiu. “Eu estava nos degraus que não caíram, mas Asa não foi tão afortunado.”

Rio se apartou. “Está bem?”

Mario se encolheu de ombros. Eles o levaram a Sheridan. Estava na cabine com Nate. “Eu não o vi e ninguém pode me dizer nada.”

Esse podia ser Nate. “Não quer que alguém te leve ao hospital?”

Mario negou com a cabeça. “Tenho certeza que sua gente esta lá. Ele não me necessita lá.”

“Talvez, Talvez não, mas pensou que se sentirá melhor se souber que está bem Não é assim?”

Viu aproximar-se Jeb e Rio disse ao Mario “Espera aqui.”

Correu para Jeb. “Acredita que possa encontrar outro motorista de ônibus?”

“Huh?”

“Aqui há muita gente que precisa chegar com seus seres queridos em Sheridan. Não acredito que estejam em condições de conduzir, sei que Nate está usando um dos ônibus para levar aos lesados de Cattle Valley, mas há um ou dois ao redor. Poderia encontrar um que os levem?”

Jeb assentiu. “Claro. farei o melhor que possa.”

“Obrigado e começa a expandir o rumor às famílias.”

Jeb assentiu de novo. “Agradeço-te poder fazer algo construtivo. Admito que estou um pouco perdido.”

Rio entendia perfeitamente. Imaginou que era como todos eles se sentiam. “Direi ao Mario que procure o ônibus.”

Rio retornou com seu amigo e lhe explicou quais seriam os planos. “Não se preocupe por retornar, se precisar eu mesmo conduzo o maldito caminhão, nos asseguraremos de que todos recebam auxílio.”

“Ouviu que Gavin Lively morreu?” Mario perguntou.

“O que?”

Mario assentiu. “Acredito que Ryan o encontrou.”

“Eu encontrei Earl. Sabe se houve alguém mais?”

Mario negou com a cabeça. “Não ouvi de ninguém mais, mas quem sabe das pessoas que foram no helicóptero.”

Mario fechou a boca. Rio viu quando seu amigo lutava por manter as emoções sob controle, tinha certeza que se perguntava sobre Asa. Rio puxou Mario para outro abraço. Não havia necessidade de palavras, só apoio. Tentou dar a Mario tanto apoio como ele necessitasse. Quando Mario se separou, Rio podia dizer que ele tinha obtido. “Sinto muito.” Mario murmurou.

“Não se preocupe.” Apontou para o estacionamento. “O ônibus esta lá, por favor, suba. Eu odiaria a mim mesmo se não o fizesse.”

Mario assentiu e se afastou.

Rio desejou poder cobrir seus ouvidos e bloquear todos os sons do dia. Queria nada mais além de poder voltar o tempo. Devia ter contado o número de pessoas que subiam aos degraus. Sabia que pelo menos eram o dobro que o normal. Porque não consideraram que isto poderia acontecer?

Ouviu as sirenes da Suburban de George Manning entrar no estacionamento. Não se tinha dado conta até esse momento que era a primeira vez que via o chefe dos bombeiros. Onde estava?

George saiu de seu veículo e pegou uma grande maleta de primeiros socorros. Rio não estranhou a expressão de culpa no rosto do chefe dos bombeiros. Rio decidiu tomar sua oportunidade e dirigir-se para o perturbado homem.

Não tinha certeza se havia algo entre George e Carol, mas Rio sabia e com certeza que eram amigos próximos. Deteve George tomando-o pelo braço

George parecia estar preparado para golpear a alguém. Quando se deu conta que era Rio, sua expressão suavizou.

“Pensei que você gostaria de saber que tirei Carol faz uns minutos.”

“E?”

“Ela vai rumo a Sheridan num helicóptero.”

“Ela está…?”

Rio se encolheu de ombros. “Eu não sei. Ela não podia respirar bem. Pode ser um pulmão paralisado, acho.” Não disse a George a respeito de seu corpo coberto de sangue. Pela expressão no rosto do homem, esteve a ponto de abraçá-lo para apoiá-lo.

“Há um ônibus que vai sair para Sheridan com pessoas que esperam notícias de seus entes queridos, se estiver interessado.”

George negou com a cabeça. “Não posso. Não até que a ultima pessoa tenha saído daqui.”

“Aqui há socorristas profissionais agora.”

George assentiu. “Eu deveria estar aqui.” Pressionou seus olhos. “Maldição! Eu deveria estar aqui.”

“Não faça isso a si mesmo. Você não poderia adivinhar o que ia acontecer.”

George se soltou do braço de Rio. “Tenho que ir trabalhar.”

Rio viu George dirigir-se para a confusão. Sabia que George era bastante bom fazendo seu trabalho.

“Hei.” Nate disse envolvendo seus braços ao redor de Rio por trás.

Rio se girou e o abraçou, e as notícias de Asa uma vez mais passaram por sua mente. “Amo-te.”

Nate olhou os olhos de Rio. “Amo-te, também.”

Rio tentou limpar o sangue do rosto de Nate. “Ainda não lhe examinaram seu braço?”

Nate negou com a cabeça. “Eu necessito pontos, mas posso esperar.”

“Ouvi a respeito de Gavin. Sinto muito, bebê.”

Nate escondeu seu rosto no peito de Rio. “Eu tive que dizer ao Neil. Eu nunca em minha vida vi algo como o olhar desse homem quando lhe disse que o homem pelo qual estava apaixonado estava morto.”

“Ele está bem?”

Nate negou com a cabeça “Não. Teve que ser sedado. Continua pedindo para ver o corpo de Gavin, mas não posso lhe dizer onde está.”

“É tão mau?”

Nate assentiu. “Sim.”

Rio beijou o topo do cabelo de Nate. Tinha desaparecido o perfeito estilo que seu amante amava. Nate se via como um homem que tinha atravessado o inferno, e Rio se perguntava que mais podiam fazer.

Revisou os arredores. Ainda havia muito que fazer. Esperando que o último dos feridos fosse resgatado na próxima hora. As equipes de socorristas estavam tendo problemas para chegar à seção central dos degraus caídos, a tribuna tinha se partido pela metade enterrando toda a seção sob uma montanha de escombros.

O sol estava começando a se por. “Deveríamos trazer luzes. Necessitaremos geradores portáteis, para adicionar iluminação em áreas especificas onde os socorristas estão trabalhando.”

“Nós temos algumas no armazém da cidade. Eu enviei alguém para buscá-las. E chamei Sean. Ele e Erico vão se coordenar com a comida e para trazer comida aos grupos de resgate. Já avisei que abrissem a rua principal para que as pessoas possam acudir. Já falei com Ryan para que mova as barricadas para frente da clínica. Embora a entrada de emergências esteja atrás e esteja livre, o ônibus pode estacionar em frente.”

Rio estava orgulhoso da maneira que Nate estava tomando o controle. Apesar de como Nate pensava de sua habilidade para ser Prefeito, ele estava mostrando que estava fazendo as coisas bem quando realmente contam. Manteve a boca fechada não era o momento nem o lugar para elogiar a capacidade de liderança de Nate.

“Que segue?”

“Não sei. Trazer as luzes e a comida aqui, determinar uma área de descanso. Preciso começar uma lista das pessoas feridas e onde estão sendo atendidos.” Nate olhou ao redor, “necessito que alguém me ajude com isso. Viu a Carol em algum lado?”

Rio sentiu um golpe no estômago. “Sinto-o bebê, Carol está ferida. Ela foi ao helicóptero para Sheridan.”

O rosto de Nate ficou pálido. Rio sentiu que os joelhos de seu amante iriam se dobrar e o sustentou.

“Como se supõe que farei estas coisas sem ela?”

Rio captou a um homem das notícias com uma câmara. “Merda.”

Puxou Nate de um lado fora da vista. “Eu deveria saber que era questão de tempo antes que os jornalistas chegassem.”

Nate tentou olhar sobre Rio, “Porque polícia estatal não os deteve?”

“Não sei mais querem tua declaração ou de Ryan.”

“Bom, para isso eles terão que esperar até que a ultima pessoa seja resgatada.”

 

 

                                                       Capítulo Sete

 

Ryan finalmente encontrou Nate sentado em um dos caminhões da cidade com o telefone na orelha. O ficou parado entre a porta e Nate, enquanto esperava que terminasse seu telefonema. Rio tinha ido pegar o carregador do carro depois que a bateria dos três telefones se esgotou.

“Está bem. Mantenha-me informando.” Nate pegou e escreveu algo em uma caderneta de espiral. “Era do hospital Carol saiu de cirurgia.”

“E?” Ryan perguntou.

“Eles estão otimistas, mas os doutores dizem que é muito cedo para assegurá-lo. Ela sofreu vários ferimentos internos e um ferimento em seu pulmão.”

“Tem notícias de alguém mais?”

Nate revisou sua lista. “Ezra deverá recuperar-se completamente. Asa sofreu fraturas em ambas as pernas e quebrou a clavícula esquerda. Eli Sanchez perdeu dois dedos e um diabo de raspões por todo o braço. Os doutores dizem que terá sorte se conseguem lhe salvar o braço.”

Nate deu a volta à folha deixando a caderneta no assento. “Quatro mortos. Gavin, Jim Becher um dos cowboys de Back Breaker, Earl, e…” Nate não podia olhar Ryan. Merda.

“E quem?”

“Rick.”

“Rick meu oficial?”

Nate assentiu.

“Eles devem estar equivocados. Rick me telefonou dizendo que estava doente. Ele disse que estava gripado.” Ryan tinha tentando falar do colapso. Gripe ou não gripe ele necessitava todas as mãos disponíveis.

“Sinto muito.”

Ryan se sentou no chão suas pernas não lhe sustentavam. “Alguém aviso a sua mãe?”

Nate assentiu de novo. “Sim. Eu falei com ela.”

Ida Buchanon vive em um complexo de assistência em Sheridan. Ryan se perguntou se o pessoal tinha informado da perda. Rick era seu menino e a luz de sua vida. Ryan não podia imaginar como ela estaria se sentindo. “Irei vê-la na primeira hora, amanhã.”

“O Reverendo Sharp oficializou um serviço especial ao meio dia. Talvez possa trazê-la ao serviço.”

“Sim.”

“Estou preparado para ir à cidade. Acredito que já fiz aqui tudo o que podia e preciso ir à clínica atualizar a lista. Erico diz que todo mundo parece seguir aglomerado ao redor da cidade e não tem certeza o que fazer com eles. Eu falei com o hospital para que enviem conselheiros de crise.”

“Isso é bom, tenho certeza que todo mundo apreciará. Eu preciso ficar aqui, mas vou procurar Rio para que te acompanhe.”

“Está bem, faça o que precise fazer. Eu procurarei Rio.”

Ryan ficou de pé e ajudou Nate a sair do caminhão. Puxou Nate aos seus braços, cuidando sua ferida. Ryan agradeceu a Deus uma vez mais por ter piedade de sua família. “A primeira coisa que vai fazer é cuidar desse ferimento. Espero que não tenha esperado muito.”

“Se o fiz, o fiz. Eu não ia deixar a toda esta gente por isso. Você vai ter que se acostumar a ver-me menos que perfeito.” Nate tentou sorrir, mas Ryan olhou através disso.

“Pensa que merece ter uma cicatriz? É pelo que esperou?”

Nate inclinou a cabeça a um lado. “Que tipo de homem seria se for procurar tratamento para mim mesmo, se meus amigos estão enterrados e feridos? Eu esperei porque era o certo. E não tem absolutamente nada que ver com que quisesse uma cicatriz. Eu tenho certeza que Deus me dará o que mereço, quando o momento chegar.”

“Que se supõe que quer dizer?” Ryan não gostava como ouvia essa declaração.

“Nada. Tenho que procurar Rio.” Nate ficou nas pontas dos pés e deu um rápido beijo em Ryan

“Veremo-nos na cidade quando terminar aqui.”

 

A sala de espera estava quase vazia quando chegaram Nate e Rio à clínica. Eles se aproximaram de Jill a recepcionista e Nate preencheu os formulários.

“Necessito um dos doutores para que vejam meu braço, depois de que eles tenham visto todo mundo.” Nate lhe informou.

Jill olhou para o sangue na vendagem do braço de Nate. “Acredito que Isaac está disponível, vou falar com ele.”

Nate apontou para a sala de espera. “Não. Essas pessoas chegaram primeiro.”

Jill tentou sorrir. “Eles já foram examinados, mas por alguma razão se sentem cômodos sentados aqui. Eu não tenho coragem para mandá-los embora.”

Nate estudou as caras, conhecia a alguns deles de passagem, outros eram totalmente desconhecidos. Duvidava que gente de fora voltasse a pôr um pé de novo em Cattle Valley depois do que aconteceu.

“Nate?” Isaac chamou da porta.

Nate caminhou para Isaac com Rio ainda ao seu lado. “Pode esperar aqui se quiser.”

Rio negou com a cabeça. “De maneira nenhuma. Eu tenho feito minha parte por todos. Agora é tempo de me assegurar que o homem que amo esteja bem.”

Nate recordou que tinha deixado a caderneta na caminhonete. “Merda. Pode ir buscar a caderneta na caminhonete?”

“Em que quarto vão estar, Isaac?”

“Quatro.”

Rio assentiu e deu Nate um rápido beijo. “Já volto.”

Nate sabia que teria uns momentos a sós, Rio tinha estacionado a uma quadra, e ele queria uns minutos a sós com Isaac.

Entrando no pequeno quarto de exames, Nate sentou-se na mesa e começou a desembrulhar seu braço. “Contaram quanta gente atenderam hoje aqui?”

“Acho que perto de cem. Jill terá a lista de feridos amanhã à tarde. Ela está esgotada, precisa ir a sua casa e dormir um pouco antes que possa revisar os expedientes.”

“Algum sério?” Nate sabia que a clínica recebia apenas pessoas com ferimentos leves, mas nunca se sabe o que se pode encontrar ao examinar mais de perto.

Isaac assobiou quando começou a lavar o sangue na ferida de Nate. “Isto está muito ruim Nate.”

“Eu estou bem.”

Isaac não disse nada uns momentos. “Você perguntou se alguma era sério? Bom o que vejo em seu braço é a pior ferida que vi. Porque esperou tanto para vir? Você sabe como seria fácil entrar em choque. Apenas pela perda de sangue?”

Um ruído na porta captou a atenção de Nate. Rio estava de pé esfregando seu estômago. Oh, Merda. Seu amante estava preparado para vomitar?

“É minha culpa.” Rio murmurou. “Fui eu quem o tirou de lá. Eu devia ter insistido em que recebesse atenção.”

Isaac girou os olhos, fez um som de desgosto de sua garganta. “Nate é um menino grande. Ele deve saber.”

Nate olhava Rio enquanto Isaac continuava limpando seu braço. “Ouch. Droga!”

Isaac deu um passo atrás, sacudindo a cabeça. “Eu vou ter que anestesiar a área antes de continuar limpando. Eu espero que não tenha problemas com as agulhas.”

“Agulhas? Não. Eu não tenho problemas com as agulhas. É a dor que elas me causam.” Nate estendeu a mão para Rio quem se uniu a ele a lado da mesa. “Está bem?” perguntou a seu grande e forte amante.

“Algum de nós está?” Rio negou com a cabeça. “Mas conseguiremos passar por isto.”

Nate tentou distrair-se da série de picadas na ferida de seu braço. “Hei, doutor, enquanto estamos aqui, porque não examina Rio. Ele tem problemas com seu estômago ultimamente.”

Isaac sem tirar o olhar do que estava fazendo perguntou a Rio. “Que tipo de problemas?”

“Vomita quando está aborrecido. Toma antiácidos como louco.” Nate informou a Isaac.

“Deixa de tomar antiácidos, você confunde seu corpo. Essas malditas coisas são para vômitos ocasionais. Melhor que pode fazer é diminuir à carne e tentar comer mais frutas e vegetais esses são alcalinos naturais. Se isso não ajudar retorne, e te farei uma receita.” Isaac terminou de usar a agulha.

Girou-se para Rio e levantou uma sobrancelha. “E encontra o que te preocupa e se encarregue disso.”

Nate observou como a pele de Rio ficou vermelha.

“Eu tento.” Rio disse.

“Tentar é difícil.” Isaac começou a limpar Nate de novo. “Pode sentir isso?”

Nate negou com a cabeça. “Pode suturar isso?”

“Sim, Mas a pele ficará um pouco irregular, se quiser que fique melhor, posso lhe dar o numero de um cirurgião plástico em Sheridan.”

“Não, não é necessário. Apenas faça o que possa.”

“Terei que te dar fortes antibióticos. Uma infecção é o que mais me preocupa neste momento. Tomou vacina contra o tétano, recentemente?”

“Faz dois anos.”

“Como vão aqui?” o Dr. Sam Browning perguntou pondo a cabeça no quarto.

“Estou bem. Apenas cuidando de nosso herói.” Isaac respondeu.

“Não diga isso. Não sou um herói.” Nate disse.

Isaac fez uma pausa à sutura para olhar Nate. “Isso não é o que ouvi que das pessoas que chegaram aqui toda a tarde e a noite. De acordo com eles, você manteve sua cabeça.” Isaac suspirou e voltou a sua sutura. “Você sabe que eu te aprecio certo?”

Nate estava confundido com a pergunta. “Acho, por quê?”

“Porque necessito que saiba antes de dizer o que tenho que dizer.”

Nate apertou mais forte a mão de Rio. “Fale Isaac.”

“Não acreditava que fosse o melhor homem para o trabalho. Agrada-me e acredito que em seu coração queria o melhor para a comunidade, mas não tinha certeza que pudesse guiar à cidade.”

Nate tragou o nó em sua garganta. Ele estava certo, apesar de ganhar a eleição ele não tinha a confiança das pessoas.

“Equivoquei-me.” Isaac estabeleceu.

“Não, não o fez.” Nate confessou. “Eu arruinei tudo como prefeito.”

“Quade era um grande prefeito, mas ele não podia ver sangue, nem mesmo pensar em estar perto de gente doente. Eu não o reprovo, era só sua maneira de ser. Como pensa que ele lidaria com esta tragédia?” Sam perguntou, entrando no quarto.

Nate girou os olhos. “Bom é lindo sabê-lo. Deus não o queira, se nós tivermos outra tragédia, eu serei o melhor homem para ser prefeito.”

Isaac negou com a cabeça. “Você não está escutando. Cada homem oferece diferentes coisas à mesa. Para Quade, era ser bom em negócios e coisas técnicas. Você pode não ser o melhor nessas coisas, mas essas coisas podem se aprender. O que não se pode ensinar é compaixão e você Senhor prefeito disso tem a montões.”

“E depois do que aconteceu no dia de hoje, é o homem perfeito para ajudar a sanar a esta cidade.” Sam adicionou.

Nate estava surpreso pelo voto de confiança que acabavam de dar, sentiu seus olhos começarem a arder, mas rapidamente piscou para afastar as lagrimas. Se começasse a chorar, sabia que não se deteria em dias.

“Então termina de me arrumar para que eu possa ir daqui.”

Isaac sorriu. “Alguns pontos a mais e está pronto. Sam, porque não vai preenchendo a receita para Nate e dê ao Rio umas amostras até que eles possam comprar.”

Sam apontou que Rio que o seguisse. Rio deu um apertão à mão de Nate, antes de seguir o doutor pelo corredor.

“Casey oficializou um serviço ao meio dia.”

Isaac assentiu. “Ouvi-o. Embora pelo número de pessoas que falavam a respeito disso, duvido que a igreja seja suficientemente grande.”

Nate estava de acordo. Ele se perguntava onde poderia oferecer o serviço. “Talvez podemos fazê-lo no parque.”

Isaac finalizou o último ponto e cortou o fio. “Poderia ser o lugar perfeito.”

Eles teriam que levar as cadeiras nos caminhões e as acomodar, mas Nate tinha certeza que havia muita gente que poderia ajudar. “Acredita que é muito tarde para telefonar a Casey?”

Isaac negou com a cabeça enquanto terminava de pôr uma gaze estéril sobre a ferida do braço de Nate. “Ele provavelmente esteja no centro com outros. Apenas terá que encontrá-lo.”

“Terminado?”

“Sim, Só mantém limpa e lembre-se de tomar os antibióticos da receita. Se perceber uma linha quente ou vermelha me chame.”

Nate assentiu e Isaac lhe deu a mão para que descesse da mesa. “Obrigado por tudo o que tem feito. Eu sei que não foi fácil para vocês.”

“Eu admito que me alegrei de que nós apenas tratássemos de ferimentos menores e raspões. Médico ou não, não sei se poderia lidar com um dia inteiro vendo meus amigos com lesões sérias.”

“Sim. Bom, nos veremos amanhã?” Nate perguntou enquanto caminhava pelo corredor.

“Nós estaremos lá.”

 

“Hei.” Rawley saudou.

Ryan fechou a porta de seu veículo e se encontrou com Rawley, Jeb, Garron e Sonny de pé frente a ele. O grupo se via totalmente esgotado.

“Como vão as coisas?” Ryan perguntou assinalando para a multidão ao final da rua.

“Não sei. Nós tentamos fazer tudo o que podiamos por eles. Seria diferente se nós os conhecêssemos, mas eles nos vêem como estranhos e com razão” Rawley olhou sobre seu ombro. “Nunca tinha visto um grupo de pessoas tão próximas. Deve se sentir orgulhoso de ser parte desta cidade.”

“Com certeza sou. Fui testemunha do real espírito de Cattle Valley hoje.” Ryan se sentiu a beira de suas emoções ao recordar aos homens e mulheres trabalhando juntos em resgatar a seus amigos e vizinhos.

Jeb se adiantou e abraçou Ryan. Ao princípio Ryan não sabia o que fazer. Sabia que estava a ponto de derrubar-se e ainda precisava encontrar seus homens e levá-los a casa. Ele finalmente deu um rápido abraço em Jeb. “Obrigado.”

Jeb se retirou. “Nós retornamos ao hotel por umas horas, retornaremos amanhã a ajudar a limpar e entregar as mesas e cadeiras a Sheridan.”

Ryan assentiu. “Eu apreciaria isso. Sinto muito, por que as coisas não saíssem como as planejamos, mas talvez possam retornar no próximo ano e será a melhor celebração dos dias de Cattle Valley que esta cidade já tenha visto.”

“Nós pensávamos ir amanhã, mas falamos e decidimos ficar até os funerais” Garron adicionou.

“Obrigado.” Ryan odiava pensar em enterrar a um homem tão jovem. “Talvez possamos nos juntar para outro churrasco em minha casa na segunda-feira.”

Garron assentiu. “Apenas nos avise.” Apontou para o estacionamento. “Lilly, Ranger e Ryker nos esperam no Suburban, acho que será melhor irmos. Nate e Rio continuam trabalhando.”

“Não me surpreenderia nem um pouco.” Ryan estava tão malditamente orgulhoso de seus homens que podia explodir.

Depois de um round de estreitar mãos e abraços, seus amigos caminharam para o estacionamento e Ryan caminhou em direção da pequena multidão.

Encontrou a Rio e Nate servindo café ao um grande grupo de pessoas. “Hei.” a cumprimentou dando um beijo a cada um deles.

“Alguma palavra do inspetor?” Nate perguntou.

Ryan negou com a cabeça. “Ele disse que enviará um relatório completo depois de que investigasse mais. Tenho uma boa notícia. Pam e os meninos se reuniram. Parece que depois de comprar as pipocas, eles escaparam para os currais dos touros. Quando aconteceu o colapso, um dos vaqueiros os encontrou e esteve com eles até que alguém os reclamasse.”

“Graças a Deus, que eles não estavam onde se supunham que tinham que estar.” Nate disse.

Ryan se inclinou para murmurar ao ouvido Nate. “Que faz toda esta gente aqui?”

Nate revisou à multidão de umas cinqüenta pessoas.“Não sei. Evidentemente eles parecem encontrar força estando uns com outros.”

O novo menino na cidade, Ethan, e Jay estavam oferecendo bolachas. Ryan pensou que era o mais próximo que tinha visto Jay interagir com outras pessoas.

“Ele esteve genial.” Nate disse, evidentemente lendo a mente de Ryan de novo.

“Pelo menos não se escondeu em seu apartamento.”

“Acho que ele esta aqui desde que aconteceu. Felizmente, ele não foi ao rodeio. Ele estava em casa cuidando de Gracie enquanto Hearn e Tyler preparavam o campo de beisebol para a final do torneio de amanhã.”

Ryan se alegrou de saber que seus amigos não tinham ido ao rodeio. Notou círculos negros embaixo dos olhos de Nate e Rio. Não havia duvida em sua mente seus homens estavam cansados. “Preparados para irem a casa?”

“E essa gente?” Nate perguntou.

Ryan puxou Nate aos seus braços. “Eles se têm uns aos outros se necessitarem. Nós temos um dia comprido ante nós. Temos muitas coisas para fazer na manhã, que não poderemos fazer a menos que consigamos dormir um pouco. Além disso, eu preciso inspecionar pessoalmente o corpo de meus dois amantes atrás de ferimentos.”

“Nisso tem razão.” Rio disse colocando seus braços ao redor de ambos, Ryan e Nate. “Vou me despedir e vamos para casa a cuidar uns dos outros. Tenho muito que lhes agradecer.”

“Nós todos temos.” Nate adicionou. “vou dizer a Jay e Sean que vamos.”

Ryan não tinha visto Sean. Observou Nate dirigir-se entre as mesas para Sean que estava sentado na cabeceira sustentando a mão de Ryan Bronwyn que dormia. O proprietário da loja de antiguidades tinha uma grande atadura na testa.

Nate se inclinou para Sean e lhe falou no ouvido. Sean assentiu e lhe disse algo. Nate apertou o ombro de Sean antes de retornar.

“Preparado.” Nate disse.

“Porque Ryan está dormindo na mesa? Porque não vai a sua casa?”

Nate olhou por volta dos dois homens. “Sean não sabe. O encontrou adormecido. Tentou de despertá-lo, mas Ryan disse que preferia estar aqui que em sua casa.”

“Sean pegou o trabalho de vê-lo dormir?”

Nate sorriu. “Acho que hoje muita gente está se unindo.”

“Diabos. Se esta fosse uma comunidade heterossexual, nós teríamos um boom de bebês daqui nove meses.”

Nate envolveu seu braço na cintura de Ryan. “Me leve a casa.”

“Será meu prazer.”

 

Rio foi o primeiro em despertar na manhã seguinte. Ele tranqüilamente saiu da cama e foi fazer um bule de café. Enquanto esperava, ligou a pequena televisão no balcão. O primeiro que captou sua atenção foram as notícias do evento do dia anterior.

Bastante seguro, de que Cattle Valley fosse a principal nota dos comentários. Do ar, a cena se via muito pior do que se via em terra. A locutora dizia que o saldo tinha sido de quatro mortos e vintes feridos ainda no hospital, um em cuidados intensivos.

O estômago de Rio se afundou ao pensar em Asa e Carol que tinham levado a pior parte. OH Merda. E se Ezra sofreu outro ataque. O segmento terminava com uma imagem de Nate esforçando-se no resgate com lágrimas em seus olhos. Essa imagem dizia tudo, Rio pensou.

A história do colapso foi rapidamente seguida com a notícia do comerciante e bilionário, Asa Montgomery, quem saiu lesado na tragédia, mas se recuperaria suspirou de alívio. Pelo menos Mario poderia estar feliz.

Desligou a televisão pegou uma bandeja e colocou três xícaras de café perfeitamente preparadas, deixou a bandeja na mesa de noite e subiu à cama.

Rio se aconchegou contra Nate e o puxou para seu peito. O sêmen seco no torso de seu amante recordou a Rio a suave maneira em que fizeram o amor a noite anterior. Apesar do fato que estivessem exaustos, todos eles sentiam a entristecedora necessidade de fazer fisicamente o amor um ao outro.

A ternura que Ryan mostrou tinha ficado apanhada no peito de Rio. Ryan era um amante de muitas facetas e Rio desfrutava de todas elas, mas o incrível cuidado com que seu amante os tinha tomado era a melhor coisa que experimentou.

Rio sentiu os longos cílios de Nate contra seu peito quando piscou. “bom dia.”

Nate se deslizou para cima e deu um beijo em Rio. “Bom dia. Fez café?”

Rio sorriu. “Justo como você gosta.” Alcançou a xícara de café e a passou a Nate.

“Mmmm, e servido da maneira como eu gosto, também.”

“Há um para mim também?” Ryan perguntou.

“Claro.” Rio passou sua bebida a Ryan.

Nate se sentou contra o respaldo. Parecia o antigo Nate por um momento. Rio sabia que em um segundo, Nate recordaria a tragédia do dia anterior.

“Nós deveríamos ir.” Nate disse.

“É cedo, temos uns minutos.” Rio tomou outro gole de seu café.

Nate sorvia seu café, fazendo Rio e Ryan rir.

“Têm pressa?” Ryan perguntou.

Nate passou a xícara vazia a Rio. “Sim. Há uma coisa além da cafeína que consegue me levantar nas manhãs.”

Quando Rio deixou a xícara na bandeja, Nate se empurrou contra ele. Surpreso, Rio olhou sobre seu ombro. “Que está fazendo?”

Empurrando sua ereção contra o traseiro de Rio, Nate riu. “Que sente que estou fazendo?”

Rio girou sua cabeça em outra direção e olhou para Ryan. Quem estava imitando sua própria expressão impactada. Nate nunca tinha estado acima.

“Quer foder nosso Rio?” Ryan perguntou.

“Mmm hmm.” Nate respondeu, procurando o lubrificante.

As sobrancelhas de Ryan se elevaram, enquanto se encolhia de ombros ante Rio.

Um dedo lubrificado se pressionou contra o buraco de Rio. Repentinamente não estava preocupado de que Nate atuasse completamente diferente a seu caráter. Rio levantou seus joelhos fazendo mais fácil a seu bebê lhe fazer o amor.

Ryan se acomodou contra a cabeceira com suas pernas a lado do corpo de Rio. Não precisava ser um expert para saber o que o xerife queria. Enquanto Nate continuava introduzindo seus dedos em seu buraco, Rio começou a acariciar com o nariz as bolas de Ryan.

Ryan gemeu e enterrou seus dedos no cabelo de Rio.

Rio não pôde evitar sorrir. Tinha certeza que seus homens amavam podê-lo controlar com seu cabelo. Nunca o cortaria, ele provavelmente seria um desses velhos tipos com longos cabelos grisalhos. Maldição, odiava como se via isso. Mas se isso fizesse seus homens felizes na cama ele não se preocuparia com como o viria o publico em geral.

Sentiu Nate ficar de joelhos preparando-se para fodê-lo. Podia dizer que tinha feito um rápido bom trabalho com os dedos entrando e saindo de seu traseiro. “Estou preparado.” disse-lhe Nate. Rio olhou para Ryan e sorriu. Ryan sorriu e dirigiu a boca de Rio para seu pênis. “Agressivo bastardo.”

Apesar do simbólico protesto com a intensidade física de seus amantes, Rio tragou ambas a atitude e o pênis frente a ele. A coroa do pênis de Nate entrava em seu buraco. Rio tentou ajudar a seu amante empurrando-se para trás. Com um golpe em seu traseiro se deteve. “Hei!”

“Fica quieto. É meu”, Nate ordenou.

Retornando ao pênis de Ryan, Rio girou os olhos. Entre o golpe em seu traseiro e o estirão de seus cabelos, ele se perguntava quanto duraria.

Nate pegou Rio pelos quadris e entrou com um duro impulso.

“Porra” Rio disse ao redor do pênis em sua boca. Uma das mãos de Ryan deixou seus cabelos e alcançaram seus mamilos.

Rio gemeu. Deus amava que jogassem com seus mamilos. Atrás dele, Nate saía antes de voltar a empurrar-se dentro. Cada vez que saía e entrava a intensidade da sensação aumentava. Rio fez agrado no buraco de Ryan com um dedo enquanto sustentava a venosa base do pênis com a outra mão.

Ryan começou a mover suas pernas. Rio não tinha certeza do que seu amante estava fazendo até que sentiu seus pés roçando seu pênis. Foi uma sensação assustadora. Rio estava sendo masturbado, de uma maneira caindo do céu. Sorriu ao pensar em pintar os pés de seu companheiro com sua semente. Isso era definitivamente um pouco louco. Quem saberia que esse par de suaves pés, se sentiriam assim?

Estava ainda considerando a pergunta quando sentiu o primeiro jorro de sêmen de Ryan contra a parte detrás de sua garganta. Saiu o bastante para saborear o salgado elixir que ele amava.

Nate começou a fodê-lo como se fosse um homem possuído, trocando de ângulo a metade dos golpes. Quando o ritmo começou a ser imprevisível, Rio sabia que seu amante estava preparado para gozar. Engoliu até a última gota da semente de Ryan e se girou para olhar sobre seu ombro.

“Dêem-me isso bebê.”

Nate deu um grunhido que rivalizava com os de Ryan, quando gozou. Rio ainda não sabia que tinha acontecido Nate, mas se este era o resultado, para ele a mudança era boa.

 

 

                                                       Epilogo

 

Um mês depois

“Já viu isto?” Ryan perguntou, sustentando uma revista. Rio estava sentado no banco de pesos, os deixou e se sentou tomando a revista da mão de seu amante e assobiou. “Santa Merda, Nate vai enlouquecer.”

A fotografia da capa era a mesma que tinha aparecido nos jornais no dia seguinte e que Rio tinha visto na televisão na manhã depois do evento, o formoso rosto de Nate lutando entre os escombros com lágrimas caindo de seus olhos. Somente que esta estava colorida e na capa de um das revistas de circulação nacional. Rio admitiu para si mesmo que essa imagem ainda tinha a capacidade de lhe causar um nó na garganta. A expressão de completa e absoluta desesperança no rosto de seu par era algo que Rio não queria ver de novo. O título cruzava o rosto de Nate, em letras vermelhas ‘Um pesadelo em comunidade privada’.

“Leia a pagina vinte e seis.”

Rio folheou a revista procurando a página e a seção indicada. “Onde conseguiram estas fotografias?”

“Não sei. Alguém no serviço religioso ou alguém dos nossos as vendeu.”

Rio via uma e outra vez as fotografias havia fotos imediatamente depois do colapso que já tinham sido publicadas e as que mais impactaram a Rio eram fotos dos amigos chorando a perda de quatro pessoas que amavam.

Jogou a revista no chão. “Isto vai matar Nate.”

“Eu sei. Então que vamos fazer?” Ryan perguntou.

“Nós podemos comprar cada cópia que chegue à cidade e esperar que algum dia chegue a seus ouvidos?” Rio ofereceu.

Ryan embalou a bochecha de Rio. “Envergonha-me. Esqueceu nossas promessas de sempre nos dizer a verdade, mesmo quando nós saibamos que alguém possa sair ferido?”

Rio não esqueceu, mas Nate estava se curando junto com a maioria dos residentes de Cattle Valley. Mas uma promessa é uma promessa. “Onde ele está agora? Porque se ele vai descobrir é melhor que seja por nós.”

“Deve estar em seu escritório.”

“Merda. Tenho aula em meia hora. E Mario esteve tão zangado ultimamente, que se recusa a falar com o tipo para cancelá-la.”

“Porque está zangado?”

Rio se encolheu de ombros. “Ele passou dois dias no hospital esperando falar com Asa, e que cada vez que perguntava Asa se recusava a falar com ele.”

“Droga. Não é de estranhar que esteja zangado. A que estará jogando Asa?”

Rio negou com a cabeça. “Não sei. Talvez ele não queira que Mario o veja impossibilitado.”

“Está confuso. Então a que hora?”

“Posso me encontrar contigo no meio do dia?” Rio perguntou.

“Sim. Tenho uma entrevista às onze, mas devo terminar a tempo.”

“Ainda está procurando quem substitua Rick?” Rio sabia que tinha muito bons candidatos. Provavelmente cada policial gay da nação tinha se candidatado para o posto disponível.

“Ninguém pode substituir Rick.” Ryan murmurou.

“Eu sei perdemos um amigo, mas é tempo de que Roy deixe de trabalhar doze horas ao dia e sete dias à semana para compensar a perda.”

Com suas mãos nos quadris, Ryan olhou pela janela. “Eu sei, realmente estava pensando em pedir ao conselho da cidade contratar dois oficiais em vez de só um.”

“Eu odeio dizer isto, mas com o pronunciamento, pode que precisemos adicionar mais de dois.”

Ryan olhou para a janela de novo e retornou para Rio. “Pensa que teremos problemas?”

“Não necessariamente, mas penso que nossa cidade está saindo do armário, então a conhecerão por igual os que os adoram, como os que o odeiam.”

“Espero como o inferno que ninguém trate de usar a força contra as pessoas desta comunidade.” Ryan tenso a mandíbula, esse nunca era um bom sinal.

A última coisa que Rio queria era incomodar Ryan. “Eu só digo que não seria má idéia estarmos preparados.”

Embora Ryan continuasse visivelmente tenso, ele assentiu. “De acordo”

 

Ryan esperou Rio na entrada da prefeitura. A entrevista tinha terminado, todo o tempo que falou com o menino as palavras de advertência de Rio continuava alagando-o.

“Hei.” Rio saudou.

Ryan estava frente à porta do edifício e lhe deu um rápido beijo. “Está preparado para isto?”

Rio estava com a revista que Ryan tinha levado. “Não estou preparado, mas sei que devemos fazer isso.”

Ryan abriu a porta e entraram no edifício. Dirigiu-se a sala da Carol, ele ainda sentia saudades de não ver a mulher, mas ela ainda não estava pronta para retornar, segundo o doutor ainda lhe faltava pelo menos um mês a mais, antes de pensar que Carol pudesse retornar ao trabalho. Enquanto isso, Nate tinha contratado o novo residente Ethan, para que lhe ajudasse.

Ryan saudou Ethan enquanto se dirigia ao escritório de Nate. Seus olhos imediatamente se centraram na revista na mesa de seu amante.

“Um, Xerife ele não está aqui.” Ethan disse, seguindo-o a sala vazia.

“Já viu isso? De onde a tirou?” ele perguntou, apontando para a revista.

“Chegou-lhe por correio, acho que o tipo que escreveu o artigo o mandou.” Ethan respondeu.

Ryan respirou fundo e fechou os olhos. “Como ele encarou isso?”

“Ele saiu de seu escritório vinte minutos depois e disse que retornava.”

Isso não soava Nate que ele conhecia. “Ele não disse nada mais? Não gritou? Não jogou coisas?”

Ethan negou com a cabeça. “Como lhe disse ele apenas se foi. Imaginei que tinha uma reunião ou algo assim.”

Ryan olhou Rio. “Onde pensa que tenha ido?”

“Casa?” Rio sugeriu.

Ryan negou com a cabeça. “Se ele estava aborrecido nos teria telefonado. Parece mais que estivesse zangado. Você sabe que ele fica muito tranqüilo é quando algo realmente lhe incomoda.”

“Aonde pode ir se está realmente zangado com esse artigo?” Rio passou suas mãos por seu cabelo. “Acredita que volta lá?”

“Isso é exatamente o que penso.” Ryan deu a meia volta e correu para a porta. Os três tinham falado a respeito do que iam fazer nos terrenos do rodeio. A câmara de vereadores da cidade concordou com Nate que eles precisavam deixar passar um pouco de tempo, antes de tomar uma decisão com respeito à arena.

Ryan subiu em seu veículo, logo que Rio colocou seu cinto de segurança, Ryan saiu da cidade. “Que pensa?”

“Você leu o artigo?” Rio perguntou.

“Que? Não. Eu sei o que aconteceu eu estive lá.” Ryan respondeu.

“Eu sei onde estava. Mas no artigo, o tipo basicamente diz como chegar aos terrenos do rodeio, era basicamente como se ele estivesse mandando aqui para que vissem os danos com seus próprios olhos.”

“Merda!” Ryan grunhiu. Logo que eles saíram da cidade, ligou a sirene e pisou no acelerador.

Levou alguns minutos para chegar à arena, ou o que tinha restado dela. Sentado em um trator da cidade estava abrindo-se caminho entre os postos.

“Ele vai se matar.” Rio gritou saltando do veículo, antes que Ryan tivesse oportunidade de estacionar.

Ryan estacionou e desligou o veículo e correu atrás de Rio “Pare!” disse-lhe envolvendo a cintura de Rio.

“Que?”

“Deixasse-o fazer isto.”

“Você está louco como ele. Ele não é um operador de equipamento pesado. E se ele se machuca?”

Ryan viu a determinação no rosto de seu amante, enquanto removia uma parte dos currais. “Ele já está machucado. Talvez isto possa lhe ajudar a curar-se.”

“Então se supõe que ficaremos sentados vendo-o?” Rio perguntou.

“Não. Nós iremos pegar dois dos grandes caminhões na cidade e ajudaremos nosso prefeito a limpar este lugar.”

Ryan viu a velha faísca nos olhos de Nate e soube que era o certo.

“Vai ficar tudo bem.”

 

 

[1]LMRP - O mais rápido possível.

[2] TPM - síndrome pré-menstrual.

[3] Amareto - licor de amêndoas.

[4] Indian outlaw, índios ilegais, canção de música country em êxito em 1994, considerada como uma das quarenta canções quentes, apesar de ser controverso e que muitas estações se recusaram tocá-lo por ser um preconceito dos nativos americanos.

[5]O ciclomotor é um tipo de bicicleta motorizada bastante popular nos anos 70 e 80. No Brasil, foi fabricado em maior escala pela Caloi e Monark.

 

                                                                                Carol Lyne 

 

 

                      

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