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EXPULSOS DO PARAÍSO
EXPULSOS DO PARAÍSO

 

 

                                                                                                                                   

 

 

 

 

Os livros sagrados, das diferentes civilizações e culturas da antiguidade, estão repletos de cenas e relatos que servem de modelo para explicar as diferenças entre o bem e o mal, a luz e as trevas, a alegria e a tristeza. Trata-se de pautas para que os homens e mulheres tenham uma referência ética, cujo objetivo é de que saibam obrar em cada momento com retidão e que suas vidas transcorram de forma apassivadora e sem remorsos na consciência. O que só se consegue evitando o mal e fazendo o bem.

Esta premissa tão simples não resulta nada fácil de se pôr em prática, já que — segundo consta em todas as narrações, relatos, mitos, lendas e sagas — todos os heróis, cavaleiros, guerreiros e lutadores que se propuseram desterrar o mal do mundo tiveram que enfrentar um tropel de terríveis criaturas que serviam ao Mal. Assim, o Mal sempre tem contado com fiéis servidores para executar suas ordens e levar a cabo seus perversos planos. Numerosos mitos e sagas falam de dragões e répteis fabulosos que são encarnações do Maligno e que atuam sempre de forma enigmática e com grande astúcia.

O livro sagrado do Avesta, por exemplo, contém as conversações entre o profeta Zaratustra e o deus da Sabedoria, Ahura Mazda, que é um deus bondoso, mas que, no entanto, não pôde evitar a presença do Mal, das montanhas, mas não edificavam templos em sua honra, nem erigiam altares, nem faziam estátuas ou ídolos que os representassem.

Da mesma forma que Mazda, o deus da Sabedoria, teve que enfrentar outros deuses, que o desprezavam porque estava do lado do Bem, e estabelecer conversações com os mortais para que predicassem sua doutrina, o deus bíblico, Javé, foi desobedecido pelo primeiro homem e pela primeira mulher que ele mesmo tinha criado. E isto, porque ambas as criaturas foram tentadas por uma serpente que era a encarnação do Mal.

Depois que o primeiro homem, Adão, e a primeira mulher, Eva — tentados e atiçados pelo Mal que, podendo mutar sua aparência e mudar seu aspecto, se apresentou diante deles sob forma de serpente — repararam no fruto daquela árvore que o réptil assinalava e em cujo tronco se encontrava enroscado, não duvidaram em pegá-lo e prová-lo... Primeiro um bocado, que mastigaram devagar e com certo temor, e logo outro, e outro., até terminá-lo.

Então, como por milagre, notaram uma clarividência desusada e, ao olhar-se, viram que estavam nus e se envergonharam. Na verdade, alguma coisa estava acontecendo, pensaram o primeiro homem e a primeira mulher, e depois, em voz alta, exclamaram: Temos perdido a inocência!

O relato da cena bíblica da tentação narra que ambos, o primeiro homem e a primeira mulher, foram invadidos por uma estranha vergonha, já que ao olhar-se perceberam que estavam nus.

Abriram-se os olhos de ambos, diz o relato, e viram que estavam nus. Então pegaram folhas de figueira e fizeram uns cingidouros para cobrir-se. Mas, logo escutaram a voz de Javé, Deus, e viram que se aproximava e lhes perguntava o que tinha acontecido. Mas eles se esconderam porque agora tinham consciência de que tinham desobedecido a seu criador.

Javé perguntou ao primeiro homem: “Onde você está?” E a resposta não se fez esperar: Estava no Jardim mas, temeroso, ao ver-me nu, me escondi. Mas, logo Javé voltou a perguntar: “Como sabeis que estás nu? Por acaso tens comido do fruto da árvore proibida?”.

Logo que Javé escutou a voz lastimosa do primeiro homem, soube que ele e sua companheira tinham lhe desobedecido e que tinham comido do fruto proibido, o fruto da árvore da ciência do bem e do mal. O varão, acovardado, quis iludir sua responsabilidade e contestou: A mulher que me deste por companheira me deu dele e comi.

Javé então se dirigiu à fêmea: “Porque tens feito isto?” E a fêmea respondeu com outra tentativa de fugir da culpa: A serpente me enganou e comi.

Então o primeiro que Deus fez foi condenar o animal, a serpente, para toda a vida: “Por ter feito isto, maldita serás entre todas as criaturas. E entre todas as bestas do campo. Te arrastarás sobre teu peito e comerás o pó todo o tempo de tua vida. Ponho perpétua inimizade entre ti e a mulher. E entre tua linhagem e a dela. Esta te esmagará a cabeça e tu lhe espreitarás o calcanhar”.

Em seguida, Javé se dirigiu irritado para a mulher e lhe anunciou todos os sofrimentos que se relatam a seguir: “Multiplicarei os trabalhos de tua gravidez. Parirás com dor os filhos. E procurarás com ardor a teu marido. Que te dominará”.

E ao homem lhe anunciou Javé todos os castigos previstos pelo delito de violação e não cumprimento do mandado divino, e, mais exatamente, por ter escutado a mulher: “Por ti será maldita a terra. Com trabalho comerás dela todo o tempo de tua vida. Te dará espinhos e abrolhos. E comerás das ervas do campo. Com o suor de teu rosto comerás o pão. Até que voltes à terra. Pois dela tens sido tirado. Já que pó és, e ao pó voltarás”.

O homem sem nome chamou de Eva sua mulher, que significa “vida”, por ser a mãe de todos os seres viventes, por dar vida à toda a humanidade. Logo, Javé, Deus, fez túnicas de peles para o homem e para a mulher e os vestiu.

Disse-lhes Javé, Deus: “Eis aqui o homem feito um de nós, conhecedor do bem e do mal; não vai agora estender sua mão e pegar o fruto da árvore da vida e, comendo dele, viver para sempre...”

E Javé, Deus, jogou o homem do jardim do Éden, para lavrar a terra da qual tinha sido tirado. Expulsou o homem e pôs diante do jardim do Éden um querubim, que brandia uma flamejante espada, para guardar o caminho da árvore da vida.

Mas iniciava-se também, com a expulsão, a instauração da primeira família, já que conheceu o homem à sua mulher, que concebeu e pariu Caim, dizendo: Tenho conseguido de Javé um varão.

Voltou a parir e teve Abel, seu irmão. O primeiro se fez agricultor, o segundo se fez pastor, ambos ofereceram a Javé seus primeiros frutos, um, vegetais; o outro, animais. Mas, o imprevisível Deus recebeu com agrado as oferendas de Abel, o que ofendeu muito a Caim que projetou sua ira contra o afortunado irmão, a tal ponto que lhe deu morte com suas próprias mãos.

Novamente Javé se aproximou do reino dos mortais para informar-se e perguntar pelo paradeiro de Abel, seu escolhido, pelo que chegando até o campo onde se encontrava Caim, lhe perguntou: “Onde está Abel, teu irmão?”

Caim tratou de parecer ignorante da sorte de seu irmão: Não sei. Sou eu por acaso o guardião de meu irmão?

Então, Javé, que sabia tudo quanto tinha ocorrido, reprovou Caim por sua ação e o maldisse.

E sua maldição caiu também sobre seu trabalho de lavrador, condenando-o ao desterro e a viver marcado até o fim de seus dias, para que ninguém dentre os presentes e futuros habitantes da terra, com quem se encontrasse, o pudesse sequer ferir e nem encurtar sua vida o mínimo que fosse.

 

 

                      

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