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Planeta Criança



Poesia & Contos Infantis

 

 

 


MAGIA COMANCHE / Catherine Anderson
MAGIA COMANCHE / Catherine Anderson

 

 

                                                                                                                                   

 

 

 

 

 

                                         CAPÍTULO 1

O calor de julho cobria todo o pátio como uma manta. Um grupo de abelhas zumbia perto, alimentando-se das gotas do soro que ficava depois de bater a nata, que se filtravam através da rede de musselina que pendurava da cerca e em cujo interior estava a manteiga resultante. No estábulo próximo à casa a vaca mugia com freqüência, harmonizando com os grunhidos estridentes e mais esporádicos dos porcos. Para não ser menos, as galinhas no galinheiro cacarejavam e se removiam cada vez que a brisa se levantava, que não era nem de perto suficiente, dada a temperatura.

     Depois de desabotoar sua camisa azul de algodão até a metade do peito. Chase Wolf apoiou seu ombro contra o pinheiro e fechou os olhos para absorver todos os aromas. Sorriu ante as imagens que trouxeram para sua mente sua adolescência e outros dias de Julho quando tinha deslocado como um selvagem junto ao arroio que bordeaba a propriedade de seus pais.

     Este verão não acreditava que pudesse correr muito. O sorriso em sua boca se estreitou até converter-se em uma linha sombria. Considerou atar um cigarro, depois desistiu da idéia por medo de que lhe produzira tosse. A tosse, como todas as demais atividades que requeriam um movimento muscular, era um luxo que não se podia permitir, não com três costelas rotas. Isto lhe ensinaria a pôr os pés em empoeirada a próxima vez que dois troncos tentarão fazer um sandwich com ele.

     Se não se movia, a dor não era muito mau. Mover-se, pensou - isto expor um problema. Até fazia pouco, Chase não se deu conta de quão ativo era. Possivelmente fora o sangue comanche que corria por suas veias, mas a diferença da outros colegas, não gostava de muito a ociosidade. Como agora, por exemplo. Quanto tempo tinha passado desde que se sentou em seu pátio traseiro baixo esta velha árvore, escutando o zumbido das abelhas? Sem dúvida um comprido período. Até o passado vinte e cinco de março, tinha estado trabalhando na madeira dos dezoito anos. Após não tinha tido muito tempo para tolices. Agora não tinha mais que tempo em suas mãos, e estava um pelín aborrecido.

 

 

 

 

     Colocando uma mão sobre suas costelas, Chase trocou de posição apoiando os quadris sobre o colchão de agulhas de pinheiro, dobrando uma perna embainhada em algodão. Uma mecha de cabelo mogno caiu em seus olhos. Ele olhou fixamente através do cabelo para obter uma nova perspectiva das coisas. Logo passou algum tempo contando as cicatrizes no talão de sua bota. Chegou a contar vinte e dois, e passou algum tempo considerando como tinham chegado ali. Provavelmente dessa época de camaradagem, decidiu, o que lhe levou por um caminho de lembranças agradáveis, que lhe ocupou uns minutos mais.

 

     Quando voltou a ressurgir para o presente, atou-se um cigarro, costelas ou não, acendeu um fósforo, e inalou. Seu tabaco sabia como esterco de vaca seco. Necessitava tabaco fresco.

 

     Talvez mais adiante essa tarde ele se arrastaria para o armazém, sendo arrastá-la palavra chave. Caminhar doía como o inferno...

 

     Com uma careta de desgosto, apagou seu cigarro com os calosos dedos de suas mãos, guardando-se no bolso a parte que não se fumou, e fechou os olhos, decidido a tornar uma sesta, já que não tinha nada melhor que fazer. um pouco mais tarde, despertou com o som de risitas femininas procedentes de abaixo, do arroio. Escutou por uns segundos e identificou uma das risadas como pertencente a sua irmã Índigo. Ela tinha vinte e quatro e ele vinte e cinco anos, ela agora além disso tinha um marido e dois meninos. Sorriu. Deixaria-a a ela combater o calor jogando no arroio. As outras algemas na cidade, incluindo a sua mãe, estavam em casa fazendo tarefas do lar, um bom número delas assando pão se os aromas que trazia o ar da manhã eram um indicativo.

 

     Chase se levantou, encontrou-se sendo guiado para o arroio pelo som das risadas, poderia não meter-se na água, mas sentando-se na borda a olhar, seria mais entretido que estar sentado só no pátio traseiro de sua mãe.

 

     Com uma mão pressionada sobre seu flanco se deslocava lentamente através do bosque sombreado. Os ramos de cornejo e mirto entrelaçando-se sobre sua cabeça. O verde gentil das folhas da parra do Oregón, e os arbustos de carvalho venenoso, formavam uma densa maleza na base das árvores, o branco cremoso do cornejo e o rosa profundo das flores silvestres de rododendro, acrescentavam-lhe pinceladas intensas de cor. Morangos selvagens apareciam no caminho, seus ramos contrastando com a vermelha argila. Ao as ver lhe fez a boca água. Quando eram meninos Índigo e ele, tinham tido dor de estômago ao menos uma vez ao ano por comer esta doce fruta. Ele emitiu um profundo suspiro, entristecido porque para ele estes dias se perderam para sempre. Em sua mente perduravam os ecos de fazia muito tempo, as vozes e as risadas. Ele supunha que realmente não havia nenhum lugar tão bom como o lar.

 

     A calidez ambarina penetrava através dos carvalhos e dos ramos de pinheiro sobre sua cabeça fazendo que o suor brilhasse em sua frente e pegando o algodão de sua camisa a seus ombros. tirou-se uma mecha de cabelo dos olhos e se estremeceu com a dor resultante, como uma navalhada através de seu diafragma. Tomando cuidado de onde colocava seus pés embainhados em botas, finalmente chegou à pedra de rio que limitava com o Shallows Creek. Desfrutando da bruma que esfriava o ar, fez uma pausa à sombra de dois carvalhos entrelaçados. Tinha sido mais que parvo por não ter baixado aqui diretamente. As bordas do Shallows Creek sempre tinham proporcionado uma pausa do calor do verão.

 

     Voltando a cabeça para as vozes, Chase bordeó uma curva na corrente do arroio. Esperando ver a leonada juba de sua irmã, surpreendeu-se ao ver uma loira pequena em seu lugar. Se ela era do Wolf´s Landing, ele nunca a tinha visto antes. Era tão bonita como um quadro, do tipo que um homem com olhos na cara não era capaz de esquecer. Ele apoiou um ombro contra um carvalho, contente de permanecer escondido, o que lhe permitiria desfrutar da vista.

 

     O lobo mascote de Índigo, Sonny, estava jogando a sesta em um lugar sombreado perto da água, levantou sua cabeça chapeada e olisqueó o ar, um instante depois descobriu ao Chase. O reconhecimento foi a seus olhos dourados, e depois de um momento baixou a cabeça para suas patas para reatar sua sesta. O instante de contato visual com o animal deixou ao Chase sentindo-se extrañamente vazio. Tinha havido uma época em que ele tinha tido o mesmo dom de comunicação visual com animais e pessoas que tinha Índigo. Já não o tinha, desvantagens destes últimos sete anos que tinha estado trabalhando longe de casa. Em algum lugar com o passar do caminho tinha perdido o contato com essa parte de si mesmo.

 

     Chase enviou esse pensamento longe e centrou sua atenção em quão jovem estava na corrente do arroio. Vestida tão solo com sua regata e calções, estava divertindo-se na água jogando a perseguir-se, com seu sobrinho de quatro anos, Hunter. A musselina molhada de sua roupa interior era quase transparente pela umidade e se pegava a seu corpo como uma segunda pele. Os mamilos rosas de seus pequenos peitos estavam duros pelo frio e empurravam contra o tecido como dois pequenos picos impertinentes.

 

     Alguns homens poderiam dizer que ficava curta de busto, mas Chase sustentava que algo mais do que caberia em sua boca era um desperdício, de todos os modos. Além disso, sua diminuta cintura, suas torneadas pernas e seus pequenos peitos com duras pontas rosas, eram justo o que faziam que sua figura fora perfeita.

 

     Contendo-se para ficar onde estava, Chase se sentou no chão, e rodeou com seus braços seus joelhos dobrados. Em um dia caloroso como hoje, seria francamente uma lástima deixar-se ver e danificar seu banho. Se ele era algo, era reflexivo.

 

     Ao parecer competia com seu sobrinho para apanhar salamandras, usualmente conhecidas por estes lugares como cães de água. Durante os últimos anos, as mulheres na vida do Chase se ocuparam de perseguições mais carnais, a bem praticada exibição de seus encantos estava acostumado a ser executada ao ritmo de uma música de salão ascensão de tom. Um sorriso se instalou em sua boca e se sentou mais comodamente. Isto superava o inferno de ver a destilação do soro de sua mãe.

 

Quem queira que fosse, parecia um anjo. Um raio de luz solar acendia seu dourado cabelo, convertendo-o em um halo ao redor da coroa de sua cabeça. Tinha a pele branca, como marfim em contraste com sua moréia pele a Índia. Os rasgos de sua cara eram delicados, como os de um perfeito camafeu, exceto por seu pequeno nariz, que se inclinava para cima na ponta, não se afogaria em caso de forte aguaceiro. Mas decidiu que gostava. Dava-lhe uma aparência de menina pequena travessa.

 

     Seu olhar desceu para sua cintura e mais abaixo enquanto ela se trabalhava em excesso através da superfície para apanhar um cão de água. Com o entusiasmo de um menino, Hunter se mergulhou para chegar a sua presa antes que ela e salpicou para cima. Ela gritou e se sacudiu, rendo enquanto se limpava a água dos olhos.

 

     -Dibs! Hunter gritou.

 

     -Meu pé! Eu a vi primeiro.

 

     Hunter ficou em pé de um salto, suas pequenas mãos moréias apertadas em punhos ao redor de sua escorregadia captura. –Já a tenho - calou-se e disse: --Quantas tenho?

 

     -"Três", ela respondeu com uma sonrisilla travessa.

 

     -"Não senhor! É uma trapaceira".

 

     -Disposta atenção a sua mãe durante as lições se quer aprender a contar, e já não serei capaz de te fazer armadilhas.

 

     Sustentando ao cão de água em alto, Hunter a investiu. Com outro chiado, ela correu pela água para afastar-se dele, sua risada repicava como o cristal. --"Não te atreva pequeno patife! essa pegas costure em minha roupa e te afogo!".

 

     --Hunter Chase Rand! Índigo lhe chamou desde algum lugar fora da vista do Chase. --"Joga esse cão de água em seus calções e o direi a seu pai. Cuida suas maneiras".

 

     Sem intimidar-se, Hunter encontrou um cabo para sair. A loira agarrando a cinturilla de sua roupa interior fugiu um pouco mais longe para estar segura longe de seu alcance. Ela tinha um pequeno e perfeito traseiro de socos gordinhos, que eram justo o que um homem necessitava para que despertasse sua imaginação e lhe fazer perguntar-se como de suave se sentiria pressionada contra ele.

 

     Quando se voltou de novo para ele, pôde ver o triângulo dourado entre suas coxas magras. Levantou o olhar para seus peitos e sua boca começou a salivar como se estivesse chupando um limão.

 

     Muito tarde Chase começou a perguntar-se se estar sentado aqui era uma boa idéia. Tinha passado um tempo desde que tinha estado com uma mulher, e de repente sentia seu jeans como uma talha mais pequenos. Tão lhe frustrem como tinha sido ver a destilação do soro de sua mãe, ao menos não estava dolorido por prová-lo. Odiava o requeijão com paixão. Mau era que não pudesse dizer o mesmo desses pequenos mamilos duros que suplicavam ser beijados.

 

     Emprestando atenção por pouco tempo, típico de um menino de quatro anos, Hunter tinha manchado outro cão de água e continuou perseguindo-a rio acima. O anjo do nariz arrebitado estava extrañamente tranqüilo. Chase arrastou seu olhar por cima de seus peitos e se encontrou olhando aos olhos verdes maiores e assustados que jamais tinha visto. Agora que o pensava, eram os únicos olhos verdadeiramente verdes que jamais tinha visto, não azuis esverdeados ou cinzas, mas sim da cor das folhas novas na primavera.

 

   Dando um grito afogado, ela se cobriu os peitos com as mãos. Seguidamente se ajoelhou na água para ocultar suas partes baixas. Chase ficou ali   olhando, incapaz de pensar, sem saber o que dizer. "Tudo bem?"- talvez, mas não parecia adequado. "Olá? então" tampouco o parecia.

 

     Acomodou-se bem e disse: -"É um caloroso dia verdade?".

 

     Ela deu um coice ao escutar o som de sua voz, e sua pequena cara se ruborizou. Chase poderia ter jurado que cada gota de sangue de seu corpo subiu a suas bochechas, mas emprestando mais atenção, deu-se conta de que toda ela estava de cor rosa. Escuro como ele era, isto era um fenômeno digno de observação. Nas poucas ocasiões de sua vida em que se havia posto vermelho, ninguém além dele se deu conta. Esta garota se acendeu como um farol à porta de um bordel.

 

     Quando permaneceu durante vários segundos congelada na mesma posição, Chase começou a sentir verguenza de si mesmo. A sensação começou com um apertado sentimento em seu peito que se elevou até sua garganta. Tendo em conta que ela não estaria muito feliz ao descobrir que tinha companhia masculina quando estava somente vestida com sua regata e seus calções, ambos molhados e transparentes. Não é que pudesse culpá-la.

 

     -"Chase Kelly? É você?".

 

     Índigo saiu de detrás da maleza, sua dormida filha, Amelia Rose, embalada em seus braços. Índigo também estava vestida somente com sua regata e calções, mas dado o fato de que era seu irmano o que ali estava, ela em princípio não se ruborizou. Isso veio uns segundos mais tarde, quando lhe veio a consciência de que ele as tinha estado espiando. Seus grandes olhos azuis brilhavam com fogo prateado.

 

     -"Chase Kelly Wolf, Que verguenza! O que está fazendo te escondendo? Estava nos espiando? É que mamãe alguma vez te ensinou maneiras?".

 

     Se sua mãe o fez, Chase supunha que o tinha esquecido. Estava começando a sentir-se como uma vil mofeta. Plenamente consciente desses ainda assustados olhos verdes, cravados nele, esqueceu suas doloridas costelas e se encolheu de ombros. O movimento lhe provocou um gesto de dor. Considerou pensar em alguma mentira rápida, mas inclusive com sete anos de prática, mentir não lhe resultava fácil. --Estava aborrecido, admitiu. --Quando lhes escutei aqui embaixo, não imaginei que lhes importaria se unia a vocês.

 

     -"Que não nos importaria! Se já uniste a nós". Índigo chegou a pernadas até a borda, suas bonitas pernas flexionando-se sob seus calções. Ela entregou ao Chase a sua sobrinha dormida. -"Faz algo útil enquanto procuro a roupa do Franny". Enquanto ela se ia brincando de correr de volta pela borda, gritava -"Que verguenza, que verguenza! Rogo-te que lhe perdoe, Franny. Dizer que tem o cérebro de um macaco seria lhe adular".

 

     Chase Kelly? Conforme o dizia parecia que tinha dez anos. E um cérebro de bonito? Não há como uma irmã para baixar as fumaças a um homem. Tinha passado um tempo desde que alguém se atreveu a chamar o Chase por seu nome completo.

 

     Acariciando o encaracolado cabelo da Amelia Rose tratou de sustentar a de forma confortável. Aos dezoito meses, era um doce vulto, toda ela bebê rosado e gordinho. Tinha o cabelo negro como asa de corvo de seu pai assim como as pestanas, com seus rasgos mais delicados. Sua roupa interior de encaixe estava úmida de jogar no arroio. Chase curvou uma mão sobre seu culete nu e sorriu. Agora sabia como se originou o dito "suave como o culito de um bebê". Sua pele parecia veludo.

 

     -"Olá tio Chase!". Hunter chegou caminhando trabalhosamente da água, seu pequeno corpo fracote brilhando como o bronze molhado sob o Sol. Chamando-se igual a seu avô, o menino parecia mais Comanche que branco, seu tom de cabelo era negro e tão liso e reto como uma bala em um dia sem vento. -"Quer apanhar cães de água?"

 

     Chase olhou por cima do balanço da cabeça do menino para ver o Franny, o Anjo de olhos verdes, tentando vadear o arroio sem mostrar nenhum de seus encantos. Posto que já tinha visto tudo o que terei que ver, poderia lhe haver economizado o problema, mas se imaginou que Índigo poderia lhe pendurar se o dizia. -"Estou muito vexado com estas costelas, para caçar cães de água, Hunter. Possivelmente em outra ocasião".

 

     -"Anda, por favor! Jogar com garotas não é divertido".

 

     Chase se figurava que dependia de como estivessem vestidas as garotas e de quem estivesse jogando. Hunter era obviamente muito jovem para apreciar as formas femininas, o que explicava por que sua mãe e seu amiga Franny se sentiam livres de revoar ao redor dele em nada mais que sua roupa interior.

 

     Mantendo educadamente seu olhar afastado das mulheres, Chase observou ao Hunter voltar para arroio. Em questão de segundos. O moço se recuperou de sua decepção e se mergulhou em busca de outro cão de água. Quando Chase aventurou outro olhar em direção às mulheres, Franny permanecia na borda vestindo uma blusa branca de pescoço alto e manga larga e uma saia azul com muito vôo, ambos os objetos se pegavam a seu corpo molhado. Ainda com suas bochechas rosadas, ela empurrava seu ineficazmente despenteado cabelo, refazendo o coque em sua cabeça.

 

     -"Franny, eu gostaria de te apresentar a meu irmão, Chase Kelly Wolf", Índigo disse bruscamente. -"Como estou segura de que recordará, o outro dia te disse que ele estava em casa recuperando-se de um acidente acontecido na exploração madeireira".

 

     O tom de Índigo fez ao Chase sentir-se como se tivesse a gripe. Ele apartou seu olhar da parte traseira da ajustada saia da loira e disse: -"Encantado de conhecê-la, Franny". Ele pensou que o nome do Franny lhe sentava bem. -"Peço-lhe desculpas por interromper seu banho".

 

     Seu rosto se alagou de cor de novo. -"Não tem importância", disse em uma voz tão baixa que ele teve dificuldades para captar as palavras. Ela alisou sua saia evitando seu olhar. -"Bem..., Índigo, acredito que devo partir ".

 

     Com isso, ela fez uma inclinação de cabeça na direção do Chase, ainda sem lhe olhar. Então ela se colocou um chapéu com uma ampla touca que ocultava seu rosto. depois de atar as cintas ao queixo, agarrou seus sapatos e suas meias molhadas e a seguir iniciou o caminho. Como Chase estava sentado no meio desta, sustentando um bebê dormido, ela teve que deter-se depois de dar alguns passos e levantou seus enormes olhos verdes para ele. Chase sabia condenadamente bem que ela não se atreveria a passar através da maleza, a menos que ela queria ter um mau caso de carvalho venenoso. Nestas montanhas, estas coisas cresciam tão grosas como o cabelo nas costas dos cães, e a maioria da gente era alérgica a ela. Especialmente as pessoas de pele clara.

 

     Inclusive em sombras pela asa do chapéu, esses olhos seus lhe golpearam duramente. Chase lhe dedicou um sorriso preguiçoso, extrañamente satisfeito de estar sentado em seu caminho. Repentinamente o pensamento de permanecer a maioria do verão no Wolf´s Landing com nada melhor que fazer que bater seus polegares já não lhe parecia que era uma pesada cruz que tivesse que suportar. -"Não há necessidade de apressar-se, Franny".

 

     A ponta de seu nariz arrebitado ficou escarlate. -"Sim, realmente devo ir. Acredito que posso conseguir lhe rodear. Por favor não se incomode".

 

     Chase não tinha intenção de mover nem um só músculo. Quando ela começou a lhe rodear, ele voltou os olhos a seus pés descalços e à visão do tornozelo que sua saia levantada lhe proporcionava. Tinha magros e pequenos dedos com delicadas unhas que lhe trouxeram para a mente as translúcidas pétalas das flores. Um leque de frágeis ossos interconectados enchia de graça a parte superior de cada pé. Ele elevou o olhar a seu rosto.

 

     Seus olhos se encontraram, e por um instante, Chase se sentiu como se de novo estivesse sendo esmagado por dois troncos. Falando de beleza, esta jovem lhe dava completamente uma nova definição à palavra. Não era tanto que seu rosto fora perfeito. O que golpeou ao Chase foi o doce e inocente que parecia, do tipo que faria que um homem queria lutar com os pumas por ela e ganhar. esqueceu-se completamente de suas costelas.

 

     Não desejando sobressaltá-la, temperou sua voz e disse: --"Espero que venha de novo, Franny. Possivelmente a próxima vez pares depois em casa e tome um pouco da limonada de minha mãe. É a melhor do Wolf´s Landing".

 

     Por um momento, ela ficou congelada ali e o olhou fixamente, como se não pudesse dar crédito a seus ouvidos. Então seu rosto se voltou carmesim de novo. Sem uma palavra ela deu um giro e desapareceu entre as árvores, sem olhar atrás.

 

     -"Isso não esteve muito bem", disse Índigo com uma voz tremente. -"Como pudeste Chase? Não pensava que fora parte de ti o ser tão mesquinho".

 

     O perplexo sorriso do Chase desapareceu e se voltou para olhar a sua irmã, que permanecia de pé perto da água, as mãos sobre seus quadris, seu leonada cabeça inclinando-se com zango para um lado. Ao Chase não importava ser acusado de maldades quando as tinha cometido, que admitia era a maioria das vezes, mas ele sentia que esta reprimenda não a merecia.

 

     -"Quer dizer convidá-la a tomar limonada?".

 

    -"Sabe muito bem que ela nunca imporá sua presença a nossa mãe. Não quero dizer que mamãe não lhe desse a bem-vinda, e nosso pai também. Mas Franny é muito doce para pô-los em um apuro. Você sabe como é a gente de mãe nesta cidade. As línguas murmurariam durante uma semana se uma mulher com a profissão do Franny falasse com qualquer".

 

     Chase o digeriu. -"Perdi-me algo?". Olhou ao redor para estar seguro de que Hunter estava ainda ocupado com a captura de cães de água. -"Pela forma em que o diz, qualquer pensaria que é a prostituta do povo".

 

     Os olhos de Índigo se abriram de repente. -"Certamente pode pensar em outra palavra mais cortês que essa, e isto não é divertido, está atuando como se não soubesse. Juro que o trabalho com os rudes lenhadores te arruinou para estar com gente respeitável".

 

     Uma visão do doce rosto do Franny apareceu na cabeça do Chase. Com esses enormes e inocentes olhos, ela não poderia ser... Não, era impossível. Chase não pretendia ser um conhecedor das mulheres, mas depois de viver nos acampamentos madeireiros durante muitos anos, seguro como o inferno que reconheceria uma saia ligeira quando a visse.

 

     -"Índigo. Está tratando de me dizer que Franny é uma puta?".

 

     Ela fez um som de frustração. -"Não a chame assim, hei-lhe isso dito... Porque ela é meu melhor amiga e se não, não te contarei coisas importantes dela. Se tiver que chamá-la de algum jeito, chama-a desventurada".

 

     Ao Chase não importava nada como a chamasse Índigo, uma puta era uma puta. Uma imagem veio a sua mente, da extravagante e frisada cabeça loira com pintura gritã na cara e trabalhando no Saloom. Por respeito a seus pais, Chase nunca tinha visitado as habitações superiores do Lucky Nugget durante seus breves visita casa, assim que ele não tinha emprestado especial atenção à Pomba Manchada que trabalhava ali, mas agora que pensava nisso, recordou que a mulher respondia no nome do Franny. Ele entrecerró os olhos. -"Essa garota é a prosti..."- calou-se de repente e tragou saliva. -"É a desafortunada que trabalha no Lucky Nugget?".

 

     -"Em certo modo".

 

     -"Em certo modo?" Chase olhava fixamente a sua irmã. Esta era uma de suas brincadeiras. Deixou a Índigo que tentasse tomar o cabelo. -"O que quer dizer em certo modo?".

 

     Ela enrugou seu nariz, claramente impaciente com a limitada inteligência masculina. -"Ela não está ali exatamente quando os clientes a solicitam"... encolheu seus esbeltos ombros.-" É difícil de explicar. Só não seja rude com ela. Promete-me isso Chase?".

 

     -"uma espécie de prostituta que não está exatamente ali quando os clientes vão a ela?". Chase pôde ver que isto tinha perfeitamente sentido para Índigo, mas maldito inferno se ele entendia do que estava falando.

 

     -"Não é sua culpa o estar metida nesta confusão", Índigo prosseguiu. -"Os homens não destes às mulheres muitas opções quando se trata de ganhar o pão. Franny é verdadeiramente desafortunada".

 

     Chase pôde ver que Índigo estava terrivelmente séria. Jogou uma olhada à borda ao ponto onde Franny, o Anjo, tinha desaparecido. Logo olhou de novo a sua irmã, ainda não podia acreditar o que estava ouvindo.

 

     Franny, o vergonhoso anjo de olhos verdes, era uma prostituta?

 

                                           CAPÍTULO 2    

Três horas mais tarde, Chase se balançava para trás em uma das cadeiras da cozinha de sua irmã, sustentando uma taça de café em seus lábios. Em frente dele, Jake Rand, seu cunhado, estava sentado com a Amelia Rose em seus joelhos, lhe dando de comer uma mescla de carne, molho e purê de batata que tinha um aspecto horrível. Amelia Rose mantinha sua língua fora e fazia arcadas, seus enormes olhos marrons alagados de lágrimas.

 

     --“Carinho, tem que comer”, Jake informou a sua filha em um tom lisonjeador. –“Um bocado mais para seu papai?”.

 

     Amelia Rose expulsou a mescla fora de sua língua com seus dentes e o deixou cair sobre seu regaço. Ela pestanejou e se estremeceu. Jake suspirou e tratou de tirar a mescla de seu bonito vestidito.

 

     --"Essa é a melhor desculpa para não comer a pior comida que vi em minha vida"- comentou Chase. —“Não sente saudades que não queira comer”.

 

     Jake arqueou uma sobrancelha negra, seus marrons olhos brilharam com risada. –“Diz-o a voz da experiência?”.

 

     --“Não preciso ser pai para ter sentido comum”. --"Porquê não jantamos todos o mesmo?". – “me produz arcadas só o olhar isso”.

 

     Índigo se voltou da pia. Com um brilho travesso nos olhos, recolheu a sua filha do regaço do Jake e a entregou ao Chase. --"Insígnia nos como se faz, Tio Chase. Se conseguir que vírgula, prepararei-te um bolo de maçã cada dia durante uma semana".

 

     De forma desafiante, Jake empurrou a terrina do bebê através da mesa. Chase inspecionou a mescla incomestible, e a seguir estudou a sua sobrinha. Gostava do bolo de maçã muito para passar disto. Sonriendo de novo, agarrou o pote de mel que estava fora da mesa e verteu um generoso jorro na comida da Amelia Rose. Os olhos marrons da menina se iluminaram com interesse.

 

   --"Isso é fazer armadilha", gritou Índigo, suas bochechas acesas de um bonito rosa. --"Juro, Chase Kelly, que é impossível. Agora danificaste seu jantar e terei que triturar mais carne de veado".

 

     Chase deu a Amelia Rose um grande bocado. A menina mastigou, piscou, tragou e abriu a boca pedindo outra colherada. Chase dedicou a sua irmã um insinuante olhar. --"me diga que não sei como dirigir às mulheres. Faz uma oferta o bastante doce, e irão a por ela sempre".

 

     Índigo entreabriu seus grandes olhos azuis. --"É terrível explicando as coisas".

 

     Jake sorriu. --"O que importa é que funciona. Se não comer, ficará tão fraca como sua mamãe". Como Índigo passava por seu lado, deu-lhe um beliscão em seu bem arredondado traseiro através de suas calças de ante. --"Embora não tenho nenhuma queixa".

 

     Sua esposa de cabelo dourado avermelhado lhe lançou um olhar de advertência e seguiu lavando os pratos. Chase seguiu colocando a massa adoçada com mel na boca de sua sobrinha. --"Começa com a massa do bolo, anã. ganhei esta aposta".

 

     Índigo sacudiu sua cabeça. --"Saiu gulosa, não há dúvida. Confio em ti para que a anime. E não me chame "anã"!. Sabe como o odeio. E Hunter repete tudo o que escuta”.

 

     --“Como Hunter está agora jogando na parte de atrás, acredito que posso te chamar o que queira”. Ante o olhar indignado de Índigo, Chase sorriu, estremecendo-se quando o movimento lhe fez mal nas costelas, e então retomou a tarefa de colocar colheradas de jantar na boca da Amelia Rose. depois de um momento ficou sério e levantou o olhar. –“Falando de apelidos, isto me recorda... O que quis dizer hoje, mais cedo, quando disse que Fanny só era uma espécie de prosti-- uma espécie de desventurada?”

 

     Índigo se voltou da prateleira dos pratos. –“Franny, não Fanny, e não lhe posso dizer isso mais claro. Só é uma espécie disso, mas não o é realmente”.

 

     Chase dirigiu um olhar inquisitivo ao Jake, quem se encolheu de ombros e olhou ao teto -- um olhar que dizia, mais claramente que mil palavras, que havia vezes em que não entendia a Índigo. Chase estava de acordo. Sua irmã se tornou estranha. É obvio, a gente uma vez havia dito o mesmo dele. Reconhecia que seria uma brincadeira para qualquer deles não ser um pouco diferente, criados como foram por um pai comanche e uma mãe devota católica.

 

     Jake se levantou da mesa. –“Acredito que irei cortar lenha para a chaminé, para ter para amanhã. Quer vir Chase?”.

 

     --“Estarei preparado em seguida”. Chase apurou a terrina da Amelia Rose até deixá-lo limpo e pôs a última colherada em sua boca. O bebê lhe sorriu com suas covinhas nas bochechas. Tomando cuidado de proteger suas costelas, reclinou-se para baixá-la. –“Estarei esperando meu bolo amanhã pela tarde, anã”, disse a sua irmã enquanto ficava de pé.

 

     Índigo levantou uma sobrancelha delicadamente desenhada. –“Não vais fazer me isso, verdade? Não quando fez armadilha”.

 

     Chase lhe piscou os olhos o olho. –“Não disse que não se podia utilizar o mel”.

 

     Chase seguiu ao Jake fora e se apoiou contra o montão de lenha enquanto observava a seu cunhado dirigir habilmente a tocha. Desejava que suas costelas tivessem estado o suficientemente curadas para lhe ajudar, mas ainda lhe faltavam um par de semanas mais. Frustrado por sentir-se inútil, procurou algo sobre o que falar. Como era um tema ao que não deixava de lhe dar voltas, decidiu ressuscitar a conversação que tinham iniciado na cozinha.

 

     --“Jake Não se preocupa que seus filhos estejam submetidos à influência de uma prostituta?”.

 

     --“Surpreende-me, Chase. Pensei que seu pai te tinha ensinado algo melhor que a julgar a outros pelas regras que regem no resto do mundo”.

 

     Chase raspou a sola de suas botas no chão. Durante os últimos anos, os ensinos de seu pai se converteram em um assunto doloroso para ele. Tratar de seguir os passos do Hunter Wolf era uma maneira segura para um homem de conseguir tragá-los dentes de uma patada. ----“Não a estou julgando”.

 

     --“Pois de seguro que assim me soou ”.

 

     --“me chame cauteloso, mas nunca conheci a uma prostituta que não tivesse seu olho posto em ganhar um dólar fácil. Não é nenhum secreto no Wolf´s Landing que provém de uma família acomodada, Jake, e Índigo leva seu coração na mão, sempre o tem feito e sempre o fará”.

 

     --“Para Índigo não é uma má maneira de ser, Jake respondeu com um grunhido. –“Eu gosto de sua maneira de ser”.

 

     --“Como se sentirá quando não houver bacon na mesa porque lhe deu todo seu dinheiro à prostituta local? Lhe estou dizendo isso, tome cuidado. O que outra coisa poderia atrair a uma garota como Fanny para alguém como minha irmã? Índigo é doce, mas excitante, ela definitivamente não o é”.

 

     Jake riu entre dentes. –“Eu a encontro excitante. Suponho que isso depende do olho do espectador, Hmmm? E o nome dessa garota é Franny, não Fanny. me diga no que estas pensando”.

 

     --“No que se não? Pelo preço justo, seu pequeno e bonito corpo é o campo de jogos de qualquer homem.

 

     A mandíbula do Jake se flexionou, e vacilou em seu balanço, pondo mais peso na tocha quando finalmente a cravou na madeira. –“Fala baixo. Hunter está jogando um pouco mais à frente”.

 

     Chase olhou para o caminho e baixou seu tom. –“Simplesmente não acredito que entenda quão séria poderia resultar esta situação. Índigo daria seu último par de mocasines a qualquer que lhe contasse uma triste historia. Confia em mim, sei o que digo”.

 

     --Porque você é muito parecido a ela? Ou deveria dizer que estava acostumado a sê-lo?”.

 

--“A gente troca”.

 

     Jake fez uma pausa para estudar ao Chase por um momento, depois sacudiu a cabeça. trocaste muito, pensou. –“Não estou seguro, inclusive, de se alguma vez te cheguei a conhecer”.

 

     --“É obvio que me conhece. Simplesmente maturei. Isto lhes acontece até aos melhores”.

 

     --“Então quero ser um menino de coração para sempre”.

 

     Isto ardeu. Chase cruzou seus braços e sorriu, simulando que não lhe importava. Mas a verdade era, que estava bastante cansado de que todo mundo em sua família lhe encontrasse falhas. –“Meu trabalho faz a um homem um pouco rude. Isso não significa que no fundo não seja a mesma pessoa”.

 

     Pondo reta uma vara de madeira, Jake se tomou um momento para equilibrá-la. –“Não são suas rudes maneiras os que me preocupam, Chase, a não ser como vê as coisas atualmente. Falando de pessoas com tristes historia, algo me diz que conseguiste a tua própria para contar. Ajudaria-te compartilhá-la comigo?”.

 

     Chase sorriu e moveu suas mãos lhe tirando importância. –“Jesus, Jake Escutaste a ti mesmo? Não sou o único que pensa assim das prostitutas”.

 

     --“Não. Definitivamente não é o único, essa é a pena. Só me pergunto o que te aconteceu para que adotasse essa posição tão dura. Sonhas como amargurado quando me fala assim. tentaste resgatar prostitutas, Chase?”.

 

     --“Não desde que aprendi a lição”.

 

     --“Saiu escaldado. Não é assim?”.

 

     --“Poderia dizer-se que se”.

 

     --“Bom, não deixe que um verme danifique seu gosto pelas maçãs. Índigo diz que Franny é uma garota doce, e eu aceito sua palavra nisto. Sabe tão bem como eu que ela tem uma forma de ver direta ao coração de uma pessoa”

.

     --“As prostitutas não são doces, Jake. Têm que ser duras como pregos para sobreviver”.

 

     -“Não Franny. De acordo com Índigo, ela escapa ao mundo dos sonhos enquanto trabalha. Pela manhã, se acordada sendo a mesma tímida Franny, sem que lhe afete o que passou a noite anterior”.

 

     --“Tem que ser um truque, disse Chase com um bufido”.

 

     --“É o único que tem sentido”. Seu cunhado arqueño uma sobrancelha. –“conheceste ao Franny. Se tiver outra explicação para que seja tão tímida e reservada, sou todo ouvidos”.

 

   --“Ela é uma malditamente excelente atriz. Isso é o que é. Nenhuma mulher que tenha esse trabalho pode ser tão tímida. Estou-te advertindo, não confie. A garota vai detrás de algo. Só que ainda não pôs suas cartas sobre a mesa”.

 

     --“Índigo e ela foram amigas durante anos. Está-a levando muito tempo o as pôr Não?”.

 

   --“Bonitas palavras, marcam-me. Mas viverá para lamentar não me haver escutado”.

 

     --“Esse será meu pesar. A risco de te pôr furioso, Chase, o que passe com Índigo e meus filhos é meu assunto, não teu”.

 

     --“É minha irmã. Suponho que tenho direito a estar preocupado”.

 

     --“Suponho que tenho que te conceder isso. É sua irmã, e sei que a amas”. Equilibrando a tocha em suas costas, Jake procurou o olhar do Chase. –“Tenho-te muito carinho para arriscar nossa amizade te proibindo interferir”, disse brandamente.--“Mas antes de que diga ou faça algo que possa lamentar, me faça um favor e pensa-o duas vezes. Se não acontecer nada irá logo. Não pode esperar te deixar cair por aqui uma ou duas vezes ao ano por um par de dias e fazer grandes mudanças nas coisas que fazemos ou em nossa maneira de pensar. Franny é importante para Índigo. Se disser ou faz algo para danificar sua amizade, isto lhe romperá o coração”.

 

     --“Não desejo vê-la ferida. Essa é toda a questão”. Chase suspirou e sacudiu a cabeça. –“Tentarei ficar à margem disto Vale?”, finalmente cedeu.   –“Mas não farei nenhuma promessa. Só o pensamento de minha irmã tendo ao redor a uma prostituta, faz que me ponham os cabelos de ponta. Meu pensamento é sólido respeito a isto”.

 

   --“Posso ver que o é”, Jake murmurou brandamente.

 

Mais tarde essa noite, estrelas mais brilhantes que diamantes salpicavam o céu de cor anil. No extremo norte da cidade, Chase estava sentado no alpendre dianteiro da casa de seus pais e tentava concentrar-se no brilho leitoso da cara da lua antes que nas duas janelas do piso superior do Lucky Nugget, o único Saloom do Wolf´s Landing. Uma das janelas estava ligeiramente iluminada pelo resplendor de um abajur, a outra estava tão escura como a morte. Chase se imaginou que a janela sem luz provavelmente dava ao quarto do Mai Belle. Os rumores diziam que se retirou e agora vivia de suas economias e uma percentagem dos ganhos do Franny. A mulher maior estava mais que provavelmente dormida agora, enquanto Franny trabalhava na habitação adjacente com a janela iluminada.

 

     Franny. Não conseguia tirar esses enormes olhos verdes dela de sua mente. Tinham-lhe obcecado toda a tarde e a noite. Agora era a hora de dormir e o que estava fazendo? Olhando fixamente a sua janela, perguntando-se que infernos estava fazendo ela exatamente agora.

 

     Como se não soubesse. Embora ele tomava cuidado de não fazer alarde de seus hábitos de vida diante de seus pais e sua irmã, sete anos vivendo em acampamentos mineiros o tinham levado a mais de uma casa de má reputação. Ruivas, loiras, moréias, todas pintadas de forma gritã. depois de um tempo se voltavam imprecisas na mente de um homem. Um lenhador solteiro levava uma vida dura e solitária, o póker, o uísque e as mulheres ofereciam suas únicas pausas.

 

     Houve um tempo no que Chase não poderia ter imaginado que pensaria da forma em que agora o fazia. Mas ninguém permanecia inocente e idealista para sempre. Exceto, talvez, seu pai. Hunter Wolf era diferente da maioria dos homens, pensou, puro de coração e nobre até seus ossos. Ele tinha sentado um exemplo que Chase encontrava impossível de emular uma vez que deixou Wolf´s Landing.

 

Faça-lhe a outros antes de que eles consigam uma oportunidade de lhe fazer isso a ti, era a regra de ouro sob a que ele agora vivia. O mundo real, além destas montanhas, exigia isto de um homem se pretendia sobreviver.

 

     Chase duvidava de que alguma vez pudesse lhe fazer entender isto a seu pai, ou, nesse caso, a sua mãe. Para eles, tudo era bom ou mau, sem nenhuma zona cinza entre eles. Chase sabia que estavam decepcionados com ele.

 

     Joder, se fosse brutalmente honesto, ele supunha que estaria inclusive um pouco decepcionado consigo mesmo. Uma tristeza inexplicável o atravessou. Que estupidez. Um homem tinha que crescer e seguir seu próprio caminho. Era a volta a casa, supôs, não para uma visita rápida como tinha sido seu costume estes últimos anos, a não ser durante dias sem saber quantos. Isto lhe tinha deixado com muito tempo para pensar, muito para recordar como estavam acostumados a ser as coisas.

 

     As coisas tinham parecido tão claramente definidas durante sua adolescência. Nesse então, acreditava que seu pai tinha todas as respostas. Chase olhava a iluminada janela do piso de acima do Lucky Nugget e foi transportado através dos anos à primeira vez que visitou um bordel no Jacksonville. Dez minutos por cinco dólares. Não podia recordar muito a respeito da mulher, só que seu nome tinha sido Clare, e que era gorda e pestilento. Não foi uma pequena maravilha, isto último.

 

     Tinha ido ao bordel com cinco amigos e tinham estado quatro fazendo fila.

 

     Até o dia de hoje, Chase podia recordar o espectador que se sentiu permanecendo nesse corredor desordenado, sujo, esperando seu turno. A essa idade _dieciséis, se recordava bien_ tinham sido todo entrepierna e sem cérebro, com uma força motriz em sua vida: fazê-lo. Todos seus amigos tinham saído sonriendo e gritando de alegria, dizendo coisas varonis como que bote de mel que era, o que o levou a acreditar que estava a ponto de ter a experiência mais emocionante de sua vida. Quando ele finalmente chegou à câmara do deleite, a única coisa que salvou seu frágil orgulho masculino foi que tinha estado tão quente antes de entrar que não perdeu sua valentia pelo menos até que rapidamente obteve sua satisfação.

 

     Como se as façanhas da noite tivessem chegado por cabo ao Wolf´s Landing, seu pai e os pais de seus amigos de algum jeito souberam o que seus filhos tinham estado fazendo no Jacksonville. Cada cabrito tinha recebido uma regañina, Chase incluído. Só que o pai do Chase, a diferença dos outros, não falou de enfermidades, de discrição e tal. A lição do Chase tinha consistido em uma frase inesquecível: "Quem caça aos indefesos e oferece moedas que salvem sua consciência, um dia verá a sola da bota de um homem e não encontrará nenhum consolo em um dólar".

 

     Como ocorria com muitos dos ditos de seu pai, este tinha deixado ao Chase pensando em seu significado de noite durante todo um ano. Não via o que tinha que ver todo aquilo sendo extorquido por uma gorda prostituta. Indefesa? Segundo seus cálculos, Clare tinha mais dinheiro no arca que a cesta da arrecadação do domingo.

 

     Então uma noite inesquecível, quando acompanhou a seu pai ao Jacksonville para assistir a uma reunião de mineiros, Chase soube o que seu pai queria dizer. depois da reunião, todos os homens tinham voltado para o Wolf´s Landing e se congregaram no Saloom. Vários deles, casados ou não, tinham ido acima com o Mai Belle cujo brilhante sorriso parecia pega a sua boca. Chase se escandalizou, a maioria dos quais tinham recorrido a seus serviços eram homens que assistiam à Igreja regularmente e não tivessem saudado a pobre mulher na rua. Era descaradamente óbvio para o Chase que lhes importava um rabanete os sentimentos do Mai Belle, no caso de que eles acreditassem que tivesse alguns. Porque ela estava envelhecendo e voltando-se menos atrativa, inclusive já não lhe pagavam a tarifa de dez dólares.

 

     Quando a prostituta entrada em anos fazia a ronda para o Chase e seu pai, Hunter Wolf colocou em sua mão quatro peças de ouro de dez dólares, o suficiente para oito visitas, de acordo com os cálculos do Chase. Por um horrível momento, pensou que seu pai, a quem sempre tinha acreditado perfeito, planejava trair a sua mãe e ir acima. Mas logo Hunter Wolf havia dito algo que Chase nunca esqueceria.

 

     --“Minha mulher diz que sua porta está ainda aberta. Encontrará amigos dentro de nossas paredes se seus passos a levarem até ali”.

 

     Agora, nove anos mais tarde, Chase olhava fixamente as janelas superiores do Lucky Nugget e se deu conta de que o círculo nunca se fechava. Os dias do Mai Belle como uma mercadoria comercializable tinham terminado, e uma jovem mulher de aparência angélica com assustados olhos verdes, tinha tomado seu lugar. --_"Mas ali pela graça de Deus que a cada mulher nesta cidade, vós os homens não nos destes muitas opções”_.

 

     Chase inclinou sua cabeça para trás contra o poste do alpendre e fechou seus olhos, recordando a jovem prostituta que lhe tinha depenado uns poucos anos antes. A mesma velha amargura subiu dentro dele, mas aqui no Wolf´s Landing com as lições de sua infância lhe sussurrando em todo momento, seu efeito sobre ele era diferente. Em lugar de sentir-se justificado, sentia-se culpado por pensar no que fez. Ainda assim, duvidava de que o tivesse trocado. Algumas das experiências da vida deixavam marcas tão profundas, que um nunca escapa delas.

 

     Franny com os olhos verdes tinha feito sua cama, e Por Deus, ela poderia dormir nela.

 

     Sombras... Franny as sentiu a seu redor, trocando, sussurrando, tocando. Mas não era reais. Às vezes, seus sussurros soavam como perguntas, e se as perguntas encaixavam no diálogo de seus sonhos, respondia. Do contrário, ela não se incomodava. Ninguém lhe pagava por falar, de todos os modos.

 

     Ela fechou seus olhos e se perdeu no brilho do sol. Estava na carreta de caminho à Igreja. A brisa da manhã era doce com o aroma das flores silvestres, e sua mãe estava cantando hinos. Franny pressionava a cabeça de seu irmão pequeno Jason, contra seu peito e lhe abraçava forte, dirigindo seu olhar desfocado para o campo de margaridas pelo que estavam passando. A boca dele lassa estendida em um sorriso tolo. Tomou emprestado o lenço de sua mãe para limpar a baba de seu lábio inferior.

 

     --“Dí que me ama. Quero ouvir lhe dizer isso”.

 

     O peito do Franny se inchou de felicidade para ouvir o Jason falar. –“OH, sim, amo-te”, sussurrou.

 

     A cabeça do Jason, perguntando-se se sabia quanto lhe amava, e o que arrependida se sentia do que lhe tinha feito. A aflição de mãe era outra coisa. Ao menos, Franny poderia fazer a carga de sua mãe mais ligeira e cuidar dela. Mas a vida do Jason terminou antes de que começasse; agora ele vivia em um mundo escuro do que não poderia escapar nunca. E era tudo por sua culpa. –“Quero-te... Realmente o faço. Quero-te com todo meu coração”.

 

     A sombra se afastou, e Franny ouviu o som das moedas. Ela esfregou sua bochecha contra a chenilla e sorriu de novo. Agora estavam na Igreja e as coroinhas passavam as cestas da coleta para o Pastor Elías. Franny se inclinou através de sua irmã Alaina para empurrar o dinheiro dentro da mão de sua mãe. Então guiou o braço de sua mãe, por isso pôde soltar seu dízimo na cesta. Embora Franny tinha ganho qualquer moeda que sua família tivesse, parecia mais correto que fora sua mãe a que fizesse sua doação, era viúva e a cabeça de seu lar.

 

     Outra sombra se colocou sobre o Franny. Escutou uma voz dizer: --“vamos passar um bom momento, doce”. Lhe dedicou um sorriso sonhador e disse: --"OH, sim, um bom momento".

 

     Estava na sala em casa. Era o aniversário do Ellen, e Franny tinha uma grande surpresa para oculta atrás do sofá de cabelo de cavalo, um flamejante par de sapatilhas de salto alto do Montgomery Ward & Company especialmente encarregadas, seus primeiros sapatos de senhorita de verdade. antes de abrir os presentes, é obvio, eles tinham que jogar a algum jogo e comer bolo. Mamãe estava terminando de lhe dar à manivela da máquina de sorvetes. Isso era algo que sua mãe podia fazer sem ajuda, uma vez que Franny a tinha posto em marcha, e parecia desfrutá-lo. Provavelmente porque se sentia útil.

 

     Muito freqüentemente, sua mãe ficava à margem desejando poder participar, sua cabeça inclinada para escutar melhor, seus grandes olhos cinzas fixos no infinito. Franny sabia que isto não era fácil para ela, ficar apanhada na escuridão.

 

     Mas basta de pensamentos tristes. Esta era uma ocasião de celebração. O quatorze aniversários do Ellen! Franny logo que podia acreditar o que sua irmã pequena tinha crescido tão rápido. OH, que bom dia. Os nove foram passar um bom momento. Jason adorava o sorvete.

 

   --“me fale, carinho. me diga como você gosta disto”.

 

     Franny levantou sua saia e girou ao redor do salão abraçada a seu irmão Frankie. Ela estava lhe ensinando a dançar a gastos de seus dedos. Aos dezessete anos, ele era uma cabeça mais alto que ela e tinha uns pés gigantescos que foram em todas direções salvo na forma que queria. Era rápido em aprender, pensou, e Franny estava sempre muito orgulhosa dele. parecia-se muito a seu pai.

 

     --“OH, é perfeito, exclamou. Sinto-me como se estivesse flutuando no ar”.

 

     Frankie ficou avermelhado e disse que tê-la em seus braços se sentia como o céu. Franny riu. Ele dizia as coisas mais tolas, às vezes.

 

     Por fim a sombra se afastou do Franny e ouviu as moedas caindo em sua cômoda, esperando para ouvir como se fechava a porta, manteve seus olhos apertados fortemente pelo que não poderia vislumbrar a cara do homem no breve derrame de luz que entrava em sua habitação do corredor do piso superior. Fazer o contrário significaria ter que enfrentar-se à realidade, e a menos que fora absolutamente obrigada a isso, Franny evitava fazê-lo.

 

     Aos homens que a visitavam parecia não lhes importar a forma pouco ortodoxa em que emprestava seus serviços. Uma mulher que podia ser alugada, isso era tudo o que qualquer deles realmente queria, e em um lugar tão pequeno como Wolf´s Landing, não tinha nenhuma competência pela que preocupar-se e a permitia sua idiossincrasia. Estava disponível do anoitecer até a uma da madrugada, sem exceções. Sempre na escuridão, com um prazo limite de trinta minutos, absolutamente sem exceções. A maioria de seus clientes eram assíduos que aceitavam estas condições sem lugar a dúvidas, gastando só uma terceira parte do tempo atribuído e confiando neles para deixar o dinheiro sobre a cômoda. Algumas vezes se um homem andava um pouco curto de dinheiro, lhe deixava um extra até a próxima visita para cobrir a diferença. Nas estranhas ocasiões em que forasteiros chegavam à cidade e queriam companhia feminina, Gus, o proprietário do Saloom, explicava-lhes as regras recolhia o dinheiro para ela na planta baixa. O acordo liberava ao Franny de ter que lutar com os transações de negócios.

 

     Para distanciar-se ainda mais, Franny trouxe para sua mente uma imagem do Shallows Creek, e com a facilidade que dá a larga prática, caiu rapidamente dentro dela. A luz do sol. Índigo e seus filhos. Enquanto a imagem se voltava mais nítida, sorriu ligeiramente, vendo-se si mesmo com o olho da mente como caminhava trabalhosamente pela água, rendo com o pequeno Hunter enquanto corriam para agarrar o mesmo cão de água.

 

     Então a imagem de seu sonho a produziu um calafrio. Alguém a estava olhando. Franny olhou para cima à sombra de uma árvore. Um homem de cabelo escuro estava sentado com um musculoso ombro apoiado contra um carvalho, seus fortes braços descansando sobre um joelho flexionado. A brisa roçava seu cabelo e formando ondas o colocou tampando sua frente alta. Seus abrasadores olhos azuis a deixaram paralisada. Não podia mover-se, nem respirar.

 

     A maneira em que a olhava a fez sentir-se nua. E bonita. Ela adivinhou quem era, o irmão de Índigo, Chase. Mas pela admiração que viu brilhando em seus olhos, soube que lhe tinha em uma situação de desvantagem. Sem a pintura de sua cara e sem seu cabelo encaracolado grosseiramente, ele não a reconheceria.

 

     Por um louco instante, Franny desejou que nunca o fizesse. Ele era incrivelmente bonito, escuro e moreno, com um aura de poder contido que emanava de seu corpo depravado. Seu sorriso travesso brilhou direta a ela mostrando seus brancos dentes, e emprestando a seus olhos azuis um irresistível brilho. Ela tinha conhecido a muitos homens, mas nenhum a tinha feito sentir assim, como se ela tivesse estado esperando toda sua vida para pôr os olhos sobre ele.

 

     antes de que o sentimento se fixasse, Franny o tinha empurrado longe. Tão bonito como era, Chase Wolf não era para ela. Ela não sabia por que inclusive se entretinha com estas tolices. Quão último ela necessitava ou queria em sua vida era um homem.

 

     Com um suspiro cansado, ela mesma saiu da imagem dentro de sua cabeça e obrigou a seus olhos a abrir-se para procurar as sombras. Estava sozinha, e por seu relógio interno, adivinhou que seu turno tinha terminado. De abaixo chegou o som de risadas e da música do piano. Apertando o bordo do cobertor, deslizou-se da cama. depois de abrir a porta para voltar o pôster para que se lesse "Ocupado", fechou-a e correu o ferrolho. Logo cruzou a habitação para o lavabo. Como era seu costume, lavou todo rastro de seus encontros profissionais antes de acender o abajur. Isto fazia que tudo parecesse menos real.

 

     Quando a habitação esteve iluminada de novo pelo abajur, ela empurrou a um lado o biombo que ocultava a mesa com seu passatempo. Um sorriso lhe tocou a boca enquanto se reclinava em sua cadeira de costura e levantava o vestido que estava fazendo para a Alaina, quem estava a ponto de fazer dezesseis anos. Rosa, sua cor favorita.

 

     Franny arrancou uma agulha da almofada e reatou a tarefa de costurar os volantes à prega.

 

     Em questão de segundos, os sons procedentes da planta baixa se foram apagando passando a um segundo plano, e ela se voltou consciente só das coisas familiares a seu redor que constituíam sua realidade. Seu olhar se dirigiu ao acerto de flores imprensadas sob o cristal -um presente que estava fazendo para Índigo. Na mesa ao lado da cadeira de balanço estava sua Bíblia aberta, a passagem onde ela tinha deixado de ler estava marcado com uma cinta. Estendido junto a sua nova máquina de costurar estava o travesseiro com cara de palhaço que estava bordando para o Jason.

 

     Franny procurou com o pé o pedal da máquina de costurar. Sua tarefa do dia parecia, e agora ela poderia trabalhar no novo vestido para a escola de sua irmã sem mais interrupções. Isto é o que é real, assegurou-se a ela mesma. E tudo o que realmente importava. Suas vagas lembranças do que tinha passado antes foram enviados a esse escuro, secreto rincão de sua mente onde só rondavam os pesadelos.

 

                                                 CAPÍTULO 3  

A luz do sol se projetava sob o pendente do teto e salpicava os tablones da passarela. Desenhando a forma de seu chapéu, Franny a mantinha inclinada à medida que apressada acontecia as lojas. Na brisa da manhã, os aromas deliciosos do arce, o cinamomo, e a levedura emanavam da padaria. Da barbearia vinham os aromas mesclados do perfume de louro, da borracha do suavizador do barbeador elétrico de barbear, da bergamota, e as sai masculinas de banho.

     Ao passar pela loja de roupas, vislumbrou uma nova exibição na cristaleira e retardou seus passos para admirar uma capa primaveril de dama feita de tecido negro perfurado e debruado com bordado de seda negro. Era a classe de objeto que Franny tinha estado pensando em realizar para sua mãe, o suficientemente fina para assistir à Igreja, mas não tão elegante para estar desconjurado ao redor da cidade. O pescoço alto fechado com um delicado laço negro, e combinando com um chapéu de Veneza, cobria um ombro.

     Embora desejava parar-se e estudar o patrão do casaco; não se atreveu. Possivelmente quando ela visitasse seu lar o fim de semana próximo, a loja de roupas do Grants Pass teria capas da primavera de similar desenho entre seus estoque.

     Enquanto apressava seu passo, ouviu vozes através da soleira aberta do armazém geral. Sam e Elmira Jones tinham cento e um libera de sacos de batatas especiais, e apesar da hora temprana algumas das senhoras locais estavam já fora para fazer suas compras diárias, provavelmente esperançadas em conseguir a melhor seleção do envio da batata. Franny não pôde evitar invejar a essas mulheres e a suas amizades. Que agradável séria não temer o reconhecimento, poder levar a cabeça em alto e saudar os transeuntes com um sorriso.

     “Não pense nisso”. Lançando olhadas à direita e à esquerda com o fim de certificar-se que não havia mouros na costa, seguiu seu caminho pela calçada. Enquanto caminhava pela calçada cheia de sujeira, ouviu um sussurro baixo e a voz de um homem. Ela não titubeou, nem elevou a vista. O homem a reconheceu somente porque Franny, a puta, era conhecida por mover-se furtivamente pela cidade usando uma touca que cobria seu rosto. Se se tirasse o chapéu e se girasse para enfrentá-lo, teria pouca similitude com a lujuriosamente vestida e llamativamente grafite Franny do Lucky Nugget, a mulher que ele acreditava que era.

     Essa Franny não existia, não realmente.

     À medida que se aproximava da casa de Índigo, Franny retardou seus passos. Não havia outras residências no extremo sul da cidade, somente a escola, vazia agora devido ao verão. Havia uma escassa proobabilidas de topar-se com alguém inesperado aqui.

     Hoje ela e Índigo planejavam fazer caramelo de água salgada. Uma idéia insana com este calor, Franny sabia, mas igualmente não via a hora de começar. Hunter teria um grande momento na hora de lubrificar com manteiga suas mãos e estirar. Com uma careta, Franny recordou quão última ela estirou caramelo. Seu irmão menor Frankie tinha perdido seu agarre com o caramelo e tinha aterrissado completamente sobre seu traseiro.

     Tomando uma respiração profunda, retirou seu chapéu e levantou seu rosto à luz do sol. Os aromas da cidade não chegavam tão longe, e o ar cheirava a pinheiro e carvalho, um aroma maravilhosamente terroso que a fascinava como poucas coisas. Até que obscurecesse e tivesse que arrastar-se até o Lucky Nugget e assumir sua outra identidade, esta era sua realidade, Indigo, seus meninos e a manhã ensolarada.

     Era bastante para o Franny porque sabia o que tinha que ser. Ela estaria por sempre agradecida com Índigo por sua amizade. Sem essa distração, Franny certamente teria se tornado louca. As finanças faziam impossível para ela visitar seu lar mais de um fim de semana ao mês. Os vinte e oito dias restantes passavam tão lentamente que se faziam eternos e seriam insuportáveis se nunca pudesse escapar dos atavios do salão. Tinha um caso incurável de insônia que somente lhe permitia dormir algumas horas de noite, e sua costura e artesanatos enchiam todas as horas que passava acordada.

Umas vozes chamaram a atenção do Franny através das janelas abertas da pequena casa de Índigo. Reconheceu o aveludado tom do Jake Rand e deduziu que ia atrasado com o trabalho. Desejando evitá-lo, Franny se arrastou ao redor da esquina da casa para esperar até que ele se fora para a mina.

     A sombra de um pinheiro alto caiu sobre dela, e pressionou suas costas no revestimento da casa. As lilás murchas atapetavam a terra, secas e descorados pétalas rangiam debaixo de seus sapatos. Fechando os olhos, inalou seu perfume tênue e escutou à família do Rand que ria junta. Amelia Rose chiava com prazer, e Franny rememorou a seu pai laçando-a ao ar antes de beijá-la e despedir-se. A rouca risada do Hunter a deslumbrava.

     Uma vez, fazia muito tempo já, Franny tinha tido um pai carinhoso como Jake Rand. Até recordava que maravilhoso se sentia seu abraço. Francie, tinha-a chamado, sua pequena moça Francie. Embora Frank Graham tinha morrido por volta de quase dez anos, suas lembranças dele eram tão preciosas que os levaria com ela sempre.

     --“Escutando detrás das portas?”

     Pergunta-a, pronunciada por uma voz profunda, zombadora, fez saltar ao Franny. volteou-se para ver o irmão de Índigo, Chase Wolf, caminhando para ela, iluminado com a luz do sol da manhã por um momento, banhado pela sombra de uma árvore ao seguinte. Sustentava uma taça de cerâmica azul em uma mão, um dedo robusto torcido através da asa, seus nódulos calosos pressionando contra sua base. Viu emanar o vapor para cima e conjeturou que a taça continha café recém feito.

     Para um homem com as costelas fraturadas, movia-se com uma agilidade desconcertante, pernas largas mediam a distância entre elas, seus ombros amplos oscilavam frouxos e em jarras à medida que caminhava dando pernadas. Seu cabelo mogno caía sobre sua frente bronzeada em ondas rebeldes. Seus olhos eram de um surpreendente azul marinho em contraste com sua escuridão a Índia, entretanto era muito fácil imaginá-lo nos planos do Texas, atacando e pilhando, possivelmente inclusive seqüestrando às mulheres brancas.

     Vestia jeans azuis e uma camisa branca sem pescoço, a última feita em casa e era um modelo singelo, as mangas se ajustavam a seus amplos antebraços, a abertura dianteira não estava abotoada e pendurava aberta para revelar os planos brunidos de seu peito e as tiras de musselina branca crua que enfaixava suas costelas. A camisa, suave devido a muitas lavagens, ressaltava as linhas musculares de seu torso como uma carícia, as pontas estavam vagamente remetidas sob suas calças. Franny baixou o olhar a suas botas, pesadas e de reveste grosa com pontas agudas, o tipo que a maioria dos madeireiros usavam. Não obstante, caminhava misteriosamente silencioso, a graça inata e a selvageria de seus antepassados comanches eram evidentes em cada movimento.

   Como ele já tinha visto sua cara ontem, tinha pouco sentido voltar-se para pôr sua touca. Estudou-a como se queria desenhá-la, e um horrível pressentimento se apoderou dela. Evitou seu olhar, assustada sem estar segura de por que.

     Ridículo. Ele não era nada dela, apenas o irmão de Índigo, que estava em seu lar para recuperar-se de uma lesão. Não permaneceria no Wolf´s Landing o suficiente para ser uma ameaça para ela. E se pudesse, por que ia desejar lhe algum dano?

     Franny se forçou a elevar o olhar para vê-lo outra vez e então desejo não havê-lo feito. Ele não falou, mas não era necessário. Seu olhar sustentou a seu em um apertão implacável. Tinha a inquietante sensação de que ele poderia ler em seu olhar mais do que gostaria. Abaixo no arroio ontem, não detectou isso, mas agora percebeu que poderia ser tão intuitivo sobre os sentimentos de outros como sua irmã. A capacidade misteriosa de Índigo de ver debaixo das capas das pessoas nunca a incomodou porque sempre foram boas amigas, e confiava em Índigo.

     Chase Wolf era farinha de outro costal.

     O brilho zombador em seus olhos era diferente ao de ontem. Mais forte, de algum jeito, e cheio de lascívia. Ele sabia a verdade sobre ela; estava escrito em sua cara.

     Franny teve o impulso insano de correr. Mas não podia. Seu olhar a sustentou rapidamente. Como se soubesse que a tinha impotentemente apanhada, sorriu lentamente, sua boca se ampliou singularmente ligeiramente nas esquinas de uma maneira que fez que seu coração pulsasse erraticamente.

     --“É uma manhã formosa, não lhe parece?”; Seu tom era baixo e sedoso, absolutamente ameaçador ou descolocador, mas igualmente seus nervos saltavam com cada inflexão de sua voz.

     À medida que se aproximava, sua proximidade a fez sentir diminuída. Atribuía-o a seus seis pés de alto, uma altura extraordinária, sem dúvida nenhuma herdada de seu pai cuja cabeça e ombros superava a maior parte dos homens na comunidade. Para amplificar sua estatura, tinha uma poderosa musculatura, alguém que lutava constantemente contra os elementos. Sua essência, afiada pela umidade da manhã, moveu-se ao redor dela. As janelas do nariz agarraram os rastros de bergamota e o sabão, que reconheceu como os ingredientes no composto de barbear, e perfume de louro se mesclada com glicerina, usada em xampu liquido caseiro. Em outro homem, a combinação de aromas pôde ter parecido corrente, possivelmente inclusive mundano, mas no Chase Wolf, parecia potentemente masculina.

     Não desejando deixar saber que seu tamanho a intimidava, Franny se pegou contra a casa. Como se ele detectasse sua derrota e a encontrasse divertida, seu sorriso se aprofundava à medida que a estudava atentamente. Esses olhos. Eram tão intensos e de um incrível azul escuro, delineado com grosas pestanas do mesmo tom de seu cabelo. Quando olhava neles, era difícil pensar claramente, ainda menos dar respostas inteligentes.

     --“Você é um quebra-cabeças”, murmurou, --“E nunca pude resistir a um”.

     Franny tentou tragar mas sua garganta se negava a trabalhar. E sua boca se sentia tão seca como o pó. --“Eu…Eu Tenho que ir ”.

     --“Não vá”.

     Sua expressão travessa e marcialmente arrogante, alcançou-a. sobressaltou-se quando seus dedos aveludados roçaram seu ouvido. Ao retirá-los, viu que sustentava uma moeda de ouro que cintilava. Com dedos práticos ele a fez rodar sobre sua palma, atirou-a ao ar, e a agarrou entre seu polegar e índice.

     Agitando a moeda frente a ela, disse com sedosa voz, --“Dez dólares, imagina que os extraí do rarefeito ar”, seu olhar se arrastava preguiçosa pelo decote de sua blusa, --“ e há mais de onde veio isso”, seus dentes brancos cintilavam enquanto falava, e seu olhar era um convite, --“Quantos dólares terei que encontrar detrás dessa linda tua orelha para te convencer de que passe a manhã comigo?”

     Franny se sentia tão humilhada que quis fugir e desaparecer. --“A manhã?”.

     --“A manhã” repetiu ele, jogou uma olhada para acima através dos ramos de pinheiro ao céu espaçoso, --“É um dia perfeito para encontrar um lugar privado com o passar do arroio e passar as horas com uma jovem bonita e serviçal”.

     Piscou, absolutamente segura sobre como dirigir isto. Os homens tentavam às vezes pará-la na rua, mas tinha obtido sempre evadi-los. Wolf Chase se colocava tão perto que ela se sentia como um pedaço de carne intercalada entre duas fatias de pão, a casa detrás e seu peito que bloqueava seu escapamento.

     Procurou freneticamente algo que dizer. --“Eu não vejo cavalheiros fora do salão”.

     --“Eu não sou nenhum cavalheiro”, Ele agitou a moeda ante seu nariz. --“Quanto, Franny? “Quinze te parece? Se demonstra ser talentosa em seu ofício, darei-te outros cinco e talvez inclusive vinte, conjeturo que usualmente o é”.

     --“Não, eu…

     Com um movimento de sua boneca, esvaziou o conteúdo de sua taça de café sobre a erva. Apoiando um braço sobre a casa, inclinou-se e acaricio seu lábio inferior com a moeda. As luzes de brincadeira desapareceram de seus olhos e se voltaram penetrantes.

     --“Qual é seu jogo?”.

     --“Perdão?”

     riu, o som baixo e zombador. --“OH, é boa. Pratica o que faz com seus olhos diante de um espelho, ou é natural?”

     --“Natural?”

     Franny não tinha nem idéia do que queria dizer.-- “Que coisa? Não tem sentido o que diz, Sr. Wolf.”

     “me permita ser mais claro então. por que desejaria uma mulher de suas convicções passar tanto tempo com uma moça e doce como minha irmã?” “Que buscas? E, por favor, não me diga que desfruta jogando e fazendo de babá de dois meninos.”

     --Uma mulher de minhas convicções? Franny tinha ouvido falar dela em piores términos, mas mesmo assim doía. --“É meu amiga. Desfruto estando com ela, isso é tudo.”

     --“Estupidezes”, disparou. --“Conheço sua classe, não cria que não, e sempre teneis um motivo ulterior. O que é, dinheiro? Esperas ganhar sua simpatia e entrar em seus bolsos?”

     --“Não”, Franny negou fracamente. --“Eu nunca o faria…”

     Ele a silenciou pressionando a moeda firmemente contra sua boca. --Escuta e faz-o bem. Pode enganar a algumas pessoas um tempo, ou seja: Índigo e Jake, mas não pode enganar a todo o povo todo o tempo, quer dizer a mim. Manténte afastada de minha irmã e seus filhos. Quão último precisa é uma puta desprestigiada jogando com sua simpatia e arruinando sua vida.

     A indignação emprestou ao Franny um brilho de coragem. Liberando sua boca, disse: --“Acredito que está cruzando os limites, Sr. Wolf. Se Índigo me pedir que me dela afaste, felízmente eu o hare, mas seus desejos não ditarão meu proceder”.

     --“Não o farão? me permita enumerar um par de feitos para ti, bochechas doces. A prostituição está no lado realmente sombrio da respeitabilidade. Uma palavra dita aqui e lá, e não passará muito tempo para ter a todas as damas finas desta cidade esquentando o caldeirão de alcatrão e depenando frangos. Entendeste-me?

     Franny certamente não necessitava que lhe pintassem uma imagem. mais de uma mulher em sua profissão tinha sido arremesso de uma cidade por esses meios. --“Que tenho feito para que…”

     --“Nada,dijo” interrompendo-a. --“Não é pessoal, carinho. Só Miro por meus. Os membros de minha família, de meu pai para abaixo, são muito ingênuos para estar à altura de sua espécie. Isso não se aplica mim. te economize problemas, hmm? Manténte afastada de minha irmã, e nos levaremos bem.”

     Em vez de manter seu olhar, Franny olhava abaixo de seu nariz a moeda. Ela advertiu que sua proposta não ia a sério. Solo a tinha utilizado para provar sua determinação. Não queria problemas, especialmente de um homem como Chase Wolf, irmão ou não de Índigo, tinha um lado perigoso, e se ia atrás de alguém, tinha a sensação de que o iria atrás de seu sangue. Não podia confrontar um escândalo. Grants Pass somente ficava a quarenta milhas, bastante distancia para assegurar-se que nenhum de seus clientes fossem homens de sua cidade natal, mas nem tanto como para que as notícias do Wolf´s Landing não chegassem até ali.

     --“Entendemo-nos?” perguntou brandamente.

     --“Sim”, sussurrou, incapaz de dizer algo mais. Tão triste como o verão sem sol, estaria sem a amizade de Índigo, teria que resignar-se pelo menos até que Wolf se fora.

     --“Já me parecia uma garota inteligente”.

     Ele se endireitou lhe brindando mais sitio, Franny fechou os olhos ao invadi-la-as náuseas. Rogou por não envergonhar-se esvaziando seu estômago sobre suas botas. Quando se sentiu um pouco mais controlada, levantou seu rosto para ele descobrindo uma expressão incerta que turvava seus olhos. Nesse instante, entendeu que debaixo de sua armadura tinha um lado compassivo, que lamentava ser tão cruel.

     Sentindo-se afogada por sua cercania e seu perfume masculino, Franny o rodeio. depois de tudo, havia dito o que tinha vindo a dizer. Ele deveu havê-la observado deixar o Saloom e segui-la, o que explicava seu encontro. Uma emboscada, mais ou menos.

     Para sua surpresa e consternação, não as engenhou para ficar completamente fora de seu alcance antes de que seu braço a detivera. As pontas de seus dedos queimavam através do tecido de sua manga. Um arrepiou a invadiu, e se esforçou por deixar de tremer. Ele lanço um olhar interrogante e ela esperou a ver se queria fazer mais sangre com sua língua afiada. Em troca, deslizou a peça de ouro em sua mão e dobrou seus dedos ao redor dela. Ao minuto relaxou seu agarre, Franny fez o mesmo e a deixou cair silenciosamente na erva. Não tranqüilizaria sua consciência tão facilmente.

     Esperou ver em seu olhar o brilho do desprezo. Era tão fácil para ele condená-la. Se procurasse um trabalho no Wolf´s Landing, provavelmente receberia uma dúzia de ofertas de um trabalho decente antes do meio-dia. Pensava que ela não trabalharia felizmente junto a ele na madeireira se a queriam contratar? Realmente acreditava que gostava da forma em que se mantinha? Deus a perdoe, se tão somente soubesse o que era para ela. Não se mostraria tão arrogante.

     Imediatamente em que liberou seu braço, Franny recolheu suas saias e caminhou através da erva, resistindo as vontades de correr, não lhe daria essa satisfação.

     Chase observou como sua forma desaparecia, sua garganta apertada com uma emoção que não podia nomear. Esse olhar em seus olhos. Nunca poderia esquecê-la. Não só desprezo, mas também uma ferida muito profunda para as lágrimas. Não podia compará-la com as prostitutas que até agora tinha conhecido. Não havia nenhuma similitude. Franny, qualquer fora seu sobrenome, tinha a marca de uma dama. Inclusive a forma em que se movia era correta e afetada.

     Um brilho brilhante atraiu sua vista, e baixou seu rosto para ver a peça de ouro atirada na grama a seus pés onde a sotaque cair. Assim desprezava seu dinheiro. Pisoteou a moeda deixando-a tiragem no pasto, resistente a recolhê-la. No que ele concernia podia permanecer aí e jogar raízes.

     --“O que lhe disse?”

     A voz de Índigo transpassou o ar da manhã até chegar a ele. Olhou-a fixamente, resistente a admitir o que havia dito e a recuperar seu dinheiro.

     --“O que era necessário dizer”.

     Seus olhos azuis afligidos não lhe deram quartel, Índigo se abraçou a sua cintura e foi para ele.

     --“O que quer dizer? O que era necessário dizer, Chase?” Tinha passado tempo da última vez que se sentisse como um moço disposto. Zangado de sentir-se culpado quando seu único crime era cuidar de sua irmã, tragou para umedecer sua garganta. --“Uma puta não tem nenhum assunto com uma moça decente. É muito doce para seu bem, carinho. O que acontece sua reputação? E se não te importa isso, O que acontece seus filhos? Quando alcançarem a idade adulta não se preocupa que os humilhem as falações sobre sua mamãe e as relações que mantém.

     Os olhos de Índigo se ampliaram e sua tez naturalmente clara empalideceu. Olhou para baixo, viu a peça de ouro atirado a seus pés e gemeu.

     --“OH, Chase, o que tem feito?”

   --“O que tinha que fazer, respondeu brandamente. Sei que se preocupa por ela, Índigo. Mas não pode tomar todos os males do mundo sobre seus ombros. Franny escolheu seu caminho. Não o caminhe com ela. Tem família em que pensar.”

     Os olhos de Índigo se encheram de lágrimas e sua boca começou a tremer.

     --“Índigo…” começou.

     --“Não”, disse temblorosamente. --“Por favor, não diga nada mais. Acredito que já há dito bastante.”

     Chase não podia entender sua reação. Certo, tinha esperado que se incomodasse. Mas isto? Fez o que faria qualquer irmão preocupado. Ela não podia ver isso?

     --“Agora está zangada”, disse brandamente, --“mas depois veras que só atuei em seu melhor interesse. “

     --“E com o Franny? Em seu melhor interesse? Eu era sua única amiga.”

     Soltou uma gargalhada zombadora. --“Desde quando as putas esperam ter amigos? Jesus, Índigo, certamente não pode ser tão ingênua.”

     --“Ingênua? Ou compassiva. E enquanto estamos no tema de não poder acreditar, não posso acreditar o duro que te tornaste.”

     --“Índigo...” ele tentou de novo.

     --“Índigo, nada. Quero que vá diretamente ao Lucky Nugget e peça desculpas ao Franny. É a sério, Chase Kelly. Até que o faça não me visitará novamente.”

     --“Bom.”

     --“Bom?, Chase, você lhe pedirá desculpas”

     --“Pedir desculpas?”, ele se ecoou. --“por que?”

     Índigo evitou seu rosto.

     --“Até que o entenda por ti mesmo, talvez seria melhor que não viesse por aqui”

     --“Desculpa?”

     Ela havia tornado seu olhar acusador a ele. “Escutou-me. Se for proteger a meus filhos da fealdade deste mundo, possivelmente devo começar contigo”.

     --“Está falando a sério?”

     --“Mortalmente séria.”

     Chase podia ver que o estava. Esquecendo suas costelas, dobrou-se para recolher sua taça embora teve dificuldade para endireitar-se. Índigo intento ajudá-lo sustentando seu braço, mas ele se afastou. --“Não me toque”. Minha fealdade pode contagiar-se.

     --“OH, Chase”, disse tremente. --“Nem sequer te conheço já. Onde foi meu irmão?”

     --“Fui ao inferno e voltei” cuspiu. --“Vive aqui em seu pequeno mundo protegido e crie sabê-lo tudo. A verdade é que não sabe nada a respeito de mulheres como Franny. Nenhum de vocês sabe. Só estava tratando de ajudar. Mas, bom. Se assim me for agradecer por que incomodar-se? Aprende sua lição como eu o fiz, da maneira mais dura. Não me chore quando se começarem a ver suas verdadeiras cores.”

     Com isto, afastou-se, tão furioso como ela. Ao inferno com ela. Para alguém tão contra as críticas, entretanto não duvidava em julgá-lo.

 

                                             CAPÍTULO 4

Os grilos cantavam na escuridão e os mosquitos zumbiam ao redor da cabeça do Chase. Depois de tomar outro gole do jarro de bourbon que tinha comprado no Saloom, limpou sua boca e se reclinou pesadamente contra um pinheiro, seu olhar estava fixo nos ramos delineados contra o céu cobalto.

     Um braço cobria seu joelho machucado, sua garrafa de uísque pendurava de um dedo pelo cabo. Sua outra mão, acariciava o bolso da camisa que continha um cigarro fumado na metade que tinha enrolado anteriormente. Arranhando um fósforo contra a costura de suas calças jeans, entortou os olhos ante a labareda brilhante do fósforo e inalo profundamente. Ao exalar a fumaça, riu suave e amargamente, enquanto sacudia sua cabeça.

     Como seu tio Swift estava acostumado a dizer, se esta não era uma situação insólita, não sei qual poderia sê-lo. Aqui estava ele, um homem crescido ocultando-se de seus pais no pátio traseiro. Toda a tarde, sua mãe tinha estado caminhando com uma expressão de ter tragado ilumine. Seu pai tinha pouco que dizer. Chase logo que podia permanecer na mesma casa com ambos.

     Tudo o que tinha feito era uma proposta a uma prostituta. Se isso era um delito, que adicionem seu nome a uma larga lista. O sexo era o negócio da garota; Por Deus santo. Não é como se ele tivesse insultado a uma senhora. Cada vez que Chase pensava nisso, sentia uma lenta queimação.

     Apesar de seus pensamentos calou, sabia que Índigo lhes tinha falado sobre seu bate-papo com o Franny. Supôs que esperavam que fora ao Saloom, chapéu em mão, a desculpar-se. Com uma puta, de todas as coisas loucas que tinha escutado, e por lhe oferecer dinheiro pelo qual se vendia cada noite florescente da semana. Fazia o que era necessário fazer- o que Jake ou seu pai deveriam ter feito- e não sentia nenhuma pingo de remorso.

     Tomando outro gole de uísque, Chase tentou calcular quanto tempo mais teria que permanecer no Wolf´s Landing. Muito, isso era uma certeza. No instante em que suas costelas se curassem, largaria-se. E se sua família pensava que voltaria logo de visita em qualquer momento, levariam-se uma surpresa. Já tinha bastante desta porcaria.

     --Bom uísque? -

     O som repentino da voz de seu pai o assustou, testemunho de como estava de intoxicado realmente. Treinado na luta a Índia desde que alcançasse um joelho de altura, detectava a uma pessoa antes de que chegassem a vinte pés perto dele. Olhou com fixidez através da escuridão, tentando lhe enfocar. Não era difícil vislumbrar os contornos de sua alta forma. Sacudindo a um lado seu cigarro, ofereceu-lhe a garrafa, duvidando que seu pai aceitasse. –-É razoavelmente agradável. Quer um gole? -

     Com a agilidade de um homem muito mais jovem, Hunter tomou a garrafa e tomou assento à maneira a Índia a seu lado. Inclusive na penumbra, Chase pôde observar as facções esculpidas que eram um reflexo das suas. Tempo de conferência. Apenas a maneira em que ele tivesse querido passar sua tarde. Devido ao calor, seu pai não vestia camisa. No claro de lua, seu peito e ombros nus cintilaram como o bronze gentil, seu cabelo escuro comprido como uma cortina de seda que trocava cada vez que se movia. Inclusive depois de viver durante vinte anos entre brancos, havia um lado selvagem que não podia ignorar-se, um bordo perigoso que, em opinião do Chase, ao comparar-se o com outros homens os para empalidecer. Seu pai era comanche até a medula. Tinha-o sido sempre, sempre o seria. Não é que ele tivesse um problema com isso. Ele considerava injusto que seu pai esperasse que vivesse sob o mesmo sistema de regras simplesmente porque fora seu filho e tivesse herdado seus rasgos índios. Nos campos de exploração florestal, um homem lutava para sobreviver, sem ter em conta sua herança e tudo o que isso suportava.

     Com seu cérebro intumescido pelo licor, Chase se encontrou expressando esses sentimentos antes de dar-se conta do que dizia. – Todos vós são tão rápidos na hora de julgar, desde que voltei, solo escutei o muito que troquei. Nenhum de vós gastou nem um só minuto perguntando-se por que.

     Hunter tomou um gole do bourbon e assobiou forte através dos dentes brancos. Passou-lhe de novo o jarro e replicou: --Queima-te até o intestino- limpou sua garganta e se estremeceu. --E para responder a sua pergunta, sim, perguntei-me isso-

     --Bem, pode estar seguro que não me dei conta, estou farto da crítica, como se todos vós fossem tão perfeitos para criticar.-

     --Possivelmente tentamos somente te entender, Chase-

     --Entendo- ele replicou -E se tanto queriais me entender por que não me perguntaram diretamente?

     --Agora estou aqui para falar.

     Era certo, não obstante um pouco tarde. –-Possivelmente Jake tenha razão. Nenhum de vós me conhece agora. Sei que troquei. O que me irrita é que nem sequer lhes importa o por que- tomou um gole comprido da garrafa. –“Como podia evitar trocar? Essa é a questão. A vida não foi uma cama de rosas para mim, sabe? Durante sete anos, vivi nas piores condicione que possa imaginar, trabalhando com a primeira luz do dia até a escuridão, economizando cada penique que poderia investir em terra. Durante a estação de chuvas, passei dias molhado, e na noite, arrastava a uma cama humeda”.

     Hunter observava a escuridão, sem dizer nada. Chase se sentiu animado por seu silêncio a continuar.

     --Índigo diz que sou duro. Mamãe e você não me criticais abertamente, mas o vejo em seus olhos. Desaprova no me converti, e não o negue.

     --Não o negarei, dizer que não desaprovamos algumas costure que pensa e faz seria uma mentira. Isso não significa que tenhamos deixado de te amar ou que não haja aspectos teus que admiremos.

     Apesar da resposta generosa, as críticas picaram. Chase digeriu o dano com outro gole de uísque. --Bem, entende algo. Eu não me endureci sozinho porque soasse bem.

     --Não? Então me explique por que.

     --Sou de uma raça, em caso de que o tenha esquecido, um quarto comanche.

   -- Sim. Uma raça. Meu sangue corre por suas veias.

   --Não te ofenda, mas segundo a gente branca, isso me faz menos humano.

     As palavras penduraram como um pano mortuário entre eles. Imediatamente quis retirar suas palavras. --Sinto muito, pai, não quis dizê-lo assim.

     --Sim, quis dizê-lo- disse brandamente -E saber como se sente deixa meu coração na terra.

     Chase apertou seu punho ao redor do pescoço da garrafa. –“Não é como me sinto. Sabe. Mas é uma verdade da que não podemos escapar, não obstante. além das montanhas, a gente me joga um olhar e sabem que há um pele-vermelha em alguma parte de minha árvore genealógica. Isso automaticamente me converte em sujeira sob seus pés. Não sou considerado tão bom como um homem branco e isso é o que conta. A única maneira de superar isso é podendo. O dinheiro é poder”.

     -Já vejo.    

     --“Não, não o vê, nunca o fará. Mamãe e você criaram seu próprio pequeno mundo aqui, um lugar seguro. Nunca teve que confrontar quão mesmo eu, não na mesma medida. Tornei-me mais duro possivelmente, mas tive que fazê-lo para sobreviver”.

     Hunter suspirou. --Chase, se sua mãe estivesse aqui, diria que te está sentando em uma grande terrina cheia de lástima.-

     ---A terrina da lástima- Chase corrigiu.- Então lhe golpeou o que seu pai havia dito.

     --Jesus. Tenho que escutar isto?-

     --Não, pode tampar seus ouvidos.-

     --Pensa que me tenho lástima. Vacilou um momento, perguntando-se se possivelmente a tivesse. --Bem, se alguém tiver razões, esse sou eu.

     --me diga as razões.

     Isso era uma petição que podia cumprir. --Quando pela primeira vez fui aos campos, tentei viver sob seus ideais puros, tratando a outros como quisessem que me tratassem .

     --OH, sim? Isso me faz sentir orgulhoso.

     --Sim?, pode deixar de está-lo. Consegui mierda de cada maneira concebível, e quando os bastardos não se metiam comigo, desatavam o inferno sobre mim.

     Hunter sacudiu sua cabeça. --E seu foi um sujeito tão pequeno?-

     O sarcasmo revelado forçou no Chase algumas orações. Estava possivelmente no bote da machuca. Ou possivelmente seria mais exato dizer que estava afogando suas penas no uísque. Seu pai assinalo seu ponto de uma maneira que era impossível zangar-se. Entrecerró os olhos.

     --Quer ouvir esta história ou não?

     --Necessitarei uma manta para me limpar as lágrimas. Mas, sim, quero ouvir.

     Chase franziu o cenho. --Onde estava eu? -

   -- Estava na parte em que o inferno que abatia sobre ti.

     --Sim, tem razão. De todas formas, passei-o mal até que me defendi, até que me voltei tão mau como eles. Fez uma ameaça de brinde com a metade jarro vazio. --E agora aqui estou, transformado em uma pessoa que não suporta.

     --Amo-te, Chase, com cada respiração.

     ---Correto. Mas você não gosta. Chase o enfatizo com outro gole do uísque. --É gracioso, estais tão determinados a não julgar a uma pequena puta. Mas e eu?.-

     --Franny é uma vítima.

   --E eu não?.

     --Somente se escolhe sê-lo. Seu pai se deu a volta para olhá-lo. --Por suas próprias palavras, os homens nos campos eram cruéis até que te defendeu, treinei-te para a luta, se recordar. Sei que quando finalmente devolveu os golpes, fez-o com grande vingança, ao igual a à maneira da Gente.

     Nisso, pelo menos, Chase teve que admitir que tinha razão, ele lutou para ganhar e geralmente ganhava, inclusive às vezes se passava com a força. A rendição não estava uma incluída no vocabulário de seu pai e nunca a tinha ensinado a seus filhos.

     --As Frannys deste mundo não têm nenhuma arma, seu pai se levantou --e seu braço não é forte para dirigir uma arma se tivessem uma. Os homens sem coração as utilizam e para sobreviver devem render-se. É sua única opção e sua vergonha maior. Uma da qual não há escapamento. Vítimas, Chase, todas elas.

     --Discrepo. Se isso fosse verdade, deveriam aceitar a ajuda quando lhes é oferecida, e sei por experiência que não o fazem, não pode ajudar a alguém que não quer ajudar-se a si mesmo.

     O silêncio outra vez, um silêncio doído, incômodo. Supôs que era uma dose amarga de tragar para seu pai, que tinha compartilhado tão desinteresadamente com todos, que tinha esperanças de que seu filho abraçasse os mesmos valores. Agora via que seus caminhos se separaram.

     Como se seu pai lesse seus pensamentos disse: --Conheço a trajetória para seus sonhos, Chase.

     --Sim?-

     --Não perca seu caminho.

     A advertência aprazível paralisou seu coração.

     --Estes teus sonhos. São dignos tendo em conta tudo o que sacrificaria para obtê-los?-

     --A posse da terra de bosques madeireiros, foi meu sonho desde que posso recordar. Desde menino tinha estes planos. Sempre soube.

     --Mas não pelas mesmas razões. E o que ganharia? Bolsos cheios, grande poder e um coração vazio?-

     --Despreza-o se quiser, mas o poder é a única maneira de obter algo. Já possuo uma zona de terra importante. economizei bastante para comprar outra. Um dia, logo, serei mais rico que qualquer que tenha conhecido nunca. Tão rico que ninguém, ninguém em qualquer parte, poderá me olhar de acima.

     --Ah, sim. E terá esse poder do que falas. Hunter levantou sua Palmas e olhou as linhas gravadas ali. –-Solo recorda que o dinheiro não o é tudo, vê tudo ao que Jake renunciou para estar com Índigo, para criar a seus filhos aqui.

     --O que me estas pedindo? Que renuncie a meus sonhos, estabeleça-me no Wolf´s Landing e trabalhe em uma mina vinda a menos.

     --A mina ainda proporciona ganhos constantes.

     --Logo que proporciona o suficiente para a subsistência de duas famílias. E quando se acabe tudo o que tenha que dar? Então o que? Cavaremos outro túnel e rogaremos encontrar ouro? Possivelmente possa viver dessa maneira, não sabendo de onde virá sua outra comida, mas quero mais da vida.

     --Mais? Não acredito.- Hunter gesticulou para a casa de madeira detrás deles, depois varreu seu braço para indicar a propriedade circundante.

     --Que mais pode um homem ter, Chase? Há amor aqui e paz. Essas coisas não se podem comprar com nenhuma moeda.

     --Eu não sou um mineiro, você gosta, a Índigo também. Mas não é para mim, nunca o foi. Sempre soube. --Chase esfregou a ponta de sua bota não importava que não pudesse ver a maldita coisa.

     --Não peço que seja mineiro, só o melhor homem que possa ser. Preocupam-me seus sonhos, não porque os desaprove, a não ser no que lhe estas convertendo enquanto os segue. É Chase Wolf, meu filho, e estas abandonando isso.

     --Por ser seu filho, tenho que ser perfeito?

     --um pouco de perfeição é bom.

     --um pouco? Certamente que não sou tão mau. Chase centro seu olhar nos troncos escuros ao outro lado do arroio, examinava suas faltas, as quais em sua opinião eram poucas. --Excedi-me um pouco, me dispare.

     Hunter o observou com uma expressão exasperada.

     --Que mais? Suponho pensa que bebo muito? me desculpe. Esquecimento que estou em casa, vivendo com um conjunto de puritanos.

     --Faz-o?

     --Fazer o que? Viver com um conjunto de puritanos?

     --Não, beber muito.

     --Ao inferno que não. Chase mordisco a cortiça na boca do jarro. Tomou dois intentos deixar sua marca. Hunter soprou em repugnância. Chase soprou em resposta. --Talvez esta noite bebi muito.

     -Sim, eu diria isso.

     --Mas não o converti em um hábito.

     --Isso é bom.

     depois de um silêncio muito comprido, Chase se aplacou. –Se quiser a verdade sem barníz, suponho que poderia me conformar com um pouco menos de uísque.

     --Quero sempre a verdade, Chase. Se falarmos com mentiras, para que incomodar-se em falar?

     Chase entendeu que a observação tinha mérito. Mas às vezes era muito mais fácil mentir.

     --Durante as noites de sábado nos campos, não havia muito que fazer salvo beber e jogar às cartas. Virtualmente todos os madeireiros são grandes bebedores. Não sou pior que o resto.

     --Tampouco melhor.

     --Maldição, não posso ganhar. por que em infernos tenho que ser melhor que outros? me responda a isso. por que não te satisfaz que eu seja simplesmente bom?-

     -Porque a maior parte dos homens neste mundo não são bons, e colocar-se a seu nível faz mais pequeno que eles.

     --Coloco-me o bastante alto para me agradar a mim.

     --Não, não o faz. Por isso bebe.

     Riu amargamente e levantou a garrafa em um simulacro de brinde. --Voltamos para assunto de minha consumação, esclareçamo-lo. Como regra geral, compro uma garrafa os sábados e nenhum outro dia. Bebo-o às vezes tudo, às vezes não e durante a semana, posso tomá-lo ou deixá-lo. Chamaria-o auto indulgência excessiva?

     --Não é o que entra em sua boca o que me preocupa.

     --Que então?

     --O que ouço sair dela.

     --Os palavrões que solto, quer dizer.

     --Isso não significa nada a mim. Suas palavras zangadas sim. Meu coração fica às vezes sobre a terra com as coisas que diz. E quando Miro seus olhos, Ah, Chase, morro um pouco.

     --Eu também morro às vezes um pouco quando Miro os teus. --Chase resmungou. Outro poço de dor se abriu dentro dele. --depois de tudo trabalho para fazer algo de mesmo, como pensa que me sinto quando vejo como de decepcionado está de mim? Quando encontra sozinho defeitos em mim?

     --Faço isso?-

     --Sim, faz-o.

     Hunter sorriu levemente. --Penso que estas olhando em uma piscina de água seu próprio reflexo.

     --Não comece. Nunca falha, dá volta sempre a todo que digo.

     --por que faço isso?-

     --Suponho que quer que procure respostas a determinadas perguntas.

     --Isso é mau?

     --É-o quando não tenho nenhuma resposta.-

     Hunter poso uma mão sobre seu ombro. A sensação da pesadez quente de sua mão trouxe lágrimas a seus olhos. Ele tinha um impulso inquietante de pressionar sua cara contra o peito de seu pai e chorar como um menino. A parte mais terrível era que não sabia por que. Ele sozinho sabia que estava totalmente perdido. E mais solo que nunca em sua vida.

     --Às vezes não sei de que se trata tudo isto, sussurrou entrecortadamente. Ele não esperava que seu pai entendesse o que queria dizer, pois ele tampouco sabia o que era o que queria dizer. --Nada do que me ensinou conta fora.

     Hunter lhe deu um bondoso apertão. -–Não- conveio. --As coisas que te ensine não importassem em nenhum lugar, Chase, solo em seu coração.

     --Os padrões que fixou… somente um santo poderia viver com eles, e eu não sou um santo. Não me aproximo nem um pouco.

     --São um mapa que desenhei , Chase, nada mais. Tentei marcar a maneira claramente, mas como com todos os mapas, há mais de uma rota. Deve escolher seu caminho.

     Tomo uma respiração profunda -–Se, acreditar que… tenho feito minha eleição, fiz uma confusão disso não?

     --Tem-no feito?

     --Você pensa que sim. Se não, não estaria falando comigo.

     --O que eu penso não importa. O que pensa você?

     --Acredito que estou fazendo um desastre disso.

     --Possivelmente é tempo de que dirija seus pés em outra direção.

     --E deixar atrás tudo o que alguma vez sonhei?

     ---Não deixar atrás seus sonhos. Solo procurar outra maneira de consegui-los.

     --Talvez.- Chase o pensou durante um momento. -–O gracioso é que me sentia bastante satisfeito comigo mesmo antes de voltar para casa. Agora repentinamente me estou analisando de dentro para fora. Não estou seguro de me gostar da mim mesmo, menos me gustais vós. De fato, se tiver que ser honesto, às vezes acredito que vos ódio.

     Com essa admissão, Hunter riu entre dentes e lhe deu uma sacudida leve. --Não nos odeia, filho mijo. Quando nos miras vê um reflexo de ti mesmo e é algo que não pode negar, isso é tudo.

     Chase não entendia o divertido do assunto.

     --É peculiar o que acontece quando um homem volta para lugar de sua infância. Em vez de olhar aos outros, forçam-no a olhar-se cuidadosamente a si mesmo. É uma coisa inquietante quando tira o chapéu quesel viajou uma grande distancia, a um lugar desconhecido.

     Como a observação teve pouco sentido para o Chase, ele a ignorou. -–Sinto-me apanhado entre a vida que agora tenho e a de antes, ele sussurrou. –-Sinto-me atirado desde ambos os lados. Uma parte de mim deseja coisas que poderiam ser tão simples para mim como sê-lo para ti. Mas outra parte me diz que não posso.

     --A vida é uma manta que desenha ao redor teu. Você faz seu próprio caminho.

     --É fácil para ti dizê-lo.

     --Pensa que tudo o que tenho veio a mim com o vento?- Hunter sacudiu sua cabeça. --Saí do Texas com uma mulher grávida e viajei quase duas mil milhas, mais de médio caminho a pé porque perdemos um cavalo. Não sabia aonde ia ou o que poderia encontrar ao chegar aqui, só que a profecia dizia que devia ir ao oeste a encontrar um novo lugar aonde o branco e o comanche poderiam viver em harmonia.

     Chase tinha ouvido este conto antes, tantas vezes que sabia de cor.

     --Ao chegar aqui, nasceu, dando cumprimento à profecia. Meu filho, comanche por um lado, branco pelo outro. Desde a primeira vez que te sustentei, cantei-te as canções de minha gente para que as pudesse cantar a seu próprio filho algum dia, e ele ao dele. Fiz o mesmo com Índigo.

     --E agora me apartei que essas canções, é isso o me está dizendo?-

     --Só te estou pedindo que não esqueça as palavras. Nasceu para as transpassar, Chase. Através de Índigo e de ti, a Gente continuará vivendo inclusive embora seus ossos se converteram em pó.

     --Não posso cantar canções em cujas palavras já não acredito.

     -Já não crie nas canções de seus ancestros?

     --Não, ele sussurrou entrecortadamente. –-Nenhuma maldita parte.

     depois de outro silencio comprido, Hunter disse; --Possivelmente deveria terminar seu gole e te beber outro. Com nada em que acreditar, o licor será seu único refúgio.

     Senhor, quão verdadeiro isso era. --Às vezes, pai mijo, pode fazer sangue com essa tua língua.

     --E você acaso não cai em enganos por sua língua?

     Chase jurou. -–Sábia que voltaríamos para isso.

     --Sobre o que?-

     --Veio aqui para me pedir que me desculpará com a Fanny ou Franny qualquer que seja seu nome.

     Hunter cabeceou. -–Disse a Índigo que falaria contigo mas é sua decisão, ao igual a você ela segue seu caminho, seus amigos são seu assunto, não meu, nem tua.

     --Tomo nota.

     --Sua cólera sobre sua amizade com o Franny me preocupa.

     --Não é irritação. Pelo menos não era isso o que me incitou ao princípio. Queria tentar proteger a minha irmã. Era isso tão incorreto?-

     --Proteger a do que?

     --Abre os olhos! A mulher está detrás de algo. por que a não ser estaria rondando a Índigo?

     --Está tão amargurado por que?-

     A tentação de contá-lo era grande, só que as feridas eram muito profundas para as exibir. --Não estou amargurado, conheço as de sua classe, não confio nela, é veneno puro. Não cria o que finge ser, nem por um minuto.

     --O que é o que ela finge ser?

     Chase limpou sua boca com a parte posterior de sua mão. -–Vá se sei. Inocente! Ela finge ser inocente, sei bem que não pode sê-lo.

     --Ela te disse isso? O que é inocente?-

     --Não, é obvio que não. É o olhar que tem. Já sabe, com os olhos abertos e … se interrompeu -–Tem o ato tão aperfeiçoado, tão fresca como se tivesse saído ontem do colégio.

     --E diz que viu isso em seus olhos?

     Chase detectou para onde estava indo e se paralisou.

     --Havia uma época… Hunter disse brandamente, --em que um tomava mais em conta o que via nos olhos e não nas ações.

     Isso era antes de conhecer os olhos da mentira. --Sim, bem, aprendi à maneira dura a não ser um parvo.

     --E teme o que vê no Franny… que seus olhos farão um parvo de ti?

     Pergunta-a paralisou ao Chase. Siél era honesto, possivelmente o que viu em seus olhos o assustou. E por uma boa razão. Havia algo sobre ela que o enfeitiçou, enfeitiço-o, e não importava quanto o tentasse, não podia esquecê-la.

     Seu pai apertou seu ombro outra vez. Depois estirou suas pernas. --Quando sua cabeça te diz uma coisa e seu coração outra, escuta seu coração. O nunca minta.

     Chase fechou seus olhos fortemente. Maldição. Maldição. -–Irei e me desculparei com ela, sussurrou roncamente. --Não sentirei nenhuma palavra que diga mas o farei. Espero que esteja satisfeito. lhe diga a Índigo que o farei.

     --Esta noite?

--Sim, esta maldita noite.

     Chase ouviu as gargalhadas e os assobios antes de estar o suficientemente perto para saber do que ia toda essa animação. Quando esteve o bastante perto para vê-lo não podia acreditar o que viam seus olhos. Tinha visto um bom número de coisas estranhas estando sob a influência do uísque, mas nunca um par de pernas bem proporcionadas pendurando do bordo de um terraço.

     Ele se parou e piscou, convencido de que se tratava de sua imaginação. Mas se o era, os outros homens conjuravam a mesma visão. Embora sabia que estavam tão bêbados como ele.

     --Hey, bebê, estende essas pernas de par em par e nos dê um bom show! Solicitou um. Outro saudou a aparição gloriosa com seu jarro de uísque e cacarejou estando de acordo.

     --Whooee!

     Chase se centrou em um pé magro, do que pendurava uma sapatilha rosa de feltro. Em sua mente deslumbrada, poderia conjeturar duas explicações; ou do céu choviam anjos ou havia uma mulher pendurava do terraço do Lucky Nugget. Posto que não acreditava em anjos, a única conclusão era que as pernas bem proporcionadas estavam dentro da variedade mortal. aproximou-se, ainda incrédulo.

     --O que está acontecendo aqui?-

     --O que o que passa aqui? gritou um bêbado -–Franny nos está dando uma miradita grátis.

     --me ajudem! Por favor!

     Chase levantou sua cabeça para assegurar-se, era Franny quem pendurava do terraço. Por isso observava, por uma esperança e uma reza.

     Enquanto a observava, seu apertão diminuiu na cornija e se deslizou algumas polegadas precariamente para o bordo. Através da névoa de licor em que estava envolto disse: .-Será melhor que um de vocês a agarre, a não ser se romperá seu maldito pescoço.

     Um dos bêbados se aproximou, mas parecia mais interessado na visão que em emprestar ajuda. Chase tocou suas costelas, sabendo que não estava em condições para agarrar a uma fêmea que caía. A irritação se levantou nele quando um homem debaixo dela não fez nenhuma tentativa de lhe dar uma mão. Em seu lugar agarrou um punhado de encaixe e o levantou para um melhor olhar e emitiu um assobio sugestivo.

     --Por favor! gritou -–por que ninguém me ajuda?

     --Infernos, não. Estou tendo muita diversão olhando.

     Com um pie,ella freneticamente tratou de apoiar-se em um dos postes que sustentavam o teto, provavelmente poderia deslizar-se até a terra. A mudança de peso afrouxou seu afeto na cornija ainda mais. Parecendo desesperada, Chase começou a temer que caísse realmente. Mentalmente cálculo rápido, estava somente a uma distância de oito pés do terraço à terra, medindo seus pés que penduravam. Chase tinha saltado dúzias de vezes sem sofrer lesão. Mas ela não era como ele. quanto mais a conocia mais evidente era.

     Nunca tinha visto uma exibição tão encantada de uma perna. Cativado, caminhou mais perto, e o que viu debaixo da seda e encaixe era bastante para fazer cair a um homem sóbrio sobre seus joelhos. Estava longe de estar sóbrio. --Jesucristo!

     --Acaso não é algo especial?

     Algo especial não chega aos talões. Chase podia creditar que qualquer homem que se chamasse um homem não poderia deixar de colocar-se debaixo dela e participar da visão. Era óbvio, inclusive para ele, que estava frenética por ajuda e que não estava nessa posição para entreter aos traseúntes. Se tivesse sido qualquer outra mulher na cidade, estes tipos estariam rompendo uma perna para lhe emprestar sua ajuda. Mas comoella era uma puta, aproveitavam-se dela, sem preocupar-se de se se fazia machucar no processo.

     --Não fiquem embevecidos! Ajudem à moça a baixar-se!

     --Não me importa. Se tivesse algum sentido não estaria ali acima.

     Chase sabia que não era momento para analisar a sensatez da moça ou porquê ela estava no terraço. O fato era que o estava e terei que atuar rapidamente. Ele agarrou ao homem pelo braço. --Se você não pensa ajudar, com exceção de se.

     --Quem o diz?

     --Eu, ladrou. Dando ao homem um empurrão, adicionou; -–te afaste tudo o que possa, se tivesse querido público tivesse vendido entradas.

     --Não vejo que seja a autoridade, maldito.

     Rogando que Franny pudesse agüentar alguns segundos mais, Chase se deu a volta para enfrentar a ambos os homens. -–Pinjente fora daqui.

     Os dois mineiros se paralisaram e por um momento, Chase pensou que tendia uma luta em suas mãos. Mas em seus olhares duvidaram, murmurando airadamente: -–Duas putas de pouca subida e um louco. Chase entendeu que ambos os extremos eram corretos. Ela era indiscutivelmente uma puta, e o fato que ele a defendesse era evidência irrefutável de queél não estava bem da cabeça.

     Evitando a confrontação, deu-se volta de novo para ajudar ao Franny. Ele agarrou um tornozelo magro e caminhou debaixo as pernas suspensas. Costelas ou não quebradas, não podia deixá-la cair. Olhando para acima tratou de centrar-se nela e tentou não fazer caso da visão. --Franny?

     --O que? respondeu com um lamento suave.

     --Te vou sujeitar, te solte e te deslize.

     Ele fez uma careta ante seu escorregão e tocou a provas seu outro pé, tão magro. Enquanto que seus dedos se encresparam ao redor de seu tornozelo, observou o frágeis que eram. Se ela caísse, romperia-se certamente um osso ou algo pior. Chase tomou uma respiração profunda, esperando que suas costelas não emitissem uma queixa ante o peso adicional.

     --Ajudei a Índigo inumeráveis vezes nos mastreie.

     --Chase.

     --Não, o pregador maldito. Quem pensava?

     --OH, Deus meu… não olhe debaixo de minha roupa interior.

     A verdade era que tinha medo de olhar muito de perto por temor a deixá-la cair. Nunca em toda sua vida tinha assistido a tal exibição. Encaixe, seda e umas formosas pernas que apontavam ao céu. Ela perdeu o equilíbrio por suas sacudidas deslizando-se algumas polegadas mais perigosamente. além da pequena roupa, ela tinha uma regata de seda volumosa, ligas e as cintas-liga. Tão pura como a neve, ela? Sim, claro.

     --Jesucristo- ele murmurou outra vez. Soltou uma perna para agarrar toda sua indumentária e envolvê-la dentro de suas pernas abertas. Jurou outra vez -–Não há tempo, O que estava fazendo no terraço maldito seja?

     --me ajude a baixar- chorou –O explicarei logo.

     Chase o duvidava. Não havia explicação para tal loucura. Ele deslizou suas mãos até suas pernas e aumentou seu apertão. -–Tranqüila, tenho-te, solo te escorregue até meus ombros.-

     ---Não me sinto como se já estivesse bem arranca-rabo.-

     Chase a atirou e ela se sacudiu --Prefere arriegarse?.

     --Não confiou em que você me sujeite.

     --Maldita seja.

     --Bom, não é como se você… Ela se revolveu ao deslizar-se --Por favor, Sr. Wolf, não me deixe cair.

     --Tola, te deixe cair.

     Quando ela persistiu em aferrar-se ao terraço, ele jogou uma olhada para acima outra vez com irritação. Com semelhante visão, entretanto, somente um eunuco poderia seguir contrariado --Te deslize sobre meus ombros, Franny. Não te deixarei cair, prometo-lhe isso.

     --Jura-o.

     --Juro-o. Sobre um montão de bíblias malditas. É isso o bastante bom para ti?

     Ele conseguiu um melhor apertão de suas pernas. --Você pensa que eu quero que saia machucada?-

     --A última vez que falamos… Se deslizou levemente sobre ele . --Não foi exatamente amistoso.

     Forçando-se para agüentar seu peso, Chase atirou dela para baixo. Ela gritou consternada e arranho a madeira ao arrastá-la-a gravidade. Ele a dirigiu sobre seus ombros. Sua roupa lhe tampava a cara, nunca tinha conhecido uma puta tão coberta. Infernos. Não podia estabilizar-se em seus pés, tentou afastar o material para poder ver.

     --OH, Querido! Você está bêbado!

     OH, Querido? A moça nem sequer falava como uma puta. Ele afastou o laço de sua cara e jurou outra vez. Colocou as mãos sobre suas coxas.

     Ela ofegou --Não pode pôr suas mãos ali!

     --Onde infernos sugere? Pode ser que caia.

     --Então amavelmente me baixe. sacudiu-se e lhe agarrou do cabelo para sujeitar-se --É indecente! Ela jogou uma olhada a entrada principal.

     O estirou seu pescoço para olhar para cima e o lamentou imediatamente. A metade inferior de sua cara conectou com o interior da coxa sedosa –-E para sua informação, não posso te baixar ao chão, balbuciou enquanto tirava outro pedacinho de cinta de sua boca. --Tenho três costelas rotas, recorda? Não estou exatamente em meu melhor forma para agarrar a mulheres loucas que caem do terraço!-

     Com o som do chiado das portas do salão abrindo-se, sentiu-a ficar rígida. Suas mãos se apertaram em punhos, fazendo que seu couro cabeludo picasse um pouco. --OH, Meu deus. Eles! São eles! Não pode deixar que me vejam.

     Pelo terror em sua voz, Chase começou a dá-la volta e olhar. --Deixar que te veja quem?

     --OH, por favor! Corra. Ao outro lado do edifício. Por favor, Sr. Wolf. Por favor!-

     Em qualquer outro momento, Chase teria enfrentado a quem quer que a tivesse aterrorizado mas as circunstâncias não eram adequadas para que juegara a fazer o herói, não com três costelas rotas e uma mulher escarranchado sobre seus ombros. Não tinha muita opção, fez o que ela tinha sugerido e procurou ignorar o ridículo que se via dirigindo-se ao outro lado do edifício, tentando não fazer caso do fato de que ela estava a ponto de deixá-lo sem cabelo e o estimulava com os pequenos impulsos afiados de seus talões.

     --Às árvores, gritou. --OH, por favor, Sr. Wolf. É Frankie. Não pode lombriga OH, por favor!

     Chase caminhava com o passar do beco entre os dois edifícios, o Lucky Nugget por um lado, a libreria pelo outro. Sua visão noturna era geralmente excepcional, mas entre o uísque que tinha bebido e o laço branco que agitava sobre seus olhos, sua visão não era o que deveria ter sido. Tarde, viu uma forma que aparecia, chocou-se contra ela e se quase caiu.

     Um barril. O maldito se inclinou e rodou, fazendo tanto ruído que despertaria aos mortos. Chase o rodeou. Saltou para evitar manchar de graxa seus pés. O cozinheiro do Lucky Nugget tinha estado dispondo de seus refugos no barril. No intento de manter sua carga, esticou os músculos de suas costelas. A dor direta quase dobrou seus joelhos.

     De algum jeito, chegou até as árvores. Mas isso era tudo o que era capaz de fazer.

     --Posso me baixar agora, sussurrou cambaleante.

     Sentia como se fora a vomitar, ficou perfeitamente quieto. -–Não se mova, disse através dos dentes apertados --Minhas costelas. Machuquei-as ao me esforçar.

     Ela separou seus punhos de seu cabelo e se inclinou levemente para frente. --OH, minhas estrelas. Está gravemente machucado?

     Minhas estrelas? teria que falar com esta moça sobre sua língua -–Não te mova, por favor.-

     Ela congelou sua pequena cara que aparecia sobre a sua. --OH, Meu deus. Está machucado. Posso fazer algo?-

     Chase tragava com dificuldade. –Sim Pode ficar quieta até que eu me acalme? Ele tomou uma respiração baixa. --Só necessito um minuto.

     Ao parecer ia começar a amanhecer sobre ela antes de que pudesse descer de seu cabide e isto poderia ser um problema. --Poderia me deslizar para baixo por suas costas?

     Chase viu pontos de luz na escuridão. --A menos que a deixasse cair como uma rocha, e eu não posso me dobrar para frente, minhas costelas estão muito doloridas. Posso deixá-la também sobre o terraço, fez uma careta de dor, --é a mesma distância., aterrissa mau e te machucará um tornozelo.

     Ela se calou por um momento. --Um ramo. Poderíamos encontrar um ramo, poderia agarrá-la e me baixar por esse meio. Evitaria a tensão sobre suas costelas.

     Era uma idéia. O problema radicava em encontrar uma árvore conveniente e reunir a força para alcançá-la. Grande salvador demonstrava ser. Ele suspirou, aliviado quando a dor resultava mais suportável. --me dê um par mais de minutos. Então pensarei em algo.

     À medida que a dor diminuía lentamente, Chase era cada vez mais consciente do absurdo da situação. A sedosa suavidade de suas coxas internas rodeava seu queixo. Suas mãos se encresparam sobre as ligas e o início do cintas-liga. Tinha havido algumas vezes em sua vida nas que ele se encontrou a si mesmo com a cabeça entre as coxas de uma mulher, mas nunca exatamente desta maneira.

     Ele a cheirou. Cheirava sutilmente a lavanda. Riu tristemente. --Provavelmente seja uma pergunta estúpida, mas tem o hábito de subir ao redor do terraço?-

     --Não, é obvio que não. Não recordei até que estava ali que a árvore do Indigo foi talhado o verão passado.

     --A árvore de Índigo?

     --Ela sempre entrava em salão pelo telhado.

     Chase recordava vagamente que havia uma árvore, na esquina posterior direita do edifício do Saloom. --Minha irmã subia ao terraço do salão? Para fazer o que?

     --Para me visitar.

     Disse-o como se tivesse perfeito sentido --por que demônios não entrava pela porta?

     --Bem, porque poderiam havê-la visto e sua reputação teria ficado arruinada.

     Isso tinha sentido, supunha. Finalmente sentindo-se como se pudesse mover-se sem rasgar suas costelas, deu-se a volta em um semi-círculo lento e procurou o ramo de árvore. Quando a encontrou, moveu-se nessa direção, tomando cuidado de não perder seu pé no terreno desigual. Quando alcançou o arbol, colocou seus braços ao redor da árvore e se balançou claramente. Temeroso de que pudesse cair, ficou quieto e preparado, rogando todo o momento que não necessitasse sua ajuda. Ele respirou aliviado quando ela caiu ágil na terra ao lado dele.

     O claro de lua salpicava seu cabelo violentamente encaracolado. Ele a olhou fixamente sopesando seus rasgos. Olhava-o como a moça de olhos verdes doce, angélico que ele tinha visto duas vezes antes. debaixo do envoltório e do vestido de seda, viu que usava uma regata até o joelho. Cada pedaço do conjunto por si mesmo pôde ter sido sugestivo, mas juntos, revelavam pouco da mulher que habia debaixo. A menos que, é obvio, decidisse olhá-la de abaixo.

     Ela jogou uma olhada inquieta para o beco entre o Saloom e a libreria. Chase supôs que tinha começado a tremer como reação atrasada em resposta ao temor ao tal Frankie, quem quer que fosse, estava assustada a morte dele. As imagens repugnantes cintilavam em sua mente de um homem pervertido que a maltratava. Queria lhe assegurar que não tinha nada que temer, pelo menos não enquanto ele estivesse ali, somente os velhos ressentimentos detiveram as palavras.

     Enquanto tentava resgatar outra pombas arruinada, tinha aprendido sua lição.

     Igualmente...

     Chase pigarreio --Se esse Frankie te está criando dificuldades, Gus tomará provavelmente as precauções necessárias.

     --Gus?

     --Gus, o dono do Saloom, estudou-a atentamente. --Seguro soluciona os problemas que surjam conigo e com o Mai Belle, solo diga-lhe ao Gus.

     Ela sacudiu sua cabeça. --Assustada? Do Frankie? Não. O entrou no Saloom com alguns amigos, por acaso, Se eu não tivesse estado no corredor falando com o Mai Belle quando entrou… nunca esperei vê-lo aqui se interrompeu. --Não me assustei que ele. Só que não posso deixar que me veja.

     --OH. Chase esfregou sua boca outra vez. Quem era Frankie, e porquê estava tão determinada a permanecer oculta dele? --É ele um velho amante ou o que?

     --Frankie? Ela soltou uma risada histérica cambaleante e tampou seus olhos com as mãos. --OH, Deus. Quando penso no que teria podido acontecer. Se não se foi com o Mai Belle, se eu não o tivesse visto através do passamanes do balcão e reconhecido, teria vindo a mim, Não o vê?, na escuridão, não teria sabido que era ele. Ele se haveria-OH, Senhor.

     Sua voz expressou um lamento e começou a chorar. Não apenas algumas choramingações acompanhadas por aspirações delicadas, a não ser soluços atormentados e bufos impróprios de uma dama.

     --Hey- ele tentou --Nada pode ser tão mau.

     Essa era claramente a coisa mais incorreta que podia dizer. Seu pranto se voltou mais forte.

     Mierda. Como conseguia ele meter-se nestas situações?

 

                                           CAPÍTULO 5

Tendo crescido com uma irmã próxima a sua própria idade, Chase tinha mais experiência em limpeza de lágrimas de mulheres que a maioria dos homens, mas se sentia inepto com o Franny. Uma mulher com sua profissão deveria ser dura e imperturbável. Mas Franny não era realmente o estereótipo. Inclusive alterada como estava, agarrava as lapelas de sua regata como se temesse que alguma de suas partes se vissem expostas. Uma prostituta experimentada não deveria ter saltado.

Sentindo como se se alagasse sua cabeça, Chase posou uma mão sobre seu ombro. Tinha toda a intenção de atrai-la a seus braços, mas com seu toque ela saltou como se a tivesse cravado com um alfinete. Chase se assustou tanto como ela. -A reação de uma pomba manchada?-Tinha uma dúzia de dúvidas.

     --Quem queira que fora este companheiro do Frankie, disse brandamente, está bem o que bem acaba, não é certo?-- Era o momento no que tinha que ir-se daqui.

     --Você — não entien----dê. Poderia — voltar! Olhando por cima dele, mordeu seu lábio inferior em um intento evidente para silenciar quão gemidos rasgavam seu peito. Com a luz da lua, seus olhos cheios de lágrimas resplandeciam chapeados, e caíam como rios por suas bochechas. --   O que acontece volta novamente na próximo sábado e não sei que é ele? Seu rosto se torceu pelo temor e ela emitiu um fraco gemido. --OH, Deus!, O que acontece ele já veio e eu não o soube?

Pergunta-a ficou pendurada entre eles, obviamente, era um tortura para ela, mas um completo mistério para o Chase. Certamente a garota sabia quem eram seus clientes. Ninguém podia fazer o tipo de trabalho que ela fazia e não recordar os homens com os que se juntava. Ou poderia?

Chase tinha recordado a explicação do Jake, que Franny se perdia em seus sonhos enquanto trabalhava, levantando-se intacta das experiências da noite para o dia seguinte.

Franny...

Ela pôs ambas as mãos sobre seus olhos novamente. --“Desejaria estar morta”.

     --Suponho que todo mundo se sente assim às vezes. Mas nada pode ser realmente tão mau. Não, uma vez que o pense.

     --Ah, sim, sim que pode. Isto é muito mau. Se pudesse, Dispararia-me mesma! Levantou uma mão fechada em um punho, esfregou sua bochecha manchada pelo Kohl com o que se pintou os olhos. --Eu…O sinto. Normalmente não choro. Ao menos não diante de ninguém.

Sua garganta conmocionada soltou um suspiro sufocado. Claramente incômoda com seu desdobramento de emoção, voltou seu olhar para o bosque detrás dele. Seu rosto era tal confusão que Chase não pôde agüentar um segundo mais e tirou seu lenço. Sentindo-se torpe, aplicou-o nas raias negras. Seu toque a assustou novamente e gritou, agarrando sua boneca. O frenético agarre por seus pequenos dedos, apanhou seu coração como nada mais poderia havê-lo feito.

     --Tranqüila... Só estou te limpando um pouco, explicou e continuou esfregando sua bochecha. Não pode voltar dentro assim. Não, a menos que você possa permitir-se afugentar aos clientes.

     --Não posso.

Remontada-a disse ao Chase mais do que ela poderia saber. Tratou de imaginar o que devia ser sua profissão. A interminável entrega. Deixar que sujos estranhos sovassem seu corpo. Quem poderia culpá-la por tentar bloqueá-lo tudo? Só o pensamento lhe fez sentir-se doente.

Enquanto procurava uma parte limpa de lenço, lhe lançou um olhar descontente de seu peque?o rosto, claramente inconsciente do curso de seus pensamentos. --Sou perfeitamente capaz de me limpar eu sozinha.

     --Se pudesse ver-se a você mesma, não diria isso. A coisa que se utiliza ao redor de seus olhos está lubrificada por toda parte.

     --Sim? Ela esfregou sua bochecha. --Onde?

Chase não pôde evitar rir entre dentes. --Só o piora. Fique quieta!

Renunciando, elevou sua cara. Chase olhando para baixo, soube que estava perdido. Prostituta ou não, só um bastardo com o coração de pedra, poderia resistir a esses olhos. Ela se zangou brandamente quando beliscou com o tecido sobre a ponta de seu nariz. Chase sorriu outra vez, recordando todas as vezes que ele tinha realizado o mesmo serviço a Índigo durante anos. Era realmente muito diferente esta garota? Só o fato de que ele se fizesse essa pergunta, mostrava como de profundo tinha cansado, mais do que queria reconhecer e o que era pior, não lhe importava uma mierda.

     --O que faz aqui, Franny?

     --O disse. Esperando para ver o Mai Belle e…

     --Não, não. Assinalou ao Saloom. --Não aqui fora, a não ser aqui. Já sabe, no Lucky Nugget. Como terminou trabalhando nas habitações de acima?

Suas pestanas caíram. --Eu... um... isso realmente não lhe incumbe.

     --Talvez quero que me incumba.

Ao dizer essas palavras, Chase aquilatou seu significado real. A mudança veio de um nada, de repente se sentiu como um pêndulo que oscilava de um extremo a outro. Essas palavras, golpearam ao Chase com seu verdadeiro significado. Mas quando pensou nisso, soube que não tinha realmente importância. Do primeiro instante em que olhou aos olhos da jovem, tinha estado lutando com os sentimentos que buliam dentro dele agora. Sentimentos possessivos. Sentimentos protetores.

     Jesus!. Necessitava um par de litros do café de sua mãe e rápido.

Ela finalmente levantou suas largas pestanas novamente para lhe olhar, seu desconcerto revelava muito mais do que provavelmente se dava conta: confusão e um medo, que não podia acabar de entender. Percebeu que seu interesse por ela, aterrorizava-a. A vida claramente lhe tinha atirado alguns golpes cruéis.

Chase não podia ajudar mas recordou outro par de olhos que lhe tinham cuidadoso cheios de dor e medo —olhos mentirosos, soube depois. Agora, anos mais tarde, aqui estava Franny, com um rosto tão doce que capturou seu coração e que brilhavam com mensagens que suas ações desmentiam. Puta ou Anjo?

Embora tinha dificuldades para admiti-lo, inclusive para si mesmo, Chase sabia a resposta a essa pergunta. A emoção nua que leu em sua expressão não podia ser fingida. "Uma vítima", tinha-a chamado seu pai, e Chase concluiu, quase muito tarde, que ela poderia ser isso nada mais. Olhando aos olhos embrujadores, só um parvo acreditaria que ela tinha eleito esta vida.

Uma vez, fazia tanto tempo que agora não podia retificá-lo, deu-lhe as costas e caminhou longe de uns olhos como os seus. Se fazia o mesmo novamente, tinha o pressentimento de que estaria tão condenado como ela.

Sua cara estava bastante limpa agora, mas ele era resistente a deixá-la em liberdade, Chase tinha cavado uma mão sob seu queixo e continuou dando ligeiros toques em suas bochechas, estudando seus rasgos. Suas sobrancelhas finamente arqueadas, um nariz pequeno, com uma ponte frágil, uma mandíbula tão delicada que com apenas um golpe de sua mão aberta poderia destroçá-la. E sua boca. Nunca tinha visto uma boca tão vulnerável. Inclusive agora, enquanto tremia ligeiramente com lágrimas escondidas. O sua era um dos rostos mais doces, que nunca tinha tido o prazer de contemplar.

Procurou sua expressão, Chase recordava o que seu pai lhe havia dito, que um homem poderia abandonar seu lar e viajar para sempre, só para descobrir que realmente não tinha ido a nenhuma parte. antes de esta noite, nada tinha muito sentido para ele. Mas agora pensava que o entendia. expôs-se que era uma dessas pessoas, e ele nunca poderia escapar. Se o tentava, só se estrelaria em uma parede de tijolos, neste caso Franny.

Olhando para baixo, sentiu-se um pouco parvo comparando-a com uma parede de tijolo. Mas maldição se ela não era exatamente isso! Um obstáculo que não podia rodear.

Como se pressentisse seus pensamentos, ela disse de repente, --eu — acredito…seria melhor que me fora agora.

Agarrando sua mão, olhou para elSaloom, sua mente voava tentando encontrar uma razão para mantê-la ali, embora só fora por uns minutos mais. --Crie que Frankie se foi?

Seu rosto tremeu. --P… provavelmente não. Girei o pôster a "ocupado", mas só demorará um momento em perguntar ao Gus se tiver fechado para toda a noite. Estou acostumado a receber visitas até a uma.

     Visitas? Era um nome educado para isso. --E trabalha normalmente só até a uma? É o momento da noite no que os assistentes ao Saloom só estão agarrando o ritmo. --Esperarei então com você. Este não é um bom sítio para que uma mulher espere só de noite.

Logo que falou que recordou com quem estava falando. Franny entretinha bêbados noturnos. Um encontro casual mais ou menos não deveria ser um ponto de preocupação, para ele ou ela. Como se ela não visse o absurdo de seu comentário, tremeu e se abraçou sua cintura, como se tivesse pensado no que poderia acontecê-la se a deixava sozinha e encontrasse o pensamento abominável.

Sentindo-se inexplicavelmente cansado, Chase se inclinou contra a árvore, aproveitando o silêncio para estudar a sua companheira. Parecia ter doze anos, ali de pé, com o queixo desafiante, seu corpo magro vestido com seda e encaixe. Como uma menina pequena que tivesse rebuscado no apartamento de cobertura e se vestiu com os ornamentos de sua mãe, embora um pouco desigual porque levava só uma sapatilha. Percebeu que parecia extraordinariamente nervosa em sua presença, entretanto, essa misteriosa revelação lhe atordoava. Tinha a mesma equipe que outros homens. Aonde encontrava a ameaça?

Chase sufocou um sorriso. Supôs que estar fora do Saloom com um homem, escapava de sua rotina habitual. Nestas circunstâncias, devia resultá-la difícil transcender a realidade com seus sonhos, um fato que deveria recordar. Assim quando —estivesse novamente com ela, não lhe permitiria escapar ao esquecimento. O que significava provavelmente que estava destinado a converter-se no pesadelo de sua existência.

Esse pensamento fez repensar ao Chase e lhe obrigou a analisar suas intenções. Um exercício inútil. Maldição se sabia quais eram suas intenções! Tinha ido ali, bom, talvez se tinha miserável, fora uma expressão melhor — para oferecer uma desculpa pouco sincera, para agradar a seu pai e sua irmã. Agora era a menor de suas preocupações, e estava pensando no futuro para quando pudesse voltar a ver o Franny novamente.

     Louco, louco! Infernos. Talvez a loucura corria em sua família.

     --Quanto tempo acredita que estivemos aqui? Perguntou ela de repente.

Chase se sacudiu ao momento. Ela não era a única pessoa que podia perder-se em ensoñaciones. Mediu para encontrar seu relógio de bolso, abriu-o e olhou sua cara assombrada. --Dez minutos, talvez?

Ela lançou um suspiro descontente. Pareceu-me mais tempo.

Não ao Chase. Tocou com um nódulo sua manga e sorriu. --Tem frio? Tenho calor de sobra se necessitar.

Lhe lançou um olhar assustado e retrocedeu um passo. --Já tenho menos frio.

     --Então por que tem calafrios?

Ela colocou novamente sua barreira, e se abraçou a si mesmo de novo. Não se deu conta do que fazia.

Sua voz era tão baixa, sua enunciação tão vacilante, que Chase se perguntava quanto realmente falava com os homens. Não podia conceber como poderia com sua profissão não conversar com os clientes. --Está ruborizada, Franny?

Outro olhar assustado lhe chegou --Perdão?

Chase a premiou com o sorriso que tinha praticado diante de um espelho da adolescência. Seu melhor sorriso, libertina e travessa, dise?ada e executada com precisão.

     --Está ruborizada. Nunca vi uma garota ruborizada tão bonita.

Ela piscou. Não era a reação que ele procurava.

     --Assusto-te, não?

     --Sim.

Uma vez mais, não obteve seu objetivo com a resposta. Surpreso pela franqueza com que o admitia, disse,--porquê?

Olhou-lhe um comprido momento, seus olhos mostravam confusão. -- Não estou segura. Pelo que faz.

     --Sou irmão de Índigo, recorda? Que melhor recomendação lhe….?

     --Você não é doce como Índigo.

Descontente, protestou, quem o diz?

Ela fez girar seus olhos. --Não seja tolo. Você sabe que não o é. Índigo é…calou, e sua expressão se suavizou. --Índigo não é como ninguém que jamais tenha conhecido.

Chase coincidiu. --Ela é uma pessoa muito especial.

     --Sim, aceitou vacilante. Muito especial. Ela é a melhor amiga que tive. Confiaria-lhe minha vida. Inclusive os animais selvagens a amam.

     --me querem igual. Chase considerou o ridículo por haver dito isso. Soou como um menino fanfarrão. --Pelo menos estavam acostumados a.

Ela parecia duvidosa.

     --Ouça, que estava acostumado a ter hordas deles pendurando ao redor quando era menino; mapaches, cervos. Inclusive tive uma serpente de cascavel como mascote uma vez.

Ela se estremeceu.

     --Não mordia. Mostrando que era capaz de rir de si mesmo, acrescentou Chase.--E eu tampouco o fazia. encolheu-se de ombros. Sim que lhe tenho feito acontecer um mau momento esta manhã. Realmente o sinto. Espero que não se zangou comigo para sempre. Se for possível, eu gostaria que fôssemos amigos.

     --Amigos?

Ela encontrava claramente alarmante a perspectiva. irritou-se. --Sim, amigos. O que tem que mau?

Lançou-lhe um olhar. Chase quis tranqüilizá-la, lhe dizer que não tinha nada que temer dele, mas a julgar pelas coisas que leu em seus olhos, poderia ser mais ameaça para ela do que ele pensava.

     --Eu…acredito que o melhor seria ir agora, disse com voz tremente.

Consultou de novo seu relógio. --Só aconteceram vinte minutos, máximo. Crie que Frankie se foi?

     --Provavelmente. Os meninos de sua idade não têm muita paciência.

     --Meninos? Perguntou Chase levantando uma sobrancelha, mas lhe ignorou. --Poderia ser perigoso.

Comprovarei-o antes de ir. Os cavalos que estavam diante, eram dele e de seus amigos. Reconheci ao Moisés.

Chase não recordava ter visto os cavalos, mas certamente só tinha tido olhos para as pernas do Franny.--Moisés?

     --Nosso cAB… Se calou. Moisés é o cavalo do Frankie.

Obviamente ele a tinha posto tão nervosa, que não podia pensar claramente e esteve a ponto de revelar a informação que com tanto trabalho ocultava. Era uma boa pista. Quando tentasse lhe tirar informação, poderia atirar deste fio.

Deu um passo atrás para lhe deixar o espaço que sentiu que necessitava, e disse: -- “Bem, desejo-te boa noite”.

Ela assentiu, claramente sem nada mais que dizer. depois de um momento, ela sussurrou: --Obrigado por me ajudar a baixar do telhado.

     --Foi um prazer. E se deu conta que de fato, tinha sido um estranho prazer.

Quando ela começou a mover-se, olhando para baixo e ainda na luz tênue, Chase viu a pena que varria seu rosto. Dirigindo seus horrorizados olhos ao edifício do Saloom, abraçou-se o peito com ambas as mãos. --OH, terra!

     --O que?

     --estive tão preocupada pensando na chamada do Frankie, que não me parei a pensar em como vou retornar a minha habitação!

Chase podia ver que estava angustiada, mas nem por sua vida, poderia averiguar o porquê. --Do mesmo modo que o faz a maioria da gente? Pela porta!

     --Assim? Indicou sua roupa. --OH, que chifres!

Fazendo todo o possível para manter sua expressão solene, Chase reconsiderou sua roupa. A garota estava envolta em suficientes capa para remetê-la por correio a larga distância. Ele supunha que era o tipo de objetos não sua falta, ao que ela se referia.

Tirando-a camisa da cintura da calça, disse-lhe. --“Posso te emprestar isto”.

Retorcendo-se, tirou-se a camisa por cima de sua cabeça e a sacudiu diante dela. As caudas da camisa lhe chegavam quase até os joelhos. --Vê? Tampam-lhe por completo.

Lhe olhou incrédula. --De verdade? Mas então você estará…, ela dirigiu seu olhar a seus ombros nus. --Não posso agarrar sua camisa.

     --por que demônios não?

     --Bom, porque… Você não tem nada que ficar.

     --Hey, meu pai vai sem camisa a metade do tempo. Sou índio, recorda? tratava-se de uma nova volta de porca, recordando à mulher esse fato. --Além disso, só vou até minha casa. Está escuro. Se alguém me vir, cambalearei-me um pouco e pensassem que estou bêbado.

     -Está bêbado.

Aí o tinha. Chase empurrou a camisa a suas mãos. --Sim, bom, tive um dia podre. Enquanto falava, ele recordou sua razão para aproximar-se do Saloom e decidiu que ainda não se desculpou corretamente. -- “O que me recorda, Franny. Quando me topar com você, ia caminho para lhe falar”.

Lhe olhou cautelosa. --A respeito do que?

     --Queria pedir desculpas.

     --Já o fez.

     --Não da maneira que deveria. Essas coisas que pinjente, sobre conseguir gente com armas contra você, se insistia em seguir vendo índigo. Não quis dizê-lo.

     --Enviou-lhe ela, não?

Posto que ele não queria feri-la mais do que já o tinha feito, Chase esteve tentado a mentir. Por razões que não tinha tempo para analisar, resistiu à necessidade. --Em realidade, foi meu pai quem me enviou.

     --Seu pai?

     --Sim--. Em sua garganta sentia uma crua emoção que não podia identificar. Só sabia que tivesse desejado vir por própria vontade. Ou melhor ainda não haverdito coisas tão vis a ela.

     --Não precisa pedir desculpas, disse brandamente. Sei que só o fez por Índigo. Em seu lugar, eu tivesse feito o mesmo. encolheu-se levemente. --Se o conto a verdade, surpreende-me que Jake não me jogue. Não sou uma boa companhia para ela e os meninos. Sei.

A dor em sua expressão fez ao Chase sentir verguenza. Em boa medida, era o responsável, mas nem por sua vida, podia pensar em dizer algo que mitigasse o dano que tinha causado. --Ah, Franny. Sinto muito.

Ela mostrou um débil sorriso. --Não o faça. Eu também quero a Índigo. O sentimento de amparo para ela é algo que temos em comum.

Na forma em que o que via Chase, Franny era quão única estava necessitada de amparo, de asnos desalmados como ele. --“Quero que esqueça tudo o que pinjente e que a visite sempre que querer. Sério”.

Mordendo seu lábio, olhou-lhe com suspicacia. --Temo-me que não entendo sua mudança de opinião.

Fez uma pausa. --Está seguro de que não trocará novamente? insistiu. Não quero problemas. Por razões que não quero divulgar é muito importante que me mantenha longe das intrigas.

     --Estou seguro. Não voltar a ter nenhum problema comigo. Prometo-o.

Seu olhar manteve a seu por um comprido momento. Então ela finalmente assentiu. --“Está bem então. O céu sabe o que tivesse perdido sem Índigo e os meninos, são um ponto de luz em minha vida”

Chase tinha a sensação de que poderiam ser seu único ponto de luz. --Estou perdoado?

Um fugaz sorriso tocou sua boca. --Sim. É obvio o está.

Esse sorriso. Ainda vacilante como era, atravessou-lhe lhe esquentando. Inclinou sua cabeça para a camisa. --“Será melhor que não esqueça isto”.

Ah. Com uma risada nervosa passou o objeto sobre sua cabeça. Chase lhe ajudou a conseguir tirar seus braços, retorcendo as mangas da camisa até o cotovelo. Seu comprido cabelo ficou enganchado no decote, e ele agarrou grossos punhados para liberá-lo. Os cachos se sentiam como alambra.

   --Jesucristo. O que tem seu cabelo?

Ela se moveu para tirar um rígido brinco de sua boca, enrugou o nariz com desgosto. --Amido, disse.

Uma risada sufocada, lhe escapou antes de poder conter-se. --Amido?

     --Amido de lavanderia. Meu cabelo não se mantém encaracolado sem ele.

Chase se perguntava como evitaria colocá-lo nos olhos dos clientes, mas ele não perguntou isso. Amido? Poderia utilizar esse cabelo dele como cadeia. --“Já vejo”, disse, só que é obvio, ele não o via, absolutamente. Se seu cabelo não se mantinha encaracolado, por que ela simplesmente não o deixava suave e liso?

     Ele estirou as caudas de sua camisa para baixo, sobre as múltiplos capa de encaixe e seda. --Já está. Pode assistir à reunião do domingo agora.

     --Dificilmente. Deu-lhe à camisa um puxão final. --Mas obrigado. Ao menos ajuda. Procurou seu olhar, mordendo-se de novo o lábio inferior. Inclusive à luz da lua, viu o ligeiro rubor que cobria suas bochechas, quando estirou sua mão para ele. --Estou em dívida com você, Sr Wolf.

     --Chase.

     --Sim, bom. Avermelhou profundamente. --Tem minha eterna gratidão.

Tinha capturado as pontas de seus dedos e deslizado brandamente seu polegar por seus nódulos.-- “Como hei dito, o prazer foi todo meu”.

Ela retirou sua mão e se voltou. Ao primeiro passo se inclinou. Recordando que levava só uma sapatilha, Chase sorriu. Viu-a cruzar o pátio para o Saloom, maravilhando-se de que mantivera toda sua aparência de dignidade, mas de algum jeito o fez, andando desequilibrada e tudo. Vestida como ia, com sua camisa sobre tudo o lote, deveria haver-se visto ridícula, especialmente com seu cabelo surgindo como enrolados fios em cada direção.

Ela se deteve na parte dianteira do Saloom, para inspecionar da esquina. Aparentemente satisfeita de que o misterioso Frankie se foi, disse adeus e desapareceu.

 

                                                     CAPÍTULO 6

Durante um comprido tempo, Chase olhou fixamente para onde Franny, tinha desaparecido. Quando finalmente se animou a caminhar para sua casa, pôde ver uma luz tênue derramando-se da janela da escada da casa de seus pais. Balizas de bem-vinda. Sua mãe, bendita fora, tinha deixado a lanterna acesa para ele. Como se tinha perdido o jantar, sabia que provavelmente teria comida sobre a mesa. Não importava que a tivesse perdido, só porque tinha estado muito ocupado embebedando-se no pátio de sua casa para unir-se à família na mesa.

     Às vezes desejava que seus pais fossem um pouco menos pacientes. Seria mais fácil dessa maneira. Assim, sentiu-se culpado como o inferno pela forma em que se levou essa noite e ainda pior pelas horríveis costure que havia dito a seu pai. Necessitava que lhe chutassem o culo às vezes. Mas isso era algo que Hunter Wolf nunca tinha feito, nunca poderia fazê-lo.

     Lar. Quando Chase fechou a porta detrás dele, recostou-se sobre ela e inspecionou a habitação. A sua esquerda estava o prezado piano Chickering de sua mãe, enviado de Boston ao redor do Cabo de Fornos e levado por seu pai como presente, desde o Crescent City em uma carreta. A madeira brilhava à luz da lanterna, testemunho das horas que Loretta Wolf tinha passado protegendo sua superfície com cera.

     Era uma casa muito amada, como eram todos aqueles que moravam dentro dela. Em cada sítio que olhasse encontraria uma amostra do que faziam as ocupadas mãos de sua mãe, desde as trancados tapetes de cores do chão aos brancos toalhas de mesa de agulha de crochê nas poltronas de crina. Na parede em cima do sofá estava pendurado o retrato da família, tomada faz anos por um fotógrafo chamado Britt, no Jacksonville.

     Cheio de nostalgia, Chase se situou em frente. Índigo e ele, eram tão pequenos quando se tomou a fotografia que tinha só vagas lembranças desse dia. Apenas maior que uma menina, sua tia Amy, estava detrás dele com as mãos sobre seus ombros, a loira cabeça inclinada como se tentasse captar algo que lhe dizia o fotógrafo, seus grandes olhos estavam cheios de risadas. Nunca deixou de surpreender ao Chase, o parecido com sua mãe, não eram realmente irmãs, só sobressai, mas poderiam passar pelas gema.

     À esquerda do retrato havia uma fotografia da Amy e seu marido, Swift López, um mexicano de nascimento mas adotado pelos Comanches quando era um bebê. Era uma das pessoas favoritas do Chase. debaixo da imagem da tia Amy e o tio Swift, estavam os retratos de seus dois filhos, meninos de olhos enormes e vivos, com o cabelo muito negro. Ao outro lado do retrato de família estava a foto de Índigo e Jake com seus filhos.

     Só faltava Chase por casar-se. Pressentia que sua mãe guardava um oco na parede onde esperava pendurar uma foto dele com sua esposa e sua família.

     Foi movendo ao longo da parede olhando os objetos que ela tinha emoldurado durante anos. Havia uma cena natalina que ele tinha pintado aos oito anos, e tinha escrito nela “Te quero” e “Feliz Neturad”. Em outro marco estavam os primeiros dentes que tinham perdido Índigo e ele, com o marfim já algo amarelo pelo tempo. Não tinha resposta mas se perguntava se sua mãe não teria perdido um parafuso ou dois. Quem mais poderia pendurar seus dentes de meninos na parede do salão?

     Enquanto Chase estudava as outras lembranças, seu sentido de pertença aí, aprofundou-se. Tantas lembranças e tanto amor! Supunha que isso era a família: a memória, os vínculos inquebráveis.

     Fechando seus olhos, deixou que o abraçassem todas as coisas familiares. Talvez como tinha especulado antes, o álcool dirigia seus pensamentos, sentia-se como se tivesse vagado durante os últimos sete anos em um labirinto e só agora descobria o caminho de saída. O lar e os prazeres singelos. De algum jeito se tinha esquecido de como era a boa vida, e agora que estava recordando-a, queria-a para ele.

     Embora os dias passados nos que se havia sentido obrigado a ficar, tinham-lhe irritado, agora estava inexplicavelmente contente de ter vindo para uma prolongada visita. Embora os sermões do Hunter, doíam-lhe às vezes, reconhecia que estava acostumado a levar razão. de agora em diante possivelmente deveria deixar-se levar pelo coração e ao diabo as conseqüências!

     Quase o primeiro que Chase viu a manhã seguinte quando olhava pela janela de seu dormitório foi a sapatilha rosa do Franny, no teto do Lucky Nugget. Com um sorriso sonolento, verteu água na bacia e rapidamente fez suas abluções matinais. No mesmo instante que acabou de vestir-se, apressou-se a baixar a escada da água-furtada.

     Sua mãe estava na cozinha, sua loira cabeça brilhava como um foco através da janela. A terrina verde gigante, que sustentava em seu braço, era o mesmo no que tinha batido as massas de seus bolos nos últimos vinte anos, com os borde lascados, seu esmalte se fava rachado com o tempo. antes de jogar um concha de sopa de massa na prancha quente, voltou-se a lhe sorrir, seus olhos azuis eram tão claros como o cristal gentil que estava detrás dela. Sobressaltado, Chase congelou seu movimento e a olhou fixamente. Tinha a sensação de que podia ver diretamente em seu coração, uma sensação que não tinha experiente em muito tempo. Por um instante, ele se enrijeceu. Em seguida, a sensação de tensão desapareceu.

     Ela tocou um cacho de sua têmpora. --Penteei-me rapidamente para começar com o café da manhã, mas certamente pareço um desastre.

     Chase sentiu aparecer um sorriso lento em seus lábios. --Vê-te formosa, Mamãe.

     Era certo. Para uma mulher de sua idade, ainda era incrivelmente formosa, vestida como uma menina com uma blusa azul, seu cabelo logo que mostrava alguma fio chapeado, seu rosto estava delicadamente esculpido. Mas sua observação ia além do superficial. Muito mais profundo. O amor que viu brilhando em seus olhos lhe golpeou poderosamente. Teve a intuição de que sempre tinha estado ali desde sua volta a casa e que ele simplesmente não a tinha procurado. Ou possivelmente seria mais exato dizer que ele mesmo se afastou dela.

     O pensamento fez deter-se o Chase, e lhe fez repensar, tratando sem êxito determinar exatamente o que tinha trocado dentro dele durante seu bate-papo com o Franny ontem à noite. Só sabia que se despertou esta manhã pela primeira vez em anos sentindo-se alegre e com vontades de confrontar o dia. Quando recordava a Glória, a jovem prostituta que tinha limpo seus bolsos, tanto como seu coração, já não se sentia zangado. Ou amargurado. Só inexplicavelmente triste, e nem tanto por si mesmo, como por ela. Se só tivesse sido um pouco mais maior e mais sábio nnaquele tempo, naquele tempo, talvez as coisas tivessem saído como o tinham feito. Talvez se não tivesse renunciado a ela, se se tivesse negado a deixá-la ir sem uma resposta, ela poderia haver ficado finalmente. Isso era algo que nunca saberia, pensou. O importante, o que tinha que recordar… era que só um parvo cometia duas vezes o mesmo engano.

     A porta de atrás estava aberta e Chase viu seu pai entrar na cozinha, com os ovos recém recolhidos do galinheiro, no oco do cotovelo de seu musculado braço. Seu olhar azul escuro lhe encerrou. Nesse momento de contato visual, Chase se sentiu nu e se deu conta de que sua recuperada intuição podia ser uma espada de dobro fio com este homem e provavelmente também com Índigo. Hunter duvidou um momento, esqueceu-se da frágil carrega que levava. Olhou profundamente aos olhos do Chase. Uma grande quantidade de mensagens passaram entre eles com esse único olhar.

     --Faz uma boa manhã!, ofereceu finalmente a modo de saudação.

     Chase sabia que se referia a muito mais que só o tempo. Não era que a clarividência de seu pai fora uma surpresa. Hunter sempre parecia lhe compreender melhor do que ele se entendia a si mesmo. Sim, uma boa manhã, aceitou roncamente.

     Hunter continuou seu caminho até o tanque, onde começou a enxaguar os ovos. --“Temos mel fresca para os bolos. Índigo encontrou um favo a semana passada e roubou o favo às abelhas”.

     --Sem uma só picada, completou Loretta.-- Juro, que essa garota e suas palhaçadas me vão matar um dia. Ontem veio me contando a respeito de um artigo que tinha lido sobre um antídoto para as picadas de serpentes de cascavel. Quer começar a capturar serpentes e as ordenhar. Com um expressivo gesto em seus olhos. Loretta olhou a seu marido. --Não pelo dinheiro! Terras!, não. Se não para salvar às malditas serpentes! ?E seu pai tentou desalentá-la? Não! Não disse nenhuma palavra.

     Chase tragando-a risada, só sorriu entre dentes. --Salvar às serpentes, diz? Do que?

     --“De ser mortas, é obvio. Ela se figura que se desenvolver uma padre para as mordidas, a gente não lhes terá tanto medo e não as matarão cada vez que as vejam”. “A gente tende a odiar às serpentes de cascavel. Nem sequer um antídoto poderia trocar isso. Ela também poderia acabar morta”.

     --A ela nunca a mordeu uma serpente, Mamãe.

     --Hmph. Basta com uma vez. Essa é minha preocupação. Com as criaturas selvagens, essa jovem pensa que é invencível. Além disso, ter de mascote uma serpente, é algo diferente que as capturar e as ordenhar. Não pode ser uma experiência muito agradável para a serpente, e poderia mordê-la em defesa própria.

     --Não a Índigo. Se ela não pode as ordenhar sem as danificar, não o fará. A julgar pela expressão de sua mãe, Chase pensou que seria uma boa idéia trocar de tema. Tinha ele muitos excentricidades para defender as de sua irmã. Olhou o frasco que estava na mesa e esfregou suas mãos. --Mmm, mel para os bolos quentes. Me faz a boca água só de pensá-lo. Um homem não pode pedir nada melhor que isto.

     Seu pai assentiu, recordando claramente, como Chase sabia, sua conversação de ontem à noite. Uma vez mais, seus olhares se enfrentaram, e durante o intercâmbio, Chase sentiu não só que seu pai a entendia como desculpa pelas coisas que lhe havia dito, mas também estava perdoado. Chase necessitava que todos tivessem uma manhã perfeita.

     Sua mãe jogava conchas de sopa de massa na prancha. A graxa quente chispava, e o aroma enchia a cozinha. --Se pensa te barbear antes de tomar o café da manhã, deveria te dar pressa. É domingo e tenho um par de coisas que lhes encarregar a vós dois.

     Chase esfregou seu queixo. --Ah? Está o pai Ou´Grady na cidade para dizer missa?

     Sua mãe lhe jogou uma olhada. --Se estivesse, ontem te teria açoitado para que fosses confessar te, só temos a reunião do domingo e o lanche depois no Salão da comunidade. Há uma reunião esta noite. --Você gostaria de ir?

     --UH... talvez. Chase imaginou a sua mãe fazendo acertos para que dançasse com cada moça solteira da cidade e se estremeceu com o pensamento. Sabia quando retirar-se e começou a fazê-lo através da cozinha. Quão último começasse a lhe chatear a respeito de sua vida social e as mulheres com as que saía. A seguir seguiria com o tema da igreja, e com quando foi a missa a última vez.

     --Depois do café da manhã, você gostaria de subir à mina comigo?-- Perguntou de repente seu pai. --Temos muito tempo antes de que a reunião comece. Estão suas costelas o suficientemente curadas?

     Desde sua chegada, Chase não tinha ido à mina, nem tinha querido ir. Agora sentia que podia. Mas essa sapatilha rosa no teto do salão lhe reclamava com força. --Minhas costelas estão suficientemente curadas, mas tenho algo que fazer esta manhã. Posso pospor a oferta?

     Hunter assentiu. --Quando estiver preparado, eu estarei aqui.

     tragou-se o globo que sentia em sua garganta. --Sei que assim será.

     Alheia aos matizes de seu intercâmbio, Loretta perguntou: --O que deve fazer esta manhã?

     Chase sentiu um rubor subindo desde seu pescoço. --Estou interessado em uma potranca da cidade.

     O olhar do Hunter alcançou a sua. Chase iniciou um sorriso. Loretta parecia perplexa. --por que demônios quer outro cavalo? Penso que alguém é suficiente preocupação, trabalhando como o faz nos campos de madeira sem nenhum estábulo adequado. E uma potranca? Não tem tempo para domar um cavalo, não trabalhando tantas horas como trabalha.

     --Mas Mamãe, é uma potranca especial. É a cosita m?s linda que nunca vi. Linda cosita. Que nunca aplaudi a olhos. me domá-la pode levar muito tempo. Mas acredito que o merece.

     --Queima sua vela por ambos os extremos, já lhe disse isso. E por que não economiza para uma parcela de terra? Comprar outro cavalo faria que te estabelecesse mais.

     Chase protestou. --Procurar não pode me fazer danifico.

     --Não sei de ninguém na cidade que atadura uma potranca--, adicionou pensativa, enquanto voltava para seus bolos.

     Lançando a seu pai outro sorriso, disse Chase, --escutei falar dela no Salóonn.

     -Ah!. Loretta tinha enrugado o nariz. Terras!, espero que seu dono estivesse tão bêbado para lhe depenar com as cartas.

     Chase foi para o banho que seu pai tinha construído em uma esquina da habitação. Deixando a porta aberta, jogou água para barbear-se. Enquanto molhava seu rosto para suavizar sua barba, brigou-a. Mamãe, por quem toma? Depenar a um bêbado com o póker e ganhar seu cavalo?

     Afligido-los olhos de sua mãe a traíam, sua expressão mostrava mais claramente que as palavras que ultimamente não esperava muito dele. depois de lhe estudar por um momento, desapareceu seu cenho e ela sorriu. Não, é obvio que não. Só que não acreditava que gastasse seu dinheiro em um cavalo, e pensei que talvez… Bom, não importa!

     Desdobrando a navalha, Chase disse: --imagino que possivelmente deva reorganizar um pouco minhas prioridades. Gastar um pouco de dinheiro agora e não fará que deixe de comprar a terra. Só demorarei um pouco mais, isso é tudo.

     Hunter levou a cesta de arame com os ovos lavados à cozinha e, como era seu costume, começou a quebrá-los na frigideira quente. A diferença de muitos homens, não duvidava em ajudar a sua esposa dentro da casa.

     Enquanto Chase aplicava em sua mandíbula um tônico de barbeado perfumado de bergamota, observava através da porta aberta como seus pais trabalhavam, colocando um cotovelo para fazer-se espaço, ambos os cômodos com a cercania. A sincronia de seus movimentos, fez-lhe pensar em um casal dançando, movendo um passo detrás de outro. Era uma coisa muito simples, mas Chase via uma beleza que invejava. Ontem à noite seu pai lhe tinha perguntado que mais na vida podia desejar um homem. A resposta era nada.

     Chase fez um gesto de dor ao inclinar-se para olhar-se no espelho, que sua mãe tinha pendurado de um prego na parede. Não sabia se amaldiçoar suas costelas ou ao espelho. O ovalóide de vidro tinha sido pendurado nesse mesmo ponto exato, a uma altura perfeita para que sua mãe pudesse ver-se, quando seu pai construiu o banho, outro signo do intercâmbio, dar e tomar, entre seus pais. Nunca tinha escutado a seu pai queixar-se por ter que agachar-se frente ao espelho. Tampouco Hunter, sendo meio comanche, precisava barbear-se muito freqüentemente. Mas ele se barbeava pela manhã e pela tarde.

     Com um gesto de desgosto Chase, pensou que quando encontrasse uma esposa teria que ser mais alta que sua mãe ou estaria se agachando para barbeá-los seguintes sessenta anos. A diferença de seu pai ele tinha sido amaldiçoado com uma espessa barba.

     Uma imagem do Franny brilhou em sua mente. Definitivamente muito baixa, decidiu. Pensando na sapatilha situada no teto do Saloom, recordou como a encontrou pendurando do beiral a noite anterior. Mas o que lhe faltava em altura o compensava em curvas.

Sonriendo para si mesmo, Chase decidiu que um homem sempre poderia pendurar dois espelhos no banheiro.

 

     Chase golpeou a sapatilha rosa na barra. Depois do considerável esforço que tinha tido que fazer para procurá-la no teto, não tinha ânimos para nenhuma tolice. --Que infernos é isso de que não posso vê-la?  

     Gus, o rechoncho proprietário do Saloom, tirou-se o onipresente branco guardanapo dobrado sobre seu ombro. Começou a passá-la pela envernizada gradeia, limpando uma gota de água. --Só o que hei dito. Ela não admite visitas até depois do anoitecer, sem exceções.

     Chase não pretendia admitir um não por resposta. --Olhe, Gus, disse razoavelmente. Não sou qualquer visita. Franny é uma amiga de minha família.

     Gus arqueou uma sobrancelha incrédulo. --Nunca tinha escutado isso.

     --É verdade. Ela e Índigo som como isto. Levantou dois dedos até pressioná-los juntos fortemente. Só quero lhe devolver sua sapatilha, Por Cristo!

     Gus esvaziou um cinzeiro. --dêem-me isso Eu a darei.

     Chase decidiu que era tempo de provar outro rumo. --Posso ir ver Mai Belle então? Poderia dar-lhe a ela.

     Gus levantou um polegar para as escadas. --É meu convidado. Segunda porta à direita. Mas não te desvie, Chase. Franny é realmente peculiar sobre suas regras, e não desejo que se enfureça comigo.

     Regras. Chase nunca tinha ouvido falar de tal coisa. Como poderia esperar uma garota acima fazer uma vida decente se só aceitava visitas depois de obscurecer e só trabalhava até a uma da manhã? Estava perdendo dinheiro à mãos enche. Não é que lhe importasse. Se ele obtinha seu propósito, ela deixaria esse tipo de trabalho.

     Subiu a escada escura e se deteve no patamar, seu curioso olhar fixo na primeira porta, que sabia que tinha que ser a do Franny, pois Gus disse que a do Belle era a segunda. Um grande pôster pendurava na porta. centrou-se nas letras maiúsculas OCUPADO, dizia. Logo por debaixo, em letras mais pequenas, leu, "por favor girar o sinal ao sair para que o seguinte pessoa da fila possa entrar".

     A curiosidade pôde com o Chase, que se aproximou para girar o pôster e ler ao outro lado.

     "Não é necessário golpear. Simplesmente gire o pôster a Ocupado ao entrar. Dez dólares por trinta minutos.

As regras são as seguintes:

.-Não visita antes de obscurecer

.-Deixar o abajur apagado

.-Nenhuma conversação

.-Não extras

.-Nenhum reembolso

Depositar seus dez dólares sobre a mesa antes de sair".

     A nota terminava com um agradecimento e a assinatura do Franny, a caligrafia elegante e precisa, exatamente como ela era. depois de voltear o sinal de novo, Chase levantou um punho, tentado por bater na porta, pois sabia que devia estar dentro da habitação.

     --Maldição, Chase! Gritou Gus. Essa não é a segunda porta e você sabe.

     Sem encontrar outra forma para atrair a atenção do Franny, Chase se inclinou sobre o corrimão e gritou. --Não fique nervoso Gus! Não vou incomodar a, embora não vejo que importância teria, só quero lhe devolver sua sapatilha e lhe dar uma mensagem de minha irmã.

     Como Chase esperava, um segundo mais tarde o pomo girou. abriu-se uma polegada a porta, Uma parte do rosto do Franny apareceu na estreita fenda. No som, girou e olhou através da polegada de porta aberta. --Índigo me enviou uma mensagem? Perguntou brandamente.

     Chase tinha depravado seus ombros e respondeu quase em um sussurro. --Sim, fez-o. Mas não quero que ninguém o escute. Posso passar um minuto?

     Um dos olhos verdes, olhou-lhe fixamente, suspeitando. Chase estava seguro de que não era o primeiro homem que tentava entrar em seu santuário durante o dia. --Só um segundo--, assegurou-lhe, levantando sua sapatilha.--Recorda ao tipo que te ajudou a descer do telhado ontem à noite? Vamos, Franny. me deixe. Terei-me ido antes de que possa piscar.

     --Está bem, finalmente cedeu, --mas só por um minuto.

     Para sua surpresa, a porta se fechou. Pensou que ouviu móveis que se moviam dentro. Quando a porta se abriu de novo, Franny tirou a cabeça e olhou nervosamente a ambos os lados da soleira. Ele entrou cauteloso, seu pescoço formigava. Quando esteve dentro da habitação, fechou a porta e se girou, ela estava de pé detrás dele com suas mãos apertadas em punhos na cintura.

     A cautela para ele era evidente nas linhas sobre a boca e nas sombras em seus belos olhos verdes. Chase morria por lhe perguntar por que a punha tão nervosa. Mas já percorreria esse caminho depois. Suspeitava que em algum momento de sua vida tinha sido cruelmente maltratada por alguém. Provavelmente por mais de uma pessoa.

     --Está bem Índigo? perguntou.

     Sentindo-se um pouco envergonhado de si mesmo para contar tal bola. Chase se apressou a tranqüilizá-la. --OH, Está bem. Ela. .. um... -- Ofereceu-lhe a sapatilha. Acabo de vir de sua casa, e me disse que te dissesse Olá, quando te visse.

     --O que?

     --Ela disse que te dissesse Olá.

     --Esse é a mensagem?

     Iniciou um sorriso. --Bastante agarro, sei. Mas realmente queria lhe devolver sua sapatilha em pessoa. Gus é um bom vigilante não? Ela não sorria. --Tratei de lhe dizer que você e eu somos amigos, mas ele não faz nenhuma exceção.

     --Amigos? Ela o repetiu no mesmo tom que tinha usado ontem de noite. Incrédula, assustada. --Você e eu, amigos?

     Chase tentou pôr aspecto inofensivo. --Bom, sim. Considero-nos amigos. Verdade? Sem mencionar que recuperei sua sapatilha, e que você tem minha camisa. Empurrou novamente o sapato para ela. Podemos fazer um trato?

     --Minha intenção era lavar e engomar a camisa antes de devolver-lhe a você.

     --AH--. Chase quase lhe assegurou que não era necessário, mas logo pensou que teria outra desculpa para vê-la, se deixava o objeto. --Isso estaria bem.

     Agora que o pensava, gostava da idéia de que engomasse sua camisa. Imaginar sua pequena mão suavizando e estirando palmo a palmo, decidiu que depois de que a devolvesse, levaria-a mais freqüentemente que nenhuma outra. Louco, tão louco!

     Quando ela não aceitou a sapatilha, optou por mantê-la em sua mão. Não duvidaria em lhe mostrar a porta no momento em que a deixasse. Sorridente olhou a sala. Um biombo ocultava um extremo, e ele suspeitava que era o móvel que tinha ouvido mover-se. O que tampava o biombo? Coisas que ela não queria que ele visse, obviamente. Queria jogar uma olhada, mas teria sido uma grosseria imperdoável.

     Em seu lugar centrou seu olhar sobre a pequena mesa redonda perto da janela. Um prato com uma torrada parcialmente comida, uma taça de café médio vazia junto a ela. Supunha que lhe subiam a comida da cozinha do Saloom. Gus tinha remodelado o Lucky Nugget pouco depois de comprá-lo e, entre outras coisas, acrescentou um pequeno restaurante para que seus clientes não tivessem que ir ao hotel para comer.

     --Bonito, comentou embora sua verdadeira reação ao ver a habitação fora justo o contrário. Não podia deixar de pensar no solitária que devia ser sua vida, confinada entre essas quatro paredes entre as que comia, dormia e trabalhava. Agora entendia melhor por que Índigo se zangou tanto com ele ontem. Sem um amigo, poderia Franny escapar alguma vez dessa prisão?

     Centrando sua atenção nela, Chase decidiu que a afetada blusa que levava era mais apropriada para uma institutriz que para uma mulher queda. Chocava o sério cinza, com sua pele marfileña e o rubor rosa de suas bochechas e lábios. A aplicação de encaixe nata, que rodeava sua esbelta garganta, era igual ao que sujeitava uma elegante tranca em seus cabelos sem engomar, essa manhã.

     Seu olhar seguiu até os punhos desgastados em suas bonecas. A camisa de percal tinha conhecido dias melhores. Por debaixo da prega da saia, apareciam suas botas infantis, que demonstravam que ela economizava em seu traje. Claramente incômoda ante seu escrutínio, esfregou-se as Palmas de suas mãos em sua saia.

     --Bom..., disse, afogando-se com sua palavra.

     Chase sabia que era um convite para partir quando a escutou, mas não tinha pressa em fazê-lo. A vitória não era para os pusilânimes. Deu-lhe o que esperava, que era um sorriso tranqüilizador, e deslocou sua atenção para a habitação. À esquerda do biombo, quase oculta por seu marco de madeira, viu uma bolsa negra com água, pendurada de um prego da parede e com um irrigador vaginal no extremo. Sobre o lavabo, além disso do jarro de água e a bacia, havia um pote de esponjas e uma jarra de vinagre. Também havia um pote de farmacêutico com glóbulos marrons, provavelmente uma mistura caseira para acautelar o embaraço.

     Imaginou ao Franny utilizando este tipo de coisas, que tivesse necessidade de utilizar este tipo de coisas… fez que Chase se sentisse doente. Entretanto aí estavam as provas. O que esperava? Não sabia. Uma sala com motivos religiosos, talvez? Com o doce e inocente ar que emanava dela, essa garota vendia seu corpo para ganhá-la vida. Se frente a essa horrível realidade ia enjoar se, seria melhor largar-se enquanto tivesse uma oportunidade.

     voltou-se para ela. O rubor manchava suas bochechas, e sabia pelo alto tom que estava dolorosamente envergonhada de que tivesse visto suas coisas pessoais. Envergonhada e causar pena. Na dura luz da manhã ela não tinha possibilidade de escapar a um mundo de sonho.

     Chase pigarreou e a olhou. Deus, como queria afastá-la dali! Ela não pertencia a um lugar assim, e embora fora quão último fizesse conseguiria tirá-la dali. Era algo que tinha que fazer, não só por ela mas também por si mesmo. E talvez, de alguma abstrata maneira, por Glória. Não lhe daria as costas esta vez.

     Sem pensar em como poderia interpretá-lo, Chase esfregou sua própria mandíbula com o dedo que sujeitava a sapatilha rosa. Suas pupilas estavam tão dilatadas que os olhos dela pareciam quase negros. Uma consciência elétrica rompeu entre eles. Uma consciência que Chase não se atrevia a reconhecer. Ainda não.

     odiou-se a si mesmo pelo que estava a ponto de dizer. Mas daí em adiante as coisas não foram ser fáceis e diria e faria uma série de coisas que lhe pareceriam cruéis. --Li fora que cobra dez dólares por trinta minutos? Quantos clientes recebe cada noite?

     Ela empalideceu com a pergunta. Olhou para a cômoda, com o cenho franzido, podia ver que estava tão confundida como humilhada. Conjeturou que ela estava tratando de recordar quanto dinheiro normalmente ficava na cômoda cada noite, uma prova mais de que Índigo levava razão. Tanto como lhe resultava possível, Franny se mantinha se separada de todo o feio.

     --Eu. . . um . . . Mordeu seu lábio e levantou um ombro. Três, às vezes quatro, suponho. por que o pergunta?

     --Então cinqüenta abrangeriam toda a noite?

     --Todo ao que?

     Quase sorriu ante a horrorizada expressão de seus olhos. --Uma noite inteira, repetiu. Se um companheiro desejar sua companhia para toda a noite, com cinqüenta bastaria para cobrir o que deixasse de ganhar com outros negócios?

     Por um momento interminável, lhe olhou fixamente, como se houvesse se tornado louco. Chase se perguntava se realmente não seria assim. Nenhuma mulher sobre a terra valia cinqüenta dólares a noite. Exceto possivelmente uma frágil loira de olhos verdes assustados e uma boca tão doce que tudo o que podia pensar, era em beijá-la.

     --Não trabalho toda a noite, apressou-se a lhe recordar. Só até a uma, sem exceções, jamais.

     --Já vejo. Chase lhe tendeu a sapatilha novamente. Terei-o em conta, quando voltar por uma.

     --Voltar?

     Apertava a sapatilha na mão e franzia seus dedos ao redor. --Sim, voltar. Se pagamento de noite, não temos que ficar aqui. Será mais divertido sair e fazer algo.

     Claramente suspicaz, disse,-- como? o que?

     Chase sabia que ela geralmente evitava às pessoas do povo, não podia esperar que ela fora ao baile dessa noite. Os hipócritas não a teriam aceito de todas formas.   --Não sei. Um picnic, talvez?

     --depois de obscurecer?

     --Se a Lua não for muito brilhante, sempre poderíamos levar uma lanterna.

     Ela sacudiu sua cabeça. --Não, sinto muito. Não aceito clientes para toda a noite.

     Chase arqueou uma sobrancelha. --De verdade? Não vi essa regra escrita fora.

     --Um descuido.

     --Um descuido que não está escrito.

   --vou corrigir o.

     Chase pôs um dedo debaixo de seu queixo e levantou seu rosto ligeiramente. --Espero que não.

     Não podia duvidar de que a ansiedade que via em seus olhos fora autêntica. Ele supunha que se sentia segura entretendo homens em sua habitação, se gritava pedindo ajuda Gus a ouviria. Mas se abandonava o Saloom, não teria nenhum protetor. Não necessitaria nenhum enquanto estivesse com ele, mas ela não tinha nenhuma maneira disso saber.

     --Estou desejando vê-la de novo, Franny, disse quando a soltou, e caminhando a seu redor, alcançou o pomo da porta. --Espero que poderá fazer o mesmo?

     Se sua expressão lhe servia de guia, ela esperava o momento com tanto entusiasmo como se fora a agarrar a gripe.

     Chase se foi sorridente.

   Franny se sacudiu. No instante em que a porta se fechou detrás dele, girou olhando a porta. Sua mente ia a tanta velocidade como seu coração. Um novo letreiro. Tinha que escrever um pôster novo e comunicar-lhe ao Gus imediatamente. Não admitia clientes para toda a noite. depois disso Franny se sentiu um pouco melhor, mas não muito. Não sabia como, mas Chase Wolf, a fazia voar com nada mais que um olhar de seus azuis olhos. Nele estava escrito: problemas. Sentia-o na medula de seus ossos.

     Queria vê-la de novo? A idéia era tão absurda, quase riu. Realmente acreditava que ela deixaria o Saloom e iria se pular com ele na escuridão? Não era possível. Qualquer homem que queria passar toda a noite com uma profissional, tinha alguma porca solta em sua cabeça. Seria parvo confiar nele, a experiência a tinha prevenido frente aos parvos fazia muito tempo.

       

                                                     CAPÍTULO 7

Recém banhado e barbeado, Chase se sentou no alpendre de seus pais essa noite esperando a que chegasse a escuridão. Cinco peças de ouro de dez dólares pesavam fortemente em seu bolso, que seriamente se esgotava seu dinheiro em efetivo! mas quando contemplava as janelas da planta superior do Lucky Nugget e se viu se mesmo passando a noite inteira com o Franny, decidiu que os gastos valiam a pena.

     Amanhã era segunda-feira. O Banco estaria aberto. Llendo logo na manhã, poderia assinar um pagarei e retirar o dinheiro suficiente para passar na próxima semana. Dependendo de como fora esta noite, retiraria o suficiente para monopolizar as noites do Franny até o fim de semana. Isto faria arquear muitas sobrancelhas, especialmente as do Sr. Villens, o Presidente do Banco. Chase quase podia imaginá-la expressão de seu rosto. Suspirando, olhou ao céu disposto a que obscurecesse. Jesus. Tão sequer sabia no que se estava colocando? tão sequer pensava corretamente? Ou para o caso pensava absolutamente? Resgatar a uma pomba manchada — soava bem. Mas para fazê-lo, tênia que ter algo que oferecer ao Franny como alternativa. Não havia muitos empregos bem pagos para as mulheres e não tinha sabor de ciência certa quais eram as necessidades financeiras do Franny. O que acontecia precisava fazer tanto dinheiro como o que fazia agora? Chase não podia pensar em uma só ocupação para as mulheres, distinta da prostituição, que estivesse tão bem paga.

     E não era esse um fato lamentável? Como dizia Índigo , os homens do mundo branco não deram a suas mulheres muitas opções para manter-se a si mesmos. Estas mulheres que se encontram com o infortúnio não recebem nenhuma ajuda. Em seu lugar se convertem em presas. Vítimas, seu pai as chamava, e possivelmente tinha razão. A sociedade estava cheia de homens que faziam fila para tratar injustamente a alguém.

     A possibilidade de que poderia ser o segundo na cauda fora da porta do Franny esta noite, foi suficiente para atar nós em seu estômago. A simples ideia de alguns sujos, meio bêbados bastardos pondo suas mãos sobre ela. Cristo. sentiu-se doente quando pensava nisso. O que era absurdo. Franny tinha estado fazendo negócios nessa habitação do piso de acima durante mais tempo, muito mais de que queria imaginar. Um cliente mais não suporia diferença alguma. Mas o fazia. Não queria que nenhum homem mais a tocasse.

     Quando tratava de analisar estes sentimentos e interpretá-los, tudo o que sentia era confusão. Por definição, Franny era de propriedade pública, disponível para qualquer que tivesse as moedas suficientes para alugar seus favores e até que ela mesma não escolhesse trocar isto, era muito pouco o que podia fazer.

     Uma imagem de seus cândidos olhos verdes e seu expressivo rosto brilhou na mente do Chase, e suas mãos se curvaram em punhos palpitantes. O que lhe estava passando? Tênia que conseguir pôr em ordem seus pensamentos antes de ir ver a, mas quanto mais o tentava, mais enredados pareciam. Uma coisa parecia clara; queria ajudá-la. Tinha que ajudá-la. converteu-se em uma obsessão. Talvez estava tratando de purgar-se a si mesmo, pôr velhos demônios a descansar. Ou talvez seus sentimentos para ela fossem mais profundos que isso. Não sabia. Tudo o que sabia era que tinha que ir vê-la e não tênia intenção de partir até que conseguisse que abandonasse esse inferno de lugar.

     Quando Chase entrou no Lucky Nugget uns poucos minutos mais tarde, a música do piano palpitou contra seus tímpanos. Tentou bloquear o som, mas enquanto se dirigia para as escadas, a voz do Gus lhe parou em seco. Voltando-se, apareceu através da penumbra do abajur aceso, seus olhos ardendo pelas nuvens da fumaça do tabaco. Agitando seu pano branco, Gus fez um sinal ao Chase da barra.

     Riscando seu caminho entre as mesas, Chase tentou não golpear os cotovelos dos jogadores de póker com a cesta que levava. Os aromas entristecedores de puros, cigarros e corpos sem lavar fizeram que seu estômago se revolvesse. Não pôde evitar pensar no Franny, trabalhando neste lugar, noite detrás noite. O pensamento lhe fez sentir-se mais impaciente por vê-la. Enquanto se aproximava da barra, Gus lhe deslizou uma jarra de cerveja.

     --Convida a casa.

     Em todos os anos nos que Chase tinha conhecido ao Gus Packer, nunca tinha escutado que desse bebidas grátis. Algo acontecia, e se lhe acrescentava uma cerveja grátis, Chase tinha uma sensação nas tripas de que não lhe ia gostar. Tinha pego a asa da jarra como se fora a passar de comprimento, despues sacudiu a espuma derramada em sua mão.

     --Obrigado. Desejando enfatizá-lo, acrescentou. --Acredito.

     Gus teve o bom sentido de parecer envergonhado. --Olhe, Chase, não quero nenhum mau cilindro, mas temos ante nós uma espécie de problema.

     Deixando a cesta, Chase colocou uma bota no reposapies de latão. --Solta-o, Gus.

     O garçom esfregava uns restos de comida seca do bordo do mostrador. --É Franny, começou brandamente. --Por alguma razão, está realmente decidida a manter-se afastada de ti.

   -- Já vejo.

     Gus finalmente olhou para cima. --Pediu-me que te mantivera longe de sua habitação.

     Chase tomou um lento gole de sua jarra. depois de limpar sua boca com o dorso de sua boneca, deixou a jarra na barra com um decisivo golpe. --Vou acima a vê-la, Gus.

     --Faz-o, e terei que enviar a alguém a pelo Marshalll.

     --Suponho que estas em seu direito.

     --Seu não quer confusões com a lei, Chase.

     --Não seria a primeira vez e provavelmente tampouco a última. Venho de uma larga linha de renegados, recorda?

     --Não vale a pena. Nenhuma mulher a vale.

     --Sou eu quem o tem que decidir.

     Gus afirmou sua mandíbula. --Se criar problemas aqui, não haverá um homem no lugar que duvide em saltar a me ajudar.

     Chase voltou a considerar a coleção de esfarrapados indivíduos que havia na sala. Tão cansados e de má reputação como pareciam os mineiros, não os subestimava. Um homem não podia levantar sua vida de um buraco no chão sem desenvolver bordos duros. Pela mesma razão, os lenhadores não eram exatamente suaves e Chase sabia de fato que eram um inferno em um montão de sentidos. Estes tipos não tinham nada ao que ele não se enfrentou antes, e a montões. Estava tenro na zona que rodeava o estômago, não o duvidava, e isto o ponia em desvantagem. Mas uma vez que se lançasse o primeiro murro, sabia que seu temperamento se faria cargo.

     Quando deslizou seu olhar de volta ao Gus, sorriu ligeiramente. –As brigas do Saloon destroem os negócios. Tendem a desatar o inferno em um lugar. Se eu iniciar uma rixa, mantenho a regra de sempre pagar pelos danos. Mas não serei tão complacente se alguém mais der o primeiro golpe. Calcula se estes tipos têm as moedas para pagar as mesas e as cadeiras rotas, por não mencionar todos os copos e jarras que obrigatoriamente ficarão destroçados.

     --Não quero problemas, Chase.

     --Problemas é meu segundo nome.

     --Falas de uma forma dura e forte para ser um homem com as costelas rotas.

     --Realidade ou alarde, essa é a questão e não acredito que deseje averiguá-la.

     --OH, escutei as histórias a respeito de ti, admitiu Gus. Um Habitualmente é muito ativo, não? Mas isso é quando está longe de casa. Tenho a intuição de que o pensará duas vezes antes de iniciar algo aqui que poderia te pôr contra sua gente e fazer a sua mamãe chorar.

     Em qualquer outro momento, a ameaça poderia ter prevenido ao Chase. Mas esta noite eram as lágrimas do Franny pelas que estava preocupado, não as de sua mãe. Para piorar o pior, sentia certamente que seus pais o entenderiam. --Gus, estou-lhe isso advirtiéndo . Não me prove.

     --Seu papai deveria te haver tirado a maldade a golpes quando foi ainda o suficientemente pequeno para chiar.

     --Provavelmente o fez. Mas pegar a seus filhos regularmente não era um de seus pontos fortes.

     --Nunca pôs uma mão sobre ti, ou me equivoco em meu supoisición. Se o tivesse feito, não seria um asno tão arrogante. O olhar do Gus vacilou. --Franny não quer verte. por que não pode respeitar seus desejos e te manter afastado?

     --Porque não acredito que saiba o que é bom para ela. Chase devolveu a jarra quase cheia ao proprietário do Saloon da mesma maneira em que tinha sido servida, rudamente e derramando espuma. Tratar com o Franny seria já bastante difícil sem turvar seu julgamento com a bebida. --Não terá uma perna sobre a que te sustentar quando acontecer que me deneguem o acesso às habitações do piso superior, Gus, e não o fará ela. Pode que seja a raça, e seguro como inferno que não negarei ter mau gênio quando o estado de ânimo me pede isso, mas não importa como participe disto, pelo general sou cem por cem um cavalheiro com as damas. Não encontrará a ninguém no Wolf´s Landing ou em qualquer outro lugar que possa dizer algo diferente.

     --Cavalheiro ou não, ela não quer nada de tua parte.

     --Eu diria que é a natureza de seu negócio agradar aos clientes que pagam embora particularmente não goste em ocasiões. Se houver problemas esta noite porque você e ela não estais de acordo, e eu termino no cárcere por brigar, que motivo sustentará meu advogado defensor? Uma prostituta não pode rechaçar a um homem sem justa causa e eu não lhe dei nenhuma.

     --Sim? Bem, simplesmente recorda isto, sócio. Enquanto esteja esperando que o juiz apareça aqui no Wolf´s Landing, estará descansando com seus louros no cárcere.

   --E seu terá que fechar o negócio para fazer reparações, Chase respondeu. Reparações que eu não pagarei. Se começar algo, você carrega com o custo das imperfeições.

     A cara do Gus se tornou carmesim.

     Chase arqueou uma sobrancelha desafiante. --Por certo, falando da lei, é a prostituição tão sequer legal? Ou a lei neste caso simplesmente faz a vista gorda?

     --Não há prostitutas neste estabelecimento, só garotas que dançam.

     --Diabos. Chase sorriu e sacudiu sua cabeça. E você vais açular a estes caipiras contra mim? então me terá encerrado no cárcere por lhe pedir dançar?

     Explica isso ante o juiz, Gus.

     Com isto, Chase se impulsionou fora da barra e começou a ir para as escadas. Então assim era como o vento ia a sopro. Bem, tênia notícias para a Senhorita Franny; nesta ocasião tinha subestimado gravemente a seu oponente. Ele não ia de farol tão facilmente. E quando chegava a luta suja, era um professor.

     A ira fez seu passo enérgico, recortando seus movimentos. Não desejando intimidá-la em seu estado de ânimo atual, considerou esperar abaixo durante uns poucos minutos até acalmar-se, mas temia que se o fazia outro homem poderia golpear a sua porta. Provando esse ponto, no corrimão havia um mineiro que ia encaminhado à mesma direção, uma garrafa de uísque em uma mão, dinheiro na outra. Chase colocou uma mão sobre o ombro do tipo e lhe fez frear bruscamente.

     --Sinto muito, amigo. As dama não aceita clientes esta noite.

   --Quem o diz?

     --Digo-o eu, Chase lhe informou brandamente.

     Apesar da forte música do piano, Franny escutou o pomo de sua porta girar. Um instante depois, o ruído de abaixo, um decibel mais alto por falta da barreira, chegou flutuando em um corrente de ar, que lhe disse que se estava abrindo a porta. Uma fresta estreita de luz anêmica se derramou através   do chão para explorar contra a parede, iluminando o patrão de margaridas de seu papel pintado. como sempre com o primeiro cliente da noite, a tensão a enchia, mas com a facilidade da larga prática, separou-se a si mesmo disto.

     Margaridas, um prado de margaridas.

     Tratando de ignorar o som das botas do homem aproximando-se de sua cama, fechou os olhos. Concentração, esse era o truque. Não tênia mais que ver o prado para inundar-se nele, sentindo o ligeiro roce da grama contra sua saia enquanto caminhava, a calidez do sol sobre seus ombros. Podia inclusive escutar o sussurro da brisa. E os aromas. Ah, os maravilhosos aromas. Nada cheirava tão doce como uma pradaria cheia de flores. Um por um, comprometeu seus cinco sentidos em seu mundo de sonho até que não teve nenhuma consciência de sobra para a realidade.

     Não estava segura de quanto tempo passou antes de que começasse a sentir que algo estava mau. Lentamente, passo a passo, retornou, intensamente consciente de que estava tendida sozinha na cama, ainda sem ser abordada e sua imaginária luz solar se havia de algum jeito transformado em realidade. Seu calidez dourada pressionando contra suas pálpebras fechadas.

     Confundida, levantou suas pestanas ligeiramente. ficou-se dormida? Era já pela manhã? Enquanto estudava a luz, lhe ocorreu que seu matiz era muito dourado para ser luz solar. Então escutou o assobio suave e o chiado do abajur.

     Todos seus clientes sabiam que acender o abajur estava estritamente proibido, e com a exceção de só dois homens faz vários anos, eles sempre tinham respeitado essa regra.

     O alarme a atravessou. incorporou-se sobre seus cotovelos e piscou para esclarecer sua visão. --Mai Belle? disse esperançosamente.

     Seu olhar se disparou à mesa onde estava sentado um homem de cabelo escuro. Reconheceu ao Chase Wolf quase instantaneamente. Com os pés cruzados sobre os tornozelos e subidos no bordo da mesa, sua postura era insolente, a cadeira debaixo dele se balançava para trás sobre suas patas traseiras. Em lugar de seu habitual traje de lenhador, esta noite ia de negro, botas de Montana de salto alto, práticas mas muito elegantes para o Wolf´s Landing. Além disso, vestia calça de mezclilla negro e uma sobrecamisa comprada já confeccionada de tafetán de seda com o pescoço grampeado e pregos banhados em oro na parte frontal e nos bolsos. Como tinha encarregado recentemente algumas objetos de vestir para seu irmão Frankie, sabia que uma sobrecamisa como essa custava pelo menos 2500 dólares no catálogo do Montgomery Ward, um extravagante preço quando algo em flanela ou em pano do Melton poderia obter-se por 450. Claramente se tinha vestido para a ocasião, e a julgar por sua expressão de intenção, esta era ela.

     Intumescida, olhou seus penetrantes olhos azuis, incómodamente consciente de que as brunidas facções que possuía estavam cinzeladas com dureza, em implacáveis linhas. Não havia confunsion no fato de que Chase Wolf estava zangado. A emoção irradiava dele como a eletricidade antes de uma tormenta de relâmpagos, fazendo o ar tão pesado que o fazia cócegas na pele. Pior ainda, sabia por que estava tão furioso. Certamente pelo Gus jogando a ser cão guardião e mantê-lo afastado dela.

     --O que está fazendo aqui?

     Com um movimento deliberadamente acalmado, colocou uma pilha pequena de peças de ouro de dez dólares sobre a mesa, seu olhar nunca abandonou a dela. --por que revistam vir aquílos homens?

     Desconcertada e decidida a camuflar esse fato com ira, assegurou-se de que as cintas de sua vestimenta estivessem atadas e se sentou. Balançando as pernas sobre o lado da cama, deslizou seus pés em suas sapatilhas de feltro. --Vete.

   Dedicou-lhe uma baixa risita entre dentes, que em boa medida gotejava com arrogância marcial. Bem, agora, querida, por que não o tenta e me obriga?

     --O que me falta em músculo, Sr. Wolf, compenso-o de sobra em reforços. me crie qualquer dificuldade, e tudo o que preciso fazer é chamar o Gus. por que não se economiza um montão de problemas e se vai antes de que se veja obrigado a fazê-lo.

     Não parecia intimidado. De fato, em todo caso, parecia divertido. Seus escuros olhos azuis lentamente varreram a longitude dela, persistentemente audazes, primeiro foram a seus quadris, continuando, a seus peitos. Problemas, esta era a palavra que continuava aparecendo esta noite. É curioso como todo mundo parecia pensar que caminharia uma milha para evitá-los. Levantou a pilha de moedas, e logo começou às colocar, uma por uma, sobre a mesa. --Sou um lutador, Franny. Fui-o desde que tênia a altura de um joelho. Não há nada que eu goste mais que uma boa briga, a menos, é obvio, que estejamos contando as mulheres e o licor.

     Franny evitou seu olhar. --Tenho todo o direito a recusar o serviço a qualquer, sem explicações. Eu gostaria que fosse.

     --E a meu gostaria de ficar. Como te supero em peso por umas boas cem libras e te supero em tática em cada ocasião. Calculo que farei exatamente isso. Ele particularizou esta declaração com a queda da última moeda na pilha. --Cinqüenta dólares. Diz que normalmente consegue três ou quatro clientes em uma noite? Figuro-me que cinqüenta deveriam cobrir o que normalmente revista fazer, mais extras.

   --Não há extras, replicou com uma voz tremente. Se se tivesse incomodado em ler o papel, saberia.

     --Ah, li-o. Mas sou um firme crente de que   o único para o que são boas as regras é para as romper.

     Seus olhos brilhavam com travessura enquanto se ponia lentamente de pé. Estirado até sua altura completa, parecia mais lhe intimidem. Franny retrocedeu um passo e jogou uma olhada à porta. Para seu horror, viu que o maldito ferrolho tinha sido empurrado. Não tênia ningun modo de escapar antes de que a apanhasse.

     abraçou-se sua cintura e escondeu suas mãos trementes as colocando dentro das mangas espaçosas de sua vestimenta. Duas vezes antes tinha enfrentado uma situação como esta e sabia que revelar debilidade seria um engano custoso.

     As lembranças. Saltavam a sua mente com claridade aterradora. Sabia de primeira mão quanto dano, poderia infligir a uma mulher, um homem do tamanho e a força do Chase Wolf . Também sabia como de rapidamente poderia acontecer.

     --Pedi-te amavelmente que fosse, finalmente conseguiu dizer.

   --E eu me neguei. Amavelmente.

     A ajuda estava tão somente a um grito. Sabia que Gus subiria as escadas em um flash se lhe necessitava. Mas com a música de piano retumbando contra as paredes, seriam sequer escutados seus gritos? Sabia por experiência que teria tempo para gritar só uma vez, duas vezes se tinha sorte. depois disso, estaria sobre ela e com apenas uma dessas mãos grandes e curtidas, poderia amortecer seus gritos.

     Um leve sorriso curvou as comissuras de sua firme boca, e levantou uma moeda desde fora da pilha, volteando-a em um chamativo arco antes de regulá-la. --Seu estas vendendo, carinho. E eu estou comprando. Não é assim como funciona?

     Isso ardeu. E foi cruel por parte dele, cruel e falto de coração. Mas também era uma verdade que ela não podia negar. --Eu não faço negócios da forma habitual. Não há garantias, não há devoluções. E me reservo o direito de recusar o serviço a qualquer. Girou para a porta e orou com cada passo que não a detivera fisicamente. --Tem até que conte até três. Se não se foi, chamarei o Gus.

     --Não acredito de que queira fazê-lo.

     Seu tom fez que se congelasse com seus dedos sobre o ferrolho. Olhou-lhe sobre seu ombro.

     Arrojou a peça de ouro descuidadamente na mesa e enganchou os polegares em seu cinturão de couro lavrado à mão. Com um quadril inclinado para fora e uma perna larga ligeiramente curvada, olhava como se estivesse procurando briga. Apesar disso, era inegavelmente bonito com a malha verde-azulada de sua camisa destacando a escuridão de sua pele e a luz do abajur brilhando sobre seu cabelo mogno.

     Suavizando sua expressão, disse; --Não tem nada que temer de mim, Franny. Prometo-lhe isso. Não se cooperar comigo.

     --E se não?

     --Então todos infernos vão andar soltos. Gus subirá, provavelmente com reforços e vai haver uma animação como não viu nunca.

     --Estas de farol. Com três costelas rotas, não estas em forma para dar murros.

     --É verdade. Mas antes de cair, levarei-me a alguns homens comigo. E no processo, este lugar será demolido. Ele entrecerró um olho como se estivesse pensando. O corrimão ao redor do estou acostumado a desaparecerá seguro. E a porta será derrubada a patadas. A janela ficará definitivamente rota.Se encolheu de ombros. Este é o caminho que segue quando um punhado de homens começam a lançar murros. Outra coisa que não deveria descartar é o contágio das brigas dentro do Saloon. Existem todas as possibilidades de que o iniciado acima se estenda para baixo, e o Saloon inteiro poderia sofrer graves danos.

     Detestando-se a si mesmo porque sua voz tremia, disse; -- Teria que pagar por todos os danos ou seria arrojado ao cárcere.

     Lhe dedicou um sorriso preguiçoso. --Não se eu não o iniciei. Esse é o pateador, querida. Não tem nenhum motivo no inferno para te negar a dançar comigo. Se Gus e os outros sobem até aqui, serei um perfeito cavalheiro até que alguém me golpeie. Isto me converterá na parte lesada. Se isto for ante um juiz, o que vais dizer? que você não gostava de meu aspecto? Sinto muito. Mas as mulheres em sua linha de trabalho não podem escolher.

     --Mentirei. Direi que estava fora de suas casinhas. Que foi áspero e desagradável.

     Ele se encolheu de ombros novamente. –É sua eleição.

     --Os danos que descreve custarão mais do que pode permitir-se. Recorde minhas palavras, será posto na prisão e eles atirarão a chave.

   --Não. Aí é onde estas equivocada. Tenho um montão de dinheiro para cobrir os danos. Tão longe como isto chegue, pode cobrir danos similares manhã de noite. E a seguinte. De qualquer forma que o olhe, Gus se verá obrigado a fechar enquanto faz as reparações. Retirando seus polegares de seu cinturão, colocou suas mãos brandamente sobre seus próprios quadris. --Se continúo voltando, o que te prometo que farei, e persiste em rechaçar meus serviços, haverá mais problemas. E mais problemas depois desses. cedo ou tarde Gus vai começar a   perguntar-se a se mesmo quem for a raiz de todas suas misérias.

     --Você.

     --E você. Por muito que provavelmente goste, o negócio é o negócio e não é indispensável. antes de ver seu Saloon afundar-se , porá-te nas mãos seus papéis de demissão, coração. Quando isto aconteça, estará sem trabalho.

     --Isso é desprezível.

     --Sei que o é. Sou realmente hábil sendo desprezível quando quero sê-lo.

     --Necessito este trabalho.

     Ele sorriu levemente.--Estou-te patrocinando.

     --Você, patife, está por debaixo do desprezo.

     --Também sei. Mas até que consiga meu objetivo, não posso me permitir ser encantador. Ele inclinou sua cabeça para o ferrolho. É sua eleição. Abre a porta e chama ao Gus ou admite que ganhei esta ronda.

     Tremendo tão imperfeitamente que logo que podia sustentar-se, Franny deixou cair suas mãos do ferrolho e voltou a pressionar as costas contra a porta. --por que está fazendo isto?

     --Não estou seguro de que possa explicá-lo.

     --Eu não posso perder este trabalho.

     --Coopera comigo, e seu trabalho estará perfeitamente seguro.

     --Não trabalho com a luz acesa. Não o farei, nem para você nem para qualquer outra pessoa.

     --Não esperava que o fizesse.

     --Com pernas cambaleantes, Franny começou a ir para a cama. –Então apague o abajur e consiga seu negócio.

     O abajur permaneceu acesa.

     Ela se congelou. --Mas você acaba de decir__

     --Tudo o que quero é passar tempo contigo. Falar, nada mais. dobrou-se e tirou uma cesta que não tinha notado que estava debaixo da mesa. --Um picnic, recorda?

     Franny ficou com a boca aberta lhe olhando. --Está louco? Está disposto a desembolsar cinqüenta dólares para me levar de picnic? Na escuridão? Não sou o bastante estúpida, Sr. Wolf. Qualquer homem disposto a gastar essa quantidade de dinheiro tem coisas, além de falar e comer, em sua mente. Estaria louca se saísse daqui com você.

     --Meu nome é Chase. E pela mesma razão, estaria louco para danificar um só cabelo em sua cabeça se vier comigo. Todos abaixo nos verão sair juntos. Se algo te acontecer, deverão chamar a minha porta.

     Franny supôs que era o suficientemente certo. Cheia de indecisão, estudou-o, perguntando-se se se atreveria a pôr em evidência seu farol. Por razões além dela, tinha a horrível sensação de que quis dizer cada palavra. Se os homens subissem, ele baixaria balançando-se, e causando enquanto isso dano como pudesse enquanto estivesse nisso. Isto não tênia sentido. Absolutamente nenhum. E entretanto o brilho de determinação em seus olhos era inconfundível. Queria algo dela, e queria consegui-lo.

     O que, era a questão.

     Como se lesse sua mente, ele sorriu uma vez mais, sua expressão mais amistosa agora. Carinho, nunca lhe pus uma mão em cima a uma mulher, e não tenho planejado começar contigo. Só desejo passar a noite contigo. Onde está o machuco nisso se Gus souber com quem está? Consigo o que quero, e obterá seu salário da noite. Isto para minha sonha como um trato justo.

     --Se você queria me levar de picnic, alguma vez lhe ocorreu simplesmente pedi-lo? Podria haver-se economizado cinqüenta dólares.

     Seus olhos se encheram com um brilho de conhecimento. Se lhe tivesse perguntado isso, teria ido?

     Ele conocia claramente a resposta a isto. Em lugar de lhe olhar, Franny observou os dedos de suas sapatilhas. Sua mente correu procurando explicação a seu louco comportamento, mas não havia nenhuma.

     Tênia curiosidade a respeito dela? Era isso tudo? Talvez nunca tivesse conhecido a uma mulher como ela, e estava fascinado. Furtivamente lhe jogou uma olhada, e rechaçou esse pensamento. Chase Wolf tinha estado em um montão de bordéis. Apostaria dinheiro nisso.

     imaginaria que estava apaixonado por ela? Franny tinha recebido sua parte de proposições de homens, alguns simplesmente porque eram solitários e não se podian encontrar a ninguém mais, outros porque queriam jogar herói e resgatar a uma mulher queda de sua sórdida existência. Obrigado a que Mai Belle lhe falou de seu passado, Franny sabia como terminava este conto de fadas. O herói despertaria uma manhã e se daria conta de que estava casado com uma prostituta, final do conto de fadas. O jogo se volta feio depois disso. Muito feio. E este era um que não tinha nenhuma intenção de jogar.

     Salvo que ela não tinha eleição. Gus lhe pediria que partisse antes de sofrer irreversíveis perdas financeiras. Franny não podia lhe culpar por isso. Este Saloon era seu meio de vida.

     --Bem? Chase disse em voz baixa.

     Ela assentiu lentamente. --Suponho que vou de picnic.

     --Essa é minha garota. Colocou a cesta sobre a mesa e se girou para a janela, lhe dando as costas. --te lave a cara, escova esse amido para tirar o de seu cabelo e viu hm? É uma formosa noite. Seria uma maldita vergonha desperdiçar algo dela.

     Enquanto Franny se vestia, a salvo oculta atrás do biombo, Chase começou a lhe interrogar, perguntas sutis ao princípio, que as arrumou para ignorar, então fez perguntas mais contundentes, às que o dió respostas vagas. Finalmente frustrado com sua evasiva disse; --me fale de ti mesma.

     Não havia nada que lhe dizer. Franny do Wolf´s Landing levava uma vida bastante aborrecida, e Francine Graham não existia a menos que estivesse no Grants Pass visitando sua família. Ela duvidava que ele estivesse satisfeito com essa resposta, entretanto, inclusive embora o estivesse, não tinha intenção de abrir uma lata de vermes. Ninguém sabia nada sobre o Francine Graham, nem sequer Índigo.--Não sou uma pessoa muito interessante.

     --Eu, serei o que julgue isso.

     Com dedos trementes, se abotonadó o alto pescoço de sua blusa branca. --Verdadeiramente, não há muito que dizer. Trabalho, visito o Indigo, durmo, como. Isso é tudo.

     --Secretos, Franny?

     O tom zombador em sua voz fez sua pele se arrepiasse.

     --Não há segredos. Não há nada o suficientemente interessante para mantê-lo em segredo.

     --Qual é seu sobrenome?

     Ela endireitou a cinturilla. –Não tenho.

   --Encontraram-lhe sob uma folha de repolho não é assim?

     --Não, em um horta de morangos. Ela se sentou em sua cadeira de balanço para ficar seus sapatos de salto alto. Recuperando seu abotonador desde fora da mesa, dobrou-se para frente e quase empalou seu tornozelo quando sua sombra caiu sobre ela. Olhou para cima, zangada além do expresable de que se atrevesse a invadir sua sagrada intimidade. --E a ti? Encontraram-lhe no pátio traseiro, talvez? Sob um monton petrificado de esterco de vaca?

     Ante isso sorriu. Colocando-se diante dela, arrebatou-lhe o abotonador de seus rígidos dedos e levantou seu pé até seu próprio joelho. --É um perigo para ti mesma com esta coisa, disse, então habilmente começou a atirar para grampear os botões.

     Franny pensava que ele representava o maior perigo. A seus olhos cautelosos, parecia extraordinariamente largo de ombros, um jogo de músculos evidentes sob a seda de sua camisa cada vez que se movia. Nas sombras dançantes, seu rosto parecia mais brunido, como uma escultura tinta mogno, seu brilhante cabelo estava escurecido pelas sombras, suas pestanas incrivelmente largas pareciam tecidos de aranha sobre suas bochechas. Sua boca era totalmente masculina, o lábio inferior sensualmente cheio, o superior estreito e claramente definido. Sua claramente quadrada mandíbula fazia parecer com seu rosto rude e terrivelmente invulnerável. O nó com o passar da ponte do nariz, resultado de um ruptura que nunca tinha sido curada corretamente, acreditava. Entretanto, a imperfeição só melhorava sua masculinidade.

   Incapaz de olhar mais à frente, perguntou-se quais seriam seus planos para ela. Suas pestanas varreram em um arco de seda a suas sobrancelhas arqueadas repentinamente e seus olhos azul escuro a imobilizaram. depois de estudá-la por um momento, colocou uma mão sob sua saia e anáguas, seus dedos quentes se curvaram sobre sua pantorrilha enquanto voltava a baixar seu pé para o chão. Inclusive através de suas meias, o calor de seu toque fez que seu estômago desse um tombo. Aparentemente não afetado, dirigiu o outro pie a seu erguida joelho. Habilmente, inseriu o gancho em uma casa, pilhando um botão do sapato e lhe colocando através do buraco. Não lhe resultava estranho vestir a uma mulher.

     --Vejo que costura, assinalou com uma voz de seda. --Para quem é o travesseiro de palhaço? Para o Hunter ou Amelia Rose?

     Franny disparou uma olhada a sua mesa de costurar. Este era seu lugar privado onde ela podia esquecer sua vida no Wolf´s Landing e ser ela mesma. lhe ter aqui a fazia sentir-se violada.

     Quando não respondeu a sua pergunta, olhou-a de novo. --Eu gosto desse vestido que está fazendo. O rosa irá bem com suas encantadoras cores, sem mencionar que é tempo de que tenha alguns bonitos vestidos com volantes e encaixe. Os que leva agora são mais apropriados para uma pobre viúva com duas vezes sua idade.

     Como se atrevia a criticar seu vestuário? Franny apertou seus dentes.

     --E estes sapatos? Ele soprou com desgosto. Viram dias melhores. Quanto recortam a seu salário Gus e Mai Belle tomando-o para si mesmos, por Cristo crucificado? Com trinta ou quarenta por noite, acredito que poderia te permitir um calçado decente.

     --Meus ganhos não lhe concernem.

     Concedeu-lhe o ponto com uma risada baixa, o que a enfureceu. Nada do que dissesse ou fizesse parecia lhe alterar. Baixou seu pé ao chão e se inclinou ligeiramente para frente para riscar sua bochecha com a abotonadora. Seu coração se saltou um batimento do coração com o contato. Como se ele intuira seu efeito sobre ela, gentilmente apanhou seu lábio inferior com o gancho, seu olhar cravado em sua boca. Por um momento, ele pareceu deixar de respirar. Franny sabia o que acontecia.

     --É tão doce, sussurrou. --Como pode ser isto possível?

     Era uma pergunta que não merecia resposta. E dizia muito de seu “só quero falar”, pensou amargamente. Ela tinha visto esse olhar nos olhos dos homens antes, e sabia o que pressagiava. Liberando sua boca, disse, --Sr. Wolf, existe algo que possa dizer para trocar sua opinião sobre esta idéia do picnic? Realmente preferiría__

     --Chase, corrigiu, --e não, não há nada que possa dizer para me fazer trocar de opinião. Aceita-o e desfruta da noite, esse é meu conselho para ti.

     ficou bruscamente de pé e devolveu a abotonadora à mesa. Ela viu seus escuros olhos azuis analisar as páginas de sua Bíblia, e quis chutar-se a si mesmo por havê-la deixado aberta.

     --A história da María Madalena, Franny?

   Para consolar-se a si mesmo, lia essas passagens pelo menos uma vez ao dia. Mas nunca o reconheceria. Não é que ela tivesse que fazê-lo. O ar cúmplice em seu olhar lhe disse que tinha adivinhado suas razões para ler essa historia em particular. --Estou lista para ir.

     Ele apanhou entre seus dedos um de seus cachos engomados. --Não é suficiente. Passando a seu lavabo, umedeceu um pano e agarrou sua escova. depois de retornar até ela, colocou a escova a um lado para esfregar primeiro seu rosto. Ao primeiro toque do tecido, Franny estava que jogava faíscas de indignação, o que pareceu lhe divertir. --Não seja difícil.

     Ela golpeou sua mão. --Está-te levando a pele e tudo.

     Ele suavizou a pressão. –Então deixa de pôr esta mierda em sua cara. Parece mais como o palhaço do travesseiro cuja cara está bordando.

     Franny se negou a picar o anzol. depois de limpar sua cara, alcançou a escova antes de que ela pudesse antecipar-se o e começou a passar as cerdas através de seus rígidos cachos. Foi surpreendentemente cuidadoso e fez um grande esforço por evitar lhe dar puxões em seu couro cabeludo. --Realmente o escovei que cabo a rabo, disse com evidente assombro.

     Nenhum homem jamais lhe tinha escovado o cabelo. Parecia uma coisa muito pessoal, algo que um marido poderia fazer por sua esposa. Franny tinha dificuldades para respirar, uma condição que se fazia mais pronunciada com cada segundo que acontecia. depois de que tivesse escovado e acabado com a maioria do amido, passou a escova pela longitude de seus cachos com sensual lentidão. Ela observava com congelada fascinação, como deixava que os fios escapassem das cerdas. Nas sombras impregnadas de âmbar, seu cabelo caía para seu regaço como fios de ouro.

     --Formoso, sussurrou. Como líquida luz solar com pinceladas de prata.

     Franny arrebatou seu cabelo de suas mãos e empurrou a escova fora de seu alcance. --Trancarei-o e a seguir, estarei lista para ir.

     Havida conta do fechado do quarto, escapar ao ar livre seria um alívio. Ao menos, então, poderia ter espaço para respirar. ficou de pé, lhe forçando a balançar-se para trás sobre seus talões. Desejou que se cansado ao chão sobre seu arrogante parte traseira, mas Chase Wolf era mais ágil que a maioria, inclusive com dores nas costelas. Não se perdeu o sorriso que brilhou atravessando sua boca.

     Assim que a encontrava divertida, não? Decidindo renunciar a uma trança, que lhe levaria muito tempo, reuniu seu cabelo e lhe deu vários giros. Caminhou para o espelho em cima do lavabo, recolheu as dispersos forquilhas para o cabelo que estavam junto à bacia e apunhalou com sanha o coque em cima de sua cabeça, falhando em seu objetivo mais vezes que não. Luz de sol líquida? Homens.

     Eram todos iguais. Recolhendo seu chapéu do cabide, o encasquetou, atirando forte das cordas enquanto as atava. O resultado foi um queixo dolorido.

     Ele a observava com um sorriso travesso. --Medo de que lhe saiam sardas?

     Franny inalou em resposta a sua pergunta e foi deslizando-se grandiosamente até lhe passar. Deixa que se ria. Não lhe importava. Não tênia que explicar por que planejava levar um chapéu de sol depois de anoitecer. Ele poderia pensar o que quisesse.

 

                                         CAPÍTULO 8

Ao momento em que saíram do salão, Chase trocou de mãos a cesta de picnic e tirou elsombreo ao Franny. Não se perdeu sua expressão de pânico, fez o intento selvagem de recuperar seu chapéu, estava determinada a recuperá-lo.

 

     --Está escuro, Por Deus!. Não precisa manter a cara oculta agora.

 

     Por sua expressão, sabia que ele se aproximou mais à verdade do que gostaria. Ela vacilou e logo deixou cair sua mão, seu olhar ainda seguia fixa no chapéu.

 

     --Paguei cinqüenta dólares para passar este tempo contigo, disse brandamente. E maldita seja, se permitir que passe toda a noite atenta a seu chapéu.

 

     Decidido a ignorar o olhar assustado em sua cara, Chase tinha dobrado a touca e a habia metido em seu cinturão. Feito isto, guio-a do cotovelo o comprido da passarela, sua mente cheia de perguntas que provavelmente seguiriam sem resposta. __por que tinha medo de que a reconhecessem? escondia-se de alguien?__

 

     Estudava seu perfil pálido, agora que a tinha à mão. Os cachos engomados e a pintura gritã que levava enquanto trabalhava alteravam tanto seu aspecto que só um observador muito agudo poderia fazer uma conexão entre esta jovem fina e a prostituta que trabalhava no Lucky Nugget.

 

     Decidido a fazer a noite tão produtiva como pudesse, Chase deixo de lado todas suas perguntas e soltou seu controle sobre seu cotovelo para levar a da mão. Lhe olhou incrédula, o que lhe fez perguntar-se se alguma vez teve um pretendente. Era tão bonita que tinha dificuldade para acreditar que não. Esta não podia ser a primeira vez que um jovem a tinha acompanhado a uma saída.

 

     Neste extremo da cidade se encontrava o Salão da comunidade. um pouco mais ao norte a casa de Índigo e a escola. Chase tinha um destino em mente e acelerou seu ritmo para deixar a passarela cercada. O som de risadas e vozes baixas lhe chegaram pelo ar da noite, e olhou acima para ver vários casais deixando o salão comunitário. Devia ter terminado o baile. Tivesse querido levar ao Franny ao. Quase a podia sentir flutuando em seus braços com a melodia de uma valsa, suas bochechas rosadas, seus olhos brilhantes de prazer.

 

     Deu uma olhada para a ela, não podia evitar o desejo em sua expressão quando viu as senhoritas com seus ornamentos, todo o tempo guiadas por atentos homens jovens. Tampouco deixou de ver o fato de que acelerou em um óbvio tento para evitar que a vissem. Sofria por ela, não podia compreender por que continuava em uma profissão que lhe produzia tal dor. Tinha que haver uma saída. Tudo o que tinha que fazer era ajudá-la a encontrá-la.

 

     Só quando se aproximaram da escola pôde relaxar-se um pouco e ainda então só o fez em uma medida insignificante. Chase optou por ignorar seu mal-estar e a levou a pátio de jogos. Quando se deu conta de que pretendia encaixá-la em um dos balanços, aferrou a sua saia e sacudiu sua cabeça.

 

     --Não subi em um balanço há anos. Realmente não.

 

     --Isso é muito tempo não te parece?

 

     depois de deixar a um lado a cesta, colocou-a no assento. –-te agarre pelas cordas, ordenou e logo não lhe deu outra opção ao empurrá-la pelas costas e seus pés já não tocaram o chão.

 

     Grasnou quando a lançou. A saia a apanhou o vento. Com uma mão, dobrou suas dobras sob seus joelhos. Deus não permita que lhe deixasse jogar uma olhada aos tornozelos!. Chase sorriu para si mesmo e pusó as mãos em sua cintura enquanto se balançava para ele. Deus, como queria conservar seu agarre e lhe acariciar com o nariz a nuca onde esses sedosos cachos loiros formavam brincos tentadores.

 

     Resistiu o impulso e lhe deu outro empurrão. Vendo-a, sentia um certo grau de satisfação quando viu que a tensão de seus ombros diminuía. Sabia bem que não era sempre tão séria e introspectiva. Ele queria baixar essas defesas até que fora tão fácil e rápido fazê-la rir como quando estava com Índigo e os meninos.

 

     --Agarrou-a pela cintura novamente, manteve-a um momento apertada contra seu abdômen. A parte posterior de seu pescoço estava à perfeita altura para ser beijado, e uma vez mais se sentia tentado. Imaginava que sua pele se sentiria tão suave como veludo contra seus lábios e recordava seu aroma de ontem à noite, emanava um sutil aroma de lavanda.

 

     Mas Chase tinha uma missão em mente e os avanços sexuais não eram parte de seu plano. Liberou-a e seguiu com outro empurre para enviá-la mais alto que antes. Ela gritou alarmada novamente, mas a pequena risada que seguiu lhe disse que estava mais excitada pela altura que com medo.

 

     --Me esta empurrando muito alto. O que acontece me caio?

 

     --Agarrarei-te.

 

     --O que acontece as costelas?

 

     Chase quase se esqueceu de suas costelas. --Estão melhor.

 

     --Não podem estar muito melhor.

 

     --Quer deixar de preocupar-se por minhas costelas? te relaxe, Franny. te divirta um pouco por uma vez.

 

     Ela soltou uma risita assustada quando lhe deu outro empurrão. --Parece peculiar que um homem desperdice assim 50 dólares.

 

     --Sou um homem peculiar.

 

     Continuou empurrando até que lhe fez caso e só desfrutava disso. Quando finalmente se sentiu cansado parou o movimento, levantou sua cabeça para olhá-lo com seus grandes olhos cheios de perguntas e um pouco de desconcerto. Que era simplesmente como ele a queria: em velo, perguntando-se.

 

     --por que me trouxe aqui? Finalmente perguntou.

 

     Com cada minuto que passava em sua companhia, seus motivos se faziam cada vez mais confusos, inclusive para ele. Evadindo o tema, deixou-a sentada ali e foi procurar a cesta de picnic. Oservó com cautela como estendia uma manta ligeira sob o carvalho até o bordo do pátio de jogos.

 

     Sentado com as pernas cruzadas, acariciou um lugar junto a ele. --Vamos. Eu não remoo. Ao menos não muito.

 

     Ela permaneceu em movimento por um momento, claramente receosa dele e de suas intenções. Chase fingiu não observá-la e começou a colocar os mantimentos. A comida não era muito emocionante, mas era o melhor que tinha sido capaz de conseguir sem pedir a sua mãe que preparasse algo especial. Pãozinhos de milho, melão, frango frio e uma garrafa de vinho que tinha comprado especialmente para esta ocasião. Verteu uma medida da Borgoña em cada uma dos copos que     havia trazido.

 

     Plenamente consciente de que finalmente ia caminhando em sua direção, embora lentamente.

 

     --Espero que você goste do frango frio. Afundou seus dentes em uma porção e se apoiou em um cotovelo, sonriendole enquanto mastigava --Tem fome?

 

     Na verdade, Franny se estava morrendo de fome. Estranha vez tomava um jantar. Até que esse primeiro cliente entrava pela porta cada noite, sempre se encontrava médio doente pela tensão, e tinha aprendido fazia muito tempo que seu estômago se rebelava se comia algo antes de que começasse seu turno. --Suponho que poderia tomar um bocado.

 

     Ele gesticulou para que se sentasse. Embora sabia o rapidamente que podia mover-se, ter algo entre eles, embora fora uma insuficiente barreira como uma cesta de vime, fez-a sentir melhor. Recolhendo sua saia , deixou-se cair de joelhos. Olhou-o especulativamente. Tomando cuidado de cobrir modestamente os tornozelos, jogou um olhar curioso à cesta, entreviu uma pata de frango e dúbia a alcançou. Assado, rangente. Tomou um pequeno bocado.

 

     --Mmm, delicioso.

 

     --Minha mãe é uma excelente cozinheira.

 

     Movendo-se sobre seu cotovelo, inclinou-se mais perto da cesta para procurar entre seu conteúdo. Ouvia, enquanto comia, o estalo continuado dos utensílios. Um instante depois, sua mão surgia sustentando um garfo com um pedaço de melão enganchado nele. Sem aviso, pressionou-o sobre sua boca, não lhe deixando outra opção que abri-la...

 

     Melão. O doce suco enchia sua boca e o sabor era absolutamente delicioso. Gus estranha vez comprava frutas frescas, Não era algo que aos clientes bêbados geralmente gostasse de comer. Às vezes comia fruta em casa de Índigo, mas do contrário, não.

 

     depois de tragar, lembrou-se de que o melão não estava ainda de temporada. Surpreendida, esquecendo momentaneamente sua cautela, perguntou; --Onde obteve o melão?

 

     --Do Jeremy, o cunhado de Índigo; Conhece, o irmão do Jake? Retornando de Califórnia o deixou aqui, em seu caminho de volta ao Portland. Trouxe uma caixa inteira de melões para minha mãe. Estavam bastante imaturos, por isso os envolveu com papel para adoçá-los. Agora temos tanto melão que nos sai até pelas orelhas.

 

     Isto soava celestial ao Franny, tivesse querido ter alguns para levar a casa de sua mãe o seguinte fim de semana. O melão era uma das frutas favoritas da Mary Graham. --Melão quase dois meses antes? Logo que posso acreditá-lo e sabe tão bem. Quem acreditaria que lhe podia fazer maturar envolvendo-o em papel?

 

     Califórnia tem uma temporada muito mais temprana. Sol e toneladas de fruta. A gente dali os tem maturando durante todo o ano, virtualmente.

     --E as ameixas do Oregón, adicionou.

 

     --Falas como uma nativa, ou me equivoco. Onde nasceu, Franny? Perto daqui?

 

     O calor alagou suas bochechas. Claramente estava esperando um deslize, mas não podia permitir-se deixar-se enganar para esquecer suas reservas. -–Em um horta de morangos , já lhe disse isso.

 

 

     --Mas não um horta aqui no Wolf´s Landing. Se fosse assim, te teria visto na escola.

 

     --Possivelmente nunca fui à escola.

 

     --E uma mierda. É muito eloqüente para que esse seja o caso. Tenho bom ouvido para a gramática. A pobre de minha tia Amy lhe custou um inferno me ensinar o uso correto do inglês.

 

     --Tenho lido muito.

 

     --E quem te ensinou a ler?

 

     --Franny suspirou. Um professor, é obvio. Assisti à escola até meus 13 anos. Logo tive que deixá-la.

 

     Ao Chase lhe fechou a garganta. Treze. Pouco mais de um bebê. Cristo. --Quando te converteu em uma garota de sua profissão?

 

     --Pouco tempo depois.

 

   --Aos treze anos?

 

     --Sim.

 

     --Filho de puta. Chase arrojou longe seu frango. Queria atirar mais que isso. A cesta de picnic, possivelmente. Uma menina vendendo sua carne aos homens.

 

     --Onde diabos estava seu pai? Não tem um?

 

     --Morreu em um acidente.

 

     --E te deixou órfã?

 

     Ela vacilou. --Sim… Sou uma órfã.

 

     Uma mentirosa consumada, isso é o que era. --E ninguém ofereceu a cuidar de ti?

 

     Ela evitou seu rosto. depois de um comprido momento, disse; --Isso é tudo o que vou dizer. Se me trouxe aqui para me fazer perguntas, melhor será que retorne.

 

     Chase sabia o que queria dizer. Voltou sobre sua conversação, tratando de recordar o que tinham estado falando. Califórnia. Terreno seguro. Você gostaria de algo mais de melão?

 

     --Não, obrigado.

 

     Tinha-lhe quebrado sua diversão, e queria chutar-se a si mesmo. Finalmente aprenderia tudo o que queria saber a respeito dela, mas o processo não podia ser rápido. --Alguma vez esteve em Califórnia?

 

     --conheci a gente dali. Claramente tratando de recuperar sua compostura, tomou um profundo fôlego, exalo temblorosamente e, continuando, forçou um sorriso trêmulo.

     --Todos parecem ricos. Sei que não podem sê-lo, é obvio, mas há algo neles, um certo ar de sofisticação. E todos vestem roupa comprada. Notou-o?

 

     --Não todos eles. Talvez todos os que viu. Gente que pode permitir o luxo da tarifa da viagem, calculo que têm que ser gente acomodada. Vi gente pobre ali assim como a ricos. Quão único a maioria deles tinham em comum, lembrança, eram as caras tão marrons como passas.

 

     --Inclusive as damas?

 

     Sua boca se torceu ligeiramente. --Não, não as damas, é obvio. Protegem sua pele. Tocou seu chapéu onde permanecia escondido sob seu cinturão e adicionou --Com toucas, principalmente.

 

     --Serão muito mais bonitas que as daqui, aventuro.

 

     --Algumas delas. Sinceramente, não tive muito contato com damas enquanto estive ali.

 

     Algo em sua expressão e a maneira em que disse damas lhe deu a entender que sua visita tinha sido desagradável. Ela não pôde resistir perguntar; --O que o levou até allíí?

 

     --A madeira. depois de uma demissão, me fuí mais longe para o sul em busca de outros trabalhos. Se crie que aqui faz calor, deveria baixar ali no verão, poderia-se freir um ovo em um assento do vagão do trem.

 

     --Bom, todo esse sol certamente faz maravilhosa o sabor do melão.

 

     --São inclusive mais doces se maturarem nas matas. Tomou um sorvo de vinho e a olhou sobre o bordo de seu copo. –Doces como os morangos.

 

     Ela não podia bloqueá-lo como fazia com outros homens. Não nestas circunstâncias, pelo menos. Tomou um sorvo mais do Borgoña desejando mais melão. Estava tomando mais do que se permitia normalmente, mas nestas circunstâncias podia fazer uma exceção. Como se lesse seus pensamentos, extraiu outra parte e o ofereceu a ela. Esta vez não duvidou. Inclinada para frente, tomou com seus dentes. Para sua consternação, o suco saiu disparado.

 

     Ele gemeu e apertou seus olhos. Horrorizada, Franny engoliu o bocado de fruta. --OH, querido! Sinto muito.

 

     Agarrando seus dedos, sorriu-lhe diabólicamente. –-Apanhei-te.

 

     Ela soltou uma gargalhada surpreendida. --É impossível.

 

     --Somente isso? Sorrio e voltou a centrar sua atenção em seu frango.

 

     Franny fez o mesmo. Um silêncio cômodo caiu sobre eles, não dava crédito. Tomou outro sorvo de vinho, perguntando-se se era por culpa de seus efeitos a relaxação que começava a sentir.

 

     Chase tinha devorado duas peças mais de frango antes de que ela terminasse a primeira. Notou que deixou no meio a terrina de jogo de dados de melão para ela. Enquanto terminava de comer, ele rodou sobre suas costas para observar o céu cheio de estrelas. Franny se entreteve durante a comida, temendo o momento em que sua boca já não estivesse enche e ele esperasse que começasse a falar de novo. Não tinha idéia de que mais podia lhe dizer. A gente só podia falar sobre o melão e os californianos durante um momento.

 

     Finalmente, seu estômago começou a sentir-se cheio e sabia que se continuava comendo adoeceria. Depois lançando os ossos à escuridão para os animais selvagens, começou a guardar as sobras em um guardanapo e a colocar os mantimentos. Quando chegou à garrafa de vinho, ele disse; --deixa-a fora, não sei você, mas a mim gostaria de tomar mais.

 

     Franny não estava absolutamente segura de que devesse unir-se a ele. Mas quando se sentou para preencher seus copos, não o dió eleição. Simplesmente lhe verteu mais vinho e lhe entregou o copo. Aceitou sem comentários. Cruzando as pernas e colocando seus talões comodamente sob as coxas, ele pisco e se inclinou para frente ligeiramente, deslocando-se sobre seus joelhos. Embora suas costelas lhe doessem, era surpreendentemente ágil para ser tão alto e tão musculoso. Ele parecia tão cômodo, que ela estendeu suas saias e adotou a mesma posição.

 

     Com seus quentes olhos sobre ela, disse; --Teria sido uma squaw realmente linda com esse cabelo de prata e esses grandes olhos verdes. Nos tempos de meu pai, algum jovem guerreiro te teria roubado. Com esse cabelo, poderia ter tirado cem cavalos por ti e isso se era baixa a oferta.

 

     --Os cinqüenta dólares que pagou esta noite são escandalosamente suficientes.

 

     Franny imediatamente quis não haver dito isso. Mas as palavras foram sortes antes de que as pensasse. Um tenso silêncio descendeu sobre eles. Por esta noite, pertenecia a este homem e seu comentário irrefletido o recordou a ambos.

 

     Procurando algo, algo, que pudesse dizer para ir além deste momento, esfregou suas mãos sobre sua saia.

 

     --As mulheres comanches se sintam com as pernas cruzadas?

 

     --sentavam-se, corrigiu. Depois continuou. --Não todas, suponho, mas um bom número delas. Estranha vez tinham cadeiras, sabe? e sentar-se de qualquer outra maneira teria machucado suas costas.

 

     Não podia ajudar, mas se deu conta de que se referia ao povo de seu pai em passado, e se perguntava como se sentia ele a respeito disso. Uma sociedade inteira destruída. Desde que assumiu sua profissão, Franny freqüentemente tinha encontrado consolo entre as cobertas de um livro e devido a sua amizade com Índigo, a leitura sobre as Llanurass lhe tinha interessado durante um curto tempo. Só por um curto tempo. Logo se fez evidente para ela que a maioria dos livros impressos sobre os comanches ou qualquer outra tribo tinha sido escrito de um ponto de vista muito parcial.

     --Deve ser muito difícil para ti e para seu pai, sabendo que esses poucos de seu povo que sobreviveram estão todos nas reservas agora. Que o modo de vida que uma vez amaram já não existe.

 

     -Ele não olhe para trás.

 

     Franny se perguntava como se podia, ao continuar falando lhe evitou a necessidade de perguntar-lhe

 

     --É a crença de meu pai que seu povo vive em nós, explicou brandamente. --Enquanto cantemos suas canções, eles nunca morrerão. Os comanches foram uma gente maravilhosa e a gente maravilhosa sempre deixa uma marca que nunca se pode apagar.

 

   Era um pensamento formoso. Franny suspirou e tomou outro sorvo de vinho. Seguindo seu exemplo e pondo os cotovelos sobre seus joelhos, permitiu-se a si mesmo relaxar-se um pouco mais, começando a acreditar, apesar de que fora contra seu melhor julgamento, que possivelmente tudo o que realmente queria dela fora amizade. Não tinha feito nenhum outro movimento para ela.

 

     --A Gente acreditava que o ontem não existia, só o manhã, prosseguiu, --por isso meu pai nunca se permite a si mesmo chorar pelo que foi. Ele mantém seu olhar fixo sempre no horizonte. O que aconteceu faz um minuto, um dia, ou faz um ano não importa. Não importa quem era então. Só o agora e a maneira em que planeja avançar tem importância.

 

     --Isso é muito idealista.

 

     -Mas certo. Sob a luz da lua, seus olhos brilhavam como veludo azul tachonado de diamantes. -–Pensa nisso. Agora, tenta te concentrar neste único momento. Ele permaneceu calado por um instante e logo a sorriu. --Vê-o? antes de que inclusive pudesse capturá-lo, o momento já se foi. para sempre perdido para ti e já nunca poderá reclamá-lo. Quando a gente pensa assim é ridículo que tanta gente se detenha no que lhes ocorreu ontem. O que parece, é pó no vento.

 

     --Mas é uma lembrança vívida, não obstante.

 

     --Se seu deixar que o seja.

.

     -Às vezes nossos ayeres controlam nossos hoys e manhãs, não importa quanto poderíamos desejar o contrário.

 

     Ele sacudiu sua cabeça. –O passado não conta para nada, porque o momento quando algo passou, está detrás de ti.

 

     Parecia-lhe um pensamento tão maravilhoso!. Ela sorriu com nostalgia. Se só a vida verdadeiramente pudesse ser tão simples.

 

     --A vida é como uma manta que tece ao redor de ti mesmo. Deve fazer sua própria malha.

 

     Enquanto falava, sorria como se de uma brincadeira privada se tratasse. Franny fascinada, estudou-o. Era mais parecido a Índigo, pelo que ao princípio tinha pensado, deu-se conta. Tão recentemente, como ontem pela manhã, nunca o teria imaginado dizendo essas coisas tão bonitas e tão profundas. Mas olhando-o aos olhos, sabia quão sinceramente tenian significado para ele. Igual a para Índigo sempre o tiveram. Também sabia que suas palavras estavam dirigidas diretamente a ela, que estava tratando de lhe dizer que não estava obrigada para sempre a ser quem e o que era agora, que poderia trocar se quisesse.

 

     --Se só pudesse ser tão fácil.

 

     Desejos. Às vezes parecia que tinha passado sua vida inteira desejando e sempre costure impossíveis. Não importa o que ele dissesse, circunstâncias freqüentemente criam a malha de sua vida, e não há nada que alguém possa fazer para trocá-lo. –Vete daqui comigo, sussurrou.

 

    As palavras se deslizaram brandamente na mente do Franny. Por um momento, pensou que as tinha imaginado. Mas quando voltou a olhar o rosto do Chase, pôde dizer por sua expressão que não o tinha feito.

     --Vete daqui comigo, repetiu --Quando minhas costelas sanem e vá, vêem comigo. Sem obrigações. Só como amigos. Ajudarei-te a encontrar um trabalho em algum lugar. Pode deixar tudo isto detrás de ti e esquecer que alguma vez aconteceu. Wolf´s Landing é um lugar pequeno e inclusive se te encontrar com rostos conhecidos com o passar do caminho, nunca lhe reconheceriam. Com sua cara lavada e seu cabelo alisado, não te vê como a Franny do Lucky Nugget.

 

     Sabia que não se parecia em nada ao Franny do Lucky Nugget, havia tinha ido longe para assegurar-se disso. Tratando de pensar uma maneira de lhe explicar suas circunstâncias sem dar muito, contemplou a negrume do bosque que limitava o parque infantil. dava-se conta agora de que tinha julgado muito mal ao Chase. Sua busca incessante dela provinha de motivos filantrópicos, não carnais. Sinceramente queria ajudá-la, não como um herói que a levantasse de seus pés e a colocasse em seus braços, mas sim como um amigo. O pensamento trouxe lágrimas a seus olhos.

 

     --Se o pensamento sobre partir te assusta, sussurrou, não o faça. Até que te mantenha por ti mesma, ficar ao redor. Se as coisas forem mau, me tendras para te apoiar.

 

     Franny pisco. OH, Deus. Isto era tão injusto. Ter a alguém que o ofrecia tal coisa e não ser capaz de aceitar. A parte mais horrível era que duvidava de que pudesse lhe fazer compreender, sem revelar muitos secretos.

 

     Com uma voz estrangulada, disse; --Agradeço a oferta, Chase, mas há razões pelas que não posso aceitar.

 

     Estudou-a durante um momento comprido. --Que razões? Talvez possa te ajudar.

 

     -Não. Possivelmente o tente. Mas não se pode resolver algumas dificuldades.

 

     -Minha família não é como a maioria. Sabe que Índigo estaria ali para ti. E meus pais são exatamente como ela. Entre eles e eu, de algum jeito poderemos derrubar os obstaculos e te ajudar.

     Isto houvesse flanco uma fortuna, sem deixar de mencionar que também se necessitaria um milagre. --Meus enredos são um pouco piores que os da maioria. Estou assustada.

 

     -Conta-me o       La miró tan serio que, por primera vez en nueve años, se sentió tentada. Pero el sentido común regresó antes de que siguiera el impulso. Incluso con las mejores intenciones, Chase podría accidentalmente repetir algo de lo que le dijera. Si la verdad de su identidad llegara a ser de conocimiento público, sería desastroso. Tan lejos como llegara, causaría daños irreversibles, incluso si la gente únicamente sospechara quién era ella realmente. Grants Pass, su ciudad natal, estaba lo suficientemente lejos como para proporcionarle un amortiguador mientras fuera cuidadosa, pero no lo suficientemente lejos para tener garantía contra los chismes si ella bajaba la guardia. Había demasiada gente a la que amaba que podría resultar gravemente herida.

 

     Olhou-a tão sério que, pela primeira vez em nove anos, sentiu-se tentada. Mas o sentido comum retornou antes de que seguisse o impulso. Inclusive com as melhores intenções, Chase poderia acidentalmente repetir algo do que lhe dissesse. Se a verdade de sua identidade chegasse a ser de conhecimento público, seria desastroso. Tão longe como chegasse, causaria danos irreversíveis, inclusive se a gente unicamente suspeitasse quem era ela realmente. Grants Pass, sua cidade natal, estava o suficientemente longe para lhe proporcionar um amortecedor enquanto fora cuidadosa, mas não o suficientemente longe para ter garantia contra as intrigas se ela baixava o guarda. Havia muita gente a que amava que poderia resultar gravemente ferida.

 

     --Por favor, não me interprete mal, disse tremente. -–Sempre te estarei agradecida por me oferecer sua ajuda. Ela as arrumou para sonreir. --tive ofertas antes certamente, mas sempre com ataduras. É o primeiro homem que não quer algo para tí mesmo.

 

     Sua boca se apertou. --Isso não é exatamente certo. Há algo para mim.

 

     -OH!.

 

     Ele esclareceu -Nada do que está pensando. E não é que não te encontre extremamente atrativa. Porque o faço. É só que — tomou uma respiração profunda. –Quero te ajudar a começar sem nada que te ate. Entende? Nenhuma obrigação, nada estranho. Só como um amigo. Preciso fazer isso.

Franny fez uma careta ligeira. -Necessita? não entendo.

Ele arranhava com seu nariz a taça de vinho. Na escuridão, Franny sabia que não podia ver nada, centrou-se no conteúdo da taça só porque encontrou olhá-lo inquietante. -Uma vez, faz muito tempo pude ter ajudado a alguién, mas ao final o dí as costas e não o fiz.

-Desde que te conheço me dei conta do equivocado estava.- Finalmente levantou a vista. -Não posso voltar atrás e trocar o passado. Só posso seguir adiante. Mas se te posso ajudar, posso deixar atrás este sentimento de culpabilidade.

-Já vejo.

-Provavelmente não. Foi uma má explicação, sei. Mas é o melhor que posso fazer.

-Se resgatar uma pomba suja é seu plano, temo que escolheste à mulher equivocada. Não há saída para mim. depois de vários anos…- ela agitou sua mão -Tenho a esperança de que com o tempo minhas circunstâncias possam converter-se em um pouco mais manejável, possivelmente logo possa escolher outro meio de ganhar a vida, mas até então, não tenho mais remedeio que seguir fazendo o que faço.

-Todo mundo tem uma opção, Franny.

-Não- disse simplesmente -Alguns de nós não.-

Sua frustração era evidente em sua expressão.

-Isto foi encantador- disse-lhe -Mas agora acredito que devo voltar. Se vier comigo, devolverei-te os cinqüenta dólares. Ainda sobra um montão de meu turno. Para compensar o tempo perdido.

-Puseste-me contra uma parede aqui. Não posso te deixar nesse inferno. Se não poder te tirar dali de uma forma, o hare da outra.-

-Pode que necessite uma barra de dinamite e várias alavancas- disse ligeiramente.

Ele sacudiu sua cabeça. –Não me afastarei esta vez, te conforme com isso.

Determinação cintilo em seus olhos. Falava a sério, deu-se conta. Aconteça o que acontecer, pretendia conseguir levá-la longe daqui. Se tivesse sido qualquer outro homem, Franny poderia considerá-lo divertido. Mas desde a primeira vez sentiu que Chase Wolf tinha um bordo perigoso. Ele não era um homem para tomar à ligeira e tinha uma sensação que estranha vez não obtinha o que queria.

-Se tiver que fazê-lo lerei a página do livro de meu pai e te seqüestrarei- disse burlonamente.

Apesar da leveza em sua voz, Franny não tomou a brincadeira a ameaça. Como todos outros na cidade, tinha escutado os rumores a respeito do Chase Wolf. Era um rebelde, não havia nenhuma dúvida disso. Se ele decidia seqüestrar a uma mulher, provavelmente não duvidaria em fazê-lo e ao Diabo com as conseqüências. Não seria a primeira vez que ele desafiaria à autoridade.

Algo em sua expressão deveu exteriorizar seus pensamentos porque brandamente lhe disse. -Não comece a sentir medo de mim novamente, Franny. Sou inofensivo, realmente.

Aço envolto em veludo, pensou absurdamente. Não é exatamente o que ela chamaria inofensivo. Lançou o resto de seu vinho longe e guardou sua taça na cesta. Logo estará amanhecendo disse -É realmente tempo de voltar.-

Esperava uma discussão. Em troca, estirou seus pés, guardou sua taça e a garrafa dentro da cesta e logo a ajudou a dobrar a manta.

Cuidando inclusive os borde, Franny acidentalmente roçou seus nódulos contra os dele. O contato a eletrifico e olhou para cima só para encontrar uns olhos dos quais não podia apartar-se. Por um momento horrível, pensou que poderia beijá-la. E o que era pior, ela queria. Tanto que lhe doía.

Não cabia dúvida, Chase Wolf era perigoso.

 

                                           CAPÍTULO 9

Tempo depois Chase escoltou ao Franny para o Saloon e foi se casa a sua própria cama, permanecia convexo acordado recordando a expressão de incredulidade em seus olhos quando se deu conta de que não tinha intenção de acompanhar a de volta ao piso de acima para obter do valor de seu dinheiro, da maneira tradicional, lhe fazendo o amor.

 

     Não é que acreditasse nem por um minuto que Franny pensasse no ato sexual como fazer o amor. Se de fato pensava nisso alguma vez.

 

     Um triste sorriso se instalou em sua boca enquanto recordava o espaço que dedicava a suas afeições, separado e oculto do resto da habitação por um biombo. Franny, com seu verdadeiro ser amuralhado e oculto de olhares indiscretos.

 

     Uma pergunta se comia ao Chase. por que? Que cadeia de acontecimentos tinha levado ao Franny a sua atual vida, e o que lhe impedia de deixá-la atrás? Recordou a cara de palhaço caprichosa que ela tinha bordado no travesseiro, o vestido de encaixe sobre sua mesa de costura, a coleção de esboços e arte floral em suas paredes, e sua bem-lida bíblia, que permanecia aberta na história da María Madalena. Uma jovem mulher como ela não pertencia ao Lucky Nugget. Deveria casar-se e bordar travesseiros para seus próprios bebês. Deveria ter um homem que a amasse, protegesse-a e provesse para ela.

 

     Fechando seus olhos, Chase tentou imaginar-se a se mesmo representando esse papel, e a imagem tomou forma em sua mente muito facilmente. As imagens o encheram com um sentido do correto e de alegria. Recordando seus olhos verdes de aspecto inocente e a forma em que sua boca se curvava nas comissuras quando ele conseguia lhe tirar um sorriso, não podia sacudi-la sensação de que seus passos lhe tinham levado por volta dela durante toda sua vida.

 

     Louco, tão louco. Ou não era isso? Segundo seu pai, cada homem tinha seu próprio destino pessoal, um propósito para cujo cumprimento tinha nascido, e até que o encontrasse, vagaria através da vida, sempre procurando, nunca satisfeito. Chase tinha experiente essa sensação, mas agora que tinha tropeçado com o Franny, esta tinha desaparecido. Possivelmente estava destinado pela sorte para ser o homem que a arrancaria de seus pressente circunstâncias para lhe dar o lar que ela merecia.

 

     O desejo dentro dele por fazer justamente isso era inegável, e enquanto ia ficando dormido, uma pequena semente de determinação encontrou o terreno fértil. Durante o curso da noite enquanto dormia, essa semente arraigou, e pela manhã quando despertou, estava cheio de um propósito. Imediatamente depois de abrir seus olhos, começou a planejar sua estratégia.

 

     Essa noite, no momento em que chegou a escuridão, retornou ao Lucky Nugget com outros cinqüenta dólares na mão. dentro de trinta minutos, levaria-se a veemente Franny longe do Saloon para passear com ele sob a luz da lua de novo.

 

     --vamos voltar para pátio de recreio? perguntou um pouco nervosa.

 

     --Não esta noite. Baixando o olhar para ela, Chase não podia esquecer a maneira em que tinha mordiscado seu lábio inferior, e sorriu apesar de si mesmo. --Não há nada do que preocupar-se, Franny. Gus sabe que deixaste o Saloon em minha companhia. Meu culo será pasto de uma cabra faminta se algo te acontecesse.

 

     Ela sacudiu sua cabeça. --Não é isso. depois da última noite, convenci-me que é inofensivo.

 

     --Que sou inofensivo? Ele não podia resistir a chateá-la. --Nunca diga a um homem que é inofensivo. Como o inferno que tentará lhe provar quão equivocada está em cada ocasião. Confiável, talvez.

 

     Ela fez um exasperado pequeno som. --Este não é um assunto de risada.

 

     --O que não o é?

 

     --Toda esta situação.

 

     --E que situação é esta?

 

     --Você pagando uma quantidade tão extravagante de dinheiro duas noites seguidas para monopolizar meu tempo. Não pode continuar fazendo-o, sabe.

 

     --Fazendo o que?

 

     Sua voz se elevou uma oitava. --Perdendo seu dinheiro desta maneira.

 

     --se preocuparia por lombriga se fosse grátis?

 

     Ela fez rodar seus olhos. --Tenho que viver.

 

     --Então continuarei gastando meu dinheiro. Não acredito que isto seja um desperdício.

 

     --A este ritmo, logo estará em bancarrota.

 

     A pesar do fio de seu tom, Chase viu a genuína preocupação em seus olhos. Não podia ajudá-la lhe recordando como tinha estado convencido de que ela era uma caça fortunas. Que equivocado tinha estado. --por que não deixa a meu me preocupar sobre meu dinheiro?, disse-lhe gentilmente, Não gastarei mais do que me possa permitir.

 

     Na verdade, cada céntimo que Chase tinha no banco já estava destinado, e se pretendia alcançar seus objetivos do plano, não podia permitir-se gastar muito mais vendo o Franny. Mas, a forma em que o via, era uma questão de prioridades. Já tinha uma considerável extensão de terra madeireira, e se não podia permitir o luxo de comprar mais imediatamente, era ainda jovem. Franny lhe necessitava agora.

 

     Perdido em seus pensamentos, levou-lhe ao Chase um momento dar-se conta que ela estava retorcendo nervosamente suas mãos, um hábito que encontrava íntimo porque freqüentemente sua mãe o fazia quando estava molesta. Era um gesto puramente feminino, pensou, que transmitia a ansiedade mais eloqüentemente que as palavras.

 

     Ele se inclinou para diante ligeiramente para ver seu rosto enquanto eles caminhavam. --Um penique por seus pensamentos?

 

     --Não pode te permitir me dar um penique por eles.

 

     Chase riu apesar de si mesmo. Então ele ficou sério porque podia ver que estava verdadeiramente angustiada. --Franny, não poderia gastar o dinheiro se não o tivesse de sobra.

 

     --Ninguém tem tanto de sobra. Fez uma parada e tomou uma respiração profunda. --Devemos ter um bate-papo sobre isto, Chase.

 

     --Muito bem. Então falemos.

 

     --fui amiga de Índigo durante vários anos. Conheço suas aspirações sobre chegar a te converter algum dia em um magnata da madeira.

 

     --E…?

 

     Ela levantou suas mãos. --Então? Se gastas dinheiro ao alto e ao largo, nunca conseguirá cumprir seus objetivos. Sei que poderia te banhar em suas economias. Trabalhou muito duro por cada céntimo desse dinheiro, e não quero ser responsável por que gaste nada disso de maneira frívola.

 

     --Manterei isso em mente.

 

     --Então me leve de retorno a minha habitação. Devolverei-te os cinqüenta dólares que me deu esta noite, e pode deter esta loucura antes de que dilapide uma grande soma em nada.

 

     --Em nada?

 

     --Seja o que seja o que quer de mim, eu não lhe posso dar isso Não o vê? Você me trouxeste aqui, empurraste-me no balanço ontem à noite e me agarraste que a mão! E esta noite, traz-me para dar um passeio sob a luz da lua. Ela tocou sua garganta, seu olhar fixo em um dos botões de sua camisa. --O que persegue com isto? Você está te comportando como se você... como se estivesse me cortejando.

 

     --E o que tem que mau nisso?

 

   -- Não há futuro nisto, por uma parte. E por outra, por que ia querer nenhum homem? Encontra a alguma garota encantadora, Chase. Leva-a a dar passeios sob a luz da lua. Isto não te custará nem um centavo.

 

     --Talvez não queira estar com outra garota.

 

     --Isso é uma tolice. Com um óbvio esforço, levantou seus olhos para os dele. Por sua expressão, soube quanto lhe custava dizer o que disse a seguir. --Eu... ss...sou uma prostituta. Escovar o amido de meu cabelo e lavar meu rosto não o troca. Não sei por que está fazendo isto, mas qualquer que seja a razão, é inútil. Eu sou o que sou, e isso não pode trocar nunca.

 

     --por que não pode?

 

     --Simplesmente não pode, isso é tudo. Se tiver alguma louca ideia de me salvar de mim mesma e transformar minha vida, esquece-o. Sou uma causa perdida.

 

     --Franny, ninguém é uma causa perdida. Enquanto dizia as palavras, Chase se deu conta de quão sinceramente as sentia. --E sempre há uma saída. Para ti, talvez, sou eu. Permite ao menos dar uma oportunidade a isto Hmm?

 

     --Não. Ela deu a sua cabeça uma enfática sacudida. --Não quero voltar a verte. É o que quero dizer. me leve de volta ao Saloom, agarra seu dinheiro e espabila.

 

     Chase tomou seu braço e a conduziu de volta a passear. --Nós viemos aqui para dar um passeio, e daremos um.

 

     Com um suspiro cansado, pressionou a parte posterior de sua boneca em sua frente. --De acordo, está bem. Mas não me diga depois que não lhe avisei isso. Não há futuro neste assunto, e nada que faça ou diga pode trocar isto.

 

     --Bem. Sem futuro. Mas temos esta noite e tantas outras noites como posso pagar antes de que meu dinheiro se acabe.

 

     --Está louco.

 

     --Provavelmente. Mas é meu dinheiro, e posso gastar o de qualquer maldita forma que queira.

 

     Chase a levou a um de seus lugares favoritos ao longo do Shallows Creek. Um grande carvalho velho e retorcido crescia ali, seus ramos pesadamente carregados fragmentavam a luz da lua pelo que esta caía sobre a verde erva como dispersas pérolas sobre veludo. Em lugar de sentar-se junto a ele na borda, Franny permaneceu de pé e se inclinou contra o tronco da árvore, suas mãos remilgadamente dobradas e sujeitas tensamente em sua cintura. Ela olhou fixamente a água enquanto gorgoteaba ao passar, dando ao Chase a inquietante sensação de que estava com ele só em corpo.

 

     Ele decidiu lhe permitir escapar desta maneira por um par de minutos, podia sentir o realmente zangada que estava. Em certa forma, seu ataque de consciência lhe divertia. Ela tomava dinheiro dos homens quase todas as noites do mundo, mas resistia a agarrar o seu. Supunha que devia sentir que o seu não era um intercâmbio justo, mas da maneira em que ele o via, era muito mais eqüitativo que da outra forma. Não havia nada correto em uma mulher sendo reduzida a vender-se a si mesmo aos homens por moedas. Nada correto e nada justo.

 

     depois de vários minutos, Chase rompeu o silêncio --É uma formosa noite, não é verdade? eu adoro o som do vento nas árvores. Meu pai diz que é Deus sussurrando sua sabedoria e que se um escuta as palavras se voltarão claras.

 

     Ela não fez intenção de responder, e Chase se voltou para olhá-la. A expressão vaga sobre seu rosto lhe disse que estava imersa em imagens que ele não podia ver. A constatação de ambas as coisas o enfureceu e entristeceu, o primeiro porque ela podia conseguir separar-se dele tão facilmente, a segunda porque parecia sentir que era necessário fazê-lo. O não era uma ameaça para ela. Ao menos não da forma habitual.

 

     O pensamento deu ao Chase uma pausa, e começou a perguntar-se se talvez não tinha ameaçado ao Franny de outras formas que não podia imaginar. levantou-se e lentamente se aproximou dela. Parecia inconsciente de seus movimentos. Parando-se quando chegou ante ela, quase cavou sua bochecha em sua mão, depois o pensou melhor. Os toques físicos não a forçariam a voltar para a realidade. Na escuridão de sua habitação suportava muito mais e exitosamente os bloqueava.

 

   -- Quantos anos tem Franny?

 

     Algo titilou em seus olhos, e Chase sorriu ligeiramente. Para responder a perguntas diretas, a gente tinha que pensar.

       

     --Yu-huuu Quantos anos tem?

 

     A escuridão se deslizou lentamente de sua expressão, e se centrou nele, olhando-o levemente irritada. --Quantos anos aparento?

 

     --Uns dezesseis.

 

     Ela enrugou seu nariz. --Nunca tive dezesseis. Passei dos treze aos dezenove sem aniversário entre eles.

 

     Chase teve a horrível sensação de que realmente assim tinha sido. --E antes, quando tênias treze?

 

     Sua boca se torceu em um sorriso triste. --Eu era uma menina que ainda acreditava nos contos de fadas.

 

     Sentindo-se um pouco doente, Chase tragou saliva. Que tipo de homens poderiam satisfazer sua luxúria no corpo de uma menina? Que classe de mundo permitia que os inocentes fossem vitimam?

 

     --O que aconteceu Franny? me pode contar isso Passada-a noite mencionou que seu pai morreu, te deixando órfã. Não havia ninguém que te ajudasse? Foi forçada a esta profissão pela fome?

 

     --Não, não foi a fome, disse ahogadamente. --Suponho que se assim tivesse sido, então poderia me desculpar? Encontrar que o que fiz é justificável?

 

     Havia tal amargura na resposta! Chase não queria soar crítico. --Não te estou condenando, Franny, só tentando saber mais sobre ti.

 

     Ela se afastou da árvore. --Não há nada que saber. Não tenho passado. depois de pôr alguma distância entre eles, voltou-se para lhe enfrentar, o olhar dela fixa no tronco de uma árvore que estava detrás dele. O desejo inconfundível de sua expressão apanhado em seu coração. Sabia que tinha visto todas quão iniciais tinham sido esculpidas na casca das árvores por jovens amantes de anos passados. Este terreno com o passar do Shallows Creek era um dos lugares favoritos de encontro, tinha-o sido durante décadas, e provavelmente sempre o seria. Enquanto ela olhava os variados corações e as flechas do Cupido, que tinham sido esculpidas por jovens amantes ciumentos, adicionou com uma estranha voz dura e inexpressiva. --Sem passado, e sem futuro.

 

     Esta era realmente a forma em que ela o via, deu-se conta. Isto não era um bem ensaiado teatro para ganhar sua simpatia. Dirigindo-se para ela, Chase se comeu o terreno entre eles com passos medidos, não do todo seguro do que pensava fazer quando a alcançasse. Unicamente sabia que havia um desejo em seus olhos que não podia ignorar. Quando se deteve, voltou-se consciente de duas coisas, que era mais diminuta do que pensava e que sua cercania a preocupava.

 

     Chase sorriu ligeiramente enquanto cavava seu pequeno queixo em sua mão. Uma prostituta cuja boca tremia quando um homem a encurralava? Que enigma era! Não deveria haver nada sobre os homens que a alarmasse, entretanto tinha a sensação de que o contrário era a verdade.

 

   Essa boca. Estava perfeitamente delineada, o lábio superior delicadamente gravado em um arco, o inferior pleno e como fazendo uma careta, da cor das pálidas pétalas de rosa desdobrando-se tão gentilmente como a luz do sol na primavera. Era o tipo de boca com a que um homem fantasiava e desejava provar. Permanecendo tão perto como podia, As pontas de seus peitos roçaram sua camisa e ele pôde sentir o calor de seu fogo através das capas de linho que enfaixavam suas costelas. Não renunciando a sua sujeição sobre seu queixo, assentou seu outra emano em sua cintura.

 

     Baixando a cabeça, Chase procurou essa doce boca com a sua própria, com toda a intenção de beijá-la. Mas justo antes de que seus lábios se tocassem ele olhou dentro de seus olhos e não viu nada. Simplesmente assim de rápido, e Franny já não estava ali com ele. congelou-se, sentindo como se alguém lhe tivesse enterrado em punho em suas vísceras.

 

     --Franny, sussurrou.

 

     Levantando seu rosto ligeiramente, estudou sua expressão, assombrado da facilidade que tinha ao separar-se a si mesmo da realidade no momento em que se sentia ameaçada. Seu queixo levantado facilmente a seu alcance. Sob sua mão onde a rodeava pela cintura, não sentia tensão. Chase sabia que podia despojar a de sua roupa, tombá-la na erva e fazer algo que desejasse a seu encantador corpo. Ela não resistiria. Duvidava de que ela tão sequer fora consciente dele. Mas ele queria mais que seu aquiescencia física.

 

     --me fale das imagens que vê nos sonhos, sussurrou roncamente. --Onde está o sítio ao que vai?

 

     Não respondeu, então Chase repetiu a pergunta um pouco mais alto. Ela piscou e sua respiração se alterou, tanto como se tivesse saído à superfície de um profundo sonho. --Perdão?

 

     --Justo agora, repetiu, --O que estava imaginando ?

 

     Seus olhos ficaram apanhados nos dele, desconcertados e brilhantes sob o resplendor da lua. Esses olhos tão formosos, pensou. Podia perder-se a si mesmo neles para sempre.

 

     --Sobre que classe de coisas sonha? perguntou mais especificamente.

 

   --Eu.... Eu não sei a que te refere.

 

     Ela sabia exatamente o que queria dizer, e ele sabia também.

 

     --Escapa dentro de umas imagens. Índigo mencionou isto ao Jake, e Jake me disse isso. Assim é como sobrevive às noites, não é assim? Como sobrevive sendo utilizada pelos homens que visitam sua habitação.

 

     Ela tentou girar para afastar-se, mas Chase estava preparado para isto e a sujeitou rapidamente. Enquanto estreitava o agarre sobre seu queixo sua boca se franziu de maneira sedutora sob a pressão de seus dedos. Ele desejava saborear esses lábios, para estabelecer sua propriedade sobre eles, para estabelecer uma reclamação que ela não poderia negar. Mas queria que estivesse consciente dele quando o fizesse, não longe, em algum lugar, em suas condenadas imagens de sonho.

 

     --Não pode escapar de mim tão facilmente, disse-lhe.

 

     Levantando o olhar para ele, Franny soube que sua advertência tinha um dobro sentido, que era que ele não só lhe estava dizendo que não poderia escapar de seu alcance se não que não a deixaria escapar dele ao desconhecimento, tampouco. Alto, escuro e alerta, encheu sua visão, seus largos ombros, seus braços tensos se por acaso ela fazia qualquer movimento repentino. Isto só já a teria alarmado. O brilho de determinação que viu em seus olhos a desestabilizou inclusive mais. Chase Wolf não era um homem que fizesse as coisas pela metade, e quando possuía a uma mulher, gostaria de possui-la completamente. Sua expressão lhe dizia mais claramente que as palavras que tinha decidido que a queria a ela.

 

     O pulso do Franny se acelerou. Em seu pânico, riscou uma dúzia de planos para escapar, todos os quais descartou como absurdos. Não podia fugir do homem, e inclusive se pudesse, só tinha um lugar ao que ir, o Saloom. Poderia simplesmente interceptá-la ali. Em sua habitação sobre a mesa se encontravam cinqüenta dólares em ouro, o preço que ele tinha pago por uma noite em sua companhia. Podia passar o tempo com ele aqui ou corria o risco de ter que gastá-lo com ele em sua cama. Normalmente não teria encontrado alarmante isto último, mas intuía que Chase a exigiria sua completa atenção enquanto se unia com ela fisicamente. Ali não haveria escapatória para os sonhos, não haveria separação da realidade enquanto as mãos deste homem reclamavam seu corpo.

 

     Ele dirigiu um polegar ligeiramente através da partição de seus lábios, sua boca apertada ligeiramente nas comissuras enquanto ele media sua rápida tomada e expulsão de ar. Ela podia sentir seu pulso golpeando freneticamente sob as pontas de seus dedos onde pressionavam por debaixo de sua mandíbula. Os signos de seu medo não escaparam a ele, podia dizê-lo por sua expressão médio divertida.

 

     Liberando-a tão repentinamente que a pilhou despreparada, retornou atrás para a árvore. Sacudida, Fanny se abraçou a cintura e lhe observou enquanto tirava sua faca da vagem em seu quadril. A folha da arma brilhava como prata azulada sob a luz da lua enquanto ele a aplicava à casca da árvore. Com golpes de sua forte boneca, tirou partes de casca. Olhando desde detrás dele, Franny sentiu as lágrimas começando a arder em seus olhos enquanto seu nome tomava forma.

 

     Isto era tão tolo. Ela sabia que o era. Mas ter seu nome esculpido em uma árvore por um menino tinha sido uma das coisas que tinha sentido falta de quando tinha sido uma garota e tinha passado um comprido tempo desde que tinha aceito que nunca passaria. Sem dar-se conta disto, Chase estava cumprindo um sonho. Exceto salvo pelos rudes buracos que ele estava fazendo na casca, é obvio estaria sozinho. Nenhum homem em seu são julgamento uniria seu nome com o dela, em uma velha árvore ou em qualquer outro sítio.

 

     Incrédula, Franny observou como Chase rematava seu nome e começava a esculpir outro debaixo do dela. Uma C foi seguida rapidamente por uma H. Para o momento em que ele terminou e começou a esculpir o coração para rodear ambos os nomes, estava tremendo. Quando ele finalmente se ergueu e a sorriu, estava convencida de que se estava burlando dela.

 

     Franny, a prostituta, quem nunca poderia ser amada.

 

     Toda a racionalidade fugiu de sua mente, reagiu instintivamente e correu. Enquanto cortava através do bosque iluminado pela lua, ouviu o Chase, seu tom inconfundiblemente desconcertado, chamando-a. Não parou nem reduziu o passo por medo de que pudesse alcançá-la. Estava perto do Saloom antes de que lhe ocorresse que não devia estar perseguindo-a. Com essas largas pernas, não tivesse havido nenhuma competência, e ela sabia.

 

     Abandonado no bosque, Chase olhou para onde se foi Franny com confusão, inseguro do que tinha feito para ofendê-la. Esculpir seus nomes na árvore? Certamente não. Ele tinha pretendido que fora um símbolo dos sentimentos que estava desenvolvendo por ela, não um insulto. Entretanto assim era como ela tinha atuado, como se de algum jeito a tivesse humilhado.

 

     Paciência, recriminou-se a si mesmo. Tinha que ser paciente. Seria uma boa idéia se desse marcha atrás por uns dias e a desse uma pausa. Tão abominável para ele como era o pensamento dela trabalhando de novo, sabia que tinha que avançar com ela mais lentamente. Não podia esperar que capitulasse da noite para o dia. Possivelmente se lhe dava algum tempo para pensar as coisas, estaria mais receptiva a próxima vez que fora a vê-la.

 

                                                     CAPÍTULO 10

Como fazia uma vez ao mês durante os últimos oito anos, Franny alugou uma calesa, o seguinte sábado pela manhã e se foi a sua visita. Embora as estradas estavam bem mantidas e eram facilmente transitáveis durante os meses do verão, a viagem resultava comprido e exaustivo, levando-a quase todo o dia. Dez milhas antes de chegar ao Grants Pass, havia uma choça abandonada de mineiros onde sempre se detinha para limpar o pó do caminho e trocar-se de roupa. Quando saía da choça maltratada, a Franny do Landing Wolfs, já não existia. Francine Graham, uma jovenvestida na moda e bem penteada, tinha ocupado seu lugar. O chapéu com o que Franny ocultava seu rosto estava cuidadosamente escondido na parte inferior de sua bolsa junto com todos seus segredos.

Vendo que a família do Franny, não a enchia com a alegria que devesse. Chase Wolf abriu velhas feridas dentro dela e a obrigou a olhar sua vida solitária e sem sentido. Passar tempo com ele tinha reavivado um desejo dentro dela, desejando coisas que fazia já muito tempo tinha abandonado a esperança de ter, e a dor em seu interior não se acalmava.

Enquanto estava casa, Franny tentou desterrar ao Chase de seus pensamentos, tentou-o verdadeiramente, mas parecia que tudo fossem avisos dele em todos os sítios aos que olhasse. A semana seguinte era o 16º aniversários da Alaina, e a garota logo que podia controlar sua emoção. havia lhe trazido Francine um bonito presente? Pergunta-a fez recordar ao Franny, o vestido de encaixe em sua máquina de costurar e a maneira em que Chase o tinha estudado.

E assim seguiu.

Estudando as amadascarasde sua família, Franny recordou que já tinha decidido seu propósito na vida. Não tinha opções, e nunca as teria. Chase Wolf era perigoso para ela. E ainda sem ter a intenção de sê-lo, também era cruel. Por razões que não podia imaginar, tentava fazeracreditar que queria cortejá-la. A própria noção era absurda. Os homens não cortejam às putas. Nem as respeitam. Quando se apaixonaram o fazem de mulheres castas, mulheres boas, mulheres puras. Nunca das prostitutas. Ela seria cem vezes tola se começasse a pensar que poderia ser de outra maneira.

Além disso, repreendia-se a si mesmo, inclusive se, por algum estranho golpe de sorte, Chase se apaixonasse por ela, carregava com uma família muito grande, já estabelecida. A soma de dinheiro necessária cada mês para apoiá-los e cobrir suas necessidades especiais impediriam qualquer possibilidade de que um homem jovem, asumieraesa responsabilidade econômica. Certamente se necessitaria mais que amor para lhe convencer disso. Teria que estar totalmente louco.

Durante sua visita a casa, Franny caçou a seu irmão menor, Frankie, lhe dirigindo, em diferentes momentos, um olhar especulativo. Não podia fazer nada, mas recordava a noite em que ele e seus amigos tinham aparecido no Lucky Nugget. Quando pensava no perto que tinha estado de ser descoberta, tremeu. Havia Frankie obtido, de algum jeito, relacioná-la com a prostituta do Landing Wolf?

Havia momentos, nos que Franny tinha que mordê-la língua para evitar arreganhar ao Frankie. Sabia por que ele e seus amigos tinham viajado tão longe de casa para visitar um saloom. Os uvas sem semente. Embora se dava conta de que seu irmão estava alcançando uma idade adulta, agora que havia fez 17 anos, quereria lhe gritar por procurar a companhia de uma mulher perdida. Certo que tinha tentado ser discreto indo-se tão longe. Mas o fato seguia sendo que tinha procurado no Landing Wolf, os serviços de uma puta. Em sua estimativa, não só era muito jovem para tais atividades, mas também lhe tivesse gostado de lhe conhecer melhor. O coração de sua mãe se romperia se se inteirava. Franny não podia fazer nada, mas temia que esse passo que seu irmão tinha dado, desviasse-lhe do caminho de ser um homem bom, temeroso de Deus, para lhe levar pelo caminho dos tipos que visitavam salões e foram com prostitutas.

Infelizmente, Franny não podia enfrentar-se a seu irmão a respeito de sua transgressão sem expor-se a si mesmo.

 

Quando Franny voltou para o Landing Wolf, na segunda-feira de noite, passou-se pela habitação do Mai Belle e se encontrou a seu amiga chorando. Alarmada, Franny, entrou no dormitório, fechou a porta e perguntou alarmada. “Mai Belle? O que tem? O que ocorreu?”

Claramente envergonhada de ter sido pilhada em um momento de debilidade, Mai Belle girou sua cara torcida pelas lágrimas para o travesseiro. Seus ombros se agitavam com os soluços. Preocupada, Franny se sentou no bordo da cama e acariciou ligeiramente o cabelo avermelhado de seu amiga. “Há algo que possa fazer?”, perguntou brandamente.

“Sim, sim”, foi a surda resposta do Mai Belle. “Puedesintentar colocar um pouco de sentido comum em minha velha cabeça de chorlito”.

Franny acariciando seu ombro, disse:“OH, bom! Não conheço nenhuma só alma com mais sentido comum que você”.

“Não ultimamente”.

Com um forte bufo, Mai Belle, rodou para seu lado. Agora que era maior e já não entretinha homens, não se maquiava a cara: Franny pensava que estava muito mais bonita sem essa dura maquiagem. As rugas de sua pele eram menos perceptíveis, e sua tez tinha ao natural uma cor rosa resplandecente, que antes escondia o pó.

“OH, Franny”, sussurrou com voz tremente. “Tantas vezes como te adverti em seu contrário, nunca poderá acreditar o que aconteceu e o que tenho feito”.

Perplexa, Franny tratou de pensar a que poderia referir-se seu amiga.

“Apaixonei-me”, disse Mai Belle.

Por um instante, Franny se sentiu alegre. Além de sua mãe, não havia nenhuma mulher na terra mais amável ou amorosa que Belle. E a que Franny, desejasse mais que encontrasse a paz e a felicidade em seu retiro. Mas um homem? Aposentada ou não, apaixonar-se era um grande risco para uma prostituta. Mai Belle sempre tinha defendido essa crença e tinha prevenido ao Franny nesse sintam. A garota ligeira que desse seu coração a um homem, estava pedindo problemas, provavelmente mais dos que poderia dirigir.

Fazia anos Mai Belle se apaixonou por um jogador e tinha acreditado em sua promessa de um anel de bodas, uma cabana e uma cerca branca. Tinha começado a viajar com ele. Uma noite quando o jogador se foi abaixo a provar sorte, vendeu os favores do Mai Belle a desconhecidos no Saloom, debaixo de seu quarto alugado. Reformada e decidida a seguir sendo-o, Mai Belle tinha protestado por sua ação. Em represália, o jogador a golpeou até quase matá-la, deixou-a sem dinheiro e sem ninguém que a ajudasse até que se recuperou da surra. Mai Belle se viu forçada a prostituir-se para sobreviviry finalmente tinha terminado aqui no Landing Wolf, mais sensata porlo que tinha sofrido. Nunca após, permitiu-se afeiçoar-se com outro homem, e com freqüência tinha advertido ao Franny que não o fizesse.

“Quem é?” perguntou Franny.

“Shorty”, respondeu Mai Belle tristemente.

Franny quase riu. Shorty? O antigo mineiro era a coisa mais longínqua a um Romeo que poderia imaginar-se, baixo, barrigão e lhe faltavam mais da metade dos dentes. Segura com seu disfarce de trabalho, Franny se tinha aventuroso abaixo um par de vezes quando Shorty estava ali. Sempre tinha sido educado e amável com ela, e sabia que era um bom amigo de Índigo. Mas o tipo de homem do que alguém se apaixona? Não em sua opinião.

“OH, sei que não parece grande coisa”, admitiu Mai Belle. “Mas quando chega a minha idade, mel, a aparência deixa de importar. Ele tem um grande coração, e a forma em que me trata …”, sua voz se engasgou. “Faz-me sentir como se fora alguém especial, sabe?”

Assim,Qual é o problema?

“Que devo ser muito tola, para picar no anzol de novo. Esse é o problema”

Com todas suas carências, o velho tipo não lhe parecia com o Franny que pudesse usar e abusar de uma mulher e logo deixá-la. Quando expressou esse sentimento, Mai Belle deu um bufido zombador. “Ao fim, mel, todos são iguais. Ao menos quando se trata de tipas como nós. fui prostituta mais da metade de minha vida, e o fato de que me tenha retirado não troca nada. Inclusive alguém como Shorty poderia recuperar o sentido e recordá-lo. Não quero estar enganchada a ele, quando isto aconteça. veio a me pedir que me case com ele Pode acreditá-lo? Diz que construirá para nós uma casa bastante grande, ao lado do arroio, com uma grande planta e um maldito alpendre, rodeado de roseiras, no que poderemos nos sentar as noites do verão e escutar aos grilos cantar.

“Sonha bonito”, sussurrou Franny com nostalgia.

“Sim, e enquanto dure, provavelmente o será. Mas cedo ou tarde, de uma forma ou outra, eu sairei um perdendo”.

Franny não podia pensar em nada que pudesse dizer. depois de um momento, murmurou, “possivelmente não lhe importe o que fez para ganhar a vida, Mai Belle. Possivelmente ele…”

“É estranho o homem ao que não lhe importa”, suspirou a mulher maior. “Podem jurá-lo, mas ao final sempre lhes pesa”. “Quando ainda estava trabalhando, podia esconder o dinheiro para me fazer um ninho. Se me casasse poderia ficar com todo meu dinheiro e me mandar a assobiar Dixie. Não seria mais que uma grande parva”.

Tampouco o seria Franny. Havia um certo paralelismo entre os problemas do Mai Belle com o Shorty, e os seus com o Chase. Se era inteligente, tomaria em conta as advertências desse velho coração e não se permitiria a si mesmo acreditar, nem sequer por um segundo, que Chase Wolf poderia sentir um sincero respeito por ela. Quando uma era prostituta, era-o para sempre. Só um milagre poderia trocar isso, e Deus certamente tinha coisas muito mais importantes que fazer que fazer milagres com as prostitutas.

Com sua visita ao Mai Belle ainda fresca em sua mente, Franny se alegrou quando Chase apareceu em sua porta essa noite justo antes de obscurecer. Sua vigorosa chamada, disse-lhe quem era. Nenhum de seus outros clientes chegavam antes que o sol estava completamente oculto, por um lado, e por outro nunca anunciavam sua chegada. Ia em contra do regulamento publicado.

Encorajada com as advertências do Mai Belle, Franny deixou entrar no Chase e, continuando, voltou-se para abrir a gaveta superiora de sua cômoda e tirar os cem dólares em ouro que lhe tinha pago previamente. As moedas estavam envoltas em um lenço de fino encaixe, e ela adivinhou por sua expressão que não sabia o que continha até que as pôs em sua mão.

Evitando seu intenso olhar azul, Franny passou a seu redor para abrir a porta e lhe dizer com um gesto que saísse. Não quero seu dinheiro, informou-lhe amavelmente mas com firmeza. Não o ganhei, e não aceito caridade. Agora, se pode ser tão amável para sair, tenho que me vestir para meu turno.

“Franny, podemos falar um minuto?”

Seu suave, medido tom lhe provocou um calafrio em sua coluna. Estava derrubando todos os muros cuidadosamente eretos, detrás dos quais se ocultava desde fazia muitos anos. Ao fazê-lo, rompia esse isolamento que ela mantinha com a realidade, Quando olhou aos olhos, sentiu-se nua em uma forma em que nunca se sentou com outro homem, entretanto, sabia que ele não tinha nenhuma intenção de utilizar seu corpo. Queria algo mais, e ela não tinha nada para lhe dar. Tentava fazeracreditar em sonhos impossíveis. Se baixava o guarda, ao final a destruiria.

“Quero que se vá”, insistiu. “Os homens não me pagam para falar, o que é normal porque não sou muito boa nisso. Querem uma coisa quando vêm para mim e isso é o que eu quero lhes dar”. Assinalando a porta aberta disse “de agora em diante cumprirá minhas regras Sr. Wolf, não transpassará a soleira antes de obscurecer, sem luzes, sem conversação, sem clientes para toda a noite. Embora suas intenções são boas, se lhe permito monopolizar todo meu tempo, poderia perder o resto de meus clientes e não posso me permitir isso”.

“Franny…”

“Adiante!”, disse com um tom estridente. “Cause um grande alvoroço e faça que perca meu trabalho. Posso ganhar a vida como prostituta em qualquer lugar, seguindo a estrada há outra cidade, outro saloom, outra habitação esperando para que me reclamem. Se tiver que sair daqui, não será agradável, mas não será o fim do mundo. Tenho um pouco de dinheiro guardado para me manter até que possa encontrar outro trabalho”

Esse brilho familiar saiu de seus olhos, um tic começou em seu queixo, sincronizado com cada pulsado. “Bem”, disse uniformemente.

Franny saltou quando ele atirou o pacote de dinheiro sobre a mesa. Afrouxou os nós do lenço, tirou uma peça de ouro de dez dólares e a apartou. Seguirei as regras, disse brandamente, inclinação de sua cabeça para o pôster. “Tomarei o que possa”

Sentindo-se congelada por dentro, Franny apertou sua mão sobre o pomo. “Não começa meu turno até depois de obscurecer, recordou-lhe, e como pode ver, não estou completamente lista para o trabalho ainda”.

Miro sua cara, sem pintura e, continuando, olhou para baixo a seu traje de seda. “Faz-o”. “Eu não gosto de seu cabelo engomado, de todos os modos”.

Com isso, cortou a distância entre eles com passos lentos e medidos. depois de girar o pôster de ocupado. Com uma pressão suave mas implacável, tirou do pomo seus duros dedos e fechou a porta de um empurrão. Sustentando seu olhar com esses olhos brilhantes, azuis como a meia-noite, sussurrou, suponho que trabalha na cama?

antes de que Franny pudesse adivinhar o que pretendia fazer, inclinou-se para ela, agarrou-a em seus braços de aço, passando-lhe por detrás dos joelhos e ao redor dos ombros. Por como apertava os dentes, sabia que as costelas lhe estavam matando de dor.

“O que está fazendo…? me Baixe imediatamente”.

“Está falando”, recordou-lhe. Isso vai em contra as regras. Recorda?

Baixa me! repetiu furiosa.

depois de duas largas pernadas, obedeceu-a. Franny caiu com um golpe na cama. As cordas do somier rangeram em sinal de protesto. Tentou afastar-se ao outro lado, mas ele foi mais rápido. Agarrou-a pelos ombros pressionando-a contra o travesseiro. Apoiando-se sobre um joelho, seu peito lhe impedia a fuga, sussurrando disse “Ia a algum sítio?”

“Não está escuro ainda. Não trabalho antes de que oscurezca”.

“Está falando de novo. Não pensei que fora parte de seus serviços. Isso significa que podemos prescindir dessa regra? antes de que pudesse responder, disse, bom, o sexo não seria o mesmo sem conversar um pouco.

Nunca tinha sentido Franny tanta força em umas mãos. Quando tentou mover-se, tenso os braços contra ela e a imobilizou rapidamente. A completa facilidade com que o fez a assustava.

“Eu não gosto que me maltrate Sr. Wolf. está-se comportando como um bárbaro”.

Suponho que está saindo meu lado selvagem. incorporou-se e se sentou na cama em frente dela. “Não te estou maltratando agora. Está assim melhor?”

“Se se fosse seria ainda melhor!.

riu brandamente. Qual é o problema, Franny? Tem medo de que o te isolar em seus sonhos não te funcione esta vez?

Era exatamente o que temia, o que sempre tinha temido quando ele estava com ela. Do começo, tinha percebido uma persistência nele.

Com sua mão livre, tocava-lhe lamejilla. O contato foi ardente e quase a deixou sem fôlego. Franny apertou seus olhos fechados, tentando freneticamente conjurar uma imagem em que pudesse escapar. Tudo o que viu foi negrume. As pontas de seus dedos endurecidos, sentiam-se como a seda, obtendo que se enervassem todas suas terminações sensíveis.

Seda selvagem contra cetim. Uma quietude, que lhe tirava inclusive o fôlego, apoderou-se do Franny. Estava plenamente consciente dele, poderia ter jurado que ouvia correr seu sangue. Sua mão começou a descender pela garganta. Seguiu baixando e sentiu os dedos riscando uma V no decote.

A vergonha subiu dentro dela, uma pena tão espessa quase a estrangulava. manteve-se rígida, tentando sufocar o soluço que empurrava em seu peito. Com o olho de sua mente viu seu olhar azul sobre ela. A palma de sua mão se movia com agonizante lentidão sobre a seda de seu sutiã, seu toque era tão ligeiro que tinha que concentrar-se para sentir o contato, mas sua reclamação era impossível de negar ou ignorar. O pico de seu peito se endureceu e se esticou ofegante em previsão.

Soltou uma risada baixa, satisfeita. Não há imagens, Franny? Não há lugares de sonho para te ocultar dentro?

Seu sufocado soluçou, saltou livre e se seguiu de uma série irregular deles, Lágrimas de humilhação escaparam por debaixo de suas pálpebras fechadas hermeticamente. Nesse instante, ela odiava ao Chase Wolf como nunca tinha odiado a ninguém. Por fazê-la sentir.

Incapaz de suportá-lo um segundo solo mais, afastou-se dele e se levantou da cama, foi até a mesa, agarrou o dinheiro e o lançou. Sal!, chorou. Outros homens podem comprar. Você não pode! Não desejo voltar a verte! Alguma vez, ouve-me?

As moedas golpearam o chão de madeira e rodaram em todas as direções. Com um olhar ardente e implacável, Chase se levantou lentamente da cama. “Fique o dinheiro, Franny. Obviamente o necessita muito mais que eu!” riu de novo, mas esta vez o som era áspero e a atravessou. “Algumas pessoas nunca aprendem. E suponho que sou um deles. A conclusão é que não deseja ser ajudada. Você gosta de sua vida como é”.

Ela tinha colocado uma mão tremente sobre seus olhos, consciente dele com cada poro de sua pele, quando passou a seu lado para a porta. Outro soluço a sacudiu rasgando seu peito. odiava-se a si mesmo por isso. Mas lhe odiava ainda mais.

Na porta, ouviu-lhe deter-se. Um comprido silencio se estendeu entre eles. Como se se tratasse de uma força tangível, podia sentir seu olhar descansando sobre ela.

“Nenhuma mulher tem que vender seu corpo”, disse-lhe brandamente. “Sempre há outras opções. Sempre. Estou disposto a te ajudar”. Duvidou por um momento, então seguiu atropeladamente. “Se não desejar nada de mim, o que resulta óbvio, então te darei o dinheiro. Sem cadeias. Não tem que pagar nada. Só agarrá-lo e sair desta vida. Ir a outra cidade, encontrar a algum outro tipo de trabalho e nunca olhar para trás”.

Outro silêncio caiu. Sabia que estava esperando sua resposta, esperando que estudasse sua oferta, talvez que a aceitasse. Só que ela não podia e posto que não podia. Não havia nada mais que dizer. Franny sabia o que devia estar pensando. Que não queria sua ajuda nem a de ninguém. Que gostava de ser uma puta. Nada poderia estar mais longe da verdade.

“Bem”, disse finalmente, “suponho que já está todo”. Lhe ouviu suspirar. “Deixarei o pôster de ocupado, para que possa te preparar para seu trabalho”, recalcou a última palavra com sarcasmo. “Desfruta da noite!”

Um momento depois, escutou o clique suave da porta que se abria e fechava depois detrás dele. A diferença dos outros homens que visitavam sua habitação, Chase se movia tão silenciosamente que seus passos não podiam escutar-se nas escadas. Tampando-a boca para controlar os gemidos, esperou até estar segura de que se afastou, então se deixou cair de joelhos, abraçou-se a cintura com os braços, inclinou os ombros, gemeu e começou a chorar.

Fora, Chase pressionou sua frente contra a porta do Franny. O som de seus gemidos sufocados, atravessavam-lhe como facas.

O seguinte domingo era o 16º aniversários da Alaina, e Franny fez uma viagem adicional a sua casa na sábado para estar presente na celebração. A festa que ia começar depois do jantar do domingo, era ansiosamente esperada por toda a família. Sobre tudo os menores que logo que podiam manter-se sentados ao redor da mesa. Quando Franny o obteve, e ia dizer lhe a sua mãe que benzera a mesa, soou um golpe na porta.

OH!, murmurou Franny molesta. como sempre o fazia quando passava ali no domingo, tinha cozinhado um grande almoço, os preparativos tinham começado justo depois do serviço da igreja pela manhã. depois de tanto trabalho, odiava que a comida se esfriasse antes de que pudessem comer. me perdoem enquanto abro.

DATE PRESSA, Francine! Disseram os meninos ao uníssono. lhe diga a quem é que se vá.

Hush! sussurrou. Pode ser o pregador Elías. Desejam que se ofenda?

Pendurando um brilhante sorriso em seu rosto, Franny se apressou à porta, completamente preparada para convidar ao Ministro a unir-se a eles para a comida. Sempre havia muito para comer na casa de os Graham; Franny sabia isso. Seu sorriso se congelou quando viu quem estava no alpendre.

Uma perna larga ligeiramente inclinada, a outra sustentando a maior parte de seu peso, a postura do Chase Wolf só pode ser descrita como insolentemente masculina. Suas grandes mãos se apoiavam sobre os magros quadris. Tinha o aspecto de um homem disposto a criar problemas. Vestia uma camisa negra aberta até a metade do peito. As mangas enroladas mostravam seus grossos antebrazos.En sua expressão ardilosa, brilhou um sorriso lento e se tirou seu chapéu negro, inclinando cortesmente a cabeça como saudação disse brandamente Olá Franny!

Franny quase se deprimiu. Evidentemente temia que o fizesse, porque se adiantou para agarrá-la pelo braço. Ela olhou horrorizada seu belo rosto, incapaz de acreditar que ele estivesse ali por que? Pergunta-a ressonou em sua mente aturdida. Obviamente a tinha seguido. Mas por que razão? OH, Deus.

Seu primeiro pensamento foi que tinha vindo a desmascará-la, e assim que recuperou um ápice de compostura, sussurrou, Como te atreve?

Para que todo mundo pensasse que estava encantada de lhe ver, sorriu de forma deslumbrante. “Disse-te que podia encontrar o caminho até aqui sem me perder. Dá as indicações melhor do que pensa”

Indicações? As pernas do Franny tremiam.

Jogou uma olhada por cima dela, aos membros de sua família reunidos em torno da mesa, o assentiu amavelmente. Ao Franny não lhe escapou que lhe torceu um pouco o sorriso ou a expressão assustada que revoou em seu rosto quando viu que multidão havia. Oito não era um pequeno número.

Francine, querida, temos um convidado? Disse sua mãe.

Agarrada despreparada, Franny não podia pensar em nada que dizer. Para seu horror, Chase tomou como um convite a entrar e transpassou a soleira. Seus olhos se estreitaram para acomodar-se à penumbra. O fato de que sua mãe sem ver pudesse saber que tinham um convidado lhe escapava do entendimento. Olhou ao Franny interrogante.

Deve ser a mãe do Franny… do Francine, disse calorosamente. Que prazer conhecê-la finalmente. ouvi tantas coisas boas sobre você!.

Franny tragou. Chase deu outro passo dentro a sala. Baixando a voz, sussurrou-lhe, Este pode ser seu funeral!

Franny sabia que estava recebendo uma advertência razoável. Se ela não jogava o mesmo jogo, ficaria ao descoberto. apressou-se a sorrir e a cruzar o tapete para ficar a seu lado. Ao chegar ao comilão disse, Mamãe quero te apresentar a meu amigo, Chase Kelly Wolf. Sr. Wolf, minha mãe, Mary Graham.

Encantada, respondióMary Graham amavelmente.

Embora Chase fazia apenas ruído, seus olhos azuis invidentes giraram diretamente para ele. deu-se conta de que devia ter desenvolvido um agudo sentido do ouvido para compensar sua cegueira, um fenômeno que tinha escutado mas jamais visto.

Seu sorriso era quase tão doce como a do Franny, seu rosto delicado quase tão encantador. Agora Chase podia ver de onde tinha tirado Franny sua aparência.

Chase disse com voz rouca, quando se incorporou. O prazer é todo meu.

Frankie, que tinha o privilégio de sentar-se na cabeceira da mesa, esclareceu-se garganta para obter a atenção de sua irmã. Nervosa e muito alarmada, pressionava sua mão na cintura. OH Chase!, deixa que lhe presente a meu irmão, duvidou um batimento do coração antes de adicionar, Frank Graham.

Frankie retirou sua cadeira para trás, colocou seu guardanapo ao lado de seu prato e estendendo seu braço, disse, meus amigos me chamam Frankie.

Chase que se adiantou ao estreitar sua mão, disse, ouvi muitas coisas a respeito de ti, Frankie. Ele olhou rapidamente ao Franny. Está bem te conhecer fim.

Sonriendo ligeiramente, Chase emprestou atenção ao resto dos meninos. Começando com a Alaina, a seguinte em ordem de idade, Franny apresentou formalmente a cada um de seus irmãos.

A cabeça do Chase, estava alagada de nomes, sabia que lhe custaria reter o dos pequenos. Todos eram loiros, bonitos, de olhos verdes ou azuis, todos se pareciam com o Franny. Inclusive o pequeno Jason com seu olhar insosso e sua boca te babem era um menino bonito.

OH, não, realmente não posso, disse.

Franny estava a ponto de dizer cuántosentía escutar isso, quando sua mãe interveio. Tolices, Sr. Wolf. Qualquer amigo do Francine é nosso amigo. Por favor, agarre uma cadeira. Temos muita comida sobre a mesa.

Com uma rápida olhada sobre os aglomerados pratos, Chase comprovou que era certo. Franny obviamente estava fazendo por sua família. E uma família muito numerosa. Esclareceu sua garganta, quando lhe ofereceu o outro posto presidencial em frente do Frankie. Os três filhos desse lado da mesa, deslocaram suas cadeiras, para lhe deixar oco. Com seus verdes olhos brilhando de forma antinatural, Franny lhe conseguiu um prato e talheres antes de sentar-se, à direita de seu irmão Jason que se sentava em uma troveja caseira gigante, pelo tamanho do menino pensou que teria uns dez anos de idade.

Jason grunho com impaciência e se lançou para a comida, com a boca cheia de baba e uma gorda língua se sobressaindo entre seus lábios. Em vez de lhe repreender, Franny lhe tranqüilizou lhe cantarolando e lhe dando com uma parte de pão, enquanto a família inclinava as cabeças para a bênção. Em vez de escutar as palavras da Mary Graham, Chase só escutou os sons do Jason comendo o pão torpemente. Enquanto sentia uma aguda dor na parte baixa de seu abdômen. Ao fim tinha insone o segredo do Franny, sete irmãos e uma mãe cega. Enquanto recordava como a tinha julgado, como tinha sido de arrogante e santarrão acusando a de que gostava de sua vida tal e como era, sentia-se diminuir por momentos. Às vezes, como Franny tinha tratado de lhe explicar às vezes, as coisas vinham dadas e não havia mais remedeio que as aceitar, porque não havia nenhuma eleição.

depois de acabar de dar Obrigado, os pratos começaram a rodar para servir-se cada um. Mary Graham fixou seu olhar invidente no Chase com precisão enervante e, disse, Sr. Wolf, é um amigo da Sra. Belles?

Desculpe?

A Sra. Belle, minha empregadora, interveio Franny rapidamente. Mai Belle.

OH! É obvio que sim. Mai Belle. Chase soltou uma risada nervosa. Um amigo dele, sim.

Quando falava Chase, Mary Graham inclinava sua cabeça para escutar melhor, a primeira vez que o viu o gesto, pensou que se devia a seu defeito. Um feixe de luz atravessou pela janela situada a suas costas, e jogou com seu cabelo de cor platino, que levava em uma trança rodeando sua cabeça. Se o deixava cinza, o que a sua idade era provável, Chase não pôde detectá-lo.

“Ah”, disse em um tom pensativo,“assim é como conheceu o Francine”.

“Um, sim”. Não havia dito exatamente uma mentira. Embora não tivesse oficialmente o título, Mai Belle era, para todos os propósitos práticos, a madam no Lucky Nugget e fiscalizava o trabalho do Franny. Assim foi como nos conhecemos, sim. Através da Sra. Belle e de minha irmã, uma boa amiga do Francine.

“Índigo?” Perguntou a Sra. Graham.

“Sim”.

OH, Francine fala muito bem dela. E Você é seu irmão. Que bem!

O amável sorriso da Mary Graham se fez radiante. Como sua mãe, que ainda era uma mulher encantadora, do tipo que ia adquirindo um tipo diferente de beleza com os anos. Franny cresceria e seu rubor juvenil desapareceria, mas seguiria sendo encantadora. Se as dificuldades de sua vida não a destruíam. Esse pensamento fez que revolvesse o estômago ao Chase.

Mary Graham luzia um vestido de dia azul de seda, o sutiã com finos encaixes que coincidiam com os dos punhos. Chase já se fixou na roupa dos meninos. Tudo estava feito em casa, estava seguro que pelo Franny e sua nova máquina de costurar Wheeler-Wilson. Olhando-a através da mesa, golpeou-lhe a magnitude de suas responsabilidades. Só manter todas essas pessoas bem calçadas, que estavam, custaria uma pequena fortuna cada ano. Não lhe tinha escapado ao Chase o estado dos sapatos do Franny, muito desgastados nas reveste.

“Chase é um lenhador, mamãe”.

“OH. Só o pensamento de destruir essas enormes árvores faz que meu pulso se acelere”

Chase sorriu. “Uma vez que se aprende como, realmente não é perigoso”.

“Um duro trabalho, entretanto”.

“Sim, mantém o tom dos músculos de um homem”. Chase olhava ao Franny. estive este verão me recuperando de uma leve lesão, por essa razão estava no Landing Wolf e pude conhecer sua filha.

Que tipo de lesão?

“Costelas rotas, caminhava fazendo notas, escorreguei e resultei esmagado”.

“Pensava que disse que não era perigoso”, o recordóMary.

Chase se esclareceu garganta. “Sim, bom... Não estava sendo muito judicioso, quando ocorreu. poderia-se dizer que me busquei isso”.

Franny lhe lançou um afiada olhar verde. Como foi isso?

“Foi mas bem em uma garrafa do Bourbon”, admitiu Chase.

Mary Graham arqueou sudelicada retrocede.“É você um homem bebedor, Sr. Wolf?

Por seu tom imperioso, Chase sabia que não aprovava a quem bebia. Por sorte, Jason derramou o leite que Franny lhe estava dando nesse momento exato e a distração salvou ao Chase de ter que explicar-se. Para assegurar-se de não ter que fazê-lo, Chase se meteu na boca uma grande parte de pão.

“Quanto tempo faz que conhece a Sra. Belle?” Perguntou Mary.

“Chase tragou para esvaziar sua boca. Eu, um... há anos”.

“Uma mulher generosa, que se não tivesse contratado ao Franny como seu acompanhante, não sei que teria sido desta família. Em um sentido muito real, foi nossa salvação”.

Chase estudou o rosto da mulher cega, perguntando-se como podia acreditar que alguém pudesse ganhar as somas de dinheiro que Franny conseguia, trabalhando como senhorita de companhia. Trabalhava como acompanhante, isso sim, mas não da forma que sua mãe acreditava. Chase olhou ao Franny, dois brilhantes pontos de cor tinham aparecido em suas bochechas. Com a extremidade do olho, viu que Jason lhe sorria. Jason era um dos muitos cuidados secretos do Franny. De repente lhe ocorreu pensar, que a jovem vivia rodeada de secretos, em nenhuma de suas duas identidades era completamente honesta. Ali com sua família representava um papel, no Landing Wolf outro. Onde estava entre tudo isto, a verdadeira Franny?

À medida que progredia a comida, os meninos, que eram muito educados, uniram-se à conversação. Embora todos eles pareciam realmente querer ao Franny, Chase não podia assegurá-lo, tendo em conta que poderia ser só o interesse, pela quantidade de cosasque lhes tinha proporcionado e as que ainda poderia lhes proporcionar. Alaina e Mary queriam sapatilhas de baile. Theresa, uma precoce menina de treze anos de idade, queria pentes de prender cabelos com pedras brilhantes. Mateo, um ano menor que Theresa, tinha grandes esperança em que Francine lhe conseguiria um rifle de caça. Frankie incluso entrou na luta, descrevendo uma jaqueta de lã de um traje confeccionado, com colete a jogo, que tinha visto no mercado. considerava-se major para levar roupa comprada, disse. Em opinião do Chase também tinha idade para ajudar à família, conseguindo um trabalho, mas ninguém lhe tinha pedido sua opinião.

Outra coisa que não deixava de pensar era, que a Mary Graham não preocupava, que sua filha tivesse um pretendente. Nada descarado, só certos matizes em suas expressões, tão sutis que sem dúvida ninguém as teria notado. Franny era uma moça bonita e amável. Também tinha vinte e dois anos, que a faziam quase uma solteirona, qualquer mãe em seu são julgamento veria com prazer que tivesse atraído o interesse de um homem jovem. Mas Chase tem a sensação de que para a Mary Graham não era assim.

Embora sabia que não podia fazer nada, não deixava de perguntar-se por que a mulher não estava preocupada com que sua filha se casasse e deixasse de contribuir ao suporte da família. Poderia ser que a mulher suspeitasse a verdade? Que não só sabia o que fazia Franny para ganhá-la vida se não que o passava? O pensamento aninhou na mente do Chase, e uma vez instalado ali, negou-se a ser banido. Olhando os pratos cheios sobre a mesa e o número de bocas ao redor, não podia ver como a mulher não podia deixar de suspeitá-la fonte dos ganhos de sua filha. Não havia muitos trabalhos que pagassem a uma mulher o suficiente para alimentar e vestir a oito pessoas!. Desde esse ponto de vista, Franny não tinha obtido só atender as necessidades, se não uns poucos luxos. Mary Graham era cega, mas não tola.

O ambiente amigável e a animada conversação na mesa não deixaram ao Chase muito tempo para refletir sobre estas idéias. antes de que se desse conta, tinha sido absorvido pelo espírito do aniversário. Apesar da enfermidade do Jason e da cegueira da mãe, os Graham eram joviais e desfrutavam com todas as coisas.

De fragmentos da conversação, Chase soube que Frank Graham, o pai do Franny, tinha morrido em um acidente de carpintaria fazia mais de nove anos. Sem perguntar, Chase deduziu que Franny devia ter uns treze anos quando morreu.

“Foi uma trágica perda”, disse Mary, esfriando um tanto o ambiente festivo. “Por razões nas que não vou entrar”, disse com um suave sorriso olhando para o Franny,   “o sarampo chegou a esta casa e toda a família adoeceu. Jason e …”, sua voz tremeu como afligida pela emoção. Tragando para recuperar a voz, continuou. “Jason e eu sofremos efeitos permanentes, e as faturas médicas eram exorbitantes. Frank, Deus acolha sua alma, tomou cada trabalho que pôde obter e trabalhou até chegar ao esgotamento. Se não por que…, bom, era muito ágil e sempre muito cuidadoso”, sorriu de novo, mas com tristeza. “Havia tantos que dependíamos dele, verá. Sabia que o necessitávamos desesperadamente e teve muito cuidado. Se não tivesse sido por nossa tragédia familiar, nunca teria estado no teto do campanário, começou a chover. Estava escorregadio e perigoso. Mas queria terminar o trabalho, para que lhe pagassem. Por isso seguiu trabalhando”.

Chase não pôde deixar de ver a expressão afligida que cruzou pela cara do Franny, seu coração lhe doeu, mas antes de que pudesse aprofundar em seus olhos, ela tinha dobrado sua cabeça.

Bom, basta disso! disse Mary com forçada alegria. Colocando uma mão sobre seu peito, disse, já tivemos bastante disso! Como se importasse agora! Minha maravilhosa e preciosa Francine há provido muito bem por nossas necessidades. Embora sempre choraremos sua morte, nenhum de nós aconteceu necessidade. Francine cuidou que nós, Deus benza seu grande coração querida!.

Chase tragou um maço de carne seco. Apesar das encantadoras palavras Mary Graham, estava seguro de que havia algo errôneo nessa situação. Por um momento, pareceu-lhe que Mary Graham tinha revelado as circunstâncias de sua morte de marido, não para contar-lhe ao Chase, a não ser para lhe recordar ao Franny suas obrigações familiares. Talvez inclusive para cravar sua consciência? Como se pudesse ter sido culpa dela que sua família enfermeira com o sarampo? O próprio pensamento era absurdo. Chase decidiu que, embora usualmente lia às pessoas bastante bem, olhando aos olhos da Mary Graham, sua cegueira devia estar lhe mandando falsos sinais.

depois da comida, Mary Graham se sentou em um tamborete a lhe dar à manivela da máquina de sorvete enquanto Franny e as garotas lavavam os pratos. Frankie convidou ao Chase fora e rapidamente começou a atar um cigarro no alpendre. Reconhecendo o logotipo da bolsa do Frankie como a de um bom tabaco, Chase teve que tragá-las perguntas e não formar mais escândalo. Frankie tinha idade suficiente para assumir as responsabilidades de um homem, entretanto, ainda assistia à escola, estudando matemática avançadas em preparação para a Universidade sob a orientação de um tutor especial, com o apoio de sua mãe e seus irmãos. Algo desta imagem deixou um mau sabor de boca no Chase. O menino tinha a menor suspeita de quanto tinha sacrificado sua irmã para proporcionar o dinheiro que ele desperdiçava assim? Tabaco caro, de fato. Se o menino queria regodearse,debería pagar por seu hábito.

Chase não podia fazer nada, recordava os vestidos e os sapatos que Franny levava no Landing Wolf, todos os dias. Entretanto sua família levava só o melhor. A estrutura da casa era modesta mas seu interior estava bem construído e o mobiliário longe de ser cutre. Algo de tudo isto desafinava. Desafinava e muito. morria por estar a sós com o Franny, por lhe perguntar por que Alaina e Frankie não deixavam a escola para trabalhar de forma que ela pudesse procurar outro emprego.

Em uma família do tamanho da Graham, Chase logo se deu conta de que não existiam momentos de privacidade. Enquanto se acabava o sorvete, Franny partiu e repartiu o bolo de aniversário, o que fez que a festa alcançasse pleno apogeu.

Espiando sentado em uma cadeira em uma esquina, Chase podia observar sem ser incomodado.

Franny...

Vê-la nesta atitude com sua família, fazia que Chase logo que pudesse acreditar que era a mesma jovem reservada que tinha chegado a conhecer. Aqui, não tinha nenhum temor de ser reconhecida, uma paranóia que agora entendia que era para proteger a sua família do escândalo. Sua risada lhe saía com facilidade e soava como uma doce melodia por toda a casa. Sua amável paciência com o Jaso e sua mãe, disseram ao Chase mais do que ela podia saber, não só quão doce era por dentro, mas também leal e carinhosa.

Essas duas qualidades obviamente a tinham levado a sua vida como prostituta, o maior sacrificioque podia fazer qualquer moça. Mas o que outro recurso teria havido? Mary Graham, amava claramente a seus filhos, mas estava cega e não podia assumir a responsabilidade de seu cuidado. A diferença de muitas viúvas, não estava em condições de voltar a casar-se. Não muitos homens estavam dispostos a assumir uma mulher cega com uma família desse tamanho. A carga financeira por si só seria um elemento dissuasivo.

Esse pensamento revolveu o estômago do Chase. Como de alegremente tinha açoitado Franny, pensando em resgatar a da vida que levava!. Agora se dava que para assumir a responsabilidade do Franny, também teria que assumir a responsabilidade de sua família. O desembolso mensal de só mantimentos e alojamento seria considerável. Chase suspeita que um menino como Jason provavelmente precisaria gastos médicos extraordinários. O homem que tomou esta provocação teria problemas para chegar a fim de mês. Coisas como comprar terras madeireiras estariam desconjurada.

Nesse momento golpeou ao Chase que a situação era impossível. Se só se preocupava com si mesmo, seu futuro era brilhante, poderia alcançar a lua com apenas propor-lhe Se se casava com o Franny lhe diria adeus a seus sonhos.

Uma vida em troca de oito; esse foi o sacrifício que Franny fazia. Tão nobre como era, também era um esbanjamento vergonhoso. Enquanto olhava como Alaina abria seus presentes, Franny parecia tão doce e formosa, como o sonho de qualquer homem, com seu sorriso aprazível e seus brilhantes olhos verdes. Merecia muito mais do que tinha, muito mais. E Chase desejava dar-lhe a ela.

Quando Alaina abriu elregalo do Franny, Chase reconheceu instantaneamente o vestido de encaixe rosa que tinha visto na máquina de costurar do Franny. A garota deu um chiado de prazer e dançou sustentando o vestido pressionado contra ela.

OH, Franny, é tão formoso! Simplesmente eu adoro.

O olhar do Chase passou do vestido da Alaina, ao traje do Franny. Sua blusa rosa de algodão ligeiro, tinha elegantes puntillas nas mangas e volantes na cintura, A saia que caía de sua cintura ao estou acostumado a era de um rosa mais escuro. Em contraste com seu cabelo dourado, a mescla de cores o fez pensar em pétalas de rosas e luz solar. Era um bonito traje e à última moda, a diferença dos trapos monótonos e gastos que normalmente levava. Chase suspeitava que reservava uma roupa especial para levar só em casa pelo que sua família nunca saberia a verdade, que o fazia por não lhes privar a eles de nada.

Quando Alaina abriu todos seus presentes, Chase novamente foi convidado a unir-se ao Frankie fora para fumar. Embora gostava de fumar, tinha crescido com seu pai, que normalmente ajudava às tarefas da cozinha e encontrava a aversão do Frankie, pelos trabalhos das mulheres” irritante. Apesar de seus ares, ao moço ficava muito por maturar, em opinião do Chase, e quanto antes o fizesse, melhor seria para o Franny.

Não se há pôde resistir a divertir-se um pouco a gastos do Frankie, Chase olhando o bonito perfil do menino, disse-lhe, Sabe Frankie?, não estou seguro mas me soa lhe haver visto antes de hoje?. Os azuis olhos do menino lhe olharam perplexos, tomando uma grande imersão disse “Não acredito, recordaria-o”.

Desfrutando imensamente, Chase fingiu refletir sobre o passado. Finalmente sacudiu a cabeça. Sei que te conheço! Imagino que me lembrarei cedo ou tarde!.

Uns minutos depois de que entrasse com o Frankie na casa, Chase esperou até um lapso de conversação, estalou os dedos e disse, tenho-o!

O que tem? Franny posou com curiosidade seus olhos verdes sobre ele.

Chase golpeou ao Frankie nas costas. Quando conheci o Frankie!. Sorriu-lhe com cumplicidade. É você um jovem uva sem semente. Deu um comprido passeio na sábado para ir ao Landing Wolf ao saloom, surpreende-me que se aventurasse tão longe.

O silêncio que caiu sobre a habitação parecia ensurdecedor. A cara do Frankie se voltou escarlate. Landing Wolf? Sinto-o deve estar…

lhe interrompendo, disse Chase, sabia que o recordaria. Onde lhe tinha visto, quero dizer. Frankie alternava entre o Chase e sua mãe, seu olhar agônico. Ah, bom, velho… Não quis, bom já sabe… Pensei que…Chase esclareceu sua garganta e fez um gesto envergonhado, Bom, como você é o homem da casa, pensei que… bom não quis desentupir o albergue.

Frankie? Disse Mary brandamente. O que estava fazendo no Landing Wolf? A única razão seria visitar sua irmã e sabe muito bem que a Sra. Belle, prohíbe as visitas em sua casa.

Frankie se retorcia. Um, fui ao Landing Wolf com uns amigos, mamãe.

Ao Saloom?

Sim, mamãe.

Com os amigos?

Só alguns companheiros da escola.

Chase tinha jogado uma olhada ao Franny. Para seu alívio, seus olhos piscam e podia ver que ela lutava por não rir. Pressionando seus lábios juntos, assumiu uma expressão de desaprovação enquanto pendurava o trapo com o que tinha secado os pratos. O saloom do Landing Wolf, não é um lugar para meninos de sua idade, Frankie, arreganhou-lhe. ouvi intrigas sobre esse sítio, e casualmente sei que há mulheres de má fama, no piso de acima.

Mary franziu o sobrecenho. A cara do Frankie, era de um intenso carmesim.

Chase decidiu perspicaz, que seria um bom momento para ir-se. Dando outra grande palmada nas costas do Frankie, dedicou-lhe à Sra. Graham um adeus cortês, lhe dando as obrigado por lhe deixar participar da festa do aniversário e expressando seu pesar por não poder permanecer mais tempo.

“Um comprido caminho de volta”, explicou, “e quero fazer a maior parte antes de que oscurezca”.

Como uma rainha desde seu trono, Mary Graham estirou sua mão para que Chase a agarrasse. Ele sorriu levemente com o gesto, consciente de onde nasciam suas ilusões de grandeza. A mulher não podia ver e tinha aprendido maneiras de compensá-lo. Estendendo sua mão espectador, fazia que as outras pessoas a agarrassem, evitando assim qualquer engano de cálculo.

“Sairei contigo um momento”, disse Franny agarrando seu chapéu do cabide. Por favor, desculpe-me uns minutos, mamãe.

Chase tinha pacote seu cavalo perto da água. Franny caminhou junto a ele, , depois de baixar os degraus do alpendre nessa direção, esperou até estar o suficientemente afastados da casa antes de falar.

Assim, o que se propõe exatamente?

Chase escutou a amargura em sua voz e sabia que tinha que explicar-se. Agora que tinha conhecido a sua família, podia compreender melhor sua predileção pelo segredo. Sinto muito, Franny. Quando soube que deixava outra vez a cidade ontem, não pude resistir a segui-la.

passou a noite no Grants Pass?

ficou seu chapéu negro e girou a viseira enquanto caminhavam, estou acostumado a dormir ao ar livre, tendi minha manta sob uma árvore.

E esperou até esta tarde para vir?

Ele protestou, não podia chegar antes sem resultar suspeito, se tinha chegado cavalgando desde o Landing, isso me teria levado toda a manhã.

-- Já vejo.

Só, que é obvio, ela não via nada, nada absolutamente. Suponho que pensa que sou um intrometido incurável.

“Estou mais preocupado a respeito do que pensa fazer com seu conhecimento sobre mim”

Chase se deteve e se girou. Que diabos significa isso?

Resulta-me difícil compreender por que queria descobrir a verdade sobre mim.

Franny, quero te ajudar. Isso é tudo.

As sombras encheram seus olhos. E agora? Ainda está tão desejosos de me ajudar, Chase?

Ambos sabiam que a resposta não era tão simples. Tragou e a olhou, pedindo a Deus que só pudesse dizer que sim, mas a verdade é que necessitava tempo para pensar, Franny chegava envolta em um pacote de oito. O homem que assumisse essa responsabilidade, devia estar muito seguro de onde se metia antes de dar esse salto.

Quando Chase finalmente olhou para baixo, viu um suspeito brilho de lágrimas em seus olhos. OH Deus, nunca quis fazê-la dano! Mas não podia lhe fazer nenhuma promessa para proteger seus sentimentos. Queria cuidar dela, mas seus sonhos não os obteria nem em ou milhão de anos, se se comprometia com ela!

Era egoísta, e sabia. Era imperdoável. Mas não lhe resultava fácil dizer adeus a tudo o que ele tinha desejado. Desde sua infância queria ter um terreno madeireiro algum dia. Desde fazia anos tinha trabalhado partindo a alma para obtê-lo, economizava quase cada centavo que ganhava para comprar suas terras. Se se permitia o amor desta garota, teria que renunciar a todo isso.

Franny, necessito tempo para pensar tudo isto.

Em sua boca surgiu um amargo sorriso. Tratei de lhe dizer isso que não podia ter nada comigo, mas te negou a escutá-lo. Elevou levemente seu queixo. Não se sinta mal por minha causa. Minhas obrigações são uma surpresa para ti, mas eu as assumi e as aceitei, a muito tempo tempo e seguirei fazendo-o.

Aí é onde não pensamos igual, aventurou-se Chase. Frankie e Alaina têm idade suficiente para contribuir a este apoio familiar. Deve insistir em que o façam e você procurar outro tipo de trabalho.

Já vejo, disse brandamente. E o que tem que o Frankie e Alaina? Não devo supor que algum deles queira casar-se e ter uma oportunidade para levar uma vida normal?

por que não? Sacrificaste-o tudo, não é justo que seja a única em fazê-lo.

Agarrou uma mecha que a brisa moveu, separando o de sua têmpora com mão tremente. Leva razão no que há dito, Chase, sacrifiquei-o tudo, a primeira noite, minha sorte ficou selada. Não posso pretender que nunca ocorreu. E embora pudesse, Que possibilidades tenho de levar uma vida normal?

Com o homem adequado, uma maldita boa possibilidade

Enquanto Alaina e Frankie se fazem velhos cuidando de nossa família? No momento os outros meninos não estão em idade para valer-se por si mesmos e embora só ficassem Jason e Mamãe para cuidar, Alaina será uma criada velha e Frankie um pobre partido com uma mãe cega e um hermanito idiota que o retêm.

Ah, já vejo, disse com um toque de sarcasmo. Melhor te sacrifica você…

Sim.

Essa simples resposta lhe olhando de frente, fez que aprofundasse em seu olhar verde. Viu ali muita dor. por que, Franny? Não merece um pouco de felicidade? Não foi culpa tua que sua mãe e Jason tenham essas enfermidades.

Sim, sussurrou novamente. É minha culpa. Totalmente minha culpa.

O que? perguntou incrédulo. A cegueira e a idiotice? Vamos, Franny. Como pode te jogar essa culpa?

É uma larga história. Só confia em mim quando te digo que não só sou responsável por isso, mas também por extensão de que meu pai estivesse no telhado sob a chuva. Levantou as mãos em um gesto de impotência. Não o vê? Faz muito tempo tomei a decisão de que meu dever era cuidar de minha família. Quando os outros meninos tenham crescido, ainda será minha responsabilidade, cuidem do Jason e minha mãe. É melhor arruinar uma vida que três. Quero a Alaina e ao Frankie ... Sua voz se quebrou, e tragou saliva, abraçou-se a si mesmo como se a percorresse um calafrio. Quero que tenham uma oportunidade para ser felizes, isso é tudo.

Chase sabia que quase havia dito que queria que seu irmão e sua irmã tivessem uma oportunidade para obter todas as coisas que ela tinha perdido.

E sua felicidade?

Baixando as pestanas ligeiramente para que não pudesse ler a expressão de seus olhos disse. Não é importante.

Não é importante?

Deixando cair seus braços a seus lados, ela lutou até obter um débil sorriso. Adeus, Chase. Confio em que o que hoje averiguaste a respeito de mim, siga sendo um segredo entre nós. Causaria-me uma dor inexprimível que minha família soubesse a verdade sobre mim.

Com isto, voltou-se para a casa. Chase a agarrou pelo braço.

Franny, espera.

Olhando para trás por cima de seu ombro, disse, “Não o vê? Se realmente quer me ajudar, manten afastado de mim. Tudo o que pode conseguir é que deseje coisas que nunca poderei ter”

Com isso, girou e se afastou.

 

                                                   CAPÍTULO 11

Chase passou o seguinte dia angustiado sobre o descobrimento que tinha feito sobre o Franny. Embora a viu retornar ao Wolf´s Landing na calesa alugada essa tarde, não a visitou no saloom essa noite. Tão doce e encantadora como era, vinha em um pacote com outros oito, e se se casava com o Franny, a natureza estaria obrigada a seguir seu curso. Finalmente chegariam os bebês. antes de que se desse conta, ele teria duas grandes famílias que manter. Este era um pensamento aterrador. É certo, que o tinha feito bem com a madeira. Já possuía uma parcela de terra, e com o que tinha agora no banco, poderia comprar um pouco mais. Explorados cuidadosamente, as árvores lhe dariam uns ganhos estáveis e respeitáveis nos anos vindouros.

 

     O problema era, que tinha sonhado fundando uma dinastia, não com uns ganhos modestos. Seus sentimentos pelo Franny ameaçavam isto.

 

     Ao final, Chase fez o que sempre fazia quando se encontrava com algum problema conforme crescia, expôs o problema diante de seu pai. Sem mencionar nomes, explicou que tinha chegado a lhe importar muito profundamente uma jovem que tinha oito pessoas dependendo dela para manter-se.

 

     Um olhar de conhecimento veio aos olhos do Hunter. --Esta jovem deve ter um trabalho muito bom se vontade o suficiente para manter a oito pessoas.

 

     De qualquer modo, Chase terminou bruscamente; --Se me casar com ela, terei que assumir a responsabilidade de sua família, e fazendo-o, verei como todos meus sonhos de construir um império madeireiro se convertem em pó.

 

     Estavam sentados na borda do Shallows Creek. A luz da lua banhava a noite, estendendo uma névoa chapeada sobre a correnteza e salpicando as susurrantes folhas das árvores. Em algum lugar na escuridão, um pássaro, perturbado em seu descanso, piava freneticamente, fazendo ao Chase perguntar-se se algum animal de presa tinha encontrado seu ninho. Era um velho e duro mundo onde viviam, pensou tristemente. Os indefesos sempre pareciam ser as vítimas. Seus pensamentos voltaram para o Franny e uma dor o encheu. por que nada na vida era simples? por que tinha que escolher entre seus sonhos e a mulher que queria? Não era justo. Simplesmente não o era, não importa as voltas que lhe desse, não o era para o Franny nem para ele.

 

     Hunter sobressaltou ao Chase ao dar uma palmetada a um mosquito. Depois, esfregou seu musculoso ombro e sorriu, com um brilho de brancos dentes na escuridão. --lhes gosta deste comanche, né?

 

     Chase aplaudiu um dos chupasangres ele mesmo e sorriu. --lhes gosta deste comanche também.

 

     Hunter moveu seus pés calçados com mocasines e descansou seus poderosos braços em cima de seus joelhos. Chase adotou a mesma posição, consciente enquanto o fazia de que sua perna dobrada chegava tão alto como a de seu pai e que seus braços dobrados eram igual de musculosos. Outra quebra de onda de tristeza lhe percorreu, já que enquanto era um menino tinha acreditado que seria todo-poderoso e onisciente quando crescesse até ser tão grande como seu pai. Infelizmente, não era o caso.

 

     O silêncio se instalou entre eles, quebrado só pelos ocasionais gritos do pássaro e o som da água correndo. Um aroma de úmido e mofado que vinha do chão do bosque detrás deles flutuava no quente ar noturno mesclando-se com os frescos aromas do verão e do renascimento. Chase deu uma profunda respiração, reconfortado pelo sentido de atemporalidad. A terra de Deus produzia vida em um ciclo sem fim; as coisas nasciam, morriam, e a vida se repunha a si mesmo. Isto fazia que suas próprias preocupações parecessem pequenas e menos importantes quando ele encaixava dentro do círculo maior.

 

     Quando Hunter finalmente falou, não deu respostas ao dilema do Chase, entretanto lhe fez uma pergunta. --"Quando você seja um rico magnata da madeira, meu filho, com quem compartilhará a alegria?"

 

     Chase sorriu ligeiramente. Confiava que seu pai resolveria o problema de um final equivocado. --Não tinha considerado isso. Até que tenha a madeira, é uma forma de pôr o carro diante do cavalo. Não é verdade?

 

     --Ah, Hunter disse. Esse é um dos sábios ditos de sua mãe? Não?

 

     --Acredito que aí o escutei, se.

 

     Hunter assentiu. --Ela é uma mulher muito estúpida às vezes.

 

     Chase arqueou uma sobrancelha. Nunca tinha escutado a seu pai referir-se a sua mãe como falta de inteligência. --Como diz?

 

     --Seu estupidez__ não é porque não tenha cérebro, Hunter detalhou, --mas sim porque cresceu dentro de paredes de madeira e não lhe ensinaram as verdades simples. Ignorante, acredito que ela o chama. Eu o chamo estupidez. Eu cresci sem paredes de madeira. --Se, e seu é muito mais estúpido às vezes. Seu pai se voltou a lhe olhar, seus olhos azul meia-noite quase negros brilhavam na escuridão. --Se não ter carro, para que necessitaria um cavalo que colocar?

 

     Pego despreparado, Chase considerou isto e depois sorriu. --Em outras palavras, se eu não tiver a ninguém com quem compartilhar todas minhas riquezas, para que vou incomodar me nas obter?

 

     Hunter se encolheu de ombros. --Daria-lhe as costas ao amor verdadeiro para encher seus bolsos? Um dia, seus bolsos serão pesados, mas também o estará seu coração. As verdadeiras riquezas na vida são o amor e a risada. Com esta mulher que tem oito pessoas que alimentar você terá muito amor e risada em seu lar. Quando os meninos cheguem, o amor e as risadas se multiplicarão enormemente. Será rico de todas as formas que importam, e será feliz. Um homem feliz não necessita dinheiro.

 

     -O dinheiro é um mal necessário.

 

     --Ter o suficiente para viver é necessário. mais disso não o é. Segue seu coração, Chase, não sonhos tolos. Quando o inverno chegue a seu cabelo e a sabedoria a seus olhos, o dinheiro não acalmará sua solidão. Uma mulher que te ame o fará.

 

     --por que um homem não pode ter ambos, riqueza e amor? argumentou Chase.

 

     --O amor nasce de um lugar oculto. Nós não escolhemos à mulher, o lugar ou o momento. Vete perseguindo um sonho, e a possibilidade de amor poderia estar para sempre perdida para ti.

 

     Chase suspirou. --Às vezes, meu pai, é um incurável idealista.

 

     --Só às vezes? Lamento escutá-lo. Trato de sê-lo sempre.

 

     Com isto, Hunter se levantou. Chase olhou para cima. --Não irá verdade? Só começamos a falar.

 

     --terminei. Não tenho outras palavras dentro de mim.

 

     Chase sacudiu sua cabeça ante isso. --Você há dito sua parte, e agora é meu problema?

 

     --É seu coração, e portanto sua decisão. Tem que chegar a ela por ti mesmo. Eu posso assinalar o caminho, mas você deve escolher que caminho seguirá. Só estate seguro de fixar seus olhos por diante de ti, meu filho, e ver onde está indo.

 

     As sombras tragaram ao Hunter enquanto se dava a volta e partia.

 

     Deixado sozinho para tomar uma decisão, Chase oscilava, convencido de que deveria escolher ao Franny em um momento, relutante a renunciar a seus sonhos ao seguinte. Lutando com suas enredadas emoções, evitou ao Franny outro dia completo, esperando que o problema e sua solução pudessem voltar-se mais claramente definidos para ele se se dava a se mesmo mais tempo para pensar bem as coisas.

 

     Enquanto isso Franny acreditava que o inevitável tinha ocorrido. Chase Wolf finalmente tinha recuperado o sentido. Não havia outra explicação. Como Mai Belle sempre dizia. Uma vez puta, sempre puta. Franny o tinha sabido do primeiro dia. Durante um breve momento, Chase quase a tinha convencido de que poderia ter uma oportunidade de algo mais, e a dura aterrissagem de volta à realidade doía mais do que ela queria admitir.

 

     Tola. Tão verdadeiramente tola. Corações esculpidos em velhas árvores retorcidas. Passeios sob a luz da lua. Essas coisas não eram para ela. Tinha renunciado a toda esperança das obter quando tinha treze anos. Que sentido tinha guardar luto por coisas que alguma vez tinham sido suas para começar?

 

     Nenhum sentido, assegurou-se a si mesmo. Nenhum absolutamente. Ainda assim, Franny se encontrou a se mesma sentada perto da janela toda a manhã e a tarde, seu olhar fixo na extensa casa de madeira ao final da cidade. O lar dos Wolf. O lar do Chase. Ela imaginava sentado com seus pais sob o suave resplendor da luz dos abajures a noite anterior, reunidos para jantar na mesa, depois retirando-se a uma acolhedora cama para dormir toda a noite sob uma colorida colcha de patchwork. Franny nunca tinha visto o interior da casa, mas conhecendo o Chase e Índigo a tinha pintado dourada no interior de sua mente, um lugar onde havia amor e calor em abundância.

 

     A dor da solidão dentro do Franny era tão agudo, que quase se sentia doente. No café da manhã, foi incapaz de tomar nem um bocado de seu ovo e só mordiscou a torrada. Inclusive esse pouco alimento tinha feito que seu estômago se rebelasse. Mal de amor, burlou-se. Aqui estava ela, vinte e dois anos e na lua por um homem. No almoço fez um esforço mais decidido para comer, mas só conseguiu consumir uma terceira parte do que havia em seu prato.

 

     Uns poucos minutos depois de ter deixado o inacabado prato de comida fora de sua porta no corredor, Mai Belle lhe fez uma visita. Parecendo um navio com todo o velamen desdobrado com sua volumosa roupa, deslizou-se dentro da habitação, trazendo consigo o aroma de uma avassaladora essência de rosas, seu perfume favorito. --Sente-se de pena? exigiu saber. Gus diz que deixa a comida sem tocar.

 

     Franny girou sua cadeira da janela e se moveu para que Mai Belle se unisse a ela na mesa. --um pouco fraco, suponho. Principalmente só muito triste.

 

     Mai Belle parecia aliviada. --Graças a Deus. O primeiro que penso quando uma garota deixa fora sua comida é que está grávida.

 

     --te remoa a língua. Franny riu e sacudiu sua cabeça. --Não esta garota. Eu utilizo fielmente as esponjas empapadas em vinagre, nunca esquecimento as irrigações nem tomar uma dose noturna de seus pós.

 

     Mai Belle sorriu. --Sip, mas inclusive meus remédios não são absolutamente seguros, carinho.

 

     --Serviram-me durante oito anos. Verdadeiramente Mai Belle, simplesmente me sinto pachucha. Me passará.

 

     --Isto não é porque se sinta pachucha. por que não vais visitar índigo? Sal daqui por um momento. Isto poderia te sentar muito bem.

 

   -- Já me fui todo o fim de semana.

 

     Mai Belle recolocó o pente de prender cabelo de tartaruga marinha em seu cabelo de cor latão, seus cansados olhos azuis estavam cheios de preocupação. --Está tudo bem em casa? Como está Jason?

 

     Franny suspirou. --Ele se está fazendo grande. O doutor encontrou um novo elixir para ele. É caro, mas mamãe sente que está realmente animado desde que Alaina começou a dar-lhe     --¿Y los otros chicos?

 

     --E os outros meninos?

 

     Franny se deu conta de quão sombria devia parecer e se deu a si mesmo uma forte sacudida mental. Seu caminho tinha sido claramente marcado o dia que seu pai morreu, e estava sendo absolutamente absurda ao desejar que as coisas tivessem acontecido de forma diferente. --Todo mundo em casa está bem, Mai Belle, assegurou à mulher maior com um sorriso. Só estou tendo um desses dias de "paliçada branca”. Todas os temos em alguma ocasião não é assim?

 

     No negócio, um "dia de paliçada branca" era uma expressão que as prostitutas usavam para descrever o desejo que às vezes as golpeava de ter uma família e filhos, casa e lar. Mai Belle apertou sua boca firmemente. --Jesus, não será um homem. me deixe adivinhar. Alto, escuro, e tão bonito que as mulheres caem ao redor dele como quedas das árvores.

 

     Franny atirava de um pouco de encaixe amarelado que se soltou de seu punho. --Sou estúpida não é verdade? Ele pode estalar os dedos e ter a qualquer mulher que queira. É uma loucura pensar que poderia estar genuinamente interessado em mim.

 

     --É um Wolf. Tal pai, tal filho.

 

     Franny encontrou o olhar de sua amiga major. --O que significa?

 

     Mai Belle se encolheu de ombros. --Seu papai parte com um tom diferente. Sempre o tem feito. E sempre o fará. Talvez Chase é como ele. Seus olhos se encheram de amabilidade. Carinho, sabe que sempre te adverti que não te fosses tragar algo com a que os homens que fazem fila quisessem que te alimentasse. E quis dizer cada palavra que pinjente. Mas isso não significa que não haja uma estranha ave ou dois fora daqui. Se qualquer tipo na terra é um atirador reto, eu apostaria meu dinheiro pelo Hunter Wolf. Chase poderia ser como ele nisso.

 

     O coração do Franny se encolheu. --O sabe tudo sobre minha família. E não lhe vi o cabelo após.

 

     Mai Belle pareceu considerá-lo. --deu marcha atrás até que consiga ordenar as coisas em sua mente. Não te parece?

 

     --correu assustado, mas bem. Sendo incapaz de permanecer sentada por mais tempo, Franny se levantou e começou a perambular. --OH, Mai Belle! Nenhum homem em seu são julgamento me quereria. Sou uma prostituta. Se ele pudesse passar isto por alto, então está minha família. As duas coisas combinadas são simplesmente um obstáculo muito grande.

 

     --Veremos. Quem sabe? Talvez Deus olhe abaixo e diga: "Esta pequena garota, Franny, não pertence a esta vida". Talvez ele esteja fazendo um milagre Hm?

 

     Temerosa de permitir-se acreditar nisso, inclusive durante um momento, Franny assinalou a amargura que se estendia a seu redor como um manto. --Deus não faz milagres para as putas, Mai Belle. Se você acreditasse nisso, aceitaria a proposição do Shorty e conseguiria por todos os diabos sair deste lugar.

 

     --Tem-me aqui.

 

     Combatendo frente a uma onda de náuseas, Franny se abraçou a cintura. --Não posso me permitir que me rompam o coração, sussurrou sentindo-se miserablemente. --Tudo o que quero em forma de milagre é que Chase Wolf permaneça afastado de mim. Ele é como uma poção mágica. Uma vez que a provas está sob seu feitiço. O estará por aí caminhando, falando do problema. O minuto em que o esqueça, estarei perdida.

 

     A tarde seguinte, Franny abriu uma fresta sua porta para responder a um ligeiro golpe e o encontrou caminhando e falando em galimatías no escuro vestíbulo. Com um olho, lhe olhou através da estreita abertura, seu coração saltando-se pulsados como uma colegiala.

 

     --Vi seu rosto, disse brandamente. --Conheço seu nome real. É realmente necessário que me olhe através de uma fresta?

 

     Sempre consciente de que alguém abaixo poderia vislumbrar seu rosto se não tomava cuidado, Franny retrocedeu da porta para lhe permitir entrar. Quando ele tinha entrado na habitação e fechado a porta atrás dele, ela se relaxou ligeiramente. Mas só ligeiramente. --O que quer Chase?

 

     Como resposta, ele caminhou até sua cômoda e depositou ali um punhado de moedas de ouro. Não precisava as contar para saber que seriam cinco de dez. Enquanto se voltava para olhá-la, arqueou uma escura sobrancelha. --Quão mesmo quis desde o começo, você.

 

     Cruzando seus braços, Franny girou pondo distância. Pedi-te que permanecesse afastado de mim. Se desejas jogar algum jogo, encontra a alguém que conheça as regras. Tenho suficientes problemas detrás por mim mesma.

 

     Suas regras emprestam, disparou de volta. daqui em diante vais começar a observar um novo conjunto de regras, quer dizer, as minhas.

 

     --Vete, disse brandamente.

 

     --Só se você vier comigo.

 

     --Não posso fazê-lo, e sabe. Tenho uma família que depende de mim. Yo__

 

     --me permita me ocupar de sua família.

 

     --Você?

 

     --Esse é o trabalho de um marido.

 

     Franny só podia lhe olhar fixamente, bastante segura de que não lhe tinha ouvido corretamente.

 

     --vais casar te comigo, acrescentou gentilmente. Podemos nos ocupar disso hoje ou pode pospô-lo até mais tarde. Não me importa como nem quando. Mas desde este momento, já não venderá seus favores neste buraco do inferno para manter a sua família. Sem peros.

 

     Endireitando suas costas, Franny se forçou a encontrar seu olhar. --Toma como tola? Desde que se inteirou do de minha família, já não apareceste pela soleira de minha porta.

 

     --Você não tem soleira. Essa é uma das coisas que vou retificar.

 

     Ela optou por fingir que ele não havia dito isso. --Agora, de repente, aqui está, exigindo que me case contigo?

 

     --Isso.

 

     --Sinto muito. Mas sei como termina este conto de fadas. Olhando a seus rasgos bronzeados, ela decidiu que sua herança comanche nunca tinha sido mais evidente que agora, na forma que permanecia de pé, na relaxada força de seu corpo, na forma audaz que ele sustentava seu olhar acusador. Havia um lado selvagem nele que ela não podia ignorar, que lhe tinha irradiado pelo sangue. Ela não pôde evitar temer que essa selvageria lhe fizesse impetuoso, e que hoje decidisse fazer algo no calor do momento que poderia converter-se em cinzas no vento amanhã. --Pode te dizer a ti mesmo justo agora que o que sou não te importa, ela disse brandamente, mas uns meses mais adiante no caminho, despertará à realidade.

 

     --Que realidade seria essa?

 

     Que sou uma prostituta! gritou agitadamente. --Uma vez puta, sempre puta, Chase. Não se pode trocar isso. Aprecio sua inclinação filantrópica, mas chegaria o dia em que teria que olhar às caras dos outros homens desta cidade e te perguntar quantos deles estiveram com sua esposa. A resposta seria provavelmente que dúzias. Sabendo que você me manteria até que detestasse simplesmente lombriga.

 

     Movendo-se tão rápido que ela não pôde reagir, fechou o espaço entre eles e fez um punho com o sutiã de seu vestido. Franny sentiu a ira que emanava de seu corpo e soube que ele estava a umas polegadas de rasgar sua roupa e tirar-lhe Uma vez puta, sempre puta? Está gravado isso em algum lugar de sua carne Franny? Algum tipo de marca indelével que tem? Isso é uma mierda. Você pode deixar atrás esta vida. Tudo o que tem que fazer é lhe voltar as costas. E Por Deus, que isso é exatamente o que vais fazer. Comigo. Como minha esposa. Não haverá nenhum olhar para trás, não por minha parte. Isso vai contra tudo o que sempre me ensinaram.

 

   A ardência das lágrimas enchia os olhos do Franny.

 

     É uma formosa mulher, isso é o que é, sussurrou roncamente. Qualquer homem estaria orgulhoso de te ter como sua esposa, de que leve a seus filhos.

 

     --Não. Seu protesto soou magra e trêmula. --Nenhum homem em seu são julgamento, em qualquer caso.

 

     --A meu gostaria, e neste caso, isso é tudo o que conta.

 

     --Não, como me sinto conta também. Eu não posso jogar com a vida de oito pessoas por lindas promessas, não importa como de sinceras possam ser agora. Se sotaque este trabalho, alguém mais poderia vir e ocupar meu lugar. Se as coisas não funcionarem entre você e eu, e provavelmente não o farão, teria que ir a algum outro sitio para me fazer outra posição e construir inteiramente uma nova clientela. Enquanto isso minha família teria que sofrer as conseqüências. Não posso assumir esse risco, não importa quanto desejaria poder fazê-lo.

 

     --A vida está cheia de riscos, Franny. Tem que confiar em mim.

 

     Recordando sua recente promessa de não lhe permitir fazeracreditar em sonhos insensatos, disse; --Não, não tenho que confiar em ti ou em alguém mais para o caso, e não o farei. Não posso. É um jogo muito arriscado, e as apostas são muito altas.

 

     --Suponho que significa que tenho que lhe demonstrar isso não é assim?

 

     --E como esperas obtê-lo?

 

     --Passando tempo contigo. Uma vez que chegue a me conhecer um pouco melhor, dará-te conta que não faço bonitas promessas a menos que sejam do tipo que posso manter. Os únicos riscos envoltos aqui estão em sua cabeça.

 

   -- Não posso passar muito tempo contigo, tenho um trabalho recorda?

 

     Ele tinha dirigido um polegar para a cômoda. --Esses cinqüenta dólares cobrem o que ganharia esta noite. Agarra seu chapéu. Vamos de passeio.

 

     Nunca em toda a vida do Franny tinha querido tão intensamente dizer que sim. --Não posso fazê-lo.

 

     --por que diabos não?

 

     --Porque lhe estou dizendo isso. Minha família conta com o dinheiro que eu ganho neste trabalho. Se te permito monopolizar meu tempo, perderei a todos meus clientes regulares.

 

     Esse brilho familiar de determinação se deslizou em seus olhos azul escuro. --Não lute comigo nisto, Franny. Se o fizer, não jogarei limpo, e ao final, perderá.

 

     --Amável ou louco, é inteiramente teu assunto, suponho. Eu só sei o que tenho que fazer.

 

     --Isso é discutível.

 

     --Para sua forma de pensar possivelmente. Mas isso não é o que conta.

 

     --De verdade? E se estiver em desacordo?

 

     --Esse é seu problema.

 

     --Não se escolho discutir meu caso no lar de sua mãe a próxima vez que vá a casa de visita.

 

     Franny sentiu que o sangue abandonava sua cara. --Não poderia.

 

     --me prove.

 

     --Isso sosería desprezível. Se soubesse a verdade, isso romperia seu coração.

 

     --Então melhora meu humor para que ela não conheça a verdade.

 

     --Realmente recorreria à chantagem para conseguir seus objetivos?

 

     --Como você diz sou desprezível.

 

     --E realmente crie que com este tipo de comportamento pode ganhar minha confiança?

 

     Sua boca se curvou em um de seus deslumbrantes sorrisos. --Sou bastante encantador, não é verdade? Inclinando sua cabeça para o biombo disse;

     --Agarra o chapéu.

 

                                         CAPÍTULO 12  

Essa tarde foi o começo de um noivado muito caro. Sempre com cinqüenta dólares em mão, Chase começou a dever recolher ao Franny ao Saloom muito antes da noite. Ele a levou de passeio. Fizeram picnic com o passar do Shallows Creek. Às vezes foram cavalgando. Uma vez inclusive a acompanhou a sua casa para visitar sua família e assistir ao circo que se celebrava no Grants Pass. Nessa ocasião fuetan maravilhosamente paciente com o Jason, que ganhou o favor da Mary Graham.

       

     Franny sabia que seu objetivo era lhe fazer ver quanto sentia falta de e queria a vida que eles podiam ter juntos. E teve mais êxito nisso do que ela se atrevia a revelar. O desejo que acendeu dentro dela foi mais aterrador que qualquer outra coisa que nunca tivesse experiente. Estava convencida de que isto terminaria angustiosamente. Do que outra maneira poderia terminar? Chase podia fingir que não lhe importava seu passado. Mas ninguém podia fingir para sempre. cedo ou tarde, ele se iria longe dela. Isto era tão inevitável quanto as estrelas saem em uma noite sem nuvens.

 

     Só que ele não se foi, e os dias passaram voando, lhes levando a interior do mês de julho e ao preguiçoso calor do verão. Franny tentou se manter-se separada do Chase. Realmente o tentou. Mas Chase não era fácil de evitar, nem sequer para uma perita como ela mesma, com muita prática para escapar dentro da fantasia.

 

     Como tinha percebido desde o começo, Chase não era um homem que permitisse a uma mulher manter-se afastada dele. Pouco a pouco tinha ido rompendo os muros que tinha levantado seu redor, aprofundando em seus segredos mais profundos, forçando-a a mostrar as emoções nuas que nunca tinha revelado a ninguém.

 

     Uma noite depois de assistir ao Circo no Grants Pass, ele a colheu com o guarda baixo dizendo; --"É uma pena o do Jason. É um menino perfeito em todos os outros sentidos. Formoso, belamente proporcionado. Que cruel brincadeira da natureza para ele nascer com uma mente defeituosa”.

 

     antes de pensá-lo, Franny respondeu: --"Mas ele não nasceu desta maneira".

 

     No instante em que falou, deu-se conta de que tinha mordido o anzol. Eles se estavam aproximando do Shallows Creek, e para cobrir seu desconcerto, Franny se apressou a ir por diante. Esquadrinhando uma grande rocha no banco de areia, foi reclinar se contra ela. Fingindo desfrutar de do céu estrelado e da noite do verão, sorriu nervosamente. --É encantado estar aqui fora. Agora estou contente de que me convidasse a vir.

 

     Na verdade, o convite tinha sido mais um ultimato, mas Franny podia ver as poucas possibilidades que tinha de ganhar a discussão sobre este ponto. Chase se sairia com a sua. Se tinha aprendido algo sobre ele nestas últimas semanas, era isto. Mas ultimamente, entretanto, o pensamento a enchia de pavor. Ela tinha começado a suspeitar que ele ia ganhar no final, que se casaria finalmente com ele, não porque sentisse que isto era o mais sábio, mas sim porque ele faria uma manobra das suas e não lhe permitiria ter eleição. Tinha uma veia desumana quando lhe convinha.

 

     Seus nervos saltaram quando apareceu junto a ela e se reclinou contra a rocha. Vestido totalmente de negro, com o que parecia ser seu traje favorito, resultava impossivelmente grande e sinistro nas sombras. A pálida luz da lua iluminava seu reta nariz e sua quadrada mandíbula. Seu escuro cabelo capturava a iluminação em reflexos que desapareciam e voltavam a aparecer com cada movimento de sua cabeça. Amplos ombros, poderosas e fibrosas pernas que pareciam alargar-se sem fim, musculosos braços que podiam oferecer distração a uma mulher ou converter-se em seu pior pesadelo, dependendo do que lhe desejasse muito.

 

     Franny jogou nervosamente com um botão de seu sutiã, plenamente consciente do homem junto a ela e da intenção de seu olhar. Quase podia sentir a rede fechando-se sobre ela, quase predizendo seu próximo movimento.

 

     --"De acordo. Quase o tinha esquecido. Jason não nasceu com sua aflição não é assim? Sarampo não é o que disse sua mãe?"

 

     Ali estava, o tema ao que ela tinha sabido que ele estaria dando voltas até o final. Só se surpreendeu porque tinha esperado muito.     Estúpida, tão estúpida. por que ela mesma se aberto a isto? Deveria ser uma coisa singela o vigiar sua língua. Mas ao redor do Chase, com ele constantemente esperando que cometesse um deslize, era quase impossível não cometer nenhum.

 

     --Jogaste-te a culpa por seu tara mental? O sarampo é uma espécie de golpe dado ao azar. Não? Como pode uma pessoa sentir-se responsável por contagiar-lhe a outra?

 

     Eletrificada e sentindo pânico, Franny se levantou da rocha. Neste ponto a corrente fazia uma curva, e a água se formava redemoinhos contra umas pedras que impediam sua trajetória. Ela caminhou para o bordo da tranqüila piscina. –“OH, olhe, pececitos!”

 

     Olhando-a, o coração do Chase se rompeu um pouco. Sabia que Franny se culpava a si mesmo da aflição do Jason, igual a ela tinha assumido a responsabilidade pela cegueira de sua mãe. Tinha-o sabido quase do primeiro dia que tinha visitado sua casa e conhecido a sua família. Ela tinha aludido a seus sentimentos de culpa então, mas tinha evitado cuidadosamente o tema após.

 

     Ele sabia que seria desumano por sua parte pressioná-la. A razão era que a traía sua relutância a discuti-lo, e não terei que esquecer o nervoso e quase frenético repico de seus dedos em seu vestido. Pressentia que havia muito mais que atravessar sob a superfície do que inclusive Franny se dava conta.

 

     --O que aconteceu, Franny? Caiu doente antes, ou o que?

 

     Deus, como se odiava a si mesmo por ser tão implacável. Mas tinha que sê-lo. Quantas mais capa descobria do Franny, mais lhe fascinava. Com ela, poucas coisas eram como pareciam na superfície.

 

     --“Esta não é uma simples questão de mim caindo primeiro doente”, finalmente admitiu com uma voz fina e trêmula.—“ Foi minha culpa, e depois já não recuperou a razão de novo”.

 

     Sua culpa? Ali estava uma vez mais, uma admissão de culpa por algo que possivelmente não podia ter causado. Chase olhou fixamente suas esbeltas costas, agora mantida tão rigidamente reta, como em previsão de um golpe físico. Como podia ela seguir culpando-se por uma enfermidade? Isto não tinha sentido. Absolutamente nenhum. Mas não cabia dúvida de que tinha perfeito sentido para ela.

 

     --por que diz que foi tua culpa, carinho?

 

     --“Eu o traga”, sua voz se voltou estridente e rota. Viu-a tomar ar profundamente antes de tentá-lo de novo. –“Traga-o para casa. O sarampo. Traga-o para casa, o traga para todos. Foi por minha culpa que todos eles adoecessem”.

 

     Chase fechou os olhos por um momento. Índigo e ele tinham pego o sarampo quando eram meninos e não sofreram nenhum efeito nocivo, mas até o dia de hoje podia recordar como sua mãe se havia posto frenética. Em alguns casos, a enfermidade era traidora, deixando a suas vítimas cegas, e às vezes surdas. E nos mais jovens, a febre alta às vezes destroçava a mente. Mas culpar-se por infectar à família porque ela o agarrou primeiro? Era uma loucura.

 

     antes de considerar como impactaria a ela, jurou e disse: --Por Cristo! Como diabos pode te culpar a ti mesma por pegar o sarampo a todo mundo?

 

     Ela se sacudiu como se ele a tivesse esbofeteado. –“Porquê sim, só porque sim”.

 

     Chase não estava disposto a conformar-se com essa resposta.--Mierda ao "só porquê sim". A enfermidade ataca ao azar. Se te está culpando por isso, é uma loucura.

 

     Ela se girou para lhe enfrentar. Na esteira da luz da lua, seus olhos eram grandes pinceladas de escuridão em contraste com sua palidez. Sua boca se torceu e tremeu enquanto ela se esforçava para formar palavras que se enredavam em sua garganta e estalavam como incoerentes sons.

 

     --“Uma.....uma epidemia”, finalmente conseguiu dizer. –“Uma epidemia de sarampo, Jason era apenas um bebê”.

 

     --Não pode te fazer responsável por uma epidemia, carinho.

 

     --“Sim”.

 

     Em seus olhos, ele viu um mundo de dor. Desejava ir para ela, cobri-la entre seus braços, lhe assegurar que já nada poderia lhe fazer danifico. Mas sabia que não estava preparada para isso, e se assustaria se o tentava.

 

     --“Eu o comecei”, soltou. –“A epidemia? Eu fui a que propagou a enfermidade”.

 

     Chase lhe deu voltas a isto, tanto como se tivesse uma serpente enroscada, inseguro de qual seria seu próximo movimento, temeroso de fazê-lo mau. --me pode explicar isso Como foi responsável?

 

     --“O que quer que te explique? E além disso, posso dizer por seu tom que te está burlando. Seu não o entenderia absolutamente”.

 

     Era assim. Ele se estava burlando, e seguro como o inferno que não o entendia. --Bem, me explique isto para que possa entendê-lo. Levantou as mãos. --Sinto muito, mas de onde eu venho a enfermidade escolhe a suas vítimas. Não é culpa de ninguém. Não posso compreender como pode ser diferente no caso de sua família.

 

     Ainda rígida pela tensão, massageou-se as têmporas depois se girou como se não pudesse suportar olhá-lo. –“Eu assistia à Academia no Jacksonville. Meus pais logo que podiam pagar a matrícula e eu realmente não queria estar longe de casa, mas insistiram porque queriam me dar a melhor educação possível”.

 

     Obviamente apanhada nas lembranças, sua voz adquiriu um tom longínquo, e começou a caminhar sem rumo em torno dele, detendo-se para mover uma pedra com seu dedo do pé, depois movendo-se para tocar as brilhantes folhas de um arbusto de louro cansado.

 

     --“Eu era uma menina teimosa”, murmurou.

 

     Chase sorriu tristemente ante essa revelação, pois não era nenhuma novidade para ele. Era igualmente teimosa como adulta. Ninguém sabia melhor que ele.

 

     --“Zanguei-me porque eles me mandaram longe à escola. Estava terrivelmente nostálgica durante a semana, e cada fim de semana quando papai vinha para me levar a casa de visita, pedia-lhe que não me levasse a escola de novo. Eles faziam ouvidos surdos, e cresci rebelde. Nada sério. Eu tinha só doze anos, assim que minhas transgressões eram bastante inofensivas”. Tomou outra profunda respiração. –“Só que ao final, já não foram inofensivas, depois de tudo”.

 

     Chase intuiu que estava perdida no passado e não o ia arriscar falando

 

     --“Havia uma família que vivia nos subúrbios do Jacksonville, de nomeie Hobbs. O pai era um grande bebedor, e a mãe tinha uma desagradável reputação. Um dia quando passeava longe da Academia, conheci sua filha, Gorjeia, e nos convertemos em amigas. Quando meus pais se inteiraram disso, preocuparam-se e me proibiram me juntar com ela. Não porque fora uma má garota, mas sim porque temiam que pudesse sair prejudicada. Seu pai era reconhecido por suas brigas de bêbados”.

 

     Ela tinha arrancado um punhado de folhas de louro e apertou fortemente o punho sobre elas. Quando abriu os dedos, sua expressão revelava uma dor que percorreu profundamente ao Chase, doendo-se por ela.

 

     --"Ressentida como estava, não obedeci a meus pais e me reunia com Trila em cada oportunidade que tinha. Um dia não estava em nosso lugar de reunião e fui a sua casa para ver o que a retinha. Um dos meninos mais pequenos respondeu à porta, e quando passei dentro pude cheirar a enfermidade. Tomando exemplo de minha mãe, fiz o que sabia para ajudar". Levantou suas mãos em um gesto de indefensión. --"Por desgraça, era muito inexperiente como enfermeira para reconhecer os sintomas ou saber o risco que estava correndo. Uns dias mais tarde, Gorjeia se recuperou, e ela e eu começamos a nos reunir em segredo de novo".

 

     Chase intuiu o que vinha.

 

     --"Quando comecei a me sentir mau, nem sequer me lembrei desses breves minutos que passei dentro da casa dos Hobbs. Logo que estive ali! Voltou um agonizante olhar para ele. Era uma sexta-feira de noite quando a enfermidade se manifestou em mim. Ao princípio só me senti irritável e um pouco vazia. Papai veio a me recolher para me levar a casa, e fui, sem imaginar que estava voltando com uma enfermidade que quase mataria a meu irmão pequeno e a minha mãe".

 

     --OH, Franny.

 

     A luz da lua brilhou nas lágrimas que encheram seus olhos. --"Todos os da Academia que não eram já imunes, caíram doentes, e levaram a enfermidade às casas de suas famílias também. O sarampo. Golpeou Jacksonville e Grants Pass como uma vingança, salvando-se só aqueles que eram imunes. Não todos sofreram efeitos duradouros. Mas em minha família a enfermidade foi devastadora".

 

     Um nó duro se formou em sua garganta, Chase tragou saliva. A sensação não se foi. --Franny, isto provavelmente teria ocorrido de todos os modos. Não pode......

 

     --“Sim, posso. Foi minha culpa. Desobedeci a meus pais. Fui à casa do Hobbs. Agarrei o sarampo e o levei a casa, a todas as pessoas às que mais amava. Como posso não me culpar a mim mesma por isso?”

 

     --Nunca teve intenção de fazer mal.

 

     --"Diga-lhe ao Jason", disparou-lhe trémulamente. "Ele era um bebê brilhante. Justo estava aprendendo a caminhar quando aconteceu. depois disso ele não pôde sujeitar sua língua dentro de sua boca. lhe diga ao Jason que não quis lhe fazer nenhum dano, Chase. Com minha obstinação, destruí sua vida e fiz que minha mãe ficasse cega". Deu-lhe uma dilaceradora, úmido sorriso. --"E o que foi pior, finalmente consegui meu desejo. depois disso, Papai já não me enviou fora à escola. Fiquei em casa para cuidar de minha mãe e irmãos e irmãs enquanto ele trabalhava tratando de pagar todas as faturas". Seu pequeno rosto estava retorcido com dor. "Ele morreu tratando das pagar".

 

     --meu deus, Franny. Isso não foi tua culpa.

 

     --“Sim. Colore o da maneira que queira, todo isso foi minha culpa. Os Hobbs ainda não se mesclam muito com a gente do povo no Jacksonville. Se não tivesse sido por meu contato com eles, a enfermidade poderia haver-se extinto no seio de sua família”.

 

     --Isso é pouco provável.

 

     --“Entretanto alguma vez saberemos Verdade?” Ela empurrou airadamente um cacho extraviado que tinha cansado em sua frente. Então, como se a presa dentro dela se arrebentou, as palavras começaram a emanar dela. --"Só uns poucos meses mais tarde, papai caiu da torre. Não havia mais dinheiro. Minha mãe estava incapacitada para trabalhar. Eu era a maior e a responsabilidade de alimentar a minha família caiu sobre mim. Jason estava indisposto, e necessitava um elixir especial para reconstituir seu sistema. Era terrivelmente caro. O médico me deu várias garrafas grátis e os vizinhos colaboraram para comprar umas poucas garrafas depois. Para ter comida sobre a mesa, trabalhei como lavadeira e limpando. Mantivemo-nos durante um tempo”.

 

     Chase se incorporou da rocha. Durante semanas tinha estado tentando tirar tudo isto fora dela, mas agora que estava disposta a contar-lhe quase desejava não ter que escutá-lo. --"Franny, carinho, as coisas acontecem. Coisas que nós não podemos evitar".

 

     --“Uma de meus melhores clientas como lavadeira, era a madam do bordel”, ela se inundou no tema. –“Na Igreja no domingo, o Pregador Elías falou das irmãs em pecado e os ardentes fogos do inferno que engoliriam aos incautos que se aventurassem perto do estabelecimento. Eu nunca teria solicitado trabalho de lavadeira ali porque tinha medo de me aproximar. Mas um dia nesta rua maquiada mulher me parou. Disse que tinha ouvido a respeito de meus serviços como lavadeira e queria ser meu clienta. Seu negócio supunha um substancial incremento em minha capacidade para obter ganhos, por isso não pude dizer que não. A semana seguinte estava assustada de ter que bater na porta de atrás para recolher a roupa de cama, mas necessitava esse dinheiro tão mau. Assim que me obriguei mesma”.

 

   --“A madam parecia uma mulher amável, e cada vez que me via, dizia-me que podia ganhar muito mais dinheiro sendo amável com um cavalheiro do que jamais ganharia lavando. Disse-me que me pusesse um bonito vestido e que acontecesse visitá-la qualquer sábado de noite. Ela me prometeu que ao menos conseguiria sete dólares. Sete dólares soavam como uma fortuna para mim”.

 

     Chase deu um passo para ela e logo duvidou. Estava tão tensa que temia que se fizesse pedacinhos se a tocava.

 

     --“Os vizinhos não podiam continuar me ajudando a comprar os remédios do Jason por mais tempo, e finalmente chegou o momento em que tive que escolher entre pôr mantimentos na mesa ou manter o fornecimento do elixir. Uns dias depois detivemos a dosificación do Jason, e começou a perder força e pouco depois adoeceu. O médico disse que poderia morrer sem os vasoconstrictores”. Sua boca tremente se torceu em um sorriso choroso. –“Sabia como podia conseguir sete dólares. Tudo o que tinha que fazer era me pôr um vestido bonito e ser agradável com um cavalheiro. Um sábado de noite, fiz exatamente isso”. Ela fez um gesto vago. –“Eu.....umm.... O cavalheiro era muito educado e amável até que fui acima com ele. Quando quis me dar conta do que para ele supunha ser agradável, já era muito tarde. Ele tinha pago a madam por minha companhia e não admitiria um não por resposta”.

 

     --Jesucristo!

 

     Tremendo violentamente, abraçou sua cintura. Embora seu olhar parecia estar fixa em sua cara, Chase tinha a sensação de que já não o via.

 

     --“Ele pagou trinta dólares por ser o primeiro”, ela sussurrou. –“As jovens inocentes recebem o preço mais alto nestes lugares. Minha parte se supunha que ia ser a metade. Quinze dólares completos! Só que não os ia receber até a manhã seguinte. Quando o cavalheiro abandonou a habitação, não podia me mover, não digamos me levantar. O segundo homem encontrou fácil o caminho, e o mesmo fez o terceiro. Deixei de lhes contar e fechei minha mente ao que estava acontecendo. Na madrugada recebi vinte dólares por meu esforço”. Ela riu de forma histérica. –“depois de todo isso a madam me enganou. supunha-se que obteria a metade de tudo e não importava como o olhasse, vinte dólares não era nem de perto suficiente”.

 

     Chase desejou poder fechar sua mente. Melhor ainda, desejou poder retroceder no tempo e matar aos bastardos com suas mãos nuas. Que classe de monstros podiam utilizar a uma menina dessa maneira? Que tipo de mulher podia atrai-la a essa armadilha?

 

     --“Um par de semanas mais tarde, os vinte dólares tinham desaparecido, disse de forma oca. Tínhamos crédito na loja e tinha pago a fatura. Os remédios do Jason custavam caras. antes de que me desse conta estávamos em bancarrota de novo, e quase não ficava elixir”.

 

     --“O bonito vestido que levava a primeira vez estava completamente arruinado, mas tinha outro. Quando Jason começou a adoecer novamente, pu-me isso e voltei a ser agradável com os cavalheiros. Tinha medo, mas era isso ou ver como meu hermanito morria. Assim fui”.

 

     Chase queria chorar por ela e pela menina que uma vez tinha sido. --OH, carinho....

 

     --“Não foi tão mau”, assegurou-lhe ela. –“Enquanto subia as escadas com o primeiro cliente, já não era tão ignorante como fui a outra vez. Estava tão assustada que meus joelhos chocavam entre si. Para me manter em movimento, pensei em meu papai. Nos domingos do verão, ele sempre nos levava a uma pradaria para fazer picnic depois da Igreja. Sempre eu gostei de ir ali. Assim que me imaginei. Tão claro como uma imagem em minha mente. Um formoso esconderijo dentro de minha cabeça onde nada me podia alcançar. Não foi tão mau essa noite. E a seguinte vez, foi inclusive mais fácil. Sou realmente boa pondo imagens em minha mente, a maioria da pradaria, mas às vezes também de outras coisas. Muito em breve, esses lugares pareciam tão reais que não queria voltar deles e enfrentar a realidade. Não é uma loucura? Só queria estar em meus lugares secretos e fingir que nada disto tinha acontecido”.

 

     --Não, ele sussurrou com voz rouca, não é uma loucura absolutamente, carinho. Só agradeço a Deus que encontrasse uma forma de te ocultar.

 

     Ela piscou, como se se desse a si mesmo um empurrão mental. –“De qualquer maneira, tinha que voltar quando a noite chegava. Minha família me necessitava”.

 

     --Quanto tempo trabalhou no bordel do Grants Pass? perguntou.

 

     --“Uns poucos meses. Porque vivia com o temor constante de que minha família pudesse inteirar-se do que estava fazendo, finalmente cheguei ao Wolf´s Landing a trabalhar para o Mai Belle. estive aqui quase oito anos, acredito. Mas quem os conta?”

 

     --Eu o faço, disse brandamente e fechando a distância que havia entre eles a agarrou pelos ombros. --Eu o faço, repetiu. E desejaria poder fazer retroceder ao relógio, Franny. Desejaria poder voltar atrás no tempo e desfazer tudo o que se feito contigo.

 

     --“Ninguém pode fazer isso”, disse ligeiramente.

 

     --Não, admitiu. Mas posso trocar as coisas a partir deste momento, se só me der uma oportunidade. Confiará o suficiente em mim para fazê-lo?

 

     Seu olhar se elevou para ele. Vendo a dor aí, era pequeno consolo para o Chase o ver sua consciência também. Estava-a tocando e não estava tentando esconder-se dele. Um lugar secreto dentro de sua cabeça, tinha-o chamado. E tinha razão, soava como uma loucura. Mas Chase sabia que também era absolutamente verdade. Esta mulher que se chamava a si mesmo prostituta, que não acreditava que nada bom na vida chegaria a lhe acontecer, era ainda uma menina em certos aspectos, uma menina pequena, escondendo-se da fealdade que sua mente não podia aceitar. Seria seu trabalho lhe ensinar que a fealdade poderia ser algo indescriptiblemente formoso nos braços do homem correto.

 

     Ele era esse homem. Havia sentido esta certeza durante um comprido tempo e agora tudo o que tinha que fazer era convencer ao Franny disso.

 

     --“Eu gostaria de confiar em ti, Chase. Realmente eu gostaria”, sussurrou ela.

 

     Chase sorriu tristemente. --Então o que lhe impede isso?

 

     --“Tenho medo”.

 

     Sua voz tremeu nesta última palavra, que lhe disse quão terrivelmente assustada se sentia realmente. --Do que, Franny? perguntou brandamente. até agora tinha sido uma noite de honestidade, e ele pedia que continuasse no mesmo sentido. --De mim? De que te toque?

 

     --“Da parte emotiva, sim”.

 

     Ele quase sorriu uma vez mais. Sua expressão dizia mais claramente que as palavras que o mero pensamento de algo físico entre eles a horrorizava. Só que não era algo para sorrir. Nada que causasse a ela tal dor poderia tomar-se à ligeira, inclusive se sabia que era absurdo. --Nunca farei nada que você não queira, assegurou-a.

 

     --“Eu não gosto de nada disto”.

 

     --Já vejo. E o fez. Tudo muito claramente. O problema era que Franny não o fazia. --Franny, com o homem adequado pode ser mágico.

 

     Ela teve um leve estremecimento. –“Yish”.

 

     Não recebeu nenhuma ajuda apesar de seus esforços em contra, ele sorriu. --Yish?

 

     --“Odeio-o. Tudo disso. Isso é pelo que me assusta, porque sei que não me deixará me ocultar dentro de meus lugares nos sonhos. Você me fará.....”

 

     Chase tocou com um dedo sua doce boca. --Está equivocada, Franny. Irei contigo a esses lugares nos sonhos.

 

     Seus olhos se aumentaram, e liberou sua boca para dizer: --“É meu lugar, meu lugar privado. Não quero que vá ali comigo. Não quero que ninguém vá”.

 

     --Já vejo.

 

     --“Não, não vê”. Ela se soltou de seu alcance e pôs vários passos entre eles. – “É como sobrevivo. Pode entendê-lo? É a única maneira em que posso viver com tudo isto. E o arruinaria tudo se te deixar”.

 

     Lhe olhou de soslaio, seu coração nos olhos. –“Se te deixar, destruirá-me também. por que não pode vê-lo?”

 

     -- Talvez me deveria explicar isso     --¿Personas dignas? Cariño, no hay nadie más digno que tú.

 

     Ela moveu as mãos com rapidez. –“explicar-lhe isso Você pendura sonhos diante de mim como caramelos diante de um menino. Você me faz querer coisas que nunca poderei ter. Tem alguma idéia do que dói? Estava contente com minha vida até que apareceu. Agora tudo o que faço é pensar nas coisas que poderia ter só se acontecesse um milagre. O problema é que os milagres não acontecem às mulheres como eu. Nós estamos de pé na última fila e quando a Deus chega a hora de fazer milagres, ele se esforça com as pessoas dignas, não com as putas”.

 

     --Pessoas dignas? Carinho, não há ninguém mais digno que você.

 

     --“Como pode dizer isso? As pessoas se cruzam de lado na rua quando me vêem passar pela calçada! Estou suja para seus olhos, e para os de Deus também. Como pode sequer considerar te casar comigo? Ter filhos comigo? Sou uma emparelha! E isso nunca trocará. Não pode desejar o que eu sou”.

 

     --“Bom, iremos daqui, assegurou-lhe. Trabalho a madeira, Franny. A terra que comprei está claramente perto do Canyonville. Ninguém ali te reconheceria alguma vez. Quanto às pessoas daqui, a quem lhe importa uma mierda o que pensem? Se eles chegaram a vislumbrar sua cara, foi isso, um vislumbre. As únicas pessoas que sabem com certeza quem é são Mai Belle e Gus. Outros podem sussurrar e especular e acusar, mas se estavam aqui só para visitas ocasionais, a quem lhe importa? Teremos uma vida em algum outro lugar entre pessoas que não tenham nem idéia”.

 

     --“Está sonhando”.

 

     --A vida é sonho. Sem sonhos o que temos? Sonha comigo. Date uma oportunidade comigo. Se Canyonville não estiver o suficientemente longe, iremos a algum outro sítio.

 

     --“O que acontece minha família? Eles me necessitam”.

 

     --Necessitam o dinheiro que lhes proporciona. Eu continuarei lhes mantendo.

 

     --“E o que passa com seus sonhos de ser um magnata da madeira?”

 

     Chase suspirou e se passou uma mão pelo cabelo. --Isto só me levará mais tempo, isso é tudo.

 

     --“para sempre talvez? OH, Chase isto não funcionaria. Terminaria me odiando. Não o vê?”

 

     --Não. Estou apaixonado por ti, Franny.

 

     Ela voltou seu rosto como se ele a tivesse dado uma bofetada. –“OH, Deus!”

 

     --É verdade. Acredito que me apaixonei a primeira vez que te vi, e fui costa abaixo após. Quero uma vida contigo. É isto tão impossível?

 

     --“Temo-me que o é. Você não está sendo realista”.

 

     --E você? Está sendo realista? Podemos fazer que funcione se você nos dá uma oportunidade. Prometo-lhe isso. Ao menos pensa-o. passou-se o dorso da mão pela boca. Maldição! É a mulher mais teimosa que jamais conheci, e isso é um fato. Não posso ficar aqui para sempre, sabe. Minhas costelas faz tempo que se curaram. Tenho que voltar para trabalho. Quanto tempo vais estar tonteando?

 

     --“Tonteando? Você está pondo patas acima toda minha vida”.

 

     --Que vida? disparou-lhe. Chama a essa habitação em cima do saloom uma vida? Momentos roubados com minha irmã e seus filhos, é isso uma vida? Infernos, não. Não o é. Quanto tempo faz que não tomaste um pedaço de felicidade para ti mesma? A desculpa de sua família já não serve, Franny. O único que ata ao Wolf´s Landing é o medo. É muito covarde para te dar uma oportunidade comigo?

 

     Lhe olhou fixamente por um momento interminável. –“Talvez o seja. Talvez tenha medo de acreditar que é possível porque o quero muito. Não sei”.

 

     --Descobre-o.

 

     --“OH, Chase. Faz que isto soe tão singelo”.

 

     --É-o. Tudo o que tem que fazer é ir daqui comigo. te arrisque. Juro-lhe isso, Franny, nunca o lamentará. Ao menos me diga que o pensará.

 

     Ela tomou uma breve respiração e finalmente assentiu. –“Muito bem. De acordo. Pensarei-o. Mas necessito tempo, Chase”.

 

   --Um dia.

 

     --“Uma semana”, respondeu.

 

     --Uma semana? Ele jurou soltando o fôlego. --De acordo, uma semana.

 

     --“E quero que permaneça longe durante esse tempo”.

 

     --Durante uma semana? Infernos, não.

 

     --“Sim. Quando você está perto não posso pensar corretamente”.

 

     --Joder.

 

     --“Uma semana não é tanto tempo”.

 

     --Sem clientes neste tempo, advertiu-lhe. Darei-te dinheiro para cobrir o que poderia ganhar, mas não trabalhe.

 

     --“Não trabalharei”, consentiu.

 

     No instante em que acessou ante esta estipulação, Chase soube que tinha ganho inclusive se ela não era consciente disso ainda. Faz umas poucas semanas sua preciosa clientela o tinha significado tudo para ela, e agora estava disposta a pô-lo em perigo. Se se dava conta ou não, estava começando a confiar nele, embora fora só um pouco. Não era exatamente o que se chamaria um passo de gigante, mas ao menos o era na direção correta. Para ele.

 

                                                   CAPÍTULO 13

Quando Franny retornou ao saloom mais tarde, encontrou esperando ao Mai Belle em sua habitação. foi unir se a seu amiga onde esta estava sentada à mesa, Franny estudou seu rosto. Mai Belle estranha vez invadia o sancta sanctorum do Franny por isso não pôde evitar preocupar-se. --Algo vai mau?

 

     Mai Belle se voltou piscando, posando seus azuis olhos nela e sonriendo gozosamente. ..--Não, carinho. Pela primeira vez em minha vida, acredito que tudo realmente vai bem. removia-se em sua cadeira, claramente ansiosa por compartilhar sua notícia que logo que podia conter-se. --OH Franny. Sei que pensará que perdi um parafuso, mas vou fazer o. Realmente vou fazer o!

 

     Embora Franny tinha uma idéia aproximada do que podia tratar-se, decidiu pecar por excesso de precaução.

 

     Não obstante, a felicidade do Mai Belle era contagiosa e sorriu apesar de si mesmo. --O que vais fazer?

 

     --me casar com o velho louco.

 

     --Shorty?

 

     --Quem mais? Gus, talvez? Mai Belle se abraçou a si mesmo. --Não me posso acreditar isso. Realmente me deu uma serenata sob minha janela faz um momento! OH, Franny, foi tão romântico. Disse que se eu não dizia que sim, estaria cantando toda a noite. Pode imaginar o

 

     Franny só podia mover a cabeça aturdida pelo assombro. Shorty tinha que levar suspensórios para sustentar seus calções. Não podia imaginar o dando uma serenata a ninguém.

 

     --Disse que eu sou formosa, Mai Belle disse com um suspiro. --Vestida como estou e pensa que sou formosa? O velho tolo e louco.

 

     Neste ponto, Franny estava de acordo com o Shorty. Inclusive em sua gasto e branca camisola de algodão com seu cabelo de cor latão despenteado e seu rosto desprovido de maquiagem, Mai Belle tinha uma bonita figura para uma mulher de sua idade. Mas Franny pensava que era mais que isso. Havia uma bondade que brilhava desde dentro do Mai Belle, uma doçura que nunca tinha sido destruída, inclusive depois de anos de trabalhar na mais velha e feia profissão do mundo.

 

--OH, Mai Belle, é formosa. Shorty está completamente no certo sobre isso.

 

     Um relâmpago de prazer tocou as bochechas do Mai Belle, e uma bruma cobriu seus olhos. --Sou tão feliz, Franny. depois de todos estes anos, finalmente encontrei a meu Príncipe Encantador. Embora não o parece muito, sei. Ao menos, não se parece com outra gente. Mas para mim, ele é o companheiro mais bonito que jamais vi. Suponho que vais recordar me que louca é esta idéia, eu me casando. Que ele provavelmente me sangrará economicamente e se irá.

 

     --Não, disse Franny brandamente. Não vou fazer o. Índigo ama ao Shorty como se fora da família. Isso é suficientemente bom para mim. Enquanto falava, lhe ocorreu que Chase realmente era o irmão de Índigo. --Acredito que deve te casar e nunca olhar atrás.

 

     Mai Belle sacudiu sua cabeça. --Ódio te deixar, é o único.

 

     --Não se preocupe por mim. Um bato as asas de nervos atacou o ventre do Franny, e sentiu uma repentina onda de náuseas. Desde seu encontro com o Chase, seu constante estado de agitação lhe tinha feito sentir-se bastante enjoada. --De fato, estou pensando em ir eu também.

 

     --Para ir aonde?

 

     --A algum lugar do norte nos arredores do Canyonville. Franny logo que podia acreditar que era ela a que estava falando, mas enquanto dizia as palavras, soube que isso significava quão sinceras eram. --encontrei meu próprio Príncipe Encantador, e me pediu que me case com ele.

 

     --Chase?

 

     Lutando contra as lágrimas, Franny assentiu.

 

     --Gabado seja!

 

     --Estou tão assustada, Mai Belle! Nunca estive tão aterrorizada. Não só de que me leve longe a algum lugar e logo me deixe. Mas também.... bom, já sabe. Ódio que me toquem. Não sei como o suportarei. Chase não me permitirá pensar em minha pradaria cheia de margaridas, lhe posso garantir isso     --Lo sé, cariño, pero ya no las necesitarás de ahora en adelante. Los ojos de May Belle estaban nublados con comprensión. Confía en mí en esto. Será agradable para ti con Chase. Él es un buen y joven compañero. También cómo su papi, a veces da miedo. Pero Hunter es un buen y un hombrehonorable. Si Chase es la mitad de hombre, te tratará como a una reina.

 

     A mulher maior rompeu a rir. Graças a Deus! Depois cessou seu júbilo, inclinou-se para frente para colocar uma mão sobre o Franny. --Carinho, nunca estiveste com um homem que te ame. É uma classe totalmente diferente de pecado, me acredite. E com um diabo tão bonito como Chase Wolf? Fez rodar seus olhos. Ao inferno com as margaridas.

 

     --Minhas margaridas me mantiveram corda.

 

     --Sei, carinho, mas já não as necessitará de agora em diante. Os olhos do Mai Belle estavam nublados com compreensão. Confia em mim nisto. Será agradável para ti com o Chase. Ele é um bom e jovem companheiro. Também como seu papai, às vezes dá medo. Mas Hunter é um bom e um hombrehonorable. Se Chase for a metade de homem, tratará-te como a uma rainha.

 

     --Não me vais advertir a respeito de que estou cometendo um engano?

 

     Mai Belle sorriu. Se fosse qualquer outro homem sobre a terra, sim, estaria levantando o pó. Mas não com ele. Ele sabe a respeito de sua família, e ainda anda seguindo seus passos. Não seria ele se não estivesse verdadeiramente preocupado por ti.

 

     --Pedi-lhe uma semana para pensar a respeito disso.

 

     Mai Belle estalou em risadas de novo. --Eu também! Não é isto curioso? Eu estava jogando forte para lhe caçar. E você o que?

 

     --Não o desejo. Só tenho medo à morte. Franny olhou para sua janela. O cristal era um azeite escuro da escuridão além dele, e o suave resplendor do abajur sobre a mesa lançou seu reflexo contra o painel. contemplou-se a si mesmo por um momento. --Espero não estar cometendo o maior engano de toda minha vida.

 

     Sem o Chase para encher suas horas, Franny encontrou tempo para fazer todas essas coisas que tinha descuidado estas últimas semanas. Uma tarde, depois de terminar uma camisa para o pequeno Hunter e um vestido do verão para a Amelia Rose, foi se visitar índigo. Os quatro tinham escapado do sufocante calor de julho baixando ao arroio.

 

     Índigo também tinha levado uma cesta de picnic. Franny lhe jogou um olhar aos sanduíches de veado que Índigo havia trazido e sentiu que ficava doente.

 

     --Nenhum para mim, obrigado.

 

     O olhar de Índigo relampejou com interesse. Passa algo mau? Sempre lhe gostaram de meus sanduíches de veado.

 

     Franny colocou uma mão em seu arredondado estômago. --Acredito que são nervos. Meu estômago me revolve um montão ultimamente.

 

     Os olhos de Índigo se ampliaram. depois de um momento de assombrado silêncio, disse: --Não estará.... Quero dizer, não poderia estar...... Não estará em caminho de ter família, verdade?

 

     Franny riu. --Não, é obvio que não o estou. Tenho-o perfeitamente cotado em meu calendar....... Ela se calou de repente, tentando recordar seu último ciclo menstrual. Como não tinha estado trabalhando ultimamente, não tinha estado pendente do calendário tão cuidadosamente como o estava acostumado a fazer. --Estou segura de que não tenho atraso, Índigo. Sempre tenho meu ciclo menstrual como um relógio. Simplesmente esqueci olhar a data este mês. Com o Chase monopolizando a maior parte de meu tempo, logo que tive tempo para me ocupar de nada mais. O aniversário do Matthew é no fim de agosto e se supõe que ia fazer lhe uma camisa e uma calça. E nem sequer comprei ainda o tecido.

 

     A expressão carrancuda e afligida desapareceu da frente de Índigo, e seus encantadores olhos azuis se encheram de curiosidade. --Como vai com o Chase, por certo?

 

     Hunter, que estava jogando no arroio, salpicou-as. Franny riu e se secou as gotas de água de sua bochecha. Sentindo-se envergonhada, observou aos meninos por um momento. Amelia Rose ia cambaleando-se descalça ao longo da borda, recolhendo coisas curiosas, a maioria delas as provando antes das atirar de novo. --As coisas vão bastante bem, suponho. Isso é pelo que estou tão nervosa. Dirigiu o olhar a seu amiga. --Como se sentiria se me convertesse em sua cunhada?

 

     Índigo chiou de alegria. Os sanduíches de veado voaram em todas direções enquanto se levantava de um salto sobre seus joelhos para abraçar ao Franny. --O que como me sentiria? OH, Franny, seria como estar sobre a lua! Quer dizer que lhe perguntou isso? Pediu-te que te case com ele? Ohhhhh! Matarei-lhe assim que lhe ponha as mãos em cima. Veio esta manhã a tomar um café e não disse nenhuma palavra.

 

     Ainda sentindo umas poucas náuseas, Franny se soltou do entusiasta abraço de Índigo. --Isso é porque ainda não lhe dei uma resposta. Mas estou pensando nisso. Encontrou o olhar de seu amiga. --Tenho que admiti-lo, estou um pouco assustada. É dar um grande passo.

 

     --Sim, é-o, Índigo admitiu. --Mas OH, Franny. Que alegria seria. Chase é um bom companheiro, verdadeiramente o é. Será um marido amável, estou segura. E ele nunca, nunca, nem em um milhão de anos pediria a uma mulher que se casasse com ele a menos que a amasse. Estou aturdida porque alguém finalmente lhe apanhou. Deveria havê-lo adivinhado. Ele teve uma abelha sob seu chapéu desde a primeira vez que pôs seus olhos sobre ti e isso é um fato. OH, não posso esperar para dizer-lhe ao Jake. Como rirá. Chase estava acostumado a assegurar por ativa e por passiva que nunca se casaria.

 

     --Ainda não lhe hei dito que sim, o recordóFranny.

 

     --Mas certamente o fará, Ama-lhe Não é certo?

 

     O estômago do Franny se retorceu em outra lenta volta, que a convenceu mais que nunca que os nervos eram os responsáveis por seus vômitos. --Em realidade, Índigo, não estou segura. Eu gosto de muito e é muito atrativo.

 

     Índigo se tornou para trás, avidamente curiosa. --Como te faz sentir?

 

     Franny considerou a pergunta. --Promete não te voltar louca? É seu irmão.

 

     --É obvio, não me voltarei louca.

 

     --Bem... Franny se mordeu seu lábio inferior. --A verdade é, Índigo, ele me faz sentir como se estivesse nadando em uma cubeta cheia de serpentes.

 

     Índigo jogou para trás sua cabeça leonada, chiando de risada, e caindo sobre suas costas, completamente alheia aos sanduíches dispersos ao redor dela. Franny não podia ver o que era tão divertido e só a olhava fixamente. --É amor! Seu amiga finalmente conseguiu dizer entre suspiros de fôlego. --Senti-me exatamente dessa maneira com o Jake, só que pensei que sentia como se um montão de peixes nadassem ao redor de meu ventre.

 

     --Isso se aproxima o bastante.

 

     Índigo estalou em gargalhadas de novo. --passa-se. E sempre é muito agradável quando acontece.

 

     --Isso espero. Não é uma sensação muito agradável. Franny tocou de novo sua cintura. Sinto-me um pouco enjoada só de pensar nele.

 

     --A única padre é o matrimônio. Índigo suspirou e se sentou. Ela sorriu como se soubesse um segredo maravilhoso. --OH, Franny, será tão feliz. Sei. Estou tão encantada por vós dois. Minhas duas pessoas favoritas, e se apaixonaram. É um sonho feito realidade. Meu melhor amiga será minha irmã. Pensa nisso! Para o resto de nossas vidas nossas famílias se reunirão juntas para festas e ocasiões especiais. Seus filhos e os nossos. Não será maravilhoso?

 

     Isto não só soava maravilhoso, soava incrível. Mas por uma vez, Franny se atreveu a sonhar. Em meninos e árvores de Natal. Em mesas postas com comida. Em amor e risadas. Em pertença. As lágrimas encheram seus olhos. --OH, Índigo, Realmente crie que isto poderia me acontecer a mim? Tenho medo de acreditar que poderia acontecer, pelo costume de que nunca me aconteceu.

 

     --É obvio que pode acontecer! por que não? Só lhe diga ao Chase SE, não seja tola. Isso é tudo o que tem que fazer.

 

     --Isso é tudo o que terá que fazer.

 

     Franny abraçou essas palavras perto enquanto caminhava de volta ao saloom. Tentou imaginar o que seria caminhar ao longo de um passeio como este e olhar dentro das cristaleiras das lojas sem levar seu chapéu de asa larga. Saudar as outras damas e assentir com a cabeça cortesmente. Sentir-se parte da comunidade. Senhora do Chase Wolf. Franny Wolf. Francine Wolf. Isto vinha com um maravilhoso anel.

 

     Enquanto ascendia as escadas da habitação, os gordurentos aromas da cozinha, fizeram sentir ao Franny um pouco enjoada de novo. Uma vez encerrada em seu quarto, caminhou para seu calendário, onde estava pendurado da parede. Já lhe tinha dado a volta ao mês de julho, e rapidamente procurou os quadrados com a pequena cruz que ela sempre desenhava para marcar o princípio de seu ciclo menstrual. Que curioso. Não havia nenhuma cruz. esqueceu-se de contar para diante desde seu último ciclo para marcar a data?

 

     Supunha que tinha que ter sido isso. Sorriu ligeiramente ante o descuido. Com o Chase perseguindo-a dia sim, dia também, era um milagre que não tivesse esquecido sua cabeça em algum sítio. Com a intenção de corrigir a questão, Franny voltou para junho para procurar os dias de seu último período, que ela sempre marcava com uma linha horizontal desenhada atravessando os quadrados. Lhe caiu a alma aos pés. Não havia nenhuma linha que marcasse os dias de seu período o mês passado.

 

     Só havia uma solitária cruz marcando a data em que deveria ter acontecido.

 

     Franny ficou olhando a data fixamente. Uma cruz sem nenhuma linha horizontal. Em vinte e quatro de junho. Ela deveria ter tido seu período então, e aqui estava passada a metade do mês de julho. Tinha perto de três semanas de atraso.

 

     Tremendo, Franny foi sentar se no bordo da cama. Nunca se tinha atrasado. Nunca.

 

     A seguinte tarde, Franny foi umas portas mais acima da rua principal para ver o Doutor Yost. Convencida de que poderia lhe proporcionar uma explicação perfeitamente razoável para suas náuseas e sua falta de período, ficou surpreendida ao lhe ver tão pessimista depois de examiná-la. Franny se sentou no bordo da mesa e se colocou o vestido. Estava tão angustiada ao ver sua expressão que apenas se deu conta de como estava olhando sua cara. Normalmente, quando precisava cuidados médicos, tinha visto o doutor no Grants Pass.

 

     --O que é? Uma gripe ou algo mais? perguntou esperançosamente.

 

     --É a garota do Mai Belle, verdade?

 

     Franny sentiu que o calor subia até seu pescoço. A garota do Mai Belle. Soava tão feio. --Um, sim. Trabalho no saloom.

 

     Ele assentiu e se tocou ao longo de seu nariz. --Bem, senhorita, desejaria que fora uma gripe o que a adoecesse. Sei que estas notícias não são exatamente bem-vindas em uma mulher com sua profissão.

 

     Franny fechou seus olhos. Não podia ser. Não agora. Não depois de nove anos de não haver ficado grávida. Em três dias mais, pretendia dizer ao Chase que se casaria com ele. Em três dias mais esta vida ficaria detrás dela. Ela estava a ponto de conseguir seu milagre. Deus não entendia isto? Sua única e exclusiva oportunidade de milagre.

 

     --É difícil dizer de seguro de quanto está, mas minha opinião é que está perto dos dois meses de falta. Definitivamente grávida, julgando por todos os sintomas.

 

     Franny sacudiu sua cabeça. --Está seguro de que não se equivoca? Tenho só umas três semanas de atraso. Sendo tão logo Não poderia estar equivocado?

 

     Seus amáveis olhos cinzas descansavam tristemente em sua cara. --Céu, desejaria está-lo. Mas em quarenta anos, ainda não me equivoquei. Está grávida. A única questão é de quanto está exatamente. Ele a olhou com um cenho pensativo. --Só três semanas de atraso, disse? E como foi seu último período? Normal? Ou ligeiro e irregular?

 

     Com uma sensação de desgosto e de resignação, Franny recordou . --Ligeiro e irregular.

 

     Ele assentiu. --Sim, figurava-me isso. Isso ocorre às vezes. Porque tive mulheres que passaram que os cinco meses sem dar-se conta de que estavam esperando família, e tudo porque tinham algum ligeiro manchado cada mês.

 

     --Já vejo.

 

     O médico não disse nada em resposta a isso. depois de um comprido momento, esclareceu-se garganta. --Se está pensando em me pedir que a ajude a sair deste problema, não posso, e não recomendarei a ninguém que possa. Não me importa quem lhe diga o contrário, é perigoso. Não serei parte disso.

 

     Sentindo-se intumescida, Franny se deslizou fora da mesa e ficou o chapéu. O doutor continuou falando, mas as palavras flutuavam a seu redor em um confuso matagal. Ela se sentia como se estivesse avançando através de uma neblina de algodão. Saiu pela porta do despacho. Ao passeio. Instintivamente se voltou para o Saloom. Um pé diante do outro. Ela logo que via, logo que escutava, logo que sentia. Grávida. Estava grávida.

 

     Quando chegou a sua habitação, sentou-se no bordo da cama e fixou o olhar perdido no chão. Grávida. Chase não se casaria com ela agora. Tomar a uma prostituta como esposa, era uma coisa. Casar-se com uma mulher grávida do filho de outro homem, era outra muito distinta.

 

     Franny não sabia o que ia fazer. Não podia continuar exercendo sua profissão grávida. O fluxo de dinheiro que tinha estado recebendo do Chase, pararia-se no instante em que o dissesse. E o que passaria com sua família? O que aconteceria Jason e com sua mãe agora? Frankie e Cã fila poderiam encontrar emprego no Grants Pass, mas tampouco poderiam ganhar o suficiente para comprar o elixir que seu hermanito necessitava e alimentar a sua família. Os custos eram exorbitantes.

 

     Só por um instante, Franny considerou não dizer-lhe ao Chase. Poderia casar-se com ele e fingir que o menino era dele. Poderia fazê-lo? Estava nas primeiras etapas do embaraço. Só dois meses. Quando o menino nascesse, poderia fingir que tinha nascido antes de tempo. Ele nunca saberia. Tudo o que tinha que fazer era viver uma mentira pelo resto de sua vida.

 

     Uma mentira. Franny fechou os olhos, sabendo que inclusive enquanto baralhava a idéia que ela nunca poderia fazer isso. Especialmente não ao Chase. Era desprezível inclusive pensar em fazê-lo. Mas, se não o fazia, então o que?

 

     Outra possibilidade se deslizou glacialmente dentro de sua cabeça. Seu olhar se desviou para seu varal de roupa e os cabides de arame que ali havia. Com os anos, tinha ouvido comentários. Sabia que algumas prostitutas tinham solucionado seu problema dessa maneira. O pensamento a fazia querer chorar. Toda sua vida, desde que podia recordar, desejou um bebê dela mesma. Agora estava pensando como desfazer-se dele. Voltando o olhar à parede, Franny a manteve na intrincada trama de margaridas. Uma pesadez e cansaço se apoderou de suas extremidades.

 

     Não precisava fechar seus olhos ou estar rodeada pela escuridão esta vez para encontrar sua pradaria. Sol e margaridas. Uma doce brisa soprando. Em uma piscada, estava ali, todos os problemas e a angústia longe detrás dela. Seu papai estava sentado em uma manta com sua mamãe, e os dois estavam tirando mantimentos de uma cesta de picnic. Jason estava dando seus primeiros passos perto deles, seus olhos azuis dançando.

 

     --Franny? uma voz a chamou.

 

     Pondo-se a correr, foi para seus pais. Papai levantou o olhar, seus verdes olhos e seu vermelho cabelo brilhando sob o sol. --Franny? Carinho Passa algo mau?

 

     Confundida, Franny perdeu um passo e voltou do mundo de seus sonhos para ver quem estava falando. Não era seu Papai. Era a voz de uma mulher. Mai Belle? Ah, sim. Mai Belle. Ela sorriu levemente, perguntando-se como Mai Belle tinha encontrado a pradaria.

 

     --Franny, isto detén. Está-me assustando, Vamos, carinho.

 

     Franny ouviu alguém apertando seus dedos. Logo houve uma sensação urticante em sua bochecha. Ela piscou e olhou com o cenho franzido.

 

     --Joder, Franny! Não faça isso. Hey, garota. Sempre que te tinha ido, voltava diretamente aqui. Franny?

 

     Mai Belle. Franny podia ouvi-la claramente, mas não podia vê-la. E tampouco queria. Aqui na pradaria não existia nada mau. podia ficar aqui se queria. O mundo do que Mai Belle a chamava poderia ir-se, e este poderia converter-se em sua realidade. Ela caminhava ao lado de seus pais, e a voz do Mai Belle se voltou mais distante. Franny se esticou para sair correndo, mas a nota assustada que ouviu na súplica do Mai Belle a fez vacilar.

 

     Ela olhou sobre seu ombro. Viu o rosto ansioso do Mai Belle. --Não, sussurrou. Deixe ir, Mai Belle. Por favor, deixe ir.

 

     Mai Belle conseguiu alcançá-la e agarrou o rosto do Franny em suas trementes mãos. --OH, carinho, Assustou-te de mim? Está bem?

 

     Ao tocá-la, a pradaria do Franny explorou como uma borbulha de cristal. Piscou e olhou a habitação com confusão. Nunca antes tinha fugido tão facilmente, nem jamais tinha sido tão difícil poder voltar.

 

     A dor encheu ao Franny enquanto recordava as razões para escapar à pradaria em primeiro lugar. Fechou seus olhos, desejando com todo seu coração poder-se ter ficado ali. Estava tão cansada. Tão terrivelmente cansada de tudo. Neste mundo, tudo o que havia para ela era dor e mais dor. Cada vez que algo bom quase acontecia, Deus o evitava. Como casar-se com o Chase. Não haveria uma granja nenhuma cerca de madeira para ela. Estava grávida. Nem sequer Chase Wolf poderia passar isto por alto.

 

     --OH, Mai Belle, suspirou entrecortadamente. Está acontecendo de novo.

 

     --O que é, carinho?

 

     --Deus não me deixará ter algo ou alguém para amar. Sou má, e Ele não quer que eu seja feliz. Nem sequer um pouco. Este é meu castigo. Não o vê? Cada vez que amo algo, Ele o leva.

 

     Mai Belle ficou em cuclillas diante dela e tomou suas mãos. --OH vamos. Se essa não for a coisa mais parva que jamais ouvi não sei qual é.

 

     --Não, não é uma tolice. Eu amava a meu gato, Toodles. Recorda-o? e morreu.

 

     Mai Belle se estremeceu enquanto recordava. --OH, carinho, esse não era Deus. Esses foram dois bêbados sem coração sendo cruéis. Ela esfregou as mãos do Franny. Senhor, está geada, garota. O que te pôs neste estado?

 

     Franny teve dificuldades para dizer as palavras. --Estou grávida.

 

     A mulher maior empalideceu. Soltando as mãos do Franny, ficou de pé e começou a perambular com agitação. --Está segura?

 

     Franny se tragou um soluço. --Sim, estou segura. Acabo de visitar doutor Yost, e diz que estou grávida.

 

     --OH, Deus querido.

 

     Consternada-a reação do Mai Belle cimentou na mente do Franny a seriedade da situação. --Que demônios vou fazer, Mai Belle?

 

     Não houve resposta. Parecia que para sempre, Mai Belle só se encontrava parada ali. Então deixou escapar um suspiro cansado e foi sentar se no bordo da cama. --Se você não tiver a mais miserável das sortes, Franny, não sei quem a tem. Como pode acontecer isto agora? Justo quando todo se estava solucionando para ti?

 

     Franny expulsou longe outro arranque de lágrimas. --Ele não me quererá agora.

 

     Mai Belle não perguntou quem. Era óbvio a quem se referia Franny. --Não, a menos que seja um Santo, finalmente admitiu. E esses são escassos neste velho mundo, temo-me. Ah, amorcito, que confusão.

 

     Mai Belle pôs seu rechoncho braço ao redor dos ombros do Franny. A calidez de este gesto foi sua perdição. Com um soluço, escondeu seu rosto contra o sutiã da outra mulher. --Não posso trabalhar enquanto estou grávida, Mai Belle. O que acontecerá minha família? Com o Jason e Mamãe? Estão tão indefesos, eu sempre cuidei que eles. O que vão fazer sem o dinheiro que sempre enviei a casa cada mês? Como sobreviverão?

 

     Mai Belle acariciou suas costas. --Pensaremos em algo, carinho. Pensaremos em uma saída. Tenho algum dinheiro economizado.

 

     Um suspiro ficou entupido na garganta do Franny, e quase se afoga com o. --Não posso agarrar suas economias, Mai Belle. Como lhe devolveria isso? Não posso ficar aqui, no Lucky Nugget e criar um menino. Como posso continuar trabalhando e criar a um menino em qualquer sítio? Que tipo de vida teria?

 

     Não houve resposta. Só um pesado silêncio que era mais eloqüente que mil palavras.

 

     --Ambas sabemos o que tenho que fazer, Franny suspirou.

 

     --Não te apresse. Tem que haver algum outro caminho. Solo me deixe pensá-lo um pouco.

 

     --O que outro caminho, Mai Belle? me nomeie um só.

 

     --Possivelmente um casal que queira um bebê? me deixe fazer algumas pergunta hmmm?

 

     --O bebê de uma puta? OH, Mai Belle, está sonhando.

 

--As pessoas têm medo das enfermidades e dos defeitos. Sabe tão bem como eu. E quem pode lhes culpar? Eles não têm nenhuma forma de saber se eu estiver sã.

 

     --Isso não significa que não possamos encontrar a alguém.

 

     --E se o fazemos? Shorty e você contavam com seu dinheiro para construir uma casa junto ao arroio. Sei que o fazia. Poderiam passar anos antes de que possa te devolver o dinheiro. Se tiver ao bebê, voltarei a trabalhar imediatamente, mas a maior parte do que ganho vai manter a minha família. O pouco que fica não equivale a muito.

 

     ----Pensarei em algo, a mulher maior jurava. Você só me prometa que não fará nada precipitado até que eu dê com algo. prometa-me isso Franny. No que está pensando?... Carinho, mais vezes que não as moças morrem fazendo isso. Elas perdem a consciência e terminam sangradas até morrer. Não pode tomar este tipo de eleição.

 

     Franny não estava segura do que ia fazer.

 

     --Escuta, disse Mai Belle. vou caminhar até a Igreja Y...

 

     --A Igreja?

 

     --É obvio, a Igreja. Que melhor lugar para começar que com o pregador? Seguro que conhece um casal sem filhos. E se não o faz, pode perguntar nos arredores. Seguro que há alguém a quem adoraria ter um filho, Franny. Alguém que esteja disposto a lhe dar uma oportunidade de crescer saudável. Só temos que procurar até que os encontremos, isso é tudo.

 

     Franny não compartilhava o otimismo de seu amiga. Quando Mai Belle finalmente se foi, Franny se tombou na cama e olhou ao teto. Não importava quantas voltas lhe desse. Não podia conceber nenhuma forma de ter a este menino. Mai Belle tinha estado economizando toda sua vida para seus anos de retiro. Franny não podia permitir que ela dilapidasse esse dinheiro. Os embaraços inesperados eram uma parte desta profissão. Uma mulher se voltava dura e fazia o que tinha que fazer. Era tão simples e tão horrível como isto.

 

                                                 CAPÍTULO 14

Chase estava no celeiro dando azeite aos ferramentas agrícolas quando Gus chegou como uma tromba através da porta aberta. O cabelo açoitado pelo vento, os olhos abertos e assustados, estava ofegando tão forte que lhe levou um momento poder falar. Chase baixou o arnês que sustentava e o pôs lentamente a seus pés, seu coração golpeava com terror.

 

     --Gus, O que acontece?

 

     Ainda respirando pesadamente, o gordo taberneiro, tragou saliva e esfregou sua boca com a esquina de seu avental branco. --Mai Belle. Ela diz...é Franny.... melhor que venha... rápido.

 

     Franny. Chase o tinha suspeitado do momento em que viu o Gus. Sem deter-se nem sequer para limpar suas mãos, correu fora do celeiro. O Lucky Nugget estava a uma distância curta subindo pela rua principal, mas nesse momento parecia uma milha ao Chase. Alargando suas pernadas, plantou-se no centro da artéria principal, ziguezagueando para evitar um carro, depois um cavalo. Franny. Algo terrível tinha ocorrido. De outra maneira, Mai Belle nunca tivesse enviado ao Gus para lhe buscar.

 

     Franny. OH, Deus. OH, Deus. Uma dúzia de possibilidades correram através da mente do Chase, cada qual mais horrível que a anterior. Que ela se cansado pelas escadas. Que um cliente se tornou louco. Imaginou golpeada e inconsciente. Semanas atrás, tinha decidido que amava à garota. Mas era o pensamento de perdê-la o que lhe fez dar-se conta de quanto. Franny, seu pequeno anjo de olhos verdes. Jesus. Se alguém a tinha ferido, mataria-o. Com suas mãos nuas, espremeria-lhe a vida ao filho de puta.

 

     Chase golpeou a passarela fora do saloom, suas botas impactando na madeira, o som produzia uma ressonância oca. Com os ombros por diante, empurrou as portas batentes entrando no Saloom tenuemente iluminado. A tão temprana hora da tarde, havia só um cliente, um mineiro sem rosto que se sentava nas sombras, uma mão curvada ao redor de uma jarra de uísque. Chase lhe jogou apenas uma olhada. Girando à direita, correu pelas escadas, usando o corrimão para equilibrar seu peso e dar-se impulsiono.

 

     --Franny! Gritou no patamar. Sua porta estava aberta. Franny.

 

     Chase não estava seguro do que esperava ver quando entrou na habitação. Uma caótica desordem talvez. Em seu lugar, tudo parecia estar em perfeita ordem. Mai Belle permanecia perto da cama, sua cara branca e gasta, seus olhos escuros cheios de preocupação. Chase ficou gelado quando se parou.

 

     --Onde está? exigiu.

 

     --Esperava que possivelmente você me poderia dizer isso Não está com Índigo, e estou preocupada, Chase, realmente preocupada.

 

     Depois do susto que lhe tinha dado sua chamada, Chase se sentia mais que um pouco irritado. --Está preocupada porque se foi a algum sítio? Vai e vem todo o tempo.

 

     Mai Belle assinalou a cama. Chase se voltou para olhá-la. A colcha estava um pouco enrugada, como se Franny tivesse estado deitada em cima. Mas por outro lado.... Seu olhar se fixou em um comprido pedaço de arame. aproximou-se para conseguir uma melhor vista e viu que era um cabide que alguém tinha desfeito e endireitado. Não compreendendo o significado, olhou de novo ao Mai Belle.

 

     As pestanas do Mai Belle se agitaram sobre suas bochechas. depois de soltar um trêmulo fôlego, disse; --"Ela foi ver o Dr. Yost faz um par de horas. Disse-lhe que estava grávida".

 

     Chase tentou assimilar as palavras. Grávida. A compreensão finalmente chegou e dirigiu outra olhada ao cabide. --OH, Meu deus.

 

     --ia aceitar sua proposição de matrimônio, sabe? Mai Belle disse com um tremor em sua voz. --Estava tão feliz. Subiu as mãos e as deixou cair sobre seus amplos quadris. --E agora isto. Juro que essa garota nunca teve sorte em toda sua vida, e agora isto.

 

     Chase se sentiu como se suas pernas se dobrassem. De viver nos acampamentos madeireiros, tinha chegado a conhecer mais sobre o sombrio lado da vida do que teria querido. Mai Belle não precisava lhe explicar como Franny pretendia utilizar o arame, ou para que. O pensamento lhe aterrorizou. Pediu a Deus que Franny não se atravessou com isto. As mulheres que faziam essas coisas freqüentemente terminavam mortas.

 

     --Temos que encontrá-la, disse Mai Belle temblorosamente. --Deus sabe onde poderia ter ido ou em que condições está, Se utilizou esse cabide, poderia estar... Sua voz se rompeu e cavou uma mão sobre seus olhos. --Nunca me perdoarei por deixá-la sozinha. Nunca. Sabia que estava desgostada, que não sabia o que ia fazer. Simplesmente não me dava conta do desesperada que se estava sentindo. Uma velha tola é o que sou, deixei-a sozinha... só durante uns poucos minutos, acredito... mas quando voltei, foi-se.

 

     Ido. OH, doce Jesus. Chase girou bruscamente e correu fora da habitação. Quando saiu do Saloom à passarela, parou-se a jogar um selvagem olhar a cada direção. Se não foi onde Índigo, aonde poderia Franny haver-se dirigido? As possibilidades eram infinitas.

 

     Atuando por instinto, Chase atalhou cruzando a rua e descendo por um beco. Siempreque recebia notícias devastadoras e se sentia desesperado, encontrava um lugar afastado e tranqüilo para lamber suas feridas. Em sua estimativa, não havia lugar mais tranqüilo ou afastado que as sombrias ribeiras do Shallows Creek, um ponto em particular. Estava convencido de que Franny poderia ter ido ali.

 

   Seu coração deu um frenazo, como se fora em trenó baixando a toda pressa entre um labirinto de árvores. A vegetação surgia a seu passo. Não perdeu tempo rodeando-a. O que não podia saltar, atravessava-o As imagens dentro de sua cabeça o aterrorizavam. Franny queda com o passar do arroio, sua vida abandonando seu corpo em um fluxo carmesim que não cessava. OH, Deus. E Mai Belle se culpava a si mesmo? Ele era o único que deveria prestar contas. Deveria ter insistido para que Franny se casasse com ele faz semanas. E de ter falhado nisto, deveria ao menos haver-se assegurado de que acreditasse quanto a amava. Nada poderia trocar sua opinião a respeito disto. Nada. Certamente não um embaraço. Amando ao Franny como ele o fazia, como poderia não amar a seu filho?

 

     Encontrou-a sentada debaixo do enorme carvalho no que uma vez tinha esculpido seus nomes. Ao Chase pareceu que tinha passado toda uma vida desde essa noite. Os braços rodeavam seus tornozelos, sentada na erva, sua cara apertada contra seus erguidas joelhos. junto a ela na erva descansava seu chapéu para o sol. Vestia uma descolorida blusa azul, que rapidamente inspecionou em busca de rastros de sangue. Nada. Fisicamente, parecia perfeitamente bem. Tão perfeitamente como uma pessoa poderia estar quando seu coração estava quebrado. Como uma menina perdida, balançava-se ritmicamente adiante e atrás. por cima do ruído da corrente, Chase pôde escutar seus soluços. Dilaceradores e profundos soluços.

 

     Seu primeiro impulso foi precipitar-se sobre ela e atrai-la dentro de seus braços, para lhe assegurar que ele se ocuparia de tudo e que não tinha do que preocupar-se, mas o som de seus soluços, a desesperança absoluta que expressavam, retiveram-lhe. Não era uma menina, a não ser uma mulher. Dos treze anos, a vida a tinha obrigado a caminhar ao longo de um caminho que nunca teria eleito para ela mesma em outro caso. Agora a Mãe Natureza a tinha posto finalmente em cheque mate. Já não podia continuar pelo caminho que até agora tinha seguido, mas tampouco podia retroceder sobre seus passos, e para uma mulher com sua profissão, havia muito poucos desvios.

 

     Nesse momento, Chase se doeu por ela como nunca o tinha feito por ninguém. A vida lhe tinha roubado tanto. Não só sua juventude, mas também todas as outras coisas que a gente dá por sentado, a menor das quais não era o direito a caminhar com a cabeça bem alta. Agora ele estava a ponto de lhe roubar algo de novo por apressar-se a resgatá-la e lhe oferecer converter-se em sua esposa? Suas intenções eram boas, e só Deus sabia quanto a amava. O problema era; sabia ela?

 

     --Franny. As lágrimas picavam na garganta do Chase enquanto a olhava. Se alguma mulher na Terra se merecia ser cortejada e pretendida corretamente, era ela. Flores, um anel de compromisso, uma romântica proposição com um joelho dobrado, umas bodas elegante com todos os elementos necessários. Outras jovens davam estas coisas por supostas, esperavam-nas e inclusive as demandavam. Para o Franny, estas coisas eram sonhos que nunca poderiam ser.

 

     Enquanto Chase se movia lentamente para ela, sentiu-se impotentemente zangado. Não com ela, é obvio, nada do anterior podia ser devotado ante sua porta. E certamente não a si mesmo. depois de ver esse cabide de arame em sua cama, a maneira em que o afetou, tinha só uma eleição e era casar-se com a garota logo que pudesse. Não se atrevia a fazer o contrário. Mas maldito se não queria sacudir seu punho, se não em Deus, então na sorte, por empurrá-la para outra situação sobre a que ela não tinha controle.

 

     Por descontado, Chase tinha estado esperando que se casasse com ele durante bastante tempo, e se o tivesse deixado a seus próprios recursos, poderia havê-la pressionado com métodos justos ou não. Mas nunca a teria obrigado. Agora não tinha nenhuma alternativa. Se tinha que fazê-lo, usaria a chantagem. Se ela o detestava por isso, que assim fora. Nada era pior que o que ela tinha em mente, que era pôr fim a seu embaraço, sem lhe importar o dano que pudesse sofrer.

 

     Um bebê. Com tudo o que tinha acontecido, Chase não tinha tido mais de um segundo pare pensar no menino, e agora não podia permitir-lhe Segundo as crenças do povo de seu pai, se um homem reclamava uma mulher, também reclamava a seus filhos, e com a reclamação, convertiam-se em seus como se fossem por nascimento.

 

     Como se de repente sentisse sua presença, Franny levantou a cabeça e fixou seus doloridos olhos nele. Com mãos trementes, rapidamente limpou suas bochechas. --Chase, disse fracamente.

 

     Sabia que desejava que ele se fora, mas não ia agradar a. Baixando ao chão junto a ela, cruzou seus braços sobre seus joelhos dobrados. lhe dando um momento para recuperar sua compostura, fingiu estar intensamente interessado em algo no outro lado do arroio. Olhando de esguelha, viu-a fazer um frenético intento de colocar seu cabelo. Sabia que não era vaidade o que lhe acontecia. Apesar de todas as más mãos que a vida lhe tinha dado, ainda se aferrava a sua dignidade. Não queria que ele a visse assim. Golpeada, sem nenhum sitio ao que ir. Não, não Franny. Se o permitia, tentaria pôr um brilho em sua cara e terminaria derramando as lágrimas depois de queél se foi. E um corno se lhe dava a oportunidade. de agora em diante, pegaria-se a essa garota como um marisco.

 

     Porque não havia nenhuma maneira em que pudesse pensar para aliviar o tema, decidiu estar à altura de seu nome e ir direto para ele. --Mai Belle encontrou o arame do cabide. Não sabia onde tinha ido ou o que podia ter feito, entrou-lhe o pânico e enviou a por mim.

 

     Com voz fina e aguda disse; -- Quer dizer que lhe disse isso?

 

     --Que está grávida? Ele a olhou fixamente com um olhar implacável. --Se, disse-me isso.

 

     Claramente envergonhada, ela evitou seu olhar. Arrancando um punhado de erva, desdobrou seus magros dedos e olhou as folhas verdes que raiavam sua palma.

 

     --Franny...

 

     Ainda sem olhá-lo, levantou seu outra emano para silenciá-lo. --Sei. Por favor, não o diga, só vete. De acordo?

 

 

     Chase só podia supor o que ela pensava que ele queria dizer. --Carinho, eu...

 

     --Entendo-o. Realmente, faço-o. Ela fez outro estranho som e se encolheu de ombros. --Isto nunca funcionaria de todos os modos, Chase. Eu era..._ Ela tragou saliva e se esticou para dar estabilidade a sua voz. --Eu... um... acredito que é um bom companheiro para ter que lhe explicar isso Realmente acredito. A maioria dos homens, em primeiro lugar, nem sequer me teriam perguntado, e de seguro que não se incomodariam em sentir-se mal quando algo como isto... Ela gesticulou sem forças com a mão. --De qualquer maneira aconteceu, e não faz falta que diga uma palavra. Entendo-o.

 

     --Talvez queira dizer uma palavra. Se posso conseguir colocar vaza.

 

     --Bom, por favor, não o faça. Ela se esfregou a bochecha com dedos trementes, e depois lhe dirigiu um olhar. --Permite deixar isto inconcluso Vale? Ela suspirou e lhe dedicou um pequeno e trêmulo sorriso. --Sei que provavelmente soa parvo procedendo de alguém como eu, mas é o único bonito que jamais me passou. Eu gostaria de manter as doces lembranças e não terminar com os maus.

 

O único bonito que jamais me passou. Segundo sua regra de medir, tinha-a dado malditas poucas lembranças doces. Embora da forma em que ela o via, tinha havido uma grande quantidade deles. --Franny...

 

     Sua boca tremia nas esquinas. Fazendo um visível esforço para lutar contra as lágrimas frescas, disse; --antes de que chegasse, estava aqui sentada me perguntando sobre.... bom, sobre coisas tolas, suponho. Como de que cor serão seus olhos.

 

     Que lhe confessasse isto, disse ao Chase mais do que ela podia saber, o mais importante, que todos seus esforços para atrai-la não tinham sido em vão. Se não havia mais, pelo menos tinha chegado a confiar nele como seu amigo. sentia-se como se lhe tivesse entregue uma grande parte de seu quebrado coração. E OH, Deus, como desejava que ele pudesse recompô-lo.

 

     Ela perdeu a batalha contra as lágrimas, e se derramaram através de suas pestanas e em suas bochechas. Apanhadas por um raio de sol que penetrou através das árvores, brilhavam como diamantes contra sua pálida pele. --Não é absurdo? Com todo o resto sobre o que deveria estar preocupada, tudo o que posso pensar é na cor de seus olhos.

 

     Cavando profundo, Chase encontrou sua voz. --Eu não acredito que seja absurdo absolutamente.

 

     Sua garganta trabalhou outra vez e lutou para tragar um soluço. --Eu... um... Ela levantou um frágil ombro. --Crescendo como o tenho feito em uma extensa família, uma das coisas com as que sonhava quando era uma menina, era que algum dia teria um bebê de minha propriedade. Agora Deus me enviou um, e não importa quantas voltas dê a isto, não posso ver a forma de conservá-lo. Ela inalou e tremeu. --Suponho que este é o caminho que funciona para algumas pessoas.

 

   --Um cabide de arame não é a solução, Franny.

 

     --No,ella admitiu tremendo. Quis me atravessar com ela, realmente. Mas no segundo último, comecei a preguntarme_ Sua voz se rompeu yella tragou saliva para recuperá-la. --Tolices, como se era menino ou menina. E de repente já não era um problema de que tinha que me desfazer. Eu... um... não podia fazê-lo. Simplesmente não podia.

 

     Quando lhe olhou fixamente, seus belos olhos estavam obscurecidos com sombras e lhe golpeou com o contraste surpreendente com sua palidez. Afiados como as pontas de uma estrela e obscurecidos com lágrimas, suas pestanas enfatizavam sua cor, lhes fazendo parecer impossivelmente verdes. Um eixo de luz solar cortando através das árvores detrás dela, criava um halo dourado ao redor de seu cabelo revolto. Nunca lhe tinha parecido mais a um anjo. Chase não queria nada mais que tomá-la entre seus braços.

 

     De todos os modos, continuou com uma voz tremente; --decidi que seguirei adiante e terei a este menino. Mai Belle parece acreditar que podemos encontrar uns pais adotivos, e se ofereceu a me emprestar um pouco de dinheiro, para me manter a mim mesma e a minha família enquanto estou grávida. Tenho mão para costurar e fazer artesanatos. estive pensando que poderia ganhar um salário para lhe devolver o dinheiro, oferecendo estas coisas para que as enfaixam nas lojas. Não aqui, mas talvez no Jacksonville e Grants Pass também. Crie que a gente poderia comprar meus artigos?

 

     Sua resistência tinha assombrado ao Chase. Mas só por um momento. Uma das coisas que faziam que amasse ao Franny em primeiro lugar, era que ela tinha encontrado uma maneira de sobreviver. Ela não era uma mulher muito grande, e seu frágil aspecto e grandes olhos a faziam parecer mais delicada. Pensando de volta à primeira vez que ele tinha posto os olhos nela, recordou querer lutar contra os pumas por ela e ganhar. Pelo que ele não se deu conta então e havia simplesmente chegado a aceitar agora, era que Franny não necessitava a ninguém que lutasse suas batalhas por ela. Não era necessário obrigatoriamente ter força nos braços para manter-se frente à adversidade.

 

     --Bom, pressionou. --O que te parece?

 

     --Penso, respondeu lentamente, que é a mulher mais incrível que conheci nunca.

 

     Ela voltou seus incrédulos olhos para ele. --Perdão?

 

     --Ouviste-me.

 

     Um rubor subiu a suas pálidas bochechas. --OH, vá.

 

     --Não, sério. Ela claramente não acreditava em si mesmo como admirável, ou algo próximo a isso, que era a razão pela que sentia que tinha que dizer-lhe É uma entre um milhão. Formosa, doce, desejável. Estar contigo me faz sentir como se tivesse dez pés de altura.

 

     Ele passou um dedo pelo oco de suas bochechas manchadas com as linhas deixadas pelas lágrimas. O osso parecia incrivelmente frágil sob o toque de seu rude dedo, e desejava explorá-lo mais tarde. Para sentir a delicada estrutura de sua mandíbula, a V de sua clavícula. Amando-a como o fazia, estremecia-se cada vez que recordava o cabide de arame em sua cama e o que poderia ter acontecido se a tivesse utilizado. Tão valente como evidentemente era, ainda não havia garantias de que não faria um pouco desesperado em um momento de pânico. Este poderia ser para ela pensar que sua família poderia ficar desamparada e provavelmente o arriscaria tudo, para evitá-lo, incluindo sua vida. Por muito que ele odiasse obrigá-la a fazer algo, era uma possibilidade que não estava disposto a assumir.

 

     --Franny, O que diria se te pedisse que te casasse comigo e me deixasse ser o pai deste bebê? Ele perguntou brandamente.

 

     Lhe lançou outra incrédula olhar.

 

     --Por favor, pensa nisso antes de me responder. Amo-te, sabe. Isso tem que contar para algo.

 

     --Está-me tirando o sarro. Verdade?

 

     --Senhor, não. Isto não é algo para brincar. Chase olhou profundamente dentro de seus olhos, tratando de lhe transmitir a profundidade de seu olhar. Em seu coração, ele rezou; "Por favor, Senhor, lhe deixe que ela me cria e diga se. Não me faça fazer algo que faça que ela me despreze”. Em voz alta disse: --Amo-te, Franny. me faça o homem vivo mais feliz e dava que te casará comigo.

 

     A pouca cor que ficava em sua cara desapareceu. --Não pode te casar comigo.

 

     --OH, sim.

 

     Ela sacudiu a cabeça veementemente. --perdeste a cabeça? Não te pode casar com uma prostituta grávida.

 

     Deus, como odiava essa palavra. Prostituta. referia-se a si mesmo como se fora uma parte de excremento em um montão de esterco. Isto lhe fez sentir-se zangado, impotentemente zangado. Era tão incrivelmente formosa, tão imensamente preciosa para ele. Como podia olhar-se ao espelho e não ver-se como ele o fazia? --No instante em que aceite ser minha esposa, já não será uma prostituta grávida, sussurrou. Será minha mulher. Pondo a mão sobre sua cintura, acrescentou; --E este menino será meu.

 

     Ela saltou com seu toque como se a tivesse queimado. Empurrando seu braço quase freneticamente, gritou; --Não seja absurdo. Nunca saberei quem engendrou este bebê.

 

     Vendo seu pânico, Chase retirou seu braço, lhe dando espaço porque sentiu o desesperadamente que o necessitava. --Não importa.

 

     --Sim, importa. Importa imensamente! Ela levantou suas mãos. Nem sequer posso adivinhar quem é o pai, Chase.

 

     --Então minha reclamação não será discutida

 

     Lhe olhava fixamente como se estivesse louco. --Se nos sentarmos em frente do armazém geral e visse os homens desta cidade passar por diante, não poderia assinalar a um e jurar que não tenha estado em minha habitação. Conservava as luzes apagadas. Falar não era...

 

     --Sei tudo a respeito de suas regras, Franny, inseriu gentilmente. --Entendo que não estava familiarizada com os homens, que eles... Foi seu turno de gesticular com as mãos. --Jesucristo. Que diferença supõe que saiba ou não? A verdade é, quer prefiro quer não. Quero que seja meu filho. Só meu.

 

     --OH, Chase! Seu queixo começou a tremer, e em um esforço para controlá-la, seus lábios atiraram para baixo nas comissuras. --Não me faça isto.

 

     Ele poderia dizer por seu aspecto destroçado que a petição era sincera. --Fazer o que, carinho? te pedir que seja minha mulher? Que esteja a meu lado para o resto de sua vida? É onde pertence. Não o vê?

 

     --Vete, sussurrou entrecortadamente. --Por favor, simplesmente vete. Agarraste-me em um momento de debilidade. Não posso ser forte agora. Vete. antes de que faça algo totalmente louco e diga que sim. Por favor?

 

     Se não tivesse sido pelo terror cru que viu em seus olhos, Chase poderia ter solto o ar com alívio. Estava a ponto de dizer que sim. Rezou ao Deus de sua Mãe e aos Grandes Seres de seu pai, ela estava a ponto de dizer que sim!.

 

     --Está empenhado em fazer que te ame, saltou. --Alguma vez o deixará, verdade? E será um desastre se o fizer. por que não pode vê-lo? Ela se voltou, como se não pudesse suportar lhe olhar. --Crie que sou feita de pedra? Justo agora, estou mais assustada que em toda minha vida. E nunca me hei sentido tão sozinha.

 

     Dolorido por abraçá-la, Chase se conteve para tocar ligeiramente seu ombro. Ela se encolheu sob sua mão. --Carinho, não tem que estar sozinha. Nunca mais. me deixe cuidar de ti, hmmm? De ti e de seu bebê. De sua família. Tudo o que tem que dizer é uma palavra. Se. E não terá que sentir medo nunca mais.

 

     Um dilacerador soluço ficou apanhado em seu peito. --OH, Chase! Sabe o que quase fiz? Ela apertou seus olhos fechados. --"Quando me inteirei de que estava grávida, pensei em me casar contigo e fingir que o menino era teu. Pensei em te mentir e dizer que era teu. Assim é como de se desesperada estou nestes momentos”.

 

     --Então faz-o. Ele tomou seu queixo com a palma e a forçou a encontrar seu olhar. --te case comigo, amorcito, e me diga que este menino é meu. É o que quero. Não o vê? Não posso pensar em nada mais que te amar. Diga-o agora; "Chase é você bebê. E sim, casarei-me contigo". Diga-o Franny.

 

     Ela se revolveu apartando-se dele e golpeou com seus pés. --Para! Só para! Pressionando seus dedos rígidos contra as têmporas, girou-se lhe dando as costas. --Tornaste-te louco, e eu junto contigo. Se me casar contigo, e você reclama a este menino, terminará me desprezando por isso. cedo ou tarde, começará a procurar nas caras dos homens desta cidade, procurando uma semelhança com seu filho. Você olhará seus rostos e te perguntará quantos deles intimaram com sua mulher, e a resposta poderia ser dúzias. Não posso te fazer isso a ti, ou a mim mesma, e menos ainda a um bebê inocente.

 

     --Franny....

 

     Ela pressionou as Palmas sobre seus ouvidos. --te cale! Não diga uma palavra mais, Chase Wolf! Se o fizer, eu podría__ Ela se calou e moveu a cabeça. --Seria uma loucura.

 

     --O que poderia fazer? Dizer se? Ele se impulsionou sobre seus pés. Então, carinho, faz-o. Segue seu coração e faz-o.

 

     --Meu coração? Lhe dirigiu um olhar afligido. OH, Chase. O que acontece sua família? Seus pais? Eles nunca lhe perdoarão, e me odiarão. Nunca aceitariam este bebê nem em um milhão de anos. Seria um emparelha.

 

     --Não sabe nada a respeito de meus pais, advertiu-a. --Eles lhe amarão e a meu filho, prometo-lhe isso.

 

     --Não é seu filho.

 

     Chase tomou um profundo fôlego para tranqüilizar-se. --Se. Minha mulher, meu filho. Basta disto. te casar comigo é o melhor para vós dois, e isso é exatamente o que vais fazer.

 

     --Não me tente.

 

     --Lhe estou dizendo isso.

 

     Ela tinha fixado os incrédulos e cautelosos olhos sobre ele, claramente alarmada pela firmeza de seu tom. --Acabo de te explicar por que não posso.

 

     Chase pôs suas mãos em seus quadris. --Está obviamente muito molesta nestes momento para tomar uma decisão. Ou isso ou está assustada. Assim estou tomando a decisão por ti. Não há opções. Como sonha? Casará-te comigo. Se todo se converter em mierda depois, então não será tua culpa. Estou tomando a decisão. Se não ser a correta, eu assumo toda a responsabilidade.

 

     Lhe olhou através das brilhantes lágrimas. --OH, Chase, é um formoso gesto. Mas tenho que pensar em meu bebê.

 

     --Não é um gesto, é uma ordem. E desde este mesmo segundo, não tem permitido pensar. Não quando se trata disto. vais casar te comigo, fim da conversação. Assim, vamos e façamo-lo.

 

     Ela abraçou sua cintura. Com seu nariz vermelho de tanto chorar e seus olhos enormes abertos com cuidadoso assombro, pareceu-lhe que tinha doze anos. Ele imaginou que devia ter sido muito parecida naquela fatídica noite de fazia nove anos. Pequena, assustada, esgotada de chorar. Como poderia um homem que se chamasse a si mesmo homem havê-la forçado, Chase não sabia. O pensamento lhe adoecia literalmente. Inclusive agora, não era muito maior que um minuto. Ele sabia que não teria nenhuma oposição se a tombava sobre a erva. Facilmente poderia lhe agarrar ambas as bonecas em um punho e pressionar suas pernas com uma das suas. Sua luta poderia ser irritante, mas nada mais. Poderia sentir prazer a si mesmo e deter-se sobre qualquer parte dela que gostasse, tomando-a primeiro com sua boca e suas mãos, logo invadindo-a.

 

     Só que enquanto tomava, seria gentil, e duvidava que o bastardo que tinha feito as honras se incomodou nisso. Um homem que pagava mais dólares para desvirginar a meninas era o tipo que conseguia seu prazer dominando a alguém indefeso, lhe aterrorizando e causando dor. Era inconcebível para o Chase que outros homens tivessem entrado nessa habitação depois, visto uma menina rasgada, sangrando na cama, e usado seu maltratado pequeno corpo. Que classe de monstros faziam essas coisas? Como poderiam reassumir um manto de respeitabilidade depois e ir a sua casa com seus próprios filhos sem sentir-se vis?

 

     Aproximando-se do Franny, com passos lentos, medidos, Chase lhe tendeu uma mão. --Vêem comigo, carinho. Já parece. Não mais angustia. tomei a decisão por ti.

 

     Ela olhou sua mão estendida da mesma maneira que se fosse uma serpente que fora a alcançá-la. --Não posso.

 

     --Não tem eleição.

 

     --É obvio que a tenho.

 

     Seu pulso golpeava a grande velocidade, Chase assinalou a sua grande pistola, zangado consigo mesmo por utilizá-la contra ela, mas convencido de que tudo isto seria mais fácil para ela se ele o fazia. --Não, Franny, não a tem. Se quer continuar esta conversação, bem faz-o no salão de sua mãe.

 

     Seu corpo ficou tenso e fixou seus acusadores olhos nele. --Não poderia! Agora te conheço, Chase. Não poderia ser tão cruel.

 

     --me prove.

 

     --Ela esta cega. É absolutamente desumano arrastá-la a isto.

 

     Chase se tinha endurecido a si mesmo ao ver a súplica em seus olhos. --Franny, ser desumano está em meu sangue. Sou comanche recorda? Venho de uma larga linha de homens que põem seus olhos em uma mulher e tomam sem piedade. É como a primeira vez que sobe a cavalo. Sai-te naturalmente. Quero-te, e vou ter te. Tão simples como isso. Ele se encolheu de ombros. E quanto a desumano, sua mãe poderia dar lições.

 

     --Lições? Que demônios quer dizer?

 

     --Que ela esteve fingindo ser mais cega do que realmente é durante estes últimos nove anos, isso.

 

     Ela se estremeceu enquanto pensava que ele a tinha golpeado, o que fez que Chase desejasse ter retirado suas palavras. Não tinha pretendido entrar neste tema, não agora, possivelmente nunca. Algumas verdades eram muito dolorosas para as enfrentar, e intuiu que para o Franny, esta era uma delas.

 

     --Como te atreve a implicar que minha mãe sabe? ela gritou entrecortadamente. --Como te atreve?

 

       Chase poderia ter comprometido um inferno de muitas mais costure, mas seu objetivo era proteger à garota, não destrui-la. Preparado para que ela tratasse de resistir, capturou seu braço. --São quase as quatro. Se formos ver o juiz de paz e terminar com isto, temos que nos dar pressa.

 

     Ela tentou soltar seu braço. Ele a agarrou rapidamente.

 

     --Pode vir por seus próprios meios, disse brandamente. Ou posso te conduzir sobre meu ombro. E, por favor, não cometa o engano de pensar que vou de farol. Criei-me com as histórias de como meu pai tomou a minha mãe cativa. Quando era um menino, estava acostumado a sonhar acordado em como capturaria eu mesmo a minha bonita muchachita e a carregaria, como meu pai fez com minha mãe. te jogar sobre meu ombro seria cumprir todas minhas fantasias de adolescente.

 

     Seus olhos se aumentaram. --Isso é bárbaro.

 

     --É-o? Ele sorriu para tirar vantagem frente à ameaça. Seria tudo por diversão, é obvio, embora a seus gastos. Vamos, carinho. O segundo modo de transporte vai atrair um montão de olhares uma vez que cheguemos à cidade.

 

     Sua boca tremia nas comissuras e um músculo debaixo de seu olho tremia. --Não pode.

 

     Chase fintó como se queria agarrá-la ao redor das pernas. Com um grito assustado, ela pressionou suas mãos contra os ombros dele. --Não, espera! CA..caminharei.

 

     Ele se ergueu lentamente. Quando tentou caminhar longe, ele endureceu o agarre sobre seu braço.

 

     --Meu chapéu, disse agitadamente.

 

     --Deixa-o, respondeu firmemente. daqui em diante, não o necessitará.

 

                                                 CAPÍTULO 15

Sentindo-se como se fora um resto flutuante de um naufrágio, sendo miserável por uma onda, Franny passou as seguintes horas em estado de atordoamento. Não admitindo mais argumentos, Chase a levou de retorno à cidade, procurou o juiz de paz e lhe pediu que lhes casasse imediatamente. Franny logo que podia assimilar o que se estava dizendo. Quando começou a breve cerimônia, Chase teve que lhe empurrar com seu cotovelo para provocar que ela dissesse "Se quiser".

 

     Rapidamente, converteu-se na Sra. do Chase Wolf. Chase selou seus votos com um suave beijo, o primeiro que nunca lhe tinha dado a ela, e Franny estava tão intumescida, que não pôde senti-lo. Infelizmente, o intumescimento não afetava a seu estômago, e quando saíam do escritório do tribunal de paz ao passeio, sentiu nauseia, se eram de nervos ou do embaraço, não sabia. Balançando-se ligeiramente, abraçou-se com uma mão a cintura.

 

     --Está bem? Perguntou gentilmente, seu tom completamente em desacordo com sua arrogância marcial de fazia uns minutos.

 

     --Assustada de correr riscos, Franny murmurou, doente e golpeada, assustada de que poderia humilhar-se a si mesmo, e a ele, ali mesmo, na passarela. Salpicar suas negras botas de Montana, não era exatamente um modo ganhador de começar sua vida juntos.

 

     Sua vida? As palavras ressonavam em sua mente. Não havia uma oração para construir uma vida. Um circo, mas bem, com todo mundo boquiaberto nele. A única diferença seria que a gente não teria que pagar para comprar entradas.

 

     --Ah, carinho! Com marital solicitude, deslizou um forte braço ao redor de sua cintura. --vamos levar te a casa então. Mamãe conhecerá alguma coisa para te dar. Ela é boa com os remédios caseiros, especialmente para coisas como esta.

 

     Lar. Sua mãe. Franny tinha uma histérica necessidade de correr. aonde, não sabia. Qualquer lugar poderia servir, só com que estivesse tão longe como fora possível dele. Ele não podia simplesmente levá-la a sua casa, como se levasse um cachorrinho que tivesse encontrado. O que diria ele a seus pais? Que se tinha casado com a prostituta local? E, OH, por certo, está grávida. O pensamento fez que sua pele se arrepiasse. Detestariam-na nada mais vê-la. Como podia ele fazer isto a ela? Ou a seus pais?

 

   Muito singelo, fez-o colocando um pé diante do outro e arrastando-a junto a ele. Através da cidade. À casa de seus pais. Subindo os degraus.

 

     Atravessando o alpendre. Todo o tempo, Franny estava tragando saliva para fazer que seu estômago se assentasse e pensando freneticamente maneiras nas que poderia escapar.

 

     Muito tarde. Ele abriu a porta principal, empurrou-a ao interior, e gritou: --Mamãe, trago-te uma surpresa!

 

     Uma surpresa. OH, Deus. OH, Deus. Não podia estar passando, ia vomitar. Logo que era consciente do que a rodeava. Um sofá de crina, tapetitos de agulha de crochê, um brilhante chão de madeira e coloridos tapetes de tecido. Mais à frente da área do salão, viu uma acolhedora cozinha dividida por uma mesa feita com um comprido tablón, a área destinada a cozinhar estava em um lado, a despensa no outro. Era o tipo de casa que te dava a bem-vinda e acolhia cordialmente a todos aqueles que entravam.

 

     Os limpos cristais das janelas titilavam detrás das imaculadamente brancas e engomadas cortinas.

 

     Da distância, Franny tinha visto a mãe do Chase e Índigo, Loretta Wolf, ao menos uma dúzia de vezes, e conforme a recordava, era uma mulher pequena, com dourado cabelo de mel, que sempre parecia estar sonriendo. Quando saiu de uma habitação à esquerda, entretanto, pareceu ao Franny seu mais temida pesadelo, uma dama das pontas de seus sapatos negros de salto alto ao alto de sua cabeça. Sua ligeira camisa de prata alemã, quase da mesma cor azul que a do Franny, estava belamente bordada com intrincados miçangas, um volante de cor branca pura adornava o pescoço e os punhos, estava atada à cintura com um cordão. Em lugar de caminhar como uma pessoa normal, ela parecia deslizar-se. Quando ela viu a mulher ao lado de seu filho, duvidou por um instante, logo se recuperou de sua surpresa, seus grandes olhos azuis se esquentaram com bem-vinda.

 

     --Ah, uma convidada. Que bem. Acabo de pôr a fazer chá.

 

     Franny sentiu o braço do Chase apertando ao redor dela. --É o chá bom para os enjôos matutinos?

 

     O estou acostumado a desapareceu. Ao menos isso é o que sentiu Franny. Ela jogou um horrorizada olhar a seu novo marido. Ele estava sonriendo como se tivesse bom julgamento.

 

     --Enjôos matutinos? Loretta franziu ligeiramente o cenho. --Chá de gengibre seria o que se necessitaria para isto. Ou algumas framboesas. Seus amistosos olhos azuis cheios de preocupação se deslocaram para o Franny. --Sente-se doente, querida?

 

     Adoece não dizia nem a metade. Ela ia deprimir se. --Eu... se, um pouco.

 

     --Mamãe, Chase disse com a voz rouca. --te prepare para um sobressalto.

 

     Os olhos da Loretta se aumentaram. Então ela disparou outro olhar para o Franny.

 

     --Acabamos de nos casar. Chase disse brandamente.

 

     Para crédito da Loretta Wolf, ela não revelou o shock que devia haver sentido mais à frente do bater de suas pestanas. Seu encantador rosto imediatamente se iluminou com um alegre sorriso, e juntou suas mãos como se o que seu filho tivesse miserável a sua casa à puta local fora a resposta a toda uma vida de preces. --Casados? OH, demônios, Que maravilhoso!

 

     Franny decidiu que a pobre mulher não tinha nenhuma pista de quem era ela. Era isso ou ela estaria irritada. Loretta se apressou a fechar a distância que subtraía entre elas e sujeitou as geladas mãos do Franny. --OH, Chase, é absolutamente encantadora.

 

     Chase parecia um pouco decepcionado. --Não parece verdadeiramente surpreendida.

 

     Loretta beijou a bochecha do Franny como bem-vinda. --É obvio que não. Seu pai me disse de que forma soprava o vento faz mais de uma semana. Tínhamos começado a pensar que tinha trocado de opinião. OH, estou tão contente. Franny não é assim? Índigo não diz nada mais que coisas maravilhosas sobre ti. Vamos, vamos. Porei um pouco de chá de gengibre no fogo. Isto assentará sua barriga até deixá-la acalmada, asseguro-lhe isso.

 

   Em um torvelinho de saias, foi-se à cozinha. Franny estava tão surpreendida, que se esqueceu até de que estava doente. Chase lhe deu um empurrão e lhe piscou os olhos o olho quando ela olhou para cima. --O que te disse? Não há nada do que preocupar-se. junto a ti, minha mãe é a mulher mais doce que jamais conheci.

 

     --Ouvi-o! Loretta gritou da cozinha. Chase riu e conduziu ao Franny para a mesa. depois de sentá-la, caminhou atravessando a cozinha para arrastar a sua mãe a seus braços. Ela chiou de surpresa e depois sorriu. --Patife!

 

     --Ninguém jamais ocupará seu lugar. Sabe.

 

     Lhe deu um golpe na frente. --Só estou me burlando de ti. Se você não pensasse que é a mulher mais doce sobre a face da terra, necessitaria que sua cabeça fora examinada por te casar com ela. Loretta dirigiu uma cálida sorriso ao Franny. --Estou tão agradada de que finalmente tenha tido um pouco de sentido comum. Estava começando a pensar que nunca me daria um neto.

 

     --Enganei-te Não é assim?

 

     --Sim, bom, você nunca faz nada de maneira convencional. Loretta se soltou de seu abraço para polvilhar gengibre dentro de uma pequena panela com água.

 

     --Não tenho fresco, comentou a ninguém em particular. Mas o seco funciona igual de bem.

 

     --Onde está pai?

 

     --Estará em casa dentro de pouco. Ainda está na mina. A bule, no fundo do fogão, começou a assobiar, e ela agarrou um pano para apartá-la do fogo. --sequei framboesas, Franny. Uma vez que o gengibre tenha situado seu estômago, pode tomar um pouco de jantar e deixar as framboesas para a sobremesa. Nós faremos que se sinta em forma em nada de tempo.

 

     Franny só podia esperar. Agora que ela estava sentada, seu estômago tinha começado a rodar de novo. Ela supunha que devia parecer tão verde como se sentia, para quando Chase voltou a olhá-la, seus olhos se obscureceram com preocupação. --Acredito que talvez deveria te recostar um pouco. Posso te levar o chá à cama.

 

     --Não, estou bem, realmente. Franny se sentia desconjurada sentada na mesa de sua mãe. Ir à cama em sua casa estava fora de questão.

 

     Chase não ia aceitar nada disso. antes de que Franny adivinhasse o que ele pretendia fazer, recolheu-a levantando-a do banco a seus braços. A próxima coisa que soube, era que a estava carregando até a escada da água-furtada. Construída sobre uma inclinação, a escada ascendente poderia não parecer tão traiçoeira se se tivesse sujeito ao corrimão para equilibrar-se, mas seus braços estavam ocupados com ela. Com cada passo, Franny temia que eles pudessem precipitar-se ao chão do salão de abaixo, e se aferrou a seu pescoço com terror.

 

     --me recorde que te suba em braços à água-furtada mais freqüentemente, burlou-se.

 

     Franny teve uma vaga impressão de uma parede central que dividia dois dormitórios. Chase se desviou para o da direita. Uma ensolarada janela sobre a cama enchia a habitação de luz. Sem liberá-la, de algum jeito conseguiu mover a colorida colcha e o lençol para trás antes de baixá-la para o bordo da cama. Muito doente para resistir, Franny se sentou ali como um vulto enquanto lhe tirava os sapatos. Quando chegou aos botões de sua blusa, ela entrou em ação.

 

     --Não, por favor, eu...

 

     --Não seja gansa. Apartando suas mãos, ele começou a lhe tirar seu sutiã com dedos peritos. --Agora sou seu marido recorda? Despir a minha esposa é um dos muitos privilégios que vem com essa honra.

 

     Seu marido. Suas mãos caíram em seu regaço. Dois botões, três. Ela fechou os olhos, muito doente para resistir a situação e assustada ao contemplar até onde ele poderia levá-la. Se ele escolhia despi-la até deixá-la em couros, o que poderia fazer? Insistir em que não o fizesse? Estava segura de que sua mãe, provavelmente, ouviria cada palavra que intercambiassem.

 

     Com a mestria de um homem bem treinado em despir a mulheres, deslizou sua blusa abaixo por seus ombros, e tirou as mangas por suas mãos. Atirando dela brandamente até seus pés, ele rapidamente desatou suas anáguas e calções, então deslizou os objetos, junto com suas meias, descendo por seu corpo. Franny tremeu. Tão familiar como era para ela estar com homens, nenhum a tinha despido desde que se iniciasse na profissão. Tampouco teve um homem sobre ela quando não vestia nada mais que uma regata.

 

     Chase não se entreteve na tarefa. No instante em que a despojou do último objeto, empurrou suas costas contra a cama e a ajudou a tombar-se, cavando o travesseiro de plumas para sua cabeça, e subindo a colcha colocando-a sob seus braços. Teria agradado mais ao Franny tê-la sob seu queixo. Mas supôs que estava lhe pedindo muito a um homem recém casado. Naturalmente ele queria olhar a sua esposa.

 

     Que foi exatamente o que fez a seguir.

 

     Franny se sentiu como um inseto sujeito com alfinetes ao veludo. Ela começou a fechar seus olhos, mas Chase o impediu ao tocar sua bochecha com um dedo. Dirigiu seu olhar ao rosto escuro dele. Inclinado sobre ela como estava, parecia ter uns ombros imensamente largos, e seu cabelo mogno caindo em brilhantes ondas sobre sua ampla frente. Os escuros planos de seu arrumado rosto abatendo-se a escassos centímetros sobre ela, tiravam-na o fôlego. Seu matrimônio tinha tido lugar a uma velocidade assombrosa, e se sentia apanhada. Era mas bem como estar provando o se a água estava fria com a ponta de um dedo do pé, só para que alguém te empurrasse por detrás. lhe impactem. Ela se sentia como se estivesse a ponto de afundar-se pela terceira vez.

 

     Não totalmente segura de onde vinham as palavras, Franny soltou; --OH Chase, estou tão assustada.

 

     Ela médio esperava que ele se burlasse dela por ser tão absolutamente absurda. Era uma prostituta, e a intimidade como esta deveria ter sido como um velho chapéu para ela. Mas em lugar de lhe assinalar isto, ele acariciou o cabelo em suas têmporas e disse; --Sei que o está, carinho. Desejo que minha mãe tenha uma padre. Se a tiver, subirei-lhe isso eu mesmo e te alimentarei com a colher.

 

     A preocupação em sua voz trouxe lágrimas aos olhos do Franny. --Não funcionará. Sei que não funcionará.

 

     Ele se inclinou mais perto e capturou seu olhar com seus escuros olhos azuis. --Franny te menti alguma vez?

 

     --Não.

 

     --Então, me acredite quando te digo que funcionará. Não deveria estar assim de desgostada. Não é bom para nosso bebê. Deveria ter pensamentos felizes, e poderia fazê-lo se confiasse em mi.

 

     --Tem os bolsos cheios de magia ou um pouco parecido?

 

     --Talvez, disse brandamente. --Sou em um quarto comanche, recorda-o. Temos feitiços, e talismãs e conjuros. Procurarei dentro de meus bolsos e verei o que posso tirar dali. A questão é, se fizer magia sobre nós, acreditará nisto comigo? Não acredito que de outra forma funcione.

 

     Franny queria acreditar. Com todo seu coração, Ela queria. Mas em troca ela se encheu de temor. Ele a tinha obrigado a entrar em seu mundo. E, OH Deus, era tudo o que ela tinha sonhado que poderia ser. Sua mãe era maravilhosa. Sua casa da infância tinha paredes que emanavam calor. E quando olhou aos olhos, ela leu ali cem promessas que faziam que estivesse aterrorizada de acreditar nelas. Um maravilhoso e bonito marido, um bebê, uma família política que lhe dava a bem-vinda com os braços abertos. Era o sonho de sua vida. Um sonho impossível.

 

     --Chase? O chá de gengibre está preparado! sua mãe lhe chamou de abaixo.

 

     Seus olhos ainda sujeitando os dela, ele se ergueu. --Em seguida retorno.

 

     Enquanto ele desaparecia rodeando o muro divisório, essas duas palavras ressonavam em seus ouvidos, uma simples garantia. Ela tinha medo de acreditar inclusive nisso. Voltaria em seguida. Ela sabia em seu coração que com o tempo ele já não quereria voltar, chegaria o tempo em que a deixasse e se fora.

 

     O resultado seria o coração quebrado, e não poderia lhe culpar.

 

     O chá de gengibre obrou maravilhas. depois de bebê-lo, Franny se sentiu como um mundo melhor, e fechou seus olhos, consciente de que Chase lhe agarrava a mão e a olhava, mas muito esgotada para preocupar-se. Tinha sido um dia sem fim. Seu mundo tinha sido posto bocabajo, e endireitado de novo, mas nada era o mesmo. Nada voltaria a ser o mesmo de novo. Tudo o que queria era evadir-se aonde ela não tivesse que lutar com tudo isso agora.

 

     Um prado cheio de margaridas, luz de sol, uma doce brisa do verão, o som da água cantando sobre as rochas. Sonho ou realidade? A linha divisória entre os dois estava começando a ser imprecisa, mas ao Franny não importava. Ela se sentia tão segura em sua pradaria. Nada podia alcançá-la ali. Nada mau poderia lhe acontecer. Nada poderia danificá-la. Era um bom lugar para dormir. Um lugar seguro.

 

     Quando despertou, pela janela que havia em cima se via o crepúsculo. Sobressaltada, Franny se levantou disparada da cama e agudizó o ouvido. A casa dos Wolf estava silenciosa. Os atrativos aromas do jantar chegaram ao piso de acima até ela da cozinha, e em resposta, seu estômago grunhiu. Relaxando suas pernas sobre o bordo da cama, Franny alcançou suas roupas.

 

     depois de que se vestiu, deslizou-se abaixo pela escada da água-furtada. A casa estava tranqüila e vazia. Os abajures colocados estrategicamente ao longo das habitações para proporcionar iluminação depois de que a escuridão chegasse e as sombras caíam no piso de madeira polida. Mais a gosto na escuridão que com a luz, Franny se relaxou um pouco enquanto se parava no centro do salão. Seu olhar caiu sobre um formoso piano Chisckering, sua superfície altamente polida. Perto, o sofá de crina permanecia sob um conjunto do Marcos, alguns dos quais mostravam fotos, outras lembranças. Ela se aproximou para estudá-los, sonriendo ligeiramente quando viu as fotografias do Chase quando era menino. Tinha sido bonito inclusive então, seus olhos com um brilho travesso, seu sorriso pícaro.

 

   -- Minha mulher tem tudas suas lembranças na parede, uma voz profunda comentou desde detrás dela. --Isto é porque ela acredita que tem um cérebro muito pequeno, se? A maioria das pessoas brancas pensam o mesmo. Pensam que têm espaço em suas cabeças só para o aqui e o agora.

 

     Franny saltou e se cambaleou enquanto se dava a volta. depois de olhar fixamente através das sombras durante um momento, distinguiu a figura de um homem sentado em uma amaciada cadeira perto da chaminé. Hunter Wolf. Desde sua janela sobre o Lucky Nugget, tinha-lhe visto freqüentemente de longe enquanto caminhava pela cidade. Isso era diferente de encontrar-se só com ele.

 

     O peito nu e a aparência sinistra com seu comprido, negro cabelo, ele parecia ameaçador enquanto se erguia e se movia silenciosamente para ela. Viu que levava calças de ante, bordados pelas costuras externas e metidos nos mocasines de tornozelo alto.

     --Assustei-te. Sinto muito.

 

     Ele se deteve sem que seus braços a alcançassem. lhe olhando para cima, adivinhou que era da mesma altura que Chase, largo de ombros e estreito de quadris. Franny podia ver de onde seu marido tinha conseguido sua escura aparência e seu ar selvagem. Do quadril do Hunter Wolf pendia uma enorme faca, seu punho estava brandamente desgastado e se obscureceu com a idade. Ela não pôde evitar perguntar-se a quantas pessoas poderia ele ter tirado a cabeleira com ele faz anos.

 

     --Assim...Seus escuros olhos azuis se deslizaram lentamente sobre ela. --Você é Franny. Tinha-te visto, é obvio. Ele fez um movimento circular perto de sua têmpora que fez que ela se perguntasse momentaneamente se ele questionava sua inteligência. --Sempre com o chapéu y__ como se chama a coisa com amplos volantes?

 

     Aliviada de que ele se estivesse refiriendo a seu chapéu, disse --vincado?

 

     --Ah, se, vincado. Ele assentiu pensativo. Vi-te muitas vezes, mas não. Se? A pequena mulher sem cara. Ele a estudou durante um comprido momento. --Agora que já não te esconde o chapéu, posso ver porquê os passos de meu filho o levavam sempre ao Saloom.

 

     Franny sentiu um ardente calor subindo por seu pescoço. Dobrando sua cabeça, olhava cegamente ao chão. --Desculpo-me por lhes impor minha presença a você e a sua esposa. Sei como débito...

 

     --me impor? cortou-a.

 

     Ela estava tão assustada quando ele cavou seu queixo em sua mão que quase baixa a fazer companhia a seus sapatos. antes de que se recuperasse, lhe levantou a cara. --Nesta casa, sempre olhará para cima, nunca para baixo.

 

     --Mas eu....

 

     Ele levantou um polegar colocando-lhe na boca para silenciá-la, o que era bom, porque Franny não tinha nem idéia do que estava tentando dizer. --Não há peros. Um lento sorriso cruzou seus firmes lábios. Nesse instante recordou muito ao Chase. --por aqui, ninguém vai pôr te a rasteira, por isso não precisa olhar seus pés. Se tropeçar, um de nós te sujeitará antes de que caia. Então levanta o olhar, se? As melhores costure da vida estão diante de ti. Se você baixas a cabeça, lhe pode perder isso

 

     Com isso, liberou-a e enfocou seu olhar sobre a parede. Inclinando sua cabeça para o retrato da família, disse; --Estou seguro de que conhece a maioria das pessoas que conformam este lar. A que está junto ao Chase é a irmã de minha mulher, Amy.

 

   Franny sorriu para si mesmo, Os Wolf formavam um formoso grupo, nem um rosto feio entre eles. --Amy se parece muito a sua esposa.

 

     --Se. E alguns dizem que meu filho é como eu. Ele pareceu considerá-lo por um momento. --Acredito que eu sou melhor parecido.

 

     Franny soltou uma gargalhada. Ele riu com ela. Então, pilhando-a completamente despreparada, passou-lhe um forte braço sobre os ombros e a aproximou. Não teve tempo de sentir-se apanhada ou sufocada. antes de que ela pudesse dar-se completamente conta da repentina cercania, depositou um beijo paternal em sua frente e a soltou.

 

     --Bem-vinda, Franny. A minha casa e a meu coração.

 

     Com isto, deu-se a volta. Franny permaneceu ali como se tivesse jogado raízes, seu assustada olhar fixo nas musculosas costas enquanto ele entrava na cozinha. --Chase foi a procurar suas coisas, disse por cima do ombro. Minha mulher está em casa de Índigo conversando de coisas de mulheres. Dormiu durante o jantar, e ela deixou ordens estritas para que eu te alimentasse quando despertasse. Tem fome?

 

     Franny pressionou uma mão contra seu estômago que rugia. --um pouco.

 

     Ele dirigiu um olhar interrogativo para ela. --E o mal-estar de tripa? foi-se?

 

     Lhe dedicou outro sorriso surpreendido. --foi-se, se.

 

     Ele raspou um fósforo e acendeu uma luz no abajur sobre o aparador. O súbito brilho de luz jogou atravessando a escuridão, cinzelando bruscamente todas os detalhes. Ele se parecia inclusive mais ao Chase sob um próximo escrutínio. Seus dentes brilharam brancos quando sorriu. --Às vezes não falo corretamente. Logo acostumará a isso.

 

     Franny não queria lhe ofender. --Eu não acredito que fale diferente.

 

     Lhe piscou os olhos um olho. --Não dizemos mentiras nesta casa, nem sequer para ser corteses. Seu fugaz sorriso lhe disse que simplesmente se estava burlando, mas Franny teve a clara impressão de que também havia uma subjacente nota de gravidade. --Tenho estranhas expressões. A maioria do tempo falo como todos outros, mas minha maneira diferente de colocar as palavras não se esfumou completamente. Ele se encolheu de ombros. Possivelmente é porque aferro a meu próprio caminho se? Recordando que sou um da Gente e não me converti em um dos brancos.

 

     Franny se sentou à mesa e nervosamente cruzou as mãos por cima. --É você preconceituoso?

 

     Ele piscou os olhos um olho novamente. --me diga. Havida conta de que te estou fazendo companhia, suponho que não.

 

     --Isso é bom. Sonha como uma coisa horrível para sê-lo.

 

     Ela riu de novo. O som surgiu antes de que ela pudesse sufocá-lo. --Não sabe o que significa preconceituoso?

 

     --Conheço muitas palavras de vinte dólares, mas essa não é uma delas.

 

     Tratando de pensar em uma maneira singela de dizê-lo, explicou, significa que te desgosta uma pessoa devido a sua cor ou a sua raça.

 

     --Ah, tem razão. Não sou preconceituoso. Minha mulher tem a pele pálida, e eu gosto de muito.

 

     Franny sorriu.--Ela é verdadeiramente uma pessoa cálida e encantadora.

 

     --Não há sentido seus pés.

 

     Franny soltou outra risilla nervosa. Seus brilhantes olhos procuraram os dela.

 

     --Por isso é pelo que ela me conserva, se. Para mantê-la cálida? E não me importa, como há dito, é encantadora. Com ela, sou como um urso em uma árvore de mel, desenhado por sua doçura.

 

     --Chase diz que tomou como cativa, Franny saltou. É certo não é verdade?

 

     --Ah, sim. Faz muitos invernos, eu a roubei de suas paredes de madeira.

 

     --E a manteve contra sua vontade?

 

     --Por pouco tempo.

 

     --Não parecia que ele tivesse remorsos. Franny o estudou, absolutamente invejosa da Loretta Wolf por haver-se encontrado a mercê de todo esse musculoso poder. Parecia uma estranha forma de começar um matrimônio.

 

     --O que começa verdadeiramente mal só pode ir a melhor. Ele tinha terminado de ajustar a mecha do abajur e ajustando o globo sobre sua base. voltou-se a olhá-la com repentinamente solenes olhos. --ouvi alarme em sua voz? Tem medo de que meu filho siga os passos de seu pai?

 

     Franny se mordeu o interior de sua bochecha. Seu primeiro impulso foi mentir, mas o olhar do Hunter Wolf era muito persuasiva. --Ele está muito determinado a seguir este caminho em alguns assuntos. Parece-me um pouco inquietante.

 

     --Seu caminho, ou o caminho? Ele é meu filho. Destaca em altura sobre seus irmãos e olhe por volta do manhã com os olhos como o céu de meia-noite. Confia nele para saber aonde vai, Franny. E ambos chegarem ali seguros. Ele encontrará um caminho o suficientemente amplo como para que possa caminhar junto a ele.

 

     Franny baixou seus olhos, Hunter Wolf fazia que esta situação soasse como poesia. Realmente, era um complicado enredo. Ytemía enormemente que ela e seu bebê fossem os que sofressem por isso.

 

     A porta principal oscilou abrindo-se. Com um pacote envolto em papel arrojado sobre seu ombro, Chase se abriu passo em seu caminho para dentro. Ao ver o Franny disse; --OH, Senhor, está acordada. Estava começando a me preocupar que dormisse durante toda a noite de bodas.

 

     Hunter piscou os olhos um olho ao Franny. --por que ela não deveria fazê-lo? Você foi e a deixou sozinha com um velho para fazê-la companhia.

 

     --Só me fui durante meia hora, e te conhecendo, terá-a mantido entretida. Deixando o vulto perto da escada da água-furtada, Chase se passou a mão pelo cabelo revolto pelo vento enquanto ia dando pernadas para a mesa. Como os de seu pai, seus pés quase não faziam ruído, inclusive calçando botas. --Não cria nenhuma das mentiras que diga sobre mim. Foi Índigo a que preencheu o bote de açúcar com sal e pôs a rã na jarra de água de mãe. inclinou-se sobre o Franny e beijou sua bochecha. --Sente-se melhor? perguntou brandamente.

 

     --Muito.

 

     Ao Franny, a pequena casa, de repente lhe parecia muito cheia de presença masculina e se sentiu um pouco sem fôlego. Ela se sentiu aliviada quando Chase se moveu acontecendo-a, em direção à cozinha. Investigou a panela no fogão. Cheia de guisado, já preparado. --Quer um pouco?

 

     --Eu... um....sim, isso estaria bem.

 

     Chase tomou uma terrina da prateleira e começou a lhe encher. Seu pai permanecia junto a ele, fatiando pão de milho dentro da panela. Deixando fora uma parte, ele o pôs no bordo da terrina cheia. Agarrando uma colher de uma gaveta, Chase foi para ela. Com uma floritura, ele pôs a oferenda na mesa frente a ela. --Joga para trás suas orelhas e come.

 

     Franny agarrou a colher. Ambos os homens a olhavam com espera. Ela esperava que não planejassem olhá-la fixamente enquanto comia. Ela tomou um bocado. Chase parecia estar contando quantas vezes mastigava.

 

     --Quer um pouco de leite? perguntou.

 

     --Não, obrigado.

 

     --Um pouco de manteiga para o pão? Hunter ofereceu.

 

     A boca do Franny estava enche de novo, assim que ela sem dizer nada sacudiu a cabeça.

 

     --Gelatina? Chase perguntou. Conserva de framboesa! Ele passou o braço por cima dela para investigar o armário que estava na parede por detrás dela. --Recordo a mamãe dizendo que as framboesas são boas para o mal-estar matutino. Os potes soavam. Aqui está.

 

     Voltando para a mesa, ele pôs o pote perto do cotovelo dela e começou a trabalhar na cera com a ponta de sua faca. Franny só podia sorrir ante tão solícito comportamento. Evidentemente eles queriam que se sentisse a gosto e em seu afã estavam obtendo exatamente o contrário. Sua garganta se apertou enquanto seu olhar se dirigia do escuro rosto de um homem ao do outro. De tal pai, tal filho. Agora ela sabia de onde vinha essa expressão. Chase lubrificava a conserva no quadrado de pão de milho. Aparentemente satisfeito nesse sentido, foi até o fundo e limpou a folha de sua faca.

 

     --Provavelmente deva tomar algo mais de chá de gengibre.

 

     Franny assentiu e afundou seus dentes no pão lubrificado. Estava delicioso. Tão delicioso que a pilhou despreparada e momentaneamente a fez esquecer-se de sua consciência. --Mmmm-

 

     --Bom, né? As conservas de mamãe são fantásticas. Ela se levou a cinta azul durante três anos consecutivos na feira.

 

     --De verdade? Franny tomou outro bocado. --Posso ver por que. Realmente não acredito que jamais tenha provado outra conserva que possa comparar-se o     Porque ella supuso que iba a compartir la cama de él más tarde, Franny no podía pensar en una réplica cortés. Cama. Noche de bodas. Ella llenó su boca e inmediatamente lamentó haberlo hecho. El trozo de estofado de carne se volvía más y más grande mientras ella masticaba. En el dormitorio de la buhardilla de Chase no había en las paredes papel estampado de margaritas para estimular su imaginación. Cuando viniera a ella, no habría reglas escritas para obligarle a seguirlas. Gus no estaría abajo si le necesitaba. Y lo peor de todo, no habría ningún límite en el tiempo que Chase podría pasar con ella. A la una de la mañana, no acabaría su turno.

 

     A porta do fogão chiou enquanto Hunter a abria para atiçar o fogo. Chase pôs a panela do chá de gengibre sobre o fogo.

 

     --Não tem que estar muito quente, ofereceu Franny. Faz calor esta tarde. Eu não gostaria que ninguém se sufocasse por culpa do chá.

 

     Recebemos uma agradável brisa da colina, Chase a assegurou. De noite abro a janela sobre minha cama, e a corrente de ar me mantém tão afresco como um comprido trago.

 

     Porque ela supôs que ia compartilhar a cama dele mais tarde, Franny não podia pensar em uma réplica cortês. Cama. Noite de bodas. Ela encheu sua boca e imediatamente lamentou havê-lo feito. A parte de guisado de carne se voltava mais e maior enquanto ela mastigava. No dormitório da água-furtada do Chase não havia nas paredes papel estampado de margaridas para estimular sua imaginação. Quando viesse a ela, não haveria regras escritas para lhe obrigar às seguir. Gus não estaria abaixo se lhe necessitava. E o pior de tudo, não haveria nenhum limite no tempo que Chase poderia passar com ela. À uma da manhã, não acabaria seu turno.

 

     Ela estava colocada até o pescoço, e a mudança ia durar toda a vida.

 

     Franny olhou a seus pés. O banco arranhou ruidosamente o chão ante sua repentina sacudida. Chase e seu pai voltaram a olhá-la com perplexidade. --Eu.... um... preciso respirar ar fresco.

 

     Com isso, Franny procurou cegamente seu caminho fora da casa. Uma vez no alpendre dianteiro, tragou saliva avidamente no frio, sentindo-se enjoada e suarenta. Sobre suas pernas que não se sentiam muito fortes, moveu-se para o corrimão e se sujeitou a ela para apoiar-se. Não tinha medo do Chase. Realmente não o tinha. Então por que o pensamento de intimar com lhe dava pânico?

 

     --Está bem?

 

     O som de sua voz a sobressaltou. Entre seu pai e ele, seria afortunada se não morria de uma falha cardíaca. Ela dirigiu um olhar frustrado sobre seu ombro. --Deve te aproximar às escondidas para mim?

 

     --Não me aproximei às escondidas. Eu só... Ele se calou e suspirou. Movendo-se para ficar a seu lado, dobrou e apoiou seus braços sobre o corrimão. Olhando fora por volta das sombras do cedo entardecer, ele não disse nada durante vários segundos. Para o este a lua se abatia, resplandecente como um dólar de prata contra o azul escuro da malha de mezclilla. As silhuetas dos altos pinheiros permaneciam recortadas como o carvão contra o céu. --Sinto muito, Franny. Suponho que em nosso afã de te fazer sentir como em casa, fizemos justo o contrário.

 

     Sua desculpa a capturou o coração. Ninguém poderia lhe haver feito sentir melhor bem-vinda. --OH, Chase, não é tua culpa. Só é que estou tensa, isso é tudo.

 

     --Sei, e nós só o fizemos pior. Ele riu brandamente. --Ódio quando a gente me olhe enquanto como. Não sei no que estava pensando. Jogamo-lhe antes de que conseguisse comer muito.

 

     Franny deu outra profunda respiração. --Comerei mais. Só necessitava um pouco de ar, isso é tudo. De verdade.

 

     Ele trocou seu peso e dobrou o joelho oposto. depois de estudar as Palmas de suas mãos por um momento, suspirou. --Posso entender que esteja um pouco nervosa. Sobre esta noite e sobre tudo. Especialmente depois da maneira em que conduzi a isto. Meu pai acredita que sente um pouco de apreensão sobre o que posso fazer a seguir.

 

     Franny começou a sentir-se de novo sem fôlego. --Se, bom... Estou-o, só um pouco.

 

     Ele voltou suas mãos e enganchou seus polegares. Olhando seus dedos estendidos, que de repente pareceram enormes ao Franny, disse; --Nunca te faria mal. Sabe?

 

    --Claro.

 

     --E os cães raivosos não lhe morderão tampouco. Correto?

 

     Lhe dirigiu um olhar assustado. --Chase, eu não...

 

     --Não dê voltas a isto, Franny. Estas nervosa. Como você está nervosa, eu estou nervoso. Ele se ergueu e apoiou um quadril contra o corrimão. Sei que as poucas vezes com homens que você não apagaste que sua mente não foram agradáveis, e não te culpo por sentir apreensão. Realmente. Isto não me ofende.

 

     --Não o faz? ela disse com certo alívio.

 

     As esquinas de sua boca se esticaram. --Não. por que deveria? Só confia em mim quando digo que não tem nada que temer.

 

     --Obrigado. Avaliação este gesto.

 

     --Pergunta-a é, crie-o?

 

     --Quero fazê-lo.

 

     Ele capturou seu queixo com o bordo de seu dedo e levantou seu rosto. --Carinho, se pudesse ir nove anos atrás e enviar ao inferno aos bastardos que lhe feriram, faria-o em um momento. Mas só posso avançar daqui e tentar ser tão doce para ti como posso.

 

     --OH, Chase. Eu não te estou comparando com ninguém. Nem sequer pensei....

 

     --Não.

 

     --Não, o que?

 

     --Memore. Vi as olhadas que me dirigiste, ele disse roncamente. --E tenho lido o que estava em seus olhos. mediste minha força uma dúzia de vezes _no, mas bem cien_ e tremeste ante a idéia de que poderia utilizá-la contra ti. Não finja que não o tem feito. É um insulto a minha inteligência.

 

     Franny se sacudiu e se sujeitou do corrimão de novo. --Ganhei-me a vida pondo meu corpo a disposição dos homens durante nove anos. Seria absurdo temer fazer o mesmo contigo.

 

     --Então É absurda?

 

     --Não, eu... calou-se e tragou saliva. --De acordo, sim, estou sendo absurda. É só que...

 

     --Só que o que.

 

     --Não é o mesmo contigo.

 

     --Graças a Deus.

 

     --Você quer mais de mim do que os outros homens queriam. Muito mais.

 

     --Se.

 

     --E me assusta que__ Lhe olhou por cima de seu ombro. --Sempre fugi. Sei que sonha incrível, pero__

 

     --Ao princípio, se. Não podia entender como o fazia. Ou porquê te incomodava. O sexo se supõe que es__ Foi seu turno de calar-se. Ele riu brandamente sob seu fôlego. --De qualquer modo, duvidei-o ao princípio. Mas não agora. Não depois de que me falasse sobre sua primeira experiência. Tem perfeito sentido para mim que você bloqueasse tudo isto. É a forma em que sobreviveste, e o entendo.

 

     --Isso é o que sempre tenho feito. Sou muito boa nisso ahora__ em me deslizar longe. Só contigo, essa noite quando discutimos? Ela pressionou os dedos na garganta. --Intenté__ ir, e não pude. Em seu lugar fui horrivelmente consciente de cada toque, de cada pulsado. Sua voz era estridente. --Sei que isto sonha estúpido, mas estou nervosa a respeito de estar contigo porque tenho medo de que tenha que permanecer em meu corpo. Isto inclusive não tem nenhum sentido, não é certo? Soltou uma risada aguda. --A gente não pode deixar seus corpos. Mas de algum jeito eu o faço, e eu...

 

     --Franny... ele se tinha colocado detrás dela e rodeado sua cintura. Tenso, colocou seu braço de aço ao redor dela, abrindo suas mãos sobre o estômago dela, seus polegares roçando a parte inferior de seus peitos. --Sente-o? Seu coração pulsava grosseiramente contra suas costelas, tão selvagem que ela estava segura de que ele devia senti-lo.

 

     --São teus, sussurrou. --Meus fortes braços são teus. Ele inclinou sua cabeça para lhe acariciar o cabelo. --Quando tiver frio, arrastarei-te perto de meu calor. Mas nunca o utilizarei contra ti. Alguma vez. Entende-me?

 

     --OH, Chase.

 

     --Enquanto esteja comigo, não haverá necessidade de que fuja longe, prometo-lhe isso. Se se sentir horrivelmente consciente, ou horrivelmente algo mais quando minhas mãos estejam te tocando, então só me diga isso

 

     -- E?

 

     Ela sentiu o peito dele agitar-se ao rir entre dentes. --Bem, prescindiremos do horrível, é obvio.

 

     --Isto não pode ser tão simples.

 

     --Seguro que o será. Amo-te, Franny, e acredito que você me ama, tanto se estiver disposta a admiti-lo já ou não.

 

     --Quando as pessoas que se amam umas às outras se tocam, aí não há lugar para o horrível. Só indescritível doçura. Assim é como será entre nós dois, indescriptiblemente doce. Se não ser assim para ti, darei meu braço a torcer e começarei de novo.

 

    --me perdoe por dizê-lo, mas se voltasse a começar, isso só o faria mais largo.

 

     Ante isso, seu peito se agitou de novo.

 

     --Pode rir de mim tudo o que queira.

 

     --Carinho, não me estou rendo de ti, a não ser contigo.

 

     --Eu não me rio. Eu preferiria rápido e horrível a algo interminável e horrível enquanto você está tentando obter o impossível. Eu não gosto disto, Chase. Nada disto. Isto me resulta repulsivo.

 

     --Bem, veremos como se sente uma vez que tenha terminado contigo, disse confidencialmente.

 

     Isso era exatamente do que Franny estava assustada. --Se isto for horrível e repugnante, escaparei, confessou. Não serei capaz de me deter. E tenho medo de ferir seus sentimentos se o fizer.

 

     --Não ferirá meus sentimentos, assegurou-lhe. Se você pode escapar enquanto te estou fazendo o amor, serei eu o que tenha a culpa, não você. É meu trabalho fazer que você não queira escapar. Se não poder dirigir isto, meu nome não é Chase Wolf.

 

     Maravilhoso. Agora ela se converteu em uma provocação. Franny fechou os olhos com pavor. Imediatamente os abriu de novo quando Chase moveu sua mão para cima desde seu estômago a seu peito. Através do tecido de seu vestido, seus dedos planejaram sobre ela tão brandamente como um sussurro, procurando sua crista, tentando seu pico com ligeiros toques. Seu fôlego ficou apanhado detrás de sua laringe. Sentiu sua carne começar a inchar-se. A ponta de seu mamilo endurecida e alargando-se para lhe acomodar. Baixando sua cabeça, lhe capturou o lóbulo da orelha entre seus dentes enquanto beliscava ligeiramente a carne que ele tinha provocado até que se havia posto ereta. Seu fôlego quente e úmido raspava na orelha dela, lhe fazendo cócegas, sensibilizando a pele ao longo de seu pescoço em um consciente formigamento.

 

     O ventre do Franny se retorceu e atou enquanto uma sensação de excitação se disparava profundamente dentro dela. De repente suas pernas se sentiam débeis, e se recostou mais fortemente contra ele, assustada de que pudesse cair. Ancorando seu outro braço ao redor do quadril dela, sujeitou-a rapidamente contra seu peito, sua mão ainda jogando em seu peito, sua boca liberando um assalto por separado no sensível lugar justo debaixo da orelha.

 

     --OH, Deus! ela sussurrou.

 

     --Mmmmm.

 

     --Chase, eu...

 

     Ele tinha capturado o pico palpitante de seu mamilo e a tinha dado um forte puxão que fez que ela esquecesse o que queria dizer. Fez-a esquecer-se de tudo. Um tremor atravessou a longitude de seu corpo, e ela gemeu desço em seu peito, deixando cair sua cabeça para trás contra seu ombro para que sua maravilhosa boca pudesse fazer tentadoras incursões menores ao longo de sua garganta. --Doce Jesus, ele disse em um áspero sussurro.

 

     Abandonando seu peito, deslizou seu grande emano de volta para suas costelas. Sua mão estava tremendo, e pelo lugar onde tinha colocado seus dedos, soube que ele estava tomando a medida do batimento do coração frenético de seu coração. Movendo seus lábios em um sussurro de beijos subindo até suas têmporas, tomou uma profunda respiração, mantendo-a durante intermináveis segundos e logo exalou com um estremecimento.

 

     Franny retornou à terra com uma sacudida. Seguiu apoiando-se contra ele, a tensão se tornou a dar procuração de seu corpo, e fixou seu olhar nas taças das árvores. Logo que podia acreditar como lhe tinha respondido e duvidava que qualquer dama tivesse feito o mesmo. Justo agora, ele estaria provavelmente pensando que ela se rendeu muito rápido, que era uma fulana. Lhe ocorreu que ela estava condenada se o fazia, condenada se não o fazia. Sentiu como ele levantava sua cabeça. Estava muito humilhada para encontrar seu olhar e tinha medo do que poderia encontrar ali.

 

   Agarrando-a pelos ombros, lentamente a voltou para enfrentá-la. Ela olhou resolutamente a sua garganta. Com um nódulo dobrado, apanhou-a pelo queixo e inclinou sua cabeça para trás. Seus escuros olhos brilhavam com a luz da lua, afundando profundamente nos seu e ele sorriu. --Ah, Franny, é tão preciosa. Renda-se, ele baixou a cabeça e juguetonamente mordeu seu lábio. --Agora está envergonhada. Não posso te acreditar algumas vezes.

 

     Seu lábio tremia onde ele o tinha mordiscado, e passou sua língua sobre esse ponto, sem dar-se conta até que foi muito tarde de que ele a estava olhando. Um brilho estranho apareceu nos olhos dele.

 

     --Mierda, disse entrecortadamente.

 

     antes de que ela pudesse lhe perguntar o que estava mau, a boca dele se posou sobre a sua. Sobressaltada, Franny apoiou suas mãos sobre seu peito, com a intenção de lhe empurrar longe, mas no espaço de um batimento do coração, estava obstinada a sua camisa para sustentar-se a si mesmo de pé. Sua boca. Nunca havia sentido um pouco tão quente, liso e suave. Sua língua contra a de lhe fez pensar no centro amadurecido e doce de uma ameixa. Esta se entreteceu ao redor da sua, logo se deslizou para explorar o interior de sua boca, lhe fazendo cócegas, acalmando-a, tentando-a.

 

     Ele se separou dela tão rapidamente que a deixou cambaleando-se. Vagamente se deu conta de que estava respirando tão fortemente como se tivesse estado correndo, e debaixo das Palmas de suas mãos, pôde sentir seu coração golpeando contra a parede de seu peito.

 

     --Filho de puta, disse ele em voz baixa.

 

     Dando um passo atrás, esfregou-se a boca com a parte posterior de sua boneca, congelado a metade do movimento, seus escuros olhos fixos em seus lábios. depois de um comprido momento, soltou o fôlego e dobrou sua cabeça, roçando o talão de sua bota contra o alpendre. Com as pernas lhe tremendo, abraçou sua cintura, temerosa de que ele estivesse zangado. Quando finalmente olhou para cima, pôs suas mãos sobre seus quadris e olhou as vigas do teto por cima dele, rendo ironicamente.

 

     Forçando outro fôlego tremente, ele olhou atrás e abaixo para ela. --Franny, peço-te desculpas, eu... um... Ele passou seus dedos por seu cabelo, claramente agitado. --Jurei-me mesmo que não faria isto. É sólo__ Sacudiu sua cabeça e disse; --Latido. Isto me sobreveio como uma casa em chamas. Sinto muito.

 

     --Está tudo bem, assegurou-lhe com uma voz muito baixa.

 

     Ele a olhou durante um comprido momento, depois sorriu lentamente. Dobrando um dedo para ela, disse; --Vêem aqui, carinho. me deixe ver se posso fazê-lo bem esta vez.

 

     Franny não podia ver como poderia possivelmente melhorar sua técnica, mas seu olhar a obrigou, e se aproximou, seu pulso deslizando-se no olhar tenro dos olhos dele. À luz da lua, ou a qualquer outra, era o homem mais bonito sobre o que ela jamais tinha posto seus olhos, mas nesse momento, era absolutamente devastador para sua sensibilidade feminina, seu cabelo escuro apanhando a chapeada luz, seu brunido rosto banhado em brilho e sombra, seus dentes iridescentes.

 

     Emoldurando sua cara entre suas mãos, dirigiu o olhar lentamente sobre seu rosto como se tratasse de memorizar cada linha. --Hei-te dito quão formosa é?

 

     Porque a sustentou rapidamente, Franny não pôde sacudir a cabeça, e por sua vida, não podia falar.

 

     --É formosa e tão incrível, incrivelmente doce. Acredito que sou o homem mais afortunado do mundo.

 

     Com essa suave declaração zumbindo em seus ouvidos, pôs seus polegares sobre as bochechas dela e dobrou sua cabeça para tocar reverentemente sua boca com a sua. Foi um tímido beijo. Um beijo de saudação. O tipo de beijo com o que Franny havia uma vez sonhado receber quando ela era uma cabeça de chorlito de doze anos de idade quem ainda sonhava com românticas entrevistas com bonitos homens jovens que caíam rendidos a seus pés. Era doce, tão maravilhosamente doce, finalmente experimentar essa sensação. Ele moveu sua boca a suas pálpebras, pressionando os fechados. Depois beijou sua frente e a ponta de seu nariz.

 

     --Amo-te, murmurou. Deus, como te amo. me perdoe por ir detrás de ti como um sedento detrás da bebida.

 

     Franny lentamente abriu seus olhos.

 

     --É só que estive esperando por isso, antecipando-o. Ele pressionou sua frente contra a sua. --Não tem nem idéia de quanto desejei te tocar, te beijar. Agora, sabendo que é minha aos olhos de Deus e da Lei, é um pouco duro conservar os maneiras. Sabe?

 

     Suas maneiras. Isto trouxe lágrimas aos olhos do Franny.

 

     --Tentarei ir mais devagar, prometo-lhe isso, assegurou-lhe.

 

     depois de sentir a forma em que tinha tremido, Franny duvidava de seu êxito. Ela unicamente desejava que tudo fora tão bonito como tudo o que já tinha passado entre eles.

 

     Arrumado a que seu chá parecerá, disse repentinamente.

--O que diz se formos dentro antes de que eu me comporte como um grande idiota, mais do que já tenho feito?

 

     Ela assentiu.

 

     --Assim está de acordo, fiz o idiota.

 

     Ela soltou uma surpreendente gargalhada. Esta retumbou desço no peito dele. Deslizando um braço ao redor dela, atraiu-a mais perto para lhe dar um rápido abraço, depois a soltou.

 

     --vamos conseguir esse chá antes de que comece a te sentir enjoada outra vez.

 

                                                   CAPÍTULO 16

     Quando voltou a entrar na casa, Franny se surpreendeu ao encontrar que Loretta havia tornado de casa de Índigo, evidentemente através da entrada traseira. A presença de outra mulher poderia ter ajudado ao Franny a relaxar-se se tivesse sido qualquer outra que não fora sua nova sogra. Como o era, Franny não podia sentir-se a gosto. Tinha medo de dizer ou fazer algo incorreto e se replegaba em silêncio, o que entretanto também a preocupava, porque temia que pudessem pensar que era grosseira.

 

     O chá de gengibre e suas incríveis propriedades no tratamento do mal-estar matutino era o tema central de conversação entre os outros três adultos. Como Franny estava bebendo a bebida em questão, os outros se sentaram ao redor dela na mesa, olhando-a espectadores e relatando-a seus conhecimentos da planta: a rapidez com que tinham visto que solucionava o mal-estar de estômago das futuras mães, os sabores que poderiam acrescentar-se o para fazer que estivesse mais apetecível. O que Franny não podia esquecer era que seu embaraço estava em todas suas mentes. Sendo médio consciente e temendo o momento em que eles começassem a especular com as datas, logo que podia tragar os sorvos do chá que tomava e não se surpreendeu absolutamente quando Loretta fez uma pausa na conversação para lhe perguntar de quanto estava.

 

     Com seus rasgos escuros radiantes pelo orgulho, Chase respondeu; --“ao redor dos dois meses, segundo o Dr. Yost, e duvido que se equivoque muito freqüentemente”.

 

     Franny lhe jogou um olhar horrorizado. Embora estava sentado justo ao lado dela, fingiu não dar-se conta, o que fez que desejasse amassar seus dentes. Como podia ele simplesmente soltar a verdade de sopetón? Pensava que seus pais eram estúpidos? Ele só levava no Wolf´s Landing um mês e meio. Qualquer com dez dedos e a capacidade de contar poderia facilmente averiguar que não estava aqui quando o menino tinha sido concebido.

 

     Para consternação do Franny, Loretta Wolf nem sequer tentou ocultar seus dedos para contar. --vamos ver. Foi... bem em julho. Com as pontas de seus magros dedos, ia contando os meses, e seus olhos azuis se alargaram. Franny esperava por completo que dissesse; "Espera um minuto. Como pode ser?" Em seu lugar suas bochechas se ruborizaram com óbvio deleite, e exclamou: --“OH, que encantador, pode ser um bebê de fevereiro! Que tempo tão ideal, Franny. Justo antes da primavera. Os objetos quentes dos bebês não se sujam tanto e não terá que as lavar muito”.

 

     --Confia em uma mulher, disse Chase com um bufo.-- Preocupando-se da penetrada. É meu filho de que estávamos falando. Ele pode sujar toda a roupa que queira. Rodeando com um braço musculoso os ombros do Franny, deu-a um rápido abraço. --estive praticando com a tabela de lavar. Eu ajudarei com a penetrada.

 

     --Este bebê poderia ser uma menina, e não espero que você faça minhas tarefas. Franny disse finalmente. Estava tão humilhada, que queria morrer. O que deveriam estar pensando seus pais? Se ela estivesse em seu lugar, estaria horrorizada. E zangada. Eles não poderiam evitar sentir que ela estava utilizando a seu filho, e da pior maneira que se podia conceber.

 

     --Suas tarefas? Loretta deixou sua taça de café com um golpe decisivo. --Minha querida menina, tira esse pensamento de sua cabeça. Nesta família, o homem faz a parte que lhe corresponde. Fazem falta dois para fazer um bebê, e dois devem compartilhar a carga da criação dos filhos. Ela sorriu com carinho a seu bonito marido. --Hunter lavou quase tantos fraldas como eu quando os meninos eram pequenos, e quando ele estava em casa, virtualmente se ocupava de seu cuidado. Eu era a inveja de cada mulher na cidade. Muitos homens aborrecem qualquer forma de quehacer doméstico. Pensam que os faz parecer menos masculinos. Hunter nunca se preocupou com tal tolice, e tampouco o faz Jake. Os sábados pela manhã, pode vê-lo fora no pátio traseiro, ajudando a Índigo a fazer a penetrada. Estou segura de que Chase será igual de útil.

 

     --Há alguma dúvida? Chase perguntou. --Franny não está interessada na mineração como Índigo, mas ela tem planos para costurar e fazer artesanatos, acredito. Lhe dirigiu um olhar de admiração. --Simplesmente espera a ver seu trabalho, mamãe. Faz coisas formosas. Roupa, desenhos de flores secas sob um cristal, brinquedos para meninos. Poderia ganhar realmente um bom dinheiro se pusesse algumas de suas obras à venda.

 

     --De verdade? Os olhos da Loretta refletiam genuíno interesse.

 

     Franny disparou ao Chase outro olhar interrogatoria. Tanto como amava criar coisas com suas mãos, nunca lhe tinha ocorrido que pudesse ter cooperação por parte de seu marido pelo que poderia ter tempo para essas atividades. --São só pequenos projetos, disse timidamente a sua sogra. --Nada tão importante como Chase o tem feito parecer.

 

     Ele fez uma careta de exasperação. --São muito importantes. Comprarei a nosso bebê um travesseiro com cara de palhaço como a que está fazendo para o Jason, e estarei disposto a pagar uma boa quantidade de dinheiro por ela.

 

     Nosso bebê? lhe ouvir dizer isso, de um modo informal, como se o fora, encheu ao Franny de um desejo intenso. Se fosse verdade. OH, queria com desespero acreditar que sua vida poderia ser facilmente reparada, que Chase poderia só chegar e mover a varinha mágica, transformando tudo o que tinha sido tão sórdido em algo formoso.

 

     --Tem máquina de costurar, Franny?

 

     Com um princípio de culpa, Franny se sacudiu a si mesmo entrando de novo na conversação. --Se. Uma Wheeler-Wilson.

 

     --É uma grande marca nova, Chase esclareceu. Sonriendo a seu pai, disse; --Estate atento. Mamãe se voltará verde quando a vir. O primeiro que saberá é que quererá encarregar uma.

 

     --Uma Wheeler-Wilson! Loretta se mordeu uma bochecha. --Ah bom, tão antiga como é a minha ainda faz o trabalho. Onde está?

 

     --Ainda não a trouxe do Saloom, Chase respondeu.

 

   Franny se estremeceu. Esperou que um de seus pais fizesse um comentário depreciativo, mas nenhum o fez. O fato de que eles se abstiveram a surpreendia. Não fazia falta ser um gênio para pôr duas e duas juntas e encontrar-se com quatro. O resto de seus pertences estavam ainda no Saloom. Ela estava grávida de um menino que não era possível que fora seu neto. Estes eram possivelmente a gente mais estúpida que jamais tinha existido, ou a mais amável. Franny tinha medo de deixar-se a si mesmo acreditar que era o último.

 

     --Com duas máquinas de costurar, podemos ter seu vestido de noiva montado em nada de tempo, Loretta comentou alegremente. Inclinada para frente sobre sua taça de café, fixou seus parpadeantes olhos no Franny. --Não posso esperar para ir comprar o tecido. Hunter diz que enganchará a Inferno à carreta e nos levará ao Jacksonville.

 

     --Bom, isso nos levaria um dia, mamãe. Chase tentou cortá-la.

 

     Loretta continuou tagarelando. --A seleção que ali há é muito melhor. Eles gostam das contas e os miçangas?

 

     --Mamãe?

 

     --Desde que Chase me disse que vós dois estavam planejando ter umas bodas formal, estive imaginando um vestido que jorre literalmente de miçangas.

 

     Franny se afogou com um sorvo de chá de gengibre. Ela só podia olhar a sua sogra boquiaberta de assombro. Umas bodas formal? Esta era a primeira vez que Franny tinha ouvido falar disso. E a idéia era uma perfeita tolice. Um vestido branco? Para ela?

 

     --Merece-te ter umas formosas bodas. Chase inseriu rapidamente. --Enquanto estava dormida, estávamos todos reunidos, e me ocorreu mencionar que nós poderíamos... calou-se e dirigiu um abrasador olhar a sua mãe. --Só o discutimos de passada, isso é tudo.

 

     Franny podia ver, pela expressão da Loretta, que ela tinha percebido a menção do Chase de umas bodas muito diferente.

 

     --Nós falaremos sobre isso. Realmente deveria ter umas bonitas bodas, carinho.

 

     --Bem, é obvio que deveria! Loretta secundou. --É o dia mais importante na vida de uma mulher, e deveria ser algo que pudesse sempre recordar. Casar-se diante de um juiz de paz simplesmente não é o mesmo.

 

     Hunter fixou os escuros olhos azuis no pálido rosto do Franny. --Deve haver umas bodas, sim? Promessas feitas ante Deus e os Grandes Seres. Sem elas, não é um bom matrimônio.

 

     Chase esclareceu sua garganta. --Franny e eu, temos que discutir isto em privado, pai.

 

     Hunter sorriu. --O que vem depois é privado. As bodas pertence a todo mundo. Não te importará que te case um sacerdote, espero? O Pai Ou´Grady é muito amável e não insistirá em que te converta __ Ele olhou a sua esposa em busca de ajuda. --Qual é a palavra?

 

     --Um converso, Loretta a subministrou. –“É o habitual, é obvio, que os cônjuges dos católicos se convertam à fé. Entretanto em nossa família, não somos muito ortodoxos em nossa forma de render culto. O Pai Ou’Grady renunciou a nós, acredito. Ela se tocou o peito. Eu sou uma católica tradicional até a medula de meus ossos. Mas Hunter tem suas próprias convicções religiosas, então educamos a nossos filhos acreditando em ambas as doutrinas. Chase e Índigo som __ ela se calou e sorriu a seu filho. --Em realidade, acredito que o Pai Ou´Grady diria que eles não têm solução. Ele está contente só vendo suas caras na igreja em alguma ocasião e não insiste em que façam as coisas à maneira tradicional. Isto inclui o matrimônio. Jake é metodista, e até o momento, não recebeu nenhuma admoestação. Diz que tem medo que sua primeira confissão produzira no pai um ataque cardíaco”.

 

     Todo mundo salvo Franny riu ante isso.

 

     Chase limpou sua garganta e disse; --Acredito que estamos afligindo ao Franny, mamãe. Não acredito que tenha umas bodas pela igreja em mente. Agarramo-la por surpresa.

 

     --OH, já vejo., disse Loretta brandamente.

 

     Só que não o via, Franny pensou. Nenhum deles o fazia. Não podia ter umas bodas pela igreja. Podia ver que todos estavam convencidos disso, mas a idéia era uma absoluta loucura.

 

     --Realmente eu gostaria de ter umas bonitas bodas, Chase lhe disse brandamente. --Quero verte em um formoso vestido de noiva e caminhar pelo corredor para mim do braço do Frankie. Eu gostaria que toda sua família e a minha estivessem ali. Sua mãe e todos os meninos. Meus amigos, e meu tio Swift e tia Amy. E Índigo e Jake, é obvio. Arrumado a que a Índigo adoraria ser sua dama de honra.

 

     Congelada em um negativo sil&