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O HOMEM INTERIOR / Lora Leigh
O HOMEM INTERIOR / Lora Leigh

                                                                                                                                                   

                                                                                                                                                  

 

 

Biblioteca Virtual do Poeta Sem Limites

 

 

O HOMEM INTERIOR

 

Junho

Sandy Hook, Kentucky

 

— Roni, cara, em que tipo de problema está metida desta vez? —Roni Andrews tratou de suprimir um aberto sorriso quando escutou a voz de Taber ecoando através do corredor das celas do cárcere do condado. Recostou-se no incômodo beliche, fingindo indiferença. De maneira nenhuma, dar-lhe-ia a oportunidade de ver quanto podia intimidá-la. E ele podia intimidá-la.

 

Bom com 1,80m de altura, seu corpo era uma massa de poderosos músculos, sua expressão freqüentemente selvagem, remota. Ele podia fazer com que seu coração pulsasse fortemente com uma combinação de medo e excitação. O medo era algo que podia dirigir. Era a excitação com o que freqüentemente tinha mais problemas. A primeira vez que a sentiu tinha sido justo depois de ter alcançado os dezesseis anos, intensificou-se vários meses depois de seu aniversário de 22 anos. Havia noites em que ela se queimava por ele, e isso a aterrorizava.

 

Deu boas vindas à sensação da pedra fresca em suas costas, aliviando um pouco o calor asfixiante que a rodeava. O calor que sentia dentro dela, era mais ardente ainda. O aparelho de ar condicionado tinha estado quebrado toda a noite e as celas eram sufocantes. Graças ao velho Mort, o carcereiro, que tinha aberto as janelas, ela tinha deixado de sofrer.

 

As fortes pisadas das botas de Taber no piso de pedra causaram-lhe um sobressalto. Só caminhava dessa maneira quando estava zangado. Cuidadosamente compôs uma expressão de diversão aborrecida em sua cara. Nunca o deixaria saber que ela se assustava terrivelmente quando ele se zangava.

 

Não, Taber não a machucaria. Instintivamente sabia que nunca lhe bateria. Mas havia algo nele quando se enfurecia. Algo primitivo, predador. Não era um homem que ela se arriscasse a deixar zangado muitas vezes. Infelizmente, os problemas pareciam encontrá-la e freqüentemente, Taber aparecia para resgatá-la a de uma ou outra maneira. Ela estava aterrorizada de que um dia ele se cansasse de ser seu cavalheiro de armadura brilhante e se desentendesse completamente dela.

 

Em uns segundos ele esteve de pé na porta da cela, suas mãos apoiadas em seus magros quadris, o cenho franzido gravado sobre seu orgulhoso rosto, que fazia obscurecer o sol. Demônios,

o para querer roçar-se contra ele, como um gato. Era alto e musculoso, com ombros largos, seu peito poderoso seguido de um abdômen plano, que fazia que desejasse tocá-lo.

 

Largas e poderosas pernas cobertas com uma cômoda mezclilla e não havia maneira em que ela deixasse de contemplar a protuberância entre suas coxas que parecia muito boa para ser certa. Precipitadamente ela sacudiu com força seu olhar de volta a sua cara.

 

Seus olhos estavam fixos nela agora, o brilhante verde jade ardendo com fúria. Ela tragou saliva. De maneira nenhuma estava agradado estar com ela esta manhã.

 

— Não fiz nada. —Ela se recuperou rapidamente, permitindo que toda a excitação que sentia lhe servisse de combustível para sua cólera.— Estava só lá em pé, Taber. Palavra. - Esse xerife perdeu o julgamento.

 

Ela lutou por ocultar sua diversão. É obvio, ele sabia que mentia. Sempre sabia quando mentia.

 

— Deveria deixar que apodrecesse aqui. —Ela adorava esse grunhido em sua voz quando estava zangado. Sua voz dimiuia e vibrava quase... como um gato. Amava os gatos.

 

Roni pôs os olhos em branco, embora os músculos de seu estômago se estremeceram em reação. Literalmente podia sentir seus peitos inchando-se, seus mamilos erguidos ante sua voz, e ela soube que ele notou sua reação.

 

Instantaneamente sua expressão se apagou. Sem cólera, sem ira. Como um maldito robô. Toda a expressão em seu rosto parecia que se fechava hermeticamente, friamente, causando que ela tremesse em reação. Odiava-o quando fazia isso, odiava quando se escondia ante qualquer resposta de seu corpo.

 

— Vai me tirar daqui ou o quê? —Ladrou, chateada por sua reação.

 

— Está horrivelmente quente aqui, Taber, e cada vez aumenta mais a temperatura. —Em mais de uma forma.

 

Ele suspirou logo sacudiu a cabeça, como se o problema não fora mais do que ele tinha esperado dela tão cedo pela manhã. Ao menos seu olhar não era aquele olhar tão indiferente que ela odiava.

 

— Deveria açoitar seu traseiro. —Ele se fez a um lado quando o carcereiro, bem entrado em seus cinqüenta e tantos anos, sorria abertamente, e abria a porta da cela.

 

Roni não lutou contra o tremor que sentiu sobre seu corpo ante o sombrio som de sua voz. Ele poderia surrá-la qualquer dia, pensou. Enquanto ele a tocasse. Talvez ele a beijaria e a surraria mais tarde? Seus pensamentos fizeram que suprimisse um sorriso assim como também sua trêmula resposta.

 

— Me dê uma surra, papai —Disse arrastando as palavras, enquanto se levantava do cama de armar e passava pela porta.

 

Ele bufou aborrecido.

 

— Seu pai obviamente descuidou da disciplina contigo ou você não chegaria tão longe.

 

Roni caminhou a toda pressa atrás dele, e chegou até onde o xerife tinha deixado sua mochila no velho escritório do Mort na noite anterior. Ela se obrigou a seguir Taber, e se agachou a recolhê-la, sentindo o olhar do Taber em seu traseiro como uma carícia.

 

Levantou-se, acomodou a correia sobre seu braço e se voltou para ele com um brilhante sorriso.

 

— Estou pronta sempre que você estiver. Acredita que Sherra me deixaria ficar com ela por algum tempo? Essa velha casa se está ficando aborrecida este verão.

 

Para ser honesta, estava ficando em pânico. Não sabia quem lhe estava jogando pequenas brincadeiras ultimamente, mas ia se inteirar. Ela estaria um dia ou dois sem sabê-lo, como a noite anterior, mas eventualmente daria com os culpados.

 

O olhar duro que lhe dirigiu lhe assegurou que não lhe tinha escapado sua pequena mentira. Sabia condenadamente bem, que ela não pediria ficar com sua irmã a menos que estivesse morta de medo. Considerou lhe pedir que a deixasse ficar em sua casa. Mas sabia de sua debilidade por ele e estava aterrorizada de lhe implorar que a tocasse. A intimidade e o isolamento da quietude de sua casa só destroçariam o controle pelo que ela trabalhava tão duro, entretanto. Ela não queria mendigar seu toque. Não queria arriscar-se à angústia de que ele a rechaçasse.

 

Esta reação para ele escapava de seu controle, admitiu ante si mesma. Culpava-se por sua falta de habilidades sociais, ou a seu medo a ter encontros com o passar dos anos. Ela não sabia quando realmente um tipo queria sair a divertir-se com ela ou quando tratava de encontrar uma forma para vingar-se de seu pai. Infelizmente, ela pagou freqüentemente os inumeráveis delitos insignificantes e criminais, que seu pai, Reginald tinha cometido freqüentemente.

 

— Sherra está de viagem esta semana. —Agarrou seu braço firmemente quando ela fez gesto de adiantar-se a ele outra vez.— De todas formas, quanto tempo aconteceu desde que comeu por última vez?

 

Sabia que tinha perdido peso o mês passado. O medo e a preocupação tinham uma maneira de afetar seu apetite no melhor dos casos.

 

— Por que?, ontem, acredito. —Ela tratou de argüir com astúcia essa mentira, entretanto pelo apertão de seus dedos em seu braço, teve a sensação de que tinha falhado

 

— Vamos Taber. Você me tirou sob fiança como um bom menino, agora somente irei a casa e esperarei alguns dias até que te recupere.

 

- Ainda tenho emprego? —Ela girou o olhar para trás, fazia ele, quando a golpeou o pensamento. Necessitava esse trabalho.

 

— Deveria retornar à escola, em lugar de trabalhar em uma gordurenta garagem, — Grasnou, enquanto a conduzia ao exterior para sua caminhonete

 

— Quando retorna seu pai?

 

— Infernos se sei. —Suspirou, refreando seu arrependimento ao pensar no colégio. Não era que não tivesse querido ir, demônios. Mas precisava comer, também. As duas coisas não se levavam bem. — viajou semana passada. Deixou um recado dizendo que chamaria. Não o vi depois disto.

 

Não é que realmente se importasse vê-lo logo. Ainda quando ele estava em casa, estava sozinha. A menos que ele necessitasse dinheiro e ela não tivesse para lhe dar. Então as coisas realmente ficavam interessantes.

 

Ele atirou com força da porta do caminhão para abri-la sem soltar seu braço. Contemplou-lhe, tragando com força ante o olhar de seus olhos. Estavam mais escuros do normal, brilhando intensamente com alguma emoção que fez que lhe percorresse uma onda de calor através de seu corpo, fez suas coxas formigarem, e contrair-se a sua vagina. Por uma vez, estava-a olhando como algo mais que a uma menina molesta.

 

— O que aconteceu ontem à noite?

 

—Uh OH. Ele usava esse tom que não tolerava negativas. Que fazia que seu coração bater mais rápido em seu peito e a seu sangue bombear duro e pesado em suas veias.

 

Ela se encolheu de ombros descuidadamente.

 

— Alguns meninos fazendo travessuras, provavelmente. Você sabe como são.

Ele guardou silêncio por uns largos momentos.

 

— O que aconteceu? —Outra vez sua voz se escutou como trovão. Ela tremeu ante isso.

—Alguém tratou de forçar a entrada à casa, não foi? —Tratou de escapar de seu aperto mas foi impossível livrar-se dele.

 

— Persegui-os até a estrada principal antes de poder disparar. Logo disparei. Infelizmente, o velho Reverendo Gregory se atravessou, saía ou entrava, ou eu disparava ao carro equivocado. Ainda não sei como escaparam de mim.

 

Ela não tinha estado disparando a matar. Só tentava assustá-los um pouco. Felizmente o Reverendo parecia ter senso de humor e só exigiu uma noite na prisão para lhe ensinar uma lição. Não era sua primeira noite ali. Duvidava que fora a última.

 

— Disparou-lhes? —Demônios. Ele estava realmente aborrecido agora.— por que não me contou isso, Roni? Que diabos estava fazendo com uma pistola? —Sua voz tinha decrescido em vez de aumentar. Esse não era nunca um bom sinal.

 

— Sei usá-la. —Ela se contorcionou ante seu aperto, mas foi mais que consciente do fato de que lhe tinha deixado largar-se unicamente porque o permitiu, não ela.

 

— Demônios, Taber, já estou cansada desses bastardos tratando de me atormentar. Cada vez que Reginald se vai, atiram a mesma merda sobre mim.

 

Aterrorizavam-na. Taber não estava a par das chamadas telefônicas. Ela nunca poderia lhe revelar as notas breves, horripilantemente descritivas tampouco. Empalideceu só de pensar nelas. Eram gráficas, explícitas e aterradoras.

 

— Sobe à caminhonete. —Nunca lhe tinha escutado esse tom antes. O perigo ressonava ao redor dela e o tremor que lhe sobreveio, não teve nada que ver com a excitação e sim muito com o temor.

 

 

Ela fez o que lhe ordenou, embora lhe vigiou atentamente. A porta golpeou ruidosamente detrás dela e Taber se dirigiu com passo majestoso ao redor da caminhonete, não disse outra palavra até que esteve dentro do veículo no lado do condutor.

 

— O que fez ele esta vez? —Ela assumiu que ele se referia a seu pai.

 

Ela se encolheu de ombros cuidadosamente.

 

— Não sei. Chegou tarde a semana passada, pôs algumas roupas em uma mochila, disse-me que ficasse com uns amigos e saiu.

 

— E você está ainda na casa, por que? —Disse grunhindo. Homem, era um animal quando se zangava, pensou inquietamente. Essa voz profunda a voltava louca, entretanto.

 

— E em onde vou ficar? —Sua risada foi de auto comiseração. Não era como se ela tivesse muitas escolhas.

 

— Telefonei para Sherra, mas não me respondeu. Telefonei-te uma vez ou duas, mas não estava por aí tampouco. Só ficávamos a arma de fogo e eu. A arma sempre está ali.

 

Não gostou do olhar que lhe dirigiu. Furioso e... faminta. Olhou-a como se estivesse procurando comida e a considerasse uma presa fácil de repente. Agitou sua cabeça, o assombro brilhando em seus olhos.

 

— Deve estar louca, —Disse finalmente suspirando— Certamente, demente. Bom Deus, Roni, por que não deixou uma mensagem?

 

— Quantos quer que deixe? —Gritou voltando-se para ele. Ela não tinha dormido em uma semana; estava faminta e doente de medo.

 

— Chamei durante três dias, Taber, e deixei as mensagens. Por que não comprova a maldita máquina? Melhor ainda, vá grunhir lhes às malditas pessoas que não arrumaram a recepção do telefone móvel neste condado ainda. Inclusive seu móvel não respondia e para então estava cansada de implorar sua ajuda. —Como isso não era incomum na pequena e montanhosa área em que eles viviam, ele se acalmou, suas mãos apertando o volante.

 

— Não houve nenhuma mensagem. —Perigoso, retumbante ele só se estava pondo mais furioso a cada momento.

 

 

— Então um de seus irmãos os apagou — disse-lhe, zangada.— Deixei as mensagens, Taber. Surpreendeu-me quando chegou esta manhã. Quando o xerife disse que ele teve que te deixar uma mensagem...

 

— Não houve mensagem. —Sua voz diminuiu ainda mais.— O xerife me buscou na garagem esta manhã.

 

Ela bufou.

 

— Então aí o tem. Disse-te ele que te deixou uma mensagem ontem à noite?

 

— Não. Mas lhe perguntarei a respeito disso. —Pelo tom de sua voz, deu-se conta de que ele procuraria respostas, também.

 

Seu olhar piscou quando ele cravou os olhos nela fixamente. Seus olhos eram escuros e intensos. O olhar a recordou que era mulher, e lhe fez ansiar coisas que freqüentemente a ruborizavam quando pensava nelas. Ele raramente a olhava dessa maneira. Que o fizesse agora a deslocou completamente.

 

— Pode ficar em meu escritório, sobre a garagem. —Ele acendeu o motor afastando-se do cárcere enquanto falava.— Há uma boa cama e uma pequena cozinha lá em cima. Ninguém te incomodará.

 

Mas ela não queria estar sozinha. Estava aborrecida disso.

 

— Olhe, só me leve de volta a minha casa. Estou segura de que Reginald estará logo de volta.

 

Ele bufou ante isso.

 

— Não tenho tempo de te tirar sob fiança do cárcere cada manhã, Roni. Iremos por suas coisas e te levarei a garagem. Retornará à escola este outono...

 

— Não tenho dinheiro ainda...

 

— Eu posso pagá-lo. — Grunhiu, seu olhar fixo desviando-se para ela, sua fúria quase tangível agora.— Fecha a boca e me escute para variar antes de que esse pai louco que tem, você mate.

 

O tom de sua voz aumentava com cada palavra. Roni lhe olhou cautelosamente. Nunca lhe tinha escutado elevar a voz.

 

— Não necessito sua caridade. —Disse cruzando os braços sobre seus peitos, ficando com o olhar fixo no pára-brisa, seu peito pesado com a cólera e dor.

 

— Sou uma mulher adulta, Taber. Tudo o que preciso é o maldito trabalho.

 

— Está a ponto de obter algo que vai lamentar e sem dúvida alguma não necessita isso agora mesmo. —Sua cabeça se moveu para todos lados, quando o caminhão se sacudiu com força ao fazer um alto atrás da garagem.

 

Ele estava perdendo a paciência; podia-o sentir. Como a eletricidade, a tensão entre eles começava a ranger, apertando-se sobre ela, quase bloqueando sua respiração.

 

Era ainda cedo pela manhã, horas antes que a garagem abrisse. A parte de atrás estava deserta, oculta por uma cerca alta, deixando-os resguardados, ocultos. A intimidade disso a golpeou como uma tonelada de tijolos. De repente esteve repentinamente ofegante, dolorida, e muito consciente do homem que estava a seu lado.

 

Estava-a olhando com essa expressão que nunca falhava em excitá-la. E estava excitada. Roni era virgem, mas não era estúpida.

 

— Lamentarei-o? —As palavras passaram por seus lábios antes que ela as pudesse deter.

 

Um rubor queimou sua cara quando viu o olhar de soslaio que ele enviou, movendo a cabeça, sentindo-se imatura e estúpida, agora que sabia que tinha a razão.

 

— Esquece-o. —Ela negou com a cabeça fixando o olhar no pátio deserto. —Certamente não referia a isso.

 

Mas sim o tinha feito. Era o suficientemente honesta consigo mesma para sabê-lo.

 

— Roni. —Sua voz foi mais suave agora, ressonando com um poder, uma emoção ardente que fez que seu coração triplicasse a velocidade.

 

— Olhe, não necessito nenhum doce discurso. —Disse ela, lutando por esconder sua humilhação. Deus, quando aprenderia a calá-la boca?

 

— Por que não me leva a casa e nos esquecemos de que alguma vez disse uma palavra?

 

 

— Você pensa que não gostaria tê-la em minha cama? Te dar o que sei que ambos queremos?

 

Ela se acalmou. Gemeu. OH... Deus, esse pequeno som patético não veio de sua garganta. Ela voltou a lhe olhar, sentindo o desespero que brigava dentro dela fluindo para a superfície. Estava ali em sua cara. Duras linhas de arrependimento, a fome que só vislumbrava ocasionalmente em seus olhos.

 

— Mas você não... —murmurou, seu coração rompendo— o fará?

 

— Olhe para você. —Disse suavemente, embora sua voz fosse rude— Tão inocente e doce e não tem nem idéia do animal que trata de soltar aqui.

 

— Você não me machucaria. —Ela soube isso. Soube que se ela se entregava a ele, então ele poderia romper seu coração, mas nunca a machucaria fisicamente.

 

— Não pode estar segura disso, Roni. —Ele levantou sua mão do volante, estendendo a mão para tocar sua bochecha.

 

O calor das pontas de seus dedos cheias de calos, o toque de seu polegar em seus lábios fez que deixasse escapar um soluço de necessidade de sua garganta. Ela tinha que lhe tocar, lhe saborear. Sua língua apareceu às escondidas, golpeando sobre sua carne quando ambos gemeram. Os sons se escutavam ardentes, famintos, enchendo o interior de veículo com uma tensão que se ajustou a cada célula de seu corpo.

 

— Você faz com que me acenda. —Ela não poderia deter as palavras ou a necessidade.

 

— Algumas vezes não posso agüentá-lo, Taber. Necessito-te tanto. Amo-te.

 

Tinham sido amigos durante anos. Sua cabana não estava muito distante da dela e ele tinha sido uma presença constante em sua vida. Tanto era assim, que ela se perguntava se poderia sobreviver sem ele.

 

Ele tragou fortemente.

 

— Não sabe o que está dizendo.

 

— Amei-te desde que tinha onze anos de idade, Taber. Desde que você me carregou fora da maldita montanha e me levou de retorno à casa de sua mãe. Não sabe que me possui? —Odiava essa idéia. Odiava quanto lhe necessitava, quanto lhe ansiava.

— Sou tão terrível, Taber, que até você não me quer? —Tinham razão quão dissimulados a julgavam pelas ações do Reginald? Estava ela em certa forma manchada? Era indigna de seu amor? A idéia lhe perfurava a alma.

 

Os olhos de Taber flamejaram com fome, como se suas palavras tivessem deixado solto algo dentro dele que já não podia conter. A esperança despertou dentro dela. Uma excitação ardente se deslocou, nas profundidades já úmidas de suas partes íntimas.

 

— Não te quero? —Disse quase grunhindo. — Demônios, Roni, sentiria-se aterrorizada se tivesse idéia do que eu quero de ti.

 

Não havia nada que ele pudesse querer dela, e que ela não queria lhe dar.

 

— Então é teu. —Murmurou ela com seu polegar acariciando através de sua mandíbula, aproximando-se lentamente a seus lábios. — Qualquer coisa, Taber. Morreria por ti.

 

— É ainda uma menina. —Gemeu ele, seu polegar pressionado contra seus lábios até que ela o envolveu no calor de sua boca. — Deus, Ron... — Mordeu-o, sujeitando- lhe com sua língua acariciando sua aspereza.

 

Roni sempre tinha odiado sua falta de controle, a necessidade faminta que freqüentemente a empurrava a que a machucassem, a revelar suas emoções na forma que permitisse a qualquer machucá-la. Estava faminta, morta de fome por Taber de uma maneira em que ela nunca esteve por nenhum outro. Necessitava-lhe agora, como necessitava o ar para respirar.

 

— Deixe-o ir. —Murmurou Taber enquanto sua outra mão a aproximava mais a ele.

 

— Vejamos se posso encher sua boca de algo muitíssimo mais agradável. Antes que ela soubesse o que ocorria, ele a tinha imobilizado no assento, levantando-se sobre ela enquanto movia a mola sob o assento para jogá-lo para trás e lhe permitir mais espaço. Roni gemeu, ficando com o olhar fixo nele, olhando-o com aturdida incredulidade quando ele se moveu entre suas coxas, o calor duro, quente de seu membro coberto com a malha de seu jeans acoplando-se entre suas coxas perfeitamente.

 

— Taber... —Seu ventre se convulsionou então. Sentiu quase quão mesmo um murro em seu estômago que lhe fez perder a respiração, deixando-a ofegante.

 

 

— Me sinta, Roni —lhe ordenou roucamente, movendo-se contra ela, seus olhos escurecendo-se mais quando sentiu a umidade escorregando-se entre suas coxas. Senti-lo? Como poderia ela sentir qualquer outra coisa que não fora ele?

 

Foi muito intenso. Um grito entrecortado escapou de sua garganta enquanto se arqueava contra ele, sentindo seus peitos pulsarem e o inchaço de seus clitóris. Suas mãos agarraram seus braços como ele se colocou em cima dela, sua expressão convertida em uma careta de desgosto, enquanto a olhava.

 

— Aposto que você é tão apertada que não durarei nem uns minutos dentro de ti. —Sua voz estava chiando, despertando seus sentidos em formas que ela nunca tinha imaginado.

 

— Comprova-o. —Ela logo que podia respirar, e muito menos falar, mas forçou as palavras fora de seus lábios, lhe necessitando agora com uma fome devastadora que ela não podia dissipar.

 

Um toque. Isso foi tudo o que tinha necessitado. Só um toque dele para destruir qualquer autocontrole que ela tinha, ou poderia ter tido.

 

Suas mãos foram a sua cintura, atirando de sua camisa, tirando-a com força de seus jeans, desesperava-se por tocá-lo, por saboreá-lo. Queria passar seus dedos por seu peito, provar os duros músculos cinzelados de seu abdômen, lhe afrouxar seus jeans e ver se seu pênis era tão grosso e duro como se sentia.

 

— Dentro. —Ele baixou sua cabeça para seu pescoço, arrastando seus lábios por ele, sua respiração quente e pesada contra sua carne.

 

— Me nego a te amar no maldito assento como um adolescente.

 

— Preciso te tocar. —Suas mãos ondearam contra sua pele, seus dedos se deslizaram em seu calor, seus sentidos sobrecarregados com a percepção sedosa, a impressão de pequenos e suaves pêlos cobrindo o que ela tinha pensado era um peito imberbe.

 

Ele se sacudiu com força contra ela, um grunhido primitivo puro saindo de sua garganta enquanto suas mãos se dirigiam até seu abdômen, logo para o cinto de seus jeans. Seus dedos se dirigiram à fivela larga do cinturão, seu olhar preso no dela enquanto deslizava o couro de seu cinturão através da fivela de metal.

 

— Não. Eu não gosto disto. —Sua mão cobriu a sua, embora seus quadris empurravam ferozmente contra do montículo de sua vagina.— Não assim, Roni. Vai para garagem e pensa nisto. Pensa nisso duro e profundo, carinho, porque te prometo, que uma vez que estiver detrás de ti, a foderei. Duro, profundo e sem piedade. E condenado se te deixarei te afastar de mim uma vez que o faça. Assim é que é melhor que esteja malditamente segura de que é isso o que quer.

 

Ele se afastou dela, gemendo ante o esforço de fazê-lo. Queria-a. O pensamento entrou em seu cérebro enquanto o prazer enfraquecia seu corpo. Roni ficou com o olhar fixo nele, assombrada, um pouco assustada, mas mais que disposta a lhe dar o que fora que ele necessitasse dela.

 

— Tenho que ir daqui antes que te viole. —Ele se tornou para atrás, olhando-a cuidadosamente quando ela se recostou no assento.

 

— Abre a garagem para mim. Estarei de volta mais tarde. E pensa o que te disse Roni. Deve estar segura. Porque uma vez que tome, não haverá escapatória. Recorda isso. Esta é sua última oportunidade, neném. Não terei o controle suficiente para te dar outra oportunidade.

 

—Não quero escapar. —prometeu-se a si mesmo que não imploraria, mas Deus sabia que ela estava a segundos de fazê-lo.

 

Ele respirava forte, pesado. Sua cara ruborizada, seus olhos brilhando intensamente com luxúria extrema, imperturbável.

 

— Estarei de volta esta tarde. Se isto passar, então quero que isto passe bem, neném. Quero que esteja segura.

 

Ela tratou de abrir a porta, procurando provas o trinco da caminhonete. Antes que pudesse fazer mais que começar a sair ele tomou pela cintura, pressionando sua boca em seu pescoço.

 

— Taber. —Seu corpo inteiro se debilitou, seus olhos se fecharam ante a sensação dele em suas costas, seus braços ao redor dela, sua língua acariciando sua pele.

 

— Preciso te saborear. —Em sua voz, ela podia escutar o esforço que ele fazia por apartar-se dela.

 

Sua língua era desigual, áspera, quase como a de um gato, obtendo que ela se estremecesse com o prazer sensual que cruzava velozmente seu corpo. Lambia seu pescoço até o ponto onde se encontrava com seu ombro. Logo seus dentes roçaram sua pele, arrancando um gemido estrangulado de sua garganta quando a mordeu apenas, um prazer quase dor afligindo-a, destruindo-a.

 

Suas mãos pousadas sob seus peitos, atraindo-a mais forte contra seu peito enquanto chupava gentilmente sua pele, logo lambeu sobre ela com um grunhido rude de prazer.

 

—Meu Deus, que bom — murmurou ele em seu ouvido.— Saberá quer será bom assim, Roni, quando lamber a sua suave vagina? Que ficarei louco com sua doçura?

— OH Deus. —Sua cabeça caiu contra seus ombros, enquanto que Taber, com seus lábios e sua língua continuava atormentando sua sensibilizada pele.

 

— Melhor será que descanse hoje — Murmurou, enquanto lentamente a soltava.— Descansa bem, Roni, porque se seguir aqui quando retornar, podem passar muitos dias antes de que durma outra vez.

 

Roni lutou por respirar. Lutou por encontrar a força para deixar a caminhonete. Não queria deixá-lo ir, não queria lhe dar a oportunidade de que ele mudasse de idéia e a deixasse com esta dor por sempre.

 

— Não tenho que pensar. —Disse-lhe sem olhá-lo, aterrorizada de que se o fazia, rogaria-lhe que a levasse com ele— Te quero agora, Taber.

 

— Então isso não trocará em poucas horas. —Sua voz soava estrangulada, rude.— Vá. Antes de que perca todo o controle.

 

Ela avançou lentamente fora da caminhonete antes de girar para olhá-lo novamente.

 

— Retornará? Está seguro?

 

— OH, claro que retornarei. —Disse brandamente— Poderemos nos lamentar mais tarde, Roni, mas retornarei.

 

Ela fechou a porta, deixando-o ir, assim ela poderia pensar e antecipar a noite.

 

A noite chegou, mas Taber não. Ao dia seguinte, seu irmão Dayan estava ali, e em suas mãos sustentava a destruição de todos seus sonhos. A carta que Taber lhe tinha enviado tinha feito pedaços todo dentro dela.

 

“Você é somente uma menina, Roni. Sou um homem amadurecido e necessito uma mulher que cubra completamente as necessidades que tenho. Alguém o suficientemente mais velho, para entender essas necessidades, não uma pequena virgem imatura. Vá para casa. Você é simplesmente uma garotinha jogando com algo que você e eu sabemos que não pode dirigir. Pensando-o bem, decidi que é melhor que nossa amizade termine. Estou aborrecido de te resgatar. Doente da carga que você colocou sobre mim para te proteger. Aprende a proteger a si mesma, e a crescer. Não tenho idéia de como criar a uma garotinha e não quero começar contigo. Taber”

 

Ela retornou a sua casa, ao silêncio, a seus medos, e a uma fome pelo Taber que tinha aumentado quase a proporções dolorosas. E à fúria. A doce fúria, ardente contra ambos, do Taber e dela mesma. A garotinha. As palavras lhe causaram obsessão. Ele não a havia fodido, mas se tinha assegurado de que crescesse rapidamente. Um dia, jurou, ele pagaria por isso.

 

Quinze meses depois.

— Se você advertir a pequena marca em seu ombro, então verá que parece ser uma dentada de amor. —O repórter assinalou uma mancha roxa na fotografia de Merinus Lyon, em seu pescoço.

 

— Não o confirmamos, mas os rumores sugerem que é uma marca de emparelhamento. Isto significa que existe um reconhecimento instintivo de emparelhamento entre a Casta Felina de Calam Lyon, e sua esposa. A marca, assim como também o sêmen e um hormônio que está essencialmente em sua saliva, atua como um afrodisíaco na fêmea. As castas felinas negam isto, mas os informes que foram resgatados dos laboratórios onde as provas se efetuaram provam esta hipótese...

 

Roni estava em choque. Levantou-se sob o olhar de seu pai, olhando o noticiário, sentindo que o sangue escapava de sua cara enquanto seus olhos se dirigiam para a marca revelada pela foto. Seria fácil dizer que não era mais que uma dentada de amor, só que atrás de várias fotografias tomadas no transcurso dos três últimos meses, as marcas nunca se alteraram nunca se curaram. Mas os informes que foram subtraídos dos laboratórios onde se criaram os espécimes, diziam que nunca o fariam.

 

Roni posou a mão sobre seu ombro, cobrindo a marca que ela sabia, tinha marcado sua própria carne, tal como lhe tinha feito a esposa de Calam.

 

— Que diabos se apossou de ti, para foder com esse fenômeno? —Disse-lhe com desdém seu pai enquanto caminhava de cima abaixo pela habitação, sua respiração entrecortada, com a fúria perfilando cada milímetro de seu corpo.

 

Reginald Andrews era um homem grande, não tão musculoso e alto como Taber, mas o suficientemente forte como para que sua cólera causasse que Roni se sobressaltasse ao recordar suas surras. Era uma adulta agora. Não toleraria nunca um só golpe mais dele, mas nunca tinha superado seu medo para ele. Seu medo, ou seu ódio.

 

— Retorna a em qualquer lugar de onde haja tornado. —Disse-lhe duramente, enquanto continuava cravando os olhos na tela de televisão.

 

 

 

— Estão equivocados.

 

Ela tinha sobrevivido muito bem sem Taber, ainda depois da forma que ele marcou sua pele, e destruiu seus sonhos. Tinha sobrevivido às ameaças intermináveis e aos intentos de ataques que os credores de seu pai tinham encenado, e o tinha feito sozinha. Poderia sobreviver também a isto.

 

— Pensa que me pode mentir? —Espetou, enquanto ficava ao lado dela. Sacudiu-a com força, até que pôde ver seu olhar frente a ela, seus olhos escurecendo-se de fúria.

 

— Olha-te no espelho as suficientes vezes para ver essa marca repugnante em seu pescoço, Roni? Ou te enoja muito recordar como te abriu de pernas para um animal?

 

Roni lhe dirigiu um olhar suspicaz. Ele não se preocupava com ela de maneira nenhuma e ela tinha o suficiente julgamento para sabê-lo. Duvidava que lhe importasse com quem fodesse, o qual queria dizer que havia mais em sua cólera que qualquer preocupação paternal ou insulto pessoal.

 

— Tira suas mãos de mim antes que telefone a seu último patrão e lhe deixe saber exatamente onde diabos está. Disse em voz baixa, mas sem disfarçar o ódio que brotou dentro dela para seu pai.

 

Não lhe tinha visto mais que meia dúzia de vezes nos passados três anos. Nenhuma dessas visitas tinha sido agradável. Esta o era muito menos.

 

— Roni, arruinaste tudo. —Gritou retrocedendo furiosamente, soltando-a.

 

— Quase te casei, garota. O senhor Tearns teria pago por te usar, enquanto que você deixou que esse gato o tivesse por nada.

 

Ah, então, agora temos a história real, pensou zombadora. Que típico do Reginald. Casá-la com seu chefe, entretanto, isso era um tanto extremo.

 

— Me casar? Com seu chefe? —Ela riu dele— É por isso que retornou, Reggie? Pensa que faria algo assim como manter uma conversação com as serpentes com a que te junta? Acredito que não. Mantenha-se você sozinho. É o que eu faço.

 

O que tinha feito sempre. Voltou-se para a televisão, com a respiração entrecortada ante a entrevista gravada com os cinco Felinos. A voz do Taber enviou uma quebra de onda de calor através de seu corpo contra a que nem sequer tentou lutar. Tinha aprendido através dos anos a não opor-se a isso. Era pior se o fazia.

— Fodeu com um animal. —burlou-se outra vez— Terá sorte de viver se qualquer vê essa marca em seu pescoço, Roni. Arrumado a que a esses bastardos do Conselho gostaria de te ter.

 

O temor a percorreu ao voltar-se para seu pai. O quanto desesperado estava ele?, perguntou-se Ela não era tão estúpida para pensar que qualquer sentimento paternal lhe deteria antes de vender sua informação a melhor proposta. Entregaria-a em um segundo, se é que não o tinha feito já.

 

— Não me olhe assim, putinha —Sua boca se torceu com repugnância— Não o direi a ninguém. Caramba, não quero que ninguém saiba que minha filha fodeu com um sujo gato.

 

Ela quase se sobressaltou com o término. Quase. Ela não havia fodido com ele; Demônios, ele ainda não a tinha beijado. Tudo o que ele tinha feito era marcá-la, deixá-la arruinada para sempre para qualquer outro homem, logo a deixou de uma maneira que fazia empalidecer as deserções de seu pai em comparação.

 

—Saia, Reggie. —Disse enquanto apagava a televisão— Não te necessito aqui agora mais do que te necessitei durante os últimos anos. Não tenho dinheiro, e não quero agüentar suas grosserias. Só vá.

 

Tinha aprendido que não lhe serviria de nada necessitá-lo. Ao minuto que pensava que podia ajudá-la, ele corria.

 

—Você pode usar isto, Roni. —Disse finalmente, com voz nasal, tratando de enrolá-la— Poderíamos contar uma história que nos poderia fazer milionários. Não teríamos que nos preocupar nunca mais por nada.

 

O horror se deslizou sobre ela em ondas. Não o tinha visto em meses, e agora ele estava aqui. Com outro plano, outra idéia para enriquecer-se rapidamente e outra vez não lhe importaria usá-la para obtê-lo.

 

Era hora de partir. Silenciosamente admitiu para si mesmo que não havia nenhuma possibilidade de que seu pai alguma vez guardasse o segredo sobre isto. Possivelmente teria um par de dias no máximo para conseguir reunir suas coisas e correr.

 

Ela ficou olhando fixamente ao redor da pequena casa em que tinha vivido toda sua vida. Não era muito, mas era tudo o que tinha. O lar que sua mãe tinha sonhado, mas que não tinha vivido o suficiente para desfrutá-lo. Ela o perderia agora.

 

A pequena cabana não era já o barracão que tinha sido. O trabalho que tinha encontrado no Morehead como contadora lhe tinha dado o necessário para arrumá-la. Novas cortinas e aparelhos domésticos, um confortável sofá em cor verde escura que fazia jogo com as cadeiras, uma pequena mesa de café cor cereja e mesas de canto fazendo jogo, em cima de cada uma delas um abajur de cristal. E ela tinha uma cama nova em vez do colchão no piso que tinha usado durante anos. E agora ia ter que afastar-se de todo isso.

 

— Fora, — Disse-lhe outra vez— E fecha sua boca a menos que queira morrer. Realmente o Conselho soa como algo com o que você te queira envolver, Reggie? Matariam-lhe antes de te pagar um centavo. —Não havia nenhuma oportunidade de que ele fizesse conta.

A fúria fluiu através de suas veias como um ácido, deixando for

A paz que tinha conseguido encontrar em sua vida nos passados quinze meses. Justo o que ela necessitava. Envolver-se em um pouco tão perigoso que fazia parecer os delitos de seu pai como festas de Chá.

 

— Irei. Mas retornarei. Pensa nisto, Roni. O bastardo te fodeu e foi embora. O que lhe deve? Faça-lhe pagar, como deveria ter feito desde o começo.

 

Dirigindo-lhe um olhar zangado, foi para a porta fechando-a de repente, deixando-a só outra vez. Roni sacudiu a cabeça cansadamente enquanto se sentava de repente no sofá novo, de um couro que notava suave e confortável sob seu corpo.

 

— Meu Deus, e agora o que? —Ela levantou a vista para o céu raso, tratando de conter suas lágrimas e a realidade deste novo golpe.

 

Ela não queria ir-se da casa. Tinha lutado a maior parte de sua vida para ficar aí, para manter unidos os frágeis retalhos de dias mais felizes e consolar-se com eles. Agora estes lhe estavam sendo roubados igualmente.

 

Teria que arrumar o caminhão. Era mais confiável que o automóvel, e a levaria mais longe. Infelizmente, igual ao automóvel, não estava na melhor forma. Mas poderia arrumar-se. E melhor se concentraria nisso logo, porque sem dúvida alguma seu pai não esperaria muito antes de tratar de vendê-la ao melhor proponente. Estremeceu-se de medo.

 

— Por que fez isto, Taber? —Murmurou com sombrio pesar na sala de estar vazia, com seu vazio coração.

Tinha estado sozinha desde dia que Dayan lhe tinha dado a carta que Taber lhe tinha enviado. Ao princípio tinha tido encontros, determinada a recuperar da rejeição, mas sabia que seu corpo nunca aceitaria o toque de outro homem, e seu coração ansiou o que ela sabia que nunca poderia ter. Mas algumas vezes como hoje, quando necessitava desesperadamente um ombro para chorar, estar sozinha era realmente uma merda.

 

Roni ficou com o olhar fixo na caminhonete em que estava trabalhando a altas horas da tarde e suspirou cansadamente quando finalmente admitiu o fracasso. Justamente não ia poder arrumá-la hoje, não importa quanto o desejasse. E o tempo se acabava.

 

O tremor que algumas vezes se apresentava em suas mãos, e a dor na boca de seu estômago, foram muito severos, e o medo propagando-se através de sua mente fez pouco para lhe permitir a concentração que necessitava para arrumar aquele veículo teimoso. Seu pai não esperaria muito antes de começar a mover-se. Quando ele o fizesse, sua vida não valeria absolutamente nada. Se por acaso não fora pouco tinha que controlar os efeitos do que lhe tinha feito Taber, necessitando-o constantemente, de qualquer maneira.

 

Estava piorando. A debilidade que a atacou, chegou acompanhada por uma excitação que veio justamente com a dor. Este foi um dos ataques mais severos que ela tinha sofrido nos passados meses, e o conhecimento de onde vinha lhe aterrava.

 

Agachou sua cabeça cansadamente, reforçou suas mãos no fronte do veículo e negou com a cabeça. Quis correr, esconder-se. Quis retornar a um tempo passado no que podia sonhar, cair na comodidade desses sonhos, mas a realidade recusou lhe permitir umas férias que necessitava desesperadamente.

 

Não havia nenhuma escapatória para as notícias, não podia escapar da crua realidade, e esta explorou através de seu mundo. Roni tinha tratado de sepultar-se no trabalho em vez de estar pega à tela de televisão, como muitos outros. Ou pior, ser entrevistada por um dos muitos jornalistas da televisão que tinham invadido o pequeno povo da Sandy Hook, em Kentucky. Tinha-os ignorado a todos, até que seu pai tinha imposto a verdade à força nela.

 

Felizmente, até agora ela tinha conseguido evitar aos repórteres intrépidos e os jornalistas suspeitos. Haviam outros menos relutantes a falar e essas entrevistas se emitiam várias vezes ao dia. Como se o mundo não tivesse bastante dessas sensações novas.

 

O projeto Alpha. A criação de um exército especial desenhado para ganhar batalhas, e para caçar à presa. Um exército em parte animal, instintivo em suas respostas lutadoras e em sua selvageria. Os rumores e as insinuações sugeriam que suas incríveis habilidades para a briga se deviam à genética animal impressa em seu código genético. Tinha sido dado a entender que a sexualidade das criaturas preponderava também sobre o comportamento sexual humano.

 

As fugas que se deram entre os cientistas que tinham provado as cinco Raças e a esposa de Calam Lyons, Merinus Tyler, sugeriam a possibilidade de uma infecção hormonal, uma “marca” biológica que tinha pacote ao Merinus a Calam.

 

Roni tremeu quando recordou a notícia. Sua mão se foi instintivamente a seu pescoço, apalpando sua “marca”. Não tinha importância que as Castas negassem tudo isto firmemente ou que tantos outros dentro do campo científico se mofassem do tema. Ela sabia que era verdade. Sabia porque levava a marca de Taber. Freqüentemente, padecia dolorosamente de uma excitação que não podia ser satisfeita, sem importar o que tentasse para eliminá-la. Excitação que tampouco podia ser aliviada por outro.

 

Nos quinze meses que tinham transcorrido dos momentos roubados que ela tinha compartilhado com ele fora da garagem, tinha sido incapaz de dar a qualquer outro homem permissão para tocá-la. O mesmo pensamento de permitir-lhe a alguém, excetuando ao Taber, a fazia sentir-se mau.

 

Ela deixou cair a chave mecânica que estava usando na reparação do caminhão e saltou da caixa de madeira que usava para alcançar a altura adicional que necessitava para chegar até o motor.

 

Estava zangada, a cólera pulsava através de seu sistema. Uma cólera abrasadora, que a deixava indefesa para fazer frente à realidade. Ele a tinha marcado sabendo que a enganava. Sabendo que ele a estava atando, comprometendo-a a ele de uma forma da que nunca ela poderia escapar, para logo partir como se isto nunca tivesse ocorrido.

 

Ela levava a sério? Claro que não, grunhiu ela. Caramba, Não. Por que ia fazê-lo? Fechou de repente o capô do caminhão e caminhou furiosamente de volta à casa.

 

Isto tinha que parar. Ela tinha estado tremendo de cólera, com emoções às que não queria fazer frente desde que o primeiro jornalista golpeou sua porta. A situação tinha piorado ao suportar o constante estremecimento do qual não podia desfazer-se, a irritação se qualquer a tocava, as bruscas mudanças de ânimo que freqüentemente a incomodavam sem cessar; Havia um sentimento profundo, entristecedor de traição.

 

Ela se lavou rapidamente, e ficou umas calças jeans limpas e uma blusa ligeira antes de agarrar as chaves de seu carro perfeitamente posto a ponto e a bolsa. Precisava comprar comida e talvez um jogo de velas para o motor desse caminhão estúpido, pensou. E sobretudo, precisava esquecer-se do Taber, quisesse-o seu corpo ou não.

 

O passeio em carro até a Sandy Hook lhe levou menos de vinte minutos. Conduzir dentro da cidade tomou mais tempo. O turismo tinha crescido como a espuma, Mas não era isso o que lhe incomodava, a não ser os mesmos habitantes do povo e tudo quão bisbilhoteiro tinham conseguido criar. Pôsteres nos que lia “A casa das Castas” se podiam ler em cada uma das entradas do povo. Vários motéis novos estavam sendo construídos e várias casas tinham pôsteres pendurados anunciando quartos de aluguel. Ainda se organizavam excursões que percorriam o desfiladeiro e os escarpados onde se sabia que Calam e sua família freqüentemente caçavam e se escondiam. De todas formas novas mentiras e histórias se inventavam diariamente para os centenas de turistas que chegavam a pequena cidade.

 

Freou o automóvel junto ao armazém, Roni estava irritada e seu nível de paciência se encontrava no ponto mais baixo, o qual não era uma boa forma de começar. Tinha a sensação de que só grunhindo tinha conseguido abrir-se caminho para o mostrador e comprar quão repostos ela necessitava para arrumar o caminhão.

 

— Como vai, Roni? —Paralisado e ao parecer quase tão frustrado como ela, John O'Brien lhe deu os recâmbios que tinha comprado em uma bolsa de plástico pequena, enquanto olhava coléricamente detrás dela, para o exterior da loja.— As caravanas dos jornalistas estão bloqueando de novo o estacionamento. São uns brutos estúpidos.

 

Roni olhou por cima de seu ombro para as grandes vendas que davam ao estacionamento. Dois grandes reboques das cadeias de notícias bloqueavam o caminho de acesso e vários jornalistas pululavam ao redor dos clientes que tinham deixado a loja tentando lhes dirigir a palavra. Ela notou como o coração saltava em seu peito e apertou as Palmas de suas mãos de repente molhadas pela apreensão.

 

Roni comprovou que o pescoço de sua camisa escondia a marca em seu ombro. Sem dúvida alguma não necessitava que qualquer pudesse vê-la.

 

— São uma moléstia. —Disse ao John com um sorriso cúmplice.— Esperemos que me deixem sair daqui logo. Quero arrumar esse caminhão antes do anoitecer.

 

Antes tivesse preferido ocultar-se no inferno que sair da loja para encontrá-los. Estar tão perto desses abutres preparados e ambiciosos ávidos de novas notícias era realmente excessivo para seus nervos. Especialmente conhecendo seu pai.

 

Ela agachou sua cabeça quando se abriu caminho para a saída, encaminhando-se ao carro tinha estacionado no lado mais afastado do estacionamento. A ser possível não queria ver sua cara capturada pelo objetivo de uma câmara errante, ou um desses estúpidos microfones quase encravado debaixo de seu nariz.

 

— Ali está! —O grito ressonou quando ela tentava escapulir-se quando caminhava com o passar do edifício.

 

Roni logo que teve tempo durante um segundo para sentir uma quebra de onda de condolência para qualquer que os jornalistas perseguissem. Justo nesse momento alguém a agarrou desde atrás a fazendo retroceder dando tombos, estirando com tanta força do pescoço de sua camisa que se rasgou. O terror a alagou como uma onda gigantesca quando essas mãos duras a sujeitaram, suas caras brilhando intermitentemente diante de seus olhos, e um microfone foi posto de repente ante sua cara.

 

— Quem é seu par, Verônica? —Os olhos fanáticos de um jornalista faminto encontraram os seus, enquanto ela brigava para liberar-se.

 

— Quem te marcou? Está em zelo? Foste provada?

 

Gritou furiosamente, lutando contra os braços que a sujeitavam, e os corpos masculinos suarentos rodeando-a. Deixou cair a bolsa e os pacotes para poder arranhá-los ou brigar com eles.

— Quem é ele? Vai nos dizer isso? Você gosta de foder com um animal?

 

Suas vozes se elevavam dissonantes, elevando-se e protestando, ecoando ao seu redor quando ela chutou fortemente aos jornalistas e arranhando as mãos que a deixavam sujeita, brigando desesperadamente para liberar-se.

 

Roni não se dava conta de que estava chorando. Ignorava que as câmaras percebiam cada gemido, cada grito rouco que ressonava a seu redor. Sua visão estava deslumbrada, imprecisa pelo medo e a fúria e o instinto entristecedor de opor resistência. Ouviu a malha de sua camisa ao rasgar-se quando finalmente derramou lágrimas e conseguiu liberar-se das mãos ásperas que a sujeitavam. Não vacilou, não olhou para trás, Só correu. Não sabia em que direção ia, não sabia onde ir, a quem recorrer. Seu único pensamento era escapar.

 

— Roni! —Gritou-lhe a voz do John O'Brien, aguda pelo pânico quando ela passou o lado da loja.— Vê para o caminhão. Ali detrás. —Lhe fez gestos freneticamente, seus olhos de azul claro brilhando intensamente pela fúria em sua cara pálida— São uns filhos de puta. Vamos, vá pressa.

 

A multidão corria detrás deles, quando ele abriu de repente a porta do caminhão e ela saltou dentro. Fechou a porta bloqueando-a, enquanto várias câmaras e microfones se esmagavam contra os guichês.

 

O caminhão pesado se sacudiu com força quando John o pôs em marcha, e começou a avançar com os repórteres e os buscadores famintos de curiosidade tentando bloqueá-lo.

 

— Passarei por cima de vós! Malditos néscios! —Gritou-lhes John, sua cara usualmente pálida ruborizada pela cólera, e seu cabelo vermelho de ponta, enquanto pressionava o pé a fundo para dar gás e acelerar o caminhão.

 

Chocaram sobre uma sarjeta, derraparam ao longo de vários metros e quase acabaram estrelando-se contra os escritórios da companhia de seguros da cidade.

 

— Que filhos da puta! —Amaldiçoou John, embora a excitação ressoasse em sua voz, de uma vez que girava por um beco estreito, e aumentava a velocidade do caminhão, cujas rodas começaram a chiar enquanto ele trocava de direção de repente para acessar a uma das ruas secundárias que se dirigiam fora da cidade.

 

— Está bem?

 

Ela olhou fixamente para trás, sacudindo a cabeça, confundida, ainda estremecendo-se, com seu estômago tentando rebelar-se, Que diabos tinha ocorrido? Sua pele ainda lhe ardia pela pressão pouco familiar do homem que a tinha mantido aprisionada, protestando pelo contato, desejando o toque do Taber.

 

Ela negou com a cabeça, lutando por manter um pouco de controle. Meu deus! Eles sabiam! Reginald não tinha perdido o tempo em delatá-la.

— Me leve para casa. —Ela se sobressaltou com o som rouco de sua voz, a dor que refletia.

 

— Preciso ir em casa.

— Esperarão-lhe ali, Roni. —Disse-lhe ele brandamente, enquanto o motor do caminhão afrouxava e o dirigia por uma estrada pronunciada que serpenteava bordeando os escarpados fora de povo.

 

— Precisa te esconder por algum tempo, e pensar no que vais fazer agora.

 

— E o que vou fazer agora? —Murmurou ela com a voz rota, esfregando-os braços, e tentando livrar-se da sensação do tato indesejado de outra pessoa. Não tinha nem idéia do que poderia fazer. Seu pai tinha sido mais rápido do que ela tinha esperado. Ele devia havê-la traído já antes de haver-se apresentado na casa.

 

Ela não poderia voltar para casa. John tinha razão. Encontrariam-na ali. Invadiriam sua casa. Não tinha onde esconder-se deles. Mas, o que outra coisa ficava?

 

— Sei de um lugar... —Suspirou finalmente John.—.... Estará a salvo ali durante algum tempo, se é que não nos alcançam antes que consigamos chegar. Tudo vai estar bem, Roni, ao menos até que possamos contatar com Calam. E você sabe que tem que lhe chamar.

 

Ele a olhou fixa e duramente, seus olhos ainda brilhando intensamente com toda essa adrenalina produzida pela velocidade da perseguição.

 

Não, não era a Calam a quem ela tinha que chamar, pensou Roni. Ele não tinha a culpa. Foi Taber e Por Deus, que Taber ia paga-lo. Tinha as mãos duras por causa da fúria que a percorria. Se ela conseguia lhe pôr as mãos em cima, lhe ia matar. E seu pai, que não era nada melhor que um mercenário em venda a melhor proposta, ia ser o seguinte.

 

Os ombros do Taber se estremeceram quando os últimos raios do sol da primavera que penetravam pela janela detrás dele, roçaram-no, empapando sua camisa e lhe esquentando a pele. Isto era o melhor de estar fora e era a única coisa que podia permitir-se de momento.

 

Tendo estado apanhado dentro dos limites da mansão o Orgulho Felino, onde vivia agora não deveria considerá-lo uma privação. Embora fose espaçoso as paredes pareceram aproximar-se dele, a dor do confinamento em sua mente, fez-lhe recordar coisas que era melhor esquecer. E como sempre quando ele procurava evitar a lembrança de sua criação, o tempo passado confinado nos laboratórios, como coelhinho de índias à mercê de seus investigadores, seus pensamentos se foram fazia uns olhos profundamente azuis, uma pele tão suave e sedosa como um sonho, e que fazia que o calor de sua excitação acendesse sua mente.

 

Roni. Nas poucas semanas transcorridas, os pensamentos sobre ela se feito mais fortes que antes. Sua necessidade dela só crescia e não diminuía como ele tinha pensado. E isto o preocupava. Ele conhecia muito dos detalhes do acoplamento de Calam com Merinus. Conhecia os signos. Ele também tinha suportado aqueles sintomas durante um tempo, só que não eram tão extremos, não tão fortes. Mas então, ele ainda não tinha beijado a sua companheira. Não tinha permitido que o hormônio se liberar-se em seu corpo da mesma maneira.

 

Se ela fosse sua companheira, então levaria seu sinal. Nenhuma só vez nos meses que tinham passado antes de sua saída da Sandy Hook, tinha estado o bastante perto para comprovar se a leve ferida, que nunca chegava a curar-se danificava a pele de seu ombro. Não era que não a tivesse procurado. Mas aproximar-se dela tinha sido impossível.

 

Ela não se dirigia a ele. Se o via vir se ia por outro caminho. Se ele conseguia encontrar-se com seu olhar, então a fúria acendia seus olhos: brilhantes pela ira feminina, ele tentou classificar a causa de sua cólera. Ele não tinha honrado seu desejo, ele a tinha abandonado? Não a tinha chamado, nem visitado. Ele não tinha falado do passado. Que direito tinha a estar zangada? Que direito tinha ele de preocupar-se? Certamente se a tivesse marcado, alguns signos seriam evidentes. Merinus tinha passado pelo inferno, consumou-se de dor durante a primeira fase, seu estado era tal que se Doc Martin não tivesse suspeitado a causa, eles provavelmente teriam tido que hospitalizá-la.

 

Taber sempre se mantinha à corrente sobre o estado do Roni. Ela não tinha mostrado nenhuma enfermidade insólita, tampouco os registros que ele tinha obtido durante meses, apresentavam quadros que requeressem hospitalização. Seu corpo ainda doía por ela. Doído de uma maneira que o deixava frustrado e irritável, apenas capaz de manter sua mente concentrada no trabalho que deveria realizar, antes que preocupar-se com a mulher que não podia ter.

 

Levantou o olhar da leitura, quando diante dele a porta do escritório se abriu com um estalo.

 

— Ponha as notícias. —Sherra se precipitou no escritório do Taber que compartilhava com Calam, dentro da mansão que uma vez havia possuído o Conselho de Genética. Uns cento e cinqüenta acres nas montanhas da Virginia doados às Castas Felinas, com Calam e Taber como supervisores no momento, à espera de que o cargo de governador pudesse ser criado. Coisa que se figuravam que ia levar anos.

 

Taber elevou a vista do listrado de ordenador que tinha estado lendo, quando Sherra conectou a televisão e acendeu a tela grande de plasma que pendurava na parede de em frente. A irritação estalou através de seus sentidos, devido à interrupção.

 

Eles tinham pendentes três informe para estudar de Castas de Felinos que pediam entrar, mas mais inquietante eram os informe sobre outras várias Castas que tinham sido criadas. Detectar os rumores e decidir se tinham uma base sólida era de fato um processo aborrecido. Lendo rapidamente os estranhos códigos ímpares que usaram os soldados do Conselho e as inumeráveis transmissões que eles registravam era ainda mais difícil. Não tinha tempo para as notícias.

 

A imagem que apareceu através da tela congelou seu coração. Os olhos impacientes e a voz excitada do jornalista esfriaram o sangue em suas veias. Ao reconhecer a cara da mulher, lançou um grunhido que retumbou em seu peito.

 

— Verônica Andrews, mecânica a tempo parcial e contadora em Sandy Hook, quem também leva a marca das criaturas conhecidas como as Castas Felinas... —A camisa de Roni foi rasgada, sua voz soou rouca quando ela gritou de dor e a câmara enfocou a pequena marca, parecida com uma contusão incrustada em seu ombro.

 

Taber se levantou devagar sobre seus pés, um tremor percorreu seu corpo quando os acontecimentos daquele dia roubado chegaram a sua mente; sua boca sobre sua carne, suas presas arranhando a pele enquanto ele a lambia com sua língua. Seu sabor tinha subido a sua cabeça mais rápido que o licor. Inclusive agora quinze meses mais tarde, ela atormentava seus sentidos sem piedade.

 

— Senhorita Andrews, como se sente ao ser parte de um animal? —Outro repórter afogou seus gritos quando ela o agarrou e lhe deu patadas para liberar-se. Impaciente, as expressões quase fanáticas dos jornalistas e espectadores o puseram doente.

 

O medo em sua expressão lhe retorcia de raiva seu estômago. Com que direito a tocavam? Como se atreviam a utilizá-la para suas bárbaras demonstrações dessa maneira? Ele grunhiu silenciosamente uma promessa de vingança em seu cérebro.

 

Esta era uma das cenas mais horrorosas que tinha visto alguma vez em sua vida. Os olhos de Verônica estavam quase negros devido ao choque e à dor, quando as mãos que tentavam agarrá-la empurraram sua cabeça para mostrar o sinal em relevo a qual pulsava quando o jornalista falava sobre os supostos hábitos de acoplamentos das Castas Felinas.

 

Ele se aproximou devagar ao televisor, seus olhos centrados na marca... sua marca, sua mulher. Ele sentiu que seu coração palpitava furiosamente, o sangue fervendo em suas veias ao ver sua propriedade em outras mãos masculinas, ela ainda lutava, sua pele delicada se contundiu quando eles a agarraram.

 

Taber era apenas consciente de quão grunhidos ressonavam em seu peito, completamente animais enquanto olhava.

 

— Deixem-na ir, bastardos! — Uma voz masculina familiar se uniu ao tumulto quando um dos empregados da loja de acessórios para automóvel atirou a vários deles contendo-os, encerrando-os na parede detrás dele.

 

Isto deu a Verônica a possibilidade de atirar para liberar-se. Ela não vacilou e começou a correr. A câmara a seguiu, mostrando a um repórter corpulento que gritava em detrás dela, Roni se lançou dentro do caminhão estacionado ao lado, segundos antes que os jornalistas enfurecidos chegassem.

 

A câmara usou o zoom pela janela fechada quando ela jogou uma olhada para trás. Sua expressão era de puro terror, seus olhos frágeis, cheia de arranhões, sua camisa rasgada sobre seu corpo, mostrando mas manchas de seus braços e as curvas superiores de seus peitos.

Cada instinto no corpo do Taber lutava pelo acoplamento. Ele reconheceu que anos antes Roni tinha sido diferente, especial. Que algo nela o chamava e lhe recordava o que não tinha. Afastar-se dela tinha sido a coisa mais difícil de sua vida. Estar longe dela agora seria impossível.

 

— Necessito ao Tanner e Cabal. —Os felinos eram tão ferozes, encantadores e selvagens como ele mesmo podia ser— Sherra...

 

— Estou nisso. —Ela já tinha o telefone em sua orelha, gritando ordens. As armas, provisões e um helicóptero; chegar até o condado lhes levaria pouco mais de uma hora a diferença do trajeto de um dia em carro.

 

— Terei-o preparado em vinte minutos. —Disse-lhe ela.

 

Ele olhou a tela e viu o caminhão girar a esquina, roçar uma perto e desaparecer por um beco. Era uma conexão em direto e se difundia internacionalmente. Ele amaldiçoou brandamente, a cada cientista de merda e a cada soldado do Conselho de Genética que muito provavelmente olhavam a notícia. E ele sabia condenadamente bem que vários daqueles soldados estavam de serviço em Sandy Hook.

 

John O’Brien era um homem bom. Sua amizade com Calam tinha dado pé à notícia e aos rumores que tinham circulado durante meses. Mas ele era somente um homem e apesar de seu treinamento do exercito, não era rival para quão soldados o Conselho teria destinados no povo.

 

— Calam. Consegue amparo para ela. —Ele chamou a seu líder quase distraidamente, sentindo que seu mundo se centrava de novo no jogo da estratégia e o ataque.

 

— Conseguirá-o, Taber. —A voz de Calam era rouca, perigosamente fria.— O’Brien vai com ela, ele é bom. Tenho uma idéia bastante aproximada de onde se dirigirá e me porei em contato com ele quando você já esteja voando.

 

— O helicóptero está esquentando motores, Taber. —Informou Sherra.— Estão carregando. Tanner e Cabal se estão dirigindo fazia ali. Tudo está a ponto.

 

Os olhos do Taber se estreitaram quando ele memorizou as caras dos homens que estavam na tela. Uns quantos eram cidadãos do pequeno condado onde tinha crescido e outros dois eram forasteiros. Todos eles pagariam.

 

O grito do Roni, ressonou em sua cabeça outra vez, seus grandes olhos aterrorizados em sua cara pálida. Seus punhos se apertaram com fúria e só então se deu conta de que de sua garganta saíam grunhidos entrecortados.

 

Taber não falou mais saindo da habitação. Conectou seu rádio e se dirigiu rapidamente do escritório à porta da rua da mansão de três pisos. Fora um jipe o esperava. O jovem da classe felina que conduzia, pisou no acelerador a fundo quando lhe apressou para a pista de aterrissagem onde lhe esperavam.

 

— Boa sorte. —Desejou-lhe o jovem enquanto Taber saltava do jipe dirigindo-se ao helicóptero.

 

Correu para a porta aberta do pequeno helicóptero e saltou dentro. Quinze meses antes, ele não tivesse esperado nunca que estivesse disposto a obrigar a uma mulher a viver com ele, mas sobretudo não tinha aspirado a proteger a uma companheira em muito tempo.

 

— Preparado. —Gritou ao Tanner quando este jogou uma olhada atrás na cabine.

 

Ele se colocou os auriculares em sua cabeça e se sujeitou quando separaram. Cada segundo que demorava para chegar até ela era uma eternidade. Um sorriso aflorou em seus lábios. Ele tinha respeitado seus desejos ao longo dos meses porque era inconsciente do processo de acoplamento instintivo. Agora a besta de seu interior era livre de reclamar o que era dele. Ela poderia rabiar, ela poderia resistir, ela poderia odiá-lo até que o inferno se gelasse e se abrisse de par em par. Mas ela era dele. E logo, muito em breve, ela descobriria que não havia outro destino para nenhum dos dois.

 

Isto não lhe estava acontecendo a ela. Roni tratou de convencer-se a si mesmo que o zangado arremesso do povo nas montanhas foi todo um pesadelo. Ela despertaria logo. É obvio que o faria. Era simplesmente a tensão nervosa. Não eram todos os dias que alguém se inteirava que alguém se havia apareado com uma nova espécie de humano que inclusive não sabia que existia.

 

— Está bem? —John a olhou preocupadamente do assento do condutor do caminhão, suas sobrancelhas vermelhas baixaram sobre o azul claro de seus olhos.

 

Roni agarrou a correia sobre sua cabeça mais firmemente quando o dobrou outra curva. Sem dúvida alguma ele ia terminar caindo por um dos traiçoeiros escarpados e matando-os a ambos. Ele conduzia como um louco. Sua vida podia haver-se deteriorado rapidamente, mas isso não queria dizer que ela queria morrer em qualquer momento próximo.

 

— Não vai um pouco rápido? —perguntou-lhe, lutando por manter a calma a pesar do frenético andar de seu coração.

 

— Estamos quase ali. Quero me assegurar que não estamos sendo seguidos. —Ele se voltou rapidamente para outro caminho lateral, ricocheteando sobre um caminho áspero de cascalho que conduzia através de uma área densamente mastreada.

 

— Dirijo a minha cabana de caça. Felizmente, são o suficientemente altos para que os telefones celulares operem e Taber não terá problema aterrissando ali.

 

Ela pestanejou confusamente.— Do que está falando?

 

Taber não viria por ela; Ele não ia resgatá-la. Eles não sabiam? Não eram conscientes de que ele se livrou dela meses atrás?

 

Ele suspirou bruscamente.— Isso vai manter sua vida, Roni. O mundo sabe agora, e estou seguro que é o caminho do Taber. Quando conseguir estar o suficientemente perto ele me telefonará. Taber sabe e os tipos maus sabem. Já você não está mais a salvo aqui.

 

Ela se tragou depois a espessura em sua garganta, lutando contra seu estômago revoltado. Ela tinha visto provas litográficas dos tipos “maus” Os monstros eram mais como isso. Manter o controle não era uma coisa fácil. Deus lhe ajude a ela, ela tinha visto mais que um relatório nas notícias com respeito ao destino das pobres almas a que o Conselho tinha famoso. Era o pior pesadelo que podia ter imaginado.

 

— Meu Deus —ela murmurou desoladamente.— Estou segura que despertarei logo. Mas Taber não estará aqui, John. Não lhe importou quando fez essa marca e sem dúvida alguma não lhe importará agora.

 

Ele se tinha passado uma década tirando a de uma raspadura detrás de outra. Ele tinha alcançado seu limite e agora ela sabia que não poderia depender de sua ajuda para tirar a disto.

 

John grunhiu enquanto lhe lançava um olhar incrédulo.

 

— Entretém-te com esses sonhos, Roni, e quando você veja que Taber seja seguro lhe deixará inteirar-se desse pequeno secredo.

 

Ela negou com a cabeça e começou a rezar. Analisava seriamente qualquer opção que a tirasse deste problema em particular.

 

Roni fechou seus olhos e inspirou profundamente enquanto o estridente som de seu celular começou a soar.

 

— Sim? —John ladrou no pequeno telefone. Ele guardou silêncio por compridos momentos.

 

— Estou em caminho para ali. Qual é sua hora prevista de chegada?

 

Roni desejou que poder-se beliscar a si mesmo e despertar. Ela escutou só lejanamente a conversação unilateral, tratando de evitar o fato de que o passado estava perto de mordê-la no traseiro. Justamente o que necessitava, alguma outra coisa para desestabilizar a pequena e agradável rotina que tinha estabelecido para si mesmo. Poderia não ser feliz, mas estava contente. A satisfação era uma coisa boa.

 

— Digo que —ele anunciou brandamente, sua voz triunfante.— Taber estará aqui dentro de trinta minutos. Deveríamos estar seguros por comprido tempo.

 

A incredulidade se propagou através dela. Ele estaria aqui? Depois de quinze compridos e tortuosos meses de valer-se se por acaso mesma, ele estaria aqui? Isso era verdadeiramente amistoso de parte dele, pensou, considerando que era sua fodida culpa que ela estivesse neste enredo para começar.

 

Roni o olhou por cima enquanto ele ajustava o telefone celular no cinto. Ela franziu o cenho, lhe olhando intensamente. Não tinha conhecido ao John por muito tempo, admitiu, mas ele era repentinamente diferente, mais duro e cortante do que tinha estado acostumada. Recordou-lhe com inquietação ao Taber. Esses olhos entrecerrados, um olhar perigoso que assegurava que qualquer que se atrevesse a opor lhe poderia estar a ponto de experimentar um dano.

 

Ela apertou seus dentes, abstendo-se de dizer algo em resposta. O que podia dizer que fora menos que uma cortesia para o Taber? Ele criou este enredo, logo a deixou para sofrer as conseqüências. Arrumá-lo seria uma maldita coisa boa que ele devia fazer.

 

— Já chegamos. —Ele inclinou a cabeça para frente enquanto Roni se voltou a olhar a cabana que apareceu quando eles deram uma volta no caminho.

 

Situados sob uma espessa vegetação de árvores, a pequena cabana e a garagem anexa seriam condenadamente invisíveis do ar, e assim como difícil de encontrar por terra. Ele entrou na tosca garagem, apagou o motor e saltou fora do veículo.

 

Roni se moveu muito mais lentamente. Tinha que haver uma maneira de sair disto, pensou no limite do desespero. Coisas como esta não podiam lhe acontecer a pessoas como ela. Supunha-se que sua vida era tranqüila. Ela era comum. Aborrecida. Infernos, Taber não a tinha querido quando teve a oportunidade, o que fez que qualquer com uma mente lúcida pensasse que ele a quereria agora?

 

Ele a tinha despedido do trabalho que ela amava, o único escapamento que tinha conhecido desde seu exigente pai. Ele tinha desaparecido por meses. Nem sequer lhe tinha falado as poucas vezes que eles se encontraram durante o ano. Uma marca em seu pescoço não ia trocar isso, ou se? Não até onde ela estava inteirada isso não o trocaria.

 

O interior da cabana estava decorado pela mão de um avaro. Havia um só sofá diante de uma chaminé sem usar, uma mesa de cozinha poeirenta e quatro cadeiras. Nenhum tapete, nenhuma cortina e nem nenhum detestável pó perto da frondosa planta de petúnias.

 

— O banheiro está na parte traseira. —Ele apontou para a porta fechada no extremo mais afastado.— Sinta-se em casa.

 

Ele era muito informal, muito agradado com seu repentino papel de resgatador e guardião até que Taber aparecesse.

 

— Por que está fazendo isto? —Ela se voltou para ele, observando-o cuidadosamente.

 

Ele a olhou, seus olhos brilhando pela surpresa.

 

— Fazendo o que?

 

— Me ajudando, assim é certo que Taber aparecerá. O que significa isso para ti?

 

Ele arqueou uma sobrancelha flamantemente colorida, a diversão substituindo a confusão.

 

— Só ajudava, Roni.

— Tolices —resmungou ela, negando com a cabeça.— Não sou estúpida. Há mais que isso. O que?

 

Ela precisava lhe dar sentido, até se essa era a única mão amiga que lhe tinha sido oferecida.

 

Ele suspirou fortemente.— Mais ou menos, isso é todo o assunto —disse firmemente a ela.— Ajudo ao Taber e a outros quando posso. Isso é tudo. Além disso, você é uma amiga. Teria ajudado de qualquer maneira.

 

O que ainda não respondia completamente a sua pergunta.

 

— Por que ele está aqui? —Ela passou seus dedos por seu cabelo emaranhado, ignorando o tremor em sua mão.

 

— Essa marca não significou nada quando ele a fez. Por que deveria sê-lo agora? —Esta era a pergunta que a atormentava mais que as demais.

 

— Você lhe pode perguntar quando ele chegar. Vou lá fora para me assegurar de que não fomos seguidos. Fica na cabana. —Ele soltou o telefone celular a seu lado.— O número do Taber é o primeiro codificado. Se algo ocorrer, chama-o. Escuta-me?

 

Ela o olhou quando ele colocou o telefone sobre a mesa, sentindo sua boca seca pelo temor.

 

— O que poderia ocorrer?

 

Ela encontrou seu olhar quando levantou a cabeça, seu coração corria em advertência. Ele a olhou, sua expressão sombria.

 

— Como disse, outros podem ter visto essa transmissão. E alguns deles estão um pouco mais perto do inferno do que Taber esteve. Só quero ser cauteloso.

 

Ela tragou tensamente.

 

— Os mercenários? —Ela tinha escutado as reportagens das constantes batalhas que Taber e sua família tinham combatido através dos anos com os homens enviados para recapturá-los ou matá-los.

 

Uma tênue luz de simpatia iluminou seus olhos.

 

— Sim —ele murmurou finalmente.— Mas deveríamos estar seguros. Só umas quantas pessoas conhecem a respeito deste lugar, e às vezes alguém deduz de onde somos, Taber deveria te manter sã e segura e em qualquer lugar que ele pense que é mais conveniente. Você estará bem.

 

Ele trocou de direção antes que ela pudesse fazer comentários e abandonou o refúgio. Só então ela advertiu a pistola que ele levava em sua outra mão. Era negra, letal, e ele sem dúvida alguma a levava como se soubesse o que estava fazendo com isso.

 

Maravilhoso. Ela se derrubou em uma das poeirentas cadeiras da cozinha e ficou olhando ao redor do quarto único da cabana com uma sensação de desespero. Os mercenários estavam detrás dela. Justo o que necessitava em cima de todo o resto.

 

Levantou sua mão, esfregando a marca em seu pescoço que lhe tinha causado tantos problemas. Doía mais do normal. Não uma dor muito forte, mas boa, acompanhada de retalhos de prazer, lhe recordando o tato incrivelmente sensual da boca de Taber ali. Seus dentes lhe raspando a pele, sua língua umedecendo-a acaloradamente. Estremeceu- incontrolavelmente ante a lembrança.

 

Levando sua mão de volta abaixo, Roni cravou os olhos no telefone celular por um segundo comprido antes que ela ficasse de pé e se passeou para a pequena e poeirenta janela, ao lado da porta. Ela o poderia telefonar. Deveria-lhe deixar saber simplesmente quanto apreciava o enredo em que ela estava agora mesmo. Maldição, ele a queria fora de sua vida, tinha-o deixado claro. Como se supunha que devia sentir-se bem com qualquer ajuda que lhe desse agora?

 

Ficou com o olhar fixo fora da janela, sabendo que por agora, não podia fazer nada. Essa sensação de impotência a devorava. Ela odiava estar sob a dependência de qualquer, especialmente por sua vida.

Como ficou olhando o bosque, pôde ver o John esquadrinhando a área densamente mastreada. Seu corpo ziguezagueou dentro e fora das árvores, relaxado, mas em guarda. Recordava a alguns daqueles tipos militares cujos perfis tinha visto durante as poucas vezes que encontrou o tempo para ver televisão.

 

O tempo estava passando muito condenadamente rápido. Não tinha oportunidade de pensar, começar a acostumar-se em trocas súbitas ao redor dela. Não tinha tempo para preparar-se para confrontar ao Taber novamente. Pareceram meros minutos antes que John voltasse a entrar na cabana e tomasse o telefone celular. Ele a percorreu com o olhar quando ele codificou a chamada.

— Escuto o helicóptero. Você também? —perguntou quedamente, seus olhos azul pálido frios e seguros.— Bem. Estamos seguros e sãos até o momento. Eu farei que lhe espere no claro. —Ele desconectou logo olhou em cima dela.— Pronta para ir?

 

— Não. —Ela colocou suas mãos à força nos bolsos de suas calças jeans. Desperta agora, pensou ela desesperadamente. Vamos, Roni, é tempo de despertar.

 

— Lástima. —Ele sorriu abertamente como se ele fora mais que consciente do fato de que ela estava se desesperada por negar que isto estava ocorrendo.

 

— Tempo de mover-se.

 

Era surrealista. Roni permaneceu de pé junto à grade do pequeno claro, olhando como o helicóptero se aproximava e executava uma perfeita aterrissagem. Lhe indicando que permanecesse atrás, John se agachou e correu para a pequena aeronave enquanto Roni tratava de aquietar os batimentos do coração de seu coração.

 

Queria girar-se e correr; escapar para a vida que tinha levado antes da desafortunada viagem à cidade menos de uma hora atrás. Mas instintivamente sabia que não havia escapatória. Perguntou-se com um pouco de distância se de verdade ela queria escapar. Não tinha sonhado com ele cada noite, não lhe tinha desejado cada minuto desde que se foi de sua vida?

 

Quando Taber saltou do helicóptero cada célula de seu corpo despertou à vida. Entre suas coxas, um pulso urgente de desejo começou a pulsar, umedecendo-a, aproximando-a, preparando-a para ele. Sua respiração ficou apanhada em seu peito e, não pela primeira vez, viu-se apanhada com a guarda baixa pela rude sexualidade que parecia brilhar ao redor dele.

 

Ele vestia jeans. Caíam baixos sobre seus quadris, carinhosamente abraçando suas musculosas coxas e suas longas pernas. O largo e escuro cinturão acentuava a camiseta branca e os planos contornos de seu abdômen. Seus ombros eram largos. Seu demoníaco cabelo negro estava preso na nuca, lhe dando uma aparência selvagem, carnal, que atravessou como uma lança sua xoxota. Sentiu seus sucos sairem de sua quente vagina, seu corpo começando a doer, a pulsar para ele.

 

Ela se tornou para trás quando sentiu seu olhar posar-se nela, suas largas pernas cobrindo rapidamente a distância entre ela e o helicóptero. Podia ver o feroz propósito em sua bronzeada cara, sua intenção de reclamá-la. Ela tremeu com um medo repentino. Este não era o homem que tinha conhecido antes. O homem que tinha sido gentil, considerado, seu beijo um suspiro de paixão, seu toque contido.

 

Ela sentiu a respiração soluçante que escapou de sua garganta enquanto continuava a andar para trás, suas pernas débeis, sua mente consumida com a visão que espreitava para ela. Ele estava atuando por instinto. Já não era controlado, como sempre lhe tinha conhecido ela. Era mais duro, selvagem. E a aterrorizava.

 

— Taber — ela se deteve quando suas costas encontrou a áspera casca de uma árvore detrás dela.

 

Ele se deteve centímetros dela, seus olhos, verdes como o jade, brilhantes, intensos, entristecedores. Nesse momento, quinze meses de dor e raiva a sobressaltaram. Aqui estava ele, olhando-a fixamente como se pensasse que podia devorar a de uma só dentada, depois de ter destruído cada um dos sonhos que alguma vez tivesse tido em seu coração.

 

Seu punho se fechou, e antes de saber o que estava sequer pensando, lançou toda sua força em um murro contra os duros e apertados músculos de seu estômago. Teve a sensação de que se feito mais danifico ela no punho que a ele.

— Merda! —gritou ela ao ver que ele apenas se sobressaltava, mas endurecia seu corpo e estreitava seus olhos com raiva.

 

— Olhe o que tem feito com minha vida. Obrigado por nada, Taber.

 

— Minha! —grunhiu ele. O som se ecoou no corpo dela, em sua alma, e sentiu vacilar sua respiração, seus olhos abrindo-se ante o som primitivo.

 

Antes que pudesse reagir, ele agarrou suas mãos, as sujeitando para trás contra a árvore, ignorando seus frenéticos movimentos, suas estranguladas maldições.

 

Aproximou-se mais a ela, sua expressão intensa, primária. Seu olhar manteve cativo o dela enquanto seu comprido corpo imobilizava o seu, menor, contra o tronco. Roni lutou por respirar, por introduzir o precioso ar em seu corpo, por esclarecer o desejo atordoante que dispersava sua mente. Podia lhe cheirar: uma fome escura, uma intensa e acalorada luxúria masculina. A essência dele envolveu seus sentidos, afogando-a com o conhecimento pouco prometedor de que ele tinha ido a ela simplesmente porque seus instintos animais o pediam, não porque o homem nele a desejasse.

 

— Me solte!—gritou, tratando de lhe pegar, de romper o abraço que era de uma vez feroz e gentil. Estava tremendo, estremecendo-se com sua própria ansiedade e suas próprias emoções, e com sua necessidade de lhe machucar tanto como ela se sentia machucada agora.

 

Ele se aproximou mais, seu duro peito pressionando contra seus seios, sensibilizando seus mamilos através do sutiã e da fina camisa. Sua cabeça estava pressionada para trás contra a árvore, seus lábios abertos enquanto ela tratava de respirar, de ignorar a chamada do desejo quente que percorria seu corpo enquanto se mesclava com a abrasadora fúria.

 

 

E então ele grunhiu. Seu lábio superior se levantou para cima, revelando os compridos e perigosos caninos a ambos os lados de sua boca. O som, uma mescla de advertência de perigo e excitação; chegou um segundo antes que sua cabeça descendesse e seus lábios quentes e demandantes cobrissem os dela.

 

Ela teria caído se ele não a estivesse segurando. Os fortes braços se estreitaram a seu redor, aproximando-a mais ainda enquanto sua cabeça girava, adaptando seus lábios ao redor dos dela, sua língua pressionando forçadamente em sua boca.

 

Narcotizante, estimulante, o toque era relâmpago e fogo, um pântano de conflitivas sensações que atravessaram seu corpo como uma grande onda de impressões, afligindo-a com sua força. Seus dedos se curvaram, suas mãos tentando escapar do aperto pelas dele. Suas unhas se cravaram em suaa próprias palmas enquanto ela choramingava contra o impulso exigente de sua língua. Deus, seu sabor. Mel escuro, doce e tentador, atraindo-a com a promessa da paixão incluso embora a empurrasse a uma luxúria que ameaçava destrui-la.

 

A língua dela aceitou a dele. Sentindo as pequenas e inchadas glândulas a ambos os lados, gemeu de prazer ante o sabor liberado por acariciá-las. Necessitava mais. Tinha que encher-se com ele, descobrir a promessa plena, intoxicante, de seu intrigante sabor.

 

Sua língua pressionou mais demandante contra a dela. Um grunhido encheu o ar ao redor deles, completamente felino, masculino, uma demanda que atravessou seu ventre.

 

Roni permitiu a sua própria língua acariciar, saborear e apesar de todo ele quis mais. Quando os lábios dela se aproximaram mais aos dele, sua boca saboreando o doce elixir de seu gosto, seu gemido a estremeceu. Isso era o que ele queria dela. Seus lábios se enterraram nos dela, sua boca pressionando na escura gruta de sua boca enquanto os sentidos femininos se saturavam com o sabor liberado no interior de sua boca.

 

Ela estava nas pontas dos pés tentando lhe alcançar. Ele liberou suas mãos então, pensando que ela já não tinha mais ganha de brigar. Essas mãos se agarraram a seus bíceps, suas unhas mordendo através do tecido da camisa, sentindo os músculos firmes e escuros enquanto ele a elevava mais perto. Taber a pressionou contra a árvore, uma de suas coxas insinuando-se entre os dela, balançando-se contra seu coração de mulher. Doce céu. Sua cabeça flutuou com o prazer, com o delicioso calor que de repente começou a crescer profundamente dentro de seu ventre.

 

Ela se apertou mais contra sua coxa, gemendo ante a pressão contra seu crescente clitóris, necessitando mais, muito mais do que lhe estava dando. O motor do helicóptero era um ruído distante, o vento soprando ao redor deles, provocado pela rotação das hélices, era simplesmente uma carícia para seu altamente sensibilizado corpo.

 

— Taber, pelo amor de Deus, agora! —a voz do John foi uma intrusão que ela se esforçou em negar. Não agora, nada podia lhes separar agora. Não até que ela se encheu com o sabor dele, até que tivesse tido suficiente para acalmar a fome dolorosa que arranhava nas profundidades de sua vagina.

 

— Não —murmurou desesperadamente enquanto ele levantava a cabeça, seu olhar estreitando-se, cravada fixamente nela, abrasando com o calor da luxúria e um leve brilho de fúria.

 

— Minha —grunhiu de novo como se tentasse forçá-la a admitir isso.

 

Roni sacudiu a cabeça, tremendo, necessitando mais beijos, mais das narcotizantes sensações que enchiam seu corpo com pesada sensualidade.

 

— Não há tempo —gritou John de novo, seu corpo era um borrão nebuloso no limite da visão do Roni— Maldição, coloca-a no helicóptero antes que lhe apanhem em terra. Quer perdê-la para sempre?

 

Taber não falou. Perdeu um segundo em lançar ao outro homem um olhar furioso antes que seus braços se apertassem fortemente ao redor da cintura de Roni, arrastando-a para diante, movendo-se rapidamente para o helicóptero que lhes esperava na clareira.

 

Roni brigou por mover seus pés, por manter-se com ele, por expressar em voz alta seus protestos, sua raiva, mas nada pareceu funcionar. Seus sentidos estavam nublados, tão enjoados que temeu que ia perder sua própria noção da realidade.

 

— Justo no maldito tempo —uma estranha voz masculina falou enquanto Taber virtualmente obrigava ao Roni a entrar no helicóptero.

 

Logo que ele saltou junto a ela e fechou a porta o aparelho subiu no ar. A emergente energia se ecoou através do corpo do Roni, a vibração dos motores quase causava dor em seus sensibilizados nervos.

 

 

Ela olhou ao Taber confundida, assustada. Ele a olhava, seus olhos entrecerrados, a luxúria brilhando nas profundidades verdes, a determinação marcando seus orgulhosos rasgos. Esse não era o homem gentil que a tinha protegido durante anos. Não era o tenro amante que a tinha deixado na garagem meses atrás, prometendo voltar. Este era um lado do Taber que ela nunca tinha visto. Sentia de uma vez desejo e temor para ele, sentindo-se perdida com as conflitivas sensações que cresciam em seu interior.

 

— O que você fez comigo? —ela murmurou as palavras enquanto seu corpo começava a doer, a rogar por seu toque, seu beijo. Só uma vez mais, gritava algo agoniadamente no interior dela. Um toque, um sabor…

 

— Fiz-te minha —a s palavras saíram de sua boca em direção a ela. Lentamente, claramente.— Minha, Roni. Para sempre.

 

Ela arregalou olhos. Pânico e luxúria se alternaram em seu corpo, pulsando através de suas veias, introduzindo fogos em seus peitos, em seu ventre, em sua vagina. Ela estava ardendo, ansiando seu toque.

 

Roni sacudiu a cabeça, brigando contra sua confusão e o súbito medo do que exatamente lhe tinha feito. tragou-se um gemido enquanto seu ventre se ondulava; sentindo sua vagina contrair-se em espasmos enquanto um estremecimento sacudia sua coluna vertebral, desde seu couro cabeludo, enquanto o calor começava a crescer.

 

Brigou por respirar enquanto via que as aletas do nariz de Taber se dilatavam, enquanto via como se obscureciam ainda mais seus olhos como se algum tipo de estímulo tivesse chegado a seus sentidos. As bochechas dele se ruborizaram sob o bronzeado, seus lábios se encheram parecendo mais sensuais. Seus olhos brilharam com uma intensidade sexual.

 

Roni se umedeceu seus secos lábios nervosamente, querendo, precisando lhe tocar, mas sentindo-se aterrorizada ante o intenso desejo que começava a crescer em seu interior, justo debaixo de sua pele, como um fogo interno que a queimasse através de suas terminações nervosas. Seus punhos se fecharam enquanto lutava contra a espiral de sensações, determinada às controlar, quão mesmo tinha feito meses atrás.

 

Mas não tinha sido tão mau então, sussurrou uma parte dela. A faminta necessidade que a tinha consumido então tinha sido irritante, incômoda, mas nada como isso. Isto era intenso, ia crescendo lentamente, sobressaltando-a como se fluíra através de seu sistema.

Ela se esforçou em desviar o olhar do dele, girando a cabeça e olhando desesperadamente para o exterior pela janela do helicóptero. Taber estava apertado contra ela, seu contorno pego ao dela, um braço colocado ao seu redor, seus dedos jogando distraidamente com os fios de seu cabelo que penduravam pela parte traseira de sua camisa. Ela fechou os olhos enquanto respirava com dificuldade. Poderia resistir a tentação que a devorava viva. Seguro que poderia. Tinha-o feito antes.

 

Mordeu-se os lábios quando sentiu os dedos dele mover seu cabelo, colocando-o detrás de seus ombros, revelando a pequena marca situada justo debaixo de seu pescoço. Ela houvesse tornado a cabeça, tivesse desviado o olhar se ele não se moveu para sujeitá-la em seu sítio.

 

Roni choramingou. Ela não poderia lhe ajudar. Quando sua língua acariciou a diminuta ferida, aproximando sua boca sobre ela e sugando brandamente a carne, meigamente, então seu ventre se convulsionou. Sua vagina pulsou, pulsou, enviando-a para um deleite quase orgástico enquanto sentia os dentes arranhar brandamente a superfície da marca que lhe tinha feito. Suas mãos se agarraram com força a seu antebraço enquanto ele o deslizava sobre seu peito, sua mão sujeitando seu outro ombro mantendo-a quieta enquanto o a torturava, atormentava-a.

 

— Por favor —ela soube que ele não podia ouvi-la, e não tinha fôlego suficiente para gritar enquanto o prazer queimava seu corpo, descendendo do lugar no que sua boca a mantinha cativa até seus duros, sensíveis mamilos, e baixando até seu palpitante clitóris e sua úmida vagina. Estava-a destruindo.

 

Ele apartou brandamente sua boca enquanto voltava de volta a seu assento. Mas não houve alívio para Roni. Apertou seus dentes, lhe amaldiçoando, amaldiçoando-se a si mesma, e jurando morrer de agonia antes de pedir que a tomasse, antes que lhe rogar que aliviasse a necessidade que parecia crescer mais que diminuir com a distância que ele havia interposto entre eles.

 

Isso não era bom. Não era bom para nada.

 

A vida não podia ser muito mais doce pelo que ao Taber concernia. A viagem de volta das colinas do leste de Kentucky à mansão da Virginia se fez rápida e eficazmente, no potente e pequeno helicóptero que as Forças Armadas tão gentilmente lhes tinham garantido. Obtiveram-se uns quantos benefícios extra ao fazer que uma sociedade se enfrentasse a um governo cujos líderes tinham estado colocados até o pescoço nos pequenos experimentos corruptos que os tinha criado.

 

Seu corpo vibrava de desejo, harmonizando perfeitamente com a excitação que surgia no corpo de Roni. Podia cheirar seu calor e isso ia deixá-lo louco. Seu membro lhe doía como uma ferida aberta, pulsando e pulsando sob a restrição de seu jeans.

 

Ele observou o terreno que havia depois das janelas do helicóptero, rastreando cada ponto de referência, contando os minutos até que pudesse levar-lhe à cama, separar suas coxas e afundar-se nas acaloradas profundidades da sua pequena e molhada vagina.

 

Tinha esperado quinze meses. Quinze compridos e miseráveis meses. Um doloroso e vazio oco tinha jogado raízes em sua alma durante esse tempo. Tinha desejado, de forma tortuosa e interminável, uma mulher, uma única mulher. Tinha sido incapaz de tocar a outra, incapaz de tolerar o aroma de luxúria de qualquer outra mulher enquanto o de Roni permanecia tão profundamente dentro dele.

 

Era uma das razões que ele nunca tinha entendido por que ela tinha deixado a curta e direta nota em seu escritório tanto tempo atrás. Nenhuma outra mulher lhe tinha afetado como ela o tinha feito. E ele tinha sabido de fato que lhe tinha desejado a ele também. Assim, por que havia ela retrocedido? Ele ainda tinha a nota. Ainda sentia a fúria e a dolorosa traição que aquelas palavras lhe tinham produzido.

 

Ele se tinha negado a si mesmo durante todos esses meses no referente a Roni. Lutou com seu desejo e sua fome porque não queria obrigá-la a responder por que e por quem estava contra seus desejos. Soube todo o momento que sua decisão tinha sido a melhor. Não a culpava, não tinha a menor intenção de fazê-la pagar pelo inferno que tinha feito passar a seu corpo. Mas, maldita seja se a deixava partir de novo.

 

Seu beijo lhe assegurava que Roni nunca se afastaria dele da mesma maneira que outras vezes. O hormônio que estava solto em seu corpo a prepararia e aumentaria sua excitação até o ponto que ela seria incapaz de negar seu contato. Ela teria sorte se pudesse caminhar de novo quando ele terminasse de saciar sua fome dela. Tinha muitíssimo tempo que recuperar.

 

— Já estamos chegando. —Vociferou Cabal quando a mansão esteve à vista.

 

Eram três palmeiras de majestosa e graciosa elegância. Os balcões envolviam cada planta, com altas colunas que os sustentavam e davam à branca monstruosidade um ar de comodidade refinada. A casa da velha plantação se manteve em excelentes condições. Os anteriores proprietários tinham feito tudo o que tinham podido para manter intacto o ar histórico da casa, enquanto que no interior, as renovações tinham assegurado ao proprietário todas as comodidades.

 

Apoiou seu braço nas costas de Roni enquanto sentia como ela ficava rígida. O sombrio aroma a medo se mesclou com seu terrestre e doce desejo. Mas em vez de aliviar sua necessidade, o medo parecia que só intensificava o aditivo aroma. A adrenalina que corria através de seu corpo fez que o hormônio se propagasse muito mais rápido através de seu sistema.

 

O helicóptero aterrissou com suave eficiência, pousando-se na pista de aterrissagem e apagando-se lentamente enquanto Taber desabotoava seu cinto de segurança e o de Roni. Ele olhou seus olhos, seu corpo esticando-se ao ver a dilatação de suas pupilas, e o rubor em suas bochechas. Seus olhos azuis brilhavam com fome. Seu corpo tremia por ele.

— O que você fez comigo, Taber? —Sua voz estava rouca, estava confundida, enquanto Tanner e Cabal se desciam do helicóptero.

 

— Vamos, iremos para a casa e lhe explicarei isso tudo. —Ele saltou do helicóptero antes que se parasse de tudo, enquanto agarrava sua cintura com suas mãos e a ajudava a levantar do assento.

 

Ela ofegou enquanto ele a atraía para seu peito antes de permitir que seus pés tocassem o chão. A sensual resistência de seu corpo contra o seu lhe fizeram grunhir de excitação. Graças a Deus que não tinham chegado muito longe.

 

Taber agarrou sua mão e a empurrou para o jipe que Tanner tinha levado a um lado da pista de aterrissagem. Seus dedos tremeram embaixo dos dele, mas não muito mais que seu corpo. Ele podia sentir os delicados estremecimentos que ocorriam a ela quando a ajudou a subir ao jipe, e observou em seu olhar como tratava desesperadamente de não perder o controle.

 

Seu beijo tinha feito exatamente o que Calam tinha advertido a todos eles meses atrás. O hormônio sexual existente nas glândulas de sua língua se disseminou quase imediatamente em seu sistema enquanto ele a beijava. Seu nível de calor se elevou, a necessidade de lhe tocar, lhe saborear, de se apoderar dela. Mas não era tão grande como sua necessidade dela.

 

Ele se tinha encontrado indefeso esta vez, apanhado no anseio de uma fome que não podia conter e que não tinha vontades de esconder. O animal de seu interior já tinha sido negado uma vez anteriormente. Não o voltaria a ser mais.

 

— A casa em que vivemos agora pertenceu anteriormente ao Conselho de Genética. —Disse- ele a ela, tratando de acalmar-se enquanto Tanner conduzia pela estrada pavimentada que lhes levava a mansão.— Agora é nossa base de operações. Estamos a salvo aqui, protegidos por completo por gente de nosso tipo, que crescem diariamente. Você também estará a salvo aqui, Roni.

 

— De verdade? —Seu tom lhe assegurou que ela não estava tão segura. Lástima. Ele não ia deixar a partir.

 

Ela se manteve tão afastada dele como lhe permitiu, que não era muito. Ela estava acalorada e carinhosa, seu aroma doce e potente. Ele tinha estado separado dela muito tempo, tratando de ser nobre, de proteger a da verdade e do preço de estar em seus braços.

 

Taber deu um coice quando lhe dirigiu um olhar carregado de ódio. Evidentemente, a maior parte da confusão causada pelos fatos do dia se estava evaporando. Ela o estava deixando louco. Ele ignorou o arranque agudo de excitação que retumbou em suas veias ao pensá-lo. Seus olhos brilhavam com fúria e luxúria. Seu aroma era quente e selvagem, e fazia que seu peito doesse com a necessidade de rugir a modo de triunfo.

 

— Estaria segura onde estava... —disse ela bruscamente—... se não tivesse sido por ti.

 

Sua voz estava marcada pelas emoções, as sensações que percorriam seu corpo. Estava lutando contra isso, inconsciente de que ao fazê-lo, só faria que os sintomas piorassem. Taber reprimiu um sorriso. Sua fúria só faria que seu sangue fosse mais rápido, que o hormônio fora mais rápido por seu corpo, para crescer e formar-se até limites extremos.

 

— Fazem falta dois, Roni. —Disse-lhe misteriosamente enquanto o Jipe se estremecia ao parar na entrada principal.

 

 

Grandes carvalhos, de muitos anos de antigüidade, formavam uma cúpula sobre o caminho de acesso circular, crescendo tão próximos à casa que já tinham pensado destruir alguns. Mas era impossível negar a magnitude e graça das árvores. Eles tinham estado ali durante tanto tempo, tinham protegido a casa durante tantos anos, que era impossível destruí-los.

 

Enquanto ele a ajudava a sair do Jipe as grandes, duplas portas principais se abriram enquanto Calam e Merinus saltavam ao pavimento. O olhar do outro homem era dura, aguda, enquanto inalava lentamente, fazendo que Taber estivesse mais que consciente que qualquer outro da Casta que se aproximasse se daria conta do estado de excitação do Roni.

 

Taber a conduziu pelas largas escadas circulares para lhe apresentar ao casal, notando os estremecimentos que ocorriam em seu corpo. Estava tensa, mantendo-se rígida enquanto se aproximavam de Calam e Merinus.

 

Ele se encontrou com o olhar de Calam, e viu a preocupação nas profundidades dos olhos âmbar de sua líder.

 

— Roni, é um prazer voltar a vê-la. —Disse Calam gentilmente enquanto se aproximavam do outro casal. Ele não a tocou, não lhe ofereceu lhe estreitar a mão, enquanto Roni permanecia rígida atrás dele— me permita te apresentar a minha mulher, Merinus. Merinus, Roni Andrews era uma boa amiga nossa durante nossa época na Sandy Hook.

 

— Olá, Roni. —O sorriso do Merinus era gentil e seu olhar oscilava entre os dois— Sinto que nos tenhamos tido que nos conhecer baixo estas circunstâncias.

 

— Prazer em conhecê-la. —A voz do Roni era suave e rouca devido à tensão enquanto passava as mãos por seus ombros.

 

— Também o sinto...

 

— Não, por favor. —Merinus negou com a cabeça, com um pequeno sorriso aparecendo em seus lábios— Estes homens revistam sacudir a vida de uma mulher mais do que deveria estar permitido. Mas ao final... —ela olhou a expressão zombadora de seu marido—... merecem a pena

 

— Acredito que esperarei para fazer comentários sobre isso, —Roni respirou profundamente— se não te importar.

 

O olhar preocupado do Merinus refletia conhecimento enquanto olhava ao Taber. Ela, mais que ninguém, era muito consciente da necessidade lhe pulsem que suportava Roni e o estresse sob o que estava.

 

— Entendo-o completamente, Roni. Se necessitar algo, faça-nos saber a qualquer de nós. Queremos que aqui se sinta como em casa.

 

Roni assentiu, murmurando um obrigado, mas Taber podia ver o fino filme de suor em suas sobrancelhas e o rubor em suas bochechas.

 

— Por favor, entra. Taber pode te mostrar sua habitação, onde poderá descansar até o jantar. Podemos conversar logo —Merinus franziu o cenho ao Taber, com um sombrio e desaprovador olhar da que ele se responsabilizou.

 

Entraram em vestíbulo de mármore enquanto Taber agarrava o braço do Roni e a conduzia à larga escada circular, à direita da entrada principal. Sua suíte se encontrava no segundo andar, mas tudo o que lhe preocupava era levar ao Roni a grande e bem feita cama que os ocupava. Ali ele reivindicaria tudo o que tinha sido dele, tudo o que ela tinha tratado de lhes negar a ambos durante os últimos, solitários, e famintos meses. Ali ela pagaria.

 

O que estava mal nela? Roni se sentia febril, desconcertada, quase aturdida com o desejo sexual que ameaçava fazendo-a cair de joelhos por sua intensidade. Enquanto Taber a conduzia escada acima ela lutou com a debilidade que a fazia agradecer a mão firme que aferrava seu braço. O corpo dele era grande, tão duro e quente junto a ela que podia sentir como o calor irradiava dele.

 

Sua mão a sustentava, mas tudo no que ela podia pensar era tendo-a percorrendo seu corpo, acariciando-a, acalmando os fogos que ardiam no mais profundo de seu ventre. Nunca havia se tornado tão louca com o desejo. Não, não era simplesmente desejo. Ia além da luxúria. Era uma obsessão, uma fome que a percorria, convertendo sua exigência em um pouco quase irresistível.

 

— O que me fez? —Ela tratou de livrar-se dele, apartar do prazer insidioso que esquentava seu corpo ante seu contato, mas ele não a soltou.

 

— Isto já não tem graça, Taber. Estou farta deste trato silencioso, estilo machão.

 

Entraram em uma ampla sala. Em um extremo do quarto havia uma mesa cor cereja com um computador, uma impressora e um fax. Ele a conduziu passando ao lado de uma zona de descanso com um equipamento para o entretenimento que a teria impressionado se tivesse tempo para preocupar-se de alguma outra coisa que não fosse o furioso ardor de seu sexo.

 

Levou-a através de outra porta aberta, entrando no dormitório. A habitação estava fracamente iluminada, com um mobiliário de cor cereja escura e umas grosas cortinas que escureciam o ambiente, provocando uma sensação íntima e erótica.

 

No extremo mais afastado do quarto havia uma cama larga com forma de trenó, o colchão e o edredom eram tão grossos que teria que dar um salto para poder sentar-se nela. Tinha um edredom cor bordô escuro dobrado para trás e grossas almofadas cavadas e colocados contra o cabeceira.

 

Ela se estremeceu imaginando-se a si mesma ali com o Taber, seu corpo cobrindo o seu, suas mãos acariciando-a. mordeu-se o lábio, lutando contra o gemido que ameaçava escapando de sua garganta.

 

 

— Me responda, maldito seja —Roni se voltou para ele com fúria enquanto ele se apartava, fechando a porta atrás deles.

 

Olhou aos olhos… esses profundos, brilhantes olhos. Os olhos de um depredador. Agora podia ver a evidência de seu DNA único. Nos altos maçãs do rosto, em seu olhar estreito.

 

— Está-te esquentando —lhe respondeu ele, seus dedos alcançando os botões de sua branca camisa enquanto lhe observava desabotoá-los lentamente.

 

Os joelhos dela se debilitavam com cada botão solto, expondo mais de sua bronzeada e lustrosa pele. Sacudiu sua cabeça, desejando fechar os olhos, para escapar do poder que subitamente ele tinha sobre ela. Desejava que se tirasse a camisa. Desejava passear os dedos sobre os proeminentes músculos do corpo dele, sentir sua cálida dureza, lhe tocar, lhe saborear tal como tinha sonhado meses atrás.

 

Então as palavras dele a golpearam. Está-te esquentando. Sentiu como seu coração se acelerava com o medo. Piscou lhe olhando. Cada respiração de seu peito se o fazia difícil e dolorosa.

 

—O que quer dizer? —Tragou com dificuldade, lutando contra sua comoção.

 

Taber se sacudiu a camisa dos ombros, os músculos duros e bem formados de seu peito e braços se flexionaram podendo e força.

 

— Exatamente o que disse. —Sua voz foi dura, mas seu olhar ardia, brilhante luxúria líquida nas profundidades de cor jade—. Está quente, Roni. Seu corpo se prepara a si mesmo, assegurando-se de que nenhum de nós possa negar-se ao que a natureza exige.

 

Ele deixou cair a camisa ao chão enquanto se aproximava para sentar-se no leito. Seus olhos não se separaram dela, passeando-se por seu corpo, obscurecendo-se, ardendo, enquanto observava como os peitos dela se elevavam em sua busca de oxigênio.

 

Deus, ela desejava lhe saborear. O ventre dele era plano, duro, com as marcadas abdominais se flexionando ao tirá-las botas.

 

— Como? —Não lhe encontrava sentido a nada que não fosse a fome que assaltava seu corpo—. Nunca foi como isto. Nem sequer depois de que me mordesse. Por que agora?

 

 

Ele ficou em pé, elevando-se sobre ela, aproximando-se o lentamente, seu olhar fixo na dela.

 

— Não te tinha beijado, Roni — lhe disse brandamente, enquanto devorava o espaço entre eles.

 

O aroma de seu corpo invadiu os sentidos dela. Era masculino, quente e escuro, cativando-a até fazê-la estremecer.

 

— Que... —Ela sacudiu a cabeça, lutando contra o desejo de lhe tocar, de lhe saborear.

 

— O que tem que ver o beijo? Maldito seja, Taber —Seus punhos se apertaram enquanto se obrigava a apartar-se dele, a lutar contra a fome devastadora que trovejava por seu corpo.

 

— O beijo liberou um hormônio especial que passou do meu corpo ao teu —Ele lhe aproximou, espreitando-a enquanto ela continuava apartando.

 

— Um hormônio que aparece somente quando toco a minha companheira. Quando toquei a ti. Permitiu-me te marcar, uma prova física para outros de que me pertence. Não era suficiente aumentar seus sentidos ou seu desejo sexual para chegar a este estado. Somente meu beijo pode fazer isso, Roni. Meu beijo te marcou que uma maneira tal que a natureza não te permitirá te negar.

 

Sua voz era rouca, profunda, quase retumbante, e Roni se tornou para trás contra a parede, lhe olhando com horror, furiosa.

 

— Meu deus. Você sabia. —Quase se sobressaltou ante o chiado de sua voz. Soava tão emocionada, tão assustada, como ela sabia que se sentia.

 

— Quando me beijou, sabia que me faria isto. Sabia o que ocorreria.

 

As mãos dele se esmagaram contra a parede junto a ela, com uma expressão selvagem em seu rosto, quase feroz, enquanto mostrava seus dentes com um grunhido de advertência. Ela se sobressaltou, seus olhos abrindo-se de par em par, seu sexo palpitando ante o som.

 

— Não me rechaçará esta vez, Roni — A voz dele retumbou de poder, com determinação.

 

— Desta vez, não escapará de mim.

 

Deveria lutar contra ele, disse-se a si mesmo. Deveria apartar-se dele, teria que subir os testículos dele até a garganta de uma joelhada se ele não se equilibrasse sobre ela, com a língua perfurando sua boca enquanto seus lábios cobriam os dela. No instante em que o fez, cada célula de seu corpo uivou de alívio, e a fúria que corria através dela se dissolveu no ardente desejo que sentia.

 

Doce, escuro mel que invadia seus sentidos de novo. Ela soluçou ante o ataque, suas mãos elevando-se para aferrar sua cintura, suas unhas cravando-se em sua carne enquanto a sensação da pele dele parecia afundar-se em todas suas células. Ela gemeu, sua língua se envolveu com a dele enquanto uma voz interior lhe gritava advertindo-a. Perigo. Tentação. Foge!

 

Ele não a tocou com nada mais que seus lábios, com sua língua, e era voraz em sua exigência. Seus fortes dentes mordiscaram as curvas da boca dela. Sua língua aliviou a pequena dor para a seguir entrar e sair exigente até que ela fechou seus lábios sobre ela, desesperada-se por lhe manter dentro de sua boca enquanto brigava por encontrar sentido a seu sabor, a seu poder sobre ela.

 

Ele grunhiu. Um felino rugido rouco de desejo quando ela aferrou a língua dele, lambendo-a, gemendo com o ligeiro sabor a mel, necessitando ainda mais. As mãos dele aferraram sua cabeça enquanto seus lábios se moveram sobre os dela, deixando-a louca com a quente e sensual provocação de cada profunda carícia.

 

Segundo a segundo ela podia sentir como seu corpo ardia cada vez mais. Seus peitos lhe doíam, os mamilos eram como pontos duros ansiosos por atrair a atenção dele enquanto seu torso se esfregava contra eles.

 

— Deus, tem um gosto tão bom — A voz rouca dele fez que ela se estremecesse de prazer. Ele se tornou para trás, observando-a, seus olhos entrecerrados, intensos—. Me pergunto quanto melhor será o sabor do resto de ti.

 

Seu joelho se deslizou entre as pernas dela, pressionando contra o sensível montículo entre suas coxas.

 

— Não me faça isto, Taber — sussurrou ela com desespero, suas mãos se apertaram ao redor da cintura dele enquanto se estremecia com uma deliciosa dor que a aproximava muito ao intenso prazer.

 

A dura coxa dele se esfregou contra seu sexo e ela se perguntou se ele podia sentir a umidade que gotejava de seu corpo. Ela desejava apartar-se dele e também desejava lhe atrair mais para ela. As necessidades em conflito dentro dela lutavam uma contra a outra, sustentando uma louca batalha pela supremacia.

 

— Fazer o quê? Te fazer minha? —grunhiu ele—. Já fiz, Roni. Não posso desfazê-lo. E tão seguro como o inferno que não me arrependo.

 

 

Seus lábios se moveram para a orelha dela, sua língua formando sensuais redemoinhos a seu redor enquanto ela lutava por respirar.

 

— Não posso fazer isto — gritou ela, apesar de que seu corpo se contorcionava contra o dele, ansiando seu contato, querendo sentir o calor e a dureza que ele a oferecia.

 

Sua cabeça caiu para trás contra a parede enquanto os lábios dele se abriam aconteço descendo por seu pescoço. Os dedos dele abriram os botões de sua blusa, liberando a malha enquanto o ar ao redor deles se esquentava com sua abrasadora necessidade.

 

— Cale-se, carinho —murmurou Taber enquanto acariciava a pele de seu pescoço com os lábios.

 

— Tudo vai ficar bem. Prometo-o.

 

Ele tirou a blusa dos ombros dela, baixando-a por seus braços enquanto apartava as mãos dela de sua cintura para permitir que o objeto caísse ao chão. Era a sensação mais erótica que ela tivesse sentido em toda sua vida, as mãos dele, rugosas e cálidas, percorrendo sua carne, apartando a roupa que se interpunha entre seu contato e a pele dela.

 

— Que formosos — murmurou ele enquanto olhava fixamente os seios dela—. Tão grandes e cheios. Não posso esperar a me levar um desses pequenos e duros mamilos à boca, Roni.

 

Ela gemeu ante suas palavras, ficando muito quieta ante ele, seus seios apertando-se contra o sutiã. A cabeça dele se elevou, seus olhos se passearam sobre as cheias curvas que subiam e baixavam tão rapidamente. Ela desejava fechar os olhos para escapar da intensidade dos sentimentos que a bombardeavam. Ao mesmo tempo, desejava estar segura de não perder-se nem um segundo de poder ver ou sentir o poder depois da repentina fome dele por ela.

 

— Estou assustada —Roni tremeu com força, lutando contra a entristecedora luxúria com cada pulsado de seu coração. Esta necessidade não era natural. Sempre lhe tinha desejado, sempre tinha sonhado com seu beijo e seu contato, mas não como agora. Não como esta exigência embriagadora e primitiva que não podia controlar.

 

— Taber. Faz que pare. Faz que pare agora, maldito seja.

 

Sua vagina palpitou com uma exigência tal que lhe tirou a respiração. Ela tentou respirar, quase gritando quando os lábios dele se esfregaram sobre a suave carne que me sobressaía da taça de seu sustento.

 

— Logo te aliviará, Roni — lhe prometeu ele, sua voz tão rouca, tão rude, que lhe provocou estremecimentos de prazer enquanto os dedos dele soltavam o fechamento do sutiã.

 

— Logo que te tenha nessa cama e me deslize entre essas preciosas coxas, tudo será muito melhor.

 

Roni se retirou assustada e em estado de choque ante as palavras que Taber lhe murmurou ao ouvido. Que estariam melhor? Tão logo fizesse o que?

 

Lhe empurrou pelos ombros, ignorando os retorcimentos de seu ventre, a umidade que se deslizava de sua atormentada vagina.

 

— Acredito que não. —estremeceu-se ante a necessidade.— Taber, espera. Temos que falar disto.

 

OH, isto não estava bem, absolutamente. Seu corpo invalidava sua mente e não poderia reter as rédeas do desejo o tempo suficiente para entender a situação.

 

Sua língua arrasava os topos de seus peitos. Doce senhor, não era lisa e suave, como seria a de qualquer pessoa normal. Era ligeiramente áspera, quente, raspando deliciosamente contra sua pele. Como se sentiria contra seus mamilos?

 

— Seu sabor é tão bom, Roni. —Apertou seus ombros quando inundou ainda mais sua cabeça, para o interior da curva de seu peito, seguindo o bordo do encaixe que ainda cobria o montículo inchado.— Tão picante e doce.

 

Suas mãos se afastaram da parede, descendo por suas costas até que agarraram seus quadris, embalando-a contra a dura coxa situada entre os dela.

 

— Taber —Tinha que fazer que se detivera. Ou não?

 

Empurrou-lhe de novo pelos ombros, mas sua cabeça retrocedeu para a parede quando lutou contra a luxúria debilitadora que invadia seu sangue.

 

— Roni, não sei se posso me deter —bsussurrou quando seus lábios se introduziram por debaixo do sutiã aproximando-se perigosamente do duro pico de seu peito.

 

Podia sentir seu fôlego na atormentada ponta, cada célula tensa ante o delicioso desejo quando seus dentes tiraram o material, apartando o de sua torcida curva.

 

— Taber. Não posso... OH Deus! —arqueou-se entre seus braços quando sua língua açoitou o duro broto de seu mamilo. A eletricidade se disparou desde sua pequena protuberância até sua matriz, fazendo que o espasmo de prazer roubasse seu fôlego. De acordo, evidentemente não ia ser capaz de dizer que não, pensou abstraída. Entretanto, isso não significava que tivesse que lhe deixar viver depois de que lhe fizesse isto.

 

Sua boca cobriu seu mamilo, chupando-o desesperadamente, suas bochechas se flexionaram, sua língua raspou quando ela começou a contorcionar-se contra sua dura coxa. A pressão em seus clitóris era destrutiva, afogando-a no prazer e no desespero.

 

Foi fracamente consciente de quando suas mãos a despojaram de seu jeans, deslizando o material até que ele pôde sujeitar as suaves esferas de seu traseiro Suas mãos cobriram a pele nua, flexionando-se, agarrando e dividindo suas bochechas arredondadas quando a moveu contra ele.

 

— Não posso chegar à cama —grunhiu contra seu peito quando sua coxa se moveu apartando do montículo atormentado de entre suas coxas.— Agora, aqui, Roni.

 

Separou-se de um empurrão suas calças para baixo com uma mão, a outra soltou seu jeans, liberando de seu confinamento seu comprido e grosso falo. Não lhe levou tempo tirar-se de uma patada seus sapatos. Não a deu tempo a que se negasse. Antes de que pudesse expressar sua confusão, empurrou-a sobre seus joelhos, atirando-se ao chão e colocando-se detrás dela.

 

— Taber. —Emocionada, quase paralisada pelas necessidades que a atormentavam por toda parte, fazendo que só pudesse gemer seu nome quando ele a inclinou para frente.

 

Sustentou-a imperturbável, com os ombros no chão, os quadris levantados, abrindo-a para ele, lhe dando acesso. Não perdeu tempo em reclamar o que acreditava que era dele. Roni logo que teve tempo de fazer uma inspiração antes de sentir sua grossa ereção pressionando contra seu sexo, deslizando-se pela pequena abertura até encontrar sua vagina. Sujeitou-a pelos quadris, murmurou seu nome e empurrou violentamente em sua inexperiente vagina.

 

Roni gritou ante a dor e o prazer que lhe produziu seu duro impulso, ao enterrar-se completamente nela. Taber amaldiçoou, quase se interrompendo, mas sem chegar a deter-se. Ela se contorcionou embaixo ele, aterrada pelas agudas contrações de seu ventre, pela intensidade de seus impulsos e pelas vertiginosas sensações que colidiam nela.

 

Pôde sentir como seu falo a estirava, os músculos de sua vagina protestaram e deram a bem-vinda à grossa intrusão, sujeitando-o forte quando os sons de sucção encheram sua cabeça. Estava muito molhada, muito viva. Seus sucos se deslizavam por sua vagina, por suas coxas. A afiada dentada de dor deveria havê-la tirado de sua excitação, deveria ter feito sair um grito de protesto, mas só fez que aumentasse o prazer.

 

Seu mundo unicamente se centrou nos impulsos profundos, duros, do falo de Taber dentro de sua apertada vagina. O agonizante prazer que queimava através de seu corpo, eletrificando seus terminais nervosos, lhe tirando a respiração quando as sensações se amontoaram, umas em cima de outras, afogando-a com sua força.

 

Sentir Taber, com uma mão sobre suas omoplatas, sustentando-a imóvel, e a outra sujeitando seu quadril para poder empurrar com força e profundamente dentro de sua sensível vagina, era quase impossível de suportar. Não podia mover-se, só podia sentir, e o que se sentia ameaçada destruí-la.

 

O tapete baixo ela raspava seus joelhos e a carne branda de seus peitos, mas eram sensações insignificantes mescladas com todas as demais. Um relâmpago se disparou desde sua vagina através de seu útero, crepitando por sua pele quando cruzou velozmente seu corpo, levando-a mais alto, conduzindo-a mais perto da destruição.

 

Ele a empurrou de cabeça ao êxtase, seu membro provendo-a de energia, enchendo-a, acariciando ainda mais seu calor abrasador, e lhe aumentando.

— Não! —Tratou de gritar quando sentiu que seu útero se contraía, ondeava e se convulsionava. Isto a mataria. Independentemente da sensação, o poder que se formava furiosamente dentro dela... mataria-a.

 

Então não teve fôlego para gritar ou chorar. Seus olhos se dilataram, sua vista se nublou. Os músculos de sua vagina se contraíram contra seu falo quando sentiu sua brusca mudança. Era como se um pequeno polegar se inchou sob o capuz de sua ereção, lhe dilatando, lhe alojando no molho de nervos que ela possuía dentro, acariciando-a, vibrando, até que ela explodiu.

 

— Meu deus! Roni! Carinho... —Intensamente, duramente, as cargas explosivas de quente sêmen chocaram violentamente contra o canal ultra apertado, provocando outro pequeno tremor, outra explosão que a fez abrir a boca, lutar por respirar para não sofrer um colapso no tapete.

 

O que era isso? Estremeceu-se outra vez quando Taber a seguiu para baixo, gemendo fortemente quando a pequena carícia da estimulação acrescentada lhe produziu estremecimentos através de todo o corpo. Como se fora… Não. O pensamento foi afastado à força, negado. Não havia características físicas de animal nele. Os cientistas tinham tranqüilizado às pessoas, sobre eles. Além de que os caninos eram mais largos, em todo o resto eram totalmente humanos. Ou não o eram?

 

Logo não pôde pensar mais. A seguinte explosão que lhe fez derramar lágrimas foi brutal em sua intensidade. Só pôde lhe gritar, só pôde lhe deixar tê-la, enquanto Taber se paralisava sobre ela. Sua respiração era rude, seu corpo úmido como o dela agora.

 

— Roni. —Sua voz soou atormentada, doída, quando lutou por recuperar o fôlego.

— O que fez Taber? —murmurou; a névoa que cobria sua vista ficando mais escura.

— Que fez...

 

— Ela estará bem. —O Dr. Martin apalpou a flácida mão de Roni enquanto gentilmente a apoiava na cama ao lado de seu corpo inconsciente. Havia finalmente terminado seu exame. Sobre a mesa ao lado da cama estavam os frascos com as diversas amostras que ele necessitava.

 

— Recorda, ela só é a segunda companheira conhecida, e seu corpo esteve sob pressão durante um ano. Fisicamente, poderia ser muito diferente para ela que foi para o Merinus. Farei minhas provas e veremos como está quando despertar.

 

Taber ficou com o olhar cravado em Roni do outro lado da cama, sua consciência lhe queimando com remorso. O que lhe tinha feito? Pela primeira vez desde sua infância, o lado animal o tinha controlado, em vez do humano. Quando tivesse sido mais importante, ele se tinha esquecido que era um homem.

 

— Ela está dormindo ou inconsciente? —Taber quase se estremeceu com o som de sua voz e a dor que gotejava.

O médico lhe dirigiu um olhar preocupado.

— Está dormindo, Taber. O dia foi bastante acidentado para ela. Deixa que seu corpo descanse e sua mente possa dirigi-lo. Algumas vezes isso é tudo o que salva a uma alma. —As sombras que se escondiam nos olhos do cientista davam testemunho desse fato.

 

— Tê-la no laboratório na manhã é o mais importante. Faremos-lhe algumas prova mais, asseguraremo-nos que coincidam com as leituras que temos do Merinus, e logo só fica esperar e ver.

 

Esperar e ver se ela concebe. Os punhos do Taber se fecharam com uma fúria quase assassina. Do momento que tinha visto como era atacada nessa maldita televisão, seu único pensamento tinha sido tê-la. Marcá-la. Assegurar-se que nenhum outro pudesse sequer tocá-la outra vez. Ele empurrou seus dedos cansadamente através de seu cabelo enquanto a olhava.

 

Ela estava pálida. Escuros círculos permaneciam baixos seus olhos, ressaltando o punhado de sardas que atravessavam seu nariz. Ela luzia tão inocente... Diabos, ela tinha sido inocente. Uma fodida virgem, e ele a tinha tomado como um animal.

 

Voltou-se para a janela de seu lado, jogando para trás as cortinas escuras, olhando para os terrenos da fazenda. Ele a tinha arrancado de sua casa, havia a trazido para um maldito acampamento armado e a tinha incomodado antes ainda de tomar o tempo para lhe explicar as mudanças que se estavam produzindo em seu corpo depois de seu beijo.

 

Ele tinha sabido quando a beijou o que estava fazendo. Tinha sabido o que ocorreria, mas ele tinha sido incapaz de parar. Tinha-a protegido desde que era uma menina, até que o momento em que ela realmente tinha necessitado sua força. Logo a tinha falhado. Ele tinha dada permissão ao animal de assumir o controle e agora Roni pagaria o preço.

 

— Taber, necessitarei amostras tuas também. —Disse Doc brandamente do final da cama.— logo que seja possível, se não te importar.

 

Taber se retirou da janela, permitindo que as cortinas voltassem a cair em seu lugar.

 

— Quando ela desperte —disse brandamente.— Baixarei então.

 

— Agora, Taber. Pode não haver tempo quando ela desperte. —Merinus entrou nesse momento, sua voz firme.— Vá com o Doutor. Sentar-me-ei aqui com a Roni. Além disso, ela poderia necessitar de uma influência mais tranqüilizadora que o que você é neste momento, quando despertar.

 

Taber desejava negá-lo, mas sabia que ela estava no correto. Roni não precisava enfrentá-lo quando ela despertasse. Diabos, ele estava aterrorizado de enfrentá-la. De ver o ódio e desgosto que ela certamente devia sentir por ele agora. Como a convenceria ele alguma vez da forma em que enchia seu coração quando a tinha tomado pouco menos que como um animal?

 

Enquanto deixava o quarto ele era consciente de Calam lhe seguindo, sentiu a estranha desconformidade em sua líder, e suspirou cansadamente.

 

— Me mate. —Resmungou enquanto entravam no laboratório do porão da mansão alguns minutos mais tarde.

 

— Qual seria o motivo? —Perguntou Calam, um fio de diversão distorcendo sua profunda voz— Te mato e mato ao companheiro do Roni. Ela pode não me agradecer isso mais tarde.

 

Taber tirou sua camisa quando o doutor lhe indicou que o fizesse. Ele sabia o que vinha a seguir. Tira-a de amostras de sangue, saliva, sêmen e suor. A lista seguia sem parar e o só pensá-lo fez que seu corpo se crispasse de desgosto.

 

 

— Ela poderia me matar quando me voltar a ver. — Grunhiu, sua cólera crescendo por momentos— Tomei-a como um fodido animal, Calam. Droguei-a, logo a violei. Como um animal.

 

— Para, Taber. —Calam sacudiu sua cabeça, cruzando seus braços sobre seu peito enquanto seus olhos de um marrom dourado se estreitavam.— Não foi uma violação. Podia cheirar sua excitação quando você a meteu na casa. E ambos sabemos que o hormônio não reage a menos que você esteja com sua companheira.

 

— Ela disse “não”. —Ele sacudiu sua cabeça, incapaz de olhar o seu líder nos olhos por mais tempo.— Ela disse “não”, Calam, e eu a ignorei.

 

Taber estendeu seu braço para o doutor e suas desagradáveis agulhas enquanto evitava o olhar de Calam. Filho de puta, esta não era a forma em que tinha previsto sua primeira vez com o Roni. Ele tinha desejado... infernos, não, ele tinha necessitado tocá-la gentilmente, introduzi-la lentamente no emparelhamento.

 

— Meus estudos indicam que a ferocidade do emparelhamento é mútua, Taber. —Dr. Martin deslizou a agulha em seu braço sem mais que uma espetada pequena.— Espera e vê como se sente ela quando desperte. O calor da luxúria freqüentemente tem pouco sentido quando a realidade retorna. Ainda se não ser da Casta.

 

— Ela não pode retornar, Taber. Você sabe isso. —Disse-lhe Calam, brandamente.— Além disso, temos outros problemas. Do momento em que esta história saltou ao ar, começou o movimento entre os membros do Conselho e seus soldados conhecidos. Sua casa estava ardendo antes de uma hora e há indicações que deram a ordem de sair a agarrá-la, custe o que custar, antes da concepção. Ela está mais em perigo do que Merinus esteve.

 

O Conselho. Em vez de negociar com Washington e tratar de jogar limpo, deveriam haver-se metido silenciosamente nas casas de quão bastardos davam as ordens e fatiar suas gargantas. Não mereciam a misericórdia que lhes tinha dado.

 

Nos passados três meses, do descobrimento e resgate de outras quase cem Castas Felinas que Kane tinha localizado, o Conselho tinha empreendido uma silenciosa, mortífera guerra contra eles. Não tinham sido neutralizados como o governo tinha prometido que seriam. Não estavam indefesos como Kane tinha esperado ocorreria.

 

Só no mês passado, quatro de seus enlaces entre o governo e as Forças Armadas tinha sido assassinados. A última, uma fêmea jovem, tinha sido devolvida a eles em pedaços, literalmente. E agora Roni estaria ainda mais em perigo. Necessitavam que ela entendesse o processo de emparelhamento que tinha sido filtrado pelos meios de comunicação. Necessitavam que compreendesse a melhor forma de controlar, ou destruir, as criações que tinham escapado deles. Taber estava determinado a que qualquer que tratasse de agarrá-la morreria.

 

O lábio do Taber se levantou com um grunhido.

 

— Deixa-os que o tentem, Calam. Não jogarei limpo desta vez.

Através dos anos tinham tratado de ser compassivos. Correram em vez de matar, e mataram só quando nenhuma outra resposta era possível. Tinham ganho mais diversão, mais satisfação, em ver os soldados correndo de retorno à base em desgraça em vez da pedaços. Mas se alguém se atrevia a tocar ao Roni, ele jurava que haveria muitos malditos pedaços para qualquer que tratasse de juntá-los.

 

— Nenhum de nós jogará limpo nesse caso. —Assegurou-lhe Calam.— Mas isso me preocupa. A Câmara de vereadores se ocultou até agora, com o relatório de uma segunda companheira dos Felinos, e repentinamente se movem. Deixa-me perguntando o que estiveram planejando enquanto estiveram tão silenciosos.

 

Taber grunhiu. Tinham estado esperando pelo que caísse o outro sapato por três meses, sabendo que eventualmente chegaria o dia em que teriam que enfrentar aos monstros de seu passado sem o apoio público que tinham acumulado. Mas mover-se agora não tinha sentido.

 

— O que é o que querem? —Taber meneou sua cabeça.— Ninguém tratou ainda de ameaçar a Merinus desde que nos apresentamos. Por que agora?

 

— Porque Kane tem a cada maldito agente da CIA. em todo mundo, jurando vingança se tocarem em sua irmãzinha, e ele tem o poder respaldando-o. —Calam grunhiu— O sobrenome da família Tyler a protege, por agora. Não sei se teria o mesmo peso para o Roni, ou se esse é o porquê da Câmara de vereadores não ter se movido ainda. É muito cedo para dizê-lo. No momento tudo o que temos são perguntas e hipóteses. Necessito mais informação para estar seguro de algo.

 

— Poderiam ser os hormônios de fêmea produzidos durante a luxúria. —Disse o doutor enquanto introduzia uma esponja entre os lábios do Taber e a passava sob sua língua.

 

Taber franziu o cenho para o impaciente doutor enquanto um grunhido baixo vibrava em seu peito.

 

— Detenha isso. — O Dr. franziu o cenho ferozmente.— Recorda quem te circuncidou. Poderia ser castração a próxima vez.

 

— Teria que ter primeiro a oportunidade. —Lançou Taber, ignorando a risada afogada do doutor enquanto se afastava com a amostra de saliva.

 

— Está ficando mais resmungão ou o que?

 

Calam sacudiu sua cabeça enquanto dirigia ao Taber um olhar risonho.

 

— Divirto-me com o que posso, pirralho. — O Dr. se queixou enquanto fazia uma confusão com soluções e frascos diversos em outra mesa.— Agora, vá fazer pipi na taça para o bom doutor e me consiga alguns soldadinhos enquanto está nisso, e logo pode ir e voltar a jogar.

 

Taber fez uma careta enquanto lhe dirigia ao doutor um olhar assassino.

 

— Está-te voltando malditamente estranho em sua velhice, Dr. —Grunhiu enquanto tomava as duas pequenas vasilhas plásticas do doutor e se ia pisando forte por volta do banheiro ao final do laboratório.

 

— Espero que você ao menos tenha deixado minhas fodidas revista aqui. Um homem necessita mais que seus cacarejos para fazer sair aos soldados, sabe.

 

Ele não necessitou as revistas e não lhe estorvaram os alvoroços. A libido do Taber estava desatada e quão único precisou foi a lembrança de como se sentia Roni, seu doce calor e as ondulantes contrações de sua apertada vagina, para ter a seus soldadinhos escorregando-se na vasilha como o doutor requeria.

 

Retornou ao laboratório ao pouco tempo de deixá-lo, colocou as vasilhas seladas com uma tampa sobre a mesa antes de voltar-se para Calam.

 

— Que mais tenho que esperar? —Grunhiu— Primeiro violo a minha companheira, agora estou no laboratório do Frankenstein me masturbando. Algo mais com que nos divertir?

 

Calam riu entre dentes, entretanto Dr. Martin só grunhiu com a distraída atenção de um homem absorto no que fora que o microscópio lhe dizia.

 

— Vamos. Tenho os informes acima no escritório. Por como pintam as coisas parece como se tivéssemos várias ordens saindo, embora não deciframos esse código completamente ainda. Nossos informantes estão nervosos como o inferno, e o dinheiro começou a circular em contas seletas outra vez. Kane tem a suas fontes trabalhando tempo extra, como assim também os irmãos, mas poderiam acontecer dias antes que saibamos que diabos está passando.

 

A história de suas vidas, resmungou Taber. Os passados três meses tinham sido como três anos. O progresso que fizeram revelando-se eles mesmos ante uma sociedade compassiva esteve marcado por cada obstáculo que o Conselho colocou ante eles. Ainda mais alarmante foi a aparição de vários grupos realizando uma agenda sobre “sangue puro”. As Castas não eram humano, tinham declarado. Seu DNA animal os excluía de qualquer direito humano sobre os que tivessem tido direito. Os bastardos eram monstros fanáticos e cresciam em número diariamente.

 

— Temos as cercas do perímetro alambradas com cabo para som e prontas para gravar. —Disse Taber enquanto tomavam rapidamente as escadas que levavam ao segundo piso.

 

— Os animais foram liberados a semana passada e estão trabalhando fora maravilhosamente. Só te assegure de manter Merinus nas áreas protegidas até que saibamos que tão bem está trabalhando a conexão de Cabal com eles.

 

Cabal era um enigma, e freqüentemente uma preocupação. Ele era o único das Castas até agora que mostrava uma conexão natural com os felinos depredadores que formavam parte da estrutura do DNA das distintas Castas. Havia um tigre de Rojão de luzes, um leão e dois pumas protegendo agora o bosque. Todas fêmeas. Todas sob o controle de Cabal St. Laurens.

 

— até agora, estão tão domesticados como gatinhos. —Calam grunhiu enquanto entravam no escritório— Mas mantenho um olho sobre as coisas. Kane e Gray se mudam à casa esta noite para reforçar a segurança de Merinus e nós temos feito retornar a maior parte de nossa gente dentro dos perímetros até que saibamos que diabos está passando.

 

— Para que necessitarão uma companheira antes da concepção? —Disse Taber franzindo o cenho enquanto levantava vários dos informe que havia e os começava a ler— Deve haver algo que estejam procurando.

 

— vou assumir, como faz o Dr., que tem algo que ver com os hormônios que as marca geneticamente. —Disse Calam— Produz a ferormônio que instintivamente põe sobre aviso a todos os outros homens, incluindo aqueles que não são das Castas. Combina isso com as qualidades afrodisíacas e aí tem o que esses malditos bastardos estão tramando.

 

— Há algo da Casta dos Lobos? —Perguntou Taber, olhando os papéis.

 

O solitário, cauteloso grupo dos Lobos tinha feito contato menos de dois meses antes. Assumiu-se que tinham morrido nas explosões do laboratório durante o intento de resgate, embora Taber tinha suspeitado outra coisa. Os Felinos tinham feito o trabalho preliminar de contato imediatamente, ao inteirar-se de sua existência, e se tinham assegurado que tudo estivesse em seu lugar para lhes ajudar se o necessitavam.

 

— Sua noiva, Faith, está no lugar de reunião. São cautelosos, entretanto, ainda mais do que eram ao princípio. Estão trabalhando com o embaixador que o Presidente atribuiu para as Castas, assim confio em que sairá tudo bem. Enquanto isso, temos que tratar com o fodido Conselho. Então, não, estamo-nos divertindo ainda.

 

Taber amaldiçoou silenciosamente. O Conselho tinha tido uma reação rápida. Trocavam seus códigos e contra-senhas o suficiente freqüentemente para deixar Kane louco tentando decifrá-los. Os soldados estavam sendo trocados constantemente. Algumas não eram mais que distrações, enquanto que outros regularmente tentavam romper os esforços diplomáticos entre as Castas e o governo que os protegia.

 

— Não podemos estar em estado de alerta para sempre. —Suspirou Taber, meneando sua cabeça— Os homens ficarão muito complacentes quando nada ocorra.

 

— Ainda não podemos lhe dar uma oportunidade a golpear, tampouco. —Suspirou Calam— Kane deveria estar aqui esta noite. Calcularemos nosso melhor curso de ação e seguiremos a partir daí. Mas do aspecto geral destes informes, Roni é nossa preocupação principal. Agora quão perigosa será ela pessoalmente? —A voz de Calam se endureceu enquanto fazia esta pergunta.

 

Taber colocou os papéis outra vez sobre o escritório e se voltou para enfrentar a sua líder. Ele sabia o que estava perguntando Calam. Dada a história do pai do Roni sobre negócios ilegais e sombrias transações comerciais, tinha sentido questionar a lealdade da filha também. Ao menos, no melhor dos casos. Mas se havia uma coisa que Taber sabia a respeito de Roni, era o fato que ela não era igual em a seu pai.

 

— Não mais que o seria Merinus. —Não tinha dúvida sobre a lealdade de Roni, só sobre seu amor— Você a conheceste mais tempo que eu, Calam. Ela nunca traiu a um amigo ou uma confiança. Mas está assustada, e mais que provavelmente empenhada em conseguir meu sangue quando despertar. Não posso pensar que ela seria um perigo para ninguém salvo para mim.

 

Calam assentiu.

 

— É o que mesmo que eu acredito. Mas temos que estar seguros. O que seja que acredita que lhe tem feito, arruma-o. Confia em mim, uma companheira irada é mais do que com que você quer tratar.

 

A expressão em sua cara era tão de saber sobre o que estava falando, que Taber não pôde evitar rir. Ele sabia exatamente o que sofreu Calam quando ele teve que suportar o ataque de sua briguenta esposa. Ela tinha uma boca que podia castrar a um homem a vinte passos, e se isso não era efetivo, então ele passava a noite em um dos dormitórios vazios até que lhe acontecia a ira.

 

— Terei que lhe contar sobre sua casa. —Suspirou ele.

 

Com sua casa destruída, Taber sabia que ela não tinha nada que agora a atasse a sua infância ou passado. Tudo se tinha ido, destruído em um cruel, desumano ato contra uma mulher inocente dos delitos que o Conselho atribuía às Castas. Mas ela era uma companheira. Em qualquer forma que pudessem lhe fazer danifico, o fariam.

 

— Você se preocupa- com Roni, eu me ocuparei do resto disto. —Calam passou seus dedos cansadamente por seu cabelo— Precisaremos fazer planos para começar a construir cabanas dentro da propriedade, entretanto. Se não, esta casa poderia terminar enchendo-se rapidamente com o repico de pequenos pés.

 

Ele não soou zangado por isso, meramente preocupado.

 

— Os meninos estarão em mais perigo que nós, Calam. —Disse Taber brandamente— Doc precisa resolver como controlar isto antes que vá das mãos.

 

— A Merinus lhe aconteceu a excitação quando concebeu. —Calam sacudiu sua cabeça— Ela não padeceu isso após, embora meu DNA ainda a marca —Ele soava encantado— Ela ainda a leva.

 

Não estavam totalmente seguros sobre como tinha ocorrido, mas Merinus ainda levava vestígios do DNA único de Calam em seu sangue. Não tinha trocado seu corpo, nem tinha trocado sua genética não. Mas bem, tinha marcado seu sangue, sua saliva, inclusive seu suor, com vestígios da mesma variação hormonal que Calam levava.

 

Ele deveria haver-se mantido longe de Roni, pensou Taber cansadamente enquanto via as sombras nos olhos de Calam. Preocupado constantemente que de alguma forma, de algum modo, o Conselho conseguisse pôr suas mãos sobre Merinus e seu filho sem nascer. Durante as alertas Calam raramente dormia e revisava e voltava a revisar a segurança cada maldita hora.

 

— Não posso deixá-la ir. —Murmurou Taber. Só desejava poder fazê-lo.

— Sei. —Calam passou suas mãos sobre sua cara, cansadamente— Sei exatamente como se sente.

 

Roni despertou, banhada em suor, sua carne se sentia irritada e dolorida. Seus peitos estavam inchados, seus mamilos pulsavam. Entre suas coxas sua vagina se apertava com força, gotejava, enquanto recordava os impulsos duramente controlados do pênis do Taber dentro de seu estreito canal.

 

Não tinha sido o interlúdio romântico com o que ela sempre tinha fantasiado. Não houve luz de velas, nem um Taber de joelhos mendigando seu perdão, em lugar disso, tinha encontrado um calor, uma intensidade, e algum desespero inomináveis rugindo entre os dois que se recusou a ser ignorado. O orgasmo que havia sentido tinha arrojado ao vento todas suas noções preconcebidas do que podia ser um orgasmo, pela janela aberta. Agora, se só pudesse conseguir que o fizesse novamente.

 

Teria que encontrá-lo primeiro, depois de tudo. Olhou ao redor do quarto. A noite finalmente parecia ter caído. O quarto estava mais escuro que antes, iluminado só pelo tênue brilho do abajur a um lado da cama. A escura e pesada madeira do mobiliário lhe dava ao quarto uma sensação protetora. Tosca, livre de adornos, e ainda assim era exatamente como era Taber.

 

Ao outro lado do quarto uma enorme pintura dele apoiado diante da garagem que havia possuído na Sandy Hook pendurava em um lugar destacado. Vários troféus que ele tinha ganho em concursos de tiro eram exibidos na mesa sob o quadro. Taber não tinha sido uma pessoa excessivamente pública, mas tinha sido bem conhecido. Bem conhecido e alguém em quem se confiava.

 

Ela tentou controlar seus pensamentos, para lutar contra a insidiosa excitação que crescia em seu interior. Lhe havia dito que estava em zelo. Que ela seria incapaz de negar-se o a ele. Incapaz de impedir seu toque. Que isto estava além de qualquer negativa; era como uma besta lançado dardos em seu útero, gritando em demanda do orgasmo explosivo que ele a tinha feito sentir antes.

 

Ela gemeu fracamente enquanto ficava de lado, assombrando-se dos espasmos que se produziam em seu sob ventre. Com cada espasmo sua vagina pulsava e pulsava em acompanhamento. Com cada lhe serpenteiem contração sua cólera aumentava. Taber lhe tinha feito isto. Onde antes sua excitação e necessidade dele tinham sido só uma hipersensível irritação, agora se sentia mas bem como uma agonia.

 

— Meu deus, isto só me podia ocorrer —murmurou no silencioso quarto enquanto cravava seus olhos na parede de em frente.

— Não exatamente. —Uma compassiva voz feminina proveio de detrás dela, fazendo que Roni saltasse com força da cama, agarrando firmemente o edredom contra seus peitos nus enquanto seus olhos se ampliavam.

 

Ela recordava ter conhecido Merinus no dia anterior, embora só vagamente. Sua mente estava consumida com as lembranças do calor, a louca necessidade que a tinha atormentado. E Taber. Selvagem, feroz, decidido a reclamá-la apesar de que ele tinha sido quem a tinha abandonado meses antes.

 

A outra mulher a olhou com seus profundos olhos marrons repletos de compaixão. Ela era magra, mais ou menos da altura de Roni, com cabelo comprido, marrom claro. Sua expressão era tranqüila, empática, e fez que uma bola se posicionasse na garganta do Roni. Ela nunca tinha tido verdadeiros amigos, ao menos não do momento em que tinha conhecido a seu pai, e a ternura desta mulher a fez dar-se conta de tudo o que se perdeu durante esses anos.

 

Merinus, a pesar do luxuoso entorno da fazenda e do que Roni recordava da casa, não parecia adotar uma atitude de senhora do feudo. Estava vestida com calças jeans desgastadas, uma camisa de algodão cor nata solta e sapatilhas de lona. Ela parecia mais do tipo que acampava ao ar livre que das que fiscalizam uma mansão.

 

— Onde está Taber? —Ela olhou ao redor do quarto para assegurar-se de que ele não estava ali.

 

— Ele está com Calam neste momento. Ele é o chefe de segurança aqui na fazenda, e alguma das novas medidas que estão implementando-se neste lugar precisavam de sua atenção. —Merinus se parou da cadeira em que tinha estado sentada e caminhou brandamente para a cama.

 

— Tenho algumas roupas que lhe deveriam servir no quarto de banho se quer te banhar e te vestir. Sugeriria-te um banho por agora. Parece aliviar o pior dos efeitos copulativos durante algum tempo.

 

Roni sentiu que o calor subia a sua cara enquanto a outra mulher mencionava o desejo demente que a tinha mantido em suas garras fazia não muito. Ela podia controlar seu desejo do homem até que doesse, mas isto era ridículo.

 

— Por um curto tempo? —Perguntou-lhe ferozmente, franzindo o cenho. — Não. —Ela sacudiu sua cabeça a isto último.— Algo tem que deter isto. Agora. —Não poderia aceitar nenhuma outra coisa.

Podia sentir o calor elevando-se em seu corpo outra vez. Sua pele se sentia irritada, sensitiva, seus peitos inchados, seus clitóris pulsando em demanda. Ela não poderia controlar isto. Tinha sido mau antes, mas isto era pior do que pôde haver-se imaginado.

 

Perguntou-se se Taber estava sendo afetado por isso. Provavelmente não. E se algum homem o merecia, era ele.

 

Merinus suspirou. — Os efeitos são temporários, Roni, mas não sem um preço seguro. Toma um banho enquanto baixo e te trago o jantar. Falaremos quando estiver preparada.

 

Ela começou a sair do quarto, deixando ao Roni com muitas malditas perguntas e nenhuma resposta.

 

— Espera. —Roni envolveu o edredom a seu redor enquanto se deslizava da alta cama. Maldita fora, Taber tinha pensado alguma vez no malditamente alto que era?— Me diga como deter isto agora.

 

O olhar na cara do Merinus quando se deu a volta era sombria.

 

— Não o pode deter agora. Tem que seguir seu curso. Agora vá tomar um banho. O tempo que agüentasse esperando ao Taber é limitado. Sei que tem perguntas, e algumas delas eu posso responder. Mas não até que esteja mais cômoda.

 

Roni expeliu uma forte respiração, ficando com o olhar fixo na expressão implacável da outra mulher. Ela se via mais que decidida, e Roni teve a sensação de que era muito capaz de sair-se com a sua.

 

— Isto empresta — ela mordeu as palavras, voltando as costas ao Merinus.

 

— Se queria tomar um primeiro banho teria perguntado. —Entretanto, caminhou com passo decidido de volta ao banheiro, determinada a terminar com isso e logo que suas perguntas fossem respondidas logo que fosse possível.

 

Merinus tinha estado no correto, entretanto. O banho pareceu aliviar o calor que já tinha começado atormentá-la. É obvio, Roni optou por um banho frio, tremendo sob a água mais fria que pôde agüentar sobre sua pele e gradualmente acrescentando mais até se voltava passível.

 

O banheiro era um sonho. Chãos de mármore italiano, um lavabo de porcelana em um gabinete de cor cereja. No meio do quarto havia uma enorme tina o bastante grande como para que entrassem três pessoas adultas. Uma ducha estava colocada em um canto afastado.

 

Contra a parede do frente da porta havia uma cadeira cor azul céu Queen Anne, e ao lado dela, uma antiga mesa cor cereja. Os gabinetes estavam colocados no interior dos muros, e os rincões decorativos continham uma variedade de quinquilharias caras. Era opulento e confortável ao mesmo tempo. E diferente de algo que Roni alguma vez tivesse experimentado.

 

Quando sentiu que poderia agüentar caminhar sem primeiro ser fodida, saiu da tina, secou-se o cabelo e rapidamente se vestiu com o comprido traje de noite que a outra mulher lhe tinha dado. Não havia calcinhas, mas não quis tentar sua sorte neste ponto se permitia que algo a tocasse em sua excessivamente sensitiva vagina.

 

O jantar estava preparado. Estava esperando na sala de estar, sobre a mesa de vidro situada ao lado das portas corrediças do balcão. Era uma comida ligeira e Merinus fez guarda sobre ela cada segundo, assegurando-se de que ela o terminasse antes de cobrir a bandeja para logo sentar-se na cadeira e olhá-la silenciosamente.

 

— De acordo, respostas — Roni lhe recordou.— O que me fez ele e que posso fazer para me desfazer disso?

 

Seria melhor que as respostas viessem rápido, pensou, porque as pequenas contrações em seu útero estavam a ponto de voltá-la louca.

— Concepção. —Roni se congelou para ouvir as palavras da outra mulher.— É a única coisa que aquieta o calor. Mas você não estará livre do Taber, nem sequer assim. A natureza é um pouco mais pronta do que quisemos lhe creditar por aqui. Você e Taber nunca serão capazes de lhes separar. Você sempre será uma parte dele, através do menino que conceberá do mesmo modo em que o hormônio nunca abandonará completamente seu corpo. Você é seu consorte. Para sempre.

 

Roni cravou os olhos na outra mulher um comprido e silencioso minuto. Se Merinus não se viu tão séria, então Roni se teria rido em sua cara. Infelizmente, agora não tinha exatamente ganha de passar um bom momento divertido em uma situação que rapidamente estava bordeando a loucura de um pesadelo.

 

— Com um demônio se é que o sou. —Roni saltou precipitadamente sobre seus pés, emprestando pouca atenção à cadeira que saiu voando detrás dela, volteando-se no piso atapetado.

 

Isto não era bom. Ela ficou com o olhar fixo na expressão calma do Merinus, sentindo pânico em seu interior enquanto a outra mulher a olhava quase com pena.

 

— Roni, precisa entender...

 

— Não, você precisa entender —replicou furiosamente enquanto introduzia seus dedos desesperadamente em seu cabelo.— Não perguntei isso. Não perguntei a ele por que tinha deixado esta estúpida marca sobre mim e sem dúvida nenhuma não pedi a ele que me beijasse. Não aceitarei isto.

 

Um menino? Ela tinha que ficar grávida primeiro? Trazer para o mundo a um bebê que teria a cada mercenário e criminoso de baixo estofo tentando seqüestrá-lo. Para tomá-lo em seus braços e ter que cuidar o de um grupo de monstros que faria só Deus sabe que coisa com ele.

 

O horror a percorreu enquanto suas mãos pressionavam seu estômago e sua mente batalhava para rechaçar qualquer conclusão. Ela não o poderia fazê-lo. Deus a ajudasse, ela não sobreviveria.

 

— Roni, negá-lo não ajudará. —Merinus ficou lentamente de pé.— estive onde você está. Sei que tão confundida está e que tão aterrorizada se sente. Mas seu não pediu isto, tampouco. Não de qualquer forma. Você pode resolver isto com o Taber.

 

Roni ficou com o olhar fixo sem piscar. Podia sentir a histeria crescendo dentro de sua mente enquanto lutava por aceitar o que considerava inaceitável.

 

— Resolver o que com ele? —finalmente grunhiu furiosamente— Separar minhas pernas de modo que ele possa me fecundar e logo me abandonar outra vez? OH, se claro, nos deixe falar disso. Sua história precedente empresta, Merinus, e não estou disposta a encarar as conseqüências disto sozinha. E sem dúvida alguma não com um menino cuja mesma existência estará em perigo do momento de sua concepção.

 

Merinus franziu o cenho.— Taber nunca te abandonaria, Roni.

 

Ela riu. Ela não podia ajudá-la. Merinus se via tão sincera, tão mas tão segura da honra do Taber, que era tudo o que poderia fazer.— assim me diga, Merinus, como obtive esta marca? Onde diabos esteve ele o último ano pouco mais ou menos?

 

— Taber não sabia a respeito da marca...

 

— Assim é que podem marcar a quem quer que desejem e logo, como qualquer gato velho, saltar e correr a seguinte. —Roni apertou seus punhos como se fúria a afligisse.

 

— Roni, tem que entender... —Merinus fez um novo intento.

 

— Equivocada. —A mão do Roni cortou através do ar quando rechaçou a súplica do Merinus.— Não tenho que entender nenhuma merda, Merinus. Esta é minha vida. Qualquer menino concebido será meu. Não lhe permitirei me fazer isto. E sem dúvida alguma não lhe permitirei me deixar grávida e logo decidir que ele necessita a alguém que é mais mulher que eu outra vez.

 

O pensamento do Taber tocando a outra mulher a quase a voltou louca de pesar.

 

— Roni, Taber não faria isso —protestou Merinus.

 

— Estará protegida e seu menino ainda mais.

Roni bufou com incredulidade.

 

— Calam poderia ser mais que um homem respeito a isso, Merinus, mas vi o trabalho do Taber de primeira mão. Não obrigado. Nada de bebês. Nenhum Taber. Onde diabos estou e como faço agora para voltar para casa?

 

— Que casa? —A voz do Taber, de baixa entonação e furiosa, grunhiu da porta.— acendeu-se até o chão antes de que aterrissássemos aqui na fazenda. Parece ser que está indubitavelmente comprometida com o gato, carinho.

 

— Taber! —A voz do Merinus parecia indiferente, mas a comoção impressa nela era evidente.— Isso foi totalmente impróprio.

 

Entretanto, Roni não lhe deu oportunidade para desculpar-se. Equilibrou-se sobre ele, a fúria e a cólera combinadas com uma dor tão vibrante que sentiu como se fosse destruí-la.

 

— Pedi-te que me trouxesse aqui? —Gritou-lhe furiosamente enquanto empurrava seus largos e inamovibles ombros.— Olhe o que tem feito, Taber. Fez que meu próprio corpo se voltasse contra mim. Agora algum bastardo queimou minha casa porque eu não estava ali. Você deixou que queimassem minha casa. —Ela não podia acreditá-lo, não podia processar o fato de que nunca voltaria a ver seu lar.

 

A mera idéia era algo que não podia considerar. Seu lar era real. Seu lar foi tudo o que teve quando Taber decidiu que já não a desejava. Que necessitava a alguém mais maior, ou mais experimentada, ou o que fosse que ela não era mas que alguma outra pessoa sim seria.

 

A dor que crescia em seu interior ia mata-l. Não a dor física que lhe retorcia as vísceras quando a agonizante excitação a atravessava, a não ser a profunda dor na alma por ter perdido seu último refúgio para sua própria tranqüilidade de espírito.

 

— Olhe o que tem feito! —Gritou ela outra vez, com o punho voando para o rosto dele, a violência surgindo em seu interior como uma onda gigantesca de lhe aflijam emoção.

 

— Deus, Ron... —Ele a estreitou entre seus braços, apertando-os fortemente ao redor dela, sustentando-a enquanto ela ainda lutava contra ele, porque que Deus a ajudasse, não havia nada nem ninguém mais contra o que lutar.— Sinto muito, neném. Sinto-o tanto.

 

O silêncio encheu o quarto. Roni lutou para manter-se em pé. Ele a reteve contra seu corpo, uma firme rocha, como sempre era. Um refúgio que ela sabia lhe poderia ser arrebatado em qualquer momento.

 

— Me Deixe ir. —Mas não tentou liberar-se.

 

Uma mão manteve sua cabeça contra o peito dele, a outra rodeou sua cintura, protegendo a da violência que ardia em seu interior.

— Acabava de comprar uma cadeira nova. —Murmurou ela. Tremeu e lutou contra a reação. Deus, perdeu-se tudo?

 

— Roni, sinto muito. —Sussurrou ele contra seu cabelo— Não devia contar-lhe desta maneira, neném. Sinto muito.

 

Ela se sobressaltou tornando-se para trás, apartando-se dele, desesperada por escapar da dor que reverberava em sua alma. Agora já não ficava nada que pudessem destruir, nada que pudessem lhe arrebatar. Nada exceto o menino, se ela permitia sua concepção.

 

— Bem. —Exalou com rudeza.— Infernos. —Não sabia o que dizer ou o que fazer. sentia-se partida em pedaços, deslumbrada pelos acontecimentos que ocorriam com muita rapidez para lhe permitir agarrar fôlego ou para lhe encontrar sentido.

 

Inspirou com força, introduzindo os dedos nos bolsos de sua bata, brigando contra o pânico que crescia em seu interior. De acordo, não podia lhe matar. Estava segura de que outros membros da família dele considerariam que não existia tal possibilidade. Não importava o desesperadamente que necessitasse seu sangue agora. Estava bem. Somente era uma casa. Deixaria-o atrás dela. Deveria haver-se esperado isto.

 

As pequenas palavras de ânimo não ajudavam. Podia sentir algo no interior de seu peito que crescia com a dor ante a lembrança do lar que pouco a pouco tinha construído com suas próprias mãos. As ampenes e o sangue o tinham feito mais merecedor de viver nele, tinham-no convertido em um pouco mais digno de possuir que a monstruosidade que tinha sido quando ela era mais jovem.

 

— Roni, agora tem um lar aqui... —A voz do Taber só aumentou sua fúria. Era suave, cheio de remorso. Como se a dor dela rompesse algo em seu interior. A perda de seu lar não era nada comparado com a agonia que passou quando perdeu a ele.

 

— Tenho-o? —Ela liberou a acumulação de adrenalina que exigia briga, enquanto se girava para lhe enfrentar, lhe olhando com sinistra cólera.— Contigo, devo supor?

 

— Comigo. —A expressão dele se endureceu enquanto dizia a palavra.

 

— Pobre Taber. —burlou-se ela.— Ficará comigo depois de tudo. Mas não sou exatamente o que imaginava para uma futura companheira, verdade?

 

Ele a olhou com um ligeiro cenho e não pouca calidez em seus olhos.

 

— De fato nunca imaginei a ninguém mais. —encolheu-se de ombros, confundindo-a ainda mais.— Embora possa dizer que não parece precisamente feliz.

 

E por que parecia lhe incomodar tanto que ela não estivesse encantada?

 

Então onde estava o homem que tinha decidido que necessitava a uma mulher melhor do que era ela? Sua atitude não tinha sentido para ela. A menos que somente fosse pelo hormônio ou o que fosse que a estava voltando louca. A idéia de que uma droga, não importava que fosse natural, era seu único vínculo rompeu seu coração.

 

— Não “precisamente feliz” é uma descrição muito ligeira de minha reação. —assegurou-se de que seu sorriso fosse todo dentes e nada de calidez. Seu sexo estava o bastante quente para compensá-lo, embora não tinha nenhuma intenção de lhe permitir sabê-lo tão logo. A adrenalina que corria por seu sistema tentava aumentar mais a excitação que sentia.— Onde está minha roupa? —Ignorou as cãibras em seu ventre enquanto lhe voltava as costas.

 

Agora nem sequer tinha um lar, e não podia permitir-se acreditar que algo que pudesse ter com o Taber duraria além de que a deixasse grávida. O que seria dela então? Tinha que ir-se, tinha que fugir, ou nunca estaria livre dele.

 

Taber suspirou com força atrás dela.

 

— Sei que está assustada, Roni.

 

— Não estou assustada. —Conteve um estremecimento de pura sensação quando o calor chispou entre suas coxas. assegurou-se de que o olhar que lhe devolveu brilhasse com sua necessidade de lhe castigar.— Estou louca. Assim te aparte de mim antes que te arranque a cabeça como devia fazer quando pôs sua maldita marca sobre mim. Onde diabos está minha roupa?

 

Voltou a entrar no dormitório, decidida a ignorar ao homem que espreitava atrás dela. Podia lhe sentir e ele nem sequer a estava tocando.

 

— Sua roupa se está lavando. —Disse-lhe ele, sua voz tão suave, tão cuidadosamente controlada enquanto se aproximava dela.— Roni, está doída. Não tem que ser desta maneira.

 

Roni se deteve os pés da cama, agarrando-se ao estribo com desespero enquanto seu estômago se contraía quase com violência. Fechou seus olhos, opondo-se ao homem, lutando contra o conhecimento do que ocorria em seu interior. Deus, era tão débil, porque sabia que ainda sem a intensidade da antinatural excitação, seria-lhe muito duro resistir a ele, manter sua fúria. Sua voz era suave, arrependida, recordando-a os anos em que sempre tinha estado ali para ela. Recordando-a o muito que lhe amava, o muito que lhe tinha doído quando repentinamente ele já não esteve em vida.

 

Nem sequer o temor à concepção podia atenuar os desejos que percorriam seu corpo como uma maré de sensações. Como se supunha que ia negar se a ele? Como podia lutar contra seu próprio corpo, suas necessidades ou seu coração?

— Estou bem. —Cuspiu as palavras entre seus dentes apertados.— Busca me um pouco de roupa. Quero sair daqui.

 

Se podia simplesmente afastar-se dele, pensou com desespero. Não tinha sido tão mau, tão intenso, até que ele voltou a aparecer em sua vida. Se podia partir, talvez fosse mais fácil; voltar para a ligeira moléstia que tinha sido antes.

 

— Não irá, Roni. —Suas mãos se posaram com força sobre os ombros dela, seus polegares afrouxando os tensos músculos enquanto ela lutava contra os calafrios de prazer que lhe provocava seu contato.

As calosas gemas de seus polegares raspavam sua pele, esquentando sua carne, fazendo-a gemer com o prazer que atravessava seu corpo. Seu contato era delicioso, seu aroma envolvendo-a com uma calidez que a queimava até a alma.

 

— Não posso fazer isto. —Murmurou ela, lutando contra as lágrimas que espessavam sua garganta. Necessitava muito mais dele.— Tudo está ocorrendo muito depressa.

 

— Não tem que fazer nada, carinho. —Prometeu-lhe ele com gentileza, seus lábios sussurrando sobre a marca que lhe tinha feito tanto tempo atrás. Fazendo-a tremer de desejo.— Ocuparei-me de tudo, Roni. Prometo-o.

 

Cada célula de seu corpo gritou de prazer quando a língua dele acariciou a pequena ferida. Poderia negar-se, assegurou-se a si mesmo, se pudesse atravessar a teia de excitação e necessidade que pulsava em seu interior, deixando-a sem fôlego sob o contato dele. Como podia lhe fazer isto? Como podia a natureza ser tão cruel lhe dando esta vantagem sobre ela?

 

— Posso cheirar sua excitação. —Sussurrou ele em seu ouvido.— É como nata quente e doce. Atrai-me, Roni. Não desejo mais que me pôr de joelhos, subir a camisola até os quadris e enterrar minha língua em sua vagina quente.

 

Ela tremeu violentamente ante suas palavras, um gemido de desejo escapou de sua garganta enquanto ele deixava cair a bata de seus ombros. Sentia-se débil, aturdida, incapaz de opor-se a ele quando em realidade lhe desejava com cada polegada de seu corpo.

— É tão quente, tão suave e tentadora, faz-me perder completamente o controle. Deixa-me louco, Roni. Estou tão faminto de ti que logo que posso pensar em outra coisa mais que em te saborear.

 

Sua língua lambeu o ombro, rugosa, ligeiramente áspera, provocando um gemido de prazer dos lábios dela devido à sensação. Suas mãos baixaram as finas alças da camisola pelos ombros dela enquanto seus lábios deixavam um rastro de quentes beijos em seu braço.

 

— Antes perdi o controle. —A camisola escorregou sobre os mamilos endurecidos, mas ela não teve ocasião de sentir falta de seu casaco.

 

As mãos do Taber cobriram os inchados montículos, com as palmas sobre as sensíveis pontas, as esfregando ligeiramente enquanto ela gemia ante o incremento de prazer. Isso era bom. Muito bom. Muito quente.

 

Ela ficou olhando fixamente suas mãos, assombrada pelo contraste entre a escura pele dele e sua própria carne mais pálida. Era tão erótico, ver como a tocava, observar as diferenças entre o corpo duro e musculoso dele e o seu mais suave.

 

— Agora não perderei o controle. Ensinarei-te quão bom pode ser, carinho.

 

Sua voz era rouca, uma sensual carícia para seus sentidos. A camisola se deslizou por seus quadris, acariciando-a enquanto continuava sua descida até terminar finalmente a seus pés.

 

— Vê, tudo o que tem que fazer é te relaxar. —Assegurou-lhe ele, sua voz tranqüilizando-a e de uma vez atacando seus sentidos, enquanto suas mãos acariciavam seus seios.— Deixa que te mostre o que nos perdemos durante todos esses meses.

 

— Você me deixou. —Ela lutou por respirar, por encontrar a força que necessitava para negar-se. Mas não estava ali. Seu corpo se impunha sobre sua mente, deixando-a sem objeções e sem medos.

— Você não me deixou escolha, Roni. —Suas mãos cavaram seus peitos, entre um dedo e seu polegar agarrou um mamilo, fazendo impossível que ela pudesse pensar ou falar.

 

Não lhe deixou escolha? Amavo-o, necessitava-lhe, até que a pura intensidade desses desejos quase a tinham destruído. E ele afirmava que não lhe tinha deixado escolha? Desejou enfurecer-se, lhe gritar, mas tudo o que pôde fazer foi baquear sob seu exigente contato.

 

As gemas de seus polegares começaram a esfregar os mamilos, e a seguir com a ajuda de seus dedos indicadores os agarrou com uma firme pressão atirando deles lentamente.

 

— Taber! —Gritou ela, sentindo a labareda de prazer que passou de seus mamilos a sua vagina, fazendo que se arqueasse contra ele. Suas mãos se tornaram para trás e se apoiaram sobre suas coxas duras e musculosas.

 

— Você gosta, neném? —Ele o repetiu, e Roni pensou que explodiria pelo crescente calor— Agora usarei meus dentes, —sussurrou ele em seu ouvido— enquanto atiro e empurro, lamberei-os com a língua, chuparei-os com minha boca e farei que te corra somente com essa sensação.

 

E poderia. Ela sabia que poderia. Seu orgasmo já se estava preparando, o prazer ameaçando alcançando seu clímax nas atormentadas profundidades de suas vísceras. Então ele se deteve. Roni choramingou pela ausência de carícias em seus mamilos. Mas logo grunhiu de prazer quando os dentes dele beliscaram a marca de seu pescoço um segundo antes de posar sua boca sobre ela e começar a chupar, apesar de que tinha ameaçado fazendo-o em seus mamilos.

 

Sua cabeça caiu para trás contra o peito dele. Precaveu-se apenas de que ele se estava tirando a roupa, tirando-se primeiro a camisa, e depois os sapatos e os jeans. Seu peito acariciou as costas dela, fazendo-a tremer ante a sensação do ligeiro, quase invisível, pêlo que o cobria. Tinha-o notado anos atrás, mas tinha esquecido o pecaminosamente erótico que era senti-lo sobre sua própria pele.

 

—Assim, carinho. —Murmurou ele, seu fôlego soprando sobre a marca, provocando o tremor nela.— Só desfruta. Sente o malditamente bom que pode ser. É tão doce e suave, tão firme e quente quando estou dentro de ti. Tão só te tocar é o maior prazer que conheci em minha vida.

 

— Está me matando. —Seu peito se esticou com a emoção, doendo ante a necessidade de algo mais que meramente seu contato físico.— Como poderei suportá-lo quando te partir outra vez?

 

Ele grunhiu, um som feroz e animal que quase obteve que chegasse ao orgasmo devido ao impacto em seus sentidos. Que Deus a ajudasse, como podia algo tão selvagem soar tão malditamente erótico?

 

— Não existe uma maldita forma de que te deixe ir agora, Roni. —Disse-lhe ele, sua voz sombria, suas mãos aferrando os quadris dela, apertando-a com força entre suas coxas.

 

Tinha o pênis rígido e grosso, quente e duro. Parecia ardente aço enquanto a pressionava contra o centro de seu traseiro. Ele se esfregou contra ela, movendo os quadris, forçando sua intrusão entre as duas nádegas para que pressionasse com mais profundidade entre elas.

 

Depois dela, Taber inspirou profundamente um segundo antes que uma triste risada reverberasse em seu peito.

 

—Não me tente. —Advertiu-lhe com a voz vibrando de excitação.— Estou já a ponto de perder o controle, Roni. —Ela quase podia imaginar a sexy sorriso que notava em sua voz. Do tipo que fazia que seu coração saltasse pelos pícaros pensamentos que lhe inspirava. A pequena inclinação, o brilho dos dentes enquanto os verdes olhos faiscavam com humor e calidez.

 

— Por que deveria levar você o controle? —Ela lutou por respirar, por evitar lhe suplicar que a fizesse já dela, rápido e forte, tal como tinha feito antes. — Não te importou roubar o que era meu.

 

— Ah, carinho. —Ele se moveu lentamente, passando um dos braços sob suas coxas e o outro sob seus ombros, levantando-a— Meu controle te trará mais agradar do que nunca poderia imaginar.

 

Ela ficou sem fôlego, aferrando-se a seu pescoço enquanto olhava surpreendida. Ninguém exceto Taber a tinha levado alguma vez em braços. Tinha-o tido saudades. A fazia sentir tão feminina tinha desejado tanto que ele a sustentasse como agora. Os olhos dele estavam escuros e brilhavam com quente e nua luxúria enquanto cruzava a curta distância até a cama.

 

Manteve-a perto dele, segura, até que a depositou brandamente sobre o colchão.

— Quero lamber cada milímetro de seu corpo. —Grunhiu ele— Mas não sei se poderei fazer mais que saborear seus lábios antes que precise te possuir.

 

Ele se ajoelhou a seu lado, o olhar possessivo, brilhante com seu crescente desejo, enquanto passeava sobre ela. Seu corpo era uma obra de arte. Seu peito e braços se flexionavam podendo, seu firme abdômen ondeava com força, e seu pênis… Ela tragou com esforço enquanto passava sua mão ao longo de sua coxa para alcançá-la. Parecia aço revestido de seda e a escura glande palpitava de vida. Sua vista provocava que seus fluxos se derramassem de seu sexo faminto.

 

— Não. —Ele apanhou sua mão antes de que pudesse lhe tocar— me toque, Roni, e perderei todo o controle. Só te relaxe. Deixa que te mostre quão bom pode ser.

 

Isto era algo tão condenadamente bom. As mãos do Roni retiraram os lençóis que tinha que sob seu enquanto Taber se colocava a seu lado e a conduzia ao limite da loucura. Seus lábios estavam em um seio, jogando com delicadeza com seu escuro mamilo enquanto sua mão atormentava o outro.

 

Sua língua acariciava a sensibilizada zona ao redor, a aspereza de sua língua a para chorar pelas sensações que lhe estava criando por todo seu corpo. Quando sua boca o cobriu, introduzindo-lhe profundamente, absorvendo com força em sua boca molhada, quase se correu pela sensação. Seu sexo se contraiu com tanta força que se estremeceu ao senti-lo, quase gritando de prazer.

 

—Sim! —protestou ele, com voz desencaixada enquanto se movia sobre ela, colocando-se entre suas coxas, e sua boca aumentava a tortura em seu mamilo.— Deixe ir, Roni. Me deixe ter tudo.

 

Ele se moveu para o outro seio, repetindo as carícias ali quando suas mãos agarraram seus ombros. Quanto tempo poderia ela agüentar? Ela se debateu sob seu peso, seus quadris se arquearam quando ela pressionou dolorosamente seu sexo contra os duros músculos de seu estômago. OH, era maravilhoso. Seu clitóris palpitou pelo prazer quando se esfregou contra sua carne.

 

Ao mesmo tempo seus dentes capturaram seu mamilo, lhe acariciando com a língua, criando um torvelinho de sensações que fizeram ondular sua vagina. Ele a olhou de acima, com olhos brilhantes, tão quentes, que doía sozinho olhá-los fixamente. Sua expressão era tão atenta, tão ferozmente faminta, que anulou sua docilidade. Quantas noites tinha sonhado que ele a tocava desta forma, sustentando a desta maneira?

 

Seus dedos apertaram seus musculosos antebraços; fazendo que algo se elevava em seu interior e não sabia como dominá-lo.

 

—Tenho que te tocar. —disse agitada, com um calor e um desejo que crescia dentro dela , querendo lutar... necessitando-o e não conseguindo-o.

 

Era aquele olhar em seus olhos. Apesar da luxúria, apesar de seu prazer quando a tocava, seguiam havendo uma tristeza que ela logo que vislumbrou. Queria apagá-lo e substituí-lo por outra coisa. Com o prazer tão destrutivo como o que ele a estava dando. Algo formoso, algo que se introduzira profundamente em sua alma limpando as sombras que havia em seu olhar.

Ele lambeu seu mamilo outra vez, ronronando... OH Deus, Ele ronronava. Seu peito vibrava ante esse atrativo som fazendo que sua vagina se contraíra com força , ansiando-o.

 

— Ainda não —sussurrou ele, seu fôlego sussurrou sobre sua carne enquanto ele descia por seu corpo.— Me deixe te tocar, Roni. Deixe-me afogar com seu sabor. Não tem nem idéia de quanto necessitei isto.

 

Sua voz soou atormentada, rouca. Como se este fora seu único pensamento, sua única necessidade, sua fome dela. Mas em seus olhos ela viu outra necessidade, uma que estava muito perto do que ela tinha observado em seus próprios olhos durante todos estes anos quando se olhava em um espelho.

 

Quando ele se moveu uma vez mas já não pôde pensar em nada mais.

 

— Taber. —Sua voz foi algo estridente pela consternação quando sentiu seu fôlego entre suas coxas.

 

Assustada, olhou para baixo por seu corpo, gemendo fracamente quando viu e o sentiu estender suas pernas, abrindo-a para ele, com seus olhos fixos em seu sexo.

 

— Os gatos gostam de leite, Roni —Ele sussurrou com maldade.— E aposto que tem o mais doce do todo o maldito mundo.

 

Sua respiração parou em seu peito quando viu sua dilatada língua desaparecer dentro pêlos que protegiam seu sexo.

— OH Deus! —Ela tentou gritar, mas o som que emitiu foi débil, sem fôlego, quando seus quadris se elevaram da cama, seu corpo se estremeceu ao sentir uma larga lambedura que separou seus lábios femininos, e investigava o que reservava sua vagina.

 

Suas mãos seguraram seus glúteos quando ele a levantou da cama, lançando pequenos golpes com sua língua. Logo começou a lambê-la, com duros golpes, famintos da espessa essência de seu desejo. Ele grunhia enquanto a comia, sua língua deixava um rastro ardente sobre sua vagina, obtendo ainda mais a doçura espumosa para sua voraz boca.

 

Roni olhou para cima, sacudida por um prazer tão delicioso que temeu que devastasse sua mente. Sua língua era voraz, desumana. Esta se afundava em seu pequeno canal, acariciando seu sensibilizado tecido, conduzindo-a até o limite da loucura, retorcendo-se de desespero.

 

Ele bebeu ruidosamente a nata líquida que obtinha dela, com úmidos sons que se uniam a seus gemidos como um eco quando sua língua a seguia fodendo-a lentamente, constantemente.

Além de seus sonhos mais se desesperados. A necessidade de que a enchesse não se parecia com nada do que ela poderia ter imaginado, nada do que alguma vez tivesse sonhado alguma vez compartilhar com ele. A intensidade começou a aumentar. O ondular em sua vagina se reforçou, a contrações convulsivas de sua vagina se voltaram espasmos de um prazer quase doloroso.

— Taber —ofegou, estremecendo-se, suas pernas se apertaram contra seus amplos ombros enquanto lutava rapidamente com as sensações que estavam levando a seu corpo até o abismo.

 

Ele grunhiu outra vez, um som que vibrou contra seu clitóris quando ele a levantou até mais, acariciando-a com sua língua mais profundamente, investindo-a com seu nariz no pequeno broto de seu sexo em uma carícia que a devastou.

 

Ela gemeu. O som se repetiu contra ela quando ele a fez gozar. Seu orgasmo a fez convulsionar-se, levando-a a um mundo à parte com luz e cores salpicando dentro de suas pálpebras fechadas. Seus quadris se agitaram, pegando sua vagina contra sua boca, intensificando as insuportáveis sensações com cada tremor de seu corpo em protesto pela força de sua liberação.

 

— Minha! —O rouco grito do Taber foi a única advertência que teve antes que ele se elevasse em seus joelhos, levantando-a, e enterrando profundamente seu pênis dentro de seu apertado canal.

 

A morte não podia ser tão dolorosa, tão deliciosa, tão completamente destrutiva, como quando sentiu sua pesada ereção em seu interior, forçando seu caminho nas profundidades de sua vagina.

 

Roni se sentiu partida em dois. Tudo em seu interior se derrubou ao seu redor com cada desesperada penetração, dura, com brutais impulsos para introduzir-se até mas em seu interior. Ele a fodeu como um homem possuído, mas ainda pior, seu corpo o aceitava, gritado para que lhe desse mais. Não pôde acreditar que fora sua voz a que ela escutou. Gritos transtornados. Lhe suplicando mais. Mais profundo, mais rápido, OH Deus...

 

— Mais forte... —Suas mãos se fecharam ao redor dos sólidos músculos de seus antebraços, suas unhas perfuraram sua carne, elevando suas pernas, seus tornozelos se cruzaram por cima de seus quadris.— Mais forte... fode-me, Taber. Fode-me mais forte...

 

Não era ela, pensou distantemente. Ela não gritaria essas palavras. Ela não suplicaria tão desesperadamente…

 

— Deus! É muito estreita! Muito estreita, muito quente... —Ele ofegava, o suor gotejava de seu corpo até o dela, seu pênis a acariciava em seu interior, martelando desesperadamente até que ele a lançava mais alto, mais duramente que seu outro orgasmo.

 

Ela sentiu a mudança de seu pênis uma vez mas um aperto, que acariciava a área mais sensível de seu tremente sexo... e perdeu toda sua prudência. Não soube o que gritou. Não sabia que tivesse suficiente fôlego para expressar qualquer palavra. Os sons se repetiram a seu redor, guturais, primitivos, como um rugido ressurgindo de seu peito e sentiu o fluido pesado de seu esperma entrar fortemente dentro dela.

 

Roni era só consciente de um Taber derrubado sobre ela. Com suas respirações dificultosas, ofegantes; sua rouca voz sussurrava palavras que não tinham sentido para ela. Com seus corpos úmidos, juntos, sendo resistentes a separar-se. Só sabia que se pudessem ficar assim para a eternidade, ela não teria protestado. Seus olhos se mantiveram fechados e quando o último violento espasmo de seu orgasmo estremeceu seu corpo, permitiu que o esgotamento a capturasse e conquistasse.

 

A escuridão cresceu ao redor dela quando o corpo do Taber a cobriu, esquentando-a. Ela suspirou, e pela primeira vez em muitos anos esteve saciada, cheia e a salvo. Por isso se permitiu dormir.

 

Taber foi consciente de quando Roni se inundou em um sono esgotado. Seu corpo se relaxou contra o dele, voltando-se lasso, aceitando seu peso enquanto ele tentava aprender de novo como respirar.

 

Suas mãos apertaram o cabelo dela, sua cara enterrada em seu ombro, seus dentes ainda apertados sobre a marca que lhe tinha feito tanto tempo atrás. Pôde saborear a doce essência de seu sangue em sua boca quando se rompeu a pele e a lambeu como se fora um homem morrendo pelo sabor do êxtase.

 

Separar-se dela foi o ato mais duro que ele tivesse feito em toda sua vida. Separar do apertado abraço que sua vagina dava a seu pênis foi uma tortura, uma agonia de prazer quase tão intensa como obter essa liberação tão destroçadora da alma que lhe tinha atravessado.

 

A pua animal tinha retrocedido, voltando atrás sob a cabeça de seu pênis, lhe liberando do doce calor que lhe tinha encarcerado. Arrastou seu corpo fora do dela, surpreso da incrível debilidade que se apoderou dele.

 

Deus, sentia-se como se estivesse morrendo, e estaria mais que disposto a entregar-se aos braços do Grim Reaper*, contanto que tivesse que permanecer ali tão somente outro segundo, para valorar o sublime prazer que tinha encontrado encerrado no calor dela.

 

Era diferente a algo que ele tinha conhecido. Cada célula de seu corpo se glorificou tocando-a, fazendo-a gritar, fazendo-a rogar até que lhe chegou a urgência da liberação.

 

Saiu da cama como se estivesse bêbado, com um aberto sorriso sarcástico em seus lábios enquanto forçava a suas pernas a lhe sustentar, embora não com muita estabilidade. Então cometeu o engano de dar a volta e olhar à mulher responsável por todo aquilo.

 

Seu peito se comprimiu. Uma brutal agonia cruzou seu corpo enquanto olhava a pálida cara, a linha gentil da frente e a bochecha. Que Deus lhe ajudasse, ela era sua vida. Olhou-a como se a visse pela primeira vez, dando-se conta de que se obrigou a si mesmo a negá-lo durante meses. A mulher tinha a habilidade de lhe destruir. Diabos, quase o tinha matado com seu primeiro rechaço. O que faria ele agora se ela voltava a ir-se? Como poderia obrigá-la a ficar se conceber um filho e estar com ele não era o que enchia seu coração? Seria a Natureza tão cruel para lhe haver dado por companheira a uma mulher que não pudesse... ou não quisesse... lhe amar?

 

Taber se moveu, empurrando para trás uma grossa mecha de cabelo castanho-dourado enquanto lentamente colocava o lençol sobre o corpo dela antes de apartar-se rapidamente e caminhar para o banho. Enquanto o fazia, recordou a primeira vez que tinha posto seus olhos sobre ela, vários anos atrás. Tinha-a encontrado tiragem nos bosques, seus braços abraçando seu pequeno corpo. Seus olhos estavam fixos na paisagem, embora sabia que era em algo em seu interior, não algo alheio, no que estava concentrada.

 

Conhecia esse sentimento. Ele tinha sido jovem, mas a brutalidade dos laboratórios e o horror de sua fuga tinham enxaguado para sempre uma parte de sua humanidade. Como podia sentir falta de algo que não recordava ter tido? perguntava-se enquanto colocava as mãos no lavabo e olhava fixamente a fera expressão que lhe devolvia sua imagem no espelho. Logo que era nada mais que um animal naqueles dias. Furioso, ferido, sem vontade e incapaz de encaixar no estilo de vida despreocupado que Maria tinha tratado de lhes dar.

 

Ele tinha estado espreitando os bosques, fugindo, permitindo à parte selvagem que havia nele liberasse com a caçada. Até que encontrou ao Roni. Sua cara estava manchada de lágrimas, seus joelhos arranhados, seus olhos vazios como se estivesse perdida em quaisquer que fossem os horrores que enchiam sua jovem mente.

 

Ele imaginou que se salvaram o um ao outro aquela noite. Tinha-a pego em braços e a tinha levado a Maria, sujeitando-a contra seu peito, com um sentimento de raiva, de protecionismo ante o fato de que alguém tão frágil, tão inocente e tão puro pudesse ter sido introduzido à força em semelhante dor. O olhar de seus olhos lhe tinha recordado às de suas irmãs, suas mentes tão violadas como seus corpos antes de ter podido escapar.

 

A Roni não a tinham violado; entretanto, tinham-na aterrorizado. Tinham-na deixado sozinha, sem comida, sem ninguém que a cuidasse, e com os inimigos de seu pai espreitando-a, indo a por ela quando não tinham podido encontrar ao bastardo que a tinha engendrado.

 

Desde esse dia, Roni tinha sido dela. Primeiro tinha sido amizade, amparo, uma necessidade de cuidar dela. Depois, tinha crescido, aterrorizando-o com a profunda emoção e desejo que lhe inspirava.

 

Inspirou fortemente. A menina se converteu em uma mulher antes que ele se houvesse sequer dado conta da mudança de seus sentimentos para ela. Sua inteligente boca e suas selvagens maneiras lhe tinham preocupado sem cessar, mas sempre tinha sabido o que ela estava pensando, o que estava sentindo. A mulher cujos gritos tinham embalado sua luxúria momentos antes não era a mulher que lhe tinha jurado seu amor por ele no ano anterior. Esta Roni era muito acalmada, muito contida, fechada em si mesma. Como se a vida lhe tivesse atirado um golpe muito doloroso e agora ela renunciasse a tentá-lo de novo ou a confiar de novo.

 

Ele tomou ar cansativamente enquanto agarrava uma toalha da pequena prateleira do lado do lavabo e a umedecia com água temperada. Ela estaria machucada, e não descansaria cômoda com suas coxas cheias dos restos da umidade de seu emparelhamento.

 

Taber voltou para a cama, sentindo endurecer-se seu pênis, alargar-se, enquanto se aproximava mais e aspirava o fraco mas distintivo aroma provocado por suas duas liberações unidas. Tinha reminiscências do vento selvagem depois de uma tormenta do verão, indômita e carnal.

 

Apartou o lençol de seu adormecido corpo, sorrindo ante o esforço que lhe custava manter sua mão sem tremer ao começar a limpá-la. Desde seu pescoço passando por seus braços, seus cheios e firmes peitos, rosados por seus succionantes cuidados anteriores e descendo por seu magro torso, sua delicadamente arredondada barriga até suas coxas. Tragou saliva quando apartou suas pernas, ignorando o gemido de prazer de quando lhe limpou os escorregadios sucos interiores de seu corpo.

 

Já estava respirando forte e com dificuldade quando voltou a cobri-la de novo e colocou seu próprio corpo rendido na cama a seu lado. O amanhecer se aproximava, e se sentia como se fizesse semanas desde que tinha dormido algo.

 

Aproximou-a dele, ignorando seus primeiros instintivos movimentos de afastar-se, sossegando-a gentilmente, colocando suas mãos ao redor de seu corpo e girando-a para seu peito.

— O que aconteceu, Roni? —murmurou contra seu sedoso cabelo antes de depositar um suave e gentil beijo em sua frente— Que demônios te passou?

 

— Não pode te banhar ainda, Roni —era avançada a tarde quando Taber despertou, voltando de retorno à consciência com a furtiva escapada da cama do Roni.

 

Ela se deteve, sujeitando o pomo da porta enquanto seu corpo se esticava.

 

— Estou machucada — sua voz era baixa, mas ele podia escutar a vibração de sua raiva. Sem dúvida alguma lhe golpeou como a confusão que havia sentido a noite anterior.

 

— Sei que está dolorida, neném —ele retirou os lençóis, ficando de pé e dirigindo-se para a cômoda ao final da habitação. Tirou de uma das gavetas uma blusa suave, azul, feita de algodão e com botões, o que faria mais fácil para o Dr. Martin examiná-la, mas preservando sua modéstia.

 

— Ponha isto —caminhou para ela levando a camisa na mão enquanto lhe olhava de maneira suspeita.

— Empresto a ti —lançou ela, levantando a cabeça, seus olhos azuis tão cheios de ira que ele quase se sobressaltou.— Quero uma ducha.

 

Taber franziu o cenho para ela, incomodamente consciente que a ira dela simplesmente avivava sua luxúria. Seu pênis estava começando a endurecer-se, a pulsar com fome.

 

— Ponha camisa, ou voltarei a pôr seu rabo na cama e te foderei até que esteja tão fodidamente cansada que não possa discutir comigo. Não é sábio me empurrar agora mesmo, e você sabe bem que uma vez que te toque não poderá te negar.

 

Ela respirava com força, seus peitos elevando-se e descendendo, seus mamilos endurecendo-se ante o som rude de sua voz. A boca dele se fez água enquanto fixava o olhar neles.

 

— Para —ela agarrou a camisa e atirou com força para fazer a soltar, colocando-lhe por cima dos braços e sujeitando firmemente os dois bordos juntos.— Acredita que não sei simplesmente o que pouco me quer, Taber? Acredita que vou aceitar tranqüilamente o que me tem feito?

 

Bom, se ele o tinha feito, supôs que era o momento de trocar sua mente, pensou ele sarcasticamente.

 

— Não me olhe como se tivesse outra opção — seu pênis insistia agora. Diabos, o Dr. havia dito que deviam estar no laboratório imediatamente assim que Roni despertasse, não depois de uma hora ou dois de foder.— Vista a camisa, Roni. Temos que ir ao laboratório, e maldita seja se te deixo ensinar esse bonito traseiro a quem quer que esteja no exterior desta habitação.

 

Girou-se de novo para o armário, agarrou uma camiseta e umas calças de moletom das gavetas e se vestiu rapidamente.

 

— Ao laboratório? —ao menos ela se estava abotoando a camisa, embora sua voz refletia todo seu desgosto— Acredita que sou um rato de laboratório?

 

Ele se girou para ela devagar. A voz dela era rude, gutural, o aroma de seu crescente calor lhe alcançando sem esforço.

 

— Não me pressione esta manhã, Roni —ele continha seu temperamento e seu desejo graças a um magro fio.— Você não gostaria das conseqüências.

 

Lhe olhou com fúria ameaçadora e com uma amargura que lhe desconcertou em grande maneira.

 

— Quer dizer que pode ser pior? —perguntou ela com doçura cruel. Maldita seja, esse sorriso poderia partir para um homem em dois sem sequer tentá-lo.

 

Ele deu um passo adiante, aproximando-se, sua mão elevando-se e agarrando os largos fios de seu cabelo antes que ela pudesse apartar-se dele. Observou como seus olhos se abriam enquanto exercia a pressão justa para obrigá-la a inclinar a cabeça para olhá-la à cara, lutando contra instintos que nem sequer sabia que tinha.

 

— Pode ser pior —grunhiu ele, permitindo a seus lábios retrair-se para cima, fazendo luzir perigosamente os letais caninos a ambos os lados de sua boca.— Adverti-te faz anos, neném, de que era algo mais do que alguma vez tivesse imaginado. Teria que ter feito caso dessa advertência.

 

Ela não mostrou o medo que ele tinha esperado. A fúria encheu seu olhar, mais quente, mais forte que antes.

 

— E pensava que o tinha feito —ela se burlou dele com uma mofa.— O que vais fazer agora, Taber? Me atirar ao chão e me montar outra vez? É esse o único modo que sabe de conseguir que uma mulher se submeta a ti?

 

Ele se aproximou mais, inalando a doce essência de seu desejo.

 

— O bom de te atirar ao estou acostumado a é que sei o muito que você gostaria —dele permitiu ao grunhido que crescia em sua garganta escapar com estas palavras.

 

Instantaneamente, o aroma do calor dela se intensificou.

 

— A contra gosto —ela apertou os lábios, as aletas de seu nariz se alargaram enquanto tentava liberar do agarre por suas mãos em seu cabelo.

 

Lhe gostava. Este conhecimento perfurou sua raiva como a espada mais afiada, lhe fazendo quase se desesperar para o anseia de tê-la de novo agora.

 

— A contra gosto? —ele a empurrou para a cama, vendo como seus olhos se escureciam e suas bochechas avermelhavam com a luxúria. OH, sim, assim é como a queria. Quente e faminta por ele.

 

— É uma droga, Taber — ele se acalmou contra ela enquanto ela falava com ênfase arrepiante.— De outra maneira não te teria permitido te aproximar nem a uma quilômetro de mim. Você me drogou. Não posso pará-lo, não posso controlá-lo, mas maldita seja se te permito adoçá-lo.

 

Ela falou como se nunca tivesse havido desejo natural entre eles. Como se a fome e o calor fossem algo que ela nunca houvesse sentido de outra maneira. E isso enviou uma quebra de onda de raiva por todo seu sistema, rasgando seu controle como se encarasse o desafio de sua companheira.

 

— Você me desejou antes —lançou, furioso de que ela queria destruir a união que eles tinham tido uma vez.— Não te tinha beijado então, Roni. Antes de te marcar, antes de te beijar, você me desejou.

 

Ele a desafiou a negá-lo, olhando-a fixamente, rogando por que não o fizesse, porque sabia que se o negava, seu controle se romperia de tudo.

 

— Eu era uma menina, recorda? —um relâmpago de dor, rapidamente oculto mas tão intenso que queimou a alma dele, obscureceu seus olhos— Cresci, e cresci rápido, graças a ti. Agora ou fode-me ou me leve a terminar estas provas do inferno porque necessito de verdade uma ducha. Hei-lhe isso dito.

 

Ele a deixou ir lentamente, mas a olhou mais atentamente que nunca. Ela parecia zangada, soava furiosa, mas debaixo do aroma do desejo, a essência do medo e a dor a rodeavam.

 

Ela se acreditava tão resistente, de pé ante ele, odiando-o por só Deus sabia que motivo, quando o podia sentir a agonia golpeando sua alma. Ela era parte dele, mais do que ela mesma sabia, mais do que ela poderia nunca entender.

 

A mão do Taber a alcançou, seus dedos tocando a bochecha dela apesar de sua instintiva careta de desagrado.

 

— Foi minha quando tinha onze anos, e minha quando te voltou mulher. Não é menos minha agora, Roni —ele manteve sua voz suave, lutando contra a besta que rugia para submetê-la, e fazê-lo agora.— Pode lutar contra isso tudo o que queira, por agora. Mas não te vou deixar ir. Não engane a ti mesma nisso.

 

Ela inspirou devagar, profundamente. Ele pôde ver a umidade brilhando em seus olhos. Não lágrimas, mas quase, embora mantinha o gesto de desdém em sua expressão.

 

— Você é o que deve desfrutar de auto engano, Taber. Se for assim, está bem. Mas não jogarei a este jogo contigo. Não esta vez — sua voz tremeu com a última palavra.

 

Taber se separou dela com cuidado. Podia sentir como sua frágil contenção sobre seu controle se debilitava.

 

— Tomaremos o elevador para o laboratório —recusou comentar sua última frase. Melhor deixá-la creditar o que ela quisesse. Por agora.— Doc deve estar impaciente há uma hora, estou seguro de que está bastante menos que contente agora.

 

Agarrou seu antebraço brandamente, precisando tocá-la, sem importar quão pequeno fora o contato.

 

— Não necessito que me guie como se fora uma menina —sua voz era baixa, pulsando com uma mescla de ira, desejo e medo enquanto tratava de apartar seu braço de seu agarre.

 

— Deixa de brigar contra mim, maldita seja se girou para ela, sacudindo-a com força contra ele, lhe permitindo sentir a ereção que palpitava como uma ferida aberta.— Deixa-o estar por agora, Roni. Deixa-o ir ao inferno antes que eu faça algo que os dois lamentemos.

 

Um “dejà vu” rondou ao redor dela. Eu o lamentarei? Lhe tinha perguntado isso uma vez.

 

— Já o lamento — lançou ela, tremendo com o excesso de emoções que pareciam destroçá-la animicamente.— Não o entende, Taber? Lamento-o tudo, mais do que nunca possa imaginar.

 

Ele apertou seus dentes enquanto um inesperado trovão escapava de seu peito. Estava duro como uma rocha. Cada instinto que possuía lhe gritava que lhe mostrasse a diferença, que a forçasse a admitir que não era só o hormônio o que lhe causava essa necessidade, que não havia algo que seu coração e sua alma lamentavam. O animal estava rugindo pela submissão, o homem estava gritando por mais.

 

— Algum dia —grunhiu brandamente— admitirá algo diferente, Roni. Reza, neném, porque não me tenha pressionado tão longe para ouvir essas palavras para então. Não sou um desses civilizados moços com os que costuma sair. Sou seu fodido companheiro, e Por Deus que está provando meus limites agora mesmo. Para, antes que nos faça mal aos dois.

 

O medo titilou em seus olhos. Taber agradeceu a Deus que ela permanecesse em silêncio enquanto lentamente a soltava, que não voltasse a protestar enquanto ele agarrava seu antebraço uma vez mais e começava a guiá-la fora da habitação. Porque se o tivesse feito, tinha o pressentimento de que lhe tivesse ensinado mais do animal do que nenhum dos dois tivesse querido que ela visse jamais.

 

— Resumindo, quantas agulhas mais me vão inserir? —Roni lhe perguntou ao Doutor Martin quando este inseriu outra em sua veia e começou a sair sangue.

 

Sua pele gotejava lentamente, o toque a estava pondo doente, querendo vomitar em cima do reluzente chão onde estava sentada.

 

— Tenho várias caixas em realidade. —Ele disse jocosamente de uma vez que retirava a agulha, logo apartou o olhar bondosamente ao ver que havia lágrimas em seus olhos.— Sei o duro que é isto para você, Senhorita Andrews. E lhe prometo, que intento me dar pressa.

 

Ela jogou uma olhada para o Taber que estava de pé apoiado contra a parede ao lado da porta. Ele estava tenso, sua selvagem expressão se mantinha fixa enquanto a olhava com faminta fúria.

 

— Tome-se seu tempo. Tenho muito sangue. —Ela tomou uma profunda inspiração, decidida a passar por isso.— Então me diga, obteve já uma cura?

 

Taber grunhiu. O doutor lhe jogou uma olhada um pouco preocupem-se, embora lhe pilhasse sufocando uma sorrisinho.

 

— Nenhuma cura que conheçamos. —Ele finalmente se moveu para trás, dando assim a ela uma possibilidade de aspirar ar que não cheirasse a macho.— investiguei cada maldita prova, indagando e agora contamos com mais de duas dúzias de cientistas para investigar cada passo. A única solução é a concepção.

 

— Como não! —Roni permitiu que seu aborrecimento e temor reprimido saísse impulsionando essa pequena exclamação.— Necessito minhas pastilhas anticoncepcionais. Já omiti uma. —Era esta sua única solução. Ela só as tinha tomado antes para manter sua menstruação regular, mas agora as necessitava desesperadamente.— Você é um medico; consiga-me isso

 

— Não surtirá efeito. —Ele sacudiu sua cabeça quando Taber grunhiu, pelo baixo, um som perigoso que balançou seu corpo, não com o medo como deveria ser, mas se com entusiasmo.

 

— Como? —Disse ela levantando suas sobrancelhas, resistindo ao choque.— Que demônios querem dizer que isso não tem efeito? Bom, me injete um Depo, ou um DIU. Não fique parado, faça algo.

 

Ter um menino era inadmissível. Ela não tinha nenhuma intenção de ficar grávida, nem pelo Taber, nem por ninguém mais, e sobretudo estando em perigo fora do estado, com apenas o Taber e sua família trabalhando freneticamente para assegurá-los que estivessem seguros.

 

—O Depo não tem efeito. —Ele medico passou um cotonete analisador por sua boca, retirando-o rapidamente quando quase começou a ter náuseas.

 

Ela passou suas mãos por seu cabelo quando ele se afastou, resistindo ao crescente pânico de seu interior e a dor que começava a florescer por seu corpo. Cada osso e músculo o sentia como se lhe ardesse, abrasando seu interior pelo calor. A transpiração gotejava por sua pele, sem importar quanto lutasse contra isso, não podia conter o pequeno tremor que atacou seu corpo.

 

— Necessito uma amostra vaginal. —A voz do doutor era baixa, cheia de pena.— Sinto muito. Sei que isto não é fácil.

 

Taber deu um passo aproximando-se.

 

— Saia, Taber! —Ela esteve assombrada pela fúria que ressonou em sua petição.— Se te aproximar te introduzirei uma destas malditas agulhas em seu negro coração.

 

— Caray, Roni, não pode fazer isso. —Replicou— Só trato de te ajudar.

 

— Já me ajudaste o bastante. —mofou-se ela, inspirando profundamente, e soltando o fôlego fortemente antes de dirigir-se para o doutor.

 

— Por que é tão forte? —Exigiu ao outro homem. — me diga que infernos passa comigo antes que faça algo. Parece que formigas de fogo se movem em meu interior e me sinto condenadamente doente por isso.

 

Ela poderia dirigi-lo, afiançou-se enquanto olhava ao doutor, cuidando de não mostrar uma expressão feroz. Não parecia que nenhum, nem Taber, respondessem a algo além de uma determinação poderosa e a uma ameaça de violência física.

 

O doutor Martin expulsou um fôlego impaciente.

 

— É uma moça, primeiro terá que analisar estas provas ao completo...

 

 

— Se me tocar, não poderá andar durante dias. —Ela colocou sua perna para trás enquanto ele a olhava cautelosamente.— Quero respostas antes de que me introduza outra agulha, limpe ou retire este último dispositivo da tortura neste momento. —Seguro como o inferno não gostava do reflexo daquela maldita coisa que ele sustentava em sua mão.

 

— Roni, disse-te que me equivoquei. —Taber andou mais perto.

 

Roni girou sua cabeça devagar, o olhar dele só encerrava a raiva violenta que tinha seu corpo. Ele se parou outra vez, só seus pés se deslocaram esta vez.

 

— Foder não faz uma relação. —Ela o disse com falso tom adocicado antes de voltar-se para trás ao doutor.— Respostas, por favor. Em inglês simples seria agradável, também. —arriscou-se, descartando tratar de entender o jargão que o doutor usava.

 

— Simples como uma casca de noz. —Suspirou— No momento, seu corpo está infectado por um hormônio que se produz na saliva do Taber assim como em seu sêmen. Os efeitos são intensos, originando uma resposta violenta e dolorosa, que só desaparece depois, uuhh... de ter relações sexuais. —Ele avermelhou ante seu fixo e sobressaltada olhar.— Quão único fomos capazes entender é que este é o modo que tem a natureza de assegurar as espécies. Normalmente, uma mínima quantidade de esperma destes machos da Casta de quão felinos possuem os faz virtualmente impotentes. Mas o hormônio que te infectou obriga a seu corpo a ovular cada três dias. Assegurando-a procriação, isto reforça a excitação normal até um ponto que não pode ser negada.

 

Roni blasfemou com teima. Ela poderia sentir o correr de seu sangue em sua cara como em seu estômago e sua mente lutava para rechaçar este diagnóstico.

 

— Isto se termina com a concepção? —Sua rasgada voz lutava por falar.

 

— Os sintomas desapareceram de Merinus quando concebeu, — Adicionou. A compaixão enchia sua voz.

 

— É algo, até agora, parece ocorrer só com a mulher quando suas emoções estão implicadas com algum da Casta dos Felinos. Um companheiro natural, em Calam e Merinus também passou. Mas isto nunca ocorreu antes.

 

Ela pressionou suas mãos sobre seu estômago, tragando fortemente, rechaçando estar doente.

— Previna a concepção. —Sua voz tremia.

 

— Ron... —O protesto do Taber não foi ignorada.

 

Ela olhou para cima ao doutor, lutando contra a raiva que crescia em seu interior. Ela não o permitiria. Não o faria.

 

— Não importa o que tenha que fazer, ou como vou fazer, mas detenha-o.

 

Taber estava quieto, rechaçando falar com pesar da dor que se alojava em seu peito. Ele poderia ouvir o terror que fazia tremer sua voz, a dor que se balançava nela e teria dado sua própria vida esse mesmo momento se isto a salvasse.

 

Ele não podia agüentar a dura agonia que ressonava em sua voz. Que Deus lhe ajudasse, daria o que fora, algo, para fazer que fora mais fácil para ela de algum jeito.

 

— Sinto muito, Roni. —A voz do Martin repetiu sua própria pena.— Se eu pudesse fazer isto para ti, faria-o. O DIU não o neutraliza. O corpo o rechaçará. O hormônio afeta cada órgão, para assim assegurar a concepção. O mesmo passa com o Depo e as pílulas anticoncepcionais. Não encontramos nenhum modo para acautelar isto. Ao menos ainda.

 

Então ela se deu a volta para o Taber. Sua alma se rompeu com a dor que ele vislumbrou em seus olhos. Eram profundos, dois poços sombreados pela miséria que cada instinto animal que tinha em seu interior lhe exigia protegê-la. Ela estava aterrorizada e ele não tinha nem idéia de como ajudá-la.

 

Ele se aproximou antes que ela pudesse falar, sua mão desenredou a meada de fios que era seu cabelo até que os agarrou por suas pontas. E nesse mesmo segundo ele condenou sua alma. Seus lábios tomaram os seus, sua língua se inundou em sua boca, obrigando-a a aceitá-lo apesar de seu instintivo grito para rechaço.

 

Ela nunca o faria embora o pedisse a gritos seu interior, o hormônio não só atacava sua mente, também atacava seu corpo. Suas mãos agarraram seus ombros quando um gemido saiu por sua garganta. Mas sua língua lhe acariciava, seus lábios se uniam enquanto seu fôlego escapava em um soluço.

 

Ele a sustentou fortemente, aliviando-a, acalmando-a ante o instintivo rechaço das provas que doutor tinha que lhe fazer. Quando ele se retirou, seus olhos eram quase negros pela emoção, cheios de agonia e confusos pela excitação.

 

— Com minha vida, Roni. —Ele prometeu.— Com tudo o que sou, juro-lhe isso, Protegerei-te e a qualquer menino que resulte de nossa união. Independentemente de se desejar o que te dê, coração, como Deus é minha testemunha. Compensarei-te pelo que te tenho feito.

 

Ele logo que podia conter suas próprias lágrimas. Ele que nunca tinha chorado, quem tinha lutado contra a emoção por fim lhe tinha afetado. Ele a daria algo que ela desejava, se só pudesse aliviar a dor que ele sabia rasgava sua alma.

 

Seus braços se apertaram ao redor dele, sua cara se apertou contra seu peito, seus ombros tremeram enquanto ela lutava contra seus próprios soluços. Ele sujeitou fortemente, flexionando-se protetoramente sobre ela, balançando-a, odiando cada célula em seu corpo.

 

Finalmente, respirou profundamente, com o fôlego entrecortado. Suas unhas apertaram suas costas e ele sentiu a umidade de seus lagrimas em sua camisa.

 

— Não mais prova. —Sussurrou ela.

 

— Taber, Necessito estas provas. Todas as amostras que tivemos que fazer com o Merinus...

 

Taber grunhiu com fúria. Sua cabeça lhe dava voltas, seu fixo olhar se centrou sobre o doutor enquanto ele lutava por protegê-la de alguma outra dor.

 

— Só outra mostra. —Exigiu Martin— Por Deus. Isto não é só por ela, Taber. O que acontecerá o futuro?

 

Ele se esticou, sentindo a necessidade de recolher a da mesa de explorações e sair da habitação.

 

— Não. Ele tem razão. —Seus braços se apertaram ao redor dele ao tempo que se estremecia— Ele tem razão. Posso fazer isto. Posso. —Mas ela não se liberou de seu aperto.

 

— Sustentarei-te, coração. —Ele a baixou devagar, recordando a Sherra quando se relacionou com Calam, também se tinha obrigado a fazer o mesmo com o Merinus.— Só te aferre a mim, Roni. Não te deixarei ir.

 

Isto era o inferno. Roni retrocedeu gritando quando seu interior protestava ante o toque do doutor, suas provas, sua calmante voz. Ela sabia que estava deixando profundos sinais no Taber do forte apertão que seus dedos tinham nele, mas não parecia preocupar-se. Era isto ou gritar. Isto, ou lutar por liberar-se.

 

Ela aspirou com força e profundamente. Ela poderia fazer isto. Não era uma desertora. Ela poderia lutar. Ela não esqueceria os passados anos desde que Taber a abandonasse. Sabia manter-se unida quando o medo parecia uma besta que a rasgava o estômago.

 

Um segundo passaria. Um minuto passaria. Uma hora passaria. Isto a tinha salvado antes. Poderia pensar mais tarde, quando a dor se aliviou, quando o terror tivesse diminuído e sua mente tivesse absorvido a mudança que se precipitou em sua vida. Então ela poderia encontrar um lugar seguro. Então ela poderia pensar.

 

— Se me abandonar outra vez te matarei! —Ela se sacudiu violentamente quando o doutor usava os instrumentos do demônio para examiná-la.— Juro-o Por Deus, Taber. Posso não ser o suficiente mulher para ti, mas se me abandona depois disto. Lhe farei pagar isso. Cortarei seu negro coração de seu peito eu mesma e logo o golpearei, cortarei em pedacinhos tão diminutos que nunca poderá encontrá-los.

 

E ela o faria, prometeu-se quando quis reprimir o grito estrangulado saiu de sua garganta. Ela pôde sentir a tensão do Taber também, os furiosos grunhidos que saíam de seu peito, de seu aperto protetor, feroz de seu corpo. Ele era seu no momento. E trataria no futuro de reter o que agora tinha.

 

— Assumirei que está grávida. —Roni lutou por manter acalmada sua voz enquanto se detinha ante a pequena mesa de vidro onde Merinus estava sentada.— O que segue? O que tenho que esperar?

 

Ela se tinha deslizado do dormitório depois de que Taber saiu, logo depois de outra hora demente, cheia de luxúria em sua cama. Tomou banho, trocou-se suas calças jeans emprestadas e outra das camisas do Taber e foi em busca da única outro casal Felino conhecido.

 

A outra mulher observava a construção de uma perto alta em um acre do protegido alpendre, sua expressão pensativa. Os homens trabalhavam na barricada alta de doze pés sendo estirada de poste a poste com um vigor quase fanático, como se nada fora mais importante que conseguir pôr em seu lugar a barreira de aço.

 

— Sabe, —Merinus disse brandamente, suspirando com dolorosa pena.— Esta propriedade era tão bela quando viemos pela primeira vez. Majestosa, graciosa, os horríveis experimentos que foram praticados em suas edificações que uma vez estiveram levantadas onde esses homens estão trabalhando. Tudo era tranqüilo, como se sua mesma elegância a distanciasse do horror que praticavam quem a possuía.

 

Merinus golpeou inquietamente uma unha perfeitamente manicurada na parte superior do copo.— Agora Olha-a. Cercas por toda parte. Animais selvagens soltos por amparo, e os intentos noturnos para vencer totalmente a segurança de Calam estão provando sua resistência. Os bastardos nunca se deterão até que arrojem sua demente miséria, como cães raivosos.

 

Com cada palavra, a cólera pulsou e pulsou na voz da outra mulher enquanto ela girava sua cabeça, seu olhar se encontrou ferozmente com a do Roni— Sim, estou grávida, por um homem pelo que gostosamente teria sacrificado minha vida para salvá-lo, Roni. Um homem que confrontou mais horror do que você alguma vez poderia imaginar em sua vida. Diariamente, ele encara seu pior pesadelo. Todas as noites, ele se acordada suado depois de ter sonhado que o menino e eu somos apanhados. Quem sofre mais? Eu, a quem ele protege? Ou Calam, quem sabe as conseqüências de que isso acontecesse?

 

O conhecimento pulsou como uma doença escondida na voz do Merinus. Seu amor por Calam pulsou em cada sílaba. Seu medo por ele e por sua criatura não nascida era como um fogo vivo em seus olhos.

— Parece-me que ambos sofrem. Você não soa ignorante dos perigos ou as conseqüências, Merinus. —Roni inclinou sua cabeça para um lado enquanto os olhos cafés deixavam ver a calidez só marginalmente.

 

— Não, não o sou, mas você sim. —Ela ondeou sua mão para o assento vazio frente dela— Compartilha um pouco de café comigo. Descafeinado, infelizmente. —Seus lábios torcidos em um indício de auto-burla.— Estranho tanto a cafeína. —As últimas palavras foram arrastadas, soando sedentas por algo que quase não tinha sabor.

 

—O descafeinado não lhe estressa. —Roni se encolheu de ombros enquanto ela tomava assento.— E algo que esses homens fazem em seu corpo, a cafeína só o piora. Dava-me conta disso depois de que Taber decidiu fazer a coisa marcadora em mim.

 

— A coisa marcadora? —Merinus riu com deleite, afrouxando um pouco a tensão de sua cara.

 

— Essa é tão boa palavra como qualquer outra. Mas maldita se isso não pode ser entretido.

 

Roni vislumbrou o fogo já visto no olhar do Merinus. Seus olhos estavam suaves com as lembranças, seus lábios curvados como se eles lhe trouxessem seu consolo.

 

— Você não… te queima mais já? —Roni lhe perguntou com vacilação, perguntando-se se ela alguma vez estaria afastada da presença do Taber outra vez e sem estar adolorida por ele.

 

—OH, queimo-me. —Merinus sentada em sua cadeira, seu olhar flutuando sobre os homens que trabalhavam uma vez mais.— Mas é natural agora, Roni. Queria a Calam quando ele não era mais que um quadro, uma história, um homem que tinha sofrido. Eu lhe quis como a nada que eu tivesse conhecido antes em minha vida. Uma compulsão. Uma necessidade que não podia negar. O hormônio só me impediu de negá-lo. Quando concebi, isso ocorreu depois de que o tive admitido e me dava conta de como cada um fazia parte do outro. Isso não foi algo que senti imposto à força em mim.

 

Roni apartou o olhar. Ela não tinha querido ao Taber assim também? Do tempo em que sua alma se feito pedaços com essa carta que lhe enviou, ela não o tinha sonhado, desejado, amado?

 

— Eu estive no enterro do Dayan. —Ela murmurou, recordando que tão desesperadamente queria ir ao lado do Taber nesse então, para aliviar a pena tão marcada em sua cara.— Foi depois de que Taber me marcasse. Mas lembrança quão desesperadamente me machucava, não sexualmente, mas sim porque eu podia ver sua dor.

 

— A morte do Dayan os trocou a todos, —Disse-lhe Merinus quedamente.— Você não sabe o que aconteceu ao Dayan?

 

Roni inclinou a cabeça com vacilação. — Ele foi assassinado te salvando…

 

— OH não. —Merinus sacudiu sua cabeça, seu tom áspero.— Isso foi o que nós dissemos aos meios, Roni. Dayan morreu pela mão de Calam quando ele tratou de me matar. Ele matou à mãe de Calam, María, anos atrás porque lhe falou com Calam a respeito de ir à imprensa, e ele estava decidido a me matar pela mesma razão.

 

Roni não podia deixar de acreditá-la, e não se escandalizou inteiramente. Dayan não tinha estado completamente cordato. O dia que havia lhe trazido a carta do Taber, ele a tinha aceso com alfinetes contra a parede do dormitório, com sua respiração áspera e seus olhos ardendo de luxúria enquanto ele se oferecia a treiná-la para satisfazer ao Taber.

 

— Quando ele me trouxe a nota do Taber, me deixando saber que Taber não me queria, ele tratou de me atacar. —Roni murmurou.— sentiu-se como facas entrando em minha pele quando ele me sujeitou. Nunca machucar foi tão mau.

 

— A nota do Taber? —Merinus se inclinou para frente, negando com a cabeça confusamente— Escutei algo disso mas não o deixava claro.

 

Roni apertou seus lábios firmemente antes de lambê-los nervosamente. Nunca lhe havia dito a outra alma vivente o que aconteceu. Brevemente, amargamente, contou ao Merinus a história inteira, incluindo a parte do Dayan nela.

 

Era humilhante, recordar quanto tinha dependido do Taber no transcurso dos anos, sabendo que ele a salvaria, cuidaria-a, em vez de obrigá-la a fazer essas coisas ela mesma. Tinha aprendido, entretanto, que podia cuidar de si mesmo. Tinha vivido e tinha trabalhado, e lentamente tinha estado forjando uma vida. No momento, esse pequeno bálsamo para seu ego tinha muita demanda.

 

— Eu não tinha visto o Taber após. —Ela terminou, inalando profundamente— Não até que ele saltou fora desse maldito helicóptero e piorou a situação. Agora se for passar por tudo isto, então ao menos preciso entender que diabos vai passar em adiante, Merinus. Estou aterrorizada porque meu corpo amarra a um homem que me pode destruir. Que me destruiu.

 

— Uf. —Merinus respirou profundamente enquanto empurrava seus dedos cansadamente através de seu cabelo.

 

— O que você vai fazer? —Merinus lhe perguntou— Isto não soa como Taber, Roni. Conheço-lhe. Ele nunca te haveria meio doido se ele não tivesse estado morrendo por ti. Mas sua necessidade de te proteger teria sido mais profunda que a fome que o dirige. O qual poderia havê-lo feito reagir de maneira mais ferida.

 

— Essa desculpa não ajuda muito. —Roni negou com a cabeça, na segurança de que Taber certamente teria sido capaz de tratar desesperadamente de protegê-la.

 

Ele o tinha demonstrado no laboratório do doutor. Sua voz tinha estado rouca, seu corpo tão apertado, tão cheio de fúria em seu nome que ele tinha tremido contra ela. O tom de sua voz tinha sido um som cavernoso, primitivo, as palavras apenas reconhecíveis enquanto lhe prometia tudo o que ele pensava recompensá-la pelo que lhe estavam fazendo.

 

— Preciso confiar nele, Merinus. —Ela murmurou dolorosamente.— Necessito-o mais que qualquer maldito vício a seu esperma ou a seus beijos. Eu necessito seu amor…

 

Merinus se reclinou lentamente em seu assento.— Certamente ele lhe há isso dito. —Ela negou com a cabeça.— Roni, ele tem que te amar, de outro modo esse hormônio não o teria afetado como o tem feito.

 

Roni a olhou médio zangada e médio burlando-se.— Preocuparia-me se ele me houvesse dito que me amava?

 

Os olhos da outra mulher se estreitaram— Estúpidos. Juro Por Deus que os homens são os mais cabeças duras, teimosos, excepcionalmente densos. Juro que todos eles precisam ser… —Ela avançou dando tombos quando a madeira explodiu a uns milímetros ao lado de sua cara, alcançando sua bochecha e têmpora enquanto isso orvalhava violentamente ao redor delas.

 

— Um disparo! —Gritou Roni quando ela caiu a seus pés, arrojando a mesa do caminho e empurrando ao Merinus para o piso do alpendre quando o fogo chamuscou seu ombro.— Taber! —Ela estava gritando seu nome quando uns duros sons metálicos começaram a vibrar ao redor do alpendre.— Um disparo!

 

Os homens estavam gritando agora, um rugido de leão ecoou através de sua cabeça. Leão? Meu Deus, era uma das Raças Felinas ou um leão real? Isso de seguro que soou real.

 

O cimento salpicava ao mover-se ela pouco a pouco; um buraco se abriu no piso quando ela empurrou ao Merinus mais profundamente nas sombras do alpendre e no duvidoso amparo de uma pilha de lenha que se amontoa a um lado. Não havia uma oportunidade no inferno que se feito na porta, e do ângulo do disparo ainda menos uma oportunidade de fazê-lo nos arredores da casa.

 

— Taber! —Seus gritos se uniram aos frenéticos gritos do pátio.

 

— Temos um abaixo! Um abaixo!

 

Roni trocou de direção de volta a investigar o pátio, olhando aos trabalhadores pulverizar-se, um deles transportava a um homem ferido em suas costas enquanto corria a procurar refúgio. Havia uma pequena quantidade.

 

O disparo causou também agitação fora. O estalo continuado de armas automáticas, as rajadas afiadas de revólveres. E inclusive, o da madeira e o cimento voando ao redor deles enquanto ela abrigava o corpo inconsciente do Merinus.

 

Ela podia cheirar seu próprio sangue, sentir a dilaceradora dor de seu ombro atravessado por uma bala, o movimento de sua carne enquanto jazia sobre o Merinus, lutando por impedir que os pequenos e mortais misséis rasgassem o corpo do Merinus, danificando-a a ela ou ao menino de que tinha falado tão meigamente.

 

Os homens estavam em todo o lugar, mas nenhum o bastante perto, ou na posição correta para alcançá-las e levar a algum lugar seguro à outra mulher. Roni soltou uma respiração entrecortada, gritando o nome do Taber outra vez enquanto outra descarga de tiros passava muito perto para sua comodidade. Sentiu a madeira rasgando-se no lado do alpendre justamente por cima de sua cabeça, chovendo em seu cabelo enquanto ela se encurvava protetoramente sobre a outra mulher.

 

— Roni! —Nada tinha divulgado mais doce que a voz do Taber nesse momento.

 

Ela levantou sua cabeça, olhando com assombro como ele vinha abrindo-se caminho sobre o muro de rochas que separava as bases sustentáveis da área de trabalho exterior. Em suas mãos ele levava uma letal e poderosa M-16, orvalhando uma ronda de disparos sobre as cabeças dos trabalhadores que escapavam para a área de fogo do inimigo.

Ao mesmo tempo, o rugido terrível que ela tinha ouvido tempo antes soou outra vez. Detrás do Taber, Calam limpou a perto igualmente, mas ele vinha desarmado, sua selvagem expressão, fervia de uma fúria ecoando através do rugido animal quando ele divisou a sua esposa caída.

 

Simultaneamente a terraço posterior da casa se converteu em um refúgio em vez de uma armadilha. As Castas Felinas, varão e fêmea, localizaram-se a si mesmos entre o alpendre e o perigo, as armas estalando enquanto Taber e Calam se apressavam para elas.

 

Taber agarrou ao Roni de sua posição em uma quebra de onda de força que a deixou assombrada, mantendo-a longe de seus pés enquanto ele os lançava a ambos dentro da porta aberta da cozinha. Calam não foi mais que segundo meio depois que ele.

 

— Um Doutor! —O grito enfurecido e pesaroso de Calam ecoou ao redor da casa quando ele pareceu acontecer voando perto deles, suportando a sua esposa inconsciente em seus braços.

 

— Está machucada? —Taber se apressou detrás dele, médio transportando ao Roni enquanto a obrigava a ir mais dentro da casa.

— Não...

 

— Merda, me estas mentindo! —Ele deveu ter visto o sangue.— Vamos. Ao primeiro piso. Estará a salvo ali.

 

Segura. Sua cabeça estava nadando, seu ombro estava pulsando como o inferno e tudo o que queria era o ter em cima no piso agora e que a fodesse até que gritasse. Ela gemeu derrotada. A este passo, estaria grávida antes que tivessem acontecido três dias. Não mais calor, não mais vínculo, e Taber se iria outra vez. Quão mesmo antes.

 

Bem, já era oficial. A morfina tampouco aliviava o calor copulativo. Mas ao menos os sintomas eram uma sombra mais passível. O bom doutor pôde revisar seu ombro e cobrir a ferida superficial rapidamente enquanto todos outros observavam atentamente ao Merinus.

 

A outra mulher por fim se despertou, não tinha nada mau. A força da madeira que tinha golpeado sua cabeça, simplesmente a tinha deixado inconsciente durante um momento. Sangrou pouco e sem nenhuma complicação que o doutor pudesse ver.

 

Entretanto Calam não escutava. Sentou-se ao lado da pequena maca do hospital, com seu corpo curvado sobre ela e com os braços ao redor de sua esposa, sujeitando-a protetoramente. Suas mãos passeavam nervosas por cima de seu emaranhado cabelo, por suas costas e pelo leve montículo de seu abdômen, onde, o doutor lhes assegurava, o bebê seguia descansando são e salvo.

 

Sua voz estava rota, rouca pela emoção quando Merinus tratou de serenar a fúria que vibrava através de seu corpo. Duas vezes se tinha visto forçada a gemer, com um, era óbvio, falso gemido de dor, para lhe entreter e impedir que saísse, ao chegar as notícias de que os assassinos tinham sido contidos. Dois estavam mortos e outro estava vivo, mas ferido. O doutor Martin ainda não se transladou para curar ao mercenário, encerrado em um dos vazios abrigos de fornecimento.

 

— É questão de prioridades —Havia dito tranqüilamente, quando lhe perguntou sobre o juramento que tinha feito ao doutorar-se— Além disso, se este morrer, haverá mais que possam tomar seu lugar.

 

Havia um ódio tão implacável dentro do homem mais velho, que Roni tremeu ante essa força.

 

Taber tinha falado muito pouco. Sujeitou-a do ombro uma vez que o enfaixaram e não se moveu nem um centímetro quando ela se deitou sobre seu estomago, lutando contra o esgotamento e a excitação. Ele cheirava malditamente bem e ela estava muito cansada...

 

— Deita a sua esposa em sua cama, Calam —Finalmente disse Doc cansadamente quando a cabeça de Calam se elevou, com seu corpo ainda tremendo pela reação— Tem que descansar. E você tem que te assegurar de que tudo está bem. O perigo aconteceu no momento. O mesmo digo a ti, Taber. — voltou-se para o Roni— lhe leve isso acima e lhe dê carinho. Amanhã haverá tempo suficiente para preocupar-se com outras coisas.

 

Os ombros do Martin caíram bruscamente, seu aspecto e sua voz tão cheios de tristeza que Roni quase chorou por ele. Quando se separou da cama, Calam se levantou da cadeira onde tinha permanecido sentado e se aproximou do Roni lentamente. Quando olhou aos olhos, soube que era um homem com o que não gostaria de cruzar-se.

 

Os olhos de um marrom dourado, eram agora completamente âmbar, brilhando intensamente com uma selvageria tão animal, que soube que não duvidaria em matar.

 

— Sei que não te posso tocar. —Suspirou quando a abordou, apoiando um joelho diante dela e contemplando-a.— Sei o que fez, ao cobrir o corpo dela com o seu. Meus homens me gritavam a informação quando corria por esse maldito alpendre. Se te pudesse abraçar o faria. Se tivesse riquezas, então lhe daria isso. Se possuísse algo, para te demonstrar o presente que me entregaste ao salvar sua vida, seria tua.

 

Sua voz era suave, palpitando com toda a emoção encerrada contra a qual estava lutando.

 

— A morfina é uma pequena grande droga. —Murmurou conspirativamente, mentindo mais que um dentista.— Não senti nenhuma pontada de dor quando o doutor me curou a ferida. Pode-me abraçar se o necessita.

 

Um pequeno sorriso curvou seus lábios, de maneira involuntária e repreendendo-a— Ainda é a pequena diabinha que sempre foi. —Disse-lhe amavelmente, meneando seu dedo ante ela— Sei. Podia cheirar sua dor quando o doutor trabalhava em ti, e destroçou minha alma saber o que podia ter ocorrido. Ela teria estado indefesa... —Tragou com dificuldade.

 

— Ela está bem. —Roni soube que se sentia um pouco enjoada pelas drogas quando lhe mostrou a Calam um falso cenho franzido— Mas agora quero uma arma. Sei usá-la.

 

— É tua. —Inclinou a cabeça firmemente, sem incomodar-se em percorrer com o olhar ao Taber para confirmá-lo, como ela tinha esperado.— Pistola ou rifle?

 

Sentiu uma grande satisfação.— Rifle. Como Taber.

 

Este gemeu detrás dela.

— As lições, —Resmungou Calam, negando para ela com a cabeça.— Deixa que Taber te ensine seu uso e é teu. Se quiser, pode escolher um.

Logo ficou de pé, com um pequeno sorriso iluminando seus olhos— Mas simplesmente não díspares ao Taber, né? Tem boas intenções.

 

— Estou segura de que as tem. —Disse arrastando as palavras— Mas ainda não as tenho descoberto. Entretanto prometo procurar mais intensamente antes de lhe voar a cabeça.

 

— Obrigado camarada —Replicou Taber sarcasticamente para Calam.— Aprecio sua ajuda e todo o resto.

 

Calam se estremeceu— Sim. Bem-vindo filho. —Afogou sua risada quando olhou sobre sua cabeça para o Taber— Entretanto tenho fé em ti. Estou seguro de que poderá convencê-la para que te deixe viver, ao menos um momento mais.

 

Taber bufou, mas para então Roni estava aborrecida de sua masculina diversão.

 

— Necessito um banho. —arrastou-se a se mesma fosse da cama, provando a força de suas pernas, que realmente não era tão boa no momento— E comida. Necessito comida. A pizza é, definitivamente, necessária nesta situação.

 

Taber a levantou em seus braços, sujeitando-a fortemente enquanto a tirava grandes passos da habitação.

 

— Posso caminhar. —Suspirou ela, colocando os braços ao redor de seus ombros, desfrutando da breve pausa que lhe proporcionavam quão analgésicos tinha tomado.

 

— É obvio que pode. —Percorreu-a com o olhar, lhe mostrando o sorriso que curvava seus lábios.— Mas eu gosto de te levar.

 

Recordava que sempre a tinha levado, em cada ocasião que lhe tinha apresentado. Primeiro quando a tinha encontrado, encolhida na noite, aterrorizada pelos sons na escuridão e pelo homem que a tinha feito fugir de sua casa. E logo em cada oportunidade que tinha tido para transladá-la a qualquer lado.

 

— Tem idéia do bem que te sinto em meus braços? —Perguntou-a enquanto caminhava a grandes passos, subindo rapidamente as escadas fazia a suíte que tinha reclamado como própria.

 

Uma vez que chegaram fechou a porta de uma patada atrás dele, mas não a levou para o dormitório. Derrubou-se no sofá, com seus braços ainda firmes e rígidos ao redor dela, quando agachou a cabeça e lhe cobriu os lábios exigentemente.

Roni não estava disposta a ser uma simples participante esta vez. Um momento antes tinha encarado à morte. Tinha confrontado o conhecimento de que em um momento ou outro, Taber ou ela podiam deixar de existir. E não queria lutar mais contra as necessidades que clamavam em seu corpo. Ou em seu coração.

 

Levantou-se de seus braços, ignorando seu pequeno grunhido de advertência, até que se sentou escarranchado sobre ele, e ficou observando como a olhava surpreso.

 

— Minha! —Seu sussurro, apesar de sua suavidade, ressonou com o mesmo sentido de possessividade e poder que ela mesma sentia.

 

Seus olhos lançaram uma labareda. A cor verde jade se obscureceu, suas pupilas se dilataram quando seus dedos tocaram os botões de sua camisa manchada de sangue. O algodão, embora estava segura de que era bastante suave, raspou suas palmas quando lhe acariciou os ombros, então baixou ao primeiro botão. Este escorregou livre facilmente

 

— Roni. —Disse com dificuldade, a emoção ecoando forte e intensamente em sua rouca voz.

 

— Você me marcou. —Disse-lhe brandamente, decidida.— Mas não o fez o dia que colocou sua boca em meu pescoço, Taber. Marcou-me quando tinha onze anos e me cuidou. Quando tinha dezesseis e organizou minha primeira festa de aniversário. Quando me deu esse beijo excessivamente inocente nos lábios. Marcava-me cada vez que te via, cada vez que me tocava. Agora, eu vou marcar a ti.

 

Apartou-lhe a camisa do peito e de seus largos ombros, colocando a boca no ponto onde seu ombro e seu pescoço se uniam. Ali no grosso músculo palpitante, mordeu-lhe. Não tão forte para lhe fazer sangrar, mas o suficientemente forte como para que seu corpo se esticasse, seus quadris se arqueassem e esmagasse seu membro no berço de suas coxas, fazendo que suas mãos lhe agarraram os quadris com dolorosa força.

 

Mordeu-lhe, lhe chupando depois com a língua o mesmo contorno que tinha mantido sujeito, sugando-o profundamente, repetindo a mesma carícia erótica, sexualmente intensa, que ele a tinha dado tantos meses antes. Deu a aparência de que o efeito nele não era tão diferente de que tinha sido nela.

 

Ele rasgou as costas de sua camisa, quando sua atenção recaiu na dura carne que ela acariciava com uma força que flutuava entre a dor e o prazer. Então destroçou o tecido, afastando a de seu corpo, antes que seus dedos se deslocassem aos ajustadas calças jeans.

 

— Tira-lhe isso Rugiu, quando empurrou o material por seus quadris, a meio caminho da curva de suas nádegas.

 

Roni murmurou um suave som de prazer, quando seus dedos empurraram para baixo seu jeans, cavando com suas mãos a arredondada carne, fazendo-a dobrar os dedos contra os firmes músculos, quando apenas a moveu contra o membro coberto por suas calças jeans.

 

Ela não tinha pressa, e sua intenção não era deixar-se apressar. Precisava lhe tocar, lhe saborear, saber que estava a salvo em seus braços e que este não era um sonho desesperado.

 

— Me vais matar. —Ofegou agora lutando por respirar, e inclinou a cabeça para lhe dar completo acesso a sua garganta.

 

Roni se precaveu de que nunca se havia sentido tão confiante e segura, sexualmente, como nesse momento. Ele estava indefeso sob seu contato. Rudes gemidos vibravam em sua garganta, cada um de seus músculos tenso e sua ereção pressionando desesperadamente contra o tecido que ocultava sua quente e úmida vagina.

 

Suas unhas arranharam seu peito, os duros músculos de seu abdômen, logo retornaram a seus rígidos mamilos, duramente masculinos. Quando ficou satisfeita tinha deixado um pequeno sinal em sua resistente pele, soltou a carne que chupava e moveu a língua lentamente ao longo de seu pescoço. Beliscou-lhe ligeiramente a dura linha de sua mandíbula, para logo lamber todo o caminho para sua garganta, sentindo ondular a pele quando ele tragou com dificuldade.

 

— Amo seu sabor. —moveu-se para trás eroticamente, assolando seu sexo com o dela.— Tão selvagem e indomável. Posso-te domesticar, Taber?

 

Uma risada curta, bem definida, falta de humor, que era uma exclamação de primitiva luxúria, escapou de seus lábios quando brigou por respondê-la.

 

— Já o fez. Faz anos.

 

— Mmm. Meu próprio gato montês. Posso-te acariciar? Ou me devorará antes que possa exteriorizar todos os métodos que sonhei para poder te agradar?

 

 

Através de suas pesadas pálpebras pôde ver seus olhos, acesos com um assombroso calor que esquentou cada rincão de sua alma. Por agora, neste pequeno momento no tempo, nada nem ninguém no mundo existia para o Taber, exceto ela. Quase chegou ao clímax ante o embriagador conhecimento de que tinha tal poder sobre ele.

 

— Mostra-me isso Murmurou, embora sua voz soava tão atormentada como a de qualquer outro homem.

 

Lhe dirigiu um lento sorriso, deliberadamente provocador, lhe contemplando com as pálpebras entreabertas. Lhe olhando atenta, desafiante, elevou-se de seu regaço, ignorando o som gutural que ele lançou.

 

— Fique aí. —Disse-lhe brandamente quando ele se levantou para ficar de pé também.

 

Taber se apoiou contra o sofá seguindo suas instruções, mas pôde ver como seus músculos ondulavam, tudo nele exigindo tomá-la agora.

 

— OH, então controlado, —Murmurou ela, contente— Me pergunto quanto tempo poderá controlar todo seu poder.

 

— Não muito tempo. —Suas mãos se apertaram em punhos quando seu olhar se fixou nas mãos dela.

 

Roni deslizou as correias de seu sutiã devagar sobre seus ombros, lutando contra qualquer medo ou modéstia que pudesse sentir, desfrutando do momento. Havia-a visto nua mais de uma vez, e evidentemente a vista não lhe tinha desagradado.

 

Ele se chupou os lábios, em um movimento lento, faminto, quando ela alcançou suas costas, desabotoando o encaixe que a cobria e expondo seus inchados peitos.

 

Seus mamilos estavam eretos e duros, implorando seu toque. Em lugar disso, os tocou ela mesma. Vigiando-lhe, agarrou-os entre seus polegares e índices, atirando deles, enquanto os massageava observou como seu olhar se obscurecia ainda mais, e sua expressão se endurecia ante a intensidade de sua excitação.

 

— Posso fazer isso. —Disse tragando com dificuldade.

 

— Sei que pode. —Esteve de acordo; respirando com dificuldade e sentindo como as sensações se deslocavam rapidamente de seus mamilos a sua vagina.— te tire os jeans, Taber. me deixe ver se lhe acordado. —Ele começou a levantar-se— Não. Não ponha de pé. tira-lhe isso enquanto me olha.

Ele vacilou, obviamente lutando por respirar e por recuperar o controle. Roni baixou as mãos de seus mamilos, deslizando as palmas de suas mãos por seu estomago até chegar à parte dianteira, já solta, de suas calças jeans.

 

Taber rapidamente, desabotoou-se o seu. Sorriu-lhe, adorando o jogo de que estavam desfrutando, perguntando-se quem dos dois perderia em primeiro lugar o controle. Ela empurrou a calça, permitindo que se deslizasse devagar por suas coxas, até chegar a seus pés. Depois os terminou de tirar com uma patada, enquanto lhe secava a boca ao observar como Taber fazia o mesmo.

 

Tinha cometido um engano de julgamento. Cada vez que se uniram, não tinha dedicado muito tempo a olhar o assombroso órgão que a tinha levado a essas culminações de prazer. Mas agora o fez.

 

Elevava-se até a altura de seu umbigo, quase tão grosso como seu pulso, tão bronzeado como o resto de seu corpo e pulsando com vida própria. A cabeça moldada em forma de cogumelo estava terminada em fio para uma máxima penetração, desembocando na base larga de seu eixo, de veias muito marcadas. Não era estranho que a enlouquecesse levando-a do limite da dor ao prazer mais absoluto. Seu pênis, ao igual a seu corpo, estava forjado para a resistência, e nesses momentos, ela não queria nada mais que padecer sua presença dentro de sua úmida e quente vagina.

 

Mas ia esperar. Taber cravou os olhos nela com um desafio resplandecendo em seus olhos quando seus dedos se envolveram ao redor de seu caule ereto. Roni se lambeu os lábios quando ele se massageou a si mesmo, acariciando-se com os dedos desde sua grosa cabeça até a base de seu eixo.

— Vêem aqui. —Murmurou, com uma voz sombria, enriquecida por sua demanda sexual.

 

— Não. —Disse-lhe, acomodando-se brandamente ante seus joelhos— Lhe disse isso, Taber. Quero te acariciar.

 

— Maldição. —sobressaltou-se como reação, quando ela se inclinou para diante e acariciou com a língua a cálida cabeça de sua ereção.

Seu quadril se agitou, propulsando-se contra seus lábios, com um gemido estrangulado que rasgou seu peito.

 

— Roni. Meu Deus. Carinho. —Seu peito ascendia e descendia com a força de sua respiração. O suor fazia brilhar seus poderosos músculos, fazendo que sua pele parecesse acetinada, quente e vibrante.

Ela lambeu a cabeça de seu falo de novo, lentamente, com soltura, lhe olhando aos olhos, observando sua expressão de crescente necessidade. Afiado-los presas que apareciam por sua boca, brilhavam malvadamente, lhe dando uma aparência decididamente erótica e perigosa.

 

— Roni, não posso... —ofegou, sua voz tensa, arrependida, torturada.— vou perder o controle, carinho. Não o posso suportar.

 

— Não pode? —Ela apartou seus dedos, quando ele tentou rodear a florescente carne de seu falo.— Pobre criatura. Então com que vontade vais dirigir isto? —Sua boca cobriu a grosa cabeça, estendendo-se ao longo dela, amamentando-se dele quando sua língua começou a lhe roçar, acariciando e brincando duramente com a ultra sensível carne de debaixo do capuz de sua coroa.

 

Ele se conteve, o grunhido animal que escapou de sua garganta, chegou a seu ventre, alagando seu sexo com umidade e calor. O homem dentro dele sempre tinha mantido um delicado controle em seus encontros sexuais. Roni sabia que ela era tentadora, e que desafiava ao animal para que se liberasse. E não podia esperar para lhe mostrar que tinha encontrado um justo adversário nela.

 

Ela era formosa. Não existiam outras palavras para descrever o tênue brilho de paixão nos azuis olhos de Roni, o rubor de necessidade de suas bochechas, seus vermelhos lábios ao redor de sua ereção. Muito formosa. Muito malditamente inocente, ardente e tentadora. Mas nem todo o inferno obteria que ele saísse dela.

 

Suas mãos se aferraram às almofadas do sofá, os olhos dela se estreitaram como se o vigiasse, com seu olhar fixo nele como uma sereia, seu corpo estava sendo torturado por sua língua que o tentava como uma pua primitiva que se escondia justo antes de voltar a elevar-se.

 

Ele podia sentir a presença da extensão antinatural. Pulsando, pulsando e batalhando para ser livre do mesmo modo que ele brigou e batalhou para que estivesse em seu sítio... Meu Deus, ele queria que durasse para sempre. Pelas carícias sedutoras e persistentes de sua boca, parecia que ela queria o mesmo. Não o estava mamando freneticamente e não havia nenhum indício de que ela não estava desfrutando de cada carícia como se ele o estivesse fazendo a ela.

 

—OH... Sim... —ele gemeu quando sua língua rodeou a redonda cabeça, riscando um x, conhecendo e explorando cada curva, cada ascensão de sua carne.

 

— OH neném, que bom.

 

Ele flexionou seus quadris, colocando sua carne mais profunda e com força em sua boca. Seu gemido ressonou intensamente Seus dedos de esticaram quando sua língua passou e o engoliu quase completamente.

 

O calor lhe rodeou. Um calor úmido, escorregadio. Sua língua foi como um demônio sedoso correndo rampante, seus lábios um prazer ajustado, absorvente. O céu, porque nada era tão bom. Por Deus!! A luta para impedir a explosão que se estava gerando em seu escroto era mais do que podia agüentar.

 

— Demônios, Roni. O sentir a doce tortura em sua pele como dedos serpenteantes que envolviam seu pênis e a bolsa apertada baixo ela. Ecos de prazer percorriam sua coluna vertebral, incluindo seu couro cabeludo com sensibilidade estática.

 

Ele gemeu fracamente quando seus lábios arrastaram para cima um pouquinho de carne que ela manteve em sua boca, acariciando-o na cheia cabeça para logo soltá-lo e repetir o movimento depois. Taber empurrou para sua boca, gemendo pela necessidade de que lhe envolvesse de novo.

 

Seus dentes rasparam brandamente, com carícias constantes e definidas. Ele não o poderia agüentar. Seu pênis pulsava como uma ferida, seu escroto fechado hermeticamente, pulsando com a necessidade de soltar o esperma. Sob a cabeça de sua ereção, a pua flexionada, desesperada-se por sair, como desesperado estava ele por derramar sua semente.

 

Mas ainda não. Ele não estava preparado para gozar ainda. Queria sentir sua boca outra vez. O fogo picante, líquido, sua língua um golpe de agonia sedutora. Taber pôs suas mãos em sua cabeça, os dedos enterrados em seu cabelo, agarrando os fios sedosos, demonstrando sua dominação em seu agarre.

 

Ele a olhou fixamente, sentindo como o animal espreitava. Ela era seu consorte. Desafiava-lhe, tentava-lhe, mas estava muito perto do limite para lhe seguir suas pequenas brincadeiras. A labareda de excitação em seu olhar fixo e a expressão de sua cara lhe disseram que ela estava tão profundamente afetada como ele.

 

— Chupa-o. —O grave grunhido duro acompanhou o lento deslizamento de seu pênis por sua boca. Ela o agarrou firmemente embora não o suficiente para satisfazer sua necessidade de manter o domínio.

 

Ele gemeu outra vez, quando uma parte de sua ereção ficou apanhada em sua boca fazendo que a pua escondida pulsasse a ponto de elevar-se.

 

Lanças de prazer atravessaram seus testículos como partes de vidro esticando os músculos de seu abdômen espasmodicamente. Deus do céu! Ele fodeu lentamentesua boca, mantendo seu cabelo em suas mãos, desfrutando deliciosamente de sua boca, do látego oscilante de sua língua. E todo o momento ele a vigiou. Observando como seus olhos se escureciam, suas bochechas cavando-se, seus lábios deslizando-se sobre seu pênis.

 

— OH, sim. Assim eu gosto, carinho. —Ele gemeu movendo seu corpo como se dançasse um rock'n'roll lentamente daqui para lá, cada músculo em seu corpo tenso— Chupa-o, Ron. Chupa-o mais profundo, neném.

 

Ele empurrou para trás, lhe enchendo a boca, temendo lhe abrir uma brecha com sua necessidade. Sua língua lambia a cabeça de seu pênis, raspando a malha tão sensitiva que ele quis rugir de prazer. Seu gemido de protesto quando saiu um pouco de sua boca lhe fez deter-se. Ela podia tomar mais. Ele soube que ela poderia. Por Deus! Ele a necessitava.

 

— Respira através de seu nariz. Te relaxe. —Ele ofegou apenas, ficando com o olhar fixo em seus olhos, tratando de descobrir se era medo ou excitação o que via neles. Rezou porque fora excitação.

 

Sentiu como as profundidades quentes de sua boca foram relaxando-se, sua língua lhe flanqueando o passo.

 

— Simmmmm... —ele suspirou de prazer— Pode tomar mais, Roni. Só te relaxe, carinho. Te relaxe. —Ele se deslizou lentamente dentro de sua boca sussurrando lentamente as palavras como uma litania.

 

Ela tomou um pouco mais. O suficiente para lhe ter tremendo, tremendo vendo como todo ele desaparecia dentro dela… meu Deus, quanto mais poderia agüentar?

— Mais. —Sua demanda foi rude, perdendo a batalha com o inenarrável prazer amotinando-se através dele.

afundou-se ainda mais, quase até fazer desaparecer seu pênis em sua boca.— Isso. —Sentia as sensações golpeando-o em intensas quebras de onda.

Ele se apoiou na parte de atrás do sofá, lhe falhando a boca com investidas desesperadas escutando o úmido sugar e gemendo com a respiração. Sentindo como ia crescendo seu orgasmo dentro dele.

— Roni. —Ele murmurou desesperadamente, incapaz para deter as palavras, as sensações rasgando-se através dele— Meu Deus, Sim. Chupa-o. Me chupe, carinho, assim.

 

Ele podia cheirar sua excitação, afogando-se em seu perfume terroso de luxúria. Seus gemidos envolviam seu pênis. Seus dedos acariciando a base, lhe conduzindo ao limite de seu controle. A pua se converteu em uma dor aguda, lhe atormentando, lhe fazendo saber que não podia retê-la por sempre. Mas ainda não. Ele não queria que soubesse. Não quis arriscar seu medo e sua repulsão.

 

— Suficiente. —Disse retirando-se um pouco, ignorando seu grito de protesto, liberando-se desse calor delicioso. A braçadeira úmida de sua boca era um paraíso, mas ele sabia que ainda não podia desfrutar completamente.

 

— Taber. —Sua voz foi um som fibroso, cheio de necessidade, fazendo que sua eleição se sacudisse excitada.

 

 

— Fode-me, Roni. —Ela estava beijando seu abdômen. — Agora. Maldita seja, não agüento as vontades, carinho...

 

Ele atirou dela para trás sobre seu regaço, estendendo suas pernas sobre as suas, elevando-a, logo baixando-a implacavelmente em cima de seu pênis rugente.

 

— Ah, Meu deus. —Seu grito se uniu ao dela quando seu grosso pênis entrou em seu apertado calor.— Quente. Tão quente. Tão doce e escorregadio. —Ele empurrou mais profundo, sujeitando-a quando ela se arqueou, brigando para repetir o movimento, seu grito ecoando através do quarto escuro.

 

Seu canal estava escorregadio, cheio de um prazer torturante. Os músculos sujeitos nele, lutando por lhe aceitar, por relaxar-se a seu redor. Nunca havia sentido um pouco tão erótico, tão cheia de luxúria e sexualidade tempestuosa.

 

—Toma-o. —Ele grunhiu, pressionando-a mais, sentindo o agarre da malha fina e como ela brigava para lhe aceitar— Tudo, Roni. Agora. Tudo, Carinho.

 

Ele empurrou mais duro dentro dela, atravessando-a como uma lança, tocando seu útero, tomando-a. Obrigando-a a lhe aceitar, até que tinha enterrado cada polegada palpitante, desesperava-se para seu pênis dentro de seu agarre apertado como um punho e repentinamente trêmulo, fazendo-a explorar.

 

Foi muito. Muito calor, muita necessidade fluindo dentro dele, lhe atormentando. Ele ouviu seu próprio grito fazendo pedaços o ar, sentiu o surgimento da pua, o pulso dolorido de seu sêmen, e morreu em seus braços. Não havia modo de explicá-lo. Sua alma explodiu com seu próprio pênis, arrojando fora de si emoção, necessidades, uma fome compulsiva, quente e a vida cedendo como o sêmen percorrendo seu caminho por seu ventre fértil, faminto.

 

— Quando vais dizer me o que vai mal com seu pênis?

 

O preguiçoso tom da voz do Roni não o enganou nem por um minuto. Pôde ouvir a acerada determinação que tinha marcado mais da metade de suas conversações com ela ao longo dos anos. A palavra “pênis” sussurrada tão tentadoramente em seus lábios teve a essa particular porção de sua anatomia dando sacudidas em busca de interesse.

 

— Hmm, não parecia pensar que algo ia mal com ele quando estava gritando e me cravando as unhas esta manhã cedo. —Grunhiu ele enquanto percorria com o olhar a linha de seu corpo, franzindo o cenho com desaprovação, como se isso em certa forma fora a aliviar o efeito das palavras dela.

 

— Não trate de me distrair, Taber. —Ela cobria pela metade o peito dele, sua respiração uma carícia quente contra de sua pele, avivando os sentidos que eram melhor deixar descansar no momento.

 

Ele tinha esperado deixar de lado aquela conversação por algum tempo. Acreditava que poderia fingir afronta masculina. Não todos os dias um homem era acusado de ter um problema com essa porção em particular de sua anatomia. Mas tinha a sensação de que não enganaria ao Roni. Seus instintos lhe advertiram que pisasse brandamente naquele terreno que lhe preocupava, ou ao menos com seus deliberados intentos por evitá-lo.

 

— Quando vai a dormir? —Resmungou ele, ignorando sua pergunta enquanto se recostava em seu travesseiro e fechava os olhos, determinado a dormir.

 

— Não me respondeu. —Sua voz era pensativa, sua suavidade lhe advertiu que logo transgrediria o ponto de cólera.

 

Os dedos dela dançaram sobre seu peito, suas unhas raspando agilmente, as gemas de seus dedos sentindo, ele sabia, os diminutos cabelos que cobriam seu corpo. Quase invisíveis, mais suaves à medida que baixavam, a pele ligeiramente peluda era outro aviso de seu DNA.

 

Taber abriu os olhos, cravando-os no teto enquanto aspirava profundamente. Quantos anos tinha desejado só um dia em esquecer quem e o que era? Mas o conhecimento estava sempre ali, nunca o suficientemente longe para lhe dar o alívio pelo que rogava. E agora, Roni necessitava respostas, respostas que ele era mais que relutante a lhe dar ainda. Não sabia se estava preparado para encarar as possíveis conseqüências ou o horror dela ao conhecer o estreitamente que se parecia com o animal com o que tinham misturado seus gens.

 

— Sei que não te respondi. —Disse ele finalmente, curvando seu braço sob o corpo dela, de forma que seus dedos pudessem jogar distraidamente com as largas ondas de seu sedoso cabelo dourado. Adorava seu cabelo. Era espesso e suave, curvando-se brandamente ao redor de seus ombros e emoldurando tentadoramente sua cara em forma de coração. Notou com assombro que era mais reconfortante suavizá-lo entre seus dedos, sentir seu peso suave.

 

— Vai fazê-lo? —Taber a olhou quando ficou direita na cama, atirando de seu cabelo e liberando o de seus dedos enquanto dobrava o lençol a seu redor até cobrir seus peitos cheios e nus.

 

Ele torceu os lábios ante sua modéstia. Conhecia cada centímetro de seu corpo, mas ela ainda se ruborizava de uma preciosa cor rosa se ele a via nua enquanto não estivessem envoltos em seu luxurioso jogo. Entretanto, o premente tema de sua repentina necessidade de respostas o curvava. Respostas que ele não tinha intenção de lhe dar ainda.

 

— Deixa-o. —Suspirou ele profundamente, movendo-se para levantar-se da cama. Maldita seja, não tinha sonho. enganava-se a si mesmo ao pensar que poderia descansar nesse momento.— Preciso comprovar a segurança exterior...

 

— Agora está evitando a pergunta, Taber. —Espetou-lhe ela, seus olhos brilhando intensamente com fogo azul quando ele a olhou.

 

Ela estava sentada sobre seus joelhos, olhando como ele se movia até o bordo da cama. Ele era mais que consciente que estar recusando-se a lhe responder, mas bem fingir ignorância, era uma proposta perigosa. Podia evitar suas perguntas, mas que o condenassem se ia mentir nas respostas. Ele tinha pouco menos que honradez que lhe dar, ao menos nessas áreas onde podia dar resposta a tudo.

 

— Acredito que tem razão. —Ele se encolheu de ombros, tratando de mostrar-se despreocupado, para esconder a dolorosa solidão que se elevava no profundo de sua alma.

 

Ela tinha todo o direito de ter a resposta, e ainda assim, ele não podia resignar-se a dizer as palavras, a lhe explicar nada sobre o animal que encontrava tal satisfação nas profundidades apertadas de seu encaracolado sexo.

 

— E pensa que simplesmente vais sair daqui sem uma explicação? —Perguntou-lhe ela, sua voz aumentando com cólera e um fio de dor.

 

Taber a olhou fixamente, fortalecendo-se contra sua dor. Ela necessitava algo mais ao que agarrar-se que o que lhe estava dando, e ele sabia. Tudo em sua vida tinha sido eliminado de um golpe. Sua casa, seu trabalho, uma oportunidade de ser livre e estar a salvo, e ele nem sequer podia lhe dar respostas. Não havia justiça nisso, e ainda assim tampouco podia resignar-se a fazê-lo.

 

— Deixa-o, Roni. —Ele caminhou lentamente por volta do quarto de banho, com a intenção de tirar um pouco de roupa do closet que estava no outro quarto.

 

Quando alcançou a porta do quarto de banho, sem aviso de nenhum tipo, o som do copo de cristal do criado fazendo-se pedacinhos lhe fez deter-se, incrédulo. As tênues luz do quarto brilharam lentamente sobre os pedaços de vidro quebrado, burlando-se de sua crença de que lhe permitiria partir tão facilmente. Sua Roni poderia ser pequena, mas era uma tempestuosa fera, e muito mais. Se ela tivesse sido um felino, teria sido uma mescla perfeita de gato montês.

 

— Se deixar este quarto, arrancarei-te a cabeça com o seguinte. —Grunhiu ela.

 

Seu pênis saltou à vida. Taber lançou um olhar a sua grossa ereção com um sentimento de resignada diversão. Dizia muito de um homem o que tivesse uma ereção ante tal acontecimento. Dizia ainda mais dele o que sua fúria feminina lhe provocava. Maldição. Ele só queria girar-se, voltar para cama fazer amor com essa tola. Sua pele começou a arder de necessidade. Em um só segundo cada célula de seu corpo pedia a gritos sexo duro e tempestuoso.

 

Ele se girou para ela, olhando-a ameaçadoramente enquanto cruzava seus braços sobre o peito. O olhar dela piscou para sua ereção, e maldita seja se não se ruborizou outra vez. Aquela cor só parecia conseguir pô-lo mais duro. Ela se tinha movido na cama. Com uma mão agarrava firmemente o lençol contra seu peito, na outra sustentava o copo do criado-mudo. Evidentemente o estado de sua excitação não influiu em sua determinação em busca de respostas. Ele o imaginava.

 

— Sabe? Esses vieram com a casa. —Suspirou ele, assinalando com a cabeça para o pequeno artigo decorativo.— Imagino que são muito caros.

 

 

— A quem lhe importa? —Espetou-lhe ela como louca.— Estou aborrecida de que me abandone, Taber. Maldita seja se estarei atada a ti enquanto entra e sai alegremente, me evitando quando te dê a vontade.

 

Ele a olhou assombrado. Uma emoção, espessa e quente, distorcia sua voz enquanto seus olhos faiscavam com fúria e obstinação. Seu corpo magro vibrava com emoção, seu cenho franzido fazia mais escura sua frente, emagrecendo seus lábios cheios e deliciosos. Lhe tentava a montá-la ali e agora.

 

— Nunca te abandonei, Ron... —As palavras dela finalmente se afundaram em sua rachada e luxuriosa mente e no segundo seguinte, seus olhos se abriram como pratos quando teve que saltar fora do caminho de seu seguinte foguete voador— Maldita seja, Roni.

 

Ele correu rapidamente para ela, separando-a longe do pesado candelabro que também estava sobre a mesa. Seus braços se envolveram ao redor de sua cintura, atirando dela para ele, restringindo a violência que podia notar lhe vibrando pelo corpo.

 

— Que demônios passa contigo? —Ele a soltou e a lançou à cama, mas não fez o intento de segui-la. Estava cansado daquilo. Cansado da fúria que a enchia, a desconfiança, as sombras que angustiavam seus olhos— Estou cansado de suas malditas acusações de que te abandonei quando foi sua decisão romper qualquer relação que estivesse começando.

 

Ela engatinhou através da cama, ficando de pé ao outro lado. Melhor, pensou ele. quanto mais longe estivesse dele, mais sentido comum seria ele capaz de manter.

 

— OH, vamos, Taber, nunca tomei também por um mentiroso. —Gritou ela, um gesto de desprezo em seus lábios. Outra coisa da que ele estava cansado, aquele desprezo. Condescendendo, ofendendo.— Deixa de jogar a ser tão inocente. Não tem que fingir comigo. Não aqui enquanto estamos sozinhos. A única razão pela que estou aqui é por esta maldita marca que me pôs no pescoço. De outra maneira, ainda estaria sentada na Sandy Hook me perguntando por que demônios trocou de idéia tão rapidamente faz um ano.

 

Ele ficou quieto, seus instintos desapareceram quando a lógica começou a assumir o controle. O que não podia ser compreendido devia ser examinado. Estudado, espreitado ou acossado. E ele sem dúvida alguma não entendia aquilo.

 

— Por que troquei de idéia? —Perguntou-lhe ele cuidadosamente, seu peito fechado hermeticamente ante a dor que se refletiu na voz e a expressão dela. Era muito parecido à dor que ele havia sentido quando recebeu a carta um ano atrás, meras horas depois de que tivesse colocado aquela marca em seu pescoço.

 

E ainda, por suas furiosas palavras, ela acreditava que ele tinha quebrado a relação, nova como o tinha sido para ele. Roni não era uma mentirosa. Ela não tinha jogado limpo e não podia lhe culpar de algo do que ela era a responsável.

 

Seu corpo tinha sido um desastre aquele dia, admitiu. O desejo sexual, a diferença de qualquer outra coisa que ele nunca tivesse conhecido, tinha sido uma maldita ereção o suficiente capitalista para romper suas calças jeans, e aí tinha chegado Dayan com... deteve-se. Dayan. Filho de puta. Passou-se a mão por sua cara, ficando com o olhar fixo nela, lutando contra uma traição que ele tinha rezado para que terminasse com a morte de seu irmão.

 

A determinação do Dayan de destruir ao resto deles quase tinha matado ao Merinus e o menino que levava. Recordava sua morte muito bem. Sua traição queimava muito profundamente no cérebro do Taber para descartar seus sentidos. Dayan tinha mentido. E Taber a tinha perdido por isso.

 

— Não responda. —Odiou o som rouco e cansado de sua própria voz enquanto se dirigia com passo irado para a penteadeira dela.

Abriu a gaveta intermédia, empurrando para trás vários envelopes grossos e uns poucos troféus. Na parte traseira, perto da esquina, havia uma pequena caixa de madeira. Tirou-a, abriu-a de repente e tirou a quadrada folha de papel escrita.

 

Abandono a garagem e a ti, Taber. Depois dessa cena no caminhão Me dei conta do facilmente que trataria de me controlar. Já não voltarei a ser sua boneca. É muito direto, também cru, e brusco. Necessito alguém que me toque brandamente. Alguém de quem não tenha que ter medo. Alguém mais próximo a minha idade. Você será velho enquanto eu seguirei sendo jovem, e simplesmente não quero ter que lutar com isso. Por favor, me permita a gentileza de manter o inferno longe de mim. Certamente não é muito pedir!

 

Roni

 

Aprendeu-se a carta de cor. Ele era apenas oito anos maior que ela, mas às vezes, pareciam séculos.

 

— Lê isto. —Tendeu-lhe a carta, examinando sua expressão confundida atentamente.

 

Taber manteve seu olhar fixo na dela enquanto ela tomava o dobrado quadrado de papel, vigiando-a atentamente, sua alma dolorida. Instintivamente, soube que ela não tinha escrito essa carta. Soube que os passados infernais quinze meses, necessitando-a, ansiando-a até pensar que morreria de necessidade, tinham sido para nada.

 

Ela desdobrou a carta, seu olhar movendo-se pelas palavras. Seus olhos se abriram como pratos. Seus lábios tremeram. A dor que cruzou sua expressão fez derramar lágrimas à alma dele.

 

— Pensei que estava respeitando seus desejos, Roni. —Murmurou ele, sentindo-se mais destruído do tinha estado em anos. Dayan tinha sido um membro da família em quem confiava, ao que queria.

 

— Assumo que você também recebeu uma carta, já que sei que o único presente verdadeiro do Dayan foi esta falsificação.

 

Ela espremeu a nota em sua mão, as lágrimas brilhando em seus olhos, atravessando suas pestanas quando seu olhar retornou a ele.

 

— Eu não escrevi isto. —Murmurou ela desolada, tremendo.— Mas recebi uma igual. —Um minúsculo estremecimento ondeou por seu corpo quando o olhou.— Era sua letra. —Ela olhou a carta outra vez, sua respiração entrecortada enquanto lutava por controlar um soluço, precavendo-se como o tinha feito Taber, do parecido de sua letra com a que havia naquela carta.

 

— Eu não te escrevi tampouco. —Disse ele fico.— Estava brigando desesperadamente para te dar tempo para pensar, para saber que o estávamos a ponto de fazer era o que você desejava. Sabia que o era, Roni. Sabia o perigo no que te colocava. Tratava de estar seguro, além de toda dúvida, de que poderia te proteger se de alguma forma minha existência era revelada ao Conselho. Por isso eles sabiam, eu levava muito tempo morto. Tive todas as intenções de retornar a ti.

 

— Quando não apareceu, esperei-te. —Havia tanto dor, tanto arrependimento nas profundidades escuras de seus olhos que ele quis gritar para rechaçar tal sofrimento. Ele tinha lutado durante tanto tempo para protegê-la, só para que o que ele considerava como um irmão, rompesse de um último golpe toda sua confiança.— À manhã seguinte, ele trouxe a carta. Empurrou-me contra a parede com seu corpo... —Ela fez uma dolorosa pausa, tragando fortemente antes de continuar— Ele se ofereceu a me treinar para ti.

 

A fúria devorou sua alma e Taber soube que se Dayan não tivesse estado morto então lhe teria matado pessoalmente por atrever-se a tocar ao Roni, e muito mais por lhe dizer um pouco tão doloroso para ela. Recordava bem os brilhantes sonhos, a necessidade e a emoção que faiscavam em seus olhos quando havia lhe olhando durante aqueles meses. Aquela carta, e o ataque do Dayan, quase tinham destruído uma parte de sua alma.

 

Taber alargou a mão, incapaz de abster-se de tocá-la, de necessitá-la. Meu Deus, necessitava-a como precisava respirar. Ou pior. Seus dedos se deslizaram por sua acetinada bochecha, seu polegar acariciou seus lábios. Ela tinha os lábios mais suaves que ele nunca tivesse conhecido, e olhos que penetravam até cada esquina de sua alma com a luz do sol quando ela era feliz. Mas quando sentia dor, como agora, eram como uma faca descendo em picado para seu peito.

 

— Teria dado minha vida por estar contigo essa noite. —Jurou ele, sabendo que era a verdade.— Ao mesmo tempo, os mercenários do Conselho se moviam para Calam, e em vez de deixar que a fúria se liberasse onde você pudesse vê-la, em lugar disso, deixei-a cair sobre eles. Deveria ter voltado para ti. —Tinha-o sabido então. Havia-lhe flanco tudo o que tinha naquele momento para não fazer exatamente isso.— Deveria ter lutado pelo que sabia que era meu.

 

Uma lágrima se deslizou pela bochecha dela.— Amei-te. —Murmurou, rompendo o coração dele com a dolorosa emoção em sua voz.— Ainda te amo, mas não estou contente contigo, Taber.

 

Ele deixou cair a mão quando ela se afastou dele, e franziu o cenho surpreso.

 

— Não tinha nem idéia de que você não tinha escrito essa carta, Roni. —Raciocinou ele.

 

— OH, não é isso. —Espetou ela enquanto lançava a enrugada bola de papel através do quarto antes de lhe lançar um sombrio olhar.— Sou tão culpada como você ao deixar que esse bastardo me enganasse. —voltou-se para ele, a cólera voltando lentamente.— Não esqueci minha pergunta original, e não cria que o farei. Bem, fomos enganados. Ocuparemo-nos disso. Mas temos outras coisas com as que tratar. Perguntarei-lhe isso outra vez. O que ocorre a seu pênis quando chega ao clímax? E quero sabê-lo agora.

 

Agradecidamente, felizmente, os alarmes de segurança começaram a soar com grande estrondo.

 

— Vista-se. —Ele a levantou rapidamente, ignorando seu ofego de surpresa enquanto caminhava a grandes passos passando o cristal para a porta do quarto de banho e a levava até o armário.

 

— Que diabos é isso? —Gritou ela sobre o estrépito das sereias, apanhando a roupa que lhe atirava enquanto sacudia com força suas calças jeans e sua camisa de seus cabides.

 

Vestiram-se em uns segundos, ficando sapatos de couro para logo apressar-se fora do quarto. Taber olhou inquieto o revólver que ela insistia em levar. Para ser honestos, ele não a culpava, nem estaria surpreso se ela o voltava para ele. E sabia malditamente bem e que sua pontaria era fodidamente perfeita. Ele a tinha ensinado como pegar um tiro a ele mesmo.

 

— Um homem não pode dever visitar a sua condenada filha sem que seja atacado? Ela é minha menina, tenho direito ou seja se viver ou não.

 

Roni se sobressaltou quando a voz tosca e estrondosa de seu pai retumbou como um eco sobre ela, causando sua abrupta parada em seco quando baixava as escadas para dirigir-se ao vestíbulo. Taber se deteve detrás dela, imóvel e silencioso, olhando-a cuidadosamente.

 

Ela estava muito tensa, quase espantada, cautelosa. Como um cervo que se dá conta do perigo mas não está seguro de que esta direção vindo.

 

Reginald Andrews era um dos piores pais que Taber tivesse conhecido alguma vez. Sua única graça salvadora, a única razão de que ele ainda vivesse, era o fato de que ele nunca tinha posto a mão em cima de Roni. De outra maneira, Taber o teria matado faz anos.

 

— Senhor Andrews, isso não explica por que tratava de entrar furtivamente em nossas terras. Por que não simplesmente tocou o timbre na porta? —A voz de Calam era tão fria e encrespada como uma noite de inverno. Ele estava simplesmente furioso.

 

Reginald estava, como sempre, dando desculpas. Ruidosamente.

 

Taber observou como Roni obtinha uma difícil respiração profunda. Ele quase podia sentir a aversão que a enchia e a repugnância que a retinha ainda calada. Mas ele podia perceber mais que isso. O pântano de emoções que pareceram precipitar-se de lhe afligiu, fez-lhe aproximar-se mais a ela, determinado a protegê-la.

 

Ele colocou uma mão em sua cintura, recostando-a contra ele, assegurando seu queixo contra seu ombro— Poderíamos voltar para quarto. Ignora-o. Se não baixas ali, então Calam tomará como uma permissão tácita para lançar fora a esse bastardo.

 

Ele murmurou as palavras tão baixinho que só lhe ouviu. Ele manteve seu corpo o bastante perto para estar seguro de que seu calor e sua muda segurança a envolviam. Ele a protegeria, não importa o que fizesse.

 

Ela tragou apertadamente e ele podia literalmente sentir sua luta pela força para enfrentar ao homem furioso no vestíbulo.

 

— Não. —Ela finalmente negou com a cabeça quando se estendeu para trás, agarrando o revólver que lhe tinha dado do cinto de suas calças jeans.— Tratarei com ele.

 

Mas ela não queria. Taber estava recebendo uma impressão distinta de que havia algo sobre seu pai que literalmente a aterrava agora. Antes de que ele pudesse questioná-la a respeito disso, ela estava baixando graciosamente as escadas, sua mão retendo um ligeiro agarre no corrimão, seus ombros direitos e erguidos. Tão régia como uma princesa e tão decidida a ser forte que produzia um nó em sua garganta, fez-lhe querer protegê-la muito mais.

 

— Por que está aqui, Reginald? —Ela teve que elevar a voz para ouvir-se sobre seu furioso discurso sobre o bem-estar de sua única e amada filha. O som disso fez adoecer ao Taber.

 

Reginald tinha envelhecido severamente da última ocasião em que Taber o tinha visto. Seu cabelo escuro era quase totalmente cinza e rareava. Ele tratou de ocultar esse fato deixando crescer mais um lado que o outro e penteando-o sobre o lado contrário, lhe dando uma aparência completamente bufa.

 

Seus olhos café estavam deslustrados, suas bochechas tintas pela bebida e com sobrepeso. Ele media quase 1m80, e nem com muito tão musculoso como tinha sido cinco anos antes.

 

Quando Roni entrou no vestíbulo da entrada, todos os olhos se voltaram para ela. Os membros das Castas Felinas ocupando a entrada jaspeada da casa estavam em alerta, suas mãos em suas armas, seus olhos cortantes e pendentes do qualquer movimento que o homem maior realizasse.

 

— Roni. —O sorriso do Reginald era mais calculista que afetuosa.

 

Calam o tinha notado também, se o olhar estreito parecia de antipatia tinha que passar algo.

 

Taber o vigiou estreitamente, observando o brilho de ódio que o outro homem tratou de esconder quando ele percorreu com o olhar a sua filha. Taber se moveu rapidamente depois para misturar-se entre o Reginald e Roni, cada instinto dentro dele gritando que a protegesse de qualquer ameaça que seu pai representava.

 

Roni se deteve quando ele caminhou diante dela, confrontando a seu pai em lugar de permitir-lhe a ela.

 

— Taber. —Ela colocou sua mão sobre seu braço enquanto ele a pressionou para trás, acalmando seu intento de mover-se diante dele.

 

Com seu movimento, outros se moveram para posições igualmente protetoras, seus olhos estreitando-se no Reginald, suas mãos agora empunhando suas armas em preparação.

 

— Por que está aqui, Reggie? —Taber não perdeu o tempo em formalidades. Roni estava doente, seus próprios instintos protestavam pela sobre excitação, e ele se condenaria se o permitisse continuar.

 

— Bem, ela é minha filha. —A voz do Reginald se atenuou, mas ele não podia esconder o fedor de suas próprias mentiras. Ele não estava ali para confirmar a segurança do Roni, o qual o converteu em uma ameaça imediata para ela.

 

— Bom momento para recordar isso. —Grunhiu Taber, assegurando-se de mostrar quão caninos ele sabia que brilhariam ameaçadoramente aos lados de sua boca. Ele teve o gosto de ver que um pouco da cor vermelha escura na cara do homem perdia intensidade a olhos vista.— Não o recordo preocupando-se muito anteriormente.

 

— Posso dirigir ao Reginald, Taber. —Roni empurrou seu pesado corpo, tratando de lhe mover a um lado. Não havia nenhuma saída ao redor seu quando os outros se alinharam de forma que a manteriam se separada do alcance do outro homem.

 

— Taber, deve me permitir pelo menos ver minha garotinha. —A voz do Reginald foi muito suave, muito intencionalmente pouco ameaçadora para a tranqüilidade de espírito do Taber.

 

— Taber, demônios, posso dirigir isto. —Roni chutou sua tíbia. E seguro como o inferno que não foi um golpe amoroso. A condenada mulher tinha pés perigosos.

 

Ele retrocedeu para olhá-la como advertência.

 

— Não me olhe assim. —Arreganhou-lhe ela, franzindo o cenho atrás dele com determinação.— Fora de meu caminho para que possa me encarregar disto, logo você o pode mandar a fritar aspargos.

 

Ela ia chutar o outra vez e ele soube, podia-o ver em seus olhos. Demônios, ele a amava quando ficava assim com ele. Lhe sorriu. Descobrindo lentamente seus dentes, um aviso sexual de vingança. Ele teve o gosto de ver a dilatação leve dos olhos dela, a onda de resposta que era apenas perceptível, a essência de doce, limpo excitação que repentinamente floresceu de seu corpo.

 

Ele retrocedeu lentamente, seu braço foi detrás dela, sua mão se fechou sobre seu quadril para estar seguro de que ela permanecia perto e bem fora do alcance da ameaça que o percebia.

 

— Hmphf. Posso ver que está levando-o muito bem. —Reginald não pôde esconder o pequeno indício revelador de desgosto vingativo em sua voz. O insulto fez que Taber flexionasse seus músculos em preparação para agarrar ao bastardo à parte, extremidade por extremidade.

 

— Já te fartou? —Perguntou-lhe ela brandamente. Sua voz foi tersa e zombadora, mas Taber se deu conta da cólera que ele sentia formando-se dentro dela.

 

Reginald grunhiu— Queimaram a casa. Os quadros de sua mãe, as colchas, tudo se foi.

 

Roni se sobressaltou notavelmente. Taber atravessou ao homem com um olhar que prometia retribuição, um grunhido retumbante de advertência soando em seu peito. Ele estava deliberadamente machucando-a agora, escolhendo suas palavras cuidadosamente, golpeando onde ela era mais débil. Reginald o olhou cautelosamente.

 

— Você estava acostumado a ser mais agradável que isto, Taber. —Suspirou ele como se a recepção que ele recebia lhe desiludisse.

 

— E você estava acostumado a ser mais inteligente que isto, Reggie. —Replicou Taber brandamente, logo que refreando sua violência. Se só ele pudesse deduzir por que o outro homem estava enviando seus instintos fora de equilíbrio, então ele se sentiria mais cômodo— Você a viu. Ela está bem. Pode ir agora.

 

— Roni, você lhes vais deixar me arrojar fora? —Reginald recorreu a sua filha, a choramingação em sua voz irritava os ouvidos do Taber.— As coisas são realmente difíceis agora. Com nossas fotografias transmitidas em todas as telas de televisão e sua associação com este... —Reginald fez uma pausa insultante— ... homem que foi anunciado no mundo inteiro. Agora não posso obter um trabalho decente das antigas fontes.

 

As “antigas fontes” não há dúvida de que deviam ser ilegais.

 

— Deveria ter gasto seu último pagamento mais sabiamente, Reginald. —Ela tentou parecer insensível, indiferente sob a pressão, mas Taber podia ouvir a dor em sua voz.

— Esta não é minha casa. A minha ardeu até os alicerces. Recorda? Eu não tenho nenhum direito a decidir quem se vai e quem fica.

 

Reginald lhe lançou a Calam um olhar calculista.

 

— Você jogaria em seu pai à rua? Sabe quantos problemas me causou isto, Calam?

 

Calam olhou ao Roni tão estreitamente como o fazia Taber.

 

— Tem família. —Recordou Roni a seu pai quase desesperadamente— Darei dinheiro, Reginald... —Ela se deteve. Taber podia ouvi-la respirar bruscamente.

 

— Não tenho minha bolsa, mas chamarei o banco. Conseguirei-te o dinheiro...

 

— Não, doce Roni, você conhece esses meus irmãos. Não vão deixar me uma cama abaixo em seus elegantes casa. Você sabe como eles sempre nos voltaram as costas.

 

Era nada menos que a verdade. Assim como era nada menos que os próprios equívocos do Reginald pelo que sua família literalmente o tinha repudiado.

 

— A casa está cheia agora, Reginald. —Calam finalmente deu um passo adiante— Lhe podemos alojar nos barracos ao outro lado das terras da casa. Há umas quantas beliches vazios ali.

 

O olhar fixo do Reginald nunca abandonou ao Roni. Ele a olhou fixamente na forma em que olhe uma serpente a sua próxima comida. Fria, deliberada, resolvida.

 

— Isso é certamente amistoso de sua parte, Calam. —Disse ele por fim brandamente. Taber sentiu um estremecimento de perseguição na parte baixa das costas quando Roni aplacou uma careta de desagrado.

 

Ela tinha medo. Ele podia senti-lo, quase cheirá-lo irradiando de seu corpo. Ela se esticou, sustentando-se rigidamente erguida quando olhou fixamente as costas de seu pai.

 

— Não cause dificuldades aqui, Reginald. —Lhe avisou finalmente, sua voz baixa, ressonando com ira reprimida.— Não serei responsável pelo que eles lhe façam se você as causas.

 

Taber olhou abaixo para ela, olhando-a surpreso. Ele nunca tinha ouvido o Roni ameaçar a ninguém além dele pessoalmente. E certamente nunca a seu querido e mercenário pai.

— Por que, Roni? Deveria te envergonhar fazendo pensar a estas boas pessoas que eu provocaria confusões. —Ele nem sequer se alterou ao cravar os olhos nela.— Você sabe que sou uma pessoa socialmente correta. Eles não terão nenhuma olhada de problema de mim.

 

Taber se esticou com a ameaça velada dirigida ao Roni. Pulsou no ar ao redor deles e causou que o pêlo fino na parte de atrás do pescoço do Taber se elevasse e arrepiasse em resposta.

 

Taber quis ordenar ao filho de puta que saísse da propriedade, expulsá-lo à rua e lhe dizer que se defendesse ele mesmo. Desde que Roni teve suficiente idade para tomar um trabalho de meia jornada o bastardo a esteve sangrando por muito tempo cada tostão que ela ganhava. Então não tinha tido a ninguém que a protegesse dele, mas Por Deus, que ele podia fazê-lo agora.

 

— Escolta ao Senhor Andrews ao abrigo dos beliches dos trabalhadores, Merc. —Ordenou que Calam a um dos corpulentos guardas.

 

Mercúrio media 1m95 de puro músculo com uma cara tão estreitamente semelhante a de um gato que agora não havia maneira de que o homem pudesse caminhar em uma rua pública sem incitar um alvoroço de pânico entre os cidadãos. Ele era duro, frio, uma máquina aniquiladora e um dos homens mais leais e honoráveis que Taber tivesse conhecido alguma vez.

 

— Ele pode ter o beliche mais próximo à minha. —Os lábios magros se estenderam em um frio sorriso quando os temerosos olhos âmbar brilharam com frio conhecimento. Merc não era um parvo.

 

— Precisamos falar logo, Roni. —Reginald sorriu ligeiramente quando Merc agarrou seu braço firmemente. — Por as coisas em dia, sabe?

 

— Penso que nos dissemos bastante a semana passada, Reginald. —Lhe respondeu firmemente, sua voz bastante fria para esfriar um bloco de gelo.— Desfruta de sua estadia. Mas duvido que tenha tempo para fazer uma visita.

 

— Poderia querer fazer tempo. —Reginald tratou de liberar seu braço do agarre por soldado que o escoltava da casa.— Pensa nisso, Roni. Pensa-o fortemente.

 

A porta se fechou atrás de suas palavras de despedida.

 

Taber continuou olhando a sua companheira estreitamente, sua mente trabalhando, voltando sobre as possibilidades e ameaças e somente propondo mais respostas.

 

— Quer explicar essa pequena entrevista para mim, Roni? —Lhe perguntou brandamente, sabedor de que todos os olhos se tornaram para eles.

 

Seu olhar se elevou lentamente para ele, mas não o suficientemente lento para que ele se perdesse o brilho de medo que lutava por esconder.

 

— Seguro, Taber. —Não gostou desse lento e firme sorriso que cruzou seus lábios.— Estarei mais que feliz, no mesmo minuto que você responda a minha anterior pergunta. Dá meia volta, nenê. —Lhe cravou o cotovelo na cintura com um humor brincalhão deliberadamente forçado.— Somente me deixe saber quando está preparado para falar.

 

Ela se voltou então, movendo-se rapidamente para as escadas outra vez, e subindo com rapidez, quase correndo. Ela estava lutando por fugir, a esconder-se, justo como ela tinha feito sempre quando era jovem e se precipitou na noite com apenas seus sentidos para guiá-la. A maioria das vezes Taber a encontrou perdida e assustada cada vez. Ele se perguntou o que encontraria quando a seguisse esta vez.

 

— Taber, poderíamos ter um problema. —Calam deu um passo mais perto, tirando um pequeno aparelho receptor ultrasensible do bolso de suas calças.— Recolhi isto do escritório quando Merc informou a quem tinha.— O aparelho receptor era um útil microfone localizador que lhes tinha sido dado pelo exército americano.— O bom do velho Reginald o estava utilizando para monitorar a zona traseira. Nosso único problema agora é decifrar quem o contrato a ele.

 

— A melhor forma de tirar claro o que se traz entre mãos é afastar o do Roni o mais possível —disse Taber aos homens armados que estavam no grande escritório escada abaixo, à manhã seguinte.

 

Calam, Tanner, Merc, Kane e vários de seus irmãos lhe vigiavam quedadamente.

 

— Você lhe conhece melhor, que ninguém. —Calam se encolheu de ombros.— O que pensa dele até agora?

 

Taber disse grunhindo.— Reginald é um homem de subnível. Ele não tem cérebro para pensar em algo exceto uma boa bebedeira e algum roubo pequeno, assim é que vou assumir que é uma de dois. Ele quer atuar como uma doninha pelo dinheiro conosco, ou alguém o tem nas mãos. Ele não faz o mal quando não tem instruções, mas ele não improvisa bem.

 

Taber franziu o cenho quando considerou o que sábia do Reginald tinham estado de moda a todo o comprido da década passada. Ele tinha sido mais sutil, muito perigoso, trabalhando para outros.

 

— Seria adivinhar nas mãos de quem esta, —Kane falou sem temor.— Extraí seu registro ontem à noite depois de que Merc lhe levou para os barracos. Logo, pedi alguns favores e obtive um pouco de informação acrescentada de minhas fontes. O senhor Andrews trabalhou com alguns mafiosos muito duros no passado. Homens que não lhes importariam usar a sua filha. Se a tivessem, então duvido que seria bonito.

 

Todos estavam conscientes do fato que a Câmara de Vereadores estava agora desesperada por aprender a importância da marca que Merinus levava em seu ombro, e o significado das provas que tinham obtido os cientistas após examinar aos Felinos depois de seu surpreendente anúncio aos meios mundiais. As mudanças hormonais que se viram em seus exames sangüíneos e outras provas tinham levado aos cientistas a uma confusão. O descobrimento que ela poderia conceber, apesar do pouco esperma humano que Calam tinha no corpo, havia-os emocionado adicionalmente.

 

A verdade era que seu próprio doutor se assombrou ainda mais. O esperma contido em seu pênis não era tão potente. Era o esperma contido na pua pequena, como de um polegar tão único que se inchava durante o sexo com o Merinus o que permitiu a concepção.

 

— Por alguma razão, deve pensar que pode ganhar sua cooperação. —Merc se sentou rigidamente em sua cadeira e Taber poderia sentir sua impaciência, seu desconforto. Merc tinha estado adestrado em quase completo isolamento. Não tinha havido gente para sustentá-lo, nenhuma amizade, nenhum entre os confidentes no laboratório nos que ele tinha sido encontrado. Estar encerrado no escritório com os outros homens não era fácil para ele.

 

— O que te faz dizer isso? —Taber perguntou cuidadosamente. Era não mais que ele se sentou a si a noite antes.

 

— O homem esta impaciente por aproximar-se dela. Mantém-se exigente para ver sua garotinha. —O Felino disse as duas últimas palavras com desprezo.— Ele não é seu pai, em todo caso.

 

Taber cravou os olhos nele pela surpresa.— Ele te disse isso?

 

— Não teve que me dizer isso bufou ele.— Você o pode cheirar se toma o tempo para tentá-lo. Não há relação ali. Os aromas estão desconectados.

 

Taber olhou a Calam. Sua líder não lhe tinha mencionado que o membro mais novo de sua manada tivesse essa habilidade. Calam só levantou seus ombros em resposta e deu uma curta sacudida de cabeça. Evidentemente, ele não sabia tampouco.

 

— Como são os aromas desconectados? —perguntou Taber, olhando-o com curiosidade.

 

O outro homem se apoiou adiante em sua cadeira, um cenho franzido cruzando sua cara como a de um leão.— Qualquer nascido do mesmo sangue compartilha uma única fragrância com a maioria da família imediata. Você somente tem que poder detectar e pôr à parte os variados aromas para entendê-lo. Reginald Andrews não compartilha isto com a mulher que ele reclama como sua filha. Ele não é realmente seu pai.

 

Tinha sentido. Repentinamente, mais pedaços da vida do Roni começavam a encaixar.

 

— Assim é que não estão aparentados, o que significa que não há uma oportunidade no Inferno de nenhuma obrigação que lhe impeça de danificá-la —apontou Kane.

 

.— Nunca a houve. Taber disse com um bufo. - Reginald venderia a sua mãe aos negreiros se lhe dessem bastante dinheiro. Sua única obrigação é a que ele tem com sua carteira e o fundo de uma garrafa de licor.

Ele se levantou de sua cadeira, passeando-se com o passar do quarto. Deu-se conta do olhar fixo de Calam seguindo-o e a preocupação dos outros membros da reunião.

 

— Como está sua relação com ela? —perguntou Calam

Taber meneou sua cabeça. Não estava a ponto de discutir isso com qualquer deles. Infernos, ele não estava seguro de que ele mesmo o entendesse.

 

— Ela não parecia muito contente ontem à noite. — Tanner riu ahogadamente.— Soava como se lhe tivesse oculto informação. Me deixe adivinhar, não lhe contou tudo sobre o pequeno camarada que seu pênis tem.

 

Taber fuzilou a seu irmão menor com um furioso olhar desdenhoso.

 

Tanner apagou o sorriso rapidamente de sua cara, mas esta demorou muito tempo em desaparecer dos borde de seus lábios.

 

Kane riu ahogadamente. O maldito homem estava trabalhando rapidamente em pôr sua cara má. Ele encontrava muito divertida esta situação

 

— Quem quer que tenha uma correia em Andrews não estará ficasse longe —falou Calam trazendo a conversação de volta ao tema.— Teriam que estar em algum sítio perto.

 

— E ele terá que entrar em contato bastante freqüentemente sem os pequenos microfones ocultos que levava em sua camisa. —A voz do Merc foi dura, letal.— Esses botões eram uma obra de arte, me deixe te dizer. Muito mal ficou atirando-os pelo banho. Especulo que ele não deveria ter deixado tão valioso material situado por aqui.

 

— Se, merda assim passa .—Taber sorriu fríamente. lhe teria gostado de ver a reação do Reginald a isso.— lhe vigie de perto. Quero um relatório de todo o mundo ao que lhe dirija a palavra, em e fora das terras da fazenda. Vejamos se não podermos tirar claro os quais o estão dirigindo.

 

— Tenho alguns homens nisso —falou Kane.— Possivelmente possamos usar a um deles para nos aproximar dele. Algumas vezes, meus homens podem comportar-se como verdadeiros anti-felinos.

 

Taber suspirou profundamente. Havia uns quantos dos homens do Kane que podiam havê-lo convencido disso.

 

— Então simplesmente nos tombamos e esperamos —ele suspirou. Esperar nunca tinha sido difícil para ele antes... foi considerado uns dos mais paciente dos três machos que formaram sua manada original... mas ele estaria condenado se essa paciência não estava diminuindo agora.

 

— Esperemos e veremos até onde lhe pode empurrar. —Kane se encolheu de ombros enquanto se levantava.— Temos a alguns empreiteiros vindo à fazenda hoje para concluir o comércio de objetos roubados ao redor dos terrenos. Desafiem às mulheres na casa e fecham as cortinas até que se vão. Não quero assumir qualquer risco com elas. Apostarei guardas em todas as entradas para estar seguro de que ninguém entra. Além disso, é negócio como sempre.

 

O negócio de sempre se estava voltando uma luta para manter-se vivo

 

— E nossa pequena arma de nosso pequeno amigo? —Taber lhe perguntou, perguntando-se sobre o assassino que ainda custodiavam.— falou ele já?

 

— Ainda não. —Kane se encolheu de ombros.— Bastante logo não terá importância. Realizamos controles a fundo dele agora e deveríamos ter respostas logo. Quando o relatório chegue, saberei cada sujo pequeno secreto que ele alguma vez pensou que podia ocultar. Ele não será um problema por muito tempo.

 

Se Taber ou Calam colocassem suas mãos sobre ele, não estaria vivo por muito tempo.

 

— De acordo, todo mundo sabe suas tarefas de hoje...

 

Calam foi interrompido quando a porta do escritório foi rudamente aberta de um puxão. Taber se deu a volta com surpresa ao ver que Roni estava de pé ali, levava um pequeno traje de praia curto entalhando seu magro corpo, um cenho franzido lhe enrugava a frente enquanto seus olhos resplandeceram furiosamente

 

Esse vestido ia voltar lhe louco, pensou Taber. A suave cor nata era um perfeito contraste para sua pele, ressaltando o azul em seus olhos, o rubor em suas bochechas. Ele quis agarrá-la pelos quadris e tomá-la ali na porta, golpeando dentro de sua vagina até que gritasse forte seu prazer.

 

— Olha-o assim, —resmungou Kane detrás dele.— pelo menos tem uma razão para ser um gatinho açoitado. Não há nenhuma necessidade de estar envergonhado.

 

Taber o olhou com irritação.— Sabe, Kane, quando Sherra finalmente dita atrever-se a exteriorizar o que retém, vou desfrutar de te devolver cada comentário tolo do culo que alguma vez tem feito. Conta com isso.

 

— Maúlla. —Kane riu ahogadamente.— Boa sorte, Garfield. Apanha-a.

 

—Roni? —Taber lhe perguntou quando ela não se moveu da entrada.— Está tudo bem?

 

Não o estava. Ele podia cheirar o calor desesperado desprendendo-se de seu corpo, mas misturado com algo, ele podia sentir a dor contra o que ela estava lutando tão fortemente para o ter sob controle.

 

Ela percorreu com o olhar aos outros homens.— Retornarei. Não sabia que estava ocupado.

 

— Está bem. —Ele sacudiu a cabeça em resposta.— Estamos mais ou menos terminando aqui.

 

Ele se moveu para ela, assombrado da sensibilidade de sua carne como se aproximou dela. Como se uma parte dele não desejasse nada mais que seu toque. Era um sentimento estranho para um homem que nunca tinha conhecido tal debilidade antes

 

Ele olhou em que ela jogou uma olhada a outros com inquietação, lhes piscando antes baixar a cabeça. Um ligeiro rubor manchou suas bochechas e a suave cor só acrescentou sua beleza que nunca deixava de lhe assombrar.

 

— O que te passa? —Ele acariciou com o nariz sua bochecha amavelmente enquanto sua mão cavada em seu quadril, movendo-a contra ele o suficiente para sentir o calor de seu corpo.

 

— Você sabe o que me passa. —Sua voz foi sufocada, tensa com o calor que ele sabia viajava através do corpo dela, através do seu próprio.— E não pense nem por um minuto que estou encantada por isso. Agora me deixe falar com o Reginald para que possamos lhe mandar ao inferno. Dava a seus cães guardiães que se tornem para atrás.

 

— Gatos, senhorita Andrews, —riu Kane.— Espécies equivocadas.

 

Vários grunhidos deram a bem-vinda a suas palavras, o mais pequeno não foi o do Taber. Estava perdendo a paciência com o que relajadamente contava seu cunhado.

— Não. —ele finalmente se voltou para ela, lamentando que a cólera que flamejou em seus olhos— Ainda não, Roni. Não até que saiba que tão perigoso é. Não te permitirei lhe ver.

 

Ele observou o fogo estalando em seus olhos, seu pênis endurecendo-se pela excitação quando ele sentiu que ela se dispunha a lhe desafiar.

 

— Não me permitirá? —estalou ela furiosamente.— Você não me permite? Desde quando, Taber Williams, tem o direito de me permitir algo?

 

Ele sorriu tensamente, apaixonado sob a necessidade de lhe mostrar, em vez de lhe dizer, exatamente o que lhe dava o direito. Lhe tentava. Desafiava-o. Pôr sua obstinação contra a sua, e ele estava a ponto de lhe informar quem ganharia. Muito claramente.

 

— Quando te atirei ao piso e te montei, ganhei o direito de te proteger também, —lhe informou com tranqüilidade.— consorte.

 

O escritório se limpou rapidamente depois de que as palavras do Taber ecoassem na habitação. Sua voz pulsava com ira, com luxúria, pondo seus nervos de ponta, fazendo que o sangue corresse veloz por suas veias. Não podia entender como o tinha feito. Tinha que ser esse maldito hormônio que seguia infectando-a. Dizer que se habituou a seus beijos era lhe subestimar.

 

— Não tem nenhum direito para me dizer que fazer, ou como dirigir a meu pai —disse mordendo as palavras e dando uma portada detrás dela.— E sem dúvida alguma não me possui simplesmente porque conseguisse me infectar.

 

— Infectaste-te? —Grunhiu ele.— meu deus, Roni, não é uma enfermidade.

 

—Aposto —lhe desafiou imprudentemente, sua cólera e sua luxúria anexando-se.— É doloroso, Taber. E eu não gosto da reação que produz. —A mentira quase chamuscou seus lábios ao sair. Não havia nada que gostasse mais que o resultado do calor abrasador que compartilhavam.— E sem dúvida eu não gosto dessa atitude possessiva que parece querer tomar.

 

— Lástima. —Cruzou os braços sobre seu peito, observando-a furioso.— Dá-me a impressão de que vais ter que viver com isso, verdade?

 

Seus olhos se estreitaram perigosamente, seus lábios se afinaram ante a crescente cólera. Agora, se simplesmente conseguisse que seus peitos deixassem de inchar-se e sua vagina se secasse, talvez poderia zangar-se realmente com ele. Era difícil estar zangada quando tudo o que queria era ser fodida.

 

— Taber, estou a ponto de perder a paciência contigo. —Logo que suspirou, passando-os dedos por seu cabelo e odiando a sensual sensação que se deslizou ao longo da pele nua de suas costas. Ela sabia bem que se deixou convencer pelo Merinus para levar este condenado vestido.

 

— Por quê? —riu surpreso.— Pelo amor de Deus, Roni, tudo o que trato de fazer é te proteger, não te aprisionar. Logo que saibamos que diabos está acontecendo poderá sair.

 

Lhe olhou ressentida.— Não você não o fará. Poderia ser muito perigoso. —Expressou a última palavra burlonamente.

 

Taber suspirou. O som aguilhoou sua consciência.

 

— É tão mau, Roni, precisar te proteger? —Perguntou-a brandamente, observando-a atentamente, com um olhar cheio de luxúria.

 

Seus olhos flutuaram fazia seus quadris, retornando depois a sua cara. Ignorou o indício de diversão que viu ali. Seu pênis enchia a frente de seu jeans, de algum modo isso provocou que seu pulso se acelerasse e um sedoso calor se deslizasse de sua vagina.

 

— Em certo modo, é-o, —respondeu finalmente aproximando-se o mais, lhe provocando, necessitando o contato de seu corpo.— Taber, eu não gosto de não ter escolha.

 

Ela viu sua careta de desgosto quando suas mãos lhe tocaram o peito. Suas grandes mãos, cheias de calos, cobriram as dela, seus olhos se fecharam brevemente antes que ele os abrisse e lhe desse permissão para que observasse seus profundos medos.

 

— Sei que isto não é fácil para ti. —Seu sussurro acariciou seus terminais nervosos como uma sensual seda.

 

Permitiu que seus dedos lhe acariciassem de maneira similar. Amou o gesto que se refletiu em sua cara quando lhe acariciou, lhe tocando como uma amante. Seus olhos se voltaram pesados, seus lábios se incharam, seus maçãs do rosto se ruborizaram de repente, misteriosamente.

 

— Que seja tão duro me zanga, Taber. —apoiou-se contra ele, acomodando seu duro membro em seu ventre.— Faz-me querer morder a alguém. —inclinou-se para diante, abrindo sua boca sobre seu plano mamilo, afundou seus dentes no músculo dali.

 

Seu gemido rompeu o silêncio do quarto quando suas mãos se transladaram a seus quadris, aproximando-a para ele com uma força quase dolorosa.  

 

— Contínua, e me remoa tudo o que queira. —Quase ofegou quando sua língua saiu às escondidas e se roçou contra a pequena e dura protuberância.— Maldição, Roni. Meu deus, sim.

 

Sentiu como o tecido do vestido subia lentamente por suas coxas, sujeita pelos dedos do Taber enquanto ela se esfregava contra seu peito. Podia sentir o calor de sua carne radiando através da suave camisa de algodão que ele levava posta, a luxúria que se forjava a fogo lento sob a pele.

 

— Necessito-te, —murmurou quando levantou a cabeça de seu peito e se lambeu os lábios nervosamente.— Agora.

 

Um gemido involuntário escapou de sua garganta quando suas mãos sujeitaram as esferas nuas de seu traseiro, pressionando o firme músculo, elevando-a para aproximá-la ao berço de suas coxas. Seus dedos se transladaram a sua camisa quando o desespero a atravessou como um relâmpago selvagem. Não tomou o tempo necessário para desabotoar a camisa. Seus dedos agarraram a camisa e puxaram, rompendo os botões e lhe liberando do tecido, fazendo que ele expressasse sua aprovação com um erótico grunhido

 

— Como você quiser, carinho, —murmurou ele— Como você quiser.

 

Ele empurrou o tecido de seu vestido para sua cintura antes que seus dedos enganchassem o cinto de seu cinturão, retirando-a despreocupadamente de seu corpo. Agora não havia nenhuma barreira entre suas carícias e sua carne, quando seus dedos se deslizaram entre suas coxas.

 

Ela estava tão molhada, tão escorregadia com os sucos que escorregavam de sua vagina, que seus dedos se deslizaram facilmente ao longo dos lábios de seu sexo. Ele rodeou seus clitóris lentamente enquanto seu braço se apertava ao redor da cintura dela, sustentando-a imóvel para que recebesse suas eróticas carícias.  

 

Roni não podia deixar de contorcionar os quadris, lutando por aproximar-se mais aos atormentadores dedos que a estavam deixando louca. Sua boca se abriu em um silencioso gemido de delicioso desejo, fazendo que os lábios dele a cobrissem, e que sua língua se mergulhara demandante, retorcendo-se com a dela, exigindo-a que tomasse o que lhe oferecia. Seus lábios se fecharam sobre a intrusão com um desespero, que sabia deveria havê-la horrorizado.

 

A atrativa essência adoçada, do único hormônio do emparelhamento, deslizou-se através de seu sistema. Podia-o sentir. Primeiro a encheu o sabor dele, depois aos poucos segundos pôde sentir como seu sangue se esquentava, o ardor através de suas veias, surgindo em seus mamilos, em seu sensível sexo.

 

— Boa garota —murmurou quando retrocedeu uns largos minutos depois, ficando com o olhar fixo nela, um olhar quente como os dois dedos que abriram seus lábios inferiores antes de introduzir-se nas absorventes profundidades de sua vagina.

Roni se elevou sobre as pontas de seus pés quando uma arruda exclamação de prazer orgástico se precipitou fora de seus lábios. Os dedos se empurraram cruelmente dentro dela de novo, abrindo-a ainda mais, trabalhando dentro e fora com um ritmo feroz, controlado, que mantinha a sua vagina demandante.

 

— Taber. —Seus dedos lutaram com seu cinturão, desesperada-se por soltar a dura ereção, do confinamento de seu jeans.

 

Necessitou-lhe com uma fome que não podia controlar, que não quis controlar. Duro e rápido, estrelando-se contra sua vagina, conduzindo-a para o bordo da loucura e mais à frente.

 

— Não posso esperar para me afundar nesta pequena e apertada vagina —murmurou ele, com uma voz gutural, vibrante, com um grunhido animal que sempre para que sua vagina se apertasse mais. É o que fez agora, lhe fazendo gemer contra seus lábios enquanto os lambia avidamente.— Goza para mim, carinho. Me deixe te sentir vibrando contra meus dedos.

 

Sua voz acariciou seus sentidos. Seus dedos foderam as atormentadas profundidades de seu apertado sexo, conduzindo-a loucamente para uma chicotada de prazer que atravessou seu corpo.  

 

Roni ofegou quando sentiu seu útero apertar-se espasmodicamente ante a espiral de calor. Lutou por respirar quando seus dedos tomaram sem piedade, conduzindo-se profundamente, acariciando as terminações nervosas que palpitavam desesperadamente com cada um de seus impulsos.

 

— Taber, não o posso suportar... —Ela se esticou mais, lhe aproximando os quadris, girando sobre seus dedos quando ele a levou ainda mais perto do bordo.

 

— Toma-o. —Sujeitou-a mais forte, enquanto seus dedos continuavam atormentando sua vagina e seu polegar acariciava o duro broto de seu clitóris.— Goze para mim, carinho. Me deixe sentir como sua vagina estala, Roni.

 

Sons de sexo quente e úmido encheram o quarto. Os dedos mergulhando-se nela, quão gemidos rasgavam seu peito, suas explícitas palavras, excitantes, que a empurravam para o limite como nada mais podia fazê-lo.

 

Suas costas se arquearam quando sentiu como chegava ao êxtase. Dedos de eletricidade dançaram sobre sua pele, golpeando seu ventre, chamuscando seu sexo, até que derivou em uma labareda de deslumbrantes sensações. Sentiu como seu corpo explodia e seu sexo se contraía lhe fazendo gemer ante o esforço de seguir empurrando dentro dela. Sua liberação se derramou através dela, fazendo convulsionar-se seu organismo quando se impulsionou a si mesmo repetidamente para os duros dedos que a invadiam.

 

— Demônios, sim, — gemeu, mantendo-a perto enquanto ela se estremecia contra ele.— Assim, carinho. Muito bem. Muito bem. Goze em meus dedos como uma boa garota, carinho.

 

Roni sentiu as lágrimas em suas bochechas quando se balançou sobre seus braços, enquanto agudas sensações percorriam seu organismo, lhe provocando repetidos tremores secundários, então lhe sentiu movê-la.

 

Notou como suas nádegas estavam apoiadas na fresca madeira do escritório, quando uma pequena quantidade de prudência começou a retornar a ela. Estava débil, estremecida por uma liberação que não se podia ter imaginado, não poderia endurecer-se contra ele. Seu olhar era pesado, sua mente permaneceu inativa até que ele abriu suas coxas amplamente e a contemplou com olhos ávidos e abrasadores.

— Quero essa doce vagina tão desesperadamente que não posso nem pensar —grunhiu enquanto lutava com seu cinturão e os botões metálicos de seu jeans.— Quão único tem importância, é empurrar meu pênis tão profundo e duro em você interior, que ambos gritemos pelo prazer.

 

Taber estava ardendo com uma febre de luxúria tão intensa, tão poderosa, que sentiu como se cada célula em seu corpo fosse explodir pela necessidade. Seus dedos lhe tremeram como a um jovem quando ele desabotoou as pequenas pérolas que fechavam seu vestido, separando as abas, revelando os globos cheios e tentadores de seus excitados seios. Ele não soube o que fazer primeiro. Enganchando-se a um desses espigados mamilos como um homem esfomeado e fodê-la até que ambos estivessem agonizantes disso, ou comer a espessa nata depositada tentadora e docemente sobre os inchados lábios de seu sexo.

 

Ele lambeu seus lábios, olhando-a fixamente enquanto seu falo palpitava em demanda insistente de inundar-se dentro da pequena fenda aberta de seu sexo. Sua boca inflamada pelo sabor dela.

 

— Joga com seu clitóris. —Ele sustentou suas pernas acima, as estendendo, olhando-a fixamente abaixo construindo uma necessidade a que ele não soube como responder.

 

Ela choramingou. Um som baixo, desesperado que fazia a seu pênis sacudir-se em resposta.

 

— Joga com ele, carinho. —Ele cantarolou docemente, observando como seus trementes dedos se deslizavam pela suave redondez de seu estomago. — Lá vai. Sente que tão molhada e quente está.

 

Era a coisa mais excitante que ele tinha visto alguma vez em sua vida. Seus dedos, magros e graciosos, movendo-se sobre o suave e empapado pêlo que rodeava o inchado casulo de seus clitóris, separando os inflamados lábios, rodeando a pequena parte endurecida.

 

— OH sim, carinho... —ele a respirou, quase ofegando de excitação— desliza seus dedos abaixo, Roni. Quero vê-la fodendo-se. Vê-la separar essa bonita vagina com seus próprios dedos.

 

Ela choramingava, ruborizada, seus suaves olhos azuis deslumbrados pela luxúria quando seus quadris se sacudiam.

 

— OH, essa é uma boa garota. —Suas mãos apertaram as coxas dela quando observou seus dedos deslizar-se abaixo para a estreita fenda, dois de seus esbeltos dedos deslizando-se até o primeiro nódulo dentro das tentadoras profundidades sua vagina.

 

— Sente como de quente é seu doce sexo. —Ele logo que podia obrigar às palavras sair de sua boca.— Vou fodê-la tão duro e por tanto tempo que nunca esquecerá o que é ter meu pênis te possuindo. —Sua mão se sacudiu com força, um grito rasgou seu peito quando seus sucos cobriram seus dedos.

 

Seu pênis era uma pulsação agônica agora. Sustentando seus pequenos pés no bordo da mesa, usou uma mão para separar seu sexo, a outra para empunhar seu pênis, para aliviar a pressa estúpida que lhe impelia até o interior dela e que ele fundiu com sua mesma alma.

 

— Estou morrendo. —Seu lamento ressonou com um pouco de medo, espessado com luxúria, emoção e desespero.

 

Seus dedos se afundaram em sua vagina outra vez. Atirando para trás. Empurrando dentro enquanto seus quadris se elevavam do da mesa em resposta.

 

— Bravo, carinho. —Gemeu ele— Alcança seus finos e escorregadios dedos nesse doce suco da sua vagina. Porque você vai me alimentar com ele, me deixe chupá-lo de seus bonitos dedos enquanto te fodo como louco.

 

Ela gozou. Ele observou, o modo em que seus clitóris se inchou ainda mais, pulsou e brilhou. A carne dilatando-se ao redor do aperto por seus dedos, e espasmos, quando seu desesperado choramingo de gozo sussurrou além de seus lábios. Taber sabia que já não esperaria mais.

 

Ele agarrou seu pulso, atirando para liberar seus dedos, fazendo uma careta de prazer doloroso pelo som de sua apertada vagina chupando os dedos dela ao sair. Pressionando intimamente, ele introduziu a cabeça de seu pênis na pequena abertura quando seus olhos encontraram os dela. Ele levou seus dedos a seus lábios, gotejando com redemoinhos de sua rica nata, e chupando um dentro de sua boca quando ele mergulhou seu pênis profundamente dentro de sua vagina.

 

— Demônios. —Suas costas se arquearam. Os firmes e apertados músculos de seu sexo o sugaram, fechando-se sobre sua ereção como um sedoso torno, ordenhando-o ritmicamente.— Doce Roni, —ele gemeu ao redor de seus dedos. - É uma boa garota. OH sim, bom, carinho. Ordenha meu pênis.

 

Seus gritos eram constantes agora, choramingando pequenos sons, o sussurro de seu nome, a erótica súplica de que a fodia duro, profundamente. Mas ele desejou permanecer simplesmente assim, seu pênis estirando-a, os lábios de seu sexo quase esmagados pela largura da carne que empurrava dentro dela.

 

— Tão bonito. —Ele lambeu seus dedos da última gota de erótica nata antes de lhe colocar a mão sobre a mesa, pressionando-a ali firmemente, uma silenciosa demanda de que não se movesse.

 

Ela o olhou fixamente, seus olhos muito abertos, seus lábios úmidos quando ela tentou respirar além da excitação estabelecida no ar ao redor deles.

 

Seu olhar fixo caiu sobre suas coxas, um ronrono primitivo de conquista escapando de seu peito.

 

— Minha xoxota. —Ele retrocedeu depois, olhando seu falo escorregar quase livre dela, reluzente com os íntimos sucos escorregadios que fluíam dela.— Minha bonita, xoxota quente. —Ele moveu o pênis duro desesperadamente retrocedendo dentro dela, amando seu feroz aperto, contendo seu orgasmo com cada respiração de maneira que ele pudesse saborear o quase doloroso aperto de seus músculos sobre sua carne.

 

Seus testículos se contraíram suspensos e duros sob sua ereção, pulsando com a necessidade de liberar sua quente carga de esperma dentro das sedosas profundidades de sua vagina. Seu corpo estava rabiando. Garras afiadas de sensação se moveram rapidamente por sua coluna vertebral quando ele saiu dela outra vez, só para voltar a entrar lentamente, gemendo de puro prazer ao olhar seu pênis entrando nela, sentindo-a lhe capturar, sua vagina soluçando por ele.

 

— OH carinho, tão bom. —Ela se apertou de novo nele quando a cabeça de seu falo se afundou na entrada de sua matriz, apertando, acariciando.— Esse é meu doce bebê. Tão estreito e quente ao redor de meu pênis. Deus, amo foder-te, Roni.

 

Mas ele não podia combater a necessidade que apertava cada célula em seu corpo por muito mais tempo. Seu sexo era um inferno ao redor da grossa carne fodendo dentro dela, esticando-se nele com cada ataque quando suas intensas súplicas estremeceram sua mente.

 

Ele foi incapaz de parar a velocidade crescente de cada penetração, sua mente consumida pela excitação pura de sepultar seu membro dentro dela, sentindo a branda carne enluvá-lo, apertando-se nele. Sua liberação estava a só segundos de distância. Ele pôde sentir que a pua debaixo da cabeça de seu pênis começava a alargar-se, preparando-se para fechar-se dentro dela, para liberar sua carga de sedoso sêmen, preparado para fazer erupção da cabeça de seu membro.

 

— Carinho. —Ele se moveu dentro dela duro e profundo agora, os úmidos sons de seu falo penetrando e sua vagina amamentando, enchendo o ar.

 

Ele não podia mergulhar-se dentro dela o bastante rápido, o suficientemente duro, não podia ter o suficiente do tato de sua vagina apertando-se nele. Mais estreito. Mais ajustado.

 

— Sim, goze, sim. —Ele agarrou suas coxas mais firme quando sentiu sua vagina tremer, ondear, então empurrou baixo ele com toda a força que tinha rugindo de deleite quando ela se liberou embaixo ele.

Ele já não podia resistir mais. Ele jogou sua cabeça atrás, o suor jorrando de seu cabelo, de sua cara, quando ele perdeu seu domínio sobre a realidade. A pua prolongou sua longitude total, lhe encerrando dentro dela quando pressionou firmemente dentro e atrás em sua vagina, retendo-o dentro enquanto liberava sua preciosa carga em seu fértil corpo.

A sensível extensão prolongou a deliciosa agonia de sua liberação, fazendo seu corpo tremer, convulsionar-se, enquanto outro rugido se rasgou através dele. O animal estava triunfante, o homem impressionado pelo poder da emoção pura que fluía dele. Dela. Sua mulher. Sua vagina. Todo dele.

 

— Taber, temos movimento fora da casa. Envio ao Dawn e a Sherra para proteger ao Merinus e Roni em suas habitações, mas te necessito aqui fora. —A chamada entrou depois de meia-noite, poucas horas depois de que Taber e Roni caíssem esgotados de sono.

 

Ele a tinha levado aos seu quarto depois do gozo tão exaustiva no escritório. Só para dormir, tinha-lhe assegurado ele. Eles não tinham abandonado o quarto exceto para comer durante o resto do dia.

 

A sonolência fugiu de seu cérebro ante o abrupto anúncio do Kane.

 

— Estou de caminho. —Disse ele silenciosamente enquanto se movia pela cama.— Estão muito perto?

 

— Muito perto. Tenho a homens que asseguram o exterior da casa. Ty e Calam cuidarão o interior. Há ainda muitos ocos que não conseguimos tampar ainda. Manterei-te a par de tudo.

 

— Foda. —Taber blasfemou de uma vez que sacudia seu jeans do chão e se precipitava para as armas que guardava no armário do quarto de banho. Roni estava só a uns passos detrás dele.

 

— Isto se está convertendo em um hábito asqueroso. —Ela resmungava enquanto se colocava um par de calças suarentas do chão e a camiseta que lhe lançou. Merinus ia ficar sem roupa logo, se ela não conseguisse conseguir algo para ela.

 

— Permanecerá no quarto. Dawn estará aqui em um minuto para ficar contigo. —Ele a pediu brandamente— Fecha as cortinas e te afaste das portas do balcão. Estará segura aqui. Não quero que te arrisque a fazer qualquer movimento pela casa neste momento. Dawn sabe o que faz, carinho. Só grita se me necessita.

 

Lhe deu a pistola que tinha tirado dela a noite antes e os acessórios antes de recolher o fuzil automático da prateleira que estava colocado na parede.

 

— Disparar primeiro e perguntar mais tarde. Recorda? —Ela ficou suas sapatilhas de esporte e as atou rapidamente depois de que ele cruzasse a habitação.

 

Ele se moveu com cuidado, com o corpo tenso, preparado para a ação. Roni não falou, só seguiu seu exemplo quando ele se moveu pelo dormitório, fazendo uma pausa na porta que lhe conduzia à sala e olhou fixamente para ali atentamente.

 

— Estará segura aqui. —Ele se deu a volta, pressionado seus lábios com os dela em um beijo rápido e duro antes de que se movesse para a porta.— Fecha com chave a porta detrás de mim e não deixe entrar em ninguém, Roni. A ninguém salvo eu. Entendeste-me?

 

Lhe olhou fixa e atentamente.

 

— Entendo. Melhor que ninguém, mas e você?

 

— Boa garota. —Sua voz saiu de modo sedutor. E lhe olhou com cenho franzido por sua própria reação.— Fecha com chave a porta agora.

 

Ele a abriu devagar, movendo a folha da porta devagar, seu elegante corpo se moveu pela casa em que ele tinha vivido todo sua vida apanhado em uma rede de perigos. Ele estava tão acostumado ao perigo que inconscientemente se movia com cuidado, não importasse para onde se dirigisse ou o que fizesse.

 

Ele transpassou a porta, esta se abriu com um pequeno ruído, a figura silenciosa de sua irmã entrou na habitação. Jogando uma ligeira olhada para ela, Taber fechou o painel brandamente detrás dele. Roni girou a fechadura rapidamente, logo deslizou o trava de aço em seu lugar. Fechando com chave seu dormitório mais fortemente que algumas pessoas faziam com suas casas. Ela pôs sua cabeça contra o grosso painel de madeira, lutando contra as lágrimas que já derramava em seu pensamento.

 

Ela não podia ouvir nada ou a alguém fora da porta. Sabia que o pesado atapetado teria amortecido a maior parte das pegadas, mas também sabia o número de homens que dormiam na casa só para sua maior segurança. A Casta não tomava à ligeira a possibilidade de perder à esposa de sua líder e a mãe do primeiro menino desta Orgulhosa Casta. Todas as precauções foram tomadas para proteger ao Merinus e ao Roni de qualquer ameaça.

 

— Ele estará bem. A voz do Dawn era suave, um som doce, quase como um ronrono quando ela falou detrás do Roni.

 

Roni expulsou o fôlego profundamente, apartando-se da porta quando se deu a volta para confrontar à outra mulher. Taber lhe havia dito que Dawn era de uma Classe da Puma, seu DNA misturado com o dos solitários e elegantes gatos de montanha. Embora, ela acreditou que ela deveria ter sido mas bem um gato listrado.

 

Ela era magra, quase frágil. Vários centímetros menor que Roni, e apesar do fato de que era vários anos mais velha que Roni, parecia uma adolescente. Uma adolescente muito jovem, até que via o fuzil automático que levava sobre seu ombro como se fora uma prolongação de sua pessoa, ou até que examinava seus atormentados olhos.

 

Dawn se movia incomodamente enquanto Roni olhava fixamente na débil luz que apenas se filtrava pela outra habitação. Olhou sobre seu ombro, o grosso cabelo castanho avermelhado que apenas chegava aos ombros da outra moça, com sua cara em forma de coração.

 

— Obrigado por ficar comigo. —Disse Roni brandamente, dirigindo-se para o canapé, de uma vez que movia as mãos com nervosismo. Ela pôs a arma na almofada a seu lado quando se enroscou na esquina, olhando à outra mulher.

 

Dawn foi falar seguidamente, de uma vez que tomava assento na cadeira frente a ela, apoiando o rifle contra seu joelho enquanto olhava ao Roni com tímida curiosidade.

 

— Taber é um de nossos melhores guerreiros. —Disse brandamente, com voz melódica.— Ele não deixará que ninguém chegue até este lugar. E se eles o fizessem, eu não lhes deixaria passar por diante da porta.

 

Esta última declaração foi emitida com dureza. Havia apenas a suficiente luz para poder ver, mas Ron pôde vislumbrar um brilho de raiva em seus olhos.

 

Roni não tinha tido a possibilidade de dirigir-se realmente ao Dawn, ou qualquer dos outros membros de família que sabia que permaneciam na Sandy Hook. Nem que alguém realmente pudesse ter visto o Dawn. Ela raramente era vista na pequena cidade, e quando ia, raramente falava com alguém. Havia algo muito silencioso, muito angustiante nos tranqüilos rasgos de sua cara. Como se ela levasse uma capa de pesadelos em cima, em todo momento.

 

— Esta fazenda é magnífica. —Disse Roni finalmente, desesperada-se por manter outra classe de conversação com a mulher. Ela tinha que concentrar-se em outra coisa que os perigos que possivelmente Taber estaria padecendo fora.— Como o encontraram?

 

Um pequeno e zombador sorriso brincou na plenitude exuberante dos lábios do Dawn.

 

 

— O Estado nos deu isso, realmente, junto com uma pequena soma global do dinheiro para ajudar a encontrar às outras Castas. Vários dos membros de Conselho eram membros com altos cargos em nosso governo. —Sua voz soou carnal, sonolenta.

 

— Quantos estão ali por agora? —Perguntou Roni com curiosidade.

 

— Até agora, temos quase cem Castas de Felinos naquele sítio trabalhando para assegurar nosso lugar na sociedade de Washington. Mas entram mais mensalmente... —Sua voz se acalmou, como se pensar naquelas pessoas tivesse golpeado uma corda que lhe produzia dor dentro de sua alma.

 

— Sinto muito. —Roni não sabia o que dizer.

 

Um sorriso suave cruzou pelos lábios do Dawn, enchendo sua expressão.

 

— Não o sinta, Roni. Estamos vivos, e não é isso o que conta? —Era óbvio que ao Dawn tinham feito essa mesma pergunta freqüentemente.

 

O que era isto para ela? Roni nunca tinha entendido a aura tranqüila que sempre rodeava à outra mulher. Tinha visto os homens do condado quando eles estavam ao seu redor. Homens ásperos e fortes de repente se abrandavam, e só eram homens com sorrisos gentis. Homens que freqüentemente teriam feito proposições lascivas a qualquer mulher que fora tão formosa como Dawn, tinham dirigido o olhar para o chão, mostrando vergonha em suas expressões.

 

Seu aspecto não era tão excepcional para fazer parar o tráfego. Ela era magra, delicada, com um grosso cabelo sedoso e grandes olhos marrons que sempre pareciam te enfeitiçar. E possivelmente assim era, pensou Roni. Seus olhos pareciam contar histórias de uma Dawn que nunca tinha sussurrado.

 

— Todos me olham assim. —Dawn sacudiu sua cabeça ante a confusão aparente ao notar como Roni a olhava.

 

Roni suspirou profundamente.

 

— Sinto muito. Parece... tão triste. Acredito que antes não me tinha precavido do por que.

 

— E o faz agora? Não havia nenhum insulto em sua voz, só uma cansada aceitação.

 

 

— Não acredito que não. —Roni sacudiu sua cabeça devagar.— Penso que é mais que a situação, mais que sua entrada na sociedade. Que idade tinha quando Calam te resgatou dos laboratórios?

 

E houve uma resposta. Quando seus olhos brilharam. Pesadelos, lembranças e terror.

 

— Eu tinha quinze anos. Sherra tinha dezoito. Isso passou faz mais de dez anos. Parece que foi ontem, em algumas ocasioões. —Ela sacudiu sua cabeça, um cansado sorriso cruzou sua cara— Eles nos fizeram lhes dizer tudo sobre os laboratórios durante as audiências do Senado e as provas fechadas de alguns membros do Conselho. Sherra chorou. —Sua voz decaiu— O que lhe fizeram nos laboratórios, antes que nos Calam tirasse. Ela nunca tinha chorado assim desde nossa fuga. Calam a recolheu do banquinho das testemunhas e a levou da sala do tribunal. Logo passaram semanas antes que pudesse despertar sem chorar.

 

— E você? —Roni lhe fez a pergunta brandamente.

 

Dawn sacudiu sua cabeça, baixando-a antes de lhe dirigir uma suave e rota sorriso.

 

— Eu somente não posso dormir, Roni. Não durante muito tempo e tampouco profundamente. Com que fim uns monstros podem tomar uma e outra vez e outra vez? —Ela se estremeceu e subiu seus pés até o peito, sua postura favorita, seus olhos de repente se entrecerraron quando a arma se soltou de seu agarre.

 

— O que...?

 

— Shhh, —vaiou Dawn brandamente— escuta.

 

Ela o escutou então. Um arranhão, uma raspadura nas portas de balcão. Seus olhos se alargaram pelo terror quando agarrou a pistola, o movimento ao longo da parede, cuidadosamente foi ficar tão longe das portas de cristal como foi possível.

 

Dawn se moveu como uma sombra então. Ela pulsou seu micro, baixando o de sua posição ao dorso de sua cabeça, ajustando o microfone para assim escutar atentamente. O arranhão chegou outra vez, seguido de um cuidadoso andar arrastando os pés até as portas.

 

— Alfa um. Temos um intruso. —A voz Dawn era tão suave que apenas Roni a escutou enquanto a outra mulher se movia para ela, cobrindo-a ao tempo que o fazia gestos ao dormitório.

 

Colocando com cuidado sua arma sobre seu ombro, Roni se moveu silenciosamente ao redor do quarto, com sua respiração estrangulada lutou por manter o medo sob controle.

 

Ela chegou até a porta do dormitório e se parou. Uma lenta diapositiva da porta do balcão chegou a seus olhos antes que estes voassem com alarma para o Dawn.

 

— Foda!. Estão aqui! —A voz do Dawn era suave quando voltou a falar pelo micro comunicando-se, como Roni não avançava a outra mulher lhe fez gestos e elas se dirigiram rapidamente à porta do dormitório.— Saímos. Saímos. —Ela deslizou as fechaduras até ficar livres, abrindo a porta ao mesmo tempo em que ela comprovava rapidamente fora, antes de sair do quarto.

 

Roni a seguiu rapidamente, seu dedo se colocou no gatilho da arma quando o sustentou lista, comprovando detrás seu freqüentemente, tentando escutar algo por cima das palpitações de seu coração. O vestíbulo estava escuro, silencioso, enquanto se moviam rapidamente com o passar do corredor.

 

— Dirigimo-nos à habitação do Merinus, Taber. Estaremos ali. Agora eles nos pisam nos calcanhares. —Dawn abriu a outra porta e elas se moveram quando escutaram as maldições repetitivas da porta aberta da habitação do Roni e Taber.

 

Dawn fechou com chave a porta com um movimento silencioso e se voltou por volta do quarto. Merinus e Sherra esperavam, abraçadas, as duas olhavam à escuridão de ao lado das portas de balcão que aquela habitação também tinha.

 

Mas a habitação do Merinus e Calam não era uma suíte. Era só um dormitório grande completamente aberto exceto pelo quarto de banho anexo.

 

— Eles se movem para nós. —Sherra comunicava com seu próprio transístor e Merinus se moveu para o centro do quarto.— Eles sabem a posição dos dormitórios e sabem que somos alvos fáceis. Meu Deus, Kane, me consiga um pouco de ajuda aqui.

 

— Taber e Calam estão em caminho. —Disse Dawn quando todas elas se moviam rapidamente para o único refúgio que tinham.

 

O quarto de banho era tão grande como o do Taber, mas havia poucos sítios que poderiam ser usados para parar uma bala. Roni se colocou diante do Merinus por instinto. Dawn e Sherra as pressionaram para trás, somente, para proteger as de alguém que tentaria atravessar a entrada. Prioridades, pensou Roni tristemente.

 

Sherra e Dawn se consideravam a elas mesmas dispensáveis ante as duas únicas companheiras de seus irmãos que tinham lutado a seu lado durante tantos anos. Como Roni se considerava dispensável contra a vida do menino que Merinus levava. E ainda, elas eram todas os objetivos também, porque alguém sabia as debilidades das Castas e tinham encontrado um modo para golpeá-los.

 

Taber tinha prometido ao Roni que ela estaria a salvo. Lhe havia dito que jogasse o ferrolho à porta. Que não abandonasse o quarto. Que ninguém se aproximaria dela. O sabor acre do fracasso cobriu sua boca. Equivocou-se.

 

Ele entrou por detrás da casa agachado, com seu rifle preparado quando varreu com seu olhar a cozinha. Então ficou de pé permitindo que meia dúzia de homens o seguissem na entrada. Seu sangue bombeava com a demanda de precipitar-se escada acima, e enviar a esses bastardos de volta ao inferno, mas sabia que então o risco para o Roni seria maior.

 

Os homens do Kane se moviam nos balcões para apanhar aos bastardos. Agora Taber e seus homens subiriam as escadas para capturá-los nesse extremo. A fúria queimou seus intestinos, batalhando para manter o controle e prosseguir, como ele sabia que tinha que fazer.

 

— Estão na parte traseira. —A voz do Dawn era baixa, firme e acalmada, mas Taber podia ouvir o horror que precedia a cada palavra— Nossa posição está comprometida, Taber.

 

Cada homem tinha recebido a mesma transmissão. Silenciosos como a noite, tão letais como os animais de seu DNA misturado, os homens surgiram das escadas. Capturaram os primeiros quatro fora da habitação de Calam quando eles abriam a porta. Os assassinos nunca souberam o que os golpeou.

 

Taber enrolou seu braço ao redor do pescoço de um e o torceu com um movimento abrupto, um movimento mortal que resultou em um rangido surdo satisfatório. Os outros caíram da mesma forma, só para ser apartados a um lado quando Taber abriu a porta lentamente.

 

Ele entrou encurvando-se, reprimindo seu rugido de triunfo quando encontraram outro grupo de presuntos assassinos na metade do quarto. Seus olhos se ampliaram pela surpresa da força que reuniram quando se voltaram para fugir. Ao mesmo tempo, os homens do Kane caminharam através da entrada do balcão.

 

— OH olhe, Calam, querem jogar. —Taber arrastou as palavras quando a gente levantou sua arma. Atirou-se fora de seu alcance antes de que pudesse apertar o gatilho.

 

— Mantém às mulheres ali, Sherra. —A voz de Calam era fria, mortífera, quando ele caminhou mais dentro do quarto e mostrou um frio sorriso de morte que Taber raramente tinha visto em seu rosto.

 

— Olá, cavalheiros. Se tivessem golpeado a porta, então podíamos ter conversado civilizadamente. —Declarou um poquinhoo à ligeira.— Sua entrada em minha casa deixou muito que desejar.

 

Taber baixou sua arma quando Calam deixou de lhe apontar.— me diga, Taber, o que devêssemos fazer com semelhantes visita descorteses? Seria agradável, ou haveria para um sanduíche noturno?

 

Taber permitiu que o grunhido frisasse seus lábios ao retumbar através de seu peito. Ali não havia confusão dos olhares cautelosos que os assassinos estavam dirigindo-se agora.

 

— Perdi-me o jantar, —disse Taber claramente— o que há a respeito de um bocado?

 

Os quatro homens se sobressaltaram assustados quando doze varões totalmente desenvolvidos das Castas Felinas grunhiram em uma ameaça de faminta.

 

— Um momento. —Um deles falou nervosamente, tendendo suas mãos, sua arma mantida em uma maneira claramente pouco ameaçadora quando ele a colocou no piso.— Nenhum dano, nenhuma falta…

 

— Nenhum dano, nenhuma falta? —Calam perguntou brandamente quando ele olhou a arma no piso antes de levantar a cabeça para cravar o olhar no homem com fúria ruminante.— Engano. Irrompeu em minha casa, tentou machucar a minha mulher, e pensa que simplesmente vais sair caminhando daqui?

 

— Só fazíamos nosso trabalho. —A gente agitou sua cabeça desesperadamente— Vamos, Lyons, você sempre nos deixaste ir antes.

 

Taber reconheceu a voz. Um de quão mercenários tinham sido enviados a casa a anulá-los anos antes, ardendo da divertida perseguição preguiçosa, que Calam lhe tinha dado.

 

— As regras trocaram, Brighton. —estalou Calam.— Simplesmente já não vai.

 

— Calam, interrogaremo-los primeiro. —Kane entrou na habitação, olhando às Castas cautelosamente— Sabe o resultado.

 

— Sei que estão mortos. —Era como se o mesmo ar se acalmou com o anúncio.

Não havia clemência na voz de Calam, nenhuma fraqueza.— Enviaremo-los de retorno a seus donos em pedaços. Não é assim como enviaram o mês passado a nosso explorador?

 

A mandíbula do Taber se endureceu com a lembrança disso.

 

Os quatro assassinos se moveram nervosamente dentro do quarto.

 

— Vamos. —Calam os desafiou— me mostre o que faria. Pessoalmente, cheiro o fedor de um covarde.

 

— Calam... —Taber lhe advertiu cuidadosamente— Atrás, homem. Este não é momento para os enganos.

 

O engano era uma morte acidental.— Pensa no Merinus e o bebê. Ela teria que seguir sem ti.

 

— Calam. —Sua voz foi débil, assustada.

 

— Kane, saca esta merda daqui. Encerra-os acima com os outros bastardos que agarrou até que executemos o lixo. Enviaremo-los logo. Talvez em pedaços.

 

Era uma ameaça que empurrou aos intrusos a entrar em ação. Uma labareda de luz brilhante perfurou a escuridão, deslumbrando-os quando os assassinos fizeram sua luta para a liberdade. As armas caíram quando as Castas usaram seus sentidos bem afiados por anos de cativeiro. Não poderiam ver, mas podiam cheirar, ouvir e saborear o mal fluindo ao redor deles.

 

A faca do Taber saiu da capa quando localizou ao primeiro homem. A arma fatiou através da carne, cortando a veia jugular. O sangue regou ao redor seu quando deixou cair ao piso a seu inimigo e se voltou por outro. A brilhantismo da luz se dissipou e se enfrentou cara a cara com a expressão cheia de horror do Roni.

 

A fúria e o pesar o encheram porque ele soube o que parecia. Ele soube, porque ele tinha visto Calam em uma fúria similar. Seus caninos se despiram, sangue cobrindo a parte baixa de sua cara e o peito. O sangue de outro homem. O animal se desfrutou do aroma; a percepção de derrota de seu inimigo, o conhecimento de que esta vez, Taber tinha saído vitorioso. Mas o homem gritava fora sua raiva contra as Parcas, as crueldades, e esse só instante em que sua companheira tinha visto o açougue e o animal dentro dele.

 

O angustiador rugido que ecoou através da casa foi de fúria, dor e um protesto contra as realidades de uma vida que nunca pediu, nunca imaginou. Um protesto contra a perda da inocência que ele vislumbrou nos olhos do Roni.

 

O rugido foi diferente a algo que Roni tinha ouvido ou visto alguma vez. Cravou os olhos no Taber quando este voltou sua cabeça, o peito lhe inchou com um som primitivo de raiva e angústia que surgiu de sua garganta.

 

Todo mundo se acalmou. Os assassinos jaziam inertes. Não tinha havido misericórdia. Roni não a esperava de nenhum. Mas ela não tinha previsto ver a dor amarga e furiosa nos olhos do Taber, quando deixou cair ao atacante sem vida. O sangue o cobriu, manchando sua bochecha, seu pescoço, o tecido negro de sua camisa, e correndo em um riacho para o chão de madeira debaixo seus pés.

 

Que Deus a ajudasse! Como ia aliviar tanta dor? Queria correr fazia ele, limpar o de sangue e murmurar quão agradecida estava de que seguisse com vida, mas estava paralisada no piso, ruborizou-se quando compreendeu que Taber não teria querido que ela visse o acontecido.

 

Com o som de sua fúria que ressonava ao redor deles, sua cabeça baixou, seus olhos verdes brilhando com uma intensidade que ela nunca tinha visto antes e com uma expressão que a aterrorizou. Suas pernas cortaram a distância entre eles, quando ele se aproximou para agarrar seu pulso e sacudindo-a com força, dirigiu-se apressadamente para a porta.

 

— Taber... —O protesto de Calam foi calada quando Taber se girou, com uma expressão tão ameaçadora, tão exigente, que o outro homem deu um passo atrás, negando com a cabeça arrependido.

 

— Caray, Calam, o detenha. —A voz do Merinus se encheu de medo quando Roni foi tirada da habitação.

 

Ninguém pararia ao Taber. Ninguém lhe poderia deter embora quisessem. A violência e a luxúria formavam um redemoinho a seu redor, apertando-se dentro de seu corpo enquanto o animal surgia à superfície mais perto do que nunca tinha estado. Roni nem sequer tratou de lhe deter. Ela o seguiu, quase correndo para impedir de ser arrastada detrás dele, seu coração troava em seu peito e a sacudia rasgando seu corpo.

 

Logo que tinha pego ao assassino antes de que o outro homem tivesse deixado solto o dedo no gatilho da metralhadora que sustentava. As balas teriam atravessado o quarto de banho, possivelmente matando a todos eles. Ela recordava muito claramente, observar como a faca partia a carne humana, o ódio e a surpresa na cara do outro homem e como seu olhar fixo se fechava em torno dela.

 

Taber a atirou no dormitório, fechando de repente a porta detrás deles antes de que lhe desse volta. Ela não teve tempo para ofegar, quando já lhe estava rasgando a camisa por suas costas, deixando seus peitos nus com os mamilos duros, enquanto trabalhava no fechamento de suas calças jeans.

 

— Taber... —Ela não sabia o que dizer, o que fazer.

 

— Minha. —Ele ensinou os dentes quando deslizou seu jeans por seus quadris, liberando a desesperada ereção que tinham estado contendo.

 

Ela gemeu quando a alcançou, rasgando as calças para liberar a do tecido. Impulsionou-a contra o braço acolchoado do sofá, lhe levantando a perna para empurrar seu duro e grosso pênis nas sensíveis profundidades de sua vagina.

 

Roni se arqueou em seus braços, um grito estrangulado rasgou sua garganta, quando o prazer queimou seu corpo, ainda com a dor açoitando seu coração. Seu olhar fixo estava conectado com a dele, nela viu a fúria, a amargura e a aflição que ninguém deveria ter que agüentar. O sangue manchou sua cara e seu pescoço. Seus olhos brilharam intensamente com remorso...... com fome.

 

— Roni... —Sepultado por completo dentro dela, sua voz se quebrou quando fez uma pausa, uma pequena amostra de prudência substituindo o horror em seus olhos.— Roni...

 

Ela cobriu seus lábios com os dedos tremendo.

 

— Me sinto tão molhada, para ti. —Murmurou com um sorriso amargo.— Quanto te amo, dentro de mim, de qualquer maneira que me necessite, em qualquer lugar que me necessite.

 

As lágrimas encheram seus olhos quando ele piscou em cima dela. Parte da intensidade selvagem se desvaneceu, deixando em troca uma tristeza lhe esmaguem.

 

— Ele me teria matado e possivelmente também ao Merinus. —Murmurou ela, um segundo antes que ele movesse seus quadris avançando convulsivamente, para acariciar meigamente com seu pênis, a sensível vagina em uma demanda silenciosa.— Amo-te, Taber. A todos vós. —Ela lançou então um grito.— Amo-te...

 

Ele gemeu. Um som baixo, pesado cheio de remorso, com agradecimento. Aproximou-a contra ele, acomodando sua cabeça em cima do ombro não manchado, enquanto suas mãos agarraram suas nádegas, enquanto seu pênis se movia dentro dela.

 

Com golpes largos e lentos que acariciavam o interior de sua vagina, ele beijava sua garganta, seu pescoço. As coxas se atavam tensos nas costas, os movimentos deliberadamente cuidadosos nunca reduziram sua marcha.

 

— Minha... —murmurou outra vez.— Minha mulher. Meu amor.

 

Seus impulsos aumentaram, sua respiração dura e pesada, seus quadris propulsando a feroz ereção tão profundamente, com tanta força como ele podia, quando ela apertou seus ombros, suas pernas se sujeitavam ao redor de seus quadris, agarrando-se como se o fora a vida, quando ela sentiu que milhares de sensações se rompiam dentro dela, culminando em um clímax nunca vivido.

 

Segundos mais tarde, ela sentiu como se convulsionava em seu interior, ouviu um gemido e um pequeno grunhido faminto, então exploda duras e acaloradas de sêmen saíram a jorros enchendo as apertadas profundidades de sua vagina.

 

— Sinto muito. —Murmurou ele contra seu pescoço, uma careta amortecia sua expressão, embargada com lágrimas ou suor, ela não estava segura.— Estou de causar pena de que tenha visto o que tive que fazer.

 

— Não, Taber. —Suas mãos acariciaram seu cabelo, seus ombros.—Nunca sinta pesar. Amo tudo o que é. Todos vós.

 

Tal aceitação não deveria ter sido possível. Pensava Taber debaixo da ducha de água quente, seus olhos fechados, sua mente limpando-se lentamente da fúria de sangue que lhe havia possuído, rememorou o que sentiu quando tinha visto esse bastardo em condições de disparar com a metralhadora em direção às mulheres. Roni o tinha ajudado a lavar-se, suas mãos o limparam a fundo. Ela tinha lavado o sangue de seu cabelo, de sua cara e tinha procedido a limpar cada polegada de seu corpo com uma sedosa mescla de sabão e esponja.

 

O vapor quente e o perfume do sabão encheram o espaço da ducha. Os sons da água precipitando-se sobre ele e os murmúrios do Roni em sua mente lhe encheram. Com cada enxágüe e ensaboamento de seu corpo, ele sentia que igualmente sua alma se esvaziava da fúria. Com isso veio um cansaço terrível que o arrastava, não queria nada mais que enroscar-se ao lado do Roni e dormir. Mas tinha deixado tanto por fazer.

— Tudo feito. —Murmurou amavelmente ela enquanto beijava seu ombro, suas mãos acariciaram a pele molhada, um ronrono involuntário começou a surgir de seu peito.

 

Ele se sobressaltou com o som.

 

— Shhh... —Ela se aconchegou contra seu peito, beijando-o, com lambidas suaves incomensuráveis que provocavam.— Sabe quanto amo esse som? Quanto amo saber que te dou prazer? Te agradar?

 

Seus olhos fechados concentrando-se no prazer que se infiltrava em seu interior. Ele nunca tinha sido tão cuidadoso em toda sua vida. E aqui estava ela, tão pequena e delicada, sua voz lhe murmurando, suas mãos lhe acalmando, levando-se quase três décadas de dor quando sussurrava seu amor por ele.

 

— Eles não podem tomar. —Gemeu repentinamente com a emoção rasgando-se dentro dele, seus braços contraindo-se ao redor dela, mantendo-a muito perto de seu peito.

 

— Não poderia viver sem suas carícias, sem seu calor e paixão, Roni. —Sua garganta se sufocava com os sentimentos que o atravessavam tão rapidamente— Mas bem morreria antes de enfrentar tal coisa.

 

— Não deixaremos que me agarrem, Taber. Juntos estaremos bem. —Ela apartou para trás o cabelo de sua cara quando abriu seus olhos, olhando-a fixamente e doendo-se com a beleza que ele via nela.

 

— Não os deixarei. —Negou ele com a cabeça— Terei que matar outra vez...

 

— E será correto que esteja a seu lado, quando o fizer. —Ela estendeu seus dedos sobre seus lábios— Sempre estarei aqui, Taber. Já vamos encarar o problema conjuntamente. Tal como fazemos agora.

 

Merecia-a? Caramba, não, sabia que não, mas também sabia que não havia nenhuma oportunidade de deixar que se separasse dele.

 

Esclareceu-se voz enquanto se reclinava em cima dela, gemendo pela ereção que repentinamente se manifestava entre eles.

 

— Tenho que falar com Calam, —suspirou— Logo nos encarregaremos de outras coisas. —Ele dirigiu o olhar para baixo fixando-se em seu pênis excitado outra vez.

Roni se moveu para apagar a ducha e então agarrou as toalhas grandes que tinha colocado antes de conduzi-lo debaixo da água. Ele a olhava atentamente quando ela o secava como a um bebê.

 

— Seria uma mãe excelente. —Murmurou ele, imaginando-a banhando a seu filho, cuidando-o tão meigamente como fazia com ele ou possivelmente mais.

 

Um rubor suave ruborizou suas bochechas.— Amo aos meninos. —moveu-se detrás dele, acariciando-o com a toalha para secar até a última gota de água de sua pele.

 

— Estará desgostada quando conceber? —Finalmente lhe perguntou esclarecendo-a voz com inquietação.

 

— Deveria havê-lo pensado antes de te impor meu primeiro beijo à força. Antes de te comprometer irremediavelmente. Deveria te haver explicado...

 

— Não teria trocado nada... —Ela se aproximou agarrando outra toalha para secar-se.— Te teria querido de qualquer maneira.

 

Ele se acalmou, quase incompreensivelmente.

 

— Está segura, Roni?

 

Ela fez uma pausa, logo tomou ar profundamente e um sorriso sardônico cruzou sua cara.

 

— Taber, esse pênis tão grande e agradável que tem não é o único que me chamou a atenção quando te vi, sabe. Foi você a quem perdi todos estes meses. Foi você com quem sonhei antes que me tocasse sexualmente. Foram seus beijos que me disseram que tinha o que sempre imaginei. De outra maneira te teria encontrado com meu joelho em suas bolas quando me beijou. Agora está satisfeito?

 

Ele se estremeceu. Não o dizia por dizer. Fazia tal coisa antes.

 

— Entendido. —Inclinou a cabeça rapidamente.

 

— Bem. Agora sei que Calam te aguarda escada abaixo. Vou sentar me comodamente no sofá até que retorne. Kane e alguns outros fixavam as portas de cristais com pernos faz um momento, talvez ainda possa dispor de algumas horas de sonho antes que este lugar fique como louco outra vez.

 

A ela a via exausta. A constante preocupação, as necessidades sexuais e o perigo físico tinham diminuído suas forças.

 

— Passa a noite na cama...

 

Ela negou com a cabeça.— Não posso dormir ali sem ti. Assim te apresse. Estou condenadamente cansada.

 

Ele se vestiu com roupas podas, enquanto ela ficava em cima uma de suas camisas canções maiores, o bordo quase lhe chegava os joelhos; agarrou uma das mantas de reposto e o edredom do dormitório e se dirigiu fazia o sofá.

 

— Retornarei rápido. —Ele lambeu e beijou seus suaves lábios, seu olhar fixo o um no outro enquanto ela se adormecia.— Te apresse e volta. Necessitarei-te logo.

 

Ele podia cheirar a necessidade irrompendo nela. Inclinou a cabeça abruptamente, trocou de direção e saiu da habitação. Ela não podia viver muito mais tempo desta forma, pensou. Estava esgotada, exausta. Se não concebia logo, então sua saúde se deterioraria. Ele se preocupava. Mas que ocorreria quando concebesse realmente? Perguntava-se.

 

Roni estava morta de fome à manhã seguinte. Acordou tarde, deu-se uma ducha e vestido, e se tinha encaminhado imediatamente à cozinha seguindo os aromas de toucinho, ovos e pãozinhos.

 

Quando entrou no quarto iluminado pelo sol, foi encontrar a três mulheres conversando baixinho sobre pilhas de pratos e café fumegante. Sua boca se fez água violentamente.

 

— Na estufa. —Sherra lhe sorriu abertamente quando ela olhou os pratos com esfomeado desespero.

 

— Sinto como alguém tivesse talhado uma brecha em meu estômago. —suspirou Roni— Taber vai ter que instalar uma cozinha nesse maldito apartamento que ele chama dormitório se insistir em passar todo o tempo lá emcima.

 

— Não o quererá por muito mais tempo. —A voz suave e melódica do Dawn fazia surpreendentemente acalmar ao Roni quando ela se voltou a olhar à outra mulher.

 

— Desculpa? —Disse confundida.

 

Dawn se encolheu de ombros.— Você conceberá logo.

 

— E você como sabe isso? —perguntou Roni quando ela levantou um prato da ilha central e se moveu à estufa.

 

— Porque o posso cheirar.

 

— Dawn —Sherra falou admoestando-a.

 

Roni jogou uma olhada quando a outra mulher se encolhia de ombros e baixava sua cabeça a sua comida.

 

— De maneira que o que gostam? —Ela franziu o cenho, verteu uma taça de café e o levou junto com seu prato à mesa.

 

— Não estamos seguros. —Sherra evitou seu olhar.

 

— Dawn parecia bastante segura. É essa uma informação que só podem dar se me matam depois?

 

Merinus sufocou sua risada, embora Sherra franziu o cenho de maneira condenatória.— Não, mas possivelmente é algo que você não queira ouvir ainda.

 

Roni percorreu com o olhar ao Dawn.— me dê uma previsão de tempo e veremos quão boa é. —Ela empurrou um garfo cheio de ovo até sua boca quando Dawn se voltou para ela com surpresa.

 

— Dentro das seguintes setenta e duas horas —disse ela finalmente, e tão suave como era, sua voz era mais segura.— Notei-o com o Merinus, justo antes de que ela e Calam se vissem forçados a correr pelo Conselho. Vi-a possivelmente três dias mais tarde, e ela já tinha concebido. Seu aroma é similar.

 

— E como funciona isto do aroma? —Roni se tragou os ovos e ficou com o olhar fixo nas outras mulheres.

 

Era intrigante o simplesmente que as Castas podiam adquirir tais sentidos. Eram completamente humanos, sem importar a propaganda que Roni estava segura estavam pulverizando. Mas os presentes que seu DNA animal lhes deu eram assombrosos.

 

— É simplesmente uma mudança nas feromonas. —Dawn encolheu os ombros.— Como se uma fruta delicada e especial maturasse lentamente. Parece que qualquer mudança que se produz nos ovários e os óvulos, produz este aroma enquanto progride.

 

Roni olhou ao Merinus. A mudança do ovário? Seu estômago caiu com um súbito medo puxador.

 

— O bebê é completamente normal. —Merinus riu— Temos feito várias ecografias e as demais prova pré-natais mostram que tudo está bem. Você conceberá a um menino normal ou uma garota. Prometo-te que não será nenhum gatinho, como Kane está acostumado a brincar.

 

A fúria acendeu os olhos da Sherra.

 

— Com permissão. Tenho trabalho para fazer.

 

Roni a olhou com surpresa, quase perdendo o remorso que bateu as asas através do rosto do Merinus quando Sherra ficou em pé e depositou seu prato na pia.

 

— Dava a Calam que estarei patrulhando se me necessita, —Sherra disse ao Merinus enquanto atravessava o quarto— E dava ao Kane que se foda...

 

Roni fez uma careta de dor.

 

— Esse é seu problema. —Merinus suspirou quando ela percorreu com o olhar ao Dawn.— Não lhe permitirá tocá-la.

— Não a culpo. E é momento de que eu também vá. Tenho um bate-papo com o senhor. Andrews em só uns minutos. Não o precisamos publicando mais transmissões.

 

Roni se acalmou, sua xícara de café se balançou em seus lábios enquanto seus olhos se aumentaram. Ela colocou a xícara sobre a mesa cuidadosamente quando as ramificações dessas poucas palavras a golpearam como um punho no estômago.

 

— Ele é a razão de que eles soubessem no que quarto estávamos. —Ela compreendeu dolorosamente, tragando firmemente quando a comida que se tragou ameaçou retornando— Ele lhes disse onde estávamos.

 

Merinus suspirou pesadamente.— Não podemos estar seguros, Roni. Ainda rastreiam a transmissão.

 

— Ele enviou uma transmissão ontem e ontem à noite fomos atacados. Os homens encontraram cada debilidade em segurança que possuía a propriedade por pura sorte, verdade? —Ela tragou amargamente enquanto ficava de pé.— Ele quase fez que matassem a todos e ele ainda está aqui, lhe dando a oportunidade de tentá-lo de novo.

 

A fúria rasgava através de seu peito. Querido Deus, o que teria que fazer para neutralizar a ameaça de seu pai que sempre tinha estado dentro de sua vida? Ele simplesmente estava desenvolvendo mais sua decisão de destrui-la que o que tinha estado anos antes.

 

— Roni, Calam e Taber o custodiavam —disse Merinus brandamente.— lhes permita fazer o que têm que fazer.

 

Roni a olhou com dureza, vingativamente.— Acredito que não, Merinus. Não esta vez. Não de novo.

 

Roni não estava muito contente com o Taber. Sua negativa durante todo o dia a despachar ao Reginald, ou a dar permissão a ela para averiguar que diabos queria só fez que seu medo aumentasse. Ele era perigoso, para ela e para o Taber. Já o tinha demonstrado. A batalha que ela tinha liberado com o Taber só tinha provado o fato de que Reginald se estava fazendo mais confabulador, mais mau que nunca antes. Eles não tinham podido provar que ele tivesse feito a transmissão. Só o suspeitavam. Para poder deter efetivamente qualquer ameaça que representasse, tinham que estar seguros. Do mesmo modo em que tinham que ter sabor de ciência certa com quem estava trabalhando.

 

Os homens que tinham atacado a noite passada não eram mais que mercenários. Às vezes trabalhavam para o Conselho, às vezes trabalhavam para outras fontes. Havia mais de uma fonte dispersa pelo mundo que tinha decidido que as Castas não mereciam viver. Reginald, se estava envolvido, era simplesmente um mais de tantos.

 

Ele era seu pai. Era o homem que sua mãe tinha amado. Sua doce e gentil mãe. Roni descansou sua cabeça contra o frio cristal da porta do balcão e lutou contra a dor que lhe rasgava o peito.

 

Margie Andrews tinha tido uma das mais amáveis e mais gentis almas. Roni com muita dificuldade a recordava, mas recordava como soava sua mãe, as suaves canções de ninar que lhe cantava, as promessas sussurradas de uma vida melhor. E recordava a sua mãe chorando.

 

Era uma das lembranças mais vívidas de sua infância. Os prantos de sua mãe, amortecidos, implorantes, enquanto rogava piedade ao Reginald. Por favor, Reggie. Por favor, não me faça mal…

 

Roni se sobressaltou, como se as palavras tivessem ressonado em sua mente. Era sua última lembrança de sua mãe. As últimas palavras que lhe tinha ouvido pronunciar ao Margie. A manhã seguinte sua mãe se foi a trabalhar, e uma hora mais tarde estava morta.

 

— Débil zorra, —tinha murmurado Reginald no funeral— Não lutou o suficiente.

 

Roni nunca tinha estado segura do que ele tinha querido dizer com aquelas palavras, mas quando se fez maior, tinham permanecido com ela. Havia ele estado atrás do acidente de sua mãe? Ou tinha sido isso outro de seus murmúrios incoerentes sobre a frágil saúde de sua mãe?

 

Ela se tinha ficado sozinha então, e se sentia sozinha agora. Olhou para a escuridão, lutando contra os antigos medos, contra as velhas feridas. Podia sentir o abismo no que se encontrava, e isso a aterrorizava, o conhecimento crescendo lentamente em seu interior.

 

Sua mãe tinha amado ao Reggie com uma única e obsessiva emoção que tinha apavorado a jovem Roni. Não lhe encontrava sentido ao facilmente que sua mãe se rendia a suas demandas. Ela punha a um lado seus próprios desejos e necessidades em favor dos dele. Ainda mais que isso, punha a um lado os de sua filha. Quantas noites o jantar tinha consistido em um pouco de pão de milho e umas escassas batatas que sua mãe cultivava no pátio traseiro porque Reggie se levou todo o dinheiro? Ou as vezes que ela tinha visto como lhe pegava, gritava-lhe porque elas se comeram as últimas provisões da despensa, deixando que ele as arrumasse por si mesmo?

 

Fechou com força seus punhos. Ela tinha jurado que nunca necessitaria a um homem tão desesperadamente. Tinha jurado que nunca se deixaria a si mesmo ser usada, rota, por amar. E aqui estava, incapaz de romper com o homem que tinha esse poder.

 

Não importava que Taber sempre a tivesse tratado com gentileza, que sempre lhe tivesse dado calor e segurança em vez de seus punhos. Seus medos rabiavam em seu interior, tão quentes e sombrios como o calor que pulsava em sua vagina.

 

Por algum motivo, a Natureza lhes tinha tirado ao Taber e a opção de escolher. Ele era um homem, de sobra adulto, que tinha feito frente a inenarráveis horrores e a seu lado ela se sentia como a menina que temia ser. Assustada. Confundida.

 

Ela quadrou seus ombros, e respirou fundo. Bem, assim que ela sabia qual era seu problema. Esse era o primeiro passo para confrontá-lo, não? Suas emoções a tinham assustado meses atrás, quando se deu conta do profundamente que Taber podia feri-la. Essa carta que pensou que ele tinha enviado a tinha destruído, tinha quebrado uma parte dela. Uma parte de sua luta, que tentava curar-se só agora que ela estava de novo com ele.

 

Quando seu coração ama, Roni, não se pode lutar contra ele. Recordava as tristes palavras que sua mãe lhe tinha sussurrado uma noite, depois de outro dos ataques do Reginald. Às vezes, proteger a aqueles a quem amas, não importa o que custe, é mais importante que seu próprio coração.

E Roni sabia agora que tinha que encontrar uma maneira de proteger ao Taber. Ele não sabia o vicioso, quão cruel Reginald podia ser. Não devia sabê-lo, ou de outro modo nunca lhe teria permitido ficar. Taber sabia de lealdade, da necessidade de liberdade. Nunca poderia acreditar que seu pai faria o que fora para obter suas próprias metas, inclusive destruir a sua filha. E Roni sabia que sua destruição contribuiria ao Reginald uma grande satisfação. Finalmente. Ele tinha uma arma contra ela, e logo, estava segura, usaria-a.

 

— Ron... —a voz do Taber, tão escura como a meia-noite, ressonou ao redor de seus sentidos enquanto entrava na habitação.

 

Imediatamente o pulsante desejo que florescia através de seu corpo se intensificou. Ela se separou da janela, tirando-a pistola do cinturão e deixando-a em uma mesa próxima enquanto se aproximava dele. Alcançou o vôo de sua camisa e a tirou rapidamente por cima da cabeça.

 

Ele era dele. Maldito fora. Maldito fora Reginald e todos seus medos.

 

Lançou a camisa ao chão e se tirou os sapatos.

 

— Filho de puta... —as mãos dele foram para suas calças jeans.

 

— Tome... —lhe desafiou enquanto deslizava seu próprios jeans por seus quadris e saía deles.— Desafio-te.

 

Havia uma febre elevando-se em seu corpo. Não queria a cama. Não queria sexo gentil e tenro. Queria aquietar as vulcânicas faíscas de calor chamejante em seu interior enquanto jogava a um lado seu controle. Queria lhe apaziguar, enrabietarle, lhe acariciar e lhe sacudir.

 

Seus olhos se estreitaram ao olhá-la. Ela amava isso. A cor verde jade cintilou perigosamente, lhe dando uma aparência primária, depredadora.

 

Ele grunhiu, um trovão felino de advertência enquanto lhe sorria em um desafio sensual.

 

— Poderia, —disse ele brandamente, olhando-a enquanto se movia ao redor dele, mantendo a à vista todo o tempo— poderia te tombar no chão e te montar em um segundo, Roni.

 

Ela tremeu ante a escura advertência. Sua vagina derramou mais de seus escorregadios sucos por entre seus inchados lábios enquanto seu ventre se ondulava em antecipação. Ela viu como ele respirava profundamente, e soube que podia cheirar o incrível calor que enchia seu corpo. esticou-se enquanto o fazia, endurecendo os músculos de seu abdômen enquanto seu pênis saltava de antecipação.

 

— Sabe o que está tentando, Roni? —Perguntou-lhe com voz sedosa enquanto ela se movia detrás dele, aproximando-se mais, alisando suas mãos pelos apertados contornos de suas costas.

 

Como seda selvagem. A suave pelagem que cobria seu corpo fazia cócegas em suas palmas enquanto lhe acariciava. Ele tremeu sob suas mãos.

 

— Pensei que aos gatos gostava de ser acariciados. —Ela se inclinou para diante, contendo a respiração enquanto os duros botões de seus mamilos se pressionavam contra as costas dele.

 

O baixo grunhido que vibrou em seu corpo fez que ela se estremecesse de deleite. Acariciou eroticamente seus sentidos, seu desejo.

 

As mãos dela se moveram ao redor de sua cintura, deslizando-se sobre os apertados músculos de seu estômago.

 

— Estava acostumada a sonhar te tocando. —Murmurou ela enquanto seus lábios acariciavam a tatuagem em seu ombro esquerdo. O rugiente jaguar, com os olhos entrecerrados pela fúria, as orelhas para trás em sinal de advertência.— Sonhava te fazendo gemer, ouvindo o desesperadamente que me desejava.

 

— Desejo-te tanto que me sinto destroçado por dentro por isso, Roni. —Ele permaneceu de pé, tenso, enquanto as mãos dela se moviam por ele.

 

— Posso te aliviar? —Ela apoiou sua bochecha contra seu ombro, ouvindo a solidão em sua voz. A mesma escura emoção que ela tinha sentido durante tanto tempo.

 

Ele tremeu sob suas mãos enquanto o acariciavam por cima de seus próprios endurecidos mamilos.

 

— Alivia-me com cada toque. —Seus braços estavam apertados, seu corpo vibrante pelo férreo controle que tinha sobre sua luxúria.

 

Roni sorriu lentamente. Ela poderia romper esse controle? Ela poderia lhes levar a ambos ao fogo que exploraria por isso? Se sobreviviam a ele.

 

Moveu suas mãos mais abaixo, fazendo cócegas sobre o duro estômago, dirigindo-se infalivelmente para o caule firme de seu pênis que me sobressaía de seu corpo.

 

— Ron... —a palavra sustentava uma advertência incomensurável.

 

— Sim, Taber? —Ela tragou duramente enquanto suas mãos acariciavam a dobra de suas coxas.

 

Ele estava perto. Muito perto. Sentia-lhe preparado para mover-se e saltar. Riu de maneira baixa e profunda ante o primitivo grunhido que saiu de sua garganta quando ele tentou apanhá-la e falhou. Teve a sensação de que essa falha foi deliberada quando se deu a volta e se deu conta de que ele a espreitava lentamente. Moveu-se ao longo da habitação, olhando-o cuidadosamente, mais que consciente da tensão que enchia a habitação com uma consciência sexual tão grosa que se enrolou a seu redor como os fios de uma teia de necessidade.

 

— Vou tomar te... —sussurrou ele enquanto ela rodeava o sofá, colocando sua largura entre eles.— Vou montar te, Roni. E depois vou cavalgar-te até que grite debaixo de mim.

 

Sua vagina pulsou lhe pedindo que se ajoelhasse aí e então. Mas ela não pensava assim.

 

— Já estive aqui, já tenho feito isto. —Lançou ela.— Seja original, nenê.

 

Ele grunhiu. O pulso dela se acelerou. OH, esse era o som mais sexy. Profundo, vibrante de intensidade.

 

Ele se moveu então, um salto fácil e gracioso que lhe fez abrir amplamente os olhos atônita enquanto ele saltava por cima do sofá. Seu segundo de vacilação foi sua perdição. No momento no que ela começava a girar-se para correr, seu braço se dobrou ao redor de sua cintura e a elevou do chão.

 

Roni lutou freneticamente. Seu corpo estava ardendo, sua vagina pulsando desesperadamente enquanto a adrenalina circulava por ela. Corcoveou em seus braços enquanto ele ria, lançando um sob grito de frustração e furiosa luxúria que ressonou na habitação enquanto ele a baixava ao chão.

 

Não houve preliminares. Não fazia falta. A escorregadia nata de sua necessidade empapava suas coxas, fluindo grosa e quente desde sua vagina. Seu pênis surgiu entre o grosso xarope enchendo sua vagina enquanto ela se arqueava, gritando de prazer.

 

— Já estiveste aqui, neném? —Ele golpeou dentro dela cruelmente, suas mãos sujeitando seus quadris implacavelmente enquanto seu pênis empurrava dura e profunda nas escuras profundidades.— Já tem feito isto antes?

 

As profundidades que ele alcançava a fizeram gritar em parte de dor, em parte de prazer, enquanto sua vagina o aprisionava, e suas coxas se apertavam espasmodicamente enquanto ele a fodia com um duro e controlado ritmo.

 

Não era como a primeira vez e só agora se dava conta ela do controle que ele tinha exercido então. Um controle que tinha perdido agora.

 

Ela se pressionava contra cada controlado impulso dele, gritando por ele, com sua vagina aprisionando ao grosso intruso que a estava deixando louca com a necessidade de um orgasmo.

 

— Me fale, neném. —Sua mão se levantou de seu quadril um segundo enquanto ele dava uma súbita e firme palmada à arredondada curva de seu traseiro.— Me diga se já estiveste aqui antes, Roni.

 

O choque a aturdiu então. OH, demônios. Isso se sentia tão bem. Ela choramingou, corcoveando contra ele, avançando contra sua sujeição. Luto contra ele, ofegando ante o prazer de seu forte agarre que a mantinha sujeita enquanto o aguilhão de sua mão em seu culo a castigava.

 

— Já tenho feito isto... —Lhe desafiou, então lançou sua cabeça para trás na agonia do prazer enquanto sua mão aterrissava em seu traseiro uma vez mais.

 

— Fez isto? —Sua mão se moveu de novo, deslizando-se ao longo das curvas, seus dedos acariciando, voltando-a louca enquanto se mergulhavam entre suas coxas, escorregando entre os sucos que compilava dos lábios de seu sexo.

 

— Segue falando, neném —Grunhiu ele enquanto cercava seus clitóris— Vejamos se este velho gato pode ou não te ensinar alguns truques novos. —Seus dedos esfregavam, acariciavam, ordenhavam delicadamente seus clitóris contra os poderosos impulsos no interior de sua vagina.

 

Ela não podia respirar. Roni brigou pelo oxigênio enquanto a quase violenta intensidade de suas sensações atravessava seu interior. Muito, e muito rápido. Podia sentir sua vagina apertar-se, seu ventre convulsionar-se.

 

Quando chegou a explosão ela pôde sentir cada emoção contida em sua alma liberar-se gratuitamente. Seu orgasmo golpeou dentro dela enquanto ela se elevava do chão convulsivamente, seus braços estirando-se para agarrá-lo, lançando em um grito uma súplica estrangulada de misericórdia.

 

— Mais. —Não havia misericórdia.

 

Seu braço se fechou ao redor da cintura dela, levantando-a, sua ereção penetrando mais profundamente em seu interior, colocando-a em um ângulo que mantinha a fera intensidade de sua liberação ressonando através dela. Ela estava ficando louca. Inclusive sua carne se tornou traidora ante sua desesperada necessidade de lutar contra o assustador orgasmo.

 

No instante no que o primeiro passou, ele a introduziu em outro. Seu pênis golpeava dentro dela, fodendo-a com uma demanda implacável que ela não podia negar. Arqueou-se contra ele, suas mãos baixando sobre os duros músculos do braço que a agarrava, lhe apertando, lutando por algum cabo de realidade enquanto de novo era empurrada ao abismo com cada profunda sensação.

 

Estava gritando. Não sabia o que estava gritando, só sabia que as palavras lutavam por ser livres, por ser ouvidas. Amava-lhe. Necessitava-lhe... E então lhe sentiu. Devido à posição em que se encontravam, ela notou a primeira mudança. Seu pênis se apertou, sacudiu-se com força e então pareceu como se a cabeça se espessasse. Outra ereção, mais pequena, saiu dele, encerrando seu pênis profundamente no interior dela enquanto acariciava um ultrasensível molho de nervos oculto ali. Pressão. Carícia. Nesse mesmo segundo ela caiu de repente em um mundo caleidoscópico de explosivas cores, pulsados, sangue emergente e o rugido de um animal. E um conhecimento que ela soube trocaria a ambos para sempre.

 

Roni tivesse preferido esclarecer sua mente, deixar-se ir na segurança do mundo que Taber estava tentando construir para ela. Ao menos, isso era o que pensava que preferia, até umas horas atrás, depois de que as necessidades de seus corpos se encontraram e a prudência começasse a retornar. Foi então quando soube que era o momento de enfrentar-se a sua própria vida.

 

Só tinha 22 anos frente aos 30 do Taber. Mas mais que os oito anos de diferença que lhes separavam, havia todo um mundo de experiência. Ele tinha vivido com medo, com uma inexprimível crueldade e com a morte incluso antes de converter-se em um homem. Tinha conhecido a maldade que enchia as mentes do Conselho, os homens que lhe tinham criado, que lhe tinham treinado. Tinha sido décadas mais velho que ela, inclusive quando era um adolescente.

 

Roni sabia que sua própria experiência ao crescer nem sequer se aproximava da dor que ele tinha conhecido. Ela era um bebê em comparação. Mas também era sua companheira. E queria ser mais. Queria ser o suficientemente forte para permanecer a seu lado, o suficientemente forte para brigar com ele. Não poderia fazer isso se permitia a algum dos dois esconder-se da verdade.

 

Deixaria-lhe protegê-la até a extenuação, mas depois disso, ela precisava estar junto a ele, para aliviar ao homem que tinha lutado pela supremacia por cima de seu próprio DNA. O homem que precisava amar, encontrar ao menos um refúgio seguro para sua alma.

 

Não lhe havia dito que a amava, mas se enfrentaria a isso mais tarde. Um passo cada vez, pensou ela. Um crescimento cada vez. Chegaria ali eventualmente, mas primeiro o primeiro.

 

— Os gatos têm puas. —Disse Roni preguiçosamente, com seus dedos jogando amavelmente entre os largos e sedosos fios do cabelo dele.

 

Ele tinha estado ronronando. Isso a tinha surpreso. Tinha tratado de parar, inclusive se tinha burlado de si mesmo por não poder detê-lo, embora ela tinha visto a preocupação em seus olhos se por acaso isso a tinha aborrecido. Justo o contrário. Ela sabia agora como saber se seu amante estava satisfeito, feliz, contente. Destruir essa alegria tão sequer por um instante era algo que ela odiava fazer. Mas havia algo que eles precisavam esclarecer.

 

Ele se esticou em seus braços. Sua cabeça permanecia ainda contra o peito dela, mas em vez da saciada relaxação que lhe tinha cheio antes, uma tensão vigilante se movia agora por seu corpo. A suave vibração em seu peito tinha parado, embora os dedos dela não tinham deixado de acariciar brandamente seu cabelo.

 

— Sim, têm-nas. —Seu agarre se apertou só marginalmente.

 

— A gente pensa que, porque sou jovem, sou completamente tola. —Ela riu ante isso— Inclusive antes que me marcasse, sempre me tratou com muito cuidado, sem fazer ou dizer nada que acreditasse que podia me zangar. Me deixar encarar a vida não me vai romper.

 

— Nunca foi porque pensasse que foi tola, Roni. —Ele suspirou enquanto se separava de seus braços, sentando-se de maneira que podia olhá-la fixamente— Queria te proteger. Isso é tudo o que sempre quis.

 

E ela se deu conta de quão certo aquilo era. Ela o tinha sabido quando era só uma menina, e o via agora. Uma parte dele tinha que protegê-la, de outra maneira nunca estaria contente, nunca estaria seguro.

 

— Não quero ser protegida de tudo, Taber. —girou-se sobre si mesmo, movendo-se no abraço que ele tinha criado abrindo seus braços e aproximando-a a ele.

 

A cabeça dela repousou sobre o peito dele enquanto ele exalava com dureza. Ela podia sentir o protesto crescendo nele, e soube que sempre trataria de protegê-la, não só seu corpo, mas também também suas emoções. Mas ela não queria ser protegida do fato de maturar.

 

— Não quero que te faça mal. —Sussurrou ele contra seu cabelo.— De maneira nenhuma, Roni. Isso faz que me deixe louco, só de pensá-lo. Sempre o tem feito. O mundo pode ser muito escuro, neném. Horripilante como o inferno. Nunca quis que você visse quão mau pode chegar a ser.

 

A sombria magia de sua voz não podia ocultar as amargas lembranças que lhe percorriam.

 

— Isso não vai funcionar, Taber. Como poderei ser alguma coisa se não poder entender a vida que viveste? Crie que não sei que há maldade aí fora? Pelo amor de Deus, quantas vezes tiveste que me resgatar dos inimigos do Reginald, de homens que chamavam e contavam a uma adolescente de quantas maneiras distintas iam fodê-la por culpa da traição de seu pai? —Nunca lhe tinha contado com exatidão o terror que a tinha feito correr por volta dele anos atrás. A verdadeira dimensão dos medos aos que se enfrentou. Ela tinha sabido que ele se enfrentou ao Reginald, e temia as conseqüências disso. Como houvesse ela podido viver se ele tivesse resultado ferido por sua culpa?

 

Seus braços se flexionaram, apertaram-se de raiva.

 

— Tivesse-o matado se o tivesse sabido, Roni. Ainda posso matá-lo. —Jurou ele.

 

— É melhor que ele. —Suspirou ela— E ele não vale as complicações. Não merece a pena manchar sua alma.

 

Ela se levantou, lhe olhando aos olhos.

 

— Sei o que é, Taber. Sei o que passa quando vem dentro de mim. Não tem que me esconder da vida. Tudo o que preciso é saber que você estará a meu lado.

 

— Sempre estive aí. —Ele sacudiu sua cabeça, confundido.— por que teria que ir agora, Roni? É minha. Já lhe hei isso dito.

 

Ela pôs os olhos em branco impacientemente.

 

— Taber, não te pertenço...

 

— E um inferno que não. —A cabezonería e arrogância masculinas iluminavam cada palavra.— Adverti-te antes, neném, e lhe digo isso agora. Uma vez que te tive, foi muito tarde para replantearse o tema. Não jogarei a esses jogos contigo. Não mentirei por ti. E tão certo como o inferno que nunca deixarei que me abandone.

 

— É boa coisa então que esteja contente de ficar. Por agora... —murmurou ela enquanto se deixava cair de novo na cama, olhando ao teto com o cenho franzido.— Deve ser a chamada do animal que há em ti. Embora nunca soube que os gatos fossem tão possessivos. Você contradiz o tipo, Taber.

 

Ele grunhiu burlonamente enquanto a olhava fixamente, elevando uma sobrancelha em uma expressão de superioridade.

 

— De verdade? —Lançou, aprofundando sua voz.—. Quem o diz?

 

— “Reino Selvagem” —Disse ela sem convicção.

 

— “Reino Selvagem” tem que investigar um pouco mais. —Ele riu enquanto se tombava na cama junto a ela, aproximando-a mais a calidez de seu corpo enquanto colocava o lençol sobre eles.

 

— Não sei. —Bocejou ela— Pareciam muito convencidos disso. Está seguro de que não pode te emparelhar com ninguém mais?

 

Isso era algo que a preocupava, mais do que queria admitir. Odiaria ter que lhe matar depois de haver-se acostumado a esta louca situação em que lhe tinha metido.

 

— Não sei. E tão certo como o inferno que não tenho intenção de averiguá-lo —grunhiu ele— me emparelhar contigo quase me mata. Duvido que possa caminhar direito quando me levantar pela manhã. Que não está muito longe. Durma.

 

Ele se estirou para apagar a luz da pequena mesinha junto à cama. O silêncio encheu a habitação. O cansaço se arrastou por seu corpo.

 

— Deveria deixar ir, Taber. —Ela expressou em voz alta o medo para o Reginald do que não podia desprender-se.— É perigoso.

 

Uma vez mais o silêncio se estendeu entre eles durante compridos momentos.

 

— Vigiaremo-lhe, Roni. —Prometeu-lhe ele.— Recorda. Mantém a seus amigos perto. E mantém a seus inimigos mais perto ainda. Reginald mostrará sua vaza logo. Quando o fizer, um de nós estará ali para lhe deter.

 

Ela suspirou cansadamente. Não podia apartar a suspeita sobre a morte de sua mãe de sua cabeça. Alguém a tinha matado. Ela conhecia as estradas montanhosas em qualquer condição. Nunca se teria despenhado por esse escarpado em um perfeito dia do verão.

 

— Protegerei-te, Roni. —Sua confiança se derramou sobre ela como uma reconfortante onda de calor.

 

— Não o duvido, Taber. —Suspirou— Não é por minha segurança pela que estou preocupada. É pela tua.

 

— Durma, neném. —Ele a aproximou ainda mais, com seus braços, fortes e quentes, refugiando-a.— A manhã está muito perto para ocupar-se disso.

 

Ela fechou os olhos, movendo a mão da cama até seu abdômen. Ela podia sentir a mudança em seu corpo. O calor desesperador se esfriou, deixando simplesmente um natural desejo. Uma reconfortante calidez. Ocorreria tão logo?, perguntou-se.

 

— Dorme. —Sua mão cobriu a dela.— O manhã está muito perto.

 

— De acordo, me escutem gatinhos —Kane caminhou a grandes passos ao longo da enorme cozinha assemelhando-se a um forte vento que sacudisse com força o que fosse que estivesse estabelecido em uma zona previamente assegurada.— Tirem seus narizes da nata, temos problemas aqui.

 

O ritual matutino posterior ao café do café da manhã tinha funcionado como um relógio durante os poucos dias que Roni tinha estado ali. Mas não era um ritual que Kane tivesse compartilhado até agora. Ela tinha visto o taciturno irmão mais velho de Merinus só uma vez nos dias passados desde sua chegada. Ele observava tudo e a todos perspicazmente .

 

Era bonito, com seu cabelo escuro e notáveis olhos azuis. Era alto, não tão amplo de ombros como os machos da Casta de Felinos, mas exsudava uma graça poderosa que chamava a atenção. Esta manhã ia vestido com calças jeans que se pegavam a cada músculo de suas largas pernas e enfatizava seu estômago duro e escuro. Uma camiseta negra se formava redemoinhos sobre o cinto de seu jeans que se apertavam com um cinturão de couro. O cinturão sustentava uma pistola embainhada com tal confiança que quase parecia uma extensão de seu corpo.

 

— Ele vai chamar me gatinho uma só vez mais —Resmungou Sherra com profunda violência do lado do Roni enquanto ficava com o olhar fixo em sua taça de café.

 

As interações entre os orgulhosos membros da Casta de Felinos, fascinavam ao Roni. Eram completamente leais os uns com os outros e as outras Castas que lentamente tinham começado a aparecer. Como uma enorme e estendida família. Queixavam-se, resmungavam e resmungavam continuamente entre eles, mas, do mesmo modo, lutavam tenazmente se um deles necessitava ajuda.

 

— Kane, como sempre, suas frases de entrada deixam muito que desejar —Merinus suspirou enquanto Calam ria afogadamente.

 

Merinus olhou a seu irmão e à magra fêmea felina, Sherra, com cautelosa preocupação.

 

— Ele se toma seu trabalho inventando —disse Taber ao Roni enquanto ela percorria com o olhar ao homem alto, com olhos de águia que sustentava algumas informações em sua mão enquanto vertia seu café.

 

Kane era perigoso. Não havia outra palavra para isso. Seus olhos eram profundas piscinas de gelo azul, suspicazes e cintilantes com uma energia interior que punha nervosa ao Roni. Evidentemente, isso punha igual de nervosa a Sherra. Ela trocou de posição em seu assento, dirigindo ao homem um olhar de cólera fervendo a fogo lento.

 

— Merinus, mantém seu traseiro dentro da casa. E ponto. Você e a senhorita Andrews. Não entendo como infernos esses atiradores apostados entraram nestes territórios, mas o único que conseguiu sair vivo não quererá seguir jogando conosco e dar a conhecer a informação —num cruel espiono de sorriso curvou seus lábios enquanto se apoiava contra o móvel mostrador, levantando a taça de café para dar um tentativo sorvo. Isto assegurava aos que o estavam olhando que o atirador que tinha saído vivo logo estaria mais que feliz de jogar qualquer jogo que Kane sugerisse. Ela se teria estremecido ante este pensamento se a situação não fosse tão perigosa.

 

— De que modo conseguiste encontrá-los? —perguntou Calam tranqüilamente enquanto se reclinava em sua cadeira à cabeça da mesa e olhava ao outro homem fixamente.— Além do fato que nosso novo amigo é temporalmente um anti-social.

 

Kane grunhiu, arranhando sua bochecha distraidamente com a mão que ainda sustentava algumas páginas de papel enrugadas.

 

— Há uma possibilidade de que este não seja um trabalho do Conselho —Sua voz se voltou decididamente mais perigosa— Não estou seguro a respeito de quem está detrás disso ainda, mas nos estamos aproximando. Pelo que consegui reunir, pode-se deduzir que é mais um pequeno grupo seleto que acredita que o mundo está muito melhor sem seus particulares marca genéticas mesclando-se na panela da sopa.

 

Roni percorreu com seu olhar as expressões dos membros da Casta de Felinos apostados ao redor da enorme mesa da cozinha. Suas expressões variavam do desprezo até a cólera.

 

— Hmm, pergunto-me se acaso têm filhas agradáveis e acessíveis —Os olhos do Roni se abriram como pratos enquanto percorria com o olhar a mesa até o Tanner. A ameaça sexual inerente em sua voz a tinha surpreso.

 

Ele era uma mescla com gens de Tigre de Rojão de luzes, segundo o que Taber lhe tinha contado, e realmente o parecia.

 

Seu espesso e comprido cabelo negro se via em algumas parte brilhante, devido a alguns reflexos dourados que emolduravam seu atento rosto. Parecia um anjo caído, exsudando atrativo sexual e excessos luxuriosos. Seu ambarino olhar fixo brilhava intensamente colérica sob suas largas e renegridas pestanas enquanto seus olhos se estreitavam perigosamente.

 

Roni tinha conhecido ao Tanner enquanto tinha estado com o Taber, e o jovem, embora amistoso e coquete, sempre tinha mantido esse limite cortante correspondente a um ânimo perigoso. Como se ele pudesse ver em sua alma e freqüentemente a julgasse severamente.

 

— Tanner —Calam lhe dirigiu um grunhido que continha uma clara advertência.

 

— Vamos, Cal, poderia lhes desordenar a sopa, mas que muito bem —o homem menor bufou— Não machucarei a ninguém.

 

— Não temos tempo para brigas de gatos —Disse Kane sarcasticamente.

 

Foi recompensado por mais de um grunhido e vários tipos de sons animais em resposta. O enorme sorriso que cruzou seus lábios foi divertida e rápida, apesar das ameaças que jaziam profundas e sutilmente dissimuladas no som.

 

— Vê o grão, Kane —Calam lhe disse brandamente, mas a mesma suavidade de sua advertência disse ao Roni muito mais. O membro maior da Casta dos Felinos se estava cansando dos pequenos sarcasmos que o irmão do Merinus lhes dirigia.

 

Os sarcasmos não tinham sentido. A fácil familiaridade que lhe tinha visto exteriorizar com os Felinos em outras ocasiões sugeria que ele respeitava e se preocupava com os membros da manada de Calam. Mas suas ações atuais sugeriam, entretanto, uma tensão mais profunda.

 

— O ponto é... —Kane colocou seu café sobre a mesa e olhou para baixo, aos documentos que sustentava— ...que vários membros radicais de grupos racistas decidiram unir-se em um só bando. Chamam-se a si mesmos Os Liberadores. Sua agenda do dia consiste na morte de todos e qualquer dos humanos geneticamente alterados. Não têm muito dinheiro respaldando-os, mas têm poder armamentístico e vários membros são ex-militares. A verdade é que se vê como uma temporada de caça, meninos e garotas. E adivinhemos, Quem é a peça de caça do dia?

 

O silêncio reinou por compridos momentos, repletos de tensão.

— Esperávamos isto —em que pese a suas palavras, a voz de Calam soou cansada, entristecida.— Quão perto estamos de terminar com a tira de medidas de segurança?

 

— Perto —Kane se encolheu de ombros— Mas nenhum sistema é perfeito, Calam. Temos um montão de terreno para cobrir e nossos perímetros estão sendo provados em cada ângulo. Fazem-no de forma silenciosa a maioria das vezes, não colocando mão, mas observando. E os rumores dizem que conseguiram colocar a um espião na zona.

 

Roni se ergueu, seus punhos se apertaram sobre seu regaço enquanto lutava por negar suas próprias suspeitas agora.

 

— Então apanha-o. —Disse Sherra mordazmente enquanto percorria ao Kane com o olhar— Para que está aqui em qualquer caso? Socializa na casa mais do que realmente faz por terminar qualquer trabalho.

 

— Pelo menos estou disposto a ser sociável —Seu sorriso foi apertada, dura.— A diferença de alguns nesta casa, realmente posso conseguir ser civilizado durante mais de cinco minutos.

 

— OH, de verdade? —Ela falou arrastando sarcasticamente as palavras— É gracioso, mas acredito ter advertido toda essa quantidade de sarcasmos irônicos e insultos semivelados. me perdoe, Kane. Estou segura de que está fazendo seu melhor esforço.

 

Os olhos dele se estreitaram. A cena que estava sendo representada fascinava o olhar do Roni e era melhor que qualquer ópera que tivesse sido nunca inventada.

 

— Contínua me pressionando, Sherra, e ao final poderiam não te gostar das conseqüências — As correntes subterrâneas de emoção se espessaram ao redor deles.

 

— Eu não gosto de você, estúpido —Ela ficou de pé, percorrendo com o olhar a Calam— Quando tenha respostas reais, Cal, faça-me saber. Tudo o que ele tem são suas malditas teorias de conspiração e já me cansei que elas.

 

Ela saiu do quarto, mantendo sua cabeça erguida, uma juba de cabelos loiros incrivelmente espessa, caía sobre seus ombros e refletia a luz enquanto atravessava a porta.

 

— Um dia destes... —resmungou Kane.

 

— Deixa-a sozinha, Kane — A voz do Merinus foi lacônica.

— Pressiona-a muito.

Seu irmão lhe dirigiu um olhar surpreendido.

 

— Pressionarei ainda mais duro antes que isto termine. —Bufou—. E você pode observá-lo ou me pode dizer de que diabos se trata tudo isto. Você escolhe, Merri. De qualquer modo, obterei as respostas que quero.

 

— Já é suficiente —Ordenou que Calam, seu nível de frustração evidentemente estava alcançando seu ponto limite enquanto ficava de pé e confrontou ao outro homem— te ocupe de sua vida pessoal fora de minha vista, Kane —Logo se voltou para mais jovem dos varões da casta.— Tanner, te dirija ao povo esta noite. Olhe a ver do que pode inteirar-se dessas fontes que tem no lugar. Quero saber quem e o que está envolto em tudo isto.

 

— Eu começaria por perguntar a nossa nova visita em primeiro lugar. —A voz áspera, resmungona se introduziu da porta da cozinha.

 

Roni reconheceu ao homem geneticamente alterado da noite anterior. Merc, ela tinha acreditado que o resto o tinha chamado. Ele cravou o olhar neles com olhos plácidos, profundos e de cor café, mas nada podia esconder o aura de morte que lhe rodeava.

 

— O que quer dizer? —Perguntou-lhe Calam brandamente.

 

— Quero dizer, que o apanhei tentado entrar furtivamente no abrigo das armas mais cedo. Quando lhe detive, um dos homens atribuídos para vigiá-lo o apanhou tratando de forçar a entrada nos escritórios de comunicações. Esse tipo tem ao Grim Reaper sentado em seu ombro, Calam. E estou disposto a deixar essa face escura livre.

 

— Quero que faça que Reginald se vá agora. —Roni se girou para olhar ao Taber enquanto entravam na área protegida do jardim no exterior da cozinha.

 

Era a única zona exterior a que Taber e outros permitiam sair às mulheres quando a casa se voltava muito asfixiante. Era um pátio grande, mas rodeando-o, de um muro ao outro, havia grandes faz de madeira que sujeitavam uma multidão de protetoras parras. Inclusive durante o máximo calor do dia era um fresco escapamento da tensão que enchia lentamente a casa.

 

Ela se moveu mais profundamente na pequena gruta, roçando os grossos e protetores arbustos e as árvores de sob crescimento que se colocaram ao redor da fonte central.

 

Uma variedade de arbustos floreados enchia o ar com o perfume lhe intoxiquem de suas flores. A fonte salpicava preguiçosamente, enchendo a área de umidade, lhe dando um ar de sensualidade e relaxação. Uma atmosfera contra a que ela lutou desesperadamente enquanto tratava de convencer ao Taber de que escoltasse a seu pai fora da fazenda.

 

Descansou sua mão sobre seu abdômen, tratando de aquietar os nervos que agitavam seu estômago. O intenso calor que a tinha acossado durante os passados dias estava cessando pausadamente. Estava grávida, e estava aterrada. Mais assustada do que tinha estado em toda sua vida.

 

— Roni, nos deixe fazer nosso trabalho. —Taber lhe falou brandamente enquanto ela se girava para ele, olhando-a com uma ternura, um afeto que ela ainda não podia encarar.

 

— E qual é exatamente seu trabalho? —perguntou ela, amargamente.— Tenho que permanecer por aí esperando que alguém vos mate? Esperar que Reginald faça o que seja que tenha vindo a fazer aqui?

 

— Meu trabalho é conter qualquer ameaça a esta fazenda. —Sua voz era baixa, mas ela escutou o surdo grunhido que se fazia eco em seu peito.— Acredita que não posso te proteger?

 

Roni pôs os olhos em branco pela frustração.

 

— Não tem nada que ver com minha fé em ti, tem que ver com o que sei que Reginald é capaz de fazer. —Sua mão cortou o ar entre eles como se estivessem nariz contra nariz.

 

Ela podia sentir o medo crescendo em seu interior, sentir a doente e desagradável sensação na boca de seu estômago que a advertia de que Reginald estava preparando o pior. Estava em seu olhar, em sua demanda calculadora quando ele foi tirado da casa a noite antes. Estava metido até o pescoço em problemas, e estava decidido a colocá-la a ela também.

 

— Se esquece de que o conheço tão bem como você, Roni. —Recordou-lhe ele cuidadosamente— Sei do que é capaz.

 

Ela odiou o som restringido de sua voz. Como se ele estivesse escolhendo cada palavra, cada movimento com ela. Como se só lhe estivesse dando as partes dele que queria que ela visse.

 

— Por que lhe dar a oportunidade, Taber? —Ela queria lhe gritar, mas manteve sua voz em um cuidadoso vaio enquanto passeava com o passar do pátio.— Por que? A rega é muito grande.

 

— O que pode fazer ele? —Perguntou-lhe Taber, com lógica. Ela odiava a lógica. Odiava sua lógica. Tão fria e segura— Precisamos saber quem lhe contratou e o que é o que quer. Se lhe jogarmos, então pode que não saibamos até que seja muito tarde para conter a ameaça. Não podemos nos arriscar a isso, Roni.

 

— E em lugar disso, arrisca sua vida. —Ela sacudiu sua cabeça, colocando suas trementes mãos nos bolsos do vaqueiro enquanto se sentava em uma das largas pedras no bordo mais afastado do pátio.

 

— Minha vida está em risco todos os dias, neném. —Ele suspirou duramente enquanto se sentava a seu lado, aproximando-a a seus braços.— Acredita que não sei contra o que está lutando tão duramente? Que não sei que leva a meu filho, Roni? Que não pude sentir as mudanças de seu corpo quando isso aconteceu?

 

Ela se esticou em seus braços.

 

— Não pode estar seguro disso.

 

— Merinus aliviou seu calor quando concebeu. A necessidade se desesperada não te está voltando louca agora, Roni. Está cessando. —Ele acariciou seu pescoço com seu nariz, soprando seu quente fôlego sobre sua pele com tal prazer que ela se estremeceu.

 

— Isso não quer dizer nada. —Ela tratou de apartá-lo, de manter sua mente se separada dessa nebulosa de necessidade enquanto outra, mais intensa onda de calor começava a enchê-la.— Só porque Merinus esteja grávida não quer dizer que eu o esteja.

 

O desejo natural era algo que ela pensava que não ia voltar a sentir nunca. Algo do que poderia ter prescindido. Poderia haver-se desprendido do agarre pelo Taber de maneira muito mais fácil se ele não a estivesse voltando louca com a necessidade de follarle simplesmente com a sensação de sua respiração no pescoço.

 

Ela se arqueou involuntariamente para a carícia, sua respiração contida em um suspiro de desejo. A atmosfera, semelhante a de uma sombria gruta, voltou-se quente repentinamente, muito úmida, sensibilizando-a, absorvendo-a nessa luxúria carnal que sempre a consumia simplesmente ao vê-lo.

 

Ele riu afogadamente. O som foi baixo, quente, enquanto a levantava contra ele, girando-a de maneira que ela ficou sentada em seu regaço.

 

— Deixe ir. —Ela lutou contra ele, mas sabia que seu coração em realidade não queria ser liberado.

 

Os braços dele a sujeitaram facilmente enquanto a olhava, estreitando seus olhos que se estavam voltando mais escuros, mais intensos. Roni tremeu baixo esse olhar.

 

— Ainda quero foder-te com loucura. Aqui mesmo, Roni. —Sussurrou ele malvadamente enquanto sua mão se deslizava para cima por sua coxa, sob sua suave camisa de algodão, e se amoldava sobre a curva de seu peito.

 

Roni sentiu como seus mamilos se endureciam com uma espera palpitante. Pulsaram, doendo por seu toque, por sua boca, antecipando a sensação de sua língua raspando-os eróticamente. Seu ventre se esticou de necessidade, sua vagina se umedeceu preparando-se para a invasão pela que clamava cada célula de seu corpo.

 

— Alguém nos verá. —Ela lutou por não ofegar.— Além disso, estávamos discutindo.

 

— Você discutia. Eu estava em desacordo. —Apontou ele, com voz pouco paciente enquanto empurrava sua camisa sobre os montículos cheios de seus peitos.— E agora deixei que estar em desacordo para começar a festejar.

 

Sua vagina pulsou ante o som de sua voz, seus mamilos doendo quando ele baixou a cabeça. Roni observou, olhando a repentina e sensual plenitude de seus lábios enquanto se abriam, vendo sua língua enquanto se curvava ao redor do rígido primeiro pico, chamuscando-o com um te relampejem agradar.

 

— OH, Deus, Taber! —Ela não pôde deter o desesperado gemido quando sua boca cobriu a endurecido topo.

 

Sua língua realizou redemoinhos com úmido calor ao redor do sensibilizado broto, sua boca devorando-a, flexionando as bochechas. Roni não pôde fazer nada mais que olhar. Era a mais pecaminosa e sensual vista que tivesse visto jamais. Sua escura cara, ruborizada de desejo… por ela. Era por ela. Ele tinha toda sua atenção posta no prazer que sentia ao sugar seu mamilo, e o prazer que lhe dava era quase orgástico.

 

A mão dele sujeitou a sensível carne, empurrando o montículo mais acima, intensificando as sensações dela enquanto sua língua acariciava a alargado topo. Ela podia sentir seus sucos amontoando-se em seu interior, enchendo repentinamente sua vagina, logo deslizando-se para baixo pelo estreito canal, cobrindo os sensibilizados lábios de seu coño. Seus clitóris doeu, pulsando ao mesmo tempo que o rítmico sugar de sua boca.

 

Ele gemeu contra ela, o som vibrando ao longo de todas as terminações nervosas que gritavam em busca de alívio.

 

— Delicioso. —Ele levantou sua cabeça, deixando escapar o mamilo de sua boca com um úmido e explosivo som.— Vêem aqui, neném, me deixe te despir. Mostrarei-te...

 

— Taber, necessito que volte aqui se tiver tempo. —A voz de Calam surgiu através do pátio.— Esperamos-lhe no escritório.

 

A intrusão foi como um cubo de água geada, caindo sobre o Roni enquanto tremia em braços do Taber, abrindo seus olhos amplamente, alarmada. Não podia acreditar que se esqueceu dos outros habitantes da casa. Do facilmente que podiam sair ao exterior e ser testemunhas do erótico jogo de amor no interior do refúgio criado pelo espelho folhagem que lhes rodeava.

 

— Maldição, deixava-me fodidamente tranqüilo quando você estava acalorada. —Murmurou ele.— Agora me interromperá em cada maldita ocasião que tenha.

 

— O que? —Ela sacudiu sua cabeça enquanto se movia rapidamente de seu regaço, atirando de sua camisa para voltar a cobrir seus peitos.— Por que?

 

Taber se sobressaltou ao levantar-se, a dura cordilheira de sua ereção pressionando-se grosa e dura contra seu jeans.

 

— Eu o fiz a ele. —encolheu-se de ombros com um sorriso de arrependimento— Todos o fizemos. Diabos, ainda o fazemos se tivermos a oportunidade. Volta-se irritável. —Voltou a encolher seus poderosos ombros, mostrando um sorriso tão aberto e quase natural e ligeiro que alegrou o coração dela. Quão freqüentemente tinha visto ela um sorriso como essa em sua cara? Seus olhos quase brilhavam com humor, seus lábios estirados em uma cômoda sorriso. Juvenil. A surpresa se apoderou do Roni quando se deu conta do diferente desse sorriso, dessa aparência. Nunca a tinha visto em sua cara antes, nunca lhe tinha visto relaxá-lo suficiente para mostrar qualquer gesto brincalhão.

 

— Tivesse preferido que te tivesse golpeado, em lugar de esperar para me castigar a mim também. —Ela suspirou profundamente.— Vamos, faz algo que tenha que fazer. Quero me sentar aqui durante um momento. —sentou-se de novo sobre o banco, com os joelhos débeis e o coração pulsando duramente enquanto lhe olhava fixamente. Que Deus lhe ajudasse, ele era muito atrativo para descrevê-lo com palavras, e ela estava aterrorizada ante a idéia de lhe perder de novo. Possivelmente esta vez, para sempre.

 

— Estarei de volta logo. —Ele se ajoelhou diante dela, cruzando seu olhar com a dela enquanto colocava sua mão sobre seu sob ventre— Permanece na casa, Roni, até que possa voltar. Cuida de nosso bebê.

 

Um prazer estático percorreu seu corpo ante o som de sua voz. Foi uma carícia rouca, profunda, que acariciou suas terminações nervosas como um toque físico. Mas mais que a rouca carícia de suas palavras foi a não expressa emoção detrás delas.

 

— Não pode estar seguro. —Ela sacudiu sua cabeça, confundida por sua própria mudança de estado de ânimo.

 

Não era só pela diminuição do desejo antinatural; era a aceitação dentro de si mesmo. Estava aprendendo que não havia muito em seu corpo que pudesse viver sem o Taber; ele era seu coração, sua alma.

 

Que deprimente e vazia tinha sido sua vida antes de que lhe fizesse viver de novo. Tinha-a feito brigar, tinha-lhe feito aprender quem era ela. Em poucos dias, lhe tinha dado todas as coisas que ela tinha desejado tanto: seu coração para lhe dar asas, sua alma para proteger, seu corpo para desfrutar e seu amor para satisfazer o coração dela, e uma família. Com o Taber e o menino que eles tinham criado ela tinha tudo o que sempre tinha sonhado.

 

— Posso cheirar as mudanças em seu corpo. —Sussurrou ele.— Da mesma maneira em que posso cheirar seu calor, posso cheirar a nosso filho. Tem alguma idéia do prazer que isso me dá, Roni? Eu, que não tive nada, a ninguém que pudesse chamar meu em todos os anos de minha vida, agora te tenho não só a ti, mas também ao menino que criamos juntos.

 

Ela pôde ver as esperanças e os medos que lhe enchiam nesse momento. Ele a olhou, com tudo o que era, tudo o que sonhava, refletido no brilho de seus olhos. Suas sobrancelhas baixaram, sua expressão se voltou fera, intensa. E então baixou sua cabeça, aproximando seu corpo mais perto até que pôde colocar seus lábios onde tinha posto suas mãos.

 

Roni ficou sem fôlego enquanto colocava suas mãos sobre os ombros dele, e enquanto ele a rodeava com suas mãos, agarrando-a mais perto enquanto apertava sua cara contra seu ventre. Ele era tão forte e seguro em seus braços, dobrando-se para ela, pondo toda sua atenção no menino que ele sabia que se estava formando no interior de seu corpo.

 

— Amo-te, Roni. —Com muita dificuldade ouviu as palavras, mas quase detiveram o coração dela de emoção— Sabe isso. Durante anos te desejei. Amei-te. Você me completa...

 

Não lhe deu tempo a lhe responder. Não lhe deu tempo para aceitar a emoção que ele tinha murmurado contra sua carne. Ficou rapidamente de pé e se afastou dela. Sem beijos. Sem toques. Sem lhe dar a oportunidade de rechaçar o que lhe estava dando. Como se ela tivesse podido lhe rechaçar.

 

Roni baixou sua cabeça enquanto lutava contra suas lágrimas, enquanto lutava contra seus próprias crescentes emoções. Não importava quanto lhe assustassem as conseqüências, lhe amava. Sempre lhe tinha amado. Mas maldita seja, ele era tão cabeça dura que não se podia expressar em palavras.

 

— Acreditava que poderia te esconder de mim para sempre, menina? — A voz do Reginald foi uma serrada intrusão na atmosfera tranqüila da sala de estar da mansão.

 

Roni soube que deveria ter esperado que Reginald fizesse algo estúpido. Nunca tinha sido o mais homem preparado que tivesse conhecido mas não tinha esperado que também fosse o mais tolo. Realmente, não tinha pensado que ele seria o suficientemente engenhoso para passar sigilosamente aos guardiães da raça de felinos enquanto Taber estava fora da casa, mas o fez.

 

Um minuto estava sozinha na sala de estar olhando a chegada de vários varões feridos, e ao segundo seguinte estava ficando em pé rudemente para enfrentar ao pai que sempre tinha odiado.

 

— O que está fazendo aqui? —afastou-se com um movimento rápido, seus olhos indo para a porta aberta do quarto— Acredita que ninguém saberá que está aqui, Reginald?

 

O olhar em seus olhos fez que seu estômago se revolvesse ao ser consciente do perigo que ele podia representar.

 

— Não importa se inteiram. —Desprezou coléricamente.— Só estou aqui visitando minha garotinha. Ou esquece que teve um pai?

 

— A cada oportunidade que tenho. —Espetou ela rapidamente.— Que demônios faz aqui? Não tem sentido comum como para não fazer zangar a estes homens, Reggie?

 

O sorriso dele foi aterradora. Confiada, segura, estendendo-se lascivamente através de sua cara quando seus olhos azuis brilharam intensamente com malícia.

 

— O que tem feito, Reggie? —Roni pôde sentir quebrar o último fio de esperança que possuía de que seu pai fora consciente de onde estava.

 

— me escute, Roni, não são naturais. Não são humanos. —Vaiou com um ardor fanático que a aterrorizou.— Sei que ele te pôs essa marca. Tudo o que preciso é que venha comigo. Só durante pouco tempo, garota, e lhe dar a meus amigos algo de sangue com a que trabalhar. Só algumas provas pequenas, isso é tudo.

 

— Não pode falar a sério. —Ela negou com a cabeça lentamente, retirando-se pouco a pouco dele, repentinamente mais aterrorizada dele que de qualquer outra costure a que nunca se enfrentou em sua vida.— Não vou a nenhum sítio contigo. Se tiver vindo por isso, então já pode renunciar.

 

Ele franziu o cenho sinistramente o que fez que seu ritmo cardíaco aumentasse nervosamente. Ele nunca a tinha cuidadoso assim antes. Ela nunca tinha visto tal ódio, tal desprezo absoluto nos olhos de outro humano antes. E nunca tinha imaginado que estaria dirigido a ela.

 

— Virá comigo, Roni. —Espetou-lhe ele, olhando-a com uma feroz intensidade que bordeada com a demência.— Sabe Deus o que plantou em sua barriga enquanto estiveste em sua cama. Pensa que vou permitir que o mundo saiba que uma garota minha se deita lascivamente com um animal?

 

Ela se sobressaltou ante a repulsão e a terrível fúria de sua voz.

 

— Está louco. —Murmurou ela.— Eles têm tanto direito a viver como qualquer outro, Reginald. Mais ainda.

 

— OH, me economize seus preciosos discursos, pequena. —Cuspiu ele desdenhosamente—me diga, garota, quanto tempo leva te deitando com esse bastardo? Foi por isso pelo que me ameaçou me matando se deixava que qualquer de meus amigos se aproximasse? Queria sua vagininha toda para ele, não é assim?

 

Roni deu marcha atrás quando ele avançou ligeiramente mais perto dela. Podia sentir o ódio, negro e vil, saindo a fervuras dele.

 

— Não responderei a isso. —Espetou ela, negando-se a permitir que seu medo se exteriorizasse.

 

— Que idade tinha quando te encontrou pela primeira vez, escondida como uma mucosa nessas colinas? Dez? Onze? Deitou-se contigo então, Roni? É por isso pelo que o seguiu à mínima oportunidade que teve?

 

Ela negou com a cabeça desesperadamente, perguntando-se onde diabos estavam os homens que supostamente estavam na casa.

 

— Isso não merece uma resposta. —Ela brigou para pôr o maior espaço possível entre eles.— Não todo mundo tem as perversões que têm seus amigos, Reggie.

 

— Se tivesse sabido que estava fascinada por ele, então lhe teria dado isso eu. —burlou-se.— Poderia ter tido um pouco de excitação em minha cama depois de que essa cadela estúpida de sua mãe tivesse morrido...

 

— Para. —Roni negou com a cabeça desesperadamente.— Deixa a mamãe fora disto, Reggie.

 

Sua frágil e rendida mãe. Roni tremeu ao recordá-la. Ela raramente se permitia recordar a sua mãe. As lembranças eram pouco prometedoras e dolorosas. Margery Andrews tinha sido muito delicada e suave, devido à vida a que Reginald a tinha miserável.

 

— Deixa a mamãe fora disto... —burlou-se ele cruelmente.— Bem, deixaremos a sua querida mamãe fora disto. Tira seu culo pela porta e sobe-o em meu carro para que possamos fazer nossa pequena viagem.

 

— Por quê? —O sofá estava entre eles, mas seu caminho para a porta aberta ainda estava bloqueado.— Crie que de verdade sou tão estúpida para ir contigo? te deixar a ti ou a qualquer que conhece que me toque, Reggie? Isso não vai ocorrer.

 

— Então que te parece um intercâmbio? —Ele fez uma pausa, vigiando-a fixamente, sua expressão triunfante.

 

— O que? —Estava louco. Roni só pôde piscar assombrada de que ele ainda pudesse considerar que ela intercambiaria sua própria alma por algo que ele tivesse.

 

— Um intercâmbio. —Repetiu ele brandamente— Você vem comigo, Roni, e deixa aos meninos fazer suas provas, e te direi por que sua mamãe brigou tanto por permanecer oculta nessa montanha. Direi-te por que me deixou usar a de qualquer forma em que quis e de qualquer forma que meus camaradas quiseram. Direi-te, garota, quem é realmente seu pai.

 

O tempo pareceu deter-se para o Roni. Olhou ao Reginald com um sentimento de fascinado horror, e com um pingo de agradecimento. Um agradecimento que se voltou tão profundo que quase fez que lhe debilitassem os joelhos.

 

— Você não é meu pai.

 

— Vejo que acabo de te romper o coração. —Espetou ele perigosamente.— O que, acredita que é muito boa para ser minha garota?

 

— Penso que uma serpente seria muito boa para ser tua filha, mas essa é simplesmente minha opinião. —Ela precisava lhe distrair, obter que se movesse o suficiente para que ela se precipitasse sobre o sofá e corresse em busca da porta. Enquanto ele estivesse frente a ela, entretanto, estava apanhada.— Assim me diga, Reggie, por que me importaria quem é meu pai? Não pode ser muito importante ou já teria vendido a informação.

 

— Faria-o? —Cacarejou ele. meu deus, realmente cacarejava como uma velha arpía. Não eram as arpías mulheres?

 

— É obvio que o faria, Reggie. —Continuou ela, sua voz serena, esperando lhe entreter para que não se voltasse muito insistente em sujeitá-la. Podia ver a intenção deslizar-se em sua expressão, seu corpo preparando-se.

 

— Não, não lhe contaria isso, Roni. Nem por toda a terra de Telhas, garotinha. Não sem uma razão. Porque significaria minha própria vida. Mas lhe direi isso agora, se vier comigo tranqüila e como uma menina boa. —Calculista e selvagem, o olhar de lhe recordava a de um cão raivoso que tinha visto uma vez.

 

Não podia deixar que a tirasse da casa. Se o fazia, a vantagem dele seria maior.

 

— Não vou contigo. —Disse-lhe cuidadosamente, movendo-se mais para trás, lhe vigiando, sabendo que tinha que estar louco.— E Taber não deixará que me leve, Reginald. Não poderá deixar o Estado comigo. Deveria ir, enquanto possa.

 

Ele entrecerrou os olhos.— Seu pequeno gato pestilento está muito ocupado para preocupar-se com ti, garotinha. E não aceitarei um não como resposta.

 

Então saltou para ela. Roni soube que teria só um segundo para evadi-lo, só uma mínima oportunidade para passá-lo e correr em busca da porta. Quando sua mão golpeou seu cabelo ela se moveu. Sempre que Reginald se enfurecia com ela agarrava primeiro seu cabelo. Sujeitava-a no lugar para qualquer castigo que estimasse necessário.

 

Sentiu que seus dedos passaram roçando sua cabeça quando se equilibrou sobre o sofá, gritando o nome do Taber. Onde diabos estava todo mundo?

 

— Cadela. —Quase o tinha conseguido. Estava saltando sobre o sofá quando ele apanhou seu tornozelo, atirando-a de costas com bastante força para lhe cortar a respiração enquanto ela brigava por trocar a direção seu corpo, defender seu abdômen e a frágil vida que ali crescia.

 

Ricocheteou contra as almofadas, chutando com seu outro pé enquanto ele brigava para retê-la arranca-rabo. Não tinha fôlego para pedir ajuda a gritos. Necessitava sua força, sua inteligência, para tratar de escapar. Se ninguém tinha ouvido seus gritos, então não havia ninguém o suficiente perto para ajudá-la.

 

Lançou uma patada para sua virilha e falhou, mas a força do golpe aterrissou em sua coxa e lhe fez tropeçar para trás. Ela deu um salto e rodou sobre o sofá, seu tornozelo doendo agonizantemente devido à arruda torção que lhe tinha feito. Tropeçando, escapou para a porta, gritando o nome do Taber outra vez enquanto ouvia o Reginald amaldiçoar cruelmente detrás dela.

 

— Diga que virá comigo. —Ele apanhou seu cabelo outra vez, esta vez lhe dando um forte golpe em um lado de sua cabeça que a deixou aturdida e a fez desabar-se ao estou acostumado a devido à dor.

 

— Taber... —Tratou de gritar seu nome outra vez, para lhe avisar, advertir a alguém. Mas a escuridão a rodeou, varrendo tudo de sua mente, e soube que só imaginou o rugido de um animal sedento de sangue que ecoou em sua cabeça.

 

A fúria rompeu como um fluxo sobre o Taber em ondas violentas, quase sufocantes enquanto ouvia os gritos frenéticos do Roni ecoando através da casa. Merinus tinha deslocado para ele e para Calam quando ela tinha visto primeiro ao Reginald metendo-se às escondidas na mansão, aterrada por seu intento.

 

Ele cruzava o pátio traseiro quando ouviu seus gritos. Entrou na sala de estar a tempo de ver o bastardo, com o punho fechado, golpeando-a tão forte em sua têmpora, que a enviou ao piso.

 

Não houve misericórdia. Nenhuma duvida por refrear a fúria que se rasgava através dele. Seu rugido ecoou através do quarto quando se lançou para o outro homem, desesperado por aliviar a ameaça para sua mulher.

 

Reginald era mais rápido e estava em melhor condição do que Taber tinha antecipado. Rodaram através do piso, o mais velho grunhindo quando pegou ao Taber nas costelas com bastante força para lhe deter a respiração e lhe devolvendo o golpe em um segundo.

 

Mas o animal que tinha mantido cuidadosamente refreado todos os anos de sua vida adulta foi livre agora. Não haveria escapamento, nenhuma misericórdia, pois o homem se atreveu a ameaçar tudo o que Taber amava.

 

Ele foi consciente, só distraidamente, dos homens que agora se moviam no quarto. Roni foi levada para a segurança quando Calam deu a gritos a ordem por volta de um dos outros de encontrar ao doutor.

 

— Ela está viva, Taber. —Gritou Calam quando Taber confrontava ao Reginald—. Deixa-o. Deixa que os homens o capturem.

 

O rugido reprimido do Taber fez ao Reginald empalidecer quando retrocedeu.

 

Ele se apressou para o homem maior. Seu punho golpeou o lado da cabeça do Reginald, orvalhando de sangue quando a carne se rasgou. Sacudiu com força o piso quando caiu, lhe sacudindo sem piedade quando os olhos do homem maior se incharam.

 

— Se me matas souber o que ocorrerá. —Reginald respirou com dificuldade quando conseguiu apartar do agarre pelo Taber—. Estará em todas as notícias, menino. Todo mundo saberá.

— Me pergunte se me importa —Grunhiu Taber, passeando-se quando ele retrocedeu.

 

A boca do Reginald se moveu desesperadamente.

 

— Não a machuquei.

 

— Morra.

 

— Vamos, homem... —Reginald implorava agora. Ele retrocedeu ligeiramente com o passar do quarto, tratando de evadir ao Taber quando espreitou implacavelmente—. Você sabe que não a machuquei.

 

Taber se aquietou. Ele teria aliviado o anseio, a fúria pela vingança, nesse momento se o outro homem não tivesse feito o movimento decisivo. Reginald tirou uma pistola pequena, mortífera de atrás de suas costas, apontando ao peito do Taber quando um sorriso de satisfação alagou sua cara. Seu dedo apertou o gatilho.

 

— Morre, gato.

 

Taber se atirou ao chão quando descarregou a arma. Simultaneamente, outros se apartaram também. Rodando sobre seus pés, observou o puxão do corpo do Reginald convulsionando-se por quão explosivos golpeavam em seu corpo. Um em seu coração. Um ponto morto entre seus olhos. Ele caiu a câmara lenta, o golpe vazio de seu corpo ecoando ao redor do quarto.

 

— Vamos, menino gato, quantas vezes tenho que te dizer como matar a um animal raivoso? —Kane estalou enquanto entrava no quarto, aproximando-se do corpo cuidadosamente com seu pé—. Sim, assim é como o faz você. Uma bala de uma vez.

 

Taber girou para o irmão do Merinus, a adrenalina correndo ainda através dele, a fúria palpitando como um martelo afiado no bordo de seu cérebro.

 

— Me chame menino gato outra vez e vou empurrar essa pistola acima de seu traseiro e te dispararei com suas próprias balas, filho de puta. —Ele grunhiu furiosamente quando se enfrentou nariz com nariz com o irmão do Merinus—. Se você não gosta de como trabalho, então anda a joder fora, Kane.

 

Kane piscou. Seus olhos azuis, quase da mesma cor que os do Roni, usualmente duros e frios, pareceram descongelar-se um pouco. Levantou suas mãos.

 

— Trégua? —Sugeriu Kane.

Taber aspirou duramente, sacudindo a cabeça, lutando com a raiva que não parecia diminuir.

 

— Como entrou esse bastardo à casa? —Então se girou para Calam—. Pensei que tínhamos ao Merc com ele. Que diabos aconteceu?

 

— De algum modo deixou ao Merc inconsciente. Deixou-o fora bastante bem. —Calam sacudiu a cabeça enquanto para gestos a dois de seus homens para arrastar o corpo do Reginald do quarto—. O agarramos, Taber. Acabou-se. —Calam lhe aplaudiu o ombro enquanto ele suspirava cansadamente—. Vê com sua mulher agora. Ela te necessitará quando despertar.

 

Roni estava já acordada quando Taber entrou no dormitório. Merinus se sentou ao lado dela na cama, falando brandamente enquanto Roni tinha um trapo úmido ao lado de sua cara.

 

Sua camisa estava rota, seu ombro arranhado, o lado de sua cara machucada. Ela era a vista mais formosa que tinha visto jamais.

 

— Está morto? —Ele tinha esperado lágrimas, talvez pena. Mas seus olhos brilhavam com amargura esperando que assim fosse.

 

— Sinto muito. —Ele murmurou em seu ouvido quando Merinus se levantou e saiu do quarto.

 

— Taber, fez o que teve que fazer. —A outra mulher se parou a seu lado, elevou a mão para esfregar seu ombro para consolá-lo—. Não te culpe por isso. Estou segura que não houve eleição.

 

Não houve outra escolha suficientemente boa, pensou Taber. A ninguém que criou um menino e abusou dele, lhe deveria permitir viver.

 

Ele olhou ao Roni quando a porta se fechou silenciosamente detrás do Merinus, vendo a dor que tratava de esconder, o temor. Finalmente tinha cruzado ele uma linha que ela não poderia aceitar?

 

— Ele não era meu pai. —Sua voz se quebrou então—. Por que não me disse Mamma que não era meu pai, Taber? Por me escondeu isso?

 

Era como se algo finalmente se soltou dentro dela. Taber se moveu rapidamente para a cama, abraçando-a, com o coração quebrado por ela.

 

— Não sei, carinho. —Murmurou ele dolorosamente.

 

— Ela amou a meu pai. —Seus punhos agarravam com força sua camisa—. Sei que o fez. Ela me disse que o fez. Por que estava com esse bastardo? Por que lhe deixou machucá-la?

 

Ele poderia sentir a fúria pulsando dentro dela, a dor de anos de negligência e abuso emocional. Não tinha podido proteger a de tudo, não importa com tanta força o tinha tentado. E ainda agora, não poderia proteger a de conhecer a vida que encarou. A vida que seu menino encararia. Ele só a poderia abraçar e rezar.

 

— Daria tudo o que tenho por te haver economizado este sofrimento. —Ele se moveu para trás, ficando com o olhar fixo para ela, seu coração doendo por ela do mesmo modo que sua alma valorou o conhecimento que levou a cabo seu coração. Não lhe odiava. Não temia a esse animal que algumas vezes se liberava. Aceitava tudo dele. E se ele pudesse, então daria tudo o que tinha para salvar a dessa dor.

 

Seus olhos pareciam piscinas escuras de confusão, de dano, mas podia ver que confiava nele. Sua necessidade por ele.

 

— Não o faço. —Ela finalmente suspirou—. Não trocaria nada, Taber. Nada, se isso significasse, então que não poderia te ter. O resto não tem importância, além de uma pequena nota à margem da brutalidade do Reginald. Posso viver com isso. Não posso viver sem ti.

 

Como podia ela fazer isso para ele? Fazer que seu peito se enchesse de orgulho com aquelas simples palavras? lhe fazer sentir como se pudesse conquistar o mundo com apenas seu sorriso para apoiá-lo?

 

— Você sempre me terá. —Jurou ele, com voz rouca, a emoção enchendo-o, ainda lhe assombrando. Ela enchia cada parte dele—. Sempre, Roni. Sempre, terá-me.

 

Ela tocou sua bochecha. Quase convulsivamente sua mão se elevou para a sua, apertando-a atraindo-a para sua boca enquanto lhe dava um beijo apaixonado, dentro de sua palma.

 

— Então sou feliz. —Ela suspirou, um suspiro cansado, rendido e pequeno—. me Abrace, Taber. Te tenda a meu lado e só me abrace. Descansa comigo.

 

Apoiou-a na cama, abraçando-a fortemente contra seu peito, emquanto sua cabeça se apoiava sob seu queixo. Ela se assentou contra seu corpo tão naturalmente como o respirar. Aliviando-o. lhe excitando.

— Nosso menino será amado. —Ela murmurou adormecidamente.

 

— Sempre, Roni. Nosso menino será adorado. —Ele soube, no profundo de sua alma, que não seria de outra maneira.

 

Ela suspirou fortemente, relaxando-se contra ele quando os acontecimentos dos dias passados finalmente esgotaram sua força restante. Ele ouviu sua respiração fazer-se mais profunda, sentiu seu corpo afrouxando-se e se permitiu uma solitária lágrima cair lentamente de seu olho. Ela era seu presente. Sua alma. Com ela, a salvação tinha chegado ao homem que lutou diariamente animal que espreitava dentro dele. Com ela, finalmente tinha encontrado a paz.

 

Aaron Lawrence ainda sentado, congelado, seus olhos pegos à tela de televisão, o passado precipitando-se sobre ele com a força de uma onda gigantesca. As palavras filtrando-se através de sua mente intumescida possuíam pouco sentido. Tudo o que viu foi sua cara. Uma cara que ele tinha pensado que nunca veria.

 

Verônica Andrews. A Filha do Reginald e Margaret Andrews. Sua alma gritou em sinal de protesto. Ela não era nada do bastardo que o tinha traído. Ela era dele. Sua menina. A última conexão que ele tinha com a mulher que tinha completado sua alma. A mulher que tinha deslocado pelo horror dos delitos que ela acreditou que ele tinha perpetrado.

 

Sua filha. Ele combateu suas lágrimas, sua pena. Ela se parecia tanto a sua mãe. A mesma suave curva de sua frente, o azul escuro de seus olhos, a curva de sua bochecha. O medo que branqueou sua cara

 

Os repórteres pareciam uma matilha de animais enquanto a incomodavam. Rasgando suas roupas. Lhe gritando. Ele olhou o relatório gravado em cinta, a fúria agitando-se em seu peito.

 

— Obtém seus nomes. —Ele não olhava a seu filho. Seth se encarregaria de tudo. Ele saberia o que fazer agora.

 

A mandíbula do Aaron se apertou enquanto lutava com a raiva que se construía dentro dele. A marca em seu pescoço era uma abominação. Antinatural. Durante meses, apesar da posição neutra do Seth sobre as Castas, Aaron tinha estado dando dinheiro no intento de destruição dos animais. Quando ele observou o que as notícias informavam mais de perto, e viu a breve entrevista que veio mais tarde depois da pequena cerimônia matrimonial entre sua filha e o mascote reconheceu fatigadamente que tal apoio teria que acabar. Se ela era feliz.

 

Ele franziu o cenho. O que ocorre se ela não o era? O que se de algum jeito tinha sido forçada a entrar nisso? Se foi forçada, então ele poderia trazê-la a sua casa. Ele poderia cuidar dela. Lhe dar todas as coisas que tinha sido incapaz de lhe dar ao longo de toda sua vida. Ele poderia ser seu pai.

 

Isso era, pensou ele, a esperança crescendo dentro dele. Seth poderia fazer isto. É obvio, Aaron soube que teria que convencer a seu filho de fazer isto a sua maneira. Seth era muito direto, muito condenadamente honesto. Havia dias em que ele teria suspeitado que o moço foi engendrado por outro, se não fora pelo fato que era tão condenadamente parecido ao Aaron.

 

O mesmo cabelo castanho escuro e os olhos cinza resistente. Os mesmos rasgos patrícios. Era como olhar no espelho do passado quando olhava a seu filho. Mas ele era um bom moço, Aaron se recordou a si mesmo. Forte. Tenaz. Ele foi o bastante grande e o bastante inteligente para conseguir o que ele quis, quando o quis. Ele não tinha que extorquir. Não como seu pai o fez.

 

— Não lhe pode dizer nada a ela. —Aaron se voltou para o Seth agora, vendo a firme intenção no velado rosto de seu filho— me prometa isso Seth. Juro-te que se não disser a verdade a ela, nunca te defraudarei de novo.

 

Um cínico sorriso cruzou a cara do Seth, embora ele não olhou a seu pai. Ele olhava fixamente a televisão. Outra das estranhas entrevistas com pleno orgulho.

 

— Você sempre me mentirá, Aaron. —Seth encolheu seus largos ombros com resignação.

 

Aaron fez uma careta de dor. Não lhe tinha chamado “papai” em muito tempo, Aaron se tinha esquecido de seu som.

 

— Você não pode dizer-lhe Seth. —A dor fustigou seu coração. Se Seth lhe dissesse a verdade, então ela nunca o perdoaria. Nunca o chamaria papai.

 

Seth suspirou profundamente.— Não lhe direi.

 

— Teremos que tomar cuidado —Lhe advertiu Aaron— Teremos que vigiar as primeiro coisas. Deixa a seus moços fazer uma boa comprovação. Realmente boa. Te assegure de que ela é feliz.

 

Seth lhe percorreu com o olhar então, seus olhos se estreitaram pensativamente.

 

— Podemos permanecer neste povo. —Aaron gesticulou para o relatório da televisão.— Permite a seus moços fazer uma comprovação...

 

— Posso conseguir as respostas...

 

— Por favor, Seth. —Aaron pôs tudo o que ele tinha na súplica.— Juro que não farei nada. Só me permita me assegurar. Só esta vez. Me deixe estar seguro.

 

Seth lhe vigiou estreitamente. Aaron foi mais que consciente do que seu filho viu. Um homem velho, quebrado, limitado a uma cadeira de rodas, agonizando lentamente. E ele se estava morrendo. Ele estava pagando por seus pecados da pior maneira possível. Uma morte lenta, dolorosa. Aaron soube, e ele não estava sobre utilizando-o. Ele se perguntou onde Seth tinha encontrado que a larga linha da honra do Aaron lhe tinha amaldiçoado a ele.

 

Seth passou sua mão sobre sua cara cansadamente.— Já veremos, Aaron. Já veremos.

 

Ele se debilitaria. Aaron se recostou em sua cadeira de rodas, voltando-se para relatório, seu coração apertado. Bonita Verônica. Sua filha. Sua doce garotinha, perfeita. Ela estaria em casa logo, ele se prometeu a si mesmo. Muito, muito em breve.

 

Sherra olhou ao Kane sangrar; incapaz de deixar de olhá-lo, incapaz de continuar negando o que seu corpo lhe tinha estado dizendo durante meses. Estava começando a estar em zelo. Podia sentir os diminutos dedos da necessidade lhe arranhando a carne, exigindo que cedesse ao instinto da raça. Exigindo que fora com o homem que a tinha feito sua mulher, sua companheira, uma década antes.

 

Meu deus, tinha sido realmente fazia tanto tempo? Uns onze anos. Onze compridos e tortuosos anos nos que tinha sofrido por aquela única noite, pelos planos fanáticos de um irmão que tinha nascido tão retorcido e demente como seus criadores. Sofrendo por um homem que nunca a tinha amado. Que nunca a tinha necessitado verdadeiramente. Se ele tivesse feito algo, então possivelmente, só possivelmente, tantas outras coisas não teriam ocorrido.

 

Sherra. Carinho. Sim. Ah demônios, sim carinho, me deixe entrar... Recordar as palavras foi como se uma faca se afundasse em sua alma. E ainda quanto mais lutava contra as lembranças, mais vívidos se voltavam.

 

Kane Tyler. Alto, forte, sua só presença tinha sido suficiente para deixá-la sem respiração, encher a de um desejo tão forte que quase a tinha afligido. Seu toque tinha queimado seus sentidos, seu beijo... gemeu. Não recordaria o beijo. Não recordaria como seu coração se contraiu ante a carícia de sua língua.

 

Um tremor se deslizou sobre seu corpo quando ficou de pé, obrigando-se a afastar-se da janela, longe da visão do Kane movendo-se com crédulo e arrogante poder através do pátio.

 

Durante quanto tempo mais guardaria Merinus seu segredo?, Perguntou-se enquanto colocava seus dedos entre a larga queda de cabelo que descendia sobre sua cara. Quanto tempo mais antes que a irmã informasse ao irmão do menino que tinha perdido? O menino que tinha sido assassinado estando ainda em seu ventre?

 

Sua mão se moveu para seu abdômen, deslizando-se por cima com um toque fantasmal enquanto seu ventre se contraía com a necessidade. Cada quanto tinha sonhado com o menino que pôde ter sido? Sonhava com um filho precoce com os olhos azul escuro de seu pai, ou uma filha com seu cabelo negro. Um menino que teria sido o melhor dos dois.

 

Sherra lutou contra suas lágrimas, lutando contra os sonhos inúteis, as esperanças que uma vez a tinham cheio. A vida lhe tinha ensinado que não havia oportunidade de redimir o passado. Nenhum sentido em lamentar o que não tinha sido feito.

 

Amo-te, Sherra... A lembrança de suas palavras murmurou através de sua mente. Voltarei, carinho, juro-o. Estarei de volta, e trarei ajuda... Mas nunca tinha retornado. Nunca tinha retornado a ela.

 

Os cientistas tinham estado eufóricos quando viram que estava grávida. Tinham sido tomadas todas as precauções para garantir a vida do menino. Todas as precauções exceto ter em conta a morte. A morte de seu bebê.

 

O gemido que ecoou ao redor dela não podia ser dele, assegurou-se a si mesmo. Ela tinha chorado por aquele menino perdido durante anos. Chorado até que sua alma tinha sangrado com a umidade salgada de sua dor. Chorado até que não tinha havido nada dentro de seu coração exceto uma concha vazia. Até que Kane tinha retornado. E com ele, também as lembranças, então tinha brigado desesperadamente.

 

Ahh, Sherra. Sim, Carinho. Tão apertada. Tão quente e apertada. Seu sexo se apertou convulsivamente ao recordar a sensação de seu pênis dentro dele. Ele o tinha observado. Recordava-o. Tinha observado como cada milímetro de sua poderosa ereção se afundava nas ardentes profundidades de seu nu sexo. Tinha estado fascinado por essa falta de cabelo. Tinha amado lamber os inchados e gordinhos lábios, sentir seus sucos contra sua língua.

 

—Alto. —Murmurou, metendo-os dedos entre seu cabelo, agarrando-o com força, esperando que a dor rasgasse o véu da pena.

 

Só tinham tido uma noite. Só oito horas roubadas durante um tempo em que supostamente ele estava treinando-a. Ele a tinha treinado, mas não nas lições que lhe tinham ordenado. Em lugar disso a tinha treinado para seu membro. Adestrando-a para seus beijos, para o toque de suas mãos. Adestrando-a para amar, e então mais tarde, para o ódio. Não parecia poder desfazer do ódio, sem importar o fato que ele tinha estado tão impotente como ela.

 

Dayan. Ele tinha sido seu irmão. Seu confidente. Tinha sido uma das poucas pessoas em quem tinha crédulo. Sua traição tinha sido o pior. Tinha tratado de matar ao Kane, Merinus o havia dito. Tinha sido ele o que tinha deslizado a droga em sua comida. A droga que impôs à força o aborto não desejado em seu corpo já débil. Tinha sido seu irmão quem tinha destruído tudo o que Sherra tinha sido. E agora ali estava ela, onze anos mais tarde, seu corpo atormentado com uma luxúria que parecia não poder controlar, seu coração rompendo-se com lembranças contra os que já não podia lutar.

 

Meu deus, Sim. Chupa meu membro, carinho. Sim, Sherra, demônios. Ele tinha lutado por retirar-se, por evitar verter sua semente em sua boca, mas ela tinha estado se desesperada pelo sabor de sua essência. Desesperada por conhecer cada faceta do ato no que estavam envoltos.

 

Lambeu-se os lábios ao recordar o sabor.

— Quando vais dizer? Se o Merc estava na porta do escritório, olhando-a fixamente com amargos e vazios olhos. Ele sabia, pensou ela, conhecia muito bem a dor de perder tudo o que tinha importância em sua vida.

 

— Quem disse que ia fazê-lo? —Não podia encobrir o fato de que ele sabia que ela estava em zelo. Caramba, todos eles sabiam. Seu perfume não era detectével só pelo Kane. Só ele era ignorante do que acontecia seu corpo.

 

— Não pode esconder o dele por sempre. Não é tolo. —Ele negou com a cabeça enquanto cruzava seus braços sobre seu poderoso peito.

 

— É hora de esquecer o passado.

 

Ela grunhiu.

 

— Bom conselho vindo de ti —Espetou ela.— Quando for o suficiente forte para aceitar seu passado, Mercury, então poderá te queixar de que eu não aceitei o meu.

 

—Foi um golpe baixo. Sherra negou com a cabeça enquanto gemia com sofrimento.

 

— Merc, sinto muito.

 

Ele suspirou cansadamente— É certo. Mas agora você tem uma oportunidade, Sherra. Seu companheiro ainda vive. E está mais que preparado para aliviar a dor que começa a crescer dentro de ti. Por que lutar contra isso? Não te merece mais que isto?

 

— Não o merecemos qualquer de nós? —Murmurou ela.— Não posso, Merc. Não posso. Não poderia suportar perder a outro menino. Não poderia suportar perder ao Kane outra vez mais. —Muitos anos, muita cólera.

 

— Ele é seu homem. —Disse ele simplesmente— Logo, ele não aceitará um não como resposta. O que fará então? O que fará quando souber a verdade que lhe ocultaste desde que te encontrou?

 

Um cansada e amargo sorriso cruzou seus lábios.— Não sei. —Suspirou desoladamente.— Simplesmente não sei. E talvez essa é a parte que verdadeiramente me aterroriza, Merc. Não sei se posso suportar seu castigo.

 

Merc negou com a cabeça lentamente.

 

.— Começa a contar os dias, Sherra. Porque logo, muito em breve, não haverá nada mais que ocultar. Ele saberá e quando o fizer, demonstrará-te por que é seu homem. Talvez então te dará conta do inútil de sua luta.

 

Ele se girou e deixou o quarto, e nesse momento ela se precaveu de quanta razão tinha. Logo não poderia ocultar suas necessidades. Invadiriam cada célula de seu corpo, deixando-a indefesa e tão quente que pediria alívio a gritos. Sabia. Sabia porque era um ciclo. Cada ano. Cada comprido ano esbanjado longe dele, tinha sofrido.

 

Sofrendo até que a morte tinha parecido a única alternativa viável. Sofrendo até que lhe tinha amaldiçoado, tinha-lhe odiado e finalmente em um último movimento desesperado se assegurou a si mesmo e à natureza que nenhum menino sairia nunca de seu corpo. Tinha enganado ao doutor para que a esterilizasse e destruíra por sempre uma oportunidade para o menino e o homem roubado dela. Fazia o inconcebível. E agora, sofreria. Como sempre. Sozinha.

 

Grim Reaper - É a representação de La Morte. Um esqueleto com uma larga túnica negra com capuz e uma foice na mão.

Depo (acetato de medroxiprogesterona) - é um medicamento similar a progesterona, um hormônio que os ovários produzem normalmente cada mês como parte do ciclo menstrual. Depo é um medicamento injetável ("uma injeção") que previne a gravidez e tem efeito de três meses.

 

                                                                                Lora Leigh  

 

                      

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