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O JARDIM DO ÉDEN
O JARDIM DO ÉDEN

 

 

                                                                                                                                   

 

 

 

 

Já faz mais de dois mil e seiscentos anos que o célebre profeta persa, Zoroastro, chamou os homens e as mulheres da Terra para lutar contra o Mal, já que, segundo sua doutrina, no mundo havia duas forças contrapostas: o Bem e o Mal. Os povos devem erradicar o mal de seus lares, aldeias, cidades e nações; mas, antes, cada homem e cada mulher, tem que desterrar de seu coração a inveja, a avareza e o desejo cie fazer mal aos seus semelhantes ou a qualquer outra criatura de todas quantas povoam a Terra.

Assim falou Zaratustra, faz mais de dois mil e quinhentos anos, porque recebeu a iluminação por parte do deus Ahura Mazda, a deidade mais honrável do Universo, o deus da Sabedoria. Assim, foi revelado a Zaratustra, o deus da Sabedoria engendrou o malvado Ahriman, o deus do Mal.

Da mesma forma,   no Antigo Testamento Javé criou o primeiro homem e a primeira mulher e os pôs a viver no maravilhoso Jardim do Éden, eles foram tentados pelo Mal, que se apresentou diante deles sob a forma de uma serpente, e desejaram ser iguais ao seu criador. Seus corações foram transpassados pelas flechas envenenadas da inveja, da avareza, da soberba e da arrogância.

Desde então, seus pensamentos já não foram puros nem suas almas tiveram descanso algum; pelo contrário, continuamente, daí em diante, viveram assaltados pela ansiedade e pela dúvida. O mal tinha entrado no corpo do primeiro homem e da primeira mulher, e tinha se apoderado de seus espíritos.

O relato da criação do Éden diz que, no tempo em que Javé Deus criou a Terra e os céus, não havia arbusto nenhum no campo, nem germinavam as ervas porque Javé Deus não tinha enviado ainda as chuvas para que se regassem os campos, nem existia ainda homem que a lavrasse, nem vapor aquoso que subisse da terra para umedecer toda a superfície cultivável.

E então, modelou Javé Deus o homem de argila e lhe inspirou no rosto alento de vida, e foi assim o homem um ser animado. Plantou logo Javé Deus um jardim no Éden, no oriente, e ali pôs o homem que tinha formado.

O Livro de Géneses dá uma descrição ordenada e exaustiva daquele território maravilhoso, tão detalhada que muitas têm sido as tentativas para situar o bíblico paraíso terrenal em nossa geografia real.

Diz a Bíblia que do Éden saía um rio que se dividia em quatro braços; o primeiro chamado Pisão, que rodeia toda a terra de Evila, onde abunda o ouro, o bdélio e a ágata (o bdélio era uma goma-resina muito apreciada pelo seu aroma); o segundo chamado Guijó, rodeia toda a terra de Cus; o terceiro chamado Tigris, corre pelas terras do oriente da Assíria; o quarto, como resulta natural supor, tem obrigatoriamente que ser o Eufrates. Neste jardim do Éden destacava-se a presença de duas árvores: a da vida e a da ciência do bem e do mal, noutra nova referência a Zaratustra.

Assim, fez Javé Deus brotar da terra do Jardim do Éden toda classe   de árvores formosas de se olhar e saborosas ao paladar, e no meio do jardim cresceu a árvore da vida e a árvore da ciência do bem e do mal.

As duas árvores singulares serviam para que Javé Deus testasse o filho terrenal que acabara de criar, de maneira que o próprio homem teria que decidir ser fiel a seu deus o pôr em evidencia sua desobediência, como já tinha feito o Anjo   rebelde, isto é, o perverso Lúcifer, o malvado Ahriman dos hebreus.

E essas árvores mágicas não eram senão um requisito indispensável para o processo criador, porque significavam e representavam a validação de uma conduta, a prova indiscutível de que o primeiro homem tinha caído para sempre, ou tinha sabido vencer a tentação do mal.

Javé Deus disse ao primeiro homem: “De todas as árvores do paraíso podes comer, mas da árvore da ciência do bem e cio mal não comais, porque o dia que dela comeres, certamente morrerás”.

Javé acrescentou os animais do campo e as aves do céu, e as pôs à disposição de seu homem ainda sem nome; mas deu-se conta que o homem não tinha companheira, assim o fez cair num profundo sono, tomou uma de suas costelas e, com esse osso, deu forma à mulher.

O homem, ao despertar do sono divino e ver sua companheira, disse: “Isto sim é osso de meu osso e carne de minha carne”. E Javé deve ter respondido: “Esta se chamará varoa, porque do varão tem sido tomada. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se juntará à sua mulher. E virão a ser, os dois, uma só carne”. Mas a aparição da mulher no até então idílico jardim ia desatar as forças ocultas, porque a serpente sob cuja forma se escondia o mal, se aproximou para tentar a mulher, convidando-a para que provasse todas as frutas do fértil horto do Éden, incluída àquela vedada pelo criador. A mulher recusou: Do fruto das árvores do paraíso comemos, mas do fruto que está no meio do paraíso nos tem dito Deus “Não comais dele, nem o toqueis sequer, senão ' morrerás”.

Mas a serpente continuou instigando sua vítima e tentando a mulher: “Não, não morrereis, Javé Deus sabe que o dia que dele comais se abrirão seus olhos e sereis como os deuses, conhecedores do bem e do mal.

E assim continuou a serpente insistindo, até que a fruta proibida do centro do jardim foi provada pela mulher: Viu, então, a mulher que a fruta da árvore era boa para comer, e que a árvore era formosa aos olhos e desejável para alcançar por ela a sabedoria, e tomou do seu fruto e comeu”. Uma vez tendo comido o estranho fruto, a fêmea induz, por sua vez, o homem e companheiro a que prove da fruta proibida, e o varão tampouco teve a força de vontade necessária para rebelar-se contra o convite da chamada varoa, de maneira que o relato conclui com estas palavras: “E deu também dele a seu marido, que também com ela comeu”.

 

 

                      

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