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Poesia & Contos Infantis

 

 

 


OS ANÉIS DO PODER / J. R. R. Tolkien
OS ANÉIS DO PODER / J. R. R. Tolkien

                                                                                                                                                   

                                                                                                                                                  

 

 

Biblio VT

 

 

 

 

Esta é a história dos Três Anéis dos elfos, presentes na obra de Tolkien. As informações que se seguem foram extraídas, em sua maioria, d'O Silmarillion, com informações extras retiradas d'O Hobbit, d'O Senhor dos Anéis e d'As Aventuras de Tom Bombadil. O enfoque foi mantido principalmente sobre os elfos, embora isto tenha se mostrado obstante. A história é tão abrangente no contexto espaço-temporal, que a história passaria a fazer pouco sentido, se se restringisse a Terra-média, a não ser que algumas das coisas mencionadas não relativas aos elfos, como por exemplo a Queda de Númenor, sejam também relatadas.

 

 

 

 

Conforme relatado no Quenta Silmarillion, a Primeira Era terminou quando Melkor foi banido para o Vazio por Manwë, soberano dos Valar. Mas ainda existia o mal na Terra-média, pois Sauron, outrora chamado Gorthaur, o Cruel, pelos sindar, escapara. Durante algum tempo ele se escondeu, embora em tempos posteriores ele tenha ajudado os elfos da Terra-média, mas sempre com a trapaça e a traição em seu pensamento quanto aos elfos. Ele era bem vindo em Eregion, a terra dos noldor, pois ensinava-lhes muitas coisas, fingindo ser amigo desse povo. Com sua ajuda, os artesãos e ourives élficos de Eregion confeccionaram dezenove Anéis de Poder. Então, em segredo, Sauron forjou o Um Anel, para que ele pudesse ter poder sobre todos os outros anéis e controlar as mentes de seus usuários. Com isso, os Anéis de Poder só durariam enquanto o Um Anel durasse, e o Um só poderia ser destruído se fosse lançado na Montanha da Perdição.

Quando Sauron o pôs no dedo, os elfos perceberam suas más intenções e esconderam seus Anéis. Quando Sauron descobriu isso, sua cólera se inflamou e ele declarou guerra aos eldar, exigindo todos os Anéis. Os elfos fugiram, conseguindo manter em segurança os três anéis mais poderosos, exceto pelo Um. Esses Três Anéis foram forjados por Celebrimbor, filho de Curufin, filho de Fëanor, mestre dos Ourives Élficos de Eregion; seus nomes dados por Celebrimbor eram Narya, o Anel do Fogo, Nenya, o Anel da Água e Vilya, o Anel do Ar. Seus portadores desses anéis, passariam a envelhecer muito mais lentamente e não eram sobrepujados pelo cansaço do mundo.

Após chegar em Lothlórien, Frodo, protagonista d'O Senhor dos Anéis, descobriu que Galadriel, a Senhora da Floresta Dourada, era guardiã de Nenya, o Anel da Água. Descobriu, posteriormente, também, que Elrond Meio-elfo era o guardião de Vilya e Gandalf, o Mago, de Narya. A Gandalf Narya foi dado por Círdan, o Armador, quando da chegada do mago à Terra-média. O Conselho Branco, um conselho formado pelos Istari (os Feiticeiros) e pelos soberanos dos elfos, decidiu que nenhum anel deveria ser usado enquanto Sauron o detivesse. Seus guardiões esconderam os anéis élficos, e Sauron jamais os encontrou, mas recuperou os dezesseis restantes, que ele havia dados aos anões e aos homens para que pudesse controlá-los. Aos homens ele deu nove, e seus portadores eram guerreiros poderosos, reis e feiticeiros, mas enfim eles sucumbiram ante o poder de Sauron e tornaram-se seus Espectros do Anel, também conhecidos como Nazgûl (no idioma negro) e Úlairi (no quenya).

Os anões, por outro lado, já eram mais difíceis de serem dominados, uma vez que o poder dos seus Sete Anéis limitava-se a aumentar incrivelmente a cobiça por riquezas, ouro e jóias, característica típica dessa raça. Alguns dos Anéis dos anões foram perdidos, destruídos por dragões, mas nem todos foram destruídos, pois Sauron recuperou alguns, como o que era possuído por Thráin, pai de Thorin Escudo-de-Carvalho.

Ora, Sauron juntou orcs e outras criaturas malignas sob seu jugo, e se autodenominou Senhor da Terra, embora outros o chamem de Senhor do Escuro ou, simplesmente, o Inimigo. Sauron encontrava-se constantemente em guerra contra os elfos, e destes muitos fugiram para os Portos Cinzentos de Lindon, onde o poderoso Gil-galad, último Alto-rei dos noldor, outrora viveu. Dali eles levantaram vela com destino a Valinor, em meio à bem-aventurança dos Valar. Aqueles anos foram chamados de Anos Escuros e os elfos os nomearam Anos da Fuga. Muitos elfos viveram também em Valfenda, onde Elrond Meio-elfo era senhor.

Os homens de Númenor alçaram-se muito em poder e declararam guerra contra Sauron, mas este rendeu-se sem opor resistência, e foi levado cativo pelo rei Ar-Pharazôn. Isto, porém, estava nos planos de Sauron, uma vez que ele futuramente viria a corromper o coração do rei ao tornar-se seu principal conselheiro. Os númenorianos eram muito orgulhosos, e almejavam a imortalidade, pois embora fossem bastante longevos em relação aos homens menores, temiam a morte. Sauron viu nisso uma arma, e não pensou duas vezes em usá-la contra os númenorianos, pois ele incutiu a idéia em Ar-Pharazôn de que, se eles derrotassem os Valar, obteriam a imortalidade.

Sauron sabia que os númenorianos jamais poderiam vencer, e só esperou a derrota deles, pois vira antigamente o poder, a grandiosidade e a riqueza dos númenorianos, revelando-se oponentes perigosos. Os númenorianos levantaram vela em seus navios mais poderosos e investiram contra Valinor, indo contra a antiga Interdição dos Valar. Assim que a esquadra númenoriana aportou e Pharazôn investiu contra Valinor, os Valar invocaram Ilúvatar e este enterrou Pharazôn e seus guerreiros sob toneladas de rochas deslizantes. Os navios aportados foram afundados em uma tempestade. Com seu todo-poder, Ilúvatar transformou por completo a configuração do Mundo, pois criara uma fenda separando Aman do resto do mundo, sendo que essa fenda era próxima demais a Númenor, o que fez com que a ilha afundasse. Sauron, que não esperava esse ato de Ilúvatar, afundou junto com Númenor, mas seu espírito retornou a Mordor.

Entretanto, nem todos os númenorianos eram malignos, e alguns escaparam à submersão da ilha em navios. Destes, Elendil, o Alto, era líder, e ele travou amizade com Gil-galad de Lindon. Os filhos de Elendil, Isildur e Anárion tornaram-se poderosos reis em Gondor, onde compartilharam o trono.

Por alguns anos houve paz, mas Sauron ergueu-se em poder novamente, e atacou primeiro Isildur e depois Anárion. Gil-galad e Elendil entenderam que Sauron atacaria seus inimigos um a um. Então formou-se a Última Aliança, uma aliança entre elfos e homens, que marchou contra Sauron com uma imensa hoste. Diante dos portões da Terra Negra travou-se uma grande batalha. Havia membros de todas as raças, presentes naquela batalha, de ambos os lados, à exceção dos elfos, que eram totalmente contra Sauron.

A Última Aliança saiu-se vitoriosa, e sua hoste entrou em Mordor e sitiou Sauron em Barad-dûr. O sítio durou sete anos, quando enfim, totalmente acuado, Sauron apresentou-se pessoalmente para a batalha e lutou contra Elendil e Gil-galad. Sauron matou os dois, mas Isildur, filho de Elendil, cortou o dedo de Sauron que tinha o Anel, e este, completamente derrotado e sem poderes, fugiu. Este foi o fim da Segunda Era. Gil-galad era o guardião do Anel Vilya, mas antes que morresse, deu o Anel a Elrond, seu grande amigo e arauto.

Isildur manteve a posse sobre o Um Anel, recusando-se a lançá-lo no Fogo da Montanha da Perdição. Posteriormente, enquanto dirigia-se a Arnor, ele e seu exército foram emboscados por orcs e ele lançou-se no Anduin. Mas, infelizmente o Anel escapou de seu dedo, tornando-o visível, e foi morto por um tiro certeiro na testa, de uma flecha orc. Séculos depois, o Um Anel foi encontrado por Déagol, que foi morto por seu amigo Sméagol (Gollum), que manteve o Um Anel para si.

Após a morte de Isildur houve um longo período de paz. A maioria dos elfos morava em Valfenda com o mestre Elrond. Outros viviam em Lindon com Círdan, o senhor dos Portos Cinzentos; em Lothlórien onde Galadriel e Celeborn governavam. Muitos partiram para o Oeste pelo Grande Mar. Muito poucas coisas ocorreram nesses anos que se seguiram à morte de Isildur, logo os eldar viviam com a recordação dos feitos do passado. Esses anos foram chamados de Anos do Desaparecimento.

Quando passaram 1000 anos da Terceira Era, os Istari - os Magos - chegaram à Terra-média. N'O Senhor dos Anéis há referência a três deles, embora tenham havido cinco, referências a estes dois últimos só são encontradas em Contos Inacabados. Esses três eram Curunír, Mithrandir e Aiwendil. Os elfos auxiliaram Mithrandir, também conhecido como Gandalf. No Valaquenta é contado que ele era Olórin originalmente, e era o mais sábio de todos os Maiar. Curunír, conhecido como Saruman, era o mais poderoso, mas voltou-se para o mal e cobiçou o Um Anel para si. Pouco se conhece a respeito de Aiwendil, mais conhecido como Radagast; apenas que ele era um grande adorador de pássaros.

Na mesma época, na Floresta Verde, a Grande, onde Thranduil e seus elfos silvestres moravam, passou a ser chamada Floresta das Trevas, pois ali um mal passou a habitar. N'O Hobbit, descobriu-se que foi nessa floresta que Bilbo e os anões foram atacados por aranhas e feitos prisioneiros nos salões de Thranduil.

Nos apêndices d'O Senhor dos Anéis, descobriu-se que Gandalf viajara por ali, e descobrira que era Sauron que entrara na floresta. Ele expulsou o Inimigo de Dol-Guldur, a Torre da Bruxaria, e Sauron fugiu de Gandalf. Mas depois ele retornou em segredo e espalhou muitas criaturas malévolas para ali morarem.

Por muito tempo, até os dias relatados n'O Senhor dos Anéis, pouca coisa aconteceu entre os elfos. No restante da Terra-média havia guerras, e Sauron reuniu os Nazgûl, o balrog, orcs e muitos outros monstros para si. Ele procurou o Um Anel, como também o fez Saruman. Alguns elfos ainda habitavam a parte norte da Floresta das Trevas e para lá Aragorn levou Gollum após capturá-lo próximo a Mordor. Gollum foi mantido prisioneiro pelo Rei Thranduil, mas escapou com a ajuda de orcs. Logo após isso ter acontecido, os hobbits alcançaram Valfenda, e a Comitiva dos Nove, como relatado n'O Senhor dos Anéis, tencionava lançar o Um Anel na Montanha da Perdição. Legolas Verdefolha, filho de Thranduil, era o único elfo na comitiva.

Sauron passou a suspeitar de que um dos Anéis Élficos estava em Lothlórien, como era de fato verdade, e três vezes ele enviou exércitos de Dol-Guldur para atacar o reino de Galadriel e Celeborn, mas os atacantes foram rechaçados todas as vezes. Após a destruição do Um Anel, os elfos de Lórien subiram o Anduin em barcos e destruíram a Torre da Bruxaria, varrendo o mal da Floresta das Trevas. O Rei Thranduil também estava em guerra contra os servos de Sauron, e sofreram grandes perdas, mas no final saíram-se vitoriosos. Celeborn e Galadriel encontraram Thranduil na Floresta das Trevas no Dia do Ano Novo, e então eles a renomearam Floresta das Folhas Verdes - Eryn Lasgalen.

Quando o Um Anel foi destruído, Sauron perdeu definitivamente todos os poderes e desapareceu. A Terceira Era acabou, então, quando os Três Anéis Élficos e seus portadores, junto com os portadores do Um Anel, partiram para o Oeste, desaparecendo da Terra-média, e a Era do Domínio dos Homens começou quando Aragorn, herdeiro de Isildur, foi coroado e casou-se com Arwen Estrela Vespertina, filha de Elrond Meio-elfo e neta de Galadriel e Celeborn, mas este não foi um fato que continha somente alegria, pois O Senhor dos Anéis relata, na página 375, que "... Arwen Estrela Vespertina também fi-cou, e disse adeus a seus irmãos. Ninguém viu o último encontro dela com seu pai, Elrond, pois eles subiram até as colinas e lá conversaram longamente; triste foi a separação, que deveria perdurar além do fim do mundo."

Ao se casar com Aragorn, ela não poderia viajar para Valinor, como fez Elrond. A razão para tal era que Elrond não era realmente um elfo, mas havia escolhido se tornar um. Arwen poderia viajar com ele para o Oeste, se assim ela escolhesse, ou ficar na Terra-média. Ela decidiu escolher a segunda opção e viveu com Aragorn. Ele viveu mais que a grande maioria dos homens, mas enfim ele morreu, e sem Aragorn, Arwen definhou e foi esquecida pelos homens.

Após a morte do Rei Aragorn, Legolas atravessou o Grande Mar, partindo dos Portos Cinzentos e levando consigo Gimli, o único anão a deixar a Terra-média. Os Portadores dos Anéis - Galadriel, Elrond, Gandalf, Frodo e depois também Sam (que portou o Um Anel por pouco tempo) - partiram para o Oeste. Os Anéis nunca mais foram vistos na Terra-média. Assim termina a história dos Anéis, bem como a dos elfos da Terra-média.

 

 

                                                                  J. R. R. Tolkien

 

 

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